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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; exemplo</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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	<itunes:subtitle>Dinheiro, educacao financeira e investimentos ao alcance de todos</itunes:subtitle>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; exemplo</title>
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		<title>Festa de 15 anos: problema ou comemoração?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/05/10/festa-de-15-anos-problema-ou-comemoracao/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 01:16:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernadette Vilhena</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O tempo passa depressa&#8230; A garotinha cresceu e vai fazer 15 anos, uma tradição onde as jovens começam uma nova fase de sua vida. Essa tradição, iniciada na Europa, tornou-se popular no Brasil na década de 50. Depois, teve uma queda nos anos 80 e de 2000 para cá voltou com força total, reavivando as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Festa de 15 anos: problema ou comemoração?" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/05/dinheirama_post_festa_15_anos_problema_comemoracao.jpg" alt="Festa de 15 anos: problema ou comemoração?" align="left" hspace="2" vspace="2" />O tempo passa depressa&#8230; A garotinha cresceu e vai fazer 15 anos, uma tradição onde as jovens começam uma nova fase de sua vida. Essa tradição, iniciada na Europa, tornou-se popular no Brasil na década de 50. Depois, teve uma queda nos anos 80 e de 2000 para cá voltou com força total, reavivando as tradições de vestidos elaborados, valsa e as 15 velas.</p>
<p>As festas de Debutantes movimentam milhões de reais todo ano e aquecem o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2Fkb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-52">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> das empresas de eventos. Eu já soube de festas que giraram em torno de 30, 50 e até 60 mil reais. A questão crucial a ser discutida aqui é: como a família lida com essa questão em seu cotidiano?</p>
<p>Gostaria que ficasse claro que não sou contra as festas! Meu papel aqui é questionar as infelizes circunstâncias em que muitas delas acontecem e propor um olhar mais real sobre essa data. Isso porque tenho ouvido muitas queixas e preocupações de pais divididos entre “posso, quero ou devo”? Assim, vamos entrar em contato com alguns pontos fundamentais:</p>
<p><strong>Conflitos familiares</strong><br />
As cobranças por uma grande festa de 15 anos são mais comuns do que imaginamos. Tendo muitas amigas comemorando o aniversário com eventos de grande porte, é natural a adolescente sonhar com algo parecido no seu dia.</p>
<p>Caso a família não tenha o hábito de conversar sobre a realidade financeira ou sobre o que pensam sobre esse tipo de festa, esse desejo da filha pode trazer conflitos para todos. Explico: quando os filhos são criados sem a noção do poder aquisitivo dos pais ficará mais complicado administrar os “nãos” e as frustrações.</p>
<p><strong>Falta de planejamento</strong><br />
Esse descuido acaba comprometendo o orçamento da família caso optem pela festa. Geralmente, os pais decidem pelo evento sem terem tido tempo necessário para orçamentos diversos com fornecedores de Buffet, convite, vestido, DJ e etc. A pressa e a euforia “mascaram” os custos.</p>
<p><strong>Endividamento</strong><br />
Com a intenção de realizar uma festa que atenda às altas expectativas da debutante ou dos próprios pais, a solução muitas vezes acaba sendo o empréstimo, algo perigoso quando mal calculado. Lembre-se que a comemoração terá a duração de algumas horas, mas as prestações bancárias estarão em sua planilha por meses!</p>
<p><strong>Seguir modelos</strong><br />
O mais grave é quando a opção pela festa passa pelo desejo de impressionar amigos e/ou familiares. O famoso <em>“não podemos ficar para trás”</em> faz com que se gaste o que não se tem para manter um <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/c3RhdHVzXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-52">status<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> social inexistente.</p>
<p>O interessante nesse cenário é que, se olharmos mais atentamente, as festas acabam perdendo seu sentido mais puro: a comemoração. Será que estarei tendo uma crise de saudade do tempo em que as festas eram mais simples, mais leves, mas muito mais reais e mais divertidas?</p>
<p>Vejo que é preciso ter a noção do comércio que gira em torno de tanta ostentação e ter discernimento para realizar festas dentro da realidade de cada um. É função do mercado de eventos criar necessidades e produções incríveis, mas cabe a nós consumidores encaixar tudo isso dentro do nosso orçamento familiar – isso faz parte da educação financeira.</p>
<p>A doutora em psicologia <strong>Laura Quadros</strong> diz que <a title="Leia mais " href="http://gnt.globo.com/maes-e-filhos/noticias/Festa-de-15-anos--pais-nao-devem-fugir-da-realidade.shtml" target="_blank">os pais não devem fugir da realidade da família</a> para realizar o sonho da filha: <em>&#8220;Completar 15 anos é um rito e merece a celebração especial. Mas não recomendo vender um carro para bancar as despesas da festa&#8221;</em>. Caso a opção por uma grande festa fique inviável, por que não pensar em algo até mais significativo para todos nessa data especial? Uma viagem, presentes carregados de carinho dado pelos pais e irmãos.</p>
<p>O conselho é o diálogo, onde a realidade pode ser vista com tranquilidade. Nesse momento, os pais precisam estar alinhados em pensamentos e, assim, conduzirem com maturidade as decisões, contando também com a participação dos filhos. Estou certa de que quando as questões financeiras são administradas com carinho e atenção, elas podem criar laços e gerar aprendizados para a vida toda.</p>
<p>Outro fator importante que vale a pena ser reforçado é a atenção com a educação financeira desde cedo. A família precisa ter coerência desde as primeiras festas de seus filhos, pois a crítica feita para as comemorações dos 15 anos também são válidas para muitas festas de 1 aninho. Tem cada coisa por ai&#8230;</p>
<p>Não podemos descuidar do que é mais importante: o relacionamento saudável e coerente com nossos filhos. Condutas amorosas para que eles passem pela <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/YWRvbGVzYyVFQW5jaWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-64">adolescência<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> mais felizes e com conflitos existenciais necessários, que irão colaborar com a formação de sua personalidade.</p>
<p>Percebo que, atualmente, a adolescência vem sendo atingida por um alto grau de consumismo aliado à impaciência e ao imediatismo. Infelizmente, constatamos a pouca força dos pais ou responsáveis na formação moral desses jovens – seja por falta de tempo, medo ou desconhecimento de seu papel como educador e formador desse cidadão. Os conflitos sérios com as festas de 15 anos são apenas consequências dessa educação (ou a falta dela).</p>
<p>Você concorda? Vamos discutir mais o tema no espaço de comentários abaixo. Deixe sua opinião. Um abraço e até a próxima!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Bernadette Vilhena</b>.<br>

Pedagoga empresarial, consultora em diversas instâncias da prática educativa nas empresas e autora do livro "Dinheirama" (Blogbooks). Especialista em Gestão de Pessoas e estudos nas áreas de Ergologia, Gestão do Conhecimento e Educação no trabalho.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>DinheiramaCast: Universitários, os bancos e o papel da educação financeira</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/03/14/dinheiramacast-universitarios-os-bancos-e-o-papel-da-educacao-financeira/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Mar 2012 00:34:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cada vez mais universitários aderem a planos bancários, cartões de crédito e cheque especial. Como abordar a educação financeira neste cenário?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="DinheiramaCast: Universitários, os bancos e o papel da educação financeira" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/03/dinheirama_post_podcast_universitarios_os_bancos_e_educacao_financeira.jpg" alt="DinheiramaCast: Universitários, os bancos e o papel da educação financeira" align="left" hspace="2" vspace="2" />É cada vez maior o número de jovens com a possibilidade de graduar-se e exercer uma profissão que exija formação em curso superior. Tal realidade coloca esses novos adultos diante da possibilidade de cuidar sozinhos do próprio dinheiro. Esse tema gerou uma entrevista bastante enriquecedora para o programa <strong><a title="Acesse o Conexão Itajubá" href="http://www.conexaoitajuba.com.br" target="_blank">Conexão Itajubá</a></strong>, capitaneado pelo amigo <strong>Octavio Scofano</strong> e veiculado na <strong><a title="Ouça a Rádio Panorama FM" href="http://www.radiopanoramafm.com.br/" target="_blank">Rádio Panorama FM 103,5</a></strong>. Muitos bancos e instituições financeiras oferecem produtos específicos para os universitários, mas será que estes sabem aproveitar da melhor forma tudo que lhes é oferecido?</p>
<p>Como sugestão dos próprios ouvintes, trarei para o <em>Dinheirama</em> as futuras entrevistas realizadas para o programa, que acontecem quinzenalmente, às terças-feiras, por volta de 11:30h. O arquivo será disponibilizado para <em>download</em> e também para assinatura pelo nosso <em>podcast</em> criado no iTunes, conforme instruções ao final deste post. Os leitores do Sul de Minas podem sintonizar a Panorama FM em 103,5 MHz e os demais podem acompanhar pelo site da rádio:<a title="Ouça a Rádio Panorama FM" href="http://www.radiopanoramafm.com.br/" target="_blank">www.radiopanoramafm.com.br</a></p>
<p>A entrevista aborda os seguintes temas:</p>
<ul>
<li>A realidade dos produtos financeiros voltados aos universitários existe e é cada vez mais explorada. Crédito para mensalidades, cartões de crédito e cheque especial com limites menores que o de outras modalidades e isenção de tarifas são algumas vantagens oferecidas. Como lidar com essa realidade?</li>
<li>O que o jovem estudante deve levar em conta para manter seu planejamento financeiro em dia com suas aspirações e desejos de consumo?</li>
<li>O controle financeiro e o orçamento são ferramentas essenciais para que o universitário aproveite as facilidades oferecidas sem que elas o transformem em um adulto endividado;</li>
<li>A responsabilidade dos pais também existe nesta fase, já que é fundamental não só dar o exemplo, mas também caminhar lado a lado com jovem para ensinar-lhe os detalhes de cada operação;</li>
<li>Lidar com as frustrações faz parte do crescimento e do importante processo relacionado à educação financeira. Não vai ser possível satisfazer todos os desejos de consumo e o crédito não pode ser sempre a saída para tentar mudar essa realidade.</li>
</ul>
<p>Ouça abaixo:</p>

<p><strong>Fique ligado e ouça sempre nosso conteúdo!</strong><br />
Para que possa receber todos os episódios sem problemas, assine nosso podcast através <a title="Assine nosso podcast" href="http://itunes.apple.com/WebObjects/MZStore.woa/wa/viewPodcast?id=342293035" target="_blank">deste link (clique aqui)</a>. Se você gosta de ouvir aos podcasts em seu MP3 Player, iPod ou iTunes, assine o RSS direto dos arquivos <a title="Assine nosso podcast" href="http://itunes.apple.com/WebObjects/MZStore.woa/wa/viewPodcast?id=342293035" target="_blank">via iTunes (Apple Store) clicando aqui</a> ou pelo link<a title="Assine nosso podcast" href="http://dinheirama.com/feed/podcast" target="_blank">http://dinheirama.com/feed/podcast</a> e receba os novos episódios automaticamente.</p>
<p>Obrigado e até a próxima. Crédito da foto para <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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		<item>
		<title>DinheiramaCast: Educação financeira de crianças para o consumo consciente</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/02/29/dinheiramacast-educacao-financeira-de-criancas-para-o-consumo-consciente/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Feb 2012 01:28:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entenda e coloque em prática a educação financeira de suas crianças e prepare-as para o consumo consciente. Exemplos, incentivo, disciplina e paciência são pontos-chave.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="DinheiramaCast: Educação financeira de crianças para o consumo consciente" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/02/dinheirama_post_podcast_educacao_financeira_criancas_consumo_consciente.jpg" alt="DinheiramaCast: Educação financeira de crianças para o consumo consciente" align="left" hspace="2" vspace="2" />Um dos grandes desafios do Brasil é colocar em pauta o assunto educação financeira. Como envolver crianças e jovens e fazê-los acreditar no potencial dos investimentos para realização de sonhos? Esse tema gerou uma entrevista bastante enriquecedora para o programa <strong><a title="Acesse o Conexão Itajubá" href="http://www.conexaoitajuba.com.br" target="_blank">Conexão Itajubá</a></strong>, capitaneado pelo amigo <strong>Octavio Scofano</strong> e veiculado na <strong><a title="Ouça a Rádio Panorama FM" href="http://www.radiopanoramafm.com.br/" target="_blank">Rádio Panorama FM 103,5</a></strong>. Com base na excelente reportagem intitulada <a title="Leia mais no Portal Exame" href="http://migre.me/868Zt" target="_blank">&#8220;Os pecados capitais que podem empobrecer seu filho&#8221;</a>, do jornalista João Sandrini (Exame), discutimos a questão da educação financeira do ponto de vista prático.</p>
<p>Como sugestão dos próprios ouvintes, trarei para o <em>Dinheirama</em> as futuras entrevistas realizadas para o programa, que acontecem quinzenalmente, às terças-feiras, por volta de 11:30h. O arquivo será disponibilizado para <em>download</em> e também para assinatura pelo nosso <em>podcast</em> criado no iTunes, conforme instruções ao final deste post. Os leitores do Sul de Minas podem sintonizar a Panorama FM em 103,5 MHz e os demais podem acompanhar pelo site da rádio:<a title="Ouça a Rádio Panorama FM" href="http://www.radiopanoramafm.com.br/" target="_blank">www.radiopanoramafm.com.br</a></p>
<p>A entrevista aborda os seguintes temas:</p>
<ul>
<li>Especialistas como <strong>Cássia D&#8217;Aquino</strong> tratam a educação financeira de jovens e crianças como prioridade, focando muito mais nos exemplos dados pelos pais e professores que em cartilhas e material escrito;</li>
<li>Criar adultos preparados significa permitir que os filhos enfrentem frustrações e aprendam a ter paciência. É preciso que as crianças mantenham o desejo para que tenham motivação, ou podem se acomodar facilmente;</li>
<li>O consumismo ocorre muito mais por reflexo da atitude dos pais e cobranças sociais que propriamente por necessidade. Assim, é importante manter diálogo com os jovens e agir de forma coerente;</li>
<li>Discutir com o filho ou simplesmente ceder significa que os pais abriram mão do importante dever de criar e formar o cidadão. Educação financeira é parte desse processo;</li>
<li>A mesada não pode ser um instrumento de troca ou uma recompensa por comportamentos considerados básicos e essenciais. Bom comportamento, apoio nas tarefas de casa e educação não podem ser considerados diferenciais.</li>
</ul>
<p>Ouça abaixo:</p>

<p><strong>Fique ligado e ouça sempre nosso conteúdo!</strong><br />
Para que possa receber todos os episódios sem problemas, assine nosso podcast através <a title="Assine nosso podcast" href="http://itunes.apple.com/WebObjects/MZStore.woa/wa/viewPodcast?id=342293035" target="_blank">deste link (clique aqui)</a>. Se você gosta de ouvir aos podcasts em seu MP3 Player, iPod ou iTunes, assine o RSS direto dos arquivos <a title="Assine nosso podcast" href="http://itunes.apple.com/WebObjects/MZStore.woa/wa/viewPodcast?id=342293035" target="_blank">via iTunes (Apple Store) clicando aqui</a> ou pelo link<a title="Assine nosso podcast" href="http://dinheirama.com/feed/podcast" target="_blank">http://dinheirama.com/feed/podcast</a> e receba os novos episódios automaticamente.</p>
<p>Obrigado e até a próxima. Crédito da foto para <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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	<itunes:subtitle>Entenda e coloque em prática a educação financeira de suas crianças e prepare-as para o consumo consciente. Exemplos, incentivo, disciplina e paciência são pontos-chave.</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Entenda e coloque em prática a educação financeira de suas crianças e prepare-as para o consumo consciente. Exemplos, incentivo, disciplina e paciência são pontos-chave.</itunes:summary>
		<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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		<title>O poder da mesada: investir nos filhos sempre será o melhor investimento</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 12:27:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Hermoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<description><![CDATA[A mesada é um importante instrumento de educação financeira e empreendedorismo. Aprenda a usá-la e compreenda porque os filhos são o melhor investimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O poder da mesada: investir nos filhos sempre será o melhor investimento" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/02/dinheirama_post_poder_mesada_investir_filhos_sera_sempre_melhor_investimento.jpg" alt="O poder da mesada: investir nos filhos sempre será o melhor investimento" align="left" hspace="2" vspace="2" />Atualmente, um fato que vem se tornando cada vez mais comum é o endividamento por parte dos jovens, um fenômeno que não para de crescer. Os críticos mais severos podem até dizer que estamos diante de uma juventude que não leva nada a sério e que não pensa no futuro. Será que é assim tão simples e óbvio?</p>
<p>Farei uso de um trecho do livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/24036999/?franq=247523" target="_blank">“Freakonomics”</a> (Ed. Campus) para embasar minha analogia e opinião de que o fenômeno é muito mais educacional do que comportamental, sendo a influencia dos pais um fator de grande relevância – impactando muito mais que a própria vontade do jovem.</p>
<p>O livro mostra situações cotidianas confrontadas pelos autores, onde ideias simples, convenientes e confortadoras, tidas como verdadeiras pela sociedade, são postas em dúvida, assim como pretendo fazer com a questão do endividamento dos jovens.</p>
<p><span id="more-7259"></span>O capítulo que fornece subsídios para minha análise trata da diminuição da criminalidade na cidade de Nova York em decorrência adoção da <a title="Leia mais sobre tolerância zero" href="http://www.dantaspimentel.adv.br/jcdp5134.htm" target="_blank">política de tolerância zero</a>, criada na década de 90, pelo então prefeito Rudolph Giuliani. Após um levantamento, percebeu-se que a maioria dos crimes era cometida por jovens de baixa renda que se encontravam na faixa entre os 18 e 25 anos.</p>
<p>Um fator, portanto, que não foi levado em consideração neste levantamento foi o advento da legalização do aborto no estado de Nova York, nos anos 70, fazendo com que gravidezes indesejadas fossem interrompidas.</p>
<p>Por mais cruel que possa parecer, segundo o autor do livro, o economista Steven Levitt, estas crianças que não nasceram em decorrência destes abortos seriam, futuramente, as pessoas que teriam o perfil traçado para cometer crimes. Coincidentemente, o prefeito Giuliani adotou a o programa de tolerância zero vinte e três anos após a lei do aborto ser aprovada, o que contribuiu de forma expressiva para o sucesso do seu projeto.</p>
<p><strong>Mas o que isso tem a ver com jovens endividados?</strong><br />
Assim como no caso mostrado, em que uma ação realizada no passado acabou por fazer toda a diferença para o sucesso de um projeto futuro, embora isso não tenha passado pela previsão do autor do projeto, temos algo muito parecido com a nossa situação-problema: jovens descontrolados geralmente são, de alguma forma, crianças frustradas economicamente.</p>
<p>Ao levar os filhos a um supermercado, por exemplo, os pais geralmente respondem com um assertivo “não” para os pedidos descontrolados das crianças, ao invés de proceder de forma inteligente e educacional, explicando à criança o motivo da negação. A criança, desse modo, fica sem compreender o que realmente aconteceu e, nos momentos em que estiver de posse de algum dinheiro, procurará realizar todos os seus desejos, interrompidos outrora por um “não”.</p>
<p><strong>A importância da mesada</strong><br />
A mesada é uma forma muito inteligente e educacional de acostumar crianças ao dinheiro. Receber um retorno financeiro a partir de tarefas e comportamentos estipulados em conjunto com os pais ajuda a criar o ambiente ideal para que o jovem aprenda ter responsabilidades. Deve-se ainda dar à criança a opção de ter parte do pagamento retido como forma de investimento.</p>
<p>Exemplo: ao invés de receber 50 reais, referente a um valor integral hipotético, recebe-se somente 30 reais, ficando os 20 reais que faltaram para gastos nas férias de fim de ano ou para comprar as guloseimas do supermercado, que antes eram impedidas pelo “não”.</p>
<p>Há também a possibilidade da cobrança de uma espécie de taxa, que deverá ser devolvida em benefício da criança, podendo, por exemplo, ser revertido em um passeio ao parque de diversões no final de semana, devendo os pais deixar claro à criança que aquela regalia só foi conseguida graças ao trabalho despendido.</p>
<p>Pequenas alternativas como estas ensinam a criança a dar valor e a lidar de maneira inteligente com dinheiro, afinal introduzem conceitos de trabalho, investimentos e impostos. Educação não se restringe somente ao ensino de boas maneiras, etiquetas à mesa e responsabilidade com os estudos. Educação também deve abordar assuntos financeiros. Só assim teremos jovens e adultos conscientes em relação a finanças.</p>
<p>Assim como aconteceu em Nova York, uma decisão que fora tomada anos atrás pode alterar o curso das coisas. Educação financeira é como um investimento: deve ser diário, com fundamento e visando o longo prazo. Investir nos filhos ainda pode ser considerado a melhor e mais viável forma de investimentos que há disponível.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Leonardo Hermoso</b>.<br>

Trabalha no mercado financeiro desde 2006 e, desde 2010, é sócio fundador da <a title="Tradeal Investimentos" href="http://www.tdinvestimentos.com.br/">Tradeal Investimentos</a>. Aficionado por tecnologia, acredita que um grande boom financeiro pode acontecer muito em breve graças às facilidades dos meios digitais. No Dinheirama, traz explicações e soluções mais práticas para o seu bolso e o seu dia a dia.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Diálogos Capitais: A Educação Financeira agora é pra valer?</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 19:34:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Debate Diálogos Capitais apresentou novidades, exemplos e iniciativas sobre a inclusão da educação financeira como parte do currículo escolar (ENEF).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Diálogos Capitais: A Educação Financeira agora é pra valer?" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_dialogos_capitais_a_educacao_financeira_agora_pra_valer.jpg" alt="Diálogos Capitais: A Educação Financeira agora é pra valer?" align="left" hspace="2" vspace="2" />O encontro <a title="Diálogos Capitais" href="http://dinheirama.com/blog/2011/11/16/dialogos-capitais-consumo-consciente-e-educacao-financeira-para-criancas-e-jovens/" target="_blank">&#8220;Diálogos Capitais&#8221;</a>, organizado pela Carta Capital e Carta na Escola, realizado no dia 18/11/2011 em São Paulo, apoiado e divulgado aqui no <em>Dinheirama</em>, contou com a presença de representantes de vários segmentos da sociedade, cujos discursos não deixam a menor dúvida de que a Educação Financeira, seja na escola ou em outros ambientes, já é uma realidade e que realmente veio para ficar.</p>
<p>Na primeira parte do encontro, cujo tema foi <em>“O impacto econômico e a importância da educação financeira para jovens e crianças”</em>, participaram das apresentações o Secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, <strong>Antônio Henrique Silveira</strong>; <strong>Juliana Barral</strong>, Gerente Executiva da Universidade do Banco Central do Brasil; e <strong>José Alberto Netto Filho</strong>, Professor de Educação Financeira da BM&amp;F Bovespa; Ao final das apresentações, a Superintendente de Sustentabilidade do Itaú Unibanco, <strong>Denise Hills</strong>, mediou o debate aberto ao público.</p>
<p>Na segunda parte, que girou em torno do tema <em>“Como colocar em prática a educação financeira na escola”</em>, foi a vez de <strong>Sérgio Jamal Gotti</strong>, Diretor de Formulação de Conteúdos Educacionais do MEC, <strong>José Alexandre Cavalcanti Vasco</strong>, Superintendente de Proteção e Orientação aos Investidores CVM e <strong>Laís Fontenelle</strong>, do Instituto ALANA, apresentarem seus trabalhos.</p>
<p><span id="more-6831"></span><strong>Precisamos valorizar quem se preocupa com o tema!</strong><br />
O que une todas essas pessoas em torno do tema Educação Financeira é a participação ativa de todos os segmentos que elas representam em torno da <strong>ENEF</strong> (Estratégia Nacional de Educação Financeira), instituída pelo <a title="Leia mais sobre o ENEF" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Decreto/D7397.htm" target="_blank">Decreto No 7.397</a> de 22 de dezembro de 2010 e baseada no tripé: <strong>Educação Financeira</strong> (dentro e fora do ambiente escolar para crianças, jovens e adultos), <strong>Proteção ao Consumidor</strong> e <strong>Regulação das Instituições Financeiras</strong>.</p>
<p>Alguns exemplos de ações nesse sentido foram apresentadas pelos participantes, tais como:</p>
<ul>
<li>Os cursos presenciais de educação financeira e programas de televisão, promovidos pela BM&amp;F Bovespa;</li>
<li>O programa “Saúde Financeira Não Tem Preço”, do Banco do Brasil;</li>
<li>A “Coleção Caixa de Educação Financeira”, da Caixa Econômica Federal;</li>
<li>O projeto “Criança e Consumo”, do Instituto Alana, entre outros.</li>
</ul>
<p>A necessidade de se estabelecer uma Estratégia Nacional de Educação Financeira reside no fato de que estamos experimentando aqui no Brasil um período de estabilidade e prosperidade econômica e social para o qual não estamos preparados. Afinal, alguns hábitos que tiveram origem no período da hiperinflação ainda persistem.</p>
<p>Além disso, a ascensão das classes econômicas menos favorecidas – e o consequente primeiro contato destes com produtos financeiros até então desconhecidos – vem elevando significativamente o número de inadimplentes e o comprometimento da renda familiar, especialmente da Classe C.</p>
<p>Entretanto, não é só o Brasil e nem a classe C que precisa de Educação Financeira. Outro ponto bastante relevante que foi apontado pelo Secretário do Ministério da Fazenda, Antônio Henrique Silveira, é o fato de que <strong>produtos financeiros altamente sofisticados, que vêm sendo lançados ultimamente, são de difícil compreensão até para especialistas da área</strong>.</p>
<p>Ainda com relação a fenômenos globais o Secretário mencionou a importância do debate sobre consumo consciente, sustentabilidade e planejamento previdenciário.</p>
<p>Com relação à Educação Financeira de crianças e jovens, a ENEF está com um projeto-piloto em andamento em algumas escolas públicas do país. A primeira fase do projeto que foi dirigida aos alunos do Ensino Médio já foi concluída e agora o projeto se estenderá para o Ensino Fundamental. Tão logo, as avaliações sobre o projeto estejam prontas e os ajustes necessários sejam feitos, a Educação Financeira deverá integrar o currículo das escolas públicas do país.</p>
<p>Tanto o representante do MEC, Sérgio Jamal Gotti, quanto Juliana Barral, do Banco Central do Brasil, deixaram bastante claro que a Educação financeira não está sendo tratada como uma disciplina nesse projeto, mas sim como um grande tema a ser abordado pelos professores de outras áreas, como História, Geografia, Matemática, entre outras.</p>
<p>Foi colocado ainda que o que se pretende vai muito além do simples repasse de informações. O que realmente se almeja é <strong>estabelecer um conjunto de estratégias capazes de modificar hábitos de consumo, poupança e modo de vida</strong>. Daí a importância de levar a Educação Financeira para crianças e jovens que ainda não cristalizaram hábitos e crenças relativas ao consumo, poupança e investimento.</p>
<p>A justificativa maior para esse plano ambicioso é que desequilíbrios financeiros individuais, quando em massa, podem desestabilizar o sistema econômico do país como um todo.</p>
<p>Como professora, mãe e cidadã, fiquei imensamente surpresa e feliz com a abrangência e seriedade com que esse assunto está sendo tratado aqui em nosso país. Só para terminar, gostaria de mencionar que o projeto-piloto brasileiro de Educação Financeira nas escolas apresentou um dos melhores resultados, mundialmente falando.</p>
<p>E, segundo José Alexandre Cavalcanti Vasco, da CVM, esse resultado se deve principalmente ao comprometimento do MEC com essa questão e à inclusão dos aspectos ligados à Psicologia Econômica nos materiais produzidos. Para quem quiser assistir ao encontro na íntegra, o site <strong><a title="Acesse e veja o evento" href="http://www.cartacapital.com.br" target="_blank">www.cartacapital.com.br</a></strong> disponibilizará as gravações a partir de amanhã, 23/11.</p>
<p>Você também acredita que a educação financeira pode fazer a diferença se ensinada e incentivada desde cedo? Tem alguma experiência neste sentido para compartilhar conosco? Deixe sua opinião no espaço de comentários deste texto.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</b>.<br>

Economista com foco em Psicologia Econômica. Atuou na área de Educação durante 12 anos e é autora dos blogs Meu Ipê Amarelo, um blog que fala de infância e educação, e Blogrup-on, um blog informativo sobre compras coletivas.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O sucesso financeiro de seus filhos virá do conhecimento</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/09/27/o-sucesso-financeiro-de-seus-filhos-vira-do-conhecimento/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 17:36:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernadette Vilhena</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O sucesso financeiro de seus filhos será consequência de seus exemplos, atitudes e do incentivo para que o dinheiro seja um assunto sempre presente. Entenda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O sucesso financeiro de seus filhos virá do conhecimento" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_sucesso_financeiro_filhos_conhecimento.jpg" alt="O sucesso financeiro de seus filhos virá do conhecimento" align="left" hspace="2" vspace="2" />Como educadora, tenho a satisfação de afirmar que o sucesso financeiro de seu filho(a) virá do conhecimento. O sucesso a qual me refiro está relacionado ao uso consciente do recurso “dinheiro” e suas implicações/consequências. A aprendizagem é o caminho mais eficaz para que seu pequeno se transforme em um adulto capaz de lidar com o dinheiro de uma forma inteligente.</p>
<p>O primeiro e inesgotável local de aprendizagem é o lar. <strong>Os primeiros e mais importantes mestres são e serão sempre os pais</strong>. Sabemos que o cotidiano familiar é extraordinário e complexo: muitas demandas, muitas surpresas e vários desafios. Os exemplos dados em casa são tão importantes quanto o ensino formal encontrado nas escolas.</p>
<p>Esse artigo é um lembrete carregado de reflexões para quem tem criança ou adolescente em casa. Em meio a tantas coisas e demandas, os pais ou responsáveis precisam estar atentos também às questões financeiras relacionadas ao universo infanto-juvenil. Sem essa de <em>“dinheiro é assunto de gente grande”</em>.</p>
<p><span id="more-6616"></span>Para iniciar essa reflexão, é preciso voltar a uma conhecida afirmação de base: nossas crianças aprendem pelo exemplo. Assim, o primeiro passo é analisar como você e seu parceiro(a) lidam com as questões relacionadas a esse universo:</p>
<ul>
<li>O clima costuma ficar pesado na hora de pagar as contas?</li>
<li>Estranham-se dentro da loja na hora da compra de algum produto?</li>
<li>Como anda a consciência ecológica da família?</li>
<li>Costumam fazer planejamento mensal ou das próximas férias?</li>
<li>Envolvem as crianças nesse planejamento?</li>
<li>Qual foi a última vez que levou seu filho ao supermercado e ele te ajudou na pesquisa de preços ou na escolha do melhor produto?</li>
<li>Seu filho(a) sabe usar o dinheiro da mesada? O que você faz quando a quantia acaba logo e ele pede mais?</li>
<li>A última festinha de aniversário deixou a sua conta corrente no vermelho?</li>
</ul>
<p>Sempre as mesmas questões, não é mesmo? Ora, sem essa análise fica mais difícil traçar metas sustentáveis e manter uma boa qualidade de vida!</p>
<p>Depois de relembrar que seus filhos estão muito atentos a cada atitude sua, procure desenvolver a inteligência financeira deles através de conversas informais sobre conceitos como pagamento à vista, a prazo, descontos, renda, mensalidade e etc. Compare valores mostrando a relação custo-benefício, fale da importância de poupar e dos perigos do consumismo.</p>
<p>Faça isso dentro de um clima agradável e respeitando a idade de cada um. As explicações devem ser passadas para os menores de forma simples e. À medida que vão crescendo, os mesmos conceitos serão aprofundados gradativamente, por vocês (pais) e pela escola.</p>
<p><strong>O estímulo aos conhecimentos financeiros provoca muitas surpresas agradáveis.</strong> Lembro-me que quando minha sobrinha tinha 10 anos ela apareceu com uma planilha de produtos, e os respectivos preços, feita especialmente para seu pai, que iria fazer uma viagem ao exterior. Ela não só fez a lista de pedidos como aproveitou a Internet para cotar os valores. Superdotada? Não. Esse comportamento é fruto do aprendizado obtido por ela desde pequena junto a seus pais!</p>
<p>Não adianta exigir atitudes maduras de seu filho, por exemplo, quando ele vai morar sozinho na época da faculdade. Não adianta ficar nervoso(a) quando a fatura do cartão de crédito dele é alta. Inútil pedir para que ele cuide bem do tênis novo, da mochila nova e que não desperdice comida. Eu pergunto para você: qual foi o modelo que ele assimilou nos primeiros anos da infância? Quais os valores que foram absorvidos a cada dia? Quais os ensinamentos financeiros e ecológicos que você transmitiu?</p>
<p><strong>Somos falíveis.</strong> <em>“Não foi possível ou não sabíamos da importância de cuidar da inteligência financeira de nossos jovens e crianças”</em>. Ainda assim, com o tempo ele acabará aprendendo as melhores condutas e os comportamentos financeiros adequados, mas o caminho será mais difícil. Os erros, é claro, sempre ensinam.</p>
<p>O mundo cada vez mais exigente está aí e a vida precisa ser vivida com sabedoria. Nós, adultos, temos a grata responsabilidade de cuidar e formar o adulto de amanhã. Um adulto consciente e responsável formado sobre as bases sólidas do amor, carinho, compreensão e conhecimentos adquiridos em casa, na escola, nos livros e em sites qualificados. Enfim, um adulto inteligente e criado dentro do universo de saberes disponíveis.</p>
<p>E você, o que pensa sobre isso? Compartilhe conosco sua opinião.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Bernadette Vilhena</b>.<br>

Pedagoga empresarial, consultora em diversas instâncias da prática educativa nas empresas e autora do livro "Dinheirama" (Blogbooks). Especialista em Gestão de Pessoas e estudos nas áreas de Ergologia, Gestão do Conhecimento e Educação no trabalho.<br>

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		<title>Educação Financeira e Cidadania, uma relação delicada</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/06/27/educacao-financeira-e-cidadania-uma-relacao-delicada/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Jun 2011 02:23:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há saída para a corrupção, o descaso com o dinheiro público e o abismo cultural presente no Brasil? Enquanto o consumo mantém as pessoas ocupadas, oportunidades passam!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Educação Financeira e Cidadania, uma relação delicada" src="http://dinheirama.com/files/2011/06/dinheirama_educacao_financeira_cidadania_relacao.jpg" alt="Educação Financeira e Cidadania, uma relação delicada" hspace="2" vspace="2" align="left" />Sempre que converso com amigos e conhecidos sobre educação financeira, uma questão surge de forma espontânea: <em>&#8220;Por que você decidiu especializar-se e trabalhar com o aprendizado sobre finanças pessoais e educação financeira?&#8221;</em>. Afinidade pessoal, claro, é sempre uma resposta honesta. Mas, além de gostar do tema e conhecê-lo, acredito que a relação entre ser humano e dinheiro precisa ser muito melhor explorada, especialmente no sentido da liberdade e da responsabilidade.</p>
<p>Planejar a realização de sonhos e objetivos, aprender a lidar com as frustrações do dia a dia, adiar consumo para criar e multiplicar patrimônio e enxergar a possibilidade de ser livre através da disciplina são experiências enriquecedoras em muitos sentidos. Trabalho com educação financeira porque acredito que ela pode realmente transformar o ambiente familiar. Essa realidade, no entanto, não sensibiliza muita gente.</p>
<p>A missão é nobre, mas os percalços são muito maiores que só a resistência pessoal de cada um em tratar das finanças com naturalidade. Por aqui há um sentimento generalizado, quase que cultural, de que para se dar bem é preciso ser mais esperto. O conceito de construir, criar oportunidades e gerar riqueza com paciência é pouquíssimo valorizado. Imperam a safadeza, o oportunismo e a política <em>&#8220;o que eu ganho com isso?&#8221;</em>.</p>
<p><span id="more-6236"></span><strong>O que dizer de um país democraticamente jovem que abdica de seus princípios fundamentais de transparência?</strong> Sediar o Mundial de Futebol em 2014 e as Olimpíadas em 2016 parece ser um simples pretexto para aumentar a farra com o dinheiro público, tratando a nós, contribuintes e eleitores, como idiotas. O que houve com o Pan-Americano de 2007 não foi uma exceção, infelizmente &#8211; o custo total foi <a title="Leia mais sobre o Pan-2007" href="http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2011/06/15/interna_politica,256945/ministerio-do-esporte-deve-r-36-milhoes-relativos-a-obras-do-pan.shtml" target="_blank">10 vezes maior que o orçamento inicial e praticamente não há legado</a>].</p>
<p>Ora, não é preciso ser muito inteligente para comparar realidades de sedes de mundiais recentes. Veja o caso da Alemanha: construir o estádio Allianz Arena, <strong>do zero</strong>, custou o equivalente a R$ 850 milhões, valor já atualizado monetariamente. A população de Munique exigiu que nenhum centavo de dinheiro público fosse investido na obra, que é privada. O <a title="Leia mais sobre o Maracanã" href="http://mais.uol.com.br/view/5s23gaks9g0y/reforma-do-maracana-pode-ultrapassar-r-1-bilhao-04028D18376AD4B11326?types=A&amp;" target="_blank">investimento previsto para a <strong>reforma</strong> do Maracanã ultrapassa a casa de R$ 1 bilhão</a>. Trata-se de uma previsão. E será usado o seu, o nosso dinheiro.</p>
<p><strong>O que dizer de um país que acolhe um sabido &#8220;fora da lei&#8221; estrangeiro, condenado em seu país, apadrinhando-o através de diversos personagens da política nacional? </strong>Cabe lembrar que a Justiça Brasileira havia sido favorável à sua extradição e que sua permanência foi decisão da figura suprema da nação, o presidente da República. A ordem do &#8220;fico&#8221; foi então votada e cumprida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no início deste mês. Se quer entender o caso, sugiro que <a title="Entenda o caso Batistti" href="http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/06/entenda-o-caso-do-ex-ativista-italiano-cesare-battisti.html" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
<p>Indignados também ficam os muitos estrangeiros sérios que aqui procuram oportunidades e chances, mas que tem na <a title="Burocracia complica chegada de estrangeiros" href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/06/28/agilidade-no-tramite-para-a-permanencia-de-battisti-no-pais-contrasta-com-a-demora-em-casos-comuns.jhtm" target="_blank">burocracia o inimigo principal para sua permanência</a> &#8211; há diversos casos de pessoas que aguardam meses (e anos) para receberem sua documentação. O italiano, acusado de quatro homicídios, recebeu seus papéis em incríveis 13 dias.</p>
<p><strong>O que dizer de um país em que escândalos políticos e financeiros amplamente investigados e noticiados são simplesmente &#8220;empurrados com a barriga&#8221;? </strong>Gravações, flagras, depoimentos, nada disso serve para punir quem arrebata nossas contribuições. Depois de algum tempo, as mesmas figuras voltam ao poder, eleitas por nós ou empossadas por quem quer que seja. Se você não se lembra dos fatos, sugiro três casos emblemáticos (clique sobre eles para ler mais): <a title="Mais sobre o Mensalão" href="http://noticias.r7.com/brasil/noticias/entenda-o-escandalo-do-mensalao-20101007.html" target="_blank">Escândalo do Mensalão</a>, <a title="Mais sobre os Aloprados" href="http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/mercadante-e-quercia-encabecaram-aloprados-mostra-reportagem-de-veja" target="_blank">Dossiê dos Aloprados</a> e <a title="Leia mais sobre o governo Arruda" href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/video+mostra+governador+arruda+recebendo+suposta+propina/n1237609484820.html" target="_blank">Suposta propina no governo Arruda em Brasília</a>.</p>
<p><strong>Onde estamos? Onde queremos chegar?</strong><br />
Eu sei que você quer que eu fale dos contratos excusos entre prefeituras e empreiteiros, licitações combinadas, grupos empresariais formados por políticos que controlam estados e municípios, corrupção, salários pífios de professores, inchaço da máquina pública, oneração tributária, sistema previdenciário à beira do colapso, saúde precária e etc. Ufa!</p>
<p>Eu poderia citar inúmeros outros exemplos de situações constrangedoras para aqueles que, como eu e você, caro leitor, preocupam-se com os rumos de nossos cidadãos. Porque educar é isso: formar cidadãos. Educação financeira é parte do processo, mas depende de um arcabouço de valores, princípios e sentimentos mais sinceros, íntegros e coerentes. Não é que falte seriedade, mas sobra sacanagem&#8230; O desafio é grande. Pois é.</p>
<p>Ficamos &#8211; tenho a certeza de que você concorda comigo &#8211; com a sensação de que falta muita coisa. O quê? Quanto falta? Falta patriotismo? Falta gente engajada, mais consciente de seu poder de transformação e voto? Falta gente séria? Falta &#8220;vontade política&#8221;? Falta tudo isso?</p>
<p><strong>Quem se importa?</strong><br />
O brasileiro, é de se imaginar, deve estar bastante preocupado e chateado com o futuro que o aguarda. Deveria? Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) baseado em pesquisa do Instituto Gallup mostra que <a title="Leia mais no UOL" href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/06/27/brasil-lidera-ranking-de-felicidade-futura-o-que-voce-acha-disso.jhtm" target="_blank">somos o país recordista em felicidade futura</a>. Em uma escala de 0 a 10, o brasileiro dá uma nota 8,7 à sua expectativa de satisfação com a vida em 2014. O índice é o maior entre os 144 países da pesquisa.</p>
<p>Tudo porque podemos comprar a felicidade na próxima esquina e porque enquanto estamos ocupados comprando, valorizando a possibilidade de tudo aquilo que podemos comprar e ter, nos esquecemos da importância de ser, aprender e melhorar. A inclusão social pelas posses é mais divertida que a escolha dos nossos representantes e a luta por melhores exemplos. Afinal, quem disse que você precisa de dinheiro para comprar um carro? Coragem basta!</p>
<p>Veja você, nobre leitor, que o desafio da educação financeira se transformou em um monstro. Domá-lo requer o resgate do ser humano, da família e da transformação também do próximo. Fica fácil apontar o dedo e afirmar que sobram oportunismo, picaretagem e charlatanismo. O duro é olhar no espelho, encarar o grande e vermelho nariz de palhaço e admitir que falta vergonha na cara. Seria um bom começo&#8230;</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Guru Financeiro #2: Educação Financeira pode ser aprendida e praticada</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/03/03/guru-financeiro-2-educacao-financeira-pode-ser-aprendida-e-praticada/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Mar 2011 23:04:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Pelo fim do tabu em relação ao dinheiro. Educação Financeira pode ser aprendida e ensinada através de simples exemplos e dedicação. Porque dinheiro é importante!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você é do tipo que gosta de ler? Ler livro, revista, jornal, qualquer coisa. Como você costuma reagir quando algum problema familiar envolve dinheiro (ou a falta dele)? As reações que demonstramos nas mais simples situações servem para ilustrar parte de nossa formação &#8211; e o perigo de simplesmente não valorizá-la.</p>
<p><strong>Por que será que não nos damos conta de que toda e qualquer ação representa uma oportunidade de aprendizado e transformação? </strong>A educação financeira continua sendo um tabu, mesmo sendo puramente um reflexo das pequenas decisões do dia a dia. Um paradoxo muito interessante, não acha? Pais e famílias muitas vezes ensinam muito mais sobre finanças pessoais pelo exemplo que pelas palavras. E é isso que interessa.</p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/03/dinheirama_denny_guru_financeiro_2_educacao_financeira.jpg" alt="Guru Financeiro #2: Educação Financeira se aprende e se ensina" /><br />
Ilustração: <strong><a title="Ilustração de Denny Fischer" href="http://dennyfischerilustracoes.blogspot.com/" target="_blank">Denny Fischer</a></strong></p>
<p><strong>Educação financeira pelo exemplo.</strong> O que interessa não é ser o mais rico ou simplesmente ter mais dinheiro. O legado é o saldo mais importante. Liderar pelo exemplo, fracassar, incentivar o hábito da leitura e discutir temas ligados ao dinheiro são opções transformadoras na vida de pessoas bem-sucedidas. Por que será que, apesar de tão acessível, essa realidade nos escapa constantemente? Falta dar a atenção devida às prioridades?</p>
<p><strong>Nos ajude a criar novas tirinhas! </strong>Entre em <a title="Fale conosco" href="http://dinheirama.com/contato" target="_blank">contato conosco</a> com sua sugestão, roteiro ou crítica  e tentaremos atendê-lo em uma futura versão do projeto.</p>
<p>Sucesso e até a próxima.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A importância da mesada na educação financeira infantil</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/02/10/a-importancia-da-mesada-na-educacao-financeira-infantil/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/02/10/a-importancia-da-mesada-na-educacao-financeira-infantil/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Feb 2011 13:40:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<category><![CDATA[semanada]]></category>

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		<description><![CDATA[A importância da mesada vai além da questão financeira: o exemplo acompanhado de diálogo ensina valores, princípios e contribui para um cidadão mais preparado para o futuro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A importância da mesada na educação financeira infantil" src="http://dinheirama.com/files/2011/02/dinheirama_mesada_educacao_financeira_criancas.jpg" alt="A importância da mesada na educação financeira infantil" hspace="2" vspace="2" align="left" />Na última semana, ao levar minha filha para a escola, fui parado por outro pai que conhece um pouco do meu trabalho e queria saber a respeito do tema “mesada”: ele queria saber se <em>“dar dinheiro e conselhos financeiros aos filhos era ou não uma forma inteligente de começar a incluir o tema educação financeira na vida dos filhos”</em>. Não vou reproduzir os diálogos que tive, mas acredito que vale a pena abordar esse tema mais uma vez por aqui, de uma forma muito franca e natural.</p>
<p>Quando pensamos em educação e crianças, independente se o tema é dinheiro ou não, o grande diferencial está no exemplo que o adulto representa. Isto é, na possibilidade de ensinar mais pelas ações que pelas palavras.</p>
<p>Em relação ao dinheiro, sou favorável em adotar a mesada (ou semanada), desde que a remuneração que a criança irá receber venha acompanhada de orientações e, principalmente, bons exemplos. A <strong>Bernadette Vilhena</strong> escreveu um excelente artigo sobre o tema: <a title="Mesada: hábitos financeiros saudáveis ensinados desde cedo" href="http://dinheirama.com/blog/2010/10/21/mesada-habitos-financeiros-saudaveis-ensinados-desde-cedo/" target="_blank">“Mesada: hábitos financeiros saudáveis ensinados desde cedo”</a>.</p>
<p><span id="more-5733"></span><strong>Minha experiência, a vida real</strong><br />
Tenho uma filha de cinco anos e fico impressionado com a capacidade de assimilação que a pequena tem. Aprende tudo muito rapidamente. Desde os três anos ela guarda as moedas que recebe dos tios e avós e já colhe os resultados: no último natal conseguiu guardar mais de R$ 100 e teve a oportunidade de comprar um presente que ela mesma escolheu.</p>
<p>E não foi só isso. Ela comprou o presente, tomou um lanche no lugar que ela mesma escolheu e sobrou pouco mais de R$ 10,00 que ela, em comum acordo comigo e minha esposa, resolveu colocar em sua poupança. Incrível.</p>
<p>Decidi dar este pequeno testemunho para mostrar que é fundamental que a criança perceba, desde cedo, que o assunto dinheiro não precisa ser algo “estranho”. Pelo contrário, ele faz parte da pauta do dia a dia familiar. Ao acompanhar os gastos e sonhos de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y29uc3Vtb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-52">consumo<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> de minha filha, tive a chance de ajudá-la a utilizar o dinheiro guardado com inteligência e vê-la agir de forma a não gastar tudo, pensando no futuro, em uma nova formação de poupança para outros sonhos e objetivos.</p>
<p><strong>Exemplos valem mais do que dinheiro</strong><br />
A mesada precisa vir com o mesmo pensamento de prática, formação do cidadão e união: os pais, ao invés de se preocuparem com o valor ideal, precisam encontrar a forma ideal de utilizar a ferramenta dentro de um conceito de aprendizado.</p>
<p>Condeno o uso da mesada de forma condicionada às punições. Quando a criança comete um deslize, o mais correto é sempre sustentar o diálogo. Ao utilizar o corte da mesada como uma punição você poderá cometer um grande erro, afinal a criança ou o adolescente tem uma programação financeira, com sonhos, objetivos e compromissos. Você também os tem e não gostaria de, ao cometer uma falha, ter um percentual descontado de seu salário. Certo?</p>
<p>Alguns pais utilizam ainda a compensação financeira para indenizar a falta de tempo, presença ou apoio na vida do filho. Esse não é, definitivamente, o papel do dinheiro. Se você está nessa situação, entenda que seu filho precisa mais de sua presença, apoio e orientação que de dinheiro.</p>
<p><strong>Franqueza e simplicidade: armas do sucesso financeiro</strong><br />
A grande verdade é que não existe uma receita pronta, afinal não estamos falando de um bolo. Acredito que, aos poucos, o dinheiro da mesada pode ser utilizado para o pagamento da maioria das despesas da criança, jovem ou <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/YWRvbGVzY2VudGVfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-60">adolescente<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Incluam no pacote as despesas com escola e lazer e dessa forma ele saberá que esse valor será descontado da mesada, percebendo o quanto esses itens custam – aprendem a valorizar o esforço no trabalho.</p>
<p>A grande dica que posso dar é sempre utilizar de franqueza e simplicidade quando o assunto for dinheiro e as crianças estiverem por perto. Agir de forma natural, e não lembrar das finanças só quando o dinheiro for um problema. Nosso papel é fazer com que as novas gerações entendam que ter sucesso nas finanças não é pecado.</p>
<p><strong>Como o Dinheirama pode ajudar você neste sentido?</strong><br />
Como parte de nosso extenso trabalho de educação financeira, criamos uma iniciativa específica para o universo infantil: <strong><a title="Conheça o Dinheirama Kids" href="http://dinheirama.com/dinheirama-kids/" target="_blank">Dinheirama Kids</a></strong>, um conjunto de materiais pedagógicos voltados para o aprendizado financeiro envolvendo escolas, pais e alunos. Oferecemos também a palestra <a title="Conheça a palestra &quot;Educação Financeira Infantil&quot;" href="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/media/dinheirama_educacao_financeira_infantil.pdf" target="_blank">&#8220;Educação Financeira Infantil&#8221;</a>, que trata dos conceitos relacionados ao dinheiro (consumo, planejamento, investimento, poupança e economia) sob a ótica infantil. Se interessou? Fale conosco através de nosso <a title="Entre em contato conosco" href="http://dinheirama.com/contato/" target="_blank">formulário de contato</a>.</p>
<p>Crédito da foto para <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Como implantar um programa de coleta seletiva</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/11/08/como-implantar-um-programa-de-coleta-seletiva/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Nov 2010 23:16:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elaine Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[empresa]]></category>
		<category><![CDATA[exemplo]]></category>
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		<description><![CDATA[Conheça as vantagens da coleta seletiva e confira os passos para implementar a coleta em sua empresa e comunidade. Menos lixo, mais saúde e um futuro melhor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Como implantar um programa de coleta seletiva" src="http://dinheirama.com/files/2010/11/dinheirama_implementar_programa_coleta_seletiva.jpg" alt="Como implantar um programa de coleta seletiva" hspace="2" vspace="2" align="left" />No artigo <a title="Reciclagem: o que pode e o que não pode" href="http://dinheirama.com/blog/2010/03/26/reciclagem-o-que-pode-e-o-que-nao-pode/">“Reciclagem: o que pode e o que não pode”</a>, onde relacionei os resíduos que podem e que não podem ser reciclados, tive o objetivo de tanto incentivar mais pessoas a fazerem coleta seletiva quanto propor a avaliação criteriosa na hora de comprar produtos que se transformam em resíduos. Mas, diante das situação presentes no nosso dia-a-dia, ter essa informação pode não ser suficiente para conseguirmos fazer reciclagem, principalmente no caso de locais onde convivem muitas pessoas, como empresas, condomínios e escolas.</p>
<p>Quando falamos de organizações com muitas pessoas envolvidas, estamos automaticamente falando de uma diversidade de valores individuais. Alguns aprenderam desde cedo a importância de jogar o lixo do no local certo ou de evitar desperdícios. Outros ainda precisam despertar para essas questões. Por essa razão, a implantação de um programa de coleta seletiva precisa ser tratada como um <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Z2VzdCVFM28rcHJvamV0b3NfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">projeto<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>: com um bom planejamento, execução e monitoramento.</p>
<p>Assim, para aqueles que desejam começar um projeto de reciclagem mas não sabem como, elaborei um roteiro detalhado com os principais aspectos que precisam ser levados em conta. Como você vai perceber, acabei focando mais em implantações para organizações.</p>
<p><span id="more-5220"></span>Tenho percebido que programas de coleta seletiva ainda são tabu para muitas empresas. Uma razão pode ser o pensamento que reciclagem serve apenas para salvar árvores. Quando falamos de coleta seletiva, precisamos pensar nos três “Rs” dos resíduos &#8211; reduzir, reutilizar e reciclar.</p>
<p>Isso significa que primeiro reduzimos a geração, reflexo da diminuição do desperdício, reutilizamos os materiais em bom estado, o que evita a compra de itens novos e, por fim, reciclamos os resíduos que não podem ser usados. Assim, de forma simplista, fazer um programa de coleta seletiva é bom para preservar o meio ambiente e para reduzir custos.</p>
<p><strong>1. PLANEJAMENTO</strong><br />
Essa é a etapa que antecede a implantação do programa de coleta seletiva e não deve ser desconsiderada. Um bom <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cGxhbmVqYW1lbnRvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">planejamento<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> evita muitos problemas.</p>
<p><strong>1.1. Pesquise as opções que você tem em relação a pontos de destinação</strong><br />
Caso não haja coleta seletiva no seu município, pesquise cooperativas de reciclagem e outras entidades que recebem o lixo. Quanto mais perto do ponto de geração, mais fácil se torna separar e destinar os resíduos.</p>
<p><strong>1.2. Avalie os pontos que geram resíduos</strong><br />
Em casa, o ponto mais usual é a cozinha, uma vez que acabamos acumulando boa parte dos resíduos da casa próximo a ela (não estou considerando o lixo orgânico gerado no banheiro nesse momento). Assim, é comum estabelecer os recipientes para separação dos resíduos nesse ponto.</p>
<p>Já no caso de empresas, temos vários pontos de geração. Aqui vou comentar mais sobre a questão do papel, que é o principal resíduo em escritórios. A melhor prática que já vi para reciclagem no ambiente de trabalho foi acabar com a lixeira individual e ter um ponto de coleta por setor. Isso é o ideal, pois evita, por exemplo, que um copinho de café acabe sobre uma folha de papel, tornando-a inadequada para reciclagem.</p>
<p>Mas a técnica a ser usada depende muito da maturidade da equipe. Se o pessoal estiver comprometido em separar os papéis usados para reaproveitamento (blocos de rascunho, por exemplo) ou reciclagem, então ter uma lixeira individual não fará diferença. Mas cabe ressaltar que o papel para reciclagem deve estar limpo, sem gorduras.</p>
<p>No caso de condomínios, a briga costuma ser feia. Conheço muita gente que reclama da dificuldade em implantar a coleta seletiva no seu condomínio. Isso ora porque exige algum <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">investimento<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, ora porque as pessoas ainda acreditam que o seu lixo é problema dos outros. Não quero aqui gerar polemica, mas o lixo que geramos é problema exclusivamente nosso.</p>
<p>Mesmo com a nova lei de resíduos sólidos, que obriga o gerador a dar destino ao produto embalagens ao final do consumo, ainda precisamos fazer a nossa parte. Ou seja, ainda precisamos separar o lixo reciclável. Assim, em condomínios o ideal é que existam pontos dimensionados para a população de cada edifício. Não adianta ter quatro coletores tipo papeleira na portaria. A desorganização desestimula a adesão e, em pouco tempo, os coletores estarão sem uso.</p>
<p><strong>1.3. Determine o que separar e como</strong><br />
Dependendo do seu projeto e quantidade de lixo esperada, talvez seja preciso algum investimento para preparar o espaço de separação e armazenagem. Em geral, o mais indicado é ter um recipiente para cada tipo de material. Assim, verifique o espaço disponível e avalie quanto será necessário investir para torná-lo adequado.</p>
<p>Cabe ressaltar que enquanto papel, plástico, vidro e metal são comumentes separados para a coleta seletiva, o óleo de cozinha e resíduos orgânicos podem ser tratados de forma diferenciada. Isso é, o óleo de cozinha pode ser transformado num excelente sabão para limpeza geral.</p>
<p>Já o lixo orgânico pode ser compostado e transformado em adubo. Reaproveitar esse resíduo é uma excelente contribuição ao meio ambiente, principalmente porque os nutrientes que antes eram destinados à coleta comum passam a se reintegrar à terra, melhorando a qualidade da mesma para as plantas.</p>
<p><strong>1.4. Determine a sistemática para destinação dos resíduos</strong><br />
Isso significa ter claro quando, como e onde separar ou processar os resíduos. Por exemplo, no caso de não haver coleta seletiva no município, uma opção pode ser acumular o material e levá-lo para uma cooperativa de reciclagem. Nesse caso, é preciso ter definido o local para guardar os resíduos, como será feita a separação, qual será a frequência de descarte e quem ficará responsável por ele.</p>
<p><strong>1.5. Analise a melhor forma de mobilizar as pessoas</strong><br />
Por melhor que seja a iniciativa, sem a participação das pessoas ela estará fadada ao fracasso. Assim, é preciso convencer as pessoas da importância de fazer <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cmVjaWNsYWdlbV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">reciclagem<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, incluindo o que cada uma ganha com isso. Apesar de todos nós termos um espírito altruísta, é quase impossível mantê-lo ativo o tempo todo. Por essa razão, precisamos de várias razões que nos levem a fazer o que é certo.</p>
<p>Em alguns países da Europa, por exemplo, um pai ensina ao filho sobre como fazer reciclagem não só porque é o correto, mas principalmente em razão das pesadas multas para a destinação inadequada de resíduos. Mas, enquanto não tempos leis e fiscalização nesse sentido, o ideal é descobrir razões que motivem as pessoas a fazer reciclagem.</p>
<p>No meu trabalho, tínhamos uma grande dificuldade em mobilizar o pessoal para separar o papel usado. Depois de muita briga, percebi que se transformasse esse papel em algo útil, talvez o pessoal se interessasse em ajudar. Um colega separou uma boa quantidade de papel e mandamos fazer bloquinhos de rascunho no tamanho de 1/4 do papel sulfite. Dito e feito! Agora o pessoal separa todo papel em condição de ser reutilizado.</p>
<p>Gincanas e jogos são boas opções para mobilizar as pessoas no trabalho e até em condomínios. As regras precisam ser claras e é melhor fazer a pontuação por equipe. Além disso, o prêmio precisa estar alinhado ao projeto, mas não precisa ser algo de grande valor. O importante é reconhecer o esforço do grupo.</p>
<p>O mais interessante nesse tipo de atividade é que ela pode ser usada para fomentar outro tipo de objetivo, como melhorar o trabalho em equipe, o ambiente organizacional ou a imagem da empresa junto à comunidade. Assim, fica mais fácil até de conseguir a aprovação do programa de coleta seletiva junto à chefia.</p>
<p><strong>1.6. Estabeleça métricas</strong><br />
Quem não mede, não gerencia. Por isso, é importante estabelecer métricas desde o começo do projeto, mesmo que a reciclagem seja feita em casa. Por exemplo, podemos não saber ao certo a quantidade de resíduos gerados ao mês. Dessa forma, é muito mais difícil estabelecer uma meta para reduzir a sua geração. Assim, conhecer o quanto e o que se gera deve ser a primeira meta.</p>
<p>Junte toda a pesquisa feita nos itens anteriores e monte um projeto para apresentar à direção.<br />
Sem um alinhamento de gestão, não existe espaço para inserir a conscientização necessária ao programa. Também não haverá recursos financeiros disponíveis para se promover as ações de mobilização. Assim, projetos que envolvem muitas pessoas precisam de apoio e autorização. Mas lembre-se que a sua ação voluntária não precisa.</p>
<p>Na verdade, adotar o hábito de avaliar o lixo gerado e agir em relação a isso é um ato de cidadania que serve de exemplo para as outras pessoas. Como bem disse <strong>Alexandre Garcia</strong> (<a title="Veja mais no site da Globo.com" href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1358266-7823-ALEXANDRE+GARCIA+COMENTA+SOBRE+A+NEGLIGENCIA+COM+O+LIXO,00.html" target="_blank">a matéria você pode ver aqui</a>), nós temos que fazer a nossa parte porque somos cidadãos e não por medo de multas ou repreensões.</p>
<p><strong>2. IMPLANTAÇÃO</strong><br />
Por mais divulgada que esteja a importância da reciclagem, a resistência das pessoas ainda é muito grande. Assim, é preciso ter em mente que, ao se comprometer com o projeto, assumir atividades extras será inevitável.</p>
<p><strong>2.1. Monte a estrutura e sinalize</strong><br />
Conforme planejado e orçado, monte o espaço a ser usado para a separação e guarda dos resíduos. Invista também em sinalização e opte sempre por uma linguagem positiva. Ou seja, prefira escrever <em>“Jogue o lixo no recipiente ABC”</em> a <em>“Não jogue lixo neste local”</em>. A Neurolinguística  nos ensina que ignoramos a palavra “não” e só percebemos a mensagem que a segue. É a história do “NÃO pense num elefante rosa com bolinhas vermelhas”. Pensou? Pois é.</p>
<p><strong>2.2. Estabeleça responsáveis pelas rotinas de separação, organização e destinação</strong><br />
Nessa fase é importante definir os responsáveis por essas atividades, evitando que o processo acabe se descontinuando por falta de ação. Lembre-se de deixar alguém responsável também por medir a quantidade de lixo que esta sendo destinada.</p>
<p><strong>2.3. Inicie as ações de mobilização</strong><br />
Convide as pessoas para participar das atividades que envolvem a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cmVjaWNsYWdlbV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">reciclagem<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, tais como organizar o espaço onde serão armazenados os resíduos, ajudar a montar as composteiras etc. A participação nessas atividades ajuda a aumentar o interesse pela reciclagem. É o momento também de dar início às outras atividades, como gincanas e jogos.</p>
<p><strong>2.4. Convide pessoas-chave para começar o processo</strong><br />
Se os gerentes, supervisores e coordenadores (ou professores, coordenadores e o pessoal da secretaria no caso de escolas) servirem de exemplo, será muito mais fácil motivar as pessoas a participar.</p>
<p><strong>3. VERIFICAÇÃO</strong><br />
A avaliação dos resultados precisa ser intensa. No início, o ideal é verificar semanalmente. Muitas falhas são identificadas logo nas primeiras semanas, permitindo uma melhoria no processo em pouco tempo. Verifique todos os aspectos do projeto, o que inclui as condições da separação, a organização do espaço, a frequência da destinação e a medição dos resíduos. Ouça também os participantes para identificar oportunidades de melhoria.</p>
<p><strong>4. CORREÇÃO E MELHORIA</strong><br />
Na fase de planejamento não comentei sobre fazer um trabalho intenso quanto à geração. Apenas sugeri a identificação dos pontos e planejamento da coleta. Agora, conhecendo o quanto e o que se gera, podemos iniciar um trabalho de conscientização das pessoas quanto à geração.</p>
<p>A falta de números costuma ser um válvula de escape para aqueles que não desejam mudar já que as estatísticas existentes, no máximo, mostram os números do lixo por cidade. Mas, quando conhecemos nossas próprias métricas o problema se torna real, culminando até na identificação de uma cultura de desperdício dentro da organização.</p>
<p>Em empresas isso é muito útil. Papéis e copos descartáveis, por serem fornecidos pela organização, às vezes sofrem com a falta de consciência no uso responsável. Dessa forma, estes são dois itens ótimos para serem objeto de redução através de campanhas de uso responsável.</p>
<p>Para os papéis, sugiro as seguintes ações:</p>
<ul>
<li>Coloque no email de cada colaborador uma mensagem atentando sobre a necessidade de se imprimir. Adote também essa prática no seu email pessoal;</li>
<li>Configure todas as impressoras para imprimir frente-e-verso;</li>
<li>Coloque um recipiente em local visível para a separação dos papéis com uso em apenas um dos lados. Faça blocos de rascunho e distribua para a equipe;</li>
<li>Coloque adesivos nas impressoras chamando a atenção para a importância do uso consciente do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cGFwZWxfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-52">papel<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>.</li>
</ul>
<p>No caso dos copos descartáveis, sugiro:</p>
<ul>
<li>Fornecer canecas nominais para cada colaborador, conscientizando gerentes e supervisores a servirem de exemplo. Essa é outra prática que pode ser adotada voluntariamente;</li>
<li>Diminua os pontos com copos descartáveis disponíveis. Uma vez que cada pessoa tem sua caneca, não precisa de copo para tomar água ou café. Deixe os copos descartáveis apenas onde circulam visitas.</li>
</ul>
<p>Visando o processo de melhoria contínua, outra sugestão é adotar a realização de conversas informais com a equipe. Nem reuniões, nem treinamentos, esses diálogos são momentos em que as pessoas se reúnem, seja no escritório, no jardim ou sala de visitas, para conversar sobre assuntos que não tratem diretamente dos resultados da empresa.</p>
<p>Por isso, são uma ótima ferramenta para tratar de assuntos ligados ao trabalho em equipe, qualidade e segurança no trabalho, bem como nossas relações com o meio ambiente. Assim, entre outros assuntos, os pontos de melhoria no programa de coleta seletiva podem ser tratados nessas conversas informais, enfatizando que a colaboração de cada um é fundamental para se alcançar os objetivos.</p>
<p><strong>Considerações</strong><br />
Como comentei no começo, foquei bastante a questão da coleta seletiva no ambiente de trabalho. Em casa, a decisão está em nossas mãos. Mas, em locais onde convivem várias pessoas, muitos são os aspectos que precisam ser trabalhados. Quem já participou de um processo desses sabe como pode ser trabalhoso implantar coleta seletiva.</p>
<p>Mas ver como as pessoas mudam de comportamento com um pouco de insistência e informação qualificada é muito gratificante. Você já participou por um processo desses? Se sim, como foi a sua experiência?</p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Elaine Costa</b>.<br>

Administradora pós-graduada em Administração Industrial, com formação em Design em Permacultura pelo IPEMA - Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica. Trabalha há mais de cinco anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É fundadora do blog Mais Com Menos, no qual ensina como transformar resíduos orgânicos em adubo, entre outras práticas sustentáveis<br>

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