CDB e Renda Fixa podem aliviar a crise?
Publicado por Conrado Navarro em 19.8.2008 na seção Renda Fixa
Gilda comenta: “Navarro, tenho lido os artigos sobre a crise inflacionária e econômica mundial e acompanhado as recentes baixas da bolsa brasileira e confesso: tenho perfil conservador e não estou muito segura de que é hora de comprar ações. Claro, muitos brasileiros devem estar melindrados, como eu, certo? Para nós, conservadores, mas dispostos a não deixar o dinheiro parado, o que pode ser interessante em períodos como os de hoje? Obrigada.”
Em tempos de turbulência, é muito comum encontrar investidores loucos pela famosa atitude “8 ou 80″. Ou, comom preferem alguns, “da água para o vinho”. Como sempre costumo afirmar em meus artigos, mais importante que buscar uma lista de aplicações interessantes, ou um resumo enlatado de onde é possível aplicar, é entender o momento econômico atual e porque determinados investimentos são mais ou menos rentáveis neste cenário.
O que muda com a crise?
Com o surgimento da pressão inflacionária mundial, causada especialmente pela alta nos preços das commodities e dos alimentos, o Banco Central anunciou uma sustentada alta da taxa Selic (taxa básica de juros) - ação que já começou a colocar em prática. A renda fixa, portanto, ganha novo fôlego em 2008: no acumulado médio do ano, ela rende 7,5% (bruto, sem descontar a taxa de administração), ficando à frente dos Fundos DI (6,82), Multimercado (4,5%), da Poupança (4,4%) e da Bovespa (-15%).

















