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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; decisão</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; decisão</title>
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		<title>Governo e sociedade discutem e promovem a educação financeira &#8211; Parte 2</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 00:04:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Alguns economistas creem que a taxa de juros hoje exerce, hoje, o mesmo papel da inflação no passado. A inadimplência e o endividamento já são problemas graves.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Governo e sociedade discutem e promovem a educação financeira - Parte 2" src="http://dinheirama.com/files/2012/01/dinheirama_governo_sociedade_discutem_promovem_educacao_financeira_parte2.jpg" alt="Governo e sociedade discutem e promovem a educação financeira - Parte 2" align="left" hspace="2" vspace="2" />No <a title="Leia o artigo anterior" href="http://dinheirama.com/blog/2012/01/03/governo-e-sociedade-discutem-e-promovem-a-educacao-financeira-parte-1/" target="_blank">artigo anterior</a>, falei um pouco sobre as implicações dos dados de uma pesquisa divulgada no <a title="Leia mais sobre o Fórum" href="http://www.bcb.gov.br/textonoticia.asp?codigo=3309&amp;idpai=NOTICIAS" target="_blank">“III Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira”</a> que revela um brasileiro otimista em relação ao seu futuro, mas, ao mesmo tempo, pessimista em relação ao futuro do país.</p>
<p>Nesta segunda e última parte, vou me concentrar em um aspecto que surgiu durante o debate do “Painel 1 &#8211; Diagnóstico de Mercado”, onde especialistas afirmaram que <strong>a taxa de juros hoje exerce o mesmo papel da inflação no passado</strong>. Vale lembrar que as discussões do Fórum se concentraram basicamente nas classes C, D e E.</p>
<p><strong>Como devemos encarar o endividamento?</strong><br />
Se o arrocho e as perdas salariais reais, somados à alta constante de preços corroia impiedosamente a renda das então chamadas classes média e baixa, hoje as classes menos favorecidas, principalmente as C e D, veem parte de sua renda comprometida com o pagamento de juros em função de dívidas não honradas.</p>
<p><span id="more-6998"></span>Alguns economistas veem os índices de inadimplência observados nessa população como um fenômeno natural e passageiro. A justificativa para esse tipo de visão é que como o crédito nunca esteve tão acessível, as pessoas não estão preparadas para esse primeiro contato. Estes acreditam que, com o passar do tempo, elas aprenderão a lidar melhor com essa questão.</p>
<p>Ora, isso equivale mais ou menos ao seguinte: suponhamos que ao completar 18 anos, todos os brasileiros recebessem sua Carteira Nacional de Habilitação, sem que para isso tivessem que se preparar. O único pré-requisito para o acesso à CNH seria a maioridade. E que, em função disso, os acidentes provocados pela imperícia e falta de experiência dos recém-habilitados fossem vistos como parte integrante do processo de aprendizado e, portanto, considerados um fenômeno natural e passageiro.</p>
<p>Eu, particularmente, não tenho essa visão tão simplista e otimista do assunto. Não acho que essa população aprenderá sozinha com seus erros em relação ao não pagamento das contas e aos altos juros. Além disso, as conseqüências do endividamento excessivo, tanto do ponto de vista micro quanto macroeconômico, são desastrosas.</p>
<p><strong>Lidar com dinheiro é questão de cidadania</strong><br />
A própria <strong>Parceria Nacional para Inclusão Financeira (PNIF)</strong>, assim como a <strong>Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF)</strong>, parte do princípio que desequilíbrios financeiros individuais, quando em massa, podem desequilibrar o sistema econômico do país como um todo.</p>
<p>Uma série de iniciativas voltadas para o uso consciente do crédito vêm sendo implementadas em vários segmentos, <strong>mas informação não basta para modificar comportamento</strong>. Além disso, é preciso criar condições para que as pessoas tomem decisões mais acertadas.</p>
<p>A <strong><a title="Leia mais sobre arquitetura de escolhas" href="http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/arquiteto-escolhas-483510.shtml" target="_blank">Arquitetura de Escolhas</a></strong> da <strong>Economia Comportamental</strong> pode ser uma ferramenta valiosa, tanto em termos de políticas públicas, quanto em termos de aplicação na iniciativa privada para o público adulto.</p>
<p>Quanto aos jovens que ainda não cristalizaram comportamentos e crenças referentes ao consumo, poupança, crédito e investimento, considero a <strong>Educação Financeira</strong>, dentro da perspectiva da <strong>Alfabetização Econômica</strong>, uma poderosa aliada. Bem, de qualquer forma passos importantes vêm sendo dados nessa área. Mas todos nós temos nossa parcela de responsabilidade:</p>
<ul>
<li>O governo através das políticas públicas;</li>
<li>A esfera privada através de parcerias e iniciativas dentro do seu campo de ação;</li>
<li>Nós, cidadãos, entendendo que Finanças e Economia não são áreas envoltas numa espécie de névoa onde só os especialistas conseguem caminhar sem se perder, mas sim duas áreas onde nós, pessoas comuns, somos inseridas desde muito cedo (e hoje cada vez mais cedo) e por onde transitaremos até o final de nossas vidas.</li>
</ul>
<p>Por fim, é igualmente importante entender que <strong>a situação do país reflete a somatória dos comportamentos e ações individuais</strong>. Cidadania, afinal, é participar, agir e transformar.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</b>.<br>

Economista com foco em Psicologia Econômica. Atuou na área de Educação durante 12 anos e é autora dos blogs Meu Ipê Amarelo, um blog que fala de infância e educação, e Blogrup-on, um blog informativo sobre compras coletivas.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Governo e sociedade discutem e promovem a educação financeira &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 22:44:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<category><![CDATA[psicologia econômica]]></category>

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		<description><![CDATA[Governo e sociedade discutem, em fórum do Banco Central, quais as principais tendências e mudanças necessárias para maior e melhor inclusão financeira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Governo e sociedade discutem e promovem a educação financeira - Parte 1" src="http://dinheirama.com/files/2012/01/dinheirama_governo_sociedade_discutem_promovem_educacao_financeira_parte1.jpg" alt="Governo e sociedade discutem e promovem a educação financeira - Parte 1" align="left" hspace="2" vspace="2" />O encontro <a title="Veja mais sobre o evento" href="http://www.bcb.gov.br/textonoticia.asp?codigo=3309&amp;idpai=NOTICIAS" target="_blank">“III Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira”</a>, que aconteceu em Brasília nos dias 21, 22 e 23 de novembro, teve como objetivo lançar e debater a <strong>Parceria Nacional de Inclusão Financeira (PNIF)</strong>. Entre os participantes estavam representantes do governo, representantes do segmento de microfinanças, estudiosos e fomentadores, nacionais e internacionais. E lá estava a <strong><a title="Conheça a Dra. Vera Rita" href="http://migre.me/7oHqu" target="_blank">Dra. Vera Rita de Mello Ferreira</a>,</strong> que nos contou um pouco do que aconteceu por lá.</p>
<p>Alguns aspectos me chamaram fortemente a atenção, mas, para não transformar esse artigo em um tratado, preferi dividir o conteúdo em duas partes. Hoje vou me ater a uma pesquisa sobre o perfil do brasileiro em relação ao futuro, cujos dados apontam para <strong>um indivíduo altamente otimista em relação ao seu futuro, mas, em contrapartida, pessimista no que se refere ao futuro do país</strong>.</p>
<p>Do meu ponto de vista, esse dado sobre o perfil do brasileiro em relação a previsões futuras revela de saída dois grandes problemas:</p>
<ul>
<li>O excesso de autoconfiança;</li>
<li>A falta de, digamos assim, um sentido de pertencimento a uma nação, a um povo, a um grupo.</li>
</ul>
<p><strong>Não adianta só acreditar que tudo vai melhorar&#8230;</strong><br />
De acordo com a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/UHNpY29sb2dpYStFY29uJUY0bWljYV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-72">Psicologia Econômica<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, a grande maioria de nós tem uma visão distorcida da realidade quando se trata de prever nosso desempenho futuro. Em geral, temos uma tendência a previsões muito otimistas. É como se o “eu” lá do futuro fosse sempre muito melhor do que o de hoje.</p>
<p><span id="more-6993"></span>Um exemplo disso são as respostas às pesquisas sobre o que as pessoas vão fazer com o 13º salário. Note que essas pesquisas quase sempre ocorrem antes do recebimento da primeira parcela, e a grande maioria diz que usará o 13º para pagar dívidas ou até para investir. Infelizmente, o que ocorre na verdade é que esse desempenho futuro ótimo acaba não se concretizando.</p>
<p>Esse excesso de confiança no desempenho futuro não é exclusivo do nosso comportamento financeiro. Ele está presente em várias outras áreas da nossa vida. Por exemplo, é muito comum que obras e reformas acabem se arrastando por muito mais tempo do que o inicialmente previsto; que vislumbremos um futuro a dois maravilhoso quando estamos no altar; que segunda-feira começaremos o regime; e assim por diante.</p>
<p>Essa autoconfiança exacerbada no desempenho futuro, do ponto de vista financeiro e econômico, pode trazer duas graves conseqüências ao indivíduo: <strong>o endividamento e o empobrecimento na velhice</strong>.</p>
<p><strong>Confiança demais aumenta o endividamento?</strong><br />
O professor <strong><a title="Conheça o Prof. Pablo Rogers" href="http://migre.me/7oHtu" target="_blank">Pablo Rogers</a></strong>, cuja tese de doutorado ganhou o Prêmio Revelação em Finanças do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF), constatou em sua pesquisa que indivíduos com um alto grau de confiança em seu desempenho futuro &#8211; isso aliado a outros fatores, é claro &#8211; apresentam um risco maior de se tornarem inadimplentes.</p>
<p>Isso ocorre porque a pessoa tem tanta convicção de que lá na frente ela será capaz de resolver qualquer questão que acaba ignorando os riscos no presente e, por consequência, acaba não construindo esse futuro favorável.</p>
<p><strong>Quem garantirá seu futuro?</strong><br />
Com relação ao empobrecimento na velhice, o excesso de autoconfiança no desempenho futuro pode fazer com que o indivíduo tenha uma certeza quase inabalável de que sempre conseguirá garantir a sua renda. Segundo dados apresentados no Fórum, apenas 3% dos brasileiros possuem algum tipo de plano de previdência complementar – o que não é de se estranhar.</p>
<p>A despeito das previsões e dos problemas que não só o governo brasileiro, mas governos de outros países vêm enfrentando em função do aumento significativo da expectativa de vida e do envelhecimento da população, ainda são poucas as empresas que oferecem algum tipo de plano de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cHJldmlkJUVBbmNpYV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">previdência<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> complementar e um número ainda menor de empresas que se preocupa em informar seus funcionários sobre essa questão.</p>
<p><strong>O futuro é definido pelo que fazemos hoje!</strong><br />
Pois bem, depois de tudo isso eu diria que um brasileiro altamente otimista em relação ao seu futuro hoje pode contribuir para um Brasil muito pior amanhã. É preciso para de pensar o país como uma entidade autônoma e distante do cotidiano de todos e cada um de nós. Nós e o país não podemos traçar caminhos tão diferentes. A lógica da “Lei de Gerson” é no mínimo ilógica.</p>
<p>Não há como vislumbrar um futuro “cor-de-rosa” se estivermos imersos num lamaçal. Cabeça no lugar, pé no chão e fé no futuro sim. Fé no nosso futuro e no futuro do país que vamos deixar para os nossos filhos, que vão deixar para os filhos deles e assim por diante.</p>
<p>Aprender a considerar o longo prazo e o coletivo na tomada de decisão imediata pode fazer toda a diferença para que todos, nós e o nosso país, tenhamos um futuro promissor.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</b>.<br>

Economista com foco em Psicologia Econômica. Atuou na área de Educação durante 12 anos e é autora dos blogs Meu Ipê Amarelo, um blog que fala de infância e educação, e Blogrup-on, um blog informativo sobre compras coletivas.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Marcelo Cuellar, Headhunter na Michael Page</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/11/01/dinheirama-entrevista-marcelo-cuellar-headhunter-na-michael-page/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 18:55:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<description><![CDATA[Marcelo Cuellar, Headhunter na Michael Page, fala da escolha da profissão, do desenvolvimento da carreira e da importância de ficar atento às oportunidades.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Marcelo Cuellar, Headhunter na Michael Page" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_entrevista_marcelo_cuellar_headhunter_michael_page.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Marcelo Cuellar, Headhunter na Michael Page" align="left" hspace="2" vspace="2" />Que rumo tomar quando o assunto é nossa carreira? Você, jovem leitor, já deve ter se questionado bastante sobre suas escolhas profissionais. Acontece sempre, não é mesmo? Tivemos a oportunidade de conversar sobre isso com <strong>Marcelo Cuellar</strong>, administrador pela Universidade Federal do Paraná, pós-graduado em Recursos Humanos pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie em São Paulo e <a title="Conheça o Blog do Cuellar" href="http://vocesa.abril.com.br/blog/marcelo-cuellar/" target="_blank">blogueiro do site da Revista Você S/A</a> (Ed. Abril).</p>
<p>Marcelo Cuellar faz parte do corpo gerencial da <strong><a title="Conheça a Michael Page" href="http://www.michaelpage.com.br/" target="_blank">Michael Page</a></strong>, consultoria multinacional de recrutamento de executivos, onde é responsável por projetos em empresas dos mais variados segmentos da economia, diferentes culturas organizacionais, nacionais e multinacionais. Cuellar é também músico, com muitos cursos completos relacionados ao tema, como harmonia, improvisação, teoria musical, história da música entre outros.</p>
<p>As transformações pessoais ao longo da carreira e a necessidade de fazer algo que traga retorno financeiro e emocional desperta excelentes discussões nas rodas de amigos. Cuellar deu sua opinião sobre isso nesta entrevista. Acompanhe nosso papo e faça contato com o autor pelo <a title="Siga o Cuellar no Twitter" href="http://www.twitter.com/marcelocuellar" target="_blank">@marcelocuellar</a> (<em>Twitter</em>) e através de seu <a title="Acesse o perfil no LinkedIn" href="http://br.linkedin.com/in/marcelocuellar" target="_blank">perfil no LinkedIn</a>.</p>
<p><span id="more-6764"></span><strong>Marcelo, recentemente perdemos Steve Jobs, uma pessoa com uma trajetória profissional brilhante. Ele criou uma cultura que transformou a forma como as pessoas lidam com informática e influenciou toda uma geração. No famoso discurso aos formandos da Universidade de Stanford, Jobs mostra a importância de trabalhar naquilo que realmente se faz com amor. Em sua opinião, trabalhar com o que se gosta é indispensável para se tornar um profissional de sucesso? Por quê?</strong></p>
<p><strong>Marcelo Cuellar:</strong> Indispensável é uma palavra forte, mas com certeza faz toda a diferença. Parafraseando Confúcio, <em>“se você trabalhar naquilo que você gosta, nunca mais precisará trabalhar”</em>.</p>
<p>Imagine você trabalhar em alguma coisa que você faria até de graça! Agora imagine ainda alguém pagar você para fazer isto! É talvez como se sente o Ronaldinho Gaúcho. Pagam – e muito bem – para ele fazer o que ele ama. É o que acredito que todos devem ter como ideal profissional.</p>
<p><strong>Muito se fala da Geração Y e seu desapego com as corporações. Existe a ideia de que as pessoas dessa geração lidam com a troca de emprego de uma forma diferente (nem só o salário importa). Essa imagem é realmente verdadeira? O que levou a termos uma transformação significativa entre as gerações X e Y?</strong></p>
<p><strong>M. C.:</strong> Não sou um especialista no tema Geração Y, mas acredito que independente da geração, o mundo hoje busca o equilíbrio como nunca visto antes. Há protestos em <em>Wall Street</em> contra os banqueiros, novas seitas e religiões surgindo, explosão da venda dos livros de auto-ajuda e muito mais. Não acho que é uma exclusividade da Geração Y.</p>
<p>Além disso, o mundo nunca ofereceu tantas oportunidades como hoje. Com um clip feito em casa você pode fazer sucesso no mundo todo via <em>YouTube</em>, por exemplo. Mixar seu próprio CD ou mesmo montar e distribuir um filme nunca foram atividades tão acessíveis. Assim, a geração dos jovens de hoje (Y) não sabe qual alternativa seguir. O mundo corporativo é só mais uma entre todas as oportunidades que um jovem talentoso possui hoje para aproveitar tudo o que o mundo oferece.</p>
<p><strong>Um dos principais gargalos para o crescimento do Brasil é a falta de mão de obra especializada. Como as empresas estão “remediando” essa situação? Importar mão de obra de outros países já é uma tendência?</strong></p>
<p><strong>M.C.:</strong> Importar já é uma realidade, mas a legislação brasileira – para o bem e para o mal – apresenta diversos entraves. O que as empresas têm feito é treinar na base e apostar em um número de retenção que faça sentido pelo investimento feito. Retenção também é um tema muito discutido.</p>
<p>O gap entre a necessidade das empresas e a oferta de mão de obra especializada faz com que as empresas apostem no treinamento de qualidade e acelerem a carreira dos profissionais. Nunca se viu tantos gestores novos como hoje. Como tudo na carreira e na vida, isto tem seu lado bom e ruim.</p>
<p><strong>Muitos de nossos leitores são jovens que estão terminando a graduação, se preparando para entrar no mercado de trabalho. Qual o caminho para encontrar uma boa colocação? Os programas de <em>trainee</em> podem oferecer um desenvolvimento interessante? O que mais?</strong></p>
<p><strong>M.C.:</strong> Programa de <em>Trainee</em> não é garantia de sucesso, mas pode ser uma boa porta para quem busca crescer no mundo corporativo. Mas, como eu disse antes, o mundo corporativo é apenas uma das alternativas existentes hoje para jovens brasileiros. O Brasil precisa de muitas outras profissões que nem sempre são abarcadas pelo mundo corporativo.</p>
<p>A dica para encontrar uma boa colocação é fazer algo que você goste. É um pouco do que conversamos no começo da entrevista. Com isso, o sucesso é quase garantido.</p>
<p>E outra coisa: gente talentosa <strong>vai</strong> fazer sucesso, independentemente de empresa ou profissão. O Brasil vive um momento único e precisa de gente talentosa em várias áreas do conhecimento. Lembrando também que o crescimento hoje se dá mais fora do eixo Rio-São Paulo. Tem muita oportunidade fora dos grandes centros.</p>
<p><strong>E as sempre muito comentadas “profissões do futuro”? Existem áreas que podem ser destaques e oportunidades de “ouro” para quem puder ainda escolher esse caminho? Basta escolher? E como ficam a afinidade e o talento para a profissão?</strong></p>
<p><strong>M.C.:</strong> Você pode ter sua aptidão ou talento alinhado às profissões do futuro. O envelhecimento da população é um fato. Isto não quer dizer que só haverá médicos e casas de repouso. Idosos precisarão de Internet, diversão, informação de fácil acesso e entendimento, consultoria financeira, alimentação balanceada, como hoje, apenas com outra orientação.</p>
<p>É o mesmo com o segmento de Óleo e Gás após a descoberta do pré-sal. É lógico que algumas profissões ficaram mais atrativas, mas diversas outras profissões também foram positivamente impactadas com o pré-sal. Tome o exemplo dos pilotos de helicópteros. Volto a dizer: gente talentosa sempre vai enxergar as oportunidades e aproveitá-las.</p>
<p>As dicas são:</p>
<ol>
<li>O caminho se faz ao caminhar. Por isso comece a andar agora;</li>
<li>Errar faz parte. Mas só valem erros novos;</li>
<li>Nunca é tarde para mudar. Por isto não há uma responsabilidade de escolher agora a profissão da vida toda. Até porque, segundo estudos, ela deve mudar no mínimo sete vezes ao longo da vida.</li>
</ol>
<p><strong>Como você disse, é cada vez mais comum encontrarmos profissionais que, no meio da vida profissional, resolveram mudar de carreira. A que devemos esse movimento? Qual o caminho apropriado para quem se decide por esse caminho?</strong></p>
<p><strong>M.C.:</strong> Tem um texto no meu blog, <a title="Leia o texto completo" href="http://vocesa.abril.com.br/blog/marcelo-cuellar/?p=152" target="_blank">“Quero mudar de carreira. E agora?”</a>, que fala justamente sobre isso. Querer mudar de profissão vai ser cada vez mais normal. Como falei anteriormente, as possibilidade são muitas e serão cada vez maiores. O mundo ficou menor, as distâncias encurtaram e as possibilidades se multiplicaram.</p>
<p>Como falo no artigo, o caminho a trilhar não é o ímpeto nem a decisão emocional. É preciso refletir. Mas só refletir também não dá, até porque você nunca terá todas as respostas. A ação é o mais importante. Há <a title="Leia os comentários" href="http://vocesa.abril.com.br/blog/marcelo-cuellar/?p=152#comments" target="_blank">comentários bem interessantes</a> no texto que indiquei, em específico de gente que tentou e conseguiu!</p>
<p><strong>Marcelo, muito obrigado pela entrevista e parabéns pelo seu excelente trabalho. Por favor, deixe uma mensagem final para nossos leitores.</strong></p>
<p><strong>M.C.:</strong> O Brasil vive um momento único e muito positivo. Há oportunidades em todos os lados, mas é preciso ousar. O nosso momento chegou e precisamos agarrá-lo e agora! Bora fazer sucesso! Parabéns a vocês pelo trabalho sensacional e obrigado pela oportunidade. Até a próxima.</p>
<p>Foto: <strong>divulgação</strong>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Compramos mais por necessidade ou vaidade?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/10/17/compramos-mais-por-necessidade-ou-vaidade/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 17:39:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Júnior Gonçalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[carro]]></category>
		<category><![CDATA[celular]]></category>
		<category><![CDATA[compra]]></category>
		<category><![CDATA[decisão]]></category>
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		<description><![CDATA[Você já parou para analisar suas decisões financeiras e compras? Você compra mais por necessidade ou por vaidade? Os cuidados com nossas decisões podem nos fazer pessoas mais felizes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Compramos mais por necessidade ou vaidade?" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_compramos_mais_por_necessidade_ou_vaidade.jpg" alt="Compramos mais por necessidade ou vaidade?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por diversas vezes me fiz a pergunta que intitula este texto. Depois de ler um dos recentes textos do <strong>Navarro</strong>, <a title="Leia o artigo do Navarro" href="http://dinheirama.com/blog/2011/09/29/sucesso-riqueza-e-bem-estar-so-iniciativa-nao-basta-para-vencer/" target="_blank">“Sucesso, riqueza e bem estar: só iniciativa não basta para vencer!”</a>, pensei um pouco mais sobre o assunto e resolvi atrever-me a escrever um artigo refletindo sobre a diferença de quando nós compramos por necessidade e de quando compramos simplesmente por vaidade.</p>
<p><strong>Quem tem o celular mais moderno?</strong><br />
Há mais ou menos cincos anos, começou na turma da minha faculdade a “febre” de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/dGVsZWZvbmUrY2VsdWxhcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-64">celulares<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> multifunções. A cada semana chegava alguém com um aparelho de última geração, sempre fazendo questão de exibi-lo para o resto da turma. Dentre as muitas funções presentes nos novos aparelhos celulares (muitas vezes inúteis, diga-se de passagem), a tecnologia <em>Bluetooth</em> começava a popularizar-se – a “febre” tornou-se ainda mais evidente com a troca de arquivos e toques “descolados” entre os colegas, inclusive durante as aulas.</p>
<p>Certo dia, durante o intervalo, um colega veio mostrar-me seu novo celular e, depois de discorrer sobre as maravilhas tecnológicas do seu aparelho, ele disparou a seguinte pergunta, acompanhada de uma voz assoberbada: <em>“Cadê o seu celular?”</em>. Olhei para ele e, tirando o celular do bolso, respondi prontamente: <em>“Aqui, está aqui”</em> – e estiquei a mão com o aparelho em sua direção.</p>
<p><span id="more-6699"></span>Lembro como se fosse hoje da cara de surpresa dele quando viu meu “antiquado” celular. <em>“Puxa vida!”</em> – exclamou ele –<em> “&#8230;mas esse aí não tem nada”</em> – continuou ele tentando disfarçar seu esnobismo. <em>“Não!”</em> – respondi enfático – <em>“Tem apenas o essencial, que é fazer e receber ligações”</em>.</p>
<p>Apesar de não ter gostado muito da minha resposta, nos dias seguintes meu colega continuou mostrando as novas funções que ele aprendia no celular. Por diversas vezes, ele tentou me convencer de que o celular “X” estava em promoção na loja “XPTO” e que eu poderia fazer como ele: parcelar o valor em 12 vezes sem juros no cartão. Eu preferia despistá-lo e mudar o rumo da conversa.</p>
<p><strong>Quero usar ou esbanjar?</strong><br />
Embora tenha fascínio por tecnologia desde a infância, o celular é uma das coisas que nunca me atraiu e que só comprei quando precisei, por motivo de trabalho. Neste episódio com meu colega de faculdade, meu celular já era pré-histórico, admito. Por mais que seja difícil de acreditar, eu o utilizei por mais de seis anos e só o abandonei no mês retrasado, porque a bateria pifou e não segurava mais carga.</p>
<p>Nunca quis trocar de celular porque nunca vi necessidade pra isso, mas depois que o celular me deixou na mão várias vezes, não tive outra escolha e comecei a procurar por um novo modelo para comprar. Pesquisei vários modelos, preços e lojas diferentes. Antes de decidir por qual comprar, utilizei o poder das redes sociais para ter opiniões sobre qual seria o melhor aparelho.</p>
<p>Entre várias sugestões com valores estratosféricos, um modelo não tão caro destacou-se. Mesmo custando bem acima do que eu tinha planejado gastar, o custo/benefício do aparelho parecia ser realmente interessante. Foi dessa forma que comprei meu atual celular, um <em>smartphone</em> <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/U2Ftc3VuZytHYWxheHlfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-64">Samsung Galaxy<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> 5.</p>
<p>Estou com o modelo novo há pouco mais de dois meses e, apesar das centenas de recursos que o aparelho oferece, eu ainda utilizo o celular apenas para duas coisas: fazer e receber ligações. Para não dizer que nunca utilizei outra coisa, uma vez usei o <em>GPS</em> integrado, “twittei” umas duas vezes e brinquei com o <em>Angry Birds Rio</em> enquanto esperava na fila do banco.</p>
<p>Depois e começar a escrever este texto, uma constatação invadiu minha cabeça: comprei um novo celular por necessidade, mas escolhi o atual modelo simplesmente por vaidade. Apesar de ter feito uma boa compra considerando o valor que paguei (à vista), eu não tinha a menor necessidade de pagar mais por uma centena de funções que quase nunca utilizo. Olhando lado “positivo” disso tudo, pelo menos terei um “aparelho da moda” por pelo menos um ano e que utilizarei quatro ou cinco vezes mais.</p>
<p><strong>A expectativa da sociedade vai longe&#8230;</strong><br />
Essa história com o celular me faz refletir sobre outro momento semelhante, cuja pressão da sociedade incomoda: a compra do carro. Amigos e conhecidos sempre me questionam sobre quando irei comprar o meu carro, como se isso fosse tão simples como comprar uma jujuba no supermercado. Nem sempre eu digo, mas na minha cabeça a resposta já está formatada: <em>“Comprarei quando realmente tiver necessidade ou condições de comprar um”</em>.</p>
<p>Hoje, tenho uma moto Honda Titan 98 e gasto R$ 80,00 por mês com gasolina para ir trabalhar todos os dias e para viajar até Campinas uma vez por semana (curso de pós-graduação). Se tivesse que fazer esse mesmo percurso de carro o mês inteiro, o gasto com combustível e pedágio sairia na faixa de R$ 300,00 por mês, ou seja, quase quatro vezes mais.</p>
<p>Quem possui um carro, por mais popular que seja, sabe melhor do que eu quanto realmente custa ter e manter um carro. Esse valor de R$ 300,00 não é um chute, afinal eu pego emprestado o carro do meu pai para ir trabalhar e para frequentar a pós-graduação em Campinas quando está chovendo. Tenho ciência de quanto minhas despesas irão aumentar quando eu tomar a decisão de comprar um carro.</p>
<p>Por fim, gostaria de deixar bem claro que não estou dizendo que não devemos comprar celulares caros e que ter carro é coisa de louco. A questão é que, no meu caso, na minha atual situação financeira, a compra de um carro seria mais por vaidade do que por necessidade, como aconteceu com o celular. Eu não precisava do <em><a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/c21hcnRwaG9uZV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">smartphone<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a></em>; eu não preciso de um carro agora.</p>
<p><strong>Então você quer ter tudo?</strong><br />
Tenho ressalvas em relação às atitudes tomadas simplesmente para satisfazer a ânsia de status imposta pela sociedade, que “classifica” como “felizes” os possuidores de carros novos e celulares modernos, não interessando o tamanho da dívida feita neste sentido. Provavelmente, comprarei um carro quando tiver um filho – objetivo que eu e minha esposa planejamos para os próximos dois anos. Enquanto formos apenas nós dois, a moto nos atenderá muito bem.</p>
<p>O celular moderno eu já comprei e paguei, não tem volta. Mas suas lições ficaram marcadas e servirão como parâmetro para minhas futuras decisões; e geraram este texto que, sem pretensão alguma, pode também transformar as suas decisões ao lado de sua família.</p>
<p>Foto: arquivo pessoal.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Júnior Gonçalves</b>.<br>

Trabalha no setor de T.I. do Instituto Bairral de Psiquiatria e atualmente é pós-graduando em Desenvolvimento de Sistemas para Web pela FAC III - Campinas. Nerd por vocação e blogueiro por opção, desenvolve por hobby alguns trabalhos como freelancer e escreve no Neurônio 2.0 e no Hiperbytes. No Twitter: @JrGoncalves85<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O sucesso tem perseverança, motivação, disciplina e muitos fracassos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/09/23/o-sucesso-tem-perseveranca-motivacao-disciplina-e-muitos-fracassos/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Sep 2011 22:46:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[ação]]></category>
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		<description><![CDATA[Qual o segredo do sucesso financeiro e das pessoas bem-sucedidas? Fracassar muito é um deles. Você está pronto para essa realidade? Topa se tornar uma pessoa de sucesso?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="O sucesso tem perseverança, motivação, disciplina e muitos fracassos" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_sucesso_perseveranca_motivacao_fracassos.jpg" alt="O sucesso tem perseverança, motivação, disciplina e muitos fracassos" align="left" hspace="2" vspace="2" />Patrícia</strong> comenta: <em>“Navarro, vejo por ai muitos livros que falam de como atingir o sucesso, como ficar rico e se dar bem na carreira. Ao mesmo tempo, vejo muita gente criticar esse tipo de obra. Para alguém jovem, que sonha e que entende que é preciso muita força pessoal para vencer, o que levar em conta? Por onde começar? O que ler? Obrigada”</em>.</p>
<p>Particularmente, eu gosto das histórias de sucesso bem detalhadas. Em geral, histórias de sucesso bem contadas oferecem alguns ingredientes comuns: perseverança, motivação, disciplina e muitos fracassos. Vistas assim, essas palavras podem mesmo parecer artimanhas de mais um texto de autoajuda. Cuidado! Não se engane, esses diferenciais são raros e dependem muito mais de reações e decisões diante das circunstâncias que de uma “vontade extra de vencer” nascida diante de uma leitura qualquer.</p>
<p><strong>Os desafios que enfrentamos</strong><br />
As razões para escolher entre os caminhos possíveis são pessoais; a necessidade de lidar com as consequências também. Falemos diretamente de dinheiro: quando você escolhe a compra de um novo bem ou produto, em hora errada e com condições comerciais ruins para o seu bolso, usa suas razões para justificar a compra, mas sabe muito bem que tipo de decisão tomou.</p>
<p><span id="more-6606"></span>Em outras palavras, seu orçamento será prejudicado, você terá dificuldades para realizar outras metas e terá menos dinheiro ao final do mês. E você sabe disso. A partir daí, você terá, de modo forçado, que reavaliar suas prioridades – e fazer isso a contragosto não costuma dar bons resultados. Então, apesar de saber o que houve, é provável que você prefira esconder-se dos erros, usando desculpas esfarrapadas e discursos furados para sustentar sua situação.</p>
<p><strong>A diferença está em encarar o problema</strong><br />
Depois de um começo pesado, tratando de problemas financeiros chatos, volto às histórias de sucesso. Experimente lê-las. Você vai perceber que errar é uma constante, mas há aprendizado e seguidas tentativas de vencer os desafios, fazer mais e sobressair. Existe um desejo genuíno de ser melhor (não confunda com ser mais rico ou ter mais). Diante de uma situação como a que descrevi parágrafos atrás, resta a você duas alternativas:</p>
<ol>
<li><strong>Aceitar, enfrentar, mudar e insistir.</strong> Traduzir aprendizado assim parece querer complicar as coisas, mas a verdade é que não encontrei outras palavras para isso;</li>
<li><strong>Desistir, blasfemar e se endividar ainda mais.</strong> Afinal, tapar os olhos para o que acontece com você e sua família e parecer feliz é mais fácil e certamente traz conforto. Se esse estilo de vida é sustentável? A resposta você já sabe.</li>
</ol>
<p>Vamos trabalhar as palavras que mencionei no início do texto?</p>
<p><strong>Persistência</strong><br />
Ainda que o caminho não seja o apropriado (é difícil conhecê-lo de antemão), o bem-sucedido insiste e envolve mais gente em torno de suas metas. Ele não sabe bem onde suas ações vão dar, mas “paga pra ver” e arrasta um exército com ele. Ele não desiste. Ele persiste.</p>
<p><strong>Motivação</strong><br />
As razões para continuar tão focado não vêm dos tapinhas nas costas dados por seus amigos e colegas, mas de seu próprio processo de tomada de decisões. O resultado só será conhecido se o compromisso de buscá-lo permanecer maior que as desculpas. Se quiser olhar de outra forma, pense que a energia para acertar ou errar é a mesma.</p>
<p><strong>Disciplina</strong><br />
É nítida a relação entre conhecimento, prática e resultados. Um problema só encontra solução se sobre ele forem aplicados suor, lágrimas e muitas tentativas. Treino, formação continuada e muito trabalho resultam em um ser humano que faz muito mais que aquilo que esperam dele. Ele vai além porque se disciplina a enfrentar os perigos da rotina e da zona de conforto.</p>
<p><strong>Fracassos</strong><br />
Algumas portas fechadas, tombos, recomeços e notícias ruins fazem parte do cotidiano de todos nós. Gosto muito de uma frase de <strong>Roberto Shinyashiki</strong>, autor do ótimo livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1510479/?franq=247523">&#8220;Tudo ou Nada&#8221;</a> (Ed. Gente), que diz que <em>“desistir de mudar é muito mais fácil que decidir mudar”</em>. Fracassar faz parte; sofrer também. As frustrações deveriam ser encaradas de forma tão natural quanto as vitórias – ambas fortalecem o caráter.</p>
<p>O recado final é simples: <strong>algumas coisas dependem realmente de você</strong>. Muitas outras dependem de como você reage e decide agir em relação às consequências daquilo que escolheu. Ou seja, quer encare isso como autoajuda ou não, você tem responsabilidades imensas para consigo mesmo e seu sucesso, seja lá o que isso signifique para você.</p>
<p>Faça uma reflexão sobre a situação de suas finanças. Você ainda acha justo culpar o baixo salário (ele sempre será baixo), as promoções/liquidações irresistíveis e seu desejo incontrolável pelos seus problemas financeiros e endividamento cada vez maior? Cômodo demais, mas nada prático, não acha?</p>
<p>Hora de começar a agir. Anotar receitas e despesas, negociar melhor, definir objetivos interessantes (capazes de motivá-lo), rever prioridades, poupar, ler e raciocinar mais. Ah, e não se apegue muito ao debate quente sobre o que é ou não autoajuda, isso só vai fazer você ler menos e ficar mais chata(0). Até mais.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Orçamento &#8211; Como calcular o custo médio mensal de seu carro &#8211; Parte 2/2</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/09/21/orcamento-como-calcular-o-custo-medio-mensal-de-seu-carro-parte-2-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 10:38:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisson de Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Orçamento]]></category>
		<category><![CDATA[Tutoriais]]></category>
		<category><![CDATA[carro]]></category>
		<category><![CDATA[custo]]></category>
		<category><![CDATA[decisão]]></category>
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		<category><![CDATA[fluxo de caixa]]></category>
		<category><![CDATA[planilha]]></category>

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		<description><![CDATA[Aprenda a calcular as despesas com o seu carro a partir de uma análise de fluxo de caixa mensal e através da importância do orçamento doméstico. Quanto custa ter um carro?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Orçamento – Como calcular o custo médio mensal de seu carro – Parte 2/2" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_orcamento_custo_medio_mensal_carro_parte2.jpg" alt="Orçamento – Como calcular o custo médio mensal de seu carro – Parte 2/2" align="left" hspace="2" vspace="2" />No artigo anterior, <a title="Orçamento - Como calcular o custo médio mensal de seu carro - Parte 1/2" href="http://dinheirama.com/blog/2011/09/19/orcamento-como-calcular-o-custo-medio-mensal-de-seu-carro-parte-12/" target="_blank">“Orçamento – Como calcular o custo médio mensal de seu carro – Parte 1/2&#8243;</a>, foi apresentado um método de cálculo dos gastos relativos a possuir um carro com o auxílio de uma <a title="Faça o download da planilha" href="http://www.dinheirama.com/wp-content/uploads/planilhas/Carro_Despesas_medias_mensais_Prof_Elisson_de_Andrade_Dinheirama.zip" target="_blank">planilha em Excel</a>, disponibilizada para download gratuitamente. Se você ainda não tem o arquivo, <a title="Faça o download da planilha" href="http://www.dinheirama.com/wp-content/uploads/planilhas/Carro_Despesas_medias_mensais_Prof_Elisson_de_Andrade_Dinheirama.zip" target="_blank">clique aqui para realizar o download</a>.</p>
<p>A partir de tal conhecimento, avançaremos na questão incorporando o custo médio mensal, calculado com auxílio da planilha, em uma análise de fluxo de caixa. Esse ferramental nos permitirá extrair conclusões muito importantes para as suas finanças pessoais.</p>
<p>Para uma melhor compreensão de como inserir o custo médio mensal de um carro em um fluxo de caixa de forma a planejar o orçamento doméstico, elaborei um vídeo que esclarece exatamente essa questão. Assista-o logo abaixo, e em seguida lançarei algumas questões para que você reflita sobre o assunto.</p>
<p><span id="more-6591"></span>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=yz5G-SGzrDA">http://www.youtube.com/watch?v=yz5G-SGzrDA</a></p>
<p>Utilizando-se do fluxo de caixa planejado para analisar as despesas relativas a possuir um carro, como exposto no vídeo, nota-se que é possível se prevenir contra alguns gastos significativos e que acabam por endividar boa parte da população que anda sobre quatro rodas.</p>
<p>Gostaria de destacar que os custos de se ter um carro ainda podem ser maiores se considerarmos outros dois fatores: <strong>depreciação e custo de oportunidade</strong>. Apesar de ambos não influenciarem diretamente o fluxo de caixa, também devem ser encarados como um custo.</p>
<p>A depreciação diz respeito ao valor do carro, que diminui ao longo do tempo, causando uma perda em seu patrimônio. Já o custo de oportunidade significa que o dinheiro da compra (à vista ou parcelada) poderia ser investido e você está deixando de ganhar juros com isso.</p>
<p>Outra questão pertinente quando se compara as situações de ter ou não um carro é <strong>considerar na análise alguns custos relativos à opção de não ter o carro</strong>. Dependendo da situação de cada pessoa, não ter um carro significa:</p>
<ul>
<li>Despesas com ônibus, trem, metrô, taxi etc;</li>
<li>Diminuição da agilidade de locomoção, implicando em desperdício de tempo (e isso também é um custo);</li>
<li>Diminuição no bem estar, que poderá ser transformado em valor monetário à medida que se pense: <em>“quanto estou disposto(a) a pagar pela conveniência de ter um carro?”</em>.</li>
</ul>
<p>O que estou querendo dizer é que não ter um carro não significa que seus custos serão zero com transporte. Existem os custos que impactam diretamente o fluxo de caixa (ônibus, metrô etc.) e aqueles relativos a cada pessoa (desperdício de tempo, diminuição do bem estar etc.).</p>
<p>Para concluir, lanço algumas questões para que você reflita e aprimore sua percepção financeira:</p>
<ol>
<li>No momento de tomar a decisão entre comprar ou não um carro (ou decidir qual modelo escolher), as despesas médias mensais influenciavam na sua escolha? Depois de ler esse artigo, essa questão passará a influenciá-lo?</li>
<li>Tente lembrar quantas pessoas você já conheceu, ao longo de sua vida, que fizeram um sacrifício imenso para ter o primeiro carro, ganharam os parabéns de toda a família pela “nova conquista”, mas geralmente ficaram com o carro parado na garagem por falta de dinheiro para colocar combustível, além do receio em sair por não ter dinheiro para pagar um seguro?</li>
<li>Ainda com relação à pergunta anterior, você acredita que o fato dessas pessoas não tomarem uma decisão técnica ao comprar seu primeiro carro, se deve, principalmente, a que fator: falta de conhecimento financeiro ou devido à emoção se sobressair à razão?</li>
<li>O que é mais difícil: ter disciplina suficiente para guardar dinheiro todo mês para fazer frente à despesas futuras ou a angústia de ver aumentar suas dívidas toda vez que o carro dá alguma despesa?</li>
</ol>
<p>Pense bem nessas questões, pois refletir é uma das melhores maneiras de exercitar sua inteligência financeira. Isso porque, a partir de uma opinião mais sólida sobre dinheiro, será mais fácil mudar a maneira como você lida com ele e toma suas decisões financeiras.</p>
<p>Boa sorte em suas finanças e vida pessoal. Até a próxima!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Elisson de Andrade</b>.<br>

Doutorando em Economia Aplicada pela ESALQ-USP, professor universitário nas áreas de Matemática Financeira, Mercado de Capitais e Finanças Pessoais, responsável pelo blog Suas Finanças Pessoais. Oferece ainda um curso gratuito sobre Etapas do Planejamento Financeiro via e-mail, bastando apenas cadastrar-se no site.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>A política e você: a omissão jamais será lucrativa</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/09/16/a-politica-e-voce-a-omissao-jamais-sera-lucrativa/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/09/16/a-politica-e-voce-a-omissao-jamais-sera-lucrativa/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Sep 2011 14:30:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[decisão]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[governo]]></category>
		<category><![CDATA[iniciativa]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[profissional]]></category>
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		<description><![CDATA[As pessoas pró-ativas e engajadas parecem cada vez menos se interessar pela política. Sobram os inaptos. Por que isso é perigoso e o que deve mudar para garantirmos um futuro melhor?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A política e você: a omissão jamais será lucrativa" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_a_omissao_jamais_sera_lucrativa.jpg" alt="A política e você: a omissão jamais será lucrativa" align="left" hspace="2" vspace="2" />Caro leitor, desde muito cedo na jornada profissional, seja ela no mundo corporativo ou empresarial, aprendemos o valor da iniciativa. O valor da não passividade, a aversão ao comodismo. Com isso, ao longo do tempo foi-se construindo uma cultura de ativismo no trabalho, onde os acomodados passaram a ser (evidentemente que sempre foram) rotulados com o carimbo do baixo potencial. Por outro lado os profissionais tidos como ativos foram selecionados para ser a ponta de lança em um universo de implacável competição.</p>
<p>Esses últimos, também rotulados, receberam um carimbo diferente, carregando nas costas a responsabilidade pelos riscos, pelas derrapadas e pelas trombadas. Sim, a vida desses abnegados não é nada fácil e um dos maiores riscos que enfrentam é justamente o do não reconhecimento. Mas mesmo assim, corajosos, decidiram protagonizar e com isso alimentar o pavor de serem coadjuvantes.</p>
<p>Recentemente, esse ser ativo, destemido e voluntarioso – aqui excluo os acomodados de sempre, pois destes pouco se espera mesmo – passou a carregar, nas mesmas costas onde se alojam seus rótulos, alguns pesos extras. Então, pouco a pouco, não bastava mais ter iniciativa, era necessária também a consciência socioambiental. Não bastava mais ter coragem para tomar decisões e disposição para trabalhar onze horas por dia, era importante também se dedicar a algum trabalho voluntário.</p>
<p><span id="more-6568"></span>Não bastava arcar com a tradicional forte tributação brasileira (sempre acompanhada da tradicional falta de retorno em serviços públicos de qualidade), mas também lidar, não apenas com o seu brutal crescimento, mas também com a equação inversamente proporcional da queda acentuada na qualidade dos mesmos serviços públicos.</p>
<p>Como consequência, diante de tantas cobranças e atribuições, e seguro de seu legítimo (e bem vindo, aproveito para deixar bem claro) empenho socioambiental &#8211; se não em trabalho voluntário, ao menos em sensibilidade ao tema –, pouco a pouco se distanciou do universo onde as grandes decisões com impacto direto na sua vida privada, familiar e empresarial são tomadas: o universo público-político.</p>
<p><strong>Política.</strong> Queiram ou não, é nela que a decisão sobre os impostos que você paga são tomadas. É nela que, por descuido ou conveniente esquecimento, nenhuma decisão ou iniciativa é tomada para melhorar os serviços públicos pelos quais você paga.</p>
<p>Não é em outro lugar que, vez ou outra, surge a ideia “brilhante” de criar mecanismos de censura à imprensa, para que você não possa acompanhar em profundidade (e talvez nem saber da existência) escândalos e desvios efetivados com o dinheiro pago com as suas onze horas diárias de trabalho.</p>
<p>É ali que surgem as determinações com força de lei que influem na forma como você deve ou não criar seus filhos. É ali que, vira e mexe, surge a ideia de um novo imposto, uma nova taxa, uma nova obrigação para o seu dia-a-dia tão tranquilo. É lá que, por displicência, a concorrência desleal, e eventualmente ilegal, pode simplesmente não ser devidamente reprimida.</p>
<p>Evidentemente que a preocupação e o engajamento ambiental são não apenas legítimos e bem vindos, mas também necessários. Da mesma forma, o trabalho voluntário é preciso, até porque existem circunstâncias emergenciais &#8211; é muito louvável que alguém tenha a desprendimento de se dedicar a isso, sem se preocupar com o retorno, a não ser o de conviver em uma comunidade mais equilibrada e justa.</p>
<p>Mas chamo a atenção para que essas pessoas, as de iniciativa, as protagonistas cuja saga tentei descrever no início do texto, <strong>não se omitam em relação à política</strong>, as causas públicas de uma forma geral. Vivemos, felizmente, em uma democracia, mas é fundamental compreendermos que sua força cresce ou decai na proporção de nossa participação, de nossa indignação.</p>
<p>Estão nos públicos e não nos institutos empresariais as forças políticas necessárias para aplacar, se não definitivamente ou ao mesmo em grande parte, as mazelas sociais que presenciamos no nosso cotidiano. O mundo empresarial tem grande parte dos recursos, vontade, além de competência gestora de sobra.</p>
<p>Mas não nos enganemos. Os grandes fóruns de decisão que podem realmente transformar esse país para enfrentar os desafios do futuro, envolvendo saúde pública razoável, um melhor modelo educacional, desenvolvimento tecnológico-científico e as condições para o desenvolvimento industrial e de serviços de valor agregado (e não apenas extrativista), estão nos gabinetes cafonas de nossos administradores e parlamentares eleitos, e não nos belíssimos condomínios corporativos.</p>
<p>Até o próximo.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Qual o verdadeiro papel do gerente bancário?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/09/08/qual-o-verdadeiro-papel-do-gerente-bancario/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/09/08/qual-o-verdadeiro-papel-do-gerente-bancario/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Sep 2011 00:48:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[banco]]></category>
		<category><![CDATA[decisão]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[finanças]]></category>
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		<category><![CDATA[investimento]]></category>
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		<category><![CDATA[varejo]]></category>

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		<description><![CDATA[O gerente bancário é um vendedor ou um consultor financeiro? Ele deve zelar pelas suas finanças ou pela saúde do banco e dos próprios resultados? Entenda o papel do bancário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Qual o verdadeiro papel do gerente bancário?" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_qual_verdadeiro_papel_gerente_bancario.jpg" alt="Qual o verdadeiro papel do gerente bancário?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Gilberto</strong> comenta: <em>&#8220;Navarro, quero compartilhar com seus leitores um desabafo. Fui ao banco e decidi conversar com o responsável por minha conta. Descobri que o gerente que conhecia foi transferido e então fui apresentado a outra pessoa. Depois de alguns minutos de conversa e algumas boas olhadas em informações de minha conta corrente e perfil, ele decidiu me bombardear com &#8216;ofertas interessantes&#8217;. Eu recusava, mas ele insistia. Fui mais incisivo e ele então confidenciou que queria atingir certas metas para impressionar os novos colegas de trabalho. Impressionar os colegas e prejudicar seus clientes? Que situação&#8230;&#8221;</em></p>
<p>De uma forma geral, decisões financeiras erradas são comuns quando há desequilíbrio claro no conhecimento entre duas partes que conversam e negociam. O desinformado tende a acreditar nas informações prestadas pelo interlocutor mais &#8220;inteligente&#8221; &#8211; e faz isso por boa índole, humildade ou até mesmo vergonha &#8211; e acaba consentindo com detalhes pouco explorados e/ou devidamente explicados.</p>
<p>Não se trata de mentir, é importante que fique claro. Vender não é o mesmo que mentir, embora alguns vendedores (uma minoria) trabalhem exatamente assim. Uma venda é, segundo o dicionário Michaelis, um <em>&#8220;contrato por meio do qual uma pessoa &#8211; o vendedor &#8211; transfere ou se obriga a transferir a outra &#8211; o comprador &#8211; a propriedade da coisa determinada, cujo preço é por ele pago segundo as condições estipuladas&#8221;</em>. Para que exista a venda, ora, o comprador precisa querer comprar. Precisa, pois, ser convencido.</p>
<p><span id="more-6535"></span><strong>A informação e o aprendizado nivelam as negociações</strong><br />
Uma boa negociação implica resultados interessantes para quem vende e para quem compra, é óbvio. Quando o comprador sabe bem o que procura, tem informações suficientes para criar seu próprio juízo de valor e está consciente das alternativas disponíveis em relação ao que procura, seus critérios tornam-se claros, objetivos e bem mais firmes. A negociação será dura, mas franca e produtiva.</p>
<p>Prestar serviços também é vender. O produto físico não existe, mas as contrapartidas em relação à decisão de compra são claras:</p>
<ul>
<li>Quando um profissional de um banco lhe oferece crédito (empréstimo pessoal, consignado ou financiamento), estão implícitas na operação as responsabilidades e direitos de cada um: você tem o dinheiro na hora, mas devolverá todo o capital emprestado com juros e tarifas;</li>
<li>Quando você decide adquirir consórcio de veículos, por exemplo, você opta por transferir ao banco a responsabilidade de guardar algum dinheiro para comprar o carro antes do período em que você poderia comprá-lo economizando sozinho. O serviço é cobrado através de uma taxa de administração, que varia de 12% a 15% ao ano;</li>
<li>Quando você contrata um título de capitalização, concorda em receber o dinheiro de volta, corrigido, mas ao mesmo tempo em pagar uma taxa mensal ao banco por coordenar tudo isso e outra tarifa para compor o capital que será sorteado a título de prêmio. Não se trata de um produto de investimento e já expliquei isso no artigo <a title="A verdadeira face dos títulos de capitalização" href="http://dinheirama.com/blog/2009/02/17/a-verdadeira-face-dos-titulos-de-capitalizacao/" target="_blank">&#8220;A verdadeira face dos títulos de capitalização&#8221;</a>.</li>
</ul>
<p><strong>O gerente bancário é um consultor ou um vendedor?</strong><br />
A resposta certa e rápida é: são vendedores. A resposta mais elaborada, com direito a interpretação e exemplos &#8220;caso a caso&#8221; também ilustra que os gerentes são vendedores, mas com responsabilidades no que diz respeito ao relacionamento com seus clientes. Logo, o gerente de contas deve vender os produtos do banco, mas também oferecer suporte e responder às dúvidas de seus consumidores.</p>
<p>A questão central do artigo volta à tona: o cliente que não sabe exatamente o que quer, não tem afinidade com contas matemáticas/raciocínio financeiro, nem conhece as características reais do serviço oferecido logo se torna presa fácil para profissionais pressionados por metas cada vez mais difíceis.</p>
<p>Eu poderia resumir a discussão presente neste artigo em uma questão simples: <strong>um gerente bancário que oferece apenas boas alternativas financeiras a seus clientes consegue atingir suas metas e subir na carreira?</strong> Poupança programada no lugar do título de capitalização, CDB com percentual decente (maior que 90% do CDI), fundos acessíveis capazes de render, de forma líquida, mas que a caderneta de poupança e por ai vai. Não creio, mas aqui cabem dois alertas:</p>
<ol>
<li>Não estou dizendo que os bancos não ofereçam atendimento diferenciado e excelentes alternativas de investimento e geração de riqueza/patrimônio. As opções existem, são interessantes, mas estão disponíveis apenas para uma pequena parcela da população &#8211; basta olhar os aportes mínimos exigidos dos bons fundos disponíveis no varejo e as altas taxas de administração cobradas em fundos cujos investimentos iniciais são menores.</li>
<li>Não se trata de agir de má fé ou falta de caráter, mas de fazer seu trabalho. Se o cliente quer, tudo bem. O problema é ter que trabalhar quase sempre em resposta à cobrança por resultados e à tensão que envolve a profissão. Resultado: o cliente desinformado &#8220;leva&#8221; algo porque quis, é claro, mas sem saber direito por que e aparentemente satisfeito. O gerente trabalha pelos seus números, exerce seu trabalho. Não há julgamento algum em minhas palavras, só indignação.</li>
</ol>
<p><strong>A situação dos bancários no Brasil</strong><br />
O texto não traz nenhuma novidade, você há de concordar. O relacionamento cliente-banco é alvo de discussões há muito tempo. Passemos então a olhar, com mais atenção, os profissionais dos bancos responsáveis por nos atender. Segundo uma pesquisa elaborada pelo sindicato dos bancários de São Paulo, obtida e publicada com exclusividade pela Folha em 31 de julho deste ano, 42% dos bancários da capital e região de Osasco dizem ter sido vítimas de assédio moral.</p>
<p>Observada pesquisa semelhante, realizada em 2011 pela Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) em âmbito nacional (participaram 27.644 profissionais), o susto é maior: <strong>66% dos bancários afirmam sofrer assédio moral</strong>. As principais queixas? <strong>Cobrança abusiva, humilhação e falta de reconhecimento</strong>.</p>
<p><strong>E agora? E depois?</strong><br />
Peço a você, caro leitor, que pense em um resultado para a soma de <strong>desinteresse do consumidor, desinformação, necessidade de satisfação em alta, indústria financeira concentrada (e competitiva) e profissionais pressionados</strong>. O problema está aqui, ai, basta caminharmos Brasil afora.</p>
<p>Qual o papel, então, do gerente bancário? Engordar ainda mais o lucro dos bancos ou zelar pelas finanças pessoais de seus clientes? Um pouco das duas coisas, dirá o leitor conservador. Como? Isso é possível? É desejável? A verdade é que o trabalho do bancário é muito difícil, repleto de armadilhas. Não deve ser nada fácil atuar diante dessa situação.</p>
<p>Arrisco-me a dizer que educação financeira talvez seja importante, mas não a única solução. <strong>E você, o que pensa?</strong> Dê sua opinião no espaço de comentários. Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>No longo prazo, todos seremos (podemos ser) milionários</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/08/01/no-longo-prazo-todos-seremos-podemos-ser-milionarios/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/08/01/no-longo-prazo-todos-seremos-podemos-ser-milionarios/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Aug 2011 14:45:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[decisão]]></category>
		<category><![CDATA[desculpa]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
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		<category><![CDATA[longo prazo]]></category>
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		<category><![CDATA[renda]]></category>
		<category><![CDATA[sucesso]]></category>

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		<description><![CDATA[Investimentos iniciados quando jovem podem garantir renda extra e um futuro milionário. Por que essa é a realidade de tão poucos? Como garantir uma boa aposentadoria?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="No longo prazo, todos seremos (podemos ser) milionários" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_aposentadoria_futuro_ricos_milionarios.jpg" alt="No longo prazo, todos seremos (podemos ser) milionários" align="left" hspace="2" vspace="2" />Márcia</strong> comenta: <em>&#8220;Navarro, sou jovem, tenho 25 anos e sempre ouvi de meus pais que é importante começar a poupar ainda jovem. Minha família sempre faz questão de mostrar como as coisas poderiam ser diferentes se o hábito de investir estivesse mais presente em nosso dia a dia. Seria legal contar com sua opinião sobre isso, se possível mostrando alguns cálculos e simulações. Investir desde cedo é mesmo importante? Como o fator tempo influencia nosso dinheiro no longo prazo? Obrigada&#8221;</em>.</p>
<p>Você já deve ter ouvido ou lido em algum lugar a frase <em>&#8220;a longo prazo, todos estaremos mortos&#8221;</em>, proferida pelo tão falado economista <strong><a title="Mais sobre Keynes" href="http://pt.wikiquote.org/wiki/John_Maynard_Keynes" target="_blank">John Maynard Keynes</a></strong>. A afirmação é assustadoramente real, mas tomei a liberdade de adaptá-la para a realidade dos investimentos no tempo: <strong>no longo prazo, todos seremos milionários</strong>. É verdade que não é assim tão simples, nem fácil. Assim, tentarei explicar melhor essa ideia.</p>
<p><strong>A situação</strong><br />
Suponha que você, com 25 anos, deseja aposentar-se aos 65 anos. E quer, quando este dia chegar, acumular um bom patrimônio para não ter que depender do trabalho ou da família para manter seu padrão de vida. Agora pense em um pai de família, com 45 anos, que também tem o mesmo objetivo: parar de trabalhar aos 65 anos e curtir mais a família e o tempo livre. Seu horizonte de investimento é de 40 anos, enquanto o dele é de 20 anos. Pergunto: qual dos dois tem que poupar e investir mais para garantir a desejada tranquilidade? <em>&#8220;Depende&#8221;</em>, você vai dizer. Vejamos.</p>
<p><span id="more-6376"></span><strong>A matemática financeira</strong><br />
Vamos usar números redondos para facilitar o cálculo, afinal o que interessa aqui é o conceito e a inteligência financeira a ser desenvolvida e valorizada. Ambos, você e o pai de família, decidem poupar R$ 1.000,00 por mês e investir esse dinheiro de forma a garantir rentabilidade líquida de 0,5%. Como já abordamos em <a title="Entendendo a matemática dos juros compostos" href="http://dinheirama.com/blog/2008/05/12/entendendo-a-matematica-dos-juros-compostos/" target="_blank">outros artigos sobre juros compostos</a>, essa diferença de 20 anos a mais de poupança fará subir muito o patrimônio acumulado aos 65 anos: R$ 2 milhões no seu caso (investindo por 40 anos) e R$ 460 mil para o pai de família (investindo por 20 anos).</p>
<p><strong>A importância de começar cedo</strong><br />
Que o montante acumulado por quem investe antes cresce mais, isso é o princípio básico dos juros compostos. O interessante é notar quanto essa lógica influencia no futuro. Repare: se você poupar e investir estes R$ 1.000,00 dos 25 aos 35 anos e depois parar de fazer os aportes &#8211; deixando o capital acumulado até ali (R$ 164 mil) rendendo os mesmos 0,5% ao mês -, você terá, aos 65 anos, R$ 1 milhão. Ou seja, você investirá por metade do tempo do pai de família (10 anos contra 20 anos) e atingirá o dobro do patrimônio no final do período desejado (R$ 1 milhão contra R$ 460 mil). Investir cedo começa a fazer mais sentido, não acha?</p>
<p><strong>O problema</strong><br />
Ora, quem está disposto a deixar de comprar isso ou aquilo, supérfluo e desejos de consumo, para então economizar e investir? Quem quer aprender mais sobre as alternativas de investimentos, ler sobre finanças e economia e realizar reuniões periódicas com os familiares para tomar melhores decisões econômicas? Quem quer viver um padrão de vida sabidamente sustentável, amparado por um orçamento doméstico detalhado e sob controle?</p>
<p>Todo o texto foi baseado na ideia de que você é uma pessoa responsável, adulta e inteligente o suficiente para considerar o planejamento futuro uma ação importante a ser tomada no presente. Os valores usados podem ser alterados e simulados através das <a title="Acesse nossa seção de downloads" href="http://dinheirama.com/downloads/" target="_blank">planilhas de juros compostos disponíveis em nossa seção de downloads</a>, sendo apenas uma referência para os cálculos.</p>
<p><strong>As desculpas para fugir da raia</strong><br />
Levar a discussão para <em>&#8220;ah, guardar R$ 1.000,00 por mês é impossível nesse país&#8221;</em>, <em>&#8220;rentabilidade de 0,5% líquida é algo muito difícil&#8221;</em> ou ainda <em>&#8220;se todo mundo resolver poupar e deixar de consumir a economia vai parar blábláblá&#8221;</em> só significa que você não levou a sério o que leu aqui. Desviar o foco da questão principal para justificar sua <strong>decisão errada</strong> de não investir no <strong>seu</strong> futuro só fará piorar sua própria realidade familiar.</p>
<p>Se você é do tipo &#8220;<em>carpe diem</em>&#8220;, provavelmente só se dará conta disso tudo quando começar a envelhecer e depender dos outros (ou do trabalho) para sustentar seu padrão de vida &#8211; <a title="Padrão de vida na aposentadoria: sobrevivência ou qualidade de vida?" href="http://dinheirama.com/blog/2010/09/02/padrao-de-vida-na-aposentadoria-sobrevivencia-ou-qualidade-de-vida/" target="_blank">situação de 99% dos brasileiros aposentados, segundo o IBGE</a>. Infelizmente.</p>
<p>É claro que você poderá morrer antes disso. Quem sabe? Ou poderá ser tarde demais para economizar e investir, é verdade. Quem se importa, não é mesmo? Enfim, só sei que, ainda que estatisticamente, o futuro chega. A expectativa de vida aumenta, os aposentados sofrem e os jovens deixam passar oportunidades de ouro de repensar tudo isso. Hora de fazer alguma coisa, não?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Por que guardar dinheiro? Foco na qualidade de vida e liberdade</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 23:01:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisson de Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[atitude]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
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		<category><![CDATA[investimento]]></category>

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		<description><![CDATA[A busca por conhecimento na área de finanças pessoais é cada dia maior, mas por quê guardar dinheiro? Como lidar com seu dinheiro visando qualidade de vida e liberdade?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Por que guardar dinheiro? Foco na qualidade de vida e liberdade" src="http://dinheirama.com/files/2011/07/dinheirama_guardar_dinheiro_qualidade_de_vida.jpg" alt="Por que guardar dinheiro? Foco na qualidade de vida e liberdade" align="left" hspace="2" vspace="2" />De uns tempos para cá, a mídia brasileira começou a veicular notícias e reportagens sobre finanças pessoais como nunca antes se viu. Esse fato tem aumentado o interesse de muitas pessoas em buscar informações sobre como administrar seu próprio dinheiro. Com o fácil acesso à Internet, começam uma busca desenfreada sobre as mais variadas informações, encontrando dicas de como gastar menos, investir melhor, sair das dívidas etc.</p>
<p>Depois dessa fase, aqueles que não se perderam no emaranhado de conteúdos disponíveis partem para cursos sobre investimentos, iniciam o controle do orçamento doméstico e fazem de tudo para convencer aos outros de que a educação financeira é essencial e traz resultados práticos!</p>
<p>Como estudioso da área, vejo como extremamente salutar a atenção dada às finanças pessoais, pois tenho convicção que essa é uma dimensão importante a ser considerada no mundo capitalista em que vivemos. Porém, minha intenção com esse texto é a de defender o ponto de vista de que toda essa preocupação com o dinheiro deve vir acompanhada de uma reflexão muito profunda sobre a importância das finanças pessoais na vida de cada um.</p>
<p><span id="more-6371"></span>Escrevo isso ao constatar que os caminhos sugeridos pelos especialistas, apesar de possuírem certa lógica, são de difícil aplicação no dia a dia. Mudar hábitos que, durante anos, foram tidos como normais não acontece da noite para o dia. Adquirir conhecimentos financeiros sobre tributação, taxas de juros, fluxo de caixa, dentre outros, também não.</p>
<p>E todo esse mundo novo que se abre aos olhos do leigo causa uma mistura de <strong>angústia</strong> (pelo tempo perdido) e <strong>ansiedade</strong> (para colocar em prática todas as informações que está absorvendo). E isso não é necessariamente bom, pois a vida da pessoa pode não melhorar em termos de bem estar. Sai de um problema (dívidas) e entra em outro (compulsão em poupar, poupar, poupar), de efeitos também nocivos.</p>
<p>Educar-se financeiramente precisa ser um ato que <strong>melhore a qualidade de vida</strong>, hoje e no futuro. O estudo das finanças pessoais deve proporcionar uma nova filosofia comportamental que se incorpore naturalmente às suas atitudes e modo de pensar &#8211; e não apenas uma obsessão em conseguir aumentar cada vez mais seu patrimônio, sem um porquê.</p>
<p>É importante que você encontre uma resposta para a seguinte pergunta: por que devo guardar dinheiro? Talvez esse exercício de reflexão não seja fácil, mas quem disse que a vida é simples?</p>
<p>Por fim, gostaria de passar a mensagem de que você pense no dinheiro como meio para conquistar algo relevante, não como um fim por si só. Não caia na armadilha da ganância, deixando de lado princípios morais e éticos, na busca de enriquecer a todo custo. Não deixe o dinheiro dominá-lo, pois é ele quem deve lhe servir. Use da liberdade que o dinheiro proporciona para aumentar sua satisfação pessoal, das pessoas com quem convive e, se possível, daqueles que passam necessidades.</p>
<p>Antes de uma mudança brusca em seus hábitos de consumo e investimento, reflita. Tenho certeza que reservar alguns momentos para pensar no assunto terá um efeito muito positivo em suas finanças pessoais, pois lhe dará uma melhor compreensão sobre o papel do dinheiro em sua vida. Assim, suas chances de sucesso financeiro e pessoal aumentarão. <strong>Naturalmente!</strong></p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Elisson de Andrade</b>.<br>

Doutorando em Economia Aplicada pela ESALQ-USP, professor universitário nas áreas de Matemática Financeira, Mercado de Capitais e Finanças Pessoais, responsável pelo blog Suas Finanças Pessoais. Oferece ainda um curso gratuito sobre Etapas do Planejamento Financeiro via e-mail, bastando apenas cadastrar-se no site.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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