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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; banco</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<itunes:subtitle>Dinheiro, educacao financeira e investimentos ao alcance de todos</itunes:subtitle>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; banco</title>
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		<title>O que fazer, como aproveitar e o que evitar com a queda dos juros</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/04/26/o-que-fazer-como-aproveitar-e-o-que-evitar-com-a-queda-dos-juros/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 20:18:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A recente queda dos juros pode ser interessante para você? O que fazer, como aproveitar a redução nas taxas? Vale a pena financiar ou emprestar dinheiro agora?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="O que fazer, como aproveitar e o que evitar com a queda dos juros" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/04/dinheirama_post_o_que_fazer_como_aproveitar_o_que_evitar_queda_juros.jpg" alt="O que fazer, como aproveitar e o que evitar com a queda dos juros" align="left" hspace="2" vspace="2" />Eduardo</strong> comenta: <em>“Navarro, depois do anúncio de taxas de juros mais baixas por parte dos bancos estatais, os bancos privados resolveram entrar na disputa e também ofereceram juros menores. Vale a pena mudar de banco? Os preços das coisas serão afetados com essa medida? Como ficam os consumidores diante dessa história? Obrigado”</em>.</p>
<p>Começou anunciada como “decisão histórica” e terminou como um movimento de mercado. A queda nas taxas de juros cobradas pelos bancos estatais, originada a partir da pressão do governo por crescimento econômico, foi seguida por seus concorrentes privados.</p>
<p>Nossa taxa de juros real (descontada a inflação) é de 3% ao ano, <a title="Juros são os mais baixos da história" href="http://www.agora.uol.com.br/grana/ult10105u1078231.shtml" target="_blank">valor mais baixo já registrado desde a adoção do Real</a>. É fato que há uma mudança em curso e é provável que você esteja comemorando tudo isso que está acontecendo. É justo. Pretendo, com este artigo, explorar o que está diante de nós, mas de uma forma sincera e objetiva.</p>
<p><span id="more-7552"></span>O governo declarou guerra ao elevado <em>spread</em> bancário e decidiu forçar a queda dos juros. Há algumas semanas, a presidente <strong>Dilma Rousseff</strong> afirmou que os juros, nos níveis atuais, representam um entrave ao crescimento do país. <em>“Temos a necessidade de colocar nossos juros e spreads incluídos nos padrões internacionais de custo de capital”,</em> ela disse.</p>
<p>O ministro <strong>Guido Mantega</strong> foi mais incisivo depois de ser cobrado pelos bancos privados. Ele disse que <em>“em vez de trazer soluções anunciando aumento de crédito, os bancos privados fizeram cobranças de novas medidas do governo. Se os bancos são tão lucrativos, eles têm margem para reduzir taxas”</em>.</p>
<p>Abordarei as questões recorrentes que temos recebido sobre o tema em forma de perguntas e respostas, acreditando, assim, facilitar a compreensão dos desdobramentos trazidos pelo tema.</p>
<p><strong>O que é o <em>spread</em> bancário?</strong><br />
<em>Spread</em> (pronuncia-se spréd) bancário é a diferença entre o custo do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aXIrZGluaGVpcm9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> para o banco (representada pela taxa básica de juros, a Selic) e a taxa cobrada dos clientes. O lucro representa uma parcela do <em>spread</em>, que também é composto de impostos, compulsório, despesas administrativas e provisão contra inadimplência.</p>
<p>Segundo dados do Banco Mundial, de 2010, <a title="Veja mais detalhes da pesquisa" href="http://www.seebma.org.br/paginas/noticias.asp?p=3779" target="_blank">o Brasil tem um dos mais elevados <em>spreads</em> bancários do mundo</a>, de 31,1%, perdendo apenas para o Congo (39,7%) e Madagascar (38,5%). No Chile, esse indicador é de 3%. No México, 4,1%.</p>
<p><strong>As taxas de juros cobradas de consumidores e empresas caíram mesmo?</strong><br />
Caíram, sim! Os bancos públicos seguiram a ordem federal e “derrubaram” suas taxas de juros, permitindo aos consumidores acesso a linhas de crédito mais baratas e com prazos maiores. A realidade é que os juros de diversas linhas de crédito caíram.</p>
<p>Depois de uma <a title="Veja como foi o problema entre Febraban e governo" href="http://www.dcomercio.com.br/index.php/economia/sub-menu-economia/86140-governo-e-febraban-trocam-acusacoes-por-causa-dos-juros" target="_blank">tentativa frustrada de pressionar o governo</a>, liderada pela Febraban, os bancos privados aderiram ao movimento e resolveram entrar forte na concorrência por novos empréstimos e financiamentos mais baratos.</p>
<p>A <a title="Entenda como funciona a portabilidade de crédito" href="http://dinheirama.com/blog/2010/09/21/tv-dinheirama-entendendo-a-portabilidade-de-credito/" target="_blank">portabilidade de crédito</a>, regulamentada em 2008 pelo Banco Central, garante que o cidadão possa escolher uma nova instituição e migrar sua dívida, desde que ela tenha característica semelhante à contratada no banco original. E <a title="Conheça histórias de quem já recorreu à portabilidade de crédito" href="http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/04/clientes-recorrem-portabilidade-de-credito-apos-reducao-dos-juros.html" target="_blank">já há quem tenha tomado essa decisão</a> depois do anúncio de corte nos juros.</p>
<p>Cabe ressaltar que a redução das taxas destes empréstimos ainda não chegou de forma vibrante à economia real. Não se percebem preços mais baixos por produtos no varejo, por exemplo. O governo acredita que um consumo mais vigoroso e os reflexos destas mudanças surjam a partir do segundo semestre.</p>
<p><strong>Então os bancos estavam “metendo a faca” nos consumidores?</strong><br />
Tenho notado e concordo com a indignação de muitos leitores. Afinal, baixar tanto assim significa que as taxas cobradas eram abusivas, altas demais? Ou isso ou teremos problemas ali na frente, principalmente com os bancos públicos, já que o Tesouro (eu, você, todos nós) poderá ser chamado a fechar certos “rombos”.</p>
<p>Quero crer que a questão é mesmo de falta de concorrência, ou seja, de taxas e lucros altos demais. Além disso, é preciso notar que os bancos estão baixando taxas das linhas que oferecem mais garantias, como empréstimo consignado (descontado em folha), financiamento de veículos (o carro é a garantia) e cheque especial e rotativo do cartão de crédito apenas de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y2xpZW50ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">clientes<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que recebem os salários pelo banco.</p>
<p><strong>Não se trata de um convite ao consumo?</strong><br />
Sempre que você oferece produtos (e o crédito, neste caso, é um produto) a preços mais baixos, a intenção é vender mais, aumentar sua base de clientes – afinal, é preciso “compensar” a redução dos preços com mais volume de vendas, de forma a não prejudicar a geração de lucro e a satisfação dos acionistas.</p>
<p>Logo, oferecer crédito mais barato tem o propósito óbvio de movimentar a economia através do incentivo ao consumo. A questão merece reflexão em dois aspectos:</p>
<ul>
<li>O consumidor consciente, educado financeiramente e que sabe seus limites econômicos, poderá tomar mais dinheiro emprestado sem que as parcelas deste empréstimo fiquem maiores que as que ele já contraiu ou conhece. Neste caso, juros mais baixos significarão que ele poderá aumentar seu consumo sem que isso represente dívidas maiores;</li>
<li>Por outro lado, o “convite ao consumo” pode levar muitos brasileiros a se endividar simplesmente porque <em>“agora as parcelas ficaram mais baratas”</em>, mas sem que esse seja um assunto abordado dentro de um contexto de orçamento doméstico. Não adianta pagar mais barato quando há abuso no crédito tomado. O pensamento <em>“se antes eu contrataria tanto e pagaria tanto, agora posso pegar tanto vezes dois e pagar um pouco mais que tanto”</em> pode elevar o endividamento e aumentar a inadimplência.</li>
</ul>
<p><strong>Qual a grande vantagem do momento para o consumidor?</strong><br />
Um aspecto que ganha um peso fundamental nessa nova época de juros mais baixos é a renegociação de dívidas. Aproveitar que as linhas de credito tiveram suas taxas cortadas pode significar parcelas e/ou prazos de pagamento menores. Acredito que, mais do que pensar em consumir, a hora é de repensar as atuais dívidas e tratar de aliviar o orçamento familiar.</p>
<p>O passo fundamental neste sentido é o diálogo. Você tem que ir até o banco em que mantém seu empréstimo atual, sentar com o responsável e conversar. E, claro, pesquisar outras instituições e modalidades de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y3IlRTlkaXRvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-56">crédito<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> para avaliar qual a melhor saída para diminuir o seu saldo devedor. Modalidades como crédito pessoal (CDC) e crédito para aquisição de bens de consumo podem ser portadas com facilidade.</p>
<p><strong>Vale a pena insistir no banco onde possuo conta ou migro para outro de cara?</strong><br />
Prefira o contato com a instituição onde já possui relacionamento. Antes, porém, investigue e pesquise quais as condições oferecidas por bancos concorrentes e faça questão de conhecer o que eles têm a oferecer. Visite a concorrência, escute as opções e faça algumas simulações.</p>
<p>Então, com sinceridade, volte ao seu gerente e apresente tudo aquilo que você conseguiu. Valorize o relacionamento existente e peça para que eles avaliem a possibilidade de melhorar (cobrir) as propostas que você tem em mãos. Diante de tanto “barulho” em torno do tema, é grande a chance de concederem a você algo bem interessante.</p>
<p>Agora, se a conversa com o responsável por sua conta não der em nada, não hesite em procurar outras instituições. A migração está acontecendo e os bancos públicos anunciaram crescimento expressivo na concessão de crédito depois do anúncio das medidas. No Banco do Brasil, por exemplo, essas <a title="Demanda cresce no BB" href="http://veja.abril.com.br/noticia/economia/demanda-por-credito-pessoal-no-bb-cresce-45-com-juro-menor" target="_blank">operações aumentaram 45%</a> nos primeiros cinco dias. Na Caixa, a <a title="Alta nas concessões também na Caixa" href="http://www.dci.com.br/concessao-de-credito-na-caixa-aumenta-17-depois-da-reducao-dos-juros-id290390.html" target="_blank">alta foi de 17%</a>.</p>
<p><strong>E quem não está conseguindo as taxas anunciadas, como deve proceder?</strong><br />
Sempre há entrelinhas, letras miúdas e detalhes que passam longe da publicidade de massa. Neste caso, resumirei de forma objetiva o que está acontecendo: as taxas anunciadas não são para todos. Alguns bancos exigem que o cliente esteja recebendo seus salários por lá, outros fazem uma análise de crédito mais “rigorosa” e definem a taxa de acordo com ela e por ai vai.</p>
<p>A solução, portanto, está no diálogo franco com o atendente. Procure entender quais as vantagens oferecidas, quem pode aproveitá-las, se há contrapartida e quais as condições exigidas para que as taxas anunciadas sejam efetivamente colocadas em prática. Não se assuste se apenas parte do “prometido” se tornar realidade.</p>
<p><strong>Como fica o perigo do endividamento excessivo e do aumento da inadimplência?</strong><br />
Trata-se de um perigo real, mas que ainda não assusta tanto em termos estatísticos. Se o brasileiro vai apenas aproveitar para ter mais crédito a custos menores (consumir mais, mas sem comprometer mais de sua renda) ou se vai “se esbaldar” com a guerra dos juros (endividando-se perigosamente), isso nós só saberemos no decorrer dos meses (anos).</p>
<p>Que fique claro que eu sou um defensor ferrenho da educação financeira. Portanto, temo pelo endividamento excessivo das famílias e não recomendo que o crédito seja usado de forma indiscriminada, só <em>“porque ficou mais barato”</em>. O fato é que o brasileiro se endivida “pouco” em relação a outros povos e paga suas contas em dia, então o tema ainda não causa calafrios em mais ninguém (só em mim).</p>
<p><strong>Afinal, o que devemos fazer diante desse cenário?</strong><br />
As mudanças nos patamares de juros são bem-vindas, isso é inegável. Com o dinheiro custando menos, a economia ganhará fôlego e os consumidores inteligentes poderão consumir mais e melhor. Insisto: o que não dá é para usar essas conclusões para alimentar seu desejo de consumo e sair às compras porque <em>“agora as condições estão imperdíveis”</em>.</p>
<p>O planejamento financeiro realizado com cuidado, acompanhado de um orçamento doméstico constantemente atualizado e revisto, ainda é a chave para a realização de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/c29uaG9zXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-52">sonhos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e para uma vida sustentável no longo prazo. O dinheiro deve ser sempre um meio, uma ferramenta, não um fim.</p>
<p>Todo mundo quer pagar menos, mas pagar mais barato não é sinônimo de comprar melhor. Avalie suas necessidades, limites orçamentários e metas. De repente pode valer a pena esperar antes de comprar isso ou aquilo através de um financiamento. De repente você não precisa de empréstimo coisa nenhuma. Mas aceite que você é o responsável por essa decisão e suas consequências.</p>
<p><strong>Por fim, cuidado com o endividamento.</strong> Ele pode começar invisível, aparentemente bem administrado, mas logo poderá se tornar um problema grave, capaz de “detonar” sua vida familiar. Prefira sempre a liberdade e a formação de patrimônio ao preencher suas expectativas. Quem sabe de sua vida é você, não eu ou seu vizinho. Certo?</p>
<p>As informações foram úteis? Deixe seus comentários no espaço abaixo e também em meu <em>Twitter</em>: <strong><a title="Siga-me no Twitter" href="http://www.twitter.com/Navarro" target="_blank">@Navarro</a></strong>. Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>DinheiramaCast: Universitários, os bancos e o papel da educação financeira</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Mar 2012 00:34:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cada vez mais universitários aderem a planos bancários, cartões de crédito e cheque especial. Como abordar a educação financeira neste cenário?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="DinheiramaCast: Universitários, os bancos e o papel da educação financeira" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/03/dinheirama_post_podcast_universitarios_os_bancos_e_educacao_financeira.jpg" alt="DinheiramaCast: Universitários, os bancos e o papel da educação financeira" align="left" hspace="2" vspace="2" />É cada vez maior o número de jovens com a possibilidade de graduar-se e exercer uma profissão que exija formação em curso superior. Tal realidade coloca esses novos adultos diante da possibilidade de cuidar sozinhos do próprio dinheiro. Esse tema gerou uma entrevista bastante enriquecedora para o programa <strong><a title="Acesse o Conexão Itajubá" href="http://www.conexaoitajuba.com.br" target="_blank">Conexão Itajubá</a></strong>, capitaneado pelo amigo <strong>Octavio Scofano</strong> e veiculado na <strong><a title="Ouça a Rádio Panorama FM" href="http://www.radiopanoramafm.com.br/" target="_blank">Rádio Panorama FM 103,5</a></strong>. Muitos bancos e instituições financeiras oferecem produtos específicos para os universitários, mas será que estes sabem aproveitar da melhor forma tudo que lhes é oferecido?</p>
<p>Como sugestão dos próprios ouvintes, trarei para o <em>Dinheirama</em> as futuras entrevistas realizadas para o programa, que acontecem quinzenalmente, às terças-feiras, por volta de 11:30h. O arquivo será disponibilizado para <em>download</em> e também para assinatura pelo nosso <em>podcast</em> criado no iTunes, conforme instruções ao final deste post. Os leitores do Sul de Minas podem sintonizar a Panorama FM em 103,5 MHz e os demais podem acompanhar pelo site da rádio:<a title="Ouça a Rádio Panorama FM" href="http://www.radiopanoramafm.com.br/" target="_blank">www.radiopanoramafm.com.br</a></p>
<p>A entrevista aborda os seguintes temas:</p>
<ul>
<li>A realidade dos produtos financeiros voltados aos universitários existe e é cada vez mais explorada. Crédito para mensalidades, cartões de crédito e cheque especial com limites menores que o de outras modalidades e isenção de tarifas são algumas vantagens oferecidas. Como lidar com essa realidade?</li>
<li>O que o jovem estudante deve levar em conta para manter seu planejamento financeiro em dia com suas aspirações e desejos de consumo?</li>
<li>O controle financeiro e o orçamento são ferramentas essenciais para que o universitário aproveite as facilidades oferecidas sem que elas o transformem em um adulto endividado;</li>
<li>A responsabilidade dos pais também existe nesta fase, já que é fundamental não só dar o exemplo, mas também caminhar lado a lado com jovem para ensinar-lhe os detalhes de cada operação;</li>
<li>Lidar com as frustrações faz parte do crescimento e do importante processo relacionado à educação financeira. Não vai ser possível satisfazer todos os desejos de consumo e o crédito não pode ser sempre a saída para tentar mudar essa realidade.</li>
</ul>
<p>Ouça abaixo:</p>

<p><strong>Fique ligado e ouça sempre nosso conteúdo!</strong><br />
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<p>Obrigado e até a próxima. Crédito da foto para <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Banco sem agências, virtuais e através de redes sociais: realidade ou ficção?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/02/13/banco-sem-agencias-virtuais-e-atraves-de-redes-sociais-realidade-ou-ficcao/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2012/02/13/banco-sem-agencias-virtuais-e-atraves-de-redes-sociais-realidade-ou-ficcao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 18:55:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Kepler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[agência]]></category>
		<category><![CDATA[atendimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Os bancos do futuro serão sem agências, completamente virtuais e com transações via celular e através das redes sociais? Veja o que já existe neste sentido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Banco sem agências e via redes sociais, realidade ou ficção?" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/02/dinheirama_post_bancos_sem_agencias_via_redes_sociais_realidade_ficcao.jpg" alt="Banco sem agências e via redes sociais, realidade ou ficção?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Não, não estou falando do Banco Imobiliário, que ganha uma edição que agrega tecnologia ao tradicional tabuleiro do jogo. Estou falando de <strong>bancos reais que estão se transformando em bancos virtuais</strong>. Para começar, é importante reconhecer que os serviços bancários atravessaram o século antenados com a Revolução da Informação, sempre com o conceito de que <em>&#8220;se você não vai ao banco, ele vem até você&#8221;</em>.</p>
<p>Como sempre, os bancos saem na frente, antecipando o lançamento de tecnologias que depois, com o tempo, passam a fazer parte do nosso dia a dia. O pioneirismo bancário em tecnologia de ponta não é mera coincidência. A questão agora são as redes sociais, que fazem parte da Revolução Digital e que mudaram a forma de relacionamento entre pessoas, marcas, negócios e instituições.</p>
<p>Os bancos até agora estão limitando suas atuações em mídia social para marketing e atendimento a clientes pelo <em>Twitter</em> e <em>Facebook</em>. Mas as instituições financeiras e fornecedores de produtos financeiros estão cientes de que podem obter dados sociais de seus clientes potenciais para decisões de crédito e para determinar os aspectos do seu relacionamento, incluindo as taxas e preços dos produtos.</p>
<p><span id="more-7246"></span>Todos os bancos sabem que estas informações e esta nova forma de relacionamento podem ser fundamentais para a manutenção da base de clientes. A questão central será o approach, o timing e a regulamentação disso!</p>
<p>Pois bem, <strong>Brett King</strong>, autor do livro <em>&#8220;Banco 2.0&#8243;</em> é fundador do primeiro banco virtual do mundo, o <strong><a title="Conheça o MovenBank" href="http://movenbank.com/" target="_blank">MovenBank Corp Ltd</a></strong>. Trata-se do banco do futuro, sem agências. Ele não &#8220;abriu as suas portas&#8221; ainda, mas já foi lançado em 2011, pretendendo ser um <a title="Leia mais sobre o MovenBank" href="http://migre.me/7UqcW" target="_blank">banco móvel para a era do <em>smartphone</em></a>. É um modelo de banco que utiliza as tecnologias social, móvel e de gamificação.</p>
<p>O banco vai operar, além dos elementos e princípios básicos bancários, na capacidade do cliente em agir como um referencial, seja pela sua influência ou por sua relevância no universo virtual. Este formato pode apoiar a decisão de crédito e conduzir a aquisição de outros produtos, além de ampliar o relacionamento com aspectos de recomendações e conexões.</p>
<p>O MovenBank planeja usar informações do <em>Twitter</em>, <em>Facebook</em> e outras redes sociais não apenas para abertura de conta, mas para todo o relacionamento. Ele desenvolveu um produto de pontuação chamado CRED, que é uma combinação de elementos de pontuação tradicionais e meios de comunicação social de um consumidor.</p>
<p>Usar as redes sociais para decisões de crédito já é uma realidade em sistemas de analise de risco na web. Empresas como <a title="Conheça a Weemba" href="http://migre.me/7UqhP" target="_blank">Weemba Inc</a>. e <a title="Conheça a SoMoLend" href="http://migre.me/7Uqjo" target="_blank">SoMoLend LLC</a> atuam neste segmento. O primeiro banco no mundo a NÃO ter agência física e que NÃO vai emitir um cartão de plástico (débito/crédito/ATM) quer ir além e aposta na <a title="Entenda como funciona a tecnologia NFC" href="http://migre.me/7Uqmg" target="_blank">tecnologia NFC</a> (<em>Near-Field Communication</em>) dos telefones modernos para fazê-los funcionar como um dispositivo de pagamento. Assim, eles alegam que as taxas bancárias serão infinitamente menores.</p>
<p>Se a novidade vai pegar e se o Movenbank é mesmo o futuro, eu ainda não sei, até porque muitas dúvidas ainda precisam ser respondidas. Por exemplo, como sacar o dinheiro? Isso será feito em lojas que aceitem NFC? Uma coisa é certa: as pessoas estão cada vez mais conectadas e, por conta disso, estão indo cada vez menos às agências bancárias, onde os serviços estão piorando.</p>
<p>Como aproveitar as redes sociais para envolver dinheiro, clientes e bancos? As mudanças já começaram. Pense Nisso! Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>João Kepler</b>.<br>

Investidor anjo, empreendedor serial, palestrante, CEO do Show de Ingressos, especialista em e-business e mídias socias.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crise europeia: acordo fechado, feridas abertas</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/10/30/crise-europeia-acordo-fechado-feridas-abertas/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/10/30/crise-europeia-acordo-fechado-feridas-abertas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 00:50:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
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		<category><![CDATA[Grécia]]></category>

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		<description><![CDATA[O acordo fechado para dar fim à crise econômica europeia é apenas mais um passo na história do velho continente ou um resgate de valores antigos e necessários?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Crise europeia: acordo fechado, feridas abertas" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_crise_europeia_acordo_fechado_feridas_abertas.jpg" alt="Crise europeia: acordo fechado, feridas abertas" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros Leitores, foi com alívio que o mundo (e muitos correntistas) acompanharam o desfecho do acordo europeu, com o <a title="Leia mais sobre o acordo" href="http://exame.abril.com.br/economia/mundo/noticias/credores-aceitam-reducao-de-50-da-divida-grega" target="_blank">perdão de 50% da dívida grega</a>, o reforço ao fundo de resgate com 1 trilhão de euros e a decisão de recapitalizar os bancos fragilizados com os duros choques de uma economia real que grita por atenção e socorro.</p>
<p>O feito mostra a importância das lideranças políticas no processo, com especial destaque para a Chanceler alemã, <strong>Angela Merkel</strong>, e o presidente francês, <strong>Nicolas Sarkozy</strong>, mas expõe as questões estruturais de uma dinâmica econômica que não será saciada apenas por uma solução emergencial, por mais relevante que seja, e que clama por uma rota de desenvolvimento que se sustente no horizonte com menos aflição e mais estabilidade.</p>
<p>Trata-se, portanto, de uma complicada equação que carrega nas suas variantes a <strong>revisão do modelo de governança econômica da zona do euro</strong>. Revisão que contemple não somente as implicações fiscais e o controle da dívidas soberanas dos estados politicamente independentes, mas que ofereça sustentação para um efetivo empurrão na direção de um sistema capitalista sólido, arejado, com tração e menos sustos.</p>
<p><span id="more-6753"></span>A esperança para aqueles que militam por um ocidente forte, mas que saiba coexistir com outras culturas, modelos e atores – e é importante lembrar que o Brasil se insere neste caldeirão com cada vez mais força – é a de que os <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZGVzYWZpb3NfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">desafios<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que se colocam no caminho da velha Europa sejam apenas mais uma provação; uma dentre tantas já vividas. Neste sentido, um olhar contextualizado na história dos últimos 100 anos pode ser bem esclarecedor.</p>
<p><strong>Europa ocidental, glórias e desventuras.</strong><br />
Com o fim da gloriosa fase colonial, os europeus ocidentais atravessaram a dramática primeira metade do século passado com direito a massacres e assustadora autodestruição (período em que os esqueletos e as sobras problemáticas do período colonial começavam a se fazer presentes), para então serem socorridos pelo processo de reconstrução.</p>
<p>Na segunda metade do século, carregaram a carga (por vezes exaustiva) de representar a Europa próspera e socialmente nutrida como antítese ao leste europeu comunista, decrépito e planificado, vivenciando um longo período com inquestionável distribuição do bem estar social e acumulação de riquezas.</p>
<p>Com o fim da <a title="Aprenda mais sobre a cortina de ferro" href="http://www.infoescola.com/historia/cortina-de-ferro/" target="_blank">cortina de ferro</a>, absorveram o leste europeu, receberam os impactos da imigração das antigas colônias, fortaleceram a união dos estados nacionais e criaram uma moeda unificada, mas, com exceção da Alemanha (hoje uma credora sob ameaça), <strong>esqueceram as lições do passado</strong> e deitaram definitivamente no traiçoeiro berço esplêndido da bonança.</p>
<p><strong>Feridas abertas</strong><br />
No entanto, surge no horizonte o arejamento que historicamente opera para trazer à tona alguns antigos e sólidos valores, juntamente com um sopro de modernidade e dinamismo essenciais aos processos de reconstrução.</p>
<p>A mudança nasce do novo e antigo <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZW1wcmVlbmRlZG9yaXNtb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-64">empreendedorismo<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, da malha corporativa das ainda sólidas médias empresas – que, atuando na economia real, desprezam a especulação descontrolada, valorizam a importância regulatória do Estado (desde que não seja excessiva e se mantenha a serviço de uma sociedade livre), mas lutam por um modelo economicamente sustentável e coexistente com outras culturas.</p>
<p>Vejo nesse movimento o remédio para fechar muitas das feridas hoje expostas. Contudo, a retórica politicamente correta e do bom senso sustentável precisa deixar de ser apenas retórica para virar realidade. Com força, disciplina, protagonismo político efetivo e senso de convivência responsável digno de um continente economicamente entrelaçado e profundamente interdependente.</p>
<p>Se vai dar certo? <strong>A torcida é grande</strong>.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Qual o verdadeiro papel do gerente bancário?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/09/08/qual-o-verdadeiro-papel-do-gerente-bancario/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/09/08/qual-o-verdadeiro-papel-do-gerente-bancario/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Sep 2011 00:48:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[banco]]></category>
		<category><![CDATA[decisão]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
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		<category><![CDATA[varejo]]></category>

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		<description><![CDATA[O gerente bancário é um vendedor ou um consultor financeiro? Ele deve zelar pelas suas finanças ou pela saúde do banco e dos próprios resultados? Entenda o papel do bancário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Qual o verdadeiro papel do gerente bancário?" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_qual_verdadeiro_papel_gerente_bancario.jpg" alt="Qual o verdadeiro papel do gerente bancário?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Gilberto</strong> comenta: <em>&#8220;Navarro, quero compartilhar com seus leitores um desabafo. Fui ao banco e decidi conversar com o responsável por minha conta. Descobri que o gerente que conhecia foi transferido e então fui apresentado a outra pessoa. Depois de alguns minutos de conversa e algumas boas olhadas em informações de minha conta corrente e perfil, ele decidiu me bombardear com &#8216;ofertas interessantes&#8217;. Eu recusava, mas ele insistia. Fui mais incisivo e ele então confidenciou que queria atingir certas metas para impressionar os novos colegas de trabalho. Impressionar os colegas e prejudicar seus clientes? Que situação&#8230;&#8221;</em></p>
<p>De uma forma geral, decisões financeiras erradas são comuns quando há desequilíbrio claro no conhecimento entre duas partes que conversam e negociam. O desinformado tende a acreditar nas informações prestadas pelo interlocutor mais &#8220;inteligente&#8221; &#8211; e faz isso por boa índole, humildade ou até mesmo vergonha &#8211; e acaba consentindo com detalhes pouco explorados e/ou devidamente explicados.</p>
<p>Não se trata de mentir, é importante que fique claro. Vender não é o mesmo que mentir, embora alguns vendedores (uma minoria) trabalhem exatamente assim. Uma venda é, segundo o dicionário Michaelis, um <em>&#8220;contrato por meio do qual uma pessoa &#8211; o vendedor &#8211; transfere ou se obriga a transferir a outra &#8211; o comprador &#8211; a propriedade da coisa determinada, cujo preço é por ele pago segundo as condições estipuladas&#8221;</em>. Para que exista a venda, ora, o comprador precisa querer comprar. Precisa, pois, ser convencido.</p>
<p><span id="more-6535"></span><strong>A informação e o aprendizado nivelam as negociações</strong><br />
Uma boa negociação implica resultados interessantes para quem vende e para quem compra, é óbvio. Quando o comprador sabe bem o que procura, tem informações suficientes para criar seu próprio juízo de valor e está consciente das alternativas disponíveis em relação ao que procura, seus critérios tornam-se claros, objetivos e bem mais firmes. A negociação será dura, mas franca e produtiva.</p>
<p>Prestar serviços também é vender. O produto físico não existe, mas as contrapartidas em relação à decisão de compra são claras:</p>
<ul>
<li>Quando um profissional de um banco lhe oferece crédito (empréstimo pessoal, consignado ou financiamento), estão implícitas na operação as responsabilidades e direitos de cada um: você tem o dinheiro na hora, mas devolverá todo o capital emprestado com juros e tarifas;</li>
<li>Quando você decide adquirir consórcio de veículos, por exemplo, você opta por transferir ao banco a responsabilidade de guardar algum dinheiro para comprar o carro antes do período em que você poderia comprá-lo economizando sozinho. O serviço é cobrado através de uma taxa de administração, que varia de 12% a 15% ao ano;</li>
<li>Quando você contrata um título de capitalização, concorda em receber o dinheiro de volta, corrigido, mas ao mesmo tempo em pagar uma taxa mensal ao banco por coordenar tudo isso e outra tarifa para compor o capital que será sorteado a título de prêmio. Não se trata de um produto de investimento e já expliquei isso no artigo <a title="A verdadeira face dos títulos de capitalização" href="http://dinheirama.com/blog/2009/02/17/a-verdadeira-face-dos-titulos-de-capitalizacao/" target="_blank">&#8220;A verdadeira face dos títulos de capitalização&#8221;</a>.</li>
</ul>
<p><strong>O gerente bancário é um consultor ou um vendedor?</strong><br />
A resposta certa e rápida é: são vendedores. A resposta mais elaborada, com direito a interpretação e exemplos &#8220;caso a caso&#8221; também ilustra que os gerentes são vendedores, mas com responsabilidades no que diz respeito ao relacionamento com seus clientes. Logo, o gerente de contas deve vender os produtos do banco, mas também oferecer suporte e responder às dúvidas de seus consumidores.</p>
<p>A questão central do artigo volta à tona: o cliente que não sabe exatamente o que quer, não tem afinidade com contas matemáticas/raciocínio financeiro, nem conhece as características reais do serviço oferecido logo se torna presa fácil para profissionais pressionados por metas cada vez mais difíceis.</p>
<p>Eu poderia resumir a discussão presente neste artigo em uma questão simples: <strong>um gerente bancário que oferece apenas boas alternativas financeiras a seus clientes consegue atingir suas metas e subir na carreira?</strong> Poupança programada no lugar do título de capitalização, CDB com percentual decente (maior que 90% do CDI), fundos acessíveis capazes de render, de forma líquida, mas que a caderneta de poupança e por ai vai. Não creio, mas aqui cabem dois alertas:</p>
<ol>
<li>Não estou dizendo que os bancos não ofereçam atendimento diferenciado e excelentes alternativas de investimento e geração de riqueza/patrimônio. As opções existem, são interessantes, mas estão disponíveis apenas para uma pequena parcela da população &#8211; basta olhar os aportes mínimos exigidos dos bons fundos disponíveis no varejo e as altas taxas de administração cobradas em fundos cujos investimentos iniciais são menores.</li>
<li>Não se trata de agir de má fé ou falta de caráter, mas de fazer seu trabalho. Se o cliente quer, tudo bem. O problema é ter que trabalhar quase sempre em resposta à cobrança por resultados e à tensão que envolve a profissão. Resultado: o cliente desinformado &#8220;leva&#8221; algo porque quis, é claro, mas sem saber direito por que e aparentemente satisfeito. O gerente trabalha pelos seus números, exerce seu trabalho. Não há julgamento algum em minhas palavras, só indignação.</li>
</ol>
<p><strong>A situação dos bancários no Brasil</strong><br />
O texto não traz nenhuma novidade, você há de concordar. O relacionamento cliente-banco é alvo de discussões há muito tempo. Passemos então a olhar, com mais atenção, os profissionais dos bancos responsáveis por nos atender. Segundo uma pesquisa elaborada pelo sindicato dos bancários de São Paulo, obtida e publicada com exclusividade pela Folha em 31 de julho deste ano, 42% dos bancários da capital e região de Osasco dizem ter sido vítimas de assédio moral.</p>
<p>Observada pesquisa semelhante, realizada em 2011 pela Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) em âmbito nacional (participaram 27.644 profissionais), o susto é maior: <strong>66% dos bancários afirmam sofrer assédio moral</strong>. As principais queixas? <strong>Cobrança abusiva, humilhação e falta de reconhecimento</strong>.</p>
<p><strong>E agora? E depois?</strong><br />
Peço a você, caro leitor, que pense em um resultado para a soma de <strong>desinteresse do consumidor, desinformação, necessidade de satisfação em alta, indústria financeira concentrada (e competitiva) e profissionais pressionados</strong>. O problema está aqui, ai, basta caminharmos Brasil afora.</p>
<p>Qual o papel, então, do gerente bancário? Engordar ainda mais o lucro dos bancos ou zelar pelas finanças pessoais de seus clientes? Um pouco das duas coisas, dirá o leitor conservador. Como? Isso é possível? É desejável? A verdade é que o trabalho do bancário é muito difícil, repleto de armadilhas. Não deve ser nada fácil atuar diante dessa situação.</p>
<p>Arrisco-me a dizer que educação financeira talvez seja importante, mas não a única solução. <strong>E você, o que pensa?</strong> Dê sua opinião no espaço de comentários. Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Preciso de ajuda para lidar com meu dinheiro e investimentos. Quem procurar?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/09/05/preciso-de-ajuda-para-lidar-com-meu-dinheiro-quem-procurar/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/09/05/preciso-de-ajuda-para-lidar-com-meu-dinheiro-quem-procurar/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 16:04:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Massaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[Tutoriais]]></category>
		<category><![CDATA[agente]]></category>
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		<description><![CDATA[Endividamento, planejamento financeiro, orçamento, investimentos, aposentadoria, endividamento. Quem procurar para organizar sua vida financeira? Como agir?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Preciso de ajuda para lidar com meu dinheiro e investimentos. Quem procurar?" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_preciso_ajuda_financeira_quem_procurar.jpg" alt="Preciso de ajuda para lidar com meu dinheiro e investimentos. Quem procurar?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Sou um grande defensor da idéia de que nossas finanças são algo importante demais para serem “terceirizadas”, mas em algum momento as pessoas podem precisar de ajuda profissional especializada. Em toda família, sempre tem algum membro que acha que consegue curar qualquer doença com óleo de rícino ou alguma outra substância pitoresca.</p>
<p>Da mesma forma, é só falarmos que estamos passando por algum problema financeiro que logo aparece um “Einstein das finanças” propondo uma solução simples (a palavra mais adequada seria “simplista”) para um problema complexo. Algumas pessoas gostam de dar palpites na vida financeira alheia da mesma forma que dão palpites na escalação da Seleção Brasileira.</p>
<p>Como, então, saber quem procurar e em quem confiar em um mundo em que sempre há um “gênio não-descoberto” das finanças pronto para dar palpites na administração do dinheiro alheio?</p>
<p><span id="more-6518"></span>Vamos ver, a seguir, alguns tipos de profissionais a quem devemos recorrer quando precisamos de apoio financeiro. É importante saber “quem é quem” e “quem faz o quê”, para que possamos escolher a pessoa certa para a situação certa.</p>
<p><strong>O gerente de banco</strong><br />
O gerente de contas (ou “gerente de banco”) é o profissional responsável pelo relacionamento do banco com seus clientes. Sua função primária é “vender” os produtos e serviços do banco. Sua função secundária é ajudar os clientes e orientá-los no uso adequado desses produtos e serviços.</p>
<p>É preciso deixar claro essa diferença entre a função primária e secundária, pois o cliente precisa entender que, quando ele busca orientação de um gerente de banco, há um conflito de interesses inerente. As instituições financeiras estão conscientes desse conflito e, por isso, cada vez mais exigem que seus profissionais sejam certificados para assegurar que atendam a rigorosos padrões técnicos e éticos.</p>
<p>Em geral, gerentes de banco são pessoas capacitadas e altamente íntegras, mas em algumas situações podem acabar induzindo clientes a tomar decisões que não são as melhores para eles. Isso pode ocorrer por despreparo, por pressão do empregador para cumprimento de metas comerciais ou mesmo por algum deslize ético. Por isso, é sempre interessante ter algum grau de educação financeira para poder discutir com seu gerente de igual para a igual. <strong>Na dúvida, nunca se esqueça que o gerente trabalha para o banco, e não para você</strong>.</p>
<p><strong>O administrador de carteiras</strong><br />
O administrador de carteiras é um profissional autorizado pela CVM a tomar decisões de investimento em nome de seus clientes. Em poucas palavras, isso significa que ele pode “mexer no seu dinheiro”, comprando ações e títulos sem necessariamente consultá-lo antes.</p>
<p>Os requerimentos para se tornar administrador de carteiras são rigorosos, por causa do potencial “estrago” que podem causar nas contas dos clientes caso não trabalhem corretamente. Se você precisa de alguém para “tomar conta” de seus investimentos, tomando decisões em seu lugar, você precisa de um administrador de carteiras.</p>
<p>Os administradores de carteiras autorizados a trabalhar estão listados no site da CVM (<a title="Consulte o site da CVM" href="http://www.cvm.gov.br" target="_blank">www.cvm.gov.br</a>), na seção “Participantes do mercado”. <strong>Certifique-se que o nome do profissional está lá antes de contratar qualquer serviço</strong>. Em geral, administradores de carteira que trabalham de forma independente são remunerados através de um percentual dos lucros que eles geram.</p>
<p><strong>O consultor de valores mobiliários</strong><br />
Mais um profissional de quem o registro na CVM é exigido. O papel do consultor de valores imobiliários é dar recomendações de compra e venda de valores mobiliários, como ações e debêntures. Esse é o profissional que você deve consultar caso queira saber qual ação deve comprar ou vender.</p>
<p>Os consultores de valores mobiliários também estão listados no site da CVM. Consulte o registro antes de contratar serviços de profissionais que se apresentam como tal. A remuneração do consultor de valores mobiliários é cobrada diretamente do cliente. Para evitar conflitos de interesse, <strong>consultores de valores mobiliários não devem receber comissões por suas indicações de produtos e serviços financeiros</strong>.</p>
<p><strong>O analista de valores imobiliários</strong><br />
É um profissional, também registrado na CVM, que tem como função elaborar estudos que sirvam de base para decisões financeiras. Normalmente, esses profissionais trabalham para instituições financeiras e consultorias especializadas. Eles podem dar suas opiniões sobre os ativos financeiros que analisam, mas <strong>não podem induzir pessoas diretamente a tomar decisões</strong> – esse é o trabalho do consultor de valores mobiliários.</p>
<p><strong>O agente autônomo de investimentos</strong><br />
É, grosso modo, um “representante comercial” de instituições financeiras. Sua função é, basicamente, comercializar produtos da instituição que representa e prover um suporte técnico limitado a seus clientes. <strong>Ele não pode exercer atividades como administração de carteiras ou consultoria, a não ser que esteja autorizado pela CVM</strong>.</p>
<p>O caminho para se virar um agente autônomo de investimentos é relativamente fácil. É preciso apenas segundo grau completo e não é exigida experiência anterior. Basta passar na prova e não estar legalmente impedido. Por isso, dentre as funções regulamentadas pela CVM, é aquela que apresenta maior número de restrições e limitações.</p>
<p>A remuneração dele é paga pela instituição que ele representa, e nunca pelo cliente. Assim como outros profissionais registrados na CVM, seus nomes estão disponíveis no site da autarquia para consulta.</p>
<p><strong>O planejador financeiro</strong><br />
Também conhecido simplesmente como “consultor financeiro”, é o profissional que tem como função ajudar o cliente a resolver situações pontuais (como negociar uma dívida ou planejar a aposentadoria) ou então fazer um planejamento financeiro completo, que pode envolver toda a família do indivíduo.</p>
<p>O planejador financeiro não pode exercer atividades reservadas aos profissionais registrados na CVM, a não ser que ele mesmo seja um deles. <strong>O planejador financeiro pode, em muitos casos, trabalhar em conjunto com um consultor de valores mobiliários ou administrador de carteira</strong>.</p>
<p>A profissão de planejador financeiro não é regulamentada, mas existe uma certificação chamada CFP (Certified Financial Planner), muito popular nos EUA e que no Brasil é emitida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF), ligado à ANBIMA. A certificação não é obrigatória, mas como o processo para obtê-la é bastante rigoroso, escolher um profissional certificado dá alguma segurança de que ele está alinhado com altos padrões técnicos e éticos. Os profissionais certificados estão listados no site do IBCPF em <a title="Consulte os planejadores financeiros" href="http://www.ibcpf.org.br" target="_blank">www.ibcpf.org.br</a>.</p>
<p><strong>O coach financeiro</strong><br />
O coach (“treinador”) é um profissional cujo trabalho é capacitar seu cliente para atingir um determinado objetivo – no caso, financeiro. O coach não é um consultor – no sentido de ser alguém que diz ao cliente o que ele deve fazer. O coach orienta o cliente em um processo de aprendizado e capacitação, para que ele possa tomar decisões e atingir objetivos por si mesmo.</p>
<p>O coaching não é regulamentado. Tecnicamente falando, qualquer um pode sair por aí dizendo que é coach, por isso <strong>é importante conhecer a reputação e o histórico do profissional antes de contratá-lo</strong>. Existem inúmeras entidades que “certificam” coaches, mas nenhuma delas tem qualquer reconhecimento oficial.</p>
<p>Se o processo de coaching for bem sucedido e bem conduzido, espera-se que o cliente esteja capacitado a cuidar de sua vida financeira e não precise de orientação de nenhum dos profissionais anteriormente descritos.</p>
<p><strong>O picareta</strong><br />
Esse nem sempre é tão fácil de identificar. Existem picaretas de todos os tipos, tamanhos e cores. Tem aquele que você sabe que é picareta a quilômetros de distância; e também tem aquele que em nada aparenta ser um picareta, mas que também é. Alguns picaretas podem inclusive ser profissionais certificados por órgãos oficiais e com histórico profissional impecável, mas que foram seduzidos pelo “lado picareta da força”.</p>
<p><strong>Fique atento a supostos profissionais financeiros que oferecem investimentos fantásticos</strong>, com retorno “garantido”, ou que propõem esquemas obscuros de resolução de dívidas (onde você tem que colocar “algum dinheiro” na frente). Você pode estar de cara com um legítimo picareta. Se encontrar um deles, corra! Corra muito! E avise as autoridades.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Andre Massaro</b>.<br>

Administrador e pós-graduado em Economia, sócio do MoneyFit, já foi executivo financeiro de empresas e instituições financeiras. Autor do livro "MoneyFit" (Ed. Matrix) e co-autor do livro "Por Dentro da Bolsa de Valores" (Ed. Matrix), atualmente é consultor em finanças pessoais e corporativas, educador financeiro e palestrante.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>TV Dinheirama: Como a crise financeira mundial afetará o Brasil e você?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/08/24/tv-dinheirama-como-a-crise-financeira-mundial-afetara-o-brasil-e-voce/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 18:07:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[banco]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
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		<description><![CDATA[Veja como a crise financeira mundial pode afetar o Brasil e o seu bolso. Por que a situação é diferente da de 2008? Qual a realidade do país e nosso futuro?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="TV Dinheirama: Como a crise financeira mundial afetará o Brasil e você?" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_tvdinheirama_crise_financeira_voce.jpg" alt="TV Dinheirama: Como a crise financeira mundial afetará o Brasil e você?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Compreender a extensão da atual crise financeira não é tão simples. Alguns leitores nos questionam sobre os impactos da crise na nossa economia e se os problemas para os brasileiros serão semelhantes aos enfrentados em 2008. Difícil dizer, mas achei a oportunidade interessante para falar um pouco mais sobre a situação, de forma mais didática e simples. Neste episódio da <strong><a title="Acesse a TV Dinheirama" href="http://www.youtube.com/dinheirama" target="_blank">TV Dinheirama</a></strong> eu trato dos principais reflexos que a crise pode trazer e como entender que problemas viveremos e seu grau de complexidade.</p>
<p>Também abordo neste video os seguintes temas:</p>
<ul>
<li>A crise pode resultar em desaquecimento econômico global e prejudicar nossa economia caso a demanda por commodities também caia;</li>
<li>Nossa demanda interna parece ser capaz de sustentar o crescimento, ainda que menor?</li>
<li>Nossas autoridades financeiras apontam para um quadro melhor do que o de 2008, mas já aparecem revisões para o crescimento projetado de nosso PIB (Produto Interno Bruto);</li>
<li>O que você deve levar em consideração para entender a crise e passar por ela sem grandes sustos?</li>
</ul>
<p>Assista ao vídeo e comente:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=pZ64E_lbFAg">http://www.youtube.com/watch?v=pZ64E_lbFAg</a></p>
<p><strong>Importante:</strong> Lembre-se de acessar nosso canal no YouTube &#8211; <strong><a title="Acesse a TV Dinheirama" href="http://www.youtube.com/dinheirama" target="_blank">www.youtube.com/dinheirama</a></strong> &#8211; e se inscrever para receber nosso material. As gravações têm caráter didático e instrutivo. As dicas dadas deverão ser usadas sob sua total responsabilidade. Vem mais por ai. Espero que gostem! Até a próxima.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Educação financeira: estamos mesmo aprendendo alguma coisa?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/08/22/educacao-financeira-estamos-mesmo-aprendendo-alguma-coisa/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 18:01:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[banco]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
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		<category><![CDATA[tarifa]]></category>

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		<description><![CDATA[Cada vez mais brasileiros tem conta em banco. Ainda assim, poucos entendem os serviços e produtos que eles oferecem. Educação financeira, realidade ou utopia?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Educação financeira: estamos mesmo aprendendo alguma coisa?" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_educacao_financeira_estamos_aprendendo.jpg" alt="Educação financeira: estamos mesmo aprendendo alguma coisa?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Aprender a lidar com a gama de produtos e serviços oferecidos por bancos e instituições financeiras parece ser um desafio ainda impensável para um grupo enorme de brasileiros. Muito se fala sobre educação financeira, mas parece que pouco realmente se faz no sentido de transformar informação em conhecimento. Uma reportagem de ontem do jornal <a title="Folha de S. Paulo" href="http://www.folha.com.br" target="_blank">Folha de S. Paulo</a>, assinada pelas jornalistas <strong>Sheila D&#8217;Amorim</strong> e <strong>Flávia Foreque</strong>, trouxe uma conclusão perigosa em relação aos hábitos financeiros de nosso país:</p>
<blockquote><p>&#8220;Além de preferir tomar empréstimos nas lojas de varejo, a nova classe média tem ainda o hábito de comprar fiado, emprestar o cartão de crédito para parentes e amigos irem às compras e quer ter logo o bem desejado em vez de poupar para tê-lo apenas no futuro&#8221; &#8211; Matéria <a title="Leia mais na Folha.com" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/962996-classe-c-eleva-lucro-de-banco-mas-toma-emprestimo-em-loja.shtml" target="_blank">&#8220;Classe C eleva lucro de banco, mas toma empréstimo em loja&#8221;</a>, <strong>Folha</strong>, 21/08/2011.</p></blockquote>
<p><strong>Contexto histórico</strong><br />
A mudança no quadro socioeconômico brasileiro é clara. Segundo dados da Febraban e do Banco Central, em 2010 o Brasil tinha 141,3 milhões de contas-correntes registradas. O número é praticamente o dobro do de oito anos atrás: em 2002, eram 77,3 milhões de contas-correntes. A chamada bancarização, acesso a serviços financeiros por cada vez mais brasileiros, veio acompanhada de mudanças no setor.</p>
<p><span id="more-6461"></span>Os cinco maiores bancos brasileiros (Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa e Santander) são maiores que os 50 principais bancos do final de 2002. A reportagem mostra que esses cinco grandes bancos têm 70% a mais em dinheiro e em bens e somam juntos 17 mil agências espalhadas pelo Brasil &#8211; número que representava a soma das agências dos 50 maiores bancos em 2002. A concentração bancária aumentou.</p>
<p><strong>Educação financeira para os interessados?</strong><br />
Como aproveitar a ascensão social e permitir que nossa população use serviços financeiros de forma sustentável? Ora, seria natural imaginar um cenário em que o relacionamento entre bancos e clientes fosse cada vez melhor, com mais informação de qualidade e educação financeira. Apesar de melhorias significativas, não é o que acontece.</p>
<p>Uma pesquisa do Instituto Data Popular, feita com 5000 consumidores de todo país, revela que:</p>
<ul>
<li>73% dos consumidores preferem tomar empréstimos no varejo (lojas populares), ainda que a taxa de juros seja 5% maior;</li>
<li>23% dos entrevistados têm o hábito de comprar fiado;</li>
<li>20% emprestam cartão de crédito para amigos e parentes fazerem compras.</li>
</ul>
<p>Cabe ressaltar que a mesma pesquisa identificou um total de 40% de consumidores que exprimiram dificuldades em entender os bancos e seus produtos/serviços. Ora, se observarmos que a maior parte das contas correntes (55%) refere-se a famílias da Classe C, uma conclusão vem à tona: a educação financeira não está chegando a quem mais precisa dela.</p>
<p><strong>Que espaço a educação financeira merece?</strong><br />
As iniciativas de educação financeira corporativas são tímidas. O investimento neste sentido é crescente, é verdade, mas ainda longe do ideal. A padronização das tarifas, os serviços de comparação de taxas e a simulação dos benefícios são ferramentas importantes, mas que estão longe da população que mais se endivida no curto prazo.</p>
<p>Mas o brasileiro comum também tem culpa. São raros aqueles que procuram informar-se sobre preços, condições comerciais e diferentes taxas de juros. São ainda mais raros aqueles que leem sobre o tema com frequência e que buscam aprendizado por conta própria. São raríssimos os que lidam com a frustração de forma construtiva, vendo nela a chance de planejar e garantir um futuro melhor.</p>
<p>Empurrada, forçada, trabalhada, procurada ou simplesmente espontânea, <strong>a educação financeira precisa ser tema presente no cotidiano familiar</strong>. Ou isso ou um brasileiro cada vez mais consumista, rico aos olhos dos outros, mas ao mesmo tempo cada vez mais ansioso, estressado e endividado &#8211; e sempre em falta com os seus próprios anseios, de acordo com seu julgamento de ter cada vez mais.</p>
<p>Você pode fazer sua parte. Encare a situação de uma forma mais simples: adianta andar de carro financiado, sem entrada, e fazer questão de abastecer no posto mais barato? Como <a title="Dinheirama Entrevista: Mauro Calil, Educador Financeiro e Professor" href="http://dinheirama.com/blog/2011/08/17/dinheirama-entrevista-mauro-calil-professor-e-educador-financeiro/" target="_blank">disse o Prof. Mauro Calil</a>, <em>&#8220;em finanças existem aqueles que pagam juros e aqueles que recebem juros&#8221;</em>. A diferença? Educação financeira.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Imposto de Renda nos fundos de investimento em renda fixa: o famoso come-cotas</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/05/09/imposto-de-renda-nos-fundos-de-investimento-em-renda-fixa-o-famoso-come-cotas/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 14:52:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imposto de Renda]]></category>
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		<category><![CDATA[IR]]></category>

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		<description><![CDATA[Entenda como funciona a cobrança de Imposto de Renda dos fundos de investimento em renda fixa. O famoso come-cotas, de cobrança semestral, e suas características.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Imposto de Renda nos fundos de investimento em renda fixa: o famoso come-cotas" src="http://dinheirama.com/files/2011/05/dinheirama_imposto_de_renda_fundos_renda_fixa_come_cotas.jpg" alt="Imposto de Renda nos fundos de investimento em renda fixa: o famoso come-cotas" hspace="2" vspace="2" align="left" />Aline</strong> comenta: <em>“Navarro, sou uma investidora conservadora e tenho muito do meu capital em fundos de renda fixa. Fui alertada por um amigo sobre a cobrança de Imposto de Renda (IR) de forma semestral, em maio e novembro, mas não entendi bem como se dá o recolhimento. O valor é abatido das cotas? Esse é o tal ‘come-cotas’? Como funciona a cobrança de IR para os fundos de renda fixa? Obrigada”</em>.</p>
<p>A cobrança de Imposto de Renda para os fundos de renda fixa é tema recorrente em eventos de finanças pessoais e investimentos. A maior parte dos investidores não se preocupa com a forma de cobrança, mas seu funcionamento merece atenção: a cobrança de IR dos fundos de renda fixa é feita semestralmente, de forma automática, independentemente da vontade do investidor.</p>
<p>O pagamento do imposto será realizado mesmo se não houver resgate de recursos por parte do aplicador. A cobrança ocorre no último dia dos meses de maio e novembro, por isso o tema sempre aparece com mais visibilidade nestes períodos. O texto de hoje explica um pouco melhor a prática tributária relacionada aos fundos de renda fixa e seu impacto geral.</p>
<p><span id="more-6119"></span><strong>Por que o apelido de come-cotas?</strong><br />
Come-cotas porque o recolhimento se dá por meio das próprias cotas que o investidor possui no fundo de renda fixa. Funciona assim:</p>
<ol>
<li>É feita uma simulação do resgate do capital aplicado no fundo. Este procedimento serve para calcular o rendimento do fundo no período;</li>
<li>A quantidade de cotas é diminuída de acordo com o montante a ser pago a título de IR. É como se o investidor realizasse um resgate com o objetivo de pagar o imposto devido;</li>
<li>Ao final, o valor das cotas não se altera. O que muda é a quantidade de cotas.</li>
</ol>
<p><strong>Quanto será descontado?</strong><br />
O come-cotas utiliza como referência a menor alíquota de cada tipo de fundo. Aqueles caracterizados como de curto prazo têm taxa de 20%. Os de longo prazo cobram 15%. As diferenças entre o IR cobrado semestralmente e aquele auferido quando do resgate são pagas quando o aplicador saca o dinheiro.</p>
<p><strong>Na prática: </strong>suponha que você aplicou em um fundo de renda fixa de longo prazo, mas retirou o dinheiro depois de 10 meses (em que incide alíquota de 20%). A cobrança semestral será de 15%, valor mínimo para fundos do tipo longo prazo (sua escolha), mas a diferença será cobrada no momento do resgate (já que você não seguiu a regra do fundo escolhido). Assim, para evitar sustos com a rentabilidade líquida final é importante conhecer as características do produto que você contrata.</p>
<p><strong>Todos os fundos pagam esse IR? Quem deve recolher o imposto devido?</strong><br />
De acordo com as regras tributárias vigentes, todos os fundos de investimento em renda fixa sem prazo de carência ou com prazo de carência superior a noventa dias devem pagar o imposto dessa forma. Todo o processo de simulação, cálculo e recolhimento do IR devido é feito pelo administrador do fundo (banco ou instituição financeira).</p>
<p><strong>Por que o come-cotas é ruim?</strong><br />
Fica claro que há impacto na rentabilidade. Ora, o investidor não aproveita todo o capital poupado durante um ano inteiro, vendo diminuir seu montante investido – capital que é base para o cálculo da rentabilidade futura &#8211; a cada seis meses. Nas palavras de <strong>Ricardo Martins</strong>, diretor de renda fixa da corretora Concórdia, <em>“o impacto sobre a rentabilidade se dá na medida em que o cotista fica impossibilitado de auferir essa rentabilidade sobre a parcela do come-cotas”</em>. Leia mais em <a title="Leia mais na Folha de S. Paulo" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me0205201111.htm" target="_blank">matéria especial da Folha de S. Paulo</a> (para assinantes).</p>
<p><strong>É possível fugir do come-cotas?</strong><br />
Não. Resgatar o dinheiro antes do último dia de maio ou novembro não fará a aplicação render mais. A razão é simples: o come-cotas nada mais é que uma antecipação do IR a ser pago.</p>
<p>Em um mercado que já passa da marca de R$ 1,7 trilhão em patrimônio, já é hora de rever a política de cobrança semestral. A Anbima (Associação Brasileira das Entidades do Mercado) já enviou uma proposta deste tipo ao governo, o que é muito interessante. A cobrança única, como já ocorre com os fundos de ações (alíquota de 15% sobre os lucros no momento do resgate), tende a atrair principalmente investidores de longo prazo.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>TV Dinheirama: As dívidas no cheque especial e seus perigos</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Mar 2011 22:20:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[banco]]></category>
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		<description><![CDATA[Saiba porque as dívidas no cheque especial são tão perigosas. Acabe com suas dívidas de forma inteligente e aprenda a não utilizar formas fáceis (e caras) de crédito!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="TV Dinheirama: As dívidas no cheque especial e seus perigos" src="http://dinheirama.com/files/2011/03/dinheirama_tvdinheirama_perigos_cheque_especial.jpg" alt="TV Dinheirama: As dívidas no cheque especial e seus perigos" hspace="2" vspace="2" align="left" />Sempre que posso, insisto na questão dos juros cobrados no Brasil. O consumidor brasileiro é bom pagador, mas parece não atentar para quanto realmente paga em suas compras, especialmente quando excede seus limites e usa o crédito fácil do limite de sua conta corrente ou cheque especial. Neste episódio da <strong><a title="Assista à TV Dinheirama" href="http://www.youtube.com/dinheirama" target="_blank">TV Dinheirama</a></strong>, eu questiono o real papel do crédito caro e abordo a comodidade e o preço alto a pagar por abusar principalmente do cheque especial. Como você lida com os limites e os juros tão altos cobrados pelas instituições financeiras?</p>
<p>Abordo neste video os seguintes temas:</p>
<ul>
<li>Por que insistimos em chamar o cheque especial de especial se ele é tão caro e costuma arruinar a vida de tanta gente? Especial para quem, afinal?</li>
<li>Os juros cobrados no cheque especial &#8211; da ordem de 200% ao ano &#8211; são capazes de arruinar as finanças familiares. Como lidar com essa realidade e aprender a usar o crédito de forma inteligente?</li>
<li>Quais as alternativas ao cheque especial?</li>
<li>Como gerenciar melhor o dinheiro do dia a dia e os compromissos financeiros de forma a evitar a necessidade de usar o limite da conta corrente ou modalidades caras de crédito?</li>
</ul>
<p>Assista ao video abaixo e deixe seus comentários:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Z44PUDhyWp0">http://www.youtube.com/watch?v=Z44PUDhyWp0</a></p>
<p><strong>Importante:</strong> Lembre-se de acessar nosso canal no YouTube &#8211; <strong><a title="Assista à TV Dinheirama" href="http://www.youtube.com/dinheirama" target="_blank">www.youtube.com/dinheirama</a></strong> &#8211; e se inscrever para receber nosso material. As gravações têm caráter didático e instrutivo. As dicas dadas deverão ser usadas sob sua total responsabilidade. Vem mais por ai. Espero que gostem! Até a próxima.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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