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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; moeda</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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	<itunes:subtitle>Dinheiro, educacao financeira e investimentos ao alcance de todos</itunes:subtitle>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; moeda</title>
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		<title>Viajar e pagar no exterior: cartão de crédito, pré-pago ou dinheiro?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/02/07/viajar-e-pagar-no-exterior-cartao-de-credito-pre-pago-ou-dinheiro/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 17:26:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como é melhor pagar ao viajar para o exterior? Cartão de crédito, cartão pré-pago, débito ou dinheiro em espécie. Conheça as opções, suas vantagens e desvantagens.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Viajar e pagar no exterior: cartão de crédito, pré-pago ou dinheiro?" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/02/dinheirama_post_cartao_credito_pre_pago_dinheiro_opcoes_pagamento_viagem_exterior.jpg" alt="Viajar e pagar no exterior: cartão de crédito, pré-pago ou dinheiro?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Guilherme</strong> comenta: <em>&#8220;Navarro, vou viajar para o exterior e preciso levar dinheiro em moeda estrangeira, mas não sei o que devo fazer. Muitos amigos comentaram sobre o cartão pré-pago específico para viagens, enquanto outros ainda preferem o cartão de crédito. E dinheiro em espécie e os traveler checks, valem a pena? Estou confuso. Você me ajuda? Valeu&#8221;</em>.</p>
<p>Viajar, um verbo cada vez mais colocado em prática pelos brasileiros. Depois de décadas de economia instável, hiperinflacionada e sem uma política monetária decente, o Brasil finalmente oferece aos seus cidadãos a possibilidade de planejar melhor suas viagens. A renda crescente, o câmbio estável e a grande concorrência no setor de turismo criam o cenário perfeito para sair de casa por alguns dias.</p>
<p>Duas dúvidas tem &#8220;tirado o sono&#8221; de muitos leitores:</p>
<ul>
<li><strong>Qual a principal diferença entre as cotações do dólar?</strong> Já abordei esta questão no artigo <a title="Leia o artigo completo" href="http://migre.me/7PLue" target="_blank">&#8220;Entendendo Dólar Comercial, Turismo e Paralelo&#8221;</a>;</li>
<li><strong>Como pagar pelos itens comprados na viagem ao exterior?</strong> Neste artigo farei um pequeno resumo das alternativas disponíveis para o pagamento, bem como um comparativo baseado em minha opinião. Minha expectativa hoje é tentar responder a esta segunda questão.</li>
</ul>
<p>A verdade é que você não precisa pensar apenas nos extremos moeda em espécie e cartão de crédito. Além disso, opções antes populares &#8211; <em>traveler checks</em>, por exemplo &#8211; agora quase não figuram mais entre as saídas encontradas pelos brasileiros para viajar.</p>
<p><strong>Dinheiro</strong><br />
Recomendado em pequenas quantidades, já que servirá apenas para o pagamento de gorjetas, pequenos traslados e serviços mais simples e rápidos. Se você for daqueles muito acostumados a sempre usar o cartão de débito ou realizar saques, prefira levar um pouco mais de dinheiro e também um cartão pré-pago (veja a seguir) com dinheiro. As taxas para saque e utilização do cartão de débito convencional podem gerar surpresas desagradáveis no seu extrato bancário.</p>
<p><strong>Sugestão de uso para o dinheiro:</strong> depois de viajar algumas vezes, decidi não andar com mais de US$ 40,00 por dia de viagem. Ou seja, para uma viagem de 10 dias, levo, no máximo US$ 400,00 em espécie.</p>
<p><strong>Cartão pré-pago</strong><br />
Trata-se da alternativa que mais combina com a ideia de planejamento da viagem, já que ele permite que você adicione crédito quando quiser. Isso significa que você pode planejar a próxima viagem e, desde já, poupar e guardar para os gastos lá fora, bastando para isso ir comprando moeda através do cartão pré-pago.</p>
<p>Também é muito interessante para viagens com grupos grandes, já que permite que pais e responsáveis abasteçam o cartão com uma quantia pré-definida e evita que os gastos ultrapassem o limite real estipulado. Tão seguro e aceito quanto o cartão de crédito, ele tem nas taxas de câmbio sua principal desvantagem.</p>
<p><strong>Sugestão de uso para o cartão pré-pago:</strong> se você se antecipa e planeja a viagem com antecedência, prefira essa modalidade. Mesmo que os preços da moeda sejam mais elevados, ele permitirá a você poupar mensalmente, impedindo sustos maiores em caso de gastos elevados apenas na época da viagem. Indicado para compras e gastos supérfluos, já que o limite é a quantidade de dinheiro que você colocou antes de usá-lo (o que evita o endividamento).</p>
<p><strong>Cartão de crédito</strong><br />
Amplamente aceito no mundo, o cartão de crédito tem na comodidade e na segurança seus maiores aliados. No entanto, a alta taxa de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), hoje em 6,38%, pode tornar a fatura ainda mais salgada. O valor convertido em reais só será conhecido na chegada da fatura, o que pode ser bom, se o valor da moeda no fechamento for mais baixo do que o de antes da viagem, ou ruim, quando a cotação for mais alta. Expliquei em detalhes a conversão no artigo <a title="Leia o artigo completo" href="http://migre.me/7PLDw" target="_blank">&#8220;Como é calculada a cotação do dólar nas faturas de cartão de crédito?&#8221;</a>.</p>
<p><strong>Sugestão de uso para o cartão de crédito:</strong> para não cair na armadilha da comodidade, use o cartão de crédito apenas para os serviços essenciais já planejados antes da viagem, como Hotel, aluguel de carro, ingressos, passagens etc. Para tudo que for luxo, compras ou fora dos planos, prefira o cartão pré-pago.</p>
<p><strong>Cheque de viagem (<em>Traveler Check</em>)</strong><br />
Muito utilizados antes da popularização dos cartões, os cheques de viagem caíram em desuso. Apesar de ser mais barato para aquisição (taxas de câmbio melhores e sem tarifas), o número de estabelecimentos que aceita este tipo de pagamento vem caindo.</p>
<p><strong>Sugestão de uso para o cheque de viagem:</strong> se puder optar pelos cartões pré-pagos e de crédito, evite o uso dos <em>traveler checks</em>.</p>
<p><strong>Comparativo</strong><br />
A tabela abaixo resume o que penso de cada uma das modalidades detalhadas neste artigo:</p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/02/dinheirama_tabela_meios_pagamento_viagem_exterior.png" alt="Comparativo - Alternativas de pagamento no exterior" /></p>
<p>Espero que o texto tenha cumprido seu objetivo. Reitero, contudo, que <strong>não há verdades absolutas quando se trata de planejamento financeiro</strong>. Conhecer as alternativas precisa ser uma ação combinada com seus hábitos familiares e principais decisões financeiras. Há quem tenha pavor de cartão de crédito, mas há também quem morre de medo de ser assaltado. Defina sua estratégia e a reavalie sempre. Boa viagem!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Livro: Saga Brasileira</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/12/05/livro-saga-brasileira/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 21:35:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Saga Brasileira: conheça em detalhes os desafios que o Brasil enfrentou para acabar com a inflação e atingir a estabilidade e a confiança de sua moeda, o Real.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Livro: Saga Brasileira" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_livro_saga_brasileira.jpg" alt="Livro: Saga Brasileira" align="left" hspace="2" vspace="2" />Livro:</strong> <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a><br />
<strong>Autora:</strong> Miriam Leitão<br />
<strong>Editora:</strong> Record<br />
<strong>Páginas:</strong> 476<br />
<strong>Preço médio:</strong> R$ 29,90<br />
<strong>Livro 100% nacional!</strong><br />
<a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank"> Compre o livro no Submarino [clique aqui]</a></p>
<p><strong>A longa luta de um povo por sua moeda</strong><br />
Muitos dizem o que brasileiro tem &#8220;memória curta&#8221; e que pouco aprende com seus erros, voltando a cometê-los em pouco tempo. Se hoje temos uma moeda estável, com inflação sob controle (baseado em um sistema de metas), e que representa parte da grande transformação econômica vivida na última década, muito se deve ao fato de termos passado momentos difíceis e angustiantes ao lado de muitos planos e tentativas de estabilização monetária.</p>
<p>Erramos muito e, contradizendo o ditado, aprendemos e mudamos. Miriam Leitão, jornalista premiada e referência na área, aborda essa &#8220;travessia&#8221; brasileira rumo ao Real e à construção de uma economia confiável. Seu livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a> narra em detalhes as agruras vividas pelos brasileiros diante de planos econômicos fracassados, políticos despreparados e ideias mirabolantes (e falhas). O livro mostra como a batalha pela cidadania e soberania terminou com o país vencendo a inflação.</p>
<p><span id="more-6863"></span><strong>Um século de inflação</strong><br />
O alerta inicial de <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a> é direto: nossos primeiros 100 anos de República, comemorados em 1989, foram marcados por inflação elevada (e vários períodos de hiperinflação). Lembrando Visconde de Taunay e sua obra &#8220;O Encilhamento&#8221;, Miriam destaca o que antes não se via: <em>&#8220;Nesses 100 anos de encilhamento à hiperinflação o país aprendeu, dolorosamente, a lição de que a ordem monetária é a única base do progresso duradouro&#8221;</em>.</p>
<p>Muitos de nossos leitores são jovens e não viveram o período de inflação, razão pela qual decidi escrever essa resenha. Para se ter uma ideia do que era a inflação por aqui há algumas décadas, cabe citar o cálculo realizado pelo professor Salomão Quadros, da FGV (e citado no livro). De julho de 1964 a julho de 1994, data do Plano Real, a inflação acumulada, medida pelo IGP-DI, foi de <strong>1.302.442.989.947.180,00%</strong>. Isso mesmo, <strong>1 quatrilhão e 302 trilhões por cento</strong>. Parece piada? Não foi!</p>
<p>Nossa democracia é bastante jovem, assim como é a estabilização da moeda. Ler <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a>, no entanto, parece nos remeter a um país completamente diferente, antigo e despreparado. Nossa constituição tem pouco mais de 20 anos, o Plano Real nem isso. A verdade é que o país se transformou, mas o fez também porque sofreu com inúmeros planos econômicos e seus desdobramentos (que serviram de aprendizado, assim me parece).</p>
<p><strong>Muitos planos, muitos problemas, mas muito aprendizado</strong><br />
O Plano Cruzado surgiu com Sarney em 1989 e, com o congelamento de preços, ele logo se tornou uma esperança. Os juros quase em zero fizeram o consumo estourar e muita gente então passou a satisfazer seus desejos represados de consumo. Quem mexesse nos preços sofria a intervenção dos famosos &#8220;fiscais do Sarney&#8221;. Funcionou por um tempo, mas logo o desabastecimento e o ágio passaram a fazer parte da vida dos brasileiros.</p>
<p>Então surgiu o Cruzado II, um plano cujo mote era aumentar os preços de serviços públicos, mas ao mesmo tempo descongelar os preços e deixá-los a cargo dos empresários. A ideia era enganar mesmo, mantendo um índice de preços arbitrário que não captasse os aumentos de preços reais. A mágica não funcionou!</p>
<blockquote><p>&#8220;Qualquer moeda estável exige fundamentos fiscais mais sólidos. Seria necessário, nos anos seguintes, pôr ordem nas contas públicas, abrir a economia, desmontar oligopólios públicos e privados, incentivar a competição, modernizar a estrutura produtiva, mudar o Brasil. A grande lição de 1986 foi que a moeda estável não se conseguiria por mágica&#8221;</p></blockquote>
<p>Em 1987, foi a vez do Plano Bresser, que surgiu depois de anunciado o calote na dívida externa brasileira. A credibilidade do país perante os agentes externos era ridícula &#8211; e só viria a ser recuperada anos depois. O Plano Bresser durou pouco e fracassou, entre outras coisas, simplesmente porque os empresários se anteciparam a um novo congelamento. O resultado foi a remarcação preventiva e a prática de esconder produtos com preços que poderiam subir.</p>
<p>Em janeiro de 1989 apareceram o Plano Verão e a moeda Cruzado Novo. O verão nem bem terminou e o plano foi considerado um fracasso. Naquele ano, a inflação batia 40% ao mês, chegando a 55% no último mês do ano. O período merece um destaque especial no livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Dar calote era um grande negócio. Vários pequenos e médios empresários deixavam títulos irem a protesto. Assim ganhavam tempo. Nunca, como naquela época, tempo foi igual a dinheiro. Quando quitavam a dívida no cartório, semanas depois, podiam pagar sem correção monetária. Um excelente negócio para quem devia&#8221;</p></blockquote>
<p>O ano de 1989 terminou com uma inflação de 1.782%. O alho subiu 3.471%; O azeite, 3.400%. Em 1990 viria Collor, tão conhecido por permitir a abertura econômica do país (renegociação da dívida externa e início de privatizações), mas também como sendo o &#8220;caçador da poupança&#8221;. Seu plano congelou as aplicações de muitos brasileiros e colocou diante da nação uma equipe econômica fraca e despreparada.</p>
<blockquote><p>&#8220;Apesar de a economia ter ficado em estado de coma com o ippon dado por aquele plano amalucado, apesar do imediato colapso do consumo, a inflação sobreviveu ao golpe, provando que a economia é terreno de intervenções elegantes e não de grosserias como aquela. Naquele 1990, o país teve a pior recessão da sua história&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Mudanças estruturais entraram em pauta</strong><br />
Todos os planos entremearam mudanças mais profundas, que foram realizadas pouco a pouco. A profissionalização da gestão monetária foi um dos passos, com a instituição do Banco Central (função antes a cargo do Banco do Brasil). O aspecto administrativo também passou por mudanças, contando a criação de um orçamento unificado e um sistema bancário mais inteligente (sem a conta-movimento).</p>
<p>A abertura econômica, e a consequente concorrência dos produtos brasileiros com os importados, também teve papel fundamental na modernização de nossas bases econômicas. Vivemos por muito tempo com incentivos sem contrapartida, ou seja, dinheiro público muito fácil e sem exigências de qualidade e retorno ao cidadão. Neste sentido, o Plano Collor foi um divisor de águas. Miriam aborda profundamente a questão em <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Pela falta de competição de importados, os produtores locais sabiam que podiam combinar preços e baixar qualidade. O consumidor nada podia contra esses efeitos da economia. A inflação crônica tinha várias raízes, mas uma, sem dúvida, era o fechamento da economia à competição externa&#8221;</p></blockquote>
<p>Sobre a privatização, Miriam também é enfática:</p>
<blockquote><p>&#8220;O Brasil começou naquele tempo a desmontar um Estado que se agigantou em áreas onde o melhor é ter o setor privado com boa regulação e boa defesa da concorrência. O desmonte foi mostrando o quanto as estatais eram onerosas, cabides para os políticos, e como a descuidada administração produziu déficits, pagos por todos os brasileiros&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>O Plano Real</strong><br />
Depois da forçada saída de Collor do poder, Itamar Franco assumiu o país e, por indicação de Roberto Freire, trouxe Fernando Henrique Cardoso para o Ministério da Fazenda &#8211; até então ele ocupava a pasta de Relações Exteriores. FHC fora o quarto ministro de Itamar para a Fazenda e aquele que deu os primeiros passos rumo ao Plano Real. A inflação em 1993 fora de mais de 1000% ao ano e era hora de fazer alguma coisa.</p>
<p>Fernando Henrique, então Ministro da Fazenda, assustou-se com a falta de informações e controle econômico do governo. Montou uma equipe multidisciplinar e passou a elaborar o que viria a ser o Plano Real. Participavam das reuniões e definições profissionais como Pedro Malan, Edmar Bacha, Persio Arida, Gustavo Franco, André Lara Resende e Clóvis Carvalho, entre outros.</p>
<p>O sucesso do plano dependia, em grande parte, da atuação do governo diante da população. A adoção da Unidade Real de Valor (URV) como padrão monetário facilitou a transição, que começou em fevereiro de 1994. Em março, FHC lançou-se candidato à Presidência da República. O Plano Real foi oficialmente lançado em 1º de julho de 1994.</p>
<blockquote><p>&#8220;As estatísticas do IBGE registram o tamanho da saga brasileira: nos 15 anos anteriores ao Plano Real (jan/1980 a dez/1994), a inflação acumulada foi de 13.342.346.717.617,70%, em resumo, 13 trilhões e 342 bilhões por cento. Nos 15 anos posteriores ao Real (jan/1995 a dez/2009), a inflação acumulada foi de 196,87%&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Turbulências de um país que rumava para a estabilidade econômica</strong><br />
Os anos que se seguiram à adoção do Plano Real mostraram-se desafiadores. O controle da inflação exigiu correções de rumo importantes, mas que mexeram com diversos aspectos da nossa economia. Os bancos sofreram com problemas de falta de transparência e gestão (muitos &#8220;viviam&#8221; da inflação) e viveram anos complicados. Três dos dez maiores bancos brasileiros quebraram (ao todo, 30 bancos sumiram). Outros foram reestruturados, capitalizados e vendidos.</p>
<p>Dos 300 bancos, 100 sofreram algum tipo de intervenção do Proer. A crise bancária gerou aprendizado e deu origem ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma entidade privada, administrada pelos bancos, e capitalizada com uma fração dos depósitos bancários. A entidade hoje garante até R$ 70 mil por CPF em caso de quebras bancárias.</p>
<p>O ano de 1996 foi marcado por voltar a ter uma inflação de apenas um dígito, fato não ocorrido em quarenta anos. Desde então surgiram problemas com o câmbio, que era alvo de desavenças no governo. Alguns defendiam a livre flutuação da moeda, enquanto outros eram contra. O câmbio fixo havia contribuído para segurar a inflação, mas o calote russo em 1998 e o clima político do início do segundo mandato de FHC aceleraram o funcionamento do câmbio flutuante.</p>
<p>Armínio Fraga assumiu o Banco Central e enfrentou a crise de 1999 liberando o câmbio, criando o sistema de metas de inflação e propondo um ajuste fiscal inteligente. Fraga recuperou a credibilidade brasileira no exterior e colocou em prática a tão sonhada autonomia do Banco Central.</p>
<p><strong>Lula lá!</strong><br />
As Eleições de 2002 foram marcadas pelo temor do mercado. Como diz Miriam em <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a>, era preciso que <em>&#8220;a moeda sobrevivesse à transição política&#8221;</em>. Apesar de membros do PT apelidarem o Plano Real de &#8220;plano eleitoreiro&#8221;, Lula decidiu focar seus esforços em manter a política econômica e melhorá-la. As mudanças recentes mostram que o caminho da economia estável precisa ser mantido e defendido.</p>
<p><strong>Avaliação final</strong><br />
O livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a> é um livro muito gostoso de ler. Aprender mais sobre nosso país é dever de cada cidadão, especialmente sobre tudo aquilo que vivemos e passamos para finalmente conquistar melhoras e poder usufruí-las. O Brasil de hoje é muito diferente daquele que originou o Plano Real. É ainda mais diferente daquele que deu os primeiros passos rumo à democracia. Aprendemos muito, mas ainda há muito que fazer. Sobre o livro, opino:</p>
<ul>
<li>Linguagem e narrativa: <strong>9</strong></li>
<li>Exemplos práticos: <strong>9,5</strong></li>
<li>Temas abordados: <strong>9,5</strong></li>
<li>Preço: <strong>8</strong></li>
<li>Custo/Benefício: <strong>9</strong></li>
</ul>
<p>Você deve ter ficado bastante curioso com a breve história comentada nesta resenha. Pois saiba que <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23812487/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Saga Brasileira&#8221;</a> reserva detalhes ainda mais especiais sobre nossa caminhada rumo à estabilização da moeda. Miriam Leitão é uma especialista em jornalismo cidadão e aborda com inteligência e muitos exemplos cada etapa dessa travessia. O quanto sofremos está bem detalhado no livro; mas o quanto aprendemos e mudamos também. Leitura recomendada especialmente para os mais jovens!</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Economia e Política: finalmente com os pés no chão!</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/07/08/economia-e-politica-finalmente-com-os-pes-no-chao/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Jul 2011 18:27:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[As relações políticas movem decisões estratégicas também no lado econômico. Como isso influencia nosso projeto de nação e o futuro do Brasil? Um polêmico ponto de vista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Economia e Política: finalmente com os pés no chão!" src="http://dinheirama.com/files/2011/07/dinheirama_politica_economia_revolucao.jpg" alt="Economia e Política: finalmente com os pés no chão!" hspace="2" vspace="2" align="left" />Conforme cometei em artigos anteriores, aguardava o momento para novamente abordar a nossa seara econômica. Hoje volto ao assunto, mas, como sempre, não deixarei de lado o momento político, uma vez que se trata, lamentavelmente, do vetor principal da vida econômica no nosso País.</p>
<p>Por mais que o mundo corporativo/empreendedor despreze a política e seus agentes, por mais que teimem em deixá-la de lado e evitar qualquer espécie de participação ou militância, não podemos nos esquecer de que convivemos com uma arrecadação correspondente a <a title="Carga tributária no Brasil" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/03/carga-tributaria-foi-de-3513-do-pib-em-2010-diz-instituto.html" target="_blank"><strong>35%</strong> de toda a riqueza gerada</a> – e, pior, aproximadamente <strong>100 milhões</strong> de brasileiros – a metade de nossa população – vivem total ou parcialmente de recursos repassados pelas três esferas governamentais (municipal, estadual e federal).</p>
<p>Esses dados alarmantes (ou dramáticos), que tem origem nos estudos do economista <strong>Raul Velloso</strong> – presidente do movimento <a title="Conheça o Movimento Brasil Eficiente" href="http://www.brasileficiente.org.br/Home.aspx" target="_blank">Brasil Eficiente</a> e um dos maiores especialistas em contas públicas da atualidade – mostram o quanto o aparelho estatal, e por consequência o processo político, influencia as nossas vidas. Logo, dissociar o mundo corporativo, empreendedor e da livre iniciativa desse elemento torna-se, no mínimo, uma falha grosseira.</p>
<p><span id="more-6286"></span>Em resumo, não seria um absurdo dizer que o Brasil, apesar de todo o processo de privatização e das modernizações que se implementaram a partir dos anos 90, ainda é uma nação com preponderante influência estatal, garantindo à dinâmica política a devida relevância estratégica.</p>
<p>Neste contexto, o que nos resta é torcer para que o rolo compressor governamental não avance coeso e avassalador sobre nossas vidas, direitos e liberdades. E não é por outro motivo que comemoro quando, no noticiário cotidiano, observo as dificuldades que o atual governo enfrenta – me referindo a esfera federal –, seja para coordenar sua base de apoio parlamentar ou para avançar em projetos estratégicos.</p>
<p>A esse cenário adiciono o panorama econômico, marcado pela dificuldade de conter a valorização da moeda e emperrado pela necessidade das absurdas taxas de juros para conter a inflação. Em resumo, vivemos em uma novela dramática com importantes atores, mas com um protagonista principal muito bem definido chamado governo.</p>
<p>E não se engane ao imaginar que sou da turma do “quanto pior melhor”. Nada disso! Muito pelo contrário, simplesmente acredito na força renovadora e na capacidade de reciclagem das sociedades. E o que mais me deixa feliz é justamente essa crescente percepção em quase todos os círculos e ambientes.</p>
<p>É natural que, no curto prazo, essa sopa não seja nada digestiva. No longo prazo, no entanto, ela fortalecerá o sistema como um todo, uma vez que trazidos à consciência de nossos problemas políticos, sociais e estruturais, seremos obrigados a buscar soluções, aperfeiçoamentos e ajustes. Isso se quisermos manter o mito no qual o mundo nos colocou, “uma poderosa nação emergente” – cabe lembrar que antes não havia cobrança internacional e bastava conviver com as frustrações domésticas.</p>
<p>Com o pé na realidade tal como ela se apresenta, e ainda sem navegar em mar revolto, poderemos, sem o pânico dos gregos ou o grito de vitória espanhol dos anos 90, evitar definitivamente os ufanismos infantis e a crença sem sentido, que vinha ganhando terreno nos últimos anos, de que de agora em diante navegaremos <em>“livres de obstáculos e no máximo atingidos por inofensivas marolinhas”</em> e dedicar a nossa energia em busca de soluções duradouras, sustentáveis e consistentes.</p>
<p>Quando o véu do entusiasmo barato cai, somos acordados pelo grito da realidade. Então nos resta um único caminho, que está muito distante de comemorações ou consagrações míopes, mas nos empurra e nos impele a seguir em frente, cientes de que na democracia onde vivemos não haverá espaço para omissões. Você está pronto para fazer parte disso tudo?</p>
<p>Um grande abraço e até o próximo.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Investir em imóveis nos EUA ou em renda fixa no Brasil?</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 12:01:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imóveis]]></category>
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		<description><![CDATA[O momento reserva boas oportunidades de compra de imóveis abaixo do potencial nos Estados Unidos. No Brasil, a renda fixa continua sendo uma ótima alternativa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Investir em imóveis nos EUA ou em renda fixa no Brasil?" src="http://dinheirama.com/files/2011/05/dinheirama_imovel_eua_renda_fixa_brasil.jpg" alt="Investir em imóveis nos EUA ou em renda fixa no Brasil?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Marcelo</strong> comenta: <em>“Ricardo, moro nos Estados Unidos, onde comecei a comprar imóveis de baixo valor. Em dois anos com essa estratégia, já consegui comprar dois imóveis. O dólar no Brasil está relativamente baixo, por isso não sei se está valendo a pena enviar o dinheiro para aí. A dúvida que fica é justamente nesse quesito: continuo com a estratégia de comprar imóveis por aqui ou mesmo com o câmbio baixo mando para o Brasil e aproveito as oportunidades do mercado de ações e renda fixa?”</em></p>
<p>Com a crise de crédito de 2008, os EUA entraram em um período muito dolorido para sua população: desemprego e recessão são, desde então, palavras constantes no noticiário econômico. Um dos pilares da crise aconteceu justamente no mercado imobiliário, mais precisamente com as chamadas hipotecas. Se a crise foi sinônimo de problemas para a maior parte da população, também representou algumas oportunidades para quem tinha algum dinheiro em caixa.</p>
<p>A desvalorização dos imóveis e a falta de compradores interessados fizeram com que verdadeiras pechinchas surgissem a cada esquina. Vejo que você foi um dos que aproveitou a oportunidade de comprar bons imóveis a preços baixos. Observando friamente, a economia norte-americana está longe do que já foi, mas alguns dados mostram que já existe certa recuperação – o que lentamente fará desaparecer as boas oportunidades. Estando ai, acho interessante a opção por <a title="Leia mais no Portal Exame" href="http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/e-boa-a-hora-para-comprar-imoveis-nos-eua" target="_blank">imóveis a preços bem abaixo do potencial</a>.</p>
<p><span id="more-6186"></span><strong>Brasil fez opção ao crescimento para fugir da crise</strong><br />
O Brasil atravessou a crise apostando no consumo interno como arma para manter o emprego e fazer crescer a economia. O plano deu certo e o país cresceu forte, inclusive fora de sua capacidade de produção, o que criou, no começo do ano, outra preocupação: a temida inflação.</p>
<p>Respondendo sua pergunta, creio que alguns pontos precisam ser bem definidos para sua estratégia de investimentos realmente funcionar. A primeira pergunta que me ocorre é: quando você pretende voltar para o Brasil? Trata-se de uma pergunta-chave para traçar seu futuro. Uma alternativa interessante para a volta seria considerar a abertura de algum empreendimento para, quando voltar, ter seu próprio negócio, aproveitando o crescimento brasileiro.</p>
<p><strong>Ações, 2011 com oscilações e muita volatilidade</strong><br />
O mercado de ações passa por alguns momentos de ajuste, principalmente por questões referentes ao novo governo. A inflação nos países emergentes e a crise na Europa também afetam o desempenho da bolsa brasileira. Então, se o seu dinheiro está comprometido no curto prazo ou se você tem aversão ao risco, busque outras alternativas. Faça isso até que o cenário se defina de uma forma um pouco mais clara.</p>
<p>Para conter a inflação, o Brasil adotou algumas medidas para encarecer o crédito. Dessa forma, os juros subiram e o mercado de renda fixa voltou a atrair atenção de todos. O Tesouro Direto, compra de títulos públicos, está na pauta e foi descrito de forma didática pelo <strong>Navarro</strong> no artigo <a title="Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características" href="http://dinheirama.com/blog/2011/01/20/tesouro-direto-como-investir-rentabilidade-vantagens-e-caracteristicas/" target="_blank">“Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características”</a>. Trata-se de uma excelente alternativa conservadora de investimentos.</p>
<p>Como pode perceber, a resposta para sua dúvida não é única, nem definitiva. Tudo dependerá dos objetivos para seus investimentos, do prazo definido para a aplicação e de suas metas pessoais (retorno ou não ao Brasil, por exemplo). Defina o que quer para o futuro e quanto pretende investir nele (separe curto, médio e longo prazo). Descobrir quais serão os melhores investimentos para alcançar suas metas será o passo a seguir, ok? E faremos isso juntos.</p>
<p>Valeu e até a próxima! Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Rumos da economia brasileira: depois do sol, a chuva</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/04/14/rumos-da-economia-brasileira-depois-do-sol-a-chuva/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 02:23:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[O Brasil não parece ter realmente se aproveitado do bom momento econômico para colocar em prática mudanças importantes. Quantas chances ainda teremos? O que vem a seguir?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Rumos da economia brasileira: depois do sol, a chuva" src="http://dinheirama.com/files/2011/04/dinheirama_rumos_economia_sol_chuva.jpg" alt="Rumos da economia brasileira: depois do sol, a chuva" hspace="2" vspace="2" align="left" />Dizem que na vida, assim como na dinâmica econômica, logo após as tempestades vem a bonança; e que o inverso também é verdadeiro. Honestamente, não sei se a sentença tem algum fundamento e, aparentemente, não há lógica alguma em seu raciocínio. Infelizmente.</p>
<p>Observem o Haiti, por exemplo. Após décadas de holocausto socioeconômico e absurdos políticos, justamente quando iniciativas internacionais começavam a gerar alguma luz (mesmo que apagadinha) no fim do túnel, como resultado dos esforços de pacificação e saneamento geral, a natureza, que não entende nada de economia ou política, resolveu se fazer presente, castigando uma nação já tão castigada com um terremoto sem precedentes. Existe lógica nisso? Certamente não.</p>
<p>Mas, deixando de lado aquilo que alguns pensadores batizam como o efeito da “miserável condição humana”, que insiste em nos jogar de encontro ao imponderável, ao ocaso e suas vicissitudes, lembro o leitor de que alguns eventos são, evidentemente, previsíveis. E é nesse contexto que a sentença apresentada no começo do texto faz todo sentido.</p>
<p><span id="more-6042"></span>Nos últimos tempos, vivenciamos o sol onde, sustentados pelo avanço das commodities e pelo desenvolvimento do mercado interno, firmamos resistência aos efeitos do vendaval financeiro de 2008, observando uma retumbante retomada do crescimento ao longo dos dois últimos anos, contribuindo desta forma para consolidar a crença no nosso destino rumo ao olimpo das nações desenvolvidas.</p>
<p>Não nos faltaram alguns acontecimentos e convincentes certificações: recomendação de investimento pelas mais renomadas agências de <em>rating</em> do mundo (o chamado grau de investimento), elevação ao patamar de 7ª economia mundial, a descoberta de imensas reservas petrolíferas, a adesão de uma significativa camada populacional à classe média e o reconhecimento de um sistema financeiro (de fato) sólido.</p>
<p><strong>O problema é que o calor do sol entorpece e traz certa preguiça.</strong><br />
De tantos raios solares, o nosso querido Brasil deitou-se na espreguiçadeira e, entre um bocejo e outro, cochilou. Enquanto sonhava com seu protagonismo crescente no concerto das nações, caiu no sono e descuidou-se. Não deixou de ser uma economia essencialmente extrativista, não enxugou a cansativa burocracia cartório-institucional, não aplicou choques de gestão e eficiência à máquina governamental.</p>
<p>Deixou de lado o processo educacional, não só para aqueles que lutam pela oportunidade de ter o mínimo de instrução, mas também para aqueles que se preparam para instruir. Pouco investiu em ciência e tecnologia, se esqueceu de realizar investimentos em infraestrutura e manteve a sua engrenagem tributária de forma tão caótica como sempre esteve.</p>
<p>Então, gradualmente, o sol foi se sentindo desperdiçado, subutilizado e foi sumindo, triste e decepcionado. Em seu lugar surgiram algumas nuvens e, com elas, alguns desconfortos: câmbio sobrevalorizado, inflação encostada no topo da meta e uma indústria assustada, perdendo espaço e divisas para outras nações.</p>
<p>Outras nações que não se acomodaram na espreguiçadeira e que, durante o sol, lutaram e lutam para se tornar potências em produtividade, desenvolvimento tecnológico e científico. Pragmáticas, se protegeram do sol, pois não queriam ser ofuscadas por sua luminosidade.</p>
<p>O interessante é que mesmo observando que dele se protegem, o sol lá permanece, feliz e satisfeito. Ele é histérico e foge daqueles que facilmente o aceitam. Vamos torcer (e trabalhar) para que ele volte ou ao menos que não nos abandone por completo. Se ele voltar de vez, que possamos quebrar a espreguiçadeira e continuar trabalhando.</p>
<p>Até o próximo.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Grandes personalidades no BC são prejudiciais?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/12/10/grandes-personalidades-no-bc-sao-prejudiciais/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 11:54:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[O trabalho de Henrique Meirelles à frente do Banco Central foi exemplar, sério e elogiado por todo o mercado. Há quem pregue o contrário e defenda o não uso de "medalhões" no cargo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Grandes personalidades no BC são prejudiciais? " src="http://dinheirama.com/files/2010/12/dinheirama_banco_central_personalidades.jpg" alt="Grandes personalidades no BC são prejudiciais? " hspace="2" vspace="2" align="left" />Nesses dias fui tomado de surpresa ao ver a primeira capa de uma respeitável revista de grande circulação. Na capa, a foto do atual (mas em retirada) presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, acompanhada por um eufórico “Finalmente”, em comemoração à sua despedida, confirmada para primeiro de janeiro de 2011. Muito bem, o convívio de opiniões divergentes enriquece a democracia &#8211; e por isso mesmo me permito discordar dos motivos do festejo, não sem antes contextualizar.</p>
<p>Não me oponho à troca, que pode ser saudável. A alternância traz sempre os seus benefícios, mas o teor da referida matéria enaltece o fim dos grandes nomes no comando da instituição, “prima-donas” para ser fiel ao texto lido. E é justamente aí que vem o meu questionamento. Seriam essas grandes personalidades prejudiciais?  Creio que não.</p>
<p>Ainda me recordo do panorama que vivíamos quando o atual presidente do BC assumiu. O clima no dito <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2Fkb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-52">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> oscilava entre o desânimo total e o desespero, alarmados pelo posicionamento político-ideológico tradicionalmente afirmado pelo grupo que hoje encabeça o governo federal.</p>
<p><span id="more-5362"></span>Tratava-se de uma decolagem turbulenta, com o medidor de credibilidade internacional beirando um redondo zero, não fossem algumas declarações e medidas tranquilizadoras, dentre elas (vejam que curioso) trazer uma “prima-dona” para presidir o BC. E ela estava lá, empenhando a sua credibilidade internacional, justamente por se tratar de um grande nome do setor.</p>
<p>No entanto, após oito anos, quando colhemos os frutos de bem mais que uma década de disciplina econômica, sem contar com o embalo (entre 2003 e 2007) provocado pelo avanço do preço das <em>commodities</em> e pela bonança do crescimento mundial, festeja-se o fim da necessidade de medalhões na <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWErYnJhc2lsZWlyYV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-68">equipe econômica<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>.</p>
<p>Então questiono: <strong>Nunca mais enfrentaremos períodos turbulentos? Navegaremos em eterno céu de brigadeiro daqui para frente?</strong> A história prova que não, e o mínimo de análise da conjuntura que nos aguarda confirma a história.</p>
<p>Sinceramente, não acredito em catastrofismos, mas o enfrentamento de tempos difíceis é algo absolutamente natural (às vezes saudável). Para evitar o céu e não ficar na terra, confesso a minha crença na volta das “prima-donas”. Que venha o competente Alexandre Tombini, por quem torceremos.</p>
<p>Agora façamos justiça. Adeus Henrique, você foi grande. Obrigado.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Brasil, a Guerra Cambial e o crescimento econômico</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Nov 2010 13:51:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Entenda como a desvalorização do dólar, a Guerra Cambial e os juros altos podem prejudicar o crescimento sustentável do Brasil. É hora do governo gerenciar melhor os gastos públicos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O Brasil, a Guerra Cambial e o crescimento econômico" src="http://dinheirama.com/files/2010/11/dinheirama_dolar_real_guerra_cambial.jpg" alt="O Brasil, a Guerra Cambial e o crescimento econômico" hspace="2" vspace="2" align="left" />Um assunto em especial tem dominado o noticiário econômico do Brasil e boa parte do espaço econômico de jornais pelo mundo: a desvalorização do dólar. Muito se vala sobre uma “Guerra Cambial”, travada de forma voraz entres EUA e <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Q2hpbmFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-52">China<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e com reflexos no mundo todo. Durante todo o período eleitoral o tema foi pouco debatido no Brasil dando margem para incertezas.</p>
<p>Passado o período de votação, o assunto passou a fazer parte das entrevistas da Presidente eleita Dilma Rousseff. Suas primeiras seguiram no sentido de tranquilizar o mercado quanto às ações do governo. Segundo ela, os pilares da estabilidade serão preservados e o câmbio flutuante será mantido. Que bom.</p>
<p><strong>E lá fora?</strong><br />
Os Estados Unidos continuam sofrendo com a crise. A retomada tem sido lenta e os reflexos desse cenário são percebidos na baixa popularidade do Presidente Obama. As medidas tomadas por lá para tentar alavancar a economia levam à desvalorização ainda maior de sua moeda. Na semana passada correu a notícia de que <a title="Leia mais no Terra" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+internacional,fed-comprara-mais-us-600-bi-em-titulos-para-impulsionar-economia,41798,0.htm" target="_blank">o FED comprará mais de US$ 600 bilhões em títulos</a> para aquecer a economia.</p>
<p><span id="more-5215"></span><strong>Juros altos</strong><br />
A valorização do Real acontece porque os <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> internacionais não estão encontrando em seus países de origem oportunidades tão atraentes (rentáveis) como as que existem por aqui. A Taxa Selic está em 10,75% ao ano, o que de longe é uma taxa muito mais vantajosa do que os atuais 0,25% dos Estados Unidos, por exemplo. Na Zona do Euro as taxas de juros também estão muito baixas.</p>
<p><strong>Oferta X Procura</strong><br />
O dinheiro que vem pra cá alimenta a lei da oferta e demanda. A grande oferta de dólares faz seu valor despencar em relação ao Real, o que faz com que os produtos importados fiquem baratos; na outra ponta, nossa indústria perde competitividade para exportar, pois seus produtos se tornam caros diante do mercado internacional.</p>
<p>O protecionismo de algumas nações também contribui para o agravamento desse cenário. O maior exemplo disso é a China, que não quer adotar políticas de câmbio para não ver seus produtos perderem competitividade.</p>
<p><strong>A lição de casa</strong><br />
Voltando para o ambiente doméstico, é cada dia mais urgente e necessário uma política pública voltada para a gestão dos gastos públicos. Por mais que os avanços tenham sido grandes nos últimos anos, é evidente que o serviço público gasta muito, e mal. Precisamos voltar os esforços para reformas indispensáveis: política, fiscal e previdenciária.</p>
<p>Impostos altos e gastos elevados baseados em pouca agilidade da máquina pública são o pior dos mundos e isso não fará nossa <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> crescer de forma sustentada por muito tempo. Talvez essas ações sejam parte do grande salto de confiabilidade que o país precisa enfrentar para garantir o crescimento no futuro.</p>
<p>O governo precisa economizar e voltar a buscar metas reais de superávit fiscal, além de diminuir a dívida pública para, enfim, buscar uma efetiva redução de suas taxas de juros.</p>
<p>Como você já sabe, eu sou otimista, mesmo percebendo o potencial explosivo para o assunto. Acredito que nosso país precisa intensificar o debate; e isso acontecerá. Os benefícios de uma economia estável passam pelo equilíbrio de todos os setores e o câmbio é um elemento fundamental dentro dessa engrenagem. Até a próxima.</p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Plano Real: passado e futuro de um país em crescimento</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/07/01/plano-real-passado-e-futuro-de-um-pais-em-crescimento/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 00:39:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje o Brasil comemora 15 anos de adoção do Plano Real. O artigo de hoje é um convite para uma reflexão sobre os desafios que o país enfrentou desde a adoção do plano e também um incentivo para buscarmos entender melhor onde poderemos chegar nos próximos anos. É verdade que é muito fácil enumerar os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/07/dinheirama_plano_real_futuro.jpg" alt="Plano Real: passado e futuro de um país em crescimento" hspace="2" vspace="2" align="left" />Hoje o Brasil comemora 15 anos de adoção do Plano Real. O artigo de hoje é um convite para uma reflexão sobre os desafios que o país enfrentou desde a adoção do plano e também um incentivo para buscarmos entender melhor onde poderemos chegar nos próximos anos. É verdade que é muito fácil enumerar os enormes avanços surgidos a partir da chegada do Plano Real e da manutenção da política econômica durante os governos FHC e Lula.</p>
<p>O rigor fiscal, a adoção do sistema de metas de inflação, o cambio flutuante e os juros &#8211; que nos últimos 8 anos começaram a cair de forma gradual -, transformaram e modificaram a estrutura do país, acostumado anteriormente a diversos planos (econômicos) salvadores e constantes mudanças no comando do Banco Central e nos ministérios ligados á área econômica.</p>
<p>As mudanças que colocaram o país na rota de ouro de grandes transformações mudaram também o perfil da população. A inflação sobre controle mudou a tradição de uma economia em rota de colisão com o trabalhador &#8211; que via, especialmente durante as décadas de 80 e 90, sua renda totalmente comprometida e desvalorizada no final do mês, quando os preços variavam do dia para noite. Época em que <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aXJfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">investir<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> era um desafio.</p>
<p><span id="more-2517"></span>As boas novas criaram um país mais competitivo, mas ainda longe do que se considera internacionalmente ideal. Cabe lembrar que a própria população ainda não desenvolveu o planejamento financeiro, atividade que se tornou possível com o controle inflacionário.</p>
<p><strong>Uma nova mudança surge no campo dos investimentos</strong><br />
 A taxa básica de juros da economia, conhecida como Selic, está no <a title="Investidores de olho na Selic: poupança ganha adeptos" href="http://dinheirama.com/blog/2009/06/18/investidores-de-olho-na-selic-poupanca-ganha-adeptos/">patamar mais baixo de sua história</a>: <strong>9,25% ao ano</strong>. Os investidores, que antes tinham rentabilidade de dois dígitos garantida, começam a perceber que precisarão “navegar por outros mares”.</p>
<p>A bolsa de valores, que desde 2002 desenvolve um projeto de popularização dos <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, foi responsável pelo surgimento de muitos milionários. No fim de 2008, as ações trouxeram também grandes perdas, causadas, em muitos casos, pela falta de conhecimento da sistemática do mercado. O estopim para a histeria se deu logo após a quebra de um dos maiores bancos de Investimento dos EUA, o <strong>Lehman Brothers</strong>.</p>
<p>Desde a adoção do Plano Real, o mundo atravessou algumas crises econômicas, como as crises russa, asiática, do México e da Argentina. Em todas, os efeitos ao país foram significativos, onde a desvalorização da moeda e o aumento da taxa de juros (para reter os dólares) eram as únicas saídas.</p>
<p><strong>Comemoremos!</strong><br />
Via de regra, o país recorria ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para empréstimos. Hoje a situação se inverteu: <a title="Brasil empresta dinheiro ao FMI e derruba Taxa Selic" href="http://dinheirama.com/blog/2009/06/11/brasil-empresta-dinheiro-ao-fmi-e-derruba-taxa-selic/">somos credores do fundo</a>. Felizmente, na maior de todas as crises &#8211; a que atualmente atravessamos &#8211; o país conseguiu se sair bem. É surreal imaginar que não teríamos desdobramentos, mas a robustez interna de um país que acabara de receber o grau de investimento possibilitou uma travessia mais amena pelos momentos difíceis.</p>
<p>Outro item a comemorar foi o surgimento de grandes empresas e grupos no país. Empresas brasileiras que se tornaram presentes no mundo todo e reconhecidas pela sua alta competitividade. É bem verdade que nesse tempo muitas multinacionais desembarcaram em nosso país, mudando a cara e o sotaque de muitos setores.</p>
<p>Estatais que eram verdadeiros elefantes brancos tiveram que se adaptar a uma economia que crescia em ritmo frenético, com grande déficit de serviços. Quem se lembra das antigas companhias telefônicas de 15 anos atrás? Pois é, imaginar como serão os próximos 15 anos é um exercício extremamente difícil, pois o mundo passa por mudanças importantes. E a velocidade das mudanças espanta.</p>
<p>Os chamados países desenvolvidos hoje são obrigados a conviver com as demais nações de igual para igual. A tendência é ver o nível de dependência das antigas nações ricas aumentar.  São os países em desenvolvimento que possuem os <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbythJUU3JUY1ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">mercados<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> com espaço para crescimento de serviços, mais capacidade de produção e industrial. Mais cedo ou mais tarde, o protecionismo perderá espaço, afinal não se pode tapar o sol com a peneira &#8211; ao menos não por muito tempo.</p>
<p>Isso nos lembra a maior potência em desenvolvimento mundial: a China. Um gigante que acordou e ditará a forma com que o mundo irá crescer nos próximos anos. Felizmente, já há algum tempo o Brasil optou em firmar relações comerciais de peso com o gigante oriental.</p>
<p><strong>Desafios para o Brasil</strong><br />
É claro que existem muitos passos que o Brasil ainda precisa dar:</p>
<ul>
<li>A dívida interna é um obstáculo importante;</li>
<li>A legislação trabalhista e previdenciária precisa ser revista para que o país possa definitivamente ser considerado um player importante no cenário internacional;</li>
<li>O país precisa investir (muito) em educação para criar mão-de-obra capacitada e com alto desempenho. O país possui emprego, mas falta mão-de-obra.</li>
</ul>
<p>Esses são, certamente, alguns dos desafios que precisaremos enfrentar nos próximos 15 anos. O importante é olhar para a frente sabendo que muito já foi feito. Tudo para motivar as novas gerações, que percebem que não existe objetivo inatingível. A inflação, quase considerado um fantasma invencível, hoje é só mais uma lembrança triste que ficou para trás. Pra frente Brasil!</p>
<p>&#8212;&#8212;<strong><br />
Ricardo Pereira </strong>é educador financeiro e palestrante, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do <em>Dinheirama</em>.</p>
<p>▪ <a title="Perfil de Ricardo Pereira" href="http://dinheirama.com/blog/ricardo">Quem é Ricardo Pereira?</a><br />
▪ <a title="Acesse todos os artigos escritos por Ricardo Pereira" href="http://dinheirama.com/blog/author/ricardo%20pereira">Leia todos os artigos escritos por Ricardo</a></p>
<p>Crédito da foto para <a title="Foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu/" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A valorização do Real e seus reflexos na economia</title>
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		<pubDate>Fri, 29 May 2009 17:42:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Nas últimas semanas, o real vem ganhando força e valor frente à desvalorização da moeda americana, o dólar. Nos momentos mais críticos da crise, especialmente no final do ano passado, a cotação da moeda norte-americana disparou, levando muitos a acreditar que comprar essa moeda seria um investimento interessante. Em artigos específicos chegamos até a comentar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/05/dinheirama_valorizacao_real_dolar.jpg" alt="A valorização do Real e seus reflexos na economia" hspace="2" vspace="2" align="left" />Nas últimas semanas, o real vem ganhando força e valor frente à desvalorização da moeda americana, o dólar. Nos momentos mais críticos da crise, especialmente no final do ano passado, a cotação da moeda norte-americana disparou, levando muitos a acreditar que comprar essa moeda seria um <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investimento<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> interessante.</p>
<p>Em artigos específicos chegamos até a comentar que o dólar, ao menos sobre o aspecto prático de comprar a moeda e deixá-la em casa, não era exatamente um investimento, mas sim uma <a title="Outubro vermelho, o dólar e o hedge cambial" href="http://dinheirama.com/blog/2008/11/04/outubro-vermelho-o-dolar-e-o-hedge-cambial/">operação de <em>hedge</em></a>. Ou seja, comprar valeria a pena para quem pretendia utilizar a moeda no curto prazo e que, com a tendência momentânea de alta, se protegeria comprando mais barato.</p>
<p>Quando pensamos em um país forte e economicamente estável, faz todo sentido ter uma moeda forte e parruda. Na verdade, o correto é ter uma paridade que premie uma economia ajustada e competitiva. Entretanto, temos alguns problemas crônicos em nossa economia que deixam brechas e problemas circunstanciais que precisam ser tratados. E vamos discuti-los.</p>
<p><span id="more-2388"></span>O primeiro diz respeito à competitividade de nossos produtos no mercado externo, que deixam de ser tão baratos por inúmeros motivos &#8211; não só pela questão da moeda. É importante lembrar que o custo da mão de obra no Brasil (encargos e sistema de trabalho engessado), a baixa produtividade e alta tributação influenciam o preço, que se mostra alto para todos os padrões &#8211; inclusive os nossos.</p>
<p>Outro ponto que representa um perigo real é a questão da dívida pública. Atualmente, somos credores líquidos em dólar, o que significa que nossos ativos em dólar são maiores que nossa dívida em moeda americana. Simplificando, se o dólar cai a dívida sobe e vice-versa. A dívida, que no final de abril representava 38,4% do Produto Interno Bruto do país, foi um dos itens negativos avaliados quando recebemos o chamado <a title="Grau de investimento chegou cedo? Ótimo!" href="http://dinheirama.com/blog/2008/05/02/grau-de-investimento-chegou-cedo-otimo/">grau de investimento</a> há pouco mais de um ano.</p>
<p>A grande verdade é que os investimentos em moeda estrangeira no Brasil parecem ser o principal motivo para a enorme e rápida valorização da moeda nacional. A velha lei da oferta e demanda faz a regra valer. Muita gente querendo participar de nossa <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, comprando reais e vendendo dólares, e o valor da moeda estrangeira cai.</p>
<p>De acordo com o site do jornal <a title="Visite o site do jornal Valor" href="http://www.valoronline.com.br" target="_blank"><strong>Valor Econômico</strong></a>, a NGO Corretora aponta uma operação conduzida pelo Banco Central no mercado de derivativos e swaps cambiais, no valor de US$ 3,4 bilhões com vencimento para agora, como um fator importante na formação do preço. A operação, iniciada em 5 de Maio, quando o dólar tinha sua cotação em em R$ 2,14, faz com que os vendedores levem a cotação da moeda para baixo, desta forma se beneficiando da variação negativa da moeda e da taxa de juros.</p>
<p>O Banco Central continua suas intervenções diárias no <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbythJUU3JUY1ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, comprando dólar e aumentando substancialmente as reservas cambiais. O próprio presidente do BC, <strong>Henrique Meirelles</strong>, defende o câmbio flutuante e a variação constante da moeda. Resta saber se a cotação atual é real ou artificial por conta do grande fluxo de capital estrangeiro. Parece-me que o equilíbrio está acima de R$ 2 por dólar, o que deve acontecer ao longo do ano.</p>
<p>O importante para o investir é estar atento ao papel do câmbio e do dólar em nosso cotidiano, interpretando de forma objetiva se seus movimentos deixam o país mais competitivo e cada vez mais interessante para quem busca bons retornos. Viver o patamar de R$ 1,60, como no ano passado, não parece ser a lógica do momento. Talvez a reversão na tendência de baixa esteja próxima. Talvez não. Estamos de olho e traremos novidades sobre a questão em breve.</p>
<p>&#8212;&#8212;<strong><br />
Ricardo Pereira </strong>é educador financeiro e palestrante, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do <em>Dinheirama</em>.</p>
<p>▪ <a title="Perfil de Ricardo Pereira" href="http://dinheirama.com/blog/ricardo">Quem é Ricardo Pereira?</a><br />
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<p>Crédito da foto para <a title="Foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu/" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Você já ouviu falar no Índice Batom?</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 17:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Prates</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Índice Batom é um conceito criado por Leonard Lauder, chairman da Estée Lauder, um gigante no setor de cosméticos. Em 2001 ele verificou que, apesar da crise que os EUA passavam e da sociedade bastante devastada com o episódio das Torres Gêmeas, a venda de batons de sua empresa haviam crescido em comparação com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2027" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/dinheirama_indice_do_batom_crise.jpg" alt="Você já ouviu falar no Índice Batom?" hspace="2" vspace="2" align="left" />O Índice Batom é um conceito criado por <strong>Leonard Lauder</strong>, chairman da <a title="Visite o site da Estée Lauder" href="http://www.esteelauder.com/" target="_blank">Estée Lauder</a>, um gigante no setor de cosméticos. Em 2001 ele verificou que, apesar da crise que os EUA passavam e da sociedade bastante devastada com o episódio das Torres Gêmeas, a venda de batons de sua empresa haviam crescido em comparação com os anos anteriores. Ele concluiu, então, que o batom está diretamente ligado à crise. Ou seja, quanto maior a crise, maior a venda de batons.</p>
<p>A explicação para toda esta teoria se dá porque o batom é um item relativamente barato (especialmente em comparação ao restante da prateleira de cosméticos e maquiagens), e só o ato de comprar um simples batom já traz um momento de felicidade ímpar. As consumidoras estão em busca de prazeres mais “pagáveis”, onde um simples batom pode não pesar no orçamento mensal e trazer menos impactos no final do mês.</p>
<p>Esta teoria é bastante contraditória porque as vendas de batons também crescem em períodos de <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:sucesso+prosperidade/format:box">prosperidade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, mas não deixa de ser bastante interessante. As vendas podem ter ou não relação com a situação financeira mundial, mas este pequeno item não parece sofrer com a recessão, ao contrário de outros itens considerados “supérfluos”.</p>
<p><span id="more-2025"></span>As vendas de vestuário estão oscilando bastante e as grandes marcas têm feito malabarismos para manter o nível de faturamento. Tira daqui, coloca ali e tudo se encaixa. Os investimentos em desfiles foram substituídos por novos materiais e os contratos de grandes personalidades para as propagandas foram revistos em busca de redução de custos. Isso para ficar em poucos exemplos.</p>
<p>Sim, podem falar e pensar o que quiserem. <em>“As mulheres se contentam em somente comprar, não importa o quê”</em> ou <em>“como as mulheres podem pensar em batom com o desemprego batendo à sua porta?”</em> são opiniões comuns. Atire a primeira pedra quem não pensou dessa forma.</p>
<p>O fato é que a indústria de cosméticos vem crescendo em um ritmo bastante animador. A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (<a title="Conheça a ABIHPEC" href="http://www.abihpec.org.br/" target="_blank">ABIHPEC</a>) anunciou que este setor deve ter suas vagas de empregos aumentadas em 4%. Muito diferente do que está acontecendo com o restante do mercado.</p>
<p>Sim, as mulheres gostam de comprar, especialmente produtos que as fazem se sentir mais bonitas e seguras. Porém, como elas também são responsáveis pelo <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:or%E7amento+dom%E9stico/format:box">orçamento doméstico<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, as compras têm sido feitas com maior responsabilidade. O ideal é saber até onde se pode chegar. Falamos muito sobre este assunto no <em>Dinheirama</em> e não custa repetir.</p>
<p>Não só em situações como a que estamos passando hoje, onde as empresas anunciam cortes e congelamento de futuras contratações, o correto é sempre pensar duas vezes antes de adquirir algum bem extra &#8211; e de necessidade “duvidosa” &#8211; e sempre pagar à vista. Controle seus gastos com uma planilha.</p>
<p>Por outro lado, se todos pararem de consumir, a economia vai estagnar. As empresas produzirão menos, contratarão menos e cobrarão mais caro. As notícias dos grandes jornais brasileiros desta semana se baseiam no que o governo decidiu sobre a taxa de juros. Analistas esperam que, com o corte de 1,5% na taxa Selic, as empresas destinem <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:cerbasi/format:box">seu dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> à produção e a população possa adquirir crédito mais barato a fim de pagar dívidas ou adquirir um imóvel, por exemplo.</p>
<p>Concluindo, o batom pode dizer muito mais do que uma cor. A grande verdade é que ele não passa de um objeto que se tornou simples símbolo de reação à crise. Já ouviram falar do Índice Big Mac? O <a title="Mais sobre o Índice Big Mac na The Economist" href="http://www.economist.com/markets/bigmac/" target="_blank">Índice Big Mac</a> compara o grau de valorização de uma moeda estrangeira perante o dólar. Já que o Big Mac é um produto conhecido mundialmente e sua produção e margem são similares em todos os países, nada mais fácil do que comparar as moedas com base em um produto único. Portanto, homens, não coloquem a culpa em suas mulheres por existir o Índice Batom.</p>
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<strong>Mariana Prates </strong>é economista pela PUC-SP e pós-graduanda em Administração de Empresas pela FGV. Trabalha no departamento comercial da <a title="Editora Novatec" href="http://www.novatec.com.br/" target="_blank">Editora Novatec</a> e adora fazer planejamento financeiro para amigos e familiares.</p>
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<li><a title="Conheça Mariana Prates" href="http://www.dinheirama.com/blog/mariana">Quem é Mariana Prates?</a></li>
<li><a title="Acesse todos os artigos publicados por Mariana Prates" href="http://dinheirama.com/blog/author/mariana%20prates/">Leia todos os artigos escritos por Mariana</a></li>
</ul>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Mariana Prates</b>.<br>

Economista pela PUC-SP, pós-graduada em Administração de Empresas pela FGV e autora do livro "Dinheirama" (Blogbooks). Trabalha no departamento comercial da Editora Novatec e adora fazer planejamento financeiro para amigos e familiares.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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