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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; dívida</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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	<itunes:subtitle>Dinheiro, educacao financeira e investimentos ao alcance de todos</itunes:subtitle>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; dívida</title>
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		<title>O que fazer, como aproveitar e o que evitar com a queda dos juros</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/04/26/o-que-fazer-como-aproveitar-e-o-que-evitar-com-a-queda-dos-juros/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 20:18:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A recente queda dos juros pode ser interessante para você? O que fazer, como aproveitar a redução nas taxas? Vale a pena financiar ou emprestar dinheiro agora?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="O que fazer, como aproveitar e o que evitar com a queda dos juros" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/04/dinheirama_post_o_que_fazer_como_aproveitar_o_que_evitar_queda_juros.jpg" alt="O que fazer, como aproveitar e o que evitar com a queda dos juros" align="left" hspace="2" vspace="2" />Eduardo</strong> comenta: <em>“Navarro, depois do anúncio de taxas de juros mais baixas por parte dos bancos estatais, os bancos privados resolveram entrar na disputa e também ofereceram juros menores. Vale a pena mudar de banco? Os preços das coisas serão afetados com essa medida? Como ficam os consumidores diante dessa história? Obrigado”</em>.</p>
<p>Começou anunciada como “decisão histórica” e terminou como um movimento de mercado. A queda nas taxas de juros cobradas pelos bancos estatais, originada a partir da pressão do governo por crescimento econômico, foi seguida por seus concorrentes privados.</p>
<p>Nossa taxa de juros real (descontada a inflação) é de 3% ao ano, <a title="Juros são os mais baixos da história" href="http://www.agora.uol.com.br/grana/ult10105u1078231.shtml" target="_blank">valor mais baixo já registrado desde a adoção do Real</a>. É fato que há uma mudança em curso e é provável que você esteja comemorando tudo isso que está acontecendo. É justo. Pretendo, com este artigo, explorar o que está diante de nós, mas de uma forma sincera e objetiva.</p>
<p><span id="more-7552"></span>O governo declarou guerra ao elevado <em>spread</em> bancário e decidiu forçar a queda dos juros. Há algumas semanas, a presidente <strong>Dilma Rousseff</strong> afirmou que os juros, nos níveis atuais, representam um entrave ao crescimento do país. <em>“Temos a necessidade de colocar nossos juros e spreads incluídos nos padrões internacionais de custo de capital”,</em> ela disse.</p>
<p>O ministro <strong>Guido Mantega</strong> foi mais incisivo depois de ser cobrado pelos bancos privados. Ele disse que <em>“em vez de trazer soluções anunciando aumento de crédito, os bancos privados fizeram cobranças de novas medidas do governo. Se os bancos são tão lucrativos, eles têm margem para reduzir taxas”</em>.</p>
<p>Abordarei as questões recorrentes que temos recebido sobre o tema em forma de perguntas e respostas, acreditando, assim, facilitar a compreensão dos desdobramentos trazidos pelo tema.</p>
<p><strong>O que é o <em>spread</em> bancário?</strong><br />
<em>Spread</em> (pronuncia-se spréd) bancário é a diferença entre o custo do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aXIrZGluaGVpcm9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> para o banco (representada pela taxa básica de juros, a Selic) e a taxa cobrada dos clientes. O lucro representa uma parcela do <em>spread</em>, que também é composto de impostos, compulsório, despesas administrativas e provisão contra inadimplência.</p>
<p>Segundo dados do Banco Mundial, de 2010, <a title="Veja mais detalhes da pesquisa" href="http://www.seebma.org.br/paginas/noticias.asp?p=3779" target="_blank">o Brasil tem um dos mais elevados <em>spreads</em> bancários do mundo</a>, de 31,1%, perdendo apenas para o Congo (39,7%) e Madagascar (38,5%). No Chile, esse indicador é de 3%. No México, 4,1%.</p>
<p><strong>As taxas de juros cobradas de consumidores e empresas caíram mesmo?</strong><br />
Caíram, sim! Os bancos públicos seguiram a ordem federal e “derrubaram” suas taxas de juros, permitindo aos consumidores acesso a linhas de crédito mais baratas e com prazos maiores. A realidade é que os juros de diversas linhas de crédito caíram.</p>
<p>Depois de uma <a title="Veja como foi o problema entre Febraban e governo" href="http://www.dcomercio.com.br/index.php/economia/sub-menu-economia/86140-governo-e-febraban-trocam-acusacoes-por-causa-dos-juros" target="_blank">tentativa frustrada de pressionar o governo</a>, liderada pela Febraban, os bancos privados aderiram ao movimento e resolveram entrar forte na concorrência por novos empréstimos e financiamentos mais baratos.</p>
<p>A <a title="Entenda como funciona a portabilidade de crédito" href="http://dinheirama.com/blog/2010/09/21/tv-dinheirama-entendendo-a-portabilidade-de-credito/" target="_blank">portabilidade de crédito</a>, regulamentada em 2008 pelo Banco Central, garante que o cidadão possa escolher uma nova instituição e migrar sua dívida, desde que ela tenha característica semelhante à contratada no banco original. E <a title="Conheça histórias de quem já recorreu à portabilidade de crédito" href="http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/04/clientes-recorrem-portabilidade-de-credito-apos-reducao-dos-juros.html" target="_blank">já há quem tenha tomado essa decisão</a> depois do anúncio de corte nos juros.</p>
<p>Cabe ressaltar que a redução das taxas destes empréstimos ainda não chegou de forma vibrante à economia real. Não se percebem preços mais baixos por produtos no varejo, por exemplo. O governo acredita que um consumo mais vigoroso e os reflexos destas mudanças surjam a partir do segundo semestre.</p>
<p><strong>Então os bancos estavam “metendo a faca” nos consumidores?</strong><br />
Tenho notado e concordo com a indignação de muitos leitores. Afinal, baixar tanto assim significa que as taxas cobradas eram abusivas, altas demais? Ou isso ou teremos problemas ali na frente, principalmente com os bancos públicos, já que o Tesouro (eu, você, todos nós) poderá ser chamado a fechar certos “rombos”.</p>
<p>Quero crer que a questão é mesmo de falta de concorrência, ou seja, de taxas e lucros altos demais. Além disso, é preciso notar que os bancos estão baixando taxas das linhas que oferecem mais garantias, como empréstimo consignado (descontado em folha), financiamento de veículos (o carro é a garantia) e cheque especial e rotativo do cartão de crédito apenas de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y2xpZW50ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">clientes<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que recebem os salários pelo banco.</p>
<p><strong>Não se trata de um convite ao consumo?</strong><br />
Sempre que você oferece produtos (e o crédito, neste caso, é um produto) a preços mais baixos, a intenção é vender mais, aumentar sua base de clientes – afinal, é preciso “compensar” a redução dos preços com mais volume de vendas, de forma a não prejudicar a geração de lucro e a satisfação dos acionistas.</p>
<p>Logo, oferecer crédito mais barato tem o propósito óbvio de movimentar a economia através do incentivo ao consumo. A questão merece reflexão em dois aspectos:</p>
<ul>
<li>O consumidor consciente, educado financeiramente e que sabe seus limites econômicos, poderá tomar mais dinheiro emprestado sem que as parcelas deste empréstimo fiquem maiores que as que ele já contraiu ou conhece. Neste caso, juros mais baixos significarão que ele poderá aumentar seu consumo sem que isso represente dívidas maiores;</li>
<li>Por outro lado, o “convite ao consumo” pode levar muitos brasileiros a se endividar simplesmente porque <em>“agora as parcelas ficaram mais baratas”</em>, mas sem que esse seja um assunto abordado dentro de um contexto de orçamento doméstico. Não adianta pagar mais barato quando há abuso no crédito tomado. O pensamento <em>“se antes eu contrataria tanto e pagaria tanto, agora posso pegar tanto vezes dois e pagar um pouco mais que tanto”</em> pode elevar o endividamento e aumentar a inadimplência.</li>
</ul>
<p><strong>Qual a grande vantagem do momento para o consumidor?</strong><br />
Um aspecto que ganha um peso fundamental nessa nova época de juros mais baixos é a renegociação de dívidas. Aproveitar que as linhas de credito tiveram suas taxas cortadas pode significar parcelas e/ou prazos de pagamento menores. Acredito que, mais do que pensar em consumir, a hora é de repensar as atuais dívidas e tratar de aliviar o orçamento familiar.</p>
<p>O passo fundamental neste sentido é o diálogo. Você tem que ir até o banco em que mantém seu empréstimo atual, sentar com o responsável e conversar. E, claro, pesquisar outras instituições e modalidades de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y3IlRTlkaXRvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-56">crédito<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> para avaliar qual a melhor saída para diminuir o seu saldo devedor. Modalidades como crédito pessoal (CDC) e crédito para aquisição de bens de consumo podem ser portadas com facilidade.</p>
<p><strong>Vale a pena insistir no banco onde possuo conta ou migro para outro de cara?</strong><br />
Prefira o contato com a instituição onde já possui relacionamento. Antes, porém, investigue e pesquise quais as condições oferecidas por bancos concorrentes e faça questão de conhecer o que eles têm a oferecer. Visite a concorrência, escute as opções e faça algumas simulações.</p>
<p>Então, com sinceridade, volte ao seu gerente e apresente tudo aquilo que você conseguiu. Valorize o relacionamento existente e peça para que eles avaliem a possibilidade de melhorar (cobrir) as propostas que você tem em mãos. Diante de tanto “barulho” em torno do tema, é grande a chance de concederem a você algo bem interessante.</p>
<p>Agora, se a conversa com o responsável por sua conta não der em nada, não hesite em procurar outras instituições. A migração está acontecendo e os bancos públicos anunciaram crescimento expressivo na concessão de crédito depois do anúncio das medidas. No Banco do Brasil, por exemplo, essas <a title="Demanda cresce no BB" href="http://veja.abril.com.br/noticia/economia/demanda-por-credito-pessoal-no-bb-cresce-45-com-juro-menor" target="_blank">operações aumentaram 45%</a> nos primeiros cinco dias. Na Caixa, a <a title="Alta nas concessões também na Caixa" href="http://www.dci.com.br/concessao-de-credito-na-caixa-aumenta-17-depois-da-reducao-dos-juros-id290390.html" target="_blank">alta foi de 17%</a>.</p>
<p><strong>E quem não está conseguindo as taxas anunciadas, como deve proceder?</strong><br />
Sempre há entrelinhas, letras miúdas e detalhes que passam longe da publicidade de massa. Neste caso, resumirei de forma objetiva o que está acontecendo: as taxas anunciadas não são para todos. Alguns bancos exigem que o cliente esteja recebendo seus salários por lá, outros fazem uma análise de crédito mais “rigorosa” e definem a taxa de acordo com ela e por ai vai.</p>
<p>A solução, portanto, está no diálogo franco com o atendente. Procure entender quais as vantagens oferecidas, quem pode aproveitá-las, se há contrapartida e quais as condições exigidas para que as taxas anunciadas sejam efetivamente colocadas em prática. Não se assuste se apenas parte do “prometido” se tornar realidade.</p>
<p><strong>Como fica o perigo do endividamento excessivo e do aumento da inadimplência?</strong><br />
Trata-se de um perigo real, mas que ainda não assusta tanto em termos estatísticos. Se o brasileiro vai apenas aproveitar para ter mais crédito a custos menores (consumir mais, mas sem comprometer mais de sua renda) ou se vai “se esbaldar” com a guerra dos juros (endividando-se perigosamente), isso nós só saberemos no decorrer dos meses (anos).</p>
<p>Que fique claro que eu sou um defensor ferrenho da educação financeira. Portanto, temo pelo endividamento excessivo das famílias e não recomendo que o crédito seja usado de forma indiscriminada, só <em>“porque ficou mais barato”</em>. O fato é que o brasileiro se endivida “pouco” em relação a outros povos e paga suas contas em dia, então o tema ainda não causa calafrios em mais ninguém (só em mim).</p>
<p><strong>Afinal, o que devemos fazer diante desse cenário?</strong><br />
As mudanças nos patamares de juros são bem-vindas, isso é inegável. Com o dinheiro custando menos, a economia ganhará fôlego e os consumidores inteligentes poderão consumir mais e melhor. Insisto: o que não dá é para usar essas conclusões para alimentar seu desejo de consumo e sair às compras porque <em>“agora as condições estão imperdíveis”</em>.</p>
<p>O planejamento financeiro realizado com cuidado, acompanhado de um orçamento doméstico constantemente atualizado e revisto, ainda é a chave para a realização de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/c29uaG9zXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-52">sonhos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e para uma vida sustentável no longo prazo. O dinheiro deve ser sempre um meio, uma ferramenta, não um fim.</p>
<p>Todo mundo quer pagar menos, mas pagar mais barato não é sinônimo de comprar melhor. Avalie suas necessidades, limites orçamentários e metas. De repente pode valer a pena esperar antes de comprar isso ou aquilo através de um financiamento. De repente você não precisa de empréstimo coisa nenhuma. Mas aceite que você é o responsável por essa decisão e suas consequências.</p>
<p><strong>Por fim, cuidado com o endividamento.</strong> Ele pode começar invisível, aparentemente bem administrado, mas logo poderá se tornar um problema grave, capaz de “detonar” sua vida familiar. Prefira sempre a liberdade e a formação de patrimônio ao preencher suas expectativas. Quem sabe de sua vida é você, não eu ou seu vizinho. Certo?</p>
<p>As informações foram úteis? Deixe seus comentários no espaço abaixo e também em meu <em>Twitter</em>: <strong><a title="Siga-me no Twitter" href="http://www.twitter.com/Navarro" target="_blank">@Navarro</a></strong>. Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>DinheiramaCast: Jovens são maioria entre os inadimplentes</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 16:14:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pesquisa da ACSP revela que os jovens são maioria entre os inadimplentes e endividados. Essa realidade é perigosa para o país e revela a necessidade de educação financeira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="DinheiramaCast: Jovens são maioria entre os inadimplentes" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheiramacast_jovens_sao_maioria_entre_inadimplentes.jpg" alt="DinheiramaCast: Jovens são maioria entre os inadimplentes" align="left" hspace="2" vspace="2" />Os jovens de 20 a 35 anos são os principais inadimplentes. O endividamento pesquisado pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) revela que a educação financeira precisa ser mais valorizada. Esse tema gerou uma entrevista bastante enriquecedora para o programa <strong><a title="Acesse o Conexão Itajubá" href="http://www.conexaoitajuba.com.br" target="_blank">Conexão Itajubá</a></strong>, capitaneado pelo amigo <strong>Octavio Scofano</strong> e veiculado na <strong><a title="Ouça a Rádio Panorama FM" href="http://www.radiopanoramafm.com.br/" target="_blank">Rádio Panorama FM 103,5</a></strong>. A pesquisa da ACSP deixa claro que a facilidade de obter crédito e o aumento da renda fazem os jovens se deslumbrarem com a possibilidade de consumir. Você é assim?</p>
<p>Como sugestão dos próprios ouvintes, trarei para o <em>Dinheirama</em> as futuras entrevistas realizadas para o programa, que acontecem quinzenalmente, às terças-feiras, por volta de 11:30h. O arquivo será disponibilizado para <em>download</em> e também para assinatura pelo nosso <em>podcast</em> criado no iTunes, conforme instruções ao final deste post. Os leitores do Sul de Minas podem sintonizar a Panorama FM em 103,5 MHz e os demais podem acompanhar pelo site da rádio:<a title="Ouça a Rádio Panorama FM" href="http://www.radiopanoramafm.com.br/" target="_blank">www.radiopanoramafm.com.br</a></p>
<p><span id="more-6745"></span>A entrevista aborda os seguintes temas:</p>
<ul>
<li>Percentual de jovens endividados e inadimplentes preocupa e alerta para a necessidade de educação financeira;</li>
<li>O planejamento financeiro voltado para este público deve considerar a necessidade maior de inclusão social, mas também a possibilidade de começar a criar uma estratégia de investimento a partir de pequenos valores;</li>
<li>Já está chegando o final do ano e, com ele, as Festas. Trata-se de uma época de muitos gastos e cobranças sociais. Você já se planejou para a correria da virada?</li>
<li>Planejamento não tem nada a ver com ser &#8220;pão duro&#8221; ou &#8220;muquirana&#8221;. Planejar significa lidar com a realidade de forma sensata, comprando quando possível e sempre poupando para comprar também amanhã.</li>
</ul>
<p>Ouça abaixo:</p>

<p><strong>Fique ligado e ouça sempre nosso conteúdo!</strong><br />
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<p>Obrigado e até a próxima. Crédito da foto para <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>As oportunidades do Brasil e a crise nos países ricos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/10/24/as-oportunidades-do-brasil-e-a-crise-nos-paises-ricos/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 00:06:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[A crise mundial, especialmente registrada nos países ricos (EUA e Europa), pode significar mais problemas para a economia, mas também oportunidade para o Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="As oportunidades do Brasil e a crise nos países ricos" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_oportunidades_brasil_crise_paises_ricos.jpg" alt="As oportunidades do Brasil e a crise nos países ricos" align="left" hspace="2" vspace="2" />O <a title="Acesse e leia o Boletim Focus" href="http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp" target="_blank">Boletim Focus</a> divulgado nessa semana apresenta uma correção interessante por parte do mercado em relação à inflação. Pela primeira vez em 2011 é admitido que a inflação oficial fique no topo da meta, ou 6,5%. Se a tendência é de baixa nas últimas semanas, boa parte dos veículos se esforça em chamar a atenção para o fato de ainda estarmos distante do centro da meta de inflação, que é de 4,5% ao ano.</p>
<p>O mesmo boletim indica que a projeção para a inflação, em 2012, é de 5,60%. O PIB (Produto Interno Bruto) também foi reavaliado pelo mercado e a projeção para o crescimento em 2011 é de 3,30%; Para 2012, a previsão sobe ligeiramente: 3,51%.</p>
<p><strong>Inflação, Banco Central e taxa de juros</strong><br />
A “queda de braço” iniciada na penúltima reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) com o mercado e seus agentes históricos aos poucos vai encontrando um ponto de equilíbrio. Na última reunião, <a title="Leia mais" href="http://blogs.estadao.com.br/jpkupfer/bc-retoma-espacos/" target="_blank">foi consensual a redução de 0,5 ponto percentual</a>, fato que surpreendeu alguns veículos e agentes do mercado.</p>
<p><span id="more-6727"></span>Particularmente, continuo acreditando que o Brasil ainda tem uma taxa de juros muito acima do necessário e as consequências de uma economia dependente de uma taxa de juros estratosférica têm sido muito piores do que os benefícios.</p>
<p>O mundo atravessa um dos períodos mais nebulosos e complicados de sua história. As dificuldades apresentadas em boa parte do mundo considerado rico (Estados Unidos e Europa) ainda não estão completamente esclarecidas e todos sabem que qualquer tipo de ajuda, nesse momento, representa apenas medidas paliativas.</p>
<p><strong>Grécia, um dos problemas da Europa</strong><br />
O caso mais claro é discutido é o da Grécia. O país esta tecnicamente quebrado, falido. A <a title="A ajuda à Grécia vai chegando..." href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/10/zona-do-euro-aprova-nova-parcela-de-ajuda-grecia.html" target="_blank">ajuda que vem sendo definida</a>, e que será apresentada nos próximos dias, tem prazo de validade. Fico com uma pergunta na cabeça: alguém consegue prever ou saber o que acontecerá com a Grécia daqui dois anos?</p>
<p>O prognóstico é o pior possível. O governo grego vai precisar cortar benefícios e diminuir ainda mais o ritmo de investimentos do país – e não poderia ser diferente. Cada vez mais observaremos greves e outras manifestações populares que paralisarão o país e dificultarão o andamento das reformas. E isso afetará outras economias do bloco. Outra questão: as economias ricas não poderão entrar em um período de dolorosa correção e parco crescimento, como o que já ocorreu com o Japão?</p>
<p>Se a Grécia já é um problema nebuloso, o que vem por aí pode ser ainda pior. O que falar da Itália, com uma dívida líquida de cerca de 100% do PIB? E a Bélgica, com o percentual de dívida de 94,4% do PIB? São candidatas a problemas ou terão tempo para também implementar mudanças? As necessárias reformas farão o país crescer pouco e deixarão a população furiosa ou serão suficientes para evitar o pior?</p>
<p><strong>Espanha, Itália, Portugal: bombas relógio?</strong><br />
A Espanha tem o mesmo déficit público da Grécia. A questão capaz de piorar as coisas tem relação com a capacidade que os governos terão de controlar os <a title="Leia mais sobre os protestos" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/10/italia-tem-novos-protestos-contra-crise-economica.html" target="_blank">levantes populares</a> – afinal, para superar os problemas o caminho adotado será justamente o de corte de gastos e elevação da carga tributária. Dada a dimensão e a importância dos países dentro do mundo, fica fácil perceber o tamanho da “encrenca” que muitos países poderão passar em um futuro breve.</p>
<p>No quadro abaixo, com informações divulgadas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), podemos ver comparativamente que a bomba relógio está armada. O dados estão em % em relação ao PIB:</p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_tabela_deficit_divida_liquida_paises.gif" alt="Informações sobre déficit e dívida líquida - FMI" /></p>
<p>Devido ao cenário internacional, temos mais do que a oportunidade, temos a obrigação de baixarmos os juros de nossa economia. É claro que de forma gradual, mas contínua. O Brasil precisa olhar para frente e deixar de lado o discurso já ultrapassado de que os juros altos são necessários para controlar a inflação. Como todo “remédio”, ele possui contra indicações e se utilizado de maneira exagerada se torna mais uma droga viciante do que uma medicação eficiente.</p>
<p>É claro que o atual momento é diferente de todos os demais eventos relatados e estudados nas universidades ou mesmo nos livros de economia. Mas precisamos agir sem medo e com a consciência de que a crise precisa ser enfrentada de forma concreta, com juros civilizados e que contribuam para o crescimento do país. Isso sem falar nas tão necessárias reformas, como a tributária, a trabalhista e a da infraestrutura. Todas urgentes! É preciso aproveitar para avançar.</p>
<p>Você tem reparado alguma mudança em seu cotidiano com o agravamento da crise? Essa discussão é interessante. Mudou alguma coisa por ai? Como você vê o Brasil atual? O que acha que devemos fazer para melhorar ainda mais? Deixe sua opinião no espaço de comentários deste texto, logo abaixo.</p>
<p>Foto: <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crédito Consignado: uma boa ideia que se tornou um grande problema</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/09/22/credito-consignado-uma-boa-ideia-que-se-tornou-um-grande-problema/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Sep 2011 08:42:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
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		<description><![CDATA[O crédito consignado virou febre e aumentou as dívidas de muitos brasileiros. Obter consignado pode representar perigos para seu orçamento e dinheiro. Evite o endividamento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Crédito Consignado: uma boa ideia que se tornou um grande problema" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_credito_consignado_ideia_virou_problema.jpg" alt="Crédito Consignado: uma boa ideia que se tornou um grande problema" align="left" hspace="2" vspace="2" />Afirmar que o brasileiro ainda tem dificuldades em lidar com o crédito é “chover no molhado”. Muitos acreditam que o crédito faz parte da renda e trabalham com os valores do dinheiro emprestado somados à sua receita líquida real para fechar o orçamento. Ao utilizar o crédito dessa forma, mais cedo ou mais tarde uma bola de neve se formará – muitos só percebem o perigo quando ela fica gigantesca e incontrolável.</p>
<p>Um dos tipos de crédito que mais cresce é o chamado Crédito Consignado, uma linha de crédito criada durante o governo Lula. Ofertas acessíveis e mais baratas de crédito eram concedidas a partir da garantia do débito diretamente na folha de pagamento das empresas. A certeza de pagamento era maior (risco de inadimplência muito mais baixo) e os juros mais civilizados.</p>
<p><strong>Uma ótima ideia na teoria, mas um “terror” na prática</strong><br />
Claro que a ideia é muito bem vinda, em um país como o Brasil, onde os juros são tão altos, ter a disponibilidade de linhas mais baratas significou um grande avanço. O grande problema começou a surgir quando a <a title="Leia mais na Folha" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/870813-caixa-faz-acordo-para-levar-consignado-a-5-mi-de-trabalhadores.shtml" target="_blank">facilidade dessa linha crédito se chocou com a necessidade das pessoas</a> em tomar o empréstimo.</p>
<p><span id="more-6600"></span>As pessoas começaram a utilizar o empréstimo consignado para consumir bens e produtos dos mais variados tipos. Começou a ser comum o empréstimo ser utilizado para troca de celular, compra de TV nova, viagens e todo tipo de consumo. Um dinheiro mais barato que, apesar da burocracia, permitia comprar mais e mais coisas.</p>
<p>Outro ponto está relacionado ao quanto cada pessoa pode usar dessa modalidade de crédito. O empréstimo consignado oferece bons valores de crédito, além do que vários empréstimos eram concedidos à mesma pessoa. A prática se transformou em problemas para muitas famílias: quase como uma corda para o enforcamento.</p>
<p><strong>Como anda a educação financeira nas empresas?</strong><br />
Em pouco tempo, as empresas começaram a perceber que o empréstimo consignado estava se tornando um verdadeiro problema, já que gerenciar a lista de empréstimos e a velocidade com que mais e mais funcionários o solicitavam é atribuição também dos departamentos de Recursos Humanos.</p>
<p>Com o endividamento, a produtividade caiu e mais problemas começaram a surgir. Um funcionário com problemas financeiros tem seu desempenho totalmente comprometido. A situação pode ser comprovada em qualquer grande empresa que queira falar abertamente sobre o crédito consignado.</p>
<p>Muitas empresas decidiram criar programas de educação financeira para orientar os funcionários, valendo tanto para aqueles que se interessavam em pedir e usar linhas de crédito, quanto para o grupo daqueles que já estavam terrivelmente comprometidos com diversos empréstimos.</p>
<p>A edição de setembro da <a title="Conheça a Revista Você S/A" href="http://vocesa.abril.com.br/" target="_blank">Revista Você S/A</a> mostra o exemplo do Hospital Santa Paula, em São Paulo. Segundo a revista, após a implementação do programa de educação financeira, a utilização do crédito consignado pelos funcionários caiu pela metade. Trata-se de um exemplo a ser seguido.</p>
<p><strong>Ganhos x gastos: o que realmente faz a diferença?</strong><br />
O fenômeno registrado pelo Hospital Santa Paula e descrito na revista mostrou que, mesmo com bons salários, a falta de planejamento para a realização dos sonhos de consumo resultava em péssimas escolhas, que logo se traduziam em dívidas. O funcionário via no crédito consignado a chance de “cobrir” os problemas e seguir em frente.</p>
<p>Infelizmente, apenas algumas empresas adotam o programa de educação financeira como beneficio para seus funcionários. A grande maioria, mesmo sabendo do “tamanho da encrenca” em que seus funcionários se meteram, ainda não despertou para essa necessidade. Atenção empresários, é hora de acordar!</p>
<p>Outros que sofrem com a má utilização de crédito e a baixa renda são os aposentados, que também se utilizam do crédito consignado para manter as contas em dia ou mesmo para o consumo. De acordo com a Previdência Social, no primeiro semestre de 2011 cerca de <a title="Leia mais sobre o consignado" href="http://www.mpas.gov.br/vejaNoticia.php?id=43218" target="_blank">6 milhões de aposentados e pensionistas solicitaram acesso à linha de crédito</a>, um número 8,7% maior do que o mesmo período em 2010.</p>
<p><strong>Crédito, uma ferramenta para ser usada com inteligência</strong><br />
A lição que fica é nossa população ainda é extremamente carente de informações sobre a utilização das ferramentas financeiras disponíveis. Faltam conhecimentos mínimos, sem os quais boas ideias se transformam em verdadeiras armas. O crédito, mesmo o consignado, ainda é muito caro se compararmos com a boa parte do mundo. Logo, manter a realização de nossos sonhos apenas com dinheiro dos outros pode tornar o sonho um pesadelo.</p>
<p>Lidar mais tarde com a frustração da dívida e os problemas para voltar as ter as finanças em dia é uma experiência muito pesada, que exigirá muita disciplina e controle emocional. Sempre há saída, mas em se tratando de crédito, o melhor é não abusar e evitar o caminho mais fácil e rápido.</p>
<p>Imagine uma criança com um martelo na mão. Para quem sabe o que fazer, utilizar uma ferramenta assim pode ser extremamente importante. A criança terá problemas e poderá se ferir gravemente. Esse é o resultado que o crédito acaba levando para dentro de muitos lares brasileiros.</p>
<p>O crédito consignado pode ser uma alternativa inteligente para quem tem dívidas com juros maiores ou para quem precisa de um valor a ser usado em uma emergência. Caso contrário, o melhor continua sendo planejar suas finanças e guardar dinheiro, sempre respeitando os seus limites de renda.</p>
<p><strong>O que você pode fazer para mudar esse quadro?</strong><br />
Se você é empresário, pense com carinho na possibilidade de criar um programa sério de educação financeira. Se você é funcionário, passou por esse problema e quer evitar que outras pessoas também sofram essas situações, converse com seu chefe. Nós do <em>Dinheirama</em> podemos ajudá-los neste sentido – entre em contato conosco através de nosso <a title="Fale conosco" href="http://dinheirama.com/contato" target="_blank">formulário de contato</a> e conheça nossas <a title="Veja nossas palestras" href="http://dinheirama.com/palestras/" target="_blank">palestras e cursos <em>in company</em></a>. Até mais.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A crise de 2008 não acabou? Os EUA, Obama, o Triple A e o Brasil</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/08/08/a-crise-de-2008-nao-acabou-os-eua-obama-o-triple-a-e-o-brasil/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Aug 2011 23:14:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Entenda a crise econômica que persiste no mundo, a situação da dívida e do rating dos EUA, desdobramentos na economia da Europa, Brasil e mundo. O que fazer?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A crise de 2008 não acabou? Os EUA, Obama, o Triple A e o Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_crise_economia_eua_obama_brasil.jpg" alt="A crise de 2008 não acabou? Os EUA, Obama, o Triple A e o Brasil" align="left" hspace="2" vspace="2" />Estamos acompanhando de perto os desdobramentos do <a title="S&amp;P rebaixa nota de crédito dos EUA" href="http://noticias.bol.uol.com.br/economia/2011/08/05/agencia-rebaixa-nota-da-divida-dos-eua-pela-1-vez-na-historia.jhtm" target="_blank">rebaixamento da nota de crédito dos EUA</a>, realizado pela <em>Standard &amp; Poor’s</em> na última sexta feira. Por que os EUA perderam o rating AAA? De acordo com o noticiado, o que pesou de forma definitiva para o rebaixamento foram questões políticas, que ficaram nítidas nos últimos dias dos esforços para se chegar ao acordo que permitiu a elevação da dívida pública do país.</p>
<p>Para entendermos melhor o que acontece atualmente na economia americana, não podemos desconsiderar alguns personagens que hoje parecem escondidos e sobre os quais pouco se fala de verdade – especialmente no que se refere à responsabilidade que possuem diante do atual momento econômico do mundo.</p>
<p><strong>Personagens que merecem (des)crédito</strong><br />
O primeiro é <strong>George Bush</strong>, grande responsável pelo aumento nos gastos do governo, principalmente no <a title="Bush exagerou nos gastos com a guerra?" href="http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/internacional/43835/midia+chinesa+culpa+gastos+militares+pela+crise+dos+eua/" target="_blank">lado militar</a>, justificado pela chamada “Guerra ao Terror” nas caçadas cinematográficas a Bin Laden e Sadam Hussein.</p>
<p><span id="more-6406"></span>Outro artista principal e um dos grandes responsáveis pela crise que se iniciou ali em 2008 atende pelo nome de <strong>Alan Greenspan</strong>, segundo aponta William Fleckenstein em seu <a title="Mais sobre &quot;As Bolhas de Greenspan&quot;" href="http://www.istoedinheiro.com.br/entrevistas/2208_A+CULPA+E+TODA+DE+ALAN+GREENSPAN" target="_blank">livro &#8220;As Bolhas de Greenspan&#8221;</a>. Alan Greenspan ficou conhecido como “Oráculo”, “Maestro” e foi o homem forte da economia norte-americana (e pode-se dizer mundial) por quase duas décadas. Seu papel na crise foi confiar e incentivar o funcionamento do livre <a title="Greenspan admite erro parcial" href="http://www.estadao.com.br/noticias/economia,greenspan-admite-erro-parcial-sobre-desregulamentacao,265261,0.htm" target="_blank">mercado sem regulamentação</a> (regras claras) e a devida fiscalização. Ele “deu asas” à “criatividade financeira”.</p>
<p><strong>O que está acontecendo agora?</strong><br />
A crise atual nada mais é do que reflexo do que estourou em 2008, a chamada crise de crédito, que rapidamente contaminou boa parte do mundo rico. O grande problema é que ao mesmo tempo (desta vez) se percebe nos EUA uma incapacidade em conciliar as necessidades econômicas do país e os interesses políticos entre Democratas e Republicanos.</p>
<p>A base de sustentação do governo na câmara dos deputados é <a title="Situação de Obama é complicada" href="http://blogs.estadao.com.br/vox-publica/2011/07/29/popularidade-de-obama-chega-ao-fundo-do-poco-diz-gallup/" target="_blank">insuficiente para garantir a governabilidade de Obama</a> &#8211; isto está claro. O desfecho é um presidente “perdido”, sem força para levar adiante importantes mudanças e sem apoio para tratar de questões importantes sem que tudo se transforme em mera disputa política.</p>
<p><strong>Obama, uma marionete nas mãos do Congresso</strong><br />
O desgaste da figura antes tão celebrada de Obama durante a discussão do acordo para elevação da crise é algo alarmante. Tão alarmante que foi esse o principal componente para que a principal agência de crédito reduzisse, pela primeira vez na história, o triplo A da dívida americana.</p>
<p><strong>Europa junta os cacos&#8230;</strong><br />
Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, Portugal, Espanha, Itália e Grécia parecem depender da <a title="França e Alemanha querem salvar Europa" href="http://www.agora.uol.com.br/mundo/ult10109u955982.shtml" target="_blank">boa vontade de seus pares da União Européia</a> (leia-se França e Alemanha) para não caminhar em um caminho ainda mais perigoso. Já tem gente se perguntando <em>“O que será da Zona do Euro?”</em> e também apontando datas para que os países do Velho Mundo voltem a usar suas antigas moedas próprias.</p>
<p>A realidade é dura. É difícil imaginar um país como Espanha com desemprego próximo de <strong>20%</strong>. A verdade é que essas grandes nações, que passaram décadas ensinando os antes países de terceiro mundo sobre como se comportar economicamente, parecem ter esquecido os princípios básicos da ciência econômica e optado pela pura e simples “lei do mercado” &#8211; onde praticamente tudo é permitido.</p>
<p><strong>Tudo cheira mal!</strong><br />
O endividamento americano, por exemplo, é algo que beirou a podridão. Era claro que, mais cedo ou mais tarde, a corda ia acabar se rompendo e o que sobraria seria a sombra e a escuridão em <em>Wall Street</em>. Discursos e análises sensatas sobre a crise de 2008 e seus efeitos duradouros foram <a title="Roubini previu muita coisa..." href="http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/24374_O+TAMANHO+DA+CRISE+SEGUNDO+ROUBINI" target="_blank">proferidos à exaustão por vozes em todo o globo</a>. Alguém prestou atenção? Pra quê, se os bolsos estavam se enchendo em algum lugar?</p>
<p>Fundos de hedge mandaram e desmandaram nas pequenas economias, fazendo e acontecendo conforme o vento mudava de direção. Até agora, não sabemos de fato o quão especulativos são os movimentos nos mercados globais, sabemos apenas que novas regulações e controle mais rígido são necessários. Não era isso que Obama prometia durante sua competente campanha eleitoral?</p>
<p><strong>O que acontecerá com o Brasil?</strong><br />
Olhando para nosso umbigo, o primeiro e natural desdobramento da crise é a fuga de capital na bolsa de valores. Nossa bolsa, com cerca de 600 mil investidores pessoa física, vive à mercê dos ventos externos e, mesmo com o mercado aquecido e o país crescendo, levamos tombos históricos como de hoje.</p>
<p>Tudo indica que a taxa de juros pode até cair no curto prazo, mas se manterá alta se levado em conta os padrões internacionais. Aliás, acredito que o fluxo de investimentos e mesmo o de capital especulativo continuará trazendo muitos dólares para o país.</p>
<p>Nossa lição de casa continua a mesma: gastar melhor e elevar o nível de dinamismo da máquina pública, o que resultará em um país naturalmente mais eficiente e competitivo. Falo de incentivar ainda mais o capital produtivo, nossos empreendedores e em levar adiante reformas como a tributária, previdenciária e trabalhista. A quanto tempo falamos disso, não é mesmo?</p>
<p><strong>E essa história de “o país do futuro”?</strong><br />
Temos, sim, uma excelente oportunidade para o futuro, mas tudo dependerá do que faremos a seguir. Investir pesadamente em infraestrutura – mas com inteligência, sem corrupção e em caráter de longo prazo – e tornar o país ainda mais atraente para o capital externo de qualidade tem que ser mais do que uma meta.</p>
<p>Nesse meio tempo, <em>“cautela e caldo de galinha não farão mal a ninguém”</em>. Mais cedo ou mais tarde, grandes e boas oportunidades continuarão aparecendo, inclusive para aqueles que nesse momento criticam (sem fundamento) o mercado de ações. Vejamos onde tudo isso vai nos levar&#8230; Estamos de olho.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

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		<title>Alemanha &#8211; Sólida, eficiente, silenciosa e credora de devedores duvidosos</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 12:46:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[O modelo de crescimento econômico da Alemanha pode nos ensinar mais que o norte-americano? Ainda assim, quais os perigos e lições a tomar da nação mais forte da Europa?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Alemanha - Sólida, eficiente, silenciosa e credora de devedores duvidosos" src="http://dinheirama.com/files/2011/07/dinheirama_alemanha_economia_forte.jpg" alt="Alemanha - Sólida, eficiente, silenciosa e credora de devedores duvidosos" hspace="2" vspace="2" align="left" />Após expurgar os sonhos imperiais que marcaram a vida política do país durante grande parte da primeira metade do século passado, a Alemanha agarrou-se, com unhas e dentes, à oportunidade de se reinventar e erguer a potencia industrial moderna, democrata e arejada que hoje ocupa a primeira posição entre as nações europeias.</p>
<p>Para alguns analistas mais descolados do sendo comum, a Alemanha figuraria como a nação número um em termos globais, o que faz sentido se a observarmos sob uma ótica econômica mais sustentável, menos imediatista e profunda. É também verdade que a sentença acima seria inquestionável se a Alemanha, além de ícone da eficiência industrial, não fosse a credora de devedores tão economicamente frágeis.</p>
<p>Contudo, deixando essa questão de lado para julgarmos no tempo adequado as consequências da encrenca europeia, gostaria de dirigir a atenção ao modelo de desenvolvimento empresarial alemão, ancorado em larga evolução tecnológica e científica, mas tão discreto quanto sólido em comparação a tantos outros modelos. Veja o caso das pequenas e médias empresas que atuam globalmente, o chamado <a title="Entenda o modelo Mittelstand" href="http://opiniaoenoticia.com.br/economia/o-sucesso-do-modelo-mittelstand/" target="_blank">modelo Mittelstand</a>.</p>
<p><span id="more-6335"></span>Diferente, por exemplo, do propalado modelo norte-americano, com sua panaceia de gurus de gestão surgidos do nada, sempre com o preâmbulo “fanfarrônico” de “a última onda” e invencionices corporativas que, salvo significativas exceções, segregam gerações tidas como ultrapassadas jogando no lixo acervo técnico e experiência, além de criar um clima organizacional doente e de profunda instabilidade.</p>
<p>Engana-se quem me toma como antiamericano. Muito pelo contrário, me incomoda profundamente observá-los submergir, mesmo que pouco a pouco &#8211; observem que seus índices não reagem desde a crise de 2008 -, deixando de lado a trágica, mas remota <a title="Possibilidade de acordo - Estadão" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,senado-dos-eua-deve-votar-sabado-plano-orcamentario,not_76823,0.htm" target="_blank">possibilidade de um “não acordo” antes de dois de agosto</a>.</p>
<p>Também sobre os EUA, me incomoda notar sua influência internacional sendo gradativamente ocupada por uma China que, embora aderente ao livre mercado, não deixa e nem quer deixar de ser uma ditadura maoista, com propósitos imperiais, onde tolerância e pluralidade cultural ou política soam como “meras frivolidades ocidentais”.</p>
<p>Faço justiça à Alemanha moderna neste texto não apenas como um contraponto retórico, pois me agrada o seu modelo da eficiência pela eficiência, da precisão como valor, do aprofundamento científico empresarial no lugar do “blábláblá”, do marketing pelo marketing e da crença ideológica frágil de que os mercados não podem sofrer qualquer espécie de regulamentações, pois se constituem como organismos vivos perfeitos e a prova de colapsos.</p>
<p>No entanto, creio também na capacidade de reinvenção norte-americana como valor, na sua democracia plena e constantemente revitalizada. Mas exorto para que olhem o mundo com um radar crítico, voltado para dentro, permitindo colher e assimilar novos e melhores métodos, novas e mais sólidas posturas.</p>
<p>Os valores e as democracias ocidentais agradecem; os credores também. Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

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		<title>Finanças Pessoais: como melhorar suas tomadas de decisão</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/07/20/financas-pessoais-como-melhorar-suas-tomadas-de-decisao/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Jul 2011 13:10:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisson de Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
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		<description><![CDATA[Por que nos baseamos tanto no passado para impedir o sucesso financeiro presente e futuro? Lidar com as decisões em finanças pessoais é tão importante quanto poupar e investir.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Finanças Pessoais: como melhorar suas tomadas de decisão" src="http://dinheirama.com/files/2011/07/dinheirama_financas_pessoais_tomada_decisao.jpg" alt="Finanças Pessoais: como melhorar suas tomadas de decisão" hspace="2" vspace="2" align="left" />Em finanças pessoais, é sempre interessante que se busque tomar boas decisões com base nas informações existentes. Mas a questão é: como sei se estou fazendo a melhor escolha? De forma a nos ajudar a solucionar esse dilema, os estudiosos no assunto possuem alguns conceitos que podem melhorar o processo de tomada de decisão, seja em investimentos, futuro profissional, ou qualquer outra escolha importante.</p>
<p>Nesse contexto, vou lhes apresentar uma definição simples e muito relevante, mas pouco utilizada na hora de se decidir algo. Trata-se dos <strong>custos irrecuperáveis</strong>, definidos como custos que ocorreram no passado e que não são mais possíveis de serem recuperados.</p>
<p><strong>Entendendo os custos irrecuperáveis</strong><br />
Quando tomamos uma decisão no presente, podemos usar experiências do passado e/ou nossas perspectivas quanto ao que vai acontecer no futuro (filosófico, não?). Mas a questão a ser abordada neste texto é que, muitas vezes, eventos ocorridos no passado influenciam negativamente a tomada de decisão do presente, prejudicando o processo de escolha e causando reflexos ruins no futuro. Os custos irrecuperáveis se inserem nesse contexto, em que as pessoas deveriam tomar suas decisões <strong>sem</strong> levar em consideração custos que não têm mais volta.</p>
<p><span id="more-6318"></span>Um exemplo clássico é o do ingresso de cinema. Imagine que você está com o <em>ticket</em> em mãos, comprado antecipadamente. Se, ao iniciar o filme, você notar que vai ser um péssimo entretenimento, seria uma boa decisão levantar-se da poltrona e procurar fazer algo mais interessante. Porém, muitas pessoas decidem assistir ao filme até o final, levando em consideração o preço pago pelo ingresso, que é um custo irrecuperável.</p>
<p>Perceba que, enquanto ir embora causa apenas o arrependimento de ter gasto o valor do ingresso, ficar no cinema significa dois desprazeres: o dinheiro gasto e aturar o filme ruim.</p>
<p><strong>Exemplos dos custos irrecuperáveis nas finanças pessoais</strong><br />
1) Maria possui dívidas no cartão de crédito que não param de crescer. Também é proprietária de uma motocicleta, adquirida por um financiamento que está na metade das parcelas. Se vender o veículo hoje, ficará livre do financiamento e o dinheiro que era destinado à parcela será usado para quitar a dívida do cartão. Porém, Maria pensa: <em>“Já que comecei a pagar a moto, agora seria uma pena vendê-la e perder o dinheiro investido”</em>.<br />
<strong>Conclusão: </strong>ao considerar o custo irrecuperável das parcelas já pagas, talvez Maria perca a moto e também não consiga pagar a dívida do cartão.</p>
<p>2) O filho de João, que está no quinto semestre de uma faculdade de engenharia civil, diz ao pai que já tem consciência de que esse não é o curso adequado para seu perfil. Hoje, mais maduro, o filho argumenta que gostaria de seguir outra carreira. Eis que João retruca: <em>“Já paguei metade do curso, agora terá que terminar. Depois você começa outro curso”</em>.  Veja que João tomou sua decisão com base em um custo que não tem mais como recuperar.<br />
<strong>Conclusão: </strong>ao invés de apenas perder os cinco semestres de mensalidades já pagas, João também perderá as futuras mensalidades e o precioso tempo do filho, que depois de dois anos e meio já poderia estar na metade de outra faculdade.</p>
<p><strong>Avalie melhor suas decisões</strong><br />
Os exemplos relatados fazem parte de uma cultura arraigada em nossa população. Tomar decisões com base em custos irrecuperáveis é extremamente comum, fazendo com que muitas pessoas não consigam sair de uma situação financeira ruim. A maioria das pessoas não aceita perdas, tomando decisões hoje que apenas aumentarão o desconforto financeiro no futuro. Lembre-se: não tente consertar um erro com outro.</p>
<p>Boa sorte em suas finanças e vida pessoal. Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Elisson de Andrade</b>.<br>

Professor universitário e palestrante sobre Educação Financeira. Mestre e Doutorando em Economia Aplicada pela Universidade de São Paulo. Ganhador do prêmio BM&amp;FBOVESPA de melhor dissertação/tese sobre derivativos (2004). Autor do <a title="Blog do Professor Elisson de Andrade" href="http://www.profelisson.com.br">Blog do Professor Elisson de Andrade</a>. No Twitter: <a title="Siga o Prof. Elisson no Twitter" href="http://twitter.com/Prof_Elisson">Prof_Elisson</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>As verdades, os perigos e os mitos sobre a dívida externa brasileira</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/07/04/as-verdades-os-perigos-e-os-mitos-da-divida-externa-brasileira/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 19:49:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[dívida]]></category>
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		<category><![CDATA[Sarney]]></category>

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		<description><![CDATA[A dívida externa brasileira está em níveis perigosos? Conheça a história da dívida externa, um pouco sobre FMI, reservas internacionais e economia brasileira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="As verdades, os perigos e os mitos da dívida externa brasileira" src="http://dinheirama.com/files/2011/07/dinheirama_verdades_perigos_mitos_divida_externa_brasileira.jpg" alt="As verdades, os perigos e os mitos da dívida externa brasileira" hspace="2" vspace="2" align="left" />Guga</strong> comenta: <em>&#8220;Navarro, ontem escutei meus pais conversando sobre a dívida externa brasileira e seu montante. Parece que leram em algum jornal que a dívida continua crescendo e está em patamares considerados elevados. Gostaria de entender melhor o que é exatamente a dívida externa e se devemos mesmo nos preocupar com o nível em que ela se encontra atualmente. O que a dívida externa representa? Por que senti nos meus pais um ar de preocupação? Obrigado&#8221;</em>.</p>
<p>Há muito que o termo dívida externa é destaque em nosso cotidiano econômico. Mais do que isso, há uma geração que vê no termo &#8220;dívida externa&#8221; um sinônimo de encrenca. Questione seus amigos, familiares e parentes com algo tipo <em>&#8220;O que a dívida externa representa?&#8221;</em> e veja as reações: &#8220;FMI&#8221;, &#8220;roubo&#8221;, &#8220;calote&#8221;, &#8220;moratória&#8221; e &#8220;Sarney&#8221; serão algumas respostas comuns.</p>
<p>Abordarei neste texto o básico sobre a dívida externa, sua definição, um pouco de sua história e aproveitarei para comentar os dados divulgados recentemente sobre sua crescente alta. A ideia é completar o excelente artigo de <strong>Ricardo Pereira</strong>, aqui mesmo no <em>Dinheirama</em>, intitulado <a title="Entendendo a dívida externa brasileira" href="http://dinheirama.com/blog/2007/11/30/entendendo-a-divida-externa-brasileira/" target="_blank">&#8220;Entendendo a dívida externa brasileira&#8221;</a>. Ainda que alguns termos sejam técnicos demais, farei o possível para manter a explicação em tom simples e didático.</p>
<p><span id="more-6262"></span><strong>O que é divida externa?</strong><br />
Trata-se do montante de débitos de uma nação originados de empréstimos feitos no exterior. Estes empréstimos são feitos com bancos estrangeiros, governos de outros países ou instituições financeiras internacionais (FMI &#8211; Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial etc.). Em outras palavras, a dívida externa representa tudo aquilo que um país (em âmbito geral) deve em caráter internacional.</p>
<p><strong>Como assim, todas as dívidas internacionais do país?</strong><br />
A dívida externa contempla todos os empréstimos realizados por um país, incluindo ai as esferas de governo (federal, estadual e municipal) e setor privado. Ou seja, a dívida externa não é o valor devido pelo governo aos &#8220;gringos&#8221;, mas do país como um todo (incluindo empresas).</p>
<p><strong>Um pouco de história</strong><br />
Complementando o artigo do Ricardo, cabe citar alguns períodos históricos em que a dívida externa foi fator de destaque na economia e no noticiário especializado. Usando como fonte uma <a title="Matéria da Folha trata da dívida externa" href="http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201107030655_TRR_79803621" target="_blank">matéria recente da Folha de S. Paulo</a>, cito:</p>
<ul>
<li><strong>Ano de 1973: </strong>Auge do chamado &#8220;milagre econômico&#8221;, período marcado pela alta dos preços do petróleo. O forte desenvolvimento dos países desenvolvidos forçou a queda dos juros, deixando o dinheiro &#8220;mais barato&#8221;. Governos periféricos, Brasil inclusive, &#8220;aproveitaram&#8221; para se endividar no exterior. A dívida era de US$ 14,9 bilhões neste período;</li>
<li><strong>Ano de 1979: </strong>Momento marcado pelo segundo &#8220;choque do petróleo&#8221;. A inflação assola diversos países, que são obrigados a elevar seus juros. A dívida brasileira cresce com a alta das taxas e atinge US$ 55,8 bilhões;</li>
<li><strong>Ano de 1983:</strong> Tanto o Brasil quanto outros países assumem as dificuldades em pagar suas dívidas externas, recorrendo então ao FMI. A dívida alcançou US$ 93,7 bilhões neste período;</li>
<li><strong>Ano de 1987:</strong> O então presidente José Sarney anuncia, em rede nacional, a moratória da dívida externa brasileira. Cabe lembrar que o governo era responsável por quase 85% da dívida externa brasileira neste período, ou seja, o perfil da dívida era tal que os credores haviam emprestado majoritariamente ao governo brasileiro (e não ao setor privado). As dívidas alcançaram US$ 121,2 bilhões;</li>
<li><strong>Ano de 1994:</strong> As negociações iniciadas depois da moratória finalmente são concluídas, o que permitiu ao Brasil retomar os pagamentos aos credores e restaurar parte de sua credibilidade internacional (o que significa, na prática, oportunidade de tomar novos empréstimos). A dívida era de US$ 148,3 bilhões;</li>
<li><strong>Ano de 1999: </strong>Brasil tem que recorrer uma vez mais ao FMI e sua dívida aumenta para US$ 241,6 bilhões;</li>
<li><strong>Ano de 2005:</strong> Com a economia em ascensão, melhor gestão e ajudado pelo ótimo cenário internacional, nosso país acumula reservas em dólar e paga suas dívidas com o FMI. O Brasil passa a ser credor, ou seja, possuir mais dinheiro em reservas que o montante tomado em empréstimos. Dívida era de US$ 169,5 bilhões;</li>
<li><strong>Ano de 2011:</strong> A crise internacional trouxe uma nova onda de juros baixos &#8211; as taxas são &#8220;jogadas para baixo&#8221; a fim de aquecer a economia. O dinheiro &#8220;lá fora&#8221; ficou mais barato e uma nova onda de empréstimos no exterior acontece. A dívida atual é de US$ 284,1 bilhões, mas o Brasil continua credor (possui US$ 336 bilhões em reservas internacionais).</li>
</ul>
<p><strong>O que devemos entender a partir de tanta informação?</strong><br />
Dois aspectos são essenciais para se estabelecer o correto cenário econômico atual em torno da dívida externa brasileira:</p>
<ul>
<li><strong>Perfil da dívida.</strong> Apesar da crescente dívida externa brasileira, repare que o montante relacionado ao dinheiro emprestado diretamente ao governo caiu (e continua caindo). Em 1985, 85% do total devido era responsabilidade do governo (dos contribuintes, em essência), enquanto apenas 15% eram do setor privado. Atualmente, o percentual do Estado é de 25%, contra 75% do setor privado;</li>
<li><strong>Situação do país em relação aos empréstimos internacionais. </strong>As décadas que marcaram os problemas com a dívida externa mostravam um Brasil mal gerenciado, sem capacidade de poupar. O país não tinha como pagar sua dívida externa, já que não possuía dólares &#8220;em caixa&#8221; para essa operação. Hoje, a situação é outra: temos US$ 336 bilhões em reservas, dinheiro mais que suficiente para pagar a dívida externa, caso fosse necessário pagá-la de uma única vez.</li>
</ul>
<p><strong>Por que uma empresa brasileira pega dinheiro lá fora?</strong><br />
Porque a realidade dos juros e prazos de pagamento do empréstimo é bem diferente da encontrada no Brasil. Taxas menores e melhores condições de pagamento são fatores atraentes e que tornam melhores as margens dos produtos fabricados/comercializados por aqui (ou mesmo exportados a partir do Brasil). A contrapartida é que a dívida é em dólar &#8211; se a cotação mudar, a dívida pode ficar cara demais.</p>
<p><strong>Não há perigo em a dívida externa continuar crescendo?</strong><br />
A resposta não é tão simples. O fato de termos reservas nos dá tranquilidade, é verdade, mas o endividamento excessivo e a dependência externa trazem consigo um perigo: o quadro favorável (juros baixos, economia em crescimento, cotação do dólar e reservas em níveis inéditos) pode mudar, tornando a dívida excessivamente alta e com pagamento complicado.</p>
<p>Imagine uma eventual alta expressiva do dólar, por exemplo. Se o cenário mudar e as dívidas ficarem elevadas, as empresas com empréstimos lá fora terão que reajustar seus preços e condições de venda/produção, atrapalhando seu crescimento (e do país em geral). Seus produtos não serão mais tão competitivos e seu custo de produção pressionará suas margens &#8211; a gestão privada se complica.</p>
<p><strong>Conclusões</strong><br />
Cabe ressaltar que este artigo retrata <strong>minha opinião</strong>. Considerando o perfil da atual dívida externa brasileira e nossa situação econômica, não acredito que os atuais níveis de endividamento sejam danosos (ou mesmo perigosos). Faça as corretas interpretações: isso significa que estou no grupo dos conservadores. As coisas vão bem, mas o ritmo de alta da dívida externa precisa ser controlado de perto. A discussão sobre o nível da dívida externa pode se transformar em um bate boca sem fim, por isso prefiro a visão histórica e relativizada (como a que apresentei aqui). Sua conclusão é o que interessa.</p>
<p>Medidas como o recente aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) dão mostra de que o governo está prestando atenção no tema. Depois de conviver com sérios problemas em decorrência da irresponsabilidade com o dinheiro público, fica fácil entender porque a dívida externa costuma causar calafrios em muitos lares brasileiros. Parece que aprendemos a lição. Tomara.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

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		<title>O aumento da inadimplência no Brasil: sobram desejos e falta educação financeira</title>
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		<pubDate>Thu, 12 May 2011 14:16:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[controle]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[dívida]]></category>
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		<description><![CDATA[A inadimplência aumenta no Brasil e com ela a preocupação de que os brasileiros não consigam pagar suas dívidas. O problema é sério e requer educação financeira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O aumento da inadimplência no Brasil: sobram desejos e falta educação financeira" src="http://dinheirama.com/files/2011/05/dinheirama_inadimplencia_educacao_financeira.jpg" alt="O aumento da inadimplência no Brasil: sobram desejos e falta educação financeira" hspace="2" vspace="2" align="left" />A cada novo dia surgem diversas notícias de que as classes C e D são as meninas dos olhos do comércio e da indústria. São os principais alvos de campanhas de marketing, graças ao recente crescimento econômico do Brasil e a melhora no padrão de vida (aumento da renda média, acesso ao crédito e mais qualidade de vida) dessa parte da população.</p>
<p>Confesso que sempre vi esse cenário com reservas. É claro que o consumo e a realização dos sonhos não podem ser simplesmente esquecidos, mas pouco se falou da necessidade de guardar dinheiro e construir patrimônio, algo tão necessário para o futuro &#8211; inclusive para conquistar melhores oportunidades de consumo lá (ali) na frente, com consciência e inteligência.</p>
<p><strong>Explosão de consumo e de devedores</strong><br />
O resultado da explosão do consumo começou a aparecer: de acordo com a Serasa Experian, <a title="Leia mais na Folha.com" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/914184-inflacao-afeta-nivel-de-inadimplencia-que-sobe-pelo-12-mes.shtml" target="_blank">a inadimplência do consumidor registrou acréscimo de 17,3% se comparada a abril de 2010</a>. Os números apresentados hoje representam a 12ª elevação consecutiva. Alguns dirão que os níveis ainda são baixos e administráveis. Eu prefiro ser mais realista. A situação não é boa.</p>
<p><span id="more-6133"></span>Se você, amigo leitor do <em>Dinheirama</em>, perceber que está dentro dessa estatística divulgada, entenda que o grande desafio é aceitar que o (principal) culpado pela situação difícil do momento não é ninguém além de você mesmo, que optou por realizar aquisições que suas condições financeiras não permitiam.</p>
<p>Lembre-se ainda que a inadimplência pode levá-lo ao pior dos perigos: a necessidade de arcar com os altos juros praticados no Brasil. Vale, mais uma vez, repetir o mantra já tantas vezes mencionado por aqui: crédito fácil não é sinônimo de crédito barato. Simples assim.</p>
<p><strong>Medidas de controle são necessárias</strong><br />
Temos percebido que o governo vem adotando medidas de restrição ao crédito. Interessante, mas ele poderia também optar por alternativas mais eficientes e práticas como a limitação de parcelas em financiamentos. Com o aumento dos juros, as pessoas não reduziram o consumo, mas optaram por aumentar os prazos.</p>
<p>O perigo ficará cada dia mais evidente à medida que o consumidor mais afoito for incorporando novas despesas e novos parcelamentos em seu orçamento. Uma bomba relógio está sendo armada diante de nossos olhos!</p>
<p>Outro ponto que não pode ser desconsiderado ao estudar os números é o quesito inflação. Ao contrário de alguns especialistas, não acredito que a alta dos preços foi o fator determinante para os resultados de agora. É inegável, estou de acordo, que alguns produtos como combustíveis e alimentos, por exemplo, tiveram um acréscimo significativo nos últimos meses.</p>
<p><strong>Cartão de crédito, ferramenta de consumo e responsabilidade</strong><br />
Vale a lembrança de que o cartão de crédito é um grande instrumento de educação financeira, mas também é um perigo para os desavisados. Quem utiliza a ferramenta da maneira apropriada, respeitando os limites do padrão de vida, consegue usufruir dos benefícios prazo estendido, segurança e controle nas compras. Já quem utiliza o cartão de crédito sem o devido cuidado e gasta mais do que pode se virá enroscado com os mais altos juros (mais de 500% ao ano em alguns casos) e, consequentemente, com a inadimplência.</p>
<p>A preocupação com o cartão de crédito também se justifica pela facilidade de uso. Se você não consegue resistir aos apelos de consumo, uma alternativa é deixar o cartão em casa e não carregá-lo na carteira, optando pela sua utilização apenas nos momentos de extrema necessidade. Nessa hora, a responsabilidade com seu bolso tem que ser valorizada.</p>
<p><strong>Educação financeira, oportunidade e consciência</strong><br />
Colocar a educação financeira em destaque no dia a dia familiar é um grande desafio. Mas, pense bem, ter que conviver amarrado, sem liberdade e envolto em dívidas, sofrimento e falta de esperança não é um desafio muito maior? Quantos já chegaram até o <em>Dinheirama</em> pensando que a vida tinha acabado e que não sabiam mais o que fazer para colocar as finanças em dia. Sei que não é fácil.</p>
<p>Por fim, reitero minha opinião de que os sinais da inadimplência podem ser interpretados como um grave perigo. Ora, na medida em que ela for aumentando, maiores serão os perigos para a economia real. Empregos, crescimento do país, oportunidades, tudo ficará comprometido. Como você pode ver, o fato de se programar para quitar suas contas possui maiores desdobramentos e consequências do que você pode imaginar.</p>
<p>Estar em dia com o seu bolso faz bem pra você, pra sociedade e para o país. Não comprometa seu futuro gastando sem planejar. Combinado? Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Rumos da economia brasileira: depois do sol, a chuva</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 02:23:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[dívida]]></category>
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		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[moeda]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brasil não parece ter realmente se aproveitado do bom momento econômico para colocar em prática mudanças importantes. Quantas chances ainda teremos? O que vem a seguir?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Rumos da economia brasileira: depois do sol, a chuva" src="http://dinheirama.com/files/2011/04/dinheirama_rumos_economia_sol_chuva.jpg" alt="Rumos da economia brasileira: depois do sol, a chuva" hspace="2" vspace="2" align="left" />Dizem que na vida, assim como na dinâmica econômica, logo após as tempestades vem a bonança; e que o inverso também é verdadeiro. Honestamente, não sei se a sentença tem algum fundamento e, aparentemente, não há lógica alguma em seu raciocínio. Infelizmente.</p>
<p>Observem o Haiti, por exemplo. Após décadas de holocausto socioeconômico e absurdos políticos, justamente quando iniciativas internacionais começavam a gerar alguma luz (mesmo que apagadinha) no fim do túnel, como resultado dos esforços de pacificação e saneamento geral, a natureza, que não entende nada de economia ou política, resolveu se fazer presente, castigando uma nação já tão castigada com um terremoto sem precedentes. Existe lógica nisso? Certamente não.</p>
<p>Mas, deixando de lado aquilo que alguns pensadores batizam como o efeito da “miserável condição humana”, que insiste em nos jogar de encontro ao imponderável, ao ocaso e suas vicissitudes, lembro o leitor de que alguns eventos são, evidentemente, previsíveis. E é nesse contexto que a sentença apresentada no começo do texto faz todo sentido.</p>
<p><span id="more-6042"></span>Nos últimos tempos, vivenciamos o sol onde, sustentados pelo avanço das commodities e pelo desenvolvimento do mercado interno, firmamos resistência aos efeitos do vendaval financeiro de 2008, observando uma retumbante retomada do crescimento ao longo dos dois últimos anos, contribuindo desta forma para consolidar a crença no nosso destino rumo ao olimpo das nações desenvolvidas.</p>
<p>Não nos faltaram alguns acontecimentos e convincentes certificações: recomendação de investimento pelas mais renomadas agências de <em>rating</em> do mundo (o chamado grau de investimento), elevação ao patamar de 7ª economia mundial, a descoberta de imensas reservas petrolíferas, a adesão de uma significativa camada populacional à classe média e o reconhecimento de um sistema financeiro (de fato) sólido.</p>
<p><strong>O problema é que o calor do sol entorpece e traz certa preguiça.</strong><br />
De tantos raios solares, o nosso querido Brasil deitou-se na espreguiçadeira e, entre um bocejo e outro, cochilou. Enquanto sonhava com seu protagonismo crescente no concerto das nações, caiu no sono e descuidou-se. Não deixou de ser uma economia essencialmente extrativista, não enxugou a cansativa burocracia cartório-institucional, não aplicou choques de gestão e eficiência à máquina governamental.</p>
<p>Deixou de lado o processo educacional, não só para aqueles que lutam pela oportunidade de ter o mínimo de instrução, mas também para aqueles que se preparam para instruir. Pouco investiu em ciência e tecnologia, se esqueceu de realizar investimentos em infraestrutura e manteve a sua engrenagem tributária de forma tão caótica como sempre esteve.</p>
<p>Então, gradualmente, o sol foi se sentindo desperdiçado, subutilizado e foi sumindo, triste e decepcionado. Em seu lugar surgiram algumas nuvens e, com elas, alguns desconfortos: câmbio sobrevalorizado, inflação encostada no topo da meta e uma indústria assustada, perdendo espaço e divisas para outras nações.</p>
<p>Outras nações que não se acomodaram na espreguiçadeira e que, durante o sol, lutaram e lutam para se tornar potências em produtividade, desenvolvimento tecnológico e científico. Pragmáticas, se protegeram do sol, pois não queriam ser ofuscadas por sua luminosidade.</p>
<p>O interessante é que mesmo observando que dele se protegem, o sol lá permanece, feliz e satisfeito. Ele é histérico e foge daqueles que facilmente o aceitam. Vamos torcer (e trabalhar) para que ele volte ou ao menos que não nos abandone por completo. Se ele voltar de vez, que possamos quebrar a espreguiçadeira e continuar trabalhando.</p>
<p>Até o próximo.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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