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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; fed</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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	<itunes:subtitle>Dinheiro, educacao financeira e investimentos ao alcance de todos</itunes:subtitle>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; fed</title>
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		<title>Inside Job: mais que um documentário, uma aula de economia</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/02/04/inside-job-mais-que-um-documentario-uma-aula-de-economia/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/02/04/inside-job-mais-que-um-documentario-uma-aula-de-economia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Feb 2011 17:01:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Documentário Inside Job mostra a realidade de Wall Street antes e durante um dos períodos mais críticos da história financeira mundial: crise do subprime em 2008. Imperdível.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Inside Job: mais que um documentário, uma aula de economia" src="http://dinheirama.com/files/2011/02/dinheirama_documentario_inside_job.jpg" alt="Inside Job: mais que um documentário, uma aula de economia" hspace="2" vspace="2" align="left" />Indicado ao Oscar como melhor documentário, <a title="Conheça 'Inside Job'" href="http://www.sonyclassics.com/insidejob" target="_blank">&#8220;<strong>Inside Job&#8221;</strong></a>, o filme conduzido pelo diretor <strong>Charles Ferguson</strong>, vasculha as entranhas de <em>Wall Street</em> na fase que antecedeu a crise de 2008 com uma lucidez implacável, elucidando as origens do maior tsunami financeiro desde a crise de 1929.</p>
<p>O documentário aponta a origem do caos, quando as leis que impediam a execução, sob o mesmo teto institucional, das atividades de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e banco comercial passaram a ser desrespeitadas em um primeiro momento, para em seguida, serem simplesmente deixadas de lado.</p>
<p>Traz à tona fatos assombrosos, como a existência de um único funcionário da SEC (isso mesmo, uma única pessoa) responsável por toda a gestão e fiscalização de exposição ao risco do mercado financeiro norte-americano. Mostra também as medidas desastrosas do FED, sustentadas e potencializadas por uma condução governamental perigosa para a sustentabilidade econômica, num caldeirão com boas doses de corrupção, vista grossa e irresponsabilidade.</p>
<p><span id="more-5709"></span>Mas para a observação deste que vos escreve, a parte mais interessante é justamente aquela que aborda o componente comportamental dos executivos e operadores do setor. Tomados por uma falsa sensação de intocabilidade, de propriedade absoluta de poder e inviolabilidade, construíram uma cultura de excessos e insensibilidade crônica, onde, segundo o diretor do filme, havia, e ainda há, a participação explosiva dos elementos drogas e prostituição em larga escala.</p>
<p>Uma alquimia que, ao contrário das fábulas, não produziu ouro, mas tragédias econômicas, desespero e, como resultado final, a patinação do maior motor da economia mundial.</p>
<p>No entanto, frustrando as otimistas expectativas de que o caos vivenciado a partir de setembro de 2008 traria um inevitável ajuste e amadurecimento, no qual voltariam a vigorar um pouco mais de prudência e o renascimento da importância da liquidez e da poupança, observamos a letargia, a férrea manutenção do status quo, a infantil crença na capacidade americana de vencer desafios e superar obstáculos. A eterna autoajuda corporativa cegando a realidade.</p>
<p>Caros leitores, fiquem à vontade para discordar ou me criticar, de fato não consumo o “lero lero corporativo” e, portanto, não busco ser o dono da verdade e muito menos venero o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/b3RpbWlzbW9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">otimismo<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> ou o pessimismo, mas cultuo o realismo e o senso crítico.</p>
<p>Neste sentido, faço uma confissão: observando a terra de Lincoln, das famílias Kennedy e Bush, não consigo evitar paralelos com o nosso Brasil. Me assombro com a euforia exagerada, com a crescente cultura do crédito excessivo (mesmo que por anos tenha sido tão escasso), com a permanente crítica ao ato de poupar, com a sensação observada em esclarecidos ambientes de que “agora ninguém nos segura”.</p>
<p>A estreia do filme está prevista para o dia 18 de fevereiro. Recomendo que não deixem de assistir, mas independentemente dos novos entendimentos que ele possa provocar, permaneço rezando para a santa CVM, sem esquecer de acender uma velinha para o padroeiro BC e sua equipe de arcanjos. Boa sorte a todos nós.</p>
<p>Assista ao trailer (em inglês):</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=X2DRm5ES-uA">http://www.youtube.com/watch?v=X2DRm5ES-uA</a></p>
<p>Crédito da foto: divulgação.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crise financeira mundial, a economia real e o dinheiro</title>
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		<comments>http://dinheirama.com/blog/2008/10/27/crise-financeira-mundial-a-economia-real-e-o-dinheiro/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Oct 2008 10:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Célia comenta: &#8220;Navarro, quais problemas a crise financeira internacional pode trazer para a economia real brasileira? O assunto é bastante batido, é verdade, mas gostaria que comentasse sobre a ótica brasileira, ainda que não estejamos diretamente relacionados com a origem do problema. Entendi em seus artigos que vamos viver uma desaceleração, mas em que esferas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2008/10/dinheirama_crise_economia_real_dinheiro.jpg" alt="Crise financeira mundial, a economia real e o dinheiro" hspace="2" vspace="2" align="left" /><strong>Célia</strong> comenta: <em>&#8220;Navarro, quais problemas a crise financeira internacional pode trazer para a economia real brasileira? O assunto é bastante batido, é verdade, mas gostaria que comentasse sobre a ótica brasileira, ainda que não estejamos diretamente relacionados com a origem do problema. Entendi em seus artigos que vamos viver uma desaceleração, mas em que esferas isso ocorrerá primeiro? Como notamos os efeitos enquanto cidadãos? Há algo que possamos fazer para colaborar com as autoridades e empresas no sentido de mitigar os problemas mais duros? Muito obrigada&#8221;</em>.</p>
<p>Depois de ensaiar uma recuperação, o <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:mercado+de+a%E7%F5es/format:box">mercado de ações<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> voltou a desabar. A semana passada foi marcada por uma segunda-feira de otimismo, mas também de dias tensos e de resultados complicados anunciados pelas empresas, tanto aqui, quanto lá fora. Grandes grupos anunciaram sua situação no terceiro trimestre do ano, dando asas a resultados ruins e projeções de crescimento ainda piores. Natural em tempos de turbulência, como queremos acreditar, mas desanimador sob a ótica do acionista e do investidor.</p>
<p>Por aqui, mais companhias relataram prejuízos gerados pela forte variação da moeda americana. Desta vez, menos da especulação e mais das decisões e seus modelos de operação. O que se viu foram demonstrações de dívidas em moeda estrangeira &#8211; que tiveram seus valores corrigidos aumentados &#8211; prejudicando a resposta da companhia aos seus <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:investidor/format:box">investidores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e <em>stakeholders</em>. Sobrevida à tensão, ao pânico e ao medo de uma recessão em escala global. Tudo bem, mas e o cidadão comum?</p>
<p><span id="more-1300"></span><strong>Do ponto de vista de lá</strong><br />
Todos sabem que adoro comentar fatos, estatísticas e dados, especialmente quando o momento é propício para tais divulgações. Alguns números sobre a economia real dos EUA e o comportamento de seus cidadãos chamaram minha atenção:</p>
<ul>
<li><strong>Grandes bancos e o próprio Fed (o banco central dos EUA) já registram aumentos superiores a 50% no não-pagamento de dívidas de cartões de crédito. </strong>Isso significa dever em uma das modalidades mais caras existentes em qualquer sistema financeiro nacional, dando margem a problemas financeiros graves no curto e médio prazos.</li>
<li>Recente reportagem da <a title="Visite o site do jornal Folha de S. Paulo" href="http://www.folha.com.br" target="_blank">Folha de S. Paulo</a> alerta que, depois dos salários, <strong>os cartões de crédito são a principal fonte de dinheiro das famílias norte-americanas.</strong> <strong>Em média, cada família possui 13 cartões.</strong> Cartão de crédito como fonte de dinheiro? Não seria o cartão uma ferramenta, também passível de grande controle e uso consciente? Média de 13 cartões por família? Um exagero.</li>
<li><strong>As dívidas em cartões de crédito da população norte-americana aumentaram 75% nos últimos dez anos.</strong> O crescimento poderia ser indicador de melhores condições de vida, o que não se verifica. As variações de renda e do nível de emprego se mantiveram praticamente estavéis no mesmo período. Consumir, consumir e consumir. E a conta? Alguém tem que pagá-la. Quando?</li>
<li><strong>Mais de 40% dos cidadãos norte-americanos &#8220;alimentam&#8221; suas dívidas, usando para isso artifícios de rolagem de dívidas, como o rotativo e o refinanciamento.</strong> Segundo pesquisa da Universidade de Harvard, só em 2007 cerca de 25% dos usuários de cartão afirmaram ter elevado suas dívidas na modalidade. Dados também retirados do jornal Folha de S. Paulo.</li>
</ul>
<p>A situação do consumo exagerado e da pouca formação de poupança elevou, artificial e perigosamente, muitos setores da economia dos EUA. Claro, é fácil dizer isso agora, depois da forte correção demonstrada através da crise financeira atual. A reflexão, no entanto, deve ser outra: como cidadãos informados e preocupados que somos, que tal aproveitar algumas destas lições e mudar nosso <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:cerbasi/format:box">comportamento<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> em relação ao dinheiro e, mais precisamente, o futuro? Ainda não é tarde demais.</p>
<p><strong>Do ponto de vista de cá</strong><br />
 Como já apresentado pelo <strong>Ricardo</strong>, o Brasil e seu <a title="O Brasil e seus movimentos para conter a crise" href="http://dinheirama.com/blog/2008/10/22/o-brasil-e-seus-movimentos-para-conter-a-crise/">governo já enxergam as eventuais fontes de problemas com a crise</a>. Buscando sempre o entendimento do leitor, tentarei resumir, em 5 curtas observações, meu ponto de vista sobre a economia nacional em tempos tão turbulentos:</p>
<ol>
<li>Exportamos muita matéria-prima e alguns produtos acabados, como fazem também outros países. Se a economia mundial esfriar, a demanda por tais exportações também murchará. Com isso, caem os preços destes insumos e produtos. Sofre a balança comercial, sofre o país;</li>
<li>Em <a title="Uma crise, quatro passos e muitos reflexos" href="http://dinheirama.com/blog/2008/10/21/uma-crise-quatro-passos-e-muitos-reflexos/">artigo anterior</a> falamos do medo de calote por parte de instituições financeiras e grandes investidores. Se eles emprestam menos, notaremos menos capital aportando no país, o que influencia diretamente o investimento produtivo no desenvolvimento econômico nacional. Nem só de BNDES vivemos (faz tempo);</li>
<li>A escassez de crédito, também já abordada por aqui, leva os bancos a subirem seus juros, tornando financimentos e empréstimos mais caros. Logo, presume-se que tomar dinheiro ficará mais &#8220;difícil&#8221; e menos desejável;</li>
<li>Com as constantes incertezas e o dinheiro mais caro, as empresas reavaliam seus projetos de investimento. Isso significa deixar de investir até que o cenário esteja mais previsível. Pense: você, como tomador de decisões, manteria um forte plano de investimentos e aportes sem ter uma mínima visão a respeito da absorção e crescimento de seu mercado? Pois é;</li>
<li>A relação entre cliente e fornecedor deve ser reavaliada. Com a abundância de crédito, vendia-se muito e vendia-se fácil. Agora, a relação terá que ser mais inteligente e digna. <strong>Maria Inês Dolci</strong>, coordenadora da <a title="Visite o site da Pro Teste" href="http://www.proteste.org.br/" target="_blank">Pro Teste</a>, escreveu um <a title="Leia o artigo de Maria Inês Dolci" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/vitrine/vi2510200806.htm" target="_blank">ótimo artigo</a> (para assinantes UOL ou Folha) sobre isso em sua coluna semanal da Folha, no caderno &#8220;Vitrine&#8221; de ontem.</li>
</ol>
<p><strong>Muita coisa pode acontecer. Muita coisa pode mudar. Ou não.</strong> A realidade impõe novos desafios às autoridades econômicas, mas reforça também a importância de nos mantermos muito bem informados e atentos para as decisões financeiras cotidianas. Ou não. Prever o dia de amanhã é tarefa tão difícil quanto ajustar-se para o que já acontece agora. Sabendo disso, lembre-se: tudo que escrevi pode ajudá-lo a mudar sua postura diante do atual cenário financeiro de sua família. Ou pode não fazer nenhuma diferença. A intenção, claro, é sempre das melhores.</p>
<p>Nós, cidadãos responsáveis pelo giro da <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:investimento+economia/format:box">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e por pequenas decisões capazes de mudar o futuro, podemos compreender o que está acontecendo e consumir de forma mais consciente e inteligente. Ou podemos ignorar tudo isso e seguir sem dar a menor importância para o noticiário econômico e suas implicações na economia real. Uma decisão aparentemente trivial, um futuro a ser desenhado. Que bela responsabilidade a sua, hein?</p>
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<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Como ganhar US$ 20 milhões em duas semanas?</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 13:25:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A pergunta um tanto chocante do título deste artigo, que fiz questão de proferir diante de muitos amigos e familiares, despertou seu interesse? Como atingir tal façanha? Bom, as respostas que recebi foram pouco variadas: a maioria disse, sem hesitar, que para ganhar essa bolada em tão pouco tempo só mesmo apostando na loteria. Outro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2008/10/dinheirama_para_quedas_dourado_crise.jpg" alt="Como ganhar US$ 20 milhões em duas semanas?" hspace="2" vspace="2" align="left" />A pergunta um tanto chocante do título deste artigo, que fiz questão de proferir diante de muitos amigos e familiares, despertou seu interesse? Como atingir tal façanha? Bom, as respostas que recebi foram pouco variadas: a maioria disse, sem hesitar, que para ganhar essa bolada em tão pouco tempo só mesmo apostando na loteria. Outro grupo sugeriu a abertura de um banco. Um amigo emendou: <em>&#8220;Jogar na loteria ou abrir um banco? Nos dias de hoje, ambas as atitudes não trazem os mesmos riscos&#8221;?</em> Um silêncio perturbador tomou conta do ambiente. Ah, a crise!</p>
<p>Estamos falando de aproximadamente R$ 39 milhões. Estamos falando de quase três semanas. O silêncio foi interrompido pela voz grave de um viciado em <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:economia+dinheiro/format:box">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e amigo de longa data: <em>&#8220;Para ganhar isso, só mesmo apostando. No entanto, apostando nas ofertas de trabalho que surgem em Wall Street em épocas de crise. Apostando na condução de bancos à beira de um colapso financeiro&#8221;</em>. Ele sabia a resposta.</p>
<p>A perplexidade dos presentes era evidente em seus rostos e no forte clima de &#8220;como assim?&#8221; presente nas conversas laterais do grupo. Decidi provocá-los. <em>&#8220;Nosso amigo acertou a resposta para a pergunta lançada ao início de nossa reunião. Só há uma forma de ganhar R$ 40 milhões em apenas 17 dias: honrando um contrato de trabalho&#8221;</em>. As risadas tomaram conta do lugar. De repente, ninguém levava mais nada a sério. Entrei no clima, tomei um gole de cerveja e esperei para terminar a história.</p>
<p><span id="more-1175"></span><strong>História? Que história?</strong><br />
 Os tempos são difíceis. Bancos tradicionais nos EUA e no mundo quebraram, continuam quebrando ou são adquiridos por seus concorrentes. A governança corporativa sofre com a brusca mudança de prioridades do cenário financeiro. As agências de risco lutam para reavaliar e reconstruir suas metodologias de avaliação e a imagem (leia-se credibilidade) de seus resultados. A história é uma só: o mundo &#8220;gira&#8221; mais devagar e <a title="Já existe recessão? O GLOBO" href="http://news.google.com.br/news/url?sa=t&amp;ct=pt-BR_br:u/6-0&amp;fp=48ea546880eb9b89&amp;ei=AA7qSJu8FJLmyATbr6lM&amp;url=http%3A//oglobo.globo.com/economia/mat/2008/10/02/eua_vivem_recessao_mas_ainda_estao_longe_da_depressao_dizem_especialistas-548529368.asp&amp;cid=1250820979&amp;usg=AFQjCNEa8EV5IIAPFCsrLOBo4LhZNiu6fw" target="_blank">a situação financeira se deteriora</a>.</p>
<p>Você, acionista, <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:investidor/format:box">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, vê seus ativos de desvalorizarem de forma acentuada. A empresa sofre, penalizada pelas expectativas negativas que surgem com a crise, e seu valor de mercado despenca. A desconfiança é geral. Ufa. Mas, como bem escreveu o jornalista <strong>Daniel Bergamasco</strong>, da <a title="Acesse o site da Folha de S. Paulo" href="http://www.folha.com.br" target="_blank">Folha de S. Paulo</a>, há, em Wall Street, um universo paralelo onde nada disso tem tanta importância.</p>
<p><strong>Universo paralelo?</strong><br />
Enquanto bancos e mais bancos anunciam resultados ruins, quebram ou são negociados junto a outras instituições financeiras, executivos do setor esbanjam vigor econômico e embolsam milionárias recisões contratuais. Ver as economias e <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:investimento+dinheiro/format:box">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> irem por água abaixo e, ao mesmo tempo, notar alguns dos responsáveis pela extensão do problema sendo beneficiados por bônus milionários não deve ser nada agradável.</p>
<p>Vejamos o exemplo que ilustra o tom deste texto: <strong>Alan Fishman</strong> assumiu o Washington Mutual 17 dias antes de o banco falir e ser comprado pelo JPMorgan. Ficou estes poucos dias no cargo, foi dispensado e pode embolsar os US$ 20 milhões de bônus de contratação e indenização previstos em seu contrato. Cidadãos e jornais americanos têm se mostrado muito irritados com a questão e prometem <a title="Cidadãos e jornais debatem a questão nos EUA" href="http://www.star-telegram.com/242/story/953821.html" target="_blank">ativa participação no decorrer da discussão</a>.</p>
<p><strong>Crise? Que crise?</strong><br />
 Aqui tem-se uma das questões do impasse na aprovação do plano de resgate criado pelo secretário do Tesouro Henry Paulson. Sacrificar o contribuinte para levantar quase US$ 1 trilhão, enquanto executivos da área financeira levam uma bolada em benefícios e indenizações, não soa selvagem demais até para os EUA e seu modelo de capitalismo?</p>
<p>Seria irresponsabilidade permitir que o dinheiro do contribuinte seja usado para pagar indenizações vultosas de barões do dinheiro? Seria? É? A discussão prossegue, os pagamentos também. Aliás, contratos com termos milionários são relativamente comuns por lá. Tais acordos são chamados carinhosamente de &#8220;pára-quedas dourados&#8221;, ou &#8220;golden parachutes&#8221; em inglês (<a title="Entenda o que são os pára-quedas dourados" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Golden_parachute" target="_blank">entenda melhor através da Wikipedia</a>).</p>
<p>Ironicamente, o sistema bancário é tido como um dos responsáveis pelo &#8220;efeito dominó&#8221; vivenciado atualmente na economia. Qual deve ser o papel dos executivos e líderes do setor? Se os ativos de seus correntistas e da empresa que lideram são vulneráveis aos sabores de suas decisões, o que dizer de seus ganhos e motivações pessoais? Pois é, parece não haver crise no universo paralelo.</p>
<p>Você se lembra do Lehman Brothers? O que aconteceu com o banco de mais de 100 anos? Quebrou. Seu CEO, <strong>Richard Fuld</strong>, embolsou US$ 45 milhões em 2007. Os tempos eram outros, não é mesmo? Ano passado nada disso era previsível, certo? Ahn? O vigor das mudanças no <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:capitalismo+moderno/format:box">capitalismo<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> moderno só confirma a importância das garantias e do planejamento. Os executivos se preparam (e bem) para momentos assim. E você? E eu?</p>
<p>Pois é, o capitalismo (e também seu lado selvagem) recomenda: haja o que houver, não saia de casa sem o seu pára-quedas. Ele é dourado? Otimo! Não é? Certifique-se de que está em boas condições. Você não tem um pára-quedas? Acreditar demais no capitalismo, ao invés de aprender a aproveitá-lo, dá nisso. Pára-quedas, mas que pára-quedas? Ahhhhhhhhhhhhh!</p>
<p><strong>PS:</strong> Um caso emblemático merece ser citado. <strong>Robert Willumstad</strong>, ex-CEO da AIG, rejeitou bônus de US$ 22 milhões no momento do aporte de US$ 85 bilhões feito pelo Fed &#8211; que caracterizou também sua saída da empresa.</p>
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<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>EUA rejeitam pacote anti-crise. O capitalismo balança!</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 14:28:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[228 a 205. O placar representa uma segunda-feira muito tensa no mercado financeiro. A maioria dos congressistas norte-americanos rejeitou o plano de salvação de US$ 700 bilhões &#8211; conhecido lá fora por Bailout &#8211; proposto por Henry Paulson e Ben Bernanke, que não desistiram. &#8220;Este plano é muito importante, não podemos simplesmente deixá-lo falhar&#8221; bradou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2008/09/dinheirama_crise_capitalismo_eua.jpg" alt="EUA rejeitam plano anti-crise. O capitalismo balança" hspace="2" vspace="2" align="left" /><strong>228 a 205</strong>. O placar representa uma segunda-feira muito tensa no mercado financeiro. A maioria dos congressistas norte-americanos rejeitou o plano de salvação de US$ 700 bilhões &#8211; conhecido lá fora por Bailout &#8211; proposto por <strong>Henry Paulson</strong> e <strong>Ben Bernanke</strong>, que não desistiram. <em>&#8220;Este plano é muito importante, não podemos simplesmente deixá-lo falhar&#8221;</em> bradou Paulson enquanto os mercados de todo o mundo derretiam &#8211; e derreteram mesmo.</p>
<p>Por aqui, o Índice Bovespa balançou com força. Ontem, o famoso instrumento conhecido como <em>circuit breaker</em>, que congela as negociações na bolsa brasileira por 30 minutos quando índice atinge queda de mais de 10%, entrou em ação. O saldo da segunda-feira é uma queda de 9,36% no Ibovespa, um dos piores resultados desde os atentados de 11 de setembro e do Plano Real. Para se ter uma idéia do pânico, lá fora as ações do banco Wachovia fecharam em baixa de impressionantes 81,6%.</p>
<p>Foram tantas ligações de clientes e amigos que vi minha bateria do celular acabar duas vezes, só ontem. Pois é, as perguntas quase sempre eram: e agora, como fica o mercado? O que o Fed e o Tesouro farão para conter a crise? Ninguém sabe. A semana, marcada por um feriado hoje nos EUA e por uma nova tentativa de &#8220;passar&#8221; o plano no Congresso (provavelmente na quinta-feira), promete mais volatilidade e emoções fortes.</p>
<p><span id="more-1135"></span><strong>Como fica o capitalismo?</strong><br />
Curioso notar que, para algumas pessoas, a crise é apenas uma notícia catastrófica que afeta os <em>&#8220;amantes do capitalismo selvagem&#8221;</em>. O Brasil tem muita gente alheia ao noticiário econômico e que não se interessa por situações como essa, mas que ainda não se deram conta de que seu atual padrão de vida e seus desejos são também são parte do capitalismo complexo tão relacionado com a crise.</p>
<p>Não cabe impressioná-lo com alguns dados que demonstram toda essa relação entre as economias mundiais, mas lembrá-lo de um simples princípio: um modelo de negócios entre países que vendem seus produtos globalmente e usam dinheiro proveniente de diversas nações como fonte de crédito e capital para investimento está sujeito às interferências no fluxo de recursos que circulam entre suas fronteiras &#8211; agora virtuais e invisíveis.</p>
<p><strong>Interessantes citações</strong><br />
Lendo diversos jornais e revistas que hoje dedicam muitas de suas páginas ao problema financeiro que abala o mundo, encontrei opiniões capazes de nos colocar em ótima sintonia com a necessidade de refletir melhor o momento e o impacto de nossas decisões. Abaixo estão duas citações bem bacanas:</p>
<blockquote><p>&#8220;Esta crise deve nos conduzir a uma maneira radicalmente diferente de nossas sociedades medirem a saúde e o progresso. Mas nada disso vai acontecer sem a imposição de pressões públicas muito fortes sobre os políticos neste período-chave. Estamos falando da volta das pessoas às ruas, de ações diretas como a que trouxe o New Deal (1930). Sem isso, haverá mudanças superficiais e o retorno ao &#8220;business as usual&#8221; o mais rapidamente possível&#8221;. (<strong>Naomi Klein</strong>, colunista do &#8220;The Nation&#8221; em artigo publicado na Folha de S. Paulo)</p></blockquote>
<p>Quer dizer que o contribuinte americano, que irá pagar grande parte da conta, deve se mobilizar para que melhores mecanismos financeiros devam ser instituidos? Gostei do ponto de vista, mas por enquanto parece que o prejuízo ainda não os fez sentir tal necessidade.</p>
<blockquote><p>&#8220;A crise atual é o preço que está sendo pago pelo fato de os EUA terem evitado uma recessão cinco anos atrás. Assim, o perigo é que a narrativa predominante da atual crise seja aquela que, em lugar de nos fazer despertar de um sonho, nos possibilitará continuar a sonhar. É neste ponto que devemos começar a nos preocupar: não apenas com conseqüências econômicas da crise, mas com a tentação evidente de injetar ânimo novo na &#8220;guerra ao terror&#8221; e no intervencionismo dos EUA, para manter a economia funcionando a contento&#8221;. (<strong>Slavoj Zizek</strong>, filósofo, em coluna do caderno &#8220;Mais!&#8221; da Folha de S. Paulo)</p></blockquote>
<p>Nas entrelinhas, percebo o ponto relevante da opinião deste grande crítico. Vamos, como mundo, apenas remediar ou efetivamente entender as causas do problema, que remontam ao passado recente? Mr. Paulson não desistiu de aprovar o plano. George W. Bush, presidente dos EUA, não gostou de ver o plano fracassar no Congresso. Enfim, são 11h e a Bovespa opera em leve alta. As bolsas mundo afora também. O que vai acontecer? Não sei. Vai ser sério? Já é! Vem mais por ai? Tomara que não. Ufa.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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