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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; inflação</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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	<itunes:subtitle>Dinheiro, educacao financeira e investimentos ao alcance de todos</itunes:subtitle>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; inflação</title>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Gustavo Franco, ex-presidente do BC e sócio da Rio Bravo Investimentos</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 07:38:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gustavo Franco fala da importância da juventude e comenta a atuação do governo na queda da taxa básica de juros (Selic). O que esperar de 2012?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Gustavo Franco, ex-presidente do BC e sócio da Rio Bravo Investimentos" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_entrevista_gustavo_franco.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Gustavo Franco, ex-presidente do BC e sócio da Rio Bravo Investimentos" align="left" hspace="2" vspace="2" />Economia também é assunto para os jovens, principalmente porque eles sempre são os agentes de transformação (ou não) de um país. Entender o que se passa com nossa taxa de juros, nossa política fiscal e qual o papel da sociedade diante desses desafios é questão de cidadania. Para destacar a importância do tema, nada melhor que conversar com um economista. Felizmente, tivemos a oportunidade de bater um papo com um grande economista: <strong>Gustavo Franco, </strong>ex-presidente do Banco Central.</p>
<p>Gustavo Franco é Economista pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, onde também completou seu mestrado. Sua dissertação foi a primeira colocada em 1983 no Prêmio BNDES de Economia. Foi professor, pesquisador e consultor em assuntos de economia no Departamento de Economia da PUC-RJ, especializando-se em inflação, estabilização, história econômica e economia internacional, áreas em que publicou extensamente.</p>
<p>Entre 1993 e 1999, Gustavo foi secretário de política econômica adjunto do Ministério da Fazenda, diretor de Assuntos Internacionais e presidente do Banco Central do Brasil. Teve participação central na formulação, operacionalização e administração do Plano Real.</p>
<p><span id="more-6874"></span>Em 2000, Gustavo Franco fundou a <a title="Conheça a Rio Bravo Investimentos" href="http://www.riobravo.com.br/" target="_blank">Rio Bravo Investimentos</a>, empresa de serviços financeiros, fusões, aquisições, investimentos e securitizações. Participa de diversos conselhos de administração, consultivos e de eventos corporativos como palestrante. Em paralelo, mantém alguma atividade acadêmica (aulas e pesquisas) e escreve para jornais e revistas (O Estado de São Paulo, Jornal do Brasil, Veja, Época). Acompanhe nossa conversa:</p>
<p><strong>Gustavo, um dos temas mais discutidos no Brasil é a taxa de juros. Recentemente você se tornou uma voz importante que acredita que poderíamos já praticar taxas de juros similares às da zona do Euro. Como viabilizar esse cenário?</strong></p>
<p><strong>Gustavo Franco:</strong> Somos o campeão mundial de juros há muitos anos; já é tempo de assumir que há algo de patológico nesse comportamento. Temos praticado as “metas de inflação” tal como se já tivéssemos alcançado a “normalidade” em matéria de juros e contas públicas, o que, infelizmente, não é o caso. Parece que a crise fiscal do Hemisfério Norte fez parecer que a nossa situação é melhor do que realmente é.</p>
<p>O fato é que sem uma melhora substancial no déficit nominal (e no superávit primário), não vamos conseguir reduzir muito substancialmente os juros sem acordar a inflação. Trata-se, portanto, de mudar a mistura: menos “política fiscal” permite mais “flexibilização monetária”.</p>
<p><strong>Olhando para 2012 e os gastos que o governo terá, inclusive com aumento substancial do salário mínimo (e consequentemente a expectativa de consumo maior), não corremos o risco de termos o retorno da inflação se a Selic cair demais?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> Sim, corremos o risco. A determinação presidencial de reduzir os juros é louvável, mas se o Palácio não providenciar uma melhoria na política fiscal vamos rumar na direção do “mix” argentino, onde a inflação se aproxima de 20%, há manipulações e muita propaganda sobre a manutenção do crescimento, ainda que meio trôpego, e provavelmente insustentável. Não é o caminho que devemos perseguir.</p>
<p><strong>A atual direção do Banco Central optou por conter a inflação com a adoção das chamadas medidas macroprudenciais. Nesse meio tempo, a crise na Europa se agravou &#8211; o que de certa forma contribuiu para o aumento de preços e desaquecimento econômico em todo mundo. O Brasil pode aproveitar-se deste momento ou sofrerá com ele?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> Pessoalmente, não gosto de medidas “macroprudenciais”, pois sob este título o que se pratica, geralmente, é controle quantitativo do crédito e tributação disfarçada, o que antigamente era chamado de “repressão financeira”. O impacto dessas medidas é simplesmente o de aumentar o “spread” bancário, ou seja, um aumento de taxas de juros que incide apenas para o crédito (para o setor privado).</p>
<p>O fato é que essas medidas ajudaram o Brasil a parar de ferver, mas em níveis de atividade e emprego ainda muito altos. A crise na Europa tem tido alguma influência deflacionista mas nada nem próximo do que se observou em 2008, de tal sorte que esta nova safra de reduções na Taxa Selic precisa ser calibrada com enorme cuidado.</p>
<p><strong>O desejo de crescer de forma sustentável nos acompanha há um bom tempo. Não seria o momento de olharmos com carinho para possíveis alterações na política fiscal, incluindo uma possível elevação no superávit primário?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> Claro que sim, está mais do que na hora. Na verdade, há anos que estamos diante desse desafio. Os governos fazem o possível e o impossível para procrastinar esse momento, face aos custos políticos de curto prazo. É a miopia clássica dos políticos, que não percebem o tamanho do benefício que pode ser gerado no futuro. Enfim, estamos perdendo tempo e ajudando a nutrir a máxima segundo a qual somos o país do futuro que nunca chega.</p>
<p><strong>No livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21866870/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Cartas a um Jovem Economista&#8221;</a>, você teve a oportunidade de conversar com um público jovem e que está se preparando para entrar no mercado de trabalho. Algumas projeções colocam o Brasil entre as quatro maiores economias do mundo daqui algumas décadas. Qual o peso dos jovens na nova realidade econômica do Brasil?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> É gigantesco. As mudanças demográficas dos últimos anos nos transformaram em um país com um inchaço nas faixas etárias dos iniciantes no mercado de trabalho, todos empregados e com fortes percepções de que é enorme a “taxa de retorno” do investimento em educação é qualificação.</p>
<p>Há muito otimismo no ar, e por isso o Instituto Gallup aferiu que o Brasil ocupa a 24ª posição no ranking de países sobre “felicidade” e a 1ª do mundo em “felicidade esperada para cinco anos à frente”. Isto é estranho para um país que ocupa a 83ª posição no ranking do Índide de Desenvolvimento Humano (IDH), e só se explica a partir de um fator, aliás, como ficou bem demonstrado no estudo do <a title="Conheça o CPS - FGV" href="http://cps.fgv.br/" target="_blank">CPS-FGV-RJ</a>, de Marcelo Nery: o fator é a juventude.</p>
<p><strong>Um dos pontos mais delicados em nosso país é justamente a falta de mão de obra especializada. Em que medida as reformas na educação e no nível do ensino profissionalizante são fundamentais para alcançarmos o projetado sucesso?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> O ponto crucial é o aumento de vagas, e isto tem ocorrido sobretudo a partir de estabelecimentos privados. No ensino universitário, a rede pública estagnou e se elitizou a despeito da demagogia em se manter a gratuidade das mensalidades, que beneficia apenas aos filhos da classe média abastada para cima.</p>
<p>Enquanto isso, o ensino universitário noturno talvez tenha multiplicado por cinco as suas vagas nos últimos 10 anos. O governo prefere gastar dinheiro dando bolsas para os estudantes na rede privada (PROUNI) a cobrar anuidades na rede pública. Eu não consigo entender.</p>
<p><strong>Gustavo, obrigado pela participação. Por favor, deixe um recado final aos nossos muitos leitores jovens que admiram sua trajetória.</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> O Brasil é um país jovem cheio de estruturas velhas, por isso somos uma explosão de empreendedorismo e vontade de vencer, mas num ambiente ainda dominado pelo privilégio e pelos cânones do patrimonialismo. O país precisa se renovar. Em boa medida, a hiperinflação era um sintoma dessa batalha entre o novo e o velho. Os problemas não foram inteiramente resolvidos, longe disso. A juventude será a principal força na direção da mudança, e há muito o que fazer.</p>
<p>Crédito das fotos: <strong>Daniela Toviansky/AE e divulgação</strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Livro: Saga Brasileira</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 21:35:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Saga Brasileira: conheça em detalhes os desafios que o Brasil enfrentou para acabar com a inflação e atingir a estabilidade e a confiança de sua moeda, o Real.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Livro: Saga Brasileira" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_livro_saga_brasileira.jpg" alt="Livro: Saga Brasileira" align="left" hspace="2" vspace="2" />Livro:</strong> <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a><br />
<strong>Autora:</strong> Miriam Leitão<br />
<strong>Editora:</strong> Record<br />
<strong>Páginas:</strong> 476<br />
<strong>Preço médio:</strong> R$ 29,90<br />
<strong>Livro 100% nacional!</strong><br />
<a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank"> Compre o livro no Submarino [clique aqui]</a></p>
<p><strong>A longa luta de um povo por sua moeda</strong><br />
Muitos dizem o que brasileiro tem &#8220;memória curta&#8221; e que pouco aprende com seus erros, voltando a cometê-los em pouco tempo. Se hoje temos uma moeda estável, com inflação sob controle (baseado em um sistema de metas), e que representa parte da grande transformação econômica vivida na última década, muito se deve ao fato de termos passado momentos difíceis e angustiantes ao lado de muitos planos e tentativas de estabilização monetária.</p>
<p>Erramos muito e, contradizendo o ditado, aprendemos e mudamos. Miriam Leitão, jornalista premiada e referência na área, aborda essa &#8220;travessia&#8221; brasileira rumo ao Real e à construção de uma economia confiável. Seu livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a> narra em detalhes as agruras vividas pelos brasileiros diante de planos econômicos fracassados, políticos despreparados e ideias mirabolantes (e falhas). O livro mostra como a batalha pela cidadania e soberania terminou com o país vencendo a inflação.</p>
<p><span id="more-6863"></span><strong>Um século de inflação</strong><br />
O alerta inicial de <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a> é direto: nossos primeiros 100 anos de República, comemorados em 1989, foram marcados por inflação elevada (e vários períodos de hiperinflação). Lembrando Visconde de Taunay e sua obra &#8220;O Encilhamento&#8221;, Miriam destaca o que antes não se via: <em>&#8220;Nesses 100 anos de encilhamento à hiperinflação o país aprendeu, dolorosamente, a lição de que a ordem monetária é a única base do progresso duradouro&#8221;</em>.</p>
<p>Muitos de nossos leitores são jovens e não viveram o período de inflação, razão pela qual decidi escrever essa resenha. Para se ter uma ideia do que era a inflação por aqui há algumas décadas, cabe citar o cálculo realizado pelo professor Salomão Quadros, da FGV (e citado no livro). De julho de 1964 a julho de 1994, data do Plano Real, a inflação acumulada, medida pelo IGP-DI, foi de <strong>1.302.442.989.947.180,00%</strong>. Isso mesmo, <strong>1 quatrilhão e 302 trilhões por cento</strong>. Parece piada? Não foi!</p>
<p>Nossa democracia é bastante jovem, assim como é a estabilização da moeda. Ler <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a>, no entanto, parece nos remeter a um país completamente diferente, antigo e despreparado. Nossa constituição tem pouco mais de 20 anos, o Plano Real nem isso. A verdade é que o país se transformou, mas o fez também porque sofreu com inúmeros planos econômicos e seus desdobramentos (que serviram de aprendizado, assim me parece).</p>
<p><strong>Muitos planos, muitos problemas, mas muito aprendizado</strong><br />
O Plano Cruzado surgiu com Sarney em 1989 e, com o congelamento de preços, ele logo se tornou uma esperança. Os juros quase em zero fizeram o consumo estourar e muita gente então passou a satisfazer seus desejos represados de consumo. Quem mexesse nos preços sofria a intervenção dos famosos &#8220;fiscais do Sarney&#8221;. Funcionou por um tempo, mas logo o desabastecimento e o ágio passaram a fazer parte da vida dos brasileiros.</p>
<p>Então surgiu o Cruzado II, um plano cujo mote era aumentar os preços de serviços públicos, mas ao mesmo tempo descongelar os preços e deixá-los a cargo dos empresários. A ideia era enganar mesmo, mantendo um índice de preços arbitrário que não captasse os aumentos de preços reais. A mágica não funcionou!</p>
<blockquote><p>&#8220;Qualquer moeda estável exige fundamentos fiscais mais sólidos. Seria necessário, nos anos seguintes, pôr ordem nas contas públicas, abrir a economia, desmontar oligopólios públicos e privados, incentivar a competição, modernizar a estrutura produtiva, mudar o Brasil. A grande lição de 1986 foi que a moeda estável não se conseguiria por mágica&#8221;</p></blockquote>
<p>Em 1987, foi a vez do Plano Bresser, que surgiu depois de anunciado o calote na dívida externa brasileira. A credibilidade do país perante os agentes externos era ridícula &#8211; e só viria a ser recuperada anos depois. O Plano Bresser durou pouco e fracassou, entre outras coisas, simplesmente porque os empresários se anteciparam a um novo congelamento. O resultado foi a remarcação preventiva e a prática de esconder produtos com preços que poderiam subir.</p>
<p>Em janeiro de 1989 apareceram o Plano Verão e a moeda Cruzado Novo. O verão nem bem terminou e o plano foi considerado um fracasso. Naquele ano, a inflação batia 40% ao mês, chegando a 55% no último mês do ano. O período merece um destaque especial no livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Dar calote era um grande negócio. Vários pequenos e médios empresários deixavam títulos irem a protesto. Assim ganhavam tempo. Nunca, como naquela época, tempo foi igual a dinheiro. Quando quitavam a dívida no cartório, semanas depois, podiam pagar sem correção monetária. Um excelente negócio para quem devia&#8221;</p></blockquote>
<p>O ano de 1989 terminou com uma inflação de 1.782%. O alho subiu 3.471%; O azeite, 3.400%. Em 1990 viria Collor, tão conhecido por permitir a abertura econômica do país (renegociação da dívida externa e início de privatizações), mas também como sendo o &#8220;caçador da poupança&#8221;. Seu plano congelou as aplicações de muitos brasileiros e colocou diante da nação uma equipe econômica fraca e despreparada.</p>
<blockquote><p>&#8220;Apesar de a economia ter ficado em estado de coma com o ippon dado por aquele plano amalucado, apesar do imediato colapso do consumo, a inflação sobreviveu ao golpe, provando que a economia é terreno de intervenções elegantes e não de grosserias como aquela. Naquele 1990, o país teve a pior recessão da sua história&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Mudanças estruturais entraram em pauta</strong><br />
Todos os planos entremearam mudanças mais profundas, que foram realizadas pouco a pouco. A profissionalização da gestão monetária foi um dos passos, com a instituição do Banco Central (função antes a cargo do Banco do Brasil). O aspecto administrativo também passou por mudanças, contando a criação de um orçamento unificado e um sistema bancário mais inteligente (sem a conta-movimento).</p>
<p>A abertura econômica, e a consequente concorrência dos produtos brasileiros com os importados, também teve papel fundamental na modernização de nossas bases econômicas. Vivemos por muito tempo com incentivos sem contrapartida, ou seja, dinheiro público muito fácil e sem exigências de qualidade e retorno ao cidadão. Neste sentido, o Plano Collor foi um divisor de águas. Miriam aborda profundamente a questão em <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Pela falta de competição de importados, os produtores locais sabiam que podiam combinar preços e baixar qualidade. O consumidor nada podia contra esses efeitos da economia. A inflação crônica tinha várias raízes, mas uma, sem dúvida, era o fechamento da economia à competição externa&#8221;</p></blockquote>
<p>Sobre a privatização, Miriam também é enfática:</p>
<blockquote><p>&#8220;O Brasil começou naquele tempo a desmontar um Estado que se agigantou em áreas onde o melhor é ter o setor privado com boa regulação e boa defesa da concorrência. O desmonte foi mostrando o quanto as estatais eram onerosas, cabides para os políticos, e como a descuidada administração produziu déficits, pagos por todos os brasileiros&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>O Plano Real</strong><br />
Depois da forçada saída de Collor do poder, Itamar Franco assumiu o país e, por indicação de Roberto Freire, trouxe Fernando Henrique Cardoso para o Ministério da Fazenda &#8211; até então ele ocupava a pasta de Relações Exteriores. FHC fora o quarto ministro de Itamar para a Fazenda e aquele que deu os primeiros passos rumo ao Plano Real. A inflação em 1993 fora de mais de 1000% ao ano e era hora de fazer alguma coisa.</p>
<p>Fernando Henrique, então Ministro da Fazenda, assustou-se com a falta de informações e controle econômico do governo. Montou uma equipe multidisciplinar e passou a elaborar o que viria a ser o Plano Real. Participavam das reuniões e definições profissionais como Pedro Malan, Edmar Bacha, Persio Arida, Gustavo Franco, André Lara Resende e Clóvis Carvalho, entre outros.</p>
<p>O sucesso do plano dependia, em grande parte, da atuação do governo diante da população. A adoção da Unidade Real de Valor (URV) como padrão monetário facilitou a transição, que começou em fevereiro de 1994. Em março, FHC lançou-se candidato à Presidência da República. O Plano Real foi oficialmente lançado em 1º de julho de 1994.</p>
<blockquote><p>&#8220;As estatísticas do IBGE registram o tamanho da saga brasileira: nos 15 anos anteriores ao Plano Real (jan/1980 a dez/1994), a inflação acumulada foi de 13.342.346.717.617,70%, em resumo, 13 trilhões e 342 bilhões por cento. Nos 15 anos posteriores ao Real (jan/1995 a dez/2009), a inflação acumulada foi de 196,87%&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Turbulências de um país que rumava para a estabilidade econômica</strong><br />
Os anos que se seguiram à adoção do Plano Real mostraram-se desafiadores. O controle da inflação exigiu correções de rumo importantes, mas que mexeram com diversos aspectos da nossa economia. Os bancos sofreram com problemas de falta de transparência e gestão (muitos &#8220;viviam&#8221; da inflação) e viveram anos complicados. Três dos dez maiores bancos brasileiros quebraram (ao todo, 30 bancos sumiram). Outros foram reestruturados, capitalizados e vendidos.</p>
<p>Dos 300 bancos, 100 sofreram algum tipo de intervenção do Proer. A crise bancária gerou aprendizado e deu origem ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma entidade privada, administrada pelos bancos, e capitalizada com uma fração dos depósitos bancários. A entidade hoje garante até R$ 70 mil por CPF em caso de quebras bancárias.</p>
<p>O ano de 1996 foi marcado por voltar a ter uma inflação de apenas um dígito, fato não ocorrido em quarenta anos. Desde então surgiram problemas com o câmbio, que era alvo de desavenças no governo. Alguns defendiam a livre flutuação da moeda, enquanto outros eram contra. O câmbio fixo havia contribuído para segurar a inflação, mas o calote russo em 1998 e o clima político do início do segundo mandato de FHC aceleraram o funcionamento do câmbio flutuante.</p>
<p>Armínio Fraga assumiu o Banco Central e enfrentou a crise de 1999 liberando o câmbio, criando o sistema de metas de inflação e propondo um ajuste fiscal inteligente. Fraga recuperou a credibilidade brasileira no exterior e colocou em prática a tão sonhada autonomia do Banco Central.</p>
<p><strong>Lula lá!</strong><br />
As Eleições de 2002 foram marcadas pelo temor do mercado. Como diz Miriam em <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a>, era preciso que <em>&#8220;a moeda sobrevivesse à transição política&#8221;</em>. Apesar de membros do PT apelidarem o Plano Real de &#8220;plano eleitoreiro&#8221;, Lula decidiu focar seus esforços em manter a política econômica e melhorá-la. As mudanças recentes mostram que o caminho da economia estável precisa ser mantido e defendido.</p>
<p><strong>Avaliação final</strong><br />
O livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a> é um livro muito gostoso de ler. Aprender mais sobre nosso país é dever de cada cidadão, especialmente sobre tudo aquilo que vivemos e passamos para finalmente conquistar melhoras e poder usufruí-las. O Brasil de hoje é muito diferente daquele que originou o Plano Real. É ainda mais diferente daquele que deu os primeiros passos rumo à democracia. Aprendemos muito, mas ainda há muito que fazer. Sobre o livro, opino:</p>
<ul>
<li>Linguagem e narrativa: <strong>9</strong></li>
<li>Exemplos práticos: <strong>9,5</strong></li>
<li>Temas abordados: <strong>9,5</strong></li>
<li>Preço: <strong>8</strong></li>
<li>Custo/Benefício: <strong>9</strong></li>
</ul>
<p>Você deve ter ficado bastante curioso com a breve história comentada nesta resenha. Pois saiba que <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a> reserva detalhes ainda mais especiais sobre nossa caminhada rumo à estabilização da moeda. Miriam Leitão é uma especialista em jornalismo cidadão e aborda com inteligência e muitos exemplos cada etapa dessa travessia. O quanto sofremos está bem detalhado no livro; mas o quanto aprendemos e mudamos também. Leitura recomendada especialmente para os mais jovens!</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crescimento econômico, crise financeira mundial e inflação, os desafios do Brasil</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/11/21/crescimento-economico-crise-financeira-mundial-e-inflacao-os-desafios-do-brasil/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 12:39:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[governo]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[selic]]></category>

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		<description><![CDATA[Juros altos normalmente esfriam a economia e contribuem para a queda da inflação. Juros baixos incentivam o crescimento do país. A crise mundial torna a análise mais delicada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Crescimento econômico, crise financeira mundial e inflação, os desafios do Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_crescimento-economico_crise_financeira_mundial_inflação_desafios_Brasil.jpg" alt="Crescimento econômico, crise financeira mundial e inflação, os desafios do Brasil" align="left" hspace="2" vspace="2" />Algum tempo atrás iniciamos um debate extremamente interessante sobre juros, inflação e crescimento econômico e os efeitos dessas variáveis em todo o ambiente econômico brasileiro nos últimos meses, período em que Alexandre Tombini assumiu a presidência do Banco Central. Coincidência ou não, nesse mesmo período tivemos o <a title="Leia mais" href="http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=104036" target="_blank">agravamento da crise na Europa</a>, o que trouxe de imediato para o mundo um crescimento menor e, consequentemente, um esfriamento da economia.</p>
<p>O crescimento do país nos últimos anos, superior até ao percentual que o país pode suportar, trouxe de volta um perigo muito conhecido. Aliás, prefiro chamar o fenômeno de “inimigo íntimo”, já que faz parte da história econômica de nosso país. É ela mesmo, a inflação. Dentro desse contexto, ainda na gestão Henrique Meirelles o COPOM começou a colocar em prática a política de ajustes da Taxa Selic somada às <a title="Relembre como foram as medidas" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,medidas-macroprudenciais-desaceleraram-credito-bc,54625,0.htm" target="_blank">medidas de contenção de crédito</a> para conter a alta dos preços. O dragão está na mira faz tempo.</p>
<p><strong>Meta de inflação e ajuste de juros</strong><br />
O ajuste atual começou a ter algum resultado. A inflação, mesmo acima do centro da meta (4,5% ao ano) e até do teto da meta (6,5% ao ano), deixou de ser a maior preocupação da equipe econômica. O discurso está bem ensaiado: a degradação da crise econômica no mundo criou, na visão do COPOM, a <a title="A crise como oportunidade?" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110831_selic_analise_jf.shtml" target="_blank">oportunidade necessária para iniciar um processo de redução dos juros</a>.</p>
<p><span id="more-6827"></span>Boa parte do <a title="Mercado não aprovou a queda dos juros" href="http://economia.ig.com.br/mercados/copom-decide-selic-sob-desconfianca-do-mercado/n1597295568339.html" target="_blank">mercado encarou os novos ajustes para baixo da Selic com desconfiança</a> e manteve o discurso de que a inflação ainda estava em patamares elevados. A visão fazia todo o sentido e muitos acreditavam que o BC estava cometendo um grave erro que teria tristes consequências já no curto prazo.</p>
<p>Em minha opinião, o mercado e boa parte dos analistas se ateve muito mais aos argumentos e dados internos do que às reais condições e fundamentos da economia no mundo. A miopia que assola boa parte do mercado não deixou alguns analistas observarem que, em momentos como esse, pior do que a inflação é o desemprego e o desaquecimento da economia.</p>
<p><strong>Inflação ou crescimento econômico?</strong><br />
É claro que a <a title="Inflação é perigosa? Claro!" href="http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bolso/alta-da-inflacao-reduziria-poder-de-compra/" target="_blank">inflação reduz o poder de compra do trabalhador</a> e ele é o mais afetado, mais cedo ou mais tarde. Mas, sejamos realistas e sinceros: de que adianta termos uma inflação no centro da meta e uma economia estagnada, com percentuais de desemprego de dois dígitos, como acontece atualmente em alguns países europeus?</p>
<p>O país precisa continuar crescendo, investindo na melhoria do ambiente econômico, realizando as reformas necessárias e modernizando a infraestrutura necessária para nos desenvolvermos mais (de forma responsável, sem comprometer o futuro). A lição de casa também passa pelo maior investimento em educação do cidadão, pois se existe o déficit de profissionais qualificados (e isso já é mais do que conhecido), existe também o déficit ainda maior de cidadania – pessoas que se comportem de forma proativa e que influenciem positivamente o crescimento do país, cobrando os políticos e votando melhor.</p>
<p>Que fique claro que acredito que seja possível manter a inflação sob controle, mas sem exagerar nas doses de juros – o que influenciaria negativamente o desenvolvimento de nossa economia. Neste sentido, as ações do BC parecem ter sido feitas de forma coerente. Vamos ficar de olho para saber como será o desfecho do tema.</p>
<p><strong>Melhora na nota de crédito do Brasil</strong><br />
Na semana passada, a <a title="Brasil tem nota de crédito elevada" href="http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI279615-16357,00-SP+ELEVA+NOTA+DO+BRASIL+POR+COMPROMISSO+COM+METAS.html" target="_blank">Standard and Poor&#8217;s elevou a nota de crédito do Brasil</a>, tanto em moeda estrangeira como local. A agência de risco considera que o Brasil demonstra comprometimento com as metas fiscais, atitude que deixou o país melhor preparado para enfrentar a crise econômica mundial. Vale lembrar que a questão fiscal é uma das principais causas da crise de muitos países europeus.</p>
<p>De certa forma, podemos dizer que estamos em um ambiente econômico mais positivo do que o dos considerados países ricos. Aliás, o Finacial Times fez uma análise neste sentido, em seu blog “Beyond Brics”, lembrando que a <a title="Brasil é notícia mundo afora" href="http://blogs.ft.com/beyond-brics/2011/11/17/brazil-very-good-effort-can-do-better/#axzz1e352z8Sa" target="_blank">elevação do crédito é um grande feito</a> para um país que há pouco tempo afugentou o mundo por causa da superinflação e tinha problemas sérios para pagar suas dívidas.</p>
<p>Temos muito o que comemorar! O Brasil de hoje é, sem sombra de dúvidas, um país melhor do que foi no passado recente. Acredito que seja o momento de trazermos as taxas de juros para níveis civilizados, mesmo em detrimento de picos inflacionários (observados de perto e analisados com inteligência).</p>
<p>Alguns economistas devem começar a perceber que mais do que bater a meta de inflação, o fundamental é geri-la de forma controlada e astuta. Em momentos de crise, o crescimento do país pode ser mais importante do que o cumprimento da meta de inflação, desde que essa avaliação seja revista de acordo com as mudanças nos cenários interno e externo. Você concorda?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu/" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A responsabilidade de conter a inflação ficou para a crise internacional</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/10/03/a-responsabilidade-de-conter-a-inflacao-ficou-para-a-crise-internacional/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 12:24:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[controle]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
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		<category><![CDATA[Grécia]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>

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		<description><![CDATA[Governo e Banco Central parecem acreditar que a responsabilidade de conter a inflação é da crise internacional. Será que estão certos? Não devem fazer algo mais?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A responsabilidade de conter a inflação ficou para a crise internacional" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_responsabilidade_inflacao_crise_internacional.jpg" alt="A responsabilidade de conter a inflação ficou para a crise internacional" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial</p>
<p>Caros Leitores, ao que tudo indica o <em>tsâmiko</em> – uma dança folclórica grega – da crise internacional está longe de sua maturidade. Não bastam as notícias ruins, nem a depreciação de ativos. Não basta a degeneração do panorama geral, nem mesmo a malha europeia de implicações duvidosas ou o sonambulismo norte-americano. A partir de agora, a crise mundial também passa a assumir responsabilidades.</p>
<p>Isso mesmo, o lema agora é “pouca complicação é bobagem”; o negócio é assumir riscos totais. É a hora do “vai ou racha”. É chegado o momento do “novo desenvolvimentismo”. Não basta o desenvolvimentismo, doutrina econômica conhecida e questionada por muitos, defendida por alguns, a nova onda vem rebatizada com efeito de uma figura de retórica que sugere a atualidade.</p>
<p>Algo como neodesenvolvimentismo. O problema é justamente o neo, mas para um grande número de especialistas a complicação permanece com o desenvolvimentismo mesmo. Nascido na nossa terra pátria ainda neste ano de 2011, veio sem alarde, sem livro ou evento de lançamento. Bastaram algumas declarações aqui, outras ali.</p>
<p><span id="more-6638"></span>Embasado na aplicação de políticas econômicas afirmativas em prol do desenvolvimento, conta com o Banco Central como um provável padrinho de crisma &#8211; que ao abordar a questão inflacionária, aparentemente deixa nítida a sinalização da trajetória de queda das taxas de juros na crença de que a crise europeia por si só barrará a elevação dos preços.</p>
<p>Exatamente assim. Transcrevo trecho extraído da matéria do jornalista Eduardo Cucolo para a Folha.com: <em>&#8220;A expectativa é que haja uma desinflação no mundo entre 2011 e 2012, no Brasil inclusive. Essa desinflação não vai vir da política monetária [aumento dos juros]. Está vindo de outras fontes&#8221;</em>, disse o diretor de Política Econômica do BC, <strong>Carlos Hamilton</strong>.</p>
<p>Como é possível observar, a menção ao panorama mundial não deixa dúvidas sobre as <strong>novas atribuições da crise internacional</strong>.</p>
<p>É possível que estejam certos? Sim, é possível (honestamente é o que espero). É possível que estejam exagerando no efeito positivo do impacto colateral para forçar a nossa inflação ao centro da meta? Honestamente, penso que é o mais provável (lamentavelmente, mas torcendo para estar errado).</p>
<p>Mas alguns questionamentos queimam na minha cabeça, e acredito que na cabeça de muitos que acompanham de perto os recentes acontecimentos. São eles:</p>
<ul>
<li>O que está sendo feito de afirmativo para obtermos, nos próximos dois anos, um salto de produtividade industrial?</li>
<li>O que se fez e faz para induzir um modelo fiscal de contenção inflacionária que não carregue ainda mais o peso da brutal carga tributária (sem contrapartida real e concreta em serviços e investimentos em infraestrutura)?</li>
<li>Quais são, efetivamente, os investimentos em infraestrutura em franco processo de implementação, sem complicações paralisantes, ou risco imediatos de paralisação?</li>
<li>Quais são as medidas efetivas em benefício do desenvolvimento educacional de aplicação industrial técnica ou operacional?</li>
</ul>
<p>Particularmente, ficaria mais aliviado com menos figuras retóricas, menos batismos conceituais e apostas internacionais. Sinto falta de solidez, clareza de diretriz e enfrentamento crível. O fato é que com inflação não se brinca, não se negocia, não se conversa e jamais se dança, nem tsâmiko, nem tango e muito menos samba.</p>
<p>Vamos acompanhar. Até o próximo.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Dinheirama Entrevista: Ricardo Amorim, economista e apresentador do &#8220;Manhattan Connection&#8221;</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/09/20/dinheirama-entrevista-ricardo-amorim-economista-e-apresentador-do-manhattan-connection/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 14:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Ricardo Amorim fala ao Dinheirama sobre o cenário econômico atual, as mudanças com as recentes crises e a importância da educação financeira e dos investimentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Ricardo Amorim, economista e apresentador do &quot;Manhattan Connection&quot;" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_entrevista_ricardo_amorim_ricardo_correa-207x268.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Ricardo Amorim, economista e apresentador do &quot;Manhattan Connection&quot;" align="left" hspace="2" vspace="2" />Compreender bem as transformações econômicas vividas por nosso país é um desafio tanto para nossas autoridades, quanto para nossos cidadãos. Interpretar os acontecimentos e, com base neles, tomar a melhor decisão não é tarefa simples. Por isso, insistimos sempre na questão do aprendizado e busca de conhecimento, fator essencial para elevar o nível do debate e criar, como consequência, um ambiente mais agradável para as importantes discussões que os temas &#8220;dinheiro&#8221;, &#8220;finanças pessoais&#8221; e &#8220;economia&#8221; merecem.</p>
<p>Sempre acreditamos que a opinião de qualidade é a diferença que realmente enriquece e faz refletir. Nesta semana, tivemos a honra de entrevistar e conversar com <strong>Ricardo Amorim</strong>, Economista formado pela Universidade de São Paulo e pós-graduado pela ESSEC (Paris). Ele foi um dos poucos que anteciparam a crise elétrica brasileira de 2001, a crise imobiliária americana de 2008, a crise européia de 2010 e suas consequências.</p>
<p>Em 2009, após quase vinte anos de carreira no mercado financeiro internacional &#8211; atuando nos EUA, Europa e Brasil &#8211; Ricardo montou sua empresa, a <strong><a title="Conheça a Ricam Consultoria" href="http://www.ricamconsultoria.com.br/" target="_blank">Ricam Consultoria</a></strong>, que presta assessoria econômico-financeira, de investimentos e de estratégia para clientes no Brasil e no exterior. Além disso, é colunista da Revista IstoÉ e, desde 2003, um dos apresentadores do programa “<em>Manhattan Connection</em>” do canal Globonews.</p>
<p><span id="more-6584"></span>Veja o que ele tem a dizer:</p>
<p><strong>Ricardo, nos últimos 20 anos o mundo mudou muito. Estados Unidos e Europa, que até então ditavam as regras, agora atravessam um período de muita dificuldade. Em sua opinião, podemos afirmar que países como Brasil e principalmente China estarão no comando das ações econômicas mundiais?</strong></p>
<p><strong>Ricardo Amorim:</strong> China, Índia, Brasil e Rússia já estão no comando das ações mundiais, sabendo disso ou não. Isto não significa que substituíram ou substituirão EUA, Europa e Japão, mas que se juntaram a eles neste comando, o que não acontecia antes.</p>
<p><strong>Acompanhando seu trabalho, percebemos que você é mais pessimista quanto aos problemas europeus. Indo direto ao ponto, em sua opinião a União Européia corre risco real de se esfacelar?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> É muito improvável que a União Europeia deixe de existir nos próximos anos, mas chegou o momento dela decidir se está disposta a se integrar ainda mais. Se não estiver, o risco de esfacelamento no longo prazo é bastante real. Recentemente, escrevi um artigo exatamente sobre este tema intitulado <a title="Leia o artigo de Ricardo Amorim" href="http://ricamconsultoria.com.br/news/artigos/economista-ricardo-amorim-interdependencia-ou-morte-09-2011" target="_blank">“Interdependência ou Morte”</a>.</p>
<p><strong>Na última reunião do COPOM se optou por um caminho de queda de juros, quando boa parte dos diretores entendeu que a inflação não é mais o grande perigo para nossa economia, pelo menos nesse momento. Em sua opinião, a medida foi correta ou realmente existiu uma decisão política com interferência da Presidente Dilma na decisão?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> Se houve interferência política ou não, só o tempo dirá, mas foi uma decisão bastante corajosa. Em quase 20 anos analisando decisões de bancos centrais em todo o mundo, é a primeira vez que vejo um Banco Central antecipar-se a um evento econômico ao invés de reagir ao fato consumado.</p>
<p>A decisão do BC foi uma aposta de que a crise europeia e seu contágio sobre o Brasil vão piorar muito e logo. Se acontecer, o que eu acho bastante provável, terá sido uma tacada de mestre. Caso contrário, a inflação continuará subindo e o BC terá de reverter sua decisão.</p>
<p><strong>Um dos desafios de noticiar e discutir economia é abordá-la &#8220;sem economês&#8221;, algo que você faz com muita autoridade. Infelizmente, ainda parece que os mais jovens não se interessam tanto pelo tema. Então, como tornar o assunto mais interessante?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> Tornando-o palpável e próximo da realidade de cada um, ao invés de algo distante e emaranhado em termos técnicos. Uma coisa é dizer: <em>&#8220;há um grande risco de default soberano na Grécia&#8221;</em>, outra é dizer <em>&#8220;se a Grécia der calote, você não vai poder trocar de carro porque faltará financiamento”</em>. Falta ser mais direto e tratar de questões cotidianas com análises mais objetivas e vocabulário econômico mais acessível e explicado.</p>
<p><strong>Outro aspecto importante do debate econômico é a interpretação dos fatos e sua relação com a vida da população e seu dia a dia. Se há o que melhorar na forma como a informação é apresentada, talvez haja espaço para também ensinar alguma coisa através da educação financeira. Vamos mal neste sentido? Por onde começar e o que melhorar?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> Vale começar entendendo que educação financeira pode melhorar muito a vida das pessoas. Não adianta nada trabalhar feito um escravo e não saber investir. A vida só faz sentido se for aproveitada, e um bom planejamento financeiro ajuda a tornar isto possível. Também tenho tentado ajudar, realizando <a title="Palestras Ricam" href="http://www.ricamconsultoria.com.br/palestra-de-economia.php " target="_blank">palestras</a> sobre educação financeira. Pelo <em>feedback</em> que tenho tido, parece estar funcionando. Ou seja, o assunto é relevante e as pessoas se interessam por seus desdobramentos.</p>
<p><strong>Com uma economia mais previsível, estável e uma moeda forte, é claro que melhoramos em relação ao passado. Males como a corrupção, a gestão ineficiente de recursos e a política do benefício próprio, no entanto, deixam alguns jovens desanimados. Qual sua visão sobre o futuro econômico e político do Brasil?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> O copo sempre estará meio cheio e meio vazio. A boa notícia é que estamos enchendo o copo. Nos últimos oito anos, apesar dos muitos problemas que ainda existem, o crescimento do PIB brasileiro foi, em média, o dobro dos 25 anos anteriores. A má notícia é que a melhora do desempenho econômico reduziu a pressão política por reformas que permitiriam que o Brasil crescesse ainda mais, como a reforma da previdência do setor público e a reforma tributária.</p>
<p><strong>Ricardo, muito obrigado pela disponibilidade. Torcemos que continue essa trajetória de sucesso. Pedimos que deixe uma mensagem final para nossos leitores.</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> O mundo e o Brasil estão passando pelas transformações mais profundas de muitas décadas. Compreendê-las permite que tomemos decisões corretas para aproveitar oportunidades e reduzir riscos. Boa informação e análise são hoje mais importantes do que nunca. Assim como o excelente trabalho de vocês, também tento contribuir um pouquinho com análises, notícias e artigos sempre publicados em meu site: <a title="Acesse o site de Ricardo Amorim" href="http://www.ricamconsultoria.com.br/" target="_blank">www.ricamconsultoria.com.br</a>.</p>
<p>Crédito das fotos: <strong>Ricardo Correa</strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Investir em imóveis nos EUA ou em renda fixa no Brasil?</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 12:01:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O momento reserva boas oportunidades de compra de imóveis abaixo do potencial nos Estados Unidos. No Brasil, a renda fixa continua sendo uma ótima alternativa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Investir em imóveis nos EUA ou em renda fixa no Brasil?" src="http://dinheirama.com/files/2011/05/dinheirama_imovel_eua_renda_fixa_brasil.jpg" alt="Investir em imóveis nos EUA ou em renda fixa no Brasil?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Marcelo</strong> comenta: <em>“Ricardo, moro nos Estados Unidos, onde comecei a comprar imóveis de baixo valor. Em dois anos com essa estratégia, já consegui comprar dois imóveis. O dólar no Brasil está relativamente baixo, por isso não sei se está valendo a pena enviar o dinheiro para aí. A dúvida que fica é justamente nesse quesito: continuo com a estratégia de comprar imóveis por aqui ou mesmo com o câmbio baixo mando para o Brasil e aproveito as oportunidades do mercado de ações e renda fixa?”</em></p>
<p>Com a crise de crédito de 2008, os EUA entraram em um período muito dolorido para sua população: desemprego e recessão são, desde então, palavras constantes no noticiário econômico. Um dos pilares da crise aconteceu justamente no mercado imobiliário, mais precisamente com as chamadas hipotecas. Se a crise foi sinônimo de problemas para a maior parte da população, também representou algumas oportunidades para quem tinha algum dinheiro em caixa.</p>
<p>A desvalorização dos imóveis e a falta de compradores interessados fizeram com que verdadeiras pechinchas surgissem a cada esquina. Vejo que você foi um dos que aproveitou a oportunidade de comprar bons imóveis a preços baixos. Observando friamente, a economia norte-americana está longe do que já foi, mas alguns dados mostram que já existe certa recuperação – o que lentamente fará desaparecer as boas oportunidades. Estando ai, acho interessante a opção por <a title="Leia mais no Portal Exame" href="http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/e-boa-a-hora-para-comprar-imoveis-nos-eua" target="_blank">imóveis a preços bem abaixo do potencial</a>.</p>
<p><span id="more-6186"></span><strong>Brasil fez opção ao crescimento para fugir da crise</strong><br />
O Brasil atravessou a crise apostando no consumo interno como arma para manter o emprego e fazer crescer a economia. O plano deu certo e o país cresceu forte, inclusive fora de sua capacidade de produção, o que criou, no começo do ano, outra preocupação: a temida inflação.</p>
<p>Respondendo sua pergunta, creio que alguns pontos precisam ser bem definidos para sua estratégia de investimentos realmente funcionar. A primeira pergunta que me ocorre é: quando você pretende voltar para o Brasil? Trata-se de uma pergunta-chave para traçar seu futuro. Uma alternativa interessante para a volta seria considerar a abertura de algum empreendimento para, quando voltar, ter seu próprio negócio, aproveitando o crescimento brasileiro.</p>
<p><strong>Ações, 2011 com oscilações e muita volatilidade</strong><br />
O mercado de ações passa por alguns momentos de ajuste, principalmente por questões referentes ao novo governo. A inflação nos países emergentes e a crise na Europa também afetam o desempenho da bolsa brasileira. Então, se o seu dinheiro está comprometido no curto prazo ou se você tem aversão ao risco, busque outras alternativas. Faça isso até que o cenário se defina de uma forma um pouco mais clara.</p>
<p>Para conter a inflação, o Brasil adotou algumas medidas para encarecer o crédito. Dessa forma, os juros subiram e o mercado de renda fixa voltou a atrair atenção de todos. O Tesouro Direto, compra de títulos públicos, está na pauta e foi descrito de forma didática pelo <strong>Navarro</strong> no artigo <a title="Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características" href="http://dinheirama.com/blog/2011/01/20/tesouro-direto-como-investir-rentabilidade-vantagens-e-caracteristicas/" target="_blank">“Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características”</a>. Trata-se de uma excelente alternativa conservadora de investimentos.</p>
<p>Como pode perceber, a resposta para sua dúvida não é única, nem definitiva. Tudo dependerá dos objetivos para seus investimentos, do prazo definido para a aplicação e de suas metas pessoais (retorno ou não ao Brasil, por exemplo). Defina o que quer para o futuro e quanto pretende investir nele (separe curto, médio e longo prazo). Descobrir quais serão os melhores investimentos para alcançar suas metas será o passo a seguir, ok? E faremos isso juntos.</p>
<p>Valeu e até a próxima! Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Rumos da economia brasileira: depois do sol, a chuva</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/04/14/rumos-da-economia-brasileira-depois-do-sol-a-chuva/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 02:23:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[O Brasil não parece ter realmente se aproveitado do bom momento econômico para colocar em prática mudanças importantes. Quantas chances ainda teremos? O que vem a seguir?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Rumos da economia brasileira: depois do sol, a chuva" src="http://dinheirama.com/files/2011/04/dinheirama_rumos_economia_sol_chuva.jpg" alt="Rumos da economia brasileira: depois do sol, a chuva" hspace="2" vspace="2" align="left" />Dizem que na vida, assim como na dinâmica econômica, logo após as tempestades vem a bonança; e que o inverso também é verdadeiro. Honestamente, não sei se a sentença tem algum fundamento e, aparentemente, não há lógica alguma em seu raciocínio. Infelizmente.</p>
<p>Observem o Haiti, por exemplo. Após décadas de holocausto socioeconômico e absurdos políticos, justamente quando iniciativas internacionais começavam a gerar alguma luz (mesmo que apagadinha) no fim do túnel, como resultado dos esforços de pacificação e saneamento geral, a natureza, que não entende nada de economia ou política, resolveu se fazer presente, castigando uma nação já tão castigada com um terremoto sem precedentes. Existe lógica nisso? Certamente não.</p>
<p>Mas, deixando de lado aquilo que alguns pensadores batizam como o efeito da “miserável condição humana”, que insiste em nos jogar de encontro ao imponderável, ao ocaso e suas vicissitudes, lembro o leitor de que alguns eventos são, evidentemente, previsíveis. E é nesse contexto que a sentença apresentada no começo do texto faz todo sentido.</p>
<p><span id="more-6042"></span>Nos últimos tempos, vivenciamos o sol onde, sustentados pelo avanço das commodities e pelo desenvolvimento do mercado interno, firmamos resistência aos efeitos do vendaval financeiro de 2008, observando uma retumbante retomada do crescimento ao longo dos dois últimos anos, contribuindo desta forma para consolidar a crença no nosso destino rumo ao olimpo das nações desenvolvidas.</p>
<p>Não nos faltaram alguns acontecimentos e convincentes certificações: recomendação de investimento pelas mais renomadas agências de <em>rating</em> do mundo (o chamado grau de investimento), elevação ao patamar de 7ª economia mundial, a descoberta de imensas reservas petrolíferas, a adesão de uma significativa camada populacional à classe média e o reconhecimento de um sistema financeiro (de fato) sólido.</p>
<p><strong>O problema é que o calor do sol entorpece e traz certa preguiça.</strong><br />
De tantos raios solares, o nosso querido Brasil deitou-se na espreguiçadeira e, entre um bocejo e outro, cochilou. Enquanto sonhava com seu protagonismo crescente no concerto das nações, caiu no sono e descuidou-se. Não deixou de ser uma economia essencialmente extrativista, não enxugou a cansativa burocracia cartório-institucional, não aplicou choques de gestão e eficiência à máquina governamental.</p>
<p>Deixou de lado o processo educacional, não só para aqueles que lutam pela oportunidade de ter o mínimo de instrução, mas também para aqueles que se preparam para instruir. Pouco investiu em ciência e tecnologia, se esqueceu de realizar investimentos em infraestrutura e manteve a sua engrenagem tributária de forma tão caótica como sempre esteve.</p>
<p>Então, gradualmente, o sol foi se sentindo desperdiçado, subutilizado e foi sumindo, triste e decepcionado. Em seu lugar surgiram algumas nuvens e, com elas, alguns desconfortos: câmbio sobrevalorizado, inflação encostada no topo da meta e uma indústria assustada, perdendo espaço e divisas para outras nações.</p>
<p>Outras nações que não se acomodaram na espreguiçadeira e que, durante o sol, lutaram e lutam para se tornar potências em produtividade, desenvolvimento tecnológico e científico. Pragmáticas, se protegeram do sol, pois não queriam ser ofuscadas por sua luminosidade.</p>
<p>O interessante é que mesmo observando que dele se protegem, o sol lá permanece, feliz e satisfeito. Ele é histérico e foge daqueles que facilmente o aceitam. Vamos torcer (e trabalhar) para que ele volte ou ao menos que não nos abandone por completo. Se ele voltar de vez, que possamos quebrar a espreguiçadeira e continuar trabalhando.</p>
<p>Até o próximo.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Presidenta Dilma e seus primeiros cem dias de governo</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/04/12/presidenta-dilma-e-seus-primeiros-cem-dias-de-governo/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 13:27:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os cem primeiros dias de governo de Dilma Rousseff foram marcados pela escalada da inflação, dólar em baixa e uma equipe econômica ainda confusa em relação ao crescimento do Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Presidenta Dilma e seus primeiros cem dias de governo" src="http://dinheirama.com/files/2011/04/dinheirama_cem_dias_governo_dilma.jpg" alt="Presidenta Dilma e seus primeiros cem dias de governo" hspace="2" vspace="2" align="left" />E passaram voando os primeiros e representativos cem dias de governo da Presidenta Dilma Rousseff. As pesquisas divulgadas há poucas semanas mostram que <a title="Leia mais no Estadão" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+brasil,pesquisa-diz-que-48-aprovam-acoes-do-governo-dilma-de-combate-a-inflacao,61084,0.htm" target="_blank">a população apóia o governo</a>, mas que há um receio muito grande em relação à escalada da inflação. O fantasma dos preços altos assusta alguns brasileiros e traz de volta as discussões em torno de uma figura mítica, o Dragão. Será que ele acordou?</p>
<p>A inflação é, ao lado da desvalorização do dólar, um dos principais problemas do atual momento do governo. No campo inflacionário existe uma queda de braço entre o mercado, que pede maior atuação por parte do Banco Central (BC) na elevação da Taxa Selic, e o governo (leia-se Ministro Guido Mantega), que defende a preservação do crescimento do PIB perto de 5% em 2011. As palavras de Mantega convergem para a ideia de que a manutenção da política de aumento dos juros significaria a interrupção do crescimento.</p>
<p>Em tese, o BC aceitaria uma inflação fora do centro da meta em 2011. Em 2012, o BC acredita, ou ao menos passa a ideia, que o centro da meta, 4,5%, estaria próximo ao índice da inflação. Acontece que o <a title="Leia mais no UOL" href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2011/04/07/ipca-supera-previsoes-no-mes-e-acelera-em-12-meses.jhtm" target="_blank">IPCA (12 meses) divulgado agora mostra que a inflação já está em 6,3%</a>: estamos saindo do sinal amarelo e entrando no vermelho.</p>
<p><span id="more-6012"></span><strong>Taxa Selic, um tiro no pé?</strong><br />
O aumento da Taxa Selic, apesar de ser defendido pela maior parte dos analistas e gurus do mercado, também tem seus efeitos colaterais: aumenta a dívida pública e cria dificuldades para empresas do país em manter a cadeia produtiva em funcionamento, já que encare o crédito usado como fonte de investimentos por parte destas companhias e desestimula o consumo, diminuindo o faturamento.</p>
<p>Acredito que o que precisamos buscar é <a title="Leia mais sobre indexação" href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-indexacao-da-economia-brasileira" target="_blank">uma forma de acabar com a indexação da economia</a> e percebo que poucos defendem um debate mais amplo e racional sobre esse tema. O país não aguenta mais ter que recorrer sempre ao aumento dos juros para conter a inflação: o passo precisa ser dado antes, na formação dos preços.</p>
<p>A infraestrutura e alocação de recursos também precisam melhorar. O país tem que aperfeiçoar sua capacidade industrial e agir para que os investimentos diretos para estruturar seu crescimento saiam do papel e dos discursos.</p>
<p><strong>Dólar teima em cair</strong><br />
Outro ponto crucial para o futuro diz respeito à pressão cambial. Medidas foram tomadas, aumentando o IOF para empréstimos aqui e lá fora, sem um resultado positivo. O dólar continua a cair e a renúncia fiscal que o governo fez ao corrigir a tabela do Imposto de Renda já foi compensada com esses aumentos: é dar com uma mão e pegar com a outra.</p>
<p>A “caixa de maldades” está aberta e o governo tem a faca e o queijo na mão para tomar outras medidas. A arrecadação crescente com a mudança no IOF parece ser motivo de alegria para alguns integrantes da base governista. Há quem veja <a title="IOF, a nova CPMF?" href="http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/4/11/o-iof-e-a-nova-cpmf" target="_blank">na alta do IOF uma sombra da CPMF</a>. Sendo sincero, tudo que se pede é eficiência nas medidas.</p>
<p>Não podemos nos esquecer dos cortes no orçamento, da ordem de R$ 50 bilhões em 2011. Um corte de despesas que ainda não foi realizado e tido apenas como manobra. <a title="Mais na Revista Voto" href="http://www.revistavoto.com.br/site/noticias_detalhe.php?id=2297&amp;t=Governo_aumenta_despesas_com_pessoal_e_reduz_investimentos_" target="_blank">As despesas correntes, ao contrário do que se pregava, aumentaram</a> e trazem grande temor para o futuro.</p>
<p><strong>A falta de estrutura para a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016</strong><br />
A cada dia ficamos mais próximos dos eventos esportivos de 2014 e 2016. Estamos flertando com o perigo de não termos estádios e infraestrutura mínima para acomodar e receber os turistas que virão para o evento. Um dos pontos mais críticos é a situação vexatória dos nossos aeroportos: pequenos, inseguros e despreparados para o mínimo de conforto de quem necessita viajar de avião.</p>
<p><strong>Dilma &#8220;encara&#8221; as duas grandes potências</strong><br />
Nestes cem dias também foi notícia a viagem do Presidente dos EUA, Barack Obama, ao Brasil. Dilma mostrou firmeza nas negociações e deixou claro que o Brasil busca parceiros e não abaixará a cabeça à vontade americana. Obama entendeu o recado e percebeu que o Brasil tem muito a oferecer, mas também tem suas exigências.</p>
<p>Justamente no centésimo dia de governo, Dilma Rousseff estava em viagem oficial rumo à China. Nada mais representativo e importante, já que mostra a disposição brasileira de valorizar o crescimento comercial com o novo parceiro preferencial. Temos muito a negociar e, principalmente, a discutir sobre o protecionismo chinês. Tomara que com a mesma clareza que foi usada diante dos EUA.</p>
<p>Os cem primeiros dias ficaram para trás. Os desafios só começaram. Estamos de olho. Até a próxima.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

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		<title>Grandes personalidades no BC são prejudiciais?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/12/10/grandes-personalidades-no-bc-sao-prejudiciais/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 11:54:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O trabalho de Henrique Meirelles à frente do Banco Central foi exemplar, sério e elogiado por todo o mercado. Há quem pregue o contrário e defenda o não uso de "medalhões" no cargo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Grandes personalidades no BC são prejudiciais? " src="http://dinheirama.com/files/2010/12/dinheirama_banco_central_personalidades.jpg" alt="Grandes personalidades no BC são prejudiciais? " hspace="2" vspace="2" align="left" />Nesses dias fui tomado de surpresa ao ver a primeira capa de uma respeitável revista de grande circulação. Na capa, a foto do atual (mas em retirada) presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, acompanhada por um eufórico “Finalmente”, em comemoração à sua despedida, confirmada para primeiro de janeiro de 2011. Muito bem, o convívio de opiniões divergentes enriquece a democracia &#8211; e por isso mesmo me permito discordar dos motivos do festejo, não sem antes contextualizar.</p>
<p>Não me oponho à troca, que pode ser saudável. A alternância traz sempre os seus benefícios, mas o teor da referida matéria enaltece o fim dos grandes nomes no comando da instituição, “prima-donas” para ser fiel ao texto lido. E é justamente aí que vem o meu questionamento. Seriam essas grandes personalidades prejudiciais?  Creio que não.</p>
<p>Ainda me recordo do panorama que vivíamos quando o atual presidente do BC assumiu. O clima no dito <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2Fkb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-52">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> oscilava entre o desânimo total e o desespero, alarmados pelo posicionamento político-ideológico tradicionalmente afirmado pelo grupo que hoje encabeça o governo federal.</p>
<p><span id="more-5362"></span>Tratava-se de uma decolagem turbulenta, com o medidor de credibilidade internacional beirando um redondo zero, não fossem algumas declarações e medidas tranquilizadoras, dentre elas (vejam que curioso) trazer uma “prima-dona” para presidir o BC. E ela estava lá, empenhando a sua credibilidade internacional, justamente por se tratar de um grande nome do setor.</p>
<p>No entanto, após oito anos, quando colhemos os frutos de bem mais que uma década de disciplina econômica, sem contar com o embalo (entre 2003 e 2007) provocado pelo avanço do preço das <em>commodities</em> e pela bonança do crescimento mundial, festeja-se o fim da necessidade de medalhões na <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWErYnJhc2lsZWlyYV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-68">equipe econômica<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>.</p>
<p>Então questiono: <strong>Nunca mais enfrentaremos períodos turbulentos? Navegaremos em eterno céu de brigadeiro daqui para frente?</strong> A história prova que não, e o mínimo de análise da conjuntura que nos aguarda confirma a história.</p>
<p>Sinceramente, não acredito em catastrofismos, mas o enfrentamento de tempos difíceis é algo absolutamente natural (às vezes saudável). Para evitar o céu e não ficar na terra, confesso a minha crença na volta das “prima-donas”. Que venha o competente Alexandre Tombini, por quem torceremos.</p>
<p>Agora façamos justiça. Adeus Henrique, você foi grande. Obrigado.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O PIB, a Selic e o Brasil dos relatórios oficiais</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/04/19/o-pib-a-selic-e-o-brasil-dos-relatorios-oficiais/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 01:15:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[O que esperar da economia brasileira segundo os analistas de mercado e instituições financeiras que movimentam as análises do relatório Focus? Entenda as previsões!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O PIB, a Selic e o Brasil dos relatórios oficiais" src="http://dinheirama.com/files/2010/04/dinheirama_pib_selic_brasil.jpg" alt="O PIB, a Selic e o Brasil dos relatórios oficiais" hspace="2" vspace="2" align="left" />Toda segunda-feira o Banco Central divulga o <a title="Veja os relatórios já publicados" href="http://www4.bcb.gov.br/?FOCUSRELMERC" target="_blank">relatório Focus</a>, onde os principais economistas de diversas instituições financeiras expressam suas opiniões sobre inflação, Produto Interno Bruto (PIB), taxa Selic, taxa de câmbio, entre outros indicadores. Como já era previsto, a inflação medida pelo IPCA (Índice de preço ao Consumidor Ampla) teve expectativa de alta em 2010 pela décima terceira semana. A aposta desta vez é que fecharemos o ano com o IPCA em 5,32%, fora do centro da meta para o ano, que é de 4,5%.</p>
<p><strong>Como ficam a Selic e o PIB?<br />
</strong>Todos apostam em um aumento da ordem de 0,5 pontos percentuais na Taxa Selic já na próxima reunião, ainda em abril. Os analistas estimam que no final do ano a taxa chegue a 11,50% ao ano; até a última semana, a maioria apontava para 11,25%. Ao que parece, o aquecimento da <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> pode comprometer a meta também em 2011, afinal 2010 parece já estar bem desenhado e qualquer atitude nesse momento pouco efeito terá nos resultados de curto prazo.</p>
<p>Ainda segundo os economistas, em 2010 o PIB deve chegar à uma alta de 5,81%, sendo a quarta alta seguida publicada no relatório Focus, o que de certa forma reforça a idéia de que a economia do Brasil passa por um momento de muito otimismo. Experimente acessar e ler o <a title="Faça o download do relatório (PDF)" href="http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20100416.pdf" target="_blank">relatório com data de 16/04</a>, divulgado hoje, e conheça mais detalhes das previsões e expectativas dos profissionais e instituições consultados.</p>
<p><span id="more-4333"></span><strong>Henrique Meirelles, o Czar do Banco Central, e os gastos do governo<br />
</strong>Nesse cenário de expectativa e algumas incertezas, cabe ressaltar que o Presidente do Banco Central, <strong>Henrique Meirelles</strong>, decidiu permanecer no cargo e deve ser o condutor da política econômica até a troca de governo. Além disso, permanece sendo a figura responsável pela confiabilidade do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbytmaW5hbmNlaXJvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-68">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> em um ano de eleições, onde os gastos do governo podem aumentar mais do que o desejável.</p>
<p>Aliás, o próximo governo precisará ser muito incisivo na questão dos gastos públicos – ponto em que sempre insistimos e fazemos questão de mencionar. As medidas tomadas pelo atual governo no para tentar suavizar a crise no país foram positivas e surtiram bons efeitos, mas deixaram para trás um fardo bastante pesado.</p>
<p>A <a title="Leia mais no Portal Exame" href="http://portalexame.abril.com.br/degustacao/secure/degustacao.do?COD_SITE=35&amp;COD_RECURSO=211;831&amp;URL_RETORNO=http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0966/economia/sobrou-ele-novo-548688.html" target="_blank">Revista Exame fez um levantamento</a>, com base anos de 2008 e 2009, usando como referência os setores de automóveis, eletrodomésticos, material de construção e outros itens, chegando aos seguintes dados:</p>
<ul>
<li>Aporte do Tesouro no BNDES: <strong>R$ 127 bilhões</strong>;</li>
<li>Corte (Concessão) de Impostos nos produtos: <strong>R$ 25 bilhões</strong>;</li>
<li>Aporte do Tesouro na Caixa Econômica Federal: <strong>R$ 5 bilhões</strong>;</li>
<li>Aumentos salariais do funcionalismo/servidores: <strong>R$ 23 bilhões</strong>;</li>
<li><strong>Total: R$ 180 bilhões</strong>.</li>
</ul>
<p>Os números assustam! Em 2010, os gastos continuam em ritmo acelerado, podendo chegar a um total de R$ 108 bilhões (previstos). O valor representa uma elevação na dívida pública do governo em relação ao PIB (indicador conhecido como relação dívida pública líquida/PIB). Tal indicador pode chegar, em janeiro de 2011, a 65%, ante 57,1% em janeiro de 2007. Recomendo a leitura do <em>paper</em> <a title="Acesse o paper clicando aqui!" href="http://www.ie.ufrj.br/moeda/pdfs/sustentabilidade_da_divida_publica.pdf" target="_blank">&#8220;Sustentabilidade da dívida pública: uma proposta de longo prazo&#8221;</a>, dos professores José Luís Oreiro (UFF) e Luiz Fernando de Paula (UERJ). Está certo que a tendência vem sendo de queda, mas os gastos da máquina pública precisam de melhor gestão – e isso é crônico, um problema apartidário.</p>
<p><strong>Hora de olhar para o futuro<br />
</strong>Como já mencionei anteriormente, considero que atravessamos, principalmente no ano passado, um período realmente turbulento e as iniciativas tomadas para conter a crise no curto prazo são menos danosas do que o agravamento da crise. Conseguimos afastar, entre outros males, o desemprego e ainda manter o otimismo nos <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y29uc3VtaWRvcmVzXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">consumidores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e na economia, provando, inclusive internacionalmente, que o Brasil é um país viável.</p>
<p>Sim, o Brasil ainda carece de melhor infraestrutura, mais investimentos diretos em produtos competitivos e qualificação, mas vai bem. E agora é o momento de virar a página e voltar ao rigor fiscal (que foi deixado de lado) e instituir um controle de gastos. Tudo para o país crescer de forma sustentável, isto é, mostrar que não viveremos fazendo festas em cima de “bolhas”. Que tal aprender com as lições do passado, de outras economias e garantir um país com crescimento de verdade?</p>
<p><strong>Fonte da matéria:</strong> Revista Exame, edição 966. Crédito da foto para <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://www.freedigitalphotos.net" target="_blank"><strong>freedigitalphotos.net</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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