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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; juros</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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	<itunes:subtitle>Dinheiro, educacao financeira e investimentos ao alcance de todos</itunes:subtitle>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; juros</title>
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		<title>Incentivos ao consumo: cuidados com a ressaca da festa de crédito</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 15:23:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio De Julio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Governo anuncia medidas para incentivar consumo: redução de IPI e queda do IOF. Como ficam os brasileiros e seu endividamento? O que esperar de 2012?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Cuidados com a ressaca da festa de crédito" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_cuidado_com_a_ressaca_festa_credito.jpg" alt="Cuidados com a ressaca da festa de crédito" align="left" hspace="2" vspace="2" />Estamos terminando 2011 com um convite para uma grande festa para 2012. Uma festa regada a muito crédito, disponível tanto para estimular o consumo interno no Brasil, quanto para afastar um pouco as nuvens negras da crise europeia que apontam no horizonte. Mas como toda festa bem servida, temos que tomar cuidado com os excessos para evitar uma bela ressaca.</p>
<p>Em 2010, tivemos um grande avanço no PIB (Produto Interno Bruto), de mais de 7%, graças a medidas semelhantes de afrouxo no crédito, mas isso acabou levando muitos consumidores às lojas, concessionárias e imobiliárias. Com campanhas publicitárias do tipo “somos imbatíveis” e “a crise é uma marolinha”, muitos brasileiros se endividaram e estão até hoje com problemas para saldar as dívidas contraídas nesse período.</p>
<p>Com o aumento da demanda e a falta de investimentos essenciais em infraestrutura para transporte de cargas – e assim escoar a produção –, a inflação no ano de 2011 disparou. Um dos motivos dessa alta foi o grande apetite dos consumidores, o que empurrou o indicador para longe da meta do governo.</p>
<p><span id="more-6879"></span>O transporte público e o aluguel são dois exemplos de preços que dispararam em 2011. Já temos alguns exemplos do que está por vir em 2012 no aumento das mensalidades escolares, inclusive levando alguns pais a entrar com processos contra algumas escolas pelos aumentos praticados, considerados abusivos.</p>
<p>Agora, estamos prestes a rever esse mesmo filme, reeditado no governo atual, que já deu seus primeiros passos recentemente com algumas medidas para <a title="Leia mais sobre a redução do IPI" href="http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2011/12/reducao-do-ipi-e-proximidade-do-natal-levam-consumidores-lojas.html" target="_blank">acelerar o consumo de eletrodomésticos</a> (redução do Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI) e <a title="Leia mais sobre queda do IOF" href="http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/5968/Corte+de+imposto+para+evitar+crise" target="_blank">diminuição do imposto para operações de crédito</a> (IOF) voltadas ao consumo.</p>
<p>Acredito fortemente que não teremos uma campanha tão populista como a anterior, mas temos que tomar muito cuidado com o apelo das propagandas e as promessas de crédito fácil. Ainda temos os maiores (piores) juros do planeta e, infelizmente, 2012 promete ser um ano de mais reajustes, devido à inflação atingida em 2011.</p>
<p>Antes de sair às compras e contrair crédito, é recomendável uma grande reflexão. Preste atenção e faça uso do planejamento para não ajudar a aumentar o índice de inadimplência, que, assim como a inflação, também está bem alto. Vale a reunião familiar, pesquisar preços e usar e abusar das planilhas para ver até onde realmente você pode gastar.</p>
<p>Não se deixe levar pelo imediatismo, pelo valor das parcelas e pelo impulso ao entrar nas lojas. Lembre-se do grande ensinamento do mestre Tio Ben, tio do Peter Parker, o Homem Aranha: <em>“Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”</em>.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Antonio De Julio</b>.<br>

Instrutor da MoneyFit, conselheiro da Associação Comercial de São Paulo e co-autor do livro "Por dentro da Bolsa de Valores".<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Gustavo Franco, ex-presidente do BC e sócio da Rio Bravo Investimentos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/12/07/dinheirama-entrevista-gustavo-franco-ex-presidente-do-bc-e-socio-da-rio-bravo-investimentos/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 07:38:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Gustavo Franco fala da importância da juventude e comenta a atuação do governo na queda da taxa básica de juros (Selic). O que esperar de 2012?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Gustavo Franco, ex-presidente do BC e sócio da Rio Bravo Investimentos" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_entrevista_gustavo_franco.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Gustavo Franco, ex-presidente do BC e sócio da Rio Bravo Investimentos" align="left" hspace="2" vspace="2" />Economia também é assunto para os jovens, principalmente porque eles sempre são os agentes de transformação (ou não) de um país. Entender o que se passa com nossa taxa de juros, nossa política fiscal e qual o papel da sociedade diante desses desafios é questão de cidadania. Para destacar a importância do tema, nada melhor que conversar com um economista. Felizmente, tivemos a oportunidade de bater um papo com um grande economista: <strong>Gustavo Franco, </strong>ex-presidente do Banco Central.</p>
<p>Gustavo Franco é Economista pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, onde também completou seu mestrado. Sua dissertação foi a primeira colocada em 1983 no Prêmio BNDES de Economia. Foi professor, pesquisador e consultor em assuntos de economia no Departamento de Economia da PUC-RJ, especializando-se em inflação, estabilização, história econômica e economia internacional, áreas em que publicou extensamente.</p>
<p>Entre 1993 e 1999, Gustavo foi secretário de política econômica adjunto do Ministério da Fazenda, diretor de Assuntos Internacionais e presidente do Banco Central do Brasil. Teve participação central na formulação, operacionalização e administração do Plano Real.</p>
<p><span id="more-6874"></span>Em 2000, Gustavo Franco fundou a <a title="Conheça a Rio Bravo Investimentos" href="http://www.riobravo.com.br/" target="_blank">Rio Bravo Investimentos</a>, empresa de serviços financeiros, fusões, aquisições, investimentos e securitizações. Participa de diversos conselhos de administração, consultivos e de eventos corporativos como palestrante. Em paralelo, mantém alguma atividade acadêmica (aulas e pesquisas) e escreve para jornais e revistas (O Estado de São Paulo, Jornal do Brasil, Veja, Época). Acompanhe nossa conversa:</p>
<p><strong>Gustavo, um dos temas mais discutidos no Brasil é a taxa de juros. Recentemente você se tornou uma voz importante que acredita que poderíamos já praticar taxas de juros similares às da zona do Euro. Como viabilizar esse cenário?</strong></p>
<p><strong>Gustavo Franco:</strong> Somos o campeão mundial de juros há muitos anos; já é tempo de assumir que há algo de patológico nesse comportamento. Temos praticado as “metas de inflação” tal como se já tivéssemos alcançado a “normalidade” em matéria de juros e contas públicas, o que, infelizmente, não é o caso. Parece que a crise fiscal do Hemisfério Norte fez parecer que a nossa situação é melhor do que realmente é.</p>
<p>O fato é que sem uma melhora substancial no déficit nominal (e no superávit primário), não vamos conseguir reduzir muito substancialmente os juros sem acordar a inflação. Trata-se, portanto, de mudar a mistura: menos “política fiscal” permite mais “flexibilização monetária”.</p>
<p><strong>Olhando para 2012 e os gastos que o governo terá, inclusive com aumento substancial do salário mínimo (e consequentemente a expectativa de consumo maior), não corremos o risco de termos o retorno da inflação se a Selic cair demais?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> Sim, corremos o risco. A determinação presidencial de reduzir os juros é louvável, mas se o Palácio não providenciar uma melhoria na política fiscal vamos rumar na direção do “mix” argentino, onde a inflação se aproxima de 20%, há manipulações e muita propaganda sobre a manutenção do crescimento, ainda que meio trôpego, e provavelmente insustentável. Não é o caminho que devemos perseguir.</p>
<p><strong>A atual direção do Banco Central optou por conter a inflação com a adoção das chamadas medidas macroprudenciais. Nesse meio tempo, a crise na Europa se agravou &#8211; o que de certa forma contribuiu para o aumento de preços e desaquecimento econômico em todo mundo. O Brasil pode aproveitar-se deste momento ou sofrerá com ele?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> Pessoalmente, não gosto de medidas “macroprudenciais”, pois sob este título o que se pratica, geralmente, é controle quantitativo do crédito e tributação disfarçada, o que antigamente era chamado de “repressão financeira”. O impacto dessas medidas é simplesmente o de aumentar o “spread” bancário, ou seja, um aumento de taxas de juros que incide apenas para o crédito (para o setor privado).</p>
<p>O fato é que essas medidas ajudaram o Brasil a parar de ferver, mas em níveis de atividade e emprego ainda muito altos. A crise na Europa tem tido alguma influência deflacionista mas nada nem próximo do que se observou em 2008, de tal sorte que esta nova safra de reduções na Taxa Selic precisa ser calibrada com enorme cuidado.</p>
<p><strong>O desejo de crescer de forma sustentável nos acompanha há um bom tempo. Não seria o momento de olharmos com carinho para possíveis alterações na política fiscal, incluindo uma possível elevação no superávit primário?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> Claro que sim, está mais do que na hora. Na verdade, há anos que estamos diante desse desafio. Os governos fazem o possível e o impossível para procrastinar esse momento, face aos custos políticos de curto prazo. É a miopia clássica dos políticos, que não percebem o tamanho do benefício que pode ser gerado no futuro. Enfim, estamos perdendo tempo e ajudando a nutrir a máxima segundo a qual somos o país do futuro que nunca chega.</p>
<p><strong>No livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21866870/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Cartas a um Jovem Economista&#8221;</a>, você teve a oportunidade de conversar com um público jovem e que está se preparando para entrar no mercado de trabalho. Algumas projeções colocam o Brasil entre as quatro maiores economias do mundo daqui algumas décadas. Qual o peso dos jovens na nova realidade econômica do Brasil?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> É gigantesco. As mudanças demográficas dos últimos anos nos transformaram em um país com um inchaço nas faixas etárias dos iniciantes no mercado de trabalho, todos empregados e com fortes percepções de que é enorme a “taxa de retorno” do investimento em educação é qualificação.</p>
<p>Há muito otimismo no ar, e por isso o Instituto Gallup aferiu que o Brasil ocupa a 24ª posição no ranking de países sobre “felicidade” e a 1ª do mundo em “felicidade esperada para cinco anos à frente”. Isto é estranho para um país que ocupa a 83ª posição no ranking do Índide de Desenvolvimento Humano (IDH), e só se explica a partir de um fator, aliás, como ficou bem demonstrado no estudo do <a title="Conheça o CPS - FGV" href="http://cps.fgv.br/" target="_blank">CPS-FGV-RJ</a>, de Marcelo Nery: o fator é a juventude.</p>
<p><strong>Um dos pontos mais delicados em nosso país é justamente a falta de mão de obra especializada. Em que medida as reformas na educação e no nível do ensino profissionalizante são fundamentais para alcançarmos o projetado sucesso?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> O ponto crucial é o aumento de vagas, e isto tem ocorrido sobretudo a partir de estabelecimentos privados. No ensino universitário, a rede pública estagnou e se elitizou a despeito da demagogia em se manter a gratuidade das mensalidades, que beneficia apenas aos filhos da classe média abastada para cima.</p>
<p>Enquanto isso, o ensino universitário noturno talvez tenha multiplicado por cinco as suas vagas nos últimos 10 anos. O governo prefere gastar dinheiro dando bolsas para os estudantes na rede privada (PROUNI) a cobrar anuidades na rede pública. Eu não consigo entender.</p>
<p><strong>Gustavo, obrigado pela participação. Por favor, deixe um recado final aos nossos muitos leitores jovens que admiram sua trajetória.</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> O Brasil é um país jovem cheio de estruturas velhas, por isso somos uma explosão de empreendedorismo e vontade de vencer, mas num ambiente ainda dominado pelo privilégio e pelos cânones do patrimonialismo. O país precisa se renovar. Em boa medida, a hiperinflação era um sintoma dessa batalha entre o novo e o velho. Os problemas não foram inteiramente resolvidos, longe disso. A juventude será a principal força na direção da mudança, e há muito o que fazer.</p>
<p>Crédito das fotos: <strong>Daniela Toviansky/AE e divulgação</strong>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crescimento econômico, crise financeira mundial e inflação, os desafios do Brasil</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/11/21/crescimento-economico-crise-financeira-mundial-e-inflacao-os-desafios-do-brasil/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 12:39:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Juros altos normalmente esfriam a economia e contribuem para a queda da inflação. Juros baixos incentivam o crescimento do país. A crise mundial torna a análise mais delicada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Crescimento econômico, crise financeira mundial e inflação, os desafios do Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_crescimento-economico_crise_financeira_mundial_inflação_desafios_Brasil.jpg" alt="Crescimento econômico, crise financeira mundial e inflação, os desafios do Brasil" align="left" hspace="2" vspace="2" />Algum tempo atrás iniciamos um debate extremamente interessante sobre juros, inflação e crescimento econômico e os efeitos dessas variáveis em todo o ambiente econômico brasileiro nos últimos meses, período em que Alexandre Tombini assumiu a presidência do Banco Central. Coincidência ou não, nesse mesmo período tivemos o <a title="Leia mais" href="http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=104036" target="_blank">agravamento da crise na Europa</a>, o que trouxe de imediato para o mundo um crescimento menor e, consequentemente, um esfriamento da economia.</p>
<p>O crescimento do país nos últimos anos, superior até ao percentual que o país pode suportar, trouxe de volta um perigo muito conhecido. Aliás, prefiro chamar o fenômeno de “inimigo íntimo”, já que faz parte da história econômica de nosso país. É ela mesmo, a inflação. Dentro desse contexto, ainda na gestão Henrique Meirelles o COPOM começou a colocar em prática a política de ajustes da Taxa Selic somada às <a title="Relembre como foram as medidas" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,medidas-macroprudenciais-desaceleraram-credito-bc,54625,0.htm" target="_blank">medidas de contenção de crédito</a> para conter a alta dos preços. O dragão está na mira faz tempo.</p>
<p><strong>Meta de inflação e ajuste de juros</strong><br />
O ajuste atual começou a ter algum resultado. A inflação, mesmo acima do centro da meta (4,5% ao ano) e até do teto da meta (6,5% ao ano), deixou de ser a maior preocupação da equipe econômica. O discurso está bem ensaiado: a degradação da crise econômica no mundo criou, na visão do COPOM, a <a title="A crise como oportunidade?" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110831_selic_analise_jf.shtml" target="_blank">oportunidade necessária para iniciar um processo de redução dos juros</a>.</p>
<p><span id="more-6827"></span>Boa parte do <a title="Mercado não aprovou a queda dos juros" href="http://economia.ig.com.br/mercados/copom-decide-selic-sob-desconfianca-do-mercado/n1597295568339.html" target="_blank">mercado encarou os novos ajustes para baixo da Selic com desconfiança</a> e manteve o discurso de que a inflação ainda estava em patamares elevados. A visão fazia todo o sentido e muitos acreditavam que o BC estava cometendo um grave erro que teria tristes consequências já no curto prazo.</p>
<p>Em minha opinião, o mercado e boa parte dos analistas se ateve muito mais aos argumentos e dados internos do que às reais condições e fundamentos da economia no mundo. A miopia que assola boa parte do mercado não deixou alguns analistas observarem que, em momentos como esse, pior do que a inflação é o desemprego e o desaquecimento da economia.</p>
<p><strong>Inflação ou crescimento econômico?</strong><br />
É claro que a <a title="Inflação é perigosa? Claro!" href="http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bolso/alta-da-inflacao-reduziria-poder-de-compra/" target="_blank">inflação reduz o poder de compra do trabalhador</a> e ele é o mais afetado, mais cedo ou mais tarde. Mas, sejamos realistas e sinceros: de que adianta termos uma inflação no centro da meta e uma economia estagnada, com percentuais de desemprego de dois dígitos, como acontece atualmente em alguns países europeus?</p>
<p>O país precisa continuar crescendo, investindo na melhoria do ambiente econômico, realizando as reformas necessárias e modernizando a infraestrutura necessária para nos desenvolvermos mais (de forma responsável, sem comprometer o futuro). A lição de casa também passa pelo maior investimento em educação do cidadão, pois se existe o déficit de profissionais qualificados (e isso já é mais do que conhecido), existe também o déficit ainda maior de cidadania – pessoas que se comportem de forma proativa e que influenciem positivamente o crescimento do país, cobrando os políticos e votando melhor.</p>
<p>Que fique claro que acredito que seja possível manter a inflação sob controle, mas sem exagerar nas doses de juros – o que influenciaria negativamente o desenvolvimento de nossa economia. Neste sentido, as ações do BC parecem ter sido feitas de forma coerente. Vamos ficar de olho para saber como será o desfecho do tema.</p>
<p><strong>Melhora na nota de crédito do Brasil</strong><br />
Na semana passada, a <a title="Brasil tem nota de crédito elevada" href="http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI279615-16357,00-SP+ELEVA+NOTA+DO+BRASIL+POR+COMPROMISSO+COM+METAS.html" target="_blank">Standard and Poor&#8217;s elevou a nota de crédito do Brasil</a>, tanto em moeda estrangeira como local. A agência de risco considera que o Brasil demonstra comprometimento com as metas fiscais, atitude que deixou o país melhor preparado para enfrentar a crise econômica mundial. Vale lembrar que a questão fiscal é uma das principais causas da crise de muitos países europeus.</p>
<p>De certa forma, podemos dizer que estamos em um ambiente econômico mais positivo do que o dos considerados países ricos. Aliás, o Finacial Times fez uma análise neste sentido, em seu blog “Beyond Brics”, lembrando que a <a title="Brasil é notícia mundo afora" href="http://blogs.ft.com/beyond-brics/2011/11/17/brazil-very-good-effort-can-do-better/#axzz1e352z8Sa" target="_blank">elevação do crédito é um grande feito</a> para um país que há pouco tempo afugentou o mundo por causa da superinflação e tinha problemas sérios para pagar suas dívidas.</p>
<p>Temos muito o que comemorar! O Brasil de hoje é, sem sombra de dúvidas, um país melhor do que foi no passado recente. Acredito que seja o momento de trazermos as taxas de juros para níveis civilizados, mesmo em detrimento de picos inflacionários (observados de perto e analisados com inteligência).</p>
<p>Alguns economistas devem começar a perceber que mais do que bater a meta de inflação, o fundamental é geri-la de forma controlada e astuta. Em momentos de crise, o crescimento do país pode ser mais importante do que o cumprimento da meta de inflação, desde que essa avaliação seja revista de acordo com as mudanças nos cenários interno e externo. Você concorda?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu/" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Ricardo Amorim, economista e apresentador do &#8220;Manhattan Connection&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 14:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ricardo Amorim fala ao Dinheirama sobre o cenário econômico atual, as mudanças com as recentes crises e a importância da educação financeira e dos investimentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Ricardo Amorim, economista e apresentador do &quot;Manhattan Connection&quot;" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_entrevista_ricardo_amorim_ricardo_correa-207x268.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Ricardo Amorim, economista e apresentador do &quot;Manhattan Connection&quot;" align="left" hspace="2" vspace="2" />Compreender bem as transformações econômicas vividas por nosso país é um desafio tanto para nossas autoridades, quanto para nossos cidadãos. Interpretar os acontecimentos e, com base neles, tomar a melhor decisão não é tarefa simples. Por isso, insistimos sempre na questão do aprendizado e busca de conhecimento, fator essencial para elevar o nível do debate e criar, como consequência, um ambiente mais agradável para as importantes discussões que os temas &#8220;dinheiro&#8221;, &#8220;finanças pessoais&#8221; e &#8220;economia&#8221; merecem.</p>
<p>Sempre acreditamos que a opinião de qualidade é a diferença que realmente enriquece e faz refletir. Nesta semana, tivemos a honra de entrevistar e conversar com <strong>Ricardo Amorim</strong>, Economista formado pela Universidade de São Paulo e pós-graduado pela ESSEC (Paris). Ele foi um dos poucos que anteciparam a crise elétrica brasileira de 2001, a crise imobiliária americana de 2008, a crise européia de 2010 e suas consequências.</p>
<p>Em 2009, após quase vinte anos de carreira no mercado financeiro internacional &#8211; atuando nos EUA, Europa e Brasil &#8211; Ricardo montou sua empresa, a <strong><a title="Conheça a Ricam Consultoria" href="http://www.ricamconsultoria.com.br/" target="_blank">Ricam Consultoria</a></strong>, que presta assessoria econômico-financeira, de investimentos e de estratégia para clientes no Brasil e no exterior. Além disso, é colunista da Revista IstoÉ e, desde 2003, um dos apresentadores do programa “<em>Manhattan Connection</em>” do canal Globonews.</p>
<p><span id="more-6584"></span>Veja o que ele tem a dizer:</p>
<p><strong>Ricardo, nos últimos 20 anos o mundo mudou muito. Estados Unidos e Europa, que até então ditavam as regras, agora atravessam um período de muita dificuldade. Em sua opinião, podemos afirmar que países como Brasil e principalmente China estarão no comando das ações econômicas mundiais?</strong></p>
<p><strong>Ricardo Amorim:</strong> China, Índia, Brasil e Rússia já estão no comando das ações mundiais, sabendo disso ou não. Isto não significa que substituíram ou substituirão EUA, Europa e Japão, mas que se juntaram a eles neste comando, o que não acontecia antes.</p>
<p><strong>Acompanhando seu trabalho, percebemos que você é mais pessimista quanto aos problemas europeus. Indo direto ao ponto, em sua opinião a União Européia corre risco real de se esfacelar?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> É muito improvável que a União Europeia deixe de existir nos próximos anos, mas chegou o momento dela decidir se está disposta a se integrar ainda mais. Se não estiver, o risco de esfacelamento no longo prazo é bastante real. Recentemente, escrevi um artigo exatamente sobre este tema intitulado <a title="Leia o artigo de Ricardo Amorim" href="http://ricamconsultoria.com.br/news/artigos/economista-ricardo-amorim-interdependencia-ou-morte-09-2011" target="_blank">“Interdependência ou Morte”</a>.</p>
<p><strong>Na última reunião do COPOM se optou por um caminho de queda de juros, quando boa parte dos diretores entendeu que a inflação não é mais o grande perigo para nossa economia, pelo menos nesse momento. Em sua opinião, a medida foi correta ou realmente existiu uma decisão política com interferência da Presidente Dilma na decisão?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> Se houve interferência política ou não, só o tempo dirá, mas foi uma decisão bastante corajosa. Em quase 20 anos analisando decisões de bancos centrais em todo o mundo, é a primeira vez que vejo um Banco Central antecipar-se a um evento econômico ao invés de reagir ao fato consumado.</p>
<p>A decisão do BC foi uma aposta de que a crise europeia e seu contágio sobre o Brasil vão piorar muito e logo. Se acontecer, o que eu acho bastante provável, terá sido uma tacada de mestre. Caso contrário, a inflação continuará subindo e o BC terá de reverter sua decisão.</p>
<p><strong>Um dos desafios de noticiar e discutir economia é abordá-la &#8220;sem economês&#8221;, algo que você faz com muita autoridade. Infelizmente, ainda parece que os mais jovens não se interessam tanto pelo tema. Então, como tornar o assunto mais interessante?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> Tornando-o palpável e próximo da realidade de cada um, ao invés de algo distante e emaranhado em termos técnicos. Uma coisa é dizer: <em>&#8220;há um grande risco de default soberano na Grécia&#8221;</em>, outra é dizer <em>&#8220;se a Grécia der calote, você não vai poder trocar de carro porque faltará financiamento”</em>. Falta ser mais direto e tratar de questões cotidianas com análises mais objetivas e vocabulário econômico mais acessível e explicado.</p>
<p><strong>Outro aspecto importante do debate econômico é a interpretação dos fatos e sua relação com a vida da população e seu dia a dia. Se há o que melhorar na forma como a informação é apresentada, talvez haja espaço para também ensinar alguma coisa através da educação financeira. Vamos mal neste sentido? Por onde começar e o que melhorar?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> Vale começar entendendo que educação financeira pode melhorar muito a vida das pessoas. Não adianta nada trabalhar feito um escravo e não saber investir. A vida só faz sentido se for aproveitada, e um bom planejamento financeiro ajuda a tornar isto possível. Também tenho tentado ajudar, realizando <a title="Palestras Ricam" href="http://www.ricamconsultoria.com.br/palestra-de-economia.php " target="_blank">palestras</a> sobre educação financeira. Pelo <em>feedback</em> que tenho tido, parece estar funcionando. Ou seja, o assunto é relevante e as pessoas se interessam por seus desdobramentos.</p>
<p><strong>Com uma economia mais previsível, estável e uma moeda forte, é claro que melhoramos em relação ao passado. Males como a corrupção, a gestão ineficiente de recursos e a política do benefício próprio, no entanto, deixam alguns jovens desanimados. Qual sua visão sobre o futuro econômico e político do Brasil?</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> O copo sempre estará meio cheio e meio vazio. A boa notícia é que estamos enchendo o copo. Nos últimos oito anos, apesar dos muitos problemas que ainda existem, o crescimento do PIB brasileiro foi, em média, o dobro dos 25 anos anteriores. A má notícia é que a melhora do desempenho econômico reduziu a pressão política por reformas que permitiriam que o Brasil crescesse ainda mais, como a reforma da previdência do setor público e a reforma tributária.</p>
<p><strong>Ricardo, muito obrigado pela disponibilidade. Torcemos que continue essa trajetória de sucesso. Pedimos que deixe uma mensagem final para nossos leitores.</strong></p>
<p><strong>R.A.:</strong> O mundo e o Brasil estão passando pelas transformações mais profundas de muitas décadas. Compreendê-las permite que tomemos decisões corretas para aproveitar oportunidades e reduzir riscos. Boa informação e análise são hoje mais importantes do que nunca. Assim como o excelente trabalho de vocês, também tento contribuir um pouquinho com análises, notícias e artigos sempre publicados em meu site: <a title="Acesse o site de Ricardo Amorim" href="http://www.ricamconsultoria.com.br/" target="_blank">www.ricamconsultoria.com.br</a>.</p>
<p>Crédito das fotos: <strong>Ricardo Correa</strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A Taxa Selic e o lobby dos juros altos no Brasil</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/09/07/a-taxa-selic-e-o-lobby-dos-juros-altos-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 23:01:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por que o Brasil tem as taxas de juros mais altas do mundo? Como a Taxa Selic alta prejudica a economia brasileira e seu bolso? Como combater direito a inflação?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A Taxa Selic e o lobby dos juros altos no Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_taxa_selic_lobby_juros_altos.jpg" alt="A Taxa Selic e o lobby dos juros altos no Brasil" align="left" hspace="2" vspace="2" />Caro leitor do <em>Dinheirama</em>, o artigo de hoje irá tratar de um assunto bastante polêmico: os juros altos no Brasil e a quem eles interessam. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), para surpresa de boa parte dos analistas e mídia especializada, a taxa básica de juros (também conhecida como Taxa Selic) <a title="Leia mais" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/08/em-meio-crise-e-pressoes-politicas-copom-baixa-juros-para-12-ao-ano.html" target="_blank">foi reduzida em 0,50 ponto percentual</a>, saindo de 12,5% para 12% ao ano.</p>
<p>A surpresa geral se deu pelo discurso tradicional de que a inflação está fora do centro da meta – a visão era a de que a manutenção dos juros mais altos seria indispensável para que os preços pudessem recuar. O discurso do mercado seguiu feroz, especialmente no sentido de considerar a baixa dos juros como interferência da equipe econômica do governo na chamada independência do Banco Central.</p>
<p><strong>Hiperinflação: uma década de dificuldade</strong><br />
Convido você a rever <a title="Leia mais na Veja.com" href="http://veja.abril.com.br/especiais/veja_40anos/p_170.html" target="_blank">um pouco da história dos juros e da inflação</a>. Todo brasileiro com pouco mais de 30 anos deve se recordar de um dos períodos mais tristes de nossa história. A década de 80 e seus diversos planos econômicos podem ser traduzidos como um período de hiperinflação, desemprego e falta de esperanças. O Brasil era refém dos altos preços e da pouca competitividade de sua indústria.</p>
<p><span id="more-6530"></span>Em 27 de fevereiro de 1994, com a publicação no Diário Oficial da <a title="Leia mais no site do Ministério da Fazenda" href="http://www.fazenda.gov.br/portugues/real/realem.asp" target="_blank">medida provisória número 434</a> &#8211; MP 434/94 -, teve inicio o Plano Real, um marco divisor desse triste período e um dos alicerces mais importantes para a caminhada rumo à estabilização econômica.</p>
<p><strong>Metas de inflação, o poder supremo do Banco Central</strong><br />
Em Junho de 1999, após um período de crises financeiras, o Brasil adotou o <a title="Leia mais sobre metas de inflação aqui no Dinheirama" href="http://dinheirama.com/blog/2007/10/16/que-tal-o-regime-de-metas-de-inflacao/" target="_blank">regime de metas de inflação</a> como forma de ancorar a subida dos preços, tendo o Banco Central a responsabilidade de conduzir todos os esforços (monetários e fiscais) para cumprir tais metas.</p>
<p>Os anos foram passando e a inflação foi, na maior parte das vezes, obedecendo ora o topo da meta de inflação definida para o período, ora o centro da meta. De 1994 para cá, a taxa de juros no Brasil atingiu, em seu pico, inacreditáveis 45% ao ano. É verdade que, se observado o gráfico de todo o período, saímos de números expressivos para uma queda também significativa.</p>
<p><strong>Brasil, a maior taxa de juros do mundo</strong><br />
A queda na Taxa Selic é importante, mas tem que sinalizar uma tendência de baixa. A grande pergunta (e o ponto principal desse artigo) que fica é: há necessidade de juros tão altos? Ou ainda: quais os reais motivos que nos fazem <a title="Brasil ainda tem os juros mais altos do mundo - BBC" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110831_selic_analise_jf.shtml" target="_blank">o país com maior taxa de juros do mundo</a>?</p>
<p>Mesmo após a contenção da inflação, o Brasil passou por alguns períodos de pico inflacionário. As commodities aumentavam de preços, os serviços ficavam mais caros e a primeira ação era o aumento das taxas de juros para conter o consumo e esfriar a economia. Parece que os juros são a única arma para “segurar” a economia. Será?</p>
<p>Durante esse tempo, o discurso era de que esse expediente se justificava porque o país tinha problemas de infraestrutura – e por isso nossos produtos e serviços eram caros, mesmo sem ter grande qualidade. O que dizer dos crescentes gastos com a máquina pública, razão também de grande influência na economia?</p>
<p>Com o passar dos anos, a realidade dos juros altos presenteou muitos investidores com altas taxas de retorno sobre seus investimentos em renda fixa, especialmente nos títulos públicos. Do lado do país, presenciamos a dívida pública crescer cada vez mais, o que, aos poucos, foi se tornando um dos nossos grandes problemas.</p>
<p><strong>A independência do Banco Central e os oito anos de Henrique Meirelles</strong><br />
Durante os dois mandatos do Presidente Lula, quando o engenheiro civil Henrique Meirelles esteve à frente do Banco Central, a política econômica seguiu a linha do expediente conservador, ou seja, cada solavanco inflacionário vinha acompanhado de uma martelada de juros.</p>
<p>Mas, se os nossos juros já eram os maiores do mundo, por que a necessidade de aumentá-los ainda mais? Ficava claro que o remédio dos juros atacava o efeito e não a verdadeira causa do problema. O mais triste é que ninguém parecia disposto a enfrentar, de fato, os verdadeiros problemas, mesmo sendo as soluções de conhecimento geral.</p>
<p>O artigo <a title="Leia o artigo" href="http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/8/31/por-que-taxa-de-juros-tao-alta-e-um-crescimento-tao-baixo/" target="_blank">&#8220;Por que taxa de juros tão alta e um crescimento tão baixo?&#8221;</a>, do <strong>Prof. Vladimir K. Teles</strong>, é muito interessante. Se compararmos os países que cresceram tanto ou mais do que o Brasil nos últimos anos, vamos nos surpreender ainda mais. O discurso dos economistas (ou seriam “mercadistas”?) perde ainda mais o sentido:</p>
<ul>
<li>A China, por exemplo, está com os juros em 4,9% ao ano e o crescimento médio do PIB chinês nos últimos anos ficou próximo de 10%. Mas a China é um caso a parte, dirão muitos;</li>
<li>Outro bom exemplo, a Coréia do Sul tem taxa de juros de 3,25% ao ano;</li>
<li>Mesmo Cingapura, que possui dados pouco confiáveis, tem taxa de juros de 6% ao ano.</li>
</ul>
<p><strong>O lobby dos juros altos</strong><br />
O que parece existir é culto à política de juros altos, quando ela não garante, de forma inteligente e sustentável, inflação baixa. A necessidade de <a title="Controle de gastos diminui a inflação - Brasil Econômico" href="http://www.brasileconomico.com.br/noticias/nprint/82488.html" target="_blank">manutenção efetiva de controle dos gastos públicos</a> e as reformas fiscal e tributária, itens que poderiam nos colocar em outro patamar, são decisões adiadas e que não surgem na pauta econômica do país.</p>
<p>Esse discurso, ou lobby para que os juros se mantenham altos, não se justifica mais. Desde 1998, o país apresenta sucessivos superávits primários (atualmente conseguimos economizar 4% do PIB para pagamento dos juros da dívida), mas mesmo com toda essa economia os juros (da dívida) continuam sendo enormes e a dívida pública chega a patamares alarmantes.</p>
<p>O fato é que o governo precisa conter despesas e gastar melhor. Nós, cidadãos, precisamos encarar a realidade de que <a title="Entenda como os juros altos prejudicam a economia" href="http://www.brasil-economia-governo.org.br/2011/04/18/a-taxa-de-juros-e-a-principal-causa-dos-desequilibrios-macroeconomicos-do-brasil-e-ainda-o-copom-pode-ser-substituido-por-um-computador/" target="_blank">os juros altos são vilões tão danosos</a> para o crescimento e desenvolvimento sustentável da nação quanto a inflação. O Brasil não pode mais concordar em ser o país com maior taxa de juros do mundo.</p>
<p>É hora de mudar e encontrar o verdadeiro equilíbrio entre o necessário crescimento e a inflação, mas com decisões duras, talvez impopulares e de longo prazo. Para usar um jargão bem batido, será que haverá “vontade política” para fazer o que é preciso?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A verdade no aumento do superávit primário</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/08/31/a-verdade-no-aumento-do-superavit-primario/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 00:20:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O governo anunciou que irá aumentar o superávit primário em 2011. Entenda o que isso significa e quais os verdadeiros desafios econômicos de nosso país.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A verdade no aumento do superávit primário" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_a_verdade_sobre_o_superavit_primario.jpg" alt="A verdade no aumento do superávit primário" align="left" hspace="2" vspace="2" />Durante essa semana fomos surpreendidos por um anúncio, feito pelo Ministro Guido Mantega, de que <a title="Leia mais na Folha.com" href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/966903-governo-aumenta-superavit-primario-em-r-10-bilhoes.shtml" target="_blank">o governo iria aumentar o superávit primário em R$ 10 bilhões</a>. O mercado recebeu a notícia positivamente e os reflexos no mercado foram imediatos: o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu e aumentou a confiança de que em breve teremos o final do ciclo de alta nos juros.</p>
<p>Mas, você, leitor do <em>Dinheirama</em>, sabe exatamente o que é o tal superávit primário? Engraçado como maior parte da imprensa gosta de utilizar jargões específicos, mas são poucos os lugares que realmente explicam de forma simples o que isso representa no mundo real. Vou tentar contribuir neste sentido.</p>
<p><strong>Entenda o superávit primário</strong><br />
Deixando o economês de lado, o superávit primário é o resultado da arrecadação do governo (suas receitas) menos o total de seus gastos, descontando apenas os juros para o pagamento da dívida. Simplificando ainda mais, podemos considerar o superávit como a formação de caixa do governo.</p>
<p><span id="more-6507"></span>Se essa medida é importante e positiva &#8211; e retrata a preocupação do governo em economizar -, não podemos deixar de fazer uma análise um pouco mais contextual. Sabemos que o mundo passa por um período de muitas dúvidas, com Estados Unidos e boa parte da Europa sendo dragados pela crise que começou em 2008 e que ninguém se arrisca a dizer quando irá acabar.</p>
<p>Se a notícia é muito bem-vinda, precisamos entender que na verdade o que será “economizado” não será uma despesa específica. Não estamos falando de um corte, mas da economia adicional que resultou do aumento da arrecadação. As receitas com impostos aumentaram e, ao invés de usar esse saldo adicional para aquecer a economia, o governo irá guardar o dinheiro.</p>
<p><strong>A ineficiência dos serviços públicos</strong><br />
Já abordei em outros artigos que a máquina pública brasileira é ineficiente. Os (altos) gastos com pessoal não são justificados pela qualidade no trabalho. Quando pensamos em serviço público, a imagem que temos (infelizmente) é de cabide de empregos, formado em boa parte pelo instrumento da estabilidade. Isso não é uma novidade.</p>
<p>Os gastos com corrupção e emendas para isso e aquilo discutidas entre governo e parlamentares em troca de apoio é outro ponto a se destacar. As negociatas que garantem a liberação de verbas, os chamados “restos a pagar”, entre outras anomalias, representam um saco sem fundo que corrói a competitividade da economia brasileira. Isso também não é novidade.</p>
<p><strong>Ajustes necessários para o país</strong><br />
Precisamos pensar mais no futuro e trabalhar (política, economia e cotidiano) para o longo prazo. Isso significa, entre outras coisas, buscar um ajuste fiscal e promover o desenvolvimento com o governo exercendo papel de Governo &#8211; longe da necessidade de esconder o sol com a peneira atrás de realidades contábeis distorcidas e mal explicadas.</p>
<p>É fundamental economizar, portanto há motivos para comemorar a notícia de superávit primário. Ok, mas aqui vale a máxima do planejamento, onde economizar significa cortar gastos e não apenas encontrar soluções no aumento de receitas avindo da arrecadação. A realidade de <a title="Leia mais na Exame" href="http://exame.abril.com.br/economia/brasil/noticias/brasileiros-acham-que-governo-arrecada-muito-e-gasta-mal" target="_blank">arrecadar muito e gastar mal</a> precisa acabar. Logo.</p>
<p>Se optarmos pelo caminho da austeridade e planejamento, em breve a pressão dos gastos do governo serão menores, diminuindo a pressão inflacionária e abrindo espaço para o investimento das empresas, que poderão encontrar, no crédito mais barato, melhores opções de desenvolvimento.</p>
<p>Muitos dizem que o que realmente importa é a intenção. Na economia, a intenção de gastar menos do que arrecada sem dúvida pode ser entendida de maneira positiva. É válido, mas insisto na questão estrutural e de longo prazo. Se a intenção for apenas enganar o mercado, não demorará muito para que o truque saia caro.</p>
<p>Não seria muito melhor (e mais inteligente) se o governo decidisse os rumos para os próximos anos com bom senso, planejamento e mais vontade política de longo termo?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Falando em Ações: O que são dividendos e juros sobre capital próprio?</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 13:24:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ações e Derivativos]]></category>
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		<description><![CDATA[Entenda o que são dividendos e juros sobre capital próprio. Aprenda a escolher empresas que pagam bons dividendos e a criar sua estratégia de investimento em ações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Falando em Ações: O que são dividendos e juros sobre capital próprio?" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_falando_acoes_dividendos_juros_capital_proprio.jpg" alt="Falando em Ações: O que são dividendos e juros sobre capital próprio?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Hoje publicamos, com exclusividade e autorização, mais um episódio do podcast <strong>&#8220;Falando em Ações&#8221;</strong>, produzido e criado pela Elas &amp; Lucros com a participação do economista e analista de investimentos CNPI <strong>Leandro Martins</strong>. No bate papo de hoje, Leandro explica a diferença entre dividendos e juros sobre capital próprio. Como saber o que são bons dividendos? Como escolher empresas que pagam bons dividendos? Leandro também discute a definição de yield e fala sobre perfis de investimento. O material criado pela Elas &amp; Lucros é publicado com exclusividade e autorização pelo Dinheirama.com.</p>
<p>Dentre os assuntos abordados no papo de hoje, estão:</p>
<ul>
<li>O que são dividendos?</li>
<li>O que são juros sobre capital próprio?</li>
<li>Como avaliar empresas e dividendos sob a ótica do investidor e sua estratégia?</li>
<li>Quais as diferenças tributárias entre dividendos e juros sobre capital próprio?</li>
<li>Aprenda o que é dividend yield e o que esse indicador representa;</li>
<li>Para que tipo de perfil de investidor são indicadas as ações de empresas que pagam dividendos?</li>
</ul>
<p><strong>Opções para ouvir</strong><br />
Decidimos disponibilizar o material de duas formas. Para aqueles que preferem a comodidade do próprio post ou YouTube, o podcast de hoje também está disponível na <strong><a title="Assine a TV Dinheirama" href="http://www.youtube.com/dinheirama" target="_blank">TV Dinheirama</a></strong> (assista abaixo). Para aqueles que preferem ouvir o arquivo MP3 em seu aparelho portátil compatível com RSS ou iTunes, basta assinar <a title="Assine via iTunes" href="http://itunes.apple.com/WebObjects/MZStore.woa/wa/viewPodcast?id=342293035" target="_blank">nosso canal de podcasts no iTunes (Apple Store)</a> ou usar o link RSS &#8211; <a title="Assine via feed" href="http://dinheirama.com/feed/podcast" target="_blank">http://dinheirama.com/feed/podcast</a> &#8211; e aproveitar!</p>
<p><strong>Vídeo:</strong></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=RDgRRdryNZ0">http://www.youtube.com/watch?v=RDgRRdryNZ0</a></p>
<p><strong>Player do áudio:</strong></p>

<p><strong>Cursos on-line de investimento em ações</strong><br />
Você pode aprender a investir em ações com o <em>Dinheirama</em> e o analista Leandro Martins. Conheça nossos <a title="Conheça os cursos on-line de investimentos" href="http://dinheirama.com/cursos-on-line/" target="_blank">cursos on-line</a>, compostos de video-aulas preparadas com recursos multimídia, lições didáticas e exemplos reais que ensinam você a negociar ações, avaliar tendências e investir mirando rentabilidade e segurança. São três os cursos disponíveis atualmente:</p>
<ul>
<li><a title="Conheça o curso de introdução à Bolsa de Valores" href="http://dinheirama.com/curso-on-line-introducao-a-bolsa-de-valores/" target="_blank"><strong>Mercado à Vista de Ações </strong>[clique e conheça]</a></li>
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<li><a title="Conheça o curso Day Trade com Ações e Opções" href="http://dinheirama.com/curso-on-line-day-trade-com-acoes-e-opcoes/" target="_blank"><strong>Day Trade com Ações e Opções</strong> [clique e conheça]</a></li>
</ul>
<p>Qualquer dúvida, <a title="Entre em contato" href="http://dinheirama.com/contato" target="_blank">entre em contato conosco</a> e teremos prazer em colaborar. Aprenda a investir com segurança e ao lado de quem entende. Valeu. Até a próxima.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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		<title>Educação financeira: estamos mesmo aprendendo alguma coisa?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/08/22/educacao-financeira-estamos-mesmo-aprendendo-alguma-coisa/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 18:01:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Cada vez mais brasileiros tem conta em banco. Ainda assim, poucos entendem os serviços e produtos que eles oferecem. Educação financeira, realidade ou utopia?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Educação financeira: estamos mesmo aprendendo alguma coisa?" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_educacao_financeira_estamos_aprendendo.jpg" alt="Educação financeira: estamos mesmo aprendendo alguma coisa?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Aprender a lidar com a gama de produtos e serviços oferecidos por bancos e instituições financeiras parece ser um desafio ainda impensável para um grupo enorme de brasileiros. Muito se fala sobre educação financeira, mas parece que pouco realmente se faz no sentido de transformar informação em conhecimento. Uma reportagem de ontem do jornal <a title="Folha de S. Paulo" href="http://www.folha.com.br" target="_blank">Folha de S. Paulo</a>, assinada pelas jornalistas <strong>Sheila D&#8217;Amorim</strong> e <strong>Flávia Foreque</strong>, trouxe uma conclusão perigosa em relação aos hábitos financeiros de nosso país:</p>
<blockquote><p>&#8220;Além de preferir tomar empréstimos nas lojas de varejo, a nova classe média tem ainda o hábito de comprar fiado, emprestar o cartão de crédito para parentes e amigos irem às compras e quer ter logo o bem desejado em vez de poupar para tê-lo apenas no futuro&#8221; &#8211; Matéria <a title="Leia mais na Folha.com" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/962996-classe-c-eleva-lucro-de-banco-mas-toma-emprestimo-em-loja.shtml" target="_blank">&#8220;Classe C eleva lucro de banco, mas toma empréstimo em loja&#8221;</a>, <strong>Folha</strong>, 21/08/2011.</p></blockquote>
<p><strong>Contexto histórico</strong><br />
A mudança no quadro socioeconômico brasileiro é clara. Segundo dados da Febraban e do Banco Central, em 2010 o Brasil tinha 141,3 milhões de contas-correntes registradas. O número é praticamente o dobro do de oito anos atrás: em 2002, eram 77,3 milhões de contas-correntes. A chamada bancarização, acesso a serviços financeiros por cada vez mais brasileiros, veio acompanhada de mudanças no setor.</p>
<p><span id="more-6461"></span>Os cinco maiores bancos brasileiros (Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa e Santander) são maiores que os 50 principais bancos do final de 2002. A reportagem mostra que esses cinco grandes bancos têm 70% a mais em dinheiro e em bens e somam juntos 17 mil agências espalhadas pelo Brasil &#8211; número que representava a soma das agências dos 50 maiores bancos em 2002. A concentração bancária aumentou.</p>
<p><strong>Educação financeira para os interessados?</strong><br />
Como aproveitar a ascensão social e permitir que nossa população use serviços financeiros de forma sustentável? Ora, seria natural imaginar um cenário em que o relacionamento entre bancos e clientes fosse cada vez melhor, com mais informação de qualidade e educação financeira. Apesar de melhorias significativas, não é o que acontece.</p>
<p>Uma pesquisa do Instituto Data Popular, feita com 5000 consumidores de todo país, revela que:</p>
<ul>
<li>73% dos consumidores preferem tomar empréstimos no varejo (lojas populares), ainda que a taxa de juros seja 5% maior;</li>
<li>23% dos entrevistados têm o hábito de comprar fiado;</li>
<li>20% emprestam cartão de crédito para amigos e parentes fazerem compras.</li>
</ul>
<p>Cabe ressaltar que a mesma pesquisa identificou um total de 40% de consumidores que exprimiram dificuldades em entender os bancos e seus produtos/serviços. Ora, se observarmos que a maior parte das contas correntes (55%) refere-se a famílias da Classe C, uma conclusão vem à tona: a educação financeira não está chegando a quem mais precisa dela.</p>
<p><strong>Que espaço a educação financeira merece?</strong><br />
As iniciativas de educação financeira corporativas são tímidas. O investimento neste sentido é crescente, é verdade, mas ainda longe do ideal. A padronização das tarifas, os serviços de comparação de taxas e a simulação dos benefícios são ferramentas importantes, mas que estão longe da população que mais se endivida no curto prazo.</p>
<p>Mas o brasileiro comum também tem culpa. São raros aqueles que procuram informar-se sobre preços, condições comerciais e diferentes taxas de juros. São ainda mais raros aqueles que leem sobre o tema com frequência e que buscam aprendizado por conta própria. São raríssimos os que lidam com a frustração de forma construtiva, vendo nela a chance de planejar e garantir um futuro melhor.</p>
<p>Empurrada, forçada, trabalhada, procurada ou simplesmente espontânea, <strong>a educação financeira precisa ser tema presente no cotidiano familiar</strong>. Ou isso ou um brasileiro cada vez mais consumista, rico aos olhos dos outros, mas ao mesmo tempo cada vez mais ansioso, estressado e endividado &#8211; e sempre em falta com os seus próprios anseios, de acordo com seu julgamento de ter cada vez mais.</p>
<p>Você pode fazer sua parte. Encare a situação de uma forma mais simples: adianta andar de carro financiado, sem entrada, e fazer questão de abastecer no posto mais barato? Como <a title="Dinheirama Entrevista: Mauro Calil, Educador Financeiro e Professor" href="http://dinheirama.com/blog/2011/08/17/dinheirama-entrevista-mauro-calil-professor-e-educador-financeiro/" target="_blank">disse o Prof. Mauro Calil</a>, <em>&#8220;em finanças existem aqueles que pagam juros e aqueles que recebem juros&#8221;</em>. A diferença? Educação financeira.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crise econômica: oportunidade para o Brasil baixar os juros</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/08/14/crise-economica-oportunidade-para-o-brasil-baixar-os-juros/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Aug 2011 21:42:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[A crise financeira nos EUA e Europa oferecem uma oportunidade para o Brasil baixarem seus juros e criar uma política fiscal mais inteligente. Entenda a crise e o Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Crise econômica: oportunidade para o Brasil baixar os juros" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_crise_economica_oportunidade_Brasil_baixar_juros.jpg" alt="Crise econômica: oportunidade para o Brasil baixar os juros" align="left" hspace="2" vspace="2" />A semana passada foi marcada pelos extremos. Na segunda-feira, o mercado financeiro viveu momentos de pânico com a <a title="S&amp;P rebaixa nota de dívida americana" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,em-decisao-inedita-agencia-reduz-nota-de-risco-de-credito-dos-eua,79073,0.htm" target="_blank">diminuição do rating dos EUA realizada pela Standard &amp; Poor&#8217;s</a>. Ao mesmo tempo, a situação na Europa também preocupava o investidor. Se já havia conhecimento de que Grécia, Portugal, Espanha estavam com grandes dificuldades, a <a title="França também preocupa" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/957389-bovespa-cai-com-temor-externo-sobre-a-franca-dolar-vai-a-r-162.shtml" target="_blank">França também começou a ser olhada com certa preocupação</a>.</p>
<p>A semana foi caminhando e, aos poucos, a crise foi sendo compreendida de uma maneira menos dramática (pelo menos nesse momento). Existe a compreensão por parte de muitos de que o crescimento econômico mundial continuará pequeno, mas insuficiente para nos levar para o abismo. Fala-se em recessão, mas não em depressão.</p>
<p><strong>O Brasil está preparado para a “nova” crise?</strong><br />
Aqui no Brasil, a presidenta <strong>Dilma Rousseff</strong> e os componentes da equipe econômica se apressaram em garantir que <a title="Dilma e equipe econômica garantem que Brasil está melhor aparelhado" href="http://noticias.r7.com/economia/noticias/brasil-esta-mais-preparado-para-enfrentar-crise-diz-dilma-20110808.html" target="_blank">estamos aparelhados para atravessar com tranquilidade esse momento de turbulência</a>. Os dados econômicos do país merecem atenção: se não são perfeitos (e não são!), podemos considerá-los <a title="Números brasileiros são melhores que no passado" href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2011/08/12/cenario-externo-e-complexo-mas-pais-esta-preparado-diz-tombini.jhtm" target="_blank">relativamente bons se comparados com a maior parte dos países</a>.</p>
<p><span id="more-6438"></span>Talvez a crise seja na verdade a grande oportunidade que o Brasil necessitava de atacar um problema antigo: os altos juros. A crise poderá conter os preços internacionais e jogar nossa inflação para os percentuais desejáveis, dentro da meta – o que abre espaço para juros consistentemente mais baixos, hoje e no futuro.</p>
<p>A queda nas taxas pode trazer diversos desdobramentos importantes para nossa economia. A questão do câmbio, muito falada recentemente, pode ser uma das áreas afetadas positivamente, contendo os apelos da indústria, que se vê totalmente perdida e sem competitividade diante dos produtos importados e dos baixos ganhos com as exportações.</p>
<p><strong>A oportunidade para baixar os juros</strong><br />
Na quinta-feira passada, o jornal &#8220;O Estado de São Paulo&#8221; publicou uma <a title="Estadão entrevista Henrique Meirelles" href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-brasil-podera-sofrer-contagio-da-crise-pelo-comercio,756999,0.htm" target="_blank">entrevista com <strong>Henrique Meirelles</strong></a>, ex-presidente do Banco Central (BC), que vai de encontro com essa expectativa. <strong>José Paulo Kupfer</strong>, economista e blogueiro do Estadão, analisou e deu sua opinião sobre a entrevista no texto <a title="Leia o texto de José Paulo Kupfer" href="http://blogs.estadao.com.br/jpkupfer/oportunidade-na-crise/" target="_blank">“Oportunidade na crise”</a>. Kupfer afirmou:</p>
<blockquote><p>“Os desdobramentos práticos desse diagnóstico não dão margem a dúvidas. O Brasil deveria, desta vez, compensar possíveis efeitos negativos da crise global no nível de atividades com uma ação expansiuonista de política monetária, mantendo contido o lado fiscal”</p></blockquote>
<p>Fico curioso para saber por que, quando esteve à frente do BC, Henrique Meirelles não agiu de forma mais incisiva na questão de baixar mais os juros. Suas decisões e <a title="Meirelles poderia ter sido mais agressivo" href="http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/12/08/em-ultima-reuniao-sob-comando-de-meirelles-copom-mantem-juros-em-10-75-ao-ano-923226580.asp" target="_blank">atuações foram sempre bastante conservadoras</a>.</p>
<p>A crise sem dúvida representa alguns (grandes) desafios à economia global e ao Brasil. O futuro pode reservar inúmeros perigos, mas não dá para negar que possuímos hoje bases consolidadas e muito melhores para transformar dificuldades em oportunidades. Pode ser que a crise prejudique o crescimento no curto prazo, mas aproveitá-la para colocar em prática medidas de interesse nacional pode ser algo inteligente a se fazer.</p>
<p>Os juros deverão cair, é fato. Mas quanto? Por quanto tempo? Veremos&#8230;</p>
<p>Até a próxima. Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Economia e Política: finalmente com os pés no chão!</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jul 2011 18:27:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[As relações políticas movem decisões estratégicas também no lado econômico. Como isso influencia nosso projeto de nação e o futuro do Brasil? Um polêmico ponto de vista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Economia e Política: finalmente com os pés no chão!" src="http://dinheirama.com/files/2011/07/dinheirama_politica_economia_revolucao.jpg" alt="Economia e Política: finalmente com os pés no chão!" hspace="2" vspace="2" align="left" />Conforme cometei em artigos anteriores, aguardava o momento para novamente abordar a nossa seara econômica. Hoje volto ao assunto, mas, como sempre, não deixarei de lado o momento político, uma vez que se trata, lamentavelmente, do vetor principal da vida econômica no nosso País.</p>
<p>Por mais que o mundo corporativo/empreendedor despreze a política e seus agentes, por mais que teimem em deixá-la de lado e evitar qualquer espécie de participação ou militância, não podemos nos esquecer de que convivemos com uma arrecadação correspondente a <a title="Carga tributária no Brasil" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/03/carga-tributaria-foi-de-3513-do-pib-em-2010-diz-instituto.html" target="_blank"><strong>35%</strong> de toda a riqueza gerada</a> – e, pior, aproximadamente <strong>100 milhões</strong> de brasileiros – a metade de nossa população – vivem total ou parcialmente de recursos repassados pelas três esferas governamentais (municipal, estadual e federal).</p>
<p>Esses dados alarmantes (ou dramáticos), que tem origem nos estudos do economista <strong>Raul Velloso</strong> – presidente do movimento <a title="Conheça o Movimento Brasil Eficiente" href="http://www.brasileficiente.org.br/Home.aspx" target="_blank">Brasil Eficiente</a> e um dos maiores especialistas em contas públicas da atualidade – mostram o quanto o aparelho estatal, e por consequência o processo político, influencia as nossas vidas. Logo, dissociar o mundo corporativo, empreendedor e da livre iniciativa desse elemento torna-se, no mínimo, uma falha grosseira.</p>
<p><span id="more-6286"></span>Em resumo, não seria um absurdo dizer que o Brasil, apesar de todo o processo de privatização e das modernizações que se implementaram a partir dos anos 90, ainda é uma nação com preponderante influência estatal, garantindo à dinâmica política a devida relevância estratégica.</p>
<p>Neste contexto, o que nos resta é torcer para que o rolo compressor governamental não avance coeso e avassalador sobre nossas vidas, direitos e liberdades. E não é por outro motivo que comemoro quando, no noticiário cotidiano, observo as dificuldades que o atual governo enfrenta – me referindo a esfera federal –, seja para coordenar sua base de apoio parlamentar ou para avançar em projetos estratégicos.</p>
<p>A esse cenário adiciono o panorama econômico, marcado pela dificuldade de conter a valorização da moeda e emperrado pela necessidade das absurdas taxas de juros para conter a inflação. Em resumo, vivemos em uma novela dramática com importantes atores, mas com um protagonista principal muito bem definido chamado governo.</p>
<p>E não se engane ao imaginar que sou da turma do “quanto pior melhor”. Nada disso! Muito pelo contrário, simplesmente acredito na força renovadora e na capacidade de reciclagem das sociedades. E o que mais me deixa feliz é justamente essa crescente percepção em quase todos os círculos e ambientes.</p>
<p>É natural que, no curto prazo, essa sopa não seja nada digestiva. No longo prazo, no entanto, ela fortalecerá o sistema como um todo, uma vez que trazidos à consciência de nossos problemas políticos, sociais e estruturais, seremos obrigados a buscar soluções, aperfeiçoamentos e ajustes. Isso se quisermos manter o mito no qual o mundo nos colocou, “uma poderosa nação emergente” – cabe lembrar que antes não havia cobrança internacional e bastava conviver com as frustrações domésticas.</p>
<p>Com o pé na realidade tal como ela se apresenta, e ainda sem navegar em mar revolto, poderemos, sem o pânico dos gregos ou o grito de vitória espanhol dos anos 90, evitar definitivamente os ufanismos infantis e a crença sem sentido, que vinha ganhando terreno nos últimos anos, de que de agora em diante navegaremos <em>“livres de obstáculos e no máximo atingidos por inofensivas marolinhas”</em> e dedicar a nossa energia em busca de soluções duradouras, sustentáveis e consistentes.</p>
<p>Quando o véu do entusiasmo barato cai, somos acordados pelo grito da realidade. Então nos resta um único caminho, que está muito distante de comemorações ou consagrações míopes, mas nos empurra e nos impele a seguir em frente, cientes de que na democracia onde vivemos não haverá espaço para omissões. Você está pronto para fazer parte disso tudo?</p>
<p>Um grande abraço e até o próximo.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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