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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; capital</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<itunes:subtitle>Dinheiro, educacao financeira e investimentos ao alcance de todos</itunes:subtitle>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; capital</title>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Paulo Schiavon, Diretor do VivaReal</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/05/04/dinheirama-entrevista-paulo-schiavon-diretor-do-vivareal/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 01:43:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dinheirama entrevista Paulo Schiavon, Diretor de Marketing do portal VivaReal, que fala sobre empreendedorismo, investimentos no Brasil e compra e venda de imóveis pela Internet.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Paulo Schiavon, Diretor do VivaReal" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/05/dinheirama_post_entrevista_paulo_schiavon_diretor_vivareal.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Paulo Schiavon, Diretor do VivaReal" align="left" hspace="2" vspace="2" />Muitos leitores enviam comentários relacionados ao fato de o Brasil chamar tanta atenção. Questões que envolvem a solidez de nossa economia, os eventos esportivos que se avizinham (Copa e Olimpíadas), a realidade do mercado sob a ótica do investidor e as histórias de empresas de sucesso são frequentes. É fato que o Brasil tem hoje negócios muito interessantes, inclusive capazes de fazer sucesso fora daqui.</p>
<p>É este o caso do <strong><a title="Conheça o VivaReal" href="http://migre.me/8Wtj8" target="_blank">VivaReal</a></strong>, um portal imobiliário voltado para anúncios de venda e locação de imóveis em toda a América Latina e mercado hispânico norte-americano. O VivaReal brasileiro compõe a rede internacional de portais imobiliários que iniciaram suas operações, em 2007, nos Estados Unidos. O site tem mais de 500 mil imóveis em suas ofertas e mais de dois milhões de visitas por mês.</p>
<p>Conversamos com <strong>Paulo Schiavon</strong>, Diretor de Marketing do VivaReal, portal imobiliário com ofertas em mais de 20 países nas Américas e Caribe, palestrante e professor de Marketing Digital. É Bacharel em Tecnologia e Mídias Digitais, com especialização em Arte e Tecnologia pela PUC-SP, pós-graduado em Gestão Empresarial e Inovação pela ESPM, com extensões nas áreas de Gestão de Projetos e Gestão do Conhecimento.</p>
<p><span id="more-7577"></span>Paulo &#8211; <a title="Siga o Paulo no Twitter" href="http://twitter.com/pauloschiavon" target="_blank">@pauloschiavon</a> &#8211; atua nas áreas de Comunicação e Marketing Digital desde 1998 e há cinco anos colabora com empresas no segmento imobiliário. Já atuou em empresas como Tecnisa, Gafisa, SOCOG (Comitê Olímpico organizador das Olimpíadas de Sydney/Austrália), Loducca Publicidade, entre outras.</p>
<p>Veja como foi nosso papo:</p>
<p><strong>Nos últimos anos, o mercado brasileiro de imóveis se desenvolveu bastante, apoiado no crescimento da renda do brasileiro e na facilidade do acesso ao crédito. A perspectiva de crescimento do país continua positiva no curto e médio prazo e a redução dos juros para consumidor parece garantir a procura por imóveis. Como o VivaReal encara esse momento do Brasil e qual a perspectiva de crescimento do portal para os próximos anos?</strong></p>
<p><strong>Paulo Schiavon:</strong> O momento pelo qual o Brasil passa em sua economia, e por consequência no mercado imobiliário, é muito positivo e talvez único por algumas décadas. Entramos em um ciclo vigoroso, com um mercado interno crescente e forte, baixo desemprego, baixo juros, além de hospedarmos nos próximos anos os dois maiores eventos esportivos mundiais.</p>
<p>Todos esses fatores criam oportunidades indiscutíveis em diversas áreas de negócios e o <a title="Conheça o VivaReal" href="http://migre.me/8Wtj8" target="_blank">VivaReal</a> busca expandir sua posição e se consolidar como maior e melhor portal imobiliário em um segmento ainda em desenvolvimento. O país já possui exemplos regionais de projetos que prosperaram, mas o VivaReal quer prosperar em todo o Brasil, respeitando suas complexidades e diferenças regionais através de um posicionamento ousado e inovador.</p>
<p>Estamos trilhando um caminho que nunca foi trilhado, por isso o crescimento deve ser intenso em todos os aspectos, sejam eles financeiros, em audiência ou em volume de negócios. Consideramos um crescimento contínuo na casa dos dois ou três dígitos nos próximos anos, mas é difícil precisar ainda.</p>
<p><strong>Falando ainda sobre o crescimento do país, alguns dados interessantes foram recentemente divulgados. Por exemplo, fica clara a migração internacional, em que profissionais começam a enxergar no Brasil um país de oportunidades para desenvolvimento de carreira. No primeiro trimestre de 2012, o VivaReal brasileiro recebeu acessos de 174 países, segundo você nos contou. Esse dado mostra que o Brasil efetivamente entrou no mapa mundial de oportunidades como um destino interessante?</strong></p>
<p><strong>P. S.:</strong> Sem dúvidas. O Brasil é a &#8220;bola da vez&#8221; e é comum ouvir dos principais executivos de grandes empresas que não há melhor lugar no mundo para se estar e fazer negócios nessa década. A busca por imóveis e oportunidades de trabalho por pessoas de todo o mundo vêm se intensificando, especialmente nos últimos dois ou três anos &#8211; e esse movimento trará grandes ganhos para a economia local.</p>
<p>O mercado imobiliário, por sua representatividade e importância, acaba sendo um dos setores mais beneficiados por essa nova dinâmica de negócios. Os ganhos acontecem rapidamente em toda a cadeia que depende dessa indústria, como serviços especializados, móveis, insumos e outros tipos de fornecedores posicionados acima ou abaixo na cadeia da construção civil.</p>
<p><strong>Vivemos na era da informação e da tecnologia. Dados recentes mostram o expressivo crescimento dos aparelhos celulares, uma boa parte deles os smartphones. O VivaReal acaba de lançar uma versão móvel do site, seguindo essa tendência. Nós também queremos aperfeiçoar nossas ferramentas mobile, então seria muito legal contar com seus comentários a esse respeito.</strong></p>
<p><strong>P. S.:</strong> O <a title="Conheça o VivaReal" href="http://migre.me/8Wtj8" target="_blank">VivaReal</a> vai sempre estar onde o consumidor estiver nos meios digitais, unindo anunciantes a clientes de maneira direta, não importa a tela. A versão móvel de nosso site é o primeiro passo por ser a plataforma mais versátil, colocando cerca de 400 mil ofertas de imóveis na mão de aproximadamente 30 milhões de usuários de internet móvel no país.</p>
<p>O site reconhece a localização do usuário, preenchendo automaticamente certos campos de busca, oferece as fichas completas dos imóveis, opções de contato direto com os anunciantes, permite o compartilhamento dos imóveis via redes sociais, além de filtros para segmentação de resultados, entre outros recursos.</p>
<p>Certamente é a melhor e mais completa experiência de busca por imóveis em smartphones disponível no Brasil atualmente. Para acessá-lo, basta digitar <a title="Conheça o VivaReal" href="http://migre.me/8Wtj8" target="_blank">vivareal.com.br</a> diretamente no navegador Internet do seu smartphone. E parabéns por levarem a educação financeira de forma tão responsável a milhões de brasileiros, isso é fundamental para que bons negócios sejam realizados.</p>
<p><strong>Acreditamos que não se pode desprezar o poder das redes sociais nesse “admirável mundo novo”. A interação entre usuário e empresa tem papel importante na estratégia de vocês? Nossos leitores, empreendedores ou não, devem prestar atenção nisso?</strong></p>
<p><strong>P. S.:</strong> Sim, sem dúvida! O VivaReal já tem presença oficial em 14 redes sociais, pelo qual nossos usuários podem se relacionar com a marca. No nosso caso, que pode servir de exemplo, nossos serviços permitem o compartilhamento de imóveis pelas três principais redes da atualidade: Facebook, Twitter e Google+.</p>
<p>Com isso, já temos a presença mais completa do setor, porém estamos ampliando significativamente o aspecto &#8216;social&#8217; de nossos produtos e serviços para anunciantes e usuários nos próximos meses. Devemos lançar novos serviços exclusivos integrados com as redes sociais, recursos inéditos no Brasil que ainda não podemos divulgar.</p>
<p><strong>Recentemente, o VivaReal recebeu investimentos dos fundos Monashees e Kaszek. A partir desse novo degrau alcançado, é correto afirmar que a empresa aumentará seu quadro de colaboradores e continuará investindo pesado em criar mecanismos inovadores de busca de imóveis?</strong></p>
<p><strong>P. S.:</strong> Sim, vamos ser o maior e melhor portal imobiliário do Brasil. Para uma empresa de publicidade e serviços como a nossa, pessoas e tecnologia são as bases desse objetivo. Acreditamos que serviços prestados com qualidade e uma equipe realmente apaixonada podem fazer a diferença. E, claro, chamar atenção, despertando interesse de investidores e parceiros.</p>
<p>Queremos transformar a busca por imóveis no país, oferecendo o portal mais completo e simples do mercado, com ferramentas poderosas e muito conteúdo onde o usuário estiver, seja na tela do computador no trabalho, na comodidade de sua casa com um tablet no fim do dia ou em um smartphone durante o trânsito.</p>
<p><strong>Agradecemos a oportunidade de conversar. Peço que deixe uma mensagem para os leitores do Dinheirama.</strong></p>
<p><strong>P. S.:</strong> É sempre um prazer participar de uma conversa agradável com profissionais e leitores inteligentes e experientes como os do Dinheirama. Parabéns por insistirem tanto na educação financeira dos brasileiros. Aproveito para convidar os leitores a experimentarem nossos serviços. Basta acessar <a title="Conheça o VivaReal" href="http://migre.me/8Wtj8" target="_blank">www.vivareal.com.br</a>. Até a próxima.</p>
<p>Foto: divulgação.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>As ilusões corporativas e os perigos da zona de conforto</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/02/08/as-ilusoes-corporativas-e-os-perigos-da-zona-de-conforto/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 15:53:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Crenças antigas, ilusões corporativas, acomodação na zona de conforto e decisões baseadas no lugar comum e a falta de bom senso prejudicam o importante aprendizado profissional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="As ilusões corporativas e os perigos da zona de conforto" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/02/dinheirama_post_ilusoes_corporativas_perigos_da_zona_de_conforto.jpg" alt="As ilusões corporativas e os perigos da zona de conforto" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, depois de uma certa vivência, e após ter assistido (e sofrido as consequências na própria pele) ao conjunto de crises e turbulências econômicas que o sistema capitalista gerou nos últimos quinze anos, a conclusão que fica é a de que, se há algum benefício nos grandes vendavais – e penso que apenas aqueles bem fortes possuem essa prerrogativa –, é justamente o de produzir a disposição para questionamentos até então fora do esquadro.</p>
<p><strong>A comodidade da vida na zona de conforto</strong><br />
Quando tudo vai bem, ou quando as crises são resolvidas sem grandes complicações estruturais, a sensação dominante da capacidade natural dos agentes em superar eventuais turbulências sempre prevalece. Ao final, para os menos críticos (ou mais crédulos) funciona como a comprovação da perfeição do sistema, que se autocorrige e é capaz de conceber a próprias soluções.</p>
<p>Fica a impressão de que qualquer proposição de reformas mais robustas e abordagens que ameacem a muralha que protege o castelo do senso comum soam como precipitação ou esquisitice. Com isso, e nessa cadência de causa e efeito, constroem-se as novas torres desse castelo tão protegido. Em sua defesa, no lugar de arqueiros, os eternos lugares comuns.</p>
<p><span id="more-7231"></span><strong>A realidade ou o que querem que acreditemos?</strong><br />
Ao invés de fossos com crocodilos famintos, modismos e mais modismos. Para aqueles que optaram por viver dentro da fortificação, as leis são rigorosas. Críticas ao modelo? Nem pensar. Rever conceitos amplamente estabelecidos? Nem de brincadeira. Pensar por conta própria e à revelia dos gurus do “bobajal”? Jamais! E, assim, a vida segue, aparentemente tranquila, com uma acefalia aqui, outra ali.</p>
<p>No meio do caminho, algumas “torres” são mais bem defendidas do que outras. São torres conceituais, cujo núcleo jamais pode ser questionado. Mas, com o tempo e os acontecimentos, tais torres não resistem aos fatos e as temidas novas abordagens começam a atravessar a muralha.</p>
<p><strong>O exemplo da empresa de capital aberto, “sem dono”</strong><br />
Uma dessas abordagens, da qual compartilho e sobre a qual começo a escutar vozes convergentes a defendê-la, trata do descompromisso que o sistema profissional de gestão pode incutir em uma companhia aberta. Ofereço o reconhecimento de que, independentemente disso, algumas culturas organizacionais de fato conseguem oferecer a blindagem a esse tipo de risco.</p>
<p>Mas o problema, como sabemos, é que uma fileira de dominós não consegue resistir integralmente de pé quando um deles leva um tombo. Alguns permanecem firmes, mas muitos vão ao chão sem nenhuma resistência. O que dizer da crença comum de que uma empresa imune à fiscalização rigorosa de um “dono”, mas sujeita a gestão de um profissional com mandato seja menos suscetível aos desvios de conduta?</p>
<p>Reconheço que, na maioria dos casos onde as fraudes ocorreram, uma ou duas ovelhas da pá virada, destoando da maioria dos seus colegas, fizeram todo o serviço. Mas, observe que assim como na analogia com o dominó, bastaram um ou dois elementos para que a fileira descambasse em um redemoinho de acusações, investigações criminais e desespero jurídico. E as ações? Bem, como sempre elas desabaram em conjunto com a reputação de auditorias e agências de rating.</p>
<p><strong>E o caso do profissional que pula de empresa em empresa?</strong><br />
Outro “lugar comum” corporativo, pouco relacionado às regras de governança, mas com impacto direto na alta-média e média gestão, tanto em empresas de capital aberto quanto naquelas que permanecem fechadas, trata da instabilidade profissional como conceito de posicionamento e afirmação de “competência” ou “agressividade”.</p>
<p>Escutei certa vez de um headhunter sobre sua relutância em indicar candidatos que tenham trabalhado na mesma companhia por mais de três anos. Para ele, isso era sinal inequívoco de acomodação, incompatibilidade aos novos tempos e afirmação de um perfil retrógrado.</p>
<p>À parte a total inexistência de qualquer métrica, de qualquer fundo metodológico ou científico no sentido da exploração psicológica do tema, para este caçador de executivos faltou também o mínimo de bom senso. Para ele, pouco importava a dinâmica de carreira destes candidatos ao longo dos quatro, cinco ou dez anos de permanência em suas posições atuais ou anteriores.</p>
<p>Não importava se tinham realizado projetos do início ao fim, se foram frequentemente expostos a novos e ricos desafios e menos ainda se souberam suportar e administrar pressões por períodos longos, como reflexo de um senso de responsabilidade apurado. Não, a qualidade do período de permanência não oferecia o menor indicativo de nada. O que importava mesmo era a cega repetição dos manuais e da retórica em voga.</p>
<p>O artigo tem tom provocador, mas porque <strong>acredito que precisamos aprender a pensar e criar por conta própria</strong>. Não é fácil, afinal não há castelo bem defendido sem um exército inteligente; e, mesmo quando isso existe, sempre poderá haver um Cavalo de Tróia tripulado por uma turba de ilusionistas do senso comum tentando complicar as coisas. <strong>É preciso resistir. E insistir</strong>.</p>
<p>Até o próximo.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>As Startups, os empreendedores e os &#8220;Recursos dos Deuses&#8221;</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/10/31/as-startups-os-empreendedores-e-os-recursos-dos-deuses/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 22:51:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Kepler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Há muito capital disponível para investimento em startups, mas poucos empreendedores dispostos a correr o risco de fazer o negócio realmente prosperar. Você é assim?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="As Startups, os empreendedores e os &quot;Recursos dos Deuses&quot;" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_as_startups_os_empreendedores_e_os_recursos_dos_deuses.jpg" alt="As Startups, os empreendedores e os &quot;Recursos dos Deuses&quot;" align="left" hspace="2" vspace="2" />Pouco tempo atrás tínhamos muito mais projetos do que recursos disponíveis para financiar negócios inovadores. Hoje são muitos prêmios, investimentos, subvenções, financiamentos e fundos à disposição dos empreendedores, sejam eles de bancos, governos, grupos privados e iniciativa particular. São investidores: <em>Angel Money</em>, <em>Seed Capital</em>, <em>Venture Capital</em> e <em>Private Equity</em>. São tantos recursos e disponibilidade que os empreendedores estão se tornando especialistas em plano de negócios, &#8220;planilheiros&#8221;, &#8220;orçamenteiros&#8221; de despesas e projeções de faturamento. Em 2010, somente <strong>no Brasil foram investidos US$ 3,1 bilhões</strong>.</p>
<p>Claro, apesar do dinheiro não ser fácil de conseguir e precisar passar (quase sempre) por uma banca de analistas e técnicos competentes, <strong>muitos desses negócios “apoiados” não chegam ao mercado</strong>. Justamente porque os empreendedores passam a sobreviver apenas destes recursos arrecadados pelos projetos que conseguiram aprovar e <strong>alguns se acomodam</strong>. Então, em pouco tempo lá estão eles de novo apresentando projeto para novos aportes ou para uma nova fonte de recursos.</p>
<p>Para qualquer investimento deveria ser <strong>obrigação a geração de caixa mensal mais imediata</strong> (mesmo que pequena ou insuficiente). Vejo a geração de receitas como um dos requisitos principais para financiamentos de startups, já a partir do seu primeiro momento, protótipo ou versão.</p>
<p><span id="more-6760"></span>O ideal e o propósito do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZW1wcmVlbmRlZG9yaXNtb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-64">empreendedorismo<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> estão ficando de lado. Na minha opinião, um empreendedor deve buscar recursos para colocar seu plano em ação e nunca para se acomodar (mesmo que não seja intencional).</p>
<p>Obviamente que as pontas negam esta afirmação. Se perguntar para os fundos, será difícil concordarem com o fato de estarem investindo apenas em planilhas; se perguntarmos para os empreendedores, eles vão dizer que &#8220;não&#8221;, que &#8220;estão focados em fazer o negócio acontecer&#8221;. Como <strong>investidor anjo</strong>, com a experiência de ter investido em vários projetos, posso afirmar que se não for bem amarrado o acordo, acontece exatamente isso que estou dizendo.</p>
<p>Pensando nisso é que minha proposta como <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> para entrar em um novo negócio, apresentado por um empreendedor, tem alguns pré-requisitos. Veja se você concorda com eles:</p>
<ul>
<li>Brilho nos olhos;</li>
<li>O empreendedor do negócio tem que ser o próprio desenvolvedor do projeto;</li>
<li>Entro no máximo com 40% de participação;</li>
<li>Ter condições de se sustentar independentemente do negócio;</li>
<li><em>Payback</em> máximo de 3 anos, mas a geração de caixa deve ser no curto e médio prazo;</li>
<li>Números de pró-labore dentro da realidade de mercado;</li>
<li>A projeção de faturamento deve ser pé no chão, considerando o <em>worst case scenario</em> (pior caso possível);</li>
<li>As despesas devem ser bem elencadas e pensadas. O empreendedor deve tentar não deixar nada de fora para evitar surpresas;</li>
<li>Dedicação integral do empreendedor e foco;</li>
<li>Não dou “balão de oxigênio” imediato para garantia de um resultado prometido;</li>
<li>Se o negócio ainda está no papel, precisa da mesma forma ser bem dimensionado em relação ao tempo de desenvolvimento e geração de caixa.</li>
</ul>
<p>Fico muito triste quando percebo uma empresa Startup que <strong>não tem nenhum cliente</strong> e nada pronto, mas tem várias assinaturas de fundos ou instituições. Seus projetos (na realidade) dificilmente sairão ao mercado ou do papel, simplesmente porque o projeto é lindo do ponto de vista do plano de negócios e das planilhas, mas <strong>inviável na prática</strong>.</p>
<p>E isso acontece por vários motivos, seja porque é apenas um lindo sonho de ser a &#8220;pólvora&#8221; ou ter o sucesso do &#8220;FaceBook&#8221;, seja porque perdeu o “timing”, seja porque o empreendedor não terminou de desenvolver o produto, seja porque <strong>se acomodou com o recursos de origem mensal garantida (confundindo com salário)</strong> ou simplesmente porque o mercado mudou e a idéia precisa ser ajustada ou renovada, mas de preferência, claro e sempre, com um novo aporte financeiro.</p>
<p>Comparar alguns empreendedores a funcionários públicos (nada contra eles) que tem garantia de “salário” pode ser até exagero da minha parte, mas o que estou vendo no mundo das Startups é muita gente encostada, aguardando uma oportunidade de conseguir o <strong>“Recurso dos Deuses“ (cash, grana, dinheiro, investimento)</strong>. Será que estamos transformando nossos empreendedores em “funcionários públicos”?</p>
<p>Meu avô, no passado distante, dizia: <em>&#8220;Ganha dinheiro quem trabalha sentado&#8221;</em>. Hoje a realidade é outra. Ganha <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aXIrZGluaGVpcm9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> quem trabalha muito, andando ou correndo atrás. É o clássico <strong>&#8220;Tire a Bunda da Cadeira&#8221;</strong> ou simplesmente <strong>#TBC</strong>. Pense nisso e vamos discutir mais e melhor o assunto? Deixe sua opinião no espaço de comentários e fale comigo também no Twitter: <strong><a title="Siga o João Kepler no Twitter" href="http://www.twitter.com/JoaoKepler" target="_blank">@JoaoKepler</a></strong>.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>João Kepler</b>.<br>

Investidor anjo, empreendedor serial, palestrante, CEO do Show de Ingressos, especialista em e-business e mídias socias.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Entendendo como funciona o Capital de Risco (Venture Capital)</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/09/29/entendendo-como-funciona-o-capital-de-risco-venture-capital/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Sep 2010 17:01:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Biscaia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[capital]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedor]]></category>
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		<category><![CDATA[venture]]></category>

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		<description><![CDATA[Entenda como funciona o Venture Capital, conhecido no Brasil como capital de risco. Empreendedor, investidor e mercado trabalham juntos pelo sucesso dos negócios visando lucro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Venture Capital, capital empreendedor ou de oportunidade" src="http://dinheirama.com/files/2010/09/dinheirama_venture_capital.jpg" alt="Venture Capital, capital empreendedor ou de oportunidade" hspace="2" vspace="2" align="left" />Escrevi este artigo de uma forma bem direta, visando desmistificar o que é <em>Venture Capital</em> e como o processo de seleção de projetos ocorre no Brasil. O empreendedorismo vem aos poucos se consolidando com uma cultura neste país e, assim, esse assunto precisa ser discutido sempre que possível. O texto está bem enxuto, a ideia é explicar os conceitos envolvidos e apresentar por quais etapas passam o empreendedor ao se inscrever em uma seleção de projetos deste tipo. Aproveitem a leitura e deixem seus comentários ao final.</p>
<p><strong>O que é Venture Capital?</strong><br />
No Brasil, a tradução foi feita de forma não literal: capital de risco. Apesar de implicar riscos para o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, a melhor tradução seria capital empreendedor ou capital de oportunidade. O <em>venture capital</em> é uma oportunidade para empresas que estão em estágios iniciais, que tem grande potencial ou que estão em crescimento acentuado, mas precisam de dinheiro para dar o próximo passo rumo ao topo.</p>
<p>Recursos financeiros são aportados em negócios potenciais. O “financiamento” de longo prazo, normalmente de dois a dez anos, é feito com a intenção de que ao final desse período a empresa seja vendida, totalmente ou parcialmente, ou então que seja feita uma oferta de ações no mercado.</p>
<p><span id="more-5071"></span><strong>O que é um Venture Capitalist?</strong><br />
É uma pessoa ou empresa de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que compra participações em projetos/empresas que têm grande potencial ou estão em crescimento, investindo neles de forma temporária com o objetivo de lucrar com a valorização da empresa e viabilizar o projeto.</p>
<p><strong>Estrutura genérica de um Venture Capitalist:</strong></p>
<ul>
<li>Gerencia um ou mais fundos de investimento, constituídos por investidores de longo prazo, cada qual com um foco específico – o tempo de investimento de cada fundo é de cerca de 10 anos;</li>
<li>O portfólio de investimentos deve ser bastante diversificado para diluir o risco;</li>
<li>Possui um comitê de investimento constituído por representantes dos investidores que tem o poder de decidir se irão ou não investir em uma determinada empresa.</li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Etapas e processos na visão do Venture Capitalist (financiador):</strong></p>
<ol>
<li>Seleção de projetos;</li>
<li>Preparação do investimento para a empresa selecionada;</li>
<li>Negociação com a empresa selecionada;</li>
<li>Auditoria contábil/fiscal e legal na empresa selecionada;</li>
<li>Aprovação do investimento;</li>
<li>Investimento;</li>
<li>Desinvestimento.</li>
</ol>
<p><strong>Etapas e processos na visão do empreendedor (empresário):</strong></p>
<ol>
<li>Seleção de projetos – baseada no foco do fundo de investimento em questão.</li>
<li>Critérios para seleção
<ol>
<li>Empreendedor</li>
<li>Mercado</li>
<li>Potencial de Crescimento</li>
<li>Saída</li>
</ol>
</li>
<li>Preparação do Investimento
<ol>
<li>Plano de Negócio</li>
<li>Modelo de Negócios</li>
</ol>
</li>
<li>Negociação
<ol>
<li>Participação</li>
<li>Clausulas
<ol>
<li><em>Tag Along</em>: nesta clausula, todos os sócios têm que aprovar a venda da empresa</li>
<li><em>Drag Along</em>: nesta clausula, se apenas um dos sócios quiser realizar a venda da empresa, ela é vendida</li>
</ol>
</li>
</ol>
</li>
<li>Auditoria Contábil/Fiscal</li>
<li>Aprovação do Investimento – normalmente feita por um comitê</li>
<li>Desinvestimento</li>
</ol>
<p><strong>Meu ponto de vista sobre Venture Capital (VC):</strong></p>
<ul>
<li>Ao ler/ouvir o que sua empresa faz, o investidor tem que ficar louco para te conhecer e saber mais sobre você e sua empresa – se esforce para conseguir isso;</li>
<li>O mais importante para um projeto ter sucesso na busca por VC é possuir um ótimo modelo de negócio, tecnologia e empresários com perfil <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZW1wcmVlbmRlZG9yXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">empreendedor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>;</li>
<li>Aposte suas fichas nos segmentos em que o Brasil faz a diferença. Você consegue identificar quais são esses segmentos?</li>
<li>Os investidores estão nesse mercado para ganhar dinheiro, portanto, não adianta seu foco ser salvar o mundo – faça isso, mas de uma forma muito lucrativa;</li>
<li>Se a empresa/projeto não tiver comprometimento com sustentabilidade ou poluir o meio ambiente em algum de seus processos ou produtos, o investimento deixa de ser interessante, porque provavelmente esta empresa terá problemas no futuro;</li>
<li>Pode acontecer uma remodelagem do seu negócio caso seja percebido que existe um grande potencial de mercado para a sua empresa, mas que você está planejando e executando da forma incorreta. Portanto, não se apaixone pelo seu produto, mas sim pela sua tecnologia e pelo seu objetivo para com a empresa;</li>
<li>De novo: os investidores estão nesse mercado para ganhar dinheiro. Mostre a eles o que eles querem!</li>
</ul>
<p><strong>Para complementar este artigo e a sua leitura:</strong><br />
Em reportagem da Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios (Ed. Globo), <a title="Leia mais na PEGN" href="http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI102938-17157,00-COMO+FISGUEI+UM+FUNDO+DE+VENTURE+CAPITAL.html" target="_blank">três empresários revelam como capitalizaram o negócio com a venda de participação acionária a sócios capitalistas</a>. Assista também à <a title="Mais no blog Startupi" href="http://startupi.com.br/2009/compreendendo-o-capital-empreendedor/" target="_blank">apresentação criada por <strong>Simon Olson</strong></a> da DFJ Fir Capital publicada no excelente blog <a title="Conheça o Startupi" href="http://startupi.com.br/" target="_blank">Startupi</a> em linguagem bastante simples sobre Venture Capital.</p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Bruno Biscaia</b>.<br>

Graduando em Engenharia de Produção Mecânica na Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), coautor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), e editor de empreendedorismo do Dinheirama. No Twitter: twitter.com/BrunoBiscaia<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Livro: Capital Intelectual – O grande desafio das organizações</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/07/29/livro-capital-intelectual-o-grande-desafio-das-organizacoes/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2010/07/29/livro-capital-intelectual-o-grande-desafio-das-organizacoes/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 17:47:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernadette Vilhena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[capital]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[empresa]]></category>
		<category><![CDATA[profissional]]></category>
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		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Como valorizar o papel da Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual nas empresas e fazer disso um diferencial competitivo real e forte?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Livro: Capital Intelectual" src="http://dinheirama.com/files/2010/07/dinheirama_livro_capital_intelectual.jpg" alt="Livro: Capital Intelectual" hspace="2" vspace="2" align="left" />Livro: </strong><a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1973876/?franq=247523" target="_blank">“Capital Intelectual: o grande desafio das organizações”</a><br />
<strong> Autores:</strong> José Renato Sátiro Santiago Jr. e José Renato Sátiro<br />
<strong> Editora:</strong> Novatec<br />
<strong> Páginas: </strong>320<br />
<strong> Preço médio: </strong>R$ 60,00<br />
<strong> Livro 100% nacional!</strong><br />
<a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1973876/?franq=247523" target="_blank"> Compre o livro no Submarino [clique aqui]</a></p>
<p><strong>O grande desafio das organizações</strong><br />
Os escritores José Renato Sátiro Júnior e José Renato Sátiro apresentam nesse <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1973876/?franq=247523" target="_blank">livro</a> importantes informações e orientações acerca do novo papel que o conhecimento exerce dentro das empresas.  Uma leitura densa, mas muito agradável devido à forma como os autores desenvolvem o texto.</p>
<p><span id="more-4746"></span>A grande contribuição é a apresentação de um modelo para a mensuração dos benefícios que a Gestão do Conhecimento e o Capital Intelectual podem trazer para as empresas, principalmente no alcance de seus objetivos estratégicos, financeiros e operacionais. Entendo que além desses benefícios diretos, o clima organizacional também é afetado positivamente já que os funcionários têm participação direta em programas de Gestão do Conhecimento e isso costuma aumentar a satisfação pessoal e da equipe.</p>
<blockquote><p>“O principal objetivo dessa metodologia é estruturar o conhecimento de modo a torná-lo explícito e de fácil acesso, para ser utilizado nas atividades operacionais ou como instrumento de capacitação, por meio da coordenação e integração das diversas iniciativas e projetos existentes”</p></blockquote>
<p>O <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1973876/?franq=247523" target="_blank">livro</a> inicia-se com a exploração dos conceitos de Gestão do Conhecimento e Capital Intelectual e sua importância no cotidiano organizacional. Os valores dos ativos de uma organização são apresentados de forma simplificada: tangíveis e intangíveis. O conceito de <em>Godwill</em> &#8211; termo usado na contabilidade para explicar o que não pode ser mensurado objetivamente em uma empresa &#8211; também é trazido dentro da fundamentação teórica.</p>
<p>O <em>Godwill</em> tem uma ligação direta com a Gestão do Conhecimento (Capital Intelectual), pois ambos possuem características semelhantes, principalmente por serem intangíveis. Os autores demonstram que estes podem ser os fatores responsáveis pela geração de lucro em longo prazo, sendo reconhecidos apenas quando ocorre uma compra ou venda de uma organização.</p>
<p>Os pontos críticos para o reconhecimento da Gestão do Conhecimento como aspecto relevante para as organizações também são discutidos. Um deles é a dificuldade de estruturação de um modelo para a mensuração desses ativos intangíveis. Através de pesquisas junto a 100 empresas atuantes no Brasil é possível visualizar e interpretar os resultados obtidos a partir de ações em Gestão do Conhecimento a partir de modelos e indicadores adotados por elas.</p>
<p><strong>Avaliação final</strong><br />
As empresas buscam continuamente aprimorar o desempenho de suas operações e muitas já perceberam que ações pautadas na Gestão do Conhecimento trazem ótimos resultados. O conhecimento, diga-se, não é algo novo. Mas novo é reconhecê-lo como ativo corporativo gerador de vantagem competitiva sustentável e a importância da necessidade de geri-lo. O livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1973876/?franq=247523" target="_blank">“Capital Intelectual”</a> demonstra isso e aponta um caminho seguro para fazê-lo em suas 320 páginas de rico conteúdo.</p>
<ul>
<li>Linguagem e narrativa: <strong>9</strong></li>
<li>Exemplos práticos: <strong>9</strong></li>
<li>Temas abordados: <strong>8</strong></li>
<li>Preço: <strong>6</strong></li>
<li>Custo/Benefício: <strong>8</strong></li>
</ul>
<p>O principal aspecto é o caráter científico presente em <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1973876/?franq=247523" target="_blank">“Capital Intelectual: o grande desafio das organizações”</a>, fruto de pesquisas e estudos aprofundados no tema. Os autores, com muita experiência corporativa e sólida formação acadêmica, também mantém um site com artigos e material adicional à leitura do livro: <a title="Acesse o site dos autores" href="http://www.boletimdoconhecimento.com.br" target="_blank">www.boletimdoconhecimento.com.br</a>. Recomendo!</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Bernadette Vilhena</b>.<br>

Pedagoga empresarial, consultora em diversas instâncias da prática educativa nas empresas e autora do livro "Dinheirama" (Blogbooks). Especialista em Gestão de Pessoas e estudos nas áreas de Ergologia, Gestão do Conhecimento e Educação no trabalho.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A &#8220;desglobalização&#8221; está chegando</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/02/20/a-desglobalizacao-esta-chegando/</link>
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		<pubDate>Sat, 21 Feb 2009 00:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[capital]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[globalização]]></category>
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		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Em tempos de crise os agentes econômicos parecem seguir uma espécie de cartilha que coordena cada uma de suas ações, a saber: Negação: a primeira reação é negar o que está acontecendo. Um dos exemplos mais brilhantes aconteceu quando o presidente Lula disse que a atual crise chegaria ao Brasil apenas como uma &#8220;marolinha&#8221;; Raiva: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1933" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/dinheirama_globalizacao_economia_mundial.jpg" alt="A &quot;desglobalização&quot; está chegando" hspace="2" vspace="2" align="left" />Em tempos de crise os agentes econômicos parecem seguir uma espécie de cartilha que coordena cada uma de suas ações, a saber:</p>
<p><strong>Negação: </strong>a primeira reação é negar o que está acontecendo. Um dos exemplos mais brilhantes aconteceu quando o presidente Lula disse que a atual crise chegaria ao Brasil apenas como uma <a title="Crise financeira: saberemos surfar a &quot;marolinha&quot;?" href="http://dinheirama.com/blog/2008/12/09/crise-financeira-saberemos-surfar-a-marolinha/">&#8220;marolinha&#8221;</a>;</p>
<p><strong>Raiva: </strong>começa a busca por culpados. Um exemplo interessante aconteceu quando, na semana passada, oito executivos-chefes dos maiores bancos americanos foram chamados a depor na Câmara dos Representantes para justificar o uso dos US$ 165 bilhões que receberam do governo no ano passado. Um deputado democrata lhes disse: <em>&#8220;Os Estados Unidos não confiam mais em vocês. Eu não tenho mais nenhum centavo nos bancos&#8221;</em>.</p>
<p><strong>Negociação: </strong>os agentes passam a fazer reuniões para tentar achar alguma saída. Exemplos: reunião do G-20, Davos e por aí vai.</p>
<p><strong>Depressão:</strong> como sabemos, depois da recessão vem a depressão. Não se tem notícia ainda de seu aparecimento, mas ela está no horizonte de alguns países europeus mais afetados, como a Islândia por exemplo.</p>
<p><strong>Aceitação: </strong>a crise já é realidade e temos que conviver com ela. Esta é a fase mais perturbadora, pois depois que aceitamos uma crise que foi gerada no exterior, a primeira coisa que os agentes propõem é o &#8220;fechamento das fronteiras&#8221;. E é exatamente isso que está acontecendo.</p>
<p>Estamos começando a viver um perigoso estado de <strong>&#8220;desglobalização&#8221;</strong>. O que parecia ser um consenso quase que universalmente aceito &#8211; as vantagens do livre-comércio e da crescente integração entre os países &#8211; começa a ser debatido num tom perigosamente emocional. Conceitos tidos como em completa obsolescência no <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:globaliza%E7%E3o/format:box">mundo globalizado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, como nacionalismo, xenofobia e protecionismo ameaçam se reerguer e colocar em xeque o mundo como o conhecemos hoje.</p>
<p><span id="more-1931"></span>Medidas claras de protecionismo vem sendo tomadas numa velocidade espetacular ao redor do mundo:</p>
<ul>
<li>A Ucrânia aprovou um aumento na taxa de importação para carnes de 12% para 120%, violando acordos da OMC;</li>
<li>A Indonésia subiu as alíquotas de 500 produtos e estabeleceu registro de licença de importação, que complica a entrada de produtos estrangeiros;</li>
<li>A Índia aumentou em 20% a taxa sobre o óleo de soja;</li>
<li>O Mercosul também passou a examinar alta tarifária, mas no limite de 35% permitido pela OMC;</li>
<li>A Rússia já anunciou a intenção de subir a tarifa de importação de automóveis para 35% e quer aumentar a ajuda a seus produtores de carnes &#8211; o que freará exportações do Brasil;</li>
<li>Europeus e americanos têm delineado programas de subsídios nas áreas automotiva, têxtil e siderúrgica.</li>
</ul>
<p>Desta forma, o fluxo do comércio já caiu nos principais mercados mundiais, afetando diretamente o Brasil. Com a demanda e preços internacionais menores, as exportações do agronegócio devem recuar US$ 20 bilhões pela projeção de alguns especialistas, o que seria a primeira queda após dez anos de alta. Até o dia 14 de fevereiro, a balança comercial brasileira registrava um déficit de US$ 12 milhões.</p>
<p>Segundo analistas do Banco Central, o saldo comercial deverá atingir US$ 14,5 bilhões em 2009, marcando o terceiro ano consecutivo de queda. O principal fator é a expectativa de que o Brasil registre uma diminuição de 17,6% nas exportações, causada pelo fechamento de portas nos grandes países compradores.</p>
<p>Uma das medidas que mais chamou atenção foi o anúncio pelo governo americano do <a title="Mais sobre o Buy American Act na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Buy_American_Act" target="_blank">Buy American Act</a>. A proposta estipulava que todo aço comprado pelo governo americano com dinheiro do pacote de US$ 920 bilhões de <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:Obama/format:box">Obama<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> deveria ser produzido nos Estados Unidos. Era um sinal claro de que os americanos começariam a erguer barreiras protecionistas. Em função das reações negativas ao redor do mundo, o Senado suavizou a medida na noite de 04 de fevereiro ao estipular que as siderúrgicas americanas terão preferência, desde que isso não viole os acordos comerciais dos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Sem dúvida vivemos dias cinzentos.</strong><br />
Mas não é apenas o futuro que provoca inquietação. Também o passado traz sustos. Nas últimas semanas, a memória de uma dupla de políticos americanos tem sido constantemente invocada pelos defensores do livre-comércio como um exemplo dos riscos do protecionismo: <strong>Willis Hawley</strong> e <strong>Reed Smoot</strong>. Em 1930, os dois foram responsáveis por uma lei que aumentou a tarifa de importação de 20 mil produtos a níveis recordes nos Estados Unidos.</p>
<p>A retaliação veio rapidamente &#8211; e o resultado é que as exportações americanas caíram pela metade. O comércio internacional murchou. Para muitos estudiosos, o espetacular cerco às importações americanas, assinado pela dupla Hawley e Smoot, deu uma contribuição milionária para a depressão econômica mundial dos anos 30 que, entre outros efeitos, facilitou a ascensão de <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:Hitler/format:box">Adolf Hitler<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> na Alemanha.</p>
<p>A boa notícia é que os acordos que vigoram hoje protegem o mundo de ações como a de Hawley e Smoot, segundo especialistas em comércio exterior. Mas, não obstante a suposta proteção legal contra a eclosão irrestrita de protecionismo em escala global, a dupla de políticos americana voltou a ser lembrada &#8211; com apreensão &#8211; depois de uma prolongada temporada de crescimento.</p>
<p>Atualmente vivemos num mundo de profunda interconexão, onde o anúncio de uma medida americana ou chinesa traz calafrios para todos os outros países. Se as porteiras começarem a se fechar, veremos benefícios e avanços que colhemos nos últimos 30 anos serem completamente destruídos.</p>
<p><strong>Sempre é bom lembrar que o pânico é um mau conselheiro.</strong> Cabe aos líderes mundiais a missão de acabar com a visão reinante de apocalipse, pois, caso contrário, nos próximos anos talvez vejamos o início de um regime totalitário e militarista em algum país europeu. E a história nos mostra que isso não acaba bem.</p>
<p><strong>Bibliografia:</strong></p>
<ul>
<li>Revista Época, edição 560 de 9 de fevereiro de 2009;</li>
<li>Revista Isto É Dinheiro, edição 589 de 21 de janeiro de 2009;</li>
<li>Revista Isto é Dinheiro, edição 592 de 11 de fevereiro de 2009;</li>
<li>Revista da Semana, edição 75 de 19 de fevereiro de 2009.</li>
</ul>
<p>&#8212;&#8212;<br />
<strong>Alexsandro R. Bonatto</strong>, economista e com MBA em Gestão Empresarial, é professor universitário, instrutor e sócio da <a title="Conheça a Ventura Corporate" href="http://www.venturacorporate.com.br" target="_blank">Ventura Corporate</a>, empresa de treinamentos corporativos. Tem mais de 13 anos de experiência no mercado de crédito.</p>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Alexsandro Rebello Bonatto</b>.<br>

<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A verdadeira face dos Títulos de Capitalização</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Feb 2009 17:54:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[atitude]]></category>
		<category><![CDATA[banco]]></category>
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		<description><![CDATA[Ainda é alto o número de clientes e pessoas que buscam e &#8220;investem&#8221; seu dinheiro em títulos de capitalização. Até aqui, nenhuma novidade. Pois bem, ontem tive a oportunidade de participar de uma entrevista ao vivo sobre o tema no programa &#8220;Compras e mais&#8221; da Rádio BandNews FM, apresentado pela jornalista Aiana às 15h. Ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1906" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/dinheirama_titulo_capitalizacao_realidade.jpg" alt="A verdadeira face dos Títulos de Capitalização" hspace="2" vspace="2" align="left" />Ainda é alto o número de clientes e pessoas que buscam e &#8220;investem&#8221; seu <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:investir+dinheiro/format:box">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> em títulos de capitalização. Até aqui, nenhuma novidade. Pois bem, ontem tive a oportunidade de participar de uma entrevista ao vivo sobre o tema no programa &#8220;Compras e mais&#8221; da <a title="Ouça a Rádio BandNews FM" href="http://bandnewsfm.band.com.br/" target="_blank"><strong>Rádio BandNews FM</strong></a>, apresentado pela jornalista <strong>Aiana</strong> às 15h. Ela lançou algumas perguntas bastante interessantes que merecem nossa atenção. Prometo um pouco mais de esforço de minha parte para mostrar, de uma vez por todas, que <a title="Ainda o Título de Capitalização?" href="http://dinheirama.com/blog/2008/06/27/ainda-o-titulo-de-capitalizacao/" target="_blank">título de capitalização não pode ser considerado um investimento</a>.</p>
<p>Começamos o papo debatendo a ação dos bancos e instituições financeiras, que apelam para um argumento bastante discutível e superficial: algo como <em>&#8220;opte por um título de capitalização, você poupará dinheiro para projetos futuros e ainda concorrerá a diversos prêmios&#8221;</em> é o que se pode deduzir de suas campanhas. A realidade é outra: eles estão oferecendo um produto com rentabilidade mínima para o cliente, mas muito interessante para sua própria operação.</p>
<p>Explicar os pormenores de tudo isso é a proposta do artigo de hoje. Por que, afinal, o título de capitalização é tão ruim para nós e excelente para os bancos? Espero que ao ler este texto você só entre em um produto deste tipo se acreditar que poderá ser o sorteado, sabendo que a chance é mínima e que, se isso não ocorrer, seu dinheiro terá rendimento pífio ao longo de alguns meses/anos. Como já disse, <a title="Capitalização não! É furada!" href="http://dinheirama.com/blog/2007/04/01/capitalizacao-nao-e-furada/" target="_blank">titulo de capitalização é furada</a>!</p>
<p><span id="more-1905"></span><strong>Aprendendo com um exemplo</strong><br />
 Para facilitar o entendimento das afirmações aqui realizadas, proponho o debate a partir de um exemplo real de título de capitalização. Escolhi para este fim o produto <a title="Conheça o Ourocap Multi 36 meses" href="http://www.bb.com.br/portalbb/page58,116,2415,1,1,1,1.bb?codigoNoticia=2025&amp;codigoMenu=1409&amp;codigoRet=1947&amp;bread=2_2" target="_blank">Ourocap Multi Sorte 36 meses</a>, oferecido pelo <a title="BB" href="http://www.bb.com.br" target="_blank"><strong>Banco do Brasil</strong></a>. Você vai entender como o produto funciona e a lógica que o torna tão lucrativo para os bancos &#8211; e péssimo para o seu bolso.</p>
<p>O primeiro problema surge na contratação do pacote. Na maioria dos casos, o cliente é induzido pelo gerente a &#8220;investir&#8221; no produto, sem que detalhes do contrato sejam devidamente explicados. Trata-se de um produto que compõe a cesta de metas de todo gerente, o que faz dele alvo de fortes campanhas e ações por parte da equipe bancária. A verdade é que ou você já entrou nessa por insistência ou já esteve prestes a fazê-lo.</p>
<p><strong>Que detalhes são esses?</strong><br />
 Todo produto financeiro registrado junto às autoridades deve ter um prospecto que detalhe seu funcionamento. Com a Internet, ficou fácil acessá-los e sua leitura é muito importante para que a decisão final seja tomada com plena convicção. O <a title="Consulte o prospecto do Ourocap Multi Sorte 36" href="http://www.bb.com.br/docs/pub/voce/dwn/MULTISORTE36.pdf" target="_blank">prospecto do Multi Sorte 36 meses (PDF)</a> traz algumas informações relevantes, que merecem destaque:</p>
<blockquote><p>
&#8220;<strong>Capital</strong> &#8211; é o montante constituído por percentuais, apresentados na tabela a seguir, aplicáveis sobre os pagamentos efetuados, e que será mensalmente capitalizado pela taxa de 0,5% a.m., e atualizado pela taxa de remuneração básica aplicada à caderneta de poupança, gerando o valor de resgate do título.&#8221;</p></blockquote>
<p>Este é basicamente o discurso apresentado nos caixas e nas propagandas do título de capitalização. Seu <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:cerbasi/format:box">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> será capitalizado e atualizado pela taxa básica de poupança. Você, é claro, imagina que assim está tranquilo e que a &#8220;poupança forçada&#8221; faz todo o sentido &#8211; especialmente porque há uma possibilidade de ganhar uma bolada. Ledo engano. Veja a tabela a que o texto se refere:</p>
<p><img style="float: none" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/dinheirama_tabela_capitalizacao.jpg" alt="Tabela - Título de Capitalização BB Ourocap Multi Sorte 36 meses" /></p>
<p>Atenção, porque aqui mora a &#8220;grande jogada&#8221; do produto. Uma legenda simples nos auxiliará pelas explicações:</p>
<ul>
<li>A coluna &#8220;Pagamento&#8221; refere-se ao mês do depósito que você fará para manter o produto;</li>
<li>A &#8220;Cota de Sorteio %&#8221; representa quanto do dinheiro que você deposita mensalmente será destinado ao montante que será sorteado para os clientes;</li>
<li>A &#8220;Cota de Carregamento %&#8221; refere-se ao percentual do total depositado que ficará para o banco, como sendo para administração do produto, encargos, operação e, claro, lucro, muito lucro;</li>
<li>A &#8220;Cota de Capitalização %&#8221; é quanto do seu dinheiro será efetivamente controlado pelo banco dentro do objetivo passado pelo gerente. Ou seja, quanto do depósito mensal será capitalizado, corrigido e devolvido no vencimento do contrato.</li>
</ul>
<p>Você, leitor inteligente que é, já percebeu o detalhe, certo? Observando a tabela, vê-se facilmente que, no primeiro mês, quase todo o depósito realizado (87,7%) ficará para o banco, enquanto apenas 10% será colocado na reserva a ser corrigida e devolvida. A partir do segundo mês, 4,1% será dado ao banco e 93,5% do depósito será usado para a capitalização. Os 2,2% restantes são para os prêmios. Então vejamos: o banco fica com quase 90% do capital depositado no primeiro mês, além de 4,1% nos 35 meses seguintes e capitaliza parte de seu dinheiro com 0,5% ao mês e TR da data de aniversário.</p>
<p>Para se ter uma idéia, a TR diária média de fevereiro está próxima de 0,05. Em outras palavras, parte de seu dinheiro (lembre-se que não é todo o depósito que é capitalizado) renderá juros de poupança (pouco mais de 0,55% ao mês), enquanto você dá 4,1% para a instituição. Ora, na prática isso significa pagar 4,1% a.m. daquilo que você depositou e receber apenas 0,55% (em média) a.m. &#8220;de volta&#8221; por ter optado pelo produto. Viu só? Trata-se de um belo negócio para o banco.</p>
<p>Portanto, saiba que se aplicar diretamente na caderneta de poupança o mesmo valor destinado às parcelas do título de capitalização, seu saldo ao final dos 36 meses (nosso exemplo) será muito maior. Eu disse, a intenção aqui é causar polêmica, mas a favor do seu bolso. Crie a disciplina necessária para tomar conta do seu dinheiro e use as <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:investidor/format:box">opções de investimento<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> (agora sim) de forma inteligente, e não preguiçosa. Esse negócio de &#8220;poupança forçada&#8221; não cola!</p>
<p><strong>Tem mais: a carência</strong><br />
É preciso entender o que significa carência para este produto: o percentual disponível correspondente para resgate só estará disponível a partir do 12o. mês (Multi Sorte 36). Quanto você poderá resgatar está detalhado na tabela &#8220;RESGATE&#8221;, disponível no <a title="Consulte o prospecto do Ourocap Multi Sorte 36" href="http://www.bb.com.br/docs/pub/voce/dwn/MULTISORTE36.pdf" target="_blank">prospecto</a>. É importante saber também que você só receberá todo o montante de volta se esperar até o final do prazo contratado &#8211; a tabela é clara neste sentido.</p>
<p><strong>Mas e a chance de ganhar uma &#8220;bolada&#8221;?</strong><br />
É mínima, e você sabe disso. No entanto, o argumento dos participantes e dos bancos é sempre o mesmo: sempre um vai ser sorteado. Pois é, como acontece na loteria. A diferença é que jogando na loteria você usa um valor modesto, que não compromete sua rentabilidade possível nos meses e anos subsequentes; você não mexe com um dinheiro que pode e deve estar rendendo muito mais em produtos selecionados com dedicação, estudo e inteligência.</p>
<p>Então estamos combinados que títulos de capitalização são para os que gostam de apostar e jogar &#8211; e não investir, poupar e formar patrimônio. Certo? Se você já ganhou uma bolada com um TC, considere-se um sortudo. Assim como um familiar que já ganhou na loteria. Acontece. Mas, cuidado, pois com o futuro não se aposta &#8211; se acreditar que os títulos de capitalização são uma opção neste sentido você vai arruinar suas finanças.</p>
<p>Este artigo trouxe um exemplo. Os bancos oferecem inúmeros títulos de capitalização, cujos percentuais de carregamento, capitalização e carências variam bastante. Fique atento e valorize sua capacidade de poupar e planejar o futuro &#8211; não transfira essa responsabilidade para os gerentes e/ou parentes. Você está no comando! Ou não está?</p>
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<p>Crédito da foto para <a title="Foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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