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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; BC</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; BC</title>
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		<title>Governo e sociedade discutem e promovem a educação financeira &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 22:44:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Governo e sociedade discutem, em fórum do Banco Central, quais as principais tendências e mudanças necessárias para maior e melhor inclusão financeira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Governo e sociedade discutem e promovem a educação financeira - Parte 1" src="http://dinheirama.com/files/2012/01/dinheirama_governo_sociedade_discutem_promovem_educacao_financeira_parte1.jpg" alt="Governo e sociedade discutem e promovem a educação financeira - Parte 1" align="left" hspace="2" vspace="2" />O encontro <a title="Veja mais sobre o evento" href="http://www.bcb.gov.br/textonoticia.asp?codigo=3309&amp;idpai=NOTICIAS" target="_blank">“III Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira”</a>, que aconteceu em Brasília nos dias 21, 22 e 23 de novembro, teve como objetivo lançar e debater a <strong>Parceria Nacional de Inclusão Financeira (PNIF)</strong>. Entre os participantes estavam representantes do governo, representantes do segmento de microfinanças, estudiosos e fomentadores, nacionais e internacionais. E lá estava a <strong><a title="Conheça a Dra. Vera Rita" href="http://migre.me/7oHqu" target="_blank">Dra. Vera Rita de Mello Ferreira</a>,</strong> que nos contou um pouco do que aconteceu por lá.</p>
<p>Alguns aspectos me chamaram fortemente a atenção, mas, para não transformar esse artigo em um tratado, preferi dividir o conteúdo em duas partes. Hoje vou me ater a uma pesquisa sobre o perfil do brasileiro em relação ao futuro, cujos dados apontam para <strong>um indivíduo altamente otimista em relação ao seu futuro, mas, em contrapartida, pessimista no que se refere ao futuro do país</strong>.</p>
<p>Do meu ponto de vista, esse dado sobre o perfil do brasileiro em relação a previsões futuras revela de saída dois grandes problemas:</p>
<ul>
<li>O excesso de autoconfiança;</li>
<li>A falta de, digamos assim, um sentido de pertencimento a uma nação, a um povo, a um grupo.</li>
</ul>
<p><strong>Não adianta só acreditar que tudo vai melhorar&#8230;</strong><br />
De acordo com a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/UHNpY29sb2dpYStFY29uJUY0bWljYV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-72">Psicologia Econômica<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, a grande maioria de nós tem uma visão distorcida da realidade quando se trata de prever nosso desempenho futuro. Em geral, temos uma tendência a previsões muito otimistas. É como se o “eu” lá do futuro fosse sempre muito melhor do que o de hoje.</p>
<p><span id="more-6993"></span>Um exemplo disso são as respostas às pesquisas sobre o que as pessoas vão fazer com o 13º salário. Note que essas pesquisas quase sempre ocorrem antes do recebimento da primeira parcela, e a grande maioria diz que usará o 13º para pagar dívidas ou até para investir. Infelizmente, o que ocorre na verdade é que esse desempenho futuro ótimo acaba não se concretizando.</p>
<p>Esse excesso de confiança no desempenho futuro não é exclusivo do nosso comportamento financeiro. Ele está presente em várias outras áreas da nossa vida. Por exemplo, é muito comum que obras e reformas acabem se arrastando por muito mais tempo do que o inicialmente previsto; que vislumbremos um futuro a dois maravilhoso quando estamos no altar; que segunda-feira começaremos o regime; e assim por diante.</p>
<p>Essa autoconfiança exacerbada no desempenho futuro, do ponto de vista financeiro e econômico, pode trazer duas graves conseqüências ao indivíduo: <strong>o endividamento e o empobrecimento na velhice</strong>.</p>
<p><strong>Confiança demais aumenta o endividamento?</strong><br />
O professor <strong><a title="Conheça o Prof. Pablo Rogers" href="http://migre.me/7oHtu" target="_blank">Pablo Rogers</a></strong>, cuja tese de doutorado ganhou o Prêmio Revelação em Finanças do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF), constatou em sua pesquisa que indivíduos com um alto grau de confiança em seu desempenho futuro &#8211; isso aliado a outros fatores, é claro &#8211; apresentam um risco maior de se tornarem inadimplentes.</p>
<p>Isso ocorre porque a pessoa tem tanta convicção de que lá na frente ela será capaz de resolver qualquer questão que acaba ignorando os riscos no presente e, por consequência, acaba não construindo esse futuro favorável.</p>
<p><strong>Quem garantirá seu futuro?</strong><br />
Com relação ao empobrecimento na velhice, o excesso de autoconfiança no desempenho futuro pode fazer com que o indivíduo tenha uma certeza quase inabalável de que sempre conseguirá garantir a sua renda. Segundo dados apresentados no Fórum, apenas 3% dos brasileiros possuem algum tipo de plano de previdência complementar – o que não é de se estranhar.</p>
<p>A despeito das previsões e dos problemas que não só o governo brasileiro, mas governos de outros países vêm enfrentando em função do aumento significativo da expectativa de vida e do envelhecimento da população, ainda são poucas as empresas que oferecem algum tipo de plano de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cHJldmlkJUVBbmNpYV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">previdência<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> complementar e um número ainda menor de empresas que se preocupa em informar seus funcionários sobre essa questão.</p>
<p><strong>O futuro é definido pelo que fazemos hoje!</strong><br />
Pois bem, depois de tudo isso eu diria que um brasileiro altamente otimista em relação ao seu futuro hoje pode contribuir para um Brasil muito pior amanhã. É preciso para de pensar o país como uma entidade autônoma e distante do cotidiano de todos e cada um de nós. Nós e o país não podemos traçar caminhos tão diferentes. A lógica da “Lei de Gerson” é no mínimo ilógica.</p>
<p>Não há como vislumbrar um futuro “cor-de-rosa” se estivermos imersos num lamaçal. Cabeça no lugar, pé no chão e fé no futuro sim. Fé no nosso futuro e no futuro do país que vamos deixar para os nossos filhos, que vão deixar para os filhos deles e assim por diante.</p>
<p>Aprender a considerar o longo prazo e o coletivo na tomada de decisão imediata pode fazer toda a diferença para que todos, nós e o nosso país, tenhamos um futuro promissor.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</b>.<br>

Economista com foco em Psicologia Econômica. Atuou na área de Educação durante 12 anos e é autora dos blogs Meu Ipê Amarelo, um blog que fala de infância e educação, e Blogrup-on, um blog informativo sobre compras coletivas.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Economia brasileira: formação de uma bolha ou simples crescimento?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/07/19/economia-brasileira-formacao-de-uma-bolha-ou-simples-crescimento/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 13:36:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Economia brasileira: mais crédito, mais crescimento e mais perspectivas. Bolha ou crescimento econômico sustentável? Superaquecimento ou realidade?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Economia brasileira: formação de uma bolha ou simples crescimento?" src="http://dinheirama.com/files/2011/07/dinheirama_economia_brasileira_bolha_ou_crescimento.jpg" alt="Economia brasileira: formação de uma bolha ou simples crescimento?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Juliano</strong> comenta: <em>&#8220;Navarro, o noticiário econômico tem dado especial destaque ao fato de a inadimplência estar crescendo muito em relação a períodos passados. Jornais e revistas falam do aumento da inflação, da alta dos juros e do crédito cada vez mais caro. As pessoas reclamam que não podem pagar, as dívidas aumentam e o ciclo parece ficar perigoso. Especialistas internacionais apontam risco de superaquecimento na economia, com possibilidade de uma bolha de crédito. É isso mesmo? E agora?&#8221;</em>.</p>
<p>A situação econômica brasileira tem despertado diferentes interpretações, tanto aqui quanto lá fora. Crescimento econômico, ascensão social (<a title="Migração social forte no Brasil" href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110323/not_imp695881,0.php" target="_blank">pelo menos 30 milhões de brasileiros migraram de classe nos últimos anos</a>) e crescimento da renda familiar são alguns dos fatos que levaram mais e mais brasileiros a consumir &#8211; especialmente aqueles que tinham desejos de consumo represados e antes eram marginalizados neste sentido.</p>
<p>Estes brasileiros compraram (muito!) e se endividaram ao longo dos últimos anos, quando os juros básicos da economia (Taxa Selic) encontraram seus patamares mais baixos na história. O crédito (dinheiro) na época ficou mais barato &#8211; financiar e comprar com dinheiro emprestado parecia uma opção atraente. O boom na venda de carros mostrou como a realidade do crédito para compra de bens mudou radicalmente em nosso país.</p>
<p><span id="more-6311"></span>O momento agora é diferente. Como reflexo da elevação do consumo, veio a inflação. Com ela, novos e consistentes aumentos dos juros básicos. A alta na Taxa Selic tem reflexos diretos no custo do crédito, <a title="Empréstimos estão mais caros" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/943952-consumidores-tomam-credito-mais-caro.shtml" target="_blank">encarecendo os empréstimos e financiamentos</a>. A decisão de &#8220;esfriar&#8221; a economia traz consigo alguns efeitos colaterais, sendo um deles o aumento da inadimplência.</p>
<p>O assunto ganhou destaque no jornal britânico &#8220;Financial Times&#8221;, que publicou mais de 12 matérias sobre isso em menos de 15 dias, e também na prestigiada revista &#8220;The Economist&#8221;, que colocou o Brasil entre <a title="Brasil superaquecendo? Será?" href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/risco-de-bolha-no-brasil-ja-preocupa-investidores/" target="_blank">os sete países com maior risco de superaquecimento</a>. Isso sem falar da opinião da nova diretora do FMI, Christine Lagarde, que alertou para riscos de inflação e perigo de bolha de crédito.</p>
<p><strong>Será que oferecemos crédito demais, sem critérios e sem a devida regulação/fiscalização?</strong><br />
Observar a evolução na concessão de crédito no Brasil assusta, mas é importante relacionar o indicador com outros índices e fatos da realidade econômica brasileira:</p>
<ul>
<li><strong>O volume de crédito é crescente, não explosivo.</strong> Como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), o crédito representava 24,7% em janeiro de 2005; em abril de 2011 esse valor chegou a 46,6%. Uma alta expressiva, é verdade, mas muito distante de países como China e África do Sul, onde o crédito doméstico passa de 120% do PIB, ou de países como EUA e Inglaterra, onde os números passam de 200%. Os dados são do Banco Central (BC) e Banco Mundial;</li>
<li><strong>O perfil do endividamento é diferente do de anos atrás.</strong> Apesar da alta na concessão de crédito, o foco são modalidades mais baratas e com juros em queda, como financiamento imobiliário e de veículos e crédito consignado. Opções como cheque especial e cartão de crédito perderam espaço. Para se ter uma ideia, em dezembro de 2007 o cheque especial representava 5,4% das operações, enquanto o cartão de crédito atingia 7,1%. Dados de maio deste ano mostram que o cheque especial representa 3% do total das operações, enquanto o cartão atinge 6%. Os dados são do BC;</li>
<li><strong>A renda familiar e o nível de emprego estão em patamares históricos.</strong> Segundo estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), as classes mais pobres (D e E), que em 1992 representavam juntas 62,13% dos brasileiros, agora são 33,19%. Nossa classe C &#8211; renda entre R$ 1.200,00 e R$ 5.274,00 &#8211; atinge hoje 105,4 milhões de pessoas, ou <a title="Leia mais na Folha.com" href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/935502-classe-c-e-a-unica-que-continua-a-crescer-aponta-fgv.shtml" target="_blank">55,05% da população</a>. O índice de desemprego atingiu <a title="Desemprego bate recorde em junho de 2011" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/07/desemprego-fica-em-62-em-junho-mostra-ibge.html" target="_blank">patamar de 6,2% em junho</a>, menor valor para o mês desde o início da série (março de 2002);</li>
<li><strong>Nosso sistema financeiro é conservador se comparado ao de economias mais desenvolvidas. </strong>Depois de muitos problemas com fraudes bancárias e quebras generalizadas (vale lembrar do Proer em 1995), o BC adotou medidas mais rígidas em termos de regulação: <a title="Aumento do compulsório" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,aumento-do-compulsorio-ja-tirou-r-78-bi-da-economia,59215,0.htm" target="_blank">aumento do compulsório</a>, <a title="Leia mais sobre limitação de prazos" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/07/bc-equipara-regra-do-consignado-para-pagamento-cartao-de-credito.html" target="_blank">limitação de prazos</a> para os empréstimos e <a title="BC muda exigência para pagamento do mínimo" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/836070-bc-aumenta-para-15-pagamento-minimo-da-fatura-do-cartao-de-credito.shtml" target="_blank">exigência maior para o pagamento mínimo da fatura do cartão</a> são alguns exemplos.</li>
</ul>
<p><strong>A situação de outros países como comparação</strong><br />
Como estamos lidando com a questão do perigo de uma escalada na inadimplência, vale observar como se comportam os países quando o assunto é o endividamento das famílias. Segundo dados da OCDE, no Brasil esse índice é de 42% da renda líquida; na Alemanha, o valor chega a 99%; no Japão, 126%; No Canadá, 148%; e no Reino Unido, 171%.</p>
<p><strong>O que nosso Banco Central tem feito?</strong><br />
Nosso BC parece agir de forma pró-ativa em relação à expansão do crédito, com medidas pontuais visando controlar a inflação, diminuir a expansão do crédito e fiscalizar a concessão de empréstimos:</p>
<ul>
<li>O BC anunciou em maio a <a title="Entenda o Comef" href="http://economia.ig.com.br/mercados/comite+financeiro+melhora+decisoes+em+momento+aquecido+diz+bc/n1596963307841.html" target="_blank">criação do Comef</a>, Comitê de Estabilidade Financeira, justificado da seguinte forma por <strong>Anthero Meirelles</strong>, diretor de fiscalização do BC: <em>&#8220;Num momento em que a internacionalização dos bancos brasileiros é forte e o interesse dos estrangeiros pelo mercado local também é grande, queremos criar melhores condições para os sistemas decisórios e definir diretrizes para que as áreas trabalhem de maneira mais harmônica&#8221;</em>;</li>
<li>O BC pretende <a title="BC quer antecipar Basileia III" href="http://www.credinfo.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=18914:banco-central-decide-antecipar-normas-de-basileia-iii&amp;catid=1:canoticias&amp;Itemid=2" target="_blank">antecipar a implementação das medidas previstas no acordo Basileia III</a>, firmado no ano passado como resposta à crise financeira e que visa reforçar a solidez das instituições financeiras, aumentando a estabilidade de toda a economia. Para entender melhor as mudanças e o tema, sugiro a leitura de um <a title="Leia o boletim" href="http://www.riskbank.com.br/anexo/boletim0910.pdf" target="_blank">boletim da RiskBank</a>;</li>
<li>A partir do fim de outubro <a title="BC mira empréstimos de baixo valor" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/941526-emprestimos-de-baixo-valor-entram-na-mira-do-bc.shtml" target="_blank">serão fiscalizados empréstimos com valor a partir de R$ 1.000,00</a>. Antes da medida, apenas concessões com valores acima de R$ 5.000,00 eram monitoradas. O monitoramento completo dos empréstimos permitirá ao BC avaliar melhor informações como renda, nível de endividamento, histórico, dados cadastrais, modalidade de empréstimo e juros e localizar discrepâncias. O volume de informações monitorado pelo departamento de fiscalização vai se multiplicar por dez, segundo apurou o jornal Folha de S. Paulo;</li>
<li>O aumento nas taxas básicas de juros costuma ser seguido de avaliações nos prazos máximos dos financiamentos conseguidos e da necessidade dos bancos em <a title="Leia mais sobre compulsórios" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,aumento-do-compulsorio-ja-tirou-r-78-bi-da-economia,59215,0.htm" target="_blank">manter reservas maiores (compulsórios)</a>.</li>
</ul>
<p><strong>Então não é bolha, mas crescimento?</strong><br />
Diante da situação exposta e da realidade dos fatos, sou da corrente que acredita que o momento presente está muito mais para um reflexo das mudanças sociais e econômicas de nossa população que para um movimento irracional de consumo. Observo com as devidas ressalvas, é claro, principalmente porque problemas decorrentes de avanços no crédito foram sentidos recentemente em outros países.</p>
<p>Se ainda não estamos em uma bolha, é preciso que cuidados continuem sendo tomados para que esta não seja a realidade do amanhã. Se as medidas tomadas serão suficientes para conter uma eventual formação de bolha, só o tempo dirá. É importante ficar de olho e torcer para que, nas conversas e decisões de nossos representantes, crescimento sustentável também seja sinônimo de crescimento saudável.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O ano de 2011 e os desafios do Brasil</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/12/29/o-ano-de-2011-e-os-desafios-do-brasil/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Dec 2010 18:12:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[O ano de 2010 termina e com ele a esperança de que o novo governo faça diferente na economia. Gastos públicos e melhor infraestrutura merecem atenção.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O ano de 2011 e os desafios do Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2010/12/dinheirama_brasil_2011_desafios.jpg" alt="O ano de 2011 e os desafios do Brasil" hspace="2" vspace="2" align="left" />O ano de 2010 passou muito rápido! 2010 já é passado e 2011 está chegando, cheio de desafios. O Brasil se solidificou como um país de oportunidades de acontecimentos louváveis. Como tenho ouvido muito por ai, <em>“as oportunidades estão aí para quem conseguir aproveitar e pegar o ‘bonde’ do desenvolvimento”</em>. É importante saber que temos uma economia sob controle, com boas perspectivas e uma migração social robusta que colabora nesse sentido.</p>
<p>Um exemplo bastante positivo surgiu no campo do emprego. O índice de 5,7% de desempregados é o <a title="Mais no Estadão" href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101218/not_imp655207,0.php" target="_blank">menor desde 2002, segundo o IBGE</a>. Ótimo, mas o que esperar para de nossa economia em 2011? Continuaremos crescendo e garantindo a oportunidade de emprego para quem chega ao mercado de trabalho? Essa é apenas uma das questões que o novo governo precisará responder.</p>
<p>Governo que começa diante de um desafio: o alerta causado pela alta da inflação é um dos fatores de preocupação do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbythJUU3JUY1ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. A inflação está, mais uma vez, na pauta do cotidiano. Com o incentivo ao consumo criado pelo maior poder de compra, muitos brasileiros foram às compras e o aquecimento da economia trouxe de volta a alta nos preços. O Banco Central rapidamente agiu para conter o consumo e <a title="Leia mais no G1" href="http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/12/banco-central-sobe-compulsorio-e-retira-r-61-bilhoes-da-economia.html" target="_blank">encareceu os financiamentos mexendo no compulsório dos bancos</a> – influenciando assim a quantidade de dinheiro disponível para emprestar (liquidez).</p>
<p><span id="more-5496"></span><strong>Mais seriedade e infraestrutura</strong><br />
Parece cada vez mais claro que o nosso crescimento está limitado a 4% ou 5% ao ano sem que tenhamos que nos preocupar com a inflação. Depreende-se dessa observação algo no mínimo importante: um dos grandes temas de debate para o futuro é o crescimento sustentável. Como crescer de forma sustentada, sem sobressaltos? Como garantir crescimento da ordem de 6% ou mais, como em 2010, mas sem ter que ver os juros subindo?</p>
<p>Minha opinião é óbvia e direta: <strong>o governo precisa investir em infraestrutura para que nossas limitações de crescimento não se tornem problemas constantes para o desenvolvimento do país</strong>. Além disso, precisa gerenciar melhor seus próprios recursos e colocar em prática reformas importantes e o fim do inchaço da máquina pública.</p>
<p>Porque ao encarecer o crédito, aumentando os juros como medida para esfriar a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWErYnJhc2lsZWlyYV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-68">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, ataca-se a doença e não a causa do problema. Em pouco tempo a economia tende a se indexar, o governo verá sua dívida pública se elevar e os empresários pensarão duas vezes antes de empreender ou investir nas empresas e projetos brasileiros.</p>
<p><strong>Taxa Selic, um remédio amargo</strong><br />
É claro que ao olharmos para o horizonte maior de tempo, a curva e a tendência de baixa na Selic são evidentes. Entretanto, o que fica nítido é que estamos, em alguns momentos, escolhendo como solução o procedimento mais fácil, rápido e não uma solução efetiva que passe pelo gerenciamento eficiente dos gastos públicos – o que aumentaria a capacidade de investimento do Estado.</p>
<p>Um novo governo é sempre uma oportunidade de fazer algo novo e melhor. Esperamos que o Banco Central continue tendo sua liberdade e autonomia na tomada de decisões, mas também que o governo possa fazer melhores escolhas e desenvolver controles, além de gastar melhor. Será preciso coragem, apoio político, disposição e muito trabalho, mas o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/QnJhc2lsXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-52">Brasil<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> merece esse esforço.</p>
<p>O Brasil precisa dar um salto de qualidade em todos os setores, inclusive para fazer bonito e aproveitar economicamente os benefícios dos eventos que teremos nos próximos anos (Copa, em 2014 e Olimpíadas, em 2016). Precisamos acelerar nossos passos de forma organizada e competente, mas acima de tudo de forma a fazê-los sair do papel.</p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O PIB, a Selic e o Brasil dos relatórios oficiais</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/04/19/o-pib-a-selic-e-o-brasil-dos-relatorios-oficiais/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 01:15:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[O que esperar da economia brasileira segundo os analistas de mercado e instituições financeiras que movimentam as análises do relatório Focus? Entenda as previsões!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O PIB, a Selic e o Brasil dos relatórios oficiais" src="http://dinheirama.com/files/2010/04/dinheirama_pib_selic_brasil.jpg" alt="O PIB, a Selic e o Brasil dos relatórios oficiais" hspace="2" vspace="2" align="left" />Toda segunda-feira o Banco Central divulga o <a title="Veja os relatórios já publicados" href="http://www4.bcb.gov.br/?FOCUSRELMERC" target="_blank">relatório Focus</a>, onde os principais economistas de diversas instituições financeiras expressam suas opiniões sobre inflação, Produto Interno Bruto (PIB), taxa Selic, taxa de câmbio, entre outros indicadores. Como já era previsto, a inflação medida pelo IPCA (Índice de preço ao Consumidor Ampla) teve expectativa de alta em 2010 pela décima terceira semana. A aposta desta vez é que fecharemos o ano com o IPCA em 5,32%, fora do centro da meta para o ano, que é de 4,5%.</p>
<p><strong>Como ficam a Selic e o PIB?<br />
</strong>Todos apostam em um aumento da ordem de 0,5 pontos percentuais na Taxa Selic já na próxima reunião, ainda em abril. Os analistas estimam que no final do ano a taxa chegue a 11,50% ao ano; até a última semana, a maioria apontava para 11,25%. Ao que parece, o aquecimento da <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> pode comprometer a meta também em 2011, afinal 2010 parece já estar bem desenhado e qualquer atitude nesse momento pouco efeito terá nos resultados de curto prazo.</p>
<p>Ainda segundo os economistas, em 2010 o PIB deve chegar à uma alta de 5,81%, sendo a quarta alta seguida publicada no relatório Focus, o que de certa forma reforça a idéia de que a economia do Brasil passa por um momento de muito otimismo. Experimente acessar e ler o <a title="Faça o download do relatório (PDF)" href="http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20100416.pdf" target="_blank">relatório com data de 16/04</a>, divulgado hoje, e conheça mais detalhes das previsões e expectativas dos profissionais e instituições consultados.</p>
<p><span id="more-4333"></span><strong>Henrique Meirelles, o Czar do Banco Central, e os gastos do governo<br />
</strong>Nesse cenário de expectativa e algumas incertezas, cabe ressaltar que o Presidente do Banco Central, <strong>Henrique Meirelles</strong>, decidiu permanecer no cargo e deve ser o condutor da política econômica até a troca de governo. Além disso, permanece sendo a figura responsável pela confiabilidade do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbytmaW5hbmNlaXJvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-68">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> em um ano de eleições, onde os gastos do governo podem aumentar mais do que o desejável.</p>
<p>Aliás, o próximo governo precisará ser muito incisivo na questão dos gastos públicos – ponto em que sempre insistimos e fazemos questão de mencionar. As medidas tomadas pelo atual governo no para tentar suavizar a crise no país foram positivas e surtiram bons efeitos, mas deixaram para trás um fardo bastante pesado.</p>
<p>A <a title="Leia mais no Portal Exame" href="http://portalexame.abril.com.br/degustacao/secure/degustacao.do?COD_SITE=35&amp;COD_RECURSO=211;831&amp;URL_RETORNO=http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0966/economia/sobrou-ele-novo-548688.html" target="_blank">Revista Exame fez um levantamento</a>, com base anos de 2008 e 2009, usando como referência os setores de automóveis, eletrodomésticos, material de construção e outros itens, chegando aos seguintes dados:</p>
<ul>
<li>Aporte do Tesouro no BNDES: <strong>R$ 127 bilhões</strong>;</li>
<li>Corte (Concessão) de Impostos nos produtos: <strong>R$ 25 bilhões</strong>;</li>
<li>Aporte do Tesouro na Caixa Econômica Federal: <strong>R$ 5 bilhões</strong>;</li>
<li>Aumentos salariais do funcionalismo/servidores: <strong>R$ 23 bilhões</strong>;</li>
<li><strong>Total: R$ 180 bilhões</strong>.</li>
</ul>
<p>Os números assustam! Em 2010, os gastos continuam em ritmo acelerado, podendo chegar a um total de R$ 108 bilhões (previstos). O valor representa uma elevação na dívida pública do governo em relação ao PIB (indicador conhecido como relação dívida pública líquida/PIB). Tal indicador pode chegar, em janeiro de 2011, a 65%, ante 57,1% em janeiro de 2007. Recomendo a leitura do <em>paper</em> <a title="Acesse o paper clicando aqui!" href="http://www.ie.ufrj.br/moeda/pdfs/sustentabilidade_da_divida_publica.pdf" target="_blank">&#8220;Sustentabilidade da dívida pública: uma proposta de longo prazo&#8221;</a>, dos professores José Luís Oreiro (UFF) e Luiz Fernando de Paula (UERJ). Está certo que a tendência vem sendo de queda, mas os gastos da máquina pública precisam de melhor gestão – e isso é crônico, um problema apartidário.</p>
<p><strong>Hora de olhar para o futuro<br />
</strong>Como já mencionei anteriormente, considero que atravessamos, principalmente no ano passado, um período realmente turbulento e as iniciativas tomadas para conter a crise no curto prazo são menos danosas do que o agravamento da crise. Conseguimos afastar, entre outros males, o desemprego e ainda manter o otimismo nos <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y29uc3VtaWRvcmVzXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">consumidores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e na economia, provando, inclusive internacionalmente, que o Brasil é um país viável.</p>
<p>Sim, o Brasil ainda carece de melhor infraestrutura, mais investimentos diretos em produtos competitivos e qualificação, mas vai bem. E agora é o momento de virar a página e voltar ao rigor fiscal (que foi deixado de lado) e instituir um controle de gastos. Tudo para o país crescer de forma sustentável, isto é, mostrar que não viveremos fazendo festas em cima de “bolhas”. Que tal aprender com as lições do passado, de outras economias e garantir um país com crescimento de verdade?</p>
<p><strong>Fonte da matéria:</strong> Revista Exame, edição 966. Crédito da foto para <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://www.freedigitalphotos.net" target="_blank"><strong>freedigitalphotos.net</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O futuro da Taxa Selic e a economia brasileira</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/12/10/o-futuro-da-taxa-selic-e-a-economia-brasileira/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2009/12/10/o-futuro-da-taxa-selic-e-a-economia-brasileira/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 12:58:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Copom mantém Selic em 8,75% a. a., mas analistas creem em alta nos juros para 2010, principalmente por conta da inflação e do aquecimento da economia. O que diz o Banco Central? O que isso muda em sua vida? ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O futuro da Taxa Selic e a economia brasileira" src="http://dinheirama.com/files/2009/12/dinheirama_taxa_selic_2010_crescimento.jpg" alt="O futuro da Taxa Selic e a economia brasileira" hspace="2" vspace="2" align="left" />Ontem, dia 09/12, na última reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), assistimos à manutenção da taxa básica de juros &#8211; Taxa Selic &#8211; em 8,75% ao ano.  A sustentação do <a title="Leia mais no G1" href="http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1349169-9356,00-PELA+SEGUNDA+REUNIAO+SEGUIDA+COPOM+MANTEM+JUROS+EM+AO+ANO.html" target="_blank">patamar era esperada pelo mercado</a>, sendo aprovada por unanimidade na reunião. Entretanto quando mudamos o cenário e procuramos enxergar alguns meses à frente, o bom senso, a prudência e as demonstrações de rigor realizadas até hoje (desde o inicio do atual governo) levam a crer que haverá uma tendência de alta na taxa.</p>
<p>Ao final da reunião de ontem, o seguinte comentário foi feito pelas autoridades presentes:</p>
<blockquote><p>&#8220;Tendo em vista as perspectivas para a inflação em relação à trajetória de metas, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 8,75% a.a., sem viés, por unanimidade. Levando em conta, por um lado, a flexibilização da política monetária implementada desde janeiro, e por outro, a margem de ociosidade dos fatores produtivos, entre outros fatores, o Comitê avalia que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a manutenção da inflação na trajetória de metas ao longo do horizonte relevante e para a recuperação não inflacionária da atividade econômica&#8221;</p></blockquote>
<p>O aquecimento da economia pode representar um perigo real ao principal trabalho do Banco Central, que é o combate sistêmico à inflação. O BC inclusive divulgou, em relatório sobre a inflação no terceiro trimestre, uma observação dando conta do <a title="Leia mais no G1" href="http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1317965-9356,00-BANCO+CENTRAL+PREVE+AUMENTO+DA+INFLACAO.html" target="_blank">possível aumento nos preços em 2010</a>. Neste sentido, espera-se que o valor de 8,75% seja mantido até meados do ano que vem, saltando para um patamar próximo de 10% a partir do segundo semestre.</p>
<p><span id="more-3567"></span><strong>Eleições e os reflexos na tomada de decisão</strong><br />
Existem alguns detalhes que podem influenciar a tomada de decisão sobre qual será o caminho que a política monetária irá seguir e o principal fator parece ser político, afinal 2010 é ano de eleições. Mesmo com o cenário e a perspectiva de alta, tudo leva a crer que serão para pequenos ajustes &#8211; alguns arriscam que a Selic chegará a 10,25% no final de 2010.</p>
<p>Cabe salientar que a maioria dos analistas acreditam que o grande “problema” seja o ano de 2011. As tarifas públicas que sofrerão reajuste em 2010 estão sobre controle, mas um problema com  o grupo de alimentos. Além disso, a competição e o Real valorizado sugerem que as importações serão uma outra novidade freqüente &#8211; e isso já será percebido neste Natal. As prateleiras já estão repletas de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW1wb3J0YWRvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-56">importados<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> a preços muito competitivos.</p>
<p><strong>Crescimento econômico versus inflação</strong><br />
A história é a mesma do inicio de 2008: mais pessoas consumindo e a produção mantendo o mesmo padrão de produtividade. São as chamadas “dores do crescimento”. Lembre-se que o Brasil e boa parte dos países em desenvolvimento conseguiram elevar o padrão de vida de sua população &#8211; a classe média nunca esteve tão grande e o consumo explodiu.</p>
<p>Importante pensar se a tendência para o próximo ano é de alta dos juros. Como vimos, deve ser. Mas, se aumentarmos ainda mais o tempo da análise, a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWErYnJhc2lsXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-64">realidade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> se inverte e a tendência é que ciclos curtos de alta se contraponham a ciclos grandes de baixa nos juros. Trata-se da realidade oriunda da estabilidade econômica: o remédio pode ser amargo, mas quando necessário, e se bem administrado, faz um bem enorme.</p>
<p>Como sempre, basta saber se a dose será correta, mas isso só iremos descobrir no decorrer de 2010. Até a próxima.</p>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de Stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Plano Real: passado e futuro de um país em crescimento</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/07/01/plano-real-passado-e-futuro-de-um-pais-em-crescimento/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 00:39:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje o Brasil comemora 15 anos de adoção do Plano Real. O artigo de hoje é um convite para uma reflexão sobre os desafios que o país enfrentou desde a adoção do plano e também um incentivo para buscarmos entender melhor onde poderemos chegar nos próximos anos. É verdade que é muito fácil enumerar os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/07/dinheirama_plano_real_futuro.jpg" alt="Plano Real: passado e futuro de um país em crescimento" hspace="2" vspace="2" align="left" />Hoje o Brasil comemora 15 anos de adoção do Plano Real. O artigo de hoje é um convite para uma reflexão sobre os desafios que o país enfrentou desde a adoção do plano e também um incentivo para buscarmos entender melhor onde poderemos chegar nos próximos anos. É verdade que é muito fácil enumerar os enormes avanços surgidos a partir da chegada do Plano Real e da manutenção da política econômica durante os governos FHC e Lula.</p>
<p>O rigor fiscal, a adoção do sistema de metas de inflação, o cambio flutuante e os juros &#8211; que nos últimos 8 anos começaram a cair de forma gradual -, transformaram e modificaram a estrutura do país, acostumado anteriormente a diversos planos (econômicos) salvadores e constantes mudanças no comando do Banco Central e nos ministérios ligados á área econômica.</p>
<p>As mudanças que colocaram o país na rota de ouro de grandes transformações mudaram também o perfil da população. A inflação sobre controle mudou a tradição de uma economia em rota de colisão com o trabalhador &#8211; que via, especialmente durante as décadas de 80 e 90, sua renda totalmente comprometida e desvalorizada no final do mês, quando os preços variavam do dia para noite. Época em que <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aXJfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">investir<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> era um desafio.</p>
<p><span id="more-2517"></span>As boas novas criaram um país mais competitivo, mas ainda longe do que se considera internacionalmente ideal. Cabe lembrar que a própria população ainda não desenvolveu o planejamento financeiro, atividade que se tornou possível com o controle inflacionário.</p>
<p><strong>Uma nova mudança surge no campo dos investimentos</strong><br />
 A taxa básica de juros da economia, conhecida como Selic, está no <a title="Investidores de olho na Selic: poupança ganha adeptos" href="http://dinheirama.com/blog/2009/06/18/investidores-de-olho-na-selic-poupanca-ganha-adeptos/">patamar mais baixo de sua história</a>: <strong>9,25% ao ano</strong>. Os investidores, que antes tinham rentabilidade de dois dígitos garantida, começam a perceber que precisarão “navegar por outros mares”.</p>
<p>A bolsa de valores, que desde 2002 desenvolve um projeto de popularização dos <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, foi responsável pelo surgimento de muitos milionários. No fim de 2008, as ações trouxeram também grandes perdas, causadas, em muitos casos, pela falta de conhecimento da sistemática do mercado. O estopim para a histeria se deu logo após a quebra de um dos maiores bancos de Investimento dos EUA, o <strong>Lehman Brothers</strong>.</p>
<p>Desde a adoção do Plano Real, o mundo atravessou algumas crises econômicas, como as crises russa, asiática, do México e da Argentina. Em todas, os efeitos ao país foram significativos, onde a desvalorização da moeda e o aumento da taxa de juros (para reter os dólares) eram as únicas saídas.</p>
<p><strong>Comemoremos!</strong><br />
Via de regra, o país recorria ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para empréstimos. Hoje a situação se inverteu: <a title="Brasil empresta dinheiro ao FMI e derruba Taxa Selic" href="http://dinheirama.com/blog/2009/06/11/brasil-empresta-dinheiro-ao-fmi-e-derruba-taxa-selic/">somos credores do fundo</a>. Felizmente, na maior de todas as crises &#8211; a que atualmente atravessamos &#8211; o país conseguiu se sair bem. É surreal imaginar que não teríamos desdobramentos, mas a robustez interna de um país que acabara de receber o grau de investimento possibilitou uma travessia mais amena pelos momentos difíceis.</p>
<p>Outro item a comemorar foi o surgimento de grandes empresas e grupos no país. Empresas brasileiras que se tornaram presentes no mundo todo e reconhecidas pela sua alta competitividade. É bem verdade que nesse tempo muitas multinacionais desembarcaram em nosso país, mudando a cara e o sotaque de muitos setores.</p>
<p>Estatais que eram verdadeiros elefantes brancos tiveram que se adaptar a uma economia que crescia em ritmo frenético, com grande déficit de serviços. Quem se lembra das antigas companhias telefônicas de 15 anos atrás? Pois é, imaginar como serão os próximos 15 anos é um exercício extremamente difícil, pois o mundo passa por mudanças importantes. E a velocidade das mudanças espanta.</p>
<p>Os chamados países desenvolvidos hoje são obrigados a conviver com as demais nações de igual para igual. A tendência é ver o nível de dependência das antigas nações ricas aumentar.  São os países em desenvolvimento que possuem os <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbythJUU3JUY1ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">mercados<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> com espaço para crescimento de serviços, mais capacidade de produção e industrial. Mais cedo ou mais tarde, o protecionismo perderá espaço, afinal não se pode tapar o sol com a peneira &#8211; ao menos não por muito tempo.</p>
<p>Isso nos lembra a maior potência em desenvolvimento mundial: a China. Um gigante que acordou e ditará a forma com que o mundo irá crescer nos próximos anos. Felizmente, já há algum tempo o Brasil optou em firmar relações comerciais de peso com o gigante oriental.</p>
<p><strong>Desafios para o Brasil</strong><br />
É claro que existem muitos passos que o Brasil ainda precisa dar:</p>
<ul>
<li>A dívida interna é um obstáculo importante;</li>
<li>A legislação trabalhista e previdenciária precisa ser revista para que o país possa definitivamente ser considerado um player importante no cenário internacional;</li>
<li>O país precisa investir (muito) em educação para criar mão-de-obra capacitada e com alto desempenho. O país possui emprego, mas falta mão-de-obra.</li>
</ul>
<p>Esses são, certamente, alguns dos desafios que precisaremos enfrentar nos próximos 15 anos. O importante é olhar para a frente sabendo que muito já foi feito. Tudo para motivar as novas gerações, que percebem que não existe objetivo inatingível. A inflação, quase considerado um fantasma invencível, hoje é só mais uma lembrança triste que ficou para trás. Pra frente Brasil!</p>
<p>&#8212;&#8212;<strong><br />
Ricardo Pereira </strong>é educador financeiro e palestrante, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do <em>Dinheirama</em>.</p>
<p>▪ <a title="Perfil de Ricardo Pereira" href="http://dinheirama.com/blog/ricardo">Quem é Ricardo Pereira?</a><br />
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<p>Crédito da foto para <a title="Foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu/" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
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