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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; Vida Sustentável</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; Vida Sustentável</title>
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		<title>Os meus votos e alguns pedidos para 2012</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/12/27/os-meus-votos-e-alguns-pedidos-para-2012/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 15:34:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Receba os votos de um Feliz 2012, mas também a responsabilidade de lutar por um ano melhor. Conheça os desafios e oportunidades do Brasil na economia e no cotidiano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Os meus votos e alguns pedidos para 2012" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_meus_votos_alguns_pedidos_2012.jpg" alt="Os meus votos e alguns pedidos para 2012" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>No final do ano passado, quando 2010 chegava aos seus últimos dias, publiquei aqui uma matéria na qual declarava um conjunto de pedidos para o ano que estava chegando. Foi um desabafo consciente de quem, apesar do tom eventualmente irônico e do humor cáustico presente na maioria dos textos, crê e muito na força transformadora da sociedade brasileira e dos seus empreendedores e amantes da livre iniciativa, essa gente corajosa.</p>
<p>Mas, agora estamos aqui, no final do ano para o qual fiz aqueles pedidos todos. E 2012 começa a bater na porta &#8211; e com ele seus desafios, venturas e desventuras.</p>
<p>Em um ano, muita coisa mudou. No campo político, uma normalidade pouco a pouco se estabelece, o que não quer dizer que estejamos satisfeitos com a troca de parcela tão significativa de ministros por conta de denúncias de corrupção. Mas ela se estabelece na medida em que o senso crítico e a indignação voltam a tomar conta do consciente coletivo, o que fortalece o sistema democrático e, por final, as próprias instituições.</p>
<p><span id="more-6973"></span>Na economia, apesar do atoleiro europeu e norte-americano, estamos nos mantendo, mais maduros ao que parece. Pouco a pouco, não tenho mais escutado os berros e sanfonas ufanistas do Brasil potência, mas no seu lugar surge um sentimento de nação estruturada, realista, com menos samba, menos fanfarra e mais realidade e percepção sobre o valor do dever de casa que deve ser feito sempre (e que nunca chega ao fim).</p>
<p>Neste campo, o ano de 2012 não parece prometer grandes comemorações. A história recente (eu vivi na pele tanto a crise dos anos 90 como as do início deste século) mostra que a nossa capacidade de surpreender expectativas econômicas são mesmo surpreendentes. Certamente chegaremos bem ao final do ano que vai começar.</p>
<p>Mas há muito ainda para evoluirmos. Nos falta o senso de cobrança que um contribuinte honesto deve ter. Aquela altivez diante do Estado e suas instituições, que não as deixa de respeitar, mas que contém no seu conjunto um ceticismo saudável misturado a uma boa dose de severidade e baixa tolerância diante da ocorrência dos desmandos, dos desatinos e da ridícula incompetência. Sim, leitor, somos tolerantes demais.</p>
<p>Por fim, consciente de que a vida econômica e empresarial se dá no dia-a-dia, num conjunto de pequenos gestos, atitudes, fatos e ocorrências, me reservo direito de repetir abaixo os mesmos pedidos que fiz ao final de 2010. Mais uma vez, sei que vou incomodar alguns, arrancar gargalhadas de outros, mas também sei que muitos se identificarão com a minha lista absolutamente genuína de resoluções de Ano Novo:</p>
<ol>
<li><strong>Que não sejamos constantemente abordados por modinhas de gestão</strong> cuja importância se dilui na mesma intensidade com que são anunciadas;</li>
<li><strong>Que as pessoas envolvidas com o mundo dos negócios abandonem o uso irresponsável e massacrante do gerúndio</strong> em suas comunicações. Algo como: “Estamos fazendo, alinhando, providenciando”, usados sempre para criar a imagem de movimento e ação para algo que já se sabe totalmente paralisado ou engavetado;</li>
<li><strong>Que as empresas abandonem a instabilidade como cultura permanente</strong> e passem a entendê-la como um problema a ser resolvido e não como uma solução ou qualidade sem nexo algum. E, em consequência, que nunca mais escutemos em uma reunião ou encontro de negócios expressões do tipo “Sou um cara movido por mudanças”, como se a mesma representasse um adjetivo qualitativo;</li>
<li><strong>Que o desempenho cênico nunca mais vença o fato</strong>. Que ninguém se permita ser persuadido ou seduzido pela oratória ou capacidade de expressão de alguém, mas sim convencido pela clareza dos fatos apresentados e pela lógica dos argumentos;</li>
<li><strong>Que o mundo empresarial abandone a ideia de que a política é lugar apenas para políticos profissionais, sindicalistas, ativistas ou agitadores desta ou daquela tendência</strong>. É justamente por essa falta de participação e engajamento que vivemos no Brasil, absurdos como: a) Meses para se abrir uma empresa; b) Uma massacrante burocracia para se tirar qualquer ideia empreendedora do papel; c) Uma legislação trabalhista absolutamente antiquada e desestimulante para a geração de empregos formais; d) Uma brutal insegurança jurídica; e e) A maior carga tributária do planeta, sem retorno em benefícios públicos. (Não para por aqui, existem muitos outros);</li>
<li><strong>Que tenhamos mais personalidade e altivez</strong>, longe do nacionalismo barato, mas abandonando de vez, ou sempre que possível, o hábito de usar outros idiomas para expressar ideias, conceitos ou o que quer que seja, estimulando com isso o neo-analfabetismo (dificuldade de expressão no idioma nativo, verificado em pessoa dotada de instrução);</li>
<li><strong>Que as reuniões sejam objetivas e estruturadas</strong>, sem espaço para ações performáticas ou recitais de frases de efeito, deixando as artes cênicas para o momento apropriado;</li>
<li><strong>Que chefes sejam simplesmente bons chefes</strong>, dotados de aptidões para a liderança (já estaria de bom tamanho), sem as propaladas pretensões rocambolescas de se tornar “O Líder”, “O Grande Líder” ou quem sabe “O Grande Timoneiro”;</li>
<li><strong>Que tenhamos um pouco mais de autoconfiança</strong>, tratando com naturalidade as opiniões divergentes, as críticas ou embates de natureza profissional, fazendo com que essa atitude saia do discurso e entre para a vida real;</li>
<li><strong>Que ninguém seja cobrado para ser politicamente correto</strong>, mas estimulado a dizer a verdade, a ser honesto, mesmo que não agrade;</li>
<li><strong>Que abandonemos as frases feitas e o lugar comum</strong> em troca de cultura, aprofundamento e senso de precisão.</li>
</ol>
<p>Com muita esperança e os meus melhores votos, que venha 2012!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A herança e seus herdeiros: compreendemos o real valor do legado?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/12/12/a-heranca-e-seus-herdeiros-compreendemos-o-real-valor-do-legado/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 23:07:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
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		<description><![CDATA[Enquanto muitos herdeiros alavancam o patrimônio deixado e transformam o legado, outros tantos simplesmente ignoram o esforço familiar e deitam em berço esplêndido. E ai?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A herança e seus herdeiros: compreendemos o real valor do legado?" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_heranca_herdeiros_compreendemos_real_valor_legado.jpg" alt="A herança e seus herdeiros: compreendemos o real valor do legado?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Instituto secular presente nos mais antigos registros jurídicos e normativos da conduta civil, o direito a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aGVyYW4lRTdhXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-56">herança<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> sobrevive firme e forte em todas as sociedades onde o mínimo de civilidade e senso patrimonial vigora. Herança essa que é um alicerce fundamental no sistema de sucessão, mas muitas vezes também um fardo, na medida em que gera problemas para muitas famílias.</p>
<p>É claro que receber uma herança significa herdar direitos e deveres, o que é essencialmente interessante, mas também complicado: o estresse e as confusões aparecem precisamente por conta das consequências futuras que podem se originar em uma mentalidade pautada na certeza (muitas vezes ingênua) de um futuro economicamente forrado de recursos.</p>
<p>Explico. Existem diferentes formas de se encarar um potencial patrimonialmente confortável. Alguns encaram como uma plataforma para prosseguir em uma trajetória sólida e crescente de geração de riqueza e realização. Estes, em geral, estão ancorados em formação, educação financeira, apetite <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZW1wcmVlbmRlZG9yXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">empreendedor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e trabalho, muito trabalho. Eles sabem o que é respeitar um legado. Mais, sabem o que é dar valor ao que a família construiu.</p>
<p><span id="more-6903"></span><strong>Mas há os acomodados.</strong> E, não nos enganemos, não se trata necessariamente de preguiça ou indisposição individual, mas na maioria das vezes de pura e brutal ingenuidade. Uma ingenuidade econômica que não considera a possibilidade de nenhuma pedra no caminho, não compreende os ciclos da acumulação patrimonial e desconhece os mecanismos da avassaladora mobilidade social que vivenciamos, desde sempre.</p>
<p>O fracasso em lidar com o patrimônio nasce na perigosa acomodação, muitas vezes dotada de raízes culturais. Essa realidade acaba por resultar em uma dinâmica deficiente, onde um grupo menos abastado encontra a sua ascensão no momento em que outro mais rico se enfraquece e mergulha. E é bom deixar claro que não torço contra os ascendentes, mas seria bem melhor que não houvesse o mergulho daqueles um dia ocuparam o topo.</p>
<p>Trata-se, portanto, de uma questão de musculatura econômica e patrimonial, onde uma sociedade mais rica se forma pela soma e não pela decadência cíclica. Quem não conhece a velha história do velho trabalhador, sucedido por um filho rico que gerou um neto nobre e que, dependendo da mentalidade, gerará um bisneto pobre? Uma história triste construída com absoluta ignorância financeira, e perfeitamente evitável. Um desrespeito ao legado.</p>
<p>Tampouco defendo a sucessão cega, onde herdeiros precisem abrir mão de suas aspirações próprias para se enterrarem vivos em trabalhos e responsabilidades que detestam. Penso que a preservação patrimonial passa longe da necessidade de se seguir a mesma trajetória profissional dos nossos progenitores; ela passa, ai sim, na educação econômica – que propicia a nítida percepção de que o dinheiro não suporta desaforos e de que nada substitui a força criadora do trabalho.</p>
<p><strong>Que não existam ilusões!</strong> Nesse exato momento, fortunas estão sendo construídas nos <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/c29uaG9zXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-52">sonhos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, no esforço e na capacidade criadora daqueles que anseiam por um lugar ao sol. E, também nesse exato momento, inúmeros herdeiros afortunados tomam o seu banho de sol, distraídos e cegos na certeza de que nenhuma nuvem o ofuscará. Será?</p>
<p>Você provavelmente conhece histórias bastante interessantes sobre herdeiros e heranças. Que tal compartilhar seu aprendizado conosco no espaço de comentários abaixo? Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

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		<title>Dinheirama Entrevista: Marcelo Cuellar, Headhunter na Michael Page</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/11/01/dinheirama-entrevista-marcelo-cuellar-headhunter-na-michael-page/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 18:55:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Marcelo Cuellar, Headhunter na Michael Page, fala da escolha da profissão, do desenvolvimento da carreira e da importância de ficar atento às oportunidades.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Marcelo Cuellar, Headhunter na Michael Page" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_entrevista_marcelo_cuellar_headhunter_michael_page.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Marcelo Cuellar, Headhunter na Michael Page" align="left" hspace="2" vspace="2" />Que rumo tomar quando o assunto é nossa carreira? Você, jovem leitor, já deve ter se questionado bastante sobre suas escolhas profissionais. Acontece sempre, não é mesmo? Tivemos a oportunidade de conversar sobre isso com <strong>Marcelo Cuellar</strong>, administrador pela Universidade Federal do Paraná, pós-graduado em Recursos Humanos pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie em São Paulo e <a title="Conheça o Blog do Cuellar" href="http://vocesa.abril.com.br/blog/marcelo-cuellar/" target="_blank">blogueiro do site da Revista Você S/A</a> (Ed. Abril).</p>
<p>Marcelo Cuellar faz parte do corpo gerencial da <strong><a title="Conheça a Michael Page" href="http://www.michaelpage.com.br/" target="_blank">Michael Page</a></strong>, consultoria multinacional de recrutamento de executivos, onde é responsável por projetos em empresas dos mais variados segmentos da economia, diferentes culturas organizacionais, nacionais e multinacionais. Cuellar é também músico, com muitos cursos completos relacionados ao tema, como harmonia, improvisação, teoria musical, história da música entre outros.</p>
<p>As transformações pessoais ao longo da carreira e a necessidade de fazer algo que traga retorno financeiro e emocional desperta excelentes discussões nas rodas de amigos. Cuellar deu sua opinião sobre isso nesta entrevista. Acompanhe nosso papo e faça contato com o autor pelo <a title="Siga o Cuellar no Twitter" href="http://www.twitter.com/marcelocuellar" target="_blank">@marcelocuellar</a> (<em>Twitter</em>) e através de seu <a title="Acesse o perfil no LinkedIn" href="http://br.linkedin.com/in/marcelocuellar" target="_blank">perfil no LinkedIn</a>.</p>
<p><span id="more-6764"></span><strong>Marcelo, recentemente perdemos Steve Jobs, uma pessoa com uma trajetória profissional brilhante. Ele criou uma cultura que transformou a forma como as pessoas lidam com informática e influenciou toda uma geração. No famoso discurso aos formandos da Universidade de Stanford, Jobs mostra a importância de trabalhar naquilo que realmente se faz com amor. Em sua opinião, trabalhar com o que se gosta é indispensável para se tornar um profissional de sucesso? Por quê?</strong></p>
<p><strong>Marcelo Cuellar:</strong> Indispensável é uma palavra forte, mas com certeza faz toda a diferença. Parafraseando Confúcio, <em>“se você trabalhar naquilo que você gosta, nunca mais precisará trabalhar”</em>.</p>
<p>Imagine você trabalhar em alguma coisa que você faria até de graça! Agora imagine ainda alguém pagar você para fazer isto! É talvez como se sente o Ronaldinho Gaúcho. Pagam – e muito bem – para ele fazer o que ele ama. É o que acredito que todos devem ter como ideal profissional.</p>
<p><strong>Muito se fala da Geração Y e seu desapego com as corporações. Existe a ideia de que as pessoas dessa geração lidam com a troca de emprego de uma forma diferente (nem só o salário importa). Essa imagem é realmente verdadeira? O que levou a termos uma transformação significativa entre as gerações X e Y?</strong></p>
<p><strong>M. C.:</strong> Não sou um especialista no tema Geração Y, mas acredito que independente da geração, o mundo hoje busca o equilíbrio como nunca visto antes. Há protestos em <em>Wall Street</em> contra os banqueiros, novas seitas e religiões surgindo, explosão da venda dos livros de auto-ajuda e muito mais. Não acho que é uma exclusividade da Geração Y.</p>
<p>Além disso, o mundo nunca ofereceu tantas oportunidades como hoje. Com um clip feito em casa você pode fazer sucesso no mundo todo via <em>YouTube</em>, por exemplo. Mixar seu próprio CD ou mesmo montar e distribuir um filme nunca foram atividades tão acessíveis. Assim, a geração dos jovens de hoje (Y) não sabe qual alternativa seguir. O mundo corporativo é só mais uma entre todas as oportunidades que um jovem talentoso possui hoje para aproveitar tudo o que o mundo oferece.</p>
<p><strong>Um dos principais gargalos para o crescimento do Brasil é a falta de mão de obra especializada. Como as empresas estão “remediando” essa situação? Importar mão de obra de outros países já é uma tendência?</strong></p>
<p><strong>M.C.:</strong> Importar já é uma realidade, mas a legislação brasileira – para o bem e para o mal – apresenta diversos entraves. O que as empresas têm feito é treinar na base e apostar em um número de retenção que faça sentido pelo investimento feito. Retenção também é um tema muito discutido.</p>
<p>O gap entre a necessidade das empresas e a oferta de mão de obra especializada faz com que as empresas apostem no treinamento de qualidade e acelerem a carreira dos profissionais. Nunca se viu tantos gestores novos como hoje. Como tudo na carreira e na vida, isto tem seu lado bom e ruim.</p>
<p><strong>Muitos de nossos leitores são jovens que estão terminando a graduação, se preparando para entrar no mercado de trabalho. Qual o caminho para encontrar uma boa colocação? Os programas de <em>trainee</em> podem oferecer um desenvolvimento interessante? O que mais?</strong></p>
<p><strong>M.C.:</strong> Programa de <em>Trainee</em> não é garantia de sucesso, mas pode ser uma boa porta para quem busca crescer no mundo corporativo. Mas, como eu disse antes, o mundo corporativo é apenas uma das alternativas existentes hoje para jovens brasileiros. O Brasil precisa de muitas outras profissões que nem sempre são abarcadas pelo mundo corporativo.</p>
<p>A dica para encontrar uma boa colocação é fazer algo que você goste. É um pouco do que conversamos no começo da entrevista. Com isso, o sucesso é quase garantido.</p>
<p>E outra coisa: gente talentosa <strong>vai</strong> fazer sucesso, independentemente de empresa ou profissão. O Brasil vive um momento único e precisa de gente talentosa em várias áreas do conhecimento. Lembrando também que o crescimento hoje se dá mais fora do eixo Rio-São Paulo. Tem muita oportunidade fora dos grandes centros.</p>
<p><strong>E as sempre muito comentadas “profissões do futuro”? Existem áreas que podem ser destaques e oportunidades de “ouro” para quem puder ainda escolher esse caminho? Basta escolher? E como ficam a afinidade e o talento para a profissão?</strong></p>
<p><strong>M.C.:</strong> Você pode ter sua aptidão ou talento alinhado às profissões do futuro. O envelhecimento da população é um fato. Isto não quer dizer que só haverá médicos e casas de repouso. Idosos precisarão de Internet, diversão, informação de fácil acesso e entendimento, consultoria financeira, alimentação balanceada, como hoje, apenas com outra orientação.</p>
<p>É o mesmo com o segmento de Óleo e Gás após a descoberta do pré-sal. É lógico que algumas profissões ficaram mais atrativas, mas diversas outras profissões também foram positivamente impactadas com o pré-sal. Tome o exemplo dos pilotos de helicópteros. Volto a dizer: gente talentosa sempre vai enxergar as oportunidades e aproveitá-las.</p>
<p>As dicas são:</p>
<ol>
<li>O caminho se faz ao caminhar. Por isso comece a andar agora;</li>
<li>Errar faz parte. Mas só valem erros novos;</li>
<li>Nunca é tarde para mudar. Por isto não há uma responsabilidade de escolher agora a profissão da vida toda. Até porque, segundo estudos, ela deve mudar no mínimo sete vezes ao longo da vida.</li>
</ol>
<p><strong>Como você disse, é cada vez mais comum encontrarmos profissionais que, no meio da vida profissional, resolveram mudar de carreira. A que devemos esse movimento? Qual o caminho apropriado para quem se decide por esse caminho?</strong></p>
<p><strong>M.C.:</strong> Tem um texto no meu blog, <a title="Leia o texto completo" href="http://vocesa.abril.com.br/blog/marcelo-cuellar/?p=152" target="_blank">“Quero mudar de carreira. E agora?”</a>, que fala justamente sobre isso. Querer mudar de profissão vai ser cada vez mais normal. Como falei anteriormente, as possibilidade são muitas e serão cada vez maiores. O mundo ficou menor, as distâncias encurtaram e as possibilidades se multiplicaram.</p>
<p>Como falo no artigo, o caminho a trilhar não é o ímpeto nem a decisão emocional. É preciso refletir. Mas só refletir também não dá, até porque você nunca terá todas as respostas. A ação é o mais importante. Há <a title="Leia os comentários" href="http://vocesa.abril.com.br/blog/marcelo-cuellar/?p=152#comments" target="_blank">comentários bem interessantes</a> no texto que indiquei, em específico de gente que tentou e conseguiu!</p>
<p><strong>Marcelo, muito obrigado pela entrevista e parabéns pelo seu excelente trabalho. Por favor, deixe uma mensagem final para nossos leitores.</strong></p>
<p><strong>M.C.:</strong> O Brasil vive um momento único e muito positivo. Há oportunidades em todos os lados, mas é preciso ousar. O nosso momento chegou e precisamos agarrá-lo e agora! Bora fazer sucesso! Parabéns a vocês pelo trabalho sensacional e obrigado pela oportunidade. Até a próxima.</p>
<p>Foto: <strong>divulgação</strong>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Economia doméstica e o desenvolvimento social sustentável</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/08/17/economia-domestica-e-o-desenvolvimento-social-sustentavel/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/08/17/economia-domestica-e-o-desenvolvimento-social-sustentavel/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Aug 2011 12:39:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernadette Vilhena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[controle]]></category>
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		<category><![CDATA[família]]></category>
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		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Como equilibrar desejos de consumo, necessidade de planejamento e uma vida sustentável, sem desperdícios e com alegria? O desafio é grande, mas vale a pena vivê-lo!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Economia doméstica e o desenvolvimento social sustentável" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_economia_domestica_vida_sustentavel.jpg" alt="Economia doméstica e o desenvolvimento social sustentável" align="left" hspace="2" vspace="2" />A economia doméstica tem suas raízes na revolução industrial, quando se estabeleceu como uma ação “higienista” destinada às famílias dos operários, visando orientá-los sobre as questões ligadas à higiene, alimentação, saúde e cuidado com as crianças. Essa ação foi motivada pelas más condições de vida dessas famílias e acabou estendendo-se para toda a sociedade, em um movimento de preservação dos bons costumes e do bem estar familiar.</p>
<p>No Brasil, a economia doméstica se fez presente na educação feminina conduzida por feiras francesas nos “colégios de moças”, com o principal objetivo de preparar as alunas para serem boas esposas e mães. A abordagem sempre envolveu mais que apenas contabilizar gastos.</p>
<p>Após a Segunda Guerra Mundial, a profissão Economista Doméstico foi introduzida no Brasil a partir das influências das escolas de economia doméstica americanas, com o intuito de formar profissionais para atuarem em programas de desenvolvimento rural mantidos pelo governo, em um caráter altamente assistencialista.</p>
<p><span id="more-6445"></span>Após passar por muitas mudanças, atualmente o profissional Economista Doméstico é comprometido com a qualidade de vida das famílias e indivíduos. Possui uma sólida formação e seus conhecimentos abrangem as ciências sociais, biológicas, nutrição, economia e administração. Esse profissional atua em programas de atendimento familiar, ONGs, educação do consumidor, administração familiar entre outros trabalhos.</p>
<p><strong>A importância da economia doméstica</strong><br />
Falar de economia doméstica é falar de saúde financeira e de qualidade de vida. Os aspectos tratados por ela vão além de saber fazer uma planilha de gastos mensais. Ela envolve o uso racional dos recursos, a escolha correta dos bens de consumo e de alimentos, as atitudes cotidianas que evitam o desperdício e as ações voltadas ao consumo consciente.</p>
<p>A introdução sobre a profissão do Economista Doméstico não significa que você tenha que se especializar para realmente melhorar sua relação de consumo e planejamento. Algumas práticas podem ajudar a controlar o orçamento doméstico, diminuir as despesas e colaborar para o desenvolvimento social sustentável:</p>
<ul>
<li><strong>Água:</strong> economize no banheiro, elimine vazamentos, use a vassoura e não a mangueira para varrer a calçada, não deixe torneiras pingando e opte por modelos com sensores automáticos;</li>
<li><strong>Alimentos:</strong> prefira produtos da estação, aproveite todas as partes de verduras e legumes, manuseie com cuidado os alimentos para não danificá-los, consuma produtos da região (ajudando a reduzir os custos de transporte), faça um cardápio para a semana (existe muito desperdício doméstico com frutas, legumes e verduras) e atenção à validade dos produtos;</li>
<li><strong>Reciclagem:</strong> priorize produtos ambientalmente corretos, consuma somente o necessário, evite mercadorias com muitas embalagens, separe seu lixo para coleta seletiva, doe o que não serve mais para você, use os dois lados da folha de papel, imprima somente o necessário e use sacolas ecológicas quando for às compras;</li>
<li><strong>Energia:</strong> economize ao lavar e passar roupa, lavando e passando uma grande quantidade de roupas de uma vez e não exagerando no sabão em pó. Use o ar condicionado com moderação, não deixe os aparelhos em <em>stand by</em>, diminua o tempo do banho, não abra muito a geladeira para ela gastar menos energia e use somente aparelhos com selo Procel;</li>
<li><strong>Dinheiro:</strong> faça sua planilha de gastos mensais, prefira compras à vista, use o cartão de crédito com responsabilidade, pesquise as melhores ofertas, avalie bem quando comprar a prazo, não despreze as moedas e não consuma produtos piratas.</li>
</ul>
<p>Considerando esses aspectos, estaremos no caminho da prática de uma economia doméstica mais sustentável e contribuindo para a construção de um mundo melhor. Você pode ter ficado curioso para pesquisar mais sobre o Economista Doméstico ou simplesmente motivado a melhorar suas decisões financeiras e de consumo. O importante agora é agir. Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Bernadette Vilhena</b>.<br>

Pedagoga empresarial, consultora em diversas instâncias da prática educativa nas empresas e autora do livro "Dinheirama" (Blogbooks). Especialista em Gestão de Pessoas e estudos nas áreas de Ergologia, Gestão do Conhecimento e Educação no trabalho.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Pós-graduação: relação entre tempo, dinheiro e empregabilidade</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/07/28/pos-graduacao-relacao-entre-tempo-dinheiro-e-empregabilidade/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/07/28/pos-graduacao-relacao-entre-tempo-dinheiro-e-empregabilidade/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Jul 2011 20:30:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renata Alonso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[curso]]></category>
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		<description><![CDATA[Cursos de pós-graduação contribuem para o aumento do salário, mas devem ser escolhidos com atenção e no tempo certo. Veja como incrementar sua vida profissional!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Pós-graduação: relação entre tempo, dinheiro e empregabilidade" src="http://dinheirama.com/files/2011/07/dinheirama_educacao_empregabilidade.jpg" alt="Pós-graduação: relação entre tempo, dinheiro e empregabilidade" align="left" hspace="2" vspace="2" />Todos sabemos que empregabilidade e altos salários estão correlacionados com maior nível educacional. Por isso, buscamos fazer uma boa faculdade, aprofundar os conhecimentos com uma pós-graduação ou MBA e estar em constante aprendizado através de cursos de atualização profissional.</p>
<p>Quem já é formado certamente se assusta ao se deparar com mensalidades de R$ 1500,00 para cursos de extensão em uma faculdade de renome. Se considerarmos o investimento em uma pós-graduação de dois anos, o profissional terá desembolsado uma soma de quase R$ 40 mil reais.</p>
<p><strong>Pós-graduação faz mesmo diferença?</strong><br />
Mas, apesar da alta quantia que se investe em um curso de pós-graduação, o retorno é certamente recompensado. Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), <a title="Leia mais sobre a pesquisa" href="http://management.fgv.br/node/238" target="_blank">os salários de pós-graduados são em média 66% mais altos</a> em comparação com quem apenas possui o diploma de graduação, podendo chegar a promover um aumento de até 100% nos vencimentos.</p>
<p><span id="more-6366"></span>As vantagens de quem tem um curso de pós-graduação não param por aí. As possibilidades de recolocação no mercado de trabalho para esses profissionais também são maiores.</p>
<p>Além disso, cursar uma pós proporciona algo fundamental na carreira de qualquer pessoa: o <em>networking</em> &#8211; <a title="Leia mais sobre contratações" href="http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/networking-e-o-principal-meio-de-contratacao-em-empresas-brasileiras-aponta-pesquisa-da-catho/46421/" target="_blank">a principal ferramenta de contratação</a> nas empresas brasileiras, respondendo por cerca de 70% das admissões, segundo pesquisa da Catho. Isso faz da rede de relacionamentos de um profissional, que pode ser construída no ambiente de um MBA, por exemplo, tão importante quanto o conhecimento adquirido.</p>
<p><strong>E qual é o momento de se iniciar uma pós?</strong><br />
Especialistas dizem que o ideal é não emendá-la com a graduação. A vivência profissional ajuda a definir melhor que curso fazer e também a aproveitá-lo de uma maneira mais eficaz, possibilitando troca de experiências e um aprendizado mais maduro.</p>
<p>Mas também não é qualquer curso que será um divisor de águas na carreira. Apesar de a instituição de ensino ter um peso importante na escolha, também se deve levar em conta as disciplinas oferecidas, quais são os professores e se o conteúdo programado está dentro das expectativas.</p>
<p>E vale a reflexão: <strong>o curso que você pretende fazer realmente pode ser um diferencial para o seu currículo?</strong> A resposta será positiva se o potencial conhecimento adquirido trouxer resultados para o seu dia-a-dia profissional ou para o futuro que você almeja. Afinal, não é só o dinheiro que está em jogo, mas o tempo investido.</p>
<p>Que curso fazer? Existem cursos interessantes a preços mais acessíveis? Pois é, a dificuldade para encontrar bons cursos levou-me a criar o site <strong><a title="Conheça o Rede de Cursos" href="http://www.rededecursos.com.br/" target="_blank">Rede de Cursos</a></strong>, um guia on-line gratuito que reúne palestras, eventos e cursos em um formato inédito: os visitantes podem avaliar, opinar e compartilhar cada evento diretamente nas redes sociais. Visite <a title="Conheça o Rede de Cursos" href="http://www.rededecursos.com.br/" target="_blank">www.rededecursos.com.br</a> e procure algo em sua área.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Renata Alonso</b>.<br>

Formada em Rádio e TV (FAAP) e pós-graduada em Gestão Empresarial (FGV), é produtora dos programas Ensaio e Móbile, da TV Cultura/SP. Fundou, em 2011, o site Rede de Cursos, guia de cursos, palestras e eventos.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Um ano sem compras &#8211; A polícia do consumo</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/07/12/um-ano-sem-compras-a-policia-do-consumo/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 17:56:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[compra]]></category>
		<category><![CDATA[consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
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		<category><![CDATA[sucesso]]></category>
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		<description><![CDATA[Como o comportamento das pessoas influencia as decisões de compra, consumo e o consumismo em geral? Defina prioridades e viva apenas com suas expectativas!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Um ano sem compras - A polícia do consumo" src="http://dinheirama.com/files/2011/07/dinheirama_compras_consumo_policia.jpg" alt="Um ano sem compras - A polícia do consumo" hspace="2" vspace="2" align="left" />Você já teve a sensação de estar consumindo somente para preencher as expectativas dos outros ou porque se sentiu, de alguma forma, constrangido ou impelido a comprar? Eu já. Quando decidi <a title="Um ano sem compras" href="http://umanosemcompras.blogspot.com/" target="_blank">ficar um ano sem comprar supérfluos</a> e contei às pessoas com quem convivo sobre o meu projeto, as reações foram variadas – e isso me fez refletir sobre muitas coisas.</p>
<p>O que eu descobri rapidamente é que as pessoas realmente querem que você consuma e a idéia de alguém passar um longo período de tempo sem comprar itens desnecessários incomoda alguns indivíduos. Após essa constatação inicial, comecei a pesquisar para entender melhor o impacto que a atitude das pessoas com quem convivemos tem no nosso próprio padrão de consumo e de que forma isso acontece.</p>
<p>Inicialmente, entrei em contato com as noções de <strong>obsolescência programada</strong> e <strong>obsolescência percebida</strong>. Esses conceitos remetem a práticas da indústria e do comércio que muitas vezes são desconhecidas pelo consumidor.</p>
<p><span id="more-6291"></span>A <strong>obsolescência programada</strong> consiste tanto em criar um produto que logo se tornará obsoleto, pois suas funcionalidades rapidamente serão consideradas ultrapassadas, quanto em criar produtos projetados para durar pouco tempo. Podemos observar essa prática de forma muito clara nas áreas de eletrônicos e informática:</p>
<ul>
<li>O celular que em um ano é considerado “top de linha” se torna, no ano seguinte, ultrapassado em função do lançamento de uma “versão mais moderna”, com mais funcionalidades que a original.</li>
<li>Outro exemplo é a máquina fotográfica maravilhosa (e cara) que foi adquirida há um ano e que estraga logo após o período de garantia. O conserto é tão caro que vale mais à pena comprar uma nova.</li>
</ul>
<p>Já a <strong>obsolescência percebida</strong>, conceito mais relevante para a reflexão proposta neste artigo, consiste basicamente em criar um produto para que logo ele se torne obsoleto do ponto de vista do estilo ou do design. É uma estratégia mais sutil, porém extremamente eficaz, pois aposta em gerar sentimentos de inferioridade nas pessoas como forma de incentivá-las a consumir. Uma espécie de inclusão social pelo consumo.</p>
<p>Isso quer dizer, por exemplo, que se em um ano todos os sapatos têm saltos finos, no outro ano a moda provavelmente será usar sapatos com saltos largos, gerando uma situação na qual a pessoa que tem os saltos da estação passada fique exposta e possa ser identificada como alguém que está usando um produto fora de moda. Muitas vezes, é devido à obsolescência percebida que as pessoas se sentem impelidas a comprar e acabam gastando dinheiro em produtos desnecessários.</p>
<p>Sei que lendo o que foi escrito até agora fica fácil pensar que somente pessoas frívolas se deixam levar pela pressão da sociedade para que consumam, mas isso talvez não seja exatamente o que acontece.</p>
<p>Um consultor que chega a uma reunião usando um celular grande e antigo muitas vezes será recebido com reserva por novos clientes; um menino que continua usando o vídeo game antigo vai ser alvo de gozação do coleguinha que vem em casa para uma visita; e a mulher que usa um tênis de corrida por anos a fio poderá escutar de uma amiga que já passou da hora de trocar aquele calçado, independentemente do seu estado.</p>
<p>Todas essas situações citadas aqui como exemplos mostram o poder da “polícia do consumo” e o ciclo vicioso que muitas vezes leva as pessoas a consumirem e a gastarem com coisas e serviços que não desejam ou que não precisam.</p>
<p><strong>Existe uma associação entre consumir e ser feliz/bem sucedido no mundo contemporâneo.</strong> É freqüente o raciocínio de que quem consome mais é mais feliz e, nessa linha, há muita incompreensão quando pessoas dotadas de grandes recursos financeiros decidem viver a vida de forma simples e discreta.</p>
<p>Em tempos de realidade travestida de show (reality show), a indústria do comércio se mascara de indústria da felicidade e do conforto e busca vender o impossível: a completude, o &#8220;ter tudo&#8221;, o final feliz que todos nós queremos.</p>
<p>O mais sério é que nós acreditamos nisso tudo e nosso questionamento passa a ser tão tênue que passamos a ser reprodutores dessa lógica, vigiando o comportamento uns dos outros e notificando as pessoas sobre as reposições de produtos que, acreditamos, devem ser feitas. Em essência, <strong>acabamos por fazer com que as pessoas se sintam mal por estarem satisfeitas com o que possuem e com a vida que levam</strong>.</p>
<p>Não se trata de esquecer as ambições e de viver em frangalhos, é claro, mas de refletir sobre a transitoriedade dos bens no mundo atual e da cultura de reposição e descarte constante em que estamos mergulhados. Existe um abismo entre viver bem, ter conforto e consumir de forma agradável e prazerosa (isso é possível!) e estar à mercê de modismos, aprisionado entre o olhar dos outros e uma visão distorcida do sucesso.</p>
<p>Fazendo um paralelo com a sabedoria popular, que garante que <em>&#8220;o pior cego é aquele que não quer ver&#8221;</em>, talvez o pior consumidor seja aquele que ajuda a incrementar a lógica de que imagem é tudo.</p>
<p>A “polícia do consumo” é ativa, atuante e perversa. Seus principais aliados não são a indústria, as empresas, o comércio ou a publicidade. Somos nós. Assim como historicamente os movimentos repressivos só foram possíveis com a adesão de uma parcela significativa da população às ideias que os norteavam, também o consumismo desenfreado só está na ordem do dia porque muitos de nós aceitamos e defendemos que se consuma cada vez mais.</p>
<p>Como <strong>Hobbes</strong> já dizia em uma de suas expressões mais célebres, <em>&#8220;o homem é o lobo do homem&#8221;</em>. Até a próxima! Grande abraço!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Marina Paula</b>.<br>

Psicóloga com ênfase Clínica, tem pós-graduação em Metodologia de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes. Atualmente trabalha no SUS, em um projeto de Psicologia Comunitária, e atende em seu consultório particular. É autora do blog Um Ano Sem Compras.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Copa do Mundo, Olimpíadas e Consumo Consciente</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/06/29/copa-do-mundo-olimpiadas-e-consumo-consciente/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Jun 2011 13:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Davi Aragon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[copa do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[esporte]]></category>
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		<category><![CDATA[olimpíadas]]></category>

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		<description><![CDATA[Paixão capaz de despertar sentimentos diversos, o esporte vem cada vez mais sendo usado como investimento e plataforma política. Até que ponto podemos influenciar esta relação?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Copa do Mundo, Olimpíadas e Consumo Consciente" src="http://dinheirama.com/files/2011/06/dinheirama_copa_do_mundo_olimpiadas_consumo_consciente.jpg" alt="Copa do Mundo, Olimpíadas e Consumo Consciente" hspace="2" vspace="2" align="left" />Antes mesmo de nascermos, o esporte já está presente em nossas vidas. Os pais, um tanto inflamados, logo providenciam macacõezinhos, gorrinhos, camisetas, tudo, enfim, que estiver relacionado ao seu esporte predileto. Desde cedo, assim como costumamos concordar com nossos pais em relação às suas ideologias políticas, econômicas e religiosas, também somos levados a praticar certos esportes e a dar preferência a uma determinada equipe de futebol, vôlei, basquete e etc.</p>
<p>Observa-se, já há algum tempo, que o esporte tem se tornado um investimento. Empresários passaram a comprar passes de jogadores e publicitários criaram campanhas para popularizar atletas e clubes &#8211; vendendo suas imagens e materiais esportivos personalizados -, valorizando muito todos os componentes de qualquer modalidade &#8211; em especial, o futebol. Paixão garantida. Infelizmente, até mortes resultam desse fanatismo.</p>
<p>Diante isso, os empresários concordam em um aspecto: trata-se de um investimento que só dá lucro. Pelo jeito estamos diante de algo diferente da bolsa de valores ou do mercado imobiliário, com seus altos e baixos e variações sensíveis ao humor dos investidores.</p>
<p><span id="more-6244"></span>O negócio é tão lucrativo &#8211; considere o termo lucrativo de forma muito ampla &#8211; que governo federal e investidores juntos não pouparam esforços para tornar o Brasil sede da Copa do Mundo, em 2014, e das Olimpíadas, em 2016. Embora os países concorrentes fossem fortíssimos, o escolhido foi o Brasil.</p>
<p>Para a Copa do Mundo, logo surgiram os orçamentos para a construção dos estádios. No início, comparando os preços pagos por outros países em competições passadas, os brasileiros já puderam perceber que a conta sairia mais cara do que o previsto. E haveria dinheiro público! O tempo passou, a FIFA pressionou e concluiu que nosso país está muito atrasado nas obras.</p>
<p>São Paulo corre o sério risco de ficar fora do grupo de cidades sede e a população tem sido bombardeada por escândalos envolvendo corrupção e sigilo dos gastos utilizados com toda essa infraestrutura, com o argumento de que as licitações é que retardam as obras. Depois de ganhar a mídia, FIFA e governo recuaram, mas os fatos seguem ai, escancarados.</p>
<p>Diante disso, vê-se o povo brasileiro (com exceção daqueles que só pensam na festa e na vitrine que essas competições podem gerar para o País) impotente, incapaz de tomar qualquer atitude que venha a melhorar esse cenário. O orçamento total do evento seria capaz de tirar a Saúde e a Educação da situação vergonhosa em que se encontram.</p>
<p><strong>O que fazer? Como mudar? Como agir?</strong> A resposta: <strong>consumo consciente</strong>.</p>
<p>O termo “consumo consciente” tem se tornado cada vez mais popular, talvez por causa de assuntos relacionados ao meio ambiente. Mas ele pode ser empregado em todos os segmentos em que há consumo de alguma coisa. Na verdade, a ideia está mais implícita no dia a dia do que se imagina. Nos rótulos de medicamentos, bebidas alcoólicas ou cigarros, leem-se mensagens incentivando o seu consumo moderado.</p>
<p>Com o esporte, não deveria ser diferente. É realmente necessário comprarmos todos os modelos novos de camisetas do nosso clube do coração, todos os anos? E quanto ao preço abusivo dos ingressos para vermos um jogo? O apelo custa caro para aqueles que nem tem tanto dinheiro e assistem ao jogo sentados em lugares não numerados, em estádios que estão longe dos padrões exigidos pelo Estatuto do Torcedor.</p>
<p>Os valores cobrados por bebidas e comidas nas arquibancadas são justos? E o calendário, feito de tal maneira que só sobrem reais benefícios à emissora de televisão que vai transmitir o jogo? Temos aí a famosa lei de oferta e procura. A grande aceitação faz com que as entidades ligadas ao esporte não se preocupem muito com a qualidade do produto oferecido aos “consumidores”.</p>
<p>E se a fonte secar? Como os investidores pagarão a conta? Que tal você, torcedor, se esforçar um pouco em prol das melhorias que talvez ocorram no futuro e “consumir” o esporte com mais moderação? Claro que é quase utópico apelar-se para o consumo consciente de um produto que envolve uma paixão, um sentimento que beira o fanatismo, mas cabe tentar.</p>
<p>Consumo consciente: uma maneira de pressionarmos investidores, dirigentes e representantes da sociedade, mostrando o quanto eles realmente dependem da população &#8211; e não somente de sua vontade de investir. Talvez ainda dê tempo, afinal o orçamento das Olimpíadas ainda nem foi calculado, mas promete ser fantástico. Alguém duvida?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Davi Aragon</b>.<br>

Graduado em Estatística e possui pós-graduação em Bioestatística, área em que atua na Universidade de São Paulo. Está sempre incomodado com algo e se aventura a escrever artigos sobre quaisquer assuntos. É apaixonado por educação financeira, cozinhar, jogar tênis e tocar guitarra. Ainda está buscando sua independência financeira, mas já sabe quando vai conquistá-la.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Por que alguém se propõe a ficar um ano sem comprar?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/06/20/por-que-alguem-se-propoe-a-ficar-um-ano-sem-comprar/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 16:54:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[compra]]></category>
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		<category><![CDATA[Negociação]]></category>

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		<description><![CDATA[Um ano sem compras! Uma meta ousada, mas capaz de reinventar a relação de uma pessoa com o consumo e seu papel de cidadão. Conheça esta história de educação financeira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Por que alguém se propõe a ficar um ano sem comprar?" src="http://dinheirama.com/files/2011/06/dinheirama_umanosemcompraslogo.jpg" alt="Por que alguém se propõe a ficar um ano sem comprar?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Um dia, após organizar os meus pertences e doar um monte de coisas que eu já não usava mais e jogar fora um tanto de tralha que estava acumulada e que não tinha serventia para mim &#8211; e certamente não teria para mais ninguém -, comecei a pensar em como tinha chegado naquela situação de acúmulo de tantos objetos desnecessários.</p>
<p>Refletindo sobre isso, aos poucos foi se delineando uma idéia ambiciosa: ficar um ano sem comprar supérfluos e, com isso, pensar sobre o papel que o consumismo tem em minha vida. Foi nesse momento que decidi criar um blog, onde relato minha experiência: o Blog <a title="Conheça meu blog" href="http://umanosemcompras.blogspot.com/" target="_blank">&#8220;Um Ano Sem Compras&#8221;</a>.</p>
<p>Não parei de comprar imediatamente, afinal o projeto de abrir mão de adquirir novos produtos precisava ser elaborado. Eu senti necessidade de me preparar emocionalmente e também de ler sobre diversos assuntos, como economia doméstica, sustentabilidade, finanças pessoais, psicologia e etc. Parei de comprar no dia primeiro de junho e permaneço fiel ao desafio que me propus desde então.</p>
<p><span id="more-6225"></span>O blog, que havia sido pensado para ser um registro da minha experiência e também uma forma a mais de manter o autocontrole, tem gerado <a title="Um ano sem compras! Impossível?" href="http://dinheirama.com/blog/2011/06/13/um-ano-sem-compras-impossivel/" target="_blank">discussões interessantes</a> e uma de suas repercussões foi o convite que recebi do <em>Dinheirama</em> para escrever neste espaço e compartilhar com os leitores deste site as descobertas e as possibilidades que venho extraindo dessa experiência.</p>
<p>O mais importante sobre a decisão de ficar um ano sem compras é a motivação. Uma pessoa não decide simplesmente ficar um ano sem comprar, fazer uma dieta, economizar parte da sua renda ou mesmo iniciar um relacionamento afetivo sem que tenha uma boa dose de motivação. Se os motivos são bons ou ruins, profundos ou superficiais, isso é outra discussão, mas é preciso que eles existam e que sejam suficientemente fortes para que alguém ponha qualquer tipo de plano em prática.</p>
<p>Parar de comprar pode parecer bastante drástico, mas com certeza é uma forma de se tornar mais consciente dos padrões de consumo que influenciam as escolhas feitas, o que elas geram em termos de conseqüências e impacto na vida pessoal e também qual é a função emocional que comprar cumpre na economia psíquica de cada sujeito.</p>
<p>Todos esses motivos estiveram presentes e cumpriram um papel importante na minha decisão de passar um ano sem comprar. Muitas pessoas perguntam, por exemplo, se economizar foi uma das razões que levaram à criação desse blog. A resposta para essa pergunta é não, embora com certeza a economia seja uma das conseqüências agradáveis decorrentes do desafio.</p>
<p>Como Psicóloga que nunca trabalhou na área de finanças e que só recentemente entrou em contato com temas ligados à Psicologia Econômica, sempre pensei que o ato de comprar revela um pouco o nosso modo de lidar com o mundo.</p>
<ul>
<li>Somos pessoas cautelosas, que preferem se guardar diante de situações de risco ou gostamos de apostar alto quando há chance de extrair algum prazer em um determinado contexto?</li>
<li>Encaramos situações novas como ameaças ou subestimamos suas possíveis implicações?</li>
<li>Abordamos o mundo de forma racional ou nos deixamos levar pelas emoções?</li>
<li>Pensamos em prazeres imediatos ou no que podemos alcançar em longo prazo?</li>
</ul>
<p>Esses são alguns questionamentos possíveis que se aplicam tanto ao modo como as pessoas lidam com suas finanças pessoais, quanto com assuntos de ordem mais subjetiva. Poucos sabem, mas Freud foi um dos primeiros teóricos da área Psi a usar modelos econômicos para descrever processos mentais. Levando isso em conta, é importante lembrar que muitas vezes pensamos em termos de ganhar ou perder, de mais e menos, de investir ou “pôr tudo a perder”. Eu, com certeza, posso perceber essa lógica muito presente na minha vida e nas decisões que tomo diariamente.</p>
<p>Então, antes de qualquer coisa, um ano sem compras é sinônimo de um ano de muita reflexão, de autocrítica e, principalmente, de constatações muito interessantes sobre os hábitos de consumo e o funcionamento de cada pessoa. No meu caso, até agora consegui perceber que uma das coisas mais difíceis é não ter a possibilidade de comprar; é saber que se eu entrar em uma loja ou em um <em>shopping</em>, eu não devo adquirir nada supérfluo de acordo com as regras que eu mesma estabeleci.</p>
<p>É difícil porque uma coisa que o ser humano gosta muito é de poder fazer alguma coisa, mesmo que nunca vá colocá-la em prática realmente. Dá a gostosa sensação de liberdade e de ser dono do próprio nariz. Poder voar de asa-delta, poder comer comida apimentada, poder pegar o carro e dirigir para onde quiser, poder escolher uma área de trabalho, poder “pular carnaval”, enfim&#8230; Poder é bom.</p>
<p>O que muitas vezes passa despercebido é que poder não fazer alguma coisa também é muito importante. Quando o assunto é consumo, poder não comprar é tão ou mais importante quanto poder comprar. Nesse sentido, passar um ano sem compras talvez seja uma forma um pouco drástica de questionar essa lógica em que sair de uma liquidação carregada de sacolas, ter uma estante cheia de livros novos ainda por ler ou trocar o carro sempre por um modelo mais caro é necessariamente melhor.</p>
<p>Espero poder contribuir para o questionamento desse imperativo pós-moderno que nos exorta diariamente a comprar, comprar e comprar &#8211; e que vem, gradualmente, substituindo a noção de cidadão pela de consumidor. Isso e também encontrar saídas criativas para economizar um pouco, porque fazer um pé de meia e resistir a uma promoção não faz mal a ninguém!</p>
<p>Até a próxima! Grande abraço!</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Marina Paula</b>.<br>

Psicóloga com ênfase Clínica, tem pós-graduação em Metodologia de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes. Atualmente trabalha no SUS, em um projeto de Psicologia Comunitária, e atende em seu consultório particular. É autora do blog Um Ano Sem Compras.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Um ano sem compras! Impossível?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/06/13/um-ano-sem-compras-impossivel/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Jun 2011 12:22:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[compra]]></category>
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		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[investimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Quais as reais motivações por trás do desejo de consumir? Por que o brasileiro ainda não consegue adiar o consumo e planejar melhor seu futuro financeiro? Qual o problema?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img title="Um ano sem compras! Impossível?" src="http://dinheirama.com/files/2011/06/dinheirama_um_ano_sem_comprar.jpg" alt="Um ano sem compras! Impossível?" hspace="2" vspace="2" align="left" />“Um ano sem comprar”</em>. Quando vi essa frase em um dos comentários sobre o meu último artigo publicado aqui no <em>Dinheirama</em> &#8211; <a title="Felicidade: o lançamento do Século XXI" href="http://dinheirama.com/blog/2011/05/04/felicidade-o-lancamento-do-seculo-xxi/" target="_blank">&#8220;Felicidade: o lançamento do século XXI&#8221;</a> &#8211; fiquei bastante curiosa: como assim ficar um ano sem comprar? Resolvi investigar.</p>
<p>A autora do comentário, <strong>Marina</strong>, criou um blog para compartilhar sua experiência de ficar um ano sem comprar uma série de itens que ela considera supérfluos: <strong><a title="Conheça o blog" href="http://umanosemcompras.blogspot.com/" target="_blank">Um Ano Sem Compras</a></strong>. Em função desse blog, acabei encontrando um sem número de outros que seguem a mesma linha. E gostaria de compartilhar com você, leitor, os meus achados sobre o tema, que do meu ponto de vista, “dão um caldo e tanto”!</p>
<p><strong>O consumo e as mulheres</strong><br />
O primeiro ponto que gostaria de ressaltar aqui é que a maioria esmagadora desses blogs tem mulheres como autoras. Bem, até aqui não há nenhuma grande novidade, já que nós, mulheres, somos o grande alvo da publicidade, mas mesmo assim acho que vale a pena explorar um pouco o assunto.</p>
<p>A mídia passa constantemente a mensagem de que ser mulher é o resultado do que eu chamo de uma alquimia perfeita entre Barbie, Marília Gabriela e o estereótipo da Rainha do Lar. Ou seja, a mulher tem de ser linda, extremamente competente (do ponto de vista profissional e intelectual), além de excelente dona de casa e mãe amantíssima e presente.</p>
<p>Ora, com esse padrão de exigência era de se esperar que as mulheres tomassem a frente neste movimento de alteração de padrão de consumo.</p>
<p><strong>Pensar para consumir</strong><br />
Outra questão relevante é que, do ponto de vista da Psicologia Econômica, utilizando o viés psicanalítico proposto pela <a title="Conheça a Dra. Vera Rita Ferreira" href="http://www.verarita.psc.br/" target="_blank">Dra. Vera Rita Ferreira</a>, essas mulheres estão exercitando o aparelho mental do pensar.</p>
<p>É como se estivessem fazendo musculação mental, deixando de utilizar os chamados “atalhos mentais” e começando a exercitar sua capacidade de percepção e avaliação na tomada de decisão, que nesse caso se refere ao consumo.</p>
<p>Ancoragem e comportamento de manada são dois desses “atalhos mentais” que podem comprometer, e muito, a vida financeira das pessoas no que se refere ao consumo.</p>
<p><strong>Satisfação hoje ou tranquilidade amanhã?</strong><br />
Trocando em miúdos, um bom exemplo de ancoragem na tomada de decisão de consumo é a inabilidade do brasileiro em adiar uma compra. Isso se deve em grande parte aos altíssimos índices de inflação que tiveram seu auge na década de 80.</p>
<p>Quem viveu aquela época sabe muito bem que adiar o consumo não era a melhor das decisões em função da alta constante e exorbitante de preços. Um tempo em que não era possível planejar um orçamento com segurança.</p>
<p>Daí alguns comportamentos que se perpetuam até hoje, mesmo na vida de jovens que não viveram esse momento, como por exemplo, fazer estoque de produtos em casa.</p>
<p>Outro bom exemplo de ancoragem é o hábito do brasileiro em fazer “a compra de mês” no mercado. Hoje, com a economia estabilizada, não há necessidade de efetuar uma única grande compra, porque os preços se mantêm ao longo do tempo.</p>
<p>Resumindo, atitudes que faziam todo sentido para proteger e equilibrar as finanças das famílias há três décadas, apesar de não se aplicarem mais, continuam presentes no comportamento da maioria dos consumidores, funcionando como uma espécie de âncora que dificulta o exercício da nossa habilidade em planejar e adiar compras.</p>
<p><strong>Maria vai com as outras&#8230;</strong><br />
Com relação ao comportamento de manada, a coisa seja talvez até mais complicada. Eu explico.</p>
<p>Por não sermos seres tão racionais como quer a Economia, acabamos adotando um padrão de consumo muito mais em função do grupo (a manada) a que pertencemos – ou até do qual gostaríamos de pertencer – do que em função da nossa realidade sócio-econômica.</p>
<p><em>“Diga-me o que consomes e eu te direi quem és”</em> tornou-se a versão moderna do antigo ditado.</p>
<p><strong>Quem é você? O que você compra?</strong><br />
Hoje, a nossa capacidade de socialização está muito mais ligada ao nosso padrão de consumo do que às nossas habilidades e características pessoais e sociais. Parece que há uma forma de inclusão social pelo que vestimos ou calçamos.</p>
<p>A dinâmica da família moderna é um grande exemplo dessa realidade. Os pais, em sua maioria, exercem apenas a função de provedores de um padrão de consumo que possibilite a inserção e aceitação dos filhos em determinado grupo.</p>
<p>Atualmente, a formação e educação das crianças está quase que totalmente delegada à terceiros, já que os pais precisam trabalhar para garantir uma renda que permita esse tipo de socialização.</p>
<p>Essa visão do consumo como ferramenta de ascensão social somada à nossa inabilidade herdada em planejar um orçamento já seriam suficientes para fazer um estrago considerável na nossa vida financeira e pessoal.</p>
<p>Entretanto, existem dois outros fatores que potencializam esse efeito, que são: a publicidade, como colocou muito bem a <a title="A publicidade é muito mais do que imaginamos" href="http://dinheirama.com/blog/2011/05/17/a-publicidade-e-muito-mais-do-que-imaginamos/" target="_blank">Mariana Prates em seu último artigo</a> aqui no <em>Dinheirama</em> e a facilidade de acesso ao crédito.</p>
<p>Portanto, é preciso entender que as nossas decisões sobre consumo não são assim tão racionais e autônomas como muitos de nós pensamos. E os blogs que mencionei fornecem uma série de reflexões e questionamentos sobre o assunto que realmente nos fazem parar para pensar.</p>
<p>Mesmo que você ainda não esteja preparado para modificar o seu padrão de consumo, acompanhe, dê uma olhada de vez em quando, talvez você comece a olhar com estranheza algumas coisas que até então pareciam absolutamente normais.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</b>.<br>

Economista com foco em Psicologia Econômica. Atuou na área de Educação durante 12 anos e é autora dos blogs Meu Ipê Amarelo, um blog que fala de infância e educação, e Blogrup-on, um blog informativo sobre compras coletivas.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Felicidade: o lançamento do Século XXI</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/05/04/felicidade-o-lancamento-do-seculo-xxi/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 14:44:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
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		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
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		<category><![CDATA[união]]></category>

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		<description><![CDATA[A felicidade parece ser um produto, acessível a preços módicos e em qualquer lugar. Que impacto esta realidade pode trazer para nossas vidas? Ela é sustentável?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Felicidade: o lançamento do Século XXI" src="http://dinheirama.com/files/2011/05/dinheirama_felicidade_lancamento_seculo_21.jpg" alt="Felicidade: o lançamento do Século XXI" hspace="2" vspace="2" align="left" />Há alguns dias atrás li um artigo muito interessante do filósofo francês <strong>Pascal Bruckner</strong>, intitulado <a title="Leia o artigo" href="http://www.city-journal.org/2011/21_1_happiness.html" target="_blank">“Condemned to Joy” (Condenados à Felicidade)</a>. No artigo, o autor passeia pela História da Humanidade evidenciando a relação do Homem com esse sentimento até chegar aos dias de hoje, onde vivenciamos o “Culto à Felicidade”. Essa disseminação indiscriminada da idéia de que temos a obrigação de sermos felizes e fazermos nossos filhos felizes é bastante perigosa.</p>
<p>Primeiro, porque é a maneira mais eficaz de enlouquecer a humanidade – e isso não é difícil de constatar, já que o mal deste século se resume ao tédio e à sua expressão mais poderosa: a depressão, presente até em crianças! Segundo, porque a felicidade é colocada como algo que pode ser adquirido através do consumo dos mais variados bens e serviços: carros, casas, terapias, cirurgias, cursos, viagens, cosméticos, tratamentos etc.</p>
<p>Como o próprio texto diz, a felicidade nos foi negada durante muito tempo, mas agora está disponível em uma loja perto de você e pode até ser entregue, em sua casa, em apenas um dia útil após a confirmação do pagamento!</p>
<p><span id="more-6107"></span>A felicidade é o grande &#8220;lançamento&#8221; do século XXI e todo mundo quer tê-la (e pode tê-la). Como se “ser feliz” fosse a nossa grande recompensa ou a grande meta da Humanidade, quando na verdade essa grande recompensa ou meta é o EQUILÍBRIO. E, veja que coisa curiosa: quanto mais nós buscamos a felicidade, mais desequilíbrios nós causamos aos nossos filhos, a nós mesmos, à nossa comunidade, ao planeta e por aí vai.</p>
<p>Sem querer enveredar por um discurso “ecológico-bola-da-vez”, a busca e a tendência ao equilíbrio são marcas registradas do nosso planeta. É uma coisa que, de tão óbvia, parece que nem existe. As leis naturais que estão aí desde antes da nossa aparição sobre a face da Terra – e que provavelmente continuarão a existir mesmo que a nossa espécie desapareça – nos ensinam, ou pelo menos nos alertam, para essa grande meta.</p>
<p>A Humanidade sempre se relacionou com a natureza – que afinal é o que, em última instância, dita a qualidade de vida e de morte neste planeta (e não os avanços tecnológicos, que claro têm seu valor) – como se ela fosse uma vilã e não uma mestra.</p>
<p>Teimamos em negar a busca pelo equilíbrio em nome da busca pela felicidade. Entretanto, essa atitude traz como efeito colateral o medo da fragilidade, o medo de sentir-se não feliz. Digo não feliz porque temos medo de sentir (ou pelo menos de admitir, como o próprio texto coloca) qualquer outro sentimento como tristeza, raiva, ansiedade, medo, insegurança, frustração e euforia. Como se a felicidade fosse um antídoto para esses “estados mentais anormais”.</p>
<p>Uma vez ouvi uma metáfora que acho que cabe muito bem aqui. As pessoas tendem a achar que um indivíduo “feliz” ou equilibrado se assemelha muito a uma rocha: estável, inabalável, forte. Mas na verdade, a pessoa verdadeiramente equilibrada se parece muito mais com um <a title="Entenda o que é Móbile" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mobile_(escultura)" target="_blank">móbile</a>.</p>
<p>E o que é um móbile se não um todo feito de várias partes – e que, diga-se de passagem, quanto mais partes tem, mais atraente é – que se estiverem em perfeitas condições sempre farão com que o todo volte naturalmente ao equilíbrio mesmo depois de um tapa, uma mexidinha, uma brisa ou uma ventania?</p>
<p>Como todo grande avanço em termos sociais, políticos ou econômicos sempre teve como mola propulsora o sofrimento generalizado da Humanidade, acho que o efeito colateral desse grande “lançamento” do século XXI contribuirá, sobremaneira, para que a humanidade inicie sua caminhada rumo ao equilíbrio.</p>
<p>Se nós não quisermos sucumbir ou ver nossos filhos sucumbirem a essa propaganda enganosa de consumir felicidade &#8211; e acabar levando para casa uma saco cheio de vazio &#8211;  a única saída é buscar o equilíbrio. A única saída é tomar conhecimento das partes que compõem o todo, aceitá-las e sair por aí virando móbile, sem a menor pretensão de ser feliz!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</b>.<br>

Economista com foco em Psicologia Econômica. Atuou na área de Educação durante 12 anos e é autora dos blogs Meu Ipê Amarelo, um blog que fala de infância e educação, e Blogrup-on, um blog informativo sobre compras coletivas.<br>

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