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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; eleições</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; eleições</title>
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		<title>Emprego e renda, uma relação linear? Estados Unidos mostram que não!</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/04/30/emprego-e-renda-uma-relacao-linear-estados-unidos-mostram-que-nao/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 18:30:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Rizzo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Dados recentes da economia dos Estados Unidos mostram que a Lei de Okun, sobre relação linear entre emprego e renda, foi novamente quebrada. Entenda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Emprego e renda, uma relação linear? Estados Unidos mostram que não!" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/04/dinheirama_post_emprego_renda_relacao_linear_EUA_mostram_nao.jpg" alt="Emprego e renda, uma relação linear? Estados Unidos mostram que não!" align="left" hspace="2" vspace="2" />Dados iniciais de 2012 indicam descasamento dessas variáveis nos EUA. Entenda os porquês. Se um dia, seu pai chegar em casa com o paletó molhado, a princípio, você não saberá o que de fato ocorreu. Mas, após uma rápida olhada na janela, você nota que está chovendo. Pronto. Isso já é suficiente para você se sentir confortável na compreensão (mesmo que teórica) do que acabara de ocorrer.</p>
<p>Os dois dados (paletó molhado e chuva) são analisados de forma a estabelecer uma relação de causa e efeito. Faz parte da <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bmF0dXJlemFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">natureza<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> humana relacionar dados, estabelecer uma razão entre eles e tirar conclusões. Agir assim nos ajuda a compreender o mundo que nos cerca e a isso convencionou-se chamar de o uso da razão, ou simplesmente, racionalidade.</p>
<p>Na macroeconomia, existem duas variáveis que costumeiramente se relacionam de forma tão harmônica como chuva e paletó molhado: Emprego e Renda (PIB). Pode até parecer óbvio dizer que quando a renda aumenta, o nível geral de emprego também sobe, assim como em fases de recessão, o desemprego cresce.</p>
<p><span id="more-7563"></span>Essa relação positivamente linear entre Emprego e Renda foi muito bem exposta pelo economista americano <strong>Arthur Okun</strong> no início dos anos 60, que acabou por dar seu nome a uma lei mercadológica, a <a title="Conheça mais sobre a Lei de Okun" href="http://migre.me/8Tzrw" target="_blank">Lei de Okun</a>. Porém, como em toda lei, existem aqueles que não a respeitam.</p>
<p>Nos últimos dois trimestres, o “criminoso” em questão é um velho conhecido, inclusive reincidente: os EUA. No atual ciclo econômico, os americanos deixaram de ser réus primários nos três trimestres entre julho de 2009 e março de 2010, quando o desemprego crescia mesmo no início de uma observável recuperação econômica.</p>
<p>Os EUA voltaram a quebrar a lei neste ano. Dados do primeiro trimestre de 2012 mostram um aumento significativo no nível geral de emprego, mas sem o devido (e esperado, conforme Okun) crescimento proporcional do PIB. O que teria ocorrido?</p>
<p>O fundamento essencial da lei em questão é que, com um maior nível geral de emprego, a demanda aumenta, gerando necessidade de uma <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cHJvZHUlRTclRTNvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">produção<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> ainda maior, o que estimula uma expansão econômica – que, por sua vez, aumenta o emprego e assim prossegue. Porém, há uma série de inter-relações que precisam ser exploradas para melhor compreender Emprego e Renda, e aqui cito três:</p>
<ul>
<li>A primeira delas é que a geração de renda não depende somente do nível de emprego em si (quantidade de pessoas empregadas), mas também da produtividade individual do trabalho;</li>
<li>A segunda é que o nível de emprego pode ser decomposto entre quantidade de pessoas empregadas e número de horas trabalhadas;</li>
<li>A terceira é que o nível de desemprego é uma razão entre quantidade de pessoas empregadas e tamanho da mão de obra.</li>
</ul>
<p>Desta forma, é possível quebrar a Lei de Okun através de um pequeno aumento (ou queda) do desemprego em um cenário de baixo (ou alto) crescimento econômico através de uma combinação de crescimento da produtividade, aumento nas horas trabalhadas e crescimento da massa de mão-de-obra.</p>
<p>Nos EUA, a questão das horas trabalhadas por empregado torna-se um ponto crucial. Apesar da economia estar usando um contingente maior de mão-de-obra, o número médio de horas trabalhadas tem sido reduzido nos últimos 40 anos. Em 2009 e 2010, porém, este número aumentou.</p>
<p>Isso explica os eventos de quebra da Lei de Okun em 2009/2010: aumento de desemprego em termos de número de pessoas empregadas, mas devido ao aumento da produtividade individual do trabalho, observou-se crescimento do PIB. Isso aconteceu porque, receosos de contratar mais funcionários, os empregadores passaram a pressionar o contingente existente, aumentando assim a sua produtividade individual. Naquele cenário, meses após a crise de 2008, essa parecia ser a solução mais sensata.</p>
<p>Em 2012, com o cenário econômico mais favorável (quando comparado a 2009), os empregadores não temeram mais contratações. Muito pelo contrário. Através de ações governamentais de incentivo a geração de emprego, as empresas contrataram fortemente. Mas, apesar do aumento do nível de emprego, a produtividade geral do trabalho caiu muito, e por isso o PIB não reagiu como deveria.</p>
<p>E quem paga a conta é o nível geral de salários. O Governo democrata de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/QmFyYWNrK09iYW1hXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">Barack Obama<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> dá indícios de que está satisfeito com essa escolha, afinal entende que em ano de eleição, o nível de emprego passa a importar mais que o PIB. Resta saber se a população concorda com o nível salarial mais baixo, consequência natural desta ação. O pleito de seis de novembro tirará esta dúvida.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Gustavo Rizzo</b>.<br>

Economista pela UNICAMP, tem MBA em Gestão do Risco pela FGV. Trabalha há 10 anos no mercado financeiro, com passagens por grandes instituicoes financeiras no Brasil, Holanda, Reino Unido e EUA. Atualmente trabalha com Investment Banking e análise econômico-financeira em Nova York.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Eleições 2010 – E as reformas? Alguém vai falar sobre isso?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/10/15/eleicoes-2010-e-as-reformas-alguem-vai-falar-sobre-isso/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Oct 2010 13:24:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Eleições 2010 e o segundo turno: como ficam as necessárias reformas tributária e previdenciária? A eleição tem sido morna e vazia em termos de programas interessantes de governo. Como fica o Brasil?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Eleições 2010 - E as reformas? Alguém vai falar sobre isso?" src="http://dinheirama.com/files/2010/10/dinheirama_eleicoes_2010_reformas_politica.jpg" alt="Eleições 2010 - E as reformas? Alguém vai falar sobre isso?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Convenhamos, o atual processo eleitoral pouco a pouco se transforma num verdadeiro entretenimento, de gosto duvidoso é verdade, mas não deixa de ser divertido e até instigante. A cada novo episódio, a expectativa sobre como um lado se protegerá ou contra-atacará aos ataques e agressões da outra parte. Sem dúvida alguma uma novela completa (ou seria um drama?), onde a audiência assiste de camarote à ebulição em grandes linhas daquilo que virá, daquilo que se instalará se um ou outro candidato vencer o pleito.</p>
<p>Nesse contexto, enquanto aguardamos a decisão final da votação, navegamos em sensações que passam pelo humor, o humor negro, a tristeza, bastante decepção, indignação, alguns arrepios e muito medo. Medo de que prioridades estruturais, que há tempos são anunciadas como fundamentais para a nossa sobrevivência e ascensão como nação forte, sólida e sustentável economicamente, sejam esquecidas, relegadas ao segundo plano, mais uma vez.</p>
<p>Refiro-me às reformas, aquelas sobre as quais fomos exaustivamente alertados por especialistas de todas as matizes, quanto a urgência e as graves consequências em negligenciá-las. São elas: a previdenciária e a tributária. Muitas outras questões são fundamentais e também estruturais, tais como a educação, a reforma política e a eficiência (ou ineficiência) estatal, mas hoje me dedico a apenas essas duas.</p>
<p><span id="more-5133"></span>Elas são o alicerce econômico do nosso futuro, mas são tratadas pelos esgrimistas do horário político apenas como mais um tema, mais uma questão dentre tantas outras. Os especialistas que nos alertaram no passado distante (na época do Plano Real), e ainda nos alertam, não previram outros movimentos macroeconômicos que se sucederam.</p>
<p>Não previram a supervalorização das <em>commodities</em>, nem o pré-sal, muito menos o cataclisma econômico de 2008 que bagunçou de vez com os movimentos geopolíticos no mundo, alçando ao primeiro patamar vinte nações em desenvolvimento. É verdade, mas até quando? Até quando a sorte vai nos sorrir? Até quando poderemos postergar as tais reformas impunemente?</p>
<p>Enquanto isso, assistimos decepcionados ao duelo pela busca dos nossos votos, pela conquista dos nossos corações e mentes, num dramalhão pobrinho que toma conta do noticiário, enquanto algumas nuvens vão se formando no horizonte. É antiga a afirmação de que uma imagem vale por mil palavras.</p>
<p>Recentemente acompanhamos o retrato disso tudo em uma prestigiosa revista semanal, onde a primeira capa, totalmente branca, critica a falta de propostas dos grupos políticos que concorrem à presidência da república.</p>
<p>Honestamente, para retratar bem o momento, acrescentaria apenas algumas nuvens no horizonte. Só isso.</p>
<p>Arrepios meu amigos, arrepios&#8230;</p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Economia, inflação e um Banco Central independente</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2008/05/28/economia-inflacao-e-um-banco-central-independente/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2008/05/28/economia-inflacao-e-um-banco-central-independente/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 May 2008 18:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
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		<description><![CDATA[Nas últimas semanas, um assunto vem sendo discutido de maneira reservada e carregada de preocupação: a saída de Henrique Meirelles, atual presidente do Banco Central, para concorrer a um cargo público nas eleições de 2010. É verdade que já existem alguns nomes cogitados para a cadeira, mas a sucessão não deverá ocorrer de forma tão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Economia, inflação e um Banco Central independente" href="http://www.sxc.hu/photo/954864" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-665" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2008/05/dinheirama_autonomia_banco_central.jpg" alt="Economia, inflação e um Banco Central independente" hspace="2" vspace="2" align="left" /></a>Nas últimas semanas, um assunto vem sendo discutido de maneira reservada e carregada de preocupação: <a title="Henrique Meirelles fora do BC?" href="http://www.tribunadoplanalto.com.br/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=5532&amp;mode=thread&amp;order=0&amp;thold=0" target="_blank">a saída de Henrique Meirelles</a>, atual presidente do <a title="Banco Central do Brasil" href="http://www.bcb.gov.br/" target="_blank">Banco Central</a>, para concorrer a um cargo público nas eleições de 2010. É verdade que já existem alguns nomes cogitados para a cadeira, mas a sucessão não deverá ocorrer de forma tão simples.</p>
<p>O pouco tempo até as eleições presidenciais e as incertezas que sempre rondam as eleições após a posse do novo presidente dificultam bastante o interesse de pessoas reconhecidamente preparadas para a responsabilidade do cargo. E agora, será que temos motivos para nos preocupar? O que pode acontecer? Como isso pode afetar nosso bolso e <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/aff:submarinoid/uid:247523/tags:investir+dinheiro">capacidade de investir<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>?</p>
<p>Diante deste cenário, volta a tona um tema que esteve em pauta durante a presença do ex-ministro Antonio Palocci na pasta da Fazenda, ainda no primeiro mandato do Presidente Lula: <strong>a autonomia do Banco Central</strong>. Percebe-se que essa realidade faz muito bem ao país e sua economia, mas será que este modelo de operação será mantido e incentivado?</p>
<p><span id="more-664"></span><strong>Qual o papel do Banco Central?</strong><br />
 É importante que todos entendam o verdadeiro papel de um Banco Central: garantir a estabilidade econômica do país. Para alguns, isso se resume ao termo “Guardião da Moeda”. Nos dois últimos governos, alguns economistas de peso passaram pelo posto. Os exemplos recentes são <a title="Armínio Fraga" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arm%C3%ADnio_Fraga" target="_blank"><strong>Armínio Fraga</strong></a> e o atual presidente <a title="Henrique Meirelles" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_Meirelles" target="_blank"><strong>Henrique Meirelles</strong></a>, que recebeu o mesmo peso de um ministro de Estado.</p>
<p>O efetivo sucesso da política econômica com o papel conservador das diretorias do Banco Central se resume no bom momento econômico brasileiro, principalmente no que diz respeito ao controle inflacionário. Por isso, quando se pensa na troca da presidência do Banco Central inúmeras incertezas começam a surgir:</p>
<ul>
<li>O próximo presidente manterá o mesmo viés conservador?</li>
<li>A nova equipe manterá a mesma política de juros?</li>
<li>O sucessor levará adiante o combate impiedoso da inflação?</li>
</ul>
<p>As respostas para tais dúvidas reforçam a importância da autonomia do Banco central e de sua diretoria. Desta forma, é possível sinalizar ao <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/aff:submarinoid/uid:247523/tags:mercado+financeiro">mercado financeiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que o poder conferido à instituição está separado das mudanças e interesses políticos.</p>
<p><strong>Razões para dar autonomia ao BC</strong><br />
Para a maioria dos especialistas existem, no mínimo, duas grandes razões para se alimentar a autonomia do Banco Central:</p>
<ul>
<li>Maior eficácia no combate à inflação (efeito direto);</li>
<li>Aumento do potencial de crescimento do país (efeito indireto).</li>
</ul>
<p>De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o aumento do número de BCs independentes coincidiu com o fenômeno mundial de queda inflacionária pelo mundo. Na década de 70, por exemplo, a taxa média mundial de inflação era de 10%. Este valor chegou a 4% entre os anos de 2000 e 2004.</p>
<p>É importante salientar que durante esses períodos ocorreram fenômenos inflacionários parecidos em termos de números, especialmente entre os anos 80 e início da década de 90. A possibilidade de conciliar alternância no poder, valor incontestável em qualquer <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/aff:submarinoid/uid:247523/tags:democracia">democracia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, permitindo ao mesmo tempo separar estabilidade econômica e embates eleitorais é um argumento expressivo, que garante boa argumentação à proposta.</p>
<p><strong>Bancos Centrais pelo mundo</strong><br />
 É preciso desassociar a autonomia do Banco Central das ideologias políticas, sobre tudo porque em alguns governos liberais – como da ex-primeira ministra da Inglaterra <a title="Margareth Tatcher" href="http://www.brasilescola.com/historia/margareth-thatcher.htm" target="_blank"><strong>Margareth Tatcher</strong></a> e do seu seguidor <a title="John Major" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Major" target="_blank"><strong>John Major</strong></a> – a autonomia foi negada durante 18 anos.</p>
<p>Em contrapartida, <a title="Tony Blair" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tony_Blair" target="_blank"><strong>Tony Blair</strong></a> – do Partido Trabalhista – outorgou, em apenas 7 dias, a autonomia do Banco Central Inglês. No Chile, o ditador <a title="Augusto Pinochet" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Pinochet" target="_blank"><strong>Augusto Pinochet</strong></a> outorgou a independência do Banco Central e os governos de <a title="Eduardo Frei" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Frei" target="_blank"><strong>Eduardo Frei</strong></a> e <strong><a title="Ricardo Lagos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ricardo_Lagos_Escobar" target="_blank">Ricardo Lagos</a></strong> mantiveram a liberdade para a instituição, após os bons resultados.</p>
<p>Independente de qual seja a ideologia ou programa eleitoral que conduza um governante à presidência de uma nação, é obvio que a estabilidade de preços beneficia a todos. Este ponto é crucial para a definição econômica da sociedade.</p>
<p><strong>E os mandatos fixos?</strong><br />
 Defendo o mandato fixo de oito anos para a diretoria do Banco Central. Claro, não coincidindo com o mandato da Presidência da República. Assim como a autonomia do Banco Central, outros instrumentos precisam ser aprimorados para garantir mais transparência nos processos de decisão.</p>
<p>Maior acesso às decisões do <a title="COPOM" href="http://www.bcb.gov.br/?COPOM" target="_blank">COPOM</a>, menor interferência do <a title="Ministério da Fazenda" href="http://www.fazenda.gov.br/" target="_blank">Ministério da Fazenda</a> e algumas trocas de responsabilidade entre BC e <a title="CMN" href="http://www.fazenda.gov.br/portugues/orgaos/cmn/cmn.asp" target="_blank">CMN</a> são algumas atitudes inteligentes que podem surtir efeito positivo. Além disso, o Congresso Nacional poderia, como acontece com o <a title="Federal Reserve" href="http://www.federalreserve.gov/" target="_blank">FED</a> nos EUA, criar audiências periódicas para discussão das ações do Banco Central.</p>
<p>Esta não é uma discussão trivial. Para nós, que buscamos aproveitar as melhores oportunidades financeiras e de <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/aff:submarinoid/uid:247523/tags:educação+financeira">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, é muito importante conhecer e participar de tudo que acontece no mundo econômico do Brasil. Não é? Até sexta.</p>
<p>&#8212;&#8212;<br />
<strong>Ricardo Pereira </strong>é Analista Financeiro Sênior da ABET Corretora de Seguros, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do <em>Dinheirama</em>.<br />
▪ <a title="Perfil de Ricardo Pereira" href="http://dinheirama.com/blog/ricardo">Quem é Ricardo Pereira?</a><br />
▪ <a title="Acesse todos os artigos escritos por Ricardo Pereira" href="http://dinheirama.com/blog/author/ricardo%20pereira">Leia todos os artigos escritos por Ricardo</a></p>
<p>Crédito da foto para <a title="Foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu/" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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