Dr. Apocalipse, Mantega e a economia brasileira
Publicado por Ricardo Pereira em 23.5.2009 na seção Economia Geral
Nouriel Roubini é um dos economistas mais cultuados nos últimos tempos devido ao sucesso de suas previsões catastróficas sobre o destino crítico da economia mundial. Ele passou de “ovelha negra” para celebridade mundial e tornou-se figura carimbada nos grandes eventos mundo afora. Em um seminário realizado ontem pela Serasa Experian em São Paulo, o novo Oráculo fez novos alertas - um tanto quanto pessimistas.
Só que, desta vez, a próxima vítima é o excesso de otimismo que alguns analistas e o próprio governo brasileiro têm em relação ao crescimento do país. Para o economista, o crescimento não será tão fácil como o governo gostaria que fosse. Mesmo sobre os olhares pouco amistosos de Guido Mantega (Ministro da Fazenda), Roubini não se fez de rogado e disparou:
“Notei que parte do otimismo no Brasil tem relação com a China, e isso parece ser injustificado porque a China está exportando menos e tem excesso de investimento em produção, que já está saturada. (…) As coisas melhoram para os que concentram dois terços do PIB global [os países ricos], mas onde alguns vêem um sinal verde, eu vejo um sinal amarelo. Afinal esses dois terços estão em recessão, e os emergentes estão em pouso forçado”




“Os ricos são ricos porque enxergam oportunidades aonde ninguém mais consegue vê-las”. Essa frase foi dita pelo pai rico de Robert Kiyosaki, autor do best-seller internacional
Uma vez, durante um pequeno debate, um amigo me disse a seguinte frase: “A economia é algo muito importante para ser deixada para os economistas”. Talvez o meu amigo esteja certo, ainda mais quando refletimos sobre o tamanho da confusão em que os “brancos de olhos azuis” nos meteram. De fato, a economia já não pertence mais apenas aos economistas; outros cientistas vêm fazendo importantes contribuições sobre como os agentes tomam suas decisões e por quê.
Nos últimos meses, e durante todos os dias, analistas dos mais diversos países e setores observam com lupa – e muita preocupação – índices econômicos e produtivos que são constantemente divulgados. São análises e opiniões sobre a possibilidade de crescimento dos países, de estagnação econômica, de desemprego e por aí vai. De concreto, e com base nesses números, tem-se feito muito pouco: as ações têm sido concentradas em dar liquidez aos bancos.
O que esperar de uma empresa que enganou diversos investidores e está sendo liquidada pelo Banco Central (BC) desde o início de janeiro? Que seus responsáveis sejam punidos exemplarmente, claro, mas principalmente que ela pare de criar confusão e mais prejuízos. Infelizmente, não é o que acontece. O jornal
















