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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; Risco e Retorno</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; Risco e Retorno</title>
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		<title>Você está preparado para um Brasil de primeiro mundo?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/05/11/voce-esta-preparado-para-um-brasil-de-primeiro-mundo/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2012/05/11/voce-esta-preparado-para-um-brasil-de-primeiro-mundo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 May 2012 03:07:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio De Julio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil de primeiro mundo significa juros baixos, mas também rentabilidade afetada para a renda fixa, complemento de poupança e mudança de hábitos. Você está preparado?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Você está preparado para um Brasil de primeiro mundo?" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/05/dinheirama_post_voce_preparado_brasil_primeiro_mundo.jpg" alt="Você está preparado para um Brasil de primeiro mundo?" align="left" hspace="2" vspace="2" />O Brasil viveu recentemente dias intensos no que se refere a crédito e juros bancários. Uma verdadeira “guerra do crédito”, iniciada pelos bancos públicos – que baixaram suas taxas com cortes dignos de uma “espada samurai” recém-afiada, abalando as estruturas bancárias tradicionais.</p>
<p>Queda nos juros seguida pela maioria dos bancos privados, que não tiveram muita escolha e também foram para a “guerra”, mas com cortes não tão afiados como os dos bancos públicos. Resultado: uma promessa de juros mais dignos para quem sonha em ter sua moradia, seu carro zero e abrir sua empresa foi anunciada!</p>
<p><strong>Como fica o consumidor?</strong><br />
Depois, a guerra passou para o outro lado, dos juros para quem aplica. A renda fixa está abalada e também foi atingida no meio desse combate. A poupança, sinônimo de conforto e de uma rentabilidade constante em todos os meses, pode ter seu rendimento prejudicado caso a Selic, a nossa taxa referencial, baixe de 8,5% ao ano, o que pode ocorrer em breve.</p>
<p><span id="more-7598"></span>Aliás, nunca antes na história desse país o nome “taxa referencial” teve tanto sentido como agora. Por enquanto, muitas pessoas estão eufóricas com as novas possibilidades de adquirir carros, imóveis, pagar e renegociar prestações.</p>
<p>A euforia é explicável: se compararmos o que um brasileiro vai economizar em um financiamento versus a redução da rentabilidade da renda fixa, por enquanto o ganho vai ser muito maior em favor do consumidor.</p>
<p>Para quem quer gastar e consumir, nunca antes tivemos águas tão azuis para navegar – e nosso PIB precisa dessas águas com urgência, pois está muito “pequeno”, torcendo para algo mais o empurrar para cima (o governo quer fechar 2012 com crescimento de mais de 4%, mas as estimativas de todos os demais são de 3% ou menos).</p>
<p><strong>E para quem pensa em se aposentar com base na renda fixa? Como fica a situação?</strong><br />
Em países de primeiro mundo, o que o Brasil pretende ser com a redução das taxas, não existe essa rentabilidade da renda fixa que existe por aqui. Rentabilidade garantida, como ocorre com a poupança, é outra coisa que não se vê lá fora.</p>
<p>Quem quiser se aposentar pela previdência privada, que em resumo é um sistema que acumula recursos que garantam uma renda mensal no futuro, vai ter que:</p>
<ul>
<li>Começar a poupar mais cedo, para aqueles que tem tempo pela frente;</li>
<li>Colocar aportes maiores, para quem está no meio do caminho.</li>
</ul>
<p>Mas nós temos um pequeno problema aqui: o governo quer que os brasileiros gastem mais para girar os motores da nossa economia e sabemos que, por outro lado, teremos que poupar mais ou arriscar mais na renda variável para ter uma velhice tranquila. Como fica essa equação?</p>
<p>Muitos brasileiros devem estar fazendo contas do que vão poder comprar com as novas taxas oferecidas pelos bancos. E as contas de quanto vão precisar guardar para se aposentar, será que alguém as está fazendo? Será que alguém experimentou atualizar seus simuladores de previdência para as novas taxas (taxas de países de primeiro mundo)?</p>
<p>Rentabilidade baixa para produtos conservadores (aqueles que mais gostamos), maior apetite pelo risco e complementação de renda para a aposentadoria. Você está preparado para um Brasil de primeiro mundo? Tem certeza?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Antonio De Julio</b>.<br>

Instrutor da MoneyFit, conselheiro da Associação Comercial de São Paulo e co-autor do livro "Por dentro da Bolsa de Valores".<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Compra e venda de ouro usado: dinheiro rápido e sem perguntas</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/03/28/compra-e-venda-de-ouro-usado-dinheiro-rapido-e-sem-perguntas/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2012 13:57:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Risco e Retorno]]></category>
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		<description><![CDATA[Como comprar e vender ouro usado? Conheça as vantagens, os critérios, riscos e as características da compra e venda de ouro usado. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Compra e venda de ouro usado: dinheiro rápido e sem perguntas" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/03/dinheirama_post_compra_venda_ouro_usado_dinheiro_rapido_sem_perguntas.jpg" alt="Compra e venda de ouro usado: dinheiro rápido e sem perguntas" align="left" hspace="2" vspace="2" />Muito por culpa da crise que se instalou e veio para ficar, a negociação de ouro é uma das que mais tem crescido nos últimos anos. Principalmente nos mercados internacionais, os investidores faturam como nunca e, da mesma forma, as lojas abertas ao público tornaram-se uma fantástica forma de conseguir realizar dinheiro de forma fácil e rápida, sem grandes perguntas ou provas.</p>
<p>Os investidores sentem uma necessidade extra de diminuir os riscos dos seus investimentos, não só por uma questão de lucro, como também por segurança. É exatamente nesse patamar que entra o ouro, uma reserva de valor que atravessa um período favorável de grande procura – o que resulta numa constante e contínua valorização em todo o mundo.</p>
<p>Se por um lado os investidores menores afastam-se deste <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbythJUU3JUY1ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, por outro lado os de grande dimensão veem neste negócio uma excelente forma de conseguir aumentar o seu patrimônio. Isso se dá, entre outras coisas, por conta das necessidades dos cidadãos que sentem dificuldades econômicas e que tem, na venda de ouro, uma excelente forma de fazer dinheiro rápido.</p>
<p><strong>Vender ouro, dinheiro rápido e sem perguntas</strong><br />
Salvo raras exceções, são muitos os investidores que recorrem a poucas questões para comprar ouro usado, tornando-se assim extremamente fácil de conseguir dinheiro rápido e fácil para uma eventualidade.</p>
<p>Assim, dado que o crescimento do negócio de compra e venda de ouro usado em Portugal (de onde escrevo) e no mundo cresceu exponencialmente nos últimos anos, conseguir dinheiro rápido e sem perguntas através da venda de alguns dos seus pertences sem uso (em ouro) tornou-se cada vez mais fácil.</p>
<p>Uma das grandes vantagens é que este é um ativo que tem liquidez em todo o mundo, isto é, os investidores podem operar no mercado nacional, salvando muitas famílias da bancarota, mas também vender mais tarde em outros países, já que este pode ser comercializado de forma universal, desde que respeitando legislações locais.</p>
<p><strong>Procedimentos na venda de ouro usado</strong><br />
Alguns dos procedimentos básicos na venda do ouro usado referem-se ao comprador. Ou seja, é importante vender o seu ouro usado apenas a compradores credenciados e sempre dentro da lei, já que uma venda fora da lei poderá trazer-lhe um sem número de problemas. Por outro lado, saber vender é essencial: você deve conhecer os valores do mercado atual para que todo o procedimento seja feito de forma correta e para que ninguém ganhe de forma desonesta.</p>
<p>Apesar de ser um negócio bastante rentável, a venda de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/b3Vyb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-48">ouro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> usado deve ser feita apenas em situações extremas e, sempre que possível, com peças sem grande história, já que vender uma peça de família pode significar grande desgosto no futuro. Assim, aconselhamos sempre a venda a um comprador que possa mais tarde voltar a vender a peça negociada – de forma que seja possível recuperá-la, caso desejado.</p>
<p><strong>Cuidados na venda de ouro usado</strong><br />
Um dos maiores cuidados que devemos ter na venda de ouro usado refere-se ao seu valor. Como ninguém gosta de ser enganado, é preciso conhecer os critérios de avaliação para conseguir prever qual será o valor da venda e, posteriormente, qual será o lucro obtido a partir dessa venda.</p>
<p>No que diz respeito aos critérios de avaliação, destacamos o tipo de peça, a antiguidade, o peso da peça em si, o estado de conservação e a pureza do ouro. Sem estes dados, é impossível definir um valor para a venda. Atenção também à negociação em si, já que uma pessoa em desespero aceita praticamente tudo o que lhe é oferecido, o que pode resultar num prejuízo enorme.</p>
<p>Em suma, os procedimentos e cuidados a ter na venda de ouro usado referem-se à legalidade da negociação, sendo sempre aconselhável procurar uma empresa especializada para a venda do material e avaliação do valor da peça. Além disso, é importante ter sempre em conta a cotação atual do ouro, que varia diariamente.</p>
<p>O amigo <strong>Conrado Navarro</strong> escreveu um artigo detalhando melhor como é possível comprar e vender ouro no Brasil, inclusive citando procedimentos e aspectos legais. Clique e leia <a title="Leia mais no artigo de Conrado Navarro" href="http://dinheirama.com/blog/2010/05/04/como-investir-e-comprar-ouro-sem-ter-muito-dinheiro/" target="_blank">“Como investir e comprar ouro sem ter muito dinheiro”</a>. Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Nuno Ribeiro</b>.<br>

Nuno Ribeiro é jornalista e editor principal do <a title="Blog do Ouro" href="http://www.ouros.com.pt/">Blog do Ouro</a>, um blog que pretende informar melhor como investir em Ouro. Também aborda temas como a <a title="Compra e venda de ouro usado" href="http://www.ouros.com.pt/como-vender-ouro-usado/">compra e a venda de ouro usado</a>, a <a title="Cotação do ouro" href="http://www.ouros.com.pt/cotacao-do-ouro/">cotação do ouro</a> nos mercados internacionais e partilha dicas e conselhos.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Arrisque! A importância dos riscos na busca por melhores resultados</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/10/07/arrisque-a-importancia-dos-riscos-na-busca-por-melhores-resultados/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Oct 2011 19:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Risco e Retorno]]></category>
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		<description><![CDATA[Arrisque se quer realizar seus sonhos e atingir o sucesso merecido. Entenda a importância dos riscos na busca por melhores e mais duradouros resultados. Vença o medo!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Arrisque! A importância dos riscos na busca por melhores resultados" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_arrisque_importancia_dos_riscos_busca_melhores_resultados.jpg" alt="Arrisque! A importância dos riscos na busca por melhores resultados" align="left" hspace="2" vspace="2" />Bruna</strong> comenta: <em>&#8220;Navarro, tenho uma carreira bastante promissora, mas meu desejo de mudar e arriscar ser feliz com um projeto diferenciado parece falar mais alto. No entanto, sou muito criticada quando decido abordar esta possível decisão com meus amigos e familiares. Já li que você passou por inúmeras mudanças em sua vida (fim de casamento, mudança total de carreira, problemas de saúde etc.) e gostaria de sua opinião sobre minha história. Como você se sentiu ao ter que enfrentar o risco, sem saber que resultados ele traria? Obrigada&#8221;</em>.</p>
<p>A abordagem tradicional do crescimento pessoal, que objetiva ações baseadas no conceito de causa e efeito – “faço isso, estudo aquilo e passo a ganhar mais” –, não deve ser levada ao pé da letra por quem pretende viver uma verdadeira guinada financeira. Enriquecer e atingir a independência financeira contando apenas com o salário é tarefa que poucos conseguem atingir, basta observar a realidade à sua volta.</p>
<p><span id="more-6663"></span>Apresento com mais intensidade essa opinião no artigo <a title="Sucesso, riqueza e bem-estar: só iniciativa não basta para vencer!" href="http://dinheirama.com/blog/2011/09/29/sucesso-riqueza-e-bem-estar-so-iniciativa-nao-basta-para-vencer/" target="_blank">“Sucesso, riqueza e bem-estar: só iniciativa não basta para vencer!”</a>, publicado semana passada. Hoje quero aprofundar o tema tratando de um aspecto pouco discutido nos papos sobre dinheiro: a importância de correr riscos! Convido-o a uma reflexão sincera sobre seus passos pessoais e profissionais. <strong>Quando foi que você realmente se arriscou a fim de encarar uma mudança?</strong> Qual foi o resultado?</p>
<ul>
<li><em><strong>“Não deu certo!”</strong></em>. Fracassou? Ok, as saídas são: lamentar-se, encontrando culpados por todo lado, escondendo-se atrás de desculpas de toda ordem e abrindo mão de suas responsabilidades, ou investigar as causas do insucesso, fortalecer os pontos que contribuíram com a ruína e tentar de novo. Aceitar a frustração reduz a ansiedade e torna mais humana a tarefa de “digerir” as trombadas;</li>
<li><strong><em>“Boas oportunidades surgiram”</em></strong>. Extraiu algo de positivo? Excelente. Assumir riscos então contribui para o amadurecimento e possibilita que exploremos melhor todas as nossas capacidades. Assusta, mas enriquece;</li>
<li><strong><em>“Não mudou nada”</em></strong>. Tem certeza? A tentativa de mudar e o risco corrido também não fizeram mal algum, certo? Logo, correr riscos desejando e trabalhando por algo melhor certamente agrega valor, ainda que seja “apenas” como amadurecimento e experiência.</li>
</ul>
<p>Riscos são oportunidades de alcançar resultados diferentes a partir de decisões igualmente diversas. Não há um manual que ensina quem e quando devemos arriscar. Cada pessoa tem seus anseios e desejos e também seu grau de aversão ao risco, mas é importante que estes fatores sejam coerentes. Afinal, o conflito entre o tamanho de nossos sonhos e nossa determinação de arriscar para conquistá-los está entre as razões principais de sérios problemas emocionais.</p>
<p><strong>Encare o risco de forma prática!</strong><br />
Se jogar-se diante de oportunidades que exigem desprendimento ainda lhe parece uma decisão difícil, tente parametrizar sua abordagem de uma forma mais objetiva:</p>
<ul>
<li><strong>Ouça com atenção ao que os outros têm a dizer, mas decida-se sozinho.</strong> Participe ativamente dos círculos familiares e profissionais, mas faça-o de forma inteligente. Isto é, evite o ímpeto de avançar com suas verdades prontas e procure escutar mais que falar. Depois, filtre bem que informações são realmente relevantes para o que você pretende fazer e dê o passo por conta própria; você precisa ser capaz de arcar com as consequências de seus atos;</li>
<li><strong>Informe-se sobre oportunidades de gerar renda extra.</strong> Comece a pensar “fora da caixa” e envolva-se com as chances de abrir seu próprio negócio, investir mais etc. Você já visitou o SEBRAE de sua cidade/região? Já leu algum livro ou material que detalha as alternativas de investimento disponíveis no Brasil hoje? Tenha certeza de que seu desejo de transformação não é apenas uma tentativa de distanciar-se da realidade, dos problemas cotidianos. Em outras palavras, conheça o mundo real relacionado com a atividade que pretende exercer e veja se você tem o perfil para ela;</li>
<li><strong>Discorra e analise as possíveis consequências antes de arriscar.</strong> Gosto bastante de responder a três questões antes de dar um passo rumo ao novo: o que de bom pode acontecer? O que de ruim pode acontecer? Qual dos dois cenários é o mais provável? Funciona assim: eu reúno todas as informações possíveis e que julgo importantes para responder a essas perguntas e vou adiante só quando o quadro me traz confiança.</li>
</ul>
<p>Se você interpretou adequadamente este pequeno artigo, percebeu que ele é um convite à mudança. Quero que você leve em conta sua atual situação e questione-se: estou acomodado e contando mais com os outros que comigo mesmo para atingir minha independência financeira? <strong>Sou definido por minha luta e disciplina para correr atrás do meus objetivos ou pelo meu contracheque?</strong></p>
<blockquote><p>“Não há nada de errado em ter um contracheque estável, a não ser que ele interfira na capacidade que você possui de ganhar o que merece. É neste ponto que está o problema: ele geralmente interfere. Nunca estabeleça um teto para os seus rendimentos” – <strong>T. Harv Eker</strong></p></blockquote>
<p><strong>Faça, apesar do medo!</strong><br />
A sensação de que as coisas podem dar muito erradas ou os conselhos dos mais chegados tentando dissuadi-lo da arriscada decisão pesam, mas refletem expectativas externas. Em geral, a sociedade espera que você falhe &#8211; os que adoram apontar o dedo e dizer <em>&#8220;Não falei?&#8221;</em> são maioria, infelizmente. Se você acredita no potencial do projeto/ideia e está preparado para, dando certo ou errado, insistir e assumir responsabilidades, agradeça as interferências e use-as como motivação.</p>
<p>Gosto da história de um pamonheiro aqui da cidade, que antes trabalhava como operador de máquinas na indústria. O nascimento dos filhos aumentou o custo de vida e, ao lado de sua esposa, ele decidiu arriscar-se em um antigo hobby familiar: produzir pamonhas, mas dessa vez para vender. Durante algum tempo, ele manteve os dois trabalhos. Hoje o casal fatura quase cinco vezes mais que na época da indústria, ele tem mais tempo com a família e um padrão de vida melhor. Ele arriscou.</p>
<p><strong>Então mãos à obra!</strong> É hora de tirar da gaveta aquele plano de negócios, fazer o tão falado curso de extensão, começar logo a graduação na nova carreira, investir naquela sociedade e por ai vai. O que você quer fazer? Precisa de autorização para isso? Está esperando o quê?</p>
<p>Convido todos os leitores a contar qual é seu modo de encarar os riscos. Eles influenciam sua tomada de decisões? Você já arriscou? O que fez? Se não teve coragem, por quê ainda é reticente em relação a tentar mudar? Use o espaço de comentários abaixo e também o Twitter para alongarmos esse papo: sou o <strong><a title="Siga-me no Twitter" href="http://www.twitter.com/Navarro" target="_blank">@Navarro</a></strong> por lá.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Desafio, o verdadeiro combustível do sucesso</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Jan 2011 18:30:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quanto você realmente enfrenta de desafios ou deixa de fazê-lo preferindo a autossabotagem? Você tem medo de errar? Agrada demais os outros? Cuidado!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Desafio, o verdadeiro combustível do sucesso" src="http://dinheirama.com/files/2011/01/dinheirama_desafio_sucesso.jpg" alt="Desafio, o verdadeiro combustível do sucesso" hspace="2" vspace="2" align="left" />Feliz Ano Novo! </strong>De novo! Afinal, nada melhor que um Réveillon bastante agitado, com <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y2hhbXBhbmhlXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-56">champanhe<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e ao lado de familiares e amigos de longa data para reforçar o compromisso de vencer, fazer melhor e ir mais longe. Foi assim com você? Época de promessas ocas e desejos exagerados, a virada de ano também traz alento, esperança e motivos de alegria. Afinal, a vida segue – razão máxima para comemorar.</p>
<p>Além dos usuais votos de paz, prosperidade, alegria e sucesso, tenho o costume de desejar a todos os amigos e familiares que o Ano Novo seja repleto de desafios. Ora, o que seria de nossas realizações não fossem os desafios que somos obrigados a enfrentar? São eles que nos fazem crescer e melhorar nossas habilidades; são eles que nos lembram do quanto somos capazes de “dar a volta por cima” ou de improvisar, resolver.</p>
<p><strong>Desafio e autossabotagem</strong><br />
Tenho para mim que desafio é uma palavra intimamente relacionada a risco e oportunidade. Tente se lembrar das suas principais conquistas nos anos passados. Como as atingiu? Foi fácil? Precisou de ajuda? Provavelmente, você teve de enfrentar alguma situação nova, inesperada ou ao menos diferente. Observando os acontecimentos do dia a dia dá pra perceber que ao removermos os riscos de nossas vidas, eliminamos também as oportunidades.</p>
<p><span id="more-5532"></span>O que fazer? Esconder-se nas desculpas tipo <em>“Isso não acontece comigo”</em> ou <em>“Papo furado de autoajuda”</em> costuma funcionar bem, mas até certo ponto apenas. São muitas as figuras que preferem posar, passar uma imagem inabalável, agradável, quando na verdade sofrem problemas pessoas de perigosas consequências. Para estes, a zona de conforto consiste em “deixar rolar”, mesmo que não haja nada de confortável no passar dos dias. A isso <a title="Leia mais sobre autossabotagem" href="http://www.abril.com.br/noticias/comportamento/autossabotagem-compromete-crescimento-profissional-417365.shtml" target="_blank">alguns especialistas chamam autossabotagem</a>.</p>
<p><strong>Arriscar mais ajuda. Ser mais preciso também. </strong>Aproveite que a energia que o Ano Novo injetou em sua vida e encare as atitudes transformadoras que tanto empurrou com a barriga no passado. Sugiro que você encare o desafio de realmente mudar sua vida e:</p>
<ul>
<li><strong>Gaste sua energia criando objetivos mais concretos e menos abstratos.</strong> Muitos brasileiros colocam como meta do ano “entrar em forma”. Muito abstrato. Prefira apontar ações mais diretas, como: caminhar 30 minutos diariamente ou correr 20 minutos, duas vezes por semana. Outro exemplo: troque a meta “gastar menos” por anotar durante 30 dias suas receitas e despesas do período;</li>
<li><strong>Pare de temer o fracasso como se errar fosse um pecado. </strong>Prefira cercar-se de informação, <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y29uaGVjaW1lbnRvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">conhecimento<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e aceite riscos calculados. Para cada objetivo proposto, experimente pontuar o que de melhor pode acontecer, o que de pior pode acontecer e o que tem mais probabilidade de acontecer. Se o cenário lhe agradar, faça! É como fazem os gestores profissionais antes de tomar uma decisão. Funciona;</li>
<li><strong>Agrade menos os outros e mais a si mesmo.</strong> Reconhecimento é fundamental, mas quando é exagerado só serve para evidenciar a presença de baixa autoestima. Continue sendo uma pessoa “boa praça”, de bom convívio, mas que prioriza também suas metas e não só o bem-estar do próximo. Cuidado com a interpretação de texto: estou dizendo que você precisa fazer sempre mais que o possível pelo bem, mas deve incluir seus desejos nessa missão. Só você sabe o quanto você é importante;</li>
<li><strong>Experimente mais e melhor as vitórias.</strong> É comum notar um acúmulo de energia no planejamento e tentativa de explorar a oportunidade do tipo “bola da vez”. Ficamos obcecados pelo “grande passo” e nos esquecemos de comemorar os pequenos passos. Alguém certa vez disse que <em>“as grandes tacadas dão fama, as pequenas dão grana”</em>. Quebre seus grandes sonhos em pequenas metas, várias delas, e comemore cada vez que atingi-las.</li>
</ul>
<p>Não sei se percebeu minha intenção com as provocantes ações que propus. É simples: todas elas são perturbadoras na medida em que alteram completamente nosso <em>“modus operandi”</em>, nossa programação mental padrão. Elas representam, pois, um desafio. E como todo bom desafio, há o risco de que nada disso funcione para você &#8211; e você me tenha como um sonhador &#8211; e de que os resultados apareçam logo e com frequência maior do que você imaginava &#8211; e terei dito apenas o óbvio. Prefiro assim.</p>
<p>Finalmente, se nada disso fizer sentido, deixo aqui minha última tentativa de sensibilizá-lo para a importância dos desafios e da exposição ao não usual: experimente ler <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/YmlvZ3JhZmlhXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-56">biografias<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> de pessoas que você admira, seja pela riqueza, beleza ou impacto na mídia. Mas prepare-se para passagens dolorosas, tristes, pesadas. Repare em quantos e quão difíceis foram os desafios da personalidade escolhida. As pessoas bem-sucedidas – aquelas que inspiram outras com sua história – são lembradas porque arriscam mais que a média. <strong>O desafio de viver precisa valer a pena!</strong></p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Investimento, uma questão de expectativa</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/04/19/investimento-uma-questao-de-expectativa/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 14:13:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Qual o melhor investimento hoje em dia? Investir significa alcançar metas e objetivos através da disciplina. Como escolher onde investir e aplicar seu dinheiro?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Investimento, uma questão de expectativa" src="http://dinheirama.com/files/2010/04/dinheirama_investimento_expectativa.jpg" alt="Investimento, uma questão de expectativa" hspace="2" vspace="2" align="left" />Não adianta, a grande dúvida dos leitores e clientes continua a ser objetiva e provocante: <em>&#8220;Equipe Dinheirama, qual o melhor investimento hoje em dia?&#8221;</em> é lugar comum nos muitos e-mails que recebemos e nos papos de escritório e bar. Abordei a questão de forma preliminar no artigo <a title="Existe mesmo o melhor investimento?" href="http://dinheirama.com/blog/2007/04/16/existe-mesmo-o-melhor-investimento/">&#8220;Existe mesmo o melhor investimento?&#8221;</a>, em abril de 2007, onde alertei para a importante relação entre risco e retorno. Volto ao tema com uma abordagem mais explícita, talvez capaz de suscitar-lhe alguma reflexão.</p>
<p>Vamos começar com um pequeno teste. Suponha que você tenha R$ 15 mil para <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvK2RpbmhlaXJvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-72">investir<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, neste momento, e <strong>precisa escolher</strong> entre uma das alternativas abaixo, sem poder usar o montante para consumir (gastar) ou diversificar. Você precisa escolher entre:</p>
<ul>
<li><strong>Caderneta de poupança:</strong> rentabilidade de 6,5% ao ano, isenta de taxas e de Imposto de Renda. A rentabilidade sobre o valor aplicado só ocorre nas datas de aniversário da poupança, conforme explico no artigo <a title="Poupança faz aniversário? Como assim?" href="http://dinheirama.com/blog/2007/03/31/poupanca-faz-aniversario-como-assim/">&#8220;Poupança faz aniversário? Como assim?&#8221;</a>;</li>
<li><strong>Títulos Públicos com vencimento em abril de 2014:</strong> NTN-F, rentabilidade média de 11,2%, com taxa de negociação de 0,10% sobre o valor da operação, taxa de custódia da BM&amp;F Bovespa de 0,30% ao ano sobre o valor dos títulos e taxa do agente de custódia (clique aqui para baixar um ranking das taxas). O Imposto de Renda incide sobre os rendimentos e varia de acordo com o período aplicado, sendo de 22,5% para aplicações com até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias;</li>
<li><strong>Fundo de ações de empresas que pagam dividendos:</strong> rentabilidade média de 30% ao ano, considerando últimos cinco anos com cobrança de 15% de Imposto de Renda sobre os ganhos no momento do resgate.</li>
</ul>
<p><span id="more-4328"></span>Observe novamente as alternativas e pense! Você tem R$ 15 mil para investir e precisa escolher uma das opções acima. Qual a sua decisão? O que você levou em conta para decidir? Por que escolheu tal alternativa? Já fiz esta &#8220;brincadeira&#8221; inúmeras vezes e os resultados foram bem interessantes. Repare no que posso resumir sobre o teste e avalie sua opção:</p>
<p><strong>1) O investidor &#8220;trava&#8221;! Alguns participantes simplesmente travam ao ter que pensar na proposta apresentada.</strong> <em>&#8220;Eu, R$ 15 mil, ah, ahn, não sei o que fazer com esse dinheiro&#8221;</em>. Fica implícita a própria dúvida em relação ao poder de atingir tal soma e o que fazer quando (e se) este dia chegar. Pois, prepare-se, porque pode surgir uma herança, um bônus no trabalho ou coisa semelhante. E ai?</p>
<p><strong>2) O investidor escolhe a caderneta de poupança porque as demais alternativas parecem muito complexas. </strong>Muitos simplesmente não conhecem o <a title="Por dentro do Tesouro Direto" href="http://dinheirama.com/blog/2007/06/07/por-dentro-do-tesouro-direto/">Tesouro Direto</a> ou as alternativas de investimento em ações através de fundos. Além disso, na caderneta de poupança o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/b3IlRTdhbWVudG8rZGluaGVpcm9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-72">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> estará mais acessível, o que possibilita que o dinheiro quase não seja encarado como investimento. Muitos optam por esta alternativa para usar a poupança como conta corrente. Em pouco tempo, o dinheiro desaparece;</p>
<p><strong>3) O investidor observa apenas a rentabilidade, escolhendo o fundo de ações sem pestanejar.</strong> O histórico de retorno é considerado como algo quase certo, sem que a dose de risco ou volatilidade seja considerada de forma sensata. Não raro, ao notar seu dinheiro oscilando de forma acentuada, este tipo decide sair na hora errada (muito cedo ou em uma queda) e perde dinheiro;</p>
<p><strong>4) O investidor primeiro define sua prioridade e analisa as alternativas do ponto de vista de risco, retorno e tempo de aplicação.</strong> Comprar um imóvel, trocar de carro, formar capital para a aposentadoria, investir em um negócio próprio, o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> sabe o que quer. Define a prioridade, o prazo e só então vai avaliar as possibilidades e fazer contas. Inteligência financeira colocada em prática significa investir com objetivos definidos e respeitar o prazo e as características do produto escolhido. Este tipo consegue realizar seus sonhos e chega lá, ainda que demore um pouco.</p>
<p>As reações ao exercício são indicativos de momentos financeiros distintos e que merecem discussão. Torço para que todo este esforço faça sentido e sirva para elucidar a questão do &#8220;melhor&#8221; investimento. Apenas torço, porque sei que a questão é abrangente e perfeita para abordagens do tipo &#8220;use tal estratégia e vença&#8221; ou &#8220;prefira os produtos assim porque são menos arriscados&#8221;. O que você realmente quer e onde quer chegar? Muita gente opina, só nós temos a resposta, mas pouco fazemos para colocá-la em prática.</p>
<p>Logo, o problema não é o tal &#8220;melhor&#8221; investimento, mas apenas investir em propósitos claros e bem definidos. <em>&#8220;Porque nunca temos tempo para estudar as alternativas&#8221;</em>, <em>&#8220;Porque a hora certa para começar a poupar ainda vai chegar&#8221;</em> e <em>&#8220;Porque com o atual salário fica impossível pensar em investir alguma coisa&#8221;</em> são as desculpas mais comuns. A dura realidade mostra que falta compromisso com o que realmente importa. Nisso, perdemos tempo querendo saber o que há de melhor no mercado enquanto sequer conseguimos fazer sobrar algum dinheiro.</p>
<p>Crédito da foto para <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://www.freedigitalphotos.net/" target="_blank"><strong>freedigitalphotos.net</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O FGTS e a capitalização da Petrobras</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/03/08/o-fgts-e-a-capitalizacao-da-petrobras/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 18:14:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Trabalhador pode ter a chance de usar novamente recursos do FGTS para comprar ações da Petrobras e contribuir para a exploração da camada do pré-sal. Será que vale a pena?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="O FGTS e a capitalização da Petrobras" src="http://dinheirama.com/files/2010/03/dinheirama_petrobras_fgts_capitalizacao.jpg" alt="O FGTS e a capitalização da Petrobras" hspace="2" vspace="2" align="left" />Antonio</strong> comenta: <em>&#8220;Os jornais e comentaristas de TV disseram que há uma possibilidade de que trabalhadores possam usar parte do FGTS para comprar ações da Petrobras. Isso já é fato? O que precisamos saber sobre isso para poder tomar partido nesta oportunidade? Gostaria de conhecer os detalhes sobre a questão para poder saber o que fazer. Muito obrigado&#8221;</em>.</p>
<p>Há muito tempo se discute a possibilidade de o trabalhador investir parte de seu FGTS em ações da Petrobras. A verdade é que tal chance não ganhou a simpatia do governo. A saída para o impasse só surgiu com a nova capitalização a ser realizada pela gigante brasileira do petróleo, que é parte das ações destinadas à exploração da camada do pré-sal. Discutiremos neste texto as mudanças propostas e o desenrolar da história até o presente momento.</p>
<p><strong>Capitalização? Como assim?<br />
</strong>Para crescer e fazer <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, toda e qualquer empresa precisa de capital. Logo, capitalização é o processo que caracteriza a emissão de novas ações por parte de uma empresa com a finalidade de levantar dinheiro. De acordo com o projeto aprovado na terça-feira, a União está autorizada a vender à Petrobras, sem licitação, o direito de explorar até 5 bilhões de barris de petróleo e gás natural em áreas ainda não concedidas da camada do pré-sal.</p>
<p><span id="more-4108"></span>Para pagar a União, investir em infraestrutura, exploração e contratação de pessoal, a Petrobras precisa de dinheiro. Alguns especialistas avaliam que  o valor da emissão pode chegar a US$ 75 bilhões. Em suma, a capitalização significa ter mais dinheiro para investir em projetos da companhia voltados para o pré-sal.</p>
<p><strong>Situação do projeto<br />
</strong>Por enquanto, o projeto foi aprovado apenas na Câmara &#8211; o que já foi considerado um grande passo. O trâmite normal ainda exige que ele seja aprovado no Senado e então sancionado pelo presidente Lula. De forma resumida, as características da proposta até então são:</p>
<ul>
<li>Os trabalhadores que compraram ações da Petrobras com recursos do FGTS em 2000 poderão novamente adquirir <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aXIrYSVFNyVGNWVzXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-68">ações<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> da capitalização usando dinheiro do Fundo;</li>
<li>O limite autorizado para compra das ações é de 30% do saldo em conta no Fundo. A compra de ações não poderá exceder o capital que o trabalhador já tem investido na empresa;</li>
<li>Só poderão comprar ações e participar da capitalização aqueles que ainda não venderam seus ativos adquiridos em 2000;</li>
<li>O resgate só poderá ser feito depois de ao menos 12 meses, quando então passam a valer as regras de resgate do FGTS. Não haverá cobrança de Imposto de Renda.</li>
</ul>
<p><strong>Interesse na Petrobras? Vale a pena?<br />
</strong>Na prática, serão poucos os <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que irão se enquadrar nas regras estabelecidas e que, portanto, poderão participar da capitalização usando recursos do FGTS. Ainda assim, cabe ressaltar que dada a pífia rentabilidade de 3% do FGTS, a possibilidade apresentada pode ser tentadora.</p>
<p>As ações da Petrobras estão oscilando e prometem volatilidade elevada no curto prazo, mas os horizontes podem ser interessantes se levarmos em conta que a gigante estatal quase não tem concorrência. A matemática neste caso parece bem simples: ainda que as ações ofereçam riscos e as incertezas continuem por algum tempo, é quase certo que os rendimentos serão maiores que os encontrados na média do FGTS, que perde sempre para a inflação do período.</p>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de Stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>API: Suporte ao investidor na tomada de decisão</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/01/04/api-suporte-ao-investidor-na-tomada-de-decisao/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 01:48:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Risco e Retorno]]></category>
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		<description><![CDATA[Você normalmente consulta o banco na hora de investir? Já teve a sensação de que eles "empurraram" um produto que não é muito interessante para você? Algumas medidas podem diminuir o abuso! Confira!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="API: Suporte ao investidor na tomada de decisão" src="http://dinheirama.com/files/2010/01/dinheirama_api_investidor_decisao.jpg" alt="API: Suporte ao investidor na tomada de decisão" hspace="2" vspace="2" align="left" />Quem são os responsáveis por administrar a maior parte dos <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvcytkaW5oZWlyb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-72">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> de pessoas como você e eu? Os bancos. Onde nosso dinheiro fica mais seguro e acessível, com serviços à disposição e diversas alternativas de rendimento? Nos bancos. Quais instituições facilitam a movimentação de dinheiro e as compras do dia a dia? Os bancos. A obviedade salta aos olhos: os bancos e seus serviços estão presentes em nossas vidas de inúmeras formas e em escala expressiva.</p>
<p>Pois bem, se é nos bancos que nosso dinheiro desaparece ou se multiplica, é através de seus serviços e profissionais que comumente temos a oportunidade de conhecer serviços e produtos bancários. Óbvio, de novo. Para o grupo que insiste em fazer mau uso de seu dinheiro, tais ofertas são caras, muito simples de usar e péssimas para o bolso (cheque especial, empréstimos, títulos de capitalização etc.). Para o grupo que pretende investir e fazer crescer seu patrimônio, faltam informações e explicações convincentes sobre todas as alternativas.</p>
<p><span id="more-3692"></span><strong>Por que nos &#8220;empurram&#8221; tantos produtos?</strong><br />
A verdade é que, dificilmente, o produto adequado à nossa necessidade é o escolhido pelos profissionais da instituição ou através de pesquisa nas páginas do banco. Isso ocorre por algumas razões:</p>
<ol>
<li><strong>Poucos são os brasileiros que incorporaram em seu cotidiano a atividade de planejar seus gastos, objetivos e metas.</strong> Sendo assim, um vasto número de indivíduos não sabe priorizar suas decisões financeiras, o que prejudica o estabelecimento coerente de um padrão de vida sustentável. Trocando em miúdos, para os muitos que não sabem que caminho tomar, qualquer explicação convence. Logo, qualquer produto pode ser solução. Não é!;</li>
<li><strong>Traçar o perfil do candidato a investidor sempre foi um enorme desafio.</strong> Com isso, raros são os profissionais bancários que decidem apresentar a seus clientes alternativas mais arrojadas de investimento, considerando, por exemplo, fundos multimercado ou mesmo a renda variável (<a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbythJUU3JUY1ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">mercado de ações<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>). Previdência, fundos de renda fixa, fundos DI e caderneta de poupança são opções frequentemente citadas e indicadas (para não dizer &#8220;empurradas&#8221;), independentemente dos interesses, características e/ou personalidade do investidor.</li>
</ol>
<p>Repare que a culpa pela contratação de produtos inadequados também é nossa. Mas também é deles. Eis que, após alguns anos de conversa, definições e muitas reuniões, os bancos brasileiros resolveram adotar, a partir de 2010, um conjunto de regras para oferecer serviços e produtos financeiros de acordo com o perfil de cada cliente. A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais) liderou as negociações e a formalização das medidas &#8211; que são em caráter de autorregulação e, portanto, não obrigatórias.</p>
<p>O objetivo dos bancos é evitar, dentre outras coisas, situações como as descritas acima &#8211; o que representa, claro, oportunidades de melhor conquistar e atender seus clientes. E clientes satisfeitos voltam, investem mais, indicam e por ai vai. Lucro, crescimento, diferenciação, liderança, sabe como é&#8230; Cabe lembrar, no entanto, que a adequação não representa novidade no mercado financeiro. Lá fora, regras semelhantes são conhecidas como <em>&#8220;suitability&#8221;</em>. <strong>Marcos Villanova</strong>, diretor de investimentos do Bradesco e coordenador do comitê da Anbima que desenvolveu as regras, afirmou em <a title="Leia mais na Folha de S. Paulo" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u674310.shtml" target="_blank">recente matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Quando começamos as discussões, a idéia era ter um padrão mínimo de qualidade de atendimento. Isso não é estratégia, é o mínimo que se pode fazer, que é atender bem o cliente. Nos EUA, 50% dos investidores aplicam em ações. Aqui no Brasil, já chegou a 14% antes da crise. Daqui a um tempo, 50% vão para o risco também. A adoção dessa ferramenta é crucial para que isso aconteça&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>API (Análise do Perfil do Investidor), a ferramenta.</strong><br />
Um breve questionário eletrônico, com poucas perguntas, e o consentimento formal do investidor (assinatura de um documento) serão as exigências para que a API seja considerada completa. Nada será obrigatório, é importante frisar mais uma vez. As questões serão relacionadas à idade, valor que o cliente pretende aplicar, prazo para resgatar o dinheiro, objetivos para o capital, atitudes em caso de perda de patrimônio, renda anual etc.</p>
<p>Não raro, alguns investidores se sentirão despreparados para preencher o questionário. No âmbito pessoal, algumas questões podem ter caráter revelador &#8211; simplesmente por nunca terem sido sequer cogitadas no ambiente familiar. Nestes casos, é importante que cada um faça uma reflexão e use as perguntas para repensar seu estilo de vida, suas decisões econômicas e o valor dado ao <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aXIrZGluaGVpcm9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. O comportamento diante da nova intenção talvez reflita mais sobre quem é o investidor que as respostas inseridas no computador. Com tal consciência, a tal API pode funcionar ainda melhor.</p>
<p><strong>Resumo da ópera</strong><br />
Para indicar-lhe um produto de investimento qualquer, o banco terá que conhecê-lo. A oportunidade para que o <em>approach</em> funcione vem do uso de um questionário eletrônico. Se você for sincero, honesto e minimamente responsável, as respostas poderão oferecer-lhe a chance de conhecer a si mesmo de forma bastante conclusiva e nova. Total que você se conhece melhor e a instituição oferece produtos mais adequados ao seu perfil. Fica a sensação de um ganha-ganha, desde que respeitados os cuidados de sempre (investigação por parte do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, comparação de taxas, leitura dos prospectos etc.). Sim, a idéia parece boa, mas sua implementação e resultados merecem atenção. Estamos de olho!</p>
<p>Crédito da foto para <a title="Foto de stock.xchng." href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O perfil do investidor e o sucesso nos investimentos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/06/27/o-perfil-do-investidor-e-o-sucesso-nos-investimentos/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 18:27:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
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		<description><![CDATA[Renata comenta: “Navarro, tenho uma curiosidade sobre o perfil dos investidores brasileiros. Reparei que uma das enquetes do Dinheirama trata justamente deste tema. Que tal apresentar os resultados e comentar um pouco sobre a realidade do investidor nacional. Há algum tipo de pesquisa que explore melhor os hábitos dos investidores ou suas reações diante das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/06/dinheirama_perfil_investidor_investimento.jpg" alt="O perfil do investidor e o sucesso nos investimentos" hspace="2" vspace="2" align="left" />Renata</strong> comenta:<em> “Navarro, tenho uma curiosidade sobre o perfil dos investidores brasileiros. Reparei que uma das enquetes do Dinheirama trata justamente deste tema. Que tal apresentar os resultados e comentar um pouco sobre a realidade do investidor nacional. Há algum tipo de pesquisa que explore melhor os hábitos dos investidores ou suas reações diante das muitas variáveis e alternativas financeiras disponíveis hoje em dia? Muito obrigada.”</em></p>
<p>O <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> é um ser humano. A afirmação pode soar simplista e estranha, mas é como gosto de começar qualquer conversa sobre perfil de investimentos, aversão ao risco e decisões financeiras. É claro que são muitas as ferramentas e dispositivos que auxiliam o processo de tomada de decisão, mas o dinheiro afetado tem sempre relação com alguém – ainda que este seja apenas um representante de alguma instituição maior. Tais observações são úteis para nos lembrar que investir também significa decidir-se com a constante presença da emoção.</p>
<p>E, se há emoção, há conexão entre os temores e interesses pessoais, a sociedade e o dinheiro. Vejamos como se classificam os leitores do <em>Dinheirama</em>:</p>
<ul>
<li>30% se dizem moderados, satisfeitos com aplicações de pouco risco;</li>
<li>26% se dizem arrojados, aceitando certas doses de risco;</li>
<li>17% se dizem conservadores, adeptos do risco zero;</li>
<li>16% se dizem predominantemente conservadores, dando espaço para pouquíssimo risco;</li>
<li>11% se dizem agressivos, dispostos a correr altos riscos.</li>
</ul>
<p><span id="more-2501"></span>A avaliação de pouco ou muito risco é bastante subjetiva, é verdade, mas a enquete serve para ilustrar o relacionamento das pessoas com a necessidade de lidar com suas próprias definições de risco e sucesso nos <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Percentuais de retorno da ordem de 10% tem significado diferente se considerarmos o país, a aplicação e seu prazo de investimento. O investidor trava uma batalha pessoal na hora de definir o que é interessante ou não para o seu portfólio. A relevância da questão reside na fundamental questão: você discute retorno, risco e prazo das suas decisões de investimento?</p>
<p>Neste sentido, é importante:</p>
<p><strong>1. Desafiar a aversão ao risco.</strong> Este quesito implica, necessariamente, conhecer bem o próprio sentimento em relação às muitas opções de investimento disponíveis hoje em dia. Trata-se do aspecto emocional, pessoal e puramente humano que envolve o processo de decidir-se entre uma ou outra alternativa. Duas questões precisam ser digeridas: 1) Você conhece bem as alternativas de investimento disponíveis e seus riscos? e 2) Qual seu grau de aversão ao risco?</p>
<p><strong>2. Avaliar a relação entre risco e retorno de uma alternativa financeira. </strong>Conhecer-se bem e definir seu grau pessoal de aversão ao risco abre as portas para que seu dinheiro possa ser inteligentemente aplicado. A questão passa a ser: por que devo optar por determinado produto? O investidor deve aprender a dividir os investimentos em períodos (curto, médio e longo prazo) e a diversificar sem que haja exposição excessiva, mas de forma que aplicações mais arrojadas também sejam consideradas.</p>
<p><strong>3. Alinhar objetivos pessoais e familiares às decisões financeiras. </strong>Se investir é interessante, investir para a realização de projetos é ainda melhor. Metas são importantes para criar motivação e disciplina, dois grandes aliados das pessoas bem-sucedidas financeiramente. O primeiro passo é guardar dinheiro, o que lhe permitirá planejar e investir para chegar lá. A graça do investimento é permitir que a liberdade por ele proporcionada seja diariamente valorizada.</p>
<p><strong>Investidor olha mais rentabilidade do que risco.</strong><br />
A afirmação acima consta de uma matéria do jornal <a title="Jornal Valor Econômico" href="http://www.valoronline.com.br" target="_blank">Valor Econômico</a> de 10 de junho deste ano, assinada pela jornalista <strong>Luciana Monteiro</strong>. Um estudo do Ibope mostra que preocupação com perda fica em segundo plano na hora de aplicar. Em números:</p>
<ul>
<li><strong>32%</strong> dos clientes de varejo (pessoas com renda “normal”) olham primeiro o retorno da aplicação antes de investir;</li>
<li>O risco de perder dinheiro ficou em segundo lugar, com <strong>25%</strong>;</li>
<li>A preocupação com a taxa de administração aparece com apenas <strong>1%</strong> neste segmento.</li>
</ul>
<p>No segmento Premium, de poder aquisitivo maior, a relação é parecida, mas a preocupação com a taxa de administração é de <strong>4%</strong>, <strong>quatro vezes</strong> maior que no varejo. O levantamento mostra ainda que a agência bancária ainda é a principal fonte de informações para o cliente interessado em investir. No varejo, <strong>61%</strong> dos clientes buscam tirar suas dúvidas com o gerente. Na elite, <strong>53%</strong> preferem as agências e <strong>34%</strong> os meios de comunicação e sites dos bancos.</p>
<p>Aliás, considerando os dois tipos de clientes, a pesquisa do Ibope mostra que <strong>mais de 60%</strong> dos entrevistados consideram o atendimento do gerente adequado às suas necessidades. A pesquisa traça um importante perfil do investidor no que diz respeito às preferências por tipo de investimento:</p>
<ul>
<li>No varejo, a caderneta de poupança lidera com 60%, seguida do fundo de renda fixa (39%), fundo DI (33%), previdência (34%), título de capitalização (28%), CDB (26%), ações (19%), fundo de ações (18%), fundos multimercados (3%) e títulos públicos (2%);</li>
<li>No segmento Premium, a liderança está dividida entre o fundo de renda fixa e fundo DI, com 51%, seguidos da caderneta de poupança (47%), previdência (42%), CDB (39%), fundo de ações (32%), título de capitalização (25%), ações (22%), fundos multimercados (15%) e títulos públicos (4%).</li>
</ul>
<p>As informações são importantes para frisar que a diferença entre o bom e o mau investimento não é o produto financeiro escolhido, mas todo o processo de tomada de decisão que envolve o investidor e seu <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZGluaGVpcm9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Conhecimento e controle das emoções, estudo e informação sobre as alternativas, um bom parceiro financeiro (banco, corretora etc.) e disciplina continuam sendo os ingredientes essenciais para o sucesso nos investimentos.</p>
<p>&#8212;&#8212;<strong><br />
Conrado Navarro</strong>, educador financeiro, tem MBA em Finanças e é mestrando em Produção, Economia e Finanças pela <a title="Conheça a UNIFEI" href="http://www.unifei.edu.br" target="_blank">UNIFEI</a>. Sócio-fundador do <em>Dinheirama</em>, autor do livro <a title="Compre o livro do Navarro!" href="http://www.novatec.com.br/livros/vamosfalardinheiro/" target="_blank">&#8220;Vamos falar de dinheiro?&#8221;</a> (Novatec),  Navarro atingiu sua independência financeira antes dos 30 anos e adora motivar seus amigos e leitores a encarar o mesmo desafio. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente.</p>
<ul>
<li><a title="Quem é Conrado Navarro?" href="http://dinheirama.com/blog/sobre">Quem é Conrado Navarro?</a></li>
<li><a title="Leia todos os artigos do Navarro" href="http://dinheirama.com/blog/author/navarro/">Leia todos os artigos do Navarro</a></li>
</ul>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A crise mundial, os erros e as crises de cada um</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2008/09/16/a-crise-mundial-os-erros-e-as-crises-de-cada-um/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 18:56:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ações e Derivativos]]></category>
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		<description><![CDATA[Medo. Tensão. Desespero. Pânico. Na Rússia, o índice Micex ativou o circuit breaker &#8211; dispositivo que interrompe as negociações na bolsa &#8211; após queda de 17,45%. No Brasil, o Ibovespa está diante do menor nível desde agosto do ano passado. No ano, estamos com desvalorização de pouco mais de 25%. No mês, queda de cerca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2008/09/dinheirama_crise_financeira_mundial.jpg" alt="A crise mundial, os erros e as crises de cada um" hspace="2" vspace="2" align="left" /><strong>Medo. Tensão. Desespero. Pânico.</strong> Na Rússia, <a title="Rússia interrompe negociações por conta da crise - Infomoney" href="http://web.infomoney.com.br//templates/news/view.asp?codigo=1122124&amp;path=/investimentos/" target="_blank">o índice Micex ativou o circuit breaker</a> &#8211; dispositivo que interrompe as negociações na bolsa &#8211; após queda de 17,45%. No Brasil, o Ibovespa está diante do menor nível desde agosto do ano passado. No ano, estamos com desvalorização de pouco mais de 25%. No mês, queda de cerca de 14%. Você perdeu muito dinheiro com os problemas recentes do <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:mercado+financeiro/format:box">mercado financeiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>? Quais as suas estratégias para enfrentar crises como a que vivemos agora? De quem é a culpa?</p>
<p>O Lehman Brothers, quarto maior banco de investimentos dos EUA, pediu concordata ontem. O banco dos irmãos Lehman quebrou. Fotos de funcionários deixando a sede do banco com seus pertences em caixas e mochilas pipocam em jornais pelo mundo todo. O pedido de concordata do banco, com ativos que somam US$ 639 bilhões, é o maior já registrado desde 1980, segundo noticiou a <a title="Visite o site da Bloomberg" href="http://www.bloomberg.com/" target="_blank">Bloomberg</a>. O banco errou em sua estratégia de alocação de recursos? Exagerou na concessão de crédito?</p>
<p>Enquanto isso, o Merrill Lynch, terceiro maior banco de investimentos dos EUA, teve suas ações negociadas com o Bank of America a US$ 29,00 por papel, valor 70% mais alto que o preço de fechamento do dia 12 de setembro. Mais erros? A AIG (American International Group), terceira maior seguradora do mundo (a número um nos EUA), também quase sucumbiu. Pois é, a crise é feia e disso não há dúvida.</p>
<p><span id="more-1047"></span><strong>A crise da culpa</strong><br />
 Aproveito a oportunidade para convidá-lo para uma reflexão: será que as crises, especialmente aquelas próprias de cada um de nós, não são fruto de nossos próprios atos e erros? A resposta óbvia é &#8220;sim, claro!&#8221;, mas explicá-la não é tão simples assim. As razões que anteciparam a crise internacional não são facilmente digeridas pela grande maioria da população, o que torna muito mais fácil o desespero pelo &#8220;depois&#8221; que o planejamento para o &#8220;sempre&#8221;.</p>
<p>O pânico geral já chegou por aqui. O sentimento de desespero tomou conta do <em>Dinheirama</em>. Desde domingo, são muitos os comentários e e-mails recheados de indignação, palavrões, mensagens de desrespeito e ofensas. O bom senso deu lugar ao terror. Por alguns instantes, me senti o culpado por todos os probemas financeiros de cada um dos muitos afetados pela crise. Felizmente, tal sensação passou rápido, bem rápido. Decidi publicar algo a respeito.</p>
<p><strong>A crise do aprendizado</strong><br />
 Também fui pego pelo furacão econômico que afeta o mundo. Mantenho posições compradas na Bovespa e também estou vendo derreter parte de meu patrimônio. Optei, depois de muito pensar e conjecturar, por não mexer nesta fatia de minha cesta de <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:investimentos/format:box">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Aliás, aproveitei a crise para reforçar alguns planos futuros. As razões são importantes e nos levam a algumas conclusões:</p>
<ul>
<li><strong>Não depositei nas ações &#8220;as economias da minha vida&#8221;.</strong> 2007 foi um ano atípico, de retornos extraordinários na <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:bolsa+de+valores/format:box">bolsa de valores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, o que atraiu um sem número de investidores esperançosos e reféns do noticiário econômico. Por filosofia e principios, sempre disse que investir em ações deve ser uma atitude de longo prazo. Expliquei, com todas as manhas possíveis, que <a title="Ações como poupança de longo prazo (i)" href="http://dinheirama.com/blog/2007/10/17/acoes-como-poupanca-de-longo-prazo-i/">longo prazo é mais do que a maioria das pessoas pensa que é</a>. Portanto, se você colocou suas economias na bolsa, só posso lamentar. Displiscência nunca combinou com investimento de risco e planejamento.</li>
<li><strong>O pouco que tenho está razoavelmente diversificado. </strong>Criam por ai uma lenda de que diversificar é ruim. O problema de se acreditar piamente em um suiço rico é a tentativa de imortalizar suas tacadas e tentar se transformar na próxima lenda do mercado financeiro. Que tal baixar a bola e manter seu dinheiro em aplicações cuja sistemática você compreende bem? Ah, sim, quem entende também perde dinheiro, mas sabe explicar os porquês da derrota e aprender com seus erros.</li>
<li><strong>Confio parcialmente em minha intuição.</strong> Desconfio de tudo aquilo que gera euforia demais em meu dia-a-dia. Leio tudo com atenção e respeito, mas com o objetivo de aprender, completar minha própria opinião sobre o assunto. Com isso, participam mais do processo decisório cotidiano a consciência e a disciplina, e menos a emoção e o efeito &#8220;Maria vai com as outras&#8221;. Funciona.</li>
</ul>
<p><strong>A crise dos erros</strong><br />
 Como todo momento delicado, este episódio em que muitos perdem boas somas na bolsa ou amargam posições cada vez mais desvalorizadas nos lembra alguns erros básicos daqueles que decidem <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:investir+em+a%E7%F5es/format:box">investir em ações<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> despretenciosamente, sem se preocupar com os pormenores da questão e dos riscos nela envolvidos:</p>
<p><strong>Erro 1: Viver de emoções</strong><br />
Quando os especialistas dizem que para investir em ações é preciso sangue-frio, não é exagero. Muitos aqui nunca investiram antes e, ao saber de uma crise, apavoram-se exageradamente. A maioria não viveu uma crise. Emoção não combina com investimentos de risco, mas isso não é nenhuma novidade. Investidores experientes sabem a hora de emocionar-se com um grande negócio, mas geralmente o fazem só depois de tê-lo concretizado (por exemplo, depois de efetivamente vender um ativo cuja valorização foi expressiva).</p>
<p><strong>Erro 2: Acreditar piamente no passado</strong><br />
A Bovespa trouxe excelentes retornos em 2007? Você havia comprado antes, vendeu na alta e viveu a euforia do mercado? Ótimo! Não viveu? Que pena, conviver com a realidade é preciso. O que interessa é a famosa frase, presente de forma obrigatória em todos os prospectos de investimento, que diz: <em>&#8220;rentabilidades passadas não são garantia de rentabilidade futura&#8221;</em>. Simples assim.</p>
<p><strong>Erro 3: Investir pensando no curto prazo</strong><br />
Aqui repito aquilo que falo há muito tempo: investimento em <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:a%E7%F5es/format:box">ações<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> só é recomendado para aqueles que vão usar os recursos da aplicação no futuro, no longo prazo. O universo que recomendo, e do qual faço parte, é do investimento em renda variável para 10 anos ou mais. Muito longe? Escolha alternativas mais seguras, menos emocionantes.</p>
<p><strong>O dinheiro é seu!<br />
</strong>Abalado pela crise, sim, mas com a cabeça erguida. Optei por não sair por ai ofendendo as diversas corretoras e bancos brasileiros pela queda nos preços das ações que possuo ou pelo problema financeiro que isso possa me trazer. <em>&#8220;O dinheiro é seu&#8221;</em> seria a resposta dada calmamente por meus gerentes. Sem falar que isso está muito bem coberto no contrato de risco entre investidor e operadores de mercado.</p>
<p>Assumir responsabilidades e riscos faz parte do universo adulto a que todos nós um dia nos submetemos. Se você pulou esta parte ou eventualmente prefere fingir que ele não existe, reclame com seus pais, responsáveis por sua educação, não comigo! O <em>Dinheirama</em> é um espaço de aprendizado, não um depósito irresponsável de dicas ou um oráculo.</p>
<p>Por fim, cabe ressaltar que não nos responsabilizamos por suas perdas no mercado de ações, pela quebra do Lehman ou pelo aumento da taxa de juros. Aqui, apenas procuramos compreender tais acontecimentos, aprender com eventuais erros e disseminar práticas inteligentes de planejamento financeiro que funcionam. O dinheiro, muito bem lembrado, é seu.</p>
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<p>Crédito da foto para <strong>stock.xchng</strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Sobre plano B, crises e oportunidades</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Aug 2008 19:39:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ações e Derivativos]]></category>
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		<description><![CDATA[As recentes e já duradouras perdas que muitos estão enfrentando com a bolsa de valores trazem à tona um detalhe importante: quando miramos e executamos um bom planejamento financeiro pessoal, sempre há a necessidade de um plano B. Qual foi a última vez que você pensou nisso? Plano B, será que isso é mesmo relevante? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-842" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2008/08/dinheirama_plano_b_crises_oportunidades.jpg" alt="Plano B, crises e oportunidades" hspace="2" vspace="2" align="left" />As recentes e já duradouras perdas que muitos estão enfrentando com a <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:bolsa+de+valores/format:box">bolsa de valores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> trazem à tona um detalhe importante: quando miramos e executamos um bom planejamento financeiro pessoal, sempre há a necessidade de um plano B. Qual foi a última vez que você pensou nisso? Plano B, será que isso é mesmo relevante?</p>
<p>Saber perder, ou melhor, aprender a absorver a perda sem graves seqüelas é tão ou mais importante do que encontrar bons negócios através da sorte e dicas de <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:ganhar+dinheiro/format:box">investimento<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. O raciocínio é simples: a lição aprendida com uma queda vale para vida toda. Já a sorte, bom, ninguém consegue contar ela para sempre, não é?</p>
<p><strong>Cuidado com a sorte e o excesso de expectativas!</strong><br />
Sabendo que o mercando financeiro não é um cassino, prefiro ver a sorte como um componente nem sempre fundamental para os bons negócios. Aliás, sorte no mercado de ações, para mim, é estar bem informado e atuando de forma completamente consciente. Por isso, procuramos sempre recomendar muito estudo e análise nos passos que podem levar na direção da independência financeira.</p>
<p><span id="more-839"></span>Muitos amigos que amargam resultados negativos esse ano embarcaram na onda do mercado de capitais esperando altas rentabilidades sem nenhum tipo de esforço, baseando-se apenas nas chamadas sensacionais, ou melhor, sensacionalistas de muitas revistas e publicações “especializadas”. Isso não é novidade. Prometiam-se ganhos fáceis, mas jamais a instrução de qualidade foi colocada como requisito indispensável para a vitória final.</p>
<p>Pior, ao imaginar apenas o sucesso fácil, ninguém se preparou para uma eventual reviravolta. E foi justamente isso que aconteceu. Aqui, recomendamos sim o <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:a%E7%F5es/format:box">investimento em ações<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, mas com foco no longo prazo e sempre pregando que a formação de opinião e a decisão fossem tomadas de forma consciente e embasada.</p>
<p><strong>Cenário volátil no curto prazo</strong><br />
 A crise norte-americana se mostrou maior do que muitos imaginavam e contaminou o resto do mundo. A tira colo, chegou por aqui o fenômeno inflacionário mundial, graças à alta especulação com o petróleo e ao aumento no consumo dos alimentos. O mercado de commodities, nas alturas por alguns meses, parece dar mostras de “cansaço”. Ainda temos um bom momento de volatilidade para atravessar, mas isso não se traduz apenas em más notícias.</p>
<p>Quem percebeu e estudou o cenário que teríamos pela frente resolveu investir por enxergar nessa crise grandes e boas possibilidades. Para essas pessoas, o planejamento e a pré-disposição em alongar para o futuro ganhos de peso são fatores importantes. Se a baixa vai perdurar por muito mais tempo? Difícil saber. Até quando a crise vai nos assolar? Difícil dizer.</p>
<p>Vejo, aqui e acolá, muitos investidores já chegando perto de assumir o prejuízo e resgatar o investimento. Cabe uma observação: o prejuízo só se concretizará quando você decidir se desfazer dos papéis e abandonar o investimento (vender suas ações). Caso contrário, você continua na luta e participando das oportunidades.</p>
<p><strong>No que se fundamenta a necessidade de um plano B?</strong><br />
 Se estamos conversando sobre eventuais possibilidades no atual cenário brasileiro, onde entra o tal plano B? A resposta é simples: o plano B consiste em vislumbrar possibilidades alternativas, ainda no planejamento, capazes de deixá-lo preparado caso surja algum tipo de problema. Se para nosso cotidiano precisamos sempre ter uma saída, imagine o que a falta de preparação pode fazer quando é nosso capital que está em jogo.</p>
<p>Transportar isso para o universo do investimento significa enxergar o investimento em bolsa de uma forma simples: todos deveríamos ter uma estratégia de saída, não é mesmo? <em>&#8220;Se ganhei X% eu saio, se perdi Y% realizo a perda e evito maior exposição&#8221;</em>. Assim aprendemos, com <a title="Mais sobre stop loss e stop gain" href="http://dinheirama.com/blog/2007/09/03/por-dentro-do-stop-loss-e-stop-gain/">artigo sobre <em>stop loss</em> e <em>stop gain</em></a>, mas a prática não segue esta lógica.</p>
<p>Tudo bem, o investidor consciente enxerga na crise grandes possibilidades. <strong><a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:Warren+Buffett/format:box">Warren Buffett<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a></strong>, ótimo exemplo para ilustrar este artigo, enfatiza que é nas crises que se encontram as melhores oportunidades. <em>“Prepare-se para elas”</em>, ele costuma dizer.</p>
<p><strong>George Soros, outro guru!</strong><br />
Hora do exemplo prático. Enquanto muitos lamentam a queda das ações da Vale, Soros admite que ele é um de seus ativos preferidos. Segundo <a title="George Soros no Infomoney" href="http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=1249303&amp;path=" target="_blank">matéria do <strong>Infomoney</strong></a>, os ativos da mineradora fazem parte da carteira do Quantum Fund. Ah, impossível não se lembrar daquela máxima que diz: <a title="Prefira o lado dos vencedores" href="http://dinheirama.com/blog/2007/10/09/prefira-o-lado-dos-vencedores/"><em>“Fique ao lado dos vencedores”</em></a>. Começa outra discussão: Soros é um investidor ou um especulador? Os dois?</p>
<p>Pois é, meu objetivo é mesmo fazê-lo pensar. Sozinho de preferência. Falei da crise, do cenário que vai continuar volátil, de figuras importantes, mas também falei de possíveis oportunidades. Tudo faz parte da reflexão sobre investir, ter um plano B e manter o sangue frio para aproveitar determinados momentos e crises. Para finalizar,  algumas dicas:</p>
<ul>
<li>Defina períodos onde a análise de seu investimento seja testada, estude e mude sua carteira se necessário de tempos em tempos;</li>
<li>Defina novos projetos e metas estabeleça o que é necessário para chegar lá. Mas tenha um plano B;</li>
<li>Crie uma reserva financeira que lhe permita manter seus investimentos mais arriscados por um prazo maior, aceitando que uma crise pode atravessar seu caminho;</li>
<li>Aprenda a admitir as derrotas, antes que seja realmente tarde. Vale o famoso axioma: <em>“Valorize as pequenas perdas a fim de evitar as grandes”</em>.</li>
</ul>
<p>Como não poderia deixar de ser, aprenda a compartilhar as boas informações, o conhecimento e os ensinamentos que adquiriu e adquire diariamente. Só assim, além de novas amizades, muitas portas e oportunidades aparecerão, com ou sem crise. Até sexta!</p>
<p>&#8212;&#8212;<br />
<strong>Ricardo Pereira </strong>é consultor financeiro, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do <em>Dinheirama</em>.<br />
▪ <a title="Perfil de Ricardo Pereira" href="http://dinheirama.com/blog/ricardo">Quem é Ricardo Pereira?</a><br />
▪ <a title="Acesse todos os artigos escritos por Ricardo Pereira" href="http://dinheirama.com/blog/author/ricardo%20pereira">Leia todos os artigos escritos por Ricardo</a></p>
<p>Crédito da foto para <a title="Foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu/" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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