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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; cultura</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; cultura</title>
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		<title>Será esse o adeus de Steve Jobs?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/08/29/sera-esse-o-adeus-de-steve-jobs/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/08/29/sera-esse-o-adeus-de-steve-jobs/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 18:15:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Steve Jobs decidiu renunciar ao cargo de CEO da Apple. Será o legado de Jobs maior que sua ausência? Como lidar com o futuro da inovação sem o gênio-fundador?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Será esse o adeus de Steve Jobs?" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_sera_fim_steve_jobs_apple.jpg" alt="Será esse o adeus de Steve Jobs?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Na última semana, o mundo todo ficou triste com <a title="Leia mais sobre Jobs e sua saída" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/964869-steve-jobs-renuncia-a-presidencia-da-apple.shtml" target="_blank">o anúncio da saída de <strong>Steve Jobs</strong> do cargo de <em>CEO</em> da Apple</a> – decisão pessoal que, por decorrência dos sérios problemas de saúde, já era esperada. Era público e notório o agravamento das questões pessoais de Jobs, mas a verdade é que todos torciam por sua total recuperação e para que o dia do adeus nunca chegasse.</p>
<p>É verdade que a renúncia ao cargo de <em>CEO</em> vem acompanhada do desejo de permanência como Presidente do Conselho de Administração da empresa, mas o sentimento que prevalece tem relação com as incertezas sobre o futuro da empresa mais valiosa do mundo. A presença de Steve Jobs à frente da Apple é razão indiscutível para seu incrível sucesso.</p>
<p><strong>Dificuldades e oportunidades</strong><br />
Jobs, filho adotado que não finalizou a universidade e teve sua vida desenhada entre altos e baixos, fez de sua persistência e visão diferenciada em relação à experiência final do usuário grandes trunfos na transformação da Apple, que hoje é modelo de competitividade e inovação.</p>
<p><span id="more-6494"></span>Mesmo conhecendo e valorizando os produtos Apple e tendo muitos amigos que são apaixonados pela empresa, ainda não tive a oportunidade de ter nenhum dos seus produtos. Menciono essa curiosidade porque a considero muito importante: Jobs e a cultura Apple vão além dos seus produtos e consumidores; a empresa consegue despertar interesse e encanto mesmo em pessoas que, como eu, ainda não são seus clientes.</p>
<p><strong>O que virá no futuro?</strong><br />
No médio prazo (entre dois e cinco anos), a Apple provavelmente não terá mudanças significativas. O planejamento é sempre realizado no longo prazo e os produtos que serão lançados nesse meio tempo já estão programados. A pergunta que se faz, e que gera angústia em muitos investidores e fãs, é quanto ao que virá depois. <a title="Conheça Tim Cook" href="http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/08/conheca-tim-cook-o-substituto-de-steve-jobs-na-apple.html" target="_blank">Tim Cook será capaz de manter o fascínio e adoração</a> que Jobs criou com a maçã mordida?</p>
<p>A visão do mercado em relação ao patamar que a empresa alcançou diz tudo. As <a title="Ações da Apple se valorizaram com Jobs" href="http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/as-acoes-da-apple-que-se-valorizaram-6-795-na-bolsa-desde-que-steve-jobs-assumiu-a-direcao-executiva-da-empresa-sofreram-uma-queda-de-0-65-nesta-quinta-feira-a-" target="_blank">ações da Apple se valorizaram 6.795% desde que Jobs assumiu o cargo de diretor executivo</a> da empresa, em meados da década de 90 – momento em que a empresa passava por grandes dificuldades e por pouco não faliu.</p>
<p><strong>Ligando os pontos</strong><br />
Um dos momentos que considero mais brilhantes, e que mostra um pouco do pensamento de Jobs, está retratado em um discurso realizado para os alunos que se formavam em <em>Stanford</em>, alguns anos atrás. No discurso, Jobs conta um pouco de sua trajetória e como é necessário aproveitar as oportunidades que a vida nos apresenta, mesmo quando tudo não sai conforme o planejado. Assista:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=66f2yP7ehDs">http://www.youtube.com/watch?v=66f2yP7ehDs</a></p>
<p>É claro que, como toda grande figura pública, também despertou críticas, especialmente na sua conduta centralizadora e obstinada. Seu modo de agir e trabalhar lhe rendeu a fama de carrasco, inclusive nas palavras de muitos ex-empregados, que se diziam humilhados publicamente.</p>
<p><strong>Qual será seu legado?</strong><br />
O que parece claro para todos nós é que se Steve Jobs não tivesse existido, possivelmente a vida tecnológica não seria tão divertida, apaixonante e livre. Este sentimento pode ser visto no comercial de lançamento do Macintosh, em 1984:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Zzo7H1WSn9o">http://www.youtube.com/watch?v=Zzo7H1WSn9o</a></p>
<p>Que este não seja o adeus a Steve Jobs. <strong>Viva Jobs! Viva!</strong></p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Educação Financeira e Cidadania, uma relação delicada</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/06/27/educacao-financeira-e-cidadania-uma-relacao-delicada/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/06/27/educacao-financeira-e-cidadania-uma-relacao-delicada/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Jun 2011 02:23:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Há saída para a corrupção, o descaso com o dinheiro público e o abismo cultural presente no Brasil? Enquanto o consumo mantém as pessoas ocupadas, oportunidades passam!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Educação Financeira e Cidadania, uma relação delicada" src="http://dinheirama.com/files/2011/06/dinheirama_educacao_financeira_cidadania_relacao.jpg" alt="Educação Financeira e Cidadania, uma relação delicada" hspace="2" vspace="2" align="left" />Sempre que converso com amigos e conhecidos sobre educação financeira, uma questão surge de forma espontânea: <em>&#8220;Por que você decidiu especializar-se e trabalhar com o aprendizado sobre finanças pessoais e educação financeira?&#8221;</em>. Afinidade pessoal, claro, é sempre uma resposta honesta. Mas, além de gostar do tema e conhecê-lo, acredito que a relação entre ser humano e dinheiro precisa ser muito melhor explorada, especialmente no sentido da liberdade e da responsabilidade.</p>
<p>Planejar a realização de sonhos e objetivos, aprender a lidar com as frustrações do dia a dia, adiar consumo para criar e multiplicar patrimônio e enxergar a possibilidade de ser livre através da disciplina são experiências enriquecedoras em muitos sentidos. Trabalho com educação financeira porque acredito que ela pode realmente transformar o ambiente familiar. Essa realidade, no entanto, não sensibiliza muita gente.</p>
<p>A missão é nobre, mas os percalços são muito maiores que só a resistência pessoal de cada um em tratar das finanças com naturalidade. Por aqui há um sentimento generalizado, quase que cultural, de que para se dar bem é preciso ser mais esperto. O conceito de construir, criar oportunidades e gerar riqueza com paciência é pouquíssimo valorizado. Imperam a safadeza, o oportunismo e a política <em>&#8220;o que eu ganho com isso?&#8221;</em>.</p>
<p><span id="more-6236"></span><strong>O que dizer de um país democraticamente jovem que abdica de seus princípios fundamentais de transparência?</strong> Sediar o Mundial de Futebol em 2014 e as Olimpíadas em 2016 parece ser um simples pretexto para aumentar a farra com o dinheiro público, tratando a nós, contribuintes e eleitores, como idiotas. O que houve com o Pan-Americano de 2007 não foi uma exceção, infelizmente &#8211; o custo total foi <a title="Leia mais sobre o Pan-2007" href="http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2011/06/15/interna_politica,256945/ministerio-do-esporte-deve-r-36-milhoes-relativos-a-obras-do-pan.shtml" target="_blank">10 vezes maior que o orçamento inicial e praticamente não há legado</a>].</p>
<p>Ora, não é preciso ser muito inteligente para comparar realidades de sedes de mundiais recentes. Veja o caso da Alemanha: construir o estádio Allianz Arena, <strong>do zero</strong>, custou o equivalente a R$ 850 milhões, valor já atualizado monetariamente. A população de Munique exigiu que nenhum centavo de dinheiro público fosse investido na obra, que é privada. O <a title="Leia mais sobre o Maracanã" href="http://mais.uol.com.br/view/5s23gaks9g0y/reforma-do-maracana-pode-ultrapassar-r-1-bilhao-04028D18376AD4B11326?types=A&amp;" target="_blank">investimento previsto para a <strong>reforma</strong> do Maracanã ultrapassa a casa de R$ 1 bilhão</a>. Trata-se de uma previsão. E será usado o seu, o nosso dinheiro.</p>
<p><strong>O que dizer de um país que acolhe um sabido &#8220;fora da lei&#8221; estrangeiro, condenado em seu país, apadrinhando-o através de diversos personagens da política nacional? </strong>Cabe lembrar que a Justiça Brasileira havia sido favorável à sua extradição e que sua permanência foi decisão da figura suprema da nação, o presidente da República. A ordem do &#8220;fico&#8221; foi então votada e cumprida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no início deste mês. Se quer entender o caso, sugiro que <a title="Entenda o caso Batistti" href="http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/06/entenda-o-caso-do-ex-ativista-italiano-cesare-battisti.html" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
<p>Indignados também ficam os muitos estrangeiros sérios que aqui procuram oportunidades e chances, mas que tem na <a title="Burocracia complica chegada de estrangeiros" href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/06/28/agilidade-no-tramite-para-a-permanencia-de-battisti-no-pais-contrasta-com-a-demora-em-casos-comuns.jhtm" target="_blank">burocracia o inimigo principal para sua permanência</a> &#8211; há diversos casos de pessoas que aguardam meses (e anos) para receberem sua documentação. O italiano, acusado de quatro homicídios, recebeu seus papéis em incríveis 13 dias.</p>
<p><strong>O que dizer de um país em que escândalos políticos e financeiros amplamente investigados e noticiados são simplesmente &#8220;empurrados com a barriga&#8221;? </strong>Gravações, flagras, depoimentos, nada disso serve para punir quem arrebata nossas contribuições. Depois de algum tempo, as mesmas figuras voltam ao poder, eleitas por nós ou empossadas por quem quer que seja. Se você não se lembra dos fatos, sugiro três casos emblemáticos (clique sobre eles para ler mais): <a title="Mais sobre o Mensalão" href="http://noticias.r7.com/brasil/noticias/entenda-o-escandalo-do-mensalao-20101007.html" target="_blank">Escândalo do Mensalão</a>, <a title="Mais sobre os Aloprados" href="http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/mercadante-e-quercia-encabecaram-aloprados-mostra-reportagem-de-veja" target="_blank">Dossiê dos Aloprados</a> e <a title="Leia mais sobre o governo Arruda" href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/video+mostra+governador+arruda+recebendo+suposta+propina/n1237609484820.html" target="_blank">Suposta propina no governo Arruda em Brasília</a>.</p>
<p><strong>Onde estamos? Onde queremos chegar?</strong><br />
Eu sei que você quer que eu fale dos contratos excusos entre prefeituras e empreiteiros, licitações combinadas, grupos empresariais formados por políticos que controlam estados e municípios, corrupção, salários pífios de professores, inchaço da máquina pública, oneração tributária, sistema previdenciário à beira do colapso, saúde precária e etc. Ufa!</p>
<p>Eu poderia citar inúmeros outros exemplos de situações constrangedoras para aqueles que, como eu e você, caro leitor, preocupam-se com os rumos de nossos cidadãos. Porque educar é isso: formar cidadãos. Educação financeira é parte do processo, mas depende de um arcabouço de valores, princípios e sentimentos mais sinceros, íntegros e coerentes. Não é que falte seriedade, mas sobra sacanagem&#8230; O desafio é grande. Pois é.</p>
<p>Ficamos &#8211; tenho a certeza de que você concorda comigo &#8211; com a sensação de que falta muita coisa. O quê? Quanto falta? Falta patriotismo? Falta gente engajada, mais consciente de seu poder de transformação e voto? Falta gente séria? Falta &#8220;vontade política&#8221;? Falta tudo isso?</p>
<p><strong>Quem se importa?</strong><br />
O brasileiro, é de se imaginar, deve estar bastante preocupado e chateado com o futuro que o aguarda. Deveria? Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) baseado em pesquisa do Instituto Gallup mostra que <a title="Leia mais no UOL" href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/06/27/brasil-lidera-ranking-de-felicidade-futura-o-que-voce-acha-disso.jhtm" target="_blank">somos o país recordista em felicidade futura</a>. Em uma escala de 0 a 10, o brasileiro dá uma nota 8,7 à sua expectativa de satisfação com a vida em 2014. O índice é o maior entre os 144 países da pesquisa.</p>
<p>Tudo porque podemos comprar a felicidade na próxima esquina e porque enquanto estamos ocupados comprando, valorizando a possibilidade de tudo aquilo que podemos comprar e ter, nos esquecemos da importância de ser, aprender e melhorar. A inclusão social pelas posses é mais divertida que a escolha dos nossos representantes e a luta por melhores exemplos. Afinal, quem disse que você precisa de dinheiro para comprar um carro? Coragem basta!</p>
<p>Veja você, nobre leitor, que o desafio da educação financeira se transformou em um monstro. Domá-lo requer o resgate do ser humano, da família e da transformação também do próximo. Fica fácil apontar o dedo e afirmar que sobram oportunismo, picaretagem e charlatanismo. O duro é olhar no espelho, encarar o grande e vermelho nariz de palhaço e admitir que falta vergonha na cara. Seria um bom começo&#8230;</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A importância do resistente</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/10/04/a-importancia-do-resistente/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Oct 2010 14:03:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Toda empresa tem um ou mais profissionais que são "do contra". Líderes inteligentes já percebem nestas pessoas oportunidades de criar uma empresa mais antenada, com melhores resultados. Isso é possível?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A importância do resistente" src="http://dinheirama.com/files/2010/10/dinheirama_importancia_resistente.jpg" alt="A importância do resistente" hspace="2" vspace="2" align="left" />Ao longo da minha vida profissional, tive o privilégio de vivenciar uma razoável diversidade de experiências e situações. Não faltaram <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZnVzJUY1ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">fusões<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, aquisições, agudas reestruturações organizacionais e alguns naufrágios. Ricas passagens de onde acredito que o maior aprendizado (sem desmerecer o técnico e metodológico) foi e continua sendo, de longe, originado na complexidade do impacto humano nas organizações.</p>
<p>Trata-se de algo multifacetado, que teima em desafiar modelos pré-estabelecidos e a própria lógica, seja ela natural ou convenientemente fabricada. Uma conjugação que nasce das vivências individuais de cada participante do “jogo”, forjando crenças, ilusões e certezas absolutas, ou quem sabe, certeza sobre nada.</p>
<p>É justamente por isso, creio eu, que determinada prática ou método naturalmente aceito em uma determinada empresa, em um determinado setor, é impensável ou encarado como absurdo em outra empresa, do mesmo segmento ou não.</p>
<p><span id="more-5084"></span>No entanto, seja olhando a minha trajetória pelo retrovisor ou observando o momento atual, sempre me deparo com um indivíduo presente em quase todas as situações. Ele se incorpora em diferentes pessoas, não respeita experiência profissional, nem formação técnica, muito menos a hierarquia. Trata-se do resistente. Demonizado, injustiçado e preterido pela insana cultura do <em>“tudo é possível se você acreditar”</em>, esse sujeito é vítima das mais vigorosas perseguições corporativas.</p>
<p>Ele é o obstáculo, a “pedra no sapato”, o “cara do contra”. Naturalmente, muitas vezes é fonte geradora de inúmeros problemas, porém &#8211; sempre existe um porém &#8211; em outras ocasiões traz salvação, lucidez e uma visão “pé no chão” dos acontecimentos.</p>
<p>O fato, leitores, é que cada vez mais noto que muitas <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bGlkZXJhbiVFN2FfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-60">lideranças<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> detestam dissidências ou críticos contundentes. Não me refiro ao acomodado de plantão, ao amante do remanso. Refiro-me àquela voz crítica que resiste aos absurdos, ao impossível, à insensatez.</p>
<p>Não é fácil ser resistente nos dias de hoje. Para se proteger, estes precisam de disfarces durante os eventos e congressos de forte teor motivacional ou comportamental, tão comuns ao dia-a-dia empresarial. Precisam fundamentar com precisão os seus argumentos e encarar o fato de que por algum tempo serão preteridos na cena corporativa.</p>
<p>Por tudo isso, tenho que admitir: gosto dos resistentes, da sua coragem de dizer “não”, de criticar, de navegar contra a maré, de enfrentar o conjunto, o grupo, o <em>status quo</em>, de assumir o pessimismo. Façamos justiça: muitas vezes, dizer “não” evita tragédias anunciadas, protege reputações e bons fluxos de caixa.</p>
<p><strong>Viva o resistente!</strong></p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O que o dinheiro representa para você?</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 11:11:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernadette Vilhena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia Econômica]]></category>
		<category><![CDATA[atividade]]></category>
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		<description><![CDATA[A forma como encaramos o dinheiro diz muito sobre nosso modo de viver. Dinheiro pode estar relacionado à cultura, sexo, poder, sociedade e muito mais. Há um enorme simbolismo em torno do dinheiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O que o dinheiro representa para você?" src="http://dinheirama.com/files/2010/02/dinheirama_simbolismo_significado_dinheiro.jpg" alt="O que o dinheiro representa para você?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Fala-se sobre dinheiro todos os dias, mas raramente paramos para pensar um pouco sobre a riqueza que esse assunto traz consigo. O <strong>Navarro</strong> deixou suas sinceras impressões sobre o tema no artigo <a title="Educação financeira: um estilo de vida" href="http://dinheirama.com/blog/2010/01/29/educacao-financeira-um-estilo-de-vida/" target="_self">“Educação Financeira: um estilo de vida”</a>. Há uma diversidade de simbolismos empregados a ele. Essas representações variam de acordo com o contexto social e de indivíduo para indivíduo. Esse signo flutua do bem ao mal constantemente.</p>
<p>A maioria das informações a seguir foram extraídas e trabalhadas a partir do livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21360098/?franq=247523" target="_blank">“Psicologia Econômica”</a> (Campus), escrito pela psicanalista <strong>Vera Rita de Mello Ferreira</strong>. Uma leitura que recomendo a todos que queiram aprender mais sobre o tema. Vejamos algumas informações colhidas a partir de estudos realizados por vários pesquisadores em diversos campos de conhecimento a respeito do dinheiro.</p>
<p>O dinheiro pode ser concebido como uma construção social onde seu valor é vinculado à cultura local, crença coletiva ou como o seu simbolismo é passado para as futuras gerações. Também nessa linha, diria sociológica, inclui-se a forma como as crianças percebem o emprego do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Z2FuaGFyK2RpbmhlaXJvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-64">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e como os pais transmitem os ensinamentos econômicos a seus filhos.</p>
<p><span id="more-3926"></span>O pensamento psicanalítico, onde <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/RnJldWRfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-52">Freud<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, Forman e mais recentemente os estudos de Stephen Lea abordam as investigações sobre a relação do indivíduo com o dinheiro, sua representação cotidiana e as psicopatologias decorrentes disso. <em>“O dinheiro como tormento interno ou como mentor interno”</em>.</p>
<p>As metáforas também compõem um campo vasto e interessante. Russel Belk cita três linhas nesse sentido:</p>
<ul>
<li><strong>Dinheiro como líquido:</strong> ter ou não liquidez, fluxo de caixa. Algo que se move, que ganhamos e depois usamos, tão bem metaforicamente representado pela expressão “sair pelo ralo”;</li>
<li><strong>Dinheiro como alimento: </strong>tempo de vacas magras ou engordar a conta. Uma necessidade que precisa ser saciada;</li>
<li><strong>Dinheiro e sexo: </strong>conotação mais masculina, associada à virilidade, a geração de riqueza ou estar sem dinheiro. Na popular gíria “Tô duro”.</li>
</ul>
<p>Na sociedade capitalista, o dinheiro é associado ao poder, talento e benção. A falta dele é tida como fracasso, fardo e incompetência. O dinheiro afeta o nosso sentido de identidade: ir à falência ou ter sucesso financeiro tem impacto significativo na autoimagem do indivíduo.</p>
<p>O modo como o dinheiro é originado também é fator de avaliação pessoal. Herança, prêmios, salário ou obtenção através de atos ilícitos atribuem ao dinheiro e ao seu portador conotações positivas ou negativas. Podemos nos lembrar de expressões como <em>“filhinho de papai, tem tudo fácil, não sabe o valor da vida e das coisas”</em> ou <em>“ele nasceu virado para lua, pois ganhou aquele tal prêmio”</em>.</p>
<p>As letras de músicas também estão carregadas de citações sobre o dinheiro e suas implicações. Quem não se lembra dos versos de Paulinho da Viola “Dinheiro na mão é vendaval” ou “Money for nothing” do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/RGlyZStTdHJhaXRzXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">Dire Straits<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>? E tantos outros compositores cantando as alegrias e tormentos desse pedaço de papel&#8230;</p>
<p>Temos também as histórias em quadrinhos, recheadas de aventuras que giram em torno de tesouros e piratas e muito mais, onde seu maior representante é o avarento Tio Patinhas. Os significados são muitos, o dinheiro é elemento de interação social e de discórdias, de alegrias e tragédias, de apego e generosidade, benção ou maldição. Tudo depende do modo como você o concebe e lida com ele em seu cotidiano.</p>
<p>A sabedoria está no equilíbrio e na busca pela qualidade de vida através do uso consciente e inteligente desse signo. O tema é um convite à reflexão sobre nossas representações mentais sobre o dinheiro e os muitos equívocos que cometemos em conseqüência delas. É importante saber que <em>“comportamento econômico reflete comportamento psíquico”</em>, como nos lembra Vera Rita em uma das passagens do seu livro. Você já parou para pensar no que o dinheiro representa para você?</p>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de Stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Bernadette Vilhena</b>.<br>

Pedagoga empresarial, consultora em diversas instâncias da prática educativa nas empresas e autora do livro "Dinheirama" (Blogbooks). Especialista em Gestão de Pessoas e estudos nas áreas de Ergologia, Gestão do Conhecimento e Educação no trabalho.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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