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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; crescimento</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; crescimento</title>
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		<title>Crescimento do Brasil em 2011: conheça o “PIBinho”, esse incompreendido</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 13:16:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Afinal, o que representa o crescimento do PIB brasileiro em 2011, de 2,7%? Quais as expectativas da economia, do governo e da sociedade em relação ao futuro?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Crescimento do Brasil em 2011: conheça o “PIBinho”, esse incompreendido" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/03/dinheirama_post_crescimento_brasil_2011_pibinho_esse_incompreendido.jpg" alt="Crescimento do Brasil em 2011: conheça o “PIBinho”, esse incompreendido" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, muito embora o <a title="Economia brasileira cresce 2,7% em 2011" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/03/economia-brasileira-cresce-27-em-2011-mostra-ibge.html" target="_blank">número representativo de 2,7% deste personagem já seja de conhecimento geral</a>, hoje abordaremos as profundezas de sua composição. Mas, antes de embarcar nessa leitura, quero tranquilizá-los. Não tratarei aqui de modelos econômicos ou matemáticos; não promoverei a discussão sobre teorias econômicas e nem mesmo sobre a teimosa insistência que as previsões mais otimistas têm em não se realizar.</p>
<p>Da mesma forma, não tentarei sugerir ou eleger culpados, afinal de contas vivemos em uma democracia – e nela somos todos responsáveis pelo nosso destino. A questão aqui é refletir sobre a atmosfera que sempre envolve os resultados decepcionantes.</p>
<p>Pretendo provocá-lo de forma mais específica, abordando sobre aquilo que se pode denominar coimo o DNA de um PIB pequenininho e tímido que tinha tudo para não nascer, mas nasceu.</p>
<p><span id="more-7393"></span><strong>Afinal, o que representa esse crescimento de 2,7%?</strong><br />
A sua composição é complexa. Alguns culpariam o governo, outros apontariam o dedo para os financistas e seus juros difíceis de encarar, e outros certamente apontariam a crise internacional como fonte de todas as mazelas – aquela mesma, que ocorre do outro lado do oceano, sobre a qual tantos se gabavam por estar tão distante e afetando justamente aqueles que por anos foram a referência de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cHJvc3BlcmlkYWRlXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">prosperidade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e sucesso econômico.</p>
<p>Mas a genética de um percentual tão baixinho nasce, antes, na mentalidade de um povo. Um paradoxo triste que nasce de afirmações alvissareiras do tipo: <em>“Agora sim, ninguém segura esse Brasil!”</em>. Triste por conta do resultado final em si e lamentável pelo que representa em termos de oportunidades perdidas.</p>
<p>Compreender o “PIBinho” exige mais do que simples reflexão ou constatação, exige autoenfrentamento. Um enfrentamento que leve à conclusão de que a prosperidade não depende apenas da boa vontade dos governos e tampouco pode ser totalmente delegada ao simples empenho da sociedade civil.</p>
<p><strong>O que um verdadeiro PIB representa?</strong><br />
Para ajudar, podemos caminhar na direção inversa, tentando entender os componentes responsáveis pela construção de um PIB de verdade (que na realidade todos conhecemos muito bem).</p>
<p>Para começar, ele é feito de engajamento e reivindicação. Sim, isso mesmo, de uma sociedade soberana que cobra e exige, independentemente das distintas correntes políticas. Essa mesma sociedade assimila a noção de que nenhum governo se alinha a interesses coletivos e nacionais de forma ajustada e coerente sem intensa participação dos contribuintes.</p>
<p>É nessa atuação forte e sistemática que se blinda uma nação a ponto dela não aproveitar os ventos favoráveis para efetivar os ajustes e as reformas necessárias, para as colheitas do futuro. E, nessa esteira, efetivam-se <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> estruturantes em formação de quadros, em infraestrutura, assim como nos incentivos à competitividade. Sei que essa ladainha pode ser cansativa, mas é sempre bom lembrar o óbvio – que por ser tão evidente, quase sempre acaba no esquecimento.</p>
<p>Mas, mesmo assim, rogo para que na próxima vez que a bonança vier (esperamos que ainda ao longo dos próximos dois anos), e depois de enfrentado esse susto, as vozes do bom senso gritem mais alto e mais forte para aplacar os berros de ufanismo (aqueles da vitória antes do tempo) que, como sabemos, não são bons conselheiros.</p>
<p>Quanto ao “PIBinho”, não sinta raiva dele. Ele não tem culpa de nada. É apenas uma resultante, uma consequência, nada além disso. Ele não queria nascer. Que venha o próximo ciclo de oportunidades. Esperemos.</p>
<p>Foto de sxc.hu.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Brasil, América Latina e China: diferenças e desafios na caça aos investimentos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/03/05/brasil-america-latina-e-china-diferencas-e-desafios-na-caca-aos-investimentos/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Mar 2012 14:14:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[A busca por investimentos diretos e crescimento tem diferenças e desafios em cada país. Brasil, América Latina e China agem de forma diferente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Brasil, América Latina e China: diferenças e desafios na caça aos investimentos" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/03/dinheirama_post_brasil_america_latina_china_diferencas_desafios_caca_investimentos.jpg" alt="Brasil, América Latina e China: diferenças e desafios na caça aos investimentos" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, vou começar esta matéria de uma forma inusitada, ou melhor, a partir de um tema que aparentemente não tem relação com o universo dos <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e seus operadores. Começarei abordando a atividade de caçar. Sim, essa mesma, a caça esportiva a animais indefesos. O leitor já teve contato com essa atividade? (Aos politicamente corretos demais, as minhas sinceras desculpas).</p>
<p>Por mais incrível que pareça, nesta atividade encontra-se parte de um conjunto comportamental que em muito se relaciona com a nossa temática principal, com a grande diferença de que, quando se “caça” investimentos, deve-se excluir terminantemente toda e qualquer atividade ou ato que sugira tocaias, dissimulações, armadilhas ou atos e sentidos predatórios.</p>
<p>Diante de investidores, toda transparência é pouco e a relação de confiança deve ir muito além da retórica, sendo marcada por parâmetros claros e meios específicos e estruturados de fiscalização, além do rigor no respeito às normas vigentes.</p>
<p><span id="more-7333"></span>Mas a parte que nos permite o paralelo entre as duas atividades é muito clara, e ela consiste essencialmente nos <strong>cuidados para não espantar aquilo que se persegue</strong>. E aqui vale um novo ajuste temático: na caça esportiva, o não assustar significa um disfarce bem feito e silencioso, mas a caça aos investimentos nos obriga a uma atitude verdadeira, na essência e sem disfarces.</p>
<p>Complementando a analogia, para o contexto da atividade de atração aos investimentos, podemos substituir o barulho feito nas matas pelo barulho feito com o desrespeito – ou mesmo os questionamentos – a contratos já estabelecidos e em vigor, assim como a divulgação oficial de índices ou parâmetros que, de tão incoerentes, atuam diluindo a confiança dos observadores.</p>
<p>E isso não vale apenas para empresários em busca de recursos, mas também para governos que, por não oferecerem um ambiente atraente para o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cmlzY29fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-52">risco<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, certamente não apenas espantarão os investimentos em curso, como também dificilmente conseguirão atrair outros novos.</p>
<p>Na esteira destes comparativos, uma conclusão: com exceção do caso brasileiro, o restante dos governos de esquerda da nossa querida América Latina definitivamente não sabem “caçar”, ou manter suas “caças” já conquistadas.</p>
<p>Vejamos a trajetória – na contramão – dos principais expoentes do movimento bolivariano:</p>
<p><strong>1. Argentina</strong><br />
A desconfiança diante dos números e índices oficiais argentinos é crescente. Recentemente, a prestigiada revista “The Economist” anunciou que <a title="&quot;The Economist&quot; retira Argentina" href="http://www.economist.com/node/21548242" target="_blank">não divulgará mais os dados fornecidos pelos institutos do país</a>, justamente por conta das permanentes divergências apresentadas por consultorias especializadas e outros institutos independentes.</p>
<p>Na última semana, em meio à conflituosa polêmica que reivindica a soberania sobre as Ilhas Malvinas, o governo argentino orientou (com um pouquinho de pressão) que os grandes grupos empresariais ali instalados <a title="Veja um exemplo do governo argentino" href="http://caranddriverbrasil.uol.com.br/noticias/fabricantes/argentina-pede-que-ford-nao-importe-pecas-britanicas/1501" target="_blank">recusassem comprar produtos vindos da Inglaterra</a>. Vale lembrar que a mesma Inglaterra, com a qual disputam a ilha, não obstante o turbulento momento econômico europeu, configura-se como um dos países com maior fluxo de capitais em investimento no nosso vizinho.</p>
<p>Somam-se a isso as constantes pressões e constrangimentos a todos os meios de comunicação que ousam criticar ou endossar criticas a condução da política econômica do país portenho. O resultado é a dúvida: que investidor se sentiria seguro com tanto barulho?</p>
<p><strong>2. Venezuela, Equador e Bolívia</strong><br />
Juntamos os três por representarem a tríade máxima da esquerda bolivariana. Os problemas começam pela instabilidade contratual, justamente nos polos mais significativos dos fluxos externos do capital direto. Determinar a invasão, por forçar militares, de parques operacionais instalados (e até de escritórios) de empresas estrangeiras tornou-se algo cada vez mais comum com o passar dos anos.</p>
<p>Trata-se de previsível procedimento sempre que negociações mais complexas e tensas sobre contratos vigentes sinalizam desfechos contrários aos interesses dos governos estabelecidos. Tudo pela nação bolivariana! Advogados? Enfrentamento de litígios por meios democraticamente legítimos? Nada disso, chamem a cavalaria e tudo se resolverá. É a cultura da força pela força, a apologia do brucutu.</p>
<p>Nas redações de jornal, o grande temor dos jornalistas é serem rotulados como antibolivarianos ou antinacionalistas. Criticou a política econômica? Declarou desconfiança diante do futuro do país ou dos números oficiais de inflação? Cuidado, você pode ter de <a title="Leia mais sobre ataques aos jornalistas" href="http://knightcenter.utexas.edu/pt-br/blog/ataques-digitais-contra-jornalistas-se-tornam-uma-nova-forma-de-censura-na-venezuela-entrevista" target="_blank">enfrentar um processo devastador</a>. Você não acredita no país? Tudo bem, mas arque com as consequências de suas opiniões expressas.</p>
<p>A insegurança jurídica é outra questão crítica. Nos últimos anos tornaram-se comuns os atos oficiais de criminalização diante da independência exercida por magistrados e outros agentes da lei.</p>
<p>Convenhamos, qual é o investidor que permanece “firme na estrada” com um caminhão desses na contramão?</p>
<p><strong>Autoritários, porém extremamente inteligentes</strong><br />
Há um caso que destoa das “patacoadas esquerdoides” latino-americanas. Sim, ela mesma, sempre ela. A China. O sistema político é uma declarada ditadura, o que para esse que vos escreve é uma infelicidade para um povo tão especial, mas os mecanismos do capital funcionam bem, muito melhor do que boa parte do ocidente gostaria.</p>
<p>A imprensa é monitorada e a insegurança jurídica existe, mas não ousa prejudicar <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. E não é só isso, afinal o sistema político, ainda que totalitário, preserva na sua essência o pragmatismo e a inteligência inerentes às grandes potências.</p>
<p>Para ilustrar, um passagem simples: recentemente, diante da polêmica de que <a title="Leia mais sobre a saída dos milionários chineses" href="http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI276614-16367,00-METADE+DOS+MILIONARIOS+CHINESES+PENSA+EM+MIGRAR+PARA+O+EXTERIOR.html" target="_blank">muitos milionários chineses declararam o interesse de prosseguir com suas vidas em outros países</a>, em busca de uma existência com mais qualidade e menos expostos ao poder central do Partido Comunista Chinês, a resposta de uma secretária do partido, publicada em um meio oficial de imprensa foi: <em>“Isso nos diz que precisamos construir na China as condições para que as pessoas queiram permanecer aqui”</em>.</p>
<p>Observem que a proeminente funcionária da nomenclatura chinesa não os acusou de antichineses, de criminosos ou sequer sugeriu medidas de contenção, proibindo o êxodo. Ela simplesmente pensou que algo é preciso ser feito para que estes cidadãos descontentes não deixem de realizar seus investimentos no próprio país. Simples assim. Isso assusta um investidor?</p>
<p>Pense como um investidor e analise as opções que discutimos neste artigo. Onde você investiria?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Nós e o PIB do Brasil: o que se espera da sexta economia mundial?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/01/10/nos-e-o-pib-do-brasil-o-que-se-espera-da-sexta-economia-mundial/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 18:15:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Como a notícia de que o Brasil é agora a sexta maior economia do mundo afeta nossa relação com o PIB do Brasil? O que esperar de uma potência econômica?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Nós e o PIB do Brasil: o que se espera da sexta economia mundial?" src="http://dinheirama.com/files/2012/01/dinheirama_nos_e_o_PIB_Brasil_o_que_se_espera_sexta_economia_mundial.jpg" alt="Nós e o PIB do Brasil: o que se espera da sexta economia mundial?" align="left" hspace="2" vspace="2" /></p>
<p>Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, antes de discutirmos nosso salto econômico, sugiro uma breve introdução, onde aproveito para me recordar (como se fosse ontem) do anuncio que colocava <a title="Leia mais na Folha" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/883828-brasil-ja-e-a-7-maior-economia-do-mundo-diz-mantega.shtml" target="_blank">o Brasil como a sétima economia mundial</a>. Ocorreu precisamente na semana que antecedeu o carnaval de 2011, quando, sob um verão escaldante, observávamos de longe (por meio das notícias da imprensa internacional) a teimosia do rigoroso inverno econômico europeu – onde já se notava com clareza os primeiros contornos da crise crônica na qual o antigo continente se meteu.</p>
<p><strong>Os grandes também caem. E seus tombos são feios&#8230;</strong><br />
Na sequência, assistimos aturdidos a uma das mais excepcionais derrocadas já vistas envolvendo até então sólidas, poderosas e orgulhosas potências mundiais. Sem dúvida, um espetáculo triste e arrepiante, não apenas pelos fatos em si, mas pelo contexto panorâmico e conjuntural, sem saída, com pouquíssimas alternativas disponíveis e sem que uma profunda ferida política e social começasse a arder.</p>
<p>Vimos os grandes naufragarem, lutando com uma administração tomada pelo alarmante componente da insistência em uma governança em frangalhos, onde abordagens superficiais e repletas de retórica pouco serviram para aplacar diferenças e costurar um acordo regional que oferecesse não apenas tranquilidade aos mercados, mas esperança em uma retomada sólida e tracionada.</p>
<p><span id="more-7011"></span>Enfim, um filme de enredo melancólico. A desesperança foi soterrando, pouco a pouco, aquilo que durante anos foi a principal referência de modelo social, econômico e político: o modelo europeu ocidental. Mas a tristeza mais dolorida é aquela sentida por aqueles que deixaram as oportunidades escaparem entre os dedos, com desperdício do tempo e inexistência do senso de urgência.</p>
<p>No caso europeu, à luz do conhecimento da bagunça que tomou conta dos seus mercados financeiros, hoje não é difícil imaginar que há muito o abismo vinha sendo construído, seja pelo excesso de desregulamentação, seja pela soberba que anos e anos de bonança podem acarretar, ou quem sabe pela preguiça em impor um ponto de inflexão para um mecanismo de benefícios sociais que simplesmente não poderiam se sustentar no horizonte distante.</p>
<p>Algo difícil de explicar, também concordo. Em 2008, logo após o estouro da crise, em uma cerimônia com vários economistas e especialistas, a <a title="Leia mais no Diário do Grande ABC" href="http://www.dgabc.com.br/News/1067566/rainha-elizabeth-pede-explicacoes-sobre-crise-financeira.aspx" target="_blank">Rainha Elizabeth II questionou a todos</a> com a seguinte expressão: <em>“Mas como os senhores não conseguiram prever isso?”</em>. Pois é. A situação mundial deteriorou-se, mas como ficamos nós, os brasileiros, diante disso tudo?</p>
<p><strong>Enquanto isso, os emergentes mostram desenvoltura&#8230;</strong><br />
Nós, os brasileiros, que comemoramos no carnaval de 2011 o posto de 7ª economia mundial, e que agora, menos de um ano depois, somos instados a festejar (mesmo com as ressalvas de especialistas sobre o poder dos truques decimais) a <a title="Leia mais no G1" href="http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/12/brasil-ja-e-sexta-maior-economia-do-mundo-segundo-consultoria-britanica.html" target="_blank">nossa ascensão à 6ª posição</a>, com direito ao pré-agendamento para <a title="Leia mais no G1" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/12/brasil-pode-ser-quinta-economia-do-mundo-antes-de-2015-diz-mantega.html" target="_blank">a festa da 5ª posição para antes de 2015</a>, ultrapassando a orgulhosa França até lá.</p>
<p>É óbvio que tudo isso é lisonjeiro e, naturalmente, há o mérito de todos nós. Fizemos um bom pedaço da lição de casa, resistimos ao modismo burro da desregulamentação excessiva, soubemos aproveitar algumas oportunidades e, de fato, nunca efetivamos explorações coloniais hostis como forma de fortalecimento de nossas riquezas.</p>
<p>Mas, peço aos nacionalistas de plantão que me perdoem pela polêmica que eventualmente esteja sendo plantada aqui (e desta vez faço justiça ao setor empresarial que quase nenhum alarde fez com a notícia). De fato me sinto bem melhor como patriota e desconfio um pouco do culto nacionalista, não por uma questão ideológica, mas por identificar no ufanismo uma credulidade ingênua, uma certa cegueira.</p>
<p><strong>O que podemos esperar do Brasil?</strong><br />
A questão é que, diante da demolição de um modelo dominante e da coexistência com novas potências que trazem consigo novas referências, questiono o que pode o mundo esperar deste país tropical, tolerante, multicultural, multiétnico e que por anos a fio foi preconceituosamente considerado frágil e distante de um arcabouço cultural apropriado ao progresso? Ou melhor, o que se espera de uma grande e ascendente potência mundial? Aqui me permito conjecturar:</p>
<ul>
<li><strong>Espera-se que sejamos de fato uma potência</strong>, tomados como exemplos de eficiência, capacidade na resolução de nossas próprias mazelas, com transparência inequívoca e capazes de construir um polo econômico verdadeiramente sólido, com democracia e liberdade;</li>
<li><strong>Espera-se que possamos estabelecer uma referência para o desenvolvimento científico e para a inovação</strong>;</li>
<li><strong>Espera-se força estratégica para apoiar e colaborar de forma marcante na contenção de abusos internacionais</strong> e devaneios que coloquem a paz em risco;</li>
<li><strong>Espera-se senso de responsabilidade internacional</strong>, em que a importância da integração global e as verdadeiras questões relativas a sustentabilidade passem a ser encaradas além da retórica e imunes a interesses internacionais nocivos e maquiavelicamente concebidos.</li>
</ul>
<p>Em resumo, as expectativas sobre este Brasil que desde os anos 50 não para de crescer, independentemente de suas mazelas, são plausíveis. As perspectivas, mais que isso, potencialmente serão colocadas em prática e realizadas, pois capacidade não nos falta. Nossa nação tem todo o material humano, natural e financeiro para tal.</p>
<p>No entanto, precisamos, com urgência, declinar de comemorações baratas e colocar, de uma vez por todas, a mão na massa. Precisamos fazer valer tudo aquilo que podemos ser, mas que só seremos se trabalharmos. Muito. O mundo nos espera, com ansiedade. Até o próximo.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Brasil do presente e do futuro: a sexta maior economia do mundo</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 00:37:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Brasil ultrapassa o Reino Unido e se torna a sexta maior economia do mundo. O que é verdade e o que é mito sobre essa notícia? Ainda temos desafios a vencer!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O Brasil do presente e do futuro: a sexta maior economia do mundo" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_brasil_presente_futuro_sexta_maior_economia_mundo.jpg" alt="O Brasil do presente e do futuro: a sexta maior economia do mundo" align="left" hspace="2" vspace="2" />O ano de 2011 se encerra com a notícia de que o Brasil alcançou o posto de sexta maior economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido, conforme <a title="Leia mais" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,brasil-bate-reino-unido-e-se-torna-6-maior-economia-do-mundo-diz-jornal,97257,0.htm" target="_blank">matéria publicada pelo jornal “The Guardian”</a>. Como não poderia ser diferente, a notícia foi recebida com entusiasmo por parte do governo e com algumas críticas por boa parte da sociedade – que nos fez lembrar que ainda possuímos graves problemas em diversas áreas como educação, saúde, infraestrutura, saneamento básico, entre outras.</p>
<p><strong>O Brasil mudou e mudará ainda mais em 20 anos</strong><br />
O ministro Guido Mantega foi rapidamente a público afirmar que <a title="Leia mais" href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2011/12/26/brasileiro-pode-levar-20-anos-para-ter-padrao-de-vida-europeu-diz-mantega.jhtm" target="_blank">o Brasil levará pelo menos 20 anos para alcançar o mesmo padrão de vida europeu</a>. Isso, é claro, se mantivermos o mesmo nível de crescimento atual.</p>
<p>Confesso que tenho uma opinião extremamente prática sobre o assunto: os números de crescimento da <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWErYnJhc2lsZWlyYV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-68">economia brasileira<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> nos últimos 20 anos são suficientes para acreditar que, sim, avançamos consideravelmente nas questões econômicas. Mas, sim, poderíamos estar em patamares melhores. Ok, dentro de um contexto de crise que se arrasta por boa parte do mundo, conseguimos evoluir e apresentar a boa parte da população condições necessárias para acreditar no país.</p>
<p><span id="more-6988"></span>A verdade é que concordo com aqueles que mostram o noticiário recheado de milhares de pessoas que são vítimas do mau atendimento público e se desesperam esperando atendimento no SUS; notícias de muitos brasileiros ainda desamparados pelo Estado, muitas vezes passando fome, também chamam minha atenção. Mas, se olharmos o Brasil de vinte anos atrás, é nítida a diferença: o desenvolvimento de nosso país tornou muita coisa possível.</p>
<p>E não é difícil descobrir qual é o grande e grave problema do Brasil: a corrupção. Dados preliminares apontam que, só em 2011, houve <a title="Leia mais" href="http://oglobo.globo.com/pais/investigacoes-em-5-ministerios-apontam-desvios-de-11-bilhao-3513380" target="_blank">indícios de desvios que somam R$ 1,1 bilhão</a>, em cinco ministérios investigados pela CGU (Controladoria Geral da União).</p>
<p>Para manter o exercício do tempo, imagine o transcorrer dos últimos 20 anos. Quanto de dinheiro público seguiu o caminho da corrupção em detrimento das reais necessidades do país? Pense adiante: mantendo o mesmo padrão nos próximos 20 anos, quanto ainda será desviado se continuarmos tolerando essas práticas?</p>
<p><strong>O desenvolvimento da sociedade</strong><br />
Está mais do que claro que para chegarmos a níveis europeus de crescimento, a população brasileira precisa também crescer como <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/c29jaWVkYWRlXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-56">sociedade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> organizada – isso para que tenhamos atitudes que nos dêem o direito de cobrar os governantes. Chega de ser o “país do jeitinho” ou da imagem malandra, de querer levar vantagem em tudo. Precisamos avançar.</p>
<p>Cabe lembrar que apesar do tamanho da economia – e da notícia de que ultrapassamos o Reino Unido –, <a title="Leia mais" href="http://www.jcnet.com.br/detalhe_opiniao.php?codigo=219644" target="_blank">a comparação do PIB per capita de nosso país e dos países europeus</a> dá a dimensão do desafio que temos pela frente. O Reino Unido ocupa a 20ª posição, com US$ 32 mil de renda per capita, enquanto o Brasil está em 70º lugar, com renda anual de US$ 13 mil.</p>
<p>Se já crescemos, agora precisamos nos desenvolver, melhorar a renda da população e avançar com projetos sociais que garantam mais do que uma simples bolsa no final do mês. É preciso garantir que tenhamos uma nação composta por verdadeiros cidadãos, com direitos e deveres claros e amparados pelo Estado de uma forma inteligente e sustentável.</p>
<p>O Brasil avançou muito e encarou a crise de forma inteligente. Somos a sexta <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> do mundo. O ano de 2011 termina com excelentes notícias, mas também com desafios ainda maiores se considerarmos o potencial e a oportunidade que temos nas mãos. Torço para que 2012 seja um ano convincente no sentido de colocar o Brasil como uma realidade, não como uma aposta.</p>
<p>Feliz 2012 e até lá!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Brasil Potência: os impostos e a necessidade de figuras públicas empresariais</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/11/25/brasil-potencia-os-impostos-e-a-necessidade-de-figuras-publicas-empresariais/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 11:43:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Não há potência econômica livre e democrática que sobreviva à omissão da parcela social geradora de riquezas. O Brasil precisa de figuras públicas empresariais!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Brasil Potência: os impostos e a necessidade de figuras públicas empresariais" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_brasil_potencia_impostos_necessidade_figura_publica_empresarial.jpg" alt="Brasil Potência: os impostos e a necessidade de figuras públicas empresariais" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros Leitores, antes de tudo preciso contextualizar aquilo que denomino como uma figura pública empresarial. Não se trata aqui de uma medição por conta da cobertura midiática ou sobre o volume de entrevistas concedidas a revistas, sites e jornais especializados em gestão, negócios ou <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Da mesma forma, não se trata dos legítimos e acertados apelos para que deixemos de lado os complexos de inferioridade típicos do terceiro mundo em troca de uma atitude acertadamente mais altiva, confiante e determinada.</p>
<p>Trata-se (e aqui estou cobrando), sobretudo, de uma atuação crítica e incisiva daqueles que, em última instância, representam a parcela de contribuintes de maior impacto para a brutal, bilionária e massacrante arrecadação pública brasileira. Alguém que transcenda ideologias, preferências políticas ou interesses setoriais. Mais do que isso, rogo por uma atitude que ultrapasse o patamar das reclamações comuns, mas que traga engajamento, união e profundo senso de participação do empresariado.</p>
<p>Vale lembrar que são também os empresários que, com o seu esforço, suor, disposição ao risco e capacidade para enfrentar intermináveis finais de semana e horas mal dormidas, tocam para frente o desenvolvimento econômico, não obstante o sempre assustador panorama de riscos, a interminável e modorrenta burocracia nacional, uma das maiores taxas de juros do mundo e a nossa tradicional e acachapante carga tributária (sem retorno).</p>
<p><span id="more-6836"></span>É essa a minha cobrança. Confesso o meu cansaço com a eterna ladainha sobre <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bGlkZXJhbiVFN2FfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-60">liderança<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, motivação e o blá-blá-blá politicamente correto cheio de frases de efeito sobre o mundo socialmente responsável. Isso para não falar da chatíssima retórica corporativa, sempre acompanhada de novas modinhas de ocasião.</p>
<p>Afirmo aqui, para não polemizarmos desnecessariamente, que sou totalmente a favor da atitude socialmente responsável, até por observar nela um pilar de sustentação do sistema. Sobre as modinhas, deixo-as para os aficionados.</p>
<p>Mas, questiono: não seria justamente o cuidado, a vigilância, a ativa fiscalização e o efetivo envolvimento nas questões públicas uma excelente forma de exercer a responsabilidade social, justamente por se tratar de um complexo emaranhado de políticas e ações governamentais financiadas e sustentadas pela tributação de quase um terço de tudo o que produzimos?</p>
<p>Qual é a vantagem de nos colocarmos ficticiamente em um universo paralelo de empreendedorismo, busca incansável por eficiência, inovação, competitividade e senso politicamente correto se, ao mesmo tempo, adotarmos a total condescendência, resignação e abandono com tudo aquilo que pagamos ao Estado e suas resultantes em políticas públicas e sociais?</p>
<p>Não seria essa uma excelente atitude socialmente responsável, dotada de sustentabilidade? Não podemos mais nos esquivar dessas questões. Precisamos, com urgência, sair da toca em que fomos colocados (ou em que nos colocamos) e assumir efetivamente nosso papel.</p>
<p>E que não existam dúvidas sobre o apoio da sociedade civil como um todo, seja ela empreendedora ou não. Ela está cansada, farta, aborrecida e ansiosa pelo Brasil Potência que sem dúvida se constrói e se solidifica a cada dia, mas não suporta mais apenas servir com seu <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y2FycmVpcmErdHJhYmFsaG9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">trabalho<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Ela quer ser servida, e com qualidade, pela estrutura que os seus impostos sustentam.</p>
<p>E que também não existam ilusões. Não há potência econômica livre e democrática que sobreviva à omissão da parcela social geradora de riquezas. Eu não conheço.</p>
<p>Até o próximo!</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crescimento econômico, crise financeira mundial e inflação, os desafios do Brasil</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/11/21/crescimento-economico-crise-financeira-mundial-e-inflacao-os-desafios-do-brasil/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 12:39:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
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		<category><![CDATA[selic]]></category>

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		<description><![CDATA[Juros altos normalmente esfriam a economia e contribuem para a queda da inflação. Juros baixos incentivam o crescimento do país. A crise mundial torna a análise mais delicada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Crescimento econômico, crise financeira mundial e inflação, os desafios do Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_crescimento-economico_crise_financeira_mundial_inflação_desafios_Brasil.jpg" alt="Crescimento econômico, crise financeira mundial e inflação, os desafios do Brasil" align="left" hspace="2" vspace="2" />Algum tempo atrás iniciamos um debate extremamente interessante sobre juros, inflação e crescimento econômico e os efeitos dessas variáveis em todo o ambiente econômico brasileiro nos últimos meses, período em que Alexandre Tombini assumiu a presidência do Banco Central. Coincidência ou não, nesse mesmo período tivemos o <a title="Leia mais" href="http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=104036" target="_blank">agravamento da crise na Europa</a>, o que trouxe de imediato para o mundo um crescimento menor e, consequentemente, um esfriamento da economia.</p>
<p>O crescimento do país nos últimos anos, superior até ao percentual que o país pode suportar, trouxe de volta um perigo muito conhecido. Aliás, prefiro chamar o fenômeno de “inimigo íntimo”, já que faz parte da história econômica de nosso país. É ela mesmo, a inflação. Dentro desse contexto, ainda na gestão Henrique Meirelles o COPOM começou a colocar em prática a política de ajustes da Taxa Selic somada às <a title="Relembre como foram as medidas" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,medidas-macroprudenciais-desaceleraram-credito-bc,54625,0.htm" target="_blank">medidas de contenção de crédito</a> para conter a alta dos preços. O dragão está na mira faz tempo.</p>
<p><strong>Meta de inflação e ajuste de juros</strong><br />
O ajuste atual começou a ter algum resultado. A inflação, mesmo acima do centro da meta (4,5% ao ano) e até do teto da meta (6,5% ao ano), deixou de ser a maior preocupação da equipe econômica. O discurso está bem ensaiado: a degradação da crise econômica no mundo criou, na visão do COPOM, a <a title="A crise como oportunidade?" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110831_selic_analise_jf.shtml" target="_blank">oportunidade necessária para iniciar um processo de redução dos juros</a>.</p>
<p><span id="more-6827"></span>Boa parte do <a title="Mercado não aprovou a queda dos juros" href="http://economia.ig.com.br/mercados/copom-decide-selic-sob-desconfianca-do-mercado/n1597295568339.html" target="_blank">mercado encarou os novos ajustes para baixo da Selic com desconfiança</a> e manteve o discurso de que a inflação ainda estava em patamares elevados. A visão fazia todo o sentido e muitos acreditavam que o BC estava cometendo um grave erro que teria tristes consequências já no curto prazo.</p>
<p>Em minha opinião, o mercado e boa parte dos analistas se ateve muito mais aos argumentos e dados internos do que às reais condições e fundamentos da economia no mundo. A miopia que assola boa parte do mercado não deixou alguns analistas observarem que, em momentos como esse, pior do que a inflação é o desemprego e o desaquecimento da economia.</p>
<p><strong>Inflação ou crescimento econômico?</strong><br />
É claro que a <a title="Inflação é perigosa? Claro!" href="http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bolso/alta-da-inflacao-reduziria-poder-de-compra/" target="_blank">inflação reduz o poder de compra do trabalhador</a> e ele é o mais afetado, mais cedo ou mais tarde. Mas, sejamos realistas e sinceros: de que adianta termos uma inflação no centro da meta e uma economia estagnada, com percentuais de desemprego de dois dígitos, como acontece atualmente em alguns países europeus?</p>
<p>O país precisa continuar crescendo, investindo na melhoria do ambiente econômico, realizando as reformas necessárias e modernizando a infraestrutura necessária para nos desenvolvermos mais (de forma responsável, sem comprometer o futuro). A lição de casa também passa pelo maior investimento em educação do cidadão, pois se existe o déficit de profissionais qualificados (e isso já é mais do que conhecido), existe também o déficit ainda maior de cidadania – pessoas que se comportem de forma proativa e que influenciem positivamente o crescimento do país, cobrando os políticos e votando melhor.</p>
<p>Que fique claro que acredito que seja possível manter a inflação sob controle, mas sem exagerar nas doses de juros – o que influenciaria negativamente o desenvolvimento de nossa economia. Neste sentido, as ações do BC parecem ter sido feitas de forma coerente. Vamos ficar de olho para saber como será o desfecho do tema.</p>
<p><strong>Melhora na nota de crédito do Brasil</strong><br />
Na semana passada, a <a title="Brasil tem nota de crédito elevada" href="http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI279615-16357,00-SP+ELEVA+NOTA+DO+BRASIL+POR+COMPROMISSO+COM+METAS.html" target="_blank">Standard and Poor&#8217;s elevou a nota de crédito do Brasil</a>, tanto em moeda estrangeira como local. A agência de risco considera que o Brasil demonstra comprometimento com as metas fiscais, atitude que deixou o país melhor preparado para enfrentar a crise econômica mundial. Vale lembrar que a questão fiscal é uma das principais causas da crise de muitos países europeus.</p>
<p>De certa forma, podemos dizer que estamos em um ambiente econômico mais positivo do que o dos considerados países ricos. Aliás, o Finacial Times fez uma análise neste sentido, em seu blog “Beyond Brics”, lembrando que a <a title="Brasil é notícia mundo afora" href="http://blogs.ft.com/beyond-brics/2011/11/17/brazil-very-good-effort-can-do-better/#axzz1e352z8Sa" target="_blank">elevação do crédito é um grande feito</a> para um país que há pouco tempo afugentou o mundo por causa da superinflação e tinha problemas sérios para pagar suas dívidas.</p>
<p>Temos muito o que comemorar! O Brasil de hoje é, sem sombra de dúvidas, um país melhor do que foi no passado recente. Acredito que seja o momento de trazermos as taxas de juros para níveis civilizados, mesmo em detrimento de picos inflacionários (observados de perto e analisados com inteligência).</p>
<p>Alguns economistas devem começar a perceber que mais do que bater a meta de inflação, o fundamental é geri-la de forma controlada e astuta. Em momentos de crise, o crescimento do país pode ser mais importante do que o cumprimento da meta de inflação, desde que essa avaliação seja revista de acordo com as mudanças nos cenários interno e externo. Você concorda?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu/" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Ricardo Amorim, economista e apresentador do &#8220;Manhattan Connection&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 14:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ricardo Amorim fala ao Dinheirama sobre o cenário econômico atual, as mudanças com as recentes crises e a importância da educação financeira e dos investimentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Ricardo Amorim, economista e apresentador do &quot;Manhattan Connection&quot;" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_entrevista_ricardo_amorim_ricardo_correa-207x268.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Ricardo Amorim, economista e apresentador do &quot;Manhattan Connection&quot;" align="left" hspace="2" vspace="2" />Compreender bem as transformações econômicas vividas por nosso país é um desafio tanto para nossas autoridades, quanto para nossos cidadãos. Interpretar os acontecimentos e, com base neles, tomar a melhor decisão não é tarefa simples. Por isso, insistimos sempre na questão do aprendizado e busca de conhecimento, fator essencial para elevar o nível do debate e criar, como consequência, um ambiente mais agradável para as importantes discussões que os temas &#8220;dinheiro&#8221;, &#8220;finanças pessoais&#8221; e &#8220;economia&#8221; merecem.</p>
<p>Sempre acreditamos que a opinião de qualidade é a diferença que realmente enriquece e faz refletir. Nesta semana, tivemos a honra de entrevistar e conversar com <strong>Ricardo Amorim</strong>, Economista formado pela Universidade de São Paulo e pós-graduado pela ESSEC (Paris). Ele foi um dos poucos que anteciparam a crise elétrica brasileira de 2001, a crise imobiliária americana de 2008, a crise européia de 2010 e suas consequências.</p>
<p>Em 2009, após quase vinte anos de carreira no mercado financeiro internacional &#8211; atuando nos EUA, Europa e Brasil &#8211; Ricardo montou sua empresa, a <strong><a title="Conheça a Ricam Consultoria" href="http://www.ricamconsultoria.com.br/" target="_blank">Ricam Consultoria</a></strong>, que presta assessoria econômico-financeira, de investimentos e de estratégia para clientes no Brasil e no exterior. Além disso, é colunista da Revista IstoÉ e, desde 2003, um dos apresentadores do programa “<em>Manhattan Connection</em>” do canal Globonews.</p>
<p><span id="more-6584"></span>Veja o que ele tem a dizer:</p>
<p><strong>Ricardo, nos últimos 20 anos o mundo mudou muito. Estados Unidos e Europa, que até então ditavam as regras, agora atravessam um período de muita dificuldade. Em sua opinião, podemos afirmar que países como Brasil e principalmente China estarão no comando das ações econômicas mundiais?</strong></p>
<p><strong>Ricardo Amorim:</strong> China, Índia, Brasil e Rússia já estão no comando das ações mundiais, sabendo disso ou não. Isto não significa que substituíram ou substituirão EUA, Europa e Japão, mas que se juntaram a eles neste comando, o que não acontecia antes.</p>
<p><strong>Acompanhando seu trabalho, percebemos que você é mais pessimista quanto aos problemas europeus. Indo direto ao ponto, em sua opinião a União Européia corre risco real de se esfacelar?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> É muito improvável que a União Europeia deixe de existir nos próximos anos, mas chegou o momento dela decidir se está disposta a se integrar ainda mais. Se não estiver, o risco de esfacelamento no longo prazo é bastante real. Recentemente, escrevi um artigo exatamente sobre este tema intitulado <a title="Leia o artigo de Ricardo Amorim" href="http://ricamconsultoria.com.br/news/artigos/economista-ricardo-amorim-interdependencia-ou-morte-09-2011" target="_blank">“Interdependência ou Morte”</a>.</p>
<p><strong>Na última reunião do COPOM se optou por um caminho de queda de juros, quando boa parte dos diretores entendeu que a inflação não é mais o grande perigo para nossa economia, pelo menos nesse momento. Em sua opinião, a medida foi correta ou realmente existiu uma decisão política com interferência da Presidente Dilma na decisão?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> Se houve interferência política ou não, só o tempo dirá, mas foi uma decisão bastante corajosa. Em quase 20 anos analisando decisões de bancos centrais em todo o mundo, é a primeira vez que vejo um Banco Central antecipar-se a um evento econômico ao invés de reagir ao fato consumado.</p>
<p>A decisão do BC foi uma aposta de que a crise europeia e seu contágio sobre o Brasil vão piorar muito e logo. Se acontecer, o que eu acho bastante provável, terá sido uma tacada de mestre. Caso contrário, a inflação continuará subindo e o BC terá de reverter sua decisão.</p>
<p><strong>Um dos desafios de noticiar e discutir economia é abordá-la &#8220;sem economês&#8221;, algo que você faz com muita autoridade. Infelizmente, ainda parece que os mais jovens não se interessam tanto pelo tema. Então, como tornar o assunto mais interessante?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> Tornando-o palpável e próximo da realidade de cada um, ao invés de algo distante e emaranhado em termos técnicos. Uma coisa é dizer: <em>&#8220;há um grande risco de default soberano na Grécia&#8221;</em>, outra é dizer <em>&#8220;se a Grécia der calote, você não vai poder trocar de carro porque faltará financiamento”</em>. Falta ser mais direto e tratar de questões cotidianas com análises mais objetivas e vocabulário econômico mais acessível e explicado.</p>
<p><strong>Outro aspecto importante do debate econômico é a interpretação dos fatos e sua relação com a vida da população e seu dia a dia. Se há o que melhorar na forma como a informação é apresentada, talvez haja espaço para também ensinar alguma coisa através da educação financeira. Vamos mal neste sentido? Por onde começar e o que melhorar?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> Vale começar entendendo que educação financeira pode melhorar muito a vida das pessoas. Não adianta nada trabalhar feito um escravo e não saber investir. A vida só faz sentido se for aproveitada, e um bom planejamento financeiro ajuda a tornar isto possível. Também tenho tentado ajudar, realizando <a title="Palestras Ricam" href="http://www.ricamconsultoria.com.br/palestra-de-economia.php " target="_blank">palestras</a> sobre educação financeira. Pelo <em>feedback</em> que tenho tido, parece estar funcionando. Ou seja, o assunto é relevante e as pessoas se interessam por seus desdobramentos.</p>
<p><strong>Com uma economia mais previsível, estável e uma moeda forte, é claro que melhoramos em relação ao passado. Males como a corrupção, a gestão ineficiente de recursos e a política do benefício próprio, no entanto, deixam alguns jovens desanimados. Qual sua visão sobre o futuro econômico e político do Brasil?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> O copo sempre estará meio cheio e meio vazio. A boa notícia é que estamos enchendo o copo. Nos últimos oito anos, apesar dos muitos problemas que ainda existem, o crescimento do PIB brasileiro foi, em média, o dobro dos 25 anos anteriores. A má notícia é que a melhora do desempenho econômico reduziu a pressão política por reformas que permitiriam que o Brasil crescesse ainda mais, como a reforma da previdência do setor público e a reforma tributária.</p>
<p><strong>Ricardo, muito obrigado pela disponibilidade. Torcemos que continue essa trajetória de sucesso. Pedimos que deixe uma mensagem final para nossos leitores.</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> O mundo e o Brasil estão passando pelas transformações mais profundas de muitas décadas. Compreendê-las permite que tomemos decisões corretas para aproveitar oportunidades e reduzir riscos. Boa informação e análise são hoje mais importantes do que nunca. Assim como o excelente trabalho de vocês, também tento contribuir um pouquinho com análises, notícias e artigos sempre publicados em meu site: <a title="Acesse o site de Ricardo Amorim" href="http://www.ricamconsultoria.com.br/" target="_blank">www.ricamconsultoria.com.br</a>.</p>
<p>Crédito das fotos: <strong>Ricardo Correa</strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A Taxa Selic e o lobby dos juros altos no Brasil</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/09/07/a-taxa-selic-e-o-lobby-dos-juros-altos-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 23:01:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por que o Brasil tem as taxas de juros mais altas do mundo? Como a Taxa Selic alta prejudica a economia brasileira e seu bolso? Como combater direito a inflação?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A Taxa Selic e o lobby dos juros altos no Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_taxa_selic_lobby_juros_altos.jpg" alt="A Taxa Selic e o lobby dos juros altos no Brasil" align="left" hspace="2" vspace="2" />Caro leitor do <em>Dinheirama</em>, o artigo de hoje irá tratar de um assunto bastante polêmico: os juros altos no Brasil e a quem eles interessam. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), para surpresa de boa parte dos analistas e mídia especializada, a taxa básica de juros (também conhecida como Taxa Selic) <a title="Leia mais" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/08/em-meio-crise-e-pressoes-politicas-copom-baixa-juros-para-12-ao-ano.html" target="_blank">foi reduzida em 0,50 ponto percentual</a>, saindo de 12,5% para 12% ao ano.</p>
<p>A surpresa geral se deu pelo discurso tradicional de que a inflação está fora do centro da meta – a visão era a de que a manutenção dos juros mais altos seria indispensável para que os preços pudessem recuar. O discurso do mercado seguiu feroz, especialmente no sentido de considerar a baixa dos juros como interferência da equipe econômica do governo na chamada independência do Banco Central.</p>
<p><strong>Hiperinflação: uma década de dificuldade</strong><br />
Convido você a rever <a title="Leia mais na Veja.com" href="http://veja.abril.com.br/especiais/veja_40anos/p_170.html" target="_blank">um pouco da história dos juros e da inflação</a>. Todo brasileiro com pouco mais de 30 anos deve se recordar de um dos períodos mais tristes de nossa história. A década de 80 e seus diversos planos econômicos podem ser traduzidos como um período de hiperinflação, desemprego e falta de esperanças. O Brasil era refém dos altos preços e da pouca competitividade de sua indústria.</p>
<p><span id="more-6530"></span>Em 27 de fevereiro de 1994, com a publicação no Diário Oficial da <a title="Leia mais no site do Ministério da Fazenda" href="http://www.fazenda.gov.br/portugues/real/realem.asp" target="_blank">medida provisória número 434</a> &#8211; MP 434/94 -, teve inicio o Plano Real, um marco divisor desse triste período e um dos alicerces mais importantes para a caminhada rumo à estabilização econômica.</p>
<p><strong>Metas de inflação, o poder supremo do Banco Central</strong><br />
Em Junho de 1999, após um período de crises financeiras, o Brasil adotou o <a title="Leia mais sobre metas de inflação aqui no Dinheirama" href="http://dinheirama.com/blog/2007/10/16/que-tal-o-regime-de-metas-de-inflacao/" target="_blank">regime de metas de inflação</a> como forma de ancorar a subida dos preços, tendo o Banco Central a responsabilidade de conduzir todos os esforços (monetários e fiscais) para cumprir tais metas.</p>
<p>Os anos foram passando e a inflação foi, na maior parte das vezes, obedecendo ora o topo da meta de inflação definida para o período, ora o centro da meta. De 1994 para cá, a taxa de juros no Brasil atingiu, em seu pico, inacreditáveis 45% ao ano. É verdade que, se observado o gráfico de todo o período, saímos de números expressivos para uma queda também significativa.</p>
<p><strong>Brasil, a maior taxa de juros do mundo</strong><br />
A queda na Taxa Selic é importante, mas tem que sinalizar uma tendência de baixa. A grande pergunta (e o ponto principal desse artigo) que fica é: há necessidade de juros tão altos? Ou ainda: quais os reais motivos que nos fazem <a title="Brasil ainda tem os juros mais altos do mundo - BBC" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110831_selic_analise_jf.shtml" target="_blank">o país com maior taxa de juros do mundo</a>?</p>
<p>Mesmo após a contenção da inflação, o Brasil passou por alguns períodos de pico inflacionário. As commodities aumentavam de preços, os serviços ficavam mais caros e a primeira ação era o aumento das taxas de juros para conter o consumo e esfriar a economia. Parece que os juros são a única arma para “segurar” a economia. Será?</p>
<p>Durante esse tempo, o discurso era de que esse expediente se justificava porque o país tinha problemas de infraestrutura – e por isso nossos produtos e serviços eram caros, mesmo sem ter grande qualidade. O que dizer dos crescentes gastos com a máquina pública, razão também de grande influência na economia?</p>
<p>Com o passar dos anos, a realidade dos juros altos presenteou muitos investidores com altas taxas de retorno sobre seus investimentos em renda fixa, especialmente nos títulos públicos. Do lado do país, presenciamos a dívida pública crescer cada vez mais, o que, aos poucos, foi se tornando um dos nossos grandes problemas.</p>
<p><strong>A independência do Banco Central e os oito anos de Henrique Meirelles</strong><br />
Durante os dois mandatos do Presidente Lula, quando o engenheiro civil Henrique Meirelles esteve à frente do Banco Central, a política econômica seguiu a linha do expediente conservador, ou seja, cada solavanco inflacionário vinha acompanhado de uma martelada de juros.</p>
<p>Mas, se os nossos juros já eram os maiores do mundo, por que a necessidade de aumentá-los ainda mais? Ficava claro que o remédio dos juros atacava o efeito e não a verdadeira causa do problema. O mais triste é que ninguém parecia disposto a enfrentar, de fato, os verdadeiros problemas, mesmo sendo as soluções de conhecimento geral.</p>
<p>O artigo <a title="Leia o artigo" href="http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/8/31/por-que-taxa-de-juros-tao-alta-e-um-crescimento-tao-baixo/" target="_blank">&#8220;Por que taxa de juros tão alta e um crescimento tão baixo?&#8221;</a>, do <strong>Prof. Vladimir K. Teles</strong>, é muito interessante. Se compararmos os países que cresceram tanto ou mais do que o Brasil nos últimos anos, vamos nos surpreender ainda mais. O discurso dos economistas (ou seriam “mercadistas”?) perde ainda mais o sentido:</p>
<ul>
<li>A China, por exemplo, está com os juros em 4,9% ao ano e o crescimento médio do PIB chinês nos últimos anos ficou próximo de 10%. Mas a China é um caso a parte, dirão muitos;</li>
<li>Outro bom exemplo, a Coréia do Sul tem taxa de juros de 3,25% ao ano;</li>
<li>Mesmo Cingapura, que possui dados pouco confiáveis, tem taxa de juros de 6% ao ano.</li>
</ul>
<p><strong>O lobby dos juros altos</strong><br />
O que parece existir é culto à política de juros altos, quando ela não garante, de forma inteligente e sustentável, inflação baixa. A necessidade de <a title="Controle de gastos diminui a inflação - Brasil Econômico" href="http://www.brasileconomico.com.br/noticias/nprint/82488.html" target="_blank">manutenção efetiva de controle dos gastos públicos</a> e as reformas fiscal e tributária, itens que poderiam nos colocar em outro patamar, são decisões adiadas e que não surgem na pauta econômica do país.</p>
<p>Esse discurso, ou lobby para que os juros se mantenham altos, não se justifica mais. Desde 1998, o país apresenta sucessivos superávits primários (atualmente conseguimos economizar 4% do PIB para pagamento dos juros da dívida), mas mesmo com toda essa economia os juros (da dívida) continuam sendo enormes e a dívida pública chega a patamares alarmantes.</p>
<p>O fato é que o governo precisa conter despesas e gastar melhor. Nós, cidadãos, precisamos encarar a realidade de que <a title="Entenda como os juros altos prejudicam a economia" href="http://www.brasil-economia-governo.org.br/2011/04/18/a-taxa-de-juros-e-a-principal-causa-dos-desequilibrios-macroeconomicos-do-brasil-e-ainda-o-copom-pode-ser-substituido-por-um-computador/" target="_blank">os juros altos são vilões tão danosos</a> para o crescimento e desenvolvimento sustentável da nação quanto a inflação. O Brasil não pode mais concordar em ser o país com maior taxa de juros do mundo.</p>
<p>É hora de mudar e encontrar o verdadeiro equilíbrio entre o necessário crescimento e a inflação, mas com decisões duras, talvez impopulares e de longo prazo. Para usar um jargão bem batido, será que haverá “vontade política” para fazer o que é preciso?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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		<title>A verdade no aumento do superávit primário</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 00:20:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O governo anunciou que irá aumentar o superávit primário em 2011. Entenda o que isso significa e quais os verdadeiros desafios econômicos de nosso país.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A verdade no aumento do superávit primário" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_a_verdade_sobre_o_superavit_primario.jpg" alt="A verdade no aumento do superávit primário" align="left" hspace="2" vspace="2" />Durante essa semana fomos surpreendidos por um anúncio, feito pelo Ministro Guido Mantega, de que <a title="Leia mais na Folha.com" href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/966903-governo-aumenta-superavit-primario-em-r-10-bilhoes.shtml" target="_blank">o governo iria aumentar o superávit primário em R$ 10 bilhões</a>. O mercado recebeu a notícia positivamente e os reflexos no mercado foram imediatos: o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu e aumentou a confiança de que em breve teremos o final do ciclo de alta nos juros.</p>
<p>Mas, você, leitor do <em>Dinheirama</em>, sabe exatamente o que é o tal superávit primário? Engraçado como maior parte da imprensa gosta de utilizar jargões específicos, mas são poucos os lugares que realmente explicam de forma simples o que isso representa no mundo real. Vou tentar contribuir neste sentido.</p>
<p><strong>Entenda o superávit primário</strong><br />
Deixando o economês de lado, o superávit primário é o resultado da arrecadação do governo (suas receitas) menos o total de seus gastos, descontando apenas os juros para o pagamento da dívida. Simplificando ainda mais, podemos considerar o superávit como a formação de caixa do governo.</p>
<p><span id="more-6507"></span>Se essa medida é importante e positiva &#8211; e retrata a preocupação do governo em economizar -, não podemos deixar de fazer uma análise um pouco mais contextual. Sabemos que o mundo passa por um período de muitas dúvidas, com Estados Unidos e boa parte da Europa sendo dragados pela crise que começou em 2008 e que ninguém se arrisca a dizer quando irá acabar.</p>
<p>Se a notícia é muito bem-vinda, precisamos entender que na verdade o que será “economizado” não será uma despesa específica. Não estamos falando de um corte, mas da economia adicional que resultou do aumento da arrecadação. As receitas com impostos aumentaram e, ao invés de usar esse saldo adicional para aquecer a economia, o governo irá guardar o dinheiro.</p>
<p><strong>A ineficiência dos serviços públicos</strong><br />
Já abordei em outros artigos que a máquina pública brasileira é ineficiente. Os (altos) gastos com pessoal não são justificados pela qualidade no trabalho. Quando pensamos em serviço público, a imagem que temos (infelizmente) é de cabide de empregos, formado em boa parte pelo instrumento da estabilidade. Isso não é uma novidade.</p>
<p>Os gastos com corrupção e emendas para isso e aquilo discutidas entre governo e parlamentares em troca de apoio é outro ponto a se destacar. As negociatas que garantem a liberação de verbas, os chamados “restos a pagar”, entre outras anomalias, representam um saco sem fundo que corrói a competitividade da economia brasileira. Isso também não é novidade.</p>
<p><strong>Ajustes necessários para o país</strong><br />
Precisamos pensar mais no futuro e trabalhar (política, economia e cotidiano) para o longo prazo. Isso significa, entre outras coisas, buscar um ajuste fiscal e promover o desenvolvimento com o governo exercendo papel de Governo &#8211; longe da necessidade de esconder o sol com a peneira atrás de realidades contábeis distorcidas e mal explicadas.</p>
<p>É fundamental economizar, portanto há motivos para comemorar a notícia de superávit primário. Ok, mas aqui vale a máxima do planejamento, onde economizar significa cortar gastos e não apenas encontrar soluções no aumento de receitas avindo da arrecadação. A realidade de <a title="Leia mais na Exame" href="http://exame.abril.com.br/economia/brasil/noticias/brasileiros-acham-que-governo-arrecada-muito-e-gasta-mal" target="_blank">arrecadar muito e gastar mal</a> precisa acabar. Logo.</p>
<p>Se optarmos pelo caminho da austeridade e planejamento, em breve a pressão dos gastos do governo serão menores, diminuindo a pressão inflacionária e abrindo espaço para o investimento das empresas, que poderão encontrar, no crédito mais barato, melhores opções de desenvolvimento.</p>
<p>Muitos dizem que o que realmente importa é a intenção. Na economia, a intenção de gastar menos do que arrecada sem dúvida pode ser entendida de maneira positiva. É válido, mas insisto na questão estrutural e de longo prazo. Se a intenção for apenas enganar o mercado, não demorará muito para que o truque saia caro.</p>
<p>Não seria muito melhor (e mais inteligente) se o governo decidisse os rumos para os próximos anos com bom senso, planejamento e mais vontade política de longo termo?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crise econômica: oportunidade para o Brasil baixar os juros</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Aug 2011 21:42:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[A crise financeira nos EUA e Europa oferecem uma oportunidade para o Brasil baixarem seus juros e criar uma política fiscal mais inteligente. Entenda a crise e o Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Crise econômica: oportunidade para o Brasil baixar os juros" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_crise_economica_oportunidade_Brasil_baixar_juros.jpg" alt="Crise econômica: oportunidade para o Brasil baixar os juros" align="left" hspace="2" vspace="2" />A semana passada foi marcada pelos extremos. Na segunda-feira, o mercado financeiro viveu momentos de pânico com a <a title="S&amp;P rebaixa nota de dívida americana" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,em-decisao-inedita-agencia-reduz-nota-de-risco-de-credito-dos-eua,79073,0.htm" target="_blank">diminuição do rating dos EUA realizada pela Standard &amp; Poor&#8217;s</a>. Ao mesmo tempo, a situação na Europa também preocupava o investidor. Se já havia conhecimento de que Grécia, Portugal, Espanha estavam com grandes dificuldades, a <a title="França também preocupa" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/957389-bovespa-cai-com-temor-externo-sobre-a-franca-dolar-vai-a-r-162.shtml" target="_blank">França também começou a ser olhada com certa preocupação</a>.</p>
<p>A semana foi caminhando e, aos poucos, a crise foi sendo compreendida de uma maneira menos dramática (pelo menos nesse momento). Existe a compreensão por parte de muitos de que o crescimento econômico mundial continuará pequeno, mas insuficiente para nos levar para o abismo. Fala-se em recessão, mas não em depressão.</p>
<p><strong>O Brasil está preparado para a “nova” crise?</strong><br />
Aqui no Brasil, a presidenta <strong>Dilma Rousseff</strong> e os componentes da equipe econômica se apressaram em garantir que <a title="Dilma e equipe econômica garantem que Brasil está melhor aparelhado" href="http://noticias.r7.com/economia/noticias/brasil-esta-mais-preparado-para-enfrentar-crise-diz-dilma-20110808.html" target="_blank">estamos aparelhados para atravessar com tranquilidade esse momento de turbulência</a>. Os dados econômicos do país merecem atenção: se não são perfeitos (e não são!), podemos considerá-los <a title="Números brasileiros são melhores que no passado" href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2011/08/12/cenario-externo-e-complexo-mas-pais-esta-preparado-diz-tombini.jhtm" target="_blank">relativamente bons se comparados com a maior parte dos países</a>.</p>
<p><span id="more-6438"></span>Talvez a crise seja na verdade a grande oportunidade que o Brasil necessitava de atacar um problema antigo: os altos juros. A crise poderá conter os preços internacionais e jogar nossa inflação para os percentuais desejáveis, dentro da meta – o que abre espaço para juros consistentemente mais baixos, hoje e no futuro.</p>
<p>A queda nas taxas pode trazer diversos desdobramentos importantes para nossa economia. A questão do câmbio, muito falada recentemente, pode ser uma das áreas afetadas positivamente, contendo os apelos da indústria, que se vê totalmente perdida e sem competitividade diante dos produtos importados e dos baixos ganhos com as exportações.</p>
<p><strong>A oportunidade para baixar os juros</strong><br />
Na quinta-feira passada, o jornal &#8220;O Estado de São Paulo&#8221; publicou uma <a title="Estadão entrevista Henrique Meirelles" href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-brasil-podera-sofrer-contagio-da-crise-pelo-comercio,756999,0.htm" target="_blank">entrevista com <strong>Henrique Meirelles</strong></a>, ex-presidente do Banco Central (BC), que vai de encontro com essa expectativa. <strong>José Paulo Kupfer</strong>, economista e blogueiro do Estadão, analisou e deu sua opinião sobre a entrevista no texto <a title="Leia o texto de José Paulo Kupfer" href="http://blogs.estadao.com.br/jpkupfer/oportunidade-na-crise/" target="_blank">“Oportunidade na crise”</a>. Kupfer afirmou:</p>
<blockquote><p>“Os desdobramentos práticos desse diagnóstico não dão margem a dúvidas. O Brasil deveria, desta vez, compensar possíveis efeitos negativos da crise global no nível de atividades com uma ação expansiuonista de política monetária, mantendo contido o lado fiscal”</p></blockquote>
<p>Fico curioso para saber por que, quando esteve à frente do BC, Henrique Meirelles não agiu de forma mais incisiva na questão de baixar mais os juros. Suas decisões e <a title="Meirelles poderia ter sido mais agressivo" href="http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/12/08/em-ultima-reuniao-sob-comando-de-meirelles-copom-mantem-juros-em-10-75-ao-ano-923226580.asp" target="_blank">atuações foram sempre bastante conservadoras</a>.</p>
<p>A crise sem dúvida representa alguns (grandes) desafios à economia global e ao Brasil. O futuro pode reservar inúmeros perigos, mas não dá para negar que possuímos hoje bases consolidadas e muito melhores para transformar dificuldades em oportunidades. Pode ser que a crise prejudique o crescimento no curto prazo, mas aproveitá-la para colocar em prática medidas de interesse nacional pode ser algo inteligente a se fazer.</p>
<p>Os juros deverão cair, é fato. Mas quanto? Por quanto tempo? Veremos&#8230;</p>
<p>Até a próxima. Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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