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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; mercado</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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	<itunes:subtitle>Dinheiro, educacao financeira e investimentos ao alcance de todos</itunes:subtitle>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; mercado</title>
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		<title>Planejamento e negócios: meu reino por um mínimo de previsibilidade</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/04/20/planejamento-e-negocios-meu-reino-por-um-minimo-de-previsibilidade/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 17:02:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<description><![CDATA[O cenário econômico brasileiro, de mudanças paliativas e pouco duradouras, atrapalha o planejamento de negócios com potencial? Precisamos de reformas pra valer!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Planejamento e negócios: meu reino por um mínimo de previsibilidade" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/04/dinheirama_post_planejamento_negocios_meu_reino_pouco_previsibilidade.jpg" alt="Planejamento e negócios: meu reino por um mínimo de previsibilidade" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, sejamos francos, não é nada fácil planejar negócios e investimentos nesta terra varonil. De fato, não se trata de atividade fácil em nenhum lugar do mundo, mas é ainda mais complicado diante da dinâmica em que vivemos, com repentes, sustos recorrentes e mudanças repentinas e que insistem em se repetir.</p>
<p>A sugestão lúdica do título não vem por acaso. Ela sugere mais do que a importância que reputo ao processo de planejamento e prognóstico. Sugere a inviabilidade de um desenvolvimento que se sustente economicamente sem que se possa dispor de cenários projetáveis.</p>
<p><strong>O fato é que a rotina do universo empresarial brasileiro é a própria e contundente imprevisibilidade</strong>. Para o bem ou para o mal, as alterações e ajustes em medidas oficiais repentinas sem garantia de continuidade e sustentação atrapalham, e muito, o processo de planejamento. E, sem planejamento, não existe competitividade que resista ao tempo revolto.</p>
<p><span id="more-7527"></span>Digo para o bem, pois nos últimos anos uma série de medidas de desoneração tributária de orientação setorial foram implementadas, garantindo impacto direto na produção, nos lucros e no consequente consumo – o que pode ser bom para os negócios já estabelecidos e em linha com o modelo produtivo que perpetramos. Já é alguma coisa. Mas convenhamos, é apenas “alguma coisa”.</p>
<p>Tente, com esse cenário, sugerir o desenvolvimento de tecnologia própria sensível e de alta relevância, ou mesmo o desembolso privado em pesquisa e desenvolvimento em larga escala, sem que para isso seja necessário o insumo de recursos de um grande banco de fomento oficial – ou seja, bancado pelo setor privado, pura e simplesmente, na melhor tradição do bom capitalismo de mercado. Daria certo?</p>
<p>A resposta é clara e triste. Tais saltos de qualidade simplesmente não virão. Por um óbvio e plausível motivo: o retorno deste tipo de investimento ocorre depois de longos invernos e, para que isso se viabilize é necessário um prognóstico minimamente seguro. Em resumo, <strong>um risco alto demais</strong> para se criar produtos e invenções únicas em valor agregado, com potencial competitivo global.</p>
<p>Para reforçar, faço os seguintes questionamentos:</p>
<ul>
<li>Onde estão as indústrias genuinamente nacionais de automóveis?</li>
<li>E a similar para os eletroeletrônicos?</li>
<li>Qual foi a última grande invenção nacional no campo científico ou tecnológico com aplicação econômica direta?</li>
</ul>
<p>Entenda, caro leitor, que não se trata de pessimismo ou de ausência de crença na própria terra (e menos ainda de aversão às indústrias estrangeiras aqui instaladas via tecnologia importada, essas sempre bem vindas), mas de enfrentamento dos fatos. Trata-se da realidade ali do lado de fora da janela.</p>
<p><strong>Precisamos de ajustes e de reformas, sim, mas de caráter definitivo</strong>, beneficiando de uma vez por todas o processo produtivo e de geração de riqueza. O improviso pode apoiar circunstancialmente, mas como sabemos, não resolve o problema central. Basta de medidas que durem apenas um ou outro governo.</p>
<p>Você concorda? Tem visto melhoras, mas também acredita que temos muito a ser feito para o longo prazo? Deixe seu comentário no espaço abaixo. Obrigado e até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Como fazer o cálculo mensal do meu IR em Ações?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/04/16/como-fazer-o-calculo-mensal-do-meu-ir-em-acoes/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2012/04/16/como-fazer-o-calculo-mensal-do-meu-ir-em-acoes/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 13:58:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frederico Skwara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ações e Derivativos]]></category>
		<category><![CDATA[Imposto de Renda]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa]]></category>
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		<category><![CDATA[mercado]]></category>

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		<description><![CDATA[Saiba como fazer o cálculo mensal do Imposto de Renda (IR) em ações, bolsa de valores e renda variável. Conheça calculadora de IR e o passo a passo das contas para sua declaração.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Como fazer o cálculo mensal do meu IR em Ações?" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/04/dinheirama_post_como_fazer_calculo_mensal_IR_acoes.jpg" alt="Como fazer o cálculo mensal do meu IR em Ações?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Como se não bastasse ter que pagar o Imposto de Renda (IR), cabe ainda ao investidor fazer sua apuração e pagamento mensal do que deve ser recolhido. É necessária muita atenção no processo para evitar futuros problemas com a Receita Federal. Aprenda aqui como fazê-lo e fique mais tranquilo na hora de declarar!</p>
<p>Apesar de envolver diversas apurações e cálculos, saber qual o valor que deve ser recolhido pode ser muito fácil. Existem ferramentas especializadas em auxiliar nesta tarefa, tornando tudo muito mais simples, como a <strong><a title="Conheça a Calculadora de IR" href="http://migre.me/8Ho1g" target="_blank">Calculadora de IR</a></strong> do portal <a title="Conheça o Bússola do Investidor" href="http://migre.me/8Ho2Q" target="_blank">Bússola do Investidor</a>, que faz todas as apurações gratuitamente.</p>
<p>No entanto, sempre é importante saber como os cálculos funcionam, até mesmo para evitar algumas operações que podem acarretar na cobrança de mais impostos. Vamos detalhar como deve ser calculado e como deve ser recolhido o seu IR em ações.</p>
<p><span id="more-7503"></span><strong>Imposto de Renda em Operações Daytrade</strong><br />
Operações daytrade ocorrem quando a compra e a venda são executadas no mesmo dia. Para a cobrança de imposto de renda, também são consideradas daytrade as operações em que uma venda é executada depois de uma compra. Preste atenção no passo a passo:</p>
<ol>
<li>Verifique se houve lucro ou prejuízo na operação;</li>
<li>Se houver lucro, o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbythJUU3JUY1ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> deverá pagar 20% dele para a Receita Federal, descontadas as taxas e corretagem pagas. No dia da operação, a corretora já retém 1% do lucro, como forma de sinalizar para a Receita Federal que você deve recolher os outros19%;</li>
<li>Se houver prejuízo, guarde este valor para descontá-lo nos meses seguintes, quando houver lucro;</li>
<li><strong>Atenção:</strong> o prejuízo acumulado em operações daytrade somente servirá para abater lucros neste mesmo tipo de operação.</li>
</ol>
<p><strong>Imposto de Renda em Operações Normais</strong><br />
Operações normais ocorrem quando a compra e a venda são executadas em dias diferentes. Neste caso, o investidor conta com um incentivo: existe a isenção do pagamento de IR nos meses em que o valor total das vendas for abaixo de R$ 20.000,00. Desse modo, em alguns meses deve-se tomar cuidado para não ultrapassar este limite e ter que recolher imposto. Veja o passo a passo:</p>
<ol>
<li>Calcule o valor total das ações vendidas no mês;</li>
<li>Caso seja menos que R$ 20 mil, você não precisa recolher impostos;</li>
<li>Caso haja lucro e as vendas totais fiquem acima de R$ 20 mil, o pagamento será de 15% do lucro, descontadas as taxas e corretagens pagas à corretora. Esta já retêm 0,005% do valor das vendas, como forma de sinalizar para a Receita Federal que você deve pagar o imposto;</li>
<li>Caso haja prejuízo, guarde o valor para abater de seu lucro nos meses seguintes, exatamente como feito nas operações daytrade. Lembrando-se que este só poderá ser abatido de outras operações normais.</li>
</ol>
<p><strong>Bonificação de Ações no IR</strong><br />
As Bonificações de Ações devem ser incluídas em seu estoque, utilizando o custo de aquisição zero.</p>
<p><strong>Exemplo:</strong> um <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que tinha em seu estoque 100 ações compradas por R$ 10,00 e recebeu uma bonificação de 10 ações, terá um novo estoque de 110 ações com um preço médio de R$ 9,09. Em outras palavras, o custo de aquisição das ações (R$ 1.000), dividido pela nova quantidade de ações em estoque (110).</p>
<p><strong>Desdobramentos de Ações no IR</strong><br />
Os desdobramentos devem ser tratados exatamente como as bonificações de ações. Desta forma, seu preço médio sempre será multiplicado pelo fator inverso do desdobramento ocorrido.</p>
<p><strong>Exemplo:</strong> Se uma ação desdobrou de 1 para 4 ações, seu preço médio será dividido por 4.</p>
<p><strong>Dividendos no IR</strong><br />
Neste caso, o Imposto de Renda não precisa ser pago. Isso porque o valor já representa o lucro líquido de impostos da empresa pagadora, não fazendo sentido você pagar novamente o imposto. No caso de Juros sobre Capital Próprio, o IR já é retido na fonte, portanto você não precisará pagar o imposto novamente.</p>
<p><strong>Como recolher meu Imposto de Renda?</strong><br />
Todos estes cálculos e apurações devem ser feitos mensalmente e o imposto pago sempre até o último dia útil do mês seguinte à sua apuração. Dessa maneira, o imposto das operações em janeiro deve ser pago até o último dia de fevereiro, e assim por diante.</p>
<p>Uma vez calculados os valores, o investidor deve emitir sua DARF e pagá-la em algum banco ou Internet. Lembre-se de que os impostos de operações normais e <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZGF5K3RyYWRlXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-56">daytrade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> devem ser somados e pagos na mesma DARF.</p>
<p>Esta é mais uma facilidade de recorrer a ferramentas que auxiliam neste processo. Além do cálculo, a <a title="Conheça a Calculadora de IR" href="http://migre.me/8Ho1g" target="_blank">Calculadora de IR</a> do <a title="Conheça o Bússola do Investidor" href="http://migre.me/8Ho2Q" target="_blank">Bússola do Investidor</a> já faz a emissão da DARF, preenchendo todos os campos necessários. Experimente, a ferramenta pode ser útil para você. Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Frederico Skwara</b>.<br>

Economista formado pela FEA-USP e criador da <a title="Conheça a Calculadora de IR" href="http://migre.me/8Ho1g">Calculadora de IR</a>, um dos serviços de cálculo de imposto de renda para a bolsa mais completo do Brasil, oferecido gratuitamente no portal <a title="Conheça o site" href="http://migre.me/8Ho2Q">Bússola do Investidor</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O cartão de crédito dos meus sonhos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/03/23/o-cartao-de-credito-dos-meus-sonhos/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2012/03/23/o-cartao-de-credito-dos-meus-sonhos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 13:47:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[cartão de crédito]]></category>
		<category><![CDATA[controle]]></category>
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		<description><![CDATA[Levando em conta educação financeira, planejamento, desejos de consumo e orçamento doméstico, como seria o cartão de crédito dos sonhos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O cartão de crédito dos meus sonhos" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/03/dinheirama_post_cartao_de_credito_meus_sonhos.jpg" alt="O cartão de crédito dos meus sonhos" align="left" hspace="2" vspace="2" />Semana passada, quando li a notícia sobre o novo <a title="Leia a notícia completa" href="http://migre.me/8orsj" target="_blank">cartão de crédito que oferece parcelamento das compras em até 200 meses</a>, enviei um e-mail para o <strong>Navarro</strong> perguntando se eu poderia escrever alguma coisa para o <em>Dinheirama</em> nesse sentido.</p>
<p>Inicialmente a minha ideia era falar um pouco sobre as armadilhas dessa nova modalidade de crédito (nem tão nova assim) e confrontar a ideia defendida por alguns de que o problema não é o cartão, mas o uso que as pessoas fazem dele.</p>
<p>Mas&#8230;</p>
<p>Resolvi falar um pouco sobre o <strong>cartão de crédito dos meus sonhos</strong>, um cartão de crédito que não existe no mercado, mas que deveria existir.</p>
<p>Não se trata de um cartão que oferece juros menores do que os cobrados no rotativo atualmente, nem um maior prazo de parcelamento, nem custos reduzidos de aquisição e operação para os lojistas.</p>
<p><span id="more-7420"></span>É um cartão de crédito que realmente funcione para <strong>todos</strong> como uma ferramenta capaz de ajudar no controle das finanças e não como um perigo potencial para o superendividamento.</p>
<p>O meu cartão de crédito dos sonhos é um cartão que vem com algumas opções pré-estabelecidas, mas que podem ser modificadas pelo titular do cartão através de um SAC, após o pagamento da primeira fatura. Entre essas opções estariam:</p>
<ul>
<li>Limite de 10% da renda do titular;</li>
<li>Bloqueio para compras parceladas onde incidam juros;</li>
<li>Bloqueio para pagamento mínimo;</li>
<li>Bloqueio para saque.</li>
</ul>
<p>A ideia aqui é utilizar o viés do <em>status quo</em>, ou seja, fazer uso (ético e sustentável) daquela nossa tendência de deixar as coisas como estão.</p>
<p>Algumas empresas utilizam esse viés quando nos oferecem, por exemplo, um bem ou serviço com um preço absurdamente inferior ao normalmente praticado (ou até mesmo gratuitamente) por um determinado período de tempo. Ao término deste período, o preço volta ao normal, mas você continua recebendo o bem ou serviço (e pagando por ele) – a menos que você procure cancelar o contrato. As assinaturas de revistas são o exemplo clássico.</p>
<p>A probabilidade de você continuar pagando o preço cheio pelo bem ou serviço (manter as coisas como estão) é muito maior do que a probabilidade de você se dar ao trabalho de cancelar o contrato.</p>
<p>A razão de ter as opções pré-estabelecidas atreladas ao limite e ao parcelamento está ligada à nossa incapacidade de substituir as contas mentais pelas continhas de somar e subtrair com lápis e papel (ou planilhas, como queira).</p>
<p><strong>A grande maioria das pessoas decide se compra ou não em função do valor da parcela</strong> e, o que é pior, normalmente se esquece de somar a nova parcela às anteriores dentro de seu fluxo de caixa. E, quanto menor o valor da parcela, maiores são as chances de você usar a conta mental.</p>
<p>O comércio varejista sabe bem disso. Basta prestar um pouco de atenção às propagandas para perceber que o valor em destaque (e em alguns casos o único valor mencionado verbalmente) é o da parcela.</p>
<p>Já que as contas mentais são um perigo – e não, nós não vamos substituí-las pelas contas de lápis e papel só porque temos um cartão de crédito ou só porque sabemos que esse é o melhor caminho –, o cartão de crédito dos meus sonhos exibe em cada comprovante de compra o limite disponível atualizado.</p>
<p>Bem, e só para provocar mais um pouquinho, o contrato do meu cartão de crédito dos sonhos é automaticamente cancelado pela operadora se o titular efetuar o pagamento mínimo por cinco vezes, consecutivas ou não, nos últimos 12 meses de vigência do contrato.</p>
<p>A inspiração aqui veio da <a title="Conheça a lei em detalhes" href="http://migre.me/8orC2" target="_blank">Lei 9.656</a> sobre a regulamentação dos planos de saúde. Em seu artigo 13, parágrafo único, inciso II, a Lei 9.656 proíbe a suspensão ou rescisão unilateral do plano,<em> “salvo por fraude ou não pagamento da mensalidade por período superior a 60 dias, consecutivos ou não, nos últimos 12 meses de vigência do contrato, desde que o consumidor seja comprovadamente notificado até o quinquagésimo dia de inadimplência”</em>.</p>
<p>Acho que para aqueles que já sabem utilizar um cartão de crédito, essa nova modalidade não seria problema algum. Mas, para aqueles que não sabem fazer um uso adequado da ferramenta, acho que seria um grande empurrão para escolhas mais acertadas.</p>
<p>Em meio a tantas iniciativas no setor das finanças, como a <a title="Leia mais sobre a proposta" href="http://migre.me/8orGi" target="_blank">proposta do Código de Defesa do Consumidor enviada ao Senado</a> que visa a atacar o superendividamento das famílias e a regulação das instituições financeiras do país (um dos aspectos que compõem o tripé de atuação da ENEF), quem sabe alguém não se inspira nas minhas provocações&#8230;</p>
<p>Afinal, sonhar não custa nada (nem endivida ninguém!). Você não gostaria de usar um cartão de crédito assim, dos sonhos?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Adriana Spacca Olivares Rodopoulos</b>.<br>

Economista com foco em Psicologia Econômica. Atuou na área de Educação durante 12 anos e é autora dos blogs Meu Ipê Amarelo, um blog que fala de infância e educação, e Blogrup-on, um blog informativo sobre compras coletivas.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A teoria dos mercados eficientes e você: o papel do medo nos mercados</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 20:10:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Hermoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ações e Derivativos]]></category>
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		<description><![CDATA[Entenda o conceito da teoria dos mercados eficientes e o papel do medo na rentabilidade de seus investimentos. Investidor inteligente é investidor informado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A teoria dos mercados eficientes e você: o papel do medo nos mercados" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/03/dinheirama_post_teoria_mercados_eficientes_voce_o_papel_do_medo_mercados.jpg" alt="A teoria dos mercados eficientes e você: o papel do medo nos mercados" align="left" hspace="2" vspace="2" />A importância de poupar e investir é reconhecida, mas muitas pessoas ainda tem medo de investir. Isso geralmente acontece porque essas pessoas não entendem o mecanismo e o processo de investimento. E nada pior que andar em terreno desconhecido. Hoje vou falar sobre a teoria dos mercados eficientes e a influência dela sobre todos os <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>; melhor dizendo, a nossa influência sobre a teoria.</p>
<p>A <strong>teoria dos mercados eficientes</strong> é a “nova teoria” ou “teoria moderna”, enquanto as análises gráfica e fundamentalista são as “teorias antigas”. Basicamente, a teoria dos mercados eficientes diz que todos os agentes do mercado têm acesso às mesmas informações, ao mesmo tempo, e que o preço dos ativos reflete exatamente o nível de conhecimento, preparo, despreparo, medo e ganância de todo o mercado sobre o ativo (ou sobre o próprio mercado) e que qualquer distorção nos preços é rapidamente corrigida.</p>
<p>Seguindo tal lógica, seria infundado pensar em rentabilidades acima da rentabilidade do mercado em si. Em um cenário assim, o mais interessante seria procurar investimentos que nos proporcionassem rentabilidades idênticas ao do indicador em questão – no caso de renda variável, o próprio Ibovespa.</p>
<p><span id="more-7328"></span><strong>O medo faz parte do mercado e influencia seu comportamento</strong><br />
Mas essa teoria nos abre alguns parênteses. Primeiro, se o mercado realmente fosse eficiente, distorções nunca deveriam ocorrer. Segundo, seria ótimo aproveitar essas distorções. A variável que permite que as distorções apareçam é chamada de <strong>assimetria de informações</strong>, que existe quando dois agentes estabelecem uma transação e uma das partes envolvidas detém mais informações que a outra. Essa falha do mercado só existe por conta do comportamento humano, que é imprevisível, e este conceito gera outro evento que é conhecido como seleção adversa.</p>
<p>A <strong>seleção adversa</strong> ocorre quando os investidores selecionam, de maneira incorreta, ativos ou a direção do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2Fkb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-52">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. É como comprar na hora que deveria vender e vice-versa. Isso sempre é piorado pelo efeito manada, que é quando o investidor não sabe o que fazer e age movido pela vontade do todo – compra somente porque o mercado está subindo, sem entender o que realmente está fazendo ou acontecendo, por exemplo.</p>
<p><strong>O medo potencializa tudo: oportunidades, lucro e prejuízo</strong><br />
Por outro lado, a assimetria de informações faz com que investidores mais informados consigam maximizar seu retorno sobre o seu investimento. Logo, esse evento deve ser visto como uma oportunidade a ser aproveitada e não como algo a ser temido. A ideia é simples: ao ler este texto, você está contribuindo para diminuir sua assimetria informacional; e isso é bom!</p>
<p>Agora imagine um banco de investimentos formado por diversos profissionais, todos com boas formações acadêmicas e muita informação disponível. Estes profissionais dedicam suas vidas exclusivamente a encontrar as distorções de preços, aproveitando os breves momentos de ineficiência do mercado e tornando-o novamente eficiente. Com certeza, eles conseguirão auferir lucro maior que a média do mercado &#8211; esses são os agentes que trazem eficiência para o mercado.</p>
<p>Neste momento, você deve estar pensando algo tipo <em>“mas, o que isso tem a ver com o meu medo de investir? Na verdade, toda essa história gera mais medo”</em>. Vamos olhar o aspecto mais óbvio do raciocínio: imagine um médico fazendo o trabalho de um engenheiro. Estaremos, com certeza, perdendo um bom médico e algumas vidas nas construções feitas por esse pseudoengenheiro.</p>
<p><strong>Informação e qualificação contra o medo de investir</strong><br />
A mensagem que quero passar é que não devemos ter medo de investir, desde que isso seja feito de forma inteligente e com o suporte dos profissionais certos. Em primeiro lugar, devemos ir atrás de informação, para então procurar ajuda profissional para as decisões de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Assim como vamos ao médico quando estamos doentes, quando queremos investir devemos procurar uma boa assessoria.</p>
<p>Conhecer o mercado através de um bom profissional é muito vantajoso, pois podemos usar a experiência deste profissional para identificar nosso perfil e saber qual o melhor investimento, descobrindo, inclusive, a quantia de dinheiro que devemos alocar em cada ativo.</p>
<p>Não tenha medo de investir, pois, segundo a teoria que acabamos de ler, <strong>até o nosso medo está precificado valor dos ativos</strong>. É isso mesmo, o medo dos investidores pode causar (e causa) ineficiências no mercado. Portanto, procure ajuda profissional e o maior número possível de informações para identificar as oportunidades e lucrar em cima do medo e despreparo dos outros.</p>
<p>O Mercado obedece ao mesmo conceito da natureza: nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. O dinheiro que entra como lucro em seu bolso ou saiu como prejuízo do bolso de alguém ou como uma aposta contrária à sua. Aqui, informação é transformada em lucro.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Leonardo Hermoso</b>.<br>

Trabalha no mercado financeiro desde 2006 e, desde 2010, é sócio fundador da <a title="Tradeal Investimentos" href="http://www.tdinvestimentos.com.br/">Tradeal Investimentos</a>. Aficionado por tecnologia, acredita que um grande boom financeiro pode acontecer muito em breve graças às facilidades dos meios digitais. No Dinheirama, traz explicações e soluções mais práticas para o seu bolso e o seu dia a dia.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Na Internet nada se cria, mas nem tudo se copia!</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/01/06/na-internet-nada-se-cria-mas-nem-tudo-se-copia/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 12:07:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Kepler</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você concorda com a visão que todos os serviços e negócios lançados na Internet brasileira são uma mera cópia de outros países? Entenda porque isso não é verdade!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Na Internet nada se cria, mas nem tudo se copia!" src="http://dinheirama.com/files/2012/01/dinheirama_na_internet_nada_se_cria_mas_nem_tudo_se_copia.jpg" alt="Na Internet nada se cria, mas nem tudo se copia!" align="left" hspace="2" vspace="2" />Empreendedores e empresários brasileiros que atuam na Internet tem sido chamados de desinformados, de imitadores de sistemas, aplicativos e serviços americanos. Nem de longe isso poderia ser uma verdade absoluta. Todos os dias, milhares de ideias e inovações surgem no mundo e, por muitas vezes, trata-se de negócios similares e simultâneos em locais e países diferentes.</p>
<p><strong>Simples cópia ou inovação?</strong><br />
Mas, mesmo que seja um negócio pensado e baseado em um modelo já existente ou importado de modelos de negócios internacionais, também não podem ser taxados de &#8220;imitação barata&#8221;, a não ser que seja um simples “<em>CopyCat</em>” (tipo um Control C + Control V bem descarado). O mercado é enorme, está aberto e a Internet é livre e jovem.</p>
<p>Se o produto ou o serviço não existe, ou existe mas não tem qualquer penetração na sua região e você conseguiu inovar e desenvolver um serviço adaptado e “climatizado”, baseado em um modelo de sucesso, qual o problema? Se isso fosse errado, não teríamos no Brasil, por exemplo, redes sociais de nichos,<em> e-commerce</em> de sapatos, portais de notícias, sites de compras coletivas, <em>download</em> de música, serviços de geolocalização, classificados, busca de preços e por ai vai.</p>
<p><span id="more-7006"></span>A quem cria uma coisa que não existe, chamamos de inventor. O cara que bola uma novidade e que consegue implementar uma ideia ou solução na prática, no mercado, deveria ser chamado de empreendedor ou inovador. Nem sempre é isso que acontece.</p>
<p><strong>Meu exemplo de empresário e investidor</strong><br />
Para exemplificar melhor o que quero dizer, essa semana lançamos no Brasil um serviço “Do It Yoursef” (faça sozinho) para criar e promover eventos de todos os tipos no modelo Wizard Web. Baseado em nossa experiência de plataforma de sistemas para venda de ingressos pela Internet do <a title="Conheça o Show de Ingressos" href="http://migre.me/7qES4" target="_blank">Show de Ingressos</a>, identificamos que todo o trabalho e serviço manual que tínhamos que fazer para botar uma página (HotSite) de um evento no ar poderia ser realizado de forma automática.</p>
<p>Mais do que isso, poderíamos fazer um assistente para o próprio organizador do evento. Isso para que ele, sem precisar falar conosco e longe de nossa interferência operacional, pudesse fazer seu site. Assim nasceu o <a title="Conheça o Compre a Festa" href="http://migre.me/7qEWG" target="_blank">www.compreafesta.com.br</a>. Porém, este serviço já existe no resto do mundo. O modelo similar americano, o <a title="Conheça o EventBrite" href="http://migre.me/7qEZg" target="_blank">EventBrite</a>, também neste formato Wizard (assistente automático para eventos pequenos e grandes), está entre as três maiores empresas do mercado de ingressos online de lá.</p>
<p>Foi uma cópia? Outras perguntas precisam ser respondidas antes: o EventBrite, o TicketScript, o EventBee e outras 60 empresas iguais no mundo estão fisicamente no Brasil? Conhecem o mercado local de ingressos como nós conhecemos? Tem relacionamento local? Conhecem as especificações, legislação e características do mercado Brasileiro? Claro que não! Até poderiam, mas mesmo se estivessem desembarcados por aqui, qual o problema em nós termos um modelo Wizard similar ao deles (no conceito e não no conteúdo), mas partindo do nosso sistema que já existe e faz sucesso há mais de 3 anos? Nenhum, obviamente!</p>
<p><strong>O mercado existe. Quem quer desenvolvê-lo e aproveitá-lo?</strong><br />
Se chegarem até aqui de olho no mercado promissor e nos mais de 83 milhões de brasileiros conectados na Internet (e crescendo!) e já faturando R$ 18,7 bilhões em e-commerce, seremos concorrentes e ponto! Chegamos aqui antes, temos capacidade técnica igual ou melhor que a deles e somos genuínos brasileiros, acreditamos no poder que essa nação representa.</p>
<p>Pois bem, voltando ao &#8220;X da questão&#8221; da minha reflexão, acredito que esses produtos similares continuarão a ser criados na Internet, porque os sistemas são pensados basicamente para solucionar problemas e facilitar a vida das pessoas ou para complementar serviços das plataformas já existentes, como por exemplo <em>Google</em>, <em>Facebook</em> e <em>Twitter</em>. A verdade é que esses problemas também são similares em qualquer lugar do mundo. Este é o ponto!</p>
<p>Nós, brasileiros, não somos meros imitadores. Somos inovadores e empreendedores que enxergam, desenvolvem e aproveitam as oportunidades no mercado. Pense nisso!</p>
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Este artigo foi escrito por <b>João Kepler</b>.<br>

Investidor anjo, empreendedor serial, palestrante, CEO do Show de Ingressos, especialista em e-business e mídias socias.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Desafio em Ação: Aprenda a investir no Mercado de Ações e ganhe prêmios</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/11/29/desafio-em-acao-aprenda-a-investir-no-mercado-de-acoes-e-ganhe-premios/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 17:40:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
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		<description><![CDATA[Aprenda a investir em ações de forma inteligente e ainda concorra a R$ 50 mil em prêmios. Conheça e participe do Desafio em Ação! ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Desafio em Ação: Aprenda a investir no Mercado de Ações e ganhe prêmios" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_desafio_em_acao.png" alt="Desafio em Ação: Aprenda a investir no Mercado de Ações e ganhe prêmios" align="left" hspace="2" vspace="2" />Como você sabe, caro leitor, o <em>Dinheirama</em> sempre apóia (e apoiará) iniciativas voltadas para o aprendizado e prática da educação financeira. Temos a alegria de apresentar o <strong><a title="Conheça o Desafio em Ação" href="http://migre.me/6gRtB" target="_blank">Desafio em Ação</a></strong>, um simulador idealizado pela SolutionTech que pretende incentivar o investimento em ações e, ao mesmo tempo, premiar aqueles interessados no assunto. <strong>Já pensou aprender a investir na bolsa de valores em um evento que dará R$ 50 mil em prêmios?</strong></p>
<p>A atual volatilidade e as incertezas na economia global costumam provocar um cenário pouco animador para o mercado acionário. O reflexo direto dessa conjuntura é a desaceleração da entrada de novos investidores e o aumento no número de saques, mesmo com o valor da maioria dos papéis em baixa. Para <strong>Rogério Thomé</strong>, co-idealizador do <strong><a title="Inscreva-se no Desafio Em Ação" href="http://migre.me/6gRtB" target="_blank">Desafio em Ação</a></strong>, <em>&#8220;os investidores mais inexperientes não podem se deixar levar pelas emoções de momento&#8221;</em>. De acordo com Rogério, o medo deve ser combatido com paciência e disciplina, associadas a uma estratégia clara e objetiva:</p>
<blockquote><p>“Considerando que podemos ganhar em um mercado que sobe ou cai, qualquer momento é ideal para o início dos investimentos. Alguns papéis que estão sendo negociados abaixo de seu valor de mercado passam a informação de que o valor patrimonial de seus ativos é mais valioso que a própria empresa. Nesse caso, em se tratando de uma empresa lucrativa com boas perspectivas para o longo prazo, esse seria o momento ideal para comprá-las”</p></blockquote>
<p>Thomé salienta, no entanto, que é extremamente importante não concentrar demasiadamente os recursos em investimentos de renda variável e buscar opções também em renda fixa.</p>
<p><span id="more-6845"></span><strong>Participe do <a title="Inscreva-se no Desafio em Ação" href="http://migre.me/6gRtB" target="_blank">Desafio em Ação</a></strong><br />
Para auxiliar os iniciantes e inexperientes, a Gomes &amp; Magliano Promoções e Eventos desenvolveu o <a title="Inscreva-se no Desafio em Ação" href="http://migre.me/6gRtB" target="_blank">Desafio em Ação</a>, concurso cultural que distribuirá premiação total de <strong>R$ 50 mil</strong> aos participantes até 23 de dezembro.</p>
<p><strong>Por que o <a title="Inscreva-se no Desafio em Ação" href="http://migre.me/6gRtB" target="_blank">Desafio em Ação</a> é importante?</strong><br />
O objetivo principal é fazer com que as pessoas passem atuar de forma sólida na Bolsa, descartando a estratégia de vender papéis com ganhos baixos após o investimento inicial e segurar ações que estão com perda acentuada, fator que compromete os ganhos no mercado de renda variável.</p>
<p><strong>Como funciona o <a title="Inscreva-se no Desafio em Ação" href="http://migre.me/6gRtB" target="_blank">Desafio em Ação</a>?</strong><br />
A dinâmica da competição permite que os internautas iniciem com um crédito fictício de R$ 100 mil para compra e venda de ações. Ao fim de cada semana, as carteiras são zeradas e os cinco participantes que apresentarem maior rentabilidade são contemplados com premiações pré-definidas, conforme regulamento no site do concurso.</p>
<p>Rogério explica melhor: <em>“Essa regra propicia o aperfeiçoamento dos participantes. Caso o competidor não obtenha sucesso na semana anterior, ele tem a opção de mudar a estratégia para alcançar resultados melhores. Já aqueles que atingirem resultados positivos podem manter ou testar novas medidas para ainda conseguirem maiores valorizações na carteira”</em>.</p>
<p>O <strong><a title="Inscreva-se no Desafio em Ação" href="http://migre.me/6gRtB" target="_blank">Desafio em Ação</a></strong> acontece em ambiente virtual, podendo também ser realizado via <em>Facebook</em> e nas plataformas <em>iPad</em>, <em>iPhone</em> e <em>Android</em>. As inscrições estão abertas até <strong>12 de dezembro</strong> e custam apenas R$ 29,90. Esse valor cai para R$ 19,90 se o interessado indicar 10 amigos no Facebook.</p>
<p>Mais informações podem ser obtidas no site oficial do evento &#8211; <strong><a title="Inscreva-se no Desafio em Ação" href="http://migre.me/6gRtB" target="_blank">www.desafioemacao.com.br</a></strong> &#8211; ou <a title="Inscreva-se no Desafio Em Ação" href="http://migre.me/6gRzY" target="_blank">www.facebook.com/desafioemacao</a>! Participe!</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

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		<title>Bolsa de Valores &#8211; É difícil se tornar um investidor de sucesso?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/09/14/bolsa-de-valores-e-dificil-se-tornar-um-investidor-de-sucesso/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 14:16:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Teixeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ações e Derivativos]]></category>
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		<description><![CDATA[Encarar o aprendizado e as perdas iniciais são parte do processo de construção do investidor de sucesso na bolsa de valores. Aprenda e multiplique seu dinheiro na renda variável.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Bolsa de Valores - É difícil se tornar um investidor de sucesso?" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_e_dificil_ser_um_investidor_de_sucesso.jpg" alt="Bolsa de Valores - É difícil se tornar um investidor de sucesso?" align="left" hspace="2" vspace="2" />O trabalho de um investidor é o de procurar ações interessantes, comprá-las e, então, cuidar delas para ver se está tudo bem. Esse processo da compra de uma ação é a coisa mais fácil do mundo: basta enviar algum dinheiro para uma corretora e comprar as ações pelo sistema on-line conhecido como home broker.</p>
<p>Ficar de olho na ação é mais fácil ainda: bastar gastar alguns minutos diários de &#8220;<em>baby-sitting</em>&#8221; junto do ativo que o trabalho está completo. Mas, então é só isso mesmo? Não existe a parte difícil?</p>
<p>Infelizmente, existe sim! A parte difícil é justamente o começo: procurar ações interessantes, de empresas com bons fundamentos, ótimo histórico de crescimento e que sejam &#8220;limpa&#8221; aos olhos do mercado e da lei. Executar bem esse passo não é tão simples e pode complicar as coisas.</p>
<p><span id="more-6555"></span><strong>A fase de aprendizado</strong><br />
É verdade que dá trabalho descobrir qual ação comprar e em qual momento. Para muitas pessoas, esse trabalho pode ser quase impossível, pois requer uma boa análise, que por sua vez requer dedicação, tempo e suor &#8211; características cada vez mais raras nos dias atuais.</p>
<p>O resultado é que os investidores mais impacientes ignoram a escolha das ações, compram qualquer tranqueira com um nome bonito (ou seguem dicas ruins) para, no final, inevitavelmente perderem dinheiro. E mesmo aqueles que fazem suas análises com o mínimo de bom senso, perdem dinheiro com uma frequência alta apenas porque são iniciantes.</p>
<p>Logo, chegamos a uma primeira conclusão importante: <strong>os erros e as perdas são inevitáveis no começo</strong>. Porém, esses problemas podem ser vistos pelos investidores de uma das duas maneiras: como &#8220;perdas&#8221; ou como &#8220;custos de aprendizado&#8221;.</p>
<p>Os investidores que chamam esse dinheiro perdido de &#8220;custos de aprendizado&#8221; estão corretos porque, como as próprias palavras indicam, ao perder dinheiro ele aprendeu alguma coisa. Aprendeu, com os seus erros, a investir melhor.</p>
<p>Por outro lado, aquele que vê uma perda como uma perda e nada mais, possui uma chance muito maior de fazer bobagens sem aprender nada e perder cada vez mais dinheiro. Esse perfil costuma desistir e passa a advogar contra: <em>&#8220;Investir em renda variável não funciona! É impossível ganhar dinheiro na bolsa&#8221;</em> é o que costumo ouvir.</p>
<p><strong>O período de treinamento</strong><br />
Aqueles que perdem dinheiro, mas aprendem com os erros, aos poucos param de errar tanto, deixam de perder dinheiro e, finalmente, começam a ganhar. Mas as coisas também não são assim tão fáceis, pois a maioria dos investidores precisa suportar toda essa fase de perdas e aprendizado para chegar aonde deseja: nos lucros.</p>
<p>Não importa quantos livros você leia ou quantos trades imaginários faça, mesmo utilizando o melhor dos simuladores da bolsa, a verdade é que <strong>o início de qualquer investidor é tenso e complicado</strong>.</p>
<p>No caso de um investidor que possui alguma outra renda e não depende dos resultados dos investimentos para sobreviver, o problema não é muito sério. Mas se você depende dos lucros para poder continuar investindo, aí a tensão pode crescer a ponto de estragar todo o seu equilíbrio emocional.</p>
<p>E o que acontece em decorrência disso? Obviamente, você perde dinheiro. Assim, costumo dizer que se tornar um investidor comum (que investe um pouco de dinheiro todos os meses) não é tão fácil assim, mas se tornar um investidor autônomo (que depende dos rendimentos), além de ser muito mais difícil, é também muito estressante.</p>
<p><strong>A conta, por favor!</strong><br />
Outro ponto que dificulta bastante o sucesso de um investidor na bolsa de valores é o quão bem ou mal capitalizado ele está. Quem acha que pode investir em ações sem pensar nos custos da plataforma, corretagem, custódia, emolumentos e etc., poderá até sair ganhando dinheiro no papel, mas na hora de terminar a operação, verá que metade dos seus lucros foram apenas para pagar as taxas.</p>
<p>E apesar de ser possível investir bem com pouco capital e reduzir essas taxas ao máximo, é inegável a vantagem do investidor que já tem um bom patrimônio disponível. Esse investidor gastará, proporcionalmente, quase nada com taxas, poderá negociar ações de valores mais altos e operar no mercado integral ao invés do fracionário.</p>
<p>Sua <em>slippage</em> (diferença do preço desejado da compra ou venda para o preço real da compra ou venda) será muito menor e, de modo geral, seus lucros serão maiores. Isso sem contar o conforto de saber que um lucro de 10% sobre muito dinheiro poderá ter alguma utilidade verdadeira em vez de servir apenas como um trocado que mal paga uma conta de luz.</p>
<p>Para concluir, tornar-se um investidor de sucesso não chega a ser tão difícil assim, mas com certeza é bastante trabalhoso. O investidor que pretende se dar bem na bolsa, ou em qualquer outro mercado, deve <strong>aprender ao máximo com os seus erros e perdas</strong>.</p>
<p>É importante suportar bem a fase de aprendizado, por mais dolorosa que ela seja, e, também operar mais capitalizado &#8211; ou o processo será mais demorado. Felizmente, no final das contas o caminho do sucesso é simples e parecido com o de várias outras áreas e profissões.</p>
<p>Para se dar bem, basta que você esteja disposto a aceitar o desafio e então, com <strong>estudo, dedicação, disciplina e estratégia, lute até o fim</strong>. Boa sorte e bons investimentos!</p>
<p>Foto: divulgação do autor.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Hugo Teixeira</b>.<br>

Hugo Teixeira é investidor autônomo, criador do blog para iniciantes "Como Investir na Bolsa de Valores" e autor do e-book "Como Investir na Bolsa de Valores Com Pouco Dinheiro".<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Preciso de ajuda para lidar com meu dinheiro e investimentos. Quem procurar?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/09/05/preciso-de-ajuda-para-lidar-com-meu-dinheiro-quem-procurar/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 16:04:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Massaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[Tutoriais]]></category>
		<category><![CDATA[agente]]></category>
		<category><![CDATA[banco]]></category>
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		<category><![CDATA[investidor]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>

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		<description><![CDATA[Endividamento, planejamento financeiro, orçamento, investimentos, aposentadoria, endividamento. Quem procurar para organizar sua vida financeira? Como agir?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Preciso de ajuda para lidar com meu dinheiro e investimentos. Quem procurar?" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_preciso_ajuda_financeira_quem_procurar.jpg" alt="Preciso de ajuda para lidar com meu dinheiro e investimentos. Quem procurar?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Sou um grande defensor da idéia de que nossas finanças são algo importante demais para serem “terceirizadas”, mas em algum momento as pessoas podem precisar de ajuda profissional especializada. Em toda família, sempre tem algum membro que acha que consegue curar qualquer doença com óleo de rícino ou alguma outra substância pitoresca.</p>
<p>Da mesma forma, é só falarmos que estamos passando por algum problema financeiro que logo aparece um “Einstein das finanças” propondo uma solução simples (a palavra mais adequada seria “simplista”) para um problema complexo. Algumas pessoas gostam de dar palpites na vida financeira alheia da mesma forma que dão palpites na escalação da Seleção Brasileira.</p>
<p>Como, então, saber quem procurar e em quem confiar em um mundo em que sempre há um “gênio não-descoberto” das finanças pronto para dar palpites na administração do dinheiro alheio?</p>
<p><span id="more-6518"></span>Vamos ver, a seguir, alguns tipos de profissionais a quem devemos recorrer quando precisamos de apoio financeiro. É importante saber “quem é quem” e “quem faz o quê”, para que possamos escolher a pessoa certa para a situação certa.</p>
<p><strong>O gerente de banco</strong><br />
O gerente de contas (ou “gerente de banco”) é o profissional responsável pelo relacionamento do banco com seus clientes. Sua função primária é “vender” os produtos e serviços do banco. Sua função secundária é ajudar os clientes e orientá-los no uso adequado desses produtos e serviços.</p>
<p>É preciso deixar claro essa diferença entre a função primária e secundária, pois o cliente precisa entender que, quando ele busca orientação de um gerente de banco, há um conflito de interesses inerente. As instituições financeiras estão conscientes desse conflito e, por isso, cada vez mais exigem que seus profissionais sejam certificados para assegurar que atendam a rigorosos padrões técnicos e éticos.</p>
<p>Em geral, gerentes de banco são pessoas capacitadas e altamente íntegras, mas em algumas situações podem acabar induzindo clientes a tomar decisões que não são as melhores para eles. Isso pode ocorrer por despreparo, por pressão do empregador para cumprimento de metas comerciais ou mesmo por algum deslize ético. Por isso, é sempre interessante ter algum grau de educação financeira para poder discutir com seu gerente de igual para a igual. <strong>Na dúvida, nunca se esqueça que o gerente trabalha para o banco, e não para você</strong>.</p>
<p><strong>O administrador de carteiras</strong><br />
O administrador de carteiras é um profissional autorizado pela CVM a tomar decisões de investimento em nome de seus clientes. Em poucas palavras, isso significa que ele pode “mexer no seu dinheiro”, comprando ações e títulos sem necessariamente consultá-lo antes.</p>
<p>Os requerimentos para se tornar administrador de carteiras são rigorosos, por causa do potencial “estrago” que podem causar nas contas dos clientes caso não trabalhem corretamente. Se você precisa de alguém para “tomar conta” de seus investimentos, tomando decisões em seu lugar, você precisa de um administrador de carteiras.</p>
<p>Os administradores de carteiras autorizados a trabalhar estão listados no site da CVM (<a title="Consulte o site da CVM" href="http://www.cvm.gov.br" target="_blank">www.cvm.gov.br</a>), na seção “Participantes do mercado”. <strong>Certifique-se que o nome do profissional está lá antes de contratar qualquer serviço</strong>. Em geral, administradores de carteira que trabalham de forma independente são remunerados através de um percentual dos lucros que eles geram.</p>
<p><strong>O consultor de valores mobiliários</strong><br />
Mais um profissional de quem o registro na CVM é exigido. O papel do consultor de valores imobiliários é dar recomendações de compra e venda de valores mobiliários, como ações e debêntures. Esse é o profissional que você deve consultar caso queira saber qual ação deve comprar ou vender.</p>
<p>Os consultores de valores mobiliários também estão listados no site da CVM. Consulte o registro antes de contratar serviços de profissionais que se apresentam como tal. A remuneração do consultor de valores mobiliários é cobrada diretamente do cliente. Para evitar conflitos de interesse, <strong>consultores de valores mobiliários não devem receber comissões por suas indicações de produtos e serviços financeiros</strong>.</p>
<p><strong>O analista de valores imobiliários</strong><br />
É um profissional, também registrado na CVM, que tem como função elaborar estudos que sirvam de base para decisões financeiras. Normalmente, esses profissionais trabalham para instituições financeiras e consultorias especializadas. Eles podem dar suas opiniões sobre os ativos financeiros que analisam, mas <strong>não podem induzir pessoas diretamente a tomar decisões</strong> – esse é o trabalho do consultor de valores mobiliários.</p>
<p><strong>O agente autônomo de investimentos</strong><br />
É, grosso modo, um “representante comercial” de instituições financeiras. Sua função é, basicamente, comercializar produtos da instituição que representa e prover um suporte técnico limitado a seus clientes. <strong>Ele não pode exercer atividades como administração de carteiras ou consultoria, a não ser que esteja autorizado pela CVM</strong>.</p>
<p>O caminho para se virar um agente autônomo de investimentos é relativamente fácil. É preciso apenas segundo grau completo e não é exigida experiência anterior. Basta passar na prova e não estar legalmente impedido. Por isso, dentre as funções regulamentadas pela CVM, é aquela que apresenta maior número de restrições e limitações.</p>
<p>A remuneração dele é paga pela instituição que ele representa, e nunca pelo cliente. Assim como outros profissionais registrados na CVM, seus nomes estão disponíveis no site da autarquia para consulta.</p>
<p><strong>O planejador financeiro</strong><br />
Também conhecido simplesmente como “consultor financeiro”, é o profissional que tem como função ajudar o cliente a resolver situações pontuais (como negociar uma dívida ou planejar a aposentadoria) ou então fazer um planejamento financeiro completo, que pode envolver toda a família do indivíduo.</p>
<p>O planejador financeiro não pode exercer atividades reservadas aos profissionais registrados na CVM, a não ser que ele mesmo seja um deles. <strong>O planejador financeiro pode, em muitos casos, trabalhar em conjunto com um consultor de valores mobiliários ou administrador de carteira</strong>.</p>
<p>A profissão de planejador financeiro não é regulamentada, mas existe uma certificação chamada CFP (Certified Financial Planner), muito popular nos EUA e que no Brasil é emitida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF), ligado à ANBIMA. A certificação não é obrigatória, mas como o processo para obtê-la é bastante rigoroso, escolher um profissional certificado dá alguma segurança de que ele está alinhado com altos padrões técnicos e éticos. Os profissionais certificados estão listados no site do IBCPF em <a title="Consulte os planejadores financeiros" href="http://www.ibcpf.org.br" target="_blank">www.ibcpf.org.br</a>.</p>
<p><strong>O coach financeiro</strong><br />
O coach (“treinador”) é um profissional cujo trabalho é capacitar seu cliente para atingir um determinado objetivo – no caso, financeiro. O coach não é um consultor – no sentido de ser alguém que diz ao cliente o que ele deve fazer. O coach orienta o cliente em um processo de aprendizado e capacitação, para que ele possa tomar decisões e atingir objetivos por si mesmo.</p>
<p>O coaching não é regulamentado. Tecnicamente falando, qualquer um pode sair por aí dizendo que é coach, por isso <strong>é importante conhecer a reputação e o histórico do profissional antes de contratá-lo</strong>. Existem inúmeras entidades que “certificam” coaches, mas nenhuma delas tem qualquer reconhecimento oficial.</p>
<p>Se o processo de coaching for bem sucedido e bem conduzido, espera-se que o cliente esteja capacitado a cuidar de sua vida financeira e não precise de orientação de nenhum dos profissionais anteriormente descritos.</p>
<p><strong>O picareta</strong><br />
Esse nem sempre é tão fácil de identificar. Existem picaretas de todos os tipos, tamanhos e cores. Tem aquele que você sabe que é picareta a quilômetros de distância; e também tem aquele que em nada aparenta ser um picareta, mas que também é. Alguns picaretas podem inclusive ser profissionais certificados por órgãos oficiais e com histórico profissional impecável, mas que foram seduzidos pelo “lado picareta da força”.</p>
<p><strong>Fique atento a supostos profissionais financeiros que oferecem investimentos fantásticos</strong>, com retorno “garantido”, ou que propõem esquemas obscuros de resolução de dívidas (onde você tem que colocar “algum dinheiro” na frente). Você pode estar de cara com um legítimo picareta. Se encontrar um deles, corra! Corra muito! E avise as autoridades.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Andre Massaro</b>.<br>

Administrador e pós-graduado em Economia, sócio do MoneyFit, já foi executivo financeiro de empresas e instituições financeiras. Autor do livro "MoneyFit" (Ed. Matrix) e co-autor do livro "Por Dentro da Bolsa de Valores" (Ed. Matrix), atualmente é consultor em finanças pessoais e corporativas, educador financeiro e palestrante.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A verdade no aumento do superávit primário</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/08/31/a-verdade-no-aumento-do-superavit-primario/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 00:20:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[governo]]></category>
		<category><![CDATA[investimento]]></category>
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		<category><![CDATA[superávit]]></category>

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		<description><![CDATA[O governo anunciou que irá aumentar o superávit primário em 2011. Entenda o que isso significa e quais os verdadeiros desafios econômicos de nosso país.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A verdade no aumento do superávit primário" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_a_verdade_sobre_o_superavit_primario.jpg" alt="A verdade no aumento do superávit primário" align="left" hspace="2" vspace="2" />Durante essa semana fomos surpreendidos por um anúncio, feito pelo Ministro Guido Mantega, de que <a title="Leia mais na Folha.com" href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/966903-governo-aumenta-superavit-primario-em-r-10-bilhoes.shtml" target="_blank">o governo iria aumentar o superávit primário em R$ 10 bilhões</a>. O mercado recebeu a notícia positivamente e os reflexos no mercado foram imediatos: o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu e aumentou a confiança de que em breve teremos o final do ciclo de alta nos juros.</p>
<p>Mas, você, leitor do <em>Dinheirama</em>, sabe exatamente o que é o tal superávit primário? Engraçado como maior parte da imprensa gosta de utilizar jargões específicos, mas são poucos os lugares que realmente explicam de forma simples o que isso representa no mundo real. Vou tentar contribuir neste sentido.</p>
<p><strong>Entenda o superávit primário</strong><br />
Deixando o economês de lado, o superávit primário é o resultado da arrecadação do governo (suas receitas) menos o total de seus gastos, descontando apenas os juros para o pagamento da dívida. Simplificando ainda mais, podemos considerar o superávit como a formação de caixa do governo.</p>
<p><span id="more-6507"></span>Se essa medida é importante e positiva &#8211; e retrata a preocupação do governo em economizar -, não podemos deixar de fazer uma análise um pouco mais contextual. Sabemos que o mundo passa por um período de muitas dúvidas, com Estados Unidos e boa parte da Europa sendo dragados pela crise que começou em 2008 e que ninguém se arrisca a dizer quando irá acabar.</p>
<p>Se a notícia é muito bem-vinda, precisamos entender que na verdade o que será “economizado” não será uma despesa específica. Não estamos falando de um corte, mas da economia adicional que resultou do aumento da arrecadação. As receitas com impostos aumentaram e, ao invés de usar esse saldo adicional para aquecer a economia, o governo irá guardar o dinheiro.</p>
<p><strong>A ineficiência dos serviços públicos</strong><br />
Já abordei em outros artigos que a máquina pública brasileira é ineficiente. Os (altos) gastos com pessoal não são justificados pela qualidade no trabalho. Quando pensamos em serviço público, a imagem que temos (infelizmente) é de cabide de empregos, formado em boa parte pelo instrumento da estabilidade. Isso não é uma novidade.</p>
<p>Os gastos com corrupção e emendas para isso e aquilo discutidas entre governo e parlamentares em troca de apoio é outro ponto a se destacar. As negociatas que garantem a liberação de verbas, os chamados “restos a pagar”, entre outras anomalias, representam um saco sem fundo que corrói a competitividade da economia brasileira. Isso também não é novidade.</p>
<p><strong>Ajustes necessários para o país</strong><br />
Precisamos pensar mais no futuro e trabalhar (política, economia e cotidiano) para o longo prazo. Isso significa, entre outras coisas, buscar um ajuste fiscal e promover o desenvolvimento com o governo exercendo papel de Governo &#8211; longe da necessidade de esconder o sol com a peneira atrás de realidades contábeis distorcidas e mal explicadas.</p>
<p>É fundamental economizar, portanto há motivos para comemorar a notícia de superávit primário. Ok, mas aqui vale a máxima do planejamento, onde economizar significa cortar gastos e não apenas encontrar soluções no aumento de receitas avindo da arrecadação. A realidade de <a title="Leia mais na Exame" href="http://exame.abril.com.br/economia/brasil/noticias/brasileiros-acham-que-governo-arrecada-muito-e-gasta-mal" target="_blank">arrecadar muito e gastar mal</a> precisa acabar. Logo.</p>
<p>Se optarmos pelo caminho da austeridade e planejamento, em breve a pressão dos gastos do governo serão menores, diminuindo a pressão inflacionária e abrindo espaço para o investimento das empresas, que poderão encontrar, no crédito mais barato, melhores opções de desenvolvimento.</p>
<p>Muitos dizem que o que realmente importa é a intenção. Na economia, a intenção de gastar menos do que arrecada sem dúvida pode ser entendida de maneira positiva. É válido, mas insisto na questão estrutural e de longo prazo. Se a intenção for apenas enganar o mercado, não demorará muito para que o truque saia caro.</p>
<p>Não seria muito melhor (e mais inteligente) se o governo decidisse os rumos para os próximos anos com bom senso, planejamento e mais vontade política de longo termo?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Os nós da economia, seus pontos de inflexão e o Brasil</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/08/05/os-nos-da-economia-seus-pontos-de-inflexao-e-o-brasil/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/08/05/os-nos-da-economia-seus-pontos-de-inflexao-e-o-brasil/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 13:15:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[governo]]></category>
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		<category><![CDATA[subprime]]></category>

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		<description><![CDATA[As mudanças econômicas parecem muito mais que um simples relexo da crise financeira de 2008. Como desatar os nós econômicos vigentes? Quais são os reais problemas?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Os nós da economia, seus pontos de inflexão e o Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_economia_nos_pontos_inflexao_brasil.jpg" alt="Os nós da economia, seus pontos de inflexão e o Brasil" align="left" hspace="2" vspace="2" />Pelo andar da carruagem, mesmo depois de superado o susto de uma possível moratória norte-americana, onde a aflição tomou conta dos mercados internacionais assim como de veteranos de guerra, pensionistas e credores, poucas horas de sono tranquilo estarão disponíveis nos próximos tempos para aqueles que acompanham a novela da economia mundial, seja por força da profissão ou por senso de realidade.</p>
<p>O fato é que as explicações oferecidas e elaboradas por especialistas, que apresentavam o forte impacto da crise de 2008 como justificativa para a paralisia da maior economia do mundo em 2009, e que depois foram reapresentadas para explicar a irrelevante reação ensaiada em 2010, tornaram-se agora teses sem validade, com quase nenhuma sustentação. Passados quase três anos após a <a title="Entenda a quebra do Lehman Brothers" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u445110.shtml" target="_blank">quebra do <em>Lehman Brothers</em></a> (lembram-se do primeiro dominó da série?), a economia americana patina em meio a um dos maiores confrontos políticos de sua história, com sequelas ainda imprevisíveis.</p>
<p>A sensação que fica é a de que a roda emperrou como resultado de uma quebra na engrenagem econômica, fazendo a confiança dos tradicionalmente convictos e autoconfiantes empresários norte-americanos ser reduzida a pó, resultando em uma fortuna em caixa a espera de um empurrão, uma luz no fim do túnel, um alento.</p>
<p><span id="more-6395"></span>Não há dúvida sobre a imperiosa necessidade de mudanças nesta engrenagem econômica que encantou o mundo por décadas de sucesso e dinamismo. Mas também não há dúvidas sobre a dificuldade de uma mobilização nacional nessa direção, ainda mais quando o cenário aponta uma sociedade ainda crente na força natural de reciclagem e reinvenção do seu potencial empresarial, e que por sua vez é conduzida por um dos governos mais desprovidos de força política de sua história.</p>
<p>Franklin Delano Roosevelt (presidente por quatro mandatos, de 1933 a 1945) enfrentou uma barra e tanto com a grande depressão, mas <a title="Relação da crise de 1929 e a Segunda Guerra Mundial" href="http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/a-grande-depressao-de-29/54012/" target="_blank">em sua “salvação” veio a Segunda Grande Guerra</a>, e com ela o rompimento do “ponto de inflexão” &#8211; a partir da união nacional em prol de um maciço emprego da sociedade no esforço de guerra e com isso o desatar do nó econômico de sua época. A história que se seguiu sabemos de cor. Mas e quanto ao momento atual? O que desatará o nó? A torcida é grande.</p>
<p>Mas não deixemos de olhar para as bagunças da própria casa enquanto contemplamos a confusão nos vizinhos. <strong>Não estaremos nós também enfiados em um gigante e imponente “Ponto de Inflexão”?</strong></p>
<p>A partir de 1990, iniciamos finalmente a abertura de nossos mercados, a consolidação aos trancos e barrancos da nossa jovem democracia e a inevitável inclusão da palavra competição no vocabulário cotidiano das empresas. Em 1994 começamos a debelar a inflação, cuja queda se consolidou (mas nunca deixou totalmente de nos ameaçar) e diante de uma economia “de verdade” avançamos e inovamos como poucas vezes se observou. No período seguinte, fortalecemos as instituições, saneamos o sistema financeiro e o próprio estado por meio de um forte processo de privatização.</p>
<p>Em 2003, inauguramos uma fase de exploração do câmbio desvalorizado (mas que agora foi embora e vai demorar a voltar), expandindo as fronteiras do processo exportador, bem como passamos a valorizar e praticar a continuidade de políticas econômicas e fiscais que vinham dando certo (independentemente de terem sido implementadas por outro grupo político), colocamos em prática um modelo próprio de desenvolvimento do mercado interno e também surfamos na onda gigante e confortável das commodities.</p>
<p>Em 2008, superamos todas as expectativas dos analistas internacionais e das agências de avaliação de risco, enquanto ícones do mercado financeiro internacional viravam pó da noite para o dia (muitas vezes no mesmo dia em que seus economistas chefes liberavam avaliações bastante pessimistas sobre as economias emergentes), para em seguida serem salvos pelo dinheiro dos contribuintes de seus países.</p>
<p>Mas a fila anda e não é difícil pensar no que consiste o nosso “Ponto de Inflexão”. E é justamente por não termos atravessado tantas décadas de bonança e sucesso ininterruptos que posso deixar a sentença assim, subentendida e incompleta para ser preenchida na cabeça de cada leitor. Sabemos bem onde estão os nossos nós, não sabemos?</p>
<p><strong>Talvez a falta de espaço para ilusões seja uma vantagem.</strong> Mas não podemos perder tempo. Até o próximo texto.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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