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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; consumo</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; consumo</title>
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		<title>Incentivos ao consumo: cuidados com a ressaca da festa de crédito</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 15:23:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio De Julio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Governo anuncia medidas para incentivar consumo: redução de IPI e queda do IOF. Como ficam os brasileiros e seu endividamento? O que esperar de 2012?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Cuidados com a ressaca da festa de crédito" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_cuidado_com_a_ressaca_festa_credito.jpg" alt="Cuidados com a ressaca da festa de crédito" align="left" hspace="2" vspace="2" />Estamos terminando 2011 com um convite para uma grande festa para 2012. Uma festa regada a muito crédito, disponível tanto para estimular o consumo interno no Brasil, quanto para afastar um pouco as nuvens negras da crise europeia que apontam no horizonte. Mas como toda festa bem servida, temos que tomar cuidado com os excessos para evitar uma bela ressaca.</p>
<p>Em 2010, tivemos um grande avanço no PIB (Produto Interno Bruto), de mais de 7%, graças a medidas semelhantes de afrouxo no crédito, mas isso acabou levando muitos consumidores às lojas, concessionárias e imobiliárias. Com campanhas publicitárias do tipo “somos imbatíveis” e “a crise é uma marolinha”, muitos brasileiros se endividaram e estão até hoje com problemas para saldar as dívidas contraídas nesse período.</p>
<p>Com o aumento da demanda e a falta de investimentos essenciais em infraestrutura para transporte de cargas – e assim escoar a produção –, a inflação no ano de 2011 disparou. Um dos motivos dessa alta foi o grande apetite dos consumidores, o que empurrou o indicador para longe da meta do governo.</p>
<p><span id="more-6879"></span>O transporte público e o aluguel são dois exemplos de preços que dispararam em 2011. Já temos alguns exemplos do que está por vir em 2012 no aumento das mensalidades escolares, inclusive levando alguns pais a entrar com processos contra algumas escolas pelos aumentos praticados, considerados abusivos.</p>
<p>Agora, estamos prestes a rever esse mesmo filme, reeditado no governo atual, que já deu seus primeiros passos recentemente com algumas medidas para <a title="Leia mais sobre a redução do IPI" href="http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2011/12/reducao-do-ipi-e-proximidade-do-natal-levam-consumidores-lojas.html" target="_blank">acelerar o consumo de eletrodomésticos</a> (redução do Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI) e <a title="Leia mais sobre queda do IOF" href="http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/5968/Corte+de+imposto+para+evitar+crise" target="_blank">diminuição do imposto para operações de crédito</a> (IOF) voltadas ao consumo.</p>
<p>Acredito fortemente que não teremos uma campanha tão populista como a anterior, mas temos que tomar muito cuidado com o apelo das propagandas e as promessas de crédito fácil. Ainda temos os maiores (piores) juros do planeta e, infelizmente, 2012 promete ser um ano de mais reajustes, devido à inflação atingida em 2011.</p>
<p>Antes de sair às compras e contrair crédito, é recomendável uma grande reflexão. Preste atenção e faça uso do planejamento para não ajudar a aumentar o índice de inadimplência, que, assim como a inflação, também está bem alto. Vale a reunião familiar, pesquisar preços e usar e abusar das planilhas para ver até onde realmente você pode gastar.</p>
<p>Não se deixe levar pelo imediatismo, pelo valor das parcelas e pelo impulso ao entrar nas lojas. Lembre-se do grande ensinamento do mestre Tio Ben, tio do Peter Parker, o Homem Aranha: <em>“Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”</em>.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Antonio De Julio</b>.<br>

Instrutor da MoneyFit, conselheiro da Associação Comercial de São Paulo e co-autor do livro "Por dentro da Bolsa de Valores".<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O deslumbramento financeiro causa dependência (e dívidas)</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/11/28/o-deslumbramento-financeiro-causa-dependencia-e-dividas/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/11/28/o-deslumbramento-financeiro-causa-dependencia-e-dividas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 18:09:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que faz o médico que ganha muito dinheiro com os plantões, mas ao mesmo tempo quer fazer residência e especializar-se? Ele sofre! O que planejamento financeiro tem com isso?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="O deslumbramento financeiro causa dependência (e dívidas)" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_deslumbramento_financeiro_causa_dependencia_dividas.jpg" alt="O deslumbramento financeiro causa dependência (e dívidas)" align="left" hspace="2" vspace="2" />Renato</strong> comenta: <em>“Navarro, sou médico recém-formado e estou vivendo uma situação angustiante. Depois de mais de seis anos estudando muito, tenho possibilidades de trabalhar em plantões e chego a tirar mais de R$ 10 mil por mês com relativa facilidade. Comprei carro esporte, viajei, estou curtindo muito, mas tenho que planejar minha residência (período em que ganharei pouco). Estou deslumbrado, mas ansioso porque sei que eu mesmo estou atrapalhando meus sonhos. E agora?”.</em></p>
<p>Embora seja um passo muito mais relacionado aos hábitos que à condição familiar, equilibrar desejos de consumo e necessidades de planejamento não é uma decisão simples de se colocar em prática. Fatores como educação, meio, relacionamentos, desejos represados e expectativas sociais costumam ser mais decisivas em nosso roteiro de consumo que o bom senso e a lógica.</p>
<p>Leve em conta um país recém-alçado à condição de “país com demanda interna sustentável” e você verá cada vez mais famílias “tirando o atraso” em relação ao consumo e à desigualdade social medida por bens e aparências – o que, diga-se, é legítimo e compreensível, embora financeiramente duvidoso.</p>
<p><span id="more-6840"></span><strong>Jovens são mais suscetíveis às pressões sociais</strong><br />
O contexto atual brasileiro, de economia previsível e sem inflação, cumpre papel de destaque na nova realidade econômica dos nossos jovens. A possibilidade de qualificar-se e as oportunidades do mercado de trabalho (nosso desemprego é de apenas 6%) criam condições ideais para a satisfação de desejos de consumo.</p>
<p>Acontece que jovem também é sinônimo de aprendizado, imaturidade, e muitos são os que criam compromissos financeiros maiores que suas capacidades e acabam por figurar como inadimplentes em muitas pesquisas. Os jovens são, de longe, os que têm <a title="Leia mais  no Estadão" href="http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bolso/cresce-a-inadimplencia-entre-jovens-de-ate-30-anos/" target="_blank">mais problemas com o endividamento excessivo</a>, principalmente em decorrência das expectativas dos outros e sua necessidade de “fazer parte” do grupo onde está inserido.</p>
<p>Em outras palavras, quanto mais a renda aumenta, maior fica a demanda por comprovações sociais de pertencimento: a compra do carro, a troca do celular, a roupa da moda, os hábitos emulados dos ídolos, tudo isso representará despesas correntes cada vez maiores e mais profundas.</p>
<p><strong>O deslumbramento causa dependência</strong><br />
O exemplo do médico é, de certa forma, emblemático. Ainda jovem, ele tem a possibilidade de ganhar muito dinheiro com plantões, mas precisa confrontar essa realidade com o sonho de especializar-se em sua área de interesse. O dilema toma proporções alarmantes à medida que o médico decide usufruir plena e materialmente de seus recursos.</p>
<p>A elevada renda permite extravagâncias típicas dos jovens: comprar carros importados (esportivos, SUVs etc.), frequentar lugares caros e exclusivos (restaurantes, casas noturnas, shows etc.), viajar e por ai vai. A “vida perfeita”, qualquer jovem há de concordar. Será? O deslumbramento, no entanto, causa alguns efeitos interessantes:</p>
<ul>
<li><strong>Torna tudo isso cada vez mais banal</strong>, na contramão do que pensava o jovem quando decidiu exagerar. O carrão foi comprado “porque era possível comprá-lo e assim o sonho seria realizado”. Não funciona assim; logo o desejo por outro carro ainda mais exclusivo vai aparecer e ser a razão de tudo;</li>
<li><strong>Cria a falsa sensação de poder</strong>, na medida em que gera barreiras materiais claras entre o abençoado jovem rico e seus pares mais simples. A sensação é falsa simplesmente porque o ciclo é resumido pelo item anterior: aos olhos dos outros, o jovem é bem-sucedido, “tem tudo”; no íntimo, ele vive angustiado, querendo mais e mais;</li>
<li><strong>A ansiedade do deslumbramento desvia o foco das questões essenciais para o momento da carreira.</strong> O que fazer a seguir? Será que vou conseguir viver sem esse padrão de vida? Repare que não há nenhum julgamento de certo ou errado, apenas consequências de decisões tomadas. A angústia paralisa o jovem, que frequentemente precisa de ajuda para seguir a partir deste marco.</li>
</ul>
<p><strong>Despesas fixas e despesas variáveis</strong><br />
Repare que tudo aquilo que se ostenta pode, em certo momento, se tornar o problema que nos impede de crescer e ter ainda mais destaque. Essa conclusão é importante, porque temos a impressão de que atingir tais metas materiais significa ser atingir o sucesso. A questão, como é possível debater, é muito mais subjetiva e pessoal que definitiva.</p>
<p>A questão central, no entanto, não diz respeito ao padrão de vida em si, ao que se pode consumir com tanto dinheiro ou à renda em determinada idade. O que vale é como empregamos o dinheiro diante de duas análises objetivas:</p>
<ul>
<li><strong>Despesas fixas</strong>, ou todos os compromissos financeiros assumidos e contabilizados como de médio e longo prazos. Comprar um carro financiado em três, quatro anos implicará um pagamento mensal razoável durante todo esse período. Despesas com moradia, água, luz etc. também são frequentemente encontradas nesta categoria;</li>
<li><strong>Despesas variáveis</strong>, ou responsabilidades assumidas sem base frequente e que tem seus valores diferentes de um mês para o outro. O lazer, entremeado de saídas noturnas, viagens e alguns hobbies, é o exemplo perfeito para ilustrar esse item do orçamento.</li>
</ul>
<p><strong>Engessar o consumo compromete o padrão de vida</strong><br />
Observe seu controle financeiro e procure identificar onde está a maior parte de seus gastos. Você gasta mais com as despesas fixas ou variáveis? O ideal é ter o menor número (e menor valor) de despesas fixas, enquanto gerencia muito bem as despesas variáveis – não adianta apenas criar uma categoria “Outros” ou “Diversos” e lançar tudo lá.</p>
<p>Esse simples exercício já foi motivo de muita discussão entre meus amigos. De forma geral, o orçamento dos jovens deslumbrados normalmente apresenta duas falhas graves:</p>
<ul>
<li><strong>Bens de consumo duráveis, caros e com grande depreciação, geram despesas fixas elevadas.</strong> A prestação do carro esportivo e a decisão de morar em um bairro elitizado comprometem a renda mensal e criam uma barreira mental contra uma eventual necessidade de redução do padrão de vida. Como pagar as parcelas e despesas do <em>Hyundai Veloster</em> se a receita vai cair para quase zero no período da residência médica?</li>
<li><strong>Cada vez mais, despesas variáveis se tornam despesas fixas, quando o ideal seria o contrário.</strong> As saídas frequentes, as viagens, os hobbies cada vez mais caros, tudo isso passa a contar muito no orçamento mensal. Ainda que apenas mentalmente, a contabilidade para tudo isso passa a ser enraizada no orçamento e tais gastos passam para a categoria das despesas fixas.</li>
</ul>
<p><strong>As “coisas” não são quem você é!</strong><br />
Ou seja, a elevada receita causa bem-estar material imediato (o tal deslumbramento), mas gera um orçamento pesado e cada vez mais exigente. Utilizando o conceito de “profissão escalável”, lançado pelo escritor <strong>Nassim Taleb</strong>, autor do excelente livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21389447/?franq=247523" target="_blank">“A Lógica do Cisne Negro”</a>, isso significa que você terá que trabalhar cada vez mais para sustentar a alta dos gastos; e quanto mais trabalhar, mais vai querer possuir e provar.</p>
<p>O conceito também é apresentado por <strong>Robert Kiyosaki</strong>, autor de <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/136822/?franq=247523" target="_blank">“Pai Rico Pai Pobre”</a>, como “Corrida dos Ratos”. O deslumbramento, então, começa a se transformar em dívidas cada vez maiores e cujo único objetivo é sustentar sua posição social e profissional (e não completar suas lacunas pessoais e familiares). É divertido, mas cansa e custa caro.</p>
<p>Em termos financeiros, despesas fixas cada vez maiores somadas a despesas variáveis sem controle geram uma realidade financeira angustiante. Do ponto de vista social e emocional, esse deslumbramento cria dependência total do trabalho (receitas maiores) e dos outros (é preciso que haja plateia).</p>
<p><strong>Mas como fica o que você realmente é e quer?</strong> No caso do nosso amigo médico, como fica a especialização (residência)? Pois é, o assunto é bem polêmico e repleto de opiniões fortes. Mexer com quem acha que o dinheiro pode comprar tudo é sempre um desafio. Espero ter contribuído de forma enriquecedora para com o debate.</p>
<p>E você, o que acha disso tudo? Deixe seu comentário abaixo ou fale comigo no Twitter: <strong><a title="Siga-me no Twitter" href="http://www.twitter.com/Navarro" target="_blank">@Navarro</a></strong>.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>DinheiramaCast: Cuidado com as armadilhas durante as compras de Natal</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 21:16:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você já sabe quem presenteará neste Natal? Quanto você pretende gastar? E como ficarão os demais gastos de final de ano e as dívidas? Cuidado com as armadilhas!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="DinheiramaCast: Cuidado com as armadilhas durante as compras de Natal" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_podcast_cuidado_com_armadilhas_durante_compras_Natal.jpg" alt="DinheiramaCast: Cuidado com as armadilhas durante as compras de Natal" align="left" hspace="2" vspace="2" />Você sabe quais são as principais armadilhas em épocas de festas, Natal e final de ano? Algumas são responsabilidade do comércio, mas as mais perigosas são as que nós mesmos criamos. Esse tema gerou uma entrevista bastante enriquecedora para o programa <strong><a title="Acesse o Conexão Itajubá" href="http://www.conexaoitajuba.com.br" target="_blank">Conexão Itajubá</a></strong>, capitaneado pelo amigo <strong>Octavio Scofano</strong> e veiculado na <strong><a title="Ouça a Rádio Panorama FM" href="http://www.radiopanoramafm.com.br/" target="_blank">Rádio Panorama FM 103,5</a></strong>. Discutimos a importância de dedicar algum tempo para listar quem serão os presenteados no final do ano e para avaliar os limites financeiros destas compras.</p>
<p>Como sugestão dos próprios ouvintes, trarei para o <em>Dinheirama</em> as futuras entrevistas realizadas para o programa, que acontecem quinzenalmente, às terças-feiras, por volta de 11:30h. O arquivo será disponibilizado para <em>download</em> e também para assinatura pelo nosso <em>podcast</em> criado no iTunes, conforme instruções ao final deste post. Os leitores do Sul de Minas podem sintonizar a Panorama FM em 103,5 MHz e os demais podem acompanhar pelo site da rádio:<a title="Ouça a Rádio Panorama FM" href="http://www.radiopanoramafm.com.br/" target="_blank">www.radiopanoramafm.com.br</a></p>
<p><span id="more-6814"></span><img title="{#wordpress.wp_more_alt}" src="http://dinheirama.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" />A entrevista aborda os seguintes temas:</p>
<ul>
<li>Pesquisas apontam que o principal uso do décimo terceiro salário será a quitação de dívidas já contraídas. O <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> extra continua sendo um remendo para o descontrole do ano. Como ficam os presentes e gastos de final de ano?</li>
<li>As principais armadilhas de consumo são perigosas, mas é também nos hábitos e decisões econômicas da família que moram os perigos em relação ao bolso e as Festas;</li>
<li>Quais devem ser as <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/YXRpdHVkZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">atitudes<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> inteligentes para impedir que essa época seja de mais gastos? Como evitar que o final de ano agrave a situação financeira?</li>
<li>Analise a possibilidade de criar uma lista de nomes a serem presenteados e um limite de gastos compatível com sua renda, dinheiro disponível e futuras dívidas. Respeite esse controle.</li>
</ul>
<p>Ouça abaixo:</p>

<p><strong>Fique ligado e ouça sempre nosso conteúdo!</strong><br />
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<p>Obrigado e até a próxima. Crédito da foto para <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<itunes:subtitle>Você já sabe quem presenteará neste Natal? Quanto você pretende gastar? E como ficarão os demais gastos de final de ano e as dívidas? Cuidado com as armadilhas!</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Você já sabe quem presenteará neste Natal? Quanto você pretende gastar? E como ficarão os demais gastos de final de ano e as dívidas? Cuidado com as armadilhas!</itunes:summary>
		<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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		<title>Dinheiro é bom e todo mundo gosta, mas onde está o planejamento financeiro?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/08/29/dinheiro-e-bom-e-todo-mundo-gosta-mas-onde-esta-o-planejamento-financeiro/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 11:39:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dinheiro é bom e todo mundo gosta, mas poucos dão a verdadeira importância para o planejamento financeiro. Por quê? Como ficar de bem com o dinheiro?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheiro é bom e todo mundo gosta, mas onde está o planejamento financeiro?" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_dinheiro_bom_todo_mundo_gosta_planejamento_financeiro.jpg" alt="Dinheiro é bom e todo mundo gosta, mas onde está o planejamento financeiro?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Se tudo vai bem, ele é praticamente invisível, passa despercebido por nossas mãos e aparece quase sempre empregado em produtos supérfluos e desejos outrora esquecidos. Se algo vai mal, ele é um dos principais culpados, passa a ser questionado e relacionado diretamente às consequências dos problemas vividos na família.</p>
<p><strong>Ah, o dinheiro&#8230;</strong><br />
Experimente responder duas questões bastante objetivas: quando você pensa em dinheiro, qual é a primeira coisa que idealiza? O que sua mente programa quando o assunto é dinheiro?</p>
<p>Suas respostas trazem representações capazes de identificar como você encara suas finanças e que tipo de comportamento mantém com seu bolso. Há quem imagine muito dinheiro e enxergue nele a solução para seus problemas; outros preferem ligá-lo ao sentido de independência e melhor qualidade de vida.</p>
<p><span id="more-6489"></span>Sem perceber, alguns se tornam escravos do dinheiro e da impressão que ele causa na sociedade &#8211; valorizando mais a reação dos outros que sua própria realização; Outros preferem usá-lo como ferramenta para sua liberdade, vivendo um equilíbrio duradouro e planejado &#8211; o dinheiro é um atalho para a independência e realização de sonhos.</p>
<p>A verdade é que dinheiro é bom e todo mundo gosta, mas o assunto “planejamento financeiro” ainda está muito longe de ser uma unanimidade. Abordar a educação financeira de forma sincera, inteligente e pró-ativa ainda não é hábito das famílias brasileiras. Infelizmente, o assunto ainda é um tabu.</p>
<p><strong>Afinal, por que o dinheiro é tão relevante?</strong><br />
A pergunta mais adequada talvez seja: por que é tão importante falar de dinheiro? A resposta não flui tão facilmente de seu pensamento, eu sei. Nosso processo formal de educação e a cultura do consumo como remédio para a infelicidade geram angustia em níveis perigosos, o que espanta qualquer boa vontade em relação ao diálogo financeiro.</p>
<p>Felizmente, é cada vez maior o número de leitores jovens que acompanham artigos e livros de finanças pessoais e educação financeira. Também é cada vez maior o número de pessoas interessadas e dispostas a investir tempo e esforço em conhecimento técnico/específico de finanças pessoais e investimentos.</p>
<p>Os sinais dos tempos e das novas gerações são claros: queremos mudar o paradigma cultural impresso pelo passado e evoluir intelectual, moral, social e, claro, financeiramente. Nossa situação enquanto país vem melhorando bastante, mas ainda carece de mais atenção para a educação como um todo (financeira, inclusive).</p>
<p><strong>A culpa também é nossa!</strong><br />
Mesmo sem perceber, nós também limitamos o aprendizado mais profundo sobre dinheiro. Fazemos isso porque discutir tais particularidades requer tempo, conhecimento e disposição. Pesquisar alternativas de compra, detalhes de contratos e economizar até que possamos comprar determinado produto à vista exige disciplina, paciência e organização.</p>
<p>Preferimos, pois, conviver apenas com as brincadeiras e conversas livres de responsabilidade, valorizando o prazer imediato da convivência (e do consumo) em detrimento de um bom e profundo papo sobre aquilo que o mundo real insiste em nos apresentar.</p>
<p>E, assim, passamos o (mau) exemplo adiante, valorizando, ainda que inconscientemente, o prazer imediato (consumo como salvação) em detrimento ao planejamento. O querer agora porque é mais fácil, gostoso, e não o saber esperar, que exige algum esforço.</p>
<p>Falar sobre dinheiro não é apenas um exercício social relevante, mas uma atitude representativa do verdadeiro amor que nutrimos por nossos entes queridos e amigos mais próximos. Esticar a conversa, sem cortar o papo <em>“porque economia é assunto para economistas e gente chata”,</em> é o ponto principal para a construção de um diálogo capaz de quebrar o tabu – significa agir como já fizemos no passado com os temas &#8220;drogas&#8221; e &#8220;sexo&#8221;, por exemplo.</p>
<p><strong>Se o dinheiro está presente, como devemos agir?</strong><br />
Costumo oferecer aos amigos uma pequena reunião de palavras sobre três importantes atitudes que considero essenciais para integrar as finanças ao ambiente familiar do atribulado século XXI:</p>
<ul>
<li><strong>Empregue a mesma energia usada nos afazeres gerais à avaliação e acompanhamento de suas finanças.</strong> Use mais do seu tempo para também ler mais sobre economia doméstica, praticá-la em seu ambiente familiar e estendê-la ao convívio com os familiares;</li>
<li><strong>Incentive a educação financeira através de simples mudanças de hábito.</strong> Pare de prometer tanto e comece com as pequenas coisas. Compre mais à vista, negocie com mais frequência, exija Nota Fiscal, envolva os filhos nas ações cotidianas também relacionadas ao dinheiro (saque, compras, poupança etc.);</li>
<li><strong>Não tente bancar o “herói financeiro”.</strong> Mantenha sempre familiares próximos engajados em atividades que tenham relação com o dinheiro. Uma reunião mensal para atualizar e discutir o orçamento doméstico evita que o dinheiro só seja lembrado quando ele for sinônimo de dívidas ou problemas familiares.</li>
</ul>
<p>A maioria das pessoas se concentra em ter mais dinheiro, em receber mais dinheiro. Mas, ainda que este desejo se realize, poucos realmente valorizam o aprendizado e a atenção que o dinheiro exige para que ele realmente represente mudanças significativas na qualidade de vida familiar.</p>
<p>No meu entender, mais dinheiro não significa mais felicidade. Prefiro discutir a qualidade de vida e a manutenção de um padrão de vida confortável, porém seguro. Porque gostar de dinheiro é aprender a respeitá-lo; é fazer dele um aliado para conquistar sonhos e objetivos. Ou não? O que você acha?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Um ano sem compras &#8211; A polícia do consumo</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/07/12/um-ano-sem-compras-a-policia-do-consumo/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/07/12/um-ano-sem-compras-a-policia-do-consumo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 17:56:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Paula</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
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		<description><![CDATA[Como o comportamento das pessoas influencia as decisões de compra, consumo e o consumismo em geral? Defina prioridades e viva apenas com suas expectativas!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Um ano sem compras - A polícia do consumo" src="http://dinheirama.com/files/2011/07/dinheirama_compras_consumo_policia.jpg" alt="Um ano sem compras - A polícia do consumo" hspace="2" vspace="2" align="left" />Você já teve a sensação de estar consumindo somente para preencher as expectativas dos outros ou porque se sentiu, de alguma forma, constrangido ou impelido a comprar? Eu já. Quando decidi <a title="Um ano sem compras" href="http://umanosemcompras.blogspot.com/" target="_blank">ficar um ano sem comprar supérfluos</a> e contei às pessoas com quem convivo sobre o meu projeto, as reações foram variadas – e isso me fez refletir sobre muitas coisas.</p>
<p>O que eu descobri rapidamente é que as pessoas realmente querem que você consuma e a idéia de alguém passar um longo período de tempo sem comprar itens desnecessários incomoda alguns indivíduos. Após essa constatação inicial, comecei a pesquisar para entender melhor o impacto que a atitude das pessoas com quem convivemos tem no nosso próprio padrão de consumo e de que forma isso acontece.</p>
<p>Inicialmente, entrei em contato com as noções de <strong>obsolescência programada</strong> e <strong>obsolescência percebida</strong>. Esses conceitos remetem a práticas da indústria e do comércio que muitas vezes são desconhecidas pelo consumidor.</p>
<p><span id="more-6291"></span>A <strong>obsolescência programada</strong> consiste tanto em criar um produto que logo se tornará obsoleto, pois suas funcionalidades rapidamente serão consideradas ultrapassadas, quanto em criar produtos projetados para durar pouco tempo. Podemos observar essa prática de forma muito clara nas áreas de eletrônicos e informática:</p>
<ul>
<li>O celular que em um ano é considerado “top de linha” se torna, no ano seguinte, ultrapassado em função do lançamento de uma “versão mais moderna”, com mais funcionalidades que a original.</li>
<li>Outro exemplo é a máquina fotográfica maravilhosa (e cara) que foi adquirida há um ano e que estraga logo após o período de garantia. O conserto é tão caro que vale mais à pena comprar uma nova.</li>
</ul>
<p>Já a <strong>obsolescência percebida</strong>, conceito mais relevante para a reflexão proposta neste artigo, consiste basicamente em criar um produto para que logo ele se torne obsoleto do ponto de vista do estilo ou do design. É uma estratégia mais sutil, porém extremamente eficaz, pois aposta em gerar sentimentos de inferioridade nas pessoas como forma de incentivá-las a consumir. Uma espécie de inclusão social pelo consumo.</p>
<p>Isso quer dizer, por exemplo, que se em um ano todos os sapatos têm saltos finos, no outro ano a moda provavelmente será usar sapatos com saltos largos, gerando uma situação na qual a pessoa que tem os saltos da estação passada fique exposta e possa ser identificada como alguém que está usando um produto fora de moda. Muitas vezes, é devido à obsolescência percebida que as pessoas se sentem impelidas a comprar e acabam gastando dinheiro em produtos desnecessários.</p>
<p>Sei que lendo o que foi escrito até agora fica fácil pensar que somente pessoas frívolas se deixam levar pela pressão da sociedade para que consumam, mas isso talvez não seja exatamente o que acontece.</p>
<p>Um consultor que chega a uma reunião usando um celular grande e antigo muitas vezes será recebido com reserva por novos clientes; um menino que continua usando o vídeo game antigo vai ser alvo de gozação do coleguinha que vem em casa para uma visita; e a mulher que usa um tênis de corrida por anos a fio poderá escutar de uma amiga que já passou da hora de trocar aquele calçado, independentemente do seu estado.</p>
<p>Todas essas situações citadas aqui como exemplos mostram o poder da “polícia do consumo” e o ciclo vicioso que muitas vezes leva as pessoas a consumirem e a gastarem com coisas e serviços que não desejam ou que não precisam.</p>
<p><strong>Existe uma associação entre consumir e ser feliz/bem sucedido no mundo contemporâneo.</strong> É freqüente o raciocínio de que quem consome mais é mais feliz e, nessa linha, há muita incompreensão quando pessoas dotadas de grandes recursos financeiros decidem viver a vida de forma simples e discreta.</p>
<p>Em tempos de realidade travestida de show (reality show), a indústria do comércio se mascara de indústria da felicidade e do conforto e busca vender o impossível: a completude, o &#8220;ter tudo&#8221;, o final feliz que todos nós queremos.</p>
<p>O mais sério é que nós acreditamos nisso tudo e nosso questionamento passa a ser tão tênue que passamos a ser reprodutores dessa lógica, vigiando o comportamento uns dos outros e notificando as pessoas sobre as reposições de produtos que, acreditamos, devem ser feitas. Em essência, <strong>acabamos por fazer com que as pessoas se sintam mal por estarem satisfeitas com o que possuem e com a vida que levam</strong>.</p>
<p>Não se trata de esquecer as ambições e de viver em frangalhos, é claro, mas de refletir sobre a transitoriedade dos bens no mundo atual e da cultura de reposição e descarte constante em que estamos mergulhados. Existe um abismo entre viver bem, ter conforto e consumir de forma agradável e prazerosa (isso é possível!) e estar à mercê de modismos, aprisionado entre o olhar dos outros e uma visão distorcida do sucesso.</p>
<p>Fazendo um paralelo com a sabedoria popular, que garante que <em>&#8220;o pior cego é aquele que não quer ver&#8221;</em>, talvez o pior consumidor seja aquele que ajuda a incrementar a lógica de que imagem é tudo.</p>
<p>A “polícia do consumo” é ativa, atuante e perversa. Seus principais aliados não são a indústria, as empresas, o comércio ou a publicidade. Somos nós. Assim como historicamente os movimentos repressivos só foram possíveis com a adesão de uma parcela significativa da população às ideias que os norteavam, também o consumismo desenfreado só está na ordem do dia porque muitos de nós aceitamos e defendemos que se consuma cada vez mais.</p>
<p>Como <strong>Hobbes</strong> já dizia em uma de suas expressões mais célebres, <em>&#8220;o homem é o lobo do homem&#8221;</em>. Até a próxima! Grande abraço!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Marina Paula</b>.<br>

Psicóloga com ênfase Clínica, tem pós-graduação em Metodologia de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes. Atualmente trabalha no SUS, em um projeto de Psicologia Comunitária, e atende em seu consultório particular. É autora do blog Um Ano Sem Compras.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Por que alguém se propõe a ficar um ano sem comprar?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/06/20/por-que-alguem-se-propoe-a-ficar-um-ano-sem-comprar/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 16:54:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Paula</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Negociação]]></category>

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		<description><![CDATA[Um ano sem compras! Uma meta ousada, mas capaz de reinventar a relação de uma pessoa com o consumo e seu papel de cidadão. Conheça esta história de educação financeira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Por que alguém se propõe a ficar um ano sem comprar?" src="http://dinheirama.com/files/2011/06/dinheirama_umanosemcompraslogo.jpg" alt="Por que alguém se propõe a ficar um ano sem comprar?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Um dia, após organizar os meus pertences e doar um monte de coisas que eu já não usava mais e jogar fora um tanto de tralha que estava acumulada e que não tinha serventia para mim &#8211; e certamente não teria para mais ninguém -, comecei a pensar em como tinha chegado naquela situação de acúmulo de tantos objetos desnecessários.</p>
<p>Refletindo sobre isso, aos poucos foi se delineando uma idéia ambiciosa: ficar um ano sem comprar supérfluos e, com isso, pensar sobre o papel que o consumismo tem em minha vida. Foi nesse momento que decidi criar um blog, onde relato minha experiência: o Blog <a title="Conheça meu blog" href="http://umanosemcompras.blogspot.com/" target="_blank">&#8220;Um Ano Sem Compras&#8221;</a>.</p>
<p>Não parei de comprar imediatamente, afinal o projeto de abrir mão de adquirir novos produtos precisava ser elaborado. Eu senti necessidade de me preparar emocionalmente e também de ler sobre diversos assuntos, como economia doméstica, sustentabilidade, finanças pessoais, psicologia e etc. Parei de comprar no dia primeiro de junho e permaneço fiel ao desafio que me propus desde então.</p>
<p><span id="more-6225"></span>O blog, que havia sido pensado para ser um registro da minha experiência e também uma forma a mais de manter o autocontrole, tem gerado <a title="Um ano sem compras! Impossível?" href="http://dinheirama.com/blog/2011/06/13/um-ano-sem-compras-impossivel/" target="_blank">discussões interessantes</a> e uma de suas repercussões foi o convite que recebi do <em>Dinheirama</em> para escrever neste espaço e compartilhar com os leitores deste site as descobertas e as possibilidades que venho extraindo dessa experiência.</p>
<p>O mais importante sobre a decisão de ficar um ano sem compras é a motivação. Uma pessoa não decide simplesmente ficar um ano sem comprar, fazer uma dieta, economizar parte da sua renda ou mesmo iniciar um relacionamento afetivo sem que tenha uma boa dose de motivação. Se os motivos são bons ou ruins, profundos ou superficiais, isso é outra discussão, mas é preciso que eles existam e que sejam suficientemente fortes para que alguém ponha qualquer tipo de plano em prática.</p>
<p>Parar de comprar pode parecer bastante drástico, mas com certeza é uma forma de se tornar mais consciente dos padrões de consumo que influenciam as escolhas feitas, o que elas geram em termos de conseqüências e impacto na vida pessoal e também qual é a função emocional que comprar cumpre na economia psíquica de cada sujeito.</p>
<p>Todos esses motivos estiveram presentes e cumpriram um papel importante na minha decisão de passar um ano sem comprar. Muitas pessoas perguntam, por exemplo, se economizar foi uma das razões que levaram à criação desse blog. A resposta para essa pergunta é não, embora com certeza a economia seja uma das conseqüências agradáveis decorrentes do desafio.</p>
<p>Como Psicóloga que nunca trabalhou na área de finanças e que só recentemente entrou em contato com temas ligados à Psicologia Econômica, sempre pensei que o ato de comprar revela um pouco o nosso modo de lidar com o mundo.</p>
<ul>
<li>Somos pessoas cautelosas, que preferem se guardar diante de situações de risco ou gostamos de apostar alto quando há chance de extrair algum prazer em um determinado contexto?</li>
<li>Encaramos situações novas como ameaças ou subestimamos suas possíveis implicações?</li>
<li>Abordamos o mundo de forma racional ou nos deixamos levar pelas emoções?</li>
<li>Pensamos em prazeres imediatos ou no que podemos alcançar em longo prazo?</li>
</ul>
<p>Esses são alguns questionamentos possíveis que se aplicam tanto ao modo como as pessoas lidam com suas finanças pessoais, quanto com assuntos de ordem mais subjetiva. Poucos sabem, mas Freud foi um dos primeiros teóricos da área Psi a usar modelos econômicos para descrever processos mentais. Levando isso em conta, é importante lembrar que muitas vezes pensamos em termos de ganhar ou perder, de mais e menos, de investir ou “pôr tudo a perder”. Eu, com certeza, posso perceber essa lógica muito presente na minha vida e nas decisões que tomo diariamente.</p>
<p>Então, antes de qualquer coisa, um ano sem compras é sinônimo de um ano de muita reflexão, de autocrítica e, principalmente, de constatações muito interessantes sobre os hábitos de consumo e o funcionamento de cada pessoa. No meu caso, até agora consegui perceber que uma das coisas mais difíceis é não ter a possibilidade de comprar; é saber que se eu entrar em uma loja ou em um <em>shopping</em>, eu não devo adquirir nada supérfluo de acordo com as regras que eu mesma estabeleci.</p>
<p>É difícil porque uma coisa que o ser humano gosta muito é de poder fazer alguma coisa, mesmo que nunca vá colocá-la em prática realmente. Dá a gostosa sensação de liberdade e de ser dono do próprio nariz. Poder voar de asa-delta, poder comer comida apimentada, poder pegar o carro e dirigir para onde quiser, poder escolher uma área de trabalho, poder “pular carnaval”, enfim&#8230; Poder é bom.</p>
<p>O que muitas vezes passa despercebido é que poder não fazer alguma coisa também é muito importante. Quando o assunto é consumo, poder não comprar é tão ou mais importante quanto poder comprar. Nesse sentido, passar um ano sem compras talvez seja uma forma um pouco drástica de questionar essa lógica em que sair de uma liquidação carregada de sacolas, ter uma estante cheia de livros novos ainda por ler ou trocar o carro sempre por um modelo mais caro é necessariamente melhor.</p>
<p>Espero poder contribuir para o questionamento desse imperativo pós-moderno que nos exorta diariamente a comprar, comprar e comprar &#8211; e que vem, gradualmente, substituindo a noção de cidadão pela de consumidor. Isso e também encontrar saídas criativas para economizar um pouco, porque fazer um pé de meia e resistir a uma promoção não faz mal a ninguém!</p>
<p>Até a próxima! Grande abraço!</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Marina Paula</b>.<br>

Psicóloga com ênfase Clínica, tem pós-graduação em Metodologia de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes. Atualmente trabalha no SUS, em um projeto de Psicologia Comunitária, e atende em seu consultório particular. É autora do blog Um Ano Sem Compras.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Lei do Cadastro Positivo é aprovada: mudança para lojistas e consumidores</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jun 2011 14:29:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[cadastro positivo]]></category>
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		<description><![CDATA[Dilma aprova lei do Cadastro Positivo. Entenda o que é, como vai funcionar, vantagens, problemas e características do Cadastro Positivo, a base de dados de bons pagadores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Lei do Cadastro Positivo é aprovada: mudança para lojistas e consumidores" src="http://dinheirama.com/files/2011/06/dinheirama_cadastro_positivo_Dilma_sanciona_lei.jpg" alt="Lei do Cadastro Positivo é aprovada: mudança para lojistas e consumidores" hspace="2" vspace="2" align="left" />A presidente <strong>Dilma Rousseff</strong> sancionou, na sexta-feira, 10 de junho, a lei que cria o tão discutido Cadastro Positivo. Discutido porque, como mencionei no artigo <a title="Cadastro positivo: juros menores para os bons pagadores" href="http://dinheirama.com/blog/2010/12/06/cadastro-positivo-juros-menores-para-os-bons-pagadores/" target="_blank">“Cadastro Positivo: juros menores para bom pagadores”</a>, havia preocupação com alguns parágrafos do projeto piloto. Órgãos de defesa do consumidor tinham ressalvas em relação à privacidade e opção do consumidor em fazer parte da lista de bons pagadores.</p>
<p><strong>O que mudou em relação à proposta inicial?</strong><br />
A presidente Dilma seguiu as recomendações feitas pelos grupos de defesa do consumidor e vetou três parágrafos importantes da proposta. Foram retirados da lei os seguintes pontos:</p>
<ul>
<li>Compartilhamento de informações entre bancos de dados sem autorização do consumidor. Ou seja, será preciso consentimento para que a informação circule;</li>
<li>Limite de acesso gratuito do cidadão às suas próprias informações a uma vez a cada quatro meses. Ou seja, o consumidor poderá ver seus detalhes a qualquer momento e, se desejar, solicitar sua exclusão do banco de dados;</li>
<li>Impedimento de cancelamento do cadastro se houvesse alguma operação de crédito não quitada. Ou seja, o consumidor poderá sair a qualquer momento, bastante para isso solicitar sua exclusão.</li>
</ul>
<p><span id="more-6204"></span><strong>O Cadastro Positivo já está em operação?</strong><br />
Não. A criação do banco de informações sobre os pagadores ainda será alvo de legislação específica. A ideia é que estas listas de bons pagadores sejam gerenciadas de forma semelhante aos bancos de dados já existentes para quem tem o nome sujo. Várias empresas oferecerão o serviço e a expectativa é que isso crie melhores condições de consumo. Sugiro esperar até que a regulamentação apareça para só então tomar alguma decisão.</p>
<p><strong>Como vai funcionar o Cadastro Positivo?</strong><br />
Empréstimos pessoais, financiamentos e crediários terão seus detalhes (prazos, vencimentos e valores) incluídos em uma base de dados, constantemente atualizada. O histórico do cliente será acompanhado para definir sua relação com o crédito. Além disso, contas de consumo (água, telefone fixo e luz) também poderão ser utilizadas como referência. O telefone celular não entra.</p>
<p><strong>Quem vai gerenciar o Cadastro Positivo?</strong><br />
A iniciativa privada, sem exclusividade. Espera-se que as mesmas empresas que trabalham com as listas de maus pagadores (nomes sujos) ofereçam ferramentas de acesso ao Cadastro Positivo.</p>
<p><strong>Como eles vão descobrir se eu pago ou não em dia minhas obrigações?</strong><br />
Esta pergunta merece atenção. Nos demais países e no cadastro negativo em vigor no Brasil, as informações de pagamento das contas são inseridas nos bancos de dados sem consulta ao consumidor. Para o Cadastro Positivo será necessária uma autorização prévia. Ou seja, você precisa querer entrar na lista de bons pagadores e não esperar que isso aconteça automaticamente.</p>
<p>Muito cuidado com este momento em que o tema está em evidência. A lei foi aprovada, mas a regulamentação ainda não saiu. Empresas poderão abordá-lo, solicitar sua inclusão e participação. Prefira esperar. Sugiro a leitura da matéria <a title="Leia mais no IG" href="http://economia.ig.com.br/financas/cuidados+basicos+para+entrar+no+cadastro+positivo+de+credito/n1597023486336.html" target="_blank">“Cuidados básicos para entrar no cadastro positivo de crédito”</a>, publicada no <a title="IG Economia" href="http://economia.ig.com.br/" target="_blank">IG Economia</a>.</p>
<p><strong>Os benefícios serão imediatos?</strong><br />
A teoria para o Cadastro Positivo é excelente: um consumidor que honra seus compromissos sem atrasos oferece risco muito menor de inadimplência que aquele seu par sempre enrolado com as contas. A inadimplência, é claro, é um dos fatores que encarece o dinheiro – quem paga em dia paga por aqueles que atrasam. Espera-se, pois, que os juros baixem.</p>
<p>A pontuação por histórico de crédito (<em>Credit Score</em>) já existe em todos os demais países do G20 e colabora para condições melhores de compra para bons pagadores. Devemos ver isso também aqui, mas só depois de algum tempo. Dois fatores são importantes antes de realmente enxergarmos os benefícios: a) o banco de dados precisa ser grande, abrangente; e b) instituições financeiras e empresas precisam calcular o risco para só então diferenciar condições de compra (juros, preços, prazos etc.).</p>
<p>De forma geral, vejo mais benefícios que problemas com a chegada do cadastro positivo. Ferramentas assim já são utilizadas em países desenvolvidos há muito tempo, com vantagens interessantes. A questão é que aqui sempre olhamos para novas medidas com muita cautela e “um pé sempre atrás”. A lei passou, ótimo, mas agora vamos esperar a prática da regulamentação.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Um ano sem compras! Impossível?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/06/13/um-ano-sem-compras-impossivel/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Jun 2011 12:22:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[compra]]></category>
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		<category><![CDATA[investimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Quais as reais motivações por trás do desejo de consumir? Por que o brasileiro ainda não consegue adiar o consumo e planejar melhor seu futuro financeiro? Qual o problema?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img title="Um ano sem compras! Impossível?" src="http://dinheirama.com/files/2011/06/dinheirama_um_ano_sem_comprar.jpg" alt="Um ano sem compras! Impossível?" hspace="2" vspace="2" align="left" />“Um ano sem comprar”</em>. Quando vi essa frase em um dos comentários sobre o meu último artigo publicado aqui no <em>Dinheirama</em> &#8211; <a title="Felicidade: o lançamento do Século XXI" href="http://dinheirama.com/blog/2011/05/04/felicidade-o-lancamento-do-seculo-xxi/" target="_blank">&#8220;Felicidade: o lançamento do século XXI&#8221;</a> &#8211; fiquei bastante curiosa: como assim ficar um ano sem comprar? Resolvi investigar.</p>
<p>A autora do comentário, <strong>Marina</strong>, criou um blog para compartilhar sua experiência de ficar um ano sem comprar uma série de itens que ela considera supérfluos: <strong><a title="Conheça o blog" href="http://umanosemcompras.blogspot.com/" target="_blank">Um Ano Sem Compras</a></strong>. Em função desse blog, acabei encontrando um sem número de outros que seguem a mesma linha. E gostaria de compartilhar com você, leitor, os meus achados sobre o tema, que do meu ponto de vista, “dão um caldo e tanto”!</p>
<p><strong>O consumo e as mulheres</strong><br />
O primeiro ponto que gostaria de ressaltar aqui é que a maioria esmagadora desses blogs tem mulheres como autoras. Bem, até aqui não há nenhuma grande novidade, já que nós, mulheres, somos o grande alvo da publicidade, mas mesmo assim acho que vale a pena explorar um pouco o assunto.</p>
<p>A mídia passa constantemente a mensagem de que ser mulher é o resultado do que eu chamo de uma alquimia perfeita entre Barbie, Marília Gabriela e o estereótipo da Rainha do Lar. Ou seja, a mulher tem de ser linda, extremamente competente (do ponto de vista profissional e intelectual), além de excelente dona de casa e mãe amantíssima e presente.</p>
<p>Ora, com esse padrão de exigência era de se esperar que as mulheres tomassem a frente neste movimento de alteração de padrão de consumo.</p>
<p><strong>Pensar para consumir</strong><br />
Outra questão relevante é que, do ponto de vista da Psicologia Econômica, utilizando o viés psicanalítico proposto pela <a title="Conheça a Dra. Vera Rita Ferreira" href="http://www.verarita.psc.br/" target="_blank">Dra. Vera Rita Ferreira</a>, essas mulheres estão exercitando o aparelho mental do pensar.</p>
<p>É como se estivessem fazendo musculação mental, deixando de utilizar os chamados “atalhos mentais” e começando a exercitar sua capacidade de percepção e avaliação na tomada de decisão, que nesse caso se refere ao consumo.</p>
<p>Ancoragem e comportamento de manada são dois desses “atalhos mentais” que podem comprometer, e muito, a vida financeira das pessoas no que se refere ao consumo.</p>
<p><strong>Satisfação hoje ou tranquilidade amanhã?</strong><br />
Trocando em miúdos, um bom exemplo de ancoragem na tomada de decisão de consumo é a inabilidade do brasileiro em adiar uma compra. Isso se deve em grande parte aos altíssimos índices de inflação que tiveram seu auge na década de 80.</p>
<p>Quem viveu aquela época sabe muito bem que adiar o consumo não era a melhor das decisões em função da alta constante e exorbitante de preços. Um tempo em que não era possível planejar um orçamento com segurança.</p>
<p>Daí alguns comportamentos que se perpetuam até hoje, mesmo na vida de jovens que não viveram esse momento, como por exemplo, fazer estoque de produtos em casa.</p>
<p>Outro bom exemplo de ancoragem é o hábito do brasileiro em fazer “a compra de mês” no mercado. Hoje, com a economia estabilizada, não há necessidade de efetuar uma única grande compra, porque os preços se mantêm ao longo do tempo.</p>
<p>Resumindo, atitudes que faziam todo sentido para proteger e equilibrar as finanças das famílias há três décadas, apesar de não se aplicarem mais, continuam presentes no comportamento da maioria dos consumidores, funcionando como uma espécie de âncora que dificulta o exercício da nossa habilidade em planejar e adiar compras.</p>
<p><strong>Maria vai com as outras&#8230;</strong><br />
Com relação ao comportamento de manada, a coisa seja talvez até mais complicada. Eu explico.</p>
<p>Por não sermos seres tão racionais como quer a Economia, acabamos adotando um padrão de consumo muito mais em função do grupo (a manada) a que pertencemos – ou até do qual gostaríamos de pertencer – do que em função da nossa realidade sócio-econômica.</p>
<p><em>“Diga-me o que consomes e eu te direi quem és”</em> tornou-se a versão moderna do antigo ditado.</p>
<p><strong>Quem é você? O que você compra?</strong><br />
Hoje, a nossa capacidade de socialização está muito mais ligada ao nosso padrão de consumo do que às nossas habilidades e características pessoais e sociais. Parece que há uma forma de inclusão social pelo que vestimos ou calçamos.</p>
<p>A dinâmica da família moderna é um grande exemplo dessa realidade. Os pais, em sua maioria, exercem apenas a função de provedores de um padrão de consumo que possibilite a inserção e aceitação dos filhos em determinado grupo.</p>
<p>Atualmente, a formação e educação das crianças está quase que totalmente delegada à terceiros, já que os pais precisam trabalhar para garantir uma renda que permita esse tipo de socialização.</p>
<p>Essa visão do consumo como ferramenta de ascensão social somada à nossa inabilidade herdada em planejar um orçamento já seriam suficientes para fazer um estrago considerável na nossa vida financeira e pessoal.</p>
<p>Entretanto, existem dois outros fatores que potencializam esse efeito, que são: a publicidade, como colocou muito bem a <a title="A publicidade é muito mais do que imaginamos" href="http://dinheirama.com/blog/2011/05/17/a-publicidade-e-muito-mais-do-que-imaginamos/" target="_blank">Mariana Prates em seu último artigo</a> aqui no <em>Dinheirama</em> e a facilidade de acesso ao crédito.</p>
<p>Portanto, é preciso entender que as nossas decisões sobre consumo não são assim tão racionais e autônomas como muitos de nós pensamos. E os blogs que mencionei fornecem uma série de reflexões e questionamentos sobre o assunto que realmente nos fazem parar para pensar.</p>
<p>Mesmo que você ainda não esteja preparado para modificar o seu padrão de consumo, acompanhe, dê uma olhada de vez em quando, talvez você comece a olhar com estranheza algumas coisas que até então pareciam absolutamente normais.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</b>.<br>

Economista com foco em Psicologia Econômica. Atuou na área de Educação durante 12 anos e é autora dos blogs Meu Ipê Amarelo, um blog que fala de infância e educação, e Blogrup-on, um blog informativo sobre compras coletivas.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A publicidade é muito mais do que imaginamos</title>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2011 23:40:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Prates</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[compra]]></category>
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		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Como se dá a relação entre desejo, necessidade e consumo quando a propaganda usa métodos cada vez mais sofisticados e alinhados à Psicologia Humana?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A publicidade é muito mais do que imaginamos" src="http://dinheirama.com/files/2011/05/dinheirama_publicidade_compra_consumo.jpg" alt="A publicidade é muito mais do que imaginamos" hspace="2" vspace="2" align="left" />A palavra <strong>Gestalt</strong>, de origem bíblica, significa <em>&#8220;o que é colocado diante dos olhos, exposto aos olhares&#8221;</em>. Esta palavra foi escolhida por psicólogos austríacos e alemães, no século XIX, para definir uma nova vertente da Psicologia. Antes disso, psicólogos acreditavam que o cérebro humano compreendia o todo através das partes, ou seja, era possível perceber uma imagem apenas observando os seus elementos individualmente.</p>
<p><strong>Max Werheimer</strong>, <strong>Wolfgang Köhler</strong> e <strong>Kurt Koffka</strong> refutam esta teoria e provam que no cérebro há uma interação de elementos através da percepção de proximidade, continuidade, semelhança, segregação, preenchimento, unidade, simplicidade e figura.</p>
<p>Para resumir, significa que o entendimento de um elemento se dá através do conjunto. Quando se olha uma mesa, primeiro se observa o objeto inteiro, para depois ˝pensar˝ se há quatro pés e um tampo.</p>
<p><span id="more-6149"></span>Percepção é a combinação de dois elementos: sensação, que nada mais é do que um mecanismo fisiológico, e interpretação. E aí que entramos no ambiente de nosso interesse (o consumo e as finanças pessoais).</p>
<p>A interpretação dos estímulos recebidos nos permite dar um significado a eles. Ou seja, usabilidade, funcionalidade e etc. Nossa visão de mundo vai nos guiar. Para a Gestalt, portanto, é de grande importância a dupla forma-fundo. Para a forma nos chamar a atenção, o fundo é imprescindível tanto para destacá-la ou não. Para que esta dupla seja perfeita, três ingredientes são fundamentais: simetria, estabilidade e simplicidade.</p>
<p><strong>Alguém tem alguma dúvida de que nossos marqueteiros já sabem tudo sobre esta teoria?</strong><br />
Grosso modo, simplificando ao máximo esta discussão (sem intenção alguma de minimizar o trabalho da publicidade), um produto, para ser campeão de vendas, desejo e status &#8211; não necessariamente o melhor -, deve ser diferente (para exaltar a forma perante o fundo) e tirar o maior proveito possível da combinação de simplicidade, simetria e estabilidade.</p>
<p>Tenho certeza que todos entenderam o porquê deste artigo. Vocês conhecem alguém que sabe, melhor do que ninguém, como aliar todas estas funcionalidades? Acertou quem disse <strong>Steve Jobs</strong>.</p>
<p>Os produtos da <em>Apple</em> são conhecidos por serem de fácil uso, bonitos e, mais do que tudo isso, por representarem status. Pegarei como exemplo o <em>iPad</em>, equipamento em que com apenas um botão e o uso livre das mãos é possível acionar todas as funcionalidades disponíveis.</p>
<p>Há estudos que mostram que uma decisão de compra dura em média 2,6 segundos. Ora, você só precisa acionar um botão para ter acesso às maravilhas da tecnologia. Logo, 2,6 segundos não parecem muito para isso?</p>
<p>Não contente, meses depois de lançar o <em>iPad</em>, Steve Jobs lançou o <em>iPad 2</em>. Mais leve, mais rápido e mais econômico. Com duas câmeras. Com o mesmo preço. Aposto que muitos que já haviam comprado a primeira versão já estão loucos para ter sua evolução.</p>
<p>Steve Jobs trabalha para criar algo que não existia antes, mas que logo passamos a considerar essencial – algo sem o qual &#8220;não vivemos&#8221;. Nas palavras dele, isso significa <em>&#8220;criar tecnologia fácil de usar para o público mais amplo possível&#8221;</em>.</p>
<p>Seu mérito é grandioso. Ele é o mais bem-sucedido em fundir tecnologia com design, marca e moda. Tudo o que grande parte da população almeja: ter o aparelho da moda, mas com tecnologia, mobilidade e facilidade de uso. Combinação que garante, muitas vezes, status.</p>
<p><strong>Voltando ao que interessa: nosso bolso.</strong><br />
Para garantir nossa saúde financeira, precisamos aprender a identificar as táticas da publicidade para nos atingir. A grande questão é: precisamos mesmo de tudo isso? Hoje, a forma é muito mais importante que a função e, quando menos esperamos, já temos a sensação de que precisamos de um <em>iPod</em> e não um mero tocador de música. Precisamos de um <em>iPhone</em> e não de um aparelho celular. É assim mesmo?</p>
<p>Por último, gostaria de enfatizar que não teço uma crítica ao Steve Jobs e aos marqueteiros. Pelo contrário. Tenho um<em> iPad</em> e acho esta discussão sensacional. Discutir como aliar características humanas às ciências relativamente novas, como atingir o público em geral, conseguir convencer as pessoas de que elas precisam dos nossos produtos e etc. é importante para trabalharmos nossos desejos e necessidades.</p>
<p>O intuito do artigo é alertar as pessoas que buscam a estabilidade financeira no sentido de que há muita, mas muita coisa por trás do lançamento de produtos &#8211; é interessante sabermos que somos parte crucial deste processo, mas temos opção. Ou não?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Mariana Prates</b>.<br>

Economista pela PUC-SP, pós-graduada em Administração de Empresas pela FGV e autora do livro "Dinheirama" (Blogbooks). Trabalha no departamento comercial da Editora Novatec e adora fazer planejamento financeiro para amigos e familiares.<br>

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		<title>A importância da informação para a educação financeira</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/04/12/a-importancia-da-informacao-para-a-educacao-financeira/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 22:40:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negociação]]></category>
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		<description><![CDATA[Poucos brasileiros pesquisam preços e juros antes de comprar ou optar por um financiamento. Enquanto o consumo cresce, pouco se vê no sentido da educação financeira. Quem pagará a conta?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A importância da informação para a educação financeira  " src="http://dinheirama.com/files/2011/04/dinheirama_importancia_informacao_educacao_financeira.jpg" alt="A importância da informação para a educação financeira " hspace="2" vspace="2" align="left" />Depois de um ano de 2010 com explosão no crédito e crescimento recorde, medidas foram tomadas para conter o ímpeto consumista dos brasileiros. Mesmo com juros mais altos e medidas para taxar a entrada de dólares no país, pouco mudou. A oferta de crédito diminuiu, mas continua intensa e sendo muito utilizada pela população. Além disso, a inflação já assusta, com o IPCA anualizado em 6,3%, valor distante do centro da meta (4,5%).</p>
<p>Os desafios ficam ainda maiores se considerarmos o quadro sócio-demográfico de nosso país. Com a melhoria das condições econômicas a e clara evolução no poder de compra dos brasileiros, a classe C já representa 53% de nossa população, contra apenas 34% em 2005. Os integrantes das classes D e E caíram de 51% para 25% entre 2005 e 2010 e os mais ricos (classes A e B) passaram de 15% para 21% no mesmo período. Os dados são da pesquisa Cetelem-Ipsos 2010.</p>
<p><strong>Artigos de luxo tornam-se produtos de cesta básica</strong><br />
A emergente classe média traz consigo o aumento nos gastos com itens antes considerados supérfluos. Pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular com 5.000 pessoas país afora, no último trimestre de 2010, dá conta que das mulheres da classe C, 81% compraram perfume no último mês, 80% compraram esmalte no último mês e 60% compraram creme facial no último mês (o percentual era de 23% em 2003).</p>
<p><span id="more-6020"></span>Trata-se de um contingente cada vez maior de brasileiros com disposição para consumir e realizar seus sonhos. Alguns itens podem parecer inofensivos por seu aparente baixo preço, mas no geral isso significa apoiar-se no crédito de forma cada vez mais fácil, direta e perigosa. Algumas questões simples, porém de suma importância, devem ser colocadas:</p>
<ul>
<li>Negociamos da melhor forma possível, levando em conta o nosso orçamento doméstico?</li>
<li>Utilizamos as melhores condições comerciais para comprar?</li>
<li>Pesquisamos alternativas de preços e produtos antes de consumirmos?</li>
<li>Damos importância à concorrência e à possibilidade de comprar marcas e produtos diferentes depois de uma análise mais detalhada?</li>
</ul>
<p>Infelizmente, as repostas não são animadoras. A pesquisa &#8220;Observador Brasil 2011&#8243;, realizada pela Cetelem, revelou que 45% dos brasileiros não buscaram informações sobre financiamentos em 2010. Crescimento econômico exagerado, crédito farto e desinformação são ingredientes muito comuns das conhecidas &#8220;bolhas&#8221;. Afinal, uma hora alguém terá que pagar a conta.</p>
<p>Para se ter uma ideia do tamanho do mercado de crédito, em 2010 o valor total de empréstimos atingiu a marca recorde de R$ 1,7 trilhão, alta de 20,5% em relação ao ano de 2009. As palavras de <strong>Marcos Etchegoyen</strong>, diretor-presidente da Cetelem BGN, publicadas no jornal Folha de S. Paulo, edição de 22/03/2011, resumem o perigo:</p>
<blockquote><p>“O brasileiro não tem a cultura de pesquisar e isso precisa mudar com campanhas de educação financeira. Nas compras financiadas, apenas 26% afirmaram comparar diferentes taxas de juros na hora de comprar”</p></blockquote>
<p><strong>De quem é a culpa?</strong><br />
A pergunta é repetitiva, eu sei. A verdade é que é muito fácil e cômodo criticar o sistema e apontar culpados para nossos problemas financeiros. O desafio está em aceitar que a realidade é bem diferente: somos os primeiros a dar de ombros para a realidade econômica da família ao simplesmente ignorarmos o potencial que a educação financeira tem de transformar, para melhor, nossas decisões.</p>
<p>Cabe a nós, portanto, nos informarmos de forma mais adequada (e paciente) sobre os produtos que nos são oferecidos. Além disso, é preciso instaurar novos (e simples) hábitos para evitar que a acomodação se traduza em continuidade do que não agrega valor. Começar lendo com mais cuidado os contratos antes de assiná-los, pedindo descontos e preferindo a compra à vista só fará bem seu bolso.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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