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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; mercado</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; mercado</title>
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		<title>Na Internet nada se cria, mas nem tudo se copia!</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 12:07:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Kepler</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você concorda com a visão que todos os serviços e negócios lançados na Internet brasileira são uma mera cópia de outros países? Entenda porque isso não é verdade!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Na Internet nada se cria, mas nem tudo se copia!" src="http://dinheirama.com/files/2012/01/dinheirama_na_internet_nada_se_cria_mas_nem_tudo_se_copia.jpg" alt="Na Internet nada se cria, mas nem tudo se copia!" align="left" hspace="2" vspace="2" />Empreendedores e empresários brasileiros que atuam na Internet tem sido chamados de desinformados, de imitadores de sistemas, aplicativos e serviços americanos. Nem de longe isso poderia ser uma verdade absoluta. Todos os dias, milhares de ideias e inovações surgem no mundo e, por muitas vezes, trata-se de negócios similares e simultâneos em locais e países diferentes.</p>
<p><strong>Simples cópia ou inovação?</strong><br />
Mas, mesmo que seja um negócio pensado e baseado em um modelo já existente ou importado de modelos de negócios internacionais, também não podem ser taxados de &#8220;imitação barata&#8221;, a não ser que seja um simples “<em>CopyCat</em>” (tipo um Control C + Control V bem descarado). O mercado é enorme, está aberto e a Internet é livre e jovem.</p>
<p>Se o produto ou o serviço não existe, ou existe mas não tem qualquer penetração na sua região e você conseguiu inovar e desenvolver um serviço adaptado e “climatizado”, baseado em um modelo de sucesso, qual o problema? Se isso fosse errado, não teríamos no Brasil, por exemplo, redes sociais de nichos,<em> e-commerce</em> de sapatos, portais de notícias, sites de compras coletivas, <em>download</em> de música, serviços de geolocalização, classificados, busca de preços e por ai vai.</p>
<p><span id="more-7006"></span>A quem cria uma coisa que não existe, chamamos de inventor. O cara que bola uma novidade e que consegue implementar uma ideia ou solução na prática, no mercado, deveria ser chamado de empreendedor ou inovador. Nem sempre é isso que acontece.</p>
<p><strong>Meu exemplo de empresário e investidor</strong><br />
Para exemplificar melhor o que quero dizer, essa semana lançamos no Brasil um serviço “Do It Yoursef” (faça sozinho) para criar e promover eventos de todos os tipos no modelo Wizard Web. Baseado em nossa experiência de plataforma de sistemas para venda de ingressos pela Internet do <a title="Conheça o Show de Ingressos" href="http://migre.me/7qES4" target="_blank">Show de Ingressos</a>, identificamos que todo o trabalho e serviço manual que tínhamos que fazer para botar uma página (HotSite) de um evento no ar poderia ser realizado de forma automática.</p>
<p>Mais do que isso, poderíamos fazer um assistente para o próprio organizador do evento. Isso para que ele, sem precisar falar conosco e longe de nossa interferência operacional, pudesse fazer seu site. Assim nasceu o <a title="Conheça o Compre a Festa" href="http://migre.me/7qEWG" target="_blank">www.compreafesta.com.br</a>. Porém, este serviço já existe no resto do mundo. O modelo similar americano, o <a title="Conheça o EventBrite" href="http://migre.me/7qEZg" target="_blank">EventBrite</a>, também neste formato Wizard (assistente automático para eventos pequenos e grandes), está entre as três maiores empresas do mercado de ingressos online de lá.</p>
<p>Foi uma cópia? Outras perguntas precisam ser respondidas antes: o EventBrite, o TicketScript, o EventBee e outras 60 empresas iguais no mundo estão fisicamente no Brasil? Conhecem o mercado local de ingressos como nós conhecemos? Tem relacionamento local? Conhecem as especificações, legislação e características do mercado Brasileiro? Claro que não! Até poderiam, mas mesmo se estivessem desembarcados por aqui, qual o problema em nós termos um modelo Wizard similar ao deles (no conceito e não no conteúdo), mas partindo do nosso sistema que já existe e faz sucesso há mais de 3 anos? Nenhum, obviamente!</p>
<p><strong>O mercado existe. Quem quer desenvolvê-lo e aproveitá-lo?</strong><br />
Se chegarem até aqui de olho no mercado promissor e nos mais de 83 milhões de brasileiros conectados na Internet (e crescendo!) e já faturando R$ 18,7 bilhões em e-commerce, seremos concorrentes e ponto! Chegamos aqui antes, temos capacidade técnica igual ou melhor que a deles e somos genuínos brasileiros, acreditamos no poder que essa nação representa.</p>
<p>Pois bem, voltando ao &#8220;X da questão&#8221; da minha reflexão, acredito que esses produtos similares continuarão a ser criados na Internet, porque os sistemas são pensados basicamente para solucionar problemas e facilitar a vida das pessoas ou para complementar serviços das plataformas já existentes, como por exemplo <em>Google</em>, <em>Facebook</em> e <em>Twitter</em>. A verdade é que esses problemas também são similares em qualquer lugar do mundo. Este é o ponto!</p>
<p>Nós, brasileiros, não somos meros imitadores. Somos inovadores e empreendedores que enxergam, desenvolvem e aproveitam as oportunidades no mercado. Pense nisso!</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>João Kepler</b>.<br>

Investidor anjo, empreendedor serial, palestrante, CEO do Show de Ingressos, especialista em e-business e mídias socias.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Desafio em Ação: Aprenda a investir no Mercado de Ações e ganhe prêmios</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/11/29/desafio-em-acao-aprenda-a-investir-no-mercado-de-acoes-e-ganhe-premios/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 17:40:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
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		<description><![CDATA[Aprenda a investir em ações de forma inteligente e ainda concorra a R$ 50 mil em prêmios. Conheça e participe do Desafio em Ação! ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Desafio em Ação: Aprenda a investir no Mercado de Ações e ganhe prêmios" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_desafio_em_acao.png" alt="Desafio em Ação: Aprenda a investir no Mercado de Ações e ganhe prêmios" align="left" hspace="2" vspace="2" />Como você sabe, caro leitor, o <em>Dinheirama</em> sempre apóia (e apoiará) iniciativas voltadas para o aprendizado e prática da educação financeira. Temos a alegria de apresentar o <strong><a title="Conheça o Desafio em Ação" href="http://migre.me/6gRtB" target="_blank">Desafio em Ação</a></strong>, um simulador idealizado pela SolutionTech que pretende incentivar o investimento em ações e, ao mesmo tempo, premiar aqueles interessados no assunto. <strong>Já pensou aprender a investir na bolsa de valores em um evento que dará R$ 50 mil em prêmios?</strong></p>
<p>A atual volatilidade e as incertezas na economia global costumam provocar um cenário pouco animador para o mercado acionário. O reflexo direto dessa conjuntura é a desaceleração da entrada de novos investidores e o aumento no número de saques, mesmo com o valor da maioria dos papéis em baixa. Para <strong>Rogério Thomé</strong>, co-idealizador do <strong><a title="Inscreva-se no Desafio Em Ação" href="http://migre.me/6gRtB" target="_blank">Desafio em Ação</a></strong>, <em>&#8220;os investidores mais inexperientes não podem se deixar levar pelas emoções de momento&#8221;</em>. De acordo com Rogério, o medo deve ser combatido com paciência e disciplina, associadas a uma estratégia clara e objetiva:</p>
<blockquote><p>“Considerando que podemos ganhar em um mercado que sobe ou cai, qualquer momento é ideal para o início dos investimentos. Alguns papéis que estão sendo negociados abaixo de seu valor de mercado passam a informação de que o valor patrimonial de seus ativos é mais valioso que a própria empresa. Nesse caso, em se tratando de uma empresa lucrativa com boas perspectivas para o longo prazo, esse seria o momento ideal para comprá-las”</p></blockquote>
<p>Thomé salienta, no entanto, que é extremamente importante não concentrar demasiadamente os recursos em investimentos de renda variável e buscar opções também em renda fixa.</p>
<p><span id="more-6845"></span><strong>Participe do <a title="Inscreva-se no Desafio em Ação" href="http://migre.me/6gRtB" target="_blank">Desafio em Ação</a></strong><br />
Para auxiliar os iniciantes e inexperientes, a Gomes &amp; Magliano Promoções e Eventos desenvolveu o <a title="Inscreva-se no Desafio em Ação" href="http://migre.me/6gRtB" target="_blank">Desafio em Ação</a>, concurso cultural que distribuirá premiação total de <strong>R$ 50 mil</strong> aos participantes até 23 de dezembro.</p>
<p><strong>Por que o <a title="Inscreva-se no Desafio em Ação" href="http://migre.me/6gRtB" target="_blank">Desafio em Ação</a> é importante?</strong><br />
O objetivo principal é fazer com que as pessoas passem atuar de forma sólida na Bolsa, descartando a estratégia de vender papéis com ganhos baixos após o investimento inicial e segurar ações que estão com perda acentuada, fator que compromete os ganhos no mercado de renda variável.</p>
<p><strong>Como funciona o <a title="Inscreva-se no Desafio em Ação" href="http://migre.me/6gRtB" target="_blank">Desafio em Ação</a>?</strong><br />
A dinâmica da competição permite que os internautas iniciem com um crédito fictício de R$ 100 mil para compra e venda de ações. Ao fim de cada semana, as carteiras são zeradas e os cinco participantes que apresentarem maior rentabilidade são contemplados com premiações pré-definidas, conforme regulamento no site do concurso.</p>
<p>Rogério explica melhor: <em>“Essa regra propicia o aperfeiçoamento dos participantes. Caso o competidor não obtenha sucesso na semana anterior, ele tem a opção de mudar a estratégia para alcançar resultados melhores. Já aqueles que atingirem resultados positivos podem manter ou testar novas medidas para ainda conseguirem maiores valorizações na carteira”</em>.</p>
<p>O <strong><a title="Inscreva-se no Desafio em Ação" href="http://migre.me/6gRtB" target="_blank">Desafio em Ação</a></strong> acontece em ambiente virtual, podendo também ser realizado via <em>Facebook</em> e nas plataformas <em>iPad</em>, <em>iPhone</em> e <em>Android</em>. As inscrições estão abertas até <strong>12 de dezembro</strong> e custam apenas R$ 29,90. Esse valor cai para R$ 19,90 se o interessado indicar 10 amigos no Facebook.</p>
<p>Mais informações podem ser obtidas no site oficial do evento &#8211; <strong><a title="Inscreva-se no Desafio em Ação" href="http://migre.me/6gRtB" target="_blank">www.desafioemacao.com.br</a></strong> &#8211; ou <a title="Inscreva-se no Desafio Em Ação" href="http://migre.me/6gRzY" target="_blank">www.facebook.com/desafioemacao</a>! Participe!</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Bolsa de Valores &#8211; É difícil se tornar um investidor de sucesso?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/09/14/bolsa-de-valores-e-dificil-se-tornar-um-investidor-de-sucesso/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 14:16:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Teixeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ações e Derivativos]]></category>
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		<description><![CDATA[Encarar o aprendizado e as perdas iniciais são parte do processo de construção do investidor de sucesso na bolsa de valores. Aprenda e multiplique seu dinheiro na renda variável.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Bolsa de Valores - É difícil se tornar um investidor de sucesso?" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_e_dificil_ser_um_investidor_de_sucesso.jpg" alt="Bolsa de Valores - É difícil se tornar um investidor de sucesso?" align="left" hspace="2" vspace="2" />O trabalho de um investidor é o de procurar ações interessantes, comprá-las e, então, cuidar delas para ver se está tudo bem. Esse processo da compra de uma ação é a coisa mais fácil do mundo: basta enviar algum dinheiro para uma corretora e comprar as ações pelo sistema on-line conhecido como home broker.</p>
<p>Ficar de olho na ação é mais fácil ainda: bastar gastar alguns minutos diários de &#8220;<em>baby-sitting</em>&#8221; junto do ativo que o trabalho está completo. Mas, então é só isso mesmo? Não existe a parte difícil?</p>
<p>Infelizmente, existe sim! A parte difícil é justamente o começo: procurar ações interessantes, de empresas com bons fundamentos, ótimo histórico de crescimento e que sejam &#8220;limpa&#8221; aos olhos do mercado e da lei. Executar bem esse passo não é tão simples e pode complicar as coisas.</p>
<p><span id="more-6555"></span><strong>A fase de aprendizado</strong><br />
É verdade que dá trabalho descobrir qual ação comprar e em qual momento. Para muitas pessoas, esse trabalho pode ser quase impossível, pois requer uma boa análise, que por sua vez requer dedicação, tempo e suor &#8211; características cada vez mais raras nos dias atuais.</p>
<p>O resultado é que os investidores mais impacientes ignoram a escolha das ações, compram qualquer tranqueira com um nome bonito (ou seguem dicas ruins) para, no final, inevitavelmente perderem dinheiro. E mesmo aqueles que fazem suas análises com o mínimo de bom senso, perdem dinheiro com uma frequência alta apenas porque são iniciantes.</p>
<p>Logo, chegamos a uma primeira conclusão importante: <strong>os erros e as perdas são inevitáveis no começo</strong>. Porém, esses problemas podem ser vistos pelos investidores de uma das duas maneiras: como &#8220;perdas&#8221; ou como &#8220;custos de aprendizado&#8221;.</p>
<p>Os investidores que chamam esse dinheiro perdido de &#8220;custos de aprendizado&#8221; estão corretos porque, como as próprias palavras indicam, ao perder dinheiro ele aprendeu alguma coisa. Aprendeu, com os seus erros, a investir melhor.</p>
<p>Por outro lado, aquele que vê uma perda como uma perda e nada mais, possui uma chance muito maior de fazer bobagens sem aprender nada e perder cada vez mais dinheiro. Esse perfil costuma desistir e passa a advogar contra: <em>&#8220;Investir em renda variável não funciona! É impossível ganhar dinheiro na bolsa&#8221;</em> é o que costumo ouvir.</p>
<p><strong>O período de treinamento</strong><br />
Aqueles que perdem dinheiro, mas aprendem com os erros, aos poucos param de errar tanto, deixam de perder dinheiro e, finalmente, começam a ganhar. Mas as coisas também não são assim tão fáceis, pois a maioria dos investidores precisa suportar toda essa fase de perdas e aprendizado para chegar aonde deseja: nos lucros.</p>
<p>Não importa quantos livros você leia ou quantos trades imaginários faça, mesmo utilizando o melhor dos simuladores da bolsa, a verdade é que <strong>o início de qualquer investidor é tenso e complicado</strong>.</p>
<p>No caso de um investidor que possui alguma outra renda e não depende dos resultados dos investimentos para sobreviver, o problema não é muito sério. Mas se você depende dos lucros para poder continuar investindo, aí a tensão pode crescer a ponto de estragar todo o seu equilíbrio emocional.</p>
<p>E o que acontece em decorrência disso? Obviamente, você perde dinheiro. Assim, costumo dizer que se tornar um investidor comum (que investe um pouco de dinheiro todos os meses) não é tão fácil assim, mas se tornar um investidor autônomo (que depende dos rendimentos), além de ser muito mais difícil, é também muito estressante.</p>
<p><strong>A conta, por favor!</strong><br />
Outro ponto que dificulta bastante o sucesso de um investidor na bolsa de valores é o quão bem ou mal capitalizado ele está. Quem acha que pode investir em ações sem pensar nos custos da plataforma, corretagem, custódia, emolumentos e etc., poderá até sair ganhando dinheiro no papel, mas na hora de terminar a operação, verá que metade dos seus lucros foram apenas para pagar as taxas.</p>
<p>E apesar de ser possível investir bem com pouco capital e reduzir essas taxas ao máximo, é inegável a vantagem do investidor que já tem um bom patrimônio disponível. Esse investidor gastará, proporcionalmente, quase nada com taxas, poderá negociar ações de valores mais altos e operar no mercado integral ao invés do fracionário.</p>
<p>Sua <em>slippage</em> (diferença do preço desejado da compra ou venda para o preço real da compra ou venda) será muito menor e, de modo geral, seus lucros serão maiores. Isso sem contar o conforto de saber que um lucro de 10% sobre muito dinheiro poderá ter alguma utilidade verdadeira em vez de servir apenas como um trocado que mal paga uma conta de luz.</p>
<p>Para concluir, tornar-se um investidor de sucesso não chega a ser tão difícil assim, mas com certeza é bastante trabalhoso. O investidor que pretende se dar bem na bolsa, ou em qualquer outro mercado, deve <strong>aprender ao máximo com os seus erros e perdas</strong>.</p>
<p>É importante suportar bem a fase de aprendizado, por mais dolorosa que ela seja, e, também operar mais capitalizado &#8211; ou o processo será mais demorado. Felizmente, no final das contas o caminho do sucesso é simples e parecido com o de várias outras áreas e profissões.</p>
<p>Para se dar bem, basta que você esteja disposto a aceitar o desafio e então, com <strong>estudo, dedicação, disciplina e estratégia, lute até o fim</strong>. Boa sorte e bons investimentos!</p>
<p>Foto: divulgação do autor.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Hugo Teixeira</b>.<br>

Hugo Teixeira é investidor autônomo, criador do blog para iniciantes "Como Investir na Bolsa de Valores" e autor do e-book "Como Investir na Bolsa de Valores Com Pouco Dinheiro".<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Preciso de ajuda para lidar com meu dinheiro e investimentos. Quem procurar?</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 16:04:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Massaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[Tutoriais]]></category>
		<category><![CDATA[agente]]></category>
		<category><![CDATA[banco]]></category>
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		<description><![CDATA[Endividamento, planejamento financeiro, orçamento, investimentos, aposentadoria, endividamento. Quem procurar para organizar sua vida financeira? Como agir?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Preciso de ajuda para lidar com meu dinheiro e investimentos. Quem procurar?" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_preciso_ajuda_financeira_quem_procurar.jpg" alt="Preciso de ajuda para lidar com meu dinheiro e investimentos. Quem procurar?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Sou um grande defensor da idéia de que nossas finanças são algo importante demais para serem “terceirizadas”, mas em algum momento as pessoas podem precisar de ajuda profissional especializada. Em toda família, sempre tem algum membro que acha que consegue curar qualquer doença com óleo de rícino ou alguma outra substância pitoresca.</p>
<p>Da mesma forma, é só falarmos que estamos passando por algum problema financeiro que logo aparece um “Einstein das finanças” propondo uma solução simples (a palavra mais adequada seria “simplista”) para um problema complexo. Algumas pessoas gostam de dar palpites na vida financeira alheia da mesma forma que dão palpites na escalação da Seleção Brasileira.</p>
<p>Como, então, saber quem procurar e em quem confiar em um mundo em que sempre há um “gênio não-descoberto” das finanças pronto para dar palpites na administração do dinheiro alheio?</p>
<p><span id="more-6518"></span>Vamos ver, a seguir, alguns tipos de profissionais a quem devemos recorrer quando precisamos de apoio financeiro. É importante saber “quem é quem” e “quem faz o quê”, para que possamos escolher a pessoa certa para a situação certa.</p>
<p><strong>O gerente de banco</strong><br />
O gerente de contas (ou “gerente de banco”) é o profissional responsável pelo relacionamento do banco com seus clientes. Sua função primária é “vender” os produtos e serviços do banco. Sua função secundária é ajudar os clientes e orientá-los no uso adequado desses produtos e serviços.</p>
<p>É preciso deixar claro essa diferença entre a função primária e secundária, pois o cliente precisa entender que, quando ele busca orientação de um gerente de banco, há um conflito de interesses inerente. As instituições financeiras estão conscientes desse conflito e, por isso, cada vez mais exigem que seus profissionais sejam certificados para assegurar que atendam a rigorosos padrões técnicos e éticos.</p>
<p>Em geral, gerentes de banco são pessoas capacitadas e altamente íntegras, mas em algumas situações podem acabar induzindo clientes a tomar decisões que não são as melhores para eles. Isso pode ocorrer por despreparo, por pressão do empregador para cumprimento de metas comerciais ou mesmo por algum deslize ético. Por isso, é sempre interessante ter algum grau de educação financeira para poder discutir com seu gerente de igual para a igual. <strong>Na dúvida, nunca se esqueça que o gerente trabalha para o banco, e não para você</strong>.</p>
<p><strong>O administrador de carteiras</strong><br />
O administrador de carteiras é um profissional autorizado pela CVM a tomar decisões de investimento em nome de seus clientes. Em poucas palavras, isso significa que ele pode “mexer no seu dinheiro”, comprando ações e títulos sem necessariamente consultá-lo antes.</p>
<p>Os requerimentos para se tornar administrador de carteiras são rigorosos, por causa do potencial “estrago” que podem causar nas contas dos clientes caso não trabalhem corretamente. Se você precisa de alguém para “tomar conta” de seus investimentos, tomando decisões em seu lugar, você precisa de um administrador de carteiras.</p>
<p>Os administradores de carteiras autorizados a trabalhar estão listados no site da CVM (<a title="Consulte o site da CVM" href="http://www.cvm.gov.br" target="_blank">www.cvm.gov.br</a>), na seção “Participantes do mercado”. <strong>Certifique-se que o nome do profissional está lá antes de contratar qualquer serviço</strong>. Em geral, administradores de carteira que trabalham de forma independente são remunerados através de um percentual dos lucros que eles geram.</p>
<p><strong>O consultor de valores mobiliários</strong><br />
Mais um profissional de quem o registro na CVM é exigido. O papel do consultor de valores imobiliários é dar recomendações de compra e venda de valores mobiliários, como ações e debêntures. Esse é o profissional que você deve consultar caso queira saber qual ação deve comprar ou vender.</p>
<p>Os consultores de valores mobiliários também estão listados no site da CVM. Consulte o registro antes de contratar serviços de profissionais que se apresentam como tal. A remuneração do consultor de valores mobiliários é cobrada diretamente do cliente. Para evitar conflitos de interesse, <strong>consultores de valores mobiliários não devem receber comissões por suas indicações de produtos e serviços financeiros</strong>.</p>
<p><strong>O analista de valores imobiliários</strong><br />
É um profissional, também registrado na CVM, que tem como função elaborar estudos que sirvam de base para decisões financeiras. Normalmente, esses profissionais trabalham para instituições financeiras e consultorias especializadas. Eles podem dar suas opiniões sobre os ativos financeiros que analisam, mas <strong>não podem induzir pessoas diretamente a tomar decisões</strong> – esse é o trabalho do consultor de valores mobiliários.</p>
<p><strong>O agente autônomo de investimentos</strong><br />
É, grosso modo, um “representante comercial” de instituições financeiras. Sua função é, basicamente, comercializar produtos da instituição que representa e prover um suporte técnico limitado a seus clientes. <strong>Ele não pode exercer atividades como administração de carteiras ou consultoria, a não ser que esteja autorizado pela CVM</strong>.</p>
<p>O caminho para se virar um agente autônomo de investimentos é relativamente fácil. É preciso apenas segundo grau completo e não é exigida experiência anterior. Basta passar na prova e não estar legalmente impedido. Por isso, dentre as funções regulamentadas pela CVM, é aquela que apresenta maior número de restrições e limitações.</p>
<p>A remuneração dele é paga pela instituição que ele representa, e nunca pelo cliente. Assim como outros profissionais registrados na CVM, seus nomes estão disponíveis no site da autarquia para consulta.</p>
<p><strong>O planejador financeiro</strong><br />
Também conhecido simplesmente como “consultor financeiro”, é o profissional que tem como função ajudar o cliente a resolver situações pontuais (como negociar uma dívida ou planejar a aposentadoria) ou então fazer um planejamento financeiro completo, que pode envolver toda a família do indivíduo.</p>
<p>O planejador financeiro não pode exercer atividades reservadas aos profissionais registrados na CVM, a não ser que ele mesmo seja um deles. <strong>O planejador financeiro pode, em muitos casos, trabalhar em conjunto com um consultor de valores mobiliários ou administrador de carteira</strong>.</p>
<p>A profissão de planejador financeiro não é regulamentada, mas existe uma certificação chamada CFP (Certified Financial Planner), muito popular nos EUA e que no Brasil é emitida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF), ligado à ANBIMA. A certificação não é obrigatória, mas como o processo para obtê-la é bastante rigoroso, escolher um profissional certificado dá alguma segurança de que ele está alinhado com altos padrões técnicos e éticos. Os profissionais certificados estão listados no site do IBCPF em <a title="Consulte os planejadores financeiros" href="http://www.ibcpf.org.br" target="_blank">www.ibcpf.org.br</a>.</p>
<p><strong>O coach financeiro</strong><br />
O coach (“treinador”) é um profissional cujo trabalho é capacitar seu cliente para atingir um determinado objetivo – no caso, financeiro. O coach não é um consultor – no sentido de ser alguém que diz ao cliente o que ele deve fazer. O coach orienta o cliente em um processo de aprendizado e capacitação, para que ele possa tomar decisões e atingir objetivos por si mesmo.</p>
<p>O coaching não é regulamentado. Tecnicamente falando, qualquer um pode sair por aí dizendo que é coach, por isso <strong>é importante conhecer a reputação e o histórico do profissional antes de contratá-lo</strong>. Existem inúmeras entidades que “certificam” coaches, mas nenhuma delas tem qualquer reconhecimento oficial.</p>
<p>Se o processo de coaching for bem sucedido e bem conduzido, espera-se que o cliente esteja capacitado a cuidar de sua vida financeira e não precise de orientação de nenhum dos profissionais anteriormente descritos.</p>
<p><strong>O picareta</strong><br />
Esse nem sempre é tão fácil de identificar. Existem picaretas de todos os tipos, tamanhos e cores. Tem aquele que você sabe que é picareta a quilômetros de distância; e também tem aquele que em nada aparenta ser um picareta, mas que também é. Alguns picaretas podem inclusive ser profissionais certificados por órgãos oficiais e com histórico profissional impecável, mas que foram seduzidos pelo “lado picareta da força”.</p>
<p><strong>Fique atento a supostos profissionais financeiros que oferecem investimentos fantásticos</strong>, com retorno “garantido”, ou que propõem esquemas obscuros de resolução de dívidas (onde você tem que colocar “algum dinheiro” na frente). Você pode estar de cara com um legítimo picareta. Se encontrar um deles, corra! Corra muito! E avise as autoridades.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Andre Massaro</b>.<br>

Administrador e pós-graduado em Economia, sócio do MoneyFit, já foi executivo financeiro de empresas e instituições financeiras. Autor do livro "MoneyFit" (Ed. Matrix) e co-autor do livro "Por Dentro da Bolsa de Valores" (Ed. Matrix), atualmente é consultor em finanças pessoais e corporativas, educador financeiro e palestrante.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A verdade no aumento do superávit primário</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/08/31/a-verdade-no-aumento-do-superavit-primario/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 00:20:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
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		<description><![CDATA[O governo anunciou que irá aumentar o superávit primário em 2011. Entenda o que isso significa e quais os verdadeiros desafios econômicos de nosso país.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A verdade no aumento do superávit primário" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_a_verdade_sobre_o_superavit_primario.jpg" alt="A verdade no aumento do superávit primário" align="left" hspace="2" vspace="2" />Durante essa semana fomos surpreendidos por um anúncio, feito pelo Ministro Guido Mantega, de que <a title="Leia mais na Folha.com" href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/966903-governo-aumenta-superavit-primario-em-r-10-bilhoes.shtml" target="_blank">o governo iria aumentar o superávit primário em R$ 10 bilhões</a>. O mercado recebeu a notícia positivamente e os reflexos no mercado foram imediatos: o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu e aumentou a confiança de que em breve teremos o final do ciclo de alta nos juros.</p>
<p>Mas, você, leitor do <em>Dinheirama</em>, sabe exatamente o que é o tal superávit primário? Engraçado como maior parte da imprensa gosta de utilizar jargões específicos, mas são poucos os lugares que realmente explicam de forma simples o que isso representa no mundo real. Vou tentar contribuir neste sentido.</p>
<p><strong>Entenda o superávit primário</strong><br />
Deixando o economês de lado, o superávit primário é o resultado da arrecadação do governo (suas receitas) menos o total de seus gastos, descontando apenas os juros para o pagamento da dívida. Simplificando ainda mais, podemos considerar o superávit como a formação de caixa do governo.</p>
<p><span id="more-6507"></span>Se essa medida é importante e positiva &#8211; e retrata a preocupação do governo em economizar -, não podemos deixar de fazer uma análise um pouco mais contextual. Sabemos que o mundo passa por um período de muitas dúvidas, com Estados Unidos e boa parte da Europa sendo dragados pela crise que começou em 2008 e que ninguém se arrisca a dizer quando irá acabar.</p>
<p>Se a notícia é muito bem-vinda, precisamos entender que na verdade o que será “economizado” não será uma despesa específica. Não estamos falando de um corte, mas da economia adicional que resultou do aumento da arrecadação. As receitas com impostos aumentaram e, ao invés de usar esse saldo adicional para aquecer a economia, o governo irá guardar o dinheiro.</p>
<p><strong>A ineficiência dos serviços públicos</strong><br />
Já abordei em outros artigos que a máquina pública brasileira é ineficiente. Os (altos) gastos com pessoal não são justificados pela qualidade no trabalho. Quando pensamos em serviço público, a imagem que temos (infelizmente) é de cabide de empregos, formado em boa parte pelo instrumento da estabilidade. Isso não é uma novidade.</p>
<p>Os gastos com corrupção e emendas para isso e aquilo discutidas entre governo e parlamentares em troca de apoio é outro ponto a se destacar. As negociatas que garantem a liberação de verbas, os chamados “restos a pagar”, entre outras anomalias, representam um saco sem fundo que corrói a competitividade da economia brasileira. Isso também não é novidade.</p>
<p><strong>Ajustes necessários para o país</strong><br />
Precisamos pensar mais no futuro e trabalhar (política, economia e cotidiano) para o longo prazo. Isso significa, entre outras coisas, buscar um ajuste fiscal e promover o desenvolvimento com o governo exercendo papel de Governo &#8211; longe da necessidade de esconder o sol com a peneira atrás de realidades contábeis distorcidas e mal explicadas.</p>
<p>É fundamental economizar, portanto há motivos para comemorar a notícia de superávit primário. Ok, mas aqui vale a máxima do planejamento, onde economizar significa cortar gastos e não apenas encontrar soluções no aumento de receitas avindo da arrecadação. A realidade de <a title="Leia mais na Exame" href="http://exame.abril.com.br/economia/brasil/noticias/brasileiros-acham-que-governo-arrecada-muito-e-gasta-mal" target="_blank">arrecadar muito e gastar mal</a> precisa acabar. Logo.</p>
<p>Se optarmos pelo caminho da austeridade e planejamento, em breve a pressão dos gastos do governo serão menores, diminuindo a pressão inflacionária e abrindo espaço para o investimento das empresas, que poderão encontrar, no crédito mais barato, melhores opções de desenvolvimento.</p>
<p>Muitos dizem que o que realmente importa é a intenção. Na economia, a intenção de gastar menos do que arrecada sem dúvida pode ser entendida de maneira positiva. É válido, mas insisto na questão estrutural e de longo prazo. Se a intenção for apenas enganar o mercado, não demorará muito para que o truque saia caro.</p>
<p>Não seria muito melhor (e mais inteligente) se o governo decidisse os rumos para os próximos anos com bom senso, planejamento e mais vontade política de longo termo?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Os nós da economia, seus pontos de inflexão e o Brasil</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/08/05/os-nos-da-economia-seus-pontos-de-inflexao-e-o-brasil/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 13:15:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
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		<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<description><![CDATA[As mudanças econômicas parecem muito mais que um simples relexo da crise financeira de 2008. Como desatar os nós econômicos vigentes? Quais são os reais problemas?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Os nós da economia, seus pontos de inflexão e o Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_economia_nos_pontos_inflexao_brasil.jpg" alt="Os nós da economia, seus pontos de inflexão e o Brasil" align="left" hspace="2" vspace="2" />Pelo andar da carruagem, mesmo depois de superado o susto de uma possível moratória norte-americana, onde a aflição tomou conta dos mercados internacionais assim como de veteranos de guerra, pensionistas e credores, poucas horas de sono tranquilo estarão disponíveis nos próximos tempos para aqueles que acompanham a novela da economia mundial, seja por força da profissão ou por senso de realidade.</p>
<p>O fato é que as explicações oferecidas e elaboradas por especialistas, que apresentavam o forte impacto da crise de 2008 como justificativa para a paralisia da maior economia do mundo em 2009, e que depois foram reapresentadas para explicar a irrelevante reação ensaiada em 2010, tornaram-se agora teses sem validade, com quase nenhuma sustentação. Passados quase três anos após a <a title="Entenda a quebra do Lehman Brothers" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u445110.shtml" target="_blank">quebra do <em>Lehman Brothers</em></a> (lembram-se do primeiro dominó da série?), a economia americana patina em meio a um dos maiores confrontos políticos de sua história, com sequelas ainda imprevisíveis.</p>
<p>A sensação que fica é a de que a roda emperrou como resultado de uma quebra na engrenagem econômica, fazendo a confiança dos tradicionalmente convictos e autoconfiantes empresários norte-americanos ser reduzida a pó, resultando em uma fortuna em caixa a espera de um empurrão, uma luz no fim do túnel, um alento.</p>
<p><span id="more-6395"></span>Não há dúvida sobre a imperiosa necessidade de mudanças nesta engrenagem econômica que encantou o mundo por décadas de sucesso e dinamismo. Mas também não há dúvidas sobre a dificuldade de uma mobilização nacional nessa direção, ainda mais quando o cenário aponta uma sociedade ainda crente na força natural de reciclagem e reinvenção do seu potencial empresarial, e que por sua vez é conduzida por um dos governos mais desprovidos de força política de sua história.</p>
<p>Franklin Delano Roosevelt (presidente por quatro mandatos, de 1933 a 1945) enfrentou uma barra e tanto com a grande depressão, mas <a title="Relação da crise de 1929 e a Segunda Guerra Mundial" href="http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/a-grande-depressao-de-29/54012/" target="_blank">em sua “salvação” veio a Segunda Grande Guerra</a>, e com ela o rompimento do “ponto de inflexão” &#8211; a partir da união nacional em prol de um maciço emprego da sociedade no esforço de guerra e com isso o desatar do nó econômico de sua época. A história que se seguiu sabemos de cor. Mas e quanto ao momento atual? O que desatará o nó? A torcida é grande.</p>
<p>Mas não deixemos de olhar para as bagunças da própria casa enquanto contemplamos a confusão nos vizinhos. <strong>Não estaremos nós também enfiados em um gigante e imponente “Ponto de Inflexão”?</strong></p>
<p>A partir de 1990, iniciamos finalmente a abertura de nossos mercados, a consolidação aos trancos e barrancos da nossa jovem democracia e a inevitável inclusão da palavra competição no vocabulário cotidiano das empresas. Em 1994 começamos a debelar a inflação, cuja queda se consolidou (mas nunca deixou totalmente de nos ameaçar) e diante de uma economia “de verdade” avançamos e inovamos como poucas vezes se observou. No período seguinte, fortalecemos as instituições, saneamos o sistema financeiro e o próprio estado por meio de um forte processo de privatização.</p>
<p>Em 2003, inauguramos uma fase de exploração do câmbio desvalorizado (mas que agora foi embora e vai demorar a voltar), expandindo as fronteiras do processo exportador, bem como passamos a valorizar e praticar a continuidade de políticas econômicas e fiscais que vinham dando certo (independentemente de terem sido implementadas por outro grupo político), colocamos em prática um modelo próprio de desenvolvimento do mercado interno e também surfamos na onda gigante e confortável das commodities.</p>
<p>Em 2008, superamos todas as expectativas dos analistas internacionais e das agências de avaliação de risco, enquanto ícones do mercado financeiro internacional viravam pó da noite para o dia (muitas vezes no mesmo dia em que seus economistas chefes liberavam avaliações bastante pessimistas sobre as economias emergentes), para em seguida serem salvos pelo dinheiro dos contribuintes de seus países.</p>
<p>Mas a fila anda e não é difícil pensar no que consiste o nosso “Ponto de Inflexão”. E é justamente por não termos atravessado tantas décadas de bonança e sucesso ininterruptos que posso deixar a sentença assim, subentendida e incompleta para ser preenchida na cabeça de cada leitor. Sabemos bem onde estão os nossos nós, não sabemos?</p>
<p><strong>Talvez a falta de espaço para ilusões seja uma vantagem.</strong> Mas não podemos perder tempo. Até o próximo texto.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Capitalismo na China e a Democracia</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/06/27/o-capitalismo-na-china-e-a-democracia/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 14:46:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Qual deve ser o olhar sobre o crescente avanço da China no cenário capitalista mundial? Como fica a discussão se lembrarmos que por lá não existe democracia?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O Capitalismo na China e a Democracia" src="http://dinheirama.com/files/2011/06/dinheirama_capitalismo_china_democracia.jpg" alt="O Capitalismo na China e a Democracia" hspace="2" vspace="2" align="left" />A referência capitalista que a China comunista representa há muito deixou de espantar analistas de mercado e especialistas em desenvolvimento econômico. A estratégia liderada pelo ex-presidente norte-americano <strong>Richard Nixon</strong> – vítima de <em>impeachment</em> –, surpreendendo o mundo em matéria de política externa, ao estabelecer, nos anos setenta (auge da guerra fria), uma política de aproximação comercial e industrial com a China não tardou a produzir efeitos.</p>
<p>Preocupados com as consequências de uma China explicitamente hostil e dotada de crescente poderio político e militar, decidiram pelo caminho da proximidade, permitindo compreensões e a eliminação de mútuas desconfianças e mitos que não ajudam em nada na construção das saudáveis relações internacionais &#8211; e muito menos à paz.</p>
<p>Muito bem, neste episódio da história observamos um governo – o norte-americano – investindo na relação de mercado com uma nação politicamente hostil, justamente para que essa hostilidade possa ser, se não desarmada, ao menos melhor administrada.</p>
<p><span id="more-6231"></span>O resultado é conhecido. Hoje, a interdependência entre os dois países oferecem a tônica para as novas polarizações de poder que devem se consolidar nos próximos tempos. Mas, observemos que tudo nasceu de um mútuo entendimento e da compreensão das singularidades entre os interlocutores, ou seja, de um lado uma nação capitalista liberal e democrática e do outro uma ditadura maoísta com um nascente capitalismo de forte indução estatal (hoje já consolidado).</p>
<p>Faço esse paralelo e o devido resgate histórico para oferecer um contraponto à crescente, e na minha modesta opinião preocupante, sedução que o modelo chinês exerce em parte do nosso empresariado, situação que não encontro explicação, a não ser na provável confusão entre capitalismo (induzido ou não pelo aparato estatal) e democracia.</p>
<p>A China de hoje é uma nação fortemente inserida na economia de mercado, mas com fundamentos e alicerces típicos de uma ditadura. É inimaginável, por exemplo, um empreendimento como Belo Monte sofrer tão implacável oposição em um país como a China, onde o confronto de ideias e posições com o Estado é tratado como caso de polícia.</p>
<p>O mesmo ocorre com a população operária da “magnífica e competitiva” indústria chinesa, onde condições de trabalho que beiram a escravidão jamais foram objeto de qualquer tipo de mobilização, tal qual ocorreu aqui em plena ditadura militar, com as paralizações do ABC – considerando que, na época, nos enquadrávamos no mesmo conceito de nação capitalista, com forte indução estatal e nem de longe uma democracia.</p>
<p>É evidente que sem democracia e sem a livre expressão da sociedade civil organizada fica bem mais fácil tocar programas estatais de desenvolvimento e manipular a indústria.</p>
<p>Tudo isso sem contar com a total falta de transparência, tanto nos setores de mercado – e nesse segmento destaco o sistema financeiro –,  como nos institutos econômicos, deixando uma sociedade inteira, e porque não o mundo, devido à sua importância macroeconômica, à mercê das potenciais influências dos técnicos aprovados pelo partido comunista chinês.</p>
<p>O que vale compreender e reforçar é que o sistema político democrático liberal, com o qual nos habituamos desde a redemocratização em meados da década de oitenta e a posterior abertura dos mercados, mesmo com todas as suas imperfeições, é o grande alicerce de uma economia saudável e sustentável.</p>
<p>Para apimentar um pouco, deixo duas questões:</p>
<ol>
<li>O que acontecerá com a China quando a sociedade que ali está não se conformar mais apenas com o acesso ao consumo e exigir, com vigor, a abertura política e os direitos civis dos seus pares de mercado (vale observar o conturbado cenário político árabe)?</li>
<li>Você depositaria o seu dinheiro em um banco chinês e dormiria tranquilo?</li>
</ol>
<p>Até o próximo encontro.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Está na hora de sair da Bolsa de Valores?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/05/24/esta-na-hora-de-sair-da-bolsa-de-valores/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 May 2011 21:06:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Coutinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ações e Derivativos]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de 2010 com valorização de apenas 1% e um começo de 2011 ruim, é hora de deixar o investimento em ações e sair da bolsa de valores? O que o investidor deve fazer?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Está na hora de sair da Bolsa de Valores?" src="http://dinheirama.com/files/2011/05/dinheirama_esta_na_hora_de_sair_da_bolsa_de_valores.jpg" alt="Está na hora de sair da Bolsa de Valores?" hspace="2" vspace="2" align="left" />O texto de hoje trata da ansiedade que assombra os investidores que estão, na sua grande maioria, comprados na Bolsa de Valores. Esta semana tive várias “reuniões“ com clientes que entendem que está na hora de sair da bolsa dada a dificuldade de se ganhar com este mercado pouco direcional e altamente volátil.</p>
<p>Para os investidores que fazem posição ou <em>daytrading</em>, a reclamação é a mesma. As operações tem curta duração (para não dizer curtíssima) e os investidores devolvem para o mercado o lucro obtido em operações anteriores, ficando no chamado “0&#215;0”.</p>
<p>Na verdade, vou tentar explicar para vocês porque nós nunca ficamos no “0&#215;0”. Vamos voltar a 2006, 2007 ou 2009, onde a Bolsa subiu consideravelmente, tornando mais fácil a vida do investidor que estava operando na mão de compra.</p>
<p><span id="more-6165"></span>Nesses anos, a grande maioria dos papeis subiu acompanhando o índice Bovespa. Mesmo que o investidor realizasse uma compra “ruim”, ele tinha mais chances de se recuperar dada a possibilidade de reversão do mercado.  Era “como o amor”, bastava dar um tempo e a questão se resolvia (a operação se tornava lucrativa).</p>
<p><strong>Mas e os anos de 2010 e 2011?</strong><br />
Em 2010, a bolsa registrou alta de apenas 1% e a volatilidade foi superior ao que estamos encontrando em 2011.  Neste ano, o investidor está encontrando muitas dificuldades para se estabelecer no mercado e as perdas estão ocorrendo com maior frequência.</p>
<p><strong>Por que não sair?</strong> Minhas razões:</p>
<ul>
<li>O mercado apresenta uma oportunidade impar para aprendizado. Ao invés de questionar a dificuldade, tire dela uma lição;</li>
<li>São esses os momentos que levam o investidor a se questionar sobre suas operações;</li>
<li>Análises de Risco e Exposição devem ser estudadas com mais atenção;</li>
<li>A lateralização do mercado deixa menos ativos em posição de compra/venda e isso leva o investidor a melhorar seu potencial de análise e escolha;</li>
<li>Se você não opera vendido e não sabe fazer hedge, vai aprender agora. E se você não aprender agora, seguramente não vai estar pronto quando o mercado começar a subir novamente.</li>
</ul>
<p>Acredite&#8230; agora não é hora de sair. Vamos reduzir nossas posições e exposição, tudo bem, mas encarar o mercado de frente.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Marcelo Coutinho</b>.<br>

MBA executivo pelo Ibmec de São Paulo e pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e sócio executivo do YouTrade, empresa que tem a missão de profissionalizar investidores com base em conceitos estratégicos.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Investir em ações e bolsa de valores continua sendo uma boa?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/05/18/investir-em-acoes-e-bolsa-de-valores-continua-sendo-uma-boa/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 17:05:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ações e Derivativos]]></category>
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		<description><![CDATA[Incertezas sobre o rumo da economia brasileira, da inflação e dos juros (Selic) geram dúvidas nos investidores: a bolsa de valores e o mercado de ações ainda são uma boa alternativa?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Investir em ações e bolsa de valores continua sendo uma boa?" src="http://dinheirama.com/files/2011/05/dinheirama_investir_acoes_vale_a_pena.jpg" alt="Investir em ações e bolsa de valores continua sendo uma boa?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Nas últimas semanas, temos acompanhado com atenção os deslocamentos da BM&amp;F Bovespa. Como investidor interessado em conquistar, dia após dia, mais e melhores oportunidades e chances de multiplicar meu patrimônio, invisto e considero o mercado de ações uma plataforma indispensável de bons resultados para meu futuro, especialmente no que se refere ao longo prazo.</p>
<p>Muitos amigos que também se interessam pelo investimento em ações na bolsa de valores e no potencial desse tipo de investimento me mandam, todos os dias, algumas perguntas carregadas de algum pessimismo e preocupação. Diante do cenário atual, depois de um 2010 de ganhos, que futuro está reservado para o Índice Ibovespa e as ações das empresas brasileiras em geral?</p>
<p>Vale lembrar que a renda variável é um mercado de risco. Então, todos que pensam em iniciar seus investimentos na bolsa devem considerar que o risco existe e está presente em todos os pregões, todos os dias, principalmente para quem tem como grande preocupação enriquecer “do dia para a noite”. A Bovespa é um importante instrumento de bons investimentos para quem estuda, se dedica e busca as oportunidades sempre, e por muito tempo.</p>
<p><span id="more-6154"></span>Apesar de ser lugar-comum em artigos e livros sobre bolsa de valores, faço coro aos especialistas: quando falamos em ações, devemos levar em conta que trata-se de um investimento de longo prazo. Não sou contra as operações de compra e venda diárias para aproveitar boas oportunidades, o chamado <em><a title="Conheça nosso curso on-line de Day Trade" href="http://dinheirama.com/curso-on-line-day-trade-com-acoes-e-opcoes/" target="_blank">day trade</a></em>, mas é fundamental ter conhecimentos mínimos e tempo disponível para isso. No mais, sou adepto do investimento constante e por muito tempo. Os resultados tem sido excelentes.</p>
<p><strong>Mau desempenho nas Blue Chips</strong><br />
Nos últimos meses, os resultados da bolsa tem sido desanimadores.  Enquanto escrevo esse artigo, <a title="Mais sobre o Ibovespa no Globo.com" href="http://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/2011/05/bovespa-fecha-em-alta-nesta-terca-apos-pregao-instavel.html" target="_blank">o resultado do Ibovespa no mês de maio é de <strong>-3,74%</strong></a>. Vale lembrar que esse resultado sinaliza que as ações tidas como Blue Chips (as principais e maiores empresas negociadas) vem enfrentando um período de indefinições e dúvidas.</p>
<p>Outro ponto crucial no desempenho e interesse do investidor é a postura do governo no combate à inflação, o que desperta a atenção do mercado. Muitos investidores preferem esperar o assunto se desenrolar antes de voltar a investir forte no mercado de renda variável. Enquanto isso, a tendência de alta nos juros proporciona outras boas oportunidades no segmento de renda fixa.</p>
<p><strong>Incertezas inflacionárias causam preocupação</strong><br />
Esse mesmo mercado cobra uma postura mais conservadora do Banco Central, almejando aumentos maiores na Taxa Selic e demonstrando seu mau humor através de comentários pessimistas publicados diariamente em toda a mídia.</p>
<p>Em minha opinião, o momento é de observação. Na verdade, fui atrás de algumas oportunidades pensando no futuro e investi em algumas empresas. Respeito muito os amigos grafistas, como nosso parceiro e professor <strong>Leandro Martins</strong>, mas ainda busco mais amparo nos fundamentos das empresas, dos setores e da própria economia brasileira.</p>
<p>Não obstante, também aproveitei o período de incertezas para incrementar minhas apostas em renda fixa: o Tesouro Direto foi o caminho que mais me agradou e com certeza me renderá bons resultados. Escolhi a NTN-B, título com rentabilidade atrelada à inflação, para garantir manutenção do poder de compra e rentabilidade acima da inflação. Conheça melhor o investimento em títulos públicos lendo o artigo <a title="Leia mais sobre o Tesouro Direto" href="http://dinheirama.com/blog/2011/01/20/tesouro-direto-como-investir-rentabilidade-vantagens-e-caracteristicas/" target="_blank">&#8220;Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características&#8221;</a>, escrito pelo <strong>Navarro</strong>.</p>
<p>Você que acompanha o <em>Dinheirama</em>, fique à vontade para colaborar com suas apostas nos investimentos. Você pode utilizar o espaço de comentários logo abaixo ou mesmo levar a discussão para o nosso fórum de discussões <strong><a title="Clique e faça seu cadastro" href="http://dinheirama.com/social/" target="_blank">Dinheirama Social</a></strong>. Acesse também o <strong><a title="Veja os produtos em promoção no Dinheirama Shop" href="http://dinheirama.com/loja/" target="_blank">Dinheirama Shop</a></strong> e aproveite as promoções que preparamos para você, como os livros com frete grátis (mais brindes) e os <em>ebooks</em> de educação financeira. Obrigado e até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Mercado Primata #4: Aprendizado e sucesso nos investimentos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/05/10/mercado-primata-4-aprendizado-e-sucesso-nos-investimentos/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 May 2011 17:36:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<description><![CDATA[O caminho mais sensato e inteligente para o sucesso nos investimentos passa pelo aprendizado formal (cursos, palestras etc.) e pessoal (erros, experiência etc.). Ou não?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Transformar informação em conhecimento. Talvez este seja o maior desafio daqueles interessados em conhecer melhor as alternativas de investimento e colocar em prática seus planos de construir um futuro melhor e mais rico. Desafio porque investir em formação requer disciplina e algum desprendimento.</p>
<p><strong>Quanto de nosso tempo e energia estamos dispostos a utilizar para aperfeiçoar nossa capacidade de tomar decisões?</strong> Estamos dispostos a errar e lidar com algumas frustrações para só então triunfar? Aceitamos que é importante tentar, experimentar e não apenas planejar?</p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/05/dinheirama_mercado_primata_4_investimento_acoes.jpg" alt="Mercado Primata #4: Aprendizado e sucesso nos investimentos" /><br />
Ilustração: <strong><a title="Veja mais ilustrações de Denny Fischer" href="http://dennyfischerilustracoes.blogspot.com/" target="_blank">Denny Fischer</a></strong></p>
<p><strong>A educação financeira contempla o aprendizado formal, mas também a experiência, a vivência do investidor. </strong>Tão importante quanto frequentar bons cursos de formação e palestras é lidar com a realidade dos investimentos de forma planejada. Perceber nos erros a oportunidade de melhorar e considerar os acertos uma consequência de suas decisões cria uma atmosfera mais confortável para a construção de um patrimônio duradouro.</p>
<p>Ajude-nos a criar novos materiais. Entre em <a title="Fale conosco" href="http://dinheirama.com/contato" target="_blank">contato conosco</a> com sua sugestão, roteiro ou crítica e tentaremos atendê-lo em uma futura versão do projeto.</p>
<p>Sucesso e até a próxima.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

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