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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; economia</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; economia</title>
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		<title>Os meus votos e alguns pedidos para 2012</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/12/27/os-meus-votos-e-alguns-pedidos-para-2012/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 15:34:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Receba os votos de um Feliz 2012, mas também a responsabilidade de lutar por um ano melhor. Conheça os desafios e oportunidades do Brasil na economia e no cotidiano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Os meus votos e alguns pedidos para 2012" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_meus_votos_alguns_pedidos_2012.jpg" alt="Os meus votos e alguns pedidos para 2012" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>No final do ano passado, quando 2010 chegava aos seus últimos dias, publiquei aqui uma matéria na qual declarava um conjunto de pedidos para o ano que estava chegando. Foi um desabafo consciente de quem, apesar do tom eventualmente irônico e do humor cáustico presente na maioria dos textos, crê e muito na força transformadora da sociedade brasileira e dos seus empreendedores e amantes da livre iniciativa, essa gente corajosa.</p>
<p>Mas, agora estamos aqui, no final do ano para o qual fiz aqueles pedidos todos. E 2012 começa a bater na porta &#8211; e com ele seus desafios, venturas e desventuras.</p>
<p>Em um ano, muita coisa mudou. No campo político, uma normalidade pouco a pouco se estabelece, o que não quer dizer que estejamos satisfeitos com a troca de parcela tão significativa de ministros por conta de denúncias de corrupção. Mas ela se estabelece na medida em que o senso crítico e a indignação voltam a tomar conta do consciente coletivo, o que fortalece o sistema democrático e, por final, as próprias instituições.</p>
<p><span id="more-6973"></span>Na economia, apesar do atoleiro europeu e norte-americano, estamos nos mantendo, mais maduros ao que parece. Pouco a pouco, não tenho mais escutado os berros e sanfonas ufanistas do Brasil potência, mas no seu lugar surge um sentimento de nação estruturada, realista, com menos samba, menos fanfarra e mais realidade e percepção sobre o valor do dever de casa que deve ser feito sempre (e que nunca chega ao fim).</p>
<p>Neste campo, o ano de 2012 não parece prometer grandes comemorações. A história recente (eu vivi na pele tanto a crise dos anos 90 como as do início deste século) mostra que a nossa capacidade de surpreender expectativas econômicas são mesmo surpreendentes. Certamente chegaremos bem ao final do ano que vai começar.</p>
<p>Mas há muito ainda para evoluirmos. Nos falta o senso de cobrança que um contribuinte honesto deve ter. Aquela altivez diante do Estado e suas instituições, que não as deixa de respeitar, mas que contém no seu conjunto um ceticismo saudável misturado a uma boa dose de severidade e baixa tolerância diante da ocorrência dos desmandos, dos desatinos e da ridícula incompetência. Sim, leitor, somos tolerantes demais.</p>
<p>Por fim, consciente de que a vida econômica e empresarial se dá no dia-a-dia, num conjunto de pequenos gestos, atitudes, fatos e ocorrências, me reservo direito de repetir abaixo os mesmos pedidos que fiz ao final de 2010. Mais uma vez, sei que vou incomodar alguns, arrancar gargalhadas de outros, mas também sei que muitos se identificarão com a minha lista absolutamente genuína de resoluções de Ano Novo:</p>
<ol>
<li><strong>Que não sejamos constantemente abordados por modinhas de gestão</strong> cuja importância se dilui na mesma intensidade com que são anunciadas;</li>
<li><strong>Que as pessoas envolvidas com o mundo dos negócios abandonem o uso irresponsável e massacrante do gerúndio</strong> em suas comunicações. Algo como: “Estamos fazendo, alinhando, providenciando”, usados sempre para criar a imagem de movimento e ação para algo que já se sabe totalmente paralisado ou engavetado;</li>
<li><strong>Que as empresas abandonem a instabilidade como cultura permanente</strong> e passem a entendê-la como um problema a ser resolvido e não como uma solução ou qualidade sem nexo algum. E, em consequência, que nunca mais escutemos em uma reunião ou encontro de negócios expressões do tipo “Sou um cara movido por mudanças”, como se a mesma representasse um adjetivo qualitativo;</li>
<li><strong>Que o desempenho cênico nunca mais vença o fato</strong>. Que ninguém se permita ser persuadido ou seduzido pela oratória ou capacidade de expressão de alguém, mas sim convencido pela clareza dos fatos apresentados e pela lógica dos argumentos;</li>
<li><strong>Que o mundo empresarial abandone a ideia de que a política é lugar apenas para políticos profissionais, sindicalistas, ativistas ou agitadores desta ou daquela tendência</strong>. É justamente por essa falta de participação e engajamento que vivemos no Brasil, absurdos como: a) Meses para se abrir uma empresa; b) Uma massacrante burocracia para se tirar qualquer ideia empreendedora do papel; c) Uma legislação trabalhista absolutamente antiquada e desestimulante para a geração de empregos formais; d) Uma brutal insegurança jurídica; e e) A maior carga tributária do planeta, sem retorno em benefícios públicos. (Não para por aqui, existem muitos outros);</li>
<li><strong>Que tenhamos mais personalidade e altivez</strong>, longe do nacionalismo barato, mas abandonando de vez, ou sempre que possível, o hábito de usar outros idiomas para expressar ideias, conceitos ou o que quer que seja, estimulando com isso o neo-analfabetismo (dificuldade de expressão no idioma nativo, verificado em pessoa dotada de instrução);</li>
<li><strong>Que as reuniões sejam objetivas e estruturadas</strong>, sem espaço para ações performáticas ou recitais de frases de efeito, deixando as artes cênicas para o momento apropriado;</li>
<li><strong>Que chefes sejam simplesmente bons chefes</strong>, dotados de aptidões para a liderança (já estaria de bom tamanho), sem as propaladas pretensões rocambolescas de se tornar “O Líder”, “O Grande Líder” ou quem sabe “O Grande Timoneiro”;</li>
<li><strong>Que tenhamos um pouco mais de autoconfiança</strong>, tratando com naturalidade as opiniões divergentes, as críticas ou embates de natureza profissional, fazendo com que essa atitude saia do discurso e entre para a vida real;</li>
<li><strong>Que ninguém seja cobrado para ser politicamente correto</strong>, mas estimulado a dizer a verdade, a ser honesto, mesmo que não agrade;</li>
<li><strong>Que abandonemos as frases feitas e o lugar comum</strong> em troca de cultura, aprofundamento e senso de precisão.</li>
</ol>
<p>Com muita esperança e os meus melhores votos, que venha 2012!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Os nós da economia, seus pontos de inflexão e o Brasil</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/08/05/os-nos-da-economia-seus-pontos-de-inflexao-e-o-brasil/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 13:15:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[As mudanças econômicas parecem muito mais que um simples relexo da crise financeira de 2008. Como desatar os nós econômicos vigentes? Quais são os reais problemas?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Os nós da economia, seus pontos de inflexão e o Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_economia_nos_pontos_inflexao_brasil.jpg" alt="Os nós da economia, seus pontos de inflexão e o Brasil" align="left" hspace="2" vspace="2" />Pelo andar da carruagem, mesmo depois de superado o susto de uma possível moratória norte-americana, onde a aflição tomou conta dos mercados internacionais assim como de veteranos de guerra, pensionistas e credores, poucas horas de sono tranquilo estarão disponíveis nos próximos tempos para aqueles que acompanham a novela da economia mundial, seja por força da profissão ou por senso de realidade.</p>
<p>O fato é que as explicações oferecidas e elaboradas por especialistas, que apresentavam o forte impacto da crise de 2008 como justificativa para a paralisia da maior economia do mundo em 2009, e que depois foram reapresentadas para explicar a irrelevante reação ensaiada em 2010, tornaram-se agora teses sem validade, com quase nenhuma sustentação. Passados quase três anos após a <a title="Entenda a quebra do Lehman Brothers" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u445110.shtml" target="_blank">quebra do <em>Lehman Brothers</em></a> (lembram-se do primeiro dominó da série?), a economia americana patina em meio a um dos maiores confrontos políticos de sua história, com sequelas ainda imprevisíveis.</p>
<p>A sensação que fica é a de que a roda emperrou como resultado de uma quebra na engrenagem econômica, fazendo a confiança dos tradicionalmente convictos e autoconfiantes empresários norte-americanos ser reduzida a pó, resultando em uma fortuna em caixa a espera de um empurrão, uma luz no fim do túnel, um alento.</p>
<p><span id="more-6395"></span>Não há dúvida sobre a imperiosa necessidade de mudanças nesta engrenagem econômica que encantou o mundo por décadas de sucesso e dinamismo. Mas também não há dúvidas sobre a dificuldade de uma mobilização nacional nessa direção, ainda mais quando o cenário aponta uma sociedade ainda crente na força natural de reciclagem e reinvenção do seu potencial empresarial, e que por sua vez é conduzida por um dos governos mais desprovidos de força política de sua história.</p>
<p>Franklin Delano Roosevelt (presidente por quatro mandatos, de 1933 a 1945) enfrentou uma barra e tanto com a grande depressão, mas <a title="Relação da crise de 1929 e a Segunda Guerra Mundial" href="http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/a-grande-depressao-de-29/54012/" target="_blank">em sua “salvação” veio a Segunda Grande Guerra</a>, e com ela o rompimento do “ponto de inflexão” &#8211; a partir da união nacional em prol de um maciço emprego da sociedade no esforço de guerra e com isso o desatar do nó econômico de sua época. A história que se seguiu sabemos de cor. Mas e quanto ao momento atual? O que desatará o nó? A torcida é grande.</p>
<p>Mas não deixemos de olhar para as bagunças da própria casa enquanto contemplamos a confusão nos vizinhos. <strong>Não estaremos nós também enfiados em um gigante e imponente “Ponto de Inflexão”?</strong></p>
<p>A partir de 1990, iniciamos finalmente a abertura de nossos mercados, a consolidação aos trancos e barrancos da nossa jovem democracia e a inevitável inclusão da palavra competição no vocabulário cotidiano das empresas. Em 1994 começamos a debelar a inflação, cuja queda se consolidou (mas nunca deixou totalmente de nos ameaçar) e diante de uma economia “de verdade” avançamos e inovamos como poucas vezes se observou. No período seguinte, fortalecemos as instituições, saneamos o sistema financeiro e o próprio estado por meio de um forte processo de privatização.</p>
<p>Em 2003, inauguramos uma fase de exploração do câmbio desvalorizado (mas que agora foi embora e vai demorar a voltar), expandindo as fronteiras do processo exportador, bem como passamos a valorizar e praticar a continuidade de políticas econômicas e fiscais que vinham dando certo (independentemente de terem sido implementadas por outro grupo político), colocamos em prática um modelo próprio de desenvolvimento do mercado interno e também surfamos na onda gigante e confortável das commodities.</p>
<p>Em 2008, superamos todas as expectativas dos analistas internacionais e das agências de avaliação de risco, enquanto ícones do mercado financeiro internacional viravam pó da noite para o dia (muitas vezes no mesmo dia em que seus economistas chefes liberavam avaliações bastante pessimistas sobre as economias emergentes), para em seguida serem salvos pelo dinheiro dos contribuintes de seus países.</p>
<p>Mas a fila anda e não é difícil pensar no que consiste o nosso “Ponto de Inflexão”. E é justamente por não termos atravessado tantas décadas de bonança e sucesso ininterruptos que posso deixar a sentença assim, subentendida e incompleta para ser preenchida na cabeça de cada leitor. Sabemos bem onde estão os nossos nós, não sabemos?</p>
<p><strong>Talvez a falta de espaço para ilusões seja uma vantagem.</strong> Mas não podemos perder tempo. Até o próximo texto.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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		<title>O Brasil é a sétima economia do mundo</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/03/09/o-brasil-e-a-setima-economia-do-mundo/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Mar 2011 19:39:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Brasil se torna a sétima economia mundial depois de crescimento de 7,5% em 2010. Ainda assim, estamos longe de um país realmente voltado para o crescimento sustentável.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O Brasil é a sétima economia do mundo" src="http://dinheirama.com/files/2011/03/dinheirama_brasil_setima_economia_bom_ruim.jpg" alt="O Brasil é a sétima economia do mundo" hspace="2" vspace="2" align="left" />O título é a réplica literal do que foi anunciado na semana passada por nossas autoridades governamentais, como também pontuou <strong>Ricardo Pereira</strong> no artigo <a title="PIB brasileiro cresce 7,5% em 2010. E agora? E o futuro?" href="http://dinheirama.com/blog/2011/03/04/pib-brasileiro-cresce-75-em-2010-e-agora-e-o-futuro/" target="_blank">“PIB brasileiro cresce 7,5% em 2010. E agora? E o futuro?”</a>. Sem nenhum questionamento, uma ótima notícia. Um marco, certamente. Depois de mais de 30 anos, galgamos uma importante posição no “ranking” das nações. Para constar, no final dos anos setenta ostentávamos a posição de 8ª economia mundial.</p>
<p>É fato, estamos mesmo entre os países mais desenvolvidos do planeta. Mas estaríamos entre as sociedades mais desenvolvidas? A minha resposta é “Sim”. Considerando as barbaridades que observamos todos os dias no noticiário, assim como os horrores que atormentam nações inteiras submetidas a regimes explicita e sanguinariamente ditatoriais, de fato, nos destacamos.</p>
<p>Observem que <a title="Leia mais no Terra" href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4968679-EI294,00-ONU+expulsa+Libia+do+Conselho+de+Direitos+Humanos.html" target="_blank">a Líbia só foi expulsa do Conselho de Direitos Humanos da ONU na semana passada</a>, com decisão justificada diante da violência praticada contra os rebeldes pelas tropas oficiais do governo.</p>
<p><span id="more-5859"></span>A questão é que talvez, na minha modesta opinião, exista bastante tolerância por parte dos organismos oficiais na hora de classificar países e sociedades como sendo razoáveis ou inadmissíveis.</p>
<p>Como a nossa sociedade se classificaria, então? Razoáveis? Inadmissíveis? Ótimos? Antes de colocar a minha resposta, vou recorrer ao trecho da notícia <a title="Leia mais na Folha.com" href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/879694-medo-de-apagoes-faz-empresas-produzirem-a-propria-energia-em-sp.shtml" target="_blank">“Medo de apagões faz empresas produzirem a própria energia em SP”</a>, publicada no dia 23/02 na Folha de S. Paulo:</p>
<blockquote><p>&#8220;Grandes consumidores de energia elétrica na Grande SP estão abandonando a rede e montando um parque de minitermelétricas para suprir o próprio consumo.O êxodo é uma reação aos sucessivos apagões e ao alto custo da tarifa. O preço do KWh (quilowatt hora) em horário de pico (das 18h às 21h) é sete vezes maior que o valor gasto para a geração própria&#8221;</p></blockquote>
<p>Respondendo: penso que somos razoáveis, até muito razoáveis, mas por vezes inadmissíveis, e eventualmente ótimos, por que não?</p>
<p>Mas, me digam: é razoável que alguma empresa, disposta a investir e a correr todos os riscos de uma empreitada industrial, encarando a barbaridade tributária que vivemos e todos os encargos associados e interessada em gerar riquezas e divisas tenha que abdicar do aparato de infraestrutura energética promovido pelo estado e assumir por conta própria a sua geração de energia? Cabe lembrar que mesmo no caso de concessões privadas, o indutor e fiscalizador é o estado.</p>
<p>Algo como: <em>“Quer produzir? Quer Gerar riquezas, empregos e divisas? Então se vire se quiser que as máquinas funcionem”</em>.</p>
<p>Desculpem-me, mas nesse momento somos uma sociedade inadmissível.</p>
<p>E também pouco razoável é a passividade empresarial que hoje observamos, anestesiada e sem articulação. Rogo, então, para que não nos acomodemos. Podemos até comemorar brevemente a nossa sétima posição, eventualmente por uma noite, uma semana, mas nada além disso.</p>
<p>Há muito para fazer e inúmeros motivos para indignação. A responsabilidade é de todos nós. A vida passa, efêmera e frágil. Mas as consciências, enquanto existirem, serão sempre perseguidas pelo arrependimento daquilo que não se fez.</p>
<p>Honestamente, ficaria muito feliz e satisfeito se em dez anos estivéssemos ainda na antiga 8ª posição, mas em um Brasil fortemente competitivo e educado, com problemas que no passado (hoje) eram considerados insolúveis sendo liquidados e composto por uma sociedade civil forte e respeitada, indignada quando precisa ser, e grata quando for o caso.</p>
<p>Até mais.</p>
<p>Crédito da foto: <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://www.freedigitalphotos.net/images/view_photog.php?photogid=1674" target="_blank">freedigitalphotos.net</a>.</p>
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		<title>Organização: o básico das finanças começa na carteira</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/09/14/organizacao-o-basico-das-financas-comeca-na-carteira/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Sep 2010 18:36:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Orçamento]]></category>
		<category><![CDATA[despesa]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
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		<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<category><![CDATA[investimento]]></category>

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		<description><![CDATA[O que você leva na carteira? Homens costumam enchê-la de coisas, documentos, papéis etc. Organizar o dinheiro na carteira é o primeiro passo para a liberdade financeira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Organização: o básico das finanças começa na carteira" src="http://dinheirama.com/files/2010/09/dinheirama_organizacao_financas_carteira.jpg" alt="Organização: o básico das finanças começa na carteira" hspace="2" vspace="2" align="left" />Dizem por ai que <em>&#8220;o modo como o homem trata seu carro é o modo como trata a si mesmo&#8221;</em>. Aqueles carros bagunçados, imundos, sem manunteção revelariam, pois, homens completamente desleixados, desorganizados e pouco cuidadosos. Veículos bem cuidados, com a manutenção em dia, interior organizado e limpo, seriam reflexo de pessoas disciplinadas e atentas. Verdade ou mentira, faz algum sentido.</p>
<p>O que dizer das carteiras que tanto levamos para lá e para cá? Seriam elas capazes de oferecer algum indício a respeito dos hábitos financeiros de cada um? Falo dela mesmo, da carteira onde você guarda seus cartões de crédito, talão de cheques, dinheiro, carteirinha de plano de saúde, documentos etc. Antes de pegá-la, pense e responda sinceramente: ela está organizada?</p>
<p><strong>O famoso &#8220;X-Tudo&#8221;</strong><br />
Isso mesmo, o nome que dou para as carteiras inchadas é &#8220;X-Tudo&#8221;. Brinco assim com os amigos que insistem em colocar dentro da carteira todo e qualquer papel, comprovante, conta, documento, foto, canhoto e o que mais você imaginar. Você é assim? Conhece alguém com esses hábitos? Repare como a carteira vai inchando, entortando, amassando e deformando.</p>
<p><span id="more-4998"></span><em>&#8220;Está aqui em algum lugar!&#8221;</em> costuma ser a resposta quando os donos das carteiras &#8220;X-Tudo&#8221; resolvem procurar pelos ingressos do cinema comprados há poucas horas. É óbvio que a transformação da carteira em um monstro não ocorre deliberadamente: na correria do dia-a-dia é razoável agir segundo a filosofia <em>&#8220;guardo aqui que é seguro, onde mexo sempre e depois coloco em outro lugar melhor&#8221;</em>. Ok, mas depois quando? O problema se arrasta&#8230;</p>
<p>Faço a crítica à falta de organização porque já fui assim. Costumava guardar tudo que podia na carteira, desde fotos, documentos desnecessários e protocolos de votação em eleições remotas a listas de supermercado, <em>tickets</em> de estacionamento e comprovantes cujos textos já estavam completamente apagados.</p>
<p>Certa vez um recibo desapareceu. Depois foi a vez de um documento mais importante. Era chegada a hora de admitir que a carteira, além de não caber no bolso, estava desorganizada, fora de controle. Abaixo listo o que funciona para mim na hora de lidar com a carteira:</p>
<ul>
<li>Gastos são anotados em uma planilha, comprovantes são jogados fora e recibos/notas fiscais são guardados em pastas separadas por ano;</li>
<li>Cartões de visita de clientes são armazenados em um porta cartão de visita, no escritório, e organizados em ordem alfabética;</li>
<li>O único documento de identidade que está sempre comigo é a Carteira Nacional de Habilitação. Além da CNH, estão presentes os cartões do plano de saúde e do seguro do carro. Os demais documentos originais ficam guardados em uma pasta específica para este fim;</li>
<li>Não carrego talão de cheques e tenho apenas três cartões de crédito, sendo que um deles também funciona como débito e é o cartão de uso bancário;</li>
<li>Prefiro realizar saques periódicos para os pequenos gastos, evitando assim andar com grande quantidade de dinheiro na carteira (uso muito o cartão de débito) e facilitando o apontamento das despesas no orçamento financeiro.</li>
</ul>
<p>Que fique claro que estou longe de ser um exemplo de organização. A lista acima representa uma mudança de hábito em relação ao controle das variáveis que cercam o planejamento financeiro, algo que nem sempre valorizamos ou que simplesmente ignoramos, ainda que inconscientemente. Funcionou para mim, pode funcionar para você. Ou não.</p>
<p>A carteira e o carro são exemplos presentes na vida de muitos brasileiros, por isso decidi usá-los no artigo de hoje. Mas repare como eles também funcionam perfeitamente com metáforas para outras áreas e atitudes que neste momento podem estar &#8220;do avesso&#8221; e trazendo dores de cabeça. No início, sair da zona de conforto pode incomodá-lo, deixá-lo inseguro, mas garanto que será uma experiência libertadora. O que funciona para você?</p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crise na Grécia: hora de repensar também o Brasil</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/05/10/crise-na-grecia-hora-de-repensar-tambem-o-brasil/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 14:17:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[déficit]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Grécia]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>

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		<description><![CDATA[A crise econômica da Grécia e Europa pode afetar o Brasil? Que lições o governo brasileiro pode tirar da nova crise e como manter nosso país na rota do crescimento?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Crise na Grécia: hora de repensar também o Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2010/05/dinheirama_crise_grecia_brasil_economia.jpg" alt="Crise na Grécia: hora de repensar também o Brasil" hspace="2" vspace="2" align="left" />Mais uma crise começa a se desenhar no horizonte financeiro. Para nós, mais uma vez uma crise “importada”, se me permitem a expressão incomum. Afinal, a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Z2xvYmFsaXphJUU3JUUzb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-64">globalização<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que permite o comércio entre países e consumidores de todo o mundo também interliga o sistema financeiro de forma bastante complexa. Se preferir, o que acontece lá pode interferir por aqui. Então, será que a chamada crise grega vai nos atingir?</p>
<p>Provavelmente sim, mas não será um desastre. Ela vai nos atingir principalmente no mercado de capitais, já que a agitação e o medo levam os investidores a buscarem aplicações mais seguras. Se há turbulência e indecisão, muitos migram para mercados de renda fixa (inclusive seduzidos pelo aumento da taxa Selic) ou mesmo para títulos do tesouro americano, regra número um do grande investidor internacional. É o chamado <em>&#8220;flight to quality</em>&#8221; no jargão econômico.</p>
<p>O que o Brasil, de fato uma nação que passa por um bom momento econômico, pode tirar de lição desse evento que nasceu há algum meses atrás e explodiu na Grécia, conhecida como o berço da democracia?</p>
<p><span id="more-4434"></span><strong>Entendendo a crise na Grécia<br />
</strong>É natural que, em momentos de crise, o governo abra mão de seu poderio. Isso acontece pois se teme que, através de uma recessão prolongada, haja aumento do desemprego &#8211; e todos os problemas que esse evento pode causar. Por causa disso, a Grécia optou por uma grande renúncia fiscal e o governo aumentou sobremaneira os gastos públicos.</p>
<p>Como pode perceber, se por um lado as receitas diminuíram, por outro os gastos aumentaram. Você deve estar pensando que se um cidadão comum compromete suas receitas e gasta além da conta, em breve terá grandes problemas. Com os governos, também não é diferente: uma hora a bomba-relógio criada por essa situação explode.</p>
<p>Podemos dizer que, durante anos, o governo grego não tomou algumas providências necessárias e agora a bomba explodiu. Sobrou para o povo pagar a conta, arcando com aumento nos impostos, redução de salários e corte de gastos justamente nesse momento de recessão.</p>
<p><strong>Mais por vir?<br />
</strong>As más línguas dizem que a Espanha pode estar indo pelo mesmo caminho, noticia amplamente negada pelo Primeiro Ministro José Luis Zapatero, que acrescenta que o país irá reduzir o déficit em 3% até 2.013. A ajuda já está aprovada para a Grécia, mas economistas renomados já começam a apontar <a title="Fim do Euro?" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u729989.shtml" target="_blank">o fim do Euro caso a Espanha também entre “na dança”</a>. Esta questão merece muita atenção!</p>
<p>Mesmo percebendo que as condições do país são melhores do que as de seus vizinhos gregos, o medo preocupa. Simplesmente porque o PIB (Produto Interno Bruto) espanhol é praticamente quatro vezes maior do que o grego. Ora, com essa dimensão, uma crise poderia trazer desdobramentos terríveis.</p>
<p><strong>Vivendo e aprendendo<br />
</strong>Do lado de cá, mais uma vez vale lembrar da necessidade de uma gestão que priorize a eficácia do funcionalismo e não o inchaço da máquina federal. Não queremos destino semelhante, não é mesmo? Se por aqui a crise passou, é importante que medidas surjam para preservar o potencial de desenvolvimento de nosso país. Acredite, a hora de pensar em reformas é quando tudo vai bem.</p>
<p>É importante que sejam planejadas e executadas as reformas fiscal e das leis trabalhistas, com objetivo de aumentar nossa <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y29tcGV0aXRpdmlkYWRlXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-64">competitividade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Não podemos nos esquecer da questão da Previdência Social, que está se tornando uma de nossas primeiras bombas-relógio já ativadas, com dia e hora já praticamente definidos para a detonação.</p>
<p>Você pode estar lendo este artigo com desconfiança ou mesmo sem entender ao certo meu ponto de vista. Explico. O assunto é ácido e tem potencial para mudar nossas vidas, então vejo a oportunidade como um verdadeiro alerta para começarmos a olhar para nosso umbigo. É simples: o Brasil precisa avançar nessas questões se não quiser ser engolido no futuro por uma situação semelhante ao que vemos, horrorizados, pela <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/VFZfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-48">TV<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e nos jornais.</p>
<p>Essa é uma reflexão que começa conosco é que precisa chegar até o governo, como mostra outra lição da Grécia: esse é o papel do povo na verdadeira democracia.</p>
<p>Crédito da foto para <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://www.freedigitalphotos.net/" target="_blank"><strong>freedigitalphotos.net</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Podcast: Bancos, fim da recessão e investimentos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/11/24/podcast-bancos-fim-da-recessao-e-investimentos/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2009/11/24/podcast-bancos-fim-da-recessao-e-investimentos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 21:43:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Podcast Dinheirama]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[banco]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[recessão]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudos apontam que os bancos brasileiros são muito rentáveis. Pesquisas mostram que países desenvolvidos saíram da recessão. Brasileiros querem voltar a gastar de forma intensa. Será o fim definitivo da crise? Não!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Podcast: Bancos, fim da recessão e investimentos" src="http://dinheirama.com/files/2009/11/dinheirama_podcast_fim_recessao_investimento.jpg" alt="Podcast: Bancos, fim da recessão e investimentos" hspace="2" vspace="2" align="left" />A edição de hoje do<strong> “Futura Dinheiro”</strong>, versão on-line do programa semanal que vai ao ar, ao vivo, todas as terças-feiras às 11h na <a title="Ouça a Futura FM pela Internet" href="http://www.futurafm.com.br/" target="_blank">Rádio Futura FM 106,9</a>, traz um bate papo sobre alguns dados da economia nacional e mundial que passam a impressão de que o pior da crise já passou. Elaboramos melhor a apresentação dos temas, agora no início do programa, e também o formato do podcast, que hoje também se dedica a opinar sobre algumas alternativas de investimento e abre espaço para dúvidas dos leitores/ouvintes sobre economia e planejamento financeiro em geral.</p>
<p>O podcast de hoje está imperdível! Nele abordamos os seguintes temas e pontos de discussão:</p>
<ul>
<li>Estudo divulgado pela Consultoria Economática mostra que os bancos registram o maior o lucro entre as empresas de capital aberto no Brasil, com mais de 20% do lucro total de todas as companhias brasileiras;</li>
<li>Dados recentes divulgados pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que as economias desenvolvidas saíram da recessão no terceiro trimestre;</li>
<li>O índice de aprovação do Presidente Lula volta a subir com os resultados da economia brasileira;</li>
<li>O ouvinte <strong>Marcos Paulo</strong> repara que muita gente está eufórica com os resultados da economia no final de ano e projetam um ano de 2010 de muito consumo e gastos. Mas, será que não é hora de pensar também em<a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aXIrZGluaGVpcm9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">investir<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e poupar?</li>
<li>As mudanças na caderneta de poupança, que sumiram do noticiário, voltam nas palavras da ouvinte <strong>Camila Borges</strong>. Ela se preocupa com o tema e quer saber se (e quando) tais mudanças vão ser colocadas em prática. Quem sabe no próximo governo;</li>
<li>A leitora <strong>Andréia Santos</strong> pede algumas dicas para escolher melhor a sua corretora, principalmente agora que reserveu um capital para a bolsa de valores. O que é preciso saber para escolher bem a corretora e começar a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aXIrYSVFNyVGNWVzXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-68">investir em ações<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> com consciência e boas ferramentas?</li>
<li>O <strong>André Pascoal</strong> levanta uma questão importante sobre os fundos de investimento: qual a diferença entre taxa de administração e taxa de performance? Além disso, ele ainda questiona quando devemos investir em fundos que cobram taxa de performance. Vale a pena?</li>
</ul>

<p>Se você gosta de ouvir aos podcasts em seu MP3 Player, iPod ou iTunes, assine o RSS direto dos arquivos <a title="Assine via iTunes" href="http://itunes.apple.com/WebObjects/MZStore.woa/wa/viewPodcast?id=342293035" target="_blank">via iTunes (Apple Store)</a> ou pelo link <a title="Assine o podcast via feed" href="http://dinheirama.com/feed/podcast" target="_blank">http://dinheirama.com/feed/podcast</a> e receba os novos episódios automaticamente.</p>
<p>Obrigato e até a próxima.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Independência financeira, a liberdade e o dinheiro</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 01:47:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
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		<description><![CDATA[Márcia comenta: “Navarro, seria ótimo poder contar com seu testemunho sobre como a educação financeira e a disciplina mudaram sua vida e principalmente sua capacidade de realizar objetivos. Minha sugestão é simples: que tal resumir, em dez ou menos dicas, as principais mudanças e atitudes que o fizeram ter domínio sobre seu dinheiro e finalmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignnone size-full wp-image-2170" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/dinheirama_liberdade_independencia_financeira.jpg" alt="Independência financeira, a liberdade e o dinheiro" hspace="2" vspace="2" align="left" />Márcia</strong> comenta: <em>“Navarro, seria ótimo poder contar com seu testemunho sobre como a educação financeira e a disciplina mudaram sua vida e principalmente sua capacidade de realizar objetivos. Minha sugestão é simples: que tal resumir, em dez ou menos dicas, as principais mudanças e atitudes que o fizeram ter domínio sobre seu dinheiro e finalmente atingir a independência financeira? Tenho certeza de que muitos leitores ficarão felizes com mais esta possibilidade de dialogar abertamente com você. Topa?”</em></p>
<p>Abre-se um novo debate sobre a tão sonhada independência financeira. Suas interpretações são, felizmente, muito pessoais e aqui gostaria de compartilhar minha visão: independência financeira para mim significa dar velocidade suficiente ao <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y2VyYmFzaV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-52">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> já poupado e investido para que ele renda, para sempre, juros e dividendos maiores que seu padrão de vida. Trabalhar, que fique clara minha opinião, só naquilo que realmente tiver grande significado. Alerto que a minha definição implica atenção a dois importantes aspectos:</p>
<ul>
<li><strong>O padrão de vida deve se manter constante, corrigido apenas com o andar da economia (inflação, custo de vida etc.).</strong> Isso significa que mudanças no padrão de vida e no dia-a-dia financeiro da família (chegada de filhos, mudança, emergência etc.) devem ser acompanhadas de novo planejamento e reavaliação do capital alocado para manter a saúde financeira de todos;</li>
<li><strong>O padrão de vida deve ser sustentável e compatível com suas receitas oriundas dos juros e dividendos, não do eventual trabalho que realiza hoje.</strong> A afirmação se confunde com a anterior, mas de forma proposital: trata-se de reforçar o foco na vida baseada no dinheiro que está trabalhando por você &#8211; e não no trabalho atual por mais capital. Em outras palavras, basta dar sustentabilidade ao fluxo de caixa familiar.</li>
</ul>
<p>Aprender a organizar as finanças pessoais e transformar o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/b3IlRTdhbWVudG8rZG9tJUU5c3RpY29fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-76">controle financeiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> em um hábito nem sempre são tarefas agradáveis e simples de se colocar em prática. A razão é simples: deixar de consumir traz uma sensação cruel de exclusão moral e social – situação especialmente agravada quando ainda somos jovens. Mas, como toda mudança, trata-se de uma escolha; e a boa notícia é que sempre podemos (devemos) escolher. O que é mais importante? Por que? Escolha!</p>
<p><span id="more-2168"></span>Assim, permita-me listar o que aprendi e quais hábitos trato de valorizar e vivenciar diariamente:</p>
<p><strong>1. Respeitar os pequenos valores. </strong>Acho que já mencionei em algum outro texto que cheguei a ignorar as moedas. Eu não tinha onde carregá-las e sempre dava um jeito de gastá-las ou de me livrar delas &#8211; estas eram as minhas esfarrapadas desculpas. Agia como um completo idiota, você tem razão. Aprendi que os pequenos valores representam o quanto respeitamos o nosso dinheiro e que se queremos ficar ricos devemos prestar atenção a uma máxima fundamental: a subjetividade dos pequenos valores pode levá-lo a decisões equivocadas quando muito dinheiro estiver em jogo. Hoje procuro guardar todo e qualquer centavo;</p>
<p><strong>2. Criar e manter um organizado e completo orçamento doméstico.</strong> Sempre valorizei muito a sensação de controle. Confesso que o pensamento lógico e a racionalidade, características marcantes de minha personalidade, facilitaram o processo. Hoje não consigo passar um dia sem abrir o Microsoft Money e algumas <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZXhjZWxfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-52">planilhas<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> de controle de meus negócios. Saber exatamente por onde anda meu dinheiro, como ele trabalha por mim e como posso gastá-lo me dá tranqüilidade suficiente para dormir sossegado e com a certeza de que amanhã terei mais do que tenho hoje;</p>
<p><strong>3. Aprender a dizer “não” para mim mesmo. </strong>Tenho sonhos materiais iguais aos de qualquer jovem de 28 anos; tenho ambições naturais aos meus pares; tenho interesses e dúvidas igualmente compartilhadas entre minha geração. Mas aprendi que o tempo é uma arma fundamental para que sejamos capazes de sustentar nossos sonhos e vivê-los de forma mais intensa e durável. Lidar com a frustração foi uma lição aprendida a duras penas, mas talvez a mais importante na formação do meu “eu financeiro”;</p>
<p><strong>4. Definir prioridades. </strong>É quase sempre muito fácil enumerar aquilo que queremos atingir. O problema está em definir quando e como chegaremos lá. As prioridades costumam ser as grandes barreiras para um planejamento financeiro eficiente. Sem horizonte, muitos investidores desistem; ou, com muitas alternativas por considerar, outros preferem ligar o “piloto automático”. Aprendi a definir prioridades com disciplina e simplicidade. Corro atrás daquilo que posso conquistar; chegando lá, começo tudo de novo;</p>
<p><strong>5. Não acreditar em milagres financeiros.</strong> Promessas de retornos fantásticos, produtos diferenciados e que ainda não têm repercussão no mercado e dicas “de outro mundo” simplesmente não me atraem. Costumo afirmar que a velocidade do meu dinheiro é aquela que eu posso gerenciar. Ou seja, se o percurso exigir uma freada brusca ou uma guinada, sou capaz de realizá-la sem grandes sustos. Se preferir, traduza a metáfora de outra forma: invista naquilo que você entende. E só;</p>
<p><strong>6. Arriscar, mas com pleno conhecimento das possíveis conseqüências. </strong>A afirmação é bem clara: procuro compreender bem o produto ou <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbythJUU3JUY1ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> em que estou investindo e listo as chances de sucesso e fracasso dos negócios ali encontrados. Se eu concordar com os riscos, arrisco; se julgar a coisa complicada ou sofisticada demais para mim, humildemente me afasto e procuro novas oportunidades dentro de minha realidade;</p>
<p><strong>7. Ler e me informar sobre dinheiro, finanças e economia em geral.</strong> Encontrar novas alternativas de investimento nem sempre é simples. Se a decisão é minha, trato sempre de investigar e ler muito sobre o tema. Livros, blogs, sites, artigos técnicos, depoimentos, revistas especializadas, tudo isso se transforma em fonte de conhecimento para minhas decisões cotidianas. Só assim sinto-me confortável para poupar e investir;</p>
<p><strong>8. Manter objetivos claros, sustentados através de investimentos mensais. Comprar, só à vista!</strong> Investir sem propósito funciona comigo por um tempo, mas a clara falta de garantia da capacidade de me sustentar e cumprir as próprias expectativas no futuro me fez mudar. Assim, sugiro que você faça como eu: defina o que você quer, saiba quanto isso vai lhe custar e passe a compor o valor necessário para chegar lá. Uma TV, um carro, uma casa ou sua aposentadoria, não importa. Precifique, poupe, invista e compre à vista;</p>
<p><strong>9. Aprender matemática financeira.</strong> Cansado de ficar em dúvida diante de bons e maus negócios, decidi que era hora de entender como eram calculados os juros, risco, incidência de Imposto de Renda, taxa de administração e outras importantes variáveis de decisão do meu dia-a-dia. Felizmente, fiz isso bem cedo e hoje entendo perfeitamente a lógica por trás das boas negociações. É aquela história: aqueles que não se dedicam a conhecer o básico, pagam juros; os que compreendem a lógica do dinheiro, os recebem. Pois é, a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWF0ZW0lRTF0aWNhK2ZpbmFuY2VpcmFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-76">matemática financeira<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> salvou minha pele;</p>
<p><strong>10. Pesquisar constantemente opções de investimento e, se necessário, alterar a carteira.</strong> Independente dos prazos estimados para atingir meus objetivos (curto, médio ou longo prazo), sempre dedico algumas horas por mês, semestre e ano para avaliar meus investimentos e negócios. Preciso estar confortável quando os encaro; se não estiver, mudo a estratégia e a alocação dos recursos. Raramente mudo prioridades.</p>
<p>Você acaba de conhecer o básico que sustenta minhas decisões financeiras. Como percebe, sou um sujeito muito pragmático, mas bastante consciente da importância do dinheiro como fator de realização pessoal e social, como ferramenta para uma vida plena e feliz. A única razão para fazer crescer meu patrimônio financeiro é investir na liberdade de fazer o que gosto, ao lado de quem respeito, quando e como bem entender. Independência financeira, só (tudo) isso!</p>
<p>&#8212;&#8212;<br />
<strong>Conrado Navarro</strong>, educador financeiro, formado em Computação com MBA em Finanças e mestrando em Produção, Economia e Finanças pela <a title="Conheça a UNIFEI" href="http://www.unifei.edu.br" target="_blank">UNIFEI</a>, é sócio-fundador do <em>Dinheirama</em>. Atingiu sua independência financeira antes dos 30 anos e adora motivar seus amigos e leitores a encarar o mesmo desafio. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente.</p>
<ul>
<li><a title="Quem é Conrado Navarro?" href="http://dinheirama.com/blog/sobre">Quem é Conrado Navarro?</a></li>
<li><a title="Leia todos os artigos do Navarro" href="http://dinheirama.com/blog/author/navarro/">Leia todos os artigos do Navarro</a></li>
</ul>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O verdadeiro papel dos mercados financeiros na economia</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 02:14:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Em função do agravamento da crise do subprime e dos prejuízos gerados por ela, o cidadão médio passa a colocar em dúvida o papel dos mercados financeiros dentro da economia. Contudo, a literatura econômica comprova que os mercados financeiros desempenham papel fundamental na economia, já que eles são responsáveis por canalizar os recursos de pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2008/12/dinheirama_mercados_economia_mundial.jpg" alt="O verdadeiro papel dos mercados financeiros na economia" hspace="2" vspace="2" align="left" />Em função do agravamento da crise do subprime e dos prejuízos gerados por ela, o cidadão médio passa a colocar em dúvida o papel dos <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:mercado+de+a%E7%F5es/format:box">mercados financeiros<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> dentro da economia. Contudo, a literatura econômica comprova que os mercados financeiros desempenham papel fundamental na economia, já que eles são responsáveis por canalizar os recursos de pessoas que poupam recursos (renda maior que sua disposição em gastar) para aqueles que desejam gastar mais do que sua disponibilidade, quer seja na forma de consumo ou investimento.</p>
<p>Essa transferência de fundos permite que pessoas com boas oportunidades de investimentos, mas com poucos recursos correntes, possam expandir a produção de bens e serviços na economia. Da mesma forma, os consumidores podem planejar seu consumo, optando por consumir no presente mais do que sua renda, ou postergar o consumo para um momento futuro, aumentando assim o nível de bem-estar na sociedade.</p>
<p>Schumpeter (1911) argumentou que os serviços prestados pelos intermediários financeiros, tais como a mobilização de poupanças, a avaliação de projetos, a administração de riscos, o monitoramento dos Agentes e o facilitador de trocas, são fundamentais para a inovação tecnológica e o desenvolvimento econômico. Para ele, os intermediários financeiros têm a função de diminuir as fricções de mercado &#8211; notadamente a presença de informação assimétrica entre os Agentes.</p>
<p><span id="more-1479"></span>A presença de intermediários financeiros é importante, pois estes, por meio de economias de escala e <em>expertise</em>, conseguem reduzir os custos de transação e produzir informação, permitindo que pequenos poupadores possam usufruir dos benefícios do sistema financeiro: o aumento da liquidez e compartilhamento de risco pela diversificação de seu portfólio.</p>
<p>Segundo Boot (2000), a moderna literatura sobre intermediação financeira está focada no papel do banco como fonte de recursos para os agentes deficitários. É através da relação de empréstimo que o banco desenvolve um forte relacionamento com seus devedores ao longo do tempo. Tal proximidade entre o banco e seus devedores facilita o desenvolvimento de atividades que diminuem o problema de assimetria de informações.</p>
<p>Os ganhos de escala podem ser identificados em dois principais casos:</p>
<ol>
<li>Os contratos de empréstimos geralmente são padronizados e confeccionados por advogados que cobrarão um valor que pode ser inviável para um <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:investidor/format:box">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> em particular, mas não quando a conta é diluída entre vários poupadores reunidos por uma instituição financeira;</li>
<li>Ganhos de escala na utilização de equipamentos (computadores, softwares, telefones e etc.) para a realização das transações financeiras.</li>
</ol>
<p>Além disso, os intermediários também podem estar melhor habilitados para exercerem a função de investidores, por meio da expertise adquirida com a especialização na análise do setor e empresas onde atuam. Conforme Boot (2000), a intermediação financeira pode ser definida como: (i) investimento na obtenção de informações, geralmente assimetricamente distribuídas no mercado; e (ii) avaliação da rentabilidade destes <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:investir+dinheiro/format:box">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> através de múltiplas interações com o mesmo cliente e/ou via oferecimento de diversos produtos.</p>
<p>Como vemos, apesar dos exageros acontecidos dentro do mercado imobiliário americano nos últimos anos, nada pode substituir o mercado financeiro como alocador de recursos disponíveis e indutor do desenvolvimento econômico.</p>
<p>Bibliogragia utilizada:</p>
<ul>
<li>BOOT, Arnoud W.A. Relationship Banking: What Do We Know? <em>Journal of Financial Intermediation</em>. vol. 9, p. 7-25, 2000.</li>
<li>SCHUMPETER, Joseph A. The Theory of Economic Development. Cambridge, MA: <em>Harvard University Press</em>, 1911.</li>
</ul>
<p>&#8212;&#8212;<br />
<strong>Alexsandro R. Bonatto</strong>, economista e com MBA em Gestão Empresarial, é professor universitário, instrutor e sócio da <a title="Conheça a Ventura Corporate" href="http://www.venturacorporate.com.br" target="_blank">Ventura Corporate</a>, empresa de treinamentos corporativos. Tem mais de 13 anos de experiência no mercado de crédito.</p>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Alexsandro Rebello Bonatto</b>.<br>

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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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