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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; endividamento</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; endividamento</title>
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		<title>Três coisas que seu consultor financeiro nunca disse sobre estar endividado</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/03/15/tres-coisas-que-seu-consultor-financeiro-nunca-disse-sobre-estar-endividado/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 19:54:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo R. Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
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		<description><![CDATA[Como lidar com o endividamento quando o problema não é gastar mal o que ganhamos, mas a baixa renda mensal? Planejamento e atitude podem resolver?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Três coisas que seu consultor financeiro nunca disse sobre estar endividado" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/03/dinheirama_post_tres_coisas_que_seu_consultor_financeiro_nunca_disse_estar_endividado.jpg" alt="Três coisas que seu consultor financeiro nunca disse sobre estar endividado" align="left" hspace="2" vspace="2" />Eu tenho estudado bastante educação financeira já faz uns dois anos. Depois de ler o famoso livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/136822/pai+rico+pai+pobre?franq=247523" target="_blank">&#8220;Pai Rico, Pai Pobre&#8221;</a>, do Robert Kiyosaki, assumi que o lema para minha vida seria &#8220;fazer o dinheiro trabalhar para mim&#8221;.</p>
<p>Paralelamente, tenho estudado também maneiras possíveis de <a title="Livre-se das dívidas" href="http://dinheirama.com/blog/2010/04/22/endividados-tambem-podem-alcancar-a-independencia-financeira/" target="_blank">sair das dívidas</a>, pois eu mesmo passei por essa situação. Sim, eu fiz uns investimentos de risco e ganhei muita experiência com isso (em outras palavras, perdi dinheiro!). Por isso, estou focando em minhas finanças pessoais para buscar a <a title="Liberdade e qualidade de vida são possíveis" href="http://dinheirama.com/blog/2011/07/29/por-que-guardar-dinheiro-foco-na-qualidade-de-vida-e-liberdade/" target="_blank">liberdade em termos financeiros</a>.</p>
<p>O mais curioso nessa situação é que <strong>tenho visto a dívida do ponto de vista do endividado</strong>. Uma coisa é seu consultor financeiro te ajudar a decidir o que fazer, pois a visão de mundo dele é de uma pessoa com &#8220;as contas em dia&#8221;, equilibradas; outra é você conseguir colocar em prática todos os passos propostos, com todas as dificuldades que a restrição na renda te impõe (sair menos, corte de supérfluos etc.).</p>
<p><span id="more-7384"></span>Por isso, venho aqui destacar três pontos importantes que você provavelmente não ouviu em nenhum outro lugar sobre como estar endividado e sair do buraco.</p>
<p><strong>1. Você provavelmente está ganhando menos que o necessário</strong><br />
Vamos dizer que você tenha cansado perder dinheiro para o banco e operadoras de cartão de crédito todo mês. Daí você decide se educar financeiramente, procura livros sobre o tema, vai a encontros, frequenta blogs e começa a colocar os conceitos em prática. Mas, por mais que você corte supérfluos e faça sacrifícios, a conta do mês nunca fecha. Parece familiar?</p>
<p>Bem, as chances são grandes de que você esteja ganhando menos que o necessário para se manter com o mínimo possível. Veja, grande parte das dicas da educação financeira são voltadas para pessoas com <strong>maus hábitos</strong> de gasto, o que deixa implícito que as pessoas ganham o suficiente, mas gastam mal.</p>
<p>Mas, quase nenhum material é voltado para pessoas que ganham menos do que precisam, pois o problema deixa de ser de educação financeira e passa a ser de educação profissional. Então, o que você pode fazer? É um tema delicado, pois envolve suas aspirações e planos de vida. Algumas ideias de coisas que você pode fazer:</p>
<ul>
<li><strong>Trabalhar horas extras.</strong> De preferência, em um ritmo pesado (várias horas por semana), mas por um tempo limitado, de modo que possa levantar uma quantia que faça grande diferença no final do mês. Aqui, a ideia-chave é que <strong>você se sacrifique por um período determinado</strong> – ou corre o risco de virar escravo do emprego e prejudicar sua saúde/qualidade de vida;</li>
<li><strong>Começar um negócio próprio nas horas vagas.</strong> Você não precisa investir dinheiro para começar o próprio negócio. Hoje, com a popularização da Internet e as várias ferramentas gratuitas de qualidade, você pode colocar um site no ar com menos de 100 reais por ano. As <a title="Faça acontecer - veja oportunidades" href="http://estrategistas.com/internet-como-plataforma-para-construir-seu-negocio/" target="_blank">possibilidades são imensas</a>: um blog sobre sua expertise, uma loja virtual, sites voltados a ganhar dinheiro com propaganda e por ai vai. Para mais informações, recomendo o livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21831226/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Vai Fundo&#8221;</a>, do Gary Vaynerchuk;</li>
<li><strong>Começar uma consultoria.</strong> Não importa em qual área você trabalhe, há sempre a possibilidade de fornecer consultoria. Quaisquer que seja sua expertise ou problemas que saiba resolver, com certeza há alguém lá fora inclinado a pagar por esse conhecimento. Aqui, o importante é ter uma grande rede de contatos e saber utilizá-la bem.</li>
</ul>
<p><strong>2. Você pode ter alcançado o limiar da miséria</strong><br />
É interessante como os conceitos mais curiosos vem de áreas de estudo que nem imaginamos. Por exemplo, em um livro sobre pôquer, o <a title="Conheça o livro na Amazon" href="http://www.amazon.com/Caros-Book-Poker-Tells-Mike/dp/1580420826/ref=sr_1_2?s=books&amp;ie=UTF8&amp;qid=1331775803&amp;sr=1-2" target="_blank">&#8220;Poker Tells&#8221;</a>, do Mike Caro (ainda sem tradução para português), ele introduz um conceito interessante: o limiar da miséria.</p>
<p>Aqui não falo de miséria como &#8220;condição financeira extremamente desfavorável&#8221;, mas em um sentido psicológico de sofrimento. Quando estamos passando por uma situação desagradável, seja falta de condicionamento físico, problemas amorosos ou mesmo dívidas financeiras, <strong>há um limite de dor que podemos suportar. Ao romper esse limite, simplesmente paramos de sentir dor; a situação para de nos incomodar</strong>.</p>
<p>O problema é que, embora a situação não nos incomode mais, ela ainda existe. Então, a partir desse momento ela continua piorando, sem controle, pois sai de nossa supervisão. Por exemplo, vamos dizer que você esteja fora de forma e a barriga comece a crescer. Ela cresce, você fica preocupado, mas não age em cima disso, pois a solução requer um esforço muito grande para você (deixar de comer bobagem, se exercitar etc.).</p>
<p>Enquanto a situação piora, você vai ficando cada vez mais preocupado. Se você não age, em determinado momento seu cérebro começa a achar que a situação não tem mais cura e &#8220;entrega os pontos&#8221;. Mesmo sabendo que existe um problema, não há mais dor, não há mais preocupação. A barriga vai continuar crescendo e você não vai mais ficar tão chateado. Complicado, não?</p>
<p>O mesmo processo pode ocorrer com suas finanças. Se você não age no problema logo, por mais sacrifício que essa ação exija, você pode alcançar seu limiar e ver a situação sair do controle facilmente. Você terá pensamentos como: <em>&#8220;Eu vou comprar isso, sim, afinal não vou conseguir pagar a dívida do banco mesmo&#8221;</em>. E ai a coisa vai &#8220;ladeira abaixo&#8221;.</p>
<p>Caso você tenha achado tudo isso familiar, agora entende por que nunca conseguiu colocar seus programas e planilhas para funcionar. A questão é que você não acreditava ser possível. Agora que você conhece esse efeito, é importante estudá-lo a fundo e identificar as situações em que ele surge para que você corte os pensamentos assim que eles aparecerem.</p>
<p><strong>3. Suas finanças podem ter se tornado seu campo cego</strong><br />
Um outro problema psicológico parecido que você pode estar enfrentando é a existência de &#8220;campos cegos&#8221; (tradução livre para “<a title="Leia mais sobre Ugh Fields" href="http://lesswrong.com/lw/21b/ugh_fields/" target="_blank">Ugh Fields</a>”).</p>
<p>Voltemos ao exemplo da pessoa com má condição física. Outro cenário possível – e mais comum do que você imagina – é a pessoa começar a dieta/tratamento, mas perceber então que esse caminho requer um sacrifício muito grande. Assim, ela termina associando dor ao processo/solução. Com o tempo, apenas ao pensar em &#8220;não comer chocolate&#8221; ou &#8220;frequentar academia&#8221;, essa pessoa sentirá dor.</p>
<p>Assim, como um mecanismo de autodefesa, o cérebro dela simplesmente ignorará o condicionamento físico, de modo a fugir da dor. Sempre que alguém falar com ela sobre isso, ela irá fugir do assunto; se ela vir algo na TV, ela mudará de canal. Haverá o surgimento de um verdadeiro ponto cego.</p>
<p>Tudo isso pode acontecer com suas finanças. Por “sair do vermelho” ser um processo difícil, o surgimento do campo cego é algo possível. Faça uma reavaliação de como você se sente em relação à situação, como tem se comportado em direção a isso nos últimos tempos e obterá algumas respostas. Para leitura adicional, você pode ir <a title="Aprofunde-se no tema" href="http://lesswrong.com/lw/21b/ugh_fields/" target="_blank">aqui</a> e <a title="Tem mais aqui, leia também" href="http://lesswrong.com/lw/2cv/defeating_ugh_fields_in_practice/" target="_blank">aqui</a> (em inglês).</p>
<p><strong>Tomara que você consiga mudar. Eu consegui!</strong><br />
Despeço-me na expectativa sincera de que essas dicas te ajudem de alguma maneira. Se forem o vetor de mudança para te tirar do vermelho, você terá feito meu dia. O importante é agir e não deixar-se dominar pelo comodismo e pela “zona de conforto”.</p>
<p>Você, que já conseguiu sair de situações difíceis, que tipo de conselho gostaria de ter recebido na época? Compartilhe-o conosco no espaço de comentários. Até mais!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Paulo R. Ribeiro</b>.<br>

Aspirante a Engenheiro, curte um bom papo e acredita que as pessoas podem mais com a vida. Escreve no site <a title="Estrategistas" href="http://www.estrategistas.com">"Estrategistas"</a> e está trilhando um caminho para se tornar Empreendedor em série. No twitter: <a title="Siga o Paulo no Twitter" href="http://twitter.com/paulorrj">@paulorrj</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Depois da farra do crédito e do consumo, quem vai pagar suas contas?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/03/06/depois-da-farra-do-credito-e-do-consumo-quem-vai-pagar-suas-contas/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 12:17:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Orçamento]]></category>
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		<description><![CDATA[A expansão do crédito e do consumo traz uma realidade inconveniente: é hora de pagar as contas. Como lidar com o endividamento e livrar-se das dívidas?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Depois da farra do crédito e do consumo, quem vai pagar suas contas?" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/03/dinheirama_post_depois_da_farra_credito_consumo_quem_vai_pagar_suas_contas.jpg" alt="Depois da farra do crédito e do consumo, quem vai pagar suas contas?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Roberta</strong> comenta: <em>“Navarro, em 2010 consegui um emprego melhor e minha renda cresceu. Aproveitei para comprar algumas coisas que desejava há algum tempo, mas acabei me deixando levar pelos apelos de consumo. Exagerei e hoje estou enrolada, com muitas dívidas e sem conseguir aproveitar a mudança profissional. Empréstimo, financiamento, tenho de tudo. Socorro!”</em>.</p>
<p>Para muitos, a compra parcelada representa a “grande sacada”: é possível comprar o produto tão esperado (normalmente caro e fora do orçamento), levá-lo imediatamente para casa e só pagá-lo “de leve”, em “suaves” prestações. Televisão nova, <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cHMzXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-48">videogame<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, geladeira, sofá, armário, moto, carro, praticamente tudo o que está a venda pode ser comprado assim.</p>
<p>Há quem diga que <em>“a única forma de nossa família ter as coisas é comprando parcelado”</em>. Antes de qualquer observação, escuto logo a justificativa <em>“não fosse assim, não teríamos compromisso com o pagamento e a construção de patrimônio”</em>. O raciocínio está em todo lugar, você deve conhecer algumas (muitas) pessoas assim.</p>
<p><span id="more-7338"></span>Que é legal poder comprar tudo que a gente quer, não tenho dúvida. Mas o que fazer quando o verbo comprar está completamente desvirtuado? Quero dizer, como agir quando dinheiro não é realmente o que se tem que ter para sair da loja com esse ou aquele produto?</p>
<p><strong>A realidade cobra seu preço!</strong><br />
Os meses de dezembro de 2011 e janeiro de 2012 foram marcados pela elevação das reservas destinadas a cobrir prejuízos com inadimplência. As chamadas provisões para créditos duvidosos cresceram em ritmo maior que o da oferta de crédito, indicando que os principais bancos temem o recente avanço da inadimplência.</p>
<p>De acordo com <a title="Leia mais" href="http://www.panoramabrasil.com.br/alta-da-provisao-afeta-margens-dos-bancos-id74900.html" target="_blank">levantamento realizado pela consultoria Austin Rating</a>, as provisões de 23 bancos de grande e médio porte cresceram 42,2% em 2011, número mais de duas vezes maior que o da expansão das carteiras destas mesmas instituições no período (19,8%).</p>
<p>Dados oficiais publicados pelo Banco Central deixam claros os motivos de preocupação: o percentual de atrasos acima de 90 dias nas prestações de empréstimos a pessoas físicas <a title="Leia mais" href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/2012/02/28/inadimplencia-do-consumidor-sobe-76-em-janeiro-deste-ano.jhtm" target="_blank">chegou a 7,6% do total em janeiro deste ano</a>, representando um avanço de 33% em relação a janeiro de 2011, quando o percentual era de 5,7%.</p>
<p>A última vez em que os índices de inadimplência chegaram a patamares semelhantes foi em dezembro de 2009, em decorrência dos reflexos da crise – sendo o desemprego o principal fator na época.</p>
<p>Observado o atual estágio econômico do país, onde o desemprego atinge níveis historicamente baixos e a renda é crescente, o problema parece ser a relação do brasileiro com a abundante oferta de crédito e as facilidades na obtenção de empréstimos e financiamentos.</p>
<p>O economista <strong>Roberto LuisTroster</strong> resumiu bem o quadro em recente entrevista ao jornal Folha de S. Paulo: <em>“Os dados de inadimplência confirmam que a dinâmica recente do crédito não é sustentável indefinidamente”</em>.</p>
<p><strong>A saída passa por assumir a culpa e lidar com suas consequências</strong><br />
Livrar-se do endividamento sempre é possível, mas requer boas doses de humildade e coragem. Humildade para reconhecer que os principais culpados pelo problema são você e as decisões que você tomou enquanto consumia sem planejamento. Coragem para enfrentar a carga de responsabilidades e consequências que a humildade colocará diante de seus olhos.</p>
<p>Tente ser pragmático e ao mesmo tempo objetivo, focando seus esforços em ações com resultados práticos, palpáveis. Só assim a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bW90aXZhJUU3JUUzb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">motivação<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> para seguir adiante será maior que a tentação de voltar ao mundo mágico (e falso) da “terapia pelo consumo”. Experimente:</p>
<ol>
<li><strong>Assumir a responsabilidade</strong>. Eu concordo que gastar é muito mais legal que poupar, mas é hora de encarar as coisas de uma forma mais adulta;</li>
<li><strong>Listar todos os seus compromissos financeiros</strong>, saldos devedores, taxas de juros, prazos de vencimento e informações de contato de cada dívida. Esse registro será sua missão de agora em diante;</li>
<li><strong>Registrar seus gastos e receitas</strong> de maneira que seu orçamento doméstico seja criado. Só assim você saberá exatamente onde estão os problemas (onde você gasta demais) e quais aqueles gastos que não poderão ser trabalhados;</li>
<li><strong>Renegociar suas dívidas de forma inteligente</strong>, preferindo quitar as dívidas mais caras e de menos parcelas primeiro. Pagar o mais caro acabará logo com o que mais prejudica seu fluxo de caixa, enquanto pagar as dívidas que estão quase no fim darão a necessária sensação de missão cumprida.</li>
</ol>
<p>Quando tudo parecer chato e entediante, lembre-se das decisões que tomou e do ciclo perigoso que enfrentava há pouco tempo atrás. Volte ao primeiro item da lista acima e recomece. <strong>Enfrente as frustrações de cabeça erguida</strong>, afinal o problema é seu.</p>
<p><strong>O que vem por ai?</strong><br />
Tudo indica que o Brasil voltará ao caminho de crescimento ainda em 2012, especialmente se a tendência de queda dos juros (Selic) se confirmar. Isso deve contribuir para a queda da inadimplência, mas o ritmo de expansão do crédito deverá elevar-se de forma mais comedida.</p>
<p>Ainda que o número de inadimplentes não assuste tanto, fica latente a necessidade de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimento<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e dedicação em busca de educação financeira. Afinal, independentemente da abusiva oferta de dinheiro fácil, somos nós os responsáveis por assinar os contratos e fazer mau uso do crédito oferecido.</p>
<p>Se você já enfrentou problemas de endividamento excessivo, que tal compartilhar conosco suas experiências e decisões que contribuíram para lidar com a situação? Use o espaço de comentários abaixo. Até mais.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Como economizar e, ainda assim, realizar o casamento dos sonhos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/01/16/como-economizar-e-ainda-assim-realizar-o-casamento-dos-sonhos/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 13:13:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Júnior Gonçalves</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Saiba que é possível realizar o casamento dos sonhos com economia. Planeje a contratação dos serviços e economize nos trajes, buffet, salão e demais despesas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Como economizar e, ainda assim, realizar o casamento dos sonhos" src="http://dinheirama.com/files/2012/01/dinheirama_como_economizar_ainda_assim_realizar_casamento_sonhos.jpg" alt="Como economizar e, ainda assim, realizar o casamento dos sonhos" align="left" hspace="2" vspace="2" />Recentemente, o amigo Ricardo Pereira abordou, de forma bem interessante, <a title="Casamento e planejamento financeiro precisam andar sempre juntos" href="http://dinheirama.com/blog/2011/11/13/casamento-e-planejamento-financeiro-precisam-estar-juntos-sempre/" target="_blank">a importância do planejamento financeiro na vida dos casais</a> e como isso pode afetar negativamente o casamento. Como recém-casado, achei muito válida a discussão e decidi, no artigo de hoje, abordar o mesmo assunto, porém, com uma diferença: focarei a reflexão sobre as finanças antes de subir ao altar, ou seja, os gastos com os preparativos do casamento.</p>
<p>Casei-me há pouco mais de um ano e minha namorada, como a maioria das mulheres, sonhava com um casamento glamuroso na igreja e uma festa de arromba para os familiares, amigos e convidados. Muito justo e não nego que esse também era meu desejo, mas esse sonho pareceu impossível quando começamos a levantar preços de convites, trajes, filmagem, decoração, Buffet etc.</p>
<p>Quando o assunto é casamento, tudo é sempre muito mais caro; e, para quem está começando a vida, investir tanto dinheiro assim não é uma decisão das mais fáceis. A situação fica ainda mais difícil se pensarmos que, nessa época, não estamos apenas preocupados com o casamento em si, mas também com a casa onde vamos morar e os gastos que virão nessa nova fase da vida.</p>
<p><span id="more-7023"></span>Na verdade, este artigo tem como objetivo discutir mais aspectos ligados ao comportamento e consumismo que finanças em si. Justamente por isso, os pontos de vista aqui colocados são resultados da minha experiência no “mundo casamentício” – minha pretensão não é julgar como e o que se deve ou não fazer no casamento, mas sim compartilhar com os leitores as minhas reflexões depois de ter passado por essa fase com um orçamento tão apertado.</p>
<p>Como em outras situações quando o assunto é dinheiro, vale a regra de que <strong>devemos priorizar sempre o que é mais importante</strong>. Foi dessa forma que minha esposa e eu conseguimos realizar o casamento dos nossos sonhos com muita economia. Para isso, definimos logo no inicio dos preparativos quais eram os itens de maior prioridade no casamento (estes itens receberam mais atenção e dinheiro). Em contrapartida, nos itens menos importantes gastamos o mínimo possível.</p>
<p><strong>Onde economizamos e nossas explicações</strong></p>
<p><strong>1. Convites</strong><br />
Quando procuramos esse tipo de serviço, achamos um absurdo o preço cobrado por um pedaço de papel que, em pouco tempo, a maioria das pessoas jogariam no lixo. Decidimos então que faríamos nós mesmos o convite do casamento. Os gastos que tivemos foram com material (papel couchê, fita decorativa, impressora, cola etc) e com o serviço de um freelancer que contratamos para desenhar nossa caricatura.</p>
<p>O convite ficou personalizado, passamos bons momentos juntos confeccionando manualmente cada convite e, estimamos uma economia em torno de 70% do que seria gasto se contratássemos esse tipo de serviço.</p>
<p><strong>2. Lembrancinhas</strong><br />
Da mesma forma que o convite, fizemos nós mesmos as lembrancinhas do casamento. Pensamos em algo simples, fácil de fazer, mas que tivesse algum significado relacionado à nossa história.</p>
<p><strong>3. Músicos</strong><br />
Os músicos (instrumentos) são essenciais em um casamento, principalmente para quem gosta de musica como eu, mas, entre três instrumentos e uma orquestra completa, percebemos que o resultado não seria tão espetacular. Fizemos questão do violino e saxofone.</p>
<p><strong>4. Decoração</strong><br />
Dos serviços que cotamos, a maior discrepância entre valores veio na decoração. A primeira pessoa cobraria mais de R$ 1.500,00 para decorar somente a igreja, por exemplo. Depois de uma boa procura, encontramos uma pessoa que fazia o mesmo serviço por menos da metade do valor do primeiro e ainda dividiríamos esse valor com os noivos que casariam depois de nós.</p>
<p><strong>5. Bolo e doces</strong><br />
Confesso que quando o vi o valor do bolo de casamento, quase desisti de casar. Depois de pesquisar um pouco mais, percebi que o que conta muito nessa hora é o nome da confeiteira; como não priorizamos esse item, procuramos uma confeiteira menos famosa e que fez um bolo igualmente bonito (e gostoso) por um preço muito mais baixo.</p>
<p><strong>6. Vídeo dos noivos</strong><br />
Não sei até que ponto foi interessante alugar um telão para passar um vídeo com fotos para os convidados, mas de qualquer forma valeram os momentos de descontração que tivemos ao convidar amigos para tirar fotos nossas em vários lugares da cidade. Além de economizar com fotografo para essas fotos, eu mesmo fiz a montagem do vídeo, economizando ainda mais.</p>
<p><strong>Onde não economizamos e as razões para investir nisso</strong></p>
<p><strong>1. Fotos e Filmagem</strong><br />
Além dos votos do matrimonio e da lembrança, a única coisa que fica depois do dia do casamento são as lembranças que foram registradas em forma de fotos e vídeo. Por isso, decidimos não arriscar e contratamos a empresa que mais passou confiança de que faria um bom trabalho. Gastamos um pouco mais, mas não nos arrependemos disso, pois o álbum de fotos e a filmagem ficaram excelentes.</p>
<p><strong>2. Trajes</strong><br />
O terno do noivo e o vestido da noiva são itens que ficarão marcados para sempre na memória e, por isso, não economizamos na busca dos trajes que mais nos agradassem. Apesar de gastarmos um pouco mais nesse item – o vestido de noiva era primeiro aluguel –, economizamos um pouco porque a empresa ofereceu, gratuitamente, os trajes dos pais dos noivos e das daminhas.</p>
<p><strong>3. Buffet</strong><br />
O serviço de Buffet é um dos serviços que mais pesam no orçamento de um casamento e, assim, contratar um que cobrasse valores estratosféricos estava fora de cogitação. No entanto, decidimos que esse seria um item prioritário no casamento e por isso investimos uma boa quantia para contratar um Buffet que servisse um jantar bem feito e de qualidade para nossos convidados.</p>
<p><strong>4. Salão e DJ</strong><br />
Durante o tempo em que estávamos preparando o casamento, minha esposa e eu tivemos oportunidade de ouvir várias histórias de noivos reclamando que não aproveitaram a festa por vários motivos, um deles sendo o local e a música. Decidimos investir um bom dinheiro na contratação de um salão confortável para a recepção e em um bom DJ para animar a festa. Valeu cada centavo gasto, pois nunca me diverti tanto em uma festa com meus amigos, além de reunir tantas pessoas da família em um mesmo dia.</p>
<p><strong>Casamento especial também existe para quem valoriza e respeita seu dinheiro!</strong><br />
Acho que a principal dica que posso dar para quem está planejando o seu casamento é: faça muita pesquisa de preços e crie uma lista de prioridades baseada no casamento de seus sonhos. Mas seja coerente e respeite os limites financeiros. Endividar-se para fazer um super casamento logo se mostrará uma decisão errada. Quem vai pagar a conta depois?</p>
<p>Há muitas opções de serviços mais em conta, basta você procurar no lugar certo. E, <strong>se for pra gastar dinheiro, que seja com algo para agradar você e sua família, e não os outros</strong>. Eu, por exemplo, escolhi um terno que fez muitas pessoas “torcerem o nariz”; apesar de estar ciente dessa possibilidade de assustar, nem por um instante desisti da ideia de usá-lo – e assim realizei meu desejo sem me importar com o que os outros pensariam.</p>
<p>Espero que esse artigo possa ajudar os noivos que estão planejando seu casamento de forma inteligente e madura, se preocupando com as despesas e limites do bom senso. Desejo também que você, leitor, possa refletir sobre as ideias e deixar nos comentários a sua opinião sobre o assunto, seja ela a favor ou contra.</p>
<p>Se você ficou curioso para ver o terno que usei, ou ainda, gostaria de saber mais sobre como foi nosso casamento, minha esposa e eu temos um blog, “Casamento de Lizena e Junior”, onde postamos reflexões, momentos e fotos do nosso matrimônio. Acesse e fale conosco. Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Júnior Gonçalves</b>.<br>

Trabalha no setor de T.I. do Instituto Bairral de Psiquiatria e atualmente é pós-graduando em Desenvolvimento de Sistemas para Web pela FAC III - Campinas. Nerd por vocação e blogueiro por opção, desenvolve por hobby alguns trabalhos como freelancer e escreve no Neurônio 2.0 e no Hiperbytes. No Twitter: @JrGoncalves85<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Governo e sociedade discutem e promovem a educação financeira &#8211; Parte 2</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/01/04/governo-e-sociedade-discutem-e-promovem-a-educacao-financeira-parte-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 00:04:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[decisão]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[economia comportamental]]></category>
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		<category><![CDATA[governo]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns economistas creem que a taxa de juros hoje exerce, hoje, o mesmo papel da inflação no passado. A inadimplência e o endividamento já são problemas graves.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Governo e sociedade discutem e promovem a educação financeira - Parte 2" src="http://dinheirama.com/files/2012/01/dinheirama_governo_sociedade_discutem_promovem_educacao_financeira_parte2.jpg" alt="Governo e sociedade discutem e promovem a educação financeira - Parte 2" align="left" hspace="2" vspace="2" />No <a title="Leia o artigo anterior" href="http://dinheirama.com/blog/2012/01/03/governo-e-sociedade-discutem-e-promovem-a-educacao-financeira-parte-1/" target="_blank">artigo anterior</a>, falei um pouco sobre as implicações dos dados de uma pesquisa divulgada no <a title="Leia mais sobre o Fórum" href="http://www.bcb.gov.br/textonoticia.asp?codigo=3309&amp;idpai=NOTICIAS" target="_blank">“III Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira”</a> que revela um brasileiro otimista em relação ao seu futuro, mas, ao mesmo tempo, pessimista em relação ao futuro do país.</p>
<p>Nesta segunda e última parte, vou me concentrar em um aspecto que surgiu durante o debate do “Painel 1 &#8211; Diagnóstico de Mercado”, onde especialistas afirmaram que <strong>a taxa de juros hoje exerce o mesmo papel da inflação no passado</strong>. Vale lembrar que as discussões do Fórum se concentraram basicamente nas classes C, D e E.</p>
<p><strong>Como devemos encarar o endividamento?</strong><br />
Se o arrocho e as perdas salariais reais, somados à alta constante de preços corroia impiedosamente a renda das então chamadas classes média e baixa, hoje as classes menos favorecidas, principalmente as C e D, veem parte de sua renda comprometida com o pagamento de juros em função de dívidas não honradas.</p>
<p><span id="more-6998"></span>Alguns economistas veem os índices de inadimplência observados nessa população como um fenômeno natural e passageiro. A justificativa para esse tipo de visão é que como o crédito nunca esteve tão acessível, as pessoas não estão preparadas para esse primeiro contato. Estes acreditam que, com o passar do tempo, elas aprenderão a lidar melhor com essa questão.</p>
<p>Ora, isso equivale mais ou menos ao seguinte: suponhamos que ao completar 18 anos, todos os brasileiros recebessem sua Carteira Nacional de Habilitação, sem que para isso tivessem que se preparar. O único pré-requisito para o acesso à CNH seria a maioridade. E que, em função disso, os acidentes provocados pela imperícia e falta de experiência dos recém-habilitados fossem vistos como parte integrante do processo de aprendizado e, portanto, considerados um fenômeno natural e passageiro.</p>
<p>Eu, particularmente, não tenho essa visão tão simplista e otimista do assunto. Não acho que essa população aprenderá sozinha com seus erros em relação ao não pagamento das contas e aos altos juros. Além disso, as conseqüências do endividamento excessivo, tanto do ponto de vista micro quanto macroeconômico, são desastrosas.</p>
<p><strong>Lidar com dinheiro é questão de cidadania</strong><br />
A própria <strong>Parceria Nacional para Inclusão Financeira (PNIF)</strong>, assim como a <strong>Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF)</strong>, parte do princípio que desequilíbrios financeiros individuais, quando em massa, podem desequilibrar o sistema econômico do país como um todo.</p>
<p>Uma série de iniciativas voltadas para o uso consciente do crédito vêm sendo implementadas em vários segmentos, <strong>mas informação não basta para modificar comportamento</strong>. Além disso, é preciso criar condições para que as pessoas tomem decisões mais acertadas.</p>
<p>A <strong><a title="Leia mais sobre arquitetura de escolhas" href="http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/arquiteto-escolhas-483510.shtml" target="_blank">Arquitetura de Escolhas</a></strong> da <strong>Economia Comportamental</strong> pode ser uma ferramenta valiosa, tanto em termos de políticas públicas, quanto em termos de aplicação na iniciativa privada para o público adulto.</p>
<p>Quanto aos jovens que ainda não cristalizaram comportamentos e crenças referentes ao consumo, poupança, crédito e investimento, considero a <strong>Educação Financeira</strong>, dentro da perspectiva da <strong>Alfabetização Econômica</strong>, uma poderosa aliada. Bem, de qualquer forma passos importantes vêm sendo dados nessa área. Mas todos nós temos nossa parcela de responsabilidade:</p>
<ul>
<li>O governo através das políticas públicas;</li>
<li>A esfera privada através de parcerias e iniciativas dentro do seu campo de ação;</li>
<li>Nós, cidadãos, entendendo que Finanças e Economia não são áreas envoltas numa espécie de névoa onde só os especialistas conseguem caminhar sem se perder, mas sim duas áreas onde nós, pessoas comuns, somos inseridas desde muito cedo (e hoje cada vez mais cedo) e por onde transitaremos até o final de nossas vidas.</li>
</ul>
<p>Por fim, é igualmente importante entender que <strong>a situação do país reflete a somatória dos comportamentos e ações individuais</strong>. Cidadania, afinal, é participar, agir e transformar.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</b>.<br>

Economista com foco em Psicologia Econômica. Atuou na área de Educação durante 12 anos e é autora dos blogs Meu Ipê Amarelo, um blog que fala de infância e educação, e Blogrup-on, um blog informativo sobre compras coletivas.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>DinheiramaCast: Jovens são maioria entre os inadimplentes</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/10/26/dinheiramacast-jovens-sao-maioria-entre-os-inadimplentes/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 16:14:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Podcast Dinheirama]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
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		<category><![CDATA[jovem]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisa da ACSP revela que os jovens são maioria entre os inadimplentes e endividados. Essa realidade é perigosa para o país e revela a necessidade de educação financeira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="DinheiramaCast: Jovens são maioria entre os inadimplentes" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheiramacast_jovens_sao_maioria_entre_inadimplentes.jpg" alt="DinheiramaCast: Jovens são maioria entre os inadimplentes" align="left" hspace="2" vspace="2" />Os jovens de 20 a 35 anos são os principais inadimplentes. O endividamento pesquisado pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) revela que a educação financeira precisa ser mais valorizada. Esse tema gerou uma entrevista bastante enriquecedora para o programa <strong><a title="Acesse o Conexão Itajubá" href="http://www.conexaoitajuba.com.br" target="_blank">Conexão Itajubá</a></strong>, capitaneado pelo amigo <strong>Octavio Scofano</strong> e veiculado na <strong><a title="Ouça a Rádio Panorama FM" href="http://www.radiopanoramafm.com.br/" target="_blank">Rádio Panorama FM 103,5</a></strong>. A pesquisa da ACSP deixa claro que a facilidade de obter crédito e o aumento da renda fazem os jovens se deslumbrarem com a possibilidade de consumir. Você é assim?</p>
<p>Como sugestão dos próprios ouvintes, trarei para o <em>Dinheirama</em> as futuras entrevistas realizadas para o programa, que acontecem quinzenalmente, às terças-feiras, por volta de 11:30h. O arquivo será disponibilizado para <em>download</em> e também para assinatura pelo nosso <em>podcast</em> criado no iTunes, conforme instruções ao final deste post. Os leitores do Sul de Minas podem sintonizar a Panorama FM em 103,5 MHz e os demais podem acompanhar pelo site da rádio:<a title="Ouça a Rádio Panorama FM" href="http://www.radiopanoramafm.com.br/" target="_blank">www.radiopanoramafm.com.br</a></p>
<p><span id="more-6745"></span>A entrevista aborda os seguintes temas:</p>
<ul>
<li>Percentual de jovens endividados e inadimplentes preocupa e alerta para a necessidade de educação financeira;</li>
<li>O planejamento financeiro voltado para este público deve considerar a necessidade maior de inclusão social, mas também a possibilidade de começar a criar uma estratégia de investimento a partir de pequenos valores;</li>
<li>Já está chegando o final do ano e, com ele, as Festas. Trata-se de uma época de muitos gastos e cobranças sociais. Você já se planejou para a correria da virada?</li>
<li>Planejamento não tem nada a ver com ser &#8220;pão duro&#8221; ou &#8220;muquirana&#8221;. Planejar significa lidar com a realidade de forma sensata, comprando quando possível e sempre poupando para comprar também amanhã.</li>
</ul>
<p>Ouça abaixo:</p>

<p><strong>Fique ligado e ouça sempre nosso conteúdo!</strong><br />
Para que possa receber todos os episódios sem problemas, assine nosso podcast através <a title="Assine nosso podcast" href="http://itunes.apple.com/WebObjects/MZStore.woa/wa/viewPodcast?id=342293035" target="_blank">deste link (clique aqui)</a>. Se você gosta de ouvir aos podcasts em seu MP3 Player, iPod ou iTunes, assine o RSS direto dos arquivos <a title="Assine nosso podcast" href="http://itunes.apple.com/WebObjects/MZStore.woa/wa/viewPodcast?id=342293035" target="_blank">via iTunes (Apple Store) clicando aqui</a> ou pelo link<a title="Assine nosso podcast" href="http://dinheirama.com/feed/podcast" target="_blank">http://dinheirama.com/feed/podcast</a> e receba os novos episódios automaticamente.</p>
<p>Obrigado e até a próxima. Crédito da foto para <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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		<title>Como fazer para ter um Próspero Ano Novo?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/10/05/como-fazer-para-ter-um-prospero-ano-novo/</link>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 17:50:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio De Julio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
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		<description><![CDATA[Garanta um Próspero Ano Novo adiantando as questões financeiras e profissionais que o preocupam e priorizando a mudança de comportamento e atitude para realizar suas promessas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Como fazer para ter um Próspero Ano Novo?" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_como_fazer_ter_prospero_ano_novo.jpg" alt="Como fazer para ter um Próspero Ano Novo?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Já repararam que o ano está “acabando” cada vez mais cedo? Mal chegou outubro e já temos Panetone nos supermercados, carros 2012 nas lojas (esses, então, começam a trocar de ano cada vez mais cedo), decoração natalina para vender no comércio, lojas começando mais uma <em>“queima total, ficamos malucos, descontos nunca vistos antes”</em> e muitas outras ocorrências típicas de final de ano.</p>
<p>Aliás, o décimo terceiro salário nem entrou na conta dos brasileiros e o comércio já está “seduzindo” o consumidor para que ele gaste-o antes mesmo de “ver sua cor”. Temos que lembrar que depois de toda festa regada a muita bebida vem uma forte ressaca.</p>
<p>Estou falando de Janeiro, o mês dos “I”s. IPVA, IPTU, <em>“ihhhhh faltou dinheiro para a matrícula dos filhos”</em> e por aí vai. Lembrando que teremos um forte IGP-M (inflação também começa com “i”) em 2012, por mais que o governo prometa que será uma nova “marolinha”.</p>
<p><span id="more-6653"></span>A verdade é que quem consegue passar de janeiro “no azul”, tem grandes chances de continuar na mesma situação no decorrer do ano. Vamos a algumas dicas de como podemos alcançar 2012 em paz e com a saúde física e financeira preservadas. Afinal, um bolso saudável ajuda até mesmo a cuidar melhor da nossa saúde e bem estar. Até mesmo a OMS reconhece a importância da “saúde social” para o nosso bem estar.</p>
<p><strong>1) Conheça a si mesmo antes de começar o Ano Novo.</strong> Saiba quanto gastou por mês com água, luz, combustível, supermercado, compras, lazer e prestações em 2010. Coloque essas despesas em uma planilha e veja o que pode ser reduzido. Despesas relacionadas ao consumo (despesas variáveis) são mais fáceis de abater.</p>
<p>O seu extrato bancário dos últimos 12 meses pode dizer maravilhas (ou não) a seu respeito. Faça um mapa de todos os financiamentos e prestações adquiridas em 2010 e veja o quanto precisa de sua renda para tratar desses assuntos. Procure não contrair dívidas que consumam mais do que 30-35% de sua renda.</p>
<p><strong>2) Só pense em adquirir um novo bem se estiver bem financeiramente.</strong> Simples assim.</p>
<p><strong>3) Aprenda a mágica dos juros compostos em aplicações financeiras e a tragédia nas compras a prazo.</strong> Não se iluda com o pensamento “essa parcela cabe no meu bolso tranquilamente”. Antes de fechar uma compra, entenda bem como funciona o mecanismo das prestações.</p>
<p><strong>4) Dedique um pouco do seu tempo para pensar na sua carreira profissional.</strong> Será que na mesma empresa onde trabalha não existe uma oportunidade melhor? E nas outras empresas? Não vale a pena disparar alguns currículos aproveitando a tranquilidade de estar empregado?</p>
<p><strong>5) Não seja acomodado.</strong> O mundo gira, e cada vez mais rápido, à medida que ficamos mais velhos.</p>
<p><strong>6) Desenvolva seu <em>network</em>.</strong> Participe de grupos e fóruns relacionados à sua carreira e áreas de interesse pessoal.</p>
<p><strong>7) Nem só de empréstimos e financiamentos vive o mundo.</strong> Se você já tem um carro e pode esperar um pouco, um consórcio pode ser uma boa pedida para comprar um novo. A poupança própria seria ainda melhor. Fuja do imediatismo.</p>
<p><strong> <img src='http://dinheirama.com/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> Converse com sua esposa e filhos sobre planejamento doméstico.</strong> Um time que joga unido tem mais chances de ser campeão do que um time que tem um artilheiro que não passa a bola pra ninguém.</p>
<p><strong>9) Quem deve cuidar da sua saúde financeira é VOCÊ!</strong> Para tal, conheça os planos que seu banco oferece e informe-se muito bem sobre as taxas que ele cobra. Por mais experiente que o seu gerente seja, quem sabe onde “aperta o calo” é você.</p>
<p><strong>10) Seja realista!</strong> Não adianta querer ter uma casa na praia ou fazer “a viagem dos sonhos” devendo no cartão de crédito e no cheque especial. Concentre-se em quitar as dívidas e pense duas vezes antes de contrair uma nova.</p>
<p><strong>11) Cheque especial não é<em> &#8220;complemento do salário&#8221;</em>.</strong> Cheque especial, apesar de estar sempre disponível, só deve ser usado em situações REAIS de emergência e deve ser coberto o mais rápido possível.</p>
<p>Por fim, tenha em mente que o importante é &#8220;viver em paz&#8221; com o seu dinheiro. Não adianta tratar o dinheiro a partir do comportamento bipolar, isto é, no início do mês ele é &#8220;do bem&#8221; (você tem dinheiro) e no fim do mês ele é &#8220;do mal&#8221; (o dinheiro se foi). Dinheiro deve ser a nossa base sólida para a prosperidade, para o nosso futuro.</p>
<p>Não existem grandes lavouras sem pequenas sementes. Não existem grandes fortunas sem pequenos investimentos. Quem gasta mais do que ganha, não está só contraindo dívidas; está também deixando de plantar as sementes do seu futuro. Vamos começar?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Antonio De Julio</b>.<br>

Instrutor da MoneyFit, conselheiro da Associação Comercial de São Paulo e co-autor do livro "Por dentro da Bolsa de Valores".<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crédito Consignado: uma boa ideia que se tornou um grande problema</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/09/22/credito-consignado-uma-boa-ideia-que-se-tornou-um-grande-problema/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Sep 2011 08:42:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[aposentado]]></category>
		<category><![CDATA[consignado]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
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		<category><![CDATA[pensionista]]></category>

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		<description><![CDATA[O crédito consignado virou febre e aumentou as dívidas de muitos brasileiros. Obter consignado pode representar perigos para seu orçamento e dinheiro. Evite o endividamento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Crédito Consignado: uma boa ideia que se tornou um grande problema" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_credito_consignado_ideia_virou_problema.jpg" alt="Crédito Consignado: uma boa ideia que se tornou um grande problema" align="left" hspace="2" vspace="2" />Afirmar que o brasileiro ainda tem dificuldades em lidar com o crédito é “chover no molhado”. Muitos acreditam que o crédito faz parte da renda e trabalham com os valores do dinheiro emprestado somados à sua receita líquida real para fechar o orçamento. Ao utilizar o crédito dessa forma, mais cedo ou mais tarde uma bola de neve se formará – muitos só percebem o perigo quando ela fica gigantesca e incontrolável.</p>
<p>Um dos tipos de crédito que mais cresce é o chamado Crédito Consignado, uma linha de crédito criada durante o governo Lula. Ofertas acessíveis e mais baratas de crédito eram concedidas a partir da garantia do débito diretamente na folha de pagamento das empresas. A certeza de pagamento era maior (risco de inadimplência muito mais baixo) e os juros mais civilizados.</p>
<p><strong>Uma ótima ideia na teoria, mas um “terror” na prática</strong><br />
Claro que a ideia é muito bem vinda, em um país como o Brasil, onde os juros são tão altos, ter a disponibilidade de linhas mais baratas significou um grande avanço. O grande problema começou a surgir quando a <a title="Leia mais na Folha" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/870813-caixa-faz-acordo-para-levar-consignado-a-5-mi-de-trabalhadores.shtml" target="_blank">facilidade dessa linha crédito se chocou com a necessidade das pessoas</a> em tomar o empréstimo.</p>
<p><span id="more-6600"></span>As pessoas começaram a utilizar o empréstimo consignado para consumir bens e produtos dos mais variados tipos. Começou a ser comum o empréstimo ser utilizado para troca de celular, compra de TV nova, viagens e todo tipo de consumo. Um dinheiro mais barato que, apesar da burocracia, permitia comprar mais e mais coisas.</p>
<p>Outro ponto está relacionado ao quanto cada pessoa pode usar dessa modalidade de crédito. O empréstimo consignado oferece bons valores de crédito, além do que vários empréstimos eram concedidos à mesma pessoa. A prática se transformou em problemas para muitas famílias: quase como uma corda para o enforcamento.</p>
<p><strong>Como anda a educação financeira nas empresas?</strong><br />
Em pouco tempo, as empresas começaram a perceber que o empréstimo consignado estava se tornando um verdadeiro problema, já que gerenciar a lista de empréstimos e a velocidade com que mais e mais funcionários o solicitavam é atribuição também dos departamentos de Recursos Humanos.</p>
<p>Com o endividamento, a produtividade caiu e mais problemas começaram a surgir. Um funcionário com problemas financeiros tem seu desempenho totalmente comprometido. A situação pode ser comprovada em qualquer grande empresa que queira falar abertamente sobre o crédito consignado.</p>
<p>Muitas empresas decidiram criar programas de educação financeira para orientar os funcionários, valendo tanto para aqueles que se interessavam em pedir e usar linhas de crédito, quanto para o grupo daqueles que já estavam terrivelmente comprometidos com diversos empréstimos.</p>
<p>A edição de setembro da <a title="Conheça a Revista Você S/A" href="http://vocesa.abril.com.br/" target="_blank">Revista Você S/A</a> mostra o exemplo do Hospital Santa Paula, em São Paulo. Segundo a revista, após a implementação do programa de educação financeira, a utilização do crédito consignado pelos funcionários caiu pela metade. Trata-se de um exemplo a ser seguido.</p>
<p><strong>Ganhos x gastos: o que realmente faz a diferença?</strong><br />
O fenômeno registrado pelo Hospital Santa Paula e descrito na revista mostrou que, mesmo com bons salários, a falta de planejamento para a realização dos sonhos de consumo resultava em péssimas escolhas, que logo se traduziam em dívidas. O funcionário via no crédito consignado a chance de “cobrir” os problemas e seguir em frente.</p>
<p>Infelizmente, apenas algumas empresas adotam o programa de educação financeira como beneficio para seus funcionários. A grande maioria, mesmo sabendo do “tamanho da encrenca” em que seus funcionários se meteram, ainda não despertou para essa necessidade. Atenção empresários, é hora de acordar!</p>
<p>Outros que sofrem com a má utilização de crédito e a baixa renda são os aposentados, que também se utilizam do crédito consignado para manter as contas em dia ou mesmo para o consumo. De acordo com a Previdência Social, no primeiro semestre de 2011 cerca de <a title="Leia mais sobre o consignado" href="http://www.mpas.gov.br/vejaNoticia.php?id=43218" target="_blank">6 milhões de aposentados e pensionistas solicitaram acesso à linha de crédito</a>, um número 8,7% maior do que o mesmo período em 2010.</p>
<p><strong>Crédito, uma ferramenta para ser usada com inteligência</strong><br />
A lição que fica é nossa população ainda é extremamente carente de informações sobre a utilização das ferramentas financeiras disponíveis. Faltam conhecimentos mínimos, sem os quais boas ideias se transformam em verdadeiras armas. O crédito, mesmo o consignado, ainda é muito caro se compararmos com a boa parte do mundo. Logo, manter a realização de nossos sonhos apenas com dinheiro dos outros pode tornar o sonho um pesadelo.</p>
<p>Lidar mais tarde com a frustração da dívida e os problemas para voltar as ter as finanças em dia é uma experiência muito pesada, que exigirá muita disciplina e controle emocional. Sempre há saída, mas em se tratando de crédito, o melhor é não abusar e evitar o caminho mais fácil e rápido.</p>
<p>Imagine uma criança com um martelo na mão. Para quem sabe o que fazer, utilizar uma ferramenta assim pode ser extremamente importante. A criança terá problemas e poderá se ferir gravemente. Esse é o resultado que o crédito acaba levando para dentro de muitos lares brasileiros.</p>
<p>O crédito consignado pode ser uma alternativa inteligente para quem tem dívidas com juros maiores ou para quem precisa de um valor a ser usado em uma emergência. Caso contrário, o melhor continua sendo planejar suas finanças e guardar dinheiro, sempre respeitando os seus limites de renda.</p>
<p><strong>O que você pode fazer para mudar esse quadro?</strong><br />
Se você é empresário, pense com carinho na possibilidade de criar um programa sério de educação financeira. Se você é funcionário, passou por esse problema e quer evitar que outras pessoas também sofram essas situações, converse com seu chefe. Nós do <em>Dinheirama</em> podemos ajudá-los neste sentido – entre em contato conosco através de nosso <a title="Fale conosco" href="http://dinheirama.com/contato" target="_blank">formulário de contato</a> e conheça nossas <a title="Veja nossas palestras" href="http://dinheirama.com/palestras/" target="_blank">palestras e cursos <em>in company</em></a>. Até mais.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Economia brasileira: formação de uma bolha ou simples crescimento?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/07/19/economia-brasileira-formacao-de-uma-bolha-ou-simples-crescimento/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 13:36:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[empréstimo]]></category>
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		<category><![CDATA[social]]></category>

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		<description><![CDATA[Economia brasileira: mais crédito, mais crescimento e mais perspectivas. Bolha ou crescimento econômico sustentável? Superaquecimento ou realidade?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Economia brasileira: formação de uma bolha ou simples crescimento?" src="http://dinheirama.com/files/2011/07/dinheirama_economia_brasileira_bolha_ou_crescimento.jpg" alt="Economia brasileira: formação de uma bolha ou simples crescimento?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Juliano</strong> comenta: <em>&#8220;Navarro, o noticiário econômico tem dado especial destaque ao fato de a inadimplência estar crescendo muito em relação a períodos passados. Jornais e revistas falam do aumento da inflação, da alta dos juros e do crédito cada vez mais caro. As pessoas reclamam que não podem pagar, as dívidas aumentam e o ciclo parece ficar perigoso. Especialistas internacionais apontam risco de superaquecimento na economia, com possibilidade de uma bolha de crédito. É isso mesmo? E agora?&#8221;</em>.</p>
<p>A situação econômica brasileira tem despertado diferentes interpretações, tanto aqui quanto lá fora. Crescimento econômico, ascensão social (<a title="Migração social forte no Brasil" href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110323/not_imp695881,0.php" target="_blank">pelo menos 30 milhões de brasileiros migraram de classe nos últimos anos</a>) e crescimento da renda familiar são alguns dos fatos que levaram mais e mais brasileiros a consumir &#8211; especialmente aqueles que tinham desejos de consumo represados e antes eram marginalizados neste sentido.</p>
<p>Estes brasileiros compraram (muito!) e se endividaram ao longo dos últimos anos, quando os juros básicos da economia (Taxa Selic) encontraram seus patamares mais baixos na história. O crédito (dinheiro) na época ficou mais barato &#8211; financiar e comprar com dinheiro emprestado parecia uma opção atraente. O boom na venda de carros mostrou como a realidade do crédito para compra de bens mudou radicalmente em nosso país.</p>
<p><span id="more-6311"></span>O momento agora é diferente. Como reflexo da elevação do consumo, veio a inflação. Com ela, novos e consistentes aumentos dos juros básicos. A alta na Taxa Selic tem reflexos diretos no custo do crédito, <a title="Empréstimos estão mais caros" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/943952-consumidores-tomam-credito-mais-caro.shtml" target="_blank">encarecendo os empréstimos e financiamentos</a>. A decisão de &#8220;esfriar&#8221; a economia traz consigo alguns efeitos colaterais, sendo um deles o aumento da inadimplência.</p>
<p>O assunto ganhou destaque no jornal britânico &#8220;Financial Times&#8221;, que publicou mais de 12 matérias sobre isso em menos de 15 dias, e também na prestigiada revista &#8220;The Economist&#8221;, que colocou o Brasil entre <a title="Brasil superaquecendo? Será?" href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/risco-de-bolha-no-brasil-ja-preocupa-investidores/" target="_blank">os sete países com maior risco de superaquecimento</a>. Isso sem falar da opinião da nova diretora do FMI, Christine Lagarde, que alertou para riscos de inflação e perigo de bolha de crédito.</p>
<p><strong>Será que oferecemos crédito demais, sem critérios e sem a devida regulação/fiscalização?</strong><br />
Observar a evolução na concessão de crédito no Brasil assusta, mas é importante relacionar o indicador com outros índices e fatos da realidade econômica brasileira:</p>
<ul>
<li><strong>O volume de crédito é crescente, não explosivo.</strong> Como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), o crédito representava 24,7% em janeiro de 2005; em abril de 2011 esse valor chegou a 46,6%. Uma alta expressiva, é verdade, mas muito distante de países como China e África do Sul, onde o crédito doméstico passa de 120% do PIB, ou de países como EUA e Inglaterra, onde os números passam de 200%. Os dados são do Banco Central (BC) e Banco Mundial;</li>
<li><strong>O perfil do endividamento é diferente do de anos atrás.</strong> Apesar da alta na concessão de crédito, o foco são modalidades mais baratas e com juros em queda, como financiamento imobiliário e de veículos e crédito consignado. Opções como cheque especial e cartão de crédito perderam espaço. Para se ter uma ideia, em dezembro de 2007 o cheque especial representava 5,4% das operações, enquanto o cartão de crédito atingia 7,1%. Dados de maio deste ano mostram que o cheque especial representa 3% do total das operações, enquanto o cartão atinge 6%. Os dados são do BC;</li>
<li><strong>A renda familiar e o nível de emprego estão em patamares históricos.</strong> Segundo estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), as classes mais pobres (D e E), que em 1992 representavam juntas 62,13% dos brasileiros, agora são 33,19%. Nossa classe C &#8211; renda entre R$ 1.200,00 e R$ 5.274,00 &#8211; atinge hoje 105,4 milhões de pessoas, ou <a title="Leia mais na Folha.com" href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/935502-classe-c-e-a-unica-que-continua-a-crescer-aponta-fgv.shtml" target="_blank">55,05% da população</a>. O índice de desemprego atingiu <a title="Desemprego bate recorde em junho de 2011" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/07/desemprego-fica-em-62-em-junho-mostra-ibge.html" target="_blank">patamar de 6,2% em junho</a>, menor valor para o mês desde o início da série (março de 2002);</li>
<li><strong>Nosso sistema financeiro é conservador se comparado ao de economias mais desenvolvidas. </strong>Depois de muitos problemas com fraudes bancárias e quebras generalizadas (vale lembrar do Proer em 1995), o BC adotou medidas mais rígidas em termos de regulação: <a title="Aumento do compulsório" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,aumento-do-compulsorio-ja-tirou-r-78-bi-da-economia,59215,0.htm" target="_blank">aumento do compulsório</a>, <a title="Leia mais sobre limitação de prazos" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/07/bc-equipara-regra-do-consignado-para-pagamento-cartao-de-credito.html" target="_blank">limitação de prazos</a> para os empréstimos e <a title="BC muda exigência para pagamento do mínimo" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/836070-bc-aumenta-para-15-pagamento-minimo-da-fatura-do-cartao-de-credito.shtml" target="_blank">exigência maior para o pagamento mínimo da fatura do cartão</a> são alguns exemplos.</li>
</ul>
<p><strong>A situação de outros países como comparação</strong><br />
Como estamos lidando com a questão do perigo de uma escalada na inadimplência, vale observar como se comportam os países quando o assunto é o endividamento das famílias. Segundo dados da OCDE, no Brasil esse índice é de 42% da renda líquida; na Alemanha, o valor chega a 99%; no Japão, 126%; No Canadá, 148%; e no Reino Unido, 171%.</p>
<p><strong>O que nosso Banco Central tem feito?</strong><br />
Nosso BC parece agir de forma pró-ativa em relação à expansão do crédito, com medidas pontuais visando controlar a inflação, diminuir a expansão do crédito e fiscalizar a concessão de empréstimos:</p>
<ul>
<li>O BC anunciou em maio a <a title="Entenda o Comef" href="http://economia.ig.com.br/mercados/comite+financeiro+melhora+decisoes+em+momento+aquecido+diz+bc/n1596963307841.html" target="_blank">criação do Comef</a>, Comitê de Estabilidade Financeira, justificado da seguinte forma por <strong>Anthero Meirelles</strong>, diretor de fiscalização do BC: <em>&#8220;Num momento em que a internacionalização dos bancos brasileiros é forte e o interesse dos estrangeiros pelo mercado local também é grande, queremos criar melhores condições para os sistemas decisórios e definir diretrizes para que as áreas trabalhem de maneira mais harmônica&#8221;</em>;</li>
<li>O BC pretende <a title="BC quer antecipar Basileia III" href="http://www.credinfo.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=18914:banco-central-decide-antecipar-normas-de-basileia-iii&amp;catid=1:canoticias&amp;Itemid=2" target="_blank">antecipar a implementação das medidas previstas no acordo Basileia III</a>, firmado no ano passado como resposta à crise financeira e que visa reforçar a solidez das instituições financeiras, aumentando a estabilidade de toda a economia. Para entender melhor as mudanças e o tema, sugiro a leitura de um <a title="Leia o boletim" href="http://www.riskbank.com.br/anexo/boletim0910.pdf" target="_blank">boletim da RiskBank</a>;</li>
<li>A partir do fim de outubro <a title="BC mira empréstimos de baixo valor" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/941526-emprestimos-de-baixo-valor-entram-na-mira-do-bc.shtml" target="_blank">serão fiscalizados empréstimos com valor a partir de R$ 1.000,00</a>. Antes da medida, apenas concessões com valores acima de R$ 5.000,00 eram monitoradas. O monitoramento completo dos empréstimos permitirá ao BC avaliar melhor informações como renda, nível de endividamento, histórico, dados cadastrais, modalidade de empréstimo e juros e localizar discrepâncias. O volume de informações monitorado pelo departamento de fiscalização vai se multiplicar por dez, segundo apurou o jornal Folha de S. Paulo;</li>
<li>O aumento nas taxas básicas de juros costuma ser seguido de avaliações nos prazos máximos dos financiamentos conseguidos e da necessidade dos bancos em <a title="Leia mais sobre compulsórios" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,aumento-do-compulsorio-ja-tirou-r-78-bi-da-economia,59215,0.htm" target="_blank">manter reservas maiores (compulsórios)</a>.</li>
</ul>
<p><strong>Então não é bolha, mas crescimento?</strong><br />
Diante da situação exposta e da realidade dos fatos, sou da corrente que acredita que o momento presente está muito mais para um reflexo das mudanças sociais e econômicas de nossa população que para um movimento irracional de consumo. Observo com as devidas ressalvas, é claro, principalmente porque problemas decorrentes de avanços no crédito foram sentidos recentemente em outros países.</p>
<p>Se ainda não estamos em uma bolha, é preciso que cuidados continuem sendo tomados para que esta não seja a realidade do amanhã. Se as medidas tomadas serão suficientes para conter uma eventual formação de bolha, só o tempo dirá. É importante ficar de olho e torcer para que, nas conversas e decisões de nossos representantes, crescimento sustentável também seja sinônimo de crescimento saudável.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Reinaldo Domingos, fundador do DSOP</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jul 2011 15:16:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[dívidas]]></category>
		<category><![CDATA[dsop]]></category>
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		<description><![CDATA[Entrevista exclusiva com Reinaldo Domingos, educador e terapeuta financeiro, fundador do Instituto DSOP, que trata do endividamento e da realização de sonhos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Reinaldo Domingos, fundador do DSOP" src="http://dinheirama.com/files/2011/07/dinheirama_entrevista_reinaldo_domingos_dsop-192x268.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Reinaldo Domingos, fundador do DSOP" hspace="2" vspace="2" align="left" />Educação financeira é um tema nos fascina e que move todas as nossas ações (on e off-line). Escrever sobre finanças pessoais, participar de eventos e lidar com o tema traz sempre ótimas oportunidades de conhecermos autores e empresas que também compartilham da missão de transformar a realidade das famílias brasileiras. Apesar do planejamento financeiro ser uma decisão pessoal, são muitos os profissionais dedicados a contribuir neste sentido.</p>
<p>Tive a oportunidade de conversar com <strong>Reinaldo Domingos</strong>, que é educador e terapeuta financeiro. Também presidente do <a title="Conheça o Instituto DSOP" href="http://www.dsop.com.br/" target="_blank">Instituto DSOP de Educação Financeira</a>, Reinaldo publicou os livros <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21377310/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Terapia Financeira&#8221;</a> (2007), <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21395402/?franq=247523" target="_blank">&#8220;O Menino do Dinheiro&#8221;</a> (2008) e <a title="Compre o livro na Livraria Saraiva" href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/3527351/livre-se-das-dividas-como-equilibrar-as-contas-e-sair-da-inadimplencia/" target="_blank">&#8220;Livre-se das Dívidas&#8221;</a> (2011) e é um dos grandes expoentes da educação financeira no Brasil, com participações frequentes na mídia especializada.</p>
<p>Reinaldo criou um grupo de educadores financeiros baseado em sua metodologia (DSOP) e idealizou o primeiro Programa de Educação Financeira para o Ensino Básico do país. É também presidente do Grupo Confirp de Contabilidade, uma das maiores empresas de consultoria contábil do Brasil. Acompanhe nossa conversa e participe da promoção que sorteará três exemplares do livro &#8220;Livre-se das Dívidas&#8221; (DSOP).</p>
<p><span id="more-6268"></span><strong>Reinaldo, a Serasa Experian divulgou dados revelando que a inadimplência cresceu 8,2% em maio, a maior alta em mais de um ano. Em sua opinião, os brasileiros ainda recorrem de forma excessiva ao crédito para realizar seus sonhos de consumo?</strong></p>
<p><strong>Reinaldo Domingos:</strong> O resultado desta pesquisa mostra o efeito causado pela falta de educação financeira em boa parte das famílias brasileiras. Quando falamos em consumo, estamos simplesmente registrando algo que aprendemos desde quando criança. É só lembrar do que você aprendeu quando teve os primeiros contatos com o dinheiro: na maioria das vezes, este foi utilizado para comprar alguma guloseima, figurinhas ou sorvetes.</p>
<p>Isso em muito justifica os atos dos adultos de hoje. Por isso, sempre procuro ressaltar a importância de ensinar educação financeira para as crianças desde cedo e, principalmente, em nossas escolas do ensino básico, onde é preciso ensinar que antes de gastar é preciso poupar.</p>
<p>Há dois fatores que ajudam em muito que esse número de inadimplentes aumente: o marketing publicitário e o credito fácil &#8211; em função dele, as pessoas adquirem aquilo que nem precisam ter, com o dinheiro que não tem, simplesmente para impressionar quem conhece e, algumas vezes, quem nem mesmo conhece. Portanto, é preciso combater a causa e não o efeito, como muitas vezes se faz.</p>
<p>Abordo a questão em meu novo livro, &#8220;Livre-se das Dívidas&#8221;, mostrando um novo conceito sobre o endividamento. É importante separar a dívida de valor, aquela que se contrai porque se quer crescer materialmente, e as dívidas sem valor, que são feitas por impulso, geradora de inadimplência (pois não agrega valor, não cria compromisso) &#8211; são os excessos e muitas vezes despesas supérfluas. Mas, acredite, todas as pessoas hoje podem se livrar deste problema e começar uma nova vida sustentável financeiramente.</p>
<p><strong>Você sempre trata das dívidas de forma direta e pratica. No Dinheirama, percebemos que o endividado sempre procura um culpado pelo problema que atravessa. Como você enxerga essa situação e quais os passos decisivos que a pessoa que está com dificuldades deve dar para atravessar esse período?</strong></p>
<p><strong>RD: </strong>Além de combater o verdadeiro problema que causou o desequilíbrio financeiro, também mostro que é preciso entender que estar endividado nem sempre é um problema. Se isso ocorre com sustentabilidade financeira, pode ser uma estratégia para realizar alguns sonhos, em especial o da casa própria e do veículo, o que classifico como dívida de valor.</p>
<p>No entanto, os grandes vilões dessa historia são as chamadas dívidas sem valor, aquelas que não agregam valor, como um celular novo, uma bolsa ou sapato. Esses geralmente são adquiridos pelo cartão de credito, cheque especial e crediários. O grande problema é que, pela ausência de controle financeiro e a priorização dos verdadeiros sonhos, a pessoa vai contraindo dívidas &#8211; e quando se dá conta, já não consegue pagar a fatura total do cartão de credito, cobrir o limite do cheque especial, entre outros.</p>
<p>É preciso fazer a lição de casa e tomar a atitude de eliminar a causa deste problema. É preciso entender de uma vez por todas que para se reeducar financeiramente é necessário mudar hábitos, comportamento e colocar os sonhos em primeiro lugar. Insisto nisso: o grande antídoto para combater a inadimplência certamente são os sonhos.</p>
<p><strong>Estamos acostumados a ver iniciativas que incentivam os investimentos, principalmente em bolsa de valores. Em sua opinião, o brasileiro já está preparado para investir ou a grande maioria da população está ainda lutando para chegar ao final do mês com a conta no azul?</strong></p>
<p><strong>RD: </strong>Tenho uma pergunta que ajuda neste pensamento: <em>“Tá sobrando mês para seu salário?”</em>. Saber investir é um ato importante e deixo isso para os especialistas orientarem, mas, antes mesmo de uma pessoa aprender a investir, deve aprender a poupar (guardar dinheiro).</p>
<p>Também chamo a atenção para uma coisa: é imprescindível para quem poupa e quer investir que tenha um sonho sempre atrelado a esse investimento. Para tanto, recomendo que se tenha três sonhos: de curto (até um ano), de médio (até dez anos) e de longo prazo (acima de dez anos). Dinheiro guardado sem objetivo é dinheiro fácil de ser perdido e presa fácil para o consumismo.</p>
<p>Recomendo que para se ter uma vida sustentável e próspera financeiramente, é preciso seguir os quatro passos da metodologia DSOP, que são:</p>
<ul>
<li><strong>Diagnosticar </strong>sua situação financeira: descobrir para onde está indo seu dinheiro;</li>
<li><strong>Sonhar</strong>: estabelecer os sonhos de curto, médio e longo prazo, sempre lembrando que um sonho deve sempre estar acompanhado do quanto custa, quanto será guardado e em quanto tempo;</li>
<li><strong>Orçar</strong>: ferramenta simples para que possa visualizar melhor o dinheiro que entra e o dinheiro que sai (é preciso colocar o sonho antes das despesas);</li>
<li><strong>Poupar</strong>: ato de guardar dinheiro de acordo com o seu objetivo.</li>
</ul>
<p><strong>Os juros bancários no Brasil são altos e o acesso ao crédito é muito fácil, o que é um perigo em termos de educação financeira. Em sua opinião, o brasileiro ainda não aprendeu a lidar com o crédito? Como poderemos chegar a níveis de juros civilizados?</strong></p>
<p><strong>RD: </strong>Estamos em um país capitalista, isso é claro, assim não se pode querer ir contra essa situação. O melhor é aprender a utilizar o sistema financeiro &#8211; não devemos simplesmente sair criticando esta ou aquela instituição financeira. O correto é entender como funciona esse sistema e colocá-lo para trabalhar a nosso favor, e não do lado mercantil (venda de sua mercadoria, que é o dinheiro).</p>
<p>É fato que os juros são dos mais altos do mundo. Sabendo disso, o melhor é não usá-los; o melhor mesmo é se educar financeiramente. Só pensar em juros civilizados, como nos outros países, não basta! Tome os EUA como exemplo: mesmo com juros baixos, sua população está endividada. Logo, não julgo o problema do endividamento e inadimplência por termos juros altos, mas sim pela ausência da educação financeira nas grades curriculares de nossas salas de aula e no relacionamento com os pais. Com a população consciente de seus limites, com certeza a questão dos juros se ajustará (melhhorará).</p>
<p><strong>No livro &#8220;O Menino do Dinheiro&#8221;, você chamou a atenção para a necessidade de projetos de educação financeira para crianças, inclusive dentro da sala de aula. Alguns anos após o lançamento do livro, como você vê o avanço dessa temática? As escolas já estão buscando colocar esse tema na grade de aulas?</strong></p>
<p><strong>RD: </strong>É muito prazeroso ver que centenas de escolas no Brasil já adotaram o livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21395402/?franq=247523" target="_blank">&#8220;O Menino do Dinheiro&#8221;</a>, uma ficção em que a criança aprende educação financeira de forma lúdica e simples e pode compartilhá-la com colegas, professores e pais. O <a title="Conheça o Instituto DSOP" href="http://www.dsop.com.br/" target="_blank">Instituto DSOP</a> lançou neste ano a primeira Coleção DSOP de Educação Financeira para o Ensino Básico, que contempla o ensino básico, de 03 à 05 anos, o ensino fundamental I e II, para crianças de 06 à 14 anos e o ensino médio, para jovens de 15 a 17 anos. Hoje já atuamos em mais de 50 escolas privadas.</p>
<p>Para o ano de 2012, estamos fechando com alguns municípios para escolas do ensino público municipal. Com isso atendemos nossa principal missão, que é inserir a educação financeira nas escolas. Lembro aos leitores que no Senado tramita um Projeto Lei, de numero 171/09, que insere a educação financeira nas escolas do ensino básico do ensino publico e privado &#8211; esperamos que a lei seja aprovada este ano. Um grande passo foi a assinatura do Decreto que instituiu a ENEF – Estratégia Nacional de Educação Financeira.</p>
<p>Portanto, sim, acredito que o avanço da educação financeira nas escolas é uma realidade. Há muito a ser feito, mas o interesse existe. E os resultados tem sido muito interessantes.</p>
<p><strong>A internet é um terreno fértil para o desenvolvimento e o aprendizado. Muitos que hoje possuem conhecimento financeiro começaram a estudar através de blogs e redes sociais. Em sua opinião, como o mundo on-line pode colaborar ainda mais para levar às pessoas educação financeira, principalmente ao público jovem que é muito familiarizado com a rede?</strong></p>
<p><strong>RD:</strong> Sem dúvida, o caminho da educação financeira pode se encurtar através da Internet, mas é preciso tomar alguns cuidados, já que estamos falando de educação financeira, que mexe diretamente com os hábitos e costumes. Não podemos confundir este tema com uma disciplina cartesiana, pois trata-se de comportamento.</p>
<p>Precisamos acabar com o mito de que aprender a investir é aprender educação financeira. Investir é algo importante, mas, antes disso, é preciso aprender e criar o hábito de poupar e respeitar o dinheiro ganho no trabalho. E mais, é preciso mostrar para as crianças que guardar dinheiro no cofrinho, sem atrelar a um sonho é algo que não traz resultado concreto.</p>
<p>As crianças e jovens de hoje já são plenamente alfabetizadas digitalmente e, por isso, acredito que este meio deverá ser de vital importância na alfabetização financeira de nossa população. Tenho uma missão desde os meus 37 anos, quando adquiri minha independência financeira (trabalhar por prazer e não pela necessidade): disseminar a educação financeira no Brasil e no mundo.</p>
<p>A Internet permite que este meu objetio se una a parceiros importantes. Sites como o <em>Dinheirama</em> são um bom exemplo de iniciativas de educação financeira inteligentes.</p>
<p><strong>Obrigado pela disponibilidade e parabéns pelo trabalho.</strong></p>
<p><strong>RD: </strong>O Instituto DSOP, por meio de nossos mais de 180 educadores financeiros e através desta entrevista, agradece pela entrevista e parabeniza a equipe <em>Dinheirama</em> pelo excelente trabalho. Seguimos juntos com o objetivo de criar um mundo mais justo, prazeroso e sustentável financeiramente.</p>
<p><strong>PROMOÇÃO! Ganhe um exemplar do livro &#8220;Livre-se das Dívidas&#8221; (DSOP).</strong><br />
Quer ganhar um exemplar do livro &#8220;Livre-se das Dívidas&#8221;? Deixe sua opinião sobre a importância da educação financeira no espaço de comentários abaixo e ajude-nos a divulgar a entrevista também em sua conta no Twitter. <strong>Serão sorteados três exemplares do livro</strong>, participe!</p>
<p>Divulgamos no nosso Twitter oficial - <strong><a title="Siga o Dinheirama no Twitter" href="http://www.twitter.com/Dinheirama" target="_blank">@Dinheirama</a> &#8211; </strong>os vencedores da promoção:</p>
<ul>
<li>@UREU</li>
<li>@brunaheloiza_mg</li>
<li>@jrbinha</li>
</ul>
<p>Parabéns e obrigado a todos que participaram!</p>
<p>Fotos: <strong>Anthony Caronia</strong> (divulgação).</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>As verdades, os perigos e os mitos sobre a dívida externa brasileira</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/07/04/as-verdades-os-perigos-e-os-mitos-da-divida-externa-brasileira/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 19:49:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[dívida]]></category>
		<category><![CDATA[dívida externa]]></category>
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		<category><![CDATA[Sarney]]></category>

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		<description><![CDATA[A dívida externa brasileira está em níveis perigosos? Conheça a história da dívida externa, um pouco sobre FMI, reservas internacionais e economia brasileira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="As verdades, os perigos e os mitos da dívida externa brasileira" src="http://dinheirama.com/files/2011/07/dinheirama_verdades_perigos_mitos_divida_externa_brasileira.jpg" alt="As verdades, os perigos e os mitos da dívida externa brasileira" hspace="2" vspace="2" align="left" />Guga</strong> comenta: <em>&#8220;Navarro, ontem escutei meus pais conversando sobre a dívida externa brasileira e seu montante. Parece que leram em algum jornal que a dívida continua crescendo e está em patamares considerados elevados. Gostaria de entender melhor o que é exatamente a dívida externa e se devemos mesmo nos preocupar com o nível em que ela se encontra atualmente. O que a dívida externa representa? Por que senti nos meus pais um ar de preocupação? Obrigado&#8221;</em>.</p>
<p>Há muito que o termo dívida externa é destaque em nosso cotidiano econômico. Mais do que isso, há uma geração que vê no termo &#8220;dívida externa&#8221; um sinônimo de encrenca. Questione seus amigos, familiares e parentes com algo tipo <em>&#8220;O que a dívida externa representa?&#8221;</em> e veja as reações: &#8220;FMI&#8221;, &#8220;roubo&#8221;, &#8220;calote&#8221;, &#8220;moratória&#8221; e &#8220;Sarney&#8221; serão algumas respostas comuns.</p>
<p>Abordarei neste texto o básico sobre a dívida externa, sua definição, um pouco de sua história e aproveitarei para comentar os dados divulgados recentemente sobre sua crescente alta. A ideia é completar o excelente artigo de <strong>Ricardo Pereira</strong>, aqui mesmo no <em>Dinheirama</em>, intitulado <a title="Entendendo a dívida externa brasileira" href="http://dinheirama.com/blog/2007/11/30/entendendo-a-divida-externa-brasileira/" target="_blank">&#8220;Entendendo a dívida externa brasileira&#8221;</a>. Ainda que alguns termos sejam técnicos demais, farei o possível para manter a explicação em tom simples e didático.</p>
<p><span id="more-6262"></span><strong>O que é divida externa?</strong><br />
Trata-se do montante de débitos de uma nação originados de empréstimos feitos no exterior. Estes empréstimos são feitos com bancos estrangeiros, governos de outros países ou instituições financeiras internacionais (FMI &#8211; Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial etc.). Em outras palavras, a dívida externa representa tudo aquilo que um país (em âmbito geral) deve em caráter internacional.</p>
<p><strong>Como assim, todas as dívidas internacionais do país?</strong><br />
A dívida externa contempla todos os empréstimos realizados por um país, incluindo ai as esferas de governo (federal, estadual e municipal) e setor privado. Ou seja, a dívida externa não é o valor devido pelo governo aos &#8220;gringos&#8221;, mas do país como um todo (incluindo empresas).</p>
<p><strong>Um pouco de história</strong><br />
Complementando o artigo do Ricardo, cabe citar alguns períodos históricos em que a dívida externa foi fator de destaque na economia e no noticiário especializado. Usando como fonte uma <a title="Matéria da Folha trata da dívida externa" href="http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201107030655_TRR_79803621" target="_blank">matéria recente da Folha de S. Paulo</a>, cito:</p>
<ul>
<li><strong>Ano de 1973: </strong>Auge do chamado &#8220;milagre econômico&#8221;, período marcado pela alta dos preços do petróleo. O forte desenvolvimento dos países desenvolvidos forçou a queda dos juros, deixando o dinheiro &#8220;mais barato&#8221;. Governos periféricos, Brasil inclusive, &#8220;aproveitaram&#8221; para se endividar no exterior. A dívida era de US$ 14,9 bilhões neste período;</li>
<li><strong>Ano de 1979: </strong>Momento marcado pelo segundo &#8220;choque do petróleo&#8221;. A inflação assola diversos países, que são obrigados a elevar seus juros. A dívida brasileira cresce com a alta das taxas e atinge US$ 55,8 bilhões;</li>
<li><strong>Ano de 1983:</strong> Tanto o Brasil quanto outros países assumem as dificuldades em pagar suas dívidas externas, recorrendo então ao FMI. A dívida alcançou US$ 93,7 bilhões neste período;</li>
<li><strong>Ano de 1987:</strong> O então presidente José Sarney anuncia, em rede nacional, a moratória da dívida externa brasileira. Cabe lembrar que o governo era responsável por quase 85% da dívida externa brasileira neste período, ou seja, o perfil da dívida era tal que os credores haviam emprestado majoritariamente ao governo brasileiro (e não ao setor privado). As dívidas alcançaram US$ 121,2 bilhões;</li>
<li><strong>Ano de 1994:</strong> As negociações iniciadas depois da moratória finalmente são concluídas, o que permitiu ao Brasil retomar os pagamentos aos credores e restaurar parte de sua credibilidade internacional (o que significa, na prática, oportunidade de tomar novos empréstimos). A dívida era de US$ 148,3 bilhões;</li>
<li><strong>Ano de 1999: </strong>Brasil tem que recorrer uma vez mais ao FMI e sua dívida aumenta para US$ 241,6 bilhões;</li>
<li><strong>Ano de 2005:</strong> Com a economia em ascensão, melhor gestão e ajudado pelo ótimo cenário internacional, nosso país acumula reservas em dólar e paga suas dívidas com o FMI. O Brasil passa a ser credor, ou seja, possuir mais dinheiro em reservas que o montante tomado em empréstimos. Dívida era de US$ 169,5 bilhões;</li>
<li><strong>Ano de 2011:</strong> A crise internacional trouxe uma nova onda de juros baixos &#8211; as taxas são &#8220;jogadas para baixo&#8221; a fim de aquecer a economia. O dinheiro &#8220;lá fora&#8221; ficou mais barato e uma nova onda de empréstimos no exterior acontece. A dívida atual é de US$ 284,1 bilhões, mas o Brasil continua credor (possui US$ 336 bilhões em reservas internacionais).</li>
</ul>
<p><strong>O que devemos entender a partir de tanta informação?</strong><br />
Dois aspectos são essenciais para se estabelecer o correto cenário econômico atual em torno da dívida externa brasileira:</p>
<ul>
<li><strong>Perfil da dívida.</strong> Apesar da crescente dívida externa brasileira, repare que o montante relacionado ao dinheiro emprestado diretamente ao governo caiu (e continua caindo). Em 1985, 85% do total devido era responsabilidade do governo (dos contribuintes, em essência), enquanto apenas 15% eram do setor privado. Atualmente, o percentual do Estado é de 25%, contra 75% do setor privado;</li>
<li><strong>Situação do país em relação aos empréstimos internacionais. </strong>As décadas que marcaram os problemas com a dívida externa mostravam um Brasil mal gerenciado, sem capacidade de poupar. O país não tinha como pagar sua dívida externa, já que não possuía dólares &#8220;em caixa&#8221; para essa operação. Hoje, a situação é outra: temos US$ 336 bilhões em reservas, dinheiro mais que suficiente para pagar a dívida externa, caso fosse necessário pagá-la de uma única vez.</li>
</ul>
<p><strong>Por que uma empresa brasileira pega dinheiro lá fora?</strong><br />
Porque a realidade dos juros e prazos de pagamento do empréstimo é bem diferente da encontrada no Brasil. Taxas menores e melhores condições de pagamento são fatores atraentes e que tornam melhores as margens dos produtos fabricados/comercializados por aqui (ou mesmo exportados a partir do Brasil). A contrapartida é que a dívida é em dólar &#8211; se a cotação mudar, a dívida pode ficar cara demais.</p>
<p><strong>Não há perigo em a dívida externa continuar crescendo?</strong><br />
A resposta não é tão simples. O fato de termos reservas nos dá tranquilidade, é verdade, mas o endividamento excessivo e a dependência externa trazem consigo um perigo: o quadro favorável (juros baixos, economia em crescimento, cotação do dólar e reservas em níveis inéditos) pode mudar, tornando a dívida excessivamente alta e com pagamento complicado.</p>
<p>Imagine uma eventual alta expressiva do dólar, por exemplo. Se o cenário mudar e as dívidas ficarem elevadas, as empresas com empréstimos lá fora terão que reajustar seus preços e condições de venda/produção, atrapalhando seu crescimento (e do país em geral). Seus produtos não serão mais tão competitivos e seu custo de produção pressionará suas margens &#8211; a gestão privada se complica.</p>
<p><strong>Conclusões</strong><br />
Cabe ressaltar que este artigo retrata <strong>minha opinião</strong>. Considerando o perfil da atual dívida externa brasileira e nossa situação econômica, não acredito que os atuais níveis de endividamento sejam danosos (ou mesmo perigosos). Faça as corretas interpretações: isso significa que estou no grupo dos conservadores. As coisas vão bem, mas o ritmo de alta da dívida externa precisa ser controlado de perto. A discussão sobre o nível da dívida externa pode se transformar em um bate boca sem fim, por isso prefiro a visão histórica e relativizada (como a que apresentei aqui). Sua conclusão é o que interessa.</p>
<p>Medidas como o recente aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) dão mostra de que o governo está prestando atenção no tema. Depois de conviver com sérios problemas em decorrência da irresponsabilidade com o dinheiro público, fica fácil entender porque a dívida externa costuma causar calafrios em muitos lares brasileiros. Parece que aprendemos a lição. Tomara.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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