Está na hora de comprar um carro zero? E um imóvel?
Publicado por Conrado Navarro em 17.11.2008 na seção Negociação
Pedro diz: “Navarro, estou surtando. Calma, explico as razões: o Dinheirama deu ampla e excelente cobertura aos acontecimentos ligados à crise financeira mundial, especialmente no que se refere aos seus efeitos para o bolso dos cidadãos. Ótimo. Mas eis que, lendo alguns jornais e revistas, noto reportagens e propagandas estimulando a compra de veículos, casas e apartamentos. Como assim? Vimos que a tendência do momento é de escassez de crédito, que torna o juro mais elevado, e tem gente mandando a gente comprar? Gostaria de sua opinião sobre isso”.
Tem muita gente surtando. Aliás, tem um sem número de pessoas que já surtou. “Crédito fácil não significa crédito barato”, máxima proferida com propriedade pelo colega Ricardo Pereira e que sempre exploramos no Dinheirama nos coloca diante de uma questão ainda mais crucial sobre os juros e as compras da população: quem disse que antes da crise os juros estavam em patamares interessantes e que o crédito era a ferramenta indicada para tanta gente?
A “briga” é boa, mas sua discussão nem sempre é tão produtiva. Afinal, o crédito é um instrumento essencial para o crescimento da economia, já que permite que muitas pessoas executem ordens de poder e movimentem o comércio e padrão de vida locais. O dinheiro, meio de troca que é, também tem seu lado social - que é subjetivo, mas de grande impacto nas decisões cotidianas. Portanto, discutir se o crédito é bom ou ruim é um desafio capcioso e muito maior que as capacidades intelectuais deste humilde blogueiro. Vou por outro caminho.




Os números geralmente não mentem. Quando falamos em número de vendas de automóveis, a análise ganha significância e merece um importante debate – sobretudo porque atua sobre o andamento da economia. As vendas de veículos novos no mercado brasileiro somaram 239,2 mil unidades em outubro de 2008, o que representa uma queda de 11% em relação a setembro e de 2,1% em comparação com o mesmo mês de 2007.
A Psicologia Econômica - também conhecida como Economia Comportamental - ao contrário do que pode parecer numa primeira impressão, é um assunto extremamente próximo das
Hoje vamos falar de um assunto que causa bastante polêmica entre as famílias brasileiras, especialmente aquelas dominadas por pessoas com certo imediatismo e que adoram aproveitar sua “liberdade” financeira para participar do consumismo presente no dia-a-dia do país: será que um segundo carro, ou a troca imediata de um novo por outro modelo, são atitudes inteligentes? Isso pode ser considerado

















