Outubro vermelho, o dólar e o hedge cambial
Publicado por Conrado Navarro em 04.11.2008 na seção Finanças Pessoais
Daniel comenta: “Navarro, certa vez li um artigo sobre diversificação que falava sobre o uso de moedas estrangeiras - por exemplo, o dólar - para assegurar menor perda de patrimônio durante processos de crise, como o que vivemos atualmente. A informação procede? Pode dar sua opinião a respeito, aproveitando o momento de instabilidade e usando alguns dados para que possamos compreender melhor a questão? Imagino que a valorização da moeda “compense” certas quedas em outras aplicações. É por ai? Obrigado”.
Antes de comentar a prática de proteção do patrimônio através do dólar (sim, porque ele ainda é o centro das atenções), permita-me registrar algo relevante: outubro se foi! Ufa. Mês de fortíssimas oscilações, outubro terminou com um saldo bastante complicado para o mercado de ações - o que, como sempre dissemos, também representou oportunidades de investimento no longo prazo.
Aplicações financeiras, como estamos?
Um breve parecer sobre a evolução das aplicações, publicado ontem no jornal Valor Econômico, mostra como outubro realmente foi marcante neste ano:
- Até 31/10, o Ibovespa registrava rentabilidade de -41,68%. Do total acumulado, quase 25% vieram do mês passado;
- Fundos de ações, de modo geral, transitavam em retornos acumulados da ordem de -50%, sendo outubro o mês responsável por queda próxima de 35% (até 42% em alguns casos);
- Os fundos multimercado com renda variável acumulam alta de 1,59% no ano. No entanto, a queda em outubro foi de expressivos 2,55%;
- Os fundos multimercado sem renda variável se sustentam melhor, com alta de 8,96% no ano;
- A poupança acumula 6,43% de ganhos, enquanto os fundos de renda fixa e referenciados DI ficam próximos de 9,6%;






















