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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; empréstimo</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; empréstimo</title>
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		<title>Economia brasileira: formação de uma bolha ou simples crescimento?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/07/19/economia-brasileira-formacao-de-uma-bolha-ou-simples-crescimento/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 13:36:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Economia brasileira: mais crédito, mais crescimento e mais perspectivas. Bolha ou crescimento econômico sustentável? Superaquecimento ou realidade?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Economia brasileira: formação de uma bolha ou simples crescimento?" src="http://dinheirama.com/files/2011/07/dinheirama_economia_brasileira_bolha_ou_crescimento.jpg" alt="Economia brasileira: formação de uma bolha ou simples crescimento?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Juliano</strong> comenta: <em>&#8220;Navarro, o noticiário econômico tem dado especial destaque ao fato de a inadimplência estar crescendo muito em relação a períodos passados. Jornais e revistas falam do aumento da inflação, da alta dos juros e do crédito cada vez mais caro. As pessoas reclamam que não podem pagar, as dívidas aumentam e o ciclo parece ficar perigoso. Especialistas internacionais apontam risco de superaquecimento na economia, com possibilidade de uma bolha de crédito. É isso mesmo? E agora?&#8221;</em>.</p>
<p>A situação econômica brasileira tem despertado diferentes interpretações, tanto aqui quanto lá fora. Crescimento econômico, ascensão social (<a title="Migração social forte no Brasil" href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110323/not_imp695881,0.php" target="_blank">pelo menos 30 milhões de brasileiros migraram de classe nos últimos anos</a>) e crescimento da renda familiar são alguns dos fatos que levaram mais e mais brasileiros a consumir &#8211; especialmente aqueles que tinham desejos de consumo represados e antes eram marginalizados neste sentido.</p>
<p>Estes brasileiros compraram (muito!) e se endividaram ao longo dos últimos anos, quando os juros básicos da economia (Taxa Selic) encontraram seus patamares mais baixos na história. O crédito (dinheiro) na época ficou mais barato &#8211; financiar e comprar com dinheiro emprestado parecia uma opção atraente. O boom na venda de carros mostrou como a realidade do crédito para compra de bens mudou radicalmente em nosso país.</p>
<p><span id="more-6311"></span>O momento agora é diferente. Como reflexo da elevação do consumo, veio a inflação. Com ela, novos e consistentes aumentos dos juros básicos. A alta na Taxa Selic tem reflexos diretos no custo do crédito, <a title="Empréstimos estão mais caros" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/943952-consumidores-tomam-credito-mais-caro.shtml" target="_blank">encarecendo os empréstimos e financiamentos</a>. A decisão de &#8220;esfriar&#8221; a economia traz consigo alguns efeitos colaterais, sendo um deles o aumento da inadimplência.</p>
<p>O assunto ganhou destaque no jornal britânico &#8220;Financial Times&#8221;, que publicou mais de 12 matérias sobre isso em menos de 15 dias, e também na prestigiada revista &#8220;The Economist&#8221;, que colocou o Brasil entre <a title="Brasil superaquecendo? Será?" href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/risco-de-bolha-no-brasil-ja-preocupa-investidores/" target="_blank">os sete países com maior risco de superaquecimento</a>. Isso sem falar da opinião da nova diretora do FMI, Christine Lagarde, que alertou para riscos de inflação e perigo de bolha de crédito.</p>
<p><strong>Será que oferecemos crédito demais, sem critérios e sem a devida regulação/fiscalização?</strong><br />
Observar a evolução na concessão de crédito no Brasil assusta, mas é importante relacionar o indicador com outros índices e fatos da realidade econômica brasileira:</p>
<ul>
<li><strong>O volume de crédito é crescente, não explosivo.</strong> Como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), o crédito representava 24,7% em janeiro de 2005; em abril de 2011 esse valor chegou a 46,6%. Uma alta expressiva, é verdade, mas muito distante de países como China e África do Sul, onde o crédito doméstico passa de 120% do PIB, ou de países como EUA e Inglaterra, onde os números passam de 200%. Os dados são do Banco Central (BC) e Banco Mundial;</li>
<li><strong>O perfil do endividamento é diferente do de anos atrás.</strong> Apesar da alta na concessão de crédito, o foco são modalidades mais baratas e com juros em queda, como financiamento imobiliário e de veículos e crédito consignado. Opções como cheque especial e cartão de crédito perderam espaço. Para se ter uma ideia, em dezembro de 2007 o cheque especial representava 5,4% das operações, enquanto o cartão de crédito atingia 7,1%. Dados de maio deste ano mostram que o cheque especial representa 3% do total das operações, enquanto o cartão atinge 6%. Os dados são do BC;</li>
<li><strong>A renda familiar e o nível de emprego estão em patamares históricos.</strong> Segundo estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), as classes mais pobres (D e E), que em 1992 representavam juntas 62,13% dos brasileiros, agora são 33,19%. Nossa classe C &#8211; renda entre R$ 1.200,00 e R$ 5.274,00 &#8211; atinge hoje 105,4 milhões de pessoas, ou <a title="Leia mais na Folha.com" href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/935502-classe-c-e-a-unica-que-continua-a-crescer-aponta-fgv.shtml" target="_blank">55,05% da população</a>. O índice de desemprego atingiu <a title="Desemprego bate recorde em junho de 2011" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/07/desemprego-fica-em-62-em-junho-mostra-ibge.html" target="_blank">patamar de 6,2% em junho</a>, menor valor para o mês desde o início da série (março de 2002);</li>
<li><strong>Nosso sistema financeiro é conservador se comparado ao de economias mais desenvolvidas. </strong>Depois de muitos problemas com fraudes bancárias e quebras generalizadas (vale lembrar do Proer em 1995), o BC adotou medidas mais rígidas em termos de regulação: <a title="Aumento do compulsório" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,aumento-do-compulsorio-ja-tirou-r-78-bi-da-economia,59215,0.htm" target="_blank">aumento do compulsório</a>, <a title="Leia mais sobre limitação de prazos" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/07/bc-equipara-regra-do-consignado-para-pagamento-cartao-de-credito.html" target="_blank">limitação de prazos</a> para os empréstimos e <a title="BC muda exigência para pagamento do mínimo" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/836070-bc-aumenta-para-15-pagamento-minimo-da-fatura-do-cartao-de-credito.shtml" target="_blank">exigência maior para o pagamento mínimo da fatura do cartão</a> são alguns exemplos.</li>
</ul>
<p><strong>A situação de outros países como comparação</strong><br />
Como estamos lidando com a questão do perigo de uma escalada na inadimplência, vale observar como se comportam os países quando o assunto é o endividamento das famílias. Segundo dados da OCDE, no Brasil esse índice é de 42% da renda líquida; na Alemanha, o valor chega a 99%; no Japão, 126%; No Canadá, 148%; e no Reino Unido, 171%.</p>
<p><strong>O que nosso Banco Central tem feito?</strong><br />
Nosso BC parece agir de forma pró-ativa em relação à expansão do crédito, com medidas pontuais visando controlar a inflação, diminuir a expansão do crédito e fiscalizar a concessão de empréstimos:</p>
<ul>
<li>O BC anunciou em maio a <a title="Entenda o Comef" href="http://economia.ig.com.br/mercados/comite+financeiro+melhora+decisoes+em+momento+aquecido+diz+bc/n1596963307841.html" target="_blank">criação do Comef</a>, Comitê de Estabilidade Financeira, justificado da seguinte forma por <strong>Anthero Meirelles</strong>, diretor de fiscalização do BC: <em>&#8220;Num momento em que a internacionalização dos bancos brasileiros é forte e o interesse dos estrangeiros pelo mercado local também é grande, queremos criar melhores condições para os sistemas decisórios e definir diretrizes para que as áreas trabalhem de maneira mais harmônica&#8221;</em>;</li>
<li>O BC pretende <a title="BC quer antecipar Basileia III" href="http://www.credinfo.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=18914:banco-central-decide-antecipar-normas-de-basileia-iii&amp;catid=1:canoticias&amp;Itemid=2" target="_blank">antecipar a implementação das medidas previstas no acordo Basileia III</a>, firmado no ano passado como resposta à crise financeira e que visa reforçar a solidez das instituições financeiras, aumentando a estabilidade de toda a economia. Para entender melhor as mudanças e o tema, sugiro a leitura de um <a title="Leia o boletim" href="http://www.riskbank.com.br/anexo/boletim0910.pdf" target="_blank">boletim da RiskBank</a>;</li>
<li>A partir do fim de outubro <a title="BC mira empréstimos de baixo valor" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/941526-emprestimos-de-baixo-valor-entram-na-mira-do-bc.shtml" target="_blank">serão fiscalizados empréstimos com valor a partir de R$ 1.000,00</a>. Antes da medida, apenas concessões com valores acima de R$ 5.000,00 eram monitoradas. O monitoramento completo dos empréstimos permitirá ao BC avaliar melhor informações como renda, nível de endividamento, histórico, dados cadastrais, modalidade de empréstimo e juros e localizar discrepâncias. O volume de informações monitorado pelo departamento de fiscalização vai se multiplicar por dez, segundo apurou o jornal Folha de S. Paulo;</li>
<li>O aumento nas taxas básicas de juros costuma ser seguido de avaliações nos prazos máximos dos financiamentos conseguidos e da necessidade dos bancos em <a title="Leia mais sobre compulsórios" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,aumento-do-compulsorio-ja-tirou-r-78-bi-da-economia,59215,0.htm" target="_blank">manter reservas maiores (compulsórios)</a>.</li>
</ul>
<p><strong>Então não é bolha, mas crescimento?</strong><br />
Diante da situação exposta e da realidade dos fatos, sou da corrente que acredita que o momento presente está muito mais para um reflexo das mudanças sociais e econômicas de nossa população que para um movimento irracional de consumo. Observo com as devidas ressalvas, é claro, principalmente porque problemas decorrentes de avanços no crédito foram sentidos recentemente em outros países.</p>
<p>Se ainda não estamos em uma bolha, é preciso que cuidados continuem sendo tomados para que esta não seja a realidade do amanhã. Se as medidas tomadas serão suficientes para conter uma eventual formação de bolha, só o tempo dirá. É importante ficar de olho e torcer para que, nas conversas e decisões de nossos representantes, crescimento sustentável também seja sinônimo de crescimento saudável.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>As verdades, os perigos e os mitos sobre a dívida externa brasileira</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/07/04/as-verdades-os-perigos-e-os-mitos-da-divida-externa-brasileira/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 19:49:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A dívida externa brasileira está em níveis perigosos? Conheça a história da dívida externa, um pouco sobre FMI, reservas internacionais e economia brasileira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="As verdades, os perigos e os mitos da dívida externa brasileira" src="http://dinheirama.com/files/2011/07/dinheirama_verdades_perigos_mitos_divida_externa_brasileira.jpg" alt="As verdades, os perigos e os mitos da dívida externa brasileira" hspace="2" vspace="2" align="left" />Guga</strong> comenta: <em>&#8220;Navarro, ontem escutei meus pais conversando sobre a dívida externa brasileira e seu montante. Parece que leram em algum jornal que a dívida continua crescendo e está em patamares considerados elevados. Gostaria de entender melhor o que é exatamente a dívida externa e se devemos mesmo nos preocupar com o nível em que ela se encontra atualmente. O que a dívida externa representa? Por que senti nos meus pais um ar de preocupação? Obrigado&#8221;</em>.</p>
<p>Há muito que o termo dívida externa é destaque em nosso cotidiano econômico. Mais do que isso, há uma geração que vê no termo &#8220;dívida externa&#8221; um sinônimo de encrenca. Questione seus amigos, familiares e parentes com algo tipo <em>&#8220;O que a dívida externa representa?&#8221;</em> e veja as reações: &#8220;FMI&#8221;, &#8220;roubo&#8221;, &#8220;calote&#8221;, &#8220;moratória&#8221; e &#8220;Sarney&#8221; serão algumas respostas comuns.</p>
<p>Abordarei neste texto o básico sobre a dívida externa, sua definição, um pouco de sua história e aproveitarei para comentar os dados divulgados recentemente sobre sua crescente alta. A ideia é completar o excelente artigo de <strong>Ricardo Pereira</strong>, aqui mesmo no <em>Dinheirama</em>, intitulado <a title="Entendendo a dívida externa brasileira" href="http://dinheirama.com/blog/2007/11/30/entendendo-a-divida-externa-brasileira/" target="_blank">&#8220;Entendendo a dívida externa brasileira&#8221;</a>. Ainda que alguns termos sejam técnicos demais, farei o possível para manter a explicação em tom simples e didático.</p>
<p><span id="more-6262"></span><strong>O que é divida externa?</strong><br />
Trata-se do montante de débitos de uma nação originados de empréstimos feitos no exterior. Estes empréstimos são feitos com bancos estrangeiros, governos de outros países ou instituições financeiras internacionais (FMI &#8211; Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial etc.). Em outras palavras, a dívida externa representa tudo aquilo que um país (em âmbito geral) deve em caráter internacional.</p>
<p><strong>Como assim, todas as dívidas internacionais do país?</strong><br />
A dívida externa contempla todos os empréstimos realizados por um país, incluindo ai as esferas de governo (federal, estadual e municipal) e setor privado. Ou seja, a dívida externa não é o valor devido pelo governo aos &#8220;gringos&#8221;, mas do país como um todo (incluindo empresas).</p>
<p><strong>Um pouco de história</strong><br />
Complementando o artigo do Ricardo, cabe citar alguns períodos históricos em que a dívida externa foi fator de destaque na economia e no noticiário especializado. Usando como fonte uma <a title="Matéria da Folha trata da dívida externa" href="http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201107030655_TRR_79803621" target="_blank">matéria recente da Folha de S. Paulo</a>, cito:</p>
<ul>
<li><strong>Ano de 1973: </strong>Auge do chamado &#8220;milagre econômico&#8221;, período marcado pela alta dos preços do petróleo. O forte desenvolvimento dos países desenvolvidos forçou a queda dos juros, deixando o dinheiro &#8220;mais barato&#8221;. Governos periféricos, Brasil inclusive, &#8220;aproveitaram&#8221; para se endividar no exterior. A dívida era de US$ 14,9 bilhões neste período;</li>
<li><strong>Ano de 1979: </strong>Momento marcado pelo segundo &#8220;choque do petróleo&#8221;. A inflação assola diversos países, que são obrigados a elevar seus juros. A dívida brasileira cresce com a alta das taxas e atinge US$ 55,8 bilhões;</li>
<li><strong>Ano de 1983:</strong> Tanto o Brasil quanto outros países assumem as dificuldades em pagar suas dívidas externas, recorrendo então ao FMI. A dívida alcançou US$ 93,7 bilhões neste período;</li>
<li><strong>Ano de 1987:</strong> O então presidente José Sarney anuncia, em rede nacional, a moratória da dívida externa brasileira. Cabe lembrar que o governo era responsável por quase 85% da dívida externa brasileira neste período, ou seja, o perfil da dívida era tal que os credores haviam emprestado majoritariamente ao governo brasileiro (e não ao setor privado). As dívidas alcançaram US$ 121,2 bilhões;</li>
<li><strong>Ano de 1994:</strong> As negociações iniciadas depois da moratória finalmente são concluídas, o que permitiu ao Brasil retomar os pagamentos aos credores e restaurar parte de sua credibilidade internacional (o que significa, na prática, oportunidade de tomar novos empréstimos). A dívida era de US$ 148,3 bilhões;</li>
<li><strong>Ano de 1999: </strong>Brasil tem que recorrer uma vez mais ao FMI e sua dívida aumenta para US$ 241,6 bilhões;</li>
<li><strong>Ano de 2005:</strong> Com a economia em ascensão, melhor gestão e ajudado pelo ótimo cenário internacional, nosso país acumula reservas em dólar e paga suas dívidas com o FMI. O Brasil passa a ser credor, ou seja, possuir mais dinheiro em reservas que o montante tomado em empréstimos. Dívida era de US$ 169,5 bilhões;</li>
<li><strong>Ano de 2011:</strong> A crise internacional trouxe uma nova onda de juros baixos &#8211; as taxas são &#8220;jogadas para baixo&#8221; a fim de aquecer a economia. O dinheiro &#8220;lá fora&#8221; ficou mais barato e uma nova onda de empréstimos no exterior acontece. A dívida atual é de US$ 284,1 bilhões, mas o Brasil continua credor (possui US$ 336 bilhões em reservas internacionais).</li>
</ul>
<p><strong>O que devemos entender a partir de tanta informação?</strong><br />
Dois aspectos são essenciais para se estabelecer o correto cenário econômico atual em torno da dívida externa brasileira:</p>
<ul>
<li><strong>Perfil da dívida.</strong> Apesar da crescente dívida externa brasileira, repare que o montante relacionado ao dinheiro emprestado diretamente ao governo caiu (e continua caindo). Em 1985, 85% do total devido era responsabilidade do governo (dos contribuintes, em essência), enquanto apenas 15% eram do setor privado. Atualmente, o percentual do Estado é de 25%, contra 75% do setor privado;</li>
<li><strong>Situação do país em relação aos empréstimos internacionais. </strong>As décadas que marcaram os problemas com a dívida externa mostravam um Brasil mal gerenciado, sem capacidade de poupar. O país não tinha como pagar sua dívida externa, já que não possuía dólares &#8220;em caixa&#8221; para essa operação. Hoje, a situação é outra: temos US$ 336 bilhões em reservas, dinheiro mais que suficiente para pagar a dívida externa, caso fosse necessário pagá-la de uma única vez.</li>
</ul>
<p><strong>Por que uma empresa brasileira pega dinheiro lá fora?</strong><br />
Porque a realidade dos juros e prazos de pagamento do empréstimo é bem diferente da encontrada no Brasil. Taxas menores e melhores condições de pagamento são fatores atraentes e que tornam melhores as margens dos produtos fabricados/comercializados por aqui (ou mesmo exportados a partir do Brasil). A contrapartida é que a dívida é em dólar &#8211; se a cotação mudar, a dívida pode ficar cara demais.</p>
<p><strong>Não há perigo em a dívida externa continuar crescendo?</strong><br />
A resposta não é tão simples. O fato de termos reservas nos dá tranquilidade, é verdade, mas o endividamento excessivo e a dependência externa trazem consigo um perigo: o quadro favorável (juros baixos, economia em crescimento, cotação do dólar e reservas em níveis inéditos) pode mudar, tornando a dívida excessivamente alta e com pagamento complicado.</p>
<p>Imagine uma eventual alta expressiva do dólar, por exemplo. Se o cenário mudar e as dívidas ficarem elevadas, as empresas com empréstimos lá fora terão que reajustar seus preços e condições de venda/produção, atrapalhando seu crescimento (e do país em geral). Seus produtos não serão mais tão competitivos e seu custo de produção pressionará suas margens &#8211; a gestão privada se complica.</p>
<p><strong>Conclusões</strong><br />
Cabe ressaltar que este artigo retrata <strong>minha opinião</strong>. Considerando o perfil da atual dívida externa brasileira e nossa situação econômica, não acredito que os atuais níveis de endividamento sejam danosos (ou mesmo perigosos). Faça as corretas interpretações: isso significa que estou no grupo dos conservadores. As coisas vão bem, mas o ritmo de alta da dívida externa precisa ser controlado de perto. A discussão sobre o nível da dívida externa pode se transformar em um bate boca sem fim, por isso prefiro a visão histórica e relativizada (como a que apresentei aqui). Sua conclusão é o que interessa.</p>
<p>Medidas como o recente aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) dão mostra de que o governo está prestando atenção no tema. Depois de conviver com sérios problemas em decorrência da irresponsabilidade com o dinheiro público, fica fácil entender porque a dívida externa costuma causar calafrios em muitos lares brasileiros. Parece que aprendemos a lição. Tomara.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Empréstimo em família? Melhor não comprometer as relações!</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Jan 2011 18:05:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernadette Vilhena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pedagogia Econômica]]></category>
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		<description><![CDATA[Pegar dinheiro emprestado de parentes pode representar um alívio imediato para as finanças e o bolso, mas complicar as relações familiares. Dinheiro emprestado pode arruinar a família!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Empréstimo em família? Melhor não comprometer as relações!" src="http://dinheirama.com/files/2011/01/dinheirama_emprestar_dinheiro_familia_cuidado.jpg" alt="Empréstimo em família? Melhor não comprometer as relações!" hspace="2" vspace="2" align="left" />De repente, seu filho ganha uma bolsa de estudos no exterior. Todos se animam com a grande oportunidade para a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y2FycmVpcmFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">carreira<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e com a possibilidade do evento aumentar o grau de empregabilidade do jovem profissional. Mas&#8230; e as despesas com passagens, hospedagem, alimentação e outros custos embutidos nesse pacote? A família se reúne e as opções parecem ser um empréstimo bancário ou a venda do carro. Acabam decidindo pedir emprestado a quantia necessária para “aquele parente rico”!</p>
<p>O caso citado aconteceu com um amigo e me levou a pensar sobre essa delicada relação empréstimo x família. Já ouviu ou presenciou histórias deste tipo? Provavelmente sim. Emprestar do parente: será mesmo a melhor opção? Será que o relacionamento familiar fica comprometido com esse tipo de negócio? Será que vale a pena enfrentar a possibilidade de afastamento diante de quem tanto gostamos?</p>
<p>As histórias que conheço não são muito animadoras e acabaram arranhando as relações familiares. Essa questão, aparentemente simples, traz consigo alguns elementos intrínsecos em seu centro: o ciúme, a crítica, o arrependimento, as comparações e muita insegurança. É preciso estar atento a eles e agir com cautela.</p>
<p><span id="more-5564"></span>A grande questão é que quando pensamos em pegar dinheiro emprestado de um parente ou um amigo acabamos não deixando claras algumas questões. Os acordos são, na grande maioria das vezes, verbais.</p>
<ul>
<li><strong>Aparências enganam.</strong> Será que a pessoa tem o capital disponível para me emprestar?</li>
<li><strong>Forma de pagamento e juros.</strong> Quanto poderei pagar por mês, quando começarei a pagar e qual a taxa de juros?</li>
<li><strong>As reações.</strong> Caso a resposta for negativa, ficarei magoado, acharei injusto ou normal? Estou disposto a seguir com o mesmo tratamento diante da pessoa ou associarei sua resposta às minhas expectativas quanto ao nosso relacionamento?</li>
<li><strong>Necessidade real. </strong>Preciso mesmo fazer esse empréstimo ou posso adiar meus planos e juntar a o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y2FwaXRhbF8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-52">capital<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> necessário? Não existem outras opções, ainda que um pouco mais caras/complicadas, mas que poupem o desgaste emocional e a deterioração das relações?</li>
</ul>
<p>Nesses momentos é preciso ter maturidade e tranquilidade. Vale aquele ditado “amigos, amigos, negócios a parte”. Parece frio? Pois acredito que esse pensamento pode deixar a negociação mais realista, objetiva e onde ela merece estar: no plano das contas, da realidade do seu padrão de vida. Afinal, sempre aparece aquele pensamento <em>“Trocou a cortina da sala, mas ainda não me pagou&#8230;”</em> ou algo do tipo.</p>
<p>Esse comportamento costuma estar presente, mesmo que inconscientemente, na mente dos credores. O pensamento passa a ter relação com o lado pessoal. Algo como <em>“Não saldou a dívida e fica usando o dinheiro com outras coisas. Se o dinheiro fosse do banco, o nome já estaria protestado, coisa e tal”</em>. Pois é. Vale voltar às questões presentes alguns parágrafos acima.</p>
<p><strong>O fato é que toda dependência financeira gera falta de liberdade e, muitas vezes, efeitos colaterais nocivos nos aspectos social e emocional</strong>. Quando falamos de relações familiares, esse vínculo fica ainda mais forte.</p>
<p>Se o empréstimo familiar for mesmo a opção desejada, o conselho dos especialistas é fazer a negociação com transparência em relação às datas, juros e formas de pagamento para evitar qualquer prejuízo, emocional ou financeiro, para todos os envolvidos. Tenha tudo por escrito, documentado e assinado. Estabeleça um compromisso! Afinal, qualquer quantia de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Z2FuaGFyK2RpbmhlaXJvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-64">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> fica pequena perto da riqueza das relações afetivas; e isso não tem preço.</p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Bernadette Vilhena</b>.<br>

Pedagoga empresarial, consultora em diversas instâncias da prática educativa nas empresas e autora do livro "Dinheirama" (Blogbooks). Especialista em Gestão de Pessoas e estudos nas áreas de Ergologia, Gestão do Conhecimento e Educação no trabalho.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>TV Dinheirama: Emprestar seu nome e dinheiro prejudica sua vida</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/12/17/tv-dinheirama-emprestar-seu-nome-e-dinheiro-prejudica-sua-vida/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Dec 2010 17:19:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[TV Dinheirama]]></category>
		<category><![CDATA[contrato]]></category>
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		<description><![CDATA[Emprestar dinheiro para parentes e amigos pode ser sinal de problemas afetivos graves e falta de dinheiro no futuro. Emprestar seu nome pode ser ainda pior. O que fazer?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="TV Dinheirama: Emprestar seu nome e dinheiro prejudica sua vida" src="http://dinheirama.com/files/2010/12/dinheirama_tvdinheirama_emprestar_nome_dinheiro.jpg" alt="TV Dinheirama: Emprestar seu nome e dinheiro prejudica sua vida" hspace="2" vspace="2" align="left" />Emprestar dinheiro para amigos e parentes é uma prática comum entre os brasileiros, especialmente os mais pobres. Muitas vezes, o resultado da ação é a inimizade, brigas constantes e a incapacidade de reaver o dinheiro emprestado. O episódio de hoje da <strong><a title="Acesse e assista à TV Dinheirama" href="http://www.youtube.com/dinheirama" target="_blank">TV Dinheirama</a></strong> aborda a questão e abre espaço para reflexões sobre pessoas que emprestam seus nomes, cartões de crédito e afins para pessoas próximas. Outra razão para inúmeros problemas financeiros e afetivos. Como lidar com tudo isso? O assunto é importante? Assista e comente:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Vuz8-no2aDE">http://www.youtube.com/watch?v=Vuz8-no2aDE</a></p>
<p>Como leitura complementar, sugiro os artigos:</p>
<ul>
<li><a title="Será que vale a pena emprestar seu dinheiro?" href="http://dinheirama.com/blog/2009/01/09/sera-que-vale-a-pena-emprestar-seu-dinheiro/">&#8220;Será que vale a pena emprestar seu dinheiro?&#8221;</a></li>
<li><a title="Quer limpar seu nome?" href="http://dinheirama.com/blog/2007/09/24/quer-limpar-seu-nome/">&#8220;Quer limpar seu nome?&#8221;</a></li>
<li><a title="É possível conciliar tempo, dinheiro e família" href="http://dinheirama.com/blog/2010/05/05/e-possivel-conciliar-tempo-dinheiro-e-familia/">&#8220;É possível conciliar tempo, dinheiro e família?&#8221;</a></li>
</ul>
<p><strong>Importante:</strong> Lembre-se de acessar nosso canal no YouTube &#8211; <strong><a title="Acesse e assista à TV Dinheirama" href="http://www.youtube.com/dinheirama" target="_blank">www.youtube.com/dinheirama</a></strong> &#8211; e se inscrever para receber nosso material. As gravações têm caráter didático e instrutivo. As dicas dadas deverão ser usadas sob sua total responsabilidade. Vem mais por ai. Espero que gostem! Até a próxima.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Cadastro positivo: juros menores para os bons pagadores</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/12/06/cadastro-positivo-juros-menores-para-os-bons-pagadores/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 13:29:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negociação]]></category>
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		<description><![CDATA[O Senado aprovou a criação do cadastro positivo, um banco de dados com bons pagadores. Juros mais baixos, empréstimos e financiamentos mais baratos serão uma possibilidade?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Cadastro positivo: juros menores para os bons pagadores" src="http://dinheirama.com/files/2010/12/dinheirama_cadastro_positivo_bons_pagadores.jpg" alt="Cadastro positivo: juros menores para os bons pagadores" hspace="2" vspace="2" align="left" />Se você contrai um empréstimo ou financiamento e não honra as parcelas, algo óbvio acontece: seu nome vai parar no chamado cadastro negativo, ao lado de inúmeros outros devedores. A partir daí, financiar-se novamente e contrair novas dívidas fica mais complicado. E se você sustenta um financiamento sem atrasos, honrando as parcelas com disciplina, o que acontece? Nada. Essa realidade pode mudar.</p>
<p>O Senado aprovou, no dia 1º de dezembro deste ano (2010), um projeto de lei – 263/2004 – que cria o cadastro positivo, um banco de dados que reunirá financiamentos feitos nos últimos anos que não tenham registro de parcelas em atraso. Um conjunto de nomes de bons pagadores inteiramente à disposição das instituições financeiras e bancos. Para que o projeto avance ainda falta a sanção do presidente Lula.</p>
<p>Medidas semelhantes já existem em todos os países do G20, grupo das vinte maiores <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFzXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-56">economias<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> do mundo. Mesmo Rússia, Índica e China, economias emergentes que ao lado do Brasil compõem o chamado Bric, já adotam o cadastro positivo. Antes tarde do que nunca.</p>
<p><span id="more-5341"></span><strong>Pagar em dia significará pagar menos?</strong><br />
Parece razoável pensar que os empréstimos para os bons pagadores passarão por revisão nos juros e valores. Os registros de pagamento dos clientes serão também explorados na hora da compra. Nos EUA, as pessoas físicas e as empresas têm uma espécie de nota de crédito que determina descontos, juros e características do empréstimo. É o chamado <em><a title="Entenda o Credit Score" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Credit_score" target="_blank">Credit Score</a></em>. Bons pagadores pagam menos e têm mais prazo.</p>
<p>É o clássico <em>trade-off</em> nas finanças do crédito: com histórico positivo (uma espécie de garantia), o perfil do consumidor se altera e as chances de o banco receber aumentam muito. Inadimplência baixa significa custos operacionais mais baixos. Com menos <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cmlzY29fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-52">risco<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> atrelado ao empréstimo, a instituição cobra menos. Ganha menos (ainda vai ser muito), mas quase não vê inadimplência.</p>
<p>A medida é interessante, mas ainda carece de esclarecimentos:</p>
<ul>
<li>Como ficará a regulamentação? O projeto não tem uma data específica para entrar em vigor e ainda não detalha questões de privacidade relacionadas às informações dos consumidores.</li>
<li>Que tipos de empresas poderão fornecer dados para compor a análise de crédito? Setor imobiliário, serviços financeiros, varejo, quais serão as bases para o banco de dados do cadastro positivo?</li>
<li>Bons pagadores de serviços básicos (água, luz, gás etc.), mas que nunca fizeram empréstimos, terão seus dados anexados ao cadastro positivo? Como?</li>
<li>Como fica o Código de Defesa do Consumidor (CDC) se aprovado o projeto de lei do cadastro de bons pagadores? O cadastro positivo faria parte do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/QyVGM2RpZ28rZGUrRGVmZXNhK2RvK0NvbnN1bWlkb3JfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-88">CDC<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, como prevê a lei, mas não com detalhes de sua regulamentação e direitos do consumidor?</li>
</ul>
<p>As informações oferecidas até agora não respondem em detalhes às perguntas acima. O Senado optou pelo projeto de lei simplificado, que não trata da regulamentação. O projeto mais completo havia sido aprovado pela Câmara, mas está parado.</p>
<p><strong>O cadastro positivo agitaria o mercado de crédito</strong><br />
De maneira geral, o cadastro positivo é uma medida importante para economias em crescimento. Diferenciar bons e maus pagadores significa interpretar melhor os riscos nas operações, área das mais dispendiosas nas instituições financeiras. No bom português: bons pagadores deixarão de pagar a carga gerada pelos maus pagadores. Porque em finanças não há “almoço grátis”: <a title="Leia mais no G1" href="http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2010/12/lei-do-cadastro-positivo-promete-proteger-os-bons-pagadores.html" target="_blank">quem paga, paga por quem não paga</a>.</p>
<p>Outro ponto a considerar é o dinamismo que passa a existir quando se confrontam dois bancos de dados tão diferentes. Quem não paga versus quem paga. O grupo que tem melhores condições de compra e portas abertas para realizar seus negócios tende a valorizar essa posição. Assim, tende a se endividar com cuidado, sempre considerando suas reais possibilidades de pagar. O outro grupo tende a querer migrar, melhorar, passar para o outro grupo.</p>
<p>Em um país com juros ao <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y29uc3VtaWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">consumidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> ainda tão altos, a medida é bem-vinda. Chegou tarde, mas em tempo para aliar-se ao crescimento econômico merecido a que temos direito. No entanto, consumidor, sociedade, empresários e órgãos de defesa do consumidor ainda precisam compreender melhor como se dará o funcionamento do cadastro positivo a ser sancionado. Estou de olho. Qualquer novidade, volto a escrever sobre o tema.</p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Portabilidade de crédito, um direito do cidadão</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/07/19/portabilidade-de-credito-um-direito-do-cidadao/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2009/07/19/portabilidade-de-credito-um-direito-do-cidadao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 02:08:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[Negociação]]></category>
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		<description><![CDATA[Larissa comenta: “Navarro, ouvi falar da possibilidade de trocarmos eventuais dívidas e empréstimos em um banco por outra linha de crédito em instituição diferente. O termo, como li, se chama ‘portabilidade de crédito’. Entendi que isso significa dar ao consumidor a chance de encontrar bancos com melhores tarifas e migrar seu empréstimo, usufruindo das novas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/07/dinheirama_portabilidade_de_credito.jpg" alt="Portabilidade de crédito, um direito do cidadão" hspace="2" vspace="2" align="left" />Larissa</strong> comenta: <em>“Navarro, ouvi falar da possibilidade de trocarmos eventuais dívidas e empréstimos em um banco por outra linha de crédito em instituição diferente. O termo, como li, se chama ‘portabilidade de crédito’. Entendi que isso significa dar ao consumidor a chance de encontrar bancos com melhores tarifas e migrar seu empréstimo, usufruindo das novas condições. Mas, não vejo ninguém falar disso. No meu banco, ninguém soube (ou quis) me informar a respeito da novidade. Aliás, é novidade? Como isso funciona? Grata”.</em></p>
<p>A questão da portabilidade de crédito, operação que consiste na possibilidade de migração de operações financeiras de clientes entre diferentes instituições bancárias, merece muita atenção. Primeiro, porque se trata de uma conquista recente da sociedade: a resolução que garante este direito foi criada há cerca de três anos para alimentar a concorrência bancária, visando taxas mais interessantes para o consumidor. Segundo, porque estamos diante de um importante instrumento de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bmVnb2NpYSVFNyVFM29fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-64">negociação<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, visto que abre-se a oportunidade de contratar serviços semelhantes a custos mais baixos.</p>
<p><strong>A portabilidade de crédito, enfim&#8230;</strong><br />
 Não raro, a maioria das pessoas com quem conversa não sabe da possibilidade de negociar taxas melhores em outros bancos e aproveitá-las para trocar sua atual linha de crédito. O assunto é novo para a população, o que nos coloca diante do primeiro problema: a desinformação. Se os consumidores não estão totalmente por dentro do assunto, espera-se que os funcionários das instituições financeiras possam ajudá-los. Infelizmente, não é o que acontece.</p>
<p><span id="more-2620"></span>Façamos bem a lição de casa. Segundo o <a title="Mais sobre a portabilidade no Banco Central" href="http://www.bcb.gov.br/pre/bc_atende/port/mudandodebanco.asp" target="_blank"><strong>Banco Central</strong></a>, a portabilidade de crédito permite que o cidadão transporte seu saldo devedor para outro banco que ofereça melhores condições contratuais que o banco original. O funcionamento, ainda segundo o BC, é simples: o cliente, após escolher a nova instituição financeira com a qual irá operar, quitará seu saldo devedor junto ao banco original com recursos transferidos eletronicamente pela nova instituição. O seu saldo devedor passará a ser devido à nova instituição escolhida, sob as condições negociadas entre ela e o cliente.</p>
<p>Atualmente, o volume de transações relativas à portabilidade ainda é muito baixo se comparado ao total de crédito atualmente disponível. No entanto, os números vêm crescendo, o que demonstra maior interesse e conhecimento por parte dos cidadãos: o total de migrações ficou em mais de 35 mil entre junho de 2008 e junho deste ano, representando cerca de R$ 175 milhões. Número expressivo, mas ainda pequeno em relação ao total emprestado pelo sistema financeiro no mesmo período, R$ 1,2 trilhão.</p>
<p><strong>Os detalhes da portabilidade merecem atenção!</strong><br />
 A idéia de trocar de banco ao encontrar uma linha de crédito mais acessível é sedutora e deve ser considerada, mas os cuidados com a negociação e a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWF0ZW0lRTF0aWNhK2ZpbmFuY2VpcmFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-76">matemática financeira<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> não podem ser deixados de lado: a burocracia, o acesso à informação e os custos merecem atenção. Diversos empréstimos e financiamentos possuem tarifas para liquidação antecipada. Isso significa que ao solicitar a mudança de banco, você terá que quitar o débito atual com o dinheiro da nova instituição e isso custará algum valor – devidamente mencionado no contrato.</p>
<p>Confira algumas dicas para lidar com a portabilidade de crédito:</p>
<p><strong>1. Pesquise em outras instituições novas ofertas de crédito semelhantes à que você possui atualmente e levante detalhes de seus contratos.</strong> Se possível, converse com o gerente fazendo-o uma visita. No seu banco atual, reveja as condições de quitação antecipada e faça as contas. Em muitos casos, a portabilidade é desejada e aconselhável, mas só tome a decisão de mudar com os números em mãos. É importante frisar que não pode haver cobrança de taxas para a transferência do capital entre as instituições;</p>
<p><strong>2. Preste atenção à burocracia necessária para a migração.</strong> Casos como o do financiamento imobiliário, que exige reapresentação de documentos para obter o crédito na nova instituição, devem ser analisados com atenção redobrada. Isso pode significar ter que obter novas certidões, arcar com taxas de abertura de crédito etc. Importe-se com o contrato e as condições do empréstimo;</p>
<p><strong>3. Considere a portabilidade a partir de agora. </strong>O brasileiro tende a criar raízes com muita facilidade, o que muitas vezes o inibe de buscar novas alternativas mais interessantes para o seu bolso. Pesquisar novas tarifas, fazer as contas e avaliar a opção de mudar de banco pode tornar menor sua dívida. O alerta vem de <strong>Alexandre Chaia</strong>, professor do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa):</p>
<blockquote><p>“Muitas vezes, o cliente tem um histórico de operações com a instituição e prefere continuar onde está. Mas a facilidade com que ele agora pode sair de um banco abriu espaço para que sente à mesa para buscar melhores condições de negociação” (<a title="Jornal Valor Econômico" href="http://www.valoronline.com.br" target="_blank"><strong>Valor Econômico</strong></a>, 25/06/2009)</p></blockquote>
<p><strong>4. Insista.</strong> Agora que você conhece melhor os detalhes da portabilidade de crédito, sabe de seus direitos de migrar para novas instituições. O problema é que ao falar sobre isso com seu atual gerente, este pode ser sincero e dizer que não conhece os detalhes deste tipo operação ou ainda tentar dissuadi-lo da idéia. São poucos os bancos preparados e dispostos a auxiliar seus clientes neste sentido.</p>
<p>Sua tarefa é chegar bem informado e determinado à mesa do responsável e conversar com franqueza, afinal você quer o melhor para seu <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZmFsYXIrZGluaGVpcm9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-64">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Caso as explicações continuem vagas ou pouco eficientes para a efetiva mudança, exerça seu direito e entre em contato com a central de atendimento do Banco Central pelo telefone <strong>0800-9792345</strong> ou por meio do formulário disponível em <a title="Fale com o Banco Central" href="http://www.bcb.gov.br/?faleconosco" target="_blank">www.bcb.gov.br/?faleconosco</a>. Afinal, o banco é obrigado a auxiliá-lo. Ser um cidadão completo é exercer seus direitos com responsabilidade. Até a próxima.</p>
<p>&#8212;&#8212;<strong><br />
Conrado Navarro</strong>, educador financeiro, tem MBA em Finanças e é mestrando em Produção (Economia e Finanças) pela <a title="Conheça a UNIFEI" href="http://www.unifei.edu.br" target="_blank">UNIFEI</a>. Sócio-fundador do <em>Dinheirama</em>, autor do livro <a title="Compre o livro do Navarro!" href="http://www.novatec.com.br/livros/vamosfalardinheiro/" target="_blank">&#8220;Vamos falar de dinheiro?&#8221;</a> (Novatec),  Navarro atingiu sua independência financeira antes dos 30 anos e adora motivar seus amigos e leitores a encarar o mesmo desafio. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente.</p>
<ul>
<li><a title="Quem é Conrado Navarro?" href="http://dinheirama.com/blog/sobre">Quem é Conrado Navarro?</a></li>
<li><a title="Leia todos os artigos do Navarro" href="http://dinheirama.com/blog/author/navarro/">Leia todos os artigos do Navarro</a></li>
</ul>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Os desafios da Selic em 10,25% ao ano</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/04/30/os-desafios-da-selic-em-1025-ao-ano/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 13:03:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os juros da taxa básica de juros, conhecida como Selic, caíram um ponto percentual ontem, em decisão do Copom (Comitê de Política Monetária). A taxa Selic passa agora para 10,25% ao ano.  A verdade é que o corte já era esperado pela grande maioria dos analistas e economistas, que inclusive já projetavam a queda no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2258" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/dinheirama_selic_juros_baixos.jpg" alt="Os desafios da Selic em 10,25% ao ano" hspace="2" vspace="2" align="left" />Os juros da taxa básica de juros, conhecida como Selic, caíram um ponto percentual ontem, em decisão do Copom (Comitê de Política Monetária). A taxa Selic passa agora para 10,25% ao ano.  A verdade é que o corte já era esperado pela grande maioria dos analistas e economistas, que inclusive já projetavam a queda no ranking de juros reais – agora <a title="Brasil já não lidera em juros reais - Estadão" href="http://www.estadao.com.br/noticias/economia,brasil-ja-nao-lidera-em-juros-reais,363333,0.htm" target="_blank">o Brasil não é mais o líder neste bizarro quesito</a>.</p>
<p><strong>O que de fato mudará com o corte atual da Selic?</strong><br />
A primeira grande verdade que ficará evidente é que a economia real demorará ao menos alguns meses para notar o efeito do corte. O efeito instantâneo e mais positivo se dá pelo efeito moral e a queda no patamar dos juros cobrados no crédito ao consumidor. Juros baixos representam crédito mais barato, o que leva os consumidores as lojas e faz a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> girar. E é exatamente esta a intenção. Em suma, o consumidor terá acesso ao crédito ligeiramente mais barato, assim como as empresas.</p>
<p><strong>10,25%: Menor taxa da história</strong><br />
 A preocupação do governo em viver um período de PIB negativo a pouco mais de um ano das eleições também parece influenciar positivamente para a queda da taxa Selic, o que, de quebra, passa a impressão de um viés mais desenvolvimentista por parte dos financistas de carteirinha que formam a direção do Banco Central. Pensar o crescimento do país oferecendo condições mais baratas de transferência de capital é importante, mas a tendência precisa ser mantida.</p>
<p><span id="more-2254"></span>É bem verdade que os tempos são outros se comparados ao longo dos quase sete anos desse governo; e, justamente por isso, os cortes são tidos como única saída para uma economia que tenta se manter aquecida. A figura abaixo traz um resumo da evolução da taxa Selic ao longo dos últimos anos:</p>
<p><img style="float: none" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/dinheirama_grafico_evolucao_selic.jpg" alt="Evolução da taxa Selic" /></p>
<p>Dados de desemprego também reforçam a convicção de toda a sociedade na necessidade de uma economia mais dinâmica e com juros “humanizados”. Afinal, pensar a economia voltando-se para a população é ato comum em épocas de crise e não existe nada mais desumano do que o desemprego e o mundo sem expectativas de recuperação no curto prazo.</p>
<p><strong>Preocupação real com a rentabilidade dos investimentos e inflação</strong><br />
 A taxa básica caindo faz com que os <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aXJfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> atrelados ao CDI tenham também uma perda de rentabilidade. O retorno mais baixo também será característica do Tesouro Direto. Essa queda pode representar a necessidade de modificações na caderneta de poupança, que passará nesse contexto a ser ainda mais atraente se comparada à renda fixa e fundos de investimento conservadores com taxas de administração maiores que 1%.</p>
<p>Juros menores também são reflexos de uma inflação controlada. A expectativa de retomada da inflação um ano atrás levou ao último grande repique de alta nos juros (veja o gráfico). Naquela época, a preocupação de que os países em desenvolvimento tinham levado mais pessoas à mesa, de certa forma diminuindo a oferta de alimentos, transformou o país em uma bomba relógio de preços altos &#8211; e ai aumentou-se de tudo: juros, commodities etc. Hoje, passado um ano, a inflação alta parece “brincadeira” perto dos problemas causados pela recessão mundial.</p>
<p><strong>Próximo desafio: crescimento econômico</strong><br />
Com o inicio da crise, a maioria dos países buscou opções para a recessão e ao desemprego. Muitos, sem sucesso (leia-se países ricos). O revés deveu-se justamente ao grau de envolvimento de suas grandes empresas de capital, bancos e todo um sistema financeiro sem regulação e pudores.</p>
<p>Mesmo agindo com trilhões de dólares para oxigenar a economia, a crise se manteve e a recessão não deu trégua. Aqui, ficamos parados esperando a “marolinha” e, quando nos demos conta, fomos acordados por um tsunami de proporções históricas. Não trata-se de desmoralizar o governo, mas de pensar sua atuação.</p>
<ul>
<li>Por que nossas autoridades monetárias demoraram tanto tempo para tomar medidas que realmente trazem impacto real na cadeia produtiva?</li>
<li>Por que mantiveram os juros básicos tão altos, e por tanto tempo?</li>
</ul>
<p>Certamente, hoje é possível perceber que a possibilidade de crescimento negativo e o desemprego poderiam ter sido muito mais amenizados. Sem falar em um dos principais <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZGVzYWZpb3NfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">desafios<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> para o governo, a redução do abusivo spread bancário. Mas, economia não é fácil; complicá-la, no entanto, parece ser. Decisões que parecem simples depois, nem sempre o são quando é hora de levá-las adiante. Enfim, que os juros baixos venham para ficar!</p>
<p>&#8212;&#8212;<strong><br />
Ricardo Pereira </strong>é educador financeiro e palestrante, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do <em>Dinheirama</em>.</p>
<p>▪ <a title="Perfil de Ricardo Pereira" href="http://dinheirama.com/blog/ricardo">Quem é Ricardo Pereira?</a><br />
▪ <a title="Acesse todos os artigos escritos por Ricardo Pereira" href="http://dinheirama.com/blog/author/ricardo%20pereira">Leia todos os artigos escritos por Ricardo</a></p>
<p>Crédito da foto para <a title="Foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu/" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Os bancos e suas campanhas de educação financeira</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/03/16/os-bancos-e-suas-campanhas-de-educacao-financeira/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2009/03/16/os-bancos-e-suas-campanhas-de-educacao-financeira/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 14:17:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem foi o Dia Mundial do Consumidor. Como era de se esperar, muitos consumidores &#8220;celebraram&#8221; a data consumindo, usando seus cartões de crédito, dinheiro e outros recursos. Menos que em outras ocasiões, é verdade, mas ainda assim de forma insistente e terrivelmente prazerosa. Afinal, quem não gosta de gastar dinheiro com traquitanas e desejos pessoais? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2046" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/dinheirama_dinheiro_banco_educacao_financeira.jpg" alt="Os bancos e suas campanhas de educação financeira" hspace="2" vspace="2" align="left" />Ontem foi o <a title="15 de Março - Dia Internacional do Consumidor - MeioBit" href="http://meiobit.pop.com.br/meio-bit/anuncios/15-de-marco-dia-internacional-do-consumidor" target="_blank">Dia Mundial do Consumidor</a>. Como era de se esperar, muitos consumidores &#8220;celebraram&#8221; a data consumindo, usando seus cartões de crédito, dinheiro e outros recursos. Menos que em outras ocasiões, é verdade, mas ainda assim de forma insistente e terrivelmente prazerosa. Afinal, quem não gosta de gastar dinheiro com traquitanas e desejos pessoais? Pois é, apesar das inúmeras demissões e da expectativa de crescimento nulo da economia brasileira em 2009, ainda há espaço para o consumo &#8211; e entra em cena a figura da instituição financeira (vulgo banco), que oferece crédito facilitado e valoriza sua função de &#8220;facilitar&#8221; a realização de sonhos.</p>
<p>O grande banco laranja, agora maior ainda depois de engolir o banco azul, lançou uma campanha para comemorar o dia 15 de março. A dica de ontem foi a seguinte: <em>&#8220;se todo mês você entra no cheque especial, opte por fazer um empréstimo pessoal parcelado, que tem taxa de juros mais baixa&#8221;</em>. A afirmação é válida e correta, mas não é totalmente útil. Os juros são mais baixos no empréstimo pessoal, mas será essa a saída para o cidadão que usa o cheque especial de forma irresponsável?</p>
<p>A reflexão não tem caráter depreciativo, afinal trata-se de uma campanha publicitária. Aliás, de uns tempos para cá é comum notar diversos materiais sobre educação financeira sendo criados e patrocinados por grandes bancos brasileiros. Cartilhas, campanhas publicitárias (on e off-line), material para download, palestras com consultores renomados, simuladores e planilhas são alguns exemplos facilmente encontrados em agências e sites de bancos na Internet.</p>
<ul>
<li>Qual será o resultado efetivo destas ações?</li>
<li>Será que os bancos estão investindo em campanhas de educação financeira para incentivar as pessoas a reduzirem seu grau de endividamento e alcançarem a independência financeira? Ou será que é para recuperar prestígio e diminuir o crescente número de inadimplentes? Todas as alternativas?</li>
<li>Como a população reage aos estímulos deste tipo vindos de grandes interessados em sustentar altos spreads e cobrar caro pelo dinheiro?</li>
</ul>
<p><span id="more-2044"></span>São simples perguntas, mas para as quais não tenho resposta. E são um pouco tendenciosas, é claro, afinal nasci e vou morrer desconfiado &#8211; sou mineiro, nunca se esqueça. Mas meu objetivo não é falar mal dos bancos ou de suas atitudes, e sim questioná-las sobre o ponto de vista de quem encontra diariamente casos de pessoas com reclamações sobre seus serviços, tarifas e taxas de juros. Curiosamente, <a title="Veja os campeões de reclamação - Via UOL" href="http://economia.uol.com.br/ultnot/2009/03/13/ult4294u2352.jhtm" target="_blank">uma lista com os líderes em reclamações no Procon</a> foi publicada no UOL esta semana e alguns bancos figuram entre os mais citados pelos consumidores.</p>
<p>Mas, é verdade, a culpa é de quem optou por aderir ao produto e concordou com os termos do contrato apresentado quando do empréstimo. Pior, a culpa é da família que simplesmente usa o cheque especial como parte das receitas mensais. Assim aprendemos aqui. Sim, tudo isso é verdade, o que nos leva de volta às perguntas: será que nossos bancos têm genuíno interesse em acabar com estas decisões equivocadas? Como responsável que sou, acredito que sim. A resposta exata, no entanto, deixo para quem quiser se arriscar.</p>
<p>Penso que gente equilibrada e com capacidade de investir fará do país um lugar melhor para se viver, uma nação mais desenvolvida e com inúmeras possibilidades de negócios para os bancos. Mais empresas, mais serviços e mais crescimento. Tudo bem, mas esbarramos em outra questão: como fica a concentração bancária? Basta constatar que as economias e planos financeiros do país estão alocados em pouquíssimos bancos, especialmente se compararmos o Brasil aos países desenvolvidos.</p>
<p>Eis que somos assolados pela grande dúvida que colocou em cheque o sistema financeiro dos &#8220;grandes países&#8221;: valorizamos a livre concorrência e o surgimento de inúmeros bancos, em um sistema menos desregulado e com maior competitividade ou continuamos com um sistema bancário muito mais rígido e controlado, porém centralizado? A resposta não é trivial e, como sempre, o ideal é buscar o equilíbrio, o meio termo. Mas qual o exemplo de meio termo? Como interpretar os sinais de nossa evolução bancária?</p>
<p>Perguntas e mais perguntas. Será que existirá meio termo se a população continuar gastando além de suas posses, apelando para o crédito fácil? Mais bancos, com competição acirrada e taxas menores farão a população consumir ainda mais, esquecendo de vez da necessidade de planejamento? Mais dúvidas, poucas respostas. As saídas não parecem simples e o ciclo parece fadado a continuar como está, mas nossa luta continua: educação financeira sempre.</p>
<p>Confira as ofertas imperdíveis de livros de finanças pessoais, administração e negócios no Submarino [<a title="Confira algumas ofertas de livros no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/menu/1061/?franq=247523" target="_blank">clique aqui</a>].</p>
<p>&#8212;&#8212;<br />
<strong>Conrado Navarro</strong>, educador financeiro, formado em Computação com MBA em Finanças e mestrando em Produção, Economia e Finanças pela <a title="Conheça a UNIFEI" href="http://www.unifei.edu.br" target="_blank">UNIFEI</a>, é sócio-fundador do <em>Dinheirama</em>. Atingiu sua independência financeira antes dos 30 anos e adora motivar seus amigos e leitores a encarar o mesmo desafio. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente.</p>
<ul>
<li><a title="Quem é Conrado Navarro?" href="http://dinheirama.com/blog/sobre">Quem é Conrado Navarro?</a></li>
<li><a title="Leia todos os artigos do Navarro" href="http://dinheirama.com/blog/author/navarro/">Leia todos os artigos do Navarro</a></li>
</ul>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Bolhas imobiliárias e a recente história do Japão</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 17:55:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2008/12/dinheirama_bolha_imobiliaria_japao.jpg" alt="Bolhas imobiliárias e a recente história do Japão" hspace="2" vspace="2" align="left" />Vivemos tempos difíceis. A cada notícia vinda dos Estados Unidos ficamos mais estupefatos com a crise desencadeada nos mercados imobiliários daquele país. Mesmo que uma maioria não compreenda o que está ocorrendo, o tema assusta. Os líderes, assim como os mercados mundiais, mostram-se surpresos com a aparente irresponsabilidade das agências de crédito imobiliário americanas. Aqui no Brasil diz-se que nós, brasileiros, temos memória curta e, sendo assim, somos condenados a repetir os erros do passado.</p>
<p>É verdade que as recordações do passado recente do mercado imobiliário mundial foram cirurgicamente “deletadas” das cabeças de nossos líderes. Mas não trata-se de um privilégio de nosso povo. Basta lembrar que outro país, tão relevante quanto os Estados Unidos, já enfrentou uma crise muito parecida com a do subprime.</p>
<p>Pois é, como vamos mostrar nesse artigo, a especulação imobiliária não foi uma “invenção” americana. O Japão viveu momentos delicadíssimos em sua <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:economia+finan%E7as/format:box">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, algo que parece não ter sido levado em conta no aprendizado do sistema financeiro global. Vamos entender melhor tudo isso?</p>
<p><span id="more-1495"></span><strong>A experiência do Japão</strong><br />
 A trama japonesa consegue ser ainda mais complexa do que a americana. Ela envolve:</p>
<ul>
<li>Desregulamentação gradual dos controles financeiros;</li>
<li>Volumosos empréstimos japoneses no exterior e do exterior para o Japão;</li>
<li>Problemas com os mercados compradores – o Japão exportava sua produção para outros países asiáticos. Com as crises cambiais de 97, as vendas caíram, houve paralisia de investimentos e a inflação de empréstimos se transformou numa imensa montanha de créditos incobráveis;</li>
<li>Uma taxa de câmbio que valorizava o iene &#8211; que foi de 260 por dólar em 1982 para 80, até recuar próximo aos 100;</li>
<li>Um esforço das autoridades monetárias japonesas para cooperar com o G-7 para baixar a taxa de juros em meados de 1980, como estímulo à recuperação mundial;</li>
<li>Uma espécie de endividamento em pirâmide &#8211; onde as empresas japonesas se endividavam com o bancos, que por sua vez buscavam recursos com o Banco do Japão, que recebia orientação do Ministério das Finanças;</li>
<li>A presença maciça do estado japonês na economia – que acabou gerando a criação de uma espécie de “corrupção estrutural” derivada da estreita relação entre a cúpula do poder político e os grandes grupos industriais e financeiros;</li>
<li>E até mesmo a participação do crime organizado &#8211; o desenvolvimento da economia especulativa abrigou a expansão das redes mafiosas, onde se entrelaçavam gângsteres, especuladores, políticos e empresários em negócios imobiliários, contratos públicos, “proteção” e espionagem industrial.</li>
</ul>
<p>Como sabemos, as crises estão sempre associadas aos auges dos ciclos econômicos, geralmente marcados pelo excesso de liquidez e crescimento do <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:mercado+de+a%E7%F5es/format:box">mercado de capitais<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. No Japão, não foi diferente: a economia japonesa viveu um boom no final da década de 1950 e durante a década de 1960:</p>
<ul>
<li>As exportações flutuaram, mas cresceram;</li>
<li>Os investimentos e a poupança estavam altos;</li>
<li>A utilização de tecnologia, a inovação e a invenção eram pungentes;</li>
<li>O índice Nikkei (da <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:bolsa+de+valores/format:box">bolsa de valores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> japonesa), que teve início com 100 em maio de 1949, já estava em 5.000 no começo da década de 1970, e em 10.000 em 1984. O volume de ações negociadas foi de 120 bilhões de ações em 1983 para 280 bilhões em 1989.</li>
</ul>
<p>Com todo esse otimismo, o mercado imobiliário não poderia ficar para trás: um índice de preços para imóveis residenciais de seis grandes cidades, que começou com 100 em 1955, atingiu 4.100 em meados de 1970, 5.800 por volta de 1980, atingindo o pico de 20.600 em 1989.</p>
<p>Em 1991, o valor somado dos imóveis do Japão atingiu 18 trilhões de dólares, quatro vezes o preço de todos os prédios e casas dos Estados Unidos na época. Apenas o terreno do Palácio Imperial, em Tóquio, valia mais que todas as casas e prédios da Califórnia juntos.</p>
<p><strong>O crash era inevitável</strong><br />
Ele teve início em janeiro de 1990, quando foi revelada uma série de escândalos envolvendo empréstimos de grandes bancos para clientes favorecidos, implicando em sérias perdas que haviam sido ocultadas por uma contabilidade fantasiosa. Os preços dos imóveis ficaram nivelados quando o índices Nikkei caiu, começando mais tarde um lento movimento de queda, em grande parte devido à paralisação das operações naquele mercado.</p>
<p>Na imprensa eram divulgados diariamente relatos de perdas relativas aos maus empréstimos realizados por bancos e instituições financeiras japonesas &#8211; em sua maioria operações imobiliárias que atingiram aproximadamente 550 bilhões de dólares. Empresas comerciais e industriais faliram numa média de 1.000 por mês.</p>
<p>Três grandes uniões de crédito tiveram que ser salvas pelo governo e acreditava-se, na época, que apenas alguns poucos bancos não tinham crédito “podres” em suas carteiras. O resultado disso foi que o Japão entrou num longo período de estagnação econômica &#8211; que se estende até hoje.</p>
<p>Portanto, cabe novamente ressaltar que o fenômeno das bolhas imobiliárias não é novo e nem foi inventado ontem. E, já que as lições da crise japonesa não foram aprendidas, a história econômica nos dá mais uma oportunidade. Resta saber o que faremos com ela: estudá-la ou simplesmente esquecê-la.</p>
<p>&#8212;&#8212;<br />
<strong>Alexsandro R. Bonatto</strong>, economista e com MBA em Gestão Empresarial, é professor universitário, instrutor e sócio da <a title="Conheça a Ventura Corporate" href="http://www.venturacorporate.com.br" target="_blank">Ventura Corporate</a>, empresa de treinamentos corporativos. Tem mais de 13 anos de experiência no mercado de crédito.</p>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Alexsandro Rebello Bonatto</b>.<br>

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