Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos

Henrique Meirelles, investimentos e juros altos

Publicado por Ricardo Pereira em 18.6.2008 na seção Economia Geral

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Alta dos juros e o seu bolsoNa última segunda feira, dia 16/06, participei, como editor de economia do Dinheirama, da cobertura da entrevista dada pelo presidente do Banco Central Henrique Meirelles ao programa Roda Viva (TV Cultura), comandado pela jornalista Lilliam Witte Fibe. Assistir ao programa ao vivo e interagir com os participantes trouxe excelentes insights para o artigo de hoje.

Durante o programa, deixei minhas impressões e opiniões disponíveis a todos através do meu perfil no Twitter. Também comentei um pouco do que acontecia nos bastidores - ouso dizer que, algumas vezes, durante os intervalos foram ditas coisas mais interessantes que durante o programa. Aliás, algum leitor acompanhou a entrevista na TV Cultura? O que você achou?

De uma maneira geral, a experiência foi maravilhosa. Mais uma vez aprendi muito e tive a oportunidade de estar próximo da maior autoridade econômica[bb] do país. Figura ímpar que, diga-se de passagem, colocou os jornalistas “no bolso” durante o programa. As perguntas foram muito focadas nas altas taxas de juros. Temas importantes, como a dívida brasileira e os gastos públicos, acabaram ficando fora da pauta.

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Os ciclos brasileiros e alta da taxa Selic

Publicado por Ricardo Pereira em 11.6.2008 na seção Economia Geral

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O ciclo de alta da SelicVocê já reparou que os juros estão em queda no Brasil? Calma leitor, não estou louco! Escrevo como investidor[bb], aquele que sempre encara o tempo, o longo prazo. No inicio do governo Lula (fevereiro de 2003) tivemos um pico de 26,5% na taxa Selic. Você se lembra? Pois é, aquele foi o primeiro ciclo de alta dos juros da gestão de Henrique Meirelles na presidência do Banco Central.

De lá para cá, especialmente em maio de 2005, registramos o pico do segundo ciclo de alta, com a taxa de juros chegando a 19,75% e recuado até os 16%. Até os dois últimos aumentos, chegamos aos juros mais baixos desde a chegada do Plano Real: 11,25% ao ano. Agora estamos com 12,25% e a expectativa geral no mercado é que este terceiro ciclo de alta nos juros faça a taxa subir até os 14% ainda este ano, voltando para a casa de 12% no ano que vem.

A taxa ainda está alta? Provavelmente sim, diriam alguns mais cautelosos. Certamente sim, diriam alguns mais extremistas. O aumento é pontual e visa controlar a inflação, diriam alguns mais informados. Não há unanimidade, o que é interessante em uma democracia. Mas, ainda acho alta a taxa se levarmos em conta os demais países em desenvolvimento.

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A casa própria e o imóvel como investimento

Publicado por Ricardo Pereira em 06.6.2008 na seção Imóveis

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A casa própria e o imóvel como investimentoPor muitas vezes conversamos sobre imóveis enquanto alternativa de investimento. O tema continua sendo muito oportuno. Quando o país apresenta um crescimento sustentado, ótimas opções de investimento[bb] surgem em um piscar de olhos. Assim, estar preparado para aproveitar uma boa chance de multiplicar seu capital é sempre um grande desafio.

O primeiro ponto que vou abordar vem de um assunto extremamente polêmico: a casa própria. Afinal de contas, a casa própria é ou não é um investimento? Todos sonham em fugir do aluguel e uma grande maioria o encara como um dos grandes vilões da vida moderna. O Navarro já abordou o tema em outro excelente artigo: “Imóvel, comprar ou alugar?”

Reconheço que pagar uma quantia alta por uma moradia que não é sua pode ser desgastante, mas em alguns isso representa uma oportunidade, principalmente para casais que estão começando uma vida a dois. No país onde qualquer financiamento cobra juros relativamente altos, o aluguel pode ter seu lado bom. Pode. Mas o que você entende de imóveis[bb]?

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A alta da Selic, o feijãozinho e o seu bolso

Publicado por Ricardo Pereira em 04.6.2008 na seção Economia Geral

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A alta da Selic, o feijãozinho e o seu bolsoSe existe algo em que os economistas concordam no Brasil, é que o COPOM aumentará a taxa básica de juros hoje. Discute-se muito a necessidade e a magnitude do aumento (0,25%, 0,5% ou 0,75%?), mas sua mudança é dada como certa. Como você já sabe, o grande responsável pelo aumento é o perigo inflacionário, muito mais perigoso e ardiloso do que se supunha até pouco tempo.

Hoje foi divulgado o Índice de Preços ao consumidor (IPC), mantido pela Fipe, que sofreu forte elevação no mês de maio, saltando de 0,54% em abril para 1,23% no mês passado. É a maior variação do índice desde fevereiro de 2003, quando o indicador chegou a 1,61%. Naquele tempo, o fantasma inflacionário pegava carona na forte pressão do dólar frente ao real.

Os alimentos no centro da questão
O grupo alimentação puxou a corda inflacionária, chegando a acelerar 3,17% em maio. Dentro do grupo, destacam-se as altas de 22,16% do arroz, 4,61% da carne bovina, 5,08% do leite longa vida e 4,15% do pão francês. Já temendo perder o controle e as rédeas da situação, o governo, mesmo que timidamente, começa a dar alguns sinais de que percebe o quanto o problema é critico.

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Inflação versus Investimentos Pessoais

Publicado por Conrado Navarro em 03.6.2008 na seção Educação Financeira, Risco e Retorno

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Inflação versus Investimentos PessoaisMarcelo comenta: “Navarro, tenho conversado constantemente com meu gerente bancário sobre a inflação e seu poder corrosivo sobre meu dinheiro aplicado. Em alguns momentos concordamos, em outros divergimos. Ele insiste em garantir que muitos de seus produtos rendem (e renderão) juros reais positivos. Será que posso confiar nisso? Como anda a situação dos investimentos em relação à inflação? Obrigado.”

O comentário e a dúvida do leitor Marcelo ficaram guardados em minha caixa de mensagens por algum tempo (sua mensagem foi enviada em março deste ano). A razão da demora em comentá-la é simples: com a escalada dos preços iniciada no final de 2007, optei por aguardar ao menos cinco meses (janeiro a maio) para debater a evolução das aplicações e da inflação.

Os resultados assustam um pouco, é verdade, mas colaboram para a importante missão deste espaço: promover intensas conversas sobre dinheiro[bb], investimentos, economia e finanças pessoais. Aqueles que ainda não levaram em conta a inflação nos planejamentos certamente passarão a fazê-lo depois de observar a alarmante situação do dinheiro investido nestes primeiros meses do ano.

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O Dinheirama é um site sobre economia, finanças pessoais e educação financeira, mantido por Conrado Navarro, que tem como objetivo fazer com que você administre melhor seu dinheiro e aumente o seu patrimônio. Saiba mais

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