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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; dólar</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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	<itunes:subtitle>Dinheiro, educacao financeira e investimentos ao alcance de todos</itunes:subtitle>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; dólar</title>
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		<title>Viajar e pagar no exterior: cartão de crédito, pré-pago ou dinheiro?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/02/07/viajar-e-pagar-no-exterior-cartao-de-credito-pre-pago-ou-dinheiro/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 17:26:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como é melhor pagar ao viajar para o exterior? Cartão de crédito, cartão pré-pago, débito ou dinheiro em espécie. Conheça as opções, suas vantagens e desvantagens.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Viajar e pagar no exterior: cartão de crédito, pré-pago ou dinheiro?" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/02/dinheirama_post_cartao_credito_pre_pago_dinheiro_opcoes_pagamento_viagem_exterior.jpg" alt="Viajar e pagar no exterior: cartão de crédito, pré-pago ou dinheiro?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Guilherme</strong> comenta: <em>&#8220;Navarro, vou viajar para o exterior e preciso levar dinheiro em moeda estrangeira, mas não sei o que devo fazer. Muitos amigos comentaram sobre o cartão pré-pago específico para viagens, enquanto outros ainda preferem o cartão de crédito. E dinheiro em espécie e os traveler checks, valem a pena? Estou confuso. Você me ajuda? Valeu&#8221;</em>.</p>
<p>Viajar, um verbo cada vez mais colocado em prática pelos brasileiros. Depois de décadas de economia instável, hiperinflacionada e sem uma política monetária decente, o Brasil finalmente oferece aos seus cidadãos a possibilidade de planejar melhor suas viagens. A renda crescente, o câmbio estável e a grande concorrência no setor de turismo criam o cenário perfeito para sair de casa por alguns dias.</p>
<p>Duas dúvidas tem &#8220;tirado o sono&#8221; de muitos leitores:</p>
<ul>
<li><strong>Qual a principal diferença entre as cotações do dólar?</strong> Já abordei esta questão no artigo <a title="Leia o artigo completo" href="http://migre.me/7PLue" target="_blank">&#8220;Entendendo Dólar Comercial, Turismo e Paralelo&#8221;</a>;</li>
<li><strong>Como pagar pelos itens comprados na viagem ao exterior?</strong> Neste artigo farei um pequeno resumo das alternativas disponíveis para o pagamento, bem como um comparativo baseado em minha opinião. Minha expectativa hoje é tentar responder a esta segunda questão.</li>
</ul>
<p>A verdade é que você não precisa pensar apenas nos extremos moeda em espécie e cartão de crédito. Além disso, opções antes populares &#8211; <em>traveler checks</em>, por exemplo &#8211; agora quase não figuram mais entre as saídas encontradas pelos brasileiros para viajar.</p>
<p><strong>Dinheiro</strong><br />
Recomendado em pequenas quantidades, já que servirá apenas para o pagamento de gorjetas, pequenos traslados e serviços mais simples e rápidos. Se você for daqueles muito acostumados a sempre usar o cartão de débito ou realizar saques, prefira levar um pouco mais de dinheiro e também um cartão pré-pago (veja a seguir) com dinheiro. As taxas para saque e utilização do cartão de débito convencional podem gerar surpresas desagradáveis no seu extrato bancário.</p>
<p><strong>Sugestão de uso para o dinheiro:</strong> depois de viajar algumas vezes, decidi não andar com mais de US$ 40,00 por dia de viagem. Ou seja, para uma viagem de 10 dias, levo, no máximo US$ 400,00 em espécie.</p>
<p><strong>Cartão pré-pago</strong><br />
Trata-se da alternativa que mais combina com a ideia de planejamento da viagem, já que ele permite que você adicione crédito quando quiser. Isso significa que você pode planejar a próxima viagem e, desde já, poupar e guardar para os gastos lá fora, bastando para isso ir comprando moeda através do cartão pré-pago.</p>
<p>Também é muito interessante para viagens com grupos grandes, já que permite que pais e responsáveis abasteçam o cartão com uma quantia pré-definida e evita que os gastos ultrapassem o limite real estipulado. Tão seguro e aceito quanto o cartão de crédito, ele tem nas taxas de câmbio sua principal desvantagem.</p>
<p><strong>Sugestão de uso para o cartão pré-pago:</strong> se você se antecipa e planeja a viagem com antecedência, prefira essa modalidade. Mesmo que os preços da moeda sejam mais elevados, ele permitirá a você poupar mensalmente, impedindo sustos maiores em caso de gastos elevados apenas na época da viagem. Indicado para compras e gastos supérfluos, já que o limite é a quantidade de dinheiro que você colocou antes de usá-lo (o que evita o endividamento).</p>
<p><strong>Cartão de crédito</strong><br />
Amplamente aceito no mundo, o cartão de crédito tem na comodidade e na segurança seus maiores aliados. No entanto, a alta taxa de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), hoje em 6,38%, pode tornar a fatura ainda mais salgada. O valor convertido em reais só será conhecido na chegada da fatura, o que pode ser bom, se o valor da moeda no fechamento for mais baixo do que o de antes da viagem, ou ruim, quando a cotação for mais alta. Expliquei em detalhes a conversão no artigo <a title="Leia o artigo completo" href="http://migre.me/7PLDw" target="_blank">&#8220;Como é calculada a cotação do dólar nas faturas de cartão de crédito?&#8221;</a>.</p>
<p><strong>Sugestão de uso para o cartão de crédito:</strong> para não cair na armadilha da comodidade, use o cartão de crédito apenas para os serviços essenciais já planejados antes da viagem, como Hotel, aluguel de carro, ingressos, passagens etc. Para tudo que for luxo, compras ou fora dos planos, prefira o cartão pré-pago.</p>
<p><strong>Cheque de viagem (<em>Traveler Check</em>)</strong><br />
Muito utilizados antes da popularização dos cartões, os cheques de viagem caíram em desuso. Apesar de ser mais barato para aquisição (taxas de câmbio melhores e sem tarifas), o número de estabelecimentos que aceita este tipo de pagamento vem caindo.</p>
<p><strong>Sugestão de uso para o cheque de viagem:</strong> se puder optar pelos cartões pré-pagos e de crédito, evite o uso dos <em>traveler checks</em>.</p>
<p><strong>Comparativo</strong><br />
A tabela abaixo resume o que penso de cada uma das modalidades detalhadas neste artigo:</p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/02/dinheirama_tabela_meios_pagamento_viagem_exterior.png" alt="Comparativo - Alternativas de pagamento no exterior" /></p>
<p>Espero que o texto tenha cumprido seu objetivo. Reitero, contudo, que <strong>não há verdades absolutas quando se trata de planejamento financeiro</strong>. Conhecer as alternativas precisa ser uma ação combinada com seus hábitos familiares e principais decisões financeiras. Há quem tenha pavor de cartão de crédito, mas há também quem morre de medo de ser assaltado. Defina sua estratégia e a reavalie sempre. Boa viagem!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Economia e Política: finalmente com os pés no chão!</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/07/08/economia-e-politica-finalmente-com-os-pes-no-chao/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/07/08/economia-e-politica-finalmente-com-os-pes-no-chao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Jul 2011 18:27:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As relações políticas movem decisões estratégicas também no lado econômico. Como isso influencia nosso projeto de nação e o futuro do Brasil? Um polêmico ponto de vista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Economia e Política: finalmente com os pés no chão!" src="http://dinheirama.com/files/2011/07/dinheirama_politica_economia_revolucao.jpg" alt="Economia e Política: finalmente com os pés no chão!" hspace="2" vspace="2" align="left" />Conforme cometei em artigos anteriores, aguardava o momento para novamente abordar a nossa seara econômica. Hoje volto ao assunto, mas, como sempre, não deixarei de lado o momento político, uma vez que se trata, lamentavelmente, do vetor principal da vida econômica no nosso País.</p>
<p>Por mais que o mundo corporativo/empreendedor despreze a política e seus agentes, por mais que teimem em deixá-la de lado e evitar qualquer espécie de participação ou militância, não podemos nos esquecer de que convivemos com uma arrecadação correspondente a <a title="Carga tributária no Brasil" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/03/carga-tributaria-foi-de-3513-do-pib-em-2010-diz-instituto.html" target="_blank"><strong>35%</strong> de toda a riqueza gerada</a> – e, pior, aproximadamente <strong>100 milhões</strong> de brasileiros – a metade de nossa população – vivem total ou parcialmente de recursos repassados pelas três esferas governamentais (municipal, estadual e federal).</p>
<p>Esses dados alarmantes (ou dramáticos), que tem origem nos estudos do economista <strong>Raul Velloso</strong> – presidente do movimento <a title="Conheça o Movimento Brasil Eficiente" href="http://www.brasileficiente.org.br/Home.aspx" target="_blank">Brasil Eficiente</a> e um dos maiores especialistas em contas públicas da atualidade – mostram o quanto o aparelho estatal, e por consequência o processo político, influencia as nossas vidas. Logo, dissociar o mundo corporativo, empreendedor e da livre iniciativa desse elemento torna-se, no mínimo, uma falha grosseira.</p>
<p><span id="more-6286"></span>Em resumo, não seria um absurdo dizer que o Brasil, apesar de todo o processo de privatização e das modernizações que se implementaram a partir dos anos 90, ainda é uma nação com preponderante influência estatal, garantindo à dinâmica política a devida relevância estratégica.</p>
<p>Neste contexto, o que nos resta é torcer para que o rolo compressor governamental não avance coeso e avassalador sobre nossas vidas, direitos e liberdades. E não é por outro motivo que comemoro quando, no noticiário cotidiano, observo as dificuldades que o atual governo enfrenta – me referindo a esfera federal –, seja para coordenar sua base de apoio parlamentar ou para avançar em projetos estratégicos.</p>
<p>A esse cenário adiciono o panorama econômico, marcado pela dificuldade de conter a valorização da moeda e emperrado pela necessidade das absurdas taxas de juros para conter a inflação. Em resumo, vivemos em uma novela dramática com importantes atores, mas com um protagonista principal muito bem definido chamado governo.</p>
<p>E não se engane ao imaginar que sou da turma do “quanto pior melhor”. Nada disso! Muito pelo contrário, simplesmente acredito na força renovadora e na capacidade de reciclagem das sociedades. E o que mais me deixa feliz é justamente essa crescente percepção em quase todos os círculos e ambientes.</p>
<p>É natural que, no curto prazo, essa sopa não seja nada digestiva. No longo prazo, no entanto, ela fortalecerá o sistema como um todo, uma vez que trazidos à consciência de nossos problemas políticos, sociais e estruturais, seremos obrigados a buscar soluções, aperfeiçoamentos e ajustes. Isso se quisermos manter o mito no qual o mundo nos colocou, “uma poderosa nação emergente” – cabe lembrar que antes não havia cobrança internacional e bastava conviver com as frustrações domésticas.</p>
<p>Com o pé na realidade tal como ela se apresenta, e ainda sem navegar em mar revolto, poderemos, sem o pânico dos gregos ou o grito de vitória espanhol dos anos 90, evitar definitivamente os ufanismos infantis e a crença sem sentido, que vinha ganhando terreno nos últimos anos, de que de agora em diante navegaremos <em>“livres de obstáculos e no máximo atingidos por inofensivas marolinhas”</em> e dedicar a nossa energia em busca de soluções duradouras, sustentáveis e consistentes.</p>
<p>Quando o véu do entusiasmo barato cai, somos acordados pelo grito da realidade. Então nos resta um único caminho, que está muito distante de comemorações ou consagrações míopes, mas nos empurra e nos impele a seguir em frente, cientes de que na democracia onde vivemos não haverá espaço para omissões. Você está pronto para fazer parte disso tudo?</p>
<p>Um grande abraço e até o próximo.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Investir em imóveis nos EUA ou em renda fixa no Brasil?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/06/01/investir-em-imoveis-nos-eua-ou-em-renda-fixa-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 12:01:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imóveis]]></category>
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		<description><![CDATA[O momento reserva boas oportunidades de compra de imóveis abaixo do potencial nos Estados Unidos. No Brasil, a renda fixa continua sendo uma ótima alternativa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Investir em imóveis nos EUA ou em renda fixa no Brasil?" src="http://dinheirama.com/files/2011/05/dinheirama_imovel_eua_renda_fixa_brasil.jpg" alt="Investir em imóveis nos EUA ou em renda fixa no Brasil?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Marcelo</strong> comenta: <em>“Ricardo, moro nos Estados Unidos, onde comecei a comprar imóveis de baixo valor. Em dois anos com essa estratégia, já consegui comprar dois imóveis. O dólar no Brasil está relativamente baixo, por isso não sei se está valendo a pena enviar o dinheiro para aí. A dúvida que fica é justamente nesse quesito: continuo com a estratégia de comprar imóveis por aqui ou mesmo com o câmbio baixo mando para o Brasil e aproveito as oportunidades do mercado de ações e renda fixa?”</em></p>
<p>Com a crise de crédito de 2008, os EUA entraram em um período muito dolorido para sua população: desemprego e recessão são, desde então, palavras constantes no noticiário econômico. Um dos pilares da crise aconteceu justamente no mercado imobiliário, mais precisamente com as chamadas hipotecas. Se a crise foi sinônimo de problemas para a maior parte da população, também representou algumas oportunidades para quem tinha algum dinheiro em caixa.</p>
<p>A desvalorização dos imóveis e a falta de compradores interessados fizeram com que verdadeiras pechinchas surgissem a cada esquina. Vejo que você foi um dos que aproveitou a oportunidade de comprar bons imóveis a preços baixos. Observando friamente, a economia norte-americana está longe do que já foi, mas alguns dados mostram que já existe certa recuperação – o que lentamente fará desaparecer as boas oportunidades. Estando ai, acho interessante a opção por <a title="Leia mais no Portal Exame" href="http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/e-boa-a-hora-para-comprar-imoveis-nos-eua" target="_blank">imóveis a preços bem abaixo do potencial</a>.</p>
<p><span id="more-6186"></span><strong>Brasil fez opção ao crescimento para fugir da crise</strong><br />
O Brasil atravessou a crise apostando no consumo interno como arma para manter o emprego e fazer crescer a economia. O plano deu certo e o país cresceu forte, inclusive fora de sua capacidade de produção, o que criou, no começo do ano, outra preocupação: a temida inflação.</p>
<p>Respondendo sua pergunta, creio que alguns pontos precisam ser bem definidos para sua estratégia de investimentos realmente funcionar. A primeira pergunta que me ocorre é: quando você pretende voltar para o Brasil? Trata-se de uma pergunta-chave para traçar seu futuro. Uma alternativa interessante para a volta seria considerar a abertura de algum empreendimento para, quando voltar, ter seu próprio negócio, aproveitando o crescimento brasileiro.</p>
<p><strong>Ações, 2011 com oscilações e muita volatilidade</strong><br />
O mercado de ações passa por alguns momentos de ajuste, principalmente por questões referentes ao novo governo. A inflação nos países emergentes e a crise na Europa também afetam o desempenho da bolsa brasileira. Então, se o seu dinheiro está comprometido no curto prazo ou se você tem aversão ao risco, busque outras alternativas. Faça isso até que o cenário se defina de uma forma um pouco mais clara.</p>
<p>Para conter a inflação, o Brasil adotou algumas medidas para encarecer o crédito. Dessa forma, os juros subiram e o mercado de renda fixa voltou a atrair atenção de todos. O Tesouro Direto, compra de títulos públicos, está na pauta e foi descrito de forma didática pelo <strong>Navarro</strong> no artigo <a title="Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características" href="http://dinheirama.com/blog/2011/01/20/tesouro-direto-como-investir-rentabilidade-vantagens-e-caracteristicas/" target="_blank">“Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características”</a>. Trata-se de uma excelente alternativa conservadora de investimentos.</p>
<p>Como pode perceber, a resposta para sua dúvida não é única, nem definitiva. Tudo dependerá dos objetivos para seus investimentos, do prazo definido para a aplicação e de suas metas pessoais (retorno ou não ao Brasil, por exemplo). Defina o que quer para o futuro e quanto pretende investir nele (separe curto, médio e longo prazo). Descobrir quais serão os melhores investimentos para alcançar suas metas será o passo a seguir, ok? E faremos isso juntos.</p>
<p>Valeu e até a próxima! Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Como é calculada a cotação do dólar das faturas de cartão de crédito?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/05/06/como-e-calculada-a-cotacao-do-dolar-das-faturas-de-cartao-de-credito/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 May 2011 13:21:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
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		<description><![CDATA[Qual a taxa utilizada para o dólar nas faturas de cartão de crédito? Dólar comercial, turismo, paralelo ou uma média? Como é feita a conversão e calculada a taxa?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Como é calculada a cotação do dólar das faturas de cartão de crédito?" src="http://dinheirama.com/files/2011/05/dinheirama_como_calculada_cotacao_dolar_cartao_de_credito.jpg" alt="Como é calculada a cotação do dólar das faturas de cartão de crédito?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Marinho</strong> comenta: <em>“Navarro, depois de ler o didático artigo <a title="Entendendo Dólar Comercial, Turismo e Paralelo" href="http://dinheirama.com/blog/2007/08/07/entendendo-dolar-comercial-turismo-e-paralelo/" target="_blank">‘Entendendo Dólar Comercial, Turismo e Paralelo’ </a>captei a diferença nos tipos de cotações, mas ainda fiquei com uma dúvida: qual o dólar utilizado pelas instituições financeiras nas faturas de cartão de crédito? Recentemente utilizei dois cartões diferentes no exterior, no mesmo período, e o dólar de cada fatura veio bem diferente. Obrigado”</em>.</p>
<p>Você fica de olho na cotação do dólar comercial, nos comentários dos especialistas em noticiários e sites especializados e percebe que a moeda americana está se desvalorizando. Então faz uso do dólar em compras no exterior com o cartão de crédito e é pego de surpresa quando a fatura chega: <em>“ué, mas esse dólar usado aqui está mais caro que o encontrado nas cotações”</em>. Pois é.</p>
<p><strong>Não existe regra para o dólar das faturas</strong><br />
Como já sabemos, o mercado de câmbio é livre em nosso país, o que significa que as cotações (formação de preço da moeda) são alteradas de acordo com a oferta e a demanda pela moeda. Para resumir, quando há dólar demais na praça, ele passa a valer menos; quando a moeda estrangeira está em falta, seu preço sobre.</p>
<p><span id="more-6114"></span>Importante salientar que a referência para as empresas de comércio exterior , bancos e varejo é o dólar comercial. No caso específico dos cartões de crédito e suas faturas, o valor utilizado pelos bancos e administradoras costuma ser a cotação do dólar comercial somada a uma margem de ganho (<em>spread</em>).</p>
<p>Infelizmente, as instituições financeiras não são obrigadas a detalhar este cálculo e, por isso, optam por não divulgar a fórmula usada para o cálculo da cotação utilizada na fatura do cartão. Em geral, os valores da moeda utilizados para conversão nas faturas se situam entre o dólar comercial e o dólar turismo, tendendo quase sempre para este último.</p>
<p><strong>Como agem nossos bancos?</strong><br />
Em uma pesquisa, encontrei uma <a title="Leia mais na Folha" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/906762-dolar-do-cartao-de-credito-varia-de-banco-para-banco.shtml" target="_blank">reportagem da Folha de S. Paulo de 25/04/2011</a> que mostra estas diferenças e divulga o cálculo do valor pelo Banco do Brasil (BB). De acordo com <strong>Denílson Molina</strong>, diretor de cartões do BB, a regra no banco é pegar a taxa Ptax (média do Banco Central) do dia anterior e cobrar mais 2%.</p>
<p>A matéria da Folha ainda averiguou as taxas cobradas pelas principais instituições financeiras brasileiras. Bradesco e American Express cobram valores bem próximos à cotação do dólar turismo. Santander e Banco do Brasil apresentam taxas intermediárias, quase na média entre as cotações comercial e turismo. Já a Caixa e o Itaú tinham as taxas mais próximas do valor cobrado pelo dólar comercial no dia anterior ao fechamento da fatura.</p>
<p><strong>O que podemos fazer?</strong><br />
O texto esclareceu parte da dúvida sobre a cotação utilizada nas faturas, mas podemos (devemos) ir além: observe atentamente os valores de sua fatura para cada cartão de crédito e faça contato com a administradora e banco emissor para questionar os valores utilizados na cobrança. Assim você saberá que cartão é melhor para gastos no exterior e porquê.</p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Dinheirama Shop</span></strong><br />
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<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Rumos da economia brasileira: depois do sol, a chuva</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/04/14/rumos-da-economia-brasileira-depois-do-sol-a-chuva/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 02:23:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
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		<description><![CDATA[O Brasil não parece ter realmente se aproveitado do bom momento econômico para colocar em prática mudanças importantes. Quantas chances ainda teremos? O que vem a seguir?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Rumos da economia brasileira: depois do sol, a chuva" src="http://dinheirama.com/files/2011/04/dinheirama_rumos_economia_sol_chuva.jpg" alt="Rumos da economia brasileira: depois do sol, a chuva" hspace="2" vspace="2" align="left" />Dizem que na vida, assim como na dinâmica econômica, logo após as tempestades vem a bonança; e que o inverso também é verdadeiro. Honestamente, não sei se a sentença tem algum fundamento e, aparentemente, não há lógica alguma em seu raciocínio. Infelizmente.</p>
<p>Observem o Haiti, por exemplo. Após décadas de holocausto socioeconômico e absurdos políticos, justamente quando iniciativas internacionais começavam a gerar alguma luz (mesmo que apagadinha) no fim do túnel, como resultado dos esforços de pacificação e saneamento geral, a natureza, que não entende nada de economia ou política, resolveu se fazer presente, castigando uma nação já tão castigada com um terremoto sem precedentes. Existe lógica nisso? Certamente não.</p>
<p>Mas, deixando de lado aquilo que alguns pensadores batizam como o efeito da “miserável condição humana”, que insiste em nos jogar de encontro ao imponderável, ao ocaso e suas vicissitudes, lembro o leitor de que alguns eventos são, evidentemente, previsíveis. E é nesse contexto que a sentença apresentada no começo do texto faz todo sentido.</p>
<p><span id="more-6042"></span>Nos últimos tempos, vivenciamos o sol onde, sustentados pelo avanço das commodities e pelo desenvolvimento do mercado interno, firmamos resistência aos efeitos do vendaval financeiro de 2008, observando uma retumbante retomada do crescimento ao longo dos dois últimos anos, contribuindo desta forma para consolidar a crença no nosso destino rumo ao olimpo das nações desenvolvidas.</p>
<p>Não nos faltaram alguns acontecimentos e convincentes certificações: recomendação de investimento pelas mais renomadas agências de <em>rating</em> do mundo (o chamado grau de investimento), elevação ao patamar de 7ª economia mundial, a descoberta de imensas reservas petrolíferas, a adesão de uma significativa camada populacional à classe média e o reconhecimento de um sistema financeiro (de fato) sólido.</p>
<p><strong>O problema é que o calor do sol entorpece e traz certa preguiça.</strong><br />
De tantos raios solares, o nosso querido Brasil deitou-se na espreguiçadeira e, entre um bocejo e outro, cochilou. Enquanto sonhava com seu protagonismo crescente no concerto das nações, caiu no sono e descuidou-se. Não deixou de ser uma economia essencialmente extrativista, não enxugou a cansativa burocracia cartório-institucional, não aplicou choques de gestão e eficiência à máquina governamental.</p>
<p>Deixou de lado o processo educacional, não só para aqueles que lutam pela oportunidade de ter o mínimo de instrução, mas também para aqueles que se preparam para instruir. Pouco investiu em ciência e tecnologia, se esqueceu de realizar investimentos em infraestrutura e manteve a sua engrenagem tributária de forma tão caótica como sempre esteve.</p>
<p>Então, gradualmente, o sol foi se sentindo desperdiçado, subutilizado e foi sumindo, triste e decepcionado. Em seu lugar surgiram algumas nuvens e, com elas, alguns desconfortos: câmbio sobrevalorizado, inflação encostada no topo da meta e uma indústria assustada, perdendo espaço e divisas para outras nações.</p>
<p>Outras nações que não se acomodaram na espreguiçadeira e que, durante o sol, lutaram e lutam para se tornar potências em produtividade, desenvolvimento tecnológico e científico. Pragmáticas, se protegeram do sol, pois não queriam ser ofuscadas por sua luminosidade.</p>
<p>O interessante é que mesmo observando que dele se protegem, o sol lá permanece, feliz e satisfeito. Ele é histérico e foge daqueles que facilmente o aceitam. Vamos torcer (e trabalhar) para que ele volte ou ao menos que não nos abandone por completo. Se ele voltar de vez, que possamos quebrar a espreguiçadeira e continuar trabalhando.</p>
<p>Até o próximo.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Brasil, a Guerra Cambial e o crescimento econômico</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/11/08/o-brasil-a-guerra-cambial-e-o-crescimento-economico/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Nov 2010 13:51:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Entenda como a desvalorização do dólar, a Guerra Cambial e os juros altos podem prejudicar o crescimento sustentável do Brasil. É hora do governo gerenciar melhor os gastos públicos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O Brasil, a Guerra Cambial e o crescimento econômico" src="http://dinheirama.com/files/2010/11/dinheirama_dolar_real_guerra_cambial.jpg" alt="O Brasil, a Guerra Cambial e o crescimento econômico" hspace="2" vspace="2" align="left" />Um assunto em especial tem dominado o noticiário econômico do Brasil e boa parte do espaço econômico de jornais pelo mundo: a desvalorização do dólar. Muito se vala sobre uma “Guerra Cambial”, travada de forma voraz entres EUA e <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Q2hpbmFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-52">China<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e com reflexos no mundo todo. Durante todo o período eleitoral o tema foi pouco debatido no Brasil dando margem para incertezas.</p>
<p>Passado o período de votação, o assunto passou a fazer parte das entrevistas da Presidente eleita Dilma Rousseff. Suas primeiras seguiram no sentido de tranquilizar o mercado quanto às ações do governo. Segundo ela, os pilares da estabilidade serão preservados e o câmbio flutuante será mantido. Que bom.</p>
<p><strong>E lá fora?</strong><br />
Os Estados Unidos continuam sofrendo com a crise. A retomada tem sido lenta e os reflexos desse cenário são percebidos na baixa popularidade do Presidente Obama. As medidas tomadas por lá para tentar alavancar a economia levam à desvalorização ainda maior de sua moeda. Na semana passada correu a notícia de que <a title="Leia mais no Terra" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+internacional,fed-comprara-mais-us-600-bi-em-titulos-para-impulsionar-economia,41798,0.htm" target="_blank">o FED comprará mais de US$ 600 bilhões em títulos</a> para aquecer a economia.</p>
<p><span id="more-5215"></span><strong>Juros altos</strong><br />
A valorização do Real acontece porque os <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> internacionais não estão encontrando em seus países de origem oportunidades tão atraentes (rentáveis) como as que existem por aqui. A Taxa Selic está em 10,75% ao ano, o que de longe é uma taxa muito mais vantajosa do que os atuais 0,25% dos Estados Unidos, por exemplo. Na Zona do Euro as taxas de juros também estão muito baixas.</p>
<p><strong>Oferta X Procura</strong><br />
O dinheiro que vem pra cá alimenta a lei da oferta e demanda. A grande oferta de dólares faz seu valor despencar em relação ao Real, o que faz com que os produtos importados fiquem baratos; na outra ponta, nossa indústria perde competitividade para exportar, pois seus produtos se tornam caros diante do mercado internacional.</p>
<p>O protecionismo de algumas nações também contribui para o agravamento desse cenário. O maior exemplo disso é a China, que não quer adotar políticas de câmbio para não ver seus produtos perderem competitividade.</p>
<p><strong>A lição de casa</strong><br />
Voltando para o ambiente doméstico, é cada dia mais urgente e necessário uma política pública voltada para a gestão dos gastos públicos. Por mais que os avanços tenham sido grandes nos últimos anos, é evidente que o serviço público gasta muito, e mal. Precisamos voltar os esforços para reformas indispensáveis: política, fiscal e previdenciária.</p>
<p>Impostos altos e gastos elevados baseados em pouca agilidade da máquina pública são o pior dos mundos e isso não fará nossa <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> crescer de forma sustentada por muito tempo. Talvez essas ações sejam parte do grande salto de confiabilidade que o país precisa enfrentar para garantir o crescimento no futuro.</p>
<p>O governo precisa economizar e voltar a buscar metas reais de superávit fiscal, além de diminuir a dívida pública para, enfim, buscar uma efetiva redução de suas taxas de juros.</p>
<p>Como você já sabe, eu sou otimista, mesmo percebendo o potencial explosivo para o assunto. Acredito que nosso país precisa intensificar o debate; e isso acontecerá. Os benefícios de uma economia estável passam pelo equilíbrio de todos os setores e o câmbio é um elemento fundamental dentro dessa engrenagem. Até a próxima.</p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Previsões econômicas para 2010</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/12/21/previsoes-economicas-para-2010/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 13:52:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[O que a economia brasileira reserva aos seus investidores, contribuintes e cidadãos? Apesar das eleições, espera-se muito do quadro econômico brasileiro. Conheça algumas previsões e faça seus planos de maneira adequada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Previsões econômicas para 2010" src="http://dinheirama.com/files/2009/12/dinheirama_previsoes_economia_governo_selic.jpg" alt="Previsões econômicas para 2010" hspace="2" vspace="2" align="left" />O ano de 2010 tem tudo para ser extremamente peculiar. Um ano com eventos importantes e que mexerão com o dia a dia das pessoas. Quando falamos em economia, sabemos que existem diversas previsões, algumas mais otimistas e outras nem tanto. O fato é que nunca na história desse país os fundamentos econômicos estiveram com saldo tão positivo e promissor.</p>
<p><strong>Então, o que esperar de 2010?</strong><br />
Acredito que o fluxo de capital no próximo ano continuará alto, forçando ainda mais o câmbio. Produtos importados terão ainda mais espaço e, de certa forma, essa tendência ajudará o controle inflacionário, pois obrigará os produtores nacionais a manter o preço para não perder a competitividade.</p>
<p>A expectativa sobre o desemprego também é positiva. Entretanto, vale a pena ressaltar que as profissões que necessitam de especialização técnica terão uma forte demanda. A chamada mão de obra especializada ainda é um dos grandes problemas do Brasil. Aos leitores mais atentos, é importante aceitar que a educação continuada cada dia mais se torna um dos melhores <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvcytkaW5oZWlyb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-72">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> para o futuro.</p>
<p><span id="more-3623"></span>O mercado de capitais deve continuar com a tendência de alta, ainda que alguma correção surja no curto prazo (o que é bem razoável). É difícil prever até que ponto a Bolsa continuará crescendo, mas arrisco uma previsão: acredito que o Ibovespa possa chegar perto dos 80 mil pontos até o final de 2010. É apenas uma previsão, baseada nas leituras e estudos que tenho acompanhado.</p>
<p>A taxa Selic deve passar por momentos de elevação durante o ano que vem. Não por problemas do próprio ano, mas sim olhando o horizonte de 2011. Os economistas temem que a inflação comece a demonstrar suas garras e, como sempre nesses momentos, a principal arma do Banco Central (BC) é a elevação dos juros na tentativa de conter o consumo, elevando o custo do capital.</p>
<p><strong>2010, ano de eleições.</strong><br />
Vale lembrar que teremos eleições presidenciais e, por mais que se justificasse uma elevação nos juros, uma notícia como essa pode desgastar a candidatura do governo. Aí está a grande dúvida do mercado: será que o governo vai querer arcar com esse ônus? Ou será que toda a desoneração e os incentivos para o consumo ainda em vigor são justamente para aliviar a situação e fazer os eleitores olharem o governo com outros olhos?</p>
<p>De toda forma, é importante destacar que o BC teve uma conduta muito elogiada durante os piores momentos da crise, o que resultou, para os <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> do mundo todo, em muita confiança no Brasil. Somos vistos com mais respeito e como um pais onde o investimento pode dar certo, muito certo.</p>
<p><strong>Um Brasil global!</strong><br />
Em 2010 devemos continuar vendo a formação de grandes grupos brasileiros, resultantes de fusões e aquisições. Essas empresas terão elevado faturamento, equipes competentes e provavelmente terão poder de fogo mundial. Mais do que nunca, o Brasil e suas empresas se tornarão <em>players</em> de grande destaque no cenário internacional.</p>
<p><strong>Sucesso significa cautela e reflexão.</strong><br />
Se o ano será de bonança, mais do que nunca o brasileiro deve analisar com cautela os próximos passos. Em momentos de euforia é natural a tentação de entrar de cabeça em negócios mirabolantes e compras sem planejamento. Pare, respire e pense duas vezes antes de desperdiçar potencial financeiro. Agora é sem dúvidas o melhor momento para poupar, <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aXIrZGluaGVpcm9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">investir<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e pensar o futuro.</p>
<p>A Previdência oficial aumentará ainda mais seu déficit e o governo, mais cedo ou mais tarde, se verá obrigado a realizar uma nova reforma diminuindo ainda mais os chamados “direitos” dos aposentados &#8211; esse caminho não tem volta. Por isso, quando tudo vai bem é também a hora certa de reservar parte dos seus ganhos para o futuro e para os momentos de emergência.</p>
<p>Essas são minhas previsões para 2010. Espero, de coração, que o brasileiro possa, ao final desse novo ciclo, ter usufruído dos bons ventos que sopram no país, descobrindo que <em>“quem sabe faz a hora, não espera acontecer”</em>. Ótimo 2010 para todos. Sucesso.</p>
<p>Este post participa da <strong>blogagem coletiva</strong> relacionada às previsões e desejos da blogosfera para o ano de 2010. Confira os artigos dos blogs colegas abaixo e informe-se sobre o que pensam os demais amigos da Internet:</p>
<p><strong>Almanaque do Bem (Fabio Camatari)</strong> &#8211; <a href="http://almanaquedobem.com/2009/12/21/blogagem-coletiva-previsoes-do-bem-para-2010/">&#8220;Previsões do bem&#8221; para 2010</a><br />
<strong>Gestão Feminina (Re Alves e Laryssa Martins)</strong> – <a href="http://gestaofeminina.wordpress.com/2009/12/21/o-que-queremos-para-2010/">O que queremos para 2010</a><br />
<strong>Administrando.biz (Claudinei Costa)</strong> – <a href="http://administrando.biz/2009/12/21/os-meus-objetivos-para-2010/">Os Meus Objetivos para 2010</a><br />
<strong>Blog Saia do Lugar (Millor Machado)</strong> &#8211; <a href="http://www.saiadolugar.com.br/2009/12/21/2010-o-ano-em-que-a-gestao-vai-para-as-nuvens/">2010: O ano em que a gestão vai para as nuvens</a><br />
<strong>Blog do Beto Veiga (Humberto Veiga)</strong> &#8211; <a href="http://www.betoveiga.com/log/index.php/2009/12/postagem-que-gostaria-de-fazer-em-2010/">Postagem que gostaria de fazer em 2010</a><br />
<strong>MacMinds (Gino Olivato)</strong> &#8211; <a href="http://www.macminds.com.br/?p=864">iTablet: Uma tecnologia para viver em 2010!</a><br />
<strong>Sobre Administração (Gustavo Periard)</strong> &#8211; <a href="http://www.sobreadministracao.com/desejo-de-mudancas-para-2010/">Desejo de grandes mudanças para 2010</a><br />
<strong>Sucesso News (Vinícius Mont Serrat)</strong> &#8211; <a href="http://www.sucessonews.com.br/bola-de-cristal-2010-5-previoes-certeiras-para-o-ano-novo/">Bola de Cristal 2010 &#8211; 5 previsões certeiras para o Ano Novo</a><br />
<strong>Receita do Sucesso (Pedro Cardoso)</strong> &#8211; <a href="http://receitadosucesso.com/2009/12/22/o-que-eu-quero-para-2010-tecnologia/">O que eu quero em 2010: tecnologia</a><br />
<strong>Admit (Estêvão Soares)</strong> &#8211; <a href="http://www.admit.com.br/administracao/previsoes-para-2010-conheca-o-seu-futuro">Previsões para 2010 &#8211; Conheça o seu futuro</a><br />
<strong>Escorpião no Bolso (Aécio Santos)</strong> &#8211; <a href="http://escorpiaonobolso.com/?p=471">Previsões 2010 do Escorpião no Bolso</a><br />
<strong>Empreendedorismo do Bem (Horacio Poblete)</strong> &#8211; <a href="http://empreendedorismodobem.com.br/2009/12/24/imagine-o-futuro-antecipe-se-e-influencie/">Imagine o futuro, antecipe-se e influencie</a><br />
<strong>Saia do Lugar (Luiz Piovesana)</strong> &#8211; <a href="http://www.saiadolugar.com.br/2009/12/23/em-2010-o-bom-atendimento-vai-reinar/">Em 2010 o bom atendimento vai reinar</a><br />
<strong>Quero Ficar Rico (César França)</strong> &#8211; <a href="http://queroficarrico.com/blog/2009/12/23/quero-continuar-ficando-rico-previsoes-para-2010-parte-i/">Quero Continuar Ficando Rico &#8211; Previsões para 2010 (Parte 1)</a><br />
<strong>Quero Ficar Rico (Rafael Seabra)</strong> &#8211; <a href="http://queroficarrico.com/blog/2009/12/26/quero-continuar-ficando-rico-previsoes-para-2010-parte-ii/">Quero Continuar Ficando Rico &#8211; Previsões para 2010 (Parte 2)</a><br />
<strong>Produzindo.net (Talita James)</strong> &#8211; <a href="http://www.produzindo.net/algumas-promessas-para-o-ano-novo/">Algumas promessas para o Ano Novo</a><br />
<strong>Chapa Branca (Hélio Teixeira)</strong> &#8211; <a href="http://comunicacaochapabranca.com.br/?p=9318">Desejos e &#8220;previsões&#8221; para 2010</a><br />
<strong>Papo Econômico (Evelin Ribeiro)</strong> &#8211; <a href="http://www.interney.net/blogs/papoeconomico/2009/12/29/os_sonhos_do_papo_economico_para_2010/">Os sonhos do Papo Econômico para 2010</a></p>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de Stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Brasil do crescimento econômico: oportunidades e desafios</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/11/22/o-brasil-do-crescimento-economico-oportunidades-e-desafios/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 01:44:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[As notícias dão conta de que o Brasil vive um momento econômico mágico. Se tudo vai bem, 2010 e o futuro parecem espetaculares. Será? Que tal comemorar o sucesso, mas também discutir os novos desafios de nosso país?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O Brasil do crescimento econômico: oportunidades e desafios" src="http://dinheirama.com/files/2009/11/dinheirama_brasil_crescimento_2010_futuro.jpg" alt="O Brasil do crescimento econômico: oportunidades e desafios" hspace="2" vspace="2" align="left" />As andanças pelas ruas e as conversas de bar retratam um Brasil muito diferente daquele que, há pouco tempo, vivia momentos de tensão econômica. De fato, os traços mais marcantes da crise e seus efeitos colaterais parecem ter se extinguido e a confiança do consumidor anda em níveis bastante elevados, comparáveis às do momento pré-conflito. Indicadores importantes merecem destaque nestas preliminares conclusões:</p>
<p><strong>A velocidade na geração de empregos parece ter retomado sustentabilidade.</strong> Outubro de 2009 registrou número recorde de empregos formais e 2009 já ultrapassou a marca de 1 milhão de empregos de saldo. Tudo indica que os números finais deste ano devem se aproximar dos valores do ano passado &#8211; cerca de 1,4 milhão de postos de trabalho.</p>
<p><strong>Estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional são positivas para 2009.</strong> As previsões oficiais da equipe econômica e do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbytmaW5hbmNlaXJvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-68">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> apontam crescimento de 0,21% para o PIB no ano de 2009. Os olhares para o crescimento sustentável fazem tais expectativas se elevarem para 5% em 2010, mesmo com as eleições e suas possíveis conseqüências. O grande fator de sucesso para tais previsões está relacionado ao fortalecido consumo interno, balizado principalmente pelas empresas relacionadas à infraestrutura, varejo, construção civil e instituições financeiras.</p>
<p><span id="more-3405"></span><strong>Recuperação muito rápida do mercado de ações, com o Ibovespa registrando alta de mais de 80% no ano.</strong> Quase em 70 mil pontos, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) demonstra fôlego em 2009, lastreada pelas grandes somas de capital estrangeiro e pelo aumento no número de investidores pessoa física (mais de meio milhão de investidores).</p>
<p><strong>Migração sócio-econômica de mais de 20 milhões de brasileiros na última década.</strong> São pessoas que hoje possuem condições de consumo e vida mais dignas, atingindo patamares diferentes em relação à suas condições sociais e de renda.</p>
<p><strong>Aceleração do crédito e juros em níveis historicamente baixos.</strong> Com a taxa de juros básica da economia, conhecida como Taxa Selic, em 8,75% ao ano, menor valor da história, o acesso ao crédito se facilita e o custo do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aXIrZGluaGVpcm9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> diminui. Isso significa mais oportunidades de consumo e investimento produtivo, a taxas mais interessantes. Financiamentos imobiliários, obras de infraestrutura e a expansão de capacidade industrial são pontos favorecidos por este cenário mais previsível e estável.</p>
<p><strong>Incentivos do governo e ações para promover inclusão social.</strong> Destacam-se o Programa de Aceleração do Crescimento, ou PAC, que investe em melhorias de infraestrutura e tem ainda grandes somas a serem utilizadas em obras Brasil afora e o programa “Minha Casa, Minha Vida”, que visa diminuir o déficit habitacional.</p>
<p>Tais fatores são responsáveis, entre outras coisas, pela alta do movimento econômico (consumo, investimento e acumulação) neste final de ano. O ritmo de alta está entre 8% e 10% maior que o do mesmo período do ano passado. O índice de confiança dos empresários e consumidores, já em nível pré-crise, garante que empresas e clientes terão um final de ano promissor. “Tudo vai muito bem, obrigado!”, garante um dono de uma rede varejista da região onde moro.</p>
<p>Diante das boas notícias que surgem do âmbito nacional da economia, fica difícil imaginar que um cenário de crise possa novamente assolar o país no curto prazo. O excesso de otimismo com a nossa recuperação contaminou também os <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> estrangeiros e seus principais veículos de comunicação. A desconfiança em relação à condição dos emergentes deu lugar ao ufanismo – “somos a bola da vez” diz a mídia internacional, liderada pela renomada revista “<em>The Economist</em>”.</p>
<p>A esta altura, você que é muito bem informado e preocupa-se com questões que vão além do óbvio, mantém certo pragmatismo e concorda que nem tudo são flores. Não há como negar que alguns desafios precisam ser avaliados e atacados, tanto pelos governos, quanto pelos empresários e consumidores. Neste sentido, destaco:</p>
<p><strong>Excessiva valorização do Real e maior volume especulativo na Bolsa. </strong>Em uma economia de câmbio flutuante, o fortalecimento da moeda deveria ser razão de orgulho e comemoração, mas só quando suas causas tem fundamento e seu nível seja sustentável. Não é o que acontece no Brasil. O enfraquecimento mundial do dólar, por razões evidentes e amplamente discutidas na mídia nacional, criou um forte aporte da moeda em economias emergentes, especialmente no Brasil.</p>
<p>Ao tomar dinheiro emprestado a juros nanicos e trazê-lo para ser bem remunerado no país, muitos investidores estrangeiros contribuem para a enxurrada de dólares, com conseqüente valorização do Real, e para um perigoso período de altas expressivas nos mercados de títulos – movimento conhecido em <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> como “<em>carry trade</em>”.</p>
<p>Preocupa-me a massiva entrada de capital externo porque seria natural acreditar que, em algum momento, a situação externa melhorará e os juros nos EUA voltarão a subir, momento em que o dinheiro usualmente “volta para casa” – com intensidade e efeitos ainda imprevisíveis. Cabe ressaltar também que nossas indústrias exportadoras estão sofrendo bastante com a desvalorização da moeda internacional de forma tão intensa e rápida.</p>
<p><strong>Excesso de otimismo. </strong>O ufanismo mencionado tende a criar expectativas muito favoráveis para o crescimento econômico, tornando a discussão em torno dos desafios pouco valorizada. Fala-se muito do que é bom, do que pode ser melhor e sobra pouco espaço para os relatos realistas ou mesmo pessimistas &#8211; e ambos devem ser pelo menos ouvidos. Além disso, acentua a chegada de capital especulativo, o que pouco contribui para o desenvolvimento de longo prazo de nossa nação.</p>
<p><strong>Expressiva alta nos gastos correntes do governo.</strong> Não é razoável concordar que em um ano de crescimento econômico praticamente nulo, o governo aumento em mais de 20% seus gastos com a máquina pública. Deve haver melhor equilíbrio nas contas e pastas dos governos, além de mais transparência e comprometimento com os reais problemas da nossa população. Isso sem mencionar o já conhecido problema do excesso de tributos, alvo de muitos protestos e razão para propostas de um realinhamento tributário.</p>
<p>Um Brasil muito mais forte, estável e sustentável. Não há dúvida de que este é o resultado de grande esforço de nossos governantes e de uma política econômica inteligente. Cabe a nós, cidadãos de bem, empresários, participantes ativos do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Ym9sc2ErdmFsb3Jlc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e formadores de opinião, aproveitar o momento para crescer, mas também refletir e agir sobre questões capazes de prejudicar o futuro brilhante a que todos temos direito. O equilíbrio entre o que se conquista e como se resolvem os problemas parece ser o caminho menos penoso para um povo que já passou por quase todas as agruras econômicas existentes. Não queremos passar por nada disso novamente. Logo, nos resta avançar.</p>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de Stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A valorização do Real e seus reflexos na economia</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/05/29/a-valorizacao-do-real-e-seus-reflexos-na-economia/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 May 2009 17:42:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Nas últimas semanas, o real vem ganhando força e valor frente à desvalorização da moeda americana, o dólar. Nos momentos mais críticos da crise, especialmente no final do ano passado, a cotação da moeda norte-americana disparou, levando muitos a acreditar que comprar essa moeda seria um investimento interessante. Em artigos específicos chegamos até a comentar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/05/dinheirama_valorizacao_real_dolar.jpg" alt="A valorização do Real e seus reflexos na economia" hspace="2" vspace="2" align="left" />Nas últimas semanas, o real vem ganhando força e valor frente à desvalorização da moeda americana, o dólar. Nos momentos mais críticos da crise, especialmente no final do ano passado, a cotação da moeda norte-americana disparou, levando muitos a acreditar que comprar essa moeda seria um <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investimento<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> interessante.</p>
<p>Em artigos específicos chegamos até a comentar que o dólar, ao menos sobre o aspecto prático de comprar a moeda e deixá-la em casa, não era exatamente um investimento, mas sim uma <a title="Outubro vermelho, o dólar e o hedge cambial" href="http://dinheirama.com/blog/2008/11/04/outubro-vermelho-o-dolar-e-o-hedge-cambial/">operação de <em>hedge</em></a>. Ou seja, comprar valeria a pena para quem pretendia utilizar a moeda no curto prazo e que, com a tendência momentânea de alta, se protegeria comprando mais barato.</p>
<p>Quando pensamos em um país forte e economicamente estável, faz todo sentido ter uma moeda forte e parruda. Na verdade, o correto é ter uma paridade que premie uma economia ajustada e competitiva. Entretanto, temos alguns problemas crônicos em nossa economia que deixam brechas e problemas circunstanciais que precisam ser tratados. E vamos discuti-los.</p>
<p><span id="more-2388"></span>O primeiro diz respeito à competitividade de nossos produtos no mercado externo, que deixam de ser tão baratos por inúmeros motivos &#8211; não só pela questão da moeda. É importante lembrar que o custo da mão de obra no Brasil (encargos e sistema de trabalho engessado), a baixa produtividade e alta tributação influenciam o preço, que se mostra alto para todos os padrões &#8211; inclusive os nossos.</p>
<p>Outro ponto que representa um perigo real é a questão da dívida pública. Atualmente, somos credores líquidos em dólar, o que significa que nossos ativos em dólar são maiores que nossa dívida em moeda americana. Simplificando, se o dólar cai a dívida sobe e vice-versa. A dívida, que no final de abril representava 38,4% do Produto Interno Bruto do país, foi um dos itens negativos avaliados quando recebemos o chamado <a title="Grau de investimento chegou cedo? Ótimo!" href="http://dinheirama.com/blog/2008/05/02/grau-de-investimento-chegou-cedo-otimo/">grau de investimento</a> há pouco mais de um ano.</p>
<p>A grande verdade é que os investimentos em moeda estrangeira no Brasil parecem ser o principal motivo para a enorme e rápida valorização da moeda nacional. A velha lei da oferta e demanda faz a regra valer. Muita gente querendo participar de nossa <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, comprando reais e vendendo dólares, e o valor da moeda estrangeira cai.</p>
<p>De acordo com o site do jornal <a title="Visite o site do jornal Valor" href="http://www.valoronline.com.br" target="_blank"><strong>Valor Econômico</strong></a>, a NGO Corretora aponta uma operação conduzida pelo Banco Central no mercado de derivativos e swaps cambiais, no valor de US$ 3,4 bilhões com vencimento para agora, como um fator importante na formação do preço. A operação, iniciada em 5 de Maio, quando o dólar tinha sua cotação em em R$ 2,14, faz com que os vendedores levem a cotação da moeda para baixo, desta forma se beneficiando da variação negativa da moeda e da taxa de juros.</p>
<p>O Banco Central continua suas intervenções diárias no <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbythJUU3JUY1ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, comprando dólar e aumentando substancialmente as reservas cambiais. O próprio presidente do BC, <strong>Henrique Meirelles</strong>, defende o câmbio flutuante e a variação constante da moeda. Resta saber se a cotação atual é real ou artificial por conta do grande fluxo de capital estrangeiro. Parece-me que o equilíbrio está acima de R$ 2 por dólar, o que deve acontecer ao longo do ano.</p>
<p>O importante para o investir é estar atento ao papel do câmbio e do dólar em nosso cotidiano, interpretando de forma objetiva se seus movimentos deixam o país mais competitivo e cada vez mais interessante para quem busca bons retornos. Viver o patamar de R$ 1,60, como no ano passado, não parece ser a lógica do momento. Talvez a reversão na tendência de baixa esteja próxima. Talvez não. Estamos de olho e traremos novidades sobre a questão em breve.</p>
<p>&#8212;&#8212;<strong><br />
Ricardo Pereira </strong>é educador financeiro e palestrante, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do <em>Dinheirama</em>.</p>
<p>▪ <a title="Perfil de Ricardo Pereira" href="http://dinheirama.com/blog/ricardo">Quem é Ricardo Pereira?</a><br />
▪ <a title="Acesse todos os artigos escritos por Ricardo Pereira" href="http://dinheirama.com/blog/author/ricardo%20pereira">Leia todos os artigos escritos por Ricardo</a></p>
<p>Crédito da foto para <a title="Foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu/" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Outubro vermelho, o dólar e o hedge cambial</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 20:58:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
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		<description><![CDATA[Daniel comenta: &#8220;Navarro, certa vez li um artigo sobre diversificação que falava sobre o uso de moedas estrangeiras &#8211; por exemplo, o dólar &#8211; para assegurar menor perda de patrimônio durante processos de crise, como o que vivemos atualmente. A informação procede? Pode dar sua opinião a respeito, aproveitando o momento de instabilidade e usando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2008/11/dinheirama_dolar_hedge.jpg" alt="Outubro vermelho, o dólar e o hedge cambial" hspace="2" vspace="2" align="left" /><strong>Daniel</strong> comenta: <em>&#8220;Navarro, certa vez li um artigo sobre diversificação que falava sobre o uso de moedas estrangeiras &#8211; por exemplo, o dólar &#8211; para assegurar menor perda de patrimônio durante processos de crise, como o que vivemos atualmente. A informação procede? Pode dar sua opinião a respeito, aproveitando o momento de instabilidade e usando alguns dados para que possamos compreender melhor a questão? Imagino que a valorização da moeda &#8220;compense&#8221; certas quedas em outras aplicações. É por ai? Obrigado&#8221;</em>.</p>
<p>Antes de comentar a prática de proteção do patrimônio através do dólar (sim, porque ele ainda é o centro das atenções), permita-me registrar algo relevante: outubro se foi! Ufa. Mês de fortíssimas oscilações, outubro terminou com um saldo bastante complicado para o <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:mercado+de+a%E7%F5es/format:box">mercado de ações<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> &#8211; o que, como sempre dissemos, também representou oportunidades de investimento no longo prazo.</p>
<p><strong>Aplicações financeiras, como estamos?</strong><br />
 Um breve parecer sobre a evolução das aplicações, publicado ontem no jornal <a title="Visite o site do Valor" href="http://www.valoronline.com.br" target="_blank">Valor Econômico</a>, mostra como outubro realmente foi marcante neste ano:</p>
<ul>
<li>Até 31/10, o Ibovespa registrava rentabilidade de -41,68%. Do total acumulado, quase 25% vieram do mês passado;</li>
<li>Fundos de ações, de modo geral, transitavam em retornos acumulados da ordem de -50%, sendo outubro o mês responsável por queda próxima de 35% (até 42% em alguns casos);</li>
<li>Os fundos multimercado com renda variável acumulam alta de 1,59% no ano. No entanto, a queda em outubro foi de expressivos 2,55%;</li>
<li>Os fundos multimercado sem renda variável se sustentam melhor, com alta de 8,96% no ano;</li>
<li>A poupança acumula 6,43% de ganhos, enquanto os fundos de renda fixa e referenciados DI ficam próximos de 9,6%;</li>
</ul>
<p><span id="more-1340"></span><strong>E o dólar?</strong><br />
 Ah, sim, de volta ao tema principal do texto. Pois é, o dólar comercial acumula, em média, cerca de 21% de rentabilidade no ano. Deste número, 13% de valorização vieram do mês passado. Nos fundos cambiais, o retorno é ainda mais expressivo: 26,31% no ano, com 15,5% acumulados em outubro. Observando os dados aqui publicados, você deve estar pensando &#8220;A Bolsa desabou, o dólar subiu&#8221;. Conclusão óbvia? Depois de analisar os números, sim.</p>
<p><strong>Mas e daí?</strong><br />
 Advinhar os rumos da moeda não é nada fácil. Aliás, é algo bastante difícil. Quem não se lembra do <a title="Entendendo o Caso Sadia e o prejuízo de R$ 760 milhões" href="http://dinheirama.com/blog/2008/09/29/entendendo-o-caso-sadia-e-o-prejuizo-de-r-760-milhoes/">Caso Sadia</a>? Depois dele, outras empresas também já anunciaram grandes prejuízos. No entanto, o presente artigo não trata do uso de moeda como ferramenta de <em>hedge</em> para empresas, mas ruma para a tentativa de explicá-lo dentro do universo do pequeno investidor.</p>
<p>Uma breve análise da crise nos leva à algumas conclusões a respeito da alta recente do dólar: com a economia norte-americana em desaceleração, países emergentes, como o Brasil, vêem muito do dinheiro alocado em suas <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:bolsa+de+valores/format:box">bolsas de valores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> voltar ao seu país de origem. Com a tensão se elevando muito entre setembro e outubro, o grande capital mundial decidiu estacionar-se em aplicações tidas como muito seguras, como é o caso dos títulos do governo americano. Daí:</p>
<ol>
<li>A concentração de dólares em títulos americanos e outros produtos de baixo risco fez diminuir a quantidade da moeda americana disponível para circular entre a economia. Bancos lá foram emprestam muito menos dinheiro. Com a escassez, o dólar passou a ficar caro. Sua cotação frente a diversas moedas subiu;</li>
<li>Investidores estrangeiros, que representam cerca de 35% do capital que circula na Bovespa, preferiram realizar seus lucros e levar seu dinheiro para os portos seguros já mencionados. O Ibovespa despencou.</li>
</ol>
<p>A oferta de dólares diminuiu, seu preço subiu. O <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:investidor/format:box">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> estrangeiro fugiu, a bolsa caiu. Outubro, e alguns dos efeitos da crise por aqui, não podem ser explicados só dessa forma, é claro. Mas a idéia é manter o raciocínio simplificado, objetivo, a fim de que pelo menos parte da questão seja plenamente observada.</p>
<p><strong>E o <em>hedge</em> cambial do pequeno investidor?</strong><br />
 Suponho que, a esta altura, você já deva ter feito alguns paralelos com outras crises. Ora, se somos um país emergente (mais arriscado, na visão das grandes economias), cujo capital foge em momentos de crise e cujos efeitos das tensões mundiais afetam a moeda, é inteligente sustentar, enquanto pessoa física, pequenas posições em dólar e/ou outra moeda internacional forte (Euro, por exemplo).</p>
<p>O <em>hedge</em> cambial consiste em usar a moeda estrangeira como fator de proteção do patrimônio &#8211; e o pequeno investidor deve parar por ai. Volte aos dados de outubro: se você tinha algum <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:investir+a%E7%F5es/format:box">dinheiro em ações<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, mas também tinha algum dinheiro em um fundo cambial, é possível que suas &#8220;perdas&#8221; não estejam tão grandes. É possível.</p>
<p>Surge, naturalmente, a questão: quanto ter em moeda estrangeira? A resposta exata não existe, felizmente. A aversão ao risco de cada um é dos fatores importantes para encontrar a melhor resposta. Eu costumo comprar dólares de forma constante (pouco, bem pouco), de forma a sempre ter uma reserva, que pode ser usada para viajar (quando tudo vai bem), ou para me amparar (quando tudo vai mal). A lição é simples, mas deve ser usada com muita cautela.</p>
<p><strong>IMPORTANTE:</strong> este artigo usa dados passados para demonstrar conceitos importantes a respeito da proteção do patrimônio. Trata-se de um texto didático, não de uma receita de sucesso. Primeiro, não há nenhuma garantia de que comportamento semelhante será observado no futuro. Segundo, especular com moeda não é prática apoiada por este blog. As decisões de investimento e alocação de recursos devem sempre levar em conta o perfil de cada investidor e seus objetivos. Na dúvida, consulte um profissional.</p>
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<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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