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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; PIB</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; PIB</title>
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		<title>Emprego e renda, uma relação linear? Estados Unidos mostram que não!</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/04/30/emprego-e-renda-uma-relacao-linear-estados-unidos-mostram-que-nao/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 18:30:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Rizzo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Dados recentes da economia dos Estados Unidos mostram que a Lei de Okun, sobre relação linear entre emprego e renda, foi novamente quebrada. Entenda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Emprego e renda, uma relação linear? Estados Unidos mostram que não!" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/04/dinheirama_post_emprego_renda_relacao_linear_EUA_mostram_nao.jpg" alt="Emprego e renda, uma relação linear? Estados Unidos mostram que não!" align="left" hspace="2" vspace="2" />Dados iniciais de 2012 indicam descasamento dessas variáveis nos EUA. Entenda os porquês. Se um dia, seu pai chegar em casa com o paletó molhado, a princípio, você não saberá o que de fato ocorreu. Mas, após uma rápida olhada na janela, você nota que está chovendo. Pronto. Isso já é suficiente para você se sentir confortável na compreensão (mesmo que teórica) do que acabara de ocorrer.</p>
<p>Os dois dados (paletó molhado e chuva) são analisados de forma a estabelecer uma relação de causa e efeito. Faz parte da <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bmF0dXJlemFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">natureza<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> humana relacionar dados, estabelecer uma razão entre eles e tirar conclusões. Agir assim nos ajuda a compreender o mundo que nos cerca e a isso convencionou-se chamar de o uso da razão, ou simplesmente, racionalidade.</p>
<p>Na macroeconomia, existem duas variáveis que costumeiramente se relacionam de forma tão harmônica como chuva e paletó molhado: Emprego e Renda (PIB). Pode até parecer óbvio dizer que quando a renda aumenta, o nível geral de emprego também sobe, assim como em fases de recessão, o desemprego cresce.</p>
<p><span id="more-7563"></span>Essa relação positivamente linear entre Emprego e Renda foi muito bem exposta pelo economista americano <strong>Arthur Okun</strong> no início dos anos 60, que acabou por dar seu nome a uma lei mercadológica, a <a title="Conheça mais sobre a Lei de Okun" href="http://migre.me/8Tzrw" target="_blank">Lei de Okun</a>. Porém, como em toda lei, existem aqueles que não a respeitam.</p>
<p>Nos últimos dois trimestres, o “criminoso” em questão é um velho conhecido, inclusive reincidente: os EUA. No atual ciclo econômico, os americanos deixaram de ser réus primários nos três trimestres entre julho de 2009 e março de 2010, quando o desemprego crescia mesmo no início de uma observável recuperação econômica.</p>
<p>Os EUA voltaram a quebrar a lei neste ano. Dados do primeiro trimestre de 2012 mostram um aumento significativo no nível geral de emprego, mas sem o devido (e esperado, conforme Okun) crescimento proporcional do PIB. O que teria ocorrido?</p>
<p>O fundamento essencial da lei em questão é que, com um maior nível geral de emprego, a demanda aumenta, gerando necessidade de uma <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cHJvZHUlRTclRTNvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">produção<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> ainda maior, o que estimula uma expansão econômica – que, por sua vez, aumenta o emprego e assim prossegue. Porém, há uma série de inter-relações que precisam ser exploradas para melhor compreender Emprego e Renda, e aqui cito três:</p>
<ul>
<li>A primeira delas é que a geração de renda não depende somente do nível de emprego em si (quantidade de pessoas empregadas), mas também da produtividade individual do trabalho;</li>
<li>A segunda é que o nível de emprego pode ser decomposto entre quantidade de pessoas empregadas e número de horas trabalhadas;</li>
<li>A terceira é que o nível de desemprego é uma razão entre quantidade de pessoas empregadas e tamanho da mão de obra.</li>
</ul>
<p>Desta forma, é possível quebrar a Lei de Okun através de um pequeno aumento (ou queda) do desemprego em um cenário de baixo (ou alto) crescimento econômico através de uma combinação de crescimento da produtividade, aumento nas horas trabalhadas e crescimento da massa de mão-de-obra.</p>
<p>Nos EUA, a questão das horas trabalhadas por empregado torna-se um ponto crucial. Apesar da economia estar usando um contingente maior de mão-de-obra, o número médio de horas trabalhadas tem sido reduzido nos últimos 40 anos. Em 2009 e 2010, porém, este número aumentou.</p>
<p>Isso explica os eventos de quebra da Lei de Okun em 2009/2010: aumento de desemprego em termos de número de pessoas empregadas, mas devido ao aumento da produtividade individual do trabalho, observou-se crescimento do PIB. Isso aconteceu porque, receosos de contratar mais funcionários, os empregadores passaram a pressionar o contingente existente, aumentando assim a sua produtividade individual. Naquele cenário, meses após a crise de 2008, essa parecia ser a solução mais sensata.</p>
<p>Em 2012, com o cenário econômico mais favorável (quando comparado a 2009), os empregadores não temeram mais contratações. Muito pelo contrário. Através de ações governamentais de incentivo a geração de emprego, as empresas contrataram fortemente. Mas, apesar do aumento do nível de emprego, a produtividade geral do trabalho caiu muito, e por isso o PIB não reagiu como deveria.</p>
<p>E quem paga a conta é o nível geral de salários. O Governo democrata de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/QmFyYWNrK09iYW1hXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">Barack Obama<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> dá indícios de que está satisfeito com essa escolha, afinal entende que em ano de eleição, o nível de emprego passa a importar mais que o PIB. Resta saber se a população concorda com o nível salarial mais baixo, consequência natural desta ação. O pleito de seis de novembro tirará esta dúvida.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Gustavo Rizzo</b>.<br>

Economista pela UNICAMP, tem MBA em Gestão do Risco pela FGV. Trabalha há 10 anos no mercado financeiro, com passagens por grandes instituicoes financeiras no Brasil, Holanda, Reino Unido e EUA. Atualmente trabalha com Investment Banking e análise econômico-financeira em Nova York.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Capacidade de execução: a diferença entre o céu e o inferno</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/04/02/capacidade-de-execucao-a-diferenca-entre-o-ceu-e-o-inferno/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2012/04/02/capacidade-de-execucao-a-diferenca-entre-o-ceu-e-o-inferno/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 13:48:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Presidente Dilma Rousseff reafirma compromisso de realizar reformas importantes, mas ao mesmo tempo seu governo apenas segue com medidas circunstanciais. E agora?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Capacidade de execução: a diferença entre o céu e o inferno" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/04/dinheirama_post_capacidade_execucao_diferenca_ceu_inferno.jpg" alt="Capacidade de execução: a diferença entre o céu e o inferno" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>O título deste artigo pode sugerir uma afirmação muito óbvia, daquelas que costumo com frequência criticar nos meus artigos, mas trata-se de algo tão atual e recorrente que, diante de algumas situações, a sua adoção se torna mais do que sedutora – simplesmente transforma-se na única síntese possível. Explico.</p>
<p>Desde os tempos do ponto de inflexão inflacionário, em meados dos anos 90 – quando nos foi possível acordar e viver em uma economia real, com todos os seus benefícios e exigências de adaptação –, soubemos que um número específico de reformas precisava ser realizado em um horizonte que não poderia exceder a uma década inteira.</p>
<p>Algumas foram concretizadas, outras parcialmente e muito de sua aplicação ocorrendo contextualmente, há ainda aquelas onde ninguém colocou a mão. No máximo colocaram os olhos, elaboraram discursos e outros conteúdos relacionados, mas “mão na massa” que é bom, nada.</p>
<p><span id="more-7448"></span>Foi com a consciência sobre esse cenário que li, com satisfação, a <a title="Leia a entrevista na íntegra" href="http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/leia-a-integra-da-entrevista-de-dilma-a-veja/" target="_blank">entrevista que a Presidente Dilma Rousseff concedeu recentemente à revista Veja</a> (destacando, particularmente, que o meu voto não contribuiu para a eleição da Senhora Presidente).</p>
<p>Exposta ao escrutínio saudável de um dos veículos de imprensa com maior dosagem de posicionamento crítico ao governo – e sejamos justos, sempre atuaram desta forma, incluindo não somente os governos antecessores, mas também o forte regime militar –, ela soube colocar, com articulação, um pensamento que reflete uma boa pitada da mais clássica tradição econômica liberal, reconhecendo o exagero de nossa carga tributária e o impacto desagregador dos encargos trabalhistas ao processo competitivo.</p>
<p>Com franqueza, apenas uma democracia com dinâmica renovadora efetiva seria capaz de produzir o cenário político onde uma ex-militante de extrema esquerda (ex-VAR Palmares) pudesse assumir a Presidência da República e, na condução econômica, evocasse posicionamentos tão calibrados, em uma dança permanente, com uma voltinha ao lado de Keynes, para em seguida sair de braços dados com Adam Smith.</p>
<p>Mas essa mesma democracia, com seu arejamento e atmosfera libertadora, também produz excepcionais oradores. Verdadeiros mestres da articulação, afinal de contas, em se tratando de um regime não autoritário, sempre haverá a necessidade do convencimento, da argumentação e da capacidade de seduzir com ideias e expectativas.</p>
<p>Isso é bom, necessário e valioso, mas não podemos nos alimentar apenas de discursos, tão facilmente produzidos a partir de mentes ágeis e preparadas. E, de fato, acredito que a comandante em chefe tenha essa clara noção.</p>
<p>Em meio a este teatro de operações, é colocado em curso um universo de medidas circunstanciais com impacto direto para o senso comum menos crítico, resolvendo uma distorção ali, outra aqui. Porém, sabemos muito bem que sem um modelo estruturado e efetivamente convidativo, o conjunto não se resolve. E é dele, do conjunto, que os resultados vigorosos dependem.</p>
<p>Mas se o céu se apresenta figurativamente com esta nação que, deitada em berço esplêndido, exportaria manufaturados de alto valor agregado (com expressiva participação no PIB), com boa parcela de alta tecnologia e produção científica embarcada, o inferno seria certamente aquilo que de fato ainda estamos edificando, pautados nos grilhões da produção primária, engordando (quando engorda) o PIB exclusivamente com <em>commodities</em> e bens naturais.</p>
<p>Precisamos deslanchar dançando essa valsa que ainda toca, ainda bem vestidos como prestigiosos BRICs. Um dia a música para de tocar. Quanto dela vamos aproveitar? Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crescimento do Brasil em 2011: conheça o “PIBinho”, esse incompreendido</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/03/20/crescimento-do-brasil-em-2011-conheca-o-pibinho-esse-incompreendido/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 13:16:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Afinal, o que representa o crescimento do PIB brasileiro em 2011, de 2,7%? Quais as expectativas da economia, do governo e da sociedade em relação ao futuro?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Crescimento do Brasil em 2011: conheça o “PIBinho”, esse incompreendido" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/03/dinheirama_post_crescimento_brasil_2011_pibinho_esse_incompreendido.jpg" alt="Crescimento do Brasil em 2011: conheça o “PIBinho”, esse incompreendido" align="left" hspace="2" vspace="2" />Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, muito embora o <a title="Economia brasileira cresce 2,7% em 2011" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/03/economia-brasileira-cresce-27-em-2011-mostra-ibge.html" target="_blank">número representativo de 2,7% deste personagem já seja de conhecimento geral</a>, hoje abordaremos as profundezas de sua composição. Mas, antes de embarcar nessa leitura, quero tranquilizá-los. Não tratarei aqui de modelos econômicos ou matemáticos; não promoverei a discussão sobre teorias econômicas e nem mesmo sobre a teimosa insistência que as previsões mais otimistas têm em não se realizar.</p>
<p>Da mesma forma, não tentarei sugerir ou eleger culpados, afinal de contas vivemos em uma democracia – e nela somos todos responsáveis pelo nosso destino. A questão aqui é refletir sobre a atmosfera que sempre envolve os resultados decepcionantes.</p>
<p>Pretendo provocá-lo de forma mais específica, abordando sobre aquilo que se pode denominar coimo o DNA de um PIB pequenininho e tímido que tinha tudo para não nascer, mas nasceu.</p>
<p><span id="more-7393"></span><strong>Afinal, o que representa esse crescimento de 2,7%?</strong><br />
A sua composição é complexa. Alguns culpariam o governo, outros apontariam o dedo para os financistas e seus juros difíceis de encarar, e outros certamente apontariam a crise internacional como fonte de todas as mazelas – aquela mesma, que ocorre do outro lado do oceano, sobre a qual tantos se gabavam por estar tão distante e afetando justamente aqueles que por anos foram a referência de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cHJvc3BlcmlkYWRlXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">prosperidade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e sucesso econômico.</p>
<p>Mas a genética de um percentual tão baixinho nasce, antes, na mentalidade de um povo. Um paradoxo triste que nasce de afirmações alvissareiras do tipo: <em>“Agora sim, ninguém segura esse Brasil!”</em>. Triste por conta do resultado final em si e lamentável pelo que representa em termos de oportunidades perdidas.</p>
<p>Compreender o “PIBinho” exige mais do que simples reflexão ou constatação, exige autoenfrentamento. Um enfrentamento que leve à conclusão de que a prosperidade não depende apenas da boa vontade dos governos e tampouco pode ser totalmente delegada ao simples empenho da sociedade civil.</p>
<p><strong>O que um verdadeiro PIB representa?</strong><br />
Para ajudar, podemos caminhar na direção inversa, tentando entender os componentes responsáveis pela construção de um PIB de verdade (que na realidade todos conhecemos muito bem).</p>
<p>Para começar, ele é feito de engajamento e reivindicação. Sim, isso mesmo, de uma sociedade soberana que cobra e exige, independentemente das distintas correntes políticas. Essa mesma sociedade assimila a noção de que nenhum governo se alinha a interesses coletivos e nacionais de forma ajustada e coerente sem intensa participação dos contribuintes.</p>
<p>É nessa atuação forte e sistemática que se blinda uma nação a ponto dela não aproveitar os ventos favoráveis para efetivar os ajustes e as reformas necessárias, para as colheitas do futuro. E, nessa esteira, efetivam-se <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> estruturantes em formação de quadros, em infraestrutura, assim como nos incentivos à competitividade. Sei que essa ladainha pode ser cansativa, mas é sempre bom lembrar o óbvio – que por ser tão evidente, quase sempre acaba no esquecimento.</p>
<p>Mas, mesmo assim, rogo para que na próxima vez que a bonança vier (esperamos que ainda ao longo dos próximos dois anos), e depois de enfrentado esse susto, as vozes do bom senso gritem mais alto e mais forte para aplacar os berros de ufanismo (aqueles da vitória antes do tempo) que, como sabemos, não são bons conselheiros.</p>
<p>Quanto ao “PIBinho”, não sinta raiva dele. Ele não tem culpa de nada. É apenas uma resultante, uma consequência, nada além disso. Ele não queria nascer. Que venha o próximo ciclo de oportunidades. Esperemos.</p>
<p>Foto de sxc.hu.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

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		<title>Nós e o PIB do Brasil: o que se espera da sexta economia mundial?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/01/10/nos-e-o-pib-do-brasil-o-que-se-espera-da-sexta-economia-mundial/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 18:15:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como a notícia de que o Brasil é agora a sexta maior economia do mundo afeta nossa relação com o PIB do Brasil? O que esperar de uma potência econômica?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Nós e o PIB do Brasil: o que se espera da sexta economia mundial?" src="http://dinheirama.com/files/2012/01/dinheirama_nos_e_o_PIB_Brasil_o_que_se_espera_sexta_economia_mundial.jpg" alt="Nós e o PIB do Brasil: o que se espera da sexta economia mundial?" align="left" hspace="2" vspace="2" /></p>
<p>Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, antes de discutirmos nosso salto econômico, sugiro uma breve introdução, onde aproveito para me recordar (como se fosse ontem) do anuncio que colocava <a title="Leia mais na Folha" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/883828-brasil-ja-e-a-7-maior-economia-do-mundo-diz-mantega.shtml" target="_blank">o Brasil como a sétima economia mundial</a>. Ocorreu precisamente na semana que antecedeu o carnaval de 2011, quando, sob um verão escaldante, observávamos de longe (por meio das notícias da imprensa internacional) a teimosia do rigoroso inverno econômico europeu – onde já se notava com clareza os primeiros contornos da crise crônica na qual o antigo continente se meteu.</p>
<p><strong>Os grandes também caem. E seus tombos são feios&#8230;</strong><br />
Na sequência, assistimos aturdidos a uma das mais excepcionais derrocadas já vistas envolvendo até então sólidas, poderosas e orgulhosas potências mundiais. Sem dúvida, um espetáculo triste e arrepiante, não apenas pelos fatos em si, mas pelo contexto panorâmico e conjuntural, sem saída, com pouquíssimas alternativas disponíveis e sem que uma profunda ferida política e social começasse a arder.</p>
<p>Vimos os grandes naufragarem, lutando com uma administração tomada pelo alarmante componente da insistência em uma governança em frangalhos, onde abordagens superficiais e repletas de retórica pouco serviram para aplacar diferenças e costurar um acordo regional que oferecesse não apenas tranquilidade aos mercados, mas esperança em uma retomada sólida e tracionada.</p>
<p><span id="more-7011"></span>Enfim, um filme de enredo melancólico. A desesperança foi soterrando, pouco a pouco, aquilo que durante anos foi a principal referência de modelo social, econômico e político: o modelo europeu ocidental. Mas a tristeza mais dolorida é aquela sentida por aqueles que deixaram as oportunidades escaparem entre os dedos, com desperdício do tempo e inexistência do senso de urgência.</p>
<p>No caso europeu, à luz do conhecimento da bagunça que tomou conta dos seus mercados financeiros, hoje não é difícil imaginar que há muito o abismo vinha sendo construído, seja pelo excesso de desregulamentação, seja pela soberba que anos e anos de bonança podem acarretar, ou quem sabe pela preguiça em impor um ponto de inflexão para um mecanismo de benefícios sociais que simplesmente não poderiam se sustentar no horizonte distante.</p>
<p>Algo difícil de explicar, também concordo. Em 2008, logo após o estouro da crise, em uma cerimônia com vários economistas e especialistas, a <a title="Leia mais no Diário do Grande ABC" href="http://www.dgabc.com.br/News/1067566/rainha-elizabeth-pede-explicacoes-sobre-crise-financeira.aspx" target="_blank">Rainha Elizabeth II questionou a todos</a> com a seguinte expressão: <em>“Mas como os senhores não conseguiram prever isso?”</em>. Pois é. A situação mundial deteriorou-se, mas como ficamos nós, os brasileiros, diante disso tudo?</p>
<p><strong>Enquanto isso, os emergentes mostram desenvoltura&#8230;</strong><br />
Nós, os brasileiros, que comemoramos no carnaval de 2011 o posto de 7ª economia mundial, e que agora, menos de um ano depois, somos instados a festejar (mesmo com as ressalvas de especialistas sobre o poder dos truques decimais) a <a title="Leia mais no G1" href="http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/12/brasil-ja-e-sexta-maior-economia-do-mundo-segundo-consultoria-britanica.html" target="_blank">nossa ascensão à 6ª posição</a>, com direito ao pré-agendamento para <a title="Leia mais no G1" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/12/brasil-pode-ser-quinta-economia-do-mundo-antes-de-2015-diz-mantega.html" target="_blank">a festa da 5ª posição para antes de 2015</a>, ultrapassando a orgulhosa França até lá.</p>
<p>É óbvio que tudo isso é lisonjeiro e, naturalmente, há o mérito de todos nós. Fizemos um bom pedaço da lição de casa, resistimos ao modismo burro da desregulamentação excessiva, soubemos aproveitar algumas oportunidades e, de fato, nunca efetivamos explorações coloniais hostis como forma de fortalecimento de nossas riquezas.</p>
<p>Mas, peço aos nacionalistas de plantão que me perdoem pela polêmica que eventualmente esteja sendo plantada aqui (e desta vez faço justiça ao setor empresarial que quase nenhum alarde fez com a notícia). De fato me sinto bem melhor como patriota e desconfio um pouco do culto nacionalista, não por uma questão ideológica, mas por identificar no ufanismo uma credulidade ingênua, uma certa cegueira.</p>
<p><strong>O que podemos esperar do Brasil?</strong><br />
A questão é que, diante da demolição de um modelo dominante e da coexistência com novas potências que trazem consigo novas referências, questiono o que pode o mundo esperar deste país tropical, tolerante, multicultural, multiétnico e que por anos a fio foi preconceituosamente considerado frágil e distante de um arcabouço cultural apropriado ao progresso? Ou melhor, o que se espera de uma grande e ascendente potência mundial? Aqui me permito conjecturar:</p>
<ul>
<li><strong>Espera-se que sejamos de fato uma potência</strong>, tomados como exemplos de eficiência, capacidade na resolução de nossas próprias mazelas, com transparência inequívoca e capazes de construir um polo econômico verdadeiramente sólido, com democracia e liberdade;</li>
<li><strong>Espera-se que possamos estabelecer uma referência para o desenvolvimento científico e para a inovação</strong>;</li>
<li><strong>Espera-se força estratégica para apoiar e colaborar de forma marcante na contenção de abusos internacionais</strong> e devaneios que coloquem a paz em risco;</li>
<li><strong>Espera-se senso de responsabilidade internacional</strong>, em que a importância da integração global e as verdadeiras questões relativas a sustentabilidade passem a ser encaradas além da retórica e imunes a interesses internacionais nocivos e maquiavelicamente concebidos.</li>
</ul>
<p>Em resumo, as expectativas sobre este Brasil que desde os anos 50 não para de crescer, independentemente de suas mazelas, são plausíveis. As perspectivas, mais que isso, potencialmente serão colocadas em prática e realizadas, pois capacidade não nos falta. Nossa nação tem todo o material humano, natural e financeiro para tal.</p>
<p>No entanto, precisamos, com urgência, declinar de comemorações baratas e colocar, de uma vez por todas, a mão na massa. Precisamos fazer valer tudo aquilo que podemos ser, mas que só seremos se trabalharmos. Muito. O mundo nos espera, com ansiedade. Até o próximo.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Brasil do presente e do futuro: a sexta maior economia do mundo</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 00:37:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Brasil ultrapassa o Reino Unido e se torna a sexta maior economia do mundo. O que é verdade e o que é mito sobre essa notícia? Ainda temos desafios a vencer!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O Brasil do presente e do futuro: a sexta maior economia do mundo" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_brasil_presente_futuro_sexta_maior_economia_mundo.jpg" alt="O Brasil do presente e do futuro: a sexta maior economia do mundo" align="left" hspace="2" vspace="2" />O ano de 2011 se encerra com a notícia de que o Brasil alcançou o posto de sexta maior economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido, conforme <a title="Leia mais" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,brasil-bate-reino-unido-e-se-torna-6-maior-economia-do-mundo-diz-jornal,97257,0.htm" target="_blank">matéria publicada pelo jornal “The Guardian”</a>. Como não poderia ser diferente, a notícia foi recebida com entusiasmo por parte do governo e com algumas críticas por boa parte da sociedade – que nos fez lembrar que ainda possuímos graves problemas em diversas áreas como educação, saúde, infraestrutura, saneamento básico, entre outras.</p>
<p><strong>O Brasil mudou e mudará ainda mais em 20 anos</strong><br />
O ministro Guido Mantega foi rapidamente a público afirmar que <a title="Leia mais" href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2011/12/26/brasileiro-pode-levar-20-anos-para-ter-padrao-de-vida-europeu-diz-mantega.jhtm" target="_blank">o Brasil levará pelo menos 20 anos para alcançar o mesmo padrão de vida europeu</a>. Isso, é claro, se mantivermos o mesmo nível de crescimento atual.</p>
<p>Confesso que tenho uma opinião extremamente prática sobre o assunto: os números de crescimento da <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWErYnJhc2lsZWlyYV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-68">economia brasileira<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> nos últimos 20 anos são suficientes para acreditar que, sim, avançamos consideravelmente nas questões econômicas. Mas, sim, poderíamos estar em patamares melhores. Ok, dentro de um contexto de crise que se arrasta por boa parte do mundo, conseguimos evoluir e apresentar a boa parte da população condições necessárias para acreditar no país.</p>
<p><span id="more-6988"></span>A verdade é que concordo com aqueles que mostram o noticiário recheado de milhares de pessoas que são vítimas do mau atendimento público e se desesperam esperando atendimento no SUS; notícias de muitos brasileiros ainda desamparados pelo Estado, muitas vezes passando fome, também chamam minha atenção. Mas, se olharmos o Brasil de vinte anos atrás, é nítida a diferença: o desenvolvimento de nosso país tornou muita coisa possível.</p>
<p>E não é difícil descobrir qual é o grande e grave problema do Brasil: a corrupção. Dados preliminares apontam que, só em 2011, houve <a title="Leia mais" href="http://oglobo.globo.com/pais/investigacoes-em-5-ministerios-apontam-desvios-de-11-bilhao-3513380" target="_blank">indícios de desvios que somam R$ 1,1 bilhão</a>, em cinco ministérios investigados pela CGU (Controladoria Geral da União).</p>
<p>Para manter o exercício do tempo, imagine o transcorrer dos últimos 20 anos. Quanto de dinheiro público seguiu o caminho da corrupção em detrimento das reais necessidades do país? Pense adiante: mantendo o mesmo padrão nos próximos 20 anos, quanto ainda será desviado se continuarmos tolerando essas práticas?</p>
<p><strong>O desenvolvimento da sociedade</strong><br />
Está mais do que claro que para chegarmos a níveis europeus de crescimento, a população brasileira precisa também crescer como <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/c29jaWVkYWRlXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-56">sociedade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> organizada – isso para que tenhamos atitudes que nos dêem o direito de cobrar os governantes. Chega de ser o “país do jeitinho” ou da imagem malandra, de querer levar vantagem em tudo. Precisamos avançar.</p>
<p>Cabe lembrar que apesar do tamanho da economia – e da notícia de que ultrapassamos o Reino Unido –, <a title="Leia mais" href="http://www.jcnet.com.br/detalhe_opiniao.php?codigo=219644" target="_blank">a comparação do PIB per capita de nosso país e dos países europeus</a> dá a dimensão do desafio que temos pela frente. O Reino Unido ocupa a 20ª posição, com US$ 32 mil de renda per capita, enquanto o Brasil está em 70º lugar, com renda anual de US$ 13 mil.</p>
<p>Se já crescemos, agora precisamos nos desenvolver, melhorar a renda da população e avançar com projetos sociais que garantam mais do que uma simples bolsa no final do mês. É preciso garantir que tenhamos uma nação composta por verdadeiros cidadãos, com direitos e deveres claros e amparados pelo Estado de uma forma inteligente e sustentável.</p>
<p>O Brasil avançou muito e encarou a crise de forma inteligente. Somos a sexta <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> do mundo. O ano de 2011 termina com excelentes notícias, mas também com desafios ainda maiores se considerarmos o potencial e a oportunidade que temos nas mãos. Torço para que 2012 seja um ano convincente no sentido de colocar o Brasil como uma realidade, não como uma aposta.</p>
<p>Feliz 2012 e até lá!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>As oportunidades do Brasil e a crise nos países ricos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/10/24/as-oportunidades-do-brasil-e-a-crise-nos-paises-ricos/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 00:06:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A crise mundial, especialmente registrada nos países ricos (EUA e Europa), pode significar mais problemas para a economia, mas também oportunidade para o Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="As oportunidades do Brasil e a crise nos países ricos" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_oportunidades_brasil_crise_paises_ricos.jpg" alt="As oportunidades do Brasil e a crise nos países ricos" align="left" hspace="2" vspace="2" />O <a title="Acesse e leia o Boletim Focus" href="http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp" target="_blank">Boletim Focus</a> divulgado nessa semana apresenta uma correção interessante por parte do mercado em relação à inflação. Pela primeira vez em 2011 é admitido que a inflação oficial fique no topo da meta, ou 6,5%. Se a tendência é de baixa nas últimas semanas, boa parte dos veículos se esforça em chamar a atenção para o fato de ainda estarmos distante do centro da meta de inflação, que é de 4,5% ao ano.</p>
<p>O mesmo boletim indica que a projeção para a inflação, em 2012, é de 5,60%. O PIB (Produto Interno Bruto) também foi reavaliado pelo mercado e a projeção para o crescimento em 2011 é de 3,30%; Para 2012, a previsão sobe ligeiramente: 3,51%.</p>
<p><strong>Inflação, Banco Central e taxa de juros</strong><br />
A “queda de braço” iniciada na penúltima reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) com o mercado e seus agentes históricos aos poucos vai encontrando um ponto de equilíbrio. Na última reunião, <a title="Leia mais" href="http://blogs.estadao.com.br/jpkupfer/bc-retoma-espacos/" target="_blank">foi consensual a redução de 0,5 ponto percentual</a>, fato que surpreendeu alguns veículos e agentes do mercado.</p>
<p><span id="more-6727"></span>Particularmente, continuo acreditando que o Brasil ainda tem uma taxa de juros muito acima do necessário e as consequências de uma economia dependente de uma taxa de juros estratosférica têm sido muito piores do que os benefícios.</p>
<p>O mundo atravessa um dos períodos mais nebulosos e complicados de sua história. As dificuldades apresentadas em boa parte do mundo considerado rico (Estados Unidos e Europa) ainda não estão completamente esclarecidas e todos sabem que qualquer tipo de ajuda, nesse momento, representa apenas medidas paliativas.</p>
<p><strong>Grécia, um dos problemas da Europa</strong><br />
O caso mais claro é discutido é o da Grécia. O país esta tecnicamente quebrado, falido. A <a title="A ajuda à Grécia vai chegando..." href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/10/zona-do-euro-aprova-nova-parcela-de-ajuda-grecia.html" target="_blank">ajuda que vem sendo definida</a>, e que será apresentada nos próximos dias, tem prazo de validade. Fico com uma pergunta na cabeça: alguém consegue prever ou saber o que acontecerá com a Grécia daqui dois anos?</p>
<p>O prognóstico é o pior possível. O governo grego vai precisar cortar benefícios e diminuir ainda mais o ritmo de investimentos do país – e não poderia ser diferente. Cada vez mais observaremos greves e outras manifestações populares que paralisarão o país e dificultarão o andamento das reformas. E isso afetará outras economias do bloco. Outra questão: as economias ricas não poderão entrar em um período de dolorosa correção e parco crescimento, como o que já ocorreu com o Japão?</p>
<p>Se a Grécia já é um problema nebuloso, o que vem por aí pode ser ainda pior. O que falar da Itália, com uma dívida líquida de cerca de 100% do PIB? E a Bélgica, com o percentual de dívida de 94,4% do PIB? São candidatas a problemas ou terão tempo para também implementar mudanças? As necessárias reformas farão o país crescer pouco e deixarão a população furiosa ou serão suficientes para evitar o pior?</p>
<p><strong>Espanha, Itália, Portugal: bombas relógio?</strong><br />
A Espanha tem o mesmo déficit público da Grécia. A questão capaz de piorar as coisas tem relação com a capacidade que os governos terão de controlar os <a title="Leia mais sobre os protestos" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/10/italia-tem-novos-protestos-contra-crise-economica.html" target="_blank">levantes populares</a> – afinal, para superar os problemas o caminho adotado será justamente o de corte de gastos e elevação da carga tributária. Dada a dimensão e a importância dos países dentro do mundo, fica fácil perceber o tamanho da “encrenca” que muitos países poderão passar em um futuro breve.</p>
<p>No quadro abaixo, com informações divulgadas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), podemos ver comparativamente que a bomba relógio está armada. O dados estão em % em relação ao PIB:</p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_tabela_deficit_divida_liquida_paises.gif" alt="Informações sobre déficit e dívida líquida - FMI" /></p>
<p>Devido ao cenário internacional, temos mais do que a oportunidade, temos a obrigação de baixarmos os juros de nossa economia. É claro que de forma gradual, mas contínua. O Brasil precisa olhar para frente e deixar de lado o discurso já ultrapassado de que os juros altos são necessários para controlar a inflação. Como todo “remédio”, ele possui contra indicações e se utilizado de maneira exagerada se torna mais uma droga viciante do que uma medicação eficiente.</p>
<p>É claro que o atual momento é diferente de todos os demais eventos relatados e estudados nas universidades ou mesmo nos livros de economia. Mas precisamos agir sem medo e com a consciência de que a crise precisa ser enfrentada de forma concreta, com juros civilizados e que contribuam para o crescimento do país. Isso sem falar nas tão necessárias reformas, como a tributária, a trabalhista e a da infraestrutura. Todas urgentes! É preciso aproveitar para avançar.</p>
<p>Você tem reparado alguma mudança em seu cotidiano com o agravamento da crise? Essa discussão é interessante. Mudou alguma coisa por ai? Como você vê o Brasil atual? O que acha que devemos fazer para melhorar ainda mais? Deixe sua opinião no espaço de comentários deste texto, logo abaixo.</p>
<p>Foto: <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

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		<title>TV Dinheirama: Como a crise financeira mundial afetará o Brasil e você?</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 18:07:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Veja como a crise financeira mundial pode afetar o Brasil e o seu bolso. Por que a situação é diferente da de 2008? Qual a realidade do país e nosso futuro?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="TV Dinheirama: Como a crise financeira mundial afetará o Brasil e você?" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_tvdinheirama_crise_financeira_voce.jpg" alt="TV Dinheirama: Como a crise financeira mundial afetará o Brasil e você?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Compreender a extensão da atual crise financeira não é tão simples. Alguns leitores nos questionam sobre os impactos da crise na nossa economia e se os problemas para os brasileiros serão semelhantes aos enfrentados em 2008. Difícil dizer, mas achei a oportunidade interessante para falar um pouco mais sobre a situação, de forma mais didática e simples. Neste episódio da <strong><a title="Acesse a TV Dinheirama" href="http://www.youtube.com/dinheirama" target="_blank">TV Dinheirama</a></strong> eu trato dos principais reflexos que a crise pode trazer e como entender que problemas viveremos e seu grau de complexidade.</p>
<p>Também abordo neste video os seguintes temas:</p>
<ul>
<li>A crise pode resultar em desaquecimento econômico global e prejudicar nossa economia caso a demanda por commodities também caia;</li>
<li>Nossa demanda interna parece ser capaz de sustentar o crescimento, ainda que menor?</li>
<li>Nossas autoridades financeiras apontam para um quadro melhor do que o de 2008, mas já aparecem revisões para o crescimento projetado de nosso PIB (Produto Interno Bruto);</li>
<li>O que você deve levar em consideração para entender a crise e passar por ela sem grandes sustos?</li>
</ul>
<p>Assista ao vídeo e comente:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=pZ64E_lbFAg">http://www.youtube.com/watch?v=pZ64E_lbFAg</a></p>
<p><strong>Importante:</strong> Lembre-se de acessar nosso canal no YouTube &#8211; <strong><a title="Acesse a TV Dinheirama" href="http://www.youtube.com/dinheirama" target="_blank">www.youtube.com/dinheirama</a></strong> &#8211; e se inscrever para receber nosso material. As gravações têm caráter didático e instrutivo. As dicas dadas deverão ser usadas sob sua total responsabilidade. Vem mais por ai. Espero que gostem! Até a próxima.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Presidenta Dilma e seus primeiros cem dias de governo</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/04/12/presidenta-dilma-e-seus-primeiros-cem-dias-de-governo/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 13:27:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Os cem primeiros dias de governo de Dilma Rousseff foram marcados pela escalada da inflação, dólar em baixa e uma equipe econômica ainda confusa em relação ao crescimento do Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Presidenta Dilma e seus primeiros cem dias de governo" src="http://dinheirama.com/files/2011/04/dinheirama_cem_dias_governo_dilma.jpg" alt="Presidenta Dilma e seus primeiros cem dias de governo" hspace="2" vspace="2" align="left" />E passaram voando os primeiros e representativos cem dias de governo da Presidenta Dilma Rousseff. As pesquisas divulgadas há poucas semanas mostram que <a title="Leia mais no Estadão" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+brasil,pesquisa-diz-que-48-aprovam-acoes-do-governo-dilma-de-combate-a-inflacao,61084,0.htm" target="_blank">a população apóia o governo</a>, mas que há um receio muito grande em relação à escalada da inflação. O fantasma dos preços altos assusta alguns brasileiros e traz de volta as discussões em torno de uma figura mítica, o Dragão. Será que ele acordou?</p>
<p>A inflação é, ao lado da desvalorização do dólar, um dos principais problemas do atual momento do governo. No campo inflacionário existe uma queda de braço entre o mercado, que pede maior atuação por parte do Banco Central (BC) na elevação da Taxa Selic, e o governo (leia-se Ministro Guido Mantega), que defende a preservação do crescimento do PIB perto de 5% em 2011. As palavras de Mantega convergem para a ideia de que a manutenção da política de aumento dos juros significaria a interrupção do crescimento.</p>
<p>Em tese, o BC aceitaria uma inflação fora do centro da meta em 2011. Em 2012, o BC acredita, ou ao menos passa a ideia, que o centro da meta, 4,5%, estaria próximo ao índice da inflação. Acontece que o <a title="Leia mais no UOL" href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2011/04/07/ipca-supera-previsoes-no-mes-e-acelera-em-12-meses.jhtm" target="_blank">IPCA (12 meses) divulgado agora mostra que a inflação já está em 6,3%</a>: estamos saindo do sinal amarelo e entrando no vermelho.</p>
<p><span id="more-6012"></span><strong>Taxa Selic, um tiro no pé?</strong><br />
O aumento da Taxa Selic, apesar de ser defendido pela maior parte dos analistas e gurus do mercado, também tem seus efeitos colaterais: aumenta a dívida pública e cria dificuldades para empresas do país em manter a cadeia produtiva em funcionamento, já que encare o crédito usado como fonte de investimentos por parte destas companhias e desestimula o consumo, diminuindo o faturamento.</p>
<p>Acredito que o que precisamos buscar é <a title="Leia mais sobre indexação" href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-indexacao-da-economia-brasileira" target="_blank">uma forma de acabar com a indexação da economia</a> e percebo que poucos defendem um debate mais amplo e racional sobre esse tema. O país não aguenta mais ter que recorrer sempre ao aumento dos juros para conter a inflação: o passo precisa ser dado antes, na formação dos preços.</p>
<p>A infraestrutura e alocação de recursos também precisam melhorar. O país tem que aperfeiçoar sua capacidade industrial e agir para que os investimentos diretos para estruturar seu crescimento saiam do papel e dos discursos.</p>
<p><strong>Dólar teima em cair</strong><br />
Outro ponto crucial para o futuro diz respeito à pressão cambial. Medidas foram tomadas, aumentando o IOF para empréstimos aqui e lá fora, sem um resultado positivo. O dólar continua a cair e a renúncia fiscal que o governo fez ao corrigir a tabela do Imposto de Renda já foi compensada com esses aumentos: é dar com uma mão e pegar com a outra.</p>
<p>A “caixa de maldades” está aberta e o governo tem a faca e o queijo na mão para tomar outras medidas. A arrecadação crescente com a mudança no IOF parece ser motivo de alegria para alguns integrantes da base governista. Há quem veja <a title="IOF, a nova CPMF?" href="http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/4/11/o-iof-e-a-nova-cpmf" target="_blank">na alta do IOF uma sombra da CPMF</a>. Sendo sincero, tudo que se pede é eficiência nas medidas.</p>
<p>Não podemos nos esquecer dos cortes no orçamento, da ordem de R$ 50 bilhões em 2011. Um corte de despesas que ainda não foi realizado e tido apenas como manobra. <a title="Mais na Revista Voto" href="http://www.revistavoto.com.br/site/noticias_detalhe.php?id=2297&amp;t=Governo_aumenta_despesas_com_pessoal_e_reduz_investimentos_" target="_blank">As despesas correntes, ao contrário do que se pregava, aumentaram</a> e trazem grande temor para o futuro.</p>
<p><strong>A falta de estrutura para a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016</strong><br />
A cada dia ficamos mais próximos dos eventos esportivos de 2014 e 2016. Estamos flertando com o perigo de não termos estádios e infraestrutura mínima para acomodar e receber os turistas que virão para o evento. Um dos pontos mais críticos é a situação vexatória dos nossos aeroportos: pequenos, inseguros e despreparados para o mínimo de conforto de quem necessita viajar de avião.</p>
<p><strong>Dilma &#8220;encara&#8221; as duas grandes potências</strong><br />
Nestes cem dias também foi notícia a viagem do Presidente dos EUA, Barack Obama, ao Brasil. Dilma mostrou firmeza nas negociações e deixou claro que o Brasil busca parceiros e não abaixará a cabeça à vontade americana. Obama entendeu o recado e percebeu que o Brasil tem muito a oferecer, mas também tem suas exigências.</p>
<p>Justamente no centésimo dia de governo, Dilma Rousseff estava em viagem oficial rumo à China. Nada mais representativo e importante, já que mostra a disposição brasileira de valorizar o crescimento comercial com o novo parceiro preferencial. Temos muito a negociar e, principalmente, a discutir sobre o protecionismo chinês. Tomara que com a mesma clareza que foi usada diante dos EUA.</p>
<p>Os cem primeiros dias ficaram para trás. Os desafios só começaram. Estamos de olho. Até a próxima.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Brasil é a sétima economia do mundo</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/03/09/o-brasil-e-a-setima-economia-do-mundo/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/03/09/o-brasil-e-a-setima-economia-do-mundo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Mar 2011 19:39:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Brasil se torna a sétima economia mundial depois de crescimento de 7,5% em 2010. Ainda assim, estamos longe de um país realmente voltado para o crescimento sustentável.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O Brasil é a sétima economia do mundo" src="http://dinheirama.com/files/2011/03/dinheirama_brasil_setima_economia_bom_ruim.jpg" alt="O Brasil é a sétima economia do mundo" hspace="2" vspace="2" align="left" />O título é a réplica literal do que foi anunciado na semana passada por nossas autoridades governamentais, como também pontuou <strong>Ricardo Pereira</strong> no artigo <a title="PIB brasileiro cresce 7,5% em 2010. E agora? E o futuro?" href="http://dinheirama.com/blog/2011/03/04/pib-brasileiro-cresce-75-em-2010-e-agora-e-o-futuro/" target="_blank">“PIB brasileiro cresce 7,5% em 2010. E agora? E o futuro?”</a>. Sem nenhum questionamento, uma ótima notícia. Um marco, certamente. Depois de mais de 30 anos, galgamos uma importante posição no “ranking” das nações. Para constar, no final dos anos setenta ostentávamos a posição de 8ª economia mundial.</p>
<p>É fato, estamos mesmo entre os países mais desenvolvidos do planeta. Mas estaríamos entre as sociedades mais desenvolvidas? A minha resposta é “Sim”. Considerando as barbaridades que observamos todos os dias no noticiário, assim como os horrores que atormentam nações inteiras submetidas a regimes explicita e sanguinariamente ditatoriais, de fato, nos destacamos.</p>
<p>Observem que <a title="Leia mais no Terra" href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4968679-EI294,00-ONU+expulsa+Libia+do+Conselho+de+Direitos+Humanos.html" target="_blank">a Líbia só foi expulsa do Conselho de Direitos Humanos da ONU na semana passada</a>, com decisão justificada diante da violência praticada contra os rebeldes pelas tropas oficiais do governo.</p>
<p><span id="more-5859"></span>A questão é que talvez, na minha modesta opinião, exista bastante tolerância por parte dos organismos oficiais na hora de classificar países e sociedades como sendo razoáveis ou inadmissíveis.</p>
<p>Como a nossa sociedade se classificaria, então? Razoáveis? Inadmissíveis? Ótimos? Antes de colocar a minha resposta, vou recorrer ao trecho da notícia <a title="Leia mais na Folha.com" href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/879694-medo-de-apagoes-faz-empresas-produzirem-a-propria-energia-em-sp.shtml" target="_blank">“Medo de apagões faz empresas produzirem a própria energia em SP”</a>, publicada no dia 23/02 na Folha de S. Paulo:</p>
<blockquote><p>&#8220;Grandes consumidores de energia elétrica na Grande SP estão abandonando a rede e montando um parque de minitermelétricas para suprir o próprio consumo.O êxodo é uma reação aos sucessivos apagões e ao alto custo da tarifa. O preço do KWh (quilowatt hora) em horário de pico (das 18h às 21h) é sete vezes maior que o valor gasto para a geração própria&#8221;</p></blockquote>
<p>Respondendo: penso que somos razoáveis, até muito razoáveis, mas por vezes inadmissíveis, e eventualmente ótimos, por que não?</p>
<p>Mas, me digam: é razoável que alguma empresa, disposta a investir e a correr todos os riscos de uma empreitada industrial, encarando a barbaridade tributária que vivemos e todos os encargos associados e interessada em gerar riquezas e divisas tenha que abdicar do aparato de infraestrutura energética promovido pelo estado e assumir por conta própria a sua geração de energia? Cabe lembrar que mesmo no caso de concessões privadas, o indutor e fiscalizador é o estado.</p>
<p>Algo como: <em>“Quer produzir? Quer Gerar riquezas, empregos e divisas? Então se vire se quiser que as máquinas funcionem”</em>.</p>
<p>Desculpem-me, mas nesse momento somos uma sociedade inadmissível.</p>
<p>E também pouco razoável é a passividade empresarial que hoje observamos, anestesiada e sem articulação. Rogo, então, para que não nos acomodemos. Podemos até comemorar brevemente a nossa sétima posição, eventualmente por uma noite, uma semana, mas nada além disso.</p>
<p>Há muito para fazer e inúmeros motivos para indignação. A responsabilidade é de todos nós. A vida passa, efêmera e frágil. Mas as consciências, enquanto existirem, serão sempre perseguidas pelo arrependimento daquilo que não se fez.</p>
<p>Honestamente, ficaria muito feliz e satisfeito se em dez anos estivéssemos ainda na antiga 8ª posição, mas em um Brasil fortemente competitivo e educado, com problemas que no passado (hoje) eram considerados insolúveis sendo liquidados e composto por uma sociedade civil forte e respeitada, indignada quando precisa ser, e grata quando for o caso.</p>
<p>Até mais.</p>
<p>Crédito da foto: <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://www.freedigitalphotos.net/images/view_photog.php?photogid=1674" target="_blank">freedigitalphotos.net</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>PIB brasileiro cresce 7,5% em 2010. E agora? E o futuro?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/03/04/pib-brasileiro-cresce-75-em-2010-e-agora-e-o-futuro/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 18:28:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
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		<description><![CDATA[PIB brasileiro registrou alta recorde de 7,5% em 2010. O que isso representa diante das oportunidades futuras e necessidades de reformas e melhoras na infraestrutura?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="PIB brasileiro cresce 7,5% em 2010. E agora? E o futuro?" src="http://dinheirama.com/files/2011/03/dinheirama_pib_economia_brasil_mundo.jpg" alt="PIB brasileiro cresce 7,5% em 2010. E agora? E o futuro?" hspace="2" vspace="2" align="left" />O Brasil alcançou, de acordo com <a title="Leia a notícia completa na Folha" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/883828-brasil-ja-e-a-7-maior-economia-do-mundo-diz-mantega.shtml" target="_blank">as palavras proferidas pelo ministro Guido Mantega</a>, o posto de sétima economia do mundo.<em> “Se considerarmos o PIB a preços de paridade e poder de compra, em conta ainda não oficial, a ser feita pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) ou pelo Banco Mundial, atingimos um PIB de R$ 3,6 trilhões, o que nos coloca em sétimo lugar, superando a França e o Reino Unido”</em>, disse o ministro. Dois anos atrás, o país ocupava o nono posto, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Índia, Alemanha, Rússia, Reino Unido e França.</p>
<p>Ao que tudo indica, o ano de 2010 entrou para história como um dos anos em que o país mais cresceu – o PIB (Produto Interno Bruto) <a title="PIB registra alta de 7,5%" href="http://blog.planalto.gov.br/pib-brasileiro-tem-crescimento-de-75-e-registra-a-maior-alta-dos-ultimos-25-anos/" target="_blank">variou 7,5%, segundo o IBGE</a> –, mesmo tendo como base um ano de 2009 pós-crise, quando a economia estagnou.</p>
<p>Se é importante divulgar o “Pibão” de 7,5% de 2010, o que dizer deste ano e dos próximos? Muitas dúvidas surgem e as primeiras dizem respeito à condução da política econômica: após longos (e interessantes) oito anos de Henrique Meirelles frente ao Banco Central (BC), o que esperar?</p>
<p><span id="more-5843"></span>Tal como Meirelles em 2003, Alexandre Tombini, atual presidente do BC, iniciou seu legado promovendo alta na Taxa Selic. Nesta semana, <a title="Selic sobe a 11,75% ao ano" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,copom-decide-elevar-taxa-selic-para-1175-ao-ano,57333,0.htm" target="_blank">a taxa chegou ao patamar de 11,75% ao ano</a>, com ajuste de 0,5% em relação ao último encontro do Copom (Comitê de Política Monetária). No mercado há a expectativa de que os ajustes continuarão até que a Selic chegue a 12,50%, no meio do ano.</p>
<p>Outro ponto a destacar é o corte de R$ 50 bilhões no orçamento. O governo detalhou, na semana passada, um plano para reduzir os gastos públicos, colocando em xeque inclusive alguns compromissos de campanha assumidos pela Presidente Dilma, especialmente o tão alardeado projeto “Minha Casa Minha Vida”.</p>
<blockquote><p>&#8220;Cortar previsões de gastos, porém, não é a mesma coisa do que cortar gastos. Um item que pode servir como exemplo típico da regra geral adotada na definição dos cortes é a contenção das despesas previstas com novas contratações de pessoal pelo governo. Havia, no orçamento, uma previsão de R$ 5 bilhões para novas contratações este ano. Dessa previsão, foram cortados R$ 3,5 bilhões. Significa que concursos públicos previstos não serão realizados, mas não que o contingente de servidores e a folha salarial atual serão enxugados&#8221; &#8211; <strong>José Paulo Kupfer</strong>, artigo<a title="Leia o artigo completo no Estadão" href="http://blogs.estadao.com.br/jpkupfer/cortes-quase-so-de-vento/" target="_blank"> &#8220;Cortes (quase só) de vento&#8221;</a> (Estadão)</p></blockquote>
<p>De concreto, o aumento na taxa de juros e o aperto no orçamento não respondem à necessidade de aumento de investimento que o país necessita para crescer. Para se ter uma ideia, em 2010 chegou-se a <a title="Leia o artigo completo no DCI" href="http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=7&amp;id_noticia=364347" target="_blank">18,4% do PIB concentrados em investimentos</a>, muito aquém do necessário para o crescimento sustentável da economia. A partir dos dados apurados de inflação, tudo indica que o crescimento de 7,5% do PIB foi um “salto maior do que a perna”. Espero estar errado.</p>
<p>Diante da inflação, o Copom decide aumentar os juros. Simples assim. A impressão que temos é que a economia é muito previsível; e de fato é: aquecimento desproporcional à capacidade de produção/consumo leva à inflação. A inflação leva ao aumento dos juros, que mais elevados encarecem o crédito e fazem diminuir a tomada de dinheiro emprestado e, por consequência, o consumo. E assim por diante.</p>
<p><strong>Um desabafo</strong><br />
Cansei de ver as possibilidades de desenvolvimento do país serem deterioradas por falta de estrutura. O Brasil precisa seguir em frente e alavancar seu crescimento, mexendo onde de fato é necessário. Carga tributária desumana, péssima infraestrutura, máquina pública inchada e ineficiente e gestão fraterna dos governos (sem compromisso real de promover reformas urgentes, como da previdência) são alguns dos desafios. Velhos desafios. Conhecidos desafios.</p>
<p>Tudo bem, é verdade que a inflação desse ano tem alguns componentes pontuais, como o aumento no preço das commodities e até mesmo os conflitos no Mundo Árabe, que trouxeram medo e intranqüilidade em relação ao petróleo (a cotação se eleva de maneira insistente). O <a title="FMI preocupado com a inflação" href="http://www.jb.com.br/economia/noticias/2011/03/03/fmi-anda-extremamente-preocupado-com-inflacao-no-mundo/" target="_blank">FMI já se pronunciou com preocupações deste tipo</a>. Concordo e esses detalhes reforçam a tese de que, por enquanto, é mais saudável para a economia pisar no freio.</p>
<p>Vamos acompanhar de perto o ano de 2011 e o futuro, que chega rápido. Esperamos que o país perceba, de uma vez por todas, que é hora de mudar, privilegiar a necessidade de modernização da infraestrutura e promoção de reformas para que tenhamos mais oferta de produtos, serviços e a possibilidade de desenvolvimento de mão de obra especializada. Só assim sairemos da “corrida dos ratos” de nossa própria economia. Bom Carnaval a todos.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
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