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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; entrevista</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; entrevista</title>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Marco Gomes, fundador da boo-box</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 21:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Marco Gomes, fundador da boo-box, fala sobre empreendedorismo, captação de recursos com investidores para alavancar sua startup e sobre as características do negócio vencedor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Marco Gomes, fundador da boo-box" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_entrevista_marco_gomes_fundador_boo_box.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Marco Gomes, fundador da boo-box" align="left" hspace="2" vspace="2" />Histórias inspiradoras são ideais para o momento que vivemos. O ano de 2012 já está chegando e, como não poderia deixar de ser, com ele chegam a esperança e o desejo de um ano mais completo, rico e recheado de felicidade, realizações e alegria. Mas não podemos esquecer que histórias de sucesso também são feitas de desafios, disciplina e muita persistência. Os leitores que aspiram empreender e cuidar do próprio negócio sabem muito bem do que estamos falando.</p>
<p>Inspiração e muito trabalho! É isso que queremos trazer a você com o papo de hoje, com <strong>Marco Gomes</strong>, fundador e executivo da <strong><a title="Conheça a boo-box" href="http://boo-box.com/" target="_blank">boo-box</a></strong>, empresa de tecnologia para publicidade com operações no Brasil e América Latina. A empresa fundada por Marco quando ele tinha apenas 20 anos, exibe cerca de 3 bilhões de anúncios em mais de 200 mil sites e blogs.</p>
<p>Marco, que teve uma infância bastante dura em Gama, cidade-satélite no Distrito Federal, abandonou o curso de computação na Universidade de Brasília depois de três anos e resolveu correr atrás de seu sonho em São Paulo. A boo-box hoje é uma referência quando se fala de empreendedorismo digital no Brasil. E com a humildade característica de um grande empreendedor, Marco nos conta mais sobre esse feito. Aprenda com ele:</p>
<p><span id="more-6978"></span><strong>Marco, você abandonou a universidade e mudou-se de cidade para correr atrás dos seus sonhos de empreendedor. Foi difícil tomar essas decisões? O que levou em conta e como atravessou esse processo?</strong></p>
<p><strong>Marco Gomes:</strong> Fácil nunca foi, mas posso dizer que foi natural. Eu tinha um objetivo claro e minha melhor chance era estar em São Paulo, próximo dos clientes, investidores e parceiros. Na minha cabeça era muito simples: ou saía do DF para tentar fazer a empresa em São Paulo ou continuava com a mesma vida por lá. Eu quis tentar, até agora tem dado certo.</p>
<p><strong>Você é um dos exemplos mais marcantes de sucesso da Internet brasileira. Olhando um pouco para trás, como surgiu a ideia para criar a boo-box? Aconteceram mudanças de modelo de negócio durante o planejamento e desenvolvimento da empresa?</strong></p>
<p><strong>M. G.:</strong> Mudamos muito, no empreendedorismo chamamos isso de pivot. Há até um neologismo em português, dizemos que “pivotamos muito”. Em 2007, antes de abordar o mercado, nosso palpite era que o mercado principal seria o de e-commerce, intermediando a venda de produtos relacionados ao conteúdo dos blogs.</p>
<p>Durante 2008, ouvindo o mercado, percebemos que a tração com agências de publicidade era muito maior; era imenso o interesse dos publicitários em fazer anúncios nos blogs e redes sociais. Aproveitamos o interesse, adaptamos o produto para campanhas de publicidade e lançamos em 2009 o sistema de publicidade para mídias sociais.</p>
<p>Hoje o sistema de publicidade da boo-box é usado em 280 mil sites, apresenta anúncios de centenas de anunciantes para 65 milhões de pessoas no Brasil, mensalmente, e agora está sendo expandido para o restante da América Latina.</p>
<p><strong>Em uma recente entrevista você diz que aprendeu a lidar com o risco e que hoje não se assusta facilmente com qualquer situação. Em sua opinião, olhando o desenvolvimento econômico do Brasil e tudo as promessas do mercado de Internet, agora é o momento certo para arriscar?</strong></p>
<p><strong>M. G.:</strong> Em uma análise macro sim, o Brasil está em um momento incrível e a atenção internacional voltada para nós. É fácil conseguir reuniões com investidores brasileiros, europeus e americanos, e vemos mais de um anúncio de investimento por semana em startups de tecnologia e internet.</p>
<p>Mas, é claro que cada pessoa é diferente e tem questões pessoais que precisa analisar muito bem antes de “se jogar”. Muita gente diz que empreendedorismo é como montar um avião em queda livre, mas antes de se jogar na queda você precisa ter segurança que tem o conhecimento e as peças necessárias.</p>
<p><strong>Como não poderia ser diferente, você lidou no início com algumas dificuldades, mas encontrou no momento certo a oportunidade de contar com o investimento do fundo Monashees. Como deve ser a aproximação de alguém que tenha um grande projeto junto aos investidores e o que eles levam em conta na hora de decidir ou não em investir?</strong></p>
<p><strong>M. G.:</strong> O investidor vai avaliar alguns elementos:</p>
<ul>
<li>Seu brilho no olho;</li>
<li>O tamanho do mercado que você pretende abordar;</li>
<li>Seu conhecimento do mercado;</li>
<li>Seu protótipo;</li>
<li>A qualidade do seu trabalho passado;</li>
<li>Seu histórico e passado profissional.</li>
</ul>
<p>Falo mais sobre isso no meu blog, nos textos <a title="Leia mais no blog do Marco" href="http://marcogomes.com/blog/2010/o-que-e-venture-capital-e-como-sua-empresa-pode-receber-investimento/" target="_blank">&#8220;O que é Venture Capital e como sua empresa pode receber investimento&#8221;</a> e <a title="Leia mais no blog do Marco" href="http://marcogomes.com/blog/2011/como-criar-uma-startup-na-internet/" target="_blank">&#8220;Como criar uma startup de serviço na Internet&#8221;</a>.</p>
<p><strong>Nesse ano, quem teve a oportunidade de acompanhar a boo-box percebeu o crescimento e a presença de pessoas com experiência para compor a equipe da empresa, como é o caso do amigo Edney Souza (ou Interney). Vocês também concordam que o trunfo de uma startup é sua equipe? Pode falar mais sobre isso?</strong></p>
<p><strong>M. G.:</strong> É importante você estar cercado dos profissionais mais competentes do mercado. Criar uma empresa a partir do zero e ser bem sucedido em um mercado competitivo exige muita energia, conhecimento e dedicação. Sempre recomendo que os empreendedores estejam próximos dos melhores profissionais do mercado em que estão atuando, se possível trazendo-os para o time como conselheiros ou até executivos e acionistas.</p>
<p>Na boo-box, fizemos isso desde o princípio. Logo no início da empresa, nós convidamos o Edney Souza para ser nosso conselheiro de Publishers, recebendo seu feedback periodicamente e tendo-o como um evangelista entre os produtores de conteúdo. Em 2011, ele se juntou ao time de executivos no dia-a-dia da boo-box como VP de Publishers.</p>
<p>Temos também proximidade com <a title="Quem é Anibal Messa" href="http://www.pcapital.com.br/nossotime.htm" target="_blank">Anibal Messa</a>, investidor inicial do BuscaPé e um dos mais experientes <em>venture capitalists</em> do Brasil. Até o final de 2010, éramos 3 executivos na boo-box; em 2011, trouxemos mais 4 executivos, totalizando 7 profissionais altamente capacitados no comando da empresa, inclusive através da incorporação da empresa argentina Popego. (os detalhes estão no site da holding, <a title="Conheça o Grupo 42" href="http://grupo42.com/" target="_blank">Grupo 42</a>). Com isso, nós estamos com uma taxa de crescimento de mais de 6 vezes ao ano.</p>
<p><strong>O que dizer aos jovens leitores que buscam inspiração em histórias como a sua e que desejam também empreender e fundar suas startups? Quais são as fases críticas? Há uma hora certa para profissionalizar a gestão?</strong></p>
<p><strong>M. G.:</strong> Tenha coragem e inteligência para mudar, muito e rápido. Veja as oportunidades pairando no ar (há muitas). Lembre-se que não é o mais forte que sobrevive, mas o mais adaptado às mudanças. Profissionalize a gestão o quanto antes! No empreendedorismo de alto impacto não há excesso de profissionalismo &#8211; lembrando que profissionalismo é diferente de burocracia.</p>
<p><strong>Marco, obrigado pela entrevista e parabéns pelo sucesso à frente da boo-box. Por favor, deixe uma mensagem final de incentivo aos nossos leitores.</strong></p>
<p><strong>M. G.:</strong> Não se prenda em desculpas. Se você tentar, em cinco anos vai ter uma história, de sucesso ou de fracasso. Se você não fizer <em>&#8220;porque não tem dinheiro&#8221;</em>, <em>&#8220;não está no lugar certo&#8221;</em>, <em>&#8220;não tem a formação necessária&#8221;</em>, <em>&#8220;não tem sócio&#8221;</em> ou porque <em>&#8220;não sabe programar&#8221;</em>, por exemplo, daqui cinco anos vai continuar tendo só uma desculpa.</p>
<p>Agradeço imensamente a oportunidade, estou honrado em participar, afinal acompanho o site desde os primeiros posts. Fico muito feliz também em ser parceiro há tantos anos. O <em>Dinheirama</em> – com seu conteúdo segmentado e de alta qualidade – está sempre em minhas apresentações de melhores cases de uso da boo-box. Um exemplo para todos que querem produzir conteúdo profissionalmente no Brasil. Parabéns!</p>
<p>Crédito das fotos: divulgação.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Odete Reis, palestrante de educação financeira</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/12/19/dinheirama-entrevista-odete-reis-palestrante-de-educacao-financeira/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 19:08:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Odete Reis, palestrante de educação financeira, fala sobre como colocar suas finanças em dia, economizar nas compras e multiplicar seu patrimônio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Odete Reis, palestrante de educação financeira" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_entrevista_odete_reis_palestrante_educacao_financeira.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Odete Reis, palestrante de educação financeira" align="left" hspace="2" vspace="2" />Um dos aspectos mais gratificantes deste trabalho de conscientização financeira é saber que, a cada dia que passa, novos profissionais decidem dedicar suas carreiras a melhorar a relação das pessoas com o dinheiro. Ainda melhor é poder conhecer e reconhecer o importante papel que a educação financeira tem no atual cenário de crescimento econômico (pelo menos é o que os brasileiros percebem) e maior possibilidade de consumo (expansão do crédito).</p>
<p>No começo deste mês, tive a honra de conversar com <strong><a title="Conheça Odete Reis" href="http://migre.me/7dwm0" target="_blank">Odete Reis</a></strong>, palestrante de “Economia Financeira e Comportamental” e Colunista da Rádio Sempre Mais FM 90,7. Formada em Administração, Odete ocupou, por cinco anos, cargo de gerente de mercado e capitais em instituições financeiras, como Bradesco. Atuou também como Assistente Executiva trilingue (português, alemão e inglês) por trinta anos nas empresas multinacionais Hoechst, AgrEvo, Aventis e Behr Brasil.</p>
<p>É Educadora Voluntária no Formare – Fundação Iochpe, onde desenvolve com os jovens de 16 a 18 anos atitudes positivas com o dinheiro, desde o primeiro salário. Conversamos sobre a atual situação do país, as possibilidades de consumo e investimento que o &#8220;novo Brasil&#8221; oferece e a importância de respeitarmos nossa condição financeira familiar. Acompanhe e deixe seu comentário ao final da entrevista:</p>
<p><span id="more-6933"></span><strong>Odete, ao olhar do brasileiro mais simples, humilde, vivemos uma época muito positiva, de renda crescente e pleno emprego. A realidade é de fato essa, mas há uma crise financeira complicada &#8220;lá fora&#8221;. Permanecer alienado pode ser perigoso?</strong></p>
<p><strong>Odete Reis:</strong> Temos agora uma nova classe consumidora que precisa urgentemente de aprendizado em relação ao dinheiro, pois, apesar da evidente disseminação da educação financeira no Brasil, é indiscutível que o que já foi feito não passa de uma gota no oceano.</p>
<p>Este público imenso que está chegando está se deparando com incontáveis decisões financeiras importantes pela primeira vez na história de suas famílias. Logo, está extremamente exposto a armadilhas. Permanecer alienado não só é muito perigoso para essas famílias, mas também para o país, pois com a globalização a crise nos afeta diretamente.</p>
<p><strong>A ascensão social deve ser comemorada, é claro, mas também deve ser acompanhada de perto &#8211; principalmente do ponto de vista do consumo. Quais os perigos, sob a ótica familiar, de tantas opções de compra e crédito?</strong></p>
<p><strong>O. R.: </strong>Com esta rápida ascensão social, 70% das pessoas estão com problemas financeiros &#8211; e não importa se ganham bem ou mal. O problema não está na remuneração, mas sim no gastar descontroladamente. O perigo está nas famílias cada vez mais endividadas no país das taxas de juros mais altas do planeta (ainda que as taxas médias de juros pagas pelo consumidor estejam em queda).</p>
<p>É necessário aprender a diferença do desejo supérfluo e do necessário. Quando as pessoas aprenderem a identificar essa diferença &#8211; que o desejo é momentâneo e a necessidade é duradora -, irão deixar de consumir por compulsão e passar a usar seu dinheiro de forma a garantir um futuro com mais qualidade de vida.</p>
<p><strong>Tenho a impressão de que muitos jovens, principalmente aqueles acostumados às facilidades da Internet, estão angustiados e ansiosos, com baixa tolerância à frustração. Você concorda? O que houve? Como mudar esse quadro?</strong></p>
<p><strong>O. R.:</strong> Concordo plenamente. Nossos jovens não aprenderam a lidar com as frustrações e isto também se aplica ao consumo. Eles são imediatistas, querem tudo para agora. Os jovens precisam ouvir mais vezes “não” por partes de seus pais ou responsáveis para que se tornem adultos com mais tolerância. Sabendo que a vida é feita de escolhas, é importante aceitar que muitas vezes não teremos tudo que queremos.</p>
<p>Observo que pais disciplinados em relação aos seus filhos, com horário de voltar para casa, hora das refeições, banho e controle de mesada, criam filhos disciplinados em todas as áreas, da alimentação às finanças pessoais. Certamente esses jovens serão bem menos propensos ao descontrole financeiro e serão mais capazes de planejar a superar suas dificuldades.</p>
<p><strong>Os pais tem delegado o dever de educar às escolas. Tal atitude pode ser desastrosa se considerado o trato ao dinheiro, afinal perde-se o exemplo principal, o modelo. Você acha que a educação financeira ainda é pouco compreendida e valorizada?</strong></p>
<p><strong>O. R.:</strong> É claro que o ambiente escolar deve ser também palco para reflexão e transformação dos alunos, no entanto, em todo o mundo a educação financeira é um assunto que cabe prioritariamente às famílias. Transferir essa responsabilidade para as escolas é ingenuidade ou oportunismo.</p>
<p>Acontece que, na maioria das vezes, os pais também não tiveram educação financeira, então fica a questão: como passar este conhecimento, este modelo, para seus filhos? Neste caso, o aprendizado na escola será válido, embora não o suficiente. É preciso que haja troca entre pais e filhos, diálogo e também participação ativa no processo de formação do cidadão.</p>
<p>Não acredito que a educação financeira seja pouco compreendida e valorizada. Vejo como uma questão cultural que demandará algum tempo para que as pessoas, especialmente das classes mais baixas, compreendam sua importância na qualidade de vida.</p>
<p><strong>Ironicamente, o dinheiro é também um assunto bastante popular, de apelo, já que faz parte do nosso dia a dia. Quais as razões que levam uma família a ignorar a importância do planejamento financeiro? Pressões sociais agravam essa relação?</strong></p>
<p><strong>O. R.:</strong> Vivemos muito tempo com uma inflação altíssima, onde não havia como fazer planejamento. Some a isso o fato de que o brasileiro não aprendeu educação financeira nas escolas nem em sua casa e temos um problema maior. A falta de planejamento é também cultural.</p>
<p>O Brasil tem estabilidade econômica há apenas quinze anos e somente há cinco anos a inflação ficou estável. Com a moeda estável, ficou mais fácil para o brasileiro perceber que pode se organizar, mas ele ainda não tem essa cultura. Embora isto esteja mudando devagar, vejo em minhas palestras que as pessoas de maior conhecimento já iniciaram um planejamento de suas finanças. É um movimento crescente.</p>
<p>Entendo que os fatores que mais levam as famílias a gastarem sem controle são: as pressões sociais, a fonte de crédito rápido e sem burocracia e a falta de maturidade na relação ao dinheiro. Misture isso e temos uma situação familiar bem complicada.</p>
<p><strong>Se você pudesse resumir em poucos passos a tarefa de organizar e tomar as rédeas das finanças, o que diria? Por onde começar? Existem atalhos? E armadilhas?</strong></p>
<p><strong>O. R.:</strong> O caminho para se ter uma vida financeira sob controle começa por um passo simples, mas que tem efeito bastante poderoso: colocar todas as receitas e gastos em uma planilha. Esta planilha pode ser de papel ou em versão eletrônica. O importante é se identificar com a ferramenta que escolheu.</p>
<p>As armadilhas geralmente acontecem nos primeiros seis meses. De cada dez pessoas que se propõem a acompanhar as próprias contas, sete desistem até o quinto mês. Para muitos, essa não é uma tarefa gostosa. A realidade é que gerenciar as finanças é um passo fundamental para as pessoas que querem ver seu rico dinheirinho crescer.</p>
<p>Do ponto de vista financeiro, planejar requer realmente grande esforço e muito boa vontade. É primordial a persistência. Sempre digo que é como escovar os dentes, têm que fazer um pouquinho todos os dias. Brinco em minhas palestras que temos 1.440 minutos no dia; por que não tirar apenas 10 minutinhos para cuidar do seu preciso dinheirinho e obter equilíbrio financeiro?</p>
<p>O resultado é fantástico! Para não desanimar, pense que fazer todas as anotações funciona como montar um inventário de sua vida financeira. Foque nos resultados que quer atingir: finanças equilibradas, dívidas quitadas e sonhos realizados. Seja persistente.</p>
<p><strong>Odete, muito obrigado pela disponibilidade. Por favor deixe uma mensagem para os leitores que desejam mudar sua relação com o dinheiro em 2012.</strong></p>
<p><strong>O. R.: </strong>Lembre-se também que você não precisa só guardar dinheiro. É preciso dar sentido a ele e gastá-lo bem. Para quem sabe gastar, o dinheiro rende. Para quem não sabe, não há renda que baste. Desejo a todos os leitores muito alegrias e sucesso em 2012, lembrando que o futuro é construído no presente, por isto é fundamental começar seu planejamento agora! Obrigado pelo espaço e parabéns pelo trabalho. Quem quiser me conhecer melhor, pode acessar <a title="Conheça Odete Reis" href="http://migre.me/7dwm0" target="_blank">www.odetereis.com.br</a>.</p>
<p>Fotos: divulgação.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Romero Rodrigues, fundador e CEO do Buscapé</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 20:04:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Romero Rodrigues, fundador e CEO do Buscapé, fala sobre empreendedorismo, negócios na Internet, venture capital, investidores e sucesso! Como chegar lá?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Romero Rodrigues, fundador e CEO do Buscapé" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_entrevista_romero_rodrigues_ceo_buscape.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Romero Rodrigues, fundador e CEO do Buscapé" align="left" hspace="2" vspace="2" />O fim de ano continua muito especial para nós do Dinheirama. Sempre pensando em compartilhar conhecimento e aprender mais, buscamos conhecer pessoas importantes e modelos de sucesso acessíveis e dispostos a incentivar a disseminação da educação financeira e empreendedora. Tivemos a grande honra de conversar com <strong>Romero Rodrigues</strong>, fundador e CEO do <strong><a title="Conheça o Buscape" href="http://www.buscape.com.br/" target="_blank">Buscapé</a></strong>, que começou como um comparador de preços e hoje engloba diversos serviços de Internet.</p>
<p>Romero é Engenheiro Elétrico com ênfase em Computação pela Universidade de São Paulo (USP) &#8211; Escola Politécnica. Criou o Buscapé em 1998, ainda com 21 anos e ao lado de dois colegas de faculdade. O site só começou mesmo a operar em 1999, com 35 lojas parceiras e 35.000 produtos. Dez anos depois, em 2009, uma fatia de 91% da empresa foi vendida ao grupo africano Naspers por US$ 342 milhões.</p>
<p>Atualmente, o grupo <a title="Conheça o Buscapé Company" href="http://migre.me/79luI" target="_blank">Buscapé</a> está presente em 28 países e conta com empresas como QueBarato!, Pagamento Digital, FControl, BondFaro, Lomadee, ebit, entre outras. Nosso papo com Romero foi sobre a possibilidade de novos empreendedores de Internet despontarem no Brasil. O que impede que isso aconteça mais? Confira abaixo:</p>
<p><span id="more-6919"></span><strong>Romero, sabemos como todo começo de um negócio de Internet é difícil. Aqui no Brasil, podemos dizer que é ainda mais difícil? Por quê? Quais as diferenças e o que devemos melhorar?</strong></p>
<p><strong>Romero Rodrigues:</strong> As condições melhoraram muito no Brasil. As barreiras que existiam antes hoje são muito mais fáceis de serem transpostas, como os custos de hospedagem, de aluguel de um escritório e do link de Internet. Além disso, a Internet rápida propicia acesso fácil aos consumidores. As dificuldades, hoje, são de se encontrar as grandes ideias e implementá-las sem perder o time-to-market.</p>
<p>Mas uma coisa é certa: o cenário de estabilização e crescimento da economia brasileira, somado à crise na Europa e nos Estados Unidos, colocou o país entre as prioridades de investimentos do capital de risco, atraindo, inclusive, modelos de investimento que antes não existiam por aqui, como os investidores anjo.</p>
<p><strong>Você e seus sócios entraram e criaram uma grande empresa de internet justamente no período do estouro da bolha. Qual foi a decisão mais difícil que tiveram que tomar e quais as consequências disso?</strong></p>
<p><strong>R. R.:</strong> A decisão mais complicada é sempre a de prosseguir. Às vezes, desistir é mais fácil. Se fôssemos ouvir conselhos, dicas e sugestões, não persistiríamos durante as tempestades que enfrentamos, não só no estouro da bolha, como também em outras ditas crises mundiais que, nós, por opção e insistência, decidimos ficar de fora.</p>
<p><strong>Um dos momentos mais importante de uma startup é a busca por investimentos e podemos dizer que o Buscapé foi uma das pioneiras em conseguir bons parceiros. Qual a dica para quem está justamente buscando investidores para fazer o negócio crescer?</strong></p>
<p><strong>R. R.:</strong> Acredite realmente no projeto, revise, repense; deixe-o perfeito. Fique antenado nas notícias do setor em que sua startup atuará. Monte um plano detalhado, mas não prolixo. Busque ajuda, troque experiência, crie sinergias. Os investidores são consequência do trabalho bem feito durante estas etapas.</p>
<p>Entendo que o principal diferencial de qualquer empreendedor é a paixão por seu negócio. Nenhum investidor apóia uma empresa na qual não enxerga paixão nos olhos do empresário. Inovação também é um requisito importante quando se trata da Indústria da Internet. É preciso estar sempre se antecipando às tendências, já que, neste mercado, quem chega primeiro com um serviço realmente inovador é quem tem a maior chance de se consolidar na liderança. Na Internet, dificilmente os últimos serão os primeiros.</p>
<p><strong>Há um consenso que diz que fundos e investidores internacionais se preocupam muito mais com a equipe e o produto do que com a geração de receita e retorno financeiro (no primeiro momento), enquanto os financiadores brasileiros querem um plano de negócios muito amarrado. Isso é real? Como o empreendedor web deve encarar essa questão?</strong></p>
<p><strong>R. R.:</strong> Sim. Os investidores internacionais veem um passo além. São menos imediatistas e procuram equipes e produtos aptos e capacitados. Apesar dessa diferença, os financiadores brasileiros, que prioritariamente buscam planos de negócios detalhados, estão exigindo cada vez mais capacitação e foco da equipe. São grupos diferentes, mas igualmente focados em resultados.</p>
<p><strong>Como deve ser a gestão financeira do negócio web que pretende crescer e atrair a atenção de um investidor?</strong></p>
<p><strong>R. R.:</strong> Deve ser ousada, mas sem extremos. O investidor percebe de longe quando uma startup apresenta risco maior ou menor. O grande desafio é mostrar que esse risco vale a pena. Existem investidores para todos os perfis de gestão financeira. Um plano sólido e bem coerente, que justifique bem um determinado posicionamento, é o melhor caminho.</p>
<p><strong>O que dizer do atual momento de crise em relação aos investidores de risco? O dinheiro continua disponível no Brasil? Você pode listar alguns requisitos para que o empreendedor se diferencie na hora de buscar apoio?</strong></p>
<p><strong>R. R.:</strong> O Brasil tem sido um dos principais alvos, quando não o principal, dos investidores de risco. De certa forma, o Buscapé ajudou a reabrir as portas do Brasil para o capital de risco nos últimos anos por conta da venda da empresa para a Naspers, ocorrida em 2009.</p>
<p>Nos últimos anos temos assistido a entrada no país de Venture Capitals dispostas a apoiar startups na indústria da Internet que tenham modelos de negócios inovadores e/ou que estejam replicando no mercado brasileiro modelos de comprovado sucesso em outros mercados internacionais, como Europa e Estados Unidos. Além disso, empresas internacionais também estão chegando ao Brasil dentro de uma estratégia de expansão em que o país se apresenta não apenas como uma economia emergente, mas também como o principal mercado da América Latina.</p>
<p><strong>7) Romero, obrigado pela disponibilidade. Por favor deixe uma mensagem final aos nossos jovens leitores que sonham ser empreendedores web de sucesso.</strong></p>
<p><strong>R. R.:</strong> Existe uma palavra que, sempre que a escuto, ligo meu radar: impossível. Se alguém disser que sua ideia ou que o que você está construindo é algo impossível, acelere. O impossível é o caminho para o sucesso.</p>
<p>Crédito das fotos: divulgação.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Eduardo L&#8217;Hotellier, CEO e co-fundador do GetNinjas</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 14:53:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Conheça a trajetória de sucesso de Eduardo L'Hotellier, CEO e co-fundador do GetNinjas. O jovem empresário fala sobre a trajetória do negócio e como teve a idéia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Eduardo L'Hotellier, CEO e co-fundador do GetNinjas" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_entrevista_eduardo_lotellier_ceo_cofundador_getninjas.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Eduardo L'Hotellier, CEO e co-fundador do GetNinjas" align="left" hspace="2" vspace="2" />Empreender é, antes de mais nada, detectar e resolver um problema. Poder fazer isso de forma inteligente (e rentável) significa criar um negócio sustentável e próspero. A Internet ficou muito conhecida como o terreno perfeito para lançar novas idéias sem tanta burocracia e dinheiro. O Dinheirama valoriza muito a possibilidade de aprendermos com empreendedores de sucesso. Que tal conhecer mais uma história de sucesso da nossa web?</p>
<p>Tivemos a oportunidade de conversar com <strong>Eduardo L&#8217;Hotellier</strong>, CEO e co-fundador do <strong><a title="Conheça o GetNinjas" href="http://migre.me/74YWL" target="_blank">GetNinjas</a></strong>, uma plataforma onde as pessoas podem contratar ou oferecer qualquer tipo de serviço. Formado em Engenharia da Computação pelo Institutio Militar de Engenharia (IME) e pós-graduado em Finanças pela COPPEAD, Eduardo, 26 anos começou sua carreira na área de consultoria estratégica e gestão financeira em multinacionais como McKinsey&amp;Company e Bain&amp;Company e na nacional Angra Partners.</p>
<p>Segundo ele mesmo nos contou, sua aptidão para empreendedorismo começou já na faculdade, quando foi finalista no jogo universitário Desafio Sebrae e terceiro colocado na competição de Casos de Negócio da FEA/USP. Hoje, Eduardo é CEO da GetNinjas. Veja como foi nosso papo:</p>
<p><span id="more-6887"></span><strong>Eduardo, é muito comum enxergarmos a web como um mundo repleto de muito conteúdo e informação. Até que ponto estamos preparados para lidar com os benefícios de tantas opções? Esse acesso constante não gera ansiedade em excesso?</strong></p>
<p><strong>Eduardo L&#8217;Hotellier:</strong> Vejo de forma um pouco diferente. Acredito que, pelo contrário, a Internet diminui a ansiedade na medida em que provê soluções eficazes para os problemas que enfrentamos. Falo por experiência própria: em poucos minutos posso planejar minhas férias, comprar os eletrodomésticos de minha casa ou até contratar um encanador para arrumar um vazamento. Acho isso fantástico.</p>
<p><strong>A característica que talvez faça da Internet uma poderosa ferramenta pessoal e profissional é a chance de construir algo em conjunto com outros usuários e, através dessa interação, desenvolver novos produtos e serviços. Você pode explicar melhor o que significa <em>crowdsourcing</em>?</strong></p>
<p><strong>E. L.:</strong> O <em>crowdsourcing</em> é o uso da inteligência e dos conhecimentos coletivos espalhados pela internet para criar conteúdo, soluções ou desenvolver novas tecnologias. O termo foi cunhado em 2006 pelo jornalista Jeff Howe em um artigo para a revista &#8220;Wired&#8221; intitulado <a title="Leia o artigo" href="http://www.wired.com/wired/archive/14.06/crowds.html" target="_blank">&#8220;The Rise of Crowdsourcing&#8221;</a>.</p>
<p>Todavia, o conceito é muito mais antigo. Você talvez se beneficie do <em>crowdsourcing</em> todos os dias de manhã, sem saber. É que em 1869, a França enfrentava uma escassez de manteiga, o que fez com que o preço do produto fosse às alturas; foi então que o imperador Luís Napoleão III resolveu criar um prêmio para quem fosse capaz de criar um substituto para esse produto. De um esforço coletivo, surgiu a margarina.</p>
<p><strong>A venda de produtos (e-commerce) já é uma realidade na Internet brasileira. Sua empresa, a <a title="Conheça a GetNinjas" href="http://migre.me/74YWL" target="_blank">GetNinjas</a>, propõe que o mesmo “boom” possa ocorrer com a prestação de serviços. Pode explicar melhor a ideia e como percebeu essa oportunidade?</strong></p>
<p><strong>E. L.:</strong> Todo empresário já precisou de um designer para fazer um material promocional e quase todo mundo já precisou contratar um encanador para resolver um problema de vazamento. Porém, mesmo com todas as informações disponíveis na Internet, ainda é extremamente difícil encontrar um profissional de confiança, que atenda às nossas necessidades. Há diversos classificados online, mas nenhum possui sistema de qualificação e/ou verificação de vendedores: a maioria dos sites do segmento de serviços nada mais é do que páginas amarelas online.</p>
<p>Depois que identificamos que esse problema existia, fizemos alguns estudos para calcularmos o tamanho do mercado e claramente vimos que trata-se de um mercado de enorme potencial, na casa de bilhões de reais. Foi a partir dessas constatações que resolvemos criar o <a title="Conheça o GetNinjas" href="http://migre.me/74YWL" target="_blank">GetNinjas</a>. Prestação de serviços online, mas com qualidade, verificação e feedback de usuários e prestadores de serviços.</p>
<p><strong>Uma das principais características da Internet é aproximar empresas de seus potenciais clientes. Até agora, o profissional que deseja oferecer seus serviços normalmente opta por criar uma página web e divulgá-la entre seus contatos e através das redes sociais. Esse modelo ainda funcionará? Ou a proposta de um local de negociação, como a GetNinjas, torna desnecessária a criação de um currículo virtual oficial?</strong></p>
<p><strong>E. L.:</strong> Ambos os modelos irão coexistir e eles se complementam. Apesar do <a title="Conheça o GetNinjas" href="http://migre.me/74YWL" target="_blank">GetNinjas</a> oferecer para seus usuários a possibilidade de criar uma página pessoal, incentivamos os usuários a &#8220;linkarem&#8221; seus blogs, perfis no Flickr, LinkedIn e outros sites. Cada plataforma tem seus pontos fortes, então por que não utilizarmos o que cada uma tem de melhor para oferecermos aos compradores o máximo de informação possível sobre os vendedores?</p>
<p><strong>Você pode dar um exemplo prático de como o crowdsourcing e a oferta de serviços via web facilitou a vida de empresas brasileiras? E o lado do profissional?</strong></p>
<p><strong>E. L.:</strong> Um dos exemplos mais claros é a ajuda que plataformas como a que criamos dão para as empresas nos processos de criação da marca. O empresário pode, em instantes, achar um ótimo profissional para ajudá-lo a construir sua marca, definindo a identidade visual da empresa, criando um logotipo e até recebendo apoio para criar o slogan. Os bons profissionais também se beneficiam desse modelo, pois eles podem ter contato direto com seus clientes.</p>
<p><strong>Tenho a impressão de que o modelo favorece bastante o freelancer, aquele profissional que trabalha de forma independente. Como fica a qualidade e a garantia de um serviço idôneo, bem prestado, se nem sempre haverá uma empresa responsável?</strong></p>
<p><strong>E. L.:</strong> O maior atrativo de uma empresa é seu nome e o mesmo vale para os freelancers. Além de que empresas são várias pessoas trabalhando em um mesmo propósito (ou pelo menos assim deveria ser). No nosso caso, oferecemos garantia para os compradores: caso o serviço não seja devidamente executado, devolvemos 100% do valor pago, sem complicações e sem enrolações.</p>
<p>Assim, apesar de abrir portas para os freelancers, será preciso prestar um serviço de qualidade para diferenciar-se na base de possibilidades que o cliente terá. Empresas e equipes bem estruturadas e que levarem o trabalho à sério serão reconhecidas pelos clientes, o que elevará as chances de receberem novos pedidos de trabalho. O <em>crowdsourcing</em> é um meio eficiente de avaliar fornecedores e criar relações entre especialistas e clientes.</p>
<p><strong>Quais devem ser os principais motivos de atenção das empresas ao procurar por serviços oferecidos através da Internet? Como evitar problemas e garantir que o serviço será realizado de forma conveniente e no prazo?</strong></p>
<p><strong>E. L.:</strong> Os cuidados que as empresas e pessoas físicas devem ter ao contratar serviços pela internet devem ser os mesmos que eles exercitam ao contratar utilizando páginas amarelas e outros tipos de classificados. Deve-se verificar se o profissional é realmente quem ele diz que é, prestar atenção no seu portfólio (quem ele já atendeu, o que fez etc.), procurar referências de quem já trabalhou com ele e por ai vai.</p>
<p>A idéia de implementar essas possibilidades em uma plataforma online facilita todo esse processo, afinal você pode ver os comentários e avaliações das pessoas que já compraram determinado serviço. Mais que isso, os vendedores são incentivados a conectar sua conta no Facebook, então é possível saber o nome real da pessoa, além de ver quais amigos você tem em comum com ele. Também verificamos o telefone celular do vendedor através do envio de SMS, além de outros sistemas de validação que estão sendo implementados.</p>
<p><strong>Eduardo, desejamos sucesso com a <a title="Conheça a GetNinjas" href="http://migre.me/74YWL" target="_blank">GetNinjas</a> e agradecemos sua disponibilidade para conversar. Por favor, deixe uma mensagem final aos leitores do Dinheirama.</strong></p>
<p><strong>E. L.:</strong> Queridos leitores do <em>Dinheirama</em>, obrigado pela atenção de vocês. Falar um pouco sobre minha idéia e empresa me traz satisfação porque sei que assim incentivo novos empreendedores. Torço para que o papo tenha sido enriquecedor e espero vê-los também no GetNinjas. Acessem <a title="Conheça a GetNinjas" href="http://migre.me/74YWL" target="_blank">www.getninjas.com.br</a> e conheçam nosso trabalho. Sigo à disposição, até a próxima. Abração.</p>
<p>Crédito da foto: divulgação.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Gustavo Franco, ex-presidente do BC e sócio da Rio Bravo Investimentos</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 07:38:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Gustavo Franco fala da importância da juventude e comenta a atuação do governo na queda da taxa básica de juros (Selic). O que esperar de 2012?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Gustavo Franco, ex-presidente do BC e sócio da Rio Bravo Investimentos" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_entrevista_gustavo_franco.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Gustavo Franco, ex-presidente do BC e sócio da Rio Bravo Investimentos" align="left" hspace="2" vspace="2" />Economia também é assunto para os jovens, principalmente porque eles sempre são os agentes de transformação (ou não) de um país. Entender o que se passa com nossa taxa de juros, nossa política fiscal e qual o papel da sociedade diante desses desafios é questão de cidadania. Para destacar a importância do tema, nada melhor que conversar com um economista. Felizmente, tivemos a oportunidade de bater um papo com um grande economista: <strong>Gustavo Franco, </strong>ex-presidente do Banco Central.</p>
<p>Gustavo Franco é Economista pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, onde também completou seu mestrado. Sua dissertação foi a primeira colocada em 1983 no Prêmio BNDES de Economia. Foi professor, pesquisador e consultor em assuntos de economia no Departamento de Economia da PUC-RJ, especializando-se em inflação, estabilização, história econômica e economia internacional, áreas em que publicou extensamente.</p>
<p>Entre 1993 e 1999, Gustavo foi secretário de política econômica adjunto do Ministério da Fazenda, diretor de Assuntos Internacionais e presidente do Banco Central do Brasil. Teve participação central na formulação, operacionalização e administração do Plano Real.</p>
<p><span id="more-6874"></span>Em 2000, Gustavo Franco fundou a <a title="Conheça a Rio Bravo Investimentos" href="http://www.riobravo.com.br/" target="_blank">Rio Bravo Investimentos</a>, empresa de serviços financeiros, fusões, aquisições, investimentos e securitizações. Participa de diversos conselhos de administração, consultivos e de eventos corporativos como palestrante. Em paralelo, mantém alguma atividade acadêmica (aulas e pesquisas) e escreve para jornais e revistas (O Estado de São Paulo, Jornal do Brasil, Veja, Época). Acompanhe nossa conversa:</p>
<p><strong>Gustavo, um dos temas mais discutidos no Brasil é a taxa de juros. Recentemente você se tornou uma voz importante que acredita que poderíamos já praticar taxas de juros similares às da zona do Euro. Como viabilizar esse cenário?</strong></p>
<p><strong>Gustavo Franco:</strong> Somos o campeão mundial de juros há muitos anos; já é tempo de assumir que há algo de patológico nesse comportamento. Temos praticado as “metas de inflação” tal como se já tivéssemos alcançado a “normalidade” em matéria de juros e contas públicas, o que, infelizmente, não é o caso. Parece que a crise fiscal do Hemisfério Norte fez parecer que a nossa situação é melhor do que realmente é.</p>
<p>O fato é que sem uma melhora substancial no déficit nominal (e no superávit primário), não vamos conseguir reduzir muito substancialmente os juros sem acordar a inflação. Trata-se, portanto, de mudar a mistura: menos “política fiscal” permite mais “flexibilização monetária”.</p>
<p><strong>Olhando para 2012 e os gastos que o governo terá, inclusive com aumento substancial do salário mínimo (e consequentemente a expectativa de consumo maior), não corremos o risco de termos o retorno da inflação se a Selic cair demais?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> Sim, corremos o risco. A determinação presidencial de reduzir os juros é louvável, mas se o Palácio não providenciar uma melhoria na política fiscal vamos rumar na direção do “mix” argentino, onde a inflação se aproxima de 20%, há manipulações e muita propaganda sobre a manutenção do crescimento, ainda que meio trôpego, e provavelmente insustentável. Não é o caminho que devemos perseguir.</p>
<p><strong>A atual direção do Banco Central optou por conter a inflação com a adoção das chamadas medidas macroprudenciais. Nesse meio tempo, a crise na Europa se agravou &#8211; o que de certa forma contribuiu para o aumento de preços e desaquecimento econômico em todo mundo. O Brasil pode aproveitar-se deste momento ou sofrerá com ele?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> Pessoalmente, não gosto de medidas “macroprudenciais”, pois sob este título o que se pratica, geralmente, é controle quantitativo do crédito e tributação disfarçada, o que antigamente era chamado de “repressão financeira”. O impacto dessas medidas é simplesmente o de aumentar o “spread” bancário, ou seja, um aumento de taxas de juros que incide apenas para o crédito (para o setor privado).</p>
<p>O fato é que essas medidas ajudaram o Brasil a parar de ferver, mas em níveis de atividade e emprego ainda muito altos. A crise na Europa tem tido alguma influência deflacionista mas nada nem próximo do que se observou em 2008, de tal sorte que esta nova safra de reduções na Taxa Selic precisa ser calibrada com enorme cuidado.</p>
<p><strong>O desejo de crescer de forma sustentável nos acompanha há um bom tempo. Não seria o momento de olharmos com carinho para possíveis alterações na política fiscal, incluindo uma possível elevação no superávit primário?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> Claro que sim, está mais do que na hora. Na verdade, há anos que estamos diante desse desafio. Os governos fazem o possível e o impossível para procrastinar esse momento, face aos custos políticos de curto prazo. É a miopia clássica dos políticos, que não percebem o tamanho do benefício que pode ser gerado no futuro. Enfim, estamos perdendo tempo e ajudando a nutrir a máxima segundo a qual somos o país do futuro que nunca chega.</p>
<p><strong>No livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21866870/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Cartas a um Jovem Economista&#8221;</a>, você teve a oportunidade de conversar com um público jovem e que está se preparando para entrar no mercado de trabalho. Algumas projeções colocam o Brasil entre as quatro maiores economias do mundo daqui algumas décadas. Qual o peso dos jovens na nova realidade econômica do Brasil?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> É gigantesco. As mudanças demográficas dos últimos anos nos transformaram em um país com um inchaço nas faixas etárias dos iniciantes no mercado de trabalho, todos empregados e com fortes percepções de que é enorme a “taxa de retorno” do investimento em educação é qualificação.</p>
<p>Há muito otimismo no ar, e por isso o Instituto Gallup aferiu que o Brasil ocupa a 24ª posição no ranking de países sobre “felicidade” e a 1ª do mundo em “felicidade esperada para cinco anos à frente”. Isto é estranho para um país que ocupa a 83ª posição no ranking do Índide de Desenvolvimento Humano (IDH), e só se explica a partir de um fator, aliás, como ficou bem demonstrado no estudo do <a title="Conheça o CPS - FGV" href="http://cps.fgv.br/" target="_blank">CPS-FGV-RJ</a>, de Marcelo Nery: o fator é a juventude.</p>
<p><strong>Um dos pontos mais delicados em nosso país é justamente a falta de mão de obra especializada. Em que medida as reformas na educação e no nível do ensino profissionalizante são fundamentais para alcançarmos o projetado sucesso?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> O ponto crucial é o aumento de vagas, e isto tem ocorrido sobretudo a partir de estabelecimentos privados. No ensino universitário, a rede pública estagnou e se elitizou a despeito da demagogia em se manter a gratuidade das mensalidades, que beneficia apenas aos filhos da classe média abastada para cima.</p>
<p>Enquanto isso, o ensino universitário noturno talvez tenha multiplicado por cinco as suas vagas nos últimos 10 anos. O governo prefere gastar dinheiro dando bolsas para os estudantes na rede privada (PROUNI) a cobrar anuidades na rede pública. Eu não consigo entender.</p>
<p><strong>Gustavo, obrigado pela participação. Por favor, deixe um recado final aos nossos muitos leitores jovens que admiram sua trajetória.</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> O Brasil é um país jovem cheio de estruturas velhas, por isso somos uma explosão de empreendedorismo e vontade de vencer, mas num ambiente ainda dominado pelo privilégio e pelos cânones do patrimonialismo. O país precisa se renovar. Em boa medida, a hiperinflação era um sintoma dessa batalha entre o novo e o velho. Os problemas não foram inteiramente resolvidos, longe disso. A juventude será a principal força na direção da mudança, e há muito o que fazer.</p>
<p>Crédito das fotos: <strong>Daniela Toviansky/AE e divulgação</strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>DinheiramaCast: Como você pretende usar o 13º salário?</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 19:09:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pesquisa mostra que maioria dos brasileiros (60%) usará o décimo terceiro salário para pagar dívidas já contraídas. E você, o que vai fazer com o dinheiro extra?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="DinheiramaCast: Como você pretende usar o 13º salário?" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_podcast_como_voce_pretende_usar_13_salario.jpg" alt="DinheiramaCast: Como você pretende usar o 13º salário?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Segundo pesquisa recente da Anefac (Associação dos Executivos de Finanças), 60% dos consumidores usarão o 13o. salário para pagar dívidas já contraídas. Apenas 3% pretendem guardar o dinheiro extra. Esse tema gerou uma entrevista bastante enriquecedora para o programa <strong><a title="Acesse o Conexão Itajubá" href="http://www.conexaoitajuba.com.br" target="_blank">Conexão Itajubá</a></strong>, capitaneado pelo amigo <strong>Octavio Scofano</strong> e veiculado na <strong><a title="Ouça a Rádio Panorama FM" href="http://www.radiopanoramafm.com.br/" target="_blank">Rádio Panorama FM 103,5</a></strong>. Discutimos a importância de aproveitar esse dinheiro para começar a criar uma cultura de poupança e planejamento financeiro em sua família. Quitar dívidas pode ser importante e essencial, mas investir também. Como você lida com essa realidade?</p>
<p>Como sugestão dos próprios ouvintes, trarei para o <em>Dinheirama</em> as futuras entrevistas realizadas para o programa, que acontecem quinzenalmente, às terças-feiras, por volta de 11:30h. O arquivo será disponibilizado para <em>download</em> e também para assinatura pelo nosso <em>podcast</em> criado no iTunes, conforme instruções ao final deste post. Os leitores do Sul de Minas podem sintonizar a Panorama FM em 103,5 MHz e os demais podem acompanhar pelo site da rádio:<a title="Ouça a Rádio Panorama FM" href="http://www.radiopanoramafm.com.br/" target="_blank">www.radiopanoramafm.com.br</a></p>
<p><img title="{#wordpress.wp_more_alt}" src="http://dinheirama.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /><img title="{#wordpress.wp_more_alt}" src="http://dinheirama.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" />A entrevista aborda os seguintes temas:</p>
<ul>
<li>Comemoramos o reconhecimento do <em>Dinheirama</em> como um dos melhores blogs de finanças do país. Nosso espaço foi um dos finalistas do <a title="Conheça o Prêmio CNH" href="http://www.premiocnh.com.br/" target="_blank">19o. Prêmio CNH de Jornalismo Econômico</a>. Tudo isso graças a você, caro leitor, e à dedicação de nossa equipe para atendê-lo com materiais e artigos interessantes;</li>
<li>Pesquisa Anefac comprova que o número de brasileiros que irá usar o 13o. salário para pagar dívidas aumentou de 2010 para 2011. O contraste é claro: enquanto 60% pagarão dívidas, apenas 3% investirão o dinheiro. Que implicações isso traz para o dia a dia financeiro das famílias?</li>
<li>Como fica o planejamento para 2012 a partir do uso do 13o. salário? Será que não vale a pena guardar e começar a investir para realizar um objetivo pessoal?</li>
<li>O Natal se aproxima e as lojas já mudaram seus horários de atendimento. Como evitar as principais armadilhas de consumo?</li>
</ul>
<p>Ouça abaixo:</p>

<p><strong>Fique ligado e ouça sempre nosso conteúdo!</strong><br />
Para que possa receber todos os episódios sem problemas, assine nosso podcast através <a title="Assine nosso podcast" href="http://itunes.apple.com/WebObjects/MZStore.woa/wa/viewPodcast?id=342293035" target="_blank">deste link (clique aqui)</a>. Se você gosta de ouvir aos podcasts em seu MP3 Player, iPod ou iTunes, assine o RSS direto dos arquivos <a title="Assine nosso podcast" href="http://itunes.apple.com/WebObjects/MZStore.woa/wa/viewPodcast?id=342293035" target="_blank">via iTunes (Apple Store) clicando aqui</a> ou pelo link<a title="Assine nosso podcast" href="http://dinheirama.com/feed/podcast" target="_blank">http://dinheirama.com/feed/podcast</a> e receba os novos episódios automaticamente.</p>
<p>Obrigado e até a próxima. Crédito da foto para <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Carlos Augusto Lippel, fundador do Clube do Pai Rico</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/11/14/dinheirama-entrevista-carlos-augusto-lippel-fundador-do-clube-do-pai-rico/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 21:50:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Carlos Augusto Lippel, fundador do Clube do Pai Rico, fala sobre a importância da Internet para o aprendizado de finanças pessoais e investimentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Carlos Augusto Lippel, fundador do Clube do Pai Rico" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_entrevista_carlos_augusto_lippel_fundador_clube_do_pai_rico.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Carlos Augusto Lippel, fundador do Clube do Pai Rico" align="left" hspace="2" vspace="2" />Aqui no <em>Dinheirama</em> sempre fizemos questão de ressaltar que o mais importante é você, leitor, especialmente porque chegou até aqui buscando conhecimento específico e dedicando parte de seu tempo para a relevante atividade de dar atenção ao seu bolso. O mérito é todo seu. Com muito orgulho agimos como facilitadores deste processo de aprendizado. Publicamos artigos, opiniões e sugestões com o objetivo de provocá-lo &#8211; e assim chamar sua atenção para a educação financeira.</p>
<p>Felizmente, somos apenas parte de um movimento muito forte. Tive a oportunidade de conversar com um dos pioneiros da educação financeira on-line, <strong>Carlos Augusto Lippel</strong>. Ele que é Engenheiro Eletricista de formação e de profissão, &#8220;viciado&#8221; em finanças desde pequeno e já viu e viveu muita coisa no mercado financeiro. Criou o <strong><a title="Conheça o Clube do Pai Rico" href="http://www.clubedopairico.com.br/" target="_blank">www.ClubedoPaiRico.com.br</a></strong> para dividir entre seus amigos, pessoais e da universidade, os seus conhecimentos em finanças.</p>
<p>Carlos Augusto criou o que, para nós, é um dos melhores <a title="Conheça o fórum do Clube do Pai Rico" href="http://www.clubedopairico.com.br/forum/index.php" target="_blank">fóruns de finanças pessoais</a> e investimentos da Internet brasileira. O pequeno grupo de amigos cresceu e hoje já ultrapassa a marca de 120.000 participantes, que dividem suas dúvidas e experiências mensalmente com os outros membros do Clube do Pai Rico. Seu pioneirismo merece destaque. Falamos sobre isso e muito mais, confira:</p>
<p><span id="more-6802"></span><strong>Carlos Augusto, como você vê a realidade da Internet brasileira quando o assunto é educação financeira e aprendizado relacionado a finanças pessoais, economia e investimentos? Já somos bons nisso? Há muito a ser feito?</strong></p>
<p><strong>Carlos Augusto Lippel:</strong> Antes de mais nada, muito obrigado pelo convite para participar desta entrevista. Somente falando sobre o tema é que conseguiremos tirar o véu de &#8220;mistério&#8221; que cobre o assunto finanças e investimentos. Acho que o que falei já mostra um pouco do que eu penso sobre a nossa realidade, a nossa situação atual, não é mesmo?</p>
<p>Fico muito triste ao ver como a grande maioria da população ocupa seu tempo de navegação na Internet. Na maioria das vezes, o tempo é gasto somente com besteiras, nada que possa acrescentar algo a elas, nada produtivo. Pode perguntar e vai constatar isso: 99% (ok, estou exagerando!) dirá que usa apenas para acessar o Facebook, o MSN e o Orkut. Uma pena!</p>
<p>Temos visto muitas iniciativas, muito boas, no campo da Educação Financeira. Muito material de qualidade vem sendo publicado. A cada dia tenho visto que mais e mais entusiastas da causa vêm se apresentando ao grande público através da Internet. Porém, a concorrência com as tais &#8220;preferências&#8221; é completamente injusta, infelizmente. Claro que isso não é a regra.</p>
<p>Existem tanto pessoas que investem seu tempo na web com consultas de qualidade, quanto pessoas que se aproveitam do &#8220;boom&#8221; das finanças para ganhar algum dinheiro extra criando material de baixa qualidade e dando conselhos/orientações que deixam muito a desejar &#8211; isso quando não criam, com segundas intenções, material única e exclusivamente para se aproveitar do baixo nível de conhecimento dos que vão atrás de material de estudo/dicas/conselhos. É preciso filtrar.</p>
<p><strong>Não é novidade que os brasileiros investem pouco (pouca formação de poupança) e quase não se preocupam com o planejamento financeiro. Essa cultura pode ser transformada também com o apoio da Internet? Como?</strong></p>
<p><strong>C.A.L.:</strong> Eu acho que sim. Quanto mais bons exemplos forem dados, quanto mais pessoas mostrarem o lado bom de se educar financeiramente, melhor. Gosto muito dos exemplos compartilhados: quanto mais explícitos forem os casos de pessoas em que a poupança (ou o colchão de segurança) foi importante para ajudar em uma enrascada, mais a população verá as vantagens de vir para esse lado do &#8220;jogo&#8221;.</p>
<p>Somente conversando, vendo bons exemplos, dividindo suas experiências é que a coisa poderá mudar. Vai dizer que não é a melhor coisa do dia quando você recebe um e-mail de um visitante falando sobre como o seu site o ajudou a mudar? Que vendo as coisas ali publicadas ele conseguiu ver que havia uma solução para esse problema. Quando isso acontece comigo, vejo o quão importante é a existência de sites como o <em>Dinheirama</em> e o <a title="Conheça o Clube do Pai RIco" href="http://www.clubedopairico.com.br/forum/index.php" target="_blank">Clube do Pai Rico</a>. É gratificante fazer parte desse movimento.</p>
<p><strong>O desafio parece ser também atrair cada vez mais cidadãos para as &#8220;rodas de papo&#8221; sobre economia e finanças na Internet. O assunto é visto como técnico e &#8220;chato&#8221; por muitas pessoas. Na sua opinião, o que os veículos, sites e blogs precisam fazer para tornar o tema mais acessível?</strong></p>
<p><strong>C.A.L.:</strong> Foi como eu disse antes: as pessoas só encontram tempo para dedicar sua atenção ao lado &#8220;besteira&#8221; da web. Não que isso não seja importante, mas não pode ser o que ocupa 100% de sua navegação.</p>
<p>O que nós devemos fazer? Insistir na criação de conteúdo de qualidade, tentando sempre discutir assuntos que envolvam coisas do dia a dia com uma linguagem simples, direta. Mostrar casos reais e experiências próprias ajuda a quebrar a barreira. Ficar de &#8220;blá-blá-blá&#8221;, apresentando apenas o lado teórico da coisa, não ajudou e nunca vai ajudar.</p>
<p>Acredito muito também em criar um ambiente que incentive a troca de experiências. É importante que o visitante sinta-se &#8220;em casa&#8221; e compartilhe o espaço com mais amigos e familiares. Isso é fundamental para trazer mais gente para o nosso &#8220;time&#8221;. <img src='http://dinheirama.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>Muitos jovens entram em contato conosco buscando conhecimento específico sobre investimentos e as maneiras mais rápidas de acumular muito dinheiro. O desejo entra em conflito com o consumismo, também muito presente entre este perfil. O que fazer?</strong></p>
<p><strong>C.A.L.:</strong> Na verdade, eles não querem conhecimento, nem específico nem generalizado; eles querem mágica. Querem algo que seja imediato, sem riscos e que não exija estudo, nem tampouco dedicação. Não existe nada assim, é claro. Mas, felizmente, confesso que tenho visto uma mudança nesse comportamento. Quando o Clube do Pai Rico surgiu, no início dos anos 2000, esse perfil de visitante era bem mais comum do que hoje. Ainda bem!</p>
<p>Ah, o consumismo, tão necessário, tão desejado, mas provavelmente o maior culpado pela situação financeira da grande parcela que está afundada em dívidas. Acredito que somente trazendo a Educação Financeira para o início de nossas jornadas &#8211; ou seja, quando ainda somos crianças &#8211; é que conseguiremos equilibrar a equação. Somente mostrando os benefícios de adiarmos o consumo é que poderemos mostrar que existem opções. Opções que trazem muitas vantagens!</p>
<p><strong>Sua experiência com o <a title="Conheça o Clube do Pai Rico" href="http://www.clubedopairico.com.br/forum/index.php" target="_blank">Clube do Pai Rico</a>, uma das referências em fóruns de discussão sobre educação financeira, também contribuiu para mudar suas decisões econômicas?</strong></p>
<p><strong>C.A.L.:</strong> Certamente! São tantas histórias, tantos acontecimentos, tanto conhecimento que já foi dividido entre os membros do Clube que seria impossível eu não ser &#8220;contaminado&#8221;. Essa é a graça da vida: aprender a cada dia. Aprender enquanto &#8220;ensinamos&#8221; é melhor ainda. Ver que nada sabemos e temos muito a aprender. E fica melhor quando encontramos outras pessoas que encaram as coisas dessa mesma maneira.</p>
<p><strong>E em relação aos frequentadores do fórum, qual a história envolvendo seus leitores e participantes mais lhe chamou a atenção? O aspecto colaborativo foi decisivo para o desfecho da história?</strong></p>
<p><strong>C.A.L.:</strong> Olha, são tantas que seria errado eu usar alguma delas como exemplo. Poderia ser injusto. Quem não gosta de uma história que termina com um final feliz? A participação do grupo é sempre importante. Sempre surge alguém que teve uma experiência parecida, que pode apresentar um atalho para a solução daquele problema, um segundo ponto de vista para uma ocorrência, uma opinião isenta para esclarecer uma ideia. Considero isso fundamental!</p>
<p><strong>Muito obrigado pela disponibilidade em nos atender e parabéns pelo seu sucesso. Por favor deixe uma mensagem final aos nossos leitores.</strong></p>
<p><strong>C.A.L.:</strong> Mais uma vez, quem agradece sou eu. Sobre o sucesso, sei que ele não é meu. Lembre-se que é o Clube do Pai Rico, portanto o sucesso é de cada um de seus membros. Uma frase para encerrar? Para se obter o sucesso financeiro só é preciso seguir algumas poucas regras, uma das mais importantes é: ganhe mais do que você gasta. Parece ser uma coisa boba, mas reflita e veja que esconde um segredo bem interessante.</p>
<p>Foto: divulgação.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Marcelo Cuellar, Headhunter na Michael Page</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 18:55:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Marcelo Cuellar, Headhunter na Michael Page, fala da escolha da profissão, do desenvolvimento da carreira e da importância de ficar atento às oportunidades.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Marcelo Cuellar, Headhunter na Michael Page" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_entrevista_marcelo_cuellar_headhunter_michael_page.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Marcelo Cuellar, Headhunter na Michael Page" align="left" hspace="2" vspace="2" />Que rumo tomar quando o assunto é nossa carreira? Você, jovem leitor, já deve ter se questionado bastante sobre suas escolhas profissionais. Acontece sempre, não é mesmo? Tivemos a oportunidade de conversar sobre isso com <strong>Marcelo Cuellar</strong>, administrador pela Universidade Federal do Paraná, pós-graduado em Recursos Humanos pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie em São Paulo e <a title="Conheça o Blog do Cuellar" href="http://vocesa.abril.com.br/blog/marcelo-cuellar/" target="_blank">blogueiro do site da Revista Você S/A</a> (Ed. Abril).</p>
<p>Marcelo Cuellar faz parte do corpo gerencial da <strong><a title="Conheça a Michael Page" href="http://www.michaelpage.com.br/" target="_blank">Michael Page</a></strong>, consultoria multinacional de recrutamento de executivos, onde é responsável por projetos em empresas dos mais variados segmentos da economia, diferentes culturas organizacionais, nacionais e multinacionais. Cuellar é também músico, com muitos cursos completos relacionados ao tema, como harmonia, improvisação, teoria musical, história da música entre outros.</p>
<p>As transformações pessoais ao longo da carreira e a necessidade de fazer algo que traga retorno financeiro e emocional desperta excelentes discussões nas rodas de amigos. Cuellar deu sua opinião sobre isso nesta entrevista. Acompanhe nosso papo e faça contato com o autor pelo <a title="Siga o Cuellar no Twitter" href="http://www.twitter.com/marcelocuellar" target="_blank">@marcelocuellar</a> (<em>Twitter</em>) e através de seu <a title="Acesse o perfil no LinkedIn" href="http://br.linkedin.com/in/marcelocuellar" target="_blank">perfil no LinkedIn</a>.</p>
<p><span id="more-6764"></span><strong>Marcelo, recentemente perdemos Steve Jobs, uma pessoa com uma trajetória profissional brilhante. Ele criou uma cultura que transformou a forma como as pessoas lidam com informática e influenciou toda uma geração. No famoso discurso aos formandos da Universidade de Stanford, Jobs mostra a importância de trabalhar naquilo que realmente se faz com amor. Em sua opinião, trabalhar com o que se gosta é indispensável para se tornar um profissional de sucesso? Por quê?</strong></p>
<p><strong>Marcelo Cuellar:</strong> Indispensável é uma palavra forte, mas com certeza faz toda a diferença. Parafraseando Confúcio, <em>“se você trabalhar naquilo que você gosta, nunca mais precisará trabalhar”</em>.</p>
<p>Imagine você trabalhar em alguma coisa que você faria até de graça! Agora imagine ainda alguém pagar você para fazer isto! É talvez como se sente o Ronaldinho Gaúcho. Pagam – e muito bem – para ele fazer o que ele ama. É o que acredito que todos devem ter como ideal profissional.</p>
<p><strong>Muito se fala da Geração Y e seu desapego com as corporações. Existe a ideia de que as pessoas dessa geração lidam com a troca de emprego de uma forma diferente (nem só o salário importa). Essa imagem é realmente verdadeira? O que levou a termos uma transformação significativa entre as gerações X e Y?</strong></p>
<p><strong>M. C.:</strong> Não sou um especialista no tema Geração Y, mas acredito que independente da geração, o mundo hoje busca o equilíbrio como nunca visto antes. Há protestos em <em>Wall Street</em> contra os banqueiros, novas seitas e religiões surgindo, explosão da venda dos livros de auto-ajuda e muito mais. Não acho que é uma exclusividade da Geração Y.</p>
<p>Além disso, o mundo nunca ofereceu tantas oportunidades como hoje. Com um clip feito em casa você pode fazer sucesso no mundo todo via <em>YouTube</em>, por exemplo. Mixar seu próprio CD ou mesmo montar e distribuir um filme nunca foram atividades tão acessíveis. Assim, a geração dos jovens de hoje (Y) não sabe qual alternativa seguir. O mundo corporativo é só mais uma entre todas as oportunidades que um jovem talentoso possui hoje para aproveitar tudo o que o mundo oferece.</p>
<p><strong>Um dos principais gargalos para o crescimento do Brasil é a falta de mão de obra especializada. Como as empresas estão “remediando” essa situação? Importar mão de obra de outros países já é uma tendência?</strong></p>
<p><strong>M.C.:</strong> Importar já é uma realidade, mas a legislação brasileira – para o bem e para o mal – apresenta diversos entraves. O que as empresas têm feito é treinar na base e apostar em um número de retenção que faça sentido pelo investimento feito. Retenção também é um tema muito discutido.</p>
<p>O gap entre a necessidade das empresas e a oferta de mão de obra especializada faz com que as empresas apostem no treinamento de qualidade e acelerem a carreira dos profissionais. Nunca se viu tantos gestores novos como hoje. Como tudo na carreira e na vida, isto tem seu lado bom e ruim.</p>
<p><strong>Muitos de nossos leitores são jovens que estão terminando a graduação, se preparando para entrar no mercado de trabalho. Qual o caminho para encontrar uma boa colocação? Os programas de <em>trainee</em> podem oferecer um desenvolvimento interessante? O que mais?</strong></p>
<p><strong>M.C.:</strong> Programa de <em>Trainee</em> não é garantia de sucesso, mas pode ser uma boa porta para quem busca crescer no mundo corporativo. Mas, como eu disse antes, o mundo corporativo é apenas uma das alternativas existentes hoje para jovens brasileiros. O Brasil precisa de muitas outras profissões que nem sempre são abarcadas pelo mundo corporativo.</p>
<p>A dica para encontrar uma boa colocação é fazer algo que você goste. É um pouco do que conversamos no começo da entrevista. Com isso, o sucesso é quase garantido.</p>
<p>E outra coisa: gente talentosa <strong>vai</strong> fazer sucesso, independentemente de empresa ou profissão. O Brasil vive um momento único e precisa de gente talentosa em várias áreas do conhecimento. Lembrando também que o crescimento hoje se dá mais fora do eixo Rio-São Paulo. Tem muita oportunidade fora dos grandes centros.</p>
<p><strong>E as sempre muito comentadas “profissões do futuro”? Existem áreas que podem ser destaques e oportunidades de “ouro” para quem puder ainda escolher esse caminho? Basta escolher? E como ficam a afinidade e o talento para a profissão?</strong></p>
<p><strong>M.C.:</strong> Você pode ter sua aptidão ou talento alinhado às profissões do futuro. O envelhecimento da população é um fato. Isto não quer dizer que só haverá médicos e casas de repouso. Idosos precisarão de Internet, diversão, informação de fácil acesso e entendimento, consultoria financeira, alimentação balanceada, como hoje, apenas com outra orientação.</p>
<p>É o mesmo com o segmento de Óleo e Gás após a descoberta do pré-sal. É lógico que algumas profissões ficaram mais atrativas, mas diversas outras profissões também foram positivamente impactadas com o pré-sal. Tome o exemplo dos pilotos de helicópteros. Volto a dizer: gente talentosa sempre vai enxergar as oportunidades e aproveitá-las.</p>
<p>As dicas são:</p>
<ol>
<li>O caminho se faz ao caminhar. Por isso comece a andar agora;</li>
<li>Errar faz parte. Mas só valem erros novos;</li>
<li>Nunca é tarde para mudar. Por isto não há uma responsabilidade de escolher agora a profissão da vida toda. Até porque, segundo estudos, ela deve mudar no mínimo sete vezes ao longo da vida.</li>
</ol>
<p><strong>Como você disse, é cada vez mais comum encontrarmos profissionais que, no meio da vida profissional, resolveram mudar de carreira. A que devemos esse movimento? Qual o caminho apropriado para quem se decide por esse caminho?</strong></p>
<p><strong>M.C.:</strong> Tem um texto no meu blog, <a title="Leia o texto completo" href="http://vocesa.abril.com.br/blog/marcelo-cuellar/?p=152" target="_blank">“Quero mudar de carreira. E agora?”</a>, que fala justamente sobre isso. Querer mudar de profissão vai ser cada vez mais normal. Como falei anteriormente, as possibilidade são muitas e serão cada vez maiores. O mundo ficou menor, as distâncias encurtaram e as possibilidades se multiplicaram.</p>
<p>Como falo no artigo, o caminho a trilhar não é o ímpeto nem a decisão emocional. É preciso refletir. Mas só refletir também não dá, até porque você nunca terá todas as respostas. A ação é o mais importante. Há <a title="Leia os comentários" href="http://vocesa.abril.com.br/blog/marcelo-cuellar/?p=152#comments" target="_blank">comentários bem interessantes</a> no texto que indiquei, em específico de gente que tentou e conseguiu!</p>
<p><strong>Marcelo, muito obrigado pela entrevista e parabéns pelo seu excelente trabalho. Por favor, deixe uma mensagem final para nossos leitores.</strong></p>
<p><strong>M.C.:</strong> O Brasil vive um momento único e muito positivo. Há oportunidades em todos os lados, mas é preciso ousar. O nosso momento chegou e precisamos agarrá-lo e agora! Bora fazer sucesso! Parabéns a vocês pelo trabalho sensacional e obrigado pela oportunidade. Até a próxima.</p>
<p>Foto: <strong>divulgação</strong>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Marcos Silvestre, Educador Financeiro e Economista</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Sep 2011 12:08:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
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		<description><![CDATA[Marcos Silvestre fala ao Dinheirama sobre educação financeira, o plano para ficar rico e a importância do planejamento e dos investimentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Dinheirama Entrevista: Marcos Silvestre, Educador Financeiro e Economista" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_entrevista_marcos_silvestre-178x268.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Marcos Silvestre, Educador Financeiro e Economista" align="left" hspace="2" vspace="2" />Quem não quer ficar rico?</strong> Pois é, mas o significado de riqueza é muito pessoal e subjetivo. A única certeza é que para atingir nossos objetivos e sonhos precisamos abrir as portas do conhecimento para a educação financeira e o aprendizado relacionado ao dinheiro. Como o tratamos, onde o investimos e se somos consumidores conscientes são alguns dos aspectos que merecem atenção.</p>
<p>Para tratar destes assuntos, conversamos com <strong>Marcos Silvestre</strong>, autor do best-seller <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21891687/?franq=247523">&#8220;12 Meses para Enriquecer &#8211; O Plano da Virada&#8221;</a> (Ed. Lua de Papel). Há 21 anos atuando como educador e planejador financeiro, idealizou na UNICAMP o PROF® (Programa de Reeducação e Orientação Financeira), conjunto integrado de programas em educação financeira pessoal, aplicados tanto individualmente a diversas famílias, quanto coletivamente aos colaboradores diversas organizações do país.</p>
<p>Fundador da SOBREDinheiro® Sociedade Brasileira de Estudos sobre Dinheiro, Marcos é também articulista e autor de guias utilitários, além de apresentador de coluna diária e do programa semanal &#8220;Na ponta do lápis&#8221; na BandNews FM, em rede nacional. Empreende o Projeto Tesoureiros do Reino®, iniciativa de ação voluntária em educação financeira solidária e é Diretor da <a title="Conheça o trabalho de Marcos Silvestre" href="http://www.oplanodavirada.com.br/" target="_blank">Silvestre Educacional</a>.</p>
<p><span id="more-6624"></span>Trazemos mais uma entrevista exclusiva sobre os cuidados com o seu bolso. Não deixe de participar da promoção listada ao final do bate papo e faça contato direto com o Marcos pelo site <strong><a title="Conheça melhor o trabalho de Marcos Silvestre" href="http://www.oplanodavirada.com.br/" target="_blank">www.oplanodavirada.com.br</a></strong>. Confira nossa conversa:</p>
<p><strong>As mudanças econômicas no Brasil permitiram a ascensão de milhões de brasileiros a um novo patamar de consumo. A nova realidade acirrou o consumismo e a inclusão social pelas posses. Como tornar a educação financeira e o tema &#8220;planejamento financeiro&#8221; aspectos agradáveis e desejáveis em nossa sociedade?</strong></p>
<p><strong>Marcos Silvestre:</strong> Em uma sociedade de consumo – e o mundo globalizado é uma grande sociedade de consumo – todos desejam consumir. Consumir é bom, mas, para ser sustentável, o consumo tem que ser consciente, seja do ponto de vista ecológico, seja do ponto de vista das suas finanças pessoais. Os bons educadores e planejadores financeiros tem se esforçado para desenvolver abordagens pedagógicas cada vez mais leves, mais descomplicadas, até bem humoradas.</p>
<p>No entanto, cuidar bem do seu dinheiro – e cuidar de extrair o máximo de qualidade de vida dele – jamais será uma “brincadeira”, sempre demandará disciplina e comprometimento, partindo da noção bem realista (e sábia!) de que o esforço de planejar e gerir melhor seu relacionamento com o dinheiro é absolutamente imprescindível para determinar o quão boa sua vida neste mundo será (a sua e daqueles a quem você ama).</p>
<p>Mesmo quem não gosta de planejamento financeiro, mesmo quem considera esta área um “xarope amargo”, é melhor tomar sua dose se quiser preservar sua saúde financeira e material.</p>
<p><strong>Quais são as principais características das pessoas bem-sucedidas financeiramente? O que o leitor mais jovem pode aprender com estas pessoas? Como colocar em prática tais lições?</strong></p>
<p><strong>M.S.:</strong> Quem se dá bem com dinheiro invariavelmente cultiva em sua vida quatro providências combinadas (a falta de uma delas comprometerá seriamente as outras três):</p>
<ol>
<li>Qualificar-se profissionalmente ao máximo, trabalhar e ganhar o máximo que conseguir (de forma ética!);</li>
<li>Ter gastos mais econômicos, sempre enxutos e bem controlados, focados em seus verdadeiros objetivos de qualidade de vida;</li>
<li>Ter dívidas mais prudentes, evitando assim o pagamento desnecessário de juros que achatam seu poder aquisitivo;</li>
<li>Ter investimentos, e investimentos mais dinâmicos, para ganhar juros sobre juros (e de forma mais acelerada!), sem abrir mão da segurança, mas sempre acreditando que poupar e investir antes, ganhar juros durante, juntar e depois poder comprar à vista e com desconto é a melhor forma de “enriquecer” em sua vida financeira, a melhor maneira de extrair máxima qualidade de vida do dinheiro que – realisticamente falando – você conseguir produzir com seu trabalho nesta vida.</li>
</ol>
<p><strong>O orçamento doméstico é a ferramenta que auxilia no controle e previsão de gastos e receitas familiares. Quais os principais pontos que merecem atenção neste sentido? Há um limite ideal para o endividamento?</strong></p>
<p><strong>M.S.:</strong> É indispensável controlar seus diversos pagamentos na ponta do lápis (nas planilhas ou no programa de computador ou mídias móveis). Hoje em dia, a gente gasta dinheiro com muita coisa; se não controlar, perde de vista, e dinheiro “distante” é dinheiro “a perigo”. Então tem de controlar. Mas só controlar não basta! Se for para anotar todos os seus desembolsos e não mudar nada em seus hábitos de compra e consumo, bem como em suas decisões de dívidas e investimentos, é melhor nem registrar nada, porque será perda de tempo.</p>
<p>Por isso, quem estiver disposto a organizar o orçamento deve saber “planejar” + “executar o planejado” + “controlar o executado”. Daí, com bom senso e criatividade será possível gastar menos sem viver pior (vivendo até melhor!), liberando dinheiro bom para quitar dívidas preocupantes e iniciar investimentos dinâmicos. Planejar e controlar gastos é o princípio de um ciclo virtuoso no uso do dinheiro.</p>
<p>Dívida verdadeiramente boa, só há duas: a quem você nunca fez e a que você já quitou. Porque dívidas implicam em pagamentos de juros &#8211; e quem paga juros empobrece -, quando deveria estar enriquecendo seu poder de compra e consumo ao ganhar juros em seus investimentos. Assim, o planejamento e gestão de suas finanças pessoais devem sempre mirar uma situação (ainda que distantemente futura) de dívida zero.</p>
<p><strong><em>&#8220;Ficar rico&#8221;</em>, <em>&#8220;acumular um milhão de reais&#8221;</em>, <em>&#8220;milionário&#8221;</em>, são muitas as palavras para definir um desejo de muitos jovens: ter muito dinheiro. Até que ponto esse anseio é saudável e como aproveitá-lo para tomar melhores decisões?</strong></p>
<p><strong>M.S.:</strong> Ter muito dinheiro para quê? Para viver bem! Então vamos mudar o foco: o objetivo final não está nos “cifrões” que você conseguir acumular, mas nos “sorrisos” que você puder dar e proporcionar a quem ama nesta vida (às vezes até quem você nem conhece, doando seu dinheiro a anônimos com boas causas humanitárias). O dinheiro deve ser um meio, um servo, uma alavanca para produzir sorrisos na vida da gente e no mundo.</p>
<p>Quem fica obcecado com os números perde o mais importante: cuidar dos gastos, dívidas e investimentos para que, com o dinheiro que você consegue realisticamente fazer no seu trabalho, possa cuidar de todos os seus pagamentos de forma harmônica. Em outras palavras, o foco deve ser a conquista de equilíbrio na relação com o dinheiro, distribuindo-o de forma balanceada entre suas diversas necessidades e preferências, sempre de acordo com suas possibilidades.</p>
<p>Se, para se realizar você acredita que é preciso juntar um milhão (ou dois, ou três&#8230;), e se der para se planejar para chegar lá, muito bem, vá fundo e faça! Mas planeje e gerencie seu dinheiro para poder viver bem. Conheço ricos multimilionários que não vivem bem, mas também sei de gente com renda bem modesta que toca sua vida material com dignidade e felicidade &#8211; e coleciona sorrisos. Entre ser feliz e ser rico, se não der para conciliar, fico com a primeira! E o dinheiro há de me ajudar nesta busca, sim senhor!</p>
<p><strong>Uma das desculpas usadas pelo grupo dos não poupadores é a de que &#8220;economia é um assunto complicado&#8221;. Afinal, qual a importância de estar bem informado em relação à economia nacional e mundial? Por que o jovem deve se interessar por isso?</strong></p>
<p><strong>M.S.:</strong> Não culpo quem pensa que “economia/finanças é complicado”. Hoje há na mídia excesso de informação, mas falta de explicação. Muito número, muito fato, mas pouco esclarecimento do verdadeiro impacto que tudo isso pode ter (ou não!) em sua vida financeira &#8211; e portanto em sua qualidade de vida (sim, ela depende também do trato com o dinheiro). Mas não pode ter preconceito: andar de bicicleta é difícil? Só para quem ainda não aprendeu&#8230; Pois vá aprender!</p>
<p>Então, selecione boas fontes, recorra a bons educadores, aprenda e veja que o “mundo das finanças pessoais” não é tão complicado, não. Tem mais: quando a gente domina, dá gosto de lidar direito com a coisa, porque é algo sobre o qual temos um controle positivo. Com finanças, não é diferente.</p>
<p>E quando os resultados deste “conhecimento aplicado” começarem a aparecer, você não desejará jamais voltar “às trevas” da fase anterior, quando ignorava realidades que vão chegar a seu bolso de uma forma ou de outra &#8211; e que seja sempre de forma positiva, mas isso depende de como lidará com cada situação, o que remete a conhecê-las e saber interpretá-las corretamente, para começar.</p>
<p><strong>O que dizer aos leitores que desejam começar a investir, mas dispõem de pouco capital? É possível criar um plano de investimentos rentável e inteligente partindo de pouco dinheiro?</strong></p>
<p><strong>M.S.:</strong> Investir é sempre um ato enriquecer na sua vida, porque qualquer boa aplicação irá lhe pagar juros sobre juros e diminuir o sacrifício financeiro de se conquistar as coisas boas nesta vida. Se você aplicar R$ 200,00 na Poupança por 5 anos, terá investido 60 meses X R$ 200,00 = R$ 12 mil, porém colherá bem mais que isso: quase R$ 14.400, por conta dos juros ganhos sobre juros no período (R$ 2.400).</p>
<p>Muito melhor ainda será investir em algo tão seguro quanto, mas mais rentável, por exemplo, os títulos da dívida pública negociados através do Tesouro Direto: nesse caso, os R$ 12 mil virariam R$ 15.400, portanto R$ 3.400 de juros ganhos, R$ 1 mil a mais que na poupança, sem correr qualquer risco desnecessário.</p>
<p>E ainda há outras formas até mais dinâmicas de aplicar seu dinheiro, proporcionando ganho diferenciado sem correr riscos desnecessários (como o investimento em ações brasileiras de primeira linha.) Agora, eu lhe pergunto: qual o é o brasileiro que não consegue – se quiser e se planejar – guardar R$ 200,00 por mês? Até há famílias sem esta condição ainda hoje, mas felizmente já são minoria em nosso país.</p>
<p><strong>Marcos, obrigado pela disponibilidade e parabéns pelo sucesso de seu trabalho. Por favor deixe uma mensagem final aos leitores do <em>Dinheirama</em>.</strong></p>
<p><strong>M.S.:</strong> Eu agradeço por demais o convite. Espaços sérios e dedicados como este são preciosos para a educação financeira do brasileiro! E quero deixar este recado final a quem nos lê: eduque-se financeiramente, transforme sua vida, não pense pobre, dê uma virada, cuide de passar a enriquecer de forma realista, explorando o melhor de suas verdadeiras possibilidades, sejam elas quais forem.</p>
<p>Cuide bem do seu dinheiro e ele saberá lhe dar o devido “ troco” em termos de uma qualidade de vida verdadeiramente diferenciada para suas possibilidade iniciais. Sucesso e até a próxima.</p>
<p><strong>PROMOÇÃO E SORTEIO</strong><br />
Separamos dois exemplares de <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21891687/?franq=247523" target="_blank">“12 Meses para Enriquecer &#8211; O Plano da Virada”</a> para sorteio e queremos que você participe da promoção. Para concorrer ao livro, você precisa seguir o <strong><a title="Siga o Dinheirama" href="http://www.twitter.com/Dinheirama" target="_blank">@Dinheirama</a></strong> e o <strong><a title="Siga o Marcos Silvestre" href="http://www.twitter.com/marcossilvestre" target="_blank">@marcossilvestre</a></strong> no Twitter e enviar a mensagem abaixo a partir de seu Twitter pessoal:</p>
<p>#sorteiodinheirama Quer o livro “12 Meses para Enriquecer”? Siga @Dinheirama, @marcossilvestre e dê RT: http://migre.me/5NsdU</p>
<p>O sorteio acontecerá no dia <strong>12/10</strong>, você tem duas semanas para participar. Quanto mais mensagens enviar, maior a sua chance de ganhar. Optamos por usar o Twitter para contar com sua ajuda na divulgação do <a title="Siga o Dinheirama" href="http://www.twitter.com/Dinheirama" target="_blank">@Dinheirama</a>. Teremos mais resenhas e sorteios muito em breve. Participe e boa sorte!</p>
<p>Crédito da foto: <strong>Julio Bittencourt</strong>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Os modismos corporativos não reconhecem limites</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/09/02/os-modismos-corporativos-nao-reconhecem-limites/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 21:44:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
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		<description><![CDATA["Especialistas" dizem que executivos que gostam de Rock tendem a ser líderes melhores. O modismo corporativo é perigoso e só prejudica quem é realmente sério.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Os modismos corporativos não reconhecem limites" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_modismos_corporativos_sem_limites.jpg" alt="Os modismos corporativos não reconhecem limites" align="left" hspace="2" vspace="2" />Caro leitor, esse artigo tem uma história toda própria. Na ultima quinta-feira, preocupado em poupá-los da temática político-econômica (para a qual retornarei tão logo os recentes acontecimentos se consolidem, afinal de contas, com novo imposto sobre saúde chegando, ímpetos de controle da imprensa em pauta e mudança de ação monetária para fiscal, não faltarão assuntos!), me peguei observando a manhã ensolarada pela janela, com uma imensa dúvida sobre o que escrever.</p>
<p>Meus dedos coçavam para fazer esse texto, mas eu estava sem saber que caminho adotar. Tudo bem, quem escreve é assim mesmo, se expressa pelo seu texto, mas não pode ser qualquer texto, qualquer coisa. Nada mais que caprichos, assumo, mas em seu benefício, tenha certeza.</p>
<p>E, no meio dessa dúvida, ainda acordando, fui salvo por uma notícia postada no Twitter. Li uma vez, depois outra sem acreditar no que estava ali afirmado. A notícia era exatamente assim: <em>“Pessoas que gostam de Rock resultam em melhores líderes, pois são mais antenadas, afirma especialista em recrutamento e seleção”</em>. Você pode <a title="Leia mais" href="http://blogs.estadao.com.br/combate_rock/gostar-de-rock-comeca-a-pesar-na-avaliacao-profissional/" target="_blank">ler mais sobre a notícia no blog Combate Rock</a>.</p>
<p><span id="more-6512"></span>O susto me acordou de vez, afastando a natural indisposição de uma noite de pouquíssimas horas de sono para, em seguida, trazer o alívio: <em>aqui está</em>, pensei, <em>é sobre isso que escreverei</em>.</p>
<p>Arrumei-me rapidamente, organizando na cabeça as ideias que estruturariam o texto (como essa historinha, por exemplo). Em vinte minutos, cheguei ao escritório e comecei a pensar na “ciência” que deve embasar a afirmativa feita pelo especialista e divulgada no Twitter.</p>
<p>Fiquei imaginando, não sem conter algumas risadas, no candidato a cargo executivo preocupado em ser aceito para a vaga, mas apreciador de música clássica (ou, quem sabe, de uma boa MPB), porém com o discurso pronto para convencer o entrevistador de sua familiaridade com a guitarra &#8211; ou da forma como se sente livre para inovar quando escuta alguns “hits” antológicos dos anos setenta.</p>
<p>Pensei também no entrevistador, que na verdade gosta de samba e não perde a oportunidade de comprar CDs raros de bossa nova, com ar compenetrado e analítico, tomando nota para reportar aos superiores de que o líder que estavam procurando pode estar ali, bem na frente dele, afinal <em>“ele gosta de rock, portanto é mais antenado e tem mais capacidade de liderança”</em>.</p>
<p>Depois da historinha e da cena cômica da entrevista, só me restam alguns questionamentos que divido com vocês: Onde vamos chegar com isso? É razoável que um processo de contratação seja ancorado em um “bobajal” dessa magnitude?</p>
<p>Evidentemente que não tenho nada contra o gênero musical “Rock”, do qual confesso gostar bastante, mas pessoas “antenadas” são forjadas por curiosidade intelectual, por cultura geral, por conhecimento do processo histórico, com farta e diversificada leitura, por não alienação, por coragem em pensar por conta própria. Pela fuga aos “lugares comuns”, enfim.</p>
<p>Contratar profissionais executivos é atividade séria – e de alto risco. Não pode estar sujeita a superficialidades ou à modinhas de ocasião. Trata-se de um processo importantíssimo, que não pode estar ancorado em preconceitos comportamentais desse tamanho.</p>
<p>Precisamos de empresas fortes de verdade. Para isso, precisamos de especialistas e profissionais embasados e sólidos. Precisamos com urgência fugir e renegar esse teatro sem sentido, que não atrai nem líderes, nem bons técnicos e muito menos gente séria e comprometida. Forma atores, isso sim, e bons roteiros. Às vezes nem isso&#8230;</p>
<p>Até o próximo.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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