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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; EUA</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; EUA</title>
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		<title>Nós e o PIB do Brasil: o que se espera da sexta economia mundial?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/01/10/nos-e-o-pib-do-brasil-o-que-se-espera-da-sexta-economia-mundial/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 18:15:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como a notícia de que o Brasil é agora a sexta maior economia do mundo afeta nossa relação com o PIB do Brasil? O que esperar de uma potência econômica?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Nós e o PIB do Brasil: o que se espera da sexta economia mundial?" src="http://dinheirama.com/files/2012/01/dinheirama_nos_e_o_PIB_Brasil_o_que_se_espera_sexta_economia_mundial.jpg" alt="Nós e o PIB do Brasil: o que se espera da sexta economia mundial?" align="left" hspace="2" vspace="2" /></p>
<p>Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, antes de discutirmos nosso salto econômico, sugiro uma breve introdução, onde aproveito para me recordar (como se fosse ontem) do anuncio que colocava <a title="Leia mais na Folha" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/883828-brasil-ja-e-a-7-maior-economia-do-mundo-diz-mantega.shtml" target="_blank">o Brasil como a sétima economia mundial</a>. Ocorreu precisamente na semana que antecedeu o carnaval de 2011, quando, sob um verão escaldante, observávamos de longe (por meio das notícias da imprensa internacional) a teimosia do rigoroso inverno econômico europeu – onde já se notava com clareza os primeiros contornos da crise crônica na qual o antigo continente se meteu.</p>
<p><strong>Os grandes também caem. E seus tombos são feios&#8230;</strong><br />
Na sequência, assistimos aturdidos a uma das mais excepcionais derrocadas já vistas envolvendo até então sólidas, poderosas e orgulhosas potências mundiais. Sem dúvida, um espetáculo triste e arrepiante, não apenas pelos fatos em si, mas pelo contexto panorâmico e conjuntural, sem saída, com pouquíssimas alternativas disponíveis e sem que uma profunda ferida política e social começasse a arder.</p>
<p>Vimos os grandes naufragarem, lutando com uma administração tomada pelo alarmante componente da insistência em uma governança em frangalhos, onde abordagens superficiais e repletas de retórica pouco serviram para aplacar diferenças e costurar um acordo regional que oferecesse não apenas tranquilidade aos mercados, mas esperança em uma retomada sólida e tracionada.</p>
<p><span id="more-7011"></span>Enfim, um filme de enredo melancólico. A desesperança foi soterrando, pouco a pouco, aquilo que durante anos foi a principal referência de modelo social, econômico e político: o modelo europeu ocidental. Mas a tristeza mais dolorida é aquela sentida por aqueles que deixaram as oportunidades escaparem entre os dedos, com desperdício do tempo e inexistência do senso de urgência.</p>
<p>No caso europeu, à luz do conhecimento da bagunça que tomou conta dos seus mercados financeiros, hoje não é difícil imaginar que há muito o abismo vinha sendo construído, seja pelo excesso de desregulamentação, seja pela soberba que anos e anos de bonança podem acarretar, ou quem sabe pela preguiça em impor um ponto de inflexão para um mecanismo de benefícios sociais que simplesmente não poderiam se sustentar no horizonte distante.</p>
<p>Algo difícil de explicar, também concordo. Em 2008, logo após o estouro da crise, em uma cerimônia com vários economistas e especialistas, a <a title="Leia mais no Diário do Grande ABC" href="http://www.dgabc.com.br/News/1067566/rainha-elizabeth-pede-explicacoes-sobre-crise-financeira.aspx" target="_blank">Rainha Elizabeth II questionou a todos</a> com a seguinte expressão: <em>“Mas como os senhores não conseguiram prever isso?”</em>. Pois é. A situação mundial deteriorou-se, mas como ficamos nós, os brasileiros, diante disso tudo?</p>
<p><strong>Enquanto isso, os emergentes mostram desenvoltura&#8230;</strong><br />
Nós, os brasileiros, que comemoramos no carnaval de 2011 o posto de 7ª economia mundial, e que agora, menos de um ano depois, somos instados a festejar (mesmo com as ressalvas de especialistas sobre o poder dos truques decimais) a <a title="Leia mais no G1" href="http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/12/brasil-ja-e-sexta-maior-economia-do-mundo-segundo-consultoria-britanica.html" target="_blank">nossa ascensão à 6ª posição</a>, com direito ao pré-agendamento para <a title="Leia mais no G1" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/12/brasil-pode-ser-quinta-economia-do-mundo-antes-de-2015-diz-mantega.html" target="_blank">a festa da 5ª posição para antes de 2015</a>, ultrapassando a orgulhosa França até lá.</p>
<p>É óbvio que tudo isso é lisonjeiro e, naturalmente, há o mérito de todos nós. Fizemos um bom pedaço da lição de casa, resistimos ao modismo burro da desregulamentação excessiva, soubemos aproveitar algumas oportunidades e, de fato, nunca efetivamos explorações coloniais hostis como forma de fortalecimento de nossas riquezas.</p>
<p>Mas, peço aos nacionalistas de plantão que me perdoem pela polêmica que eventualmente esteja sendo plantada aqui (e desta vez faço justiça ao setor empresarial que quase nenhum alarde fez com a notícia). De fato me sinto bem melhor como patriota e desconfio um pouco do culto nacionalista, não por uma questão ideológica, mas por identificar no ufanismo uma credulidade ingênua, uma certa cegueira.</p>
<p><strong>O que podemos esperar do Brasil?</strong><br />
A questão é que, diante da demolição de um modelo dominante e da coexistência com novas potências que trazem consigo novas referências, questiono o que pode o mundo esperar deste país tropical, tolerante, multicultural, multiétnico e que por anos a fio foi preconceituosamente considerado frágil e distante de um arcabouço cultural apropriado ao progresso? Ou melhor, o que se espera de uma grande e ascendente potência mundial? Aqui me permito conjecturar:</p>
<ul>
<li><strong>Espera-se que sejamos de fato uma potência</strong>, tomados como exemplos de eficiência, capacidade na resolução de nossas próprias mazelas, com transparência inequívoca e capazes de construir um polo econômico verdadeiramente sólido, com democracia e liberdade;</li>
<li><strong>Espera-se que possamos estabelecer uma referência para o desenvolvimento científico e para a inovação</strong>;</li>
<li><strong>Espera-se força estratégica para apoiar e colaborar de forma marcante na contenção de abusos internacionais</strong> e devaneios que coloquem a paz em risco;</li>
<li><strong>Espera-se senso de responsabilidade internacional</strong>, em que a importância da integração global e as verdadeiras questões relativas a sustentabilidade passem a ser encaradas além da retórica e imunes a interesses internacionais nocivos e maquiavelicamente concebidos.</li>
</ul>
<p>Em resumo, as expectativas sobre este Brasil que desde os anos 50 não para de crescer, independentemente de suas mazelas, são plausíveis. As perspectivas, mais que isso, potencialmente serão colocadas em prática e realizadas, pois capacidade não nos falta. Nossa nação tem todo o material humano, natural e financeiro para tal.</p>
<p>No entanto, precisamos, com urgência, declinar de comemorações baratas e colocar, de uma vez por todas, a mão na massa. Precisamos fazer valer tudo aquilo que podemos ser, mas que só seremos se trabalharmos. Muito. O mundo nos espera, com ansiedade. Até o próximo.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Ricardo Amorim, economista e apresentador do &#8220;Manhattan Connection&#8221;</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/09/20/dinheirama-entrevista-ricardo-amorim-economista-e-apresentador-do-manhattan-connection/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 14:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ricardo Amorim fala ao Dinheirama sobre o cenário econômico atual, as mudanças com as recentes crises e a importância da educação financeira e dos investimentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Ricardo Amorim, economista e apresentador do &quot;Manhattan Connection&quot;" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_entrevista_ricardo_amorim_ricardo_correa-207x268.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Ricardo Amorim, economista e apresentador do &quot;Manhattan Connection&quot;" align="left" hspace="2" vspace="2" />Compreender bem as transformações econômicas vividas por nosso país é um desafio tanto para nossas autoridades, quanto para nossos cidadãos. Interpretar os acontecimentos e, com base neles, tomar a melhor decisão não é tarefa simples. Por isso, insistimos sempre na questão do aprendizado e busca de conhecimento, fator essencial para elevar o nível do debate e criar, como consequência, um ambiente mais agradável para as importantes discussões que os temas &#8220;dinheiro&#8221;, &#8220;finanças pessoais&#8221; e &#8220;economia&#8221; merecem.</p>
<p>Sempre acreditamos que a opinião de qualidade é a diferença que realmente enriquece e faz refletir. Nesta semana, tivemos a honra de entrevistar e conversar com <strong>Ricardo Amorim</strong>, Economista formado pela Universidade de São Paulo e pós-graduado pela ESSEC (Paris). Ele foi um dos poucos que anteciparam a crise elétrica brasileira de 2001, a crise imobiliária americana de 2008, a crise européia de 2010 e suas consequências.</p>
<p>Em 2009, após quase vinte anos de carreira no mercado financeiro internacional &#8211; atuando nos EUA, Europa e Brasil &#8211; Ricardo montou sua empresa, a <strong><a title="Conheça a Ricam Consultoria" href="http://www.ricamconsultoria.com.br/" target="_blank">Ricam Consultoria</a></strong>, que presta assessoria econômico-financeira, de investimentos e de estratégia para clientes no Brasil e no exterior. Além disso, é colunista da Revista IstoÉ e, desde 2003, um dos apresentadores do programa “<em>Manhattan Connection</em>” do canal Globonews.</p>
<p><span id="more-6584"></span>Veja o que ele tem a dizer:</p>
<p><strong>Ricardo, nos últimos 20 anos o mundo mudou muito. Estados Unidos e Europa, que até então ditavam as regras, agora atravessam um período de muita dificuldade. Em sua opinião, podemos afirmar que países como Brasil e principalmente China estarão no comando das ações econômicas mundiais?</strong></p>
<p><strong>Ricardo Amorim:</strong> China, Índia, Brasil e Rússia já estão no comando das ações mundiais, sabendo disso ou não. Isto não significa que substituíram ou substituirão EUA, Europa e Japão, mas que se juntaram a eles neste comando, o que não acontecia antes.</p>
<p><strong>Acompanhando seu trabalho, percebemos que você é mais pessimista quanto aos problemas europeus. Indo direto ao ponto, em sua opinião a União Européia corre risco real de se esfacelar?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> É muito improvável que a União Europeia deixe de existir nos próximos anos, mas chegou o momento dela decidir se está disposta a se integrar ainda mais. Se não estiver, o risco de esfacelamento no longo prazo é bastante real. Recentemente, escrevi um artigo exatamente sobre este tema intitulado <a title="Leia o artigo de Ricardo Amorim" href="http://ricamconsultoria.com.br/news/artigos/economista-ricardo-amorim-interdependencia-ou-morte-09-2011" target="_blank">“Interdependência ou Morte”</a>.</p>
<p><strong>Na última reunião do COPOM se optou por um caminho de queda de juros, quando boa parte dos diretores entendeu que a inflação não é mais o grande perigo para nossa economia, pelo menos nesse momento. Em sua opinião, a medida foi correta ou realmente existiu uma decisão política com interferência da Presidente Dilma na decisão?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> Se houve interferência política ou não, só o tempo dirá, mas foi uma decisão bastante corajosa. Em quase 20 anos analisando decisões de bancos centrais em todo o mundo, é a primeira vez que vejo um Banco Central antecipar-se a um evento econômico ao invés de reagir ao fato consumado.</p>
<p>A decisão do BC foi uma aposta de que a crise europeia e seu contágio sobre o Brasil vão piorar muito e logo. Se acontecer, o que eu acho bastante provável, terá sido uma tacada de mestre. Caso contrário, a inflação continuará subindo e o BC terá de reverter sua decisão.</p>
<p><strong>Um dos desafios de noticiar e discutir economia é abordá-la &#8220;sem economês&#8221;, algo que você faz com muita autoridade. Infelizmente, ainda parece que os mais jovens não se interessam tanto pelo tema. Então, como tornar o assunto mais interessante?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> Tornando-o palpável e próximo da realidade de cada um, ao invés de algo distante e emaranhado em termos técnicos. Uma coisa é dizer: <em>&#8220;há um grande risco de default soberano na Grécia&#8221;</em>, outra é dizer <em>&#8220;se a Grécia der calote, você não vai poder trocar de carro porque faltará financiamento”</em>. Falta ser mais direto e tratar de questões cotidianas com análises mais objetivas e vocabulário econômico mais acessível e explicado.</p>
<p><strong>Outro aspecto importante do debate econômico é a interpretação dos fatos e sua relação com a vida da população e seu dia a dia. Se há o que melhorar na forma como a informação é apresentada, talvez haja espaço para também ensinar alguma coisa através da educação financeira. Vamos mal neste sentido? Por onde começar e o que melhorar?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> Vale começar entendendo que educação financeira pode melhorar muito a vida das pessoas. Não adianta nada trabalhar feito um escravo e não saber investir. A vida só faz sentido se for aproveitada, e um bom planejamento financeiro ajuda a tornar isto possível. Também tenho tentado ajudar, realizando <a title="Palestras Ricam" href="http://www.ricamconsultoria.com.br/palestra-de-economia.php " target="_blank">palestras</a> sobre educação financeira. Pelo <em>feedback</em> que tenho tido, parece estar funcionando. Ou seja, o assunto é relevante e as pessoas se interessam por seus desdobramentos.</p>
<p><strong>Com uma economia mais previsível, estável e uma moeda forte, é claro que melhoramos em relação ao passado. Males como a corrupção, a gestão ineficiente de recursos e a política do benefício próprio, no entanto, deixam alguns jovens desanimados. Qual sua visão sobre o futuro econômico e político do Brasil?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> O copo sempre estará meio cheio e meio vazio. A boa notícia é que estamos enchendo o copo. Nos últimos oito anos, apesar dos muitos problemas que ainda existem, o crescimento do PIB brasileiro foi, em média, o dobro dos 25 anos anteriores. A má notícia é que a melhora do desempenho econômico reduziu a pressão política por reformas que permitiriam que o Brasil crescesse ainda mais, como a reforma da previdência do setor público e a reforma tributária.</p>
<p><strong>Ricardo, muito obrigado pela disponibilidade. Torcemos que continue essa trajetória de sucesso. Pedimos que deixe uma mensagem final para nossos leitores.</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> O mundo e o Brasil estão passando pelas transformações mais profundas de muitas décadas. Compreendê-las permite que tomemos decisões corretas para aproveitar oportunidades e reduzir riscos. Boa informação e análise são hoje mais importantes do que nunca. Assim como o excelente trabalho de vocês, também tento contribuir um pouquinho com análises, notícias e artigos sempre publicados em meu site: <a title="Acesse o site de Ricardo Amorim" href="http://www.ricamconsultoria.com.br/" target="_blank">www.ricamconsultoria.com.br</a>.</p>
<p>Crédito das fotos: <strong>Ricardo Correa</strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>TV Dinheirama: Como a crise financeira mundial afetará o Brasil e você?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/08/24/tv-dinheirama-como-a-crise-financeira-mundial-afetara-o-brasil-e-voce/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 18:07:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Veja como a crise financeira mundial pode afetar o Brasil e o seu bolso. Por que a situação é diferente da de 2008? Qual a realidade do país e nosso futuro?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="TV Dinheirama: Como a crise financeira mundial afetará o Brasil e você?" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_tvdinheirama_crise_financeira_voce.jpg" alt="TV Dinheirama: Como a crise financeira mundial afetará o Brasil e você?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Compreender a extensão da atual crise financeira não é tão simples. Alguns leitores nos questionam sobre os impactos da crise na nossa economia e se os problemas para os brasileiros serão semelhantes aos enfrentados em 2008. Difícil dizer, mas achei a oportunidade interessante para falar um pouco mais sobre a situação, de forma mais didática e simples. Neste episódio da <strong><a title="Acesse a TV Dinheirama" href="http://www.youtube.com/dinheirama" target="_blank">TV Dinheirama</a></strong> eu trato dos principais reflexos que a crise pode trazer e como entender que problemas viveremos e seu grau de complexidade.</p>
<p>Também abordo neste video os seguintes temas:</p>
<ul>
<li>A crise pode resultar em desaquecimento econômico global e prejudicar nossa economia caso a demanda por commodities também caia;</li>
<li>Nossa demanda interna parece ser capaz de sustentar o crescimento, ainda que menor?</li>
<li>Nossas autoridades financeiras apontam para um quadro melhor do que o de 2008, mas já aparecem revisões para o crescimento projetado de nosso PIB (Produto Interno Bruto);</li>
<li>O que você deve levar em consideração para entender a crise e passar por ela sem grandes sustos?</li>
</ul>
<p>Assista ao vídeo e comente:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=pZ64E_lbFAg">http://www.youtube.com/watch?v=pZ64E_lbFAg</a></p>
<p><strong>Importante:</strong> Lembre-se de acessar nosso canal no YouTube &#8211; <strong><a title="Acesse a TV Dinheirama" href="http://www.youtube.com/dinheirama" target="_blank">www.youtube.com/dinheirama</a></strong> &#8211; e se inscrever para receber nosso material. As gravações têm caráter didático e instrutivo. As dicas dadas deverão ser usadas sob sua total responsabilidade. Vem mais por ai. Espero que gostem! Até a próxima.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A crise de 2008 não acabou? Os EUA, Obama, o Triple A e o Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Aug 2011 23:14:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Entenda a crise econômica que persiste no mundo, a situação da dívida e do rating dos EUA, desdobramentos na economia da Europa, Brasil e mundo. O que fazer?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A crise de 2008 não acabou? Os EUA, Obama, o Triple A e o Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_crise_economia_eua_obama_brasil.jpg" alt="A crise de 2008 não acabou? Os EUA, Obama, o Triple A e o Brasil" align="left" hspace="2" vspace="2" />Estamos acompanhando de perto os desdobramentos do <a title="S&amp;P rebaixa nota de crédito dos EUA" href="http://noticias.bol.uol.com.br/economia/2011/08/05/agencia-rebaixa-nota-da-divida-dos-eua-pela-1-vez-na-historia.jhtm" target="_blank">rebaixamento da nota de crédito dos EUA</a>, realizado pela <em>Standard &amp; Poor’s</em> na última sexta feira. Por que os EUA perderam o rating AAA? De acordo com o noticiado, o que pesou de forma definitiva para o rebaixamento foram questões políticas, que ficaram nítidas nos últimos dias dos esforços para se chegar ao acordo que permitiu a elevação da dívida pública do país.</p>
<p>Para entendermos melhor o que acontece atualmente na economia americana, não podemos desconsiderar alguns personagens que hoje parecem escondidos e sobre os quais pouco se fala de verdade – especialmente no que se refere à responsabilidade que possuem diante do atual momento econômico do mundo.</p>
<p><strong>Personagens que merecem (des)crédito</strong><br />
O primeiro é <strong>George Bush</strong>, grande responsável pelo aumento nos gastos do governo, principalmente no <a title="Bush exagerou nos gastos com a guerra?" href="http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/internacional/43835/midia+chinesa+culpa+gastos+militares+pela+crise+dos+eua/" target="_blank">lado militar</a>, justificado pela chamada “Guerra ao Terror” nas caçadas cinematográficas a Bin Laden e Sadam Hussein.</p>
<p><span id="more-6406"></span>Outro artista principal e um dos grandes responsáveis pela crise que se iniciou ali em 2008 atende pelo nome de <strong>Alan Greenspan</strong>, segundo aponta William Fleckenstein em seu <a title="Mais sobre &quot;As Bolhas de Greenspan&quot;" href="http://www.istoedinheiro.com.br/entrevistas/2208_A+CULPA+E+TODA+DE+ALAN+GREENSPAN" target="_blank">livro &#8220;As Bolhas de Greenspan&#8221;</a>. Alan Greenspan ficou conhecido como “Oráculo”, “Maestro” e foi o homem forte da economia norte-americana (e pode-se dizer mundial) por quase duas décadas. Seu papel na crise foi confiar e incentivar o funcionamento do livre <a title="Greenspan admite erro parcial" href="http://www.estadao.com.br/noticias/economia,greenspan-admite-erro-parcial-sobre-desregulamentacao,265261,0.htm" target="_blank">mercado sem regulamentação</a> (regras claras) e a devida fiscalização. Ele “deu asas” à “criatividade financeira”.</p>
<p><strong>O que está acontecendo agora?</strong><br />
A crise atual nada mais é do que reflexo do que estourou em 2008, a chamada crise de crédito, que rapidamente contaminou boa parte do mundo rico. O grande problema é que ao mesmo tempo (desta vez) se percebe nos EUA uma incapacidade em conciliar as necessidades econômicas do país e os interesses políticos entre Democratas e Republicanos.</p>
<p>A base de sustentação do governo na câmara dos deputados é <a title="Situação de Obama é complicada" href="http://blogs.estadao.com.br/vox-publica/2011/07/29/popularidade-de-obama-chega-ao-fundo-do-poco-diz-gallup/" target="_blank">insuficiente para garantir a governabilidade de Obama</a> &#8211; isto está claro. O desfecho é um presidente “perdido”, sem força para levar adiante importantes mudanças e sem apoio para tratar de questões importantes sem que tudo se transforme em mera disputa política.</p>
<p><strong>Obama, uma marionete nas mãos do Congresso</strong><br />
O desgaste da figura antes tão celebrada de Obama durante a discussão do acordo para elevação da crise é algo alarmante. Tão alarmante que foi esse o principal componente para que a principal agência de crédito reduzisse, pela primeira vez na história, o triplo A da dívida americana.</p>
<p><strong>Europa junta os cacos&#8230;</strong><br />
Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, Portugal, Espanha, Itália e Grécia parecem depender da <a title="França e Alemanha querem salvar Europa" href="http://www.agora.uol.com.br/mundo/ult10109u955982.shtml" target="_blank">boa vontade de seus pares da União Européia</a> (leia-se França e Alemanha) para não caminhar em um caminho ainda mais perigoso. Já tem gente se perguntando <em>“O que será da Zona do Euro?”</em> e também apontando datas para que os países do Velho Mundo voltem a usar suas antigas moedas próprias.</p>
<p>A realidade é dura. É difícil imaginar um país como Espanha com desemprego próximo de <strong>20%</strong>. A verdade é que essas grandes nações, que passaram décadas ensinando os antes países de terceiro mundo sobre como se comportar economicamente, parecem ter esquecido os princípios básicos da ciência econômica e optado pela pura e simples “lei do mercado” &#8211; onde praticamente tudo é permitido.</p>
<p><strong>Tudo cheira mal!</strong><br />
O endividamento americano, por exemplo, é algo que beirou a podridão. Era claro que, mais cedo ou mais tarde, a corda ia acabar se rompendo e o que sobraria seria a sombra e a escuridão em <em>Wall Street</em>. Discursos e análises sensatas sobre a crise de 2008 e seus efeitos duradouros foram <a title="Roubini previu muita coisa..." href="http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/24374_O+TAMANHO+DA+CRISE+SEGUNDO+ROUBINI" target="_blank">proferidos à exaustão por vozes em todo o globo</a>. Alguém prestou atenção? Pra quê, se os bolsos estavam se enchendo em algum lugar?</p>
<p>Fundos de hedge mandaram e desmandaram nas pequenas economias, fazendo e acontecendo conforme o vento mudava de direção. Até agora, não sabemos de fato o quão especulativos são os movimentos nos mercados globais, sabemos apenas que novas regulações e controle mais rígido são necessários. Não era isso que Obama prometia durante sua competente campanha eleitoral?</p>
<p><strong>O que acontecerá com o Brasil?</strong><br />
Olhando para nosso umbigo, o primeiro e natural desdobramento da crise é a fuga de capital na bolsa de valores. Nossa bolsa, com cerca de 600 mil investidores pessoa física, vive à mercê dos ventos externos e, mesmo com o mercado aquecido e o país crescendo, levamos tombos históricos como de hoje.</p>
<p>Tudo indica que a taxa de juros pode até cair no curto prazo, mas se manterá alta se levado em conta os padrões internacionais. Aliás, acredito que o fluxo de investimentos e mesmo o de capital especulativo continuará trazendo muitos dólares para o país.</p>
<p>Nossa lição de casa continua a mesma: gastar melhor e elevar o nível de dinamismo da máquina pública, o que resultará em um país naturalmente mais eficiente e competitivo. Falo de incentivar ainda mais o capital produtivo, nossos empreendedores e em levar adiante reformas como a tributária, previdenciária e trabalhista. A quanto tempo falamos disso, não é mesmo?</p>
<p><strong>E essa história de “o país do futuro”?</strong><br />
Temos, sim, uma excelente oportunidade para o futuro, mas tudo dependerá do que faremos a seguir. Investir pesadamente em infraestrutura – mas com inteligência, sem corrupção e em caráter de longo prazo – e tornar o país ainda mais atraente para o capital externo de qualidade tem que ser mais do que uma meta.</p>
<p>Nesse meio tempo, <em>“cautela e caldo de galinha não farão mal a ninguém”</em>. Mais cedo ou mais tarde, grandes e boas oportunidades continuarão aparecendo, inclusive para aqueles que nesse momento criticam (sem fundamento) o mercado de ações. Vejamos onde tudo isso vai nos levar&#8230; Estamos de olho.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Alemanha &#8211; Sólida, eficiente, silenciosa e credora de devedores duvidosos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/07/22/alemanha-solida-eficiente-silenciosa-e-credora-de-devedores-duvidosos/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 12:46:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O modelo de crescimento econômico da Alemanha pode nos ensinar mais que o norte-americano? Ainda assim, quais os perigos e lições a tomar da nação mais forte da Europa?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Alemanha - Sólida, eficiente, silenciosa e credora de devedores duvidosos" src="http://dinheirama.com/files/2011/07/dinheirama_alemanha_economia_forte.jpg" alt="Alemanha - Sólida, eficiente, silenciosa e credora de devedores duvidosos" hspace="2" vspace="2" align="left" />Após expurgar os sonhos imperiais que marcaram a vida política do país durante grande parte da primeira metade do século passado, a Alemanha agarrou-se, com unhas e dentes, à oportunidade de se reinventar e erguer a potencia industrial moderna, democrata e arejada que hoje ocupa a primeira posição entre as nações europeias.</p>
<p>Para alguns analistas mais descolados do sendo comum, a Alemanha figuraria como a nação número um em termos globais, o que faz sentido se a observarmos sob uma ótica econômica mais sustentável, menos imediatista e profunda. É também verdade que a sentença acima seria inquestionável se a Alemanha, além de ícone da eficiência industrial, não fosse a credora de devedores tão economicamente frágeis.</p>
<p>Contudo, deixando essa questão de lado para julgarmos no tempo adequado as consequências da encrenca europeia, gostaria de dirigir a atenção ao modelo de desenvolvimento empresarial alemão, ancorado em larga evolução tecnológica e científica, mas tão discreto quanto sólido em comparação a tantos outros modelos. Veja o caso das pequenas e médias empresas que atuam globalmente, o chamado <a title="Entenda o modelo Mittelstand" href="http://opiniaoenoticia.com.br/economia/o-sucesso-do-modelo-mittelstand/" target="_blank">modelo Mittelstand</a>.</p>
<p><span id="more-6335"></span>Diferente, por exemplo, do propalado modelo norte-americano, com sua panaceia de gurus de gestão surgidos do nada, sempre com o preâmbulo “fanfarrônico” de “a última onda” e invencionices corporativas que, salvo significativas exceções, segregam gerações tidas como ultrapassadas jogando no lixo acervo técnico e experiência, além de criar um clima organizacional doente e de profunda instabilidade.</p>
<p>Engana-se quem me toma como antiamericano. Muito pelo contrário, me incomoda profundamente observá-los submergir, mesmo que pouco a pouco &#8211; observem que seus índices não reagem desde a crise de 2008 -, deixando de lado a trágica, mas remota <a title="Possibilidade de acordo - Estadão" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,senado-dos-eua-deve-votar-sabado-plano-orcamentario,not_76823,0.htm" target="_blank">possibilidade de um “não acordo” antes de dois de agosto</a>.</p>
<p>Também sobre os EUA, me incomoda notar sua influência internacional sendo gradativamente ocupada por uma China que, embora aderente ao livre mercado, não deixa e nem quer deixar de ser uma ditadura maoista, com propósitos imperiais, onde tolerância e pluralidade cultural ou política soam como “meras frivolidades ocidentais”.</p>
<p>Faço justiça à Alemanha moderna neste texto não apenas como um contraponto retórico, pois me agrada o seu modelo da eficiência pela eficiência, da precisão como valor, do aprofundamento científico empresarial no lugar do “blábláblá”, do marketing pelo marketing e da crença ideológica frágil de que os mercados não podem sofrer qualquer espécie de regulamentações, pois se constituem como organismos vivos perfeitos e a prova de colapsos.</p>
<p>No entanto, creio também na capacidade de reinvenção norte-americana como valor, na sua democracia plena e constantemente revitalizada. Mas exorto para que olhem o mundo com um radar crítico, voltado para dentro, permitindo colher e assimilar novos e melhores métodos, novas e mais sólidas posturas.</p>
<p>Os valores e as democracias ocidentais agradecem; os credores também. Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

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		<title>Investir em imóveis nos EUA ou em renda fixa no Brasil?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/06/01/investir-em-imoveis-nos-eua-ou-em-renda-fixa-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 12:01:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O momento reserva boas oportunidades de compra de imóveis abaixo do potencial nos Estados Unidos. No Brasil, a renda fixa continua sendo uma ótima alternativa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Investir em imóveis nos EUA ou em renda fixa no Brasil?" src="http://dinheirama.com/files/2011/05/dinheirama_imovel_eua_renda_fixa_brasil.jpg" alt="Investir em imóveis nos EUA ou em renda fixa no Brasil?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Marcelo</strong> comenta: <em>“Ricardo, moro nos Estados Unidos, onde comecei a comprar imóveis de baixo valor. Em dois anos com essa estratégia, já consegui comprar dois imóveis. O dólar no Brasil está relativamente baixo, por isso não sei se está valendo a pena enviar o dinheiro para aí. A dúvida que fica é justamente nesse quesito: continuo com a estratégia de comprar imóveis por aqui ou mesmo com o câmbio baixo mando para o Brasil e aproveito as oportunidades do mercado de ações e renda fixa?”</em></p>
<p>Com a crise de crédito de 2008, os EUA entraram em um período muito dolorido para sua população: desemprego e recessão são, desde então, palavras constantes no noticiário econômico. Um dos pilares da crise aconteceu justamente no mercado imobiliário, mais precisamente com as chamadas hipotecas. Se a crise foi sinônimo de problemas para a maior parte da população, também representou algumas oportunidades para quem tinha algum dinheiro em caixa.</p>
<p>A desvalorização dos imóveis e a falta de compradores interessados fizeram com que verdadeiras pechinchas surgissem a cada esquina. Vejo que você foi um dos que aproveitou a oportunidade de comprar bons imóveis a preços baixos. Observando friamente, a economia norte-americana está longe do que já foi, mas alguns dados mostram que já existe certa recuperação – o que lentamente fará desaparecer as boas oportunidades. Estando ai, acho interessante a opção por <a title="Leia mais no Portal Exame" href="http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/e-boa-a-hora-para-comprar-imoveis-nos-eua" target="_blank">imóveis a preços bem abaixo do potencial</a>.</p>
<p><span id="more-6186"></span><strong>Brasil fez opção ao crescimento para fugir da crise</strong><br />
O Brasil atravessou a crise apostando no consumo interno como arma para manter o emprego e fazer crescer a economia. O plano deu certo e o país cresceu forte, inclusive fora de sua capacidade de produção, o que criou, no começo do ano, outra preocupação: a temida inflação.</p>
<p>Respondendo sua pergunta, creio que alguns pontos precisam ser bem definidos para sua estratégia de investimentos realmente funcionar. A primeira pergunta que me ocorre é: quando você pretende voltar para o Brasil? Trata-se de uma pergunta-chave para traçar seu futuro. Uma alternativa interessante para a volta seria considerar a abertura de algum empreendimento para, quando voltar, ter seu próprio negócio, aproveitando o crescimento brasileiro.</p>
<p><strong>Ações, 2011 com oscilações e muita volatilidade</strong><br />
O mercado de ações passa por alguns momentos de ajuste, principalmente por questões referentes ao novo governo. A inflação nos países emergentes e a crise na Europa também afetam o desempenho da bolsa brasileira. Então, se o seu dinheiro está comprometido no curto prazo ou se você tem aversão ao risco, busque outras alternativas. Faça isso até que o cenário se defina de uma forma um pouco mais clara.</p>
<p>Para conter a inflação, o Brasil adotou algumas medidas para encarecer o crédito. Dessa forma, os juros subiram e o mercado de renda fixa voltou a atrair atenção de todos. O Tesouro Direto, compra de títulos públicos, está na pauta e foi descrito de forma didática pelo <strong>Navarro</strong> no artigo <a title="Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características" href="http://dinheirama.com/blog/2011/01/20/tesouro-direto-como-investir-rentabilidade-vantagens-e-caracteristicas/" target="_blank">“Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características”</a>. Trata-se de uma excelente alternativa conservadora de investimentos.</p>
<p>Como pode perceber, a resposta para sua dúvida não é única, nem definitiva. Tudo dependerá dos objetivos para seus investimentos, do prazo definido para a aplicação e de suas metas pessoais (retorno ou não ao Brasil, por exemplo). Defina o que quer para o futuro e quanto pretende investir nele (separe curto, médio e longo prazo). Descobrir quais serão os melhores investimentos para alcançar suas metas será o passo a seguir, ok? E faremos isso juntos.</p>
<p>Valeu e até a próxima! Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A visita de Barack Obama e os resultados do Brasil</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/03/22/a-visita-de-barack-obama-e-os-resultados-do-brasil/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/03/22/a-visita-de-barack-obama-e-os-resultados-do-brasil/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Mar 2011 02:30:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A visita de Barack Obama ao Brasil frustrou as expectativas de muitos especialistas e não trouxe nada de novo à relação entre Brasil e EUA. Qual o problema?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A visita de Barack Obama e os resultados do Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2011/03/dinheirama_visita_obama_eua_brasil.jpg" alt="A visita de Barack Obama e os resultados do Brasil" hspace="2" vspace="2" align="left" />Fomos agraciados no final de semana passado com a visita do Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama. A visita produziu cenas memoráveis, afinal tanto Obama como a Primeira Dama Michelle <a title="Presidente Obama passeia pelo Rio" href="http://ultimosegundo.ig.com.br/visitaobama/carisma+e+simpatia+de+obama+cativam+a+plateia+do+municipal/n1238182073892.html" target="_blank">mostraram carisma e disposição de sobra</a> para correr os pontos turísticos do Rio de Janeiro, incluindo no roteiro uma inesquecível visita noturna ao Cristo Redentor.</p>
<p>Diversos temas relevantes foram abordados durante sua passagem, mas a verdade é que sua visita não resultou em nenhum tipo de compromisso efetivamente bom para o Brasil. A visita aconteceu, mas serviu apenas para estreitar laços já conhecidos. O atual cenário global mostra o Brasil como um grande exportador de commodities e, no entanto, persistem enormes barreiras contra a entrada de nossos produtos nos EUA.</p>
<p><strong>A novela do Biocombustível</strong><br />
Entre nossos principais produtos está o biocombustível, feito a partir da cana de açúcar. Nos EUA, o biocombustível é feito a partir do milho e o governo norte-americano paga aos produtores US$ 0,45 por galão. Os subsídios chegaram a custar ao governo americano, só no ano de 2008, <a title="Pelo fim dos subsidios nos EUA" href="http://www.odiario.com/economia/noticia/402513/usinas-querem-discutir-o-fim-dos-subsidio-com-barack-obama/" target="_blank">mais de US$ 4 bilhões</a>. E o governo norte americano ainda cobra uma tarifa extra de US$ 0,54 por galão. Nosso produto poderia ser muito competitivo por lá. Poderia.</p>
<p><span id="more-5904"></span>A verdade é que os produtos brasileiros &#8211; etanol, suco de laranja, algodão, carne bovina, entre outros &#8211; não são competitivos do ponto de vista financeiro a ponto de encontrar mercado consumidor dentro dos EUA. Isso ocorre devido às inúmeras barreiras e à força do lobby de produtores norte-americanos. Acessar o mercado é complicado para nossos exportadores.</p>
<p>Claro que o fim das barreiras não depende exclusivamente da vontade do Presidente Obama (O congresso é fundamental), mas ele é a autoridade máxima do país. Ele não deu nenhum indicativo de que as barreiras possam ser revistas.</p>
<p><strong>Balança comercial: os motivos do déficit</strong><br />
Analisando friamente os números, fica mais fácil entender os motivos que levaram a <a title="Balança comercial deficitária em 2010" href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2011/03/16/deficit-comercial-com-eua-e-desafio-em-visita-de-obama-ao-brasil.jhtm" target="_blank">balança comercial brasileira a ser deficitária em 2010</a> em relação aos EUA em US$ 8 bilhões &#8211; vendemos US$ 19 bilhões e compramos US$ 28 bilhões.</p>
<p>Durante a visita de Obama, muitos analistas se exaltavam em criticar algumas escolhas que o Brasil fez nos últimos anos ao buscar novos parceiros comerciais. Ora, trabalhar ao lado da maior economia do planeta não é algo que pode ser rejeitado. Pelo contrário, a relação tem e terá sempre muita importância para o desempenho de nosso país.</p>
<p>Mas, sejamos realistas: não existe por parte do governo norte-americano (presidência e principalmente congresso) abertura para que exista um ambiente “ganha ganha”. Eles querem vender e oferecer seus produtos sem a recíproca para nosso país. Fica fácil com esse tipo de conduta entender o <a title="Por que não avançamos com a Alca?" href="http://correiodobrasil.com.br/amorim-culpa-eua-e-canada-por-fracasso-da-alca/51595/" target="_blank">fracasso nas negociações da Alca</a> (Área de Livre Comércio das Américas), por exemplo.</p>
<p><strong>Parceiros globais, não parceiro exclusivo</strong><br />
Imaginemos que o Brasil não diversificasse seus negócios e parceiros comerciais, buscando, por exemplo, outros mercados (como a China). Será que teríamos atravessado o período de crise da mesma forma? Não precisamos ir muito longe para entender isso: basta relembrar as dificuldades que o México atravessou durante o tombo recessivo do Tio Sam, quando <a title="México tenta aproximação com o Brasil" href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/08/17/mexico-quer-aproximacao-do-brasil-para-menor-dependencia-dos-eua-757440069.asp" target="_blank">passou a querer se aproximar do Brasil</a>.</p>
<p>Para finalizar e citar, claro, um ponto positivo da passagem de Obama, rolou um certo <a title="Pré-Sal desperta interesse dos EUA" href="http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=42814" target="_blank">interesse dos EUA pelo tema &#8220;pré-sal&#8221;</a>. Trata-se de um legado que, sem sobre de dúvidas, pode vir a ser um grande trunfo de nossa economia &#8211; desde que não tropecemos nas nossas próprias pernas. É torcer, trabalhar e esperar para ver. Até mais.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Quando tocará o despertador do ocidente?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/03/18/quando-tocara-o-despertador-do-ocidente/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Mar 2011 13:06:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[tsunami]]></category>

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		<description><![CDATA[Tsnumai e desastre no Japão, Oriente Médio em clima de guerra, vazamento de informações, crise econômica. Sinais de que devemos nos preparar melhor?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Quando tocará o despertador do ocidente?" src="http://dinheirama.com/files/2011/03/dinheirama_despertador_ocidente.jpg" alt="Quando tocará o despertador do ocidente?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Começo esse artigo com um questionamento: o que está acontecendo com a nossa cultura ocidental? Honestamente, não tenho resposta.</p>
<p>Mas alguns acontecimentos dizem muito.</p>
<p>Depois de assistir <a title="Conheça melhor &quot;Inside Job&quot;" href="http://dinheirama.com/blog/2011/02/04/inside-job-mais-que-um-documentario-uma-aula-de-economia/" target="_blank">“Inside Job”</a> (ou Trabalho Interno, em português), vencedor do Oscar 2011 como melhor documentário, saí da sala de cinema com a nítida sensação de que passados quase dois anos do vendaval financeiro que varreu (e ainda varre) o mundo em 2008, pouco ou quase nada de concreto se fez, além de conjecturas e ensaios bem intencionados, para que no horizonte dos próximos dez anos não vivenciemos situação semelhante.</p>
<p><span id="more-5886"></span>A bem da verdade, não é necessário assistir ao filme &#8211; que recomendo por ser muito interessante e cômico -, mas basta acompanhar as notícias na mídia especializada para chegar à mesma conclusão.</p>
<p>Acompanhei com atenção as recentes revoltas no norte da África e Oriente Médio. Por instantes, tive a certeza de que a ditadura Líbia cairia por terra, principalmente depois do anúncio de rompimento das relações diplomáticas por parte de algumas grandes potências ocidentais (a França chegou a reconhecer a legitimidade oficial do governo rebelde), colocando uma pedra nas relações com o recém (de 2006 para cá) aliado.</p>
<p>Mas, para a surpresa de todos, a <a title="Queda do ditador era esperada" href="http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/podcasts/880841-correspondente-relata-expectativa-em-torno-da-queda-de-gaddafi-ouca.shtml" target="_blank">queda do ditador esperada</a> para ocorrer em no máximo vinte e quatro horas (segundo anúncios da grande mídia há duas semanas) ainda não passa de um anseio, com chance de observarmos o nascimentos de mais uma zona de guerra permanente, seguindo na mesma esteira do que observamos no Iraque e no Afeganistão.</p>
<p>Para resumir, a tal “Zona de Exclusão Aérea” exaustivamente discutida e analisada semana após semana, que serviria para evitar um massacre dos opositores e da população civil, <a title="Zona de Exclusão aprovada" href="http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/conselho+de+seguranca+aprova+zona+de+exclusao+aerea+na+libia/n1238177632668.html" target="_blank">só foi aprovada agora</a>. No entanto, apostaria que as grandes potências ocidentais ainda não possuem uma ideia clara sobre o que fazer para estancar a tragédia humana na qual essa história pode se transformar.</p>
<p>O fato é que um mês antes do início dos protestos na Tunísia, nenhuma voz conhecida ou respeitada no ocidente conseguiu prever os acontecimentos que hoje colocam em risco o equilíbrio energético do planeta. Tenham certeza de que essa história renderá muito ainda, oferecendo não apenas roteiros excepcionais para Hollywood, mas mudanças significativas no tabuleiro de xadrez mundial.</p>
<p>Como se não bastasse, assistimos com aflição à recente tragédia japonesa, onde observamos de um lado os <a title="Técnicos tentam corrigir problema nuclear" href="http://g1.globo.com/tsunami-no-pacifico/noticia/2011/03/dois-funcionarios-de-usina-em-fukushima-estao-desaparecidos.html" target="_blank">atos de heroísmo e coragem física inimagináveis por parte dos funcionários da usina nuclear de Fukushima</a>, tentando resfriar o reator na marra, e do outro uma Europa assustada, revisando procedimentos de segurança para impor controles de resistências em suas usinas, com a realização de testes para analisar como reagem em emergências (terremotos, tsunamis, ataques terroristas e etc.). No caso preventivo europeu, mesmo que ainda se aplique a expressão “antes tarde do que nunca”, podemos questionar: mas só agora?</p>
<p>Viajar para a Europa ou para os EUA transformou-se num pesadelo que não passa &#8211; com aniversário de dez anos previsto para os próximos meses. As incômodas (mas naturalmente necessárias) e rigorosas medidas de segurança por conta da cotidiana iminência de ataques terroristas, que em um primeiro momento durariam alguns poucos anos, aparentemente vieram para ficar.</p>
<p>Por outro lado, a tal luta contra o terror ganha, a cada dia que passa e a cada derrota ocidental na “frente de batalha”, mais e mais posições rumo ao altar dos eternos “lugares comuns”.  Algo cada vez mais rarefeito, que com o passar das gerações vai perdendo o sentido e o viço.</p>
<p>Em tempos tão perigosos e ameaçadores, seria inimaginável e muito ficcional pensar em montanhas de documentos secretos diplomáticos norte americanos vagando no ciberespaço nas mãos de um grupo de ativistas da era digital. O aparente roteiro de filme se transformou em realidade com o episódio Wikileaks, causando consternação e constrangimento não apenas pelo vazamento em si, mas principalmente pela (baixa) qualidade das análises realizadas.</p>
<p>Na minha modesta opinião, o pior de tudo foi a forma como ocorreu o vazamento: <a title="Soldado de 23 é suspeito de vazar informações" href="http://exame.abril.com.br/economia/mundo/noticias/wikileaks-soldado-acusado-de-vazar-documentos-foi-maltratado" target="_blank">pelas mãos de um soldado raso de 23 anos de idade</a>, que não é um hacker e nem mesmo um agente secreto treinado em uma potência opositora. Não, ele simplesmente tinha acesso ao sistema.</p>
<p>Na arena industrial, segundo um estudo do centro de pesquisas econômicas IHS Global Insight, a China destronou os Estados Unidos em 2010 e se tornou a <a title="China ultrapassa EUA em manufatura" href="http://veja.abril.com.br/noticia/economia/china-supera-eua-como-maior-potencia-industrial" target="_blank">maior potência manufatureira do mundo</a>, embora ainda esteja atrás no quesito produtividade. Mas me recordo de ter lido análises durante a crise de 2008 projetando a <a title="China era esperada na liderança apenas em 2020" href="http://www.finfacts.ie/irishfinancenews/article_1010305.shtml" target="_blank">ocorrência desse fato consumado apenas para o ano de 2020</a>.</p>
<p>Voltando às consequências da crise de 2008, venho acompanhando com atenção aos movimentos europeus por maior rigor na regulação das atividades das auditorias independentes. Mas recomendo acompanhar as impressões do presidente mundial da PwC, Dennis Nally, cuja opinião é favorável ao processo de reciclagem regulatória. Com a experiência de quem vivenciou as mudanças implementadas após a crise da Enron, Dennis Nally adverte para que se fuja da mudança pela mudança, em benefício de uma abordagem mais focada, profunda e estruturante do assunto. Pensando bem, faço coro com o Sr. Nally.</p>
<p>Me perdoe o leitor por ter inundado o artigo com doses desagradáveis de incômodos apontamentos, mas o ditado popular afirma que a maior cegueira é a voluntária, que nasce quando não se quer enxergar.</p>
<p>Não prego a vinda do apocalipse ou o fim dos tempos, não entendo nada sobre o calendário Maia ou a era de aquário. Mas acredito em deterioração, em fragilidades econômicas e culturais provocadas pela inação, pela preguiça de levantar do berço esplendido ou pelo ato de desligar o despertador para “dormir mais cinco minutinhos”.</p>
<p>Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">stock.xchng</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Inside Job: mais que um documentário, uma aula de economia</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/02/04/inside-job-mais-que-um-documentario-uma-aula-de-economia/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Feb 2011 17:01:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Documentário Inside Job mostra a realidade de Wall Street antes e durante um dos períodos mais críticos da história financeira mundial: crise do subprime em 2008. Imperdível.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Inside Job: mais que um documentário, uma aula de economia" src="http://dinheirama.com/files/2011/02/dinheirama_documentario_inside_job.jpg" alt="Inside Job: mais que um documentário, uma aula de economia" hspace="2" vspace="2" align="left" />Indicado ao Oscar como melhor documentário, <a title="Conheça 'Inside Job'" href="http://www.sonyclassics.com/insidejob" target="_blank">&#8220;<strong>Inside Job&#8221;</strong></a>, o filme conduzido pelo diretor <strong>Charles Ferguson</strong>, vasculha as entranhas de <em>Wall Street</em> na fase que antecedeu a crise de 2008 com uma lucidez implacável, elucidando as origens do maior tsunami financeiro desde a crise de 1929.</p>
<p>O documentário aponta a origem do caos, quando as leis que impediam a execução, sob o mesmo teto institucional, das atividades de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e banco comercial passaram a ser desrespeitadas em um primeiro momento, para em seguida, serem simplesmente deixadas de lado.</p>
<p>Traz à tona fatos assombrosos, como a existência de um único funcionário da SEC (isso mesmo, uma única pessoa) responsável por toda a gestão e fiscalização de exposição ao risco do mercado financeiro norte-americano. Mostra também as medidas desastrosas do FED, sustentadas e potencializadas por uma condução governamental perigosa para a sustentabilidade econômica, num caldeirão com boas doses de corrupção, vista grossa e irresponsabilidade.</p>
<p><span id="more-5709"></span>Mas para a observação deste que vos escreve, a parte mais interessante é justamente aquela que aborda o componente comportamental dos executivos e operadores do setor. Tomados por uma falsa sensação de intocabilidade, de propriedade absoluta de poder e inviolabilidade, construíram uma cultura de excessos e insensibilidade crônica, onde, segundo o diretor do filme, havia, e ainda há, a participação explosiva dos elementos drogas e prostituição em larga escala.</p>
<p>Uma alquimia que, ao contrário das fábulas, não produziu ouro, mas tragédias econômicas, desespero e, como resultado final, a patinação do maior motor da economia mundial.</p>
<p>No entanto, frustrando as otimistas expectativas de que o caos vivenciado a partir de setembro de 2008 traria um inevitável ajuste e amadurecimento, no qual voltariam a vigorar um pouco mais de prudência e o renascimento da importância da liquidez e da poupança, observamos a letargia, a férrea manutenção do status quo, a infantil crença na capacidade americana de vencer desafios e superar obstáculos. A eterna autoajuda corporativa cegando a realidade.</p>
<p>Caros leitores, fiquem à vontade para discordar ou me criticar, de fato não consumo o “lero lero corporativo” e, portanto, não busco ser o dono da verdade e muito menos venero o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/b3RpbWlzbW9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">otimismo<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> ou o pessimismo, mas cultuo o realismo e o senso crítico.</p>
<p>Neste sentido, faço uma confissão: observando a terra de Lincoln, das famílias Kennedy e Bush, não consigo evitar paralelos com o nosso Brasil. Me assombro com a euforia exagerada, com a crescente cultura do crédito excessivo (mesmo que por anos tenha sido tão escasso), com a permanente crítica ao ato de poupar, com a sensação observada em esclarecidos ambientes de que “agora ninguém nos segura”.</p>
<p>A estreia do filme está prevista para o dia 18 de fevereiro. Recomendo que não deixem de assistir, mas independentemente dos novos entendimentos que ele possa provocar, permaneço rezando para a santa CVM, sem esquecer de acender uma velinha para o padroeiro BC e sua equipe de arcanjos. Boa sorte a todos nós.</p>
<p>Assista ao trailer (em inglês):</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=X2DRm5ES-uA">http://www.youtube.com/watch?v=X2DRm5ES-uA</a></p>
<p>Crédito da foto: divulgação.</p>
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		<title>O Brasil, a Guerra Cambial e o crescimento econômico</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/11/08/o-brasil-a-guerra-cambial-e-o-crescimento-economico/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Nov 2010 13:51:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[câmbio]]></category>
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		<category><![CDATA[moeda]]></category>

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		<description><![CDATA[Entenda como a desvalorização do dólar, a Guerra Cambial e os juros altos podem prejudicar o crescimento sustentável do Brasil. É hora do governo gerenciar melhor os gastos públicos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O Brasil, a Guerra Cambial e o crescimento econômico" src="http://dinheirama.com/files/2010/11/dinheirama_dolar_real_guerra_cambial.jpg" alt="O Brasil, a Guerra Cambial e o crescimento econômico" hspace="2" vspace="2" align="left" />Um assunto em especial tem dominado o noticiário econômico do Brasil e boa parte do espaço econômico de jornais pelo mundo: a desvalorização do dólar. Muito se vala sobre uma “Guerra Cambial”, travada de forma voraz entres EUA e <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Q2hpbmFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-52">China<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e com reflexos no mundo todo. Durante todo o período eleitoral o tema foi pouco debatido no Brasil dando margem para incertezas.</p>
<p>Passado o período de votação, o assunto passou a fazer parte das entrevistas da Presidente eleita Dilma Rousseff. Suas primeiras seguiram no sentido de tranquilizar o mercado quanto às ações do governo. Segundo ela, os pilares da estabilidade serão preservados e o câmbio flutuante será mantido. Que bom.</p>
<p><strong>E lá fora?</strong><br />
Os Estados Unidos continuam sofrendo com a crise. A retomada tem sido lenta e os reflexos desse cenário são percebidos na baixa popularidade do Presidente Obama. As medidas tomadas por lá para tentar alavancar a economia levam à desvalorização ainda maior de sua moeda. Na semana passada correu a notícia de que <a title="Leia mais no Terra" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+internacional,fed-comprara-mais-us-600-bi-em-titulos-para-impulsionar-economia,41798,0.htm" target="_blank">o FED comprará mais de US$ 600 bilhões em títulos</a> para aquecer a economia.</p>
<p><span id="more-5215"></span><strong>Juros altos</strong><br />
A valorização do Real acontece porque os <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> internacionais não estão encontrando em seus países de origem oportunidades tão atraentes (rentáveis) como as que existem por aqui. A Taxa Selic está em 10,75% ao ano, o que de longe é uma taxa muito mais vantajosa do que os atuais 0,25% dos Estados Unidos, por exemplo. Na Zona do Euro as taxas de juros também estão muito baixas.</p>
<p><strong>Oferta X Procura</strong><br />
O dinheiro que vem pra cá alimenta a lei da oferta e demanda. A grande oferta de dólares faz seu valor despencar em relação ao Real, o que faz com que os produtos importados fiquem baratos; na outra ponta, nossa indústria perde competitividade para exportar, pois seus produtos se tornam caros diante do mercado internacional.</p>
<p>O protecionismo de algumas nações também contribui para o agravamento desse cenário. O maior exemplo disso é a China, que não quer adotar políticas de câmbio para não ver seus produtos perderem competitividade.</p>
<p><strong>A lição de casa</strong><br />
Voltando para o ambiente doméstico, é cada dia mais urgente e necessário uma política pública voltada para a gestão dos gastos públicos. Por mais que os avanços tenham sido grandes nos últimos anos, é evidente que o serviço público gasta muito, e mal. Precisamos voltar os esforços para reformas indispensáveis: política, fiscal e previdenciária.</p>
<p>Impostos altos e gastos elevados baseados em pouca agilidade da máquina pública são o pior dos mundos e isso não fará nossa <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> crescer de forma sustentada por muito tempo. Talvez essas ações sejam parte do grande salto de confiabilidade que o país precisa enfrentar para garantir o crescimento no futuro.</p>
<p>O governo precisa economizar e voltar a buscar metas reais de superávit fiscal, além de diminuir a dívida pública para, enfim, buscar uma efetiva redução de suas taxas de juros.</p>
<p>Como você já sabe, eu sou otimista, mesmo percebendo o potencial explosivo para o assunto. Acredito que nosso país precisa intensificar o debate; e isso acontecerá. Os benefícios de uma economia estável passam pelo equilíbrio de todos os setores e o câmbio é um elemento fundamental dentro dessa engrenagem. Até a próxima.</p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
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