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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; governo</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; governo</title>
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		<title>Sustentabilidade: insistimos em aperfeiçoar uma roda quadrada?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/05/24/sustentabilidade-insistimos-em-aperfeicoar-uma-roda-quadrada/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 May 2012 14:14:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A sustentabilidade é pra valer ou apenas continuamos a viver o extrativismo nômade da antiguidade, agora com um nome mais atual? Como lidamos com a atual estrutura de poder?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Sustentabilidade: insistimos em aperfeiçoar uma roda quadrada?" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/05/dinheirama_post_sustentabilidade_insistimos_aperfeicoar_roda_quadrada.jpg" alt="Sustentabilidade: insistimos em aperfeiçoar uma roda quadrada?" align="left" hspace="2" vspace="2" />A memória extrativista nômade, legado de nossos ancestrais mais longínquos, perpetuada durante toda a Antiguidade e <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/SWRhZGUrTSVFOWRpYV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">Idade Média<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e remodelada durante a Idade Moderna continua a exercer uma forte influência sobre as relações de poder e o modo de produção vigentes. Se por um lado nossa supremacia como espécie foi viabilizada pelo extrativismo nômade por milhares de anos, hoje ele representa o maior obstáculo à continuidade da nossa espécie.</p>
<p>Apesar de, historicamente, não sermos mais considerados extrativistas nômades desde o Período Neolítico (8.000 A.C. – 4.000 A.C.), essa característica vem nos acompanhando desde o aparecimento do Homem sobre a Terra. Buscamos os recursos (naturais, gente, dinheiro), os usamos até a exaustão e partimos para novos lugares (regiões, mercados, instituições).</p>
<p>Assim como o Homem extrativista nômade do Período Pré-Histórico era basicamente um coletor, durante a Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna e Contemporânea, os grandes centros de poder também funcionaram e funcionam até hoje como grandes coletores.</p>
<p><span id="more-7646"></span>Sim, esses centros eram fixos, como foi o caso do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/SW1wJUU5cmlvK1JvbWFub18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-64">Império Romano<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, mas seus braços se estendiam sobre outras regiões para subjugá-las e extrair (sem repor) todo o tipo de riqueza que essas regiões poderiam oferecer: minerais, mão de obra, capital, recursos naturais e etc. E, quando uma dessas regiões era totalmente exaurida, esses braços se mudavam para outras regiões – daí o conceito de nomadismo.</p>
<p><strong>Somos assim?</strong><br />
O extrativismo nômade assumiu várias formas durante todos esses anos: Imperialismo, Colonialismo, Globalização. Talvez um grande exemplo de extrativismo nômade que podemos observar atualmente aqui no nosso país é esse interesse “súbito”, principalmente por parte das instituições financeiras, pelas classes C e D, ou até mesmo o pré-sal.</p>
<p>O grande problema do extrativismo nômade é, como o próprio nome diz, a extração sem a devida reposição, o que gera o esgotamento de um recurso, de um povo, de um grupo, para saciar a fome de poder ou recursos de um ente maior – que, ao perceber esse esgotamento, redireciona a sua atenção e esforços para outros lugares (ou pessoas) que possam ser igualmente explorados.</p>
<p><strong>A expectativa de vida aumenta os perigos da exploração!</strong><br />
A questão é que agora temos “um tal de longo prazo” que afeta diretamente essa equação extrair/esgotar/redirecionar. Nos últimos 200 anos, ganhamos um excedente de vida de impressionantes 30 anos. A curva de expectativa de vida humana é algo que se manteve praticamente estável até o final da Antiguidade, quando vivíamos em torno de 20 anos. Durante toda a Idade Média chegávamos aos 30, 35 anos.</p>
<p>E, de repente, a partir do século XIX essa curva entra numa ascendente vertiginosa, chegando hoje aos 75 anos. Se fôssemos traçar uma curva de tendência, hoje estaríamos vivendo em torno de 45 anos – e neste caso, caro leitor, eu não estaria escrevendo esse artigo, primeiro porque não estaríamos enfrentando o desafio que me levou a escrever o artigo e segundo porque eu provavelmente já “não estaria mais aqui”.</p>
<p><strong>Onde isso vai nos levar?</strong><br />
Embasamos toda a nossa evolução no princípio de uma espécie de roda quadrada. E sinto que todo esse movimento em torno do tema <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/c3VzdGVudGFiaWxpZGFkZV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-64">sustentabilidade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que vemos hoje parece ter como objetivo aperfeiçoar a “quadradice” dessa roda para que o nosso trajeto seja mais suave.</p>
<p>Do meu ponto de vista, é urgente abandonar essa memória e sair questionando e quebrando todos os paradigmas que envolvem o modo de produção e as relações de poder vigentes para então começar a vislumbrar a possibilidade de se construir uma roda redonda. Essa sim, apropriada e adequada para dar continuidade ao nosso trajeto como espécie.</p>
<p>Gostaria de saber sua opinião sobre o tema. Como você vê a “evolução” das relações de poder, o capitalismo, a globalização e essa insistência nos mesmos modelos de extrativismo nômade de nossos ancestrais? Sente que algo precisa mudar? Use o espaço de comentários abaixo para alimentar a discussão. Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</b>.<br>

Economista com foco em Psicologia Econômica. Atuou na área de Educação durante 12 anos e é autora dos blogs Meu Ipê Amarelo, um blog que fala de infância e educação, e Blogrup-on, um blog informativo sobre compras coletivas.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>As mudanças na rentabilidade da caderneta de poupança afetam sua vida?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/05/07/as-mudancas-na-rentabilidade-da-caderneta-de-poupanca-afetam-sua-vida/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 17:07:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poupança]]></category>
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		<description><![CDATA[Entenda as mudanças na rentabilidade da caderneta de poupança e como elas afetam sua vida. A poupança continua melhor que fundos DI e renda fixa com alta taxa de administração.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="As mudanças na rentabilidade da caderneta de poupança afetam sua vida?" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/05/dinheirama_post_as_mudancas_rentabilidade_caderneta_poupanca_afetam_sua_vida.jpg" alt="As mudanças na rentabilidade da caderneta de poupança afetam sua vida?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Thiago</strong> comenta: <em>&#8220;Navarro, os juros estão caindo, o governo finalmente mexeu na rentabilidade da caderneta de poupança e o crédito ficou mais barato. Como o pequeno investidor deve encarar esta realidade? Onde aplicar nosso dinheiro para garantir melhores retornos? A poupança continuará atraente? Em que situações? Obrigado&#8221;</em>.</p>
<p>Até pouco tempo atrás, coisa de uns 10 anos, investir no Brasil era relativamente simples. Bastava aplicar seu dinheiro em produtos de renda fixa, geralmente fundos conservadores oferecidos pelos bancos, e esperar pela virada do ano. Ao final de 2002, a Taxa Selic estava em 21%. Apesar da alta da inflação na mesma época (IPCA foi de 12,5%), era possível ganhar pelo menos 6% reais (sem impostos, taxas e descontada a inflação), ao ano, quase sem risco.</p>
<p>Em contrapartida, investir na poupança significava &#8220;perder&#8221; dinheiro. Em 2002, para ficarmos no mesmo exemplo de 10 anos atrás, a caderneta teve rentabilidade de 8,95%. Muito, mas pouco, já que a rentabilidade real, usando a inflação como parâmetro, foi negativa. O <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Z2FuaGFyK2RpbmhlaXJvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-64">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> encareceu 12,5% (IPCA) e a poupança rendeu 8,95%, logo o dinheiro guardado &#8220;valia&#8221; ao final 3,55% menos.</p>
<p><span id="more-7584"></span><strong>A situação mudou!</strong><br />
Os juros básicos da economia (Selic) foram caindo, em um movimento iniciado com mais ímpeto na gestão de Henrique Meirelles (governo Lula) e seguido com ainda mais vigor pelo escolhido de Dilma, Alexandre Tombini. O <a title="Veja o histórico da queda de juros" href="http://www.bcb.gov.br/?COPOMJUROS" target="_blank">histórico da queda dos juros impressiona</a>: saímos do patamar de 30% em maio de 1998 para os atuais 9% em maio de 2012.</p>
<p>Com os juros em 9% ao ano, a rentabilidade da poupança (0,5% ao mês mais a variação da TR &#8211; Taxa Referencial) passa a ser muito interessante. Sem incidência de Imposto de Renda (IR) e taxas, ela já se equipara à rentabilidade líquida (descontado IR e taxa de administração) de muitos fundos de renda fixa tradicionais. No artigo <a title="Clique para ler o artigo" href="http://dinheirama.com/blog/2012/04/26/o-que-fazer-como-aproveitar-e-o-que-evitar-com-a-queda-dos-juros/" target="_blank">&#8220;O que fazer, como aproveitar e o que evitar com a queda dos juros&#8221;</a> abordo a questão dos juros bancários.</p>
<p>Diante deste cenário, muitos leitores enviaram questões relacionadas aos seus investimentos, às mudanças na caderneta de poupança e suas decisões financeiras daqui em diante. Aproveitarei este artigo para tentar responder algumas delas.</p>
<p><strong>Quais foram as mudanças anunciadas para a caderneta de poupança? Elas já estão em vigor?</strong><br />
Para poupanças abertas a partir de 04/05/2012, haverá um <a title="Leia mais sobre as mudanças na poupança" href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,governo-cria-gatilho-que-reduz-o-rendimento-da-caderneta-de-poupanca,o,governo-cria-gatilho-que-reduz-o-rendimento-da-caderneta-de-poupanca-,868450,0.htm" target="_blank">gatilho que diminuirá o retorno da poupança</a>. Quando a taxa de juros fixada pelo Banco Central, a Selic, for igual ou inferior a 8,5% ao ano, o rendimento dos novos depósitos será igual a 70% da Selic mais a variação da TR. Se a Selic voltar a subir e ultrapassar o patamar de 8,5% a.a., a regra antiga da poupança será usada para corrigir os valores depositados.</p>
<p><strong>Por que mexer no retorno da caderneta de poupança?</strong><br />
Imagine os juros (Selic) em 7% e a caderneta de poupança rendendo os mesmos 6% garantidos todo ano. A rentabilidade real de muitos produtos de renda fixa ficaria muito abaixo da caderneta, podendo levar investidores a migrar seus investimentos. Isso traria o risco de o governo passar a ter dificuldades para vender títulos públicos, que são a base de fundos de renda fixa e servem para &#8220;financiar&#8221; o Estado.</p>
<p>Assim, a rentabilidade da poupança acabou se tornando o piso da taxa de juros. Ou seja, sem mudar o retorno da poupança não seria possível levar os juros para níveis menores que os 6% até então garantidos da caderneta. Esse problema já havia sido discutido no governo Lula, que considerou o tema &#8220;impopular&#8221;. Dessa vez, a mudança gerou uma <a title="Leia mais sobre a MP e sua aprovação" href="http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2012/05/04/interna_politica,292575/aprovacao-da-medida-provisoria-da-poupanca-nao-sera-facil-diz-braga.shtml" target="_blank">Medida Provisória (MP), que está na Câmara dos Deputados e requer aprovação</a>.</p>
<p><strong>Cadernetas de poupança já existentes serão afetadas?</strong><br />
Sim. De acordo com a MP apresentada, a partir de 04/05/2012, aportes feitos em contas-poupança já existentes também serão rentabilizados a partir da nova mudança proposta. Tenha em mente, portanto, que as novas regras valem para novas contas e novos aportes em contas já existentes.</p>
<p><strong>Então, apesar de ser a mesma caderneta, os depósitos serão identificados de acordo com a data e assim rentabilizados de forma diferente?</strong><br />
Isso mesmo. Os valores já depositados antes da entrada em vigor da &#8220;nova poupança&#8221; terão sua rentabilidade mantida de acordo com as regras antigas. Novos aportes, porém, sofrerão ação do gatilho de 8,5% da Selic.</p>
<p><strong>Mas, como o banco vai distinguir o que é depósito novo e o que é depósito antigo?</strong><br />
Segundo o Banco Central, o banco será obrigado a apresentar ao poupador, em separado, o saldo da caderneta que está sob as regras antigas. Essa informação será apresentada nas consultas aos terminais de atendimento e no extrato bancário. Na prática, você terá dois saldos referentes à caderneta de poupança.</p>
<p><strong>E o que acontecerá quando eu for sacar dinheiro da poupança? O total sacado será retirado do montante mais novo (dentro das novas regras) ou da poupança mais antiga?</strong><br />
Em caso de saque, o dinheiro vai sair primeiro da parte sob as regras novas. O dinheiro “antigo” só sai da conta se o dinheiro “novo” não for suficiente.</p>
<p><strong>Em caso de transferência de poupanças de mesma titularidade, será usada a nova regra da poupança?</strong><br />
Sim. A movimentação caracteriza um saque (da poupança de origem) e um depósito (na poupança destino), sendo considerada uma nova movimentação. Logo, o gatilho originado da nova regra passará a valer para esta transação.</p>
<p><strong>E no caso dos rendimentos de dinheiro considerado &#8220;antigo&#8221;, ou seja, de uma caderneta já existente antes da data da mudança?</strong><br />
Os rendimentos do dinheiro aplicado antes da nova regra serão considerados &#8220;dinheiro antigo&#8221;, ou seja, somar-se-ão ao montante investido antes da regra e seguirão rendendo pela regra antiga até que sejam utilizados.</p>
<p><strong>Há possibilidade da Taxa Selic cair abaixo de 8,5% e subir novamente dentro do mesmo mês, dificultando o cálculo da rentabilidade do dinheiro aplicado?</strong><br />
Não, pois as reuniões que definem essa taxa são realizadas a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom), inclusive com calendário já divulgado.</p>
<p><strong>Como o investidor deve encarar essa mudança na rentabilidade da poupança? Em que situações a caderneta será interessante?</strong><br />
A verdade é que o pequeno <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> não deve mudar muito sua concepção sobre o uso da caderneta de poupança. Para aplicações de curto prazo (até um ano), poupança para compra de bens à vista e fundo de reserva para emergências, a poupança continuará sendo uma excelente opção.</p>
<p>Vejamos alguns exemplos:</p>
<ul>
<li>Em caso de Selic a 8,5% ao ano, percentual que dispara o gatilho da poupança, fundos DI terão que oferecer taxas de administração menores que 1% ao ano para resgate em até um ano ou serão menos rentáveis que nova poupança. O mesmo acontece com CDBs (títulos privados) que paguem menos de 90% do CDI e operações com títulos públicos cujos custos sejam maiores que 0,5%;</li>
<li>Em caso de Selic a 8%, a rentabilidade da poupança (5,6%) praticamente empataria com de fundos de renda fixa com taxas de administração de 0,5% (5,7%) e ainda venceria CDBs que paguem menos de 96% do CDI.</li>
</ul>
<p><strong>Apesar da mudança, os investimentos feitos na caderneta de poupança renderão mais que outros produtos conservadores de curto prazo?</strong><br />
Por enquanto, sim! A diferença é que essa situação não acontecia com tanta frequência, o que exigirá dos bancos uma mudança de postura em relação aos custos envolvidos em seus fundos de renda fixa voltados para o pequeno poupador. Taxas inferiores a 1,5% terão que ser prática comum ou a poupança continuará sendo mais interessante. O mesmo vale para a rentabilidade dos títulos privados (CDB), que terão que remunerar melhor o investidor (pelo menos 95% do CDI). Você pode ver outras simulações <a title="Veja mais simulações" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1085518-novas-regras-da-poupanca-afetam-rendimentos-veja-simulacoes.shtml" target="_blank">clicando aqui</a>.</p>
<p><strong>Como sei quando vale a pena? O que devo levar em consideração?</strong><br />
Dois fatores merecem atenção: o Imposto de Renda &#8211; as alíquotas vão de 22,5% (resgate antes de seis meses) a 15% (após dois anos) do ganho &#8211; e custo do investimento &#8211; a taxa de administração no caso dos fundos e os custos operacionais (custódia e taxa de negociação) no caso da compra e venda de títulos públicos (Tesouro Direto).</p>
<p>Uma referência geral pode ser útil: para Selic entre 8% e 10% (situação esperada para 2012), fundos de renda fixa só serão tão ou mais interessantes que a poupança se oferecerem taxa de administração máxima de 1,5% (prazo acima de dois anos) e 1% (prazo de até um ano). Para os CDBs, só se oferecerem pelo menos 95% do CDI. A verdade é que <a title="Leia mais e veja outras simulações" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1086533-r-100-bilhoes-em-fundos-vao-perder-para-a-nova-poupanca.shtml" target="_blank">muitos fundos perderão para a poupança</a> se não mudarem suas taxas.</p>
<p><strong>Ora, então a mudança da poupança pode ser considerada uma boa notícia?</strong><br />
Sim. Ao ser anunciada a medida, percebi que muitos brasileiros ficaram inquietos, alguns até preocupados. Primeiro, não há razão para pânico, afinal não se trata de confisco ou coisa parecida &#8211; felizmente, isso é passado. Segundo, muita calma com o discurso <em>&#8220;eles querem tirar dos pobres e não dos ricos&#8221;</em>, já que não é possível ser uma potência econômica e criar melhores condições para os negócios (empreendedores, concessão de crédito, expansão comercial etc.) com juros elevados.</p>
<p>Além disso, uma aplicação cujo retorno esteja sempre acima dos juros básicos, de forma garantida, geraria distorções no trânsito de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e, consequentemente, na economia. Ninguém compraria títulos públicos se a caderneta desse mais retorno (e sem taxas e impostos), certo? Sem vender seus papéis, o governo perderia sua capacidade de investir e rolar sua dívida, além do que haveriam recursos em excesso para o financiamento imobiliário (65% dos depósitos na poupança devem ser usados para este fim) e escassez para outras coisas.</p>
<p>O cenário &#8220;deixa como está&#8221; seria bem pior, acredite. Assim, mexer na rentabilidade da caderneta de poupança era essencial para permitir a queda de nossos juros reais, desonerando assim o custo do capital. A consequência mais perigosa ainda continua sendo a inflação, que por enquanto está sob controle, mas assusta economistas no que diz respeito ao ano de 2013. Até lá, façamos todos nossa lição de casa: ler sobre o tema e sobre as possibilidades de fazer render nosso dinheiro. Estamos juntos nessa.</p>
<p>Ajude-nos a compartilhar estas novidades e participe da discussão. Deixe seus comentários no espaço abaixo e siga-nos no Twitter &#8211; <strong><a title="Siga o @Dinheirama" href="http://www.twitter.com/Dinheirama" target="_blank">@Dinheirama</a></strong> &#8211; e Facebook &#8211; <a title="Siga o Dinheirama" href="http://www.facebook.com/dinheirama" target="_blank">www.facebook.com/dinheirama</a>. Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

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		<title>Nacionalismo latino-americano, uma história sonolenta e assustadora</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/05/02/nacionalismo-latino-americano-uma-historia-sonolenta-e-assustadora/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 22:20:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
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		<description><![CDATA[O nacionalismo latino-americano, sempre acompanhado de populismo e medidas questionáveis, atinge novamente a Argentina. A nacionalização da YPF traz à tona o jeito "choramingão" de ser dos latinos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Nacionalismo latino-americano, uma história sonolenta e assustadora" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/05/dinheirama_post_nacionalismo_latino_americano_historia_sonolenta_assustadora.jpg" alt="Nacionalismo latino-americano, uma história sonolenta e assustadora" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, é antiga a tradição que evoca o nacionalismo latino-americano, sempre estridente, sempre provocado pela sensível e melindrosa vitimização &#8211; aquela velha e aparentemente lucrativa ladainha do eterno expropriado, explorado, vilipendiado. Em resumo, uma retórica tão antiga e chata como as velhas histórias dos bandoleiros de chapelão na cabeça e vasto bigode, onde a agressividade convive pateticamente com a ingenuidade típica de um emotivo patológico.</p>
<p>Tudo sempre muito trágico, com muitas lágrimas, sofrimento, grande perdas, gritos de bravura e berros de bravata. Um cenário sempre previsível – e claro, terrivelmente estigmatizante. No entanto, convenhamos, os fatos são os fatos.</p>
<p><strong>Governos de novela?</strong><br />
Fico aqui imaginando a alegria que os funcionários (e seus familiares) da embaixada brasileira sentiam ao escutar, madrugada adentro, segundo contam alguns veículos de imprensa que acompanharam o episódio, <a title="Leia mais" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u671281.shtml" target="_blank">as cantorias e violas do presidente deposto de Honduras</a>, Manuel Zelaya.</p>
<p><span id="more-7571"></span>Refugiado em nossa representação diplomática em 2009, Zelaya encarnava o típico caudilho latino-americano colocado à forra por gente apavorada com os desdobramentos de sua condução política-econômica. Não vou tomar partido sobre o assunto, se deveria ou não ser deposto, mas posso imaginar a alegria sem fim em escutá-lo cantando e tocando violão com suas trovas bolivarianas.</p>
<p><strong>A vez dos hermanos. De novo!</strong><br />
De fato, um conjunto de cenas e cenários sempre permeados por muita música. Porém, de tempos em tempos os personagens decidem trocar o disco. Desta vez, parece que o tango vai tocar.</p>
<p>A mesma trilha sonora da guerra que nos anos 80 estremeceu o continente – popularmente conhecida como “A Guerra das Malvinas”, travada entre a Argentina e o Reino Unido –, hoje toca embalando não apenas a retomada das hostilidades com o antigo desafeto, mas também trocando grossas farpas com o ocidente circunstancialmente na berlinda, <a title="Leia mais" href="http://www.dci.com.br/argentina-estatiza-ypf-por-reduzir-investimento-id290296.html" target="_blank">estatizando a petroleira espanhola YPF</a> e desrespeitando contratos internacionais.</p>
<p>Um processo abrasivo que traz consigo um encadeamento de consequências pouco estimulantes. O fato é que nosso vizinho necessita de investimentos, e sabemos como os investidores ficam assustados com comportamentos assim. Mas, independentemente disso, a popularidade da mandatária parece não ceder, alcançando bons patamares.</p>
<p>Ao que tudo indica, a nacionalização de empresas estrangeiras é mais importante para o grupo político vigente do que qualquer outra coisa. Um triste repertório para uma nação que nos anos 40 e 50 <a title="Leia mais sobre a decadência da Argentina" href="http://www.espacoacademico.com.br/009/09bertonha.htm" target="_blank">despontava como uma futura grande potência</a>, na época absolutamente destacada do lamaçal latino.</p>
<p><strong>Que tal trabalhar ao invés de se lamentar?</strong><br />
Mas a tristeza maior se origina de um contexto mais amplo, repleto de bravatas contraproducentes, “choramingos” contra os ianques maldosos e suplicas por reconhecimento da própria história.</p>
<p>Mais do que isso, com ou sem tango, a realidade convenientemente esquecida é a de que grandes nações, fortes e reconhecidas, são constituídas por vigoroso trabalho, incentivos e fértil ambiente ao empreendedorismo, investimento maciço em educação, ciência e inovação, tributação equilibrada, mas, sobretudo, por um modelo governamental servidor, preocupado em ser eficiente e prestar contas ao invés de “chorar as pitangas”.</p>
<p>Até o próximo “hasta la vista”. Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Emprego e renda, uma relação linear? Estados Unidos mostram que não!</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/04/30/emprego-e-renda-uma-relacao-linear-estados-unidos-mostram-que-nao/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 18:30:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Rizzo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Dados recentes da economia dos Estados Unidos mostram que a Lei de Okun, sobre relação linear entre emprego e renda, foi novamente quebrada. Entenda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Emprego e renda, uma relação linear? Estados Unidos mostram que não!" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/04/dinheirama_post_emprego_renda_relacao_linear_EUA_mostram_nao.jpg" alt="Emprego e renda, uma relação linear? Estados Unidos mostram que não!" align="left" hspace="2" vspace="2" />Dados iniciais de 2012 indicam descasamento dessas variáveis nos EUA. Entenda os porquês. Se um dia, seu pai chegar em casa com o paletó molhado, a princípio, você não saberá o que de fato ocorreu. Mas, após uma rápida olhada na janela, você nota que está chovendo. Pronto. Isso já é suficiente para você se sentir confortável na compreensão (mesmo que teórica) do que acabara de ocorrer.</p>
<p>Os dois dados (paletó molhado e chuva) são analisados de forma a estabelecer uma relação de causa e efeito. Faz parte da <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bmF0dXJlemFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">natureza<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> humana relacionar dados, estabelecer uma razão entre eles e tirar conclusões. Agir assim nos ajuda a compreender o mundo que nos cerca e a isso convencionou-se chamar de o uso da razão, ou simplesmente, racionalidade.</p>
<p>Na macroeconomia, existem duas variáveis que costumeiramente se relacionam de forma tão harmônica como chuva e paletó molhado: Emprego e Renda (PIB). Pode até parecer óbvio dizer que quando a renda aumenta, o nível geral de emprego também sobe, assim como em fases de recessão, o desemprego cresce.</p>
<p><span id="more-7563"></span>Essa relação positivamente linear entre Emprego e Renda foi muito bem exposta pelo economista americano <strong>Arthur Okun</strong> no início dos anos 60, que acabou por dar seu nome a uma lei mercadológica, a <a title="Conheça mais sobre a Lei de Okun" href="http://migre.me/8Tzrw" target="_blank">Lei de Okun</a>. Porém, como em toda lei, existem aqueles que não a respeitam.</p>
<p>Nos últimos dois trimestres, o “criminoso” em questão é um velho conhecido, inclusive reincidente: os EUA. No atual ciclo econômico, os americanos deixaram de ser réus primários nos três trimestres entre julho de 2009 e março de 2010, quando o desemprego crescia mesmo no início de uma observável recuperação econômica.</p>
<p>Os EUA voltaram a quebrar a lei neste ano. Dados do primeiro trimestre de 2012 mostram um aumento significativo no nível geral de emprego, mas sem o devido (e esperado, conforme Okun) crescimento proporcional do PIB. O que teria ocorrido?</p>
<p>O fundamento essencial da lei em questão é que, com um maior nível geral de emprego, a demanda aumenta, gerando necessidade de uma <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cHJvZHUlRTclRTNvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">produção<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> ainda maior, o que estimula uma expansão econômica – que, por sua vez, aumenta o emprego e assim prossegue. Porém, há uma série de inter-relações que precisam ser exploradas para melhor compreender Emprego e Renda, e aqui cito três:</p>
<ul>
<li>A primeira delas é que a geração de renda não depende somente do nível de emprego em si (quantidade de pessoas empregadas), mas também da produtividade individual do trabalho;</li>
<li>A segunda é que o nível de emprego pode ser decomposto entre quantidade de pessoas empregadas e número de horas trabalhadas;</li>
<li>A terceira é que o nível de desemprego é uma razão entre quantidade de pessoas empregadas e tamanho da mão de obra.</li>
</ul>
<p>Desta forma, é possível quebrar a Lei de Okun através de um pequeno aumento (ou queda) do desemprego em um cenário de baixo (ou alto) crescimento econômico através de uma combinação de crescimento da produtividade, aumento nas horas trabalhadas e crescimento da massa de mão-de-obra.</p>
<p>Nos EUA, a questão das horas trabalhadas por empregado torna-se um ponto crucial. Apesar da economia estar usando um contingente maior de mão-de-obra, o número médio de horas trabalhadas tem sido reduzido nos últimos 40 anos. Em 2009 e 2010, porém, este número aumentou.</p>
<p>Isso explica os eventos de quebra da Lei de Okun em 2009/2010: aumento de desemprego em termos de número de pessoas empregadas, mas devido ao aumento da produtividade individual do trabalho, observou-se crescimento do PIB. Isso aconteceu porque, receosos de contratar mais funcionários, os empregadores passaram a pressionar o contingente existente, aumentando assim a sua produtividade individual. Naquele cenário, meses após a crise de 2008, essa parecia ser a solução mais sensata.</p>
<p>Em 2012, com o cenário econômico mais favorável (quando comparado a 2009), os empregadores não temeram mais contratações. Muito pelo contrário. Através de ações governamentais de incentivo a geração de emprego, as empresas contrataram fortemente. Mas, apesar do aumento do nível de emprego, a produtividade geral do trabalho caiu muito, e por isso o PIB não reagiu como deveria.</p>
<p>E quem paga a conta é o nível geral de salários. O Governo democrata de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/QmFyYWNrK09iYW1hXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">Barack Obama<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> dá indícios de que está satisfeito com essa escolha, afinal entende que em ano de eleição, o nível de emprego passa a importar mais que o PIB. Resta saber se a população concorda com o nível salarial mais baixo, consequência natural desta ação. O pleito de seis de novembro tirará esta dúvida.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Gustavo Rizzo</b>.<br>

Economista pela UNICAMP, tem MBA em Gestão do Risco pela FGV. Trabalha há 10 anos no mercado financeiro, com passagens por grandes instituicoes financeiras no Brasil, Holanda, Reino Unido e EUA. Atualmente trabalha com Investment Banking e análise econômico-financeira em Nova York.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Planejamento e negócios: meu reino por um mínimo de previsibilidade</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 17:02:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[O cenário econômico brasileiro, de mudanças paliativas e pouco duradouras, atrapalha o planejamento de negócios com potencial? Precisamos de reformas pra valer!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Planejamento e negócios: meu reino por um mínimo de previsibilidade" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/04/dinheirama_post_planejamento_negocios_meu_reino_pouco_previsibilidade.jpg" alt="Planejamento e negócios: meu reino por um mínimo de previsibilidade" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, sejamos francos, não é nada fácil planejar negócios e investimentos nesta terra varonil. De fato, não se trata de atividade fácil em nenhum lugar do mundo, mas é ainda mais complicado diante da dinâmica em que vivemos, com repentes, sustos recorrentes e mudanças repentinas e que insistem em se repetir.</p>
<p>A sugestão lúdica do título não vem por acaso. Ela sugere mais do que a importância que reputo ao processo de planejamento e prognóstico. Sugere a inviabilidade de um desenvolvimento que se sustente economicamente sem que se possa dispor de cenários projetáveis.</p>
<p><strong>O fato é que a rotina do universo empresarial brasileiro é a própria e contundente imprevisibilidade</strong>. Para o bem ou para o mal, as alterações e ajustes em medidas oficiais repentinas sem garantia de continuidade e sustentação atrapalham, e muito, o processo de planejamento. E, sem planejamento, não existe competitividade que resista ao tempo revolto.</p>
<p><span id="more-7527"></span>Digo para o bem, pois nos últimos anos uma série de medidas de desoneração tributária de orientação setorial foram implementadas, garantindo impacto direto na produção, nos lucros e no consequente consumo – o que pode ser bom para os negócios já estabelecidos e em linha com o modelo produtivo que perpetramos. Já é alguma coisa. Mas convenhamos, é apenas “alguma coisa”.</p>
<p>Tente, com esse cenário, sugerir o desenvolvimento de tecnologia própria sensível e de alta relevância, ou mesmo o desembolso privado em pesquisa e desenvolvimento em larga escala, sem que para isso seja necessário o insumo de recursos de um grande banco de fomento oficial – ou seja, bancado pelo setor privado, pura e simplesmente, na melhor tradição do bom capitalismo de mercado. Daria certo?</p>
<p>A resposta é clara e triste. Tais saltos de qualidade simplesmente não virão. Por um óbvio e plausível motivo: o retorno deste tipo de investimento ocorre depois de longos invernos e, para que isso se viabilize é necessário um prognóstico minimamente seguro. Em resumo, <strong>um risco alto demais</strong> para se criar produtos e invenções únicas em valor agregado, com potencial competitivo global.</p>
<p>Para reforçar, faço os seguintes questionamentos:</p>
<ul>
<li>Onde estão as indústrias genuinamente nacionais de automóveis?</li>
<li>E a similar para os eletroeletrônicos?</li>
<li>Qual foi a última grande invenção nacional no campo científico ou tecnológico com aplicação econômica direta?</li>
</ul>
<p>Entenda, caro leitor, que não se trata de pessimismo ou de ausência de crença na própria terra (e menos ainda de aversão às indústrias estrangeiras aqui instaladas via tecnologia importada, essas sempre bem vindas), mas de enfrentamento dos fatos. Trata-se da realidade ali do lado de fora da janela.</p>
<p><strong>Precisamos de ajustes e de reformas, sim, mas de caráter definitivo</strong>, beneficiando de uma vez por todas o processo produtivo e de geração de riqueza. O improviso pode apoiar circunstancialmente, mas como sabemos, não resolve o problema central. Basta de medidas que durem apenas um ou outro governo.</p>
<p>Você concorda? Tem visto melhoras, mas também acredita que temos muito a ser feito para o longo prazo? Deixe seu comentário no espaço abaixo. Obrigado e até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

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		<title>Economia mundial: continue dançando, a música ainda toca</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 17:07:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Rizzo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Medidas importantes ainda precisam ser implementadas para frear os problemas econômicos de países da Europa e do mundo. Enquanto isso, é preciso seguir atento!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Economia mundial: continue dançando, a música ainda toca" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/04/dinheirama_post_economia_mundial_continue_dancando_a_musica_ainda_toca.jpg" alt="Economia mundial: continue dançando, a música ainda toca" align="left" hspace="2" vspace="2" />Em se tratando de Economia, evita-se ao máximo falar de uninanimidade ou de conceitos aceitos por 100% dos agentes econômicos. Afinal, trata-se de uma ciência humana e, conforme <strong>Nélson Rodrigues</strong> já dizia em 1949, no livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/218483/?franq=247523" target="_blank">“A mulher que amou demais”</a>, toda unanimidade é burra.</p>
<p>No entanto, se é que existe um conceito plenamente aceito nas economias dos quatro cantos do planeta, este conceito é exatamente a idéia de que os mercados se movem e se comportam em conformidade com as suas propensões ao risco. O famoso apetite de risco. O maior apetite de risco determina para onde se vai e o quanto se avança (ou se retrai). A propensão ao risco ou apetite se alimenta de dois pratos principais. O primeiro é o acesso a liquidez, enquanto que o segundo é a recuperação econômica.</p>
<p>Desde o estouro da crise financeira em 2008, desencadeada inicialmente pela falência do banco de investimento americano Lehman Brothers e pela consequente quebra de outras instituições, gerando a crise dos subprimes, foram poucas as vezes em que a economia mundial pode, de fato, dizer possuir acesso a liquidez e a um certo nível de recuperação econômica. Os primeiros quatro meses de 2009, o início de 2011 e os últimos meses são os poucos exemplos desse oásis desde 2008.</p>
<p><span id="more-7489"></span>É verdade que existem, sim, razões para se pensar que o pequeno ciclo econômico atual, relativamente positivo, possa continuar. Porém, não virá facilmente, na medida que existe uma clara dependência dos grandes Bancos Centrais de proverem exatamente esta liquidez adicional necessária.</p>
<p>Países como Itália, Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda não estão observando recuperação em suas economias. No caso da Espanha e Itália, alguns avanços foram observados, como, por exemplo, na evolução dos custos de captação, mais quão sustáveis essas melhoras realmente são é algo difícil de saber.</p>
<p>Os recentes comprometimentos de vários Bancos Centrais de dar suporte às economias dos seus países, associados à melhora cíclica dos mercados têm gerado uma reprecificação (para baixo) dos ativos de risco a nível global. Esta reabertura dos mercados de captação na Europa tem sido efetiva em alguns países periféricos, que agora já conseguem emitir títulos das suas dívidas públicas com mais facilidade.</p>
<p>Esta relativa melhora nas condições mercadológicas não só reduz a pressão sobre os bancos para os mesmos se desalavancarem a qualquer custo, como também reduz os riscos de uma nova crise de crédito. Mas, por enquanto, são pequenos os sinais de que essas melhoras estejam atingindo o núcleo dos países que sofrem uma crise mais séria.</p>
<p>O aumento no desemprego nesses países diminui os sinais de estabilização, gerando efeitos recessivos. Nesse contexto, os importantes e difíceis desafios de países como Itália e Espanha, por exemplo, tem sido sub-avaliados pelos mercados como um todo. Daí percebe-se a importância da “barreira de proteção” à zona do Euro, planejada pelos Bancos Centrais europeus e apoiada pelo G20, que se reunirá em Los Cabos (México) em Junho.</p>
<p>Mais importante do que a “barreira de proteção” por si só, é a credibilidade e sustentabilidade dessas medidas. E, num momento como esse, não existiria kryptonita pior do que uma crise de credibilidade, que facilmente colocaria a perder os recentes avanços. Mas, até que isso ocorra (se é que ocorrerá), aproveite. A festa ainda não acabou. A música ainda toca no salão. Portanto, continue dançando.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Gustavo Rizzo</b>.<br>

Economista pela UNICAMP, tem MBA em Gestão do Risco pela FGV. Trabalha há 10 anos no mercado financeiro, com passagens por grandes instituicoes financeiras no Brasil, Holanda, Reino Unido e EUA. Atualmente trabalha com Investment Banking e análise econômico-financeira em Nova York.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Capacidade de execução: a diferença entre o céu e o inferno</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/04/02/capacidade-de-execucao-a-diferenca-entre-o-ceu-e-o-inferno/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 13:48:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[exportação]]></category>
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		<description><![CDATA[Presidente Dilma Rousseff reafirma compromisso de realizar reformas importantes, mas ao mesmo tempo seu governo apenas segue com medidas circunstanciais. E agora?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Capacidade de execução: a diferença entre o céu e o inferno" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/04/dinheirama_post_capacidade_execucao_diferenca_ceu_inferno.jpg" alt="Capacidade de execução: a diferença entre o céu e o inferno" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>O título deste artigo pode sugerir uma afirmação muito óbvia, daquelas que costumo com frequência criticar nos meus artigos, mas trata-se de algo tão atual e recorrente que, diante de algumas situações, a sua adoção se torna mais do que sedutora – simplesmente transforma-se na única síntese possível. Explico.</p>
<p>Desde os tempos do ponto de inflexão inflacionário, em meados dos anos 90 – quando nos foi possível acordar e viver em uma economia real, com todos os seus benefícios e exigências de adaptação –, soubemos que um número específico de reformas precisava ser realizado em um horizonte que não poderia exceder a uma década inteira.</p>
<p>Algumas foram concretizadas, outras parcialmente e muito de sua aplicação ocorrendo contextualmente, há ainda aquelas onde ninguém colocou a mão. No máximo colocaram os olhos, elaboraram discursos e outros conteúdos relacionados, mas “mão na massa” que é bom, nada.</p>
<p><span id="more-7448"></span>Foi com a consciência sobre esse cenário que li, com satisfação, a <a title="Leia a entrevista na íntegra" href="http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/leia-a-integra-da-entrevista-de-dilma-a-veja/" target="_blank">entrevista que a Presidente Dilma Rousseff concedeu recentemente à revista Veja</a> (destacando, particularmente, que o meu voto não contribuiu para a eleição da Senhora Presidente).</p>
<p>Exposta ao escrutínio saudável de um dos veículos de imprensa com maior dosagem de posicionamento crítico ao governo – e sejamos justos, sempre atuaram desta forma, incluindo não somente os governos antecessores, mas também o forte regime militar –, ela soube colocar, com articulação, um pensamento que reflete uma boa pitada da mais clássica tradição econômica liberal, reconhecendo o exagero de nossa carga tributária e o impacto desagregador dos encargos trabalhistas ao processo competitivo.</p>
<p>Com franqueza, apenas uma democracia com dinâmica renovadora efetiva seria capaz de produzir o cenário político onde uma ex-militante de extrema esquerda (ex-VAR Palmares) pudesse assumir a Presidência da República e, na condução econômica, evocasse posicionamentos tão calibrados, em uma dança permanente, com uma voltinha ao lado de Keynes, para em seguida sair de braços dados com Adam Smith.</p>
<p>Mas essa mesma democracia, com seu arejamento e atmosfera libertadora, também produz excepcionais oradores. Verdadeiros mestres da articulação, afinal de contas, em se tratando de um regime não autoritário, sempre haverá a necessidade do convencimento, da argumentação e da capacidade de seduzir com ideias e expectativas.</p>
<p>Isso é bom, necessário e valioso, mas não podemos nos alimentar apenas de discursos, tão facilmente produzidos a partir de mentes ágeis e preparadas. E, de fato, acredito que a comandante em chefe tenha essa clara noção.</p>
<p>Em meio a este teatro de operações, é colocado em curso um universo de medidas circunstanciais com impacto direto para o senso comum menos crítico, resolvendo uma distorção ali, outra aqui. Porém, sabemos muito bem que sem um modelo estruturado e efetivamente convidativo, o conjunto não se resolve. E é dele, do conjunto, que os resultados vigorosos dependem.</p>
<p>Mas se o céu se apresenta figurativamente com esta nação que, deitada em berço esplêndido, exportaria manufaturados de alto valor agregado (com expressiva participação no PIB), com boa parcela de alta tecnologia e produção científica embarcada, o inferno seria certamente aquilo que de fato ainda estamos edificando, pautados nos grilhões da produção primária, engordando (quando engorda) o PIB exclusivamente com <em>commodities</em> e bens naturais.</p>
<p>Precisamos deslanchar dançando essa valsa que ainda toca, ainda bem vestidos como prestigiosos BRICs. Um dia a música para de tocar. Quanto dela vamos aproveitar? Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crescimento do Brasil em 2011: conheça o “PIBinho”, esse incompreendido</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/03/20/crescimento-do-brasil-em-2011-conheca-o-pibinho-esse-incompreendido/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 13:16:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
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		<category><![CDATA[sucesso]]></category>

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		<description><![CDATA[Afinal, o que representa o crescimento do PIB brasileiro em 2011, de 2,7%? Quais as expectativas da economia, do governo e da sociedade em relação ao futuro?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Crescimento do Brasil em 2011: conheça o “PIBinho”, esse incompreendido" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/03/dinheirama_post_crescimento_brasil_2011_pibinho_esse_incompreendido.jpg" alt="Crescimento do Brasil em 2011: conheça o “PIBinho”, esse incompreendido" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, muito embora o <a title="Economia brasileira cresce 2,7% em 2011" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/03/economia-brasileira-cresce-27-em-2011-mostra-ibge.html" target="_blank">número representativo de 2,7% deste personagem já seja de conhecimento geral</a>, hoje abordaremos as profundezas de sua composição. Mas, antes de embarcar nessa leitura, quero tranquilizá-los. Não tratarei aqui de modelos econômicos ou matemáticos; não promoverei a discussão sobre teorias econômicas e nem mesmo sobre a teimosa insistência que as previsões mais otimistas têm em não se realizar.</p>
<p>Da mesma forma, não tentarei sugerir ou eleger culpados, afinal de contas vivemos em uma democracia – e nela somos todos responsáveis pelo nosso destino. A questão aqui é refletir sobre a atmosfera que sempre envolve os resultados decepcionantes.</p>
<p>Pretendo provocá-lo de forma mais específica, abordando sobre aquilo que se pode denominar coimo o DNA de um PIB pequenininho e tímido que tinha tudo para não nascer, mas nasceu.</p>
<p><span id="more-7393"></span><strong>Afinal, o que representa esse crescimento de 2,7%?</strong><br />
A sua composição é complexa. Alguns culpariam o governo, outros apontariam o dedo para os financistas e seus juros difíceis de encarar, e outros certamente apontariam a crise internacional como fonte de todas as mazelas – aquela mesma, que ocorre do outro lado do oceano, sobre a qual tantos se gabavam por estar tão distante e afetando justamente aqueles que por anos foram a referência de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cHJvc3BlcmlkYWRlXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">prosperidade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e sucesso econômico.</p>
<p>Mas a genética de um percentual tão baixinho nasce, antes, na mentalidade de um povo. Um paradoxo triste que nasce de afirmações alvissareiras do tipo: <em>“Agora sim, ninguém segura esse Brasil!”</em>. Triste por conta do resultado final em si e lamentável pelo que representa em termos de oportunidades perdidas.</p>
<p>Compreender o “PIBinho” exige mais do que simples reflexão ou constatação, exige autoenfrentamento. Um enfrentamento que leve à conclusão de que a prosperidade não depende apenas da boa vontade dos governos e tampouco pode ser totalmente delegada ao simples empenho da sociedade civil.</p>
<p><strong>O que um verdadeiro PIB representa?</strong><br />
Para ajudar, podemos caminhar na direção inversa, tentando entender os componentes responsáveis pela construção de um PIB de verdade (que na realidade todos conhecemos muito bem).</p>
<p>Para começar, ele é feito de engajamento e reivindicação. Sim, isso mesmo, de uma sociedade soberana que cobra e exige, independentemente das distintas correntes políticas. Essa mesma sociedade assimila a noção de que nenhum governo se alinha a interesses coletivos e nacionais de forma ajustada e coerente sem intensa participação dos contribuintes.</p>
<p>É nessa atuação forte e sistemática que se blinda uma nação a ponto dela não aproveitar os ventos favoráveis para efetivar os ajustes e as reformas necessárias, para as colheitas do futuro. E, nessa esteira, efetivam-se <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> estruturantes em formação de quadros, em infraestrutura, assim como nos incentivos à competitividade. Sei que essa ladainha pode ser cansativa, mas é sempre bom lembrar o óbvio – que por ser tão evidente, quase sempre acaba no esquecimento.</p>
<p>Mas, mesmo assim, rogo para que na próxima vez que a bonança vier (esperamos que ainda ao longo dos próximos dois anos), e depois de enfrentado esse susto, as vozes do bom senso gritem mais alto e mais forte para aplacar os berros de ufanismo (aqueles da vitória antes do tempo) que, como sabemos, não são bons conselheiros.</p>
<p>Quanto ao “PIBinho”, não sinta raiva dele. Ele não tem culpa de nada. É apenas uma resultante, uma consequência, nada além disso. Ele não queria nascer. Que venha o próximo ciclo de oportunidades. Esperemos.</p>
<p>Foto de sxc.hu.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Brasil dos preços altos e comportamento de consumidor milionário</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/03/07/o-brasil-dos-precos-altos-e-comportamento-de-consumidor-milionario/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 18:32:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio De Julio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negociação]]></category>
		<category><![CDATA[compra]]></category>
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		<category><![CDATA[reforma]]></category>

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		<description><![CDATA[O consumidor brasileiro paga muito mais por diversos produtos, inclusive banana. O Custo Brasil atrasa nosso crescimento e prejudica a economia. O que fazer?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img title="O Brasil dos preços altos e comportamento de consumidor milionário" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/03/dinheirama_post_brasil_precos_altos_comportamento_consumidor_milionario.jpg" alt="O Brasil dos preços altos e comportamento de consumidor milionário" align="left" hspace="2" vspace="2" />“Mais vale um gosto do que um dinheiro no bolso”</em>. Ditado antigo, mas excelente para descrever o comportamento do consumidor brasileiro. Segundo uma matéria publicada na revista Veja, edição 2259, de 7 de março de 2012, o brasileiro paga cerca de duas vezes mais por um mesmo produto vendido em países como os Estados Unidos.</p>
<p>Até mesmo uma <strong>banana custa mais barato na terra do Tio Sam do que na feira mais próxima da sua casa</strong>. Alguns detalhes merecem atenção: nos EUA, ela é importada do Equador e é orgânica. Ou seja, a banana gringa é mais barata e saudável.</p>
<p>Muitos são os motivos para o famoso “Custo Brasil”. Câmbio, demanda, carga fiscal, inflação, concorrência, escala e produtividade são alguns deles. Os problemas mais crônicos que vejo no Brasil são a pouca concorrência (isso quando o mercado não é operado por um cartel) e o apetite desenfreado dos consumidores.</p>
<p><span id="more-7345"></span>Para piorar, quando há uma concorrência “desleal” de produtos estrangeiros, o governo, ao invés de ajudar o Brasil a se tornar um país mais produtivo (reduzindo impostos e fazendo reformas necessárias nos tributos e na burocracia), cria barreiras através de impostos para esses itens de fora, criando um <strong>aumento artificial para justificar o preço dos produtos no mercado nacional</strong>.</p>
<p>Eu acredito muito em uma citação que diz que <em>“quem faz o mercado é o consumidor”</em>. E procuro fazer a minha parte na hora de adquirir um produto ou serviço novo. Com a Internet, é muito fácil pesquisar e ficar triste com a diferença de preços entre o Brasil e o resto do mundo. Mas veja:</p>
<ul>
<li>Temos o iPhone mais caro do mundo e temos filas nas lojas;</li>
<li>Temos os carros mais caros, e com um grau de segurança em acidentes comparável aos carros europeus da década de 80 (procurem por “Latin NCAP” nos buscadores da internet), e filas nas lojas (alguns carros populares com filas de até três meses para entrega);</li>
<li>Isso sem falar na Internet banda larga (lerda!), produtos de higiene, roupas e por aí vai. A lista é enorme. Ah, não mencionei o mercado imobiliário, me desculpem. Melhor parar por aqui&#8230;</li>
</ul>
<p>A verdade é que o sonho do brasileiro em ter o novo eletrônico e/ou desfilar com o carro novo esbarra, com violência, na realidade dos preços. Às vezes, acho que o mercado “testa o bolso do consumidor”, que até chega a reclamar, mas <strong>é só parcelar que a raiva passa</strong>. Para muitos, as &#8220;suaves prestações&#8221; resolvem o problema do alto preço.</p>
<p>Até vejo alguns movimentos de boicote a alguns produtos nascendo nas redes sociais, mas, infelizmente, estas “revoluções” morrem precocemente. Ao menor sinal de redução de preços, “consumidores milionários” vão para as lojas e “fazem a sua parte”. Afinal, mais vale um gosto do que um dinheiro no bolso.</p>
<p>Até quando? A situação é sustentável? O Brasil terá capacidade de destacar-se como potência sem lidar com a realidade das necessárias reformas? O consumidor seguirá o pensamento milionário enquanto sua renda for crescente? Vamos tentar elevar o nível do debate? Deixe sua opinião por aqui e até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Antonio De Julio</b>.<br>

Instrutor da MoneyFit, conselheiro da Associação Comercial de São Paulo e co-autor do livro "Por dentro da Bolsa de Valores".<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Brasil, América Latina e China: diferenças e desafios na caça aos investimentos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/03/05/brasil-america-latina-e-china-diferencas-e-desafios-na-caca-aos-investimentos/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Mar 2012 14:14:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[investimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[A busca por investimentos diretos e crescimento tem diferenças e desafios em cada país. Brasil, América Latina e China agem de forma diferente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Brasil, América Latina e China: diferenças e desafios na caça aos investimentos" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/03/dinheirama_post_brasil_america_latina_china_diferencas_desafios_caca_investimentos.jpg" alt="Brasil, América Latina e China: diferenças e desafios na caça aos investimentos" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, vou começar esta matéria de uma forma inusitada, ou melhor, a partir de um tema que aparentemente não tem relação com o universo dos <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e seus operadores. Começarei abordando a atividade de caçar. Sim, essa mesma, a caça esportiva a animais indefesos. O leitor já teve contato com essa atividade? (Aos politicamente corretos demais, as minhas sinceras desculpas).</p>
<p>Por mais incrível que pareça, nesta atividade encontra-se parte de um conjunto comportamental que em muito se relaciona com a nossa temática principal, com a grande diferença de que, quando se “caça” investimentos, deve-se excluir terminantemente toda e qualquer atividade ou ato que sugira tocaias, dissimulações, armadilhas ou atos e sentidos predatórios.</p>
<p>Diante de investidores, toda transparência é pouco e a relação de confiança deve ir muito além da retórica, sendo marcada por parâmetros claros e meios específicos e estruturados de fiscalização, além do rigor no respeito às normas vigentes.</p>
<p><span id="more-7333"></span>Mas a parte que nos permite o paralelo entre as duas atividades é muito clara, e ela consiste essencialmente nos <strong>cuidados para não espantar aquilo que se persegue</strong>. E aqui vale um novo ajuste temático: na caça esportiva, o não assustar significa um disfarce bem feito e silencioso, mas a caça aos investimentos nos obriga a uma atitude verdadeira, na essência e sem disfarces.</p>
<p>Complementando a analogia, para o contexto da atividade de atração aos investimentos, podemos substituir o barulho feito nas matas pelo barulho feito com o desrespeito – ou mesmo os questionamentos – a contratos já estabelecidos e em vigor, assim como a divulgação oficial de índices ou parâmetros que, de tão incoerentes, atuam diluindo a confiança dos observadores.</p>
<p>E isso não vale apenas para empresários em busca de recursos, mas também para governos que, por não oferecerem um ambiente atraente para o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cmlzY29fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-52">risco<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, certamente não apenas espantarão os investimentos em curso, como também dificilmente conseguirão atrair outros novos.</p>
<p>Na esteira destes comparativos, uma conclusão: com exceção do caso brasileiro, o restante dos governos de esquerda da nossa querida América Latina definitivamente não sabem “caçar”, ou manter suas “caças” já conquistadas.</p>
<p>Vejamos a trajetória – na contramão – dos principais expoentes do movimento bolivariano:</p>
<p><strong>1. Argentina</strong><br />
A desconfiança diante dos números e índices oficiais argentinos é crescente. Recentemente, a prestigiada revista “The Economist” anunciou que <a title="&quot;The Economist&quot; retira Argentina" href="http://www.economist.com/node/21548242" target="_blank">não divulgará mais os dados fornecidos pelos institutos do país</a>, justamente por conta das permanentes divergências apresentadas por consultorias especializadas e outros institutos independentes.</p>
<p>Na última semana, em meio à conflituosa polêmica que reivindica a soberania sobre as Ilhas Malvinas, o governo argentino orientou (com um pouquinho de pressão) que os grandes grupos empresariais ali instalados <a title="Veja um exemplo do governo argentino" href="http://caranddriverbrasil.uol.com.br/noticias/fabricantes/argentina-pede-que-ford-nao-importe-pecas-britanicas/1501" target="_blank">recusassem comprar produtos vindos da Inglaterra</a>. Vale lembrar que a mesma Inglaterra, com a qual disputam a ilha, não obstante o turbulento momento econômico europeu, configura-se como um dos países com maior fluxo de capitais em investimento no nosso vizinho.</p>
<p>Somam-se a isso as constantes pressões e constrangimentos a todos os meios de comunicação que ousam criticar ou endossar criticas a condução da política econômica do país portenho. O resultado é a dúvida: que investidor se sentiria seguro com tanto barulho?</p>
<p><strong>2. Venezuela, Equador e Bolívia</strong><br />
Juntamos os três por representarem a tríade máxima da esquerda bolivariana. Os problemas começam pela instabilidade contratual, justamente nos polos mais significativos dos fluxos externos do capital direto. Determinar a invasão, por forçar militares, de parques operacionais instalados (e até de escritórios) de empresas estrangeiras tornou-se algo cada vez mais comum com o passar dos anos.</p>
<p>Trata-se de previsível procedimento sempre que negociações mais complexas e tensas sobre contratos vigentes sinalizam desfechos contrários aos interesses dos governos estabelecidos. Tudo pela nação bolivariana! Advogados? Enfrentamento de litígios por meios democraticamente legítimos? Nada disso, chamem a cavalaria e tudo se resolverá. É a cultura da força pela força, a apologia do brucutu.</p>
<p>Nas redações de jornal, o grande temor dos jornalistas é serem rotulados como antibolivarianos ou antinacionalistas. Criticou a política econômica? Declarou desconfiança diante do futuro do país ou dos números oficiais de inflação? Cuidado, você pode ter de <a title="Leia mais sobre ataques aos jornalistas" href="http://knightcenter.utexas.edu/pt-br/blog/ataques-digitais-contra-jornalistas-se-tornam-uma-nova-forma-de-censura-na-venezuela-entrevista" target="_blank">enfrentar um processo devastador</a>. Você não acredita no país? Tudo bem, mas arque com as consequências de suas opiniões expressas.</p>
<p>A insegurança jurídica é outra questão crítica. Nos últimos anos tornaram-se comuns os atos oficiais de criminalização diante da independência exercida por magistrados e outros agentes da lei.</p>
<p>Convenhamos, qual é o investidor que permanece “firme na estrada” com um caminhão desses na contramão?</p>
<p><strong>Autoritários, porém extremamente inteligentes</strong><br />
Há um caso que destoa das “patacoadas esquerdoides” latino-americanas. Sim, ela mesma, sempre ela. A China. O sistema político é uma declarada ditadura, o que para esse que vos escreve é uma infelicidade para um povo tão especial, mas os mecanismos do capital funcionam bem, muito melhor do que boa parte do ocidente gostaria.</p>
<p>A imprensa é monitorada e a insegurança jurídica existe, mas não ousa prejudicar <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. E não é só isso, afinal o sistema político, ainda que totalitário, preserva na sua essência o pragmatismo e a inteligência inerentes às grandes potências.</p>
<p>Para ilustrar, um passagem simples: recentemente, diante da polêmica de que <a title="Leia mais sobre a saída dos milionários chineses" href="http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI276614-16367,00-METADE+DOS+MILIONARIOS+CHINESES+PENSA+EM+MIGRAR+PARA+O+EXTERIOR.html" target="_blank">muitos milionários chineses declararam o interesse de prosseguir com suas vidas em outros países</a>, em busca de uma existência com mais qualidade e menos expostos ao poder central do Partido Comunista Chinês, a resposta de uma secretária do partido, publicada em um meio oficial de imprensa foi: <em>“Isso nos diz que precisamos construir na China as condições para que as pessoas queiram permanecer aqui”</em>.</p>
<p>Observem que a proeminente funcionária da nomenclatura chinesa não os acusou de antichineses, de criminosos ou sequer sugeriu medidas de contenção, proibindo o êxodo. Ela simplesmente pensou que algo é preciso ser feito para que estes cidadãos descontentes não deixem de realizar seus investimentos no próprio país. Simples assim. Isso assusta um investidor?</p>
<p>Pense como um investidor e analise as opções que discutimos neste artigo. Onde você investiria?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

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