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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; FHC</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; FHC</title>
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		<title>Livro: Saga Brasileira</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 21:35:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Saga Brasileira: conheça em detalhes os desafios que o Brasil enfrentou para acabar com a inflação e atingir a estabilidade e a confiança de sua moeda, o Real.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Livro: Saga Brasileira" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_livro_saga_brasileira.jpg" alt="Livro: Saga Brasileira" align="left" hspace="2" vspace="2" />Livro:</strong> <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a><br />
<strong>Autora:</strong> Miriam Leitão<br />
<strong>Editora:</strong> Record<br />
<strong>Páginas:</strong> 476<br />
<strong>Preço médio:</strong> R$ 29,90<br />
<strong>Livro 100% nacional!</strong><br />
<a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank"> Compre o livro no Submarino [clique aqui]</a></p>
<p><strong>A longa luta de um povo por sua moeda</strong><br />
Muitos dizem o que brasileiro tem &#8220;memória curta&#8221; e que pouco aprende com seus erros, voltando a cometê-los em pouco tempo. Se hoje temos uma moeda estável, com inflação sob controle (baseado em um sistema de metas), e que representa parte da grande transformação econômica vivida na última década, muito se deve ao fato de termos passado momentos difíceis e angustiantes ao lado de muitos planos e tentativas de estabilização monetária.</p>
<p>Erramos muito e, contradizendo o ditado, aprendemos e mudamos. Miriam Leitão, jornalista premiada e referência na área, aborda essa &#8220;travessia&#8221; brasileira rumo ao Real e à construção de uma economia confiável. Seu livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a> narra em detalhes as agruras vividas pelos brasileiros diante de planos econômicos fracassados, políticos despreparados e ideias mirabolantes (e falhas). O livro mostra como a batalha pela cidadania e soberania terminou com o país vencendo a inflação.</p>
<p><span id="more-6863"></span><strong>Um século de inflação</strong><br />
O alerta inicial de <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a> é direto: nossos primeiros 100 anos de República, comemorados em 1989, foram marcados por inflação elevada (e vários períodos de hiperinflação). Lembrando Visconde de Taunay e sua obra &#8220;O Encilhamento&#8221;, Miriam destaca o que antes não se via: <em>&#8220;Nesses 100 anos de encilhamento à hiperinflação o país aprendeu, dolorosamente, a lição de que a ordem monetária é a única base do progresso duradouro&#8221;</em>.</p>
<p>Muitos de nossos leitores são jovens e não viveram o período de inflação, razão pela qual decidi escrever essa resenha. Para se ter uma ideia do que era a inflação por aqui há algumas décadas, cabe citar o cálculo realizado pelo professor Salomão Quadros, da FGV (e citado no livro). De julho de 1964 a julho de 1994, data do Plano Real, a inflação acumulada, medida pelo IGP-DI, foi de <strong>1.302.442.989.947.180,00%</strong>. Isso mesmo, <strong>1 quatrilhão e 302 trilhões por cento</strong>. Parece piada? Não foi!</p>
<p>Nossa democracia é bastante jovem, assim como é a estabilização da moeda. Ler <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a>, no entanto, parece nos remeter a um país completamente diferente, antigo e despreparado. Nossa constituição tem pouco mais de 20 anos, o Plano Real nem isso. A verdade é que o país se transformou, mas o fez também porque sofreu com inúmeros planos econômicos e seus desdobramentos (que serviram de aprendizado, assim me parece).</p>
<p><strong>Muitos planos, muitos problemas, mas muito aprendizado</strong><br />
O Plano Cruzado surgiu com Sarney em 1989 e, com o congelamento de preços, ele logo se tornou uma esperança. Os juros quase em zero fizeram o consumo estourar e muita gente então passou a satisfazer seus desejos represados de consumo. Quem mexesse nos preços sofria a intervenção dos famosos &#8220;fiscais do Sarney&#8221;. Funcionou por um tempo, mas logo o desabastecimento e o ágio passaram a fazer parte da vida dos brasileiros.</p>
<p>Então surgiu o Cruzado II, um plano cujo mote era aumentar os preços de serviços públicos, mas ao mesmo tempo descongelar os preços e deixá-los a cargo dos empresários. A ideia era enganar mesmo, mantendo um índice de preços arbitrário que não captasse os aumentos de preços reais. A mágica não funcionou!</p>
<blockquote><p>&#8220;Qualquer moeda estável exige fundamentos fiscais mais sólidos. Seria necessário, nos anos seguintes, pôr ordem nas contas públicas, abrir a economia, desmontar oligopólios públicos e privados, incentivar a competição, modernizar a estrutura produtiva, mudar o Brasil. A grande lição de 1986 foi que a moeda estável não se conseguiria por mágica&#8221;</p></blockquote>
<p>Em 1987, foi a vez do Plano Bresser, que surgiu depois de anunciado o calote na dívida externa brasileira. A credibilidade do país perante os agentes externos era ridícula &#8211; e só viria a ser recuperada anos depois. O Plano Bresser durou pouco e fracassou, entre outras coisas, simplesmente porque os empresários se anteciparam a um novo congelamento. O resultado foi a remarcação preventiva e a prática de esconder produtos com preços que poderiam subir.</p>
<p>Em janeiro de 1989 apareceram o Plano Verão e a moeda Cruzado Novo. O verão nem bem terminou e o plano foi considerado um fracasso. Naquele ano, a inflação batia 40% ao mês, chegando a 55% no último mês do ano. O período merece um destaque especial no livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Dar calote era um grande negócio. Vários pequenos e médios empresários deixavam títulos irem a protesto. Assim ganhavam tempo. Nunca, como naquela época, tempo foi igual a dinheiro. Quando quitavam a dívida no cartório, semanas depois, podiam pagar sem correção monetária. Um excelente negócio para quem devia&#8221;</p></blockquote>
<p>O ano de 1989 terminou com uma inflação de 1.782%. O alho subiu 3.471%; O azeite, 3.400%. Em 1990 viria Collor, tão conhecido por permitir a abertura econômica do país (renegociação da dívida externa e início de privatizações), mas também como sendo o &#8220;caçador da poupança&#8221;. Seu plano congelou as aplicações de muitos brasileiros e colocou diante da nação uma equipe econômica fraca e despreparada.</p>
<blockquote><p>&#8220;Apesar de a economia ter ficado em estado de coma com o ippon dado por aquele plano amalucado, apesar do imediato colapso do consumo, a inflação sobreviveu ao golpe, provando que a economia é terreno de intervenções elegantes e não de grosserias como aquela. Naquele 1990, o país teve a pior recessão da sua história&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Mudanças estruturais entraram em pauta</strong><br />
Todos os planos entremearam mudanças mais profundas, que foram realizadas pouco a pouco. A profissionalização da gestão monetária foi um dos passos, com a instituição do Banco Central (função antes a cargo do Banco do Brasil). O aspecto administrativo também passou por mudanças, contando a criação de um orçamento unificado e um sistema bancário mais inteligente (sem a conta-movimento).</p>
<p>A abertura econômica, e a consequente concorrência dos produtos brasileiros com os importados, também teve papel fundamental na modernização de nossas bases econômicas. Vivemos por muito tempo com incentivos sem contrapartida, ou seja, dinheiro público muito fácil e sem exigências de qualidade e retorno ao cidadão. Neste sentido, o Plano Collor foi um divisor de águas. Miriam aborda profundamente a questão em <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Pela falta de competição de importados, os produtores locais sabiam que podiam combinar preços e baixar qualidade. O consumidor nada podia contra esses efeitos da economia. A inflação crônica tinha várias raízes, mas uma, sem dúvida, era o fechamento da economia à competição externa&#8221;</p></blockquote>
<p>Sobre a privatização, Miriam também é enfática:</p>
<blockquote><p>&#8220;O Brasil começou naquele tempo a desmontar um Estado que se agigantou em áreas onde o melhor é ter o setor privado com boa regulação e boa defesa da concorrência. O desmonte foi mostrando o quanto as estatais eram onerosas, cabides para os políticos, e como a descuidada administração produziu déficits, pagos por todos os brasileiros&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>O Plano Real</strong><br />
Depois da forçada saída de Collor do poder, Itamar Franco assumiu o país e, por indicação de Roberto Freire, trouxe Fernando Henrique Cardoso para o Ministério da Fazenda &#8211; até então ele ocupava a pasta de Relações Exteriores. FHC fora o quarto ministro de Itamar para a Fazenda e aquele que deu os primeiros passos rumo ao Plano Real. A inflação em 1993 fora de mais de 1000% ao ano e era hora de fazer alguma coisa.</p>
<p>Fernando Henrique, então Ministro da Fazenda, assustou-se com a falta de informações e controle econômico do governo. Montou uma equipe multidisciplinar e passou a elaborar o que viria a ser o Plano Real. Participavam das reuniões e definições profissionais como Pedro Malan, Edmar Bacha, Persio Arida, Gustavo Franco, André Lara Resende e Clóvis Carvalho, entre outros.</p>
<p>O sucesso do plano dependia, em grande parte, da atuação do governo diante da população. A adoção da Unidade Real de Valor (URV) como padrão monetário facilitou a transição, que começou em fevereiro de 1994. Em março, FHC lançou-se candidato à Presidência da República. O Plano Real foi oficialmente lançado em 1º de julho de 1994.</p>
<blockquote><p>&#8220;As estatísticas do IBGE registram o tamanho da saga brasileira: nos 15 anos anteriores ao Plano Real (jan/1980 a dez/1994), a inflação acumulada foi de 13.342.346.717.617,70%, em resumo, 13 trilhões e 342 bilhões por cento. Nos 15 anos posteriores ao Real (jan/1995 a dez/2009), a inflação acumulada foi de 196,87%&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Turbulências de um país que rumava para a estabilidade econômica</strong><br />
Os anos que se seguiram à adoção do Plano Real mostraram-se desafiadores. O controle da inflação exigiu correções de rumo importantes, mas que mexeram com diversos aspectos da nossa economia. Os bancos sofreram com problemas de falta de transparência e gestão (muitos &#8220;viviam&#8221; da inflação) e viveram anos complicados. Três dos dez maiores bancos brasileiros quebraram (ao todo, 30 bancos sumiram). Outros foram reestruturados, capitalizados e vendidos.</p>
<p>Dos 300 bancos, 100 sofreram algum tipo de intervenção do Proer. A crise bancária gerou aprendizado e deu origem ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma entidade privada, administrada pelos bancos, e capitalizada com uma fração dos depósitos bancários. A entidade hoje garante até R$ 70 mil por CPF em caso de quebras bancárias.</p>
<p>O ano de 1996 foi marcado por voltar a ter uma inflação de apenas um dígito, fato não ocorrido em quarenta anos. Desde então surgiram problemas com o câmbio, que era alvo de desavenças no governo. Alguns defendiam a livre flutuação da moeda, enquanto outros eram contra. O câmbio fixo havia contribuído para segurar a inflação, mas o calote russo em 1998 e o clima político do início do segundo mandato de FHC aceleraram o funcionamento do câmbio flutuante.</p>
<p>Armínio Fraga assumiu o Banco Central e enfrentou a crise de 1999 liberando o câmbio, criando o sistema de metas de inflação e propondo um ajuste fiscal inteligente. Fraga recuperou a credibilidade brasileira no exterior e colocou em prática a tão sonhada autonomia do Banco Central.</p>
<p><strong>Lula lá!</strong><br />
As Eleições de 2002 foram marcadas pelo temor do mercado. Como diz Miriam em <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a>, era preciso que <em>&#8220;a moeda sobrevivesse à transição política&#8221;</em>. Apesar de membros do PT apelidarem o Plano Real de &#8220;plano eleitoreiro&#8221;, Lula decidiu focar seus esforços em manter a política econômica e melhorá-la. As mudanças recentes mostram que o caminho da economia estável precisa ser mantido e defendido.</p>
<p><strong>Avaliação final</strong><br />
O livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a> é um livro muito gostoso de ler. Aprender mais sobre nosso país é dever de cada cidadão, especialmente sobre tudo aquilo que vivemos e passamos para finalmente conquistar melhoras e poder usufruí-las. O Brasil de hoje é muito diferente daquele que originou o Plano Real. É ainda mais diferente daquele que deu os primeiros passos rumo à democracia. Aprendemos muito, mas ainda há muito que fazer. Sobre o livro, opino:</p>
<ul>
<li>Linguagem e narrativa: <strong>9</strong></li>
<li>Exemplos práticos: <strong>9,5</strong></li>
<li>Temas abordados: <strong>9,5</strong></li>
<li>Preço: <strong>8</strong></li>
<li>Custo/Benefício: <strong>9</strong></li>
</ul>
<p>Você deve ter ficado bastante curioso com a breve história comentada nesta resenha. Pois saiba que <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a> reserva detalhes ainda mais especiais sobre nossa caminhada rumo à estabilização da moeda. Miriam Leitão é uma especialista em jornalismo cidadão e aborda com inteligência e muitos exemplos cada etapa dessa travessia. O quanto sofremos está bem detalhado no livro; mas o quanto aprendemos e mudamos também. Leitura recomendada especialmente para os mais jovens!</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Plano Real: passado e futuro de um país em crescimento</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 00:39:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje o Brasil comemora 15 anos de adoção do Plano Real. O artigo de hoje é um convite para uma reflexão sobre os desafios que o país enfrentou desde a adoção do plano e também um incentivo para buscarmos entender melhor onde poderemos chegar nos próximos anos. É verdade que é muito fácil enumerar os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/07/dinheirama_plano_real_futuro.jpg" alt="Plano Real: passado e futuro de um país em crescimento" hspace="2" vspace="2" align="left" />Hoje o Brasil comemora 15 anos de adoção do Plano Real. O artigo de hoje é um convite para uma reflexão sobre os desafios que o país enfrentou desde a adoção do plano e também um incentivo para buscarmos entender melhor onde poderemos chegar nos próximos anos. É verdade que é muito fácil enumerar os enormes avanços surgidos a partir da chegada do Plano Real e da manutenção da política econômica durante os governos FHC e Lula.</p>
<p>O rigor fiscal, a adoção do sistema de metas de inflação, o cambio flutuante e os juros &#8211; que nos últimos 8 anos começaram a cair de forma gradual -, transformaram e modificaram a estrutura do país, acostumado anteriormente a diversos planos (econômicos) salvadores e constantes mudanças no comando do Banco Central e nos ministérios ligados á área econômica.</p>
<p>As mudanças que colocaram o país na rota de ouro de grandes transformações mudaram também o perfil da população. A inflação sobre controle mudou a tradição de uma economia em rota de colisão com o trabalhador &#8211; que via, especialmente durante as décadas de 80 e 90, sua renda totalmente comprometida e desvalorizada no final do mês, quando os preços variavam do dia para noite. Época em que <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aXJfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">investir<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> era um desafio.</p>
<p><span id="more-2517"></span>As boas novas criaram um país mais competitivo, mas ainda longe do que se considera internacionalmente ideal. Cabe lembrar que a própria população ainda não desenvolveu o planejamento financeiro, atividade que se tornou possível com o controle inflacionário.</p>
<p><strong>Uma nova mudança surge no campo dos investimentos</strong><br />
 A taxa básica de juros da economia, conhecida como Selic, está no <a title="Investidores de olho na Selic: poupança ganha adeptos" href="http://dinheirama.com/blog/2009/06/18/investidores-de-olho-na-selic-poupanca-ganha-adeptos/">patamar mais baixo de sua história</a>: <strong>9,25% ao ano</strong>. Os investidores, que antes tinham rentabilidade de dois dígitos garantida, começam a perceber que precisarão “navegar por outros mares”.</p>
<p>A bolsa de valores, que desde 2002 desenvolve um projeto de popularização dos <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, foi responsável pelo surgimento de muitos milionários. No fim de 2008, as ações trouxeram também grandes perdas, causadas, em muitos casos, pela falta de conhecimento da sistemática do mercado. O estopim para a histeria se deu logo após a quebra de um dos maiores bancos de Investimento dos EUA, o <strong>Lehman Brothers</strong>.</p>
<p>Desde a adoção do Plano Real, o mundo atravessou algumas crises econômicas, como as crises russa, asiática, do México e da Argentina. Em todas, os efeitos ao país foram significativos, onde a desvalorização da moeda e o aumento da taxa de juros (para reter os dólares) eram as únicas saídas.</p>
<p><strong>Comemoremos!</strong><br />
Via de regra, o país recorria ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para empréstimos. Hoje a situação se inverteu: <a title="Brasil empresta dinheiro ao FMI e derruba Taxa Selic" href="http://dinheirama.com/blog/2009/06/11/brasil-empresta-dinheiro-ao-fmi-e-derruba-taxa-selic/">somos credores do fundo</a>. Felizmente, na maior de todas as crises &#8211; a que atualmente atravessamos &#8211; o país conseguiu se sair bem. É surreal imaginar que não teríamos desdobramentos, mas a robustez interna de um país que acabara de receber o grau de investimento possibilitou uma travessia mais amena pelos momentos difíceis.</p>
<p>Outro item a comemorar foi o surgimento de grandes empresas e grupos no país. Empresas brasileiras que se tornaram presentes no mundo todo e reconhecidas pela sua alta competitividade. É bem verdade que nesse tempo muitas multinacionais desembarcaram em nosso país, mudando a cara e o sotaque de muitos setores.</p>
<p>Estatais que eram verdadeiros elefantes brancos tiveram que se adaptar a uma economia que crescia em ritmo frenético, com grande déficit de serviços. Quem se lembra das antigas companhias telefônicas de 15 anos atrás? Pois é, imaginar como serão os próximos 15 anos é um exercício extremamente difícil, pois o mundo passa por mudanças importantes. E a velocidade das mudanças espanta.</p>
<p>Os chamados países desenvolvidos hoje são obrigados a conviver com as demais nações de igual para igual. A tendência é ver o nível de dependência das antigas nações ricas aumentar.  São os países em desenvolvimento que possuem os <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbythJUU3JUY1ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">mercados<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> com espaço para crescimento de serviços, mais capacidade de produção e industrial. Mais cedo ou mais tarde, o protecionismo perderá espaço, afinal não se pode tapar o sol com a peneira &#8211; ao menos não por muito tempo.</p>
<p>Isso nos lembra a maior potência em desenvolvimento mundial: a China. Um gigante que acordou e ditará a forma com que o mundo irá crescer nos próximos anos. Felizmente, já há algum tempo o Brasil optou em firmar relações comerciais de peso com o gigante oriental.</p>
<p><strong>Desafios para o Brasil</strong><br />
É claro que existem muitos passos que o Brasil ainda precisa dar:</p>
<ul>
<li>A dívida interna é um obstáculo importante;</li>
<li>A legislação trabalhista e previdenciária precisa ser revista para que o país possa definitivamente ser considerado um player importante no cenário internacional;</li>
<li>O país precisa investir (muito) em educação para criar mão-de-obra capacitada e com alto desempenho. O país possui emprego, mas falta mão-de-obra.</li>
</ul>
<p>Esses são, certamente, alguns dos desafios que precisaremos enfrentar nos próximos 15 anos. O importante é olhar para a frente sabendo que muito já foi feito. Tudo para motivar as novas gerações, que percebem que não existe objetivo inatingível. A inflação, quase considerado um fantasma invencível, hoje é só mais uma lembrança triste que ficou para trás. Pra frente Brasil!</p>
<p>&#8212;&#8212;<strong><br />
Ricardo Pereira </strong>é educador financeiro e palestrante, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do <em>Dinheirama</em>.</p>
<p>▪ <a title="Perfil de Ricardo Pereira" href="http://dinheirama.com/blog/ricardo">Quem é Ricardo Pereira?</a><br />
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<p>Crédito da foto para <a title="Foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu/" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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