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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; Obama</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; Obama</title>
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		<title>A crise de 2008 não acabou? Os EUA, Obama, o Triple A e o Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Aug 2011 23:14:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
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		<description><![CDATA[Entenda a crise econômica que persiste no mundo, a situação da dívida e do rating dos EUA, desdobramentos na economia da Europa, Brasil e mundo. O que fazer?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A crise de 2008 não acabou? Os EUA, Obama, o Triple A e o Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_crise_economia_eua_obama_brasil.jpg" alt="A crise de 2008 não acabou? Os EUA, Obama, o Triple A e o Brasil" align="left" hspace="2" vspace="2" />Estamos acompanhando de perto os desdobramentos do <a title="S&amp;P rebaixa nota de crédito dos EUA" href="http://noticias.bol.uol.com.br/economia/2011/08/05/agencia-rebaixa-nota-da-divida-dos-eua-pela-1-vez-na-historia.jhtm" target="_blank">rebaixamento da nota de crédito dos EUA</a>, realizado pela <em>Standard &amp; Poor’s</em> na última sexta feira. Por que os EUA perderam o rating AAA? De acordo com o noticiado, o que pesou de forma definitiva para o rebaixamento foram questões políticas, que ficaram nítidas nos últimos dias dos esforços para se chegar ao acordo que permitiu a elevação da dívida pública do país.</p>
<p>Para entendermos melhor o que acontece atualmente na economia americana, não podemos desconsiderar alguns personagens que hoje parecem escondidos e sobre os quais pouco se fala de verdade – especialmente no que se refere à responsabilidade que possuem diante do atual momento econômico do mundo.</p>
<p><strong>Personagens que merecem (des)crédito</strong><br />
O primeiro é <strong>George Bush</strong>, grande responsável pelo aumento nos gastos do governo, principalmente no <a title="Bush exagerou nos gastos com a guerra?" href="http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/internacional/43835/midia+chinesa+culpa+gastos+militares+pela+crise+dos+eua/" target="_blank">lado militar</a>, justificado pela chamada “Guerra ao Terror” nas caçadas cinematográficas a Bin Laden e Sadam Hussein.</p>
<p><span id="more-6406"></span>Outro artista principal e um dos grandes responsáveis pela crise que se iniciou ali em 2008 atende pelo nome de <strong>Alan Greenspan</strong>, segundo aponta William Fleckenstein em seu <a title="Mais sobre &quot;As Bolhas de Greenspan&quot;" href="http://www.istoedinheiro.com.br/entrevistas/2208_A+CULPA+E+TODA+DE+ALAN+GREENSPAN" target="_blank">livro &#8220;As Bolhas de Greenspan&#8221;</a>. Alan Greenspan ficou conhecido como “Oráculo”, “Maestro” e foi o homem forte da economia norte-americana (e pode-se dizer mundial) por quase duas décadas. Seu papel na crise foi confiar e incentivar o funcionamento do livre <a title="Greenspan admite erro parcial" href="http://www.estadao.com.br/noticias/economia,greenspan-admite-erro-parcial-sobre-desregulamentacao,265261,0.htm" target="_blank">mercado sem regulamentação</a> (regras claras) e a devida fiscalização. Ele “deu asas” à “criatividade financeira”.</p>
<p><strong>O que está acontecendo agora?</strong><br />
A crise atual nada mais é do que reflexo do que estourou em 2008, a chamada crise de crédito, que rapidamente contaminou boa parte do mundo rico. O grande problema é que ao mesmo tempo (desta vez) se percebe nos EUA uma incapacidade em conciliar as necessidades econômicas do país e os interesses políticos entre Democratas e Republicanos.</p>
<p>A base de sustentação do governo na câmara dos deputados é <a title="Situação de Obama é complicada" href="http://blogs.estadao.com.br/vox-publica/2011/07/29/popularidade-de-obama-chega-ao-fundo-do-poco-diz-gallup/" target="_blank">insuficiente para garantir a governabilidade de Obama</a> &#8211; isto está claro. O desfecho é um presidente “perdido”, sem força para levar adiante importantes mudanças e sem apoio para tratar de questões importantes sem que tudo se transforme em mera disputa política.</p>
<p><strong>Obama, uma marionete nas mãos do Congresso</strong><br />
O desgaste da figura antes tão celebrada de Obama durante a discussão do acordo para elevação da crise é algo alarmante. Tão alarmante que foi esse o principal componente para que a principal agência de crédito reduzisse, pela primeira vez na história, o triplo A da dívida americana.</p>
<p><strong>Europa junta os cacos&#8230;</strong><br />
Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, Portugal, Espanha, Itália e Grécia parecem depender da <a title="França e Alemanha querem salvar Europa" href="http://www.agora.uol.com.br/mundo/ult10109u955982.shtml" target="_blank">boa vontade de seus pares da União Européia</a> (leia-se França e Alemanha) para não caminhar em um caminho ainda mais perigoso. Já tem gente se perguntando <em>“O que será da Zona do Euro?”</em> e também apontando datas para que os países do Velho Mundo voltem a usar suas antigas moedas próprias.</p>
<p>A realidade é dura. É difícil imaginar um país como Espanha com desemprego próximo de <strong>20%</strong>. A verdade é que essas grandes nações, que passaram décadas ensinando os antes países de terceiro mundo sobre como se comportar economicamente, parecem ter esquecido os princípios básicos da ciência econômica e optado pela pura e simples “lei do mercado” &#8211; onde praticamente tudo é permitido.</p>
<p><strong>Tudo cheira mal!</strong><br />
O endividamento americano, por exemplo, é algo que beirou a podridão. Era claro que, mais cedo ou mais tarde, a corda ia acabar se rompendo e o que sobraria seria a sombra e a escuridão em <em>Wall Street</em>. Discursos e análises sensatas sobre a crise de 2008 e seus efeitos duradouros foram <a title="Roubini previu muita coisa..." href="http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/24374_O+TAMANHO+DA+CRISE+SEGUNDO+ROUBINI" target="_blank">proferidos à exaustão por vozes em todo o globo</a>. Alguém prestou atenção? Pra quê, se os bolsos estavam se enchendo em algum lugar?</p>
<p>Fundos de hedge mandaram e desmandaram nas pequenas economias, fazendo e acontecendo conforme o vento mudava de direção. Até agora, não sabemos de fato o quão especulativos são os movimentos nos mercados globais, sabemos apenas que novas regulações e controle mais rígido são necessários. Não era isso que Obama prometia durante sua competente campanha eleitoral?</p>
<p><strong>O que acontecerá com o Brasil?</strong><br />
Olhando para nosso umbigo, o primeiro e natural desdobramento da crise é a fuga de capital na bolsa de valores. Nossa bolsa, com cerca de 600 mil investidores pessoa física, vive à mercê dos ventos externos e, mesmo com o mercado aquecido e o país crescendo, levamos tombos históricos como de hoje.</p>
<p>Tudo indica que a taxa de juros pode até cair no curto prazo, mas se manterá alta se levado em conta os padrões internacionais. Aliás, acredito que o fluxo de investimentos e mesmo o de capital especulativo continuará trazendo muitos dólares para o país.</p>
<p>Nossa lição de casa continua a mesma: gastar melhor e elevar o nível de dinamismo da máquina pública, o que resultará em um país naturalmente mais eficiente e competitivo. Falo de incentivar ainda mais o capital produtivo, nossos empreendedores e em levar adiante reformas como a tributária, previdenciária e trabalhista. A quanto tempo falamos disso, não é mesmo?</p>
<p><strong>E essa história de “o país do futuro”?</strong><br />
Temos, sim, uma excelente oportunidade para o futuro, mas tudo dependerá do que faremos a seguir. Investir pesadamente em infraestrutura – mas com inteligência, sem corrupção e em caráter de longo prazo – e tornar o país ainda mais atraente para o capital externo de qualidade tem que ser mais do que uma meta.</p>
<p>Nesse meio tempo, <em>“cautela e caldo de galinha não farão mal a ninguém”</em>. Mais cedo ou mais tarde, grandes e boas oportunidades continuarão aparecendo, inclusive para aqueles que nesse momento criticam (sem fundamento) o mercado de ações. Vejamos onde tudo isso vai nos levar&#8230; Estamos de olho.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Princípios de economia e o fantasma da crise</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/02/27/principios-de-economia-e-o-fantasma-da-crise/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2009/02/27/principios-de-economia-e-o-fantasma-da-crise/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 16:13:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existe um ditado popular que diz: “Quando tudo mais falhar&#8230; leia o manual”. É exatamente isso que vou propor para que possamos finalmente entender que diabos é essa crise financeira internacional. Entendo que devemos consultar o manual – ou, no caso, o livro-texto de economia. Embora muitos dos nossos comentaristas não abra um desses livros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1953" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/dinheirama_mundo_economia_crise.jpg" alt="Princípios de economia e o fantasma da crise" hspace="2" vspace="2" align="left" />Existe um ditado popular que diz: <em>“Quando tudo mais falhar&#8230; leia o manual”</em>. É exatamente isso que vou propor para que possamos finalmente entender que diabos é essa crise financeira internacional. Entendo que devemos consultar o manual – ou, no caso, o livro-texto de <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:economia/format:box">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Embora muitos dos nossos comentaristas não abra um desses livros desde seu tempo de “calouro” no curso de economia, geralmente as respostas estão todas lá, basta consultar. Vou provar minha tese utilizando os princípios básicos de economia (que normalmente são ensinados no primeiro dia de aula) para explicar o furacão financeiro que estamos vivendo.</p>
<p><strong>1. Pessoas enfrentam <em>tradeoffs</em>:</strong> <em>“Não existe almoço grátis”</em>. Para obter uma coisa que desejamos, em geral temos de abrir mão de outra coisa da qual gostamos. Tomar decisões exige comparar um objetivo com outro. Quando as pessoas estão agrupadas em sociedade, elas se deparam com diferentes tipos de <em>tradeoff</em>.</p>
<p>O <em>tradeoff </em>clássico é aquele entre “armas e manteiga”. Quanto mais for gasto em defesa nacional para proteger o país de agressores externos (armas), menos se poderá gastar com bens pessoais para aumentar o padrão de vida (manteiga).<br />
 <strong>Lição para a crise:</strong> se você enfrentar o <em>tradeoff</em> entre refinanciar pela quarta vez a hipoteca de sua casa ou não trocar o seu <em>SUV (Sport Utility Vehicle)</em>, escolha a segunda opção.</p>
<p><span id="more-1951"></span><strong>2. O custo de alguma coisa é do que você desiste para obtê-la:</strong> como as pessoas enfrentam <em>tradeoffs</em>, a tomada de decisões exige a comparação dos custos e benefícios dos vários cursos de ação. O custo de oportunidade de um item é aquilo de que se abre mão para obtê-lo. Ao tomar qualquer decisão, como quando se trata de freqüentar uma universidade, deve-se estar atento aos custos de oportunidade que acompanham cada ação possível.<br />
 <strong>Lição para a crise:</strong> o custo de oportunidade para aprovar o milésimo empréstimo <em>subprime</em> muito provavelmente será a falência de seu banco.</p>
<p><strong>3. Pessoas racionais pensam na margem: </strong>as decisões que tomamos na vida são, raramente, em preto e branco; em geral, têm tons de cinza. Quando é hora de jantar, a decisão não é jejuar ou se entupir de comida, mas a de pegar mais uma colher de sopa. Quando as provas se aproximam, a decisão não é de jogá-las para o alto ou estudar 24 horas por dia, mas entre gastar mais uma hora revendo a matéria ou assistir televisão.</p>
<p>Os economistas empregam a expressão alterações marginais para descrever pequenos ajustes incrementais a um plano de ação incremental. “Margem” também significa “beirada”, de modo que alterações marginais são ajustamentos na beirada daquilo que você está fazendo.</p>
<p>O princípio marginal nos permite tomar melhores <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:decis%F5es/format:box">decisões<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>; podemos usá-lo para determinar se o aumento de uma unidade em uma variável nos deixará ou não em melhores condições. Por exemplo: um barbeiro poderia decidir se deve manter sua barbearia aberta por mais uma hora. Você poderia decidir se deve estudar mais uma hora para a prova de economia.</p>
<p>O princípio marginal se baseia na comparação de benefícios e custos marginais de uma determinada atividade. O benefício marginal de alguma atividade é o benefício adicional resultante de um pequeno aumento na atividade, como, por exemplo, a receita adicional gerada quando uma barbearia fica aberta por mais 1 hora. De modo semelhante, o custo marginal é o custo adicional resultante de um pequeno aumento na atividade, como, por exemplo, os custos adicionais incorridos quando se mantém uma loja aberta por mais 1 hora.</p>
<p>De acordo com o princípio marginal, você deve aumentar o nível de atividade enquanto o benefício marginal for maior que o custo marginal. Ao atingir o nível em que o benefício marginal é igual ao custo marginal, seu aprimoramento está realizado.<br />
<strong>Lição para a crise: </strong>se você acha que benefício marginal de adquirir mais uma cota do fundo administrado pela empresa de Madoff é maior que o custo marginal, pense de novo.</p>
<p><strong>4. Pessoas respondem a incentivos: </strong>como as pessoas tomam decisões comparando custos e benefícios, seu comportamento pode mudar quando os custos ou benefícios se alteram. Isto significa que as pessoas respondem a incentivos. Quando o preço das maçãs aumenta, por exemplo, as pessoas decidem comer mais peras e menos maçãs, porque o custo de comprar maçãs está maior. Ao mesmo tempo, os produtores de maçãs decidem contratar mais gente e colher mais maçãs, porque o benefício de vender maçã também é maior.<br />
<strong>Lição para a crise: </strong>se você trabalha num grande banco americano que concedeu bônus milionários para seus executivos como incentivo para que eles tomassem decisões mais arriscadas, acho que você provavelmente já está desempregado.</p>
<p><strong>5. O comércio pode melhorar a situação de todos:</strong> quando um membro de sua família procura emprego, concorre com membros de outras famílias que também estão em busca de emprego. As famílias concorrem umas com as outras quando vão às compras, porque cada uma das famílias quer comprar os melhores produtos pelo menor preço. Assim, em certo sentido, cada família em uma economia compete com todas as outras famílias.</p>
<p>Apesar desta competição, sua família não estaria em melhor situação se se isolasse das outras famílias. Se o fizesse, teria de produzir seus alimentos, confeccionar suas roupas, construir sua própria casa etc. Evidentemente, sua família ganha muito com a possibilidade de poder comerciar com outros.</p>
<p>O comércio permite que cada pessoa se especialize nas atividades em que é mais apta, seja na agricultura, na confecção de roupas ou na construção. Realizando <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:neg%F3cio+pr%F3prio/format:box">negócios<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> com outras, as pessoas podem comprar uma maior variedade de bens e serviços a um custo menor.<br />
 <strong>Lição para a crise:</strong> quando você ouvir o Obama anunciar mais algum pacote de incentivos para a indústria americana, como o <em>Buy American Act</em>, comece a ficar preocupado.</p>
<p><strong>6. Os mercados são, em geral, uma boa forma de organizar a atividade econômica:</strong> em seu livro de 1776, o economista Adam Smith fez a mais famosa observação de toda a teoria econômica. As famílias e as empresas, ao interagirem nos mercados, agem como que guiadas por uma “mão invisível” que as conduz a resultados de mercado desejáveis.</p>
<p>Na verdade, são os preços que permitem à “mão invisível” dirigir a atividade econômica. Os preços refletem tanto o valor que a sociedade atribui a um bem quanto os custos em que ela incorre para produzi-lo. Como as famílias e as empresas levam os preços em consideração ao tomar suas decisões, elas, sem saber, estão levando em conta os benefícios e custos de suas ações. Em decorrência, os preços encaminham esses tomadores de decisões individuais para resultados que, muitas vezes, maximizam o bem-estar da sociedade como um todo.<br />
 <strong>Lição para a crise: </strong>da próxima vez que você ouvir falar em deflação, não fique tão animado. Sempre que ocorre queda generalizada nos preços a economia fica sem saber para onde ir.</p>
<p><strong>7. Os governos podem às vezes melhorar os resultados do mercado: </strong>a mão invisível orienta os mercados para uma alocação eficiente dos recursos. Contudo, por várias razões, a mão invisível às vezes não funciona. Os economistas usam a expressão falha de mercado para referir-se à situação em que o mercado por si só não consegue alocar recursos eficientemente.</p>
<p>Uma das possíveis causas de falhas de mercado são as <strong>externalidades</strong>. Uma externalidade é o impacto das ações de alguém sobre o bem-estar dos que estão em torno. A poluição é um exemplo clássico. Se uma fábrica de produtos químicos não paga todo o custo da fumaça que emite, ela tenderá a emitir demais. Neste caso, o governo pode aumentar o bem-estar geral através de uma regulamentação ambiental.</p>
<p>O exemplo clássico de uma externalidade benéfica é a criação de conhecimento. Quando um cientista faz uma descoberta importante, ele produz um recurso valioso que pode ser utilizado por outras pessoas. Neste caso, o governo pode aumentar o bem-estar econômico ao subsidiar a pesquisa básica &#8211; como de fato faz.<br />
 <strong>Lição para a crise: </strong>ok, aqui não vou fazer nenhuma piada. O negócio é segurar na mão do Obama e rezar. Mas, se você está confiando no marido da Carla Bruni, no autor da frase <em>“a crise virá só como uma marolinha”</em> ou no coitado do Gordon Brown, entre na procissão e reze também.</p>
<p><strong>8. O padrão de vida de um país depende de sua capacidade de produzir bens e serviços:</strong> quase toda variação nos padrões de vida pode ser atribuída a diferenças na <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:produtividade/format:box">produtividade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> – isto é, a quantidade de bens e serviços produzida em uma hora de trabalho. Nos países onde os trabalhadores podem produzir grande quantidade de bens e serviços por unidade de tempo, a maior parte das pessoas tem um alto padrão de vida; nos países onde os trabalhadores são menos produtivos, a maior parte das pessoas vive com menor conforto.<br />
<strong>Lição para a crise:</strong> se até o país com a mais alta produtividade do mundo teve que montar um pacote de salvamento para sua indústria automobilística, a coisa deve estar feia mesmo.</p>
<p><strong>Bibliografia:</strong></p>
<ul>
<li><strong>Mankiw, N. Gregory.</strong><em> Introdução à economia: princípios de micro e macroeconomia</em>; tradução de Maria José Cyhlar Monteiro. Rio de Janeiro: Elsevier, 2001.</li>
<li><strong>Mendes, Judas Tadeu Grassi.</strong> <em>Economia: fundamentos e aplicações</em>. São Paulo: Prentice Hall, 2004.</li>
<li><strong>O´Sullivan, Arthur</strong>. <em>Introdução à economia: princípios e ferramentas</em>; tradução de Maria Lúcia G. L. Rosa. São Paulo: Prentice Hall, 2004.</li>
</ul>
<p>&#8212;&#8212;<br />
<strong>Alexsandro R. Bonatto</strong>, economista e com MBA em Gestão Empresarial, é professor universitário, instrutor e sócio da <a title="Conheça a Ventura Corporate" href="http://www.venturacorporate.com.br" target="_blank">Ventura Corporate</a>, empresa de treinamentos corporativos. Tem mais de 13 anos de experiência no mercado de crédito.</p>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Alexsandro Rebello Bonatto</b>.<br>

<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Reflexões sobre a &#8220;Obamania&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Feb 2009 15:53:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E finalmente Barack Hussein Obama foi empossado como o quadragésimo quarto presidente americano. Digo finalmente porque desde 04 de novembro, quando recebeu a votação histórica que lhe deu a presidência, até o dia 20 de janeiro, dia de sua posse, passaram-se dois meses e meio &#8211; que para o resto do mundo foram intermináveis. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1846" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/dinheirama_eleicao_obama_eua.jpg" alt="Reflexões sobre a &quot;Obamania&quot;" hspace="2" vspace="2" align="left" />E finalmente <strong>Barack Hussein Obama</strong> foi empossado como o quadragésimo quarto presidente americano. Digo finalmente porque desde 04 de novembro, quando recebeu a votação histórica que lhe deu a presidência, até o dia 20 de janeiro, dia de sua posse, passaram-se dois meses e meio &#8211; que para o resto do mundo foram intermináveis. A crise financeira se intensificou, a Faixa de Gaza foi invadida por Israel, a Europa foi chantageada pela Rússia no caso do gás natural etc.</p>
<p>Claro, nem todas as catástrofes terão que ser resolvidas pelo <em>Mr. President</em>. Contudo, como Obama muito bem pontuou em seu discurso de posse, <em>&#8220;os Estados Unidos não podem resolver todos os problemas sozinho, mas o mundo também não consegue resolver os seus problemas sem os Estados Unidos&#8221;</em>. Sem dúvida, <em>&#8220;you got a point&#8221;</em> Mr. Obama.</p>
<p>Como todos sabem, as expectativas quanto ao novo governo são superlativas. Sobre isso, minha avó sempre diz: <em>&#8220;o melhor caminho para a frustração são as expectativas&#8221;</em>. Talvez estejamos esperando muito de apenas um homem que, mesmo que faça tudo certo (mas tudo mesmo), só verá maiores <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:investir+dinheiro/format:box">resultados<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> no longo prazo.</p>
<p><span id="more-1844"></span>O interessante é que o próprio Obama alimentou essas expectativas. Tomando apenas a preparação da sua posse, todo o programa foi montado para compará-lo com ninguém menos que <strong>Abraham Lincoln</strong>, tido pelos americanos como o melhor presidente da história. Só isso já diz muito do homem que o novo presidente é.</p>
<p>Lembro que durante o recrudescimento da crise do subprime, em outubro, com a quebra do Lehmann, discutia-se qual dos dois candidatos, Obama ou McCain, seria o estadista que a América estava procurando. O caso é: um estadista não se conhece de véspera. Grandes estadistas só ganharam este título depois dos eventos, vide Mandela ou Churchill. Este é um julgamento para historiadores e não para adivinhos.</p>
<p>De qualquer forma, superar o presidente anterior, <strong>Bush Jr.</strong>, parece ser fácil. W, como também é conhecido pelos americanos, deixa a Casa Branca como um dos cinco piores presidentes americanos desde a Independência do país, em 1776.</p>
<p>Ele deixa uma verdadeira herança maldita (para usar um termo caro aos petistas): a pior crise econômica desde os anos 30. O desemprego em dezembro chegou a 7,2%, o maior em 16 anos; somente no ano passado 3,1 milhões de imóveis foram retomados por falta de pagamento; a venda de veículos caiu 18%, colocando em risco a sobrevivência das montadoras americanas. Isso para ficar apenas na <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:economia/format:box">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>.</p>
<p>Na geopolítica, Bush foi ainda pior: passou 8 anos de braços cruzados assistindo as agressões mútuas entre palestinos e israelenses; não foi capaz de resolver o embaraço que o governo norte-coreano representa para o mundo; deu espaço para os extremistas do Irã continuarem a desestabilizar o Oriente Médio; deixou a Europa Oriental à mercê do belicoso Putin e agüentou calado 8 anos de bravatas de Hugo Chávez.</p>
<p>Na guerra contra o terrorismo, invadiu e desestabilizou o Iraque, não conseguiu dar o mínimo de condições de vida digna aos afegãos, além de ver o ressurgimento do talibã e aterrorizou o mundo com as torturas em Abu Graib e a vergonha da prisão de Guantanamo. Dizem que a história julga e acaba absolvendo os presidentes do passado. Com Bush, a &#8220;briga vai ser dura&#8221;.</p>
<p>Voltando a Obama, seu início também já se mostrou atribulado, afinal apenas um mês depois de sua eleição veio à tona o escândalo da tentativa de venda de sua vaga no Senado pelo governador de Illinois, <strong>Rod Blagojevich</strong> &#8211; coisa tão rasteira que parece obra no nosso PMDB.</p>
<p>Depois foi o constrangimento da montagem da equipe: teve que livrar-se de um possível secretário de Comércio, que, como governador de Estado, recebera uma contribuição de campanha de uma empresa beneficiada com contratos públicos (alguém aí lembrou das vezes que Lula tinha que aceitar uma indicação do PMDB para algum ministério, mas a imprensa sempre achava alguma falcatrua antes da posse?).</p>
<p>E os nomeados? <strong>Timothy Geithner</strong>, indicado para a estratégica Secretaria do Tesouro, teve a indicação congelada porque se descobriu que ele sonegou Imposto de Renda e por três meses manteve uma empregada doméstica em condição irregular (bom, aqui já parece picuinha). Depois dele, que se manteve no cargo mesmo assim, outros dois foram desligados por problemas semelhantes.</p>
<p>Sob qualquer ângulo que olhemos, a &#8220;briga vai ser boa&#8221;. No <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:mercado+de+a%E7%F5es/format:box">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> já existe a expectativa dos &#8220;cem dias&#8221; e de como Obama se articulará para dar resultado no curtíssimo prazo. Contudo, fico com a minha avó &#8211; expectativas são perigosas. As superlativas então, nem se fala.</p>
<p><strong>Bibliografia:</strong></p>
<ul>
<li>Revista Época, edição 557 de 19 de janeiro de 2009;</li>
<li>Revista IstoÉ Dinheiro, edição 589 de 21 de janeiro de 2009;</li>
<li>Revista IstoÉ, edição 2.045 de 21 de janeiro de 2009.</li>
</ul>
<p>&#8212;&#8212;<br />
<strong>Alexsandro R. Bonatto</strong>, economista e com MBA em Gestão Empresarial, é professor universitário, instrutor e sócio da <a title="Conheça a Ventura Corporate" href="http://www.venturacorporate.com.br" target="_blank">Ventura Corporate</a>, empresa de treinamentos corporativos. Tem mais de 13 anos de experiência no mercado de crédito.</p>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Alexsandro Rebello Bonatto</b>.<br>

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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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