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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; PIB</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; PIB</title>
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		<title>Nós e o PIB do Brasil: o que se espera da sexta economia mundial?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/01/10/nos-e-o-pib-do-brasil-o-que-se-espera-da-sexta-economia-mundial/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 18:15:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como a notícia de que o Brasil é agora a sexta maior economia do mundo afeta nossa relação com o PIB do Brasil? O que esperar de uma potência econômica?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Nós e o PIB do Brasil: o que se espera da sexta economia mundial?" src="http://dinheirama.com/files/2012/01/dinheirama_nos_e_o_PIB_Brasil_o_que_se_espera_sexta_economia_mundial.jpg" alt="Nós e o PIB do Brasil: o que se espera da sexta economia mundial?" align="left" hspace="2" vspace="2" /></p>
<p>Por <strong>Gustavo Chierighini</strong>, fundador da Plataforma Brasil Editorial.</p>
<p>Caros leitores, antes de discutirmos nosso salto econômico, sugiro uma breve introdução, onde aproveito para me recordar (como se fosse ontem) do anuncio que colocava <a title="Leia mais na Folha" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/883828-brasil-ja-e-a-7-maior-economia-do-mundo-diz-mantega.shtml" target="_blank">o Brasil como a sétima economia mundial</a>. Ocorreu precisamente na semana que antecedeu o carnaval de 2011, quando, sob um verão escaldante, observávamos de longe (por meio das notícias da imprensa internacional) a teimosia do rigoroso inverno econômico europeu – onde já se notava com clareza os primeiros contornos da crise crônica na qual o antigo continente se meteu.</p>
<p><strong>Os grandes também caem. E seus tombos são feios&#8230;</strong><br />
Na sequência, assistimos aturdidos a uma das mais excepcionais derrocadas já vistas envolvendo até então sólidas, poderosas e orgulhosas potências mundiais. Sem dúvida, um espetáculo triste e arrepiante, não apenas pelos fatos em si, mas pelo contexto panorâmico e conjuntural, sem saída, com pouquíssimas alternativas disponíveis e sem que uma profunda ferida política e social começasse a arder.</p>
<p>Vimos os grandes naufragarem, lutando com uma administração tomada pelo alarmante componente da insistência em uma governança em frangalhos, onde abordagens superficiais e repletas de retórica pouco serviram para aplacar diferenças e costurar um acordo regional que oferecesse não apenas tranquilidade aos mercados, mas esperança em uma retomada sólida e tracionada.</p>
<p><span id="more-7011"></span>Enfim, um filme de enredo melancólico. A desesperança foi soterrando, pouco a pouco, aquilo que durante anos foi a principal referência de modelo social, econômico e político: o modelo europeu ocidental. Mas a tristeza mais dolorida é aquela sentida por aqueles que deixaram as oportunidades escaparem entre os dedos, com desperdício do tempo e inexistência do senso de urgência.</p>
<p>No caso europeu, à luz do conhecimento da bagunça que tomou conta dos seus mercados financeiros, hoje não é difícil imaginar que há muito o abismo vinha sendo construído, seja pelo excesso de desregulamentação, seja pela soberba que anos e anos de bonança podem acarretar, ou quem sabe pela preguiça em impor um ponto de inflexão para um mecanismo de benefícios sociais que simplesmente não poderiam se sustentar no horizonte distante.</p>
<p>Algo difícil de explicar, também concordo. Em 2008, logo após o estouro da crise, em uma cerimônia com vários economistas e especialistas, a <a title="Leia mais no Diário do Grande ABC" href="http://www.dgabc.com.br/News/1067566/rainha-elizabeth-pede-explicacoes-sobre-crise-financeira.aspx" target="_blank">Rainha Elizabeth II questionou a todos</a> com a seguinte expressão: <em>“Mas como os senhores não conseguiram prever isso?”</em>. Pois é. A situação mundial deteriorou-se, mas como ficamos nós, os brasileiros, diante disso tudo?</p>
<p><strong>Enquanto isso, os emergentes mostram desenvoltura&#8230;</strong><br />
Nós, os brasileiros, que comemoramos no carnaval de 2011 o posto de 7ª economia mundial, e que agora, menos de um ano depois, somos instados a festejar (mesmo com as ressalvas de especialistas sobre o poder dos truques decimais) a <a title="Leia mais no G1" href="http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/12/brasil-ja-e-sexta-maior-economia-do-mundo-segundo-consultoria-britanica.html" target="_blank">nossa ascensão à 6ª posição</a>, com direito ao pré-agendamento para <a title="Leia mais no G1" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/12/brasil-pode-ser-quinta-economia-do-mundo-antes-de-2015-diz-mantega.html" target="_blank">a festa da 5ª posição para antes de 2015</a>, ultrapassando a orgulhosa França até lá.</p>
<p>É óbvio que tudo isso é lisonjeiro e, naturalmente, há o mérito de todos nós. Fizemos um bom pedaço da lição de casa, resistimos ao modismo burro da desregulamentação excessiva, soubemos aproveitar algumas oportunidades e, de fato, nunca efetivamos explorações coloniais hostis como forma de fortalecimento de nossas riquezas.</p>
<p>Mas, peço aos nacionalistas de plantão que me perdoem pela polêmica que eventualmente esteja sendo plantada aqui (e desta vez faço justiça ao setor empresarial que quase nenhum alarde fez com a notícia). De fato me sinto bem melhor como patriota e desconfio um pouco do culto nacionalista, não por uma questão ideológica, mas por identificar no ufanismo uma credulidade ingênua, uma certa cegueira.</p>
<p><strong>O que podemos esperar do Brasil?</strong><br />
A questão é que, diante da demolição de um modelo dominante e da coexistência com novas potências que trazem consigo novas referências, questiono o que pode o mundo esperar deste país tropical, tolerante, multicultural, multiétnico e que por anos a fio foi preconceituosamente considerado frágil e distante de um arcabouço cultural apropriado ao progresso? Ou melhor, o que se espera de uma grande e ascendente potência mundial? Aqui me permito conjecturar:</p>
<ul>
<li><strong>Espera-se que sejamos de fato uma potência</strong>, tomados como exemplos de eficiência, capacidade na resolução de nossas próprias mazelas, com transparência inequívoca e capazes de construir um polo econômico verdadeiramente sólido, com democracia e liberdade;</li>
<li><strong>Espera-se que possamos estabelecer uma referência para o desenvolvimento científico e para a inovação</strong>;</li>
<li><strong>Espera-se força estratégica para apoiar e colaborar de forma marcante na contenção de abusos internacionais</strong> e devaneios que coloquem a paz em risco;</li>
<li><strong>Espera-se senso de responsabilidade internacional</strong>, em que a importância da integração global e as verdadeiras questões relativas a sustentabilidade passem a ser encaradas além da retórica e imunes a interesses internacionais nocivos e maquiavelicamente concebidos.</li>
</ul>
<p>Em resumo, as expectativas sobre este Brasil que desde os anos 50 não para de crescer, independentemente de suas mazelas, são plausíveis. As perspectivas, mais que isso, potencialmente serão colocadas em prática e realizadas, pois capacidade não nos falta. Nossa nação tem todo o material humano, natural e financeiro para tal.</p>
<p>No entanto, precisamos, com urgência, declinar de comemorações baratas e colocar, de uma vez por todas, a mão na massa. Precisamos fazer valer tudo aquilo que podemos ser, mas que só seremos se trabalharmos. Muito. O mundo nos espera, com ansiedade. Até o próximo.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Brasil do presente e do futuro: a sexta maior economia do mundo</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/12/29/o-brasil-do-presente-e-do-futuro-a-sexta-maior-economia-do-mundo/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 00:37:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Brasil ultrapassa o Reino Unido e se torna a sexta maior economia do mundo. O que é verdade e o que é mito sobre essa notícia? Ainda temos desafios a vencer!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O Brasil do presente e do futuro: a sexta maior economia do mundo" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_brasil_presente_futuro_sexta_maior_economia_mundo.jpg" alt="O Brasil do presente e do futuro: a sexta maior economia do mundo" align="left" hspace="2" vspace="2" />O ano de 2011 se encerra com a notícia de que o Brasil alcançou o posto de sexta maior economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido, conforme <a title="Leia mais" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,brasil-bate-reino-unido-e-se-torna-6-maior-economia-do-mundo-diz-jornal,97257,0.htm" target="_blank">matéria publicada pelo jornal “The Guardian”</a>. Como não poderia ser diferente, a notícia foi recebida com entusiasmo por parte do governo e com algumas críticas por boa parte da sociedade – que nos fez lembrar que ainda possuímos graves problemas em diversas áreas como educação, saúde, infraestrutura, saneamento básico, entre outras.</p>
<p><strong>O Brasil mudou e mudará ainda mais em 20 anos</strong><br />
O ministro Guido Mantega foi rapidamente a público afirmar que <a title="Leia mais" href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2011/12/26/brasileiro-pode-levar-20-anos-para-ter-padrao-de-vida-europeu-diz-mantega.jhtm" target="_blank">o Brasil levará pelo menos 20 anos para alcançar o mesmo padrão de vida europeu</a>. Isso, é claro, se mantivermos o mesmo nível de crescimento atual.</p>
<p>Confesso que tenho uma opinião extremamente prática sobre o assunto: os números de crescimento da <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWErYnJhc2lsZWlyYV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-68">economia brasileira<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> nos últimos 20 anos são suficientes para acreditar que, sim, avançamos consideravelmente nas questões econômicas. Mas, sim, poderíamos estar em patamares melhores. Ok, dentro de um contexto de crise que se arrasta por boa parte do mundo, conseguimos evoluir e apresentar a boa parte da população condições necessárias para acreditar no país.</p>
<p><span id="more-6988"></span>A verdade é que concordo com aqueles que mostram o noticiário recheado de milhares de pessoas que são vítimas do mau atendimento público e se desesperam esperando atendimento no SUS; notícias de muitos brasileiros ainda desamparados pelo Estado, muitas vezes passando fome, também chamam minha atenção. Mas, se olharmos o Brasil de vinte anos atrás, é nítida a diferença: o desenvolvimento de nosso país tornou muita coisa possível.</p>
<p>E não é difícil descobrir qual é o grande e grave problema do Brasil: a corrupção. Dados preliminares apontam que, só em 2011, houve <a title="Leia mais" href="http://oglobo.globo.com/pais/investigacoes-em-5-ministerios-apontam-desvios-de-11-bilhao-3513380" target="_blank">indícios de desvios que somam R$ 1,1 bilhão</a>, em cinco ministérios investigados pela CGU (Controladoria Geral da União).</p>
<p>Para manter o exercício do tempo, imagine o transcorrer dos últimos 20 anos. Quanto de dinheiro público seguiu o caminho da corrupção em detrimento das reais necessidades do país? Pense adiante: mantendo o mesmo padrão nos próximos 20 anos, quanto ainda será desviado se continuarmos tolerando essas práticas?</p>
<p><strong>O desenvolvimento da sociedade</strong><br />
Está mais do que claro que para chegarmos a níveis europeus de crescimento, a população brasileira precisa também crescer como <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/c29jaWVkYWRlXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-56">sociedade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> organizada – isso para que tenhamos atitudes que nos dêem o direito de cobrar os governantes. Chega de ser o “país do jeitinho” ou da imagem malandra, de querer levar vantagem em tudo. Precisamos avançar.</p>
<p>Cabe lembrar que apesar do tamanho da economia – e da notícia de que ultrapassamos o Reino Unido –, <a title="Leia mais" href="http://www.jcnet.com.br/detalhe_opiniao.php?codigo=219644" target="_blank">a comparação do PIB per capita de nosso país e dos países europeus</a> dá a dimensão do desafio que temos pela frente. O Reino Unido ocupa a 20ª posição, com US$ 32 mil de renda per capita, enquanto o Brasil está em 70º lugar, com renda anual de US$ 13 mil.</p>
<p>Se já crescemos, agora precisamos nos desenvolver, melhorar a renda da população e avançar com projetos sociais que garantam mais do que uma simples bolsa no final do mês. É preciso garantir que tenhamos uma nação composta por verdadeiros cidadãos, com direitos e deveres claros e amparados pelo Estado de uma forma inteligente e sustentável.</p>
<p>O Brasil avançou muito e encarou a crise de forma inteligente. Somos a sexta <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> do mundo. O ano de 2011 termina com excelentes notícias, mas também com desafios ainda maiores se considerarmos o potencial e a oportunidade que temos nas mãos. Torço para que 2012 seja um ano convincente no sentido de colocar o Brasil como uma realidade, não como uma aposta.</p>
<p>Feliz 2012 e até lá!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>As oportunidades do Brasil e a crise nos países ricos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/10/24/as-oportunidades-do-brasil-e-a-crise-nos-paises-ricos/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 00:06:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[A crise mundial, especialmente registrada nos países ricos (EUA e Europa), pode significar mais problemas para a economia, mas também oportunidade para o Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="As oportunidades do Brasil e a crise nos países ricos" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_oportunidades_brasil_crise_paises_ricos.jpg" alt="As oportunidades do Brasil e a crise nos países ricos" align="left" hspace="2" vspace="2" />O <a title="Acesse e leia o Boletim Focus" href="http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/readout.asp" target="_blank">Boletim Focus</a> divulgado nessa semana apresenta uma correção interessante por parte do mercado em relação à inflação. Pela primeira vez em 2011 é admitido que a inflação oficial fique no topo da meta, ou 6,5%. Se a tendência é de baixa nas últimas semanas, boa parte dos veículos se esforça em chamar a atenção para o fato de ainda estarmos distante do centro da meta de inflação, que é de 4,5% ao ano.</p>
<p>O mesmo boletim indica que a projeção para a inflação, em 2012, é de 5,60%. O PIB (Produto Interno Bruto) também foi reavaliado pelo mercado e a projeção para o crescimento em 2011 é de 3,30%; Para 2012, a previsão sobe ligeiramente: 3,51%.</p>
<p><strong>Inflação, Banco Central e taxa de juros</strong><br />
A “queda de braço” iniciada na penúltima reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) com o mercado e seus agentes históricos aos poucos vai encontrando um ponto de equilíbrio. Na última reunião, <a title="Leia mais" href="http://blogs.estadao.com.br/jpkupfer/bc-retoma-espacos/" target="_blank">foi consensual a redução de 0,5 ponto percentual</a>, fato que surpreendeu alguns veículos e agentes do mercado.</p>
<p><span id="more-6727"></span>Particularmente, continuo acreditando que o Brasil ainda tem uma taxa de juros muito acima do necessário e as consequências de uma economia dependente de uma taxa de juros estratosférica têm sido muito piores do que os benefícios.</p>
<p>O mundo atravessa um dos períodos mais nebulosos e complicados de sua história. As dificuldades apresentadas em boa parte do mundo considerado rico (Estados Unidos e Europa) ainda não estão completamente esclarecidas e todos sabem que qualquer tipo de ajuda, nesse momento, representa apenas medidas paliativas.</p>
<p><strong>Grécia, um dos problemas da Europa</strong><br />
O caso mais claro é discutido é o da Grécia. O país esta tecnicamente quebrado, falido. A <a title="A ajuda à Grécia vai chegando..." href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/10/zona-do-euro-aprova-nova-parcela-de-ajuda-grecia.html" target="_blank">ajuda que vem sendo definida</a>, e que será apresentada nos próximos dias, tem prazo de validade. Fico com uma pergunta na cabeça: alguém consegue prever ou saber o que acontecerá com a Grécia daqui dois anos?</p>
<p>O prognóstico é o pior possível. O governo grego vai precisar cortar benefícios e diminuir ainda mais o ritmo de investimentos do país – e não poderia ser diferente. Cada vez mais observaremos greves e outras manifestações populares que paralisarão o país e dificultarão o andamento das reformas. E isso afetará outras economias do bloco. Outra questão: as economias ricas não poderão entrar em um período de dolorosa correção e parco crescimento, como o que já ocorreu com o Japão?</p>
<p>Se a Grécia já é um problema nebuloso, o que vem por aí pode ser ainda pior. O que falar da Itália, com uma dívida líquida de cerca de 100% do PIB? E a Bélgica, com o percentual de dívida de 94,4% do PIB? São candidatas a problemas ou terão tempo para também implementar mudanças? As necessárias reformas farão o país crescer pouco e deixarão a população furiosa ou serão suficientes para evitar o pior?</p>
<p><strong>Espanha, Itália, Portugal: bombas relógio?</strong><br />
A Espanha tem o mesmo déficit público da Grécia. A questão capaz de piorar as coisas tem relação com a capacidade que os governos terão de controlar os <a title="Leia mais sobre os protestos" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/10/italia-tem-novos-protestos-contra-crise-economica.html" target="_blank">levantes populares</a> – afinal, para superar os problemas o caminho adotado será justamente o de corte de gastos e elevação da carga tributária. Dada a dimensão e a importância dos países dentro do mundo, fica fácil perceber o tamanho da “encrenca” que muitos países poderão passar em um futuro breve.</p>
<p>No quadro abaixo, com informações divulgadas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), podemos ver comparativamente que a bomba relógio está armada. O dados estão em % em relação ao PIB:</p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_tabela_deficit_divida_liquida_paises.gif" alt="Informações sobre déficit e dívida líquida - FMI" /></p>
<p>Devido ao cenário internacional, temos mais do que a oportunidade, temos a obrigação de baixarmos os juros de nossa economia. É claro que de forma gradual, mas contínua. O Brasil precisa olhar para frente e deixar de lado o discurso já ultrapassado de que os juros altos são necessários para controlar a inflação. Como todo “remédio”, ele possui contra indicações e se utilizado de maneira exagerada se torna mais uma droga viciante do que uma medicação eficiente.</p>
<p>É claro que o atual momento é diferente de todos os demais eventos relatados e estudados nas universidades ou mesmo nos livros de economia. Mas precisamos agir sem medo e com a consciência de que a crise precisa ser enfrentada de forma concreta, com juros civilizados e que contribuam para o crescimento do país. Isso sem falar nas tão necessárias reformas, como a tributária, a trabalhista e a da infraestrutura. Todas urgentes! É preciso aproveitar para avançar.</p>
<p>Você tem reparado alguma mudança em seu cotidiano com o agravamento da crise? Essa discussão é interessante. Mudou alguma coisa por ai? Como você vê o Brasil atual? O que acha que devemos fazer para melhorar ainda mais? Deixe sua opinião no espaço de comentários deste texto, logo abaixo.</p>
<p>Foto: <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>TV Dinheirama: Como a crise financeira mundial afetará o Brasil e você?</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 18:07:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[banco]]></category>
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		<description><![CDATA[Veja como a crise financeira mundial pode afetar o Brasil e o seu bolso. Por que a situação é diferente da de 2008? Qual a realidade do país e nosso futuro?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="TV Dinheirama: Como a crise financeira mundial afetará o Brasil e você?" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_tvdinheirama_crise_financeira_voce.jpg" alt="TV Dinheirama: Como a crise financeira mundial afetará o Brasil e você?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Compreender a extensão da atual crise financeira não é tão simples. Alguns leitores nos questionam sobre os impactos da crise na nossa economia e se os problemas para os brasileiros serão semelhantes aos enfrentados em 2008. Difícil dizer, mas achei a oportunidade interessante para falar um pouco mais sobre a situação, de forma mais didática e simples. Neste episódio da <strong><a title="Acesse a TV Dinheirama" href="http://www.youtube.com/dinheirama" target="_blank">TV Dinheirama</a></strong> eu trato dos principais reflexos que a crise pode trazer e como entender que problemas viveremos e seu grau de complexidade.</p>
<p>Também abordo neste video os seguintes temas:</p>
<ul>
<li>A crise pode resultar em desaquecimento econômico global e prejudicar nossa economia caso a demanda por commodities também caia;</li>
<li>Nossa demanda interna parece ser capaz de sustentar o crescimento, ainda que menor?</li>
<li>Nossas autoridades financeiras apontam para um quadro melhor do que o de 2008, mas já aparecem revisões para o crescimento projetado de nosso PIB (Produto Interno Bruto);</li>
<li>O que você deve levar em consideração para entender a crise e passar por ela sem grandes sustos?</li>
</ul>
<p>Assista ao vídeo e comente:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=pZ64E_lbFAg">http://www.youtube.com/watch?v=pZ64E_lbFAg</a></p>
<p><strong>Importante:</strong> Lembre-se de acessar nosso canal no YouTube &#8211; <strong><a title="Acesse a TV Dinheirama" href="http://www.youtube.com/dinheirama" target="_blank">www.youtube.com/dinheirama</a></strong> &#8211; e se inscrever para receber nosso material. As gravações têm caráter didático e instrutivo. As dicas dadas deverão ser usadas sob sua total responsabilidade. Vem mais por ai. Espero que gostem! Até a próxima.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Presidenta Dilma e seus primeiros cem dias de governo</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/04/12/presidenta-dilma-e-seus-primeiros-cem-dias-de-governo/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 13:27:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Os cem primeiros dias de governo de Dilma Rousseff foram marcados pela escalada da inflação, dólar em baixa e uma equipe econômica ainda confusa em relação ao crescimento do Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Presidenta Dilma e seus primeiros cem dias de governo" src="http://dinheirama.com/files/2011/04/dinheirama_cem_dias_governo_dilma.jpg" alt="Presidenta Dilma e seus primeiros cem dias de governo" hspace="2" vspace="2" align="left" />E passaram voando os primeiros e representativos cem dias de governo da Presidenta Dilma Rousseff. As pesquisas divulgadas há poucas semanas mostram que <a title="Leia mais no Estadão" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+brasil,pesquisa-diz-que-48-aprovam-acoes-do-governo-dilma-de-combate-a-inflacao,61084,0.htm" target="_blank">a população apóia o governo</a>, mas que há um receio muito grande em relação à escalada da inflação. O fantasma dos preços altos assusta alguns brasileiros e traz de volta as discussões em torno de uma figura mítica, o Dragão. Será que ele acordou?</p>
<p>A inflação é, ao lado da desvalorização do dólar, um dos principais problemas do atual momento do governo. No campo inflacionário existe uma queda de braço entre o mercado, que pede maior atuação por parte do Banco Central (BC) na elevação da Taxa Selic, e o governo (leia-se Ministro Guido Mantega), que defende a preservação do crescimento do PIB perto de 5% em 2011. As palavras de Mantega convergem para a ideia de que a manutenção da política de aumento dos juros significaria a interrupção do crescimento.</p>
<p>Em tese, o BC aceitaria uma inflação fora do centro da meta em 2011. Em 2012, o BC acredita, ou ao menos passa a ideia, que o centro da meta, 4,5%, estaria próximo ao índice da inflação. Acontece que o <a title="Leia mais no UOL" href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2011/04/07/ipca-supera-previsoes-no-mes-e-acelera-em-12-meses.jhtm" target="_blank">IPCA (12 meses) divulgado agora mostra que a inflação já está em 6,3%</a>: estamos saindo do sinal amarelo e entrando no vermelho.</p>
<p><span id="more-6012"></span><strong>Taxa Selic, um tiro no pé?</strong><br />
O aumento da Taxa Selic, apesar de ser defendido pela maior parte dos analistas e gurus do mercado, também tem seus efeitos colaterais: aumenta a dívida pública e cria dificuldades para empresas do país em manter a cadeia produtiva em funcionamento, já que encare o crédito usado como fonte de investimentos por parte destas companhias e desestimula o consumo, diminuindo o faturamento.</p>
<p>Acredito que o que precisamos buscar é <a title="Leia mais sobre indexação" href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-indexacao-da-economia-brasileira" target="_blank">uma forma de acabar com a indexação da economia</a> e percebo que poucos defendem um debate mais amplo e racional sobre esse tema. O país não aguenta mais ter que recorrer sempre ao aumento dos juros para conter a inflação: o passo precisa ser dado antes, na formação dos preços.</p>
<p>A infraestrutura e alocação de recursos também precisam melhorar. O país tem que aperfeiçoar sua capacidade industrial e agir para que os investimentos diretos para estruturar seu crescimento saiam do papel e dos discursos.</p>
<p><strong>Dólar teima em cair</strong><br />
Outro ponto crucial para o futuro diz respeito à pressão cambial. Medidas foram tomadas, aumentando o IOF para empréstimos aqui e lá fora, sem um resultado positivo. O dólar continua a cair e a renúncia fiscal que o governo fez ao corrigir a tabela do Imposto de Renda já foi compensada com esses aumentos: é dar com uma mão e pegar com a outra.</p>
<p>A “caixa de maldades” está aberta e o governo tem a faca e o queijo na mão para tomar outras medidas. A arrecadação crescente com a mudança no IOF parece ser motivo de alegria para alguns integrantes da base governista. Há quem veja <a title="IOF, a nova CPMF?" href="http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/4/11/o-iof-e-a-nova-cpmf" target="_blank">na alta do IOF uma sombra da CPMF</a>. Sendo sincero, tudo que se pede é eficiência nas medidas.</p>
<p>Não podemos nos esquecer dos cortes no orçamento, da ordem de R$ 50 bilhões em 2011. Um corte de despesas que ainda não foi realizado e tido apenas como manobra. <a title="Mais na Revista Voto" href="http://www.revistavoto.com.br/site/noticias_detalhe.php?id=2297&amp;t=Governo_aumenta_despesas_com_pessoal_e_reduz_investimentos_" target="_blank">As despesas correntes, ao contrário do que se pregava, aumentaram</a> e trazem grande temor para o futuro.</p>
<p><strong>A falta de estrutura para a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016</strong><br />
A cada dia ficamos mais próximos dos eventos esportivos de 2014 e 2016. Estamos flertando com o perigo de não termos estádios e infraestrutura mínima para acomodar e receber os turistas que virão para o evento. Um dos pontos mais críticos é a situação vexatória dos nossos aeroportos: pequenos, inseguros e despreparados para o mínimo de conforto de quem necessita viajar de avião.</p>
<p><strong>Dilma &#8220;encara&#8221; as duas grandes potências</strong><br />
Nestes cem dias também foi notícia a viagem do Presidente dos EUA, Barack Obama, ao Brasil. Dilma mostrou firmeza nas negociações e deixou claro que o Brasil busca parceiros e não abaixará a cabeça à vontade americana. Obama entendeu o recado e percebeu que o Brasil tem muito a oferecer, mas também tem suas exigências.</p>
<p>Justamente no centésimo dia de governo, Dilma Rousseff estava em viagem oficial rumo à China. Nada mais representativo e importante, já que mostra a disposição brasileira de valorizar o crescimento comercial com o novo parceiro preferencial. Temos muito a negociar e, principalmente, a discutir sobre o protecionismo chinês. Tomara que com a mesma clareza que foi usada diante dos EUA.</p>
<p>Os cem primeiros dias ficaram para trás. Os desafios só começaram. Estamos de olho. Até a próxima.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Brasil é a sétima economia do mundo</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/03/09/o-brasil-e-a-setima-economia-do-mundo/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/03/09/o-brasil-e-a-setima-economia-do-mundo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Mar 2011 19:39:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Plataforma Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Brasil se torna a sétima economia mundial depois de crescimento de 7,5% em 2010. Ainda assim, estamos longe de um país realmente voltado para o crescimento sustentável.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O Brasil é a sétima economia do mundo" src="http://dinheirama.com/files/2011/03/dinheirama_brasil_setima_economia_bom_ruim.jpg" alt="O Brasil é a sétima economia do mundo" hspace="2" vspace="2" align="left" />O título é a réplica literal do que foi anunciado na semana passada por nossas autoridades governamentais, como também pontuou <strong>Ricardo Pereira</strong> no artigo <a title="PIB brasileiro cresce 7,5% em 2010. E agora? E o futuro?" href="http://dinheirama.com/blog/2011/03/04/pib-brasileiro-cresce-75-em-2010-e-agora-e-o-futuro/" target="_blank">“PIB brasileiro cresce 7,5% em 2010. E agora? E o futuro?”</a>. Sem nenhum questionamento, uma ótima notícia. Um marco, certamente. Depois de mais de 30 anos, galgamos uma importante posição no “ranking” das nações. Para constar, no final dos anos setenta ostentávamos a posição de 8ª economia mundial.</p>
<p>É fato, estamos mesmo entre os países mais desenvolvidos do planeta. Mas estaríamos entre as sociedades mais desenvolvidas? A minha resposta é “Sim”. Considerando as barbaridades que observamos todos os dias no noticiário, assim como os horrores que atormentam nações inteiras submetidas a regimes explicita e sanguinariamente ditatoriais, de fato, nos destacamos.</p>
<p>Observem que <a title="Leia mais no Terra" href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4968679-EI294,00-ONU+expulsa+Libia+do+Conselho+de+Direitos+Humanos.html" target="_blank">a Líbia só foi expulsa do Conselho de Direitos Humanos da ONU na semana passada</a>, com decisão justificada diante da violência praticada contra os rebeldes pelas tropas oficiais do governo.</p>
<p><span id="more-5859"></span>A questão é que talvez, na minha modesta opinião, exista bastante tolerância por parte dos organismos oficiais na hora de classificar países e sociedades como sendo razoáveis ou inadmissíveis.</p>
<p>Como a nossa sociedade se classificaria, então? Razoáveis? Inadmissíveis? Ótimos? Antes de colocar a minha resposta, vou recorrer ao trecho da notícia <a title="Leia mais na Folha.com" href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/879694-medo-de-apagoes-faz-empresas-produzirem-a-propria-energia-em-sp.shtml" target="_blank">“Medo de apagões faz empresas produzirem a própria energia em SP”</a>, publicada no dia 23/02 na Folha de S. Paulo:</p>
<blockquote><p>&#8220;Grandes consumidores de energia elétrica na Grande SP estão abandonando a rede e montando um parque de minitermelétricas para suprir o próprio consumo.O êxodo é uma reação aos sucessivos apagões e ao alto custo da tarifa. O preço do KWh (quilowatt hora) em horário de pico (das 18h às 21h) é sete vezes maior que o valor gasto para a geração própria&#8221;</p></blockquote>
<p>Respondendo: penso que somos razoáveis, até muito razoáveis, mas por vezes inadmissíveis, e eventualmente ótimos, por que não?</p>
<p>Mas, me digam: é razoável que alguma empresa, disposta a investir e a correr todos os riscos de uma empreitada industrial, encarando a barbaridade tributária que vivemos e todos os encargos associados e interessada em gerar riquezas e divisas tenha que abdicar do aparato de infraestrutura energética promovido pelo estado e assumir por conta própria a sua geração de energia? Cabe lembrar que mesmo no caso de concessões privadas, o indutor e fiscalizador é o estado.</p>
<p>Algo como: <em>“Quer produzir? Quer Gerar riquezas, empregos e divisas? Então se vire se quiser que as máquinas funcionem”</em>.</p>
<p>Desculpem-me, mas nesse momento somos uma sociedade inadmissível.</p>
<p>E também pouco razoável é a passividade empresarial que hoje observamos, anestesiada e sem articulação. Rogo, então, para que não nos acomodemos. Podemos até comemorar brevemente a nossa sétima posição, eventualmente por uma noite, uma semana, mas nada além disso.</p>
<p>Há muito para fazer e inúmeros motivos para indignação. A responsabilidade é de todos nós. A vida passa, efêmera e frágil. Mas as consciências, enquanto existirem, serão sempre perseguidas pelo arrependimento daquilo que não se fez.</p>
<p>Honestamente, ficaria muito feliz e satisfeito se em dez anos estivéssemos ainda na antiga 8ª posição, mas em um Brasil fortemente competitivo e educado, com problemas que no passado (hoje) eram considerados insolúveis sendo liquidados e composto por uma sociedade civil forte e respeitada, indignada quando precisa ser, e grata quando for o caso.</p>
<p>Até mais.</p>
<p>Crédito da foto: <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://www.freedigitalphotos.net/images/view_photog.php?photogid=1674" target="_blank">freedigitalphotos.net</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Plataforma Brasil</b>.<br>

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>PIB brasileiro cresce 7,5% em 2010. E agora? E o futuro?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/03/04/pib-brasileiro-cresce-75-em-2010-e-agora-e-o-futuro/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 18:28:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PIB brasileiro registrou alta recorde de 7,5% em 2010. O que isso representa diante das oportunidades futuras e necessidades de reformas e melhoras na infraestrutura?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="PIB brasileiro cresce 7,5% em 2010. E agora? E o futuro?" src="http://dinheirama.com/files/2011/03/dinheirama_pib_economia_brasil_mundo.jpg" alt="PIB brasileiro cresce 7,5% em 2010. E agora? E o futuro?" hspace="2" vspace="2" align="left" />O Brasil alcançou, de acordo com <a title="Leia a notícia completa na Folha" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/883828-brasil-ja-e-a-7-maior-economia-do-mundo-diz-mantega.shtml" target="_blank">as palavras proferidas pelo ministro Guido Mantega</a>, o posto de sétima economia do mundo.<em> “Se considerarmos o PIB a preços de paridade e poder de compra, em conta ainda não oficial, a ser feita pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) ou pelo Banco Mundial, atingimos um PIB de R$ 3,6 trilhões, o que nos coloca em sétimo lugar, superando a França e o Reino Unido”</em>, disse o ministro. Dois anos atrás, o país ocupava o nono posto, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Índia, Alemanha, Rússia, Reino Unido e França.</p>
<p>Ao que tudo indica, o ano de 2010 entrou para história como um dos anos em que o país mais cresceu – o PIB (Produto Interno Bruto) <a title="PIB registra alta de 7,5%" href="http://blog.planalto.gov.br/pib-brasileiro-tem-crescimento-de-75-e-registra-a-maior-alta-dos-ultimos-25-anos/" target="_blank">variou 7,5%, segundo o IBGE</a> –, mesmo tendo como base um ano de 2009 pós-crise, quando a economia estagnou.</p>
<p>Se é importante divulgar o “Pibão” de 7,5% de 2010, o que dizer deste ano e dos próximos? Muitas dúvidas surgem e as primeiras dizem respeito à condução da política econômica: após longos (e interessantes) oito anos de Henrique Meirelles frente ao Banco Central (BC), o que esperar?</p>
<p><span id="more-5843"></span>Tal como Meirelles em 2003, Alexandre Tombini, atual presidente do BC, iniciou seu legado promovendo alta na Taxa Selic. Nesta semana, <a title="Selic sobe a 11,75% ao ano" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,copom-decide-elevar-taxa-selic-para-1175-ao-ano,57333,0.htm" target="_blank">a taxa chegou ao patamar de 11,75% ao ano</a>, com ajuste de 0,5% em relação ao último encontro do Copom (Comitê de Política Monetária). No mercado há a expectativa de que os ajustes continuarão até que a Selic chegue a 12,50%, no meio do ano.</p>
<p>Outro ponto a destacar é o corte de R$ 50 bilhões no orçamento. O governo detalhou, na semana passada, um plano para reduzir os gastos públicos, colocando em xeque inclusive alguns compromissos de campanha assumidos pela Presidente Dilma, especialmente o tão alardeado projeto “Minha Casa Minha Vida”.</p>
<blockquote><p>&#8220;Cortar previsões de gastos, porém, não é a mesma coisa do que cortar gastos. Um item que pode servir como exemplo típico da regra geral adotada na definição dos cortes é a contenção das despesas previstas com novas contratações de pessoal pelo governo. Havia, no orçamento, uma previsão de R$ 5 bilhões para novas contratações este ano. Dessa previsão, foram cortados R$ 3,5 bilhões. Significa que concursos públicos previstos não serão realizados, mas não que o contingente de servidores e a folha salarial atual serão enxugados&#8221; &#8211; <strong>José Paulo Kupfer</strong>, artigo<a title="Leia o artigo completo no Estadão" href="http://blogs.estadao.com.br/jpkupfer/cortes-quase-so-de-vento/" target="_blank"> &#8220;Cortes (quase só) de vento&#8221;</a> (Estadão)</p></blockquote>
<p>De concreto, o aumento na taxa de juros e o aperto no orçamento não respondem à necessidade de aumento de investimento que o país necessita para crescer. Para se ter uma ideia, em 2010 chegou-se a <a title="Leia o artigo completo no DCI" href="http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=7&amp;id_noticia=364347" target="_blank">18,4% do PIB concentrados em investimentos</a>, muito aquém do necessário para o crescimento sustentável da economia. A partir dos dados apurados de inflação, tudo indica que o crescimento de 7,5% do PIB foi um “salto maior do que a perna”. Espero estar errado.</p>
<p>Diante da inflação, o Copom decide aumentar os juros. Simples assim. A impressão que temos é que a economia é muito previsível; e de fato é: aquecimento desproporcional à capacidade de produção/consumo leva à inflação. A inflação leva ao aumento dos juros, que mais elevados encarecem o crédito e fazem diminuir a tomada de dinheiro emprestado e, por consequência, o consumo. E assim por diante.</p>
<p><strong>Um desabafo</strong><br />
Cansei de ver as possibilidades de desenvolvimento do país serem deterioradas por falta de estrutura. O Brasil precisa seguir em frente e alavancar seu crescimento, mexendo onde de fato é necessário. Carga tributária desumana, péssima infraestrutura, máquina pública inchada e ineficiente e gestão fraterna dos governos (sem compromisso real de promover reformas urgentes, como da previdência) são alguns dos desafios. Velhos desafios. Conhecidos desafios.</p>
<p>Tudo bem, é verdade que a inflação desse ano tem alguns componentes pontuais, como o aumento no preço das commodities e até mesmo os conflitos no Mundo Árabe, que trouxeram medo e intranqüilidade em relação ao petróleo (a cotação se eleva de maneira insistente). O <a title="FMI preocupado com a inflação" href="http://www.jb.com.br/economia/noticias/2011/03/03/fmi-anda-extremamente-preocupado-com-inflacao-no-mundo/" target="_blank">FMI já se pronunciou com preocupações deste tipo</a>. Concordo e esses detalhes reforçam a tese de que, por enquanto, é mais saudável para a economia pisar no freio.</p>
<p>Vamos acompanhar de perto o ano de 2011 e o futuro, que chega rápido. Esperamos que o país perceba, de uma vez por todas, que é hora de mudar, privilegiar a necessidade de modernização da infraestrutura e promoção de reformas para que tenhamos mais oferta de produtos, serviços e a possibilidade de desenvolvimento de mão de obra especializada. Só assim sairemos da “corrida dos ratos” de nossa própria economia. Bom Carnaval a todos.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Infraestrutura pode minar o crescimento do Brasil</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/05/26/infraestrutura-pode-minar-o-crescimento-do-brasil/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 14:38:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Alberto Debastiani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
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		<description><![CDATA[O crescimento sustentável da economia brasileira depende de importantes investimentos em infraestrutura. Entenda porque isso é verdade e como isso afeta seu dia a dia!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Infraestrutura pode minar o crescimento do Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2010/05/dinheirama_infraestrutura_brasil_crescimento.jpg" alt="Infraestrutura pode minar o crescimento do Brasil" hspace="2" vspace="2" align="left" />Recentemente, publiquei aqui no <em>Dinheirama</em> o artigo <a title="O Brasil e a “Fanfarronice” Européia" href="http://dinheirama.com/blog/2010/05/13/o-brasil-e-a-fanfarronice-europeia/">&#8220;O Brasil e a Fanfarronice Européia&#8221;</a> no qual citei as críticas do jornal inglês Financial Times à situação econômica do Brasil, classificada como &#8220;Fanfarronice Latino-americana&#8221;. Na última semana, dia 21, foi a vez da revista britânica The Economist dar suas alfinetadas. Em tom bem mais ameno do que o utilizado pelo FT, a reportagem veiculada pela revista alerta que <a title="Leia mais na The Economist" href="http://www.economist.com/world/americas/displaystory.cfm?story_id=16167612" target="_blank">o ritmo de crescimento da economia brasileira pode se tornar insustentável</a>.</p>
<p>A argumentação é de que não existe, no país, uma cultura de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">investimento<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e um bom aproveitamento dos recursos que estão sendo gerados pela onda de crescimento. Os especialistas acreditam que um crescimento acima de 5% pode levar a economia a um colapso em 2011 e que os cortes de gastos anunciados pelo governo não serão suficientes para compensar esse efeito.</p>
<p>Nessa mesma semana, o Financial Times publicou nova reportagem sobre a economia brasileira (mostrando que estamos na pauta dos comentários econômicos da Europa), alertando que <a title="Leia mais no Administradores.com.br" href="http://www.administradores.com.br/informe-se/economia-e-financas/financial-times-futuro-brilhante-do-brasil-parece-fora-de-alcance/33018/" target="_blank">a falta de infraestrutura pode comprometer o que chama de &#8220;futuro brilhante&#8221; do Brasil</a>, futuro esse que afirma estar, ainda, fora do nosso alcance.</p>
<p><span id="more-4521"></span>Classificando nossa infraestrutura como &#8220;profundamente irregular&#8221;, o jornal britânico cita como graves os recentes problemas de deslizamentos ocorridos no Rio de Janeiro, o lento desenvolvimento do transporte público de massa e da malha viária enquanto aumenta substancialmente a quantidade de automóveis nas ruas, já incapazes de comportá-los. O jornal ainda examina a situação dos vários setores como habitação, energia, construção civil, bancos, agricultura e indústrias naval e siderúrgica, avaliando obstáculos e avanços.</p>
<p>Sinceramente, nesse quesito eu devo concordar com os analistas do FT e da revista The Economist. No final do meu artigo anterior, citei que lamento apenas a falta de um governo mais capacitado para administrar adequadamente o momento de crescimento pelo qual passamos. Realmente, a falta de infraestrutura pode se transformar em nosso &#8220;calcanhar de Aquiles&#8221;, pois não favorece a sustentabilidade de nosso crescimento, mesmo diante da imunidade que parecemos ter perante as crises internacionais que assolam mercados financeiros mundo afora.</p>
<p>Esta também é a opinião do Prêmio Nobel de Economia de 2004, <strong>Edward Prescott</strong>, que está no Brasil como palestrante do congresso <a title="Conheça o ExpoGestão" href="http://www.expogestao.com.br/" target="_blank">ExpoGestão</a>, em Joinville, Santa Catarina. Para Prescott, o crescimento da <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWErYnJhc2lsZWlyYV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-68">economia brasileira<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> acima da expectativa em 2010 não traz nenhum risco ao Brasil e mostra que o país está produzindo mais e melhor. No entanto, ele alerta que o crescimento econômico só traz benefícios reais para um país se as autoridades souberem investir esse resultado positivo em favor da sociedade. É nesse ponto que a burocracia e a morosidade de nossa máquina governamental pesa.</p>
<p>Os problemas relacionados ao transporte já são bastante visíveis, não só nas grandes capitais, mas até nas cidades menores, no interior dos estados. Falo disso com propriedade, porque moro em uma delas e já vivo em meio a um trânsito caótico e uma malha de transporte público que não atende mais à demanda.</p>
<p>Nas grandes cidades, a situação é ainda pior. Paramos no tempo e não estamos investindo na modernização e ampliação da capacidade de transporte. A cidade do México, por exemplo, tem quase dez vezes mais linhas de metrô (em extensão) do que a cidade de São Paulo. No transporte de cargas também estamos &#8220;atrasados&#8221;, ainda nos valemos do caro transporte rodoviário para escoar e distribuir nossa produção, quando seria muito mais barato e eficiente utilizar ferrovias, que tem baixo custo operacional e uma despesa infinitamente menor com manutenção.</p>
<p>Com isso eliminaríamos boa parte do tráfego das rodovias e diminuiríamos a poluição do ar. O setor de energia também preocupa. Se não temos problemas sérios para produzir energia, faltam investimentos na área de distribuição e, principalmente, na alocação de recursos de contingência.</p>
<p>Crescimento sustentável exige capacitação de mão-de-obra e formação de profissionais competentes. Nesse aspecto de nossa cadeia de desenvolvimento presenciamos uma crescente omissão do Estado em prover e aparelhar adequadamente o sistema público de ensino, que deveria ser capaz de promover a formação básica e a capacitação de nossas crianças, jovens e <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/YWRvbGVzY2VudGVzXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">adolescentes<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> para o ingresso no mercado de trabalho.</p>
<p>Por fim, a falta de investimento e de gerenciamento sobre sistemas de saneamento básico e  tratamento de águas, esgotos e efluentes industriais vem completar a lista de falhas de infraestrutura que precisam ser sanadas para que esse crescimento se converta em desenvolvimento. Somente dessa forma deixaremos (finalmente) de ser um país em desenvolvimento para nos tornarmos um país desenvolvido.</p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Carlos Alberto Debastiani</b>.<br>

Carlos Alberto Debastiani é empresário, investidor e autor dos livros “Candlestick”, “Análise Técnica de Ações”, “Avaliando Empresas, Investindo em Ações” e “Pare de Viver na Corda Bamba”, todos editados pela Novatec Editora.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crise na Grécia: hora de repensar também o Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 14:17:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[A crise econômica da Grécia e Europa pode afetar o Brasil? Que lições o governo brasileiro pode tirar da nova crise e como manter nosso país na rota do crescimento?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Crise na Grécia: hora de repensar também o Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2010/05/dinheirama_crise_grecia_brasil_economia.jpg" alt="Crise na Grécia: hora de repensar também o Brasil" hspace="2" vspace="2" align="left" />Mais uma crise começa a se desenhar no horizonte financeiro. Para nós, mais uma vez uma crise “importada”, se me permitem a expressão incomum. Afinal, a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Z2xvYmFsaXphJUU3JUUzb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-64">globalização<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que permite o comércio entre países e consumidores de todo o mundo também interliga o sistema financeiro de forma bastante complexa. Se preferir, o que acontece lá pode interferir por aqui. Então, será que a chamada crise grega vai nos atingir?</p>
<p>Provavelmente sim, mas não será um desastre. Ela vai nos atingir principalmente no mercado de capitais, já que a agitação e o medo levam os investidores a buscarem aplicações mais seguras. Se há turbulência e indecisão, muitos migram para mercados de renda fixa (inclusive seduzidos pelo aumento da taxa Selic) ou mesmo para títulos do tesouro americano, regra número um do grande investidor internacional. É o chamado <em>&#8220;flight to quality</em>&#8221; no jargão econômico.</p>
<p>O que o Brasil, de fato uma nação que passa por um bom momento econômico, pode tirar de lição desse evento que nasceu há algum meses atrás e explodiu na Grécia, conhecida como o berço da democracia?</p>
<p><span id="more-4434"></span><strong>Entendendo a crise na Grécia<br />
</strong>É natural que, em momentos de crise, o governo abra mão de seu poderio. Isso acontece pois se teme que, através de uma recessão prolongada, haja aumento do desemprego &#8211; e todos os problemas que esse evento pode causar. Por causa disso, a Grécia optou por uma grande renúncia fiscal e o governo aumentou sobremaneira os gastos públicos.</p>
<p>Como pode perceber, se por um lado as receitas diminuíram, por outro os gastos aumentaram. Você deve estar pensando que se um cidadão comum compromete suas receitas e gasta além da conta, em breve terá grandes problemas. Com os governos, também não é diferente: uma hora a bomba-relógio criada por essa situação explode.</p>
<p>Podemos dizer que, durante anos, o governo grego não tomou algumas providências necessárias e agora a bomba explodiu. Sobrou para o povo pagar a conta, arcando com aumento nos impostos, redução de salários e corte de gastos justamente nesse momento de recessão.</p>
<p><strong>Mais por vir?<br />
</strong>As más línguas dizem que a Espanha pode estar indo pelo mesmo caminho, noticia amplamente negada pelo Primeiro Ministro José Luis Zapatero, que acrescenta que o país irá reduzir o déficit em 3% até 2.013. A ajuda já está aprovada para a Grécia, mas economistas renomados já começam a apontar <a title="Fim do Euro?" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u729989.shtml" target="_blank">o fim do Euro caso a Espanha também entre “na dança”</a>. Esta questão merece muita atenção!</p>
<p>Mesmo percebendo que as condições do país são melhores do que as de seus vizinhos gregos, o medo preocupa. Simplesmente porque o PIB (Produto Interno Bruto) espanhol é praticamente quatro vezes maior do que o grego. Ora, com essa dimensão, uma crise poderia trazer desdobramentos terríveis.</p>
<p><strong>Vivendo e aprendendo<br />
</strong>Do lado de cá, mais uma vez vale lembrar da necessidade de uma gestão que priorize a eficácia do funcionalismo e não o inchaço da máquina federal. Não queremos destino semelhante, não é mesmo? Se por aqui a crise passou, é importante que medidas surjam para preservar o potencial de desenvolvimento de nosso país. Acredite, a hora de pensar em reformas é quando tudo vai bem.</p>
<p>É importante que sejam planejadas e executadas as reformas fiscal e das leis trabalhistas, com objetivo de aumentar nossa <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y29tcGV0aXRpdmlkYWRlXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-64">competitividade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Não podemos nos esquecer da questão da Previdência Social, que está se tornando uma de nossas primeiras bombas-relógio já ativadas, com dia e hora já praticamente definidos para a detonação.</p>
<p>Você pode estar lendo este artigo com desconfiança ou mesmo sem entender ao certo meu ponto de vista. Explico. O assunto é ácido e tem potencial para mudar nossas vidas, então vejo a oportunidade como um verdadeiro alerta para começarmos a olhar para nosso umbigo. É simples: o Brasil precisa avançar nessas questões se não quiser ser engolido no futuro por uma situação semelhante ao que vemos, horrorizados, pela <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/VFZfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-48">TV<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e nos jornais.</p>
<p>Essa é uma reflexão que começa conosco é que precisa chegar até o governo, como mostra outra lição da Grécia: esse é o papel do povo na verdadeira democracia.</p>
<p>Crédito da foto para <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://www.freedigitalphotos.net/" target="_blank"><strong>freedigitalphotos.net</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

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		<title>Taxa Selic, única medida para controle da inflação?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/04/28/taxa-selic-unica-medida-para-controle-da-inflacao/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 17:12:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Novamente estamos diante de um aumento dos juros com a finalidade de controlar a inflação? Será essa a única medida com este propósito? Como controlar a inflação pensando mais no Brasil?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Taxa Selic, única medida para controle da inflação?" src="http://dinheirama.com/files/2010/04/dinheirama_selic_juros_conter_inflacao.jpg" alt="Taxa Selic, única medida para controle da inflação?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Sempre ouvimos falar que para conter a inflação é necessário aumentar a taxa Selic. Somos informados disso, mas pouco sabemos o porquê de a taxa Selic ser connsiderada um “remédio” para conter a inflação. E, ainda, pouco questionamos se esse é o único “remédio” ou até o mais apropriado para o momento.</p>
<p>Repare que dados preliminares mostram que o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/QnJhc2lsXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-52">Brasil<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> crescerá, em 2010, algo em torno de 6% (crescimento de seu Produto Interno Bruto, o PIB). Permanecendo as expectativas, é óbvio afirmar que trata-se de um nível muito bom; e é de se esperar que o crescimento esteja sempre aumentando, correto?</p>
<p>Em termos práticos a elevação dos juros (da taxa Selic) acontece na tentativa de segurar o crescimento como forma de controlar a inflação. Para quem ainda tem dúvidas, o principal papel do Banco Central (BC) é justamente controlar a inflação e proteger o poder de compra das pessoas. Alguém por ai se lembra da traumatizante hiperinflação?</p>
<p><span id="more-4368"></span><strong>Sacrifício em décadas de inflação<br />
</strong>Durante décadas o Brasil sobreviveu ao descontrole inflacionário  e, por isso, sabemos de fato o quanto ela é fatal para uma <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Neste sentido, parece-me claro que alguns sacrifícios podem ser justificados se olhados sob essa óptica. Entretanto, não podemos nos acomodar, enquanto economia em desenvolvimento, acreditando que o controle inflacionário deve ser sempre implementado através do aumento dos juros e desestímulo econômico.</p>
<p><strong>Mas existem outras opções?<br />
</strong>Outros caminhos podem e devem ser estudados e entre eles está o controle dos gastos públicos. Defendo que os serviços aos cidadãos sejam eficientes, mas a máquina pública está, ano apos ano, mais inchada e sem a contrapartida da melhora nos serviços. Como país, gastamos muito e gastamos muito mal.</p>
<p>Outro ponto que mostra esta realidade é a tão falada carga tributária, que nos coloca no topo dos países que mais recolhem impostos. É verdade que temos grandes programas sociais que consomem muito dinheiro público e possuem seu valor, principalmente em momentos de crise, mas ainda assim me parece claro que o problema está na gestão.</p>
<p>O Brasil precisa ainda aumentar sua capacidade produtiva, afinal nossa infraestrutura é precária e, quando comparada a de outros países em desenvolvimento, como Índia e China, deixa muito a desejar. O chamado custo Brasil paralisa e pode continuar paralisando nosso potencial como agente de um <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2Fkb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-52">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> muito competitivo.</p>
<p>Se o Brasil se modernizou em relação à sua economia, não o fez no sentido administrativo. Não como deveria. Ainda somos um país excessivamente burocrático! Burocracia essa que talvez seja a razão para explicar o excesso de funcionários públicos pouco atenciosos e nada preparados para as muitas funções. E você sabe como é difícil demitir um servidor público. Sem generalizações, por favor. O propósito do artigo é somar, mostrar a verdade para que possamos melhorar.</p>
<p>Outro gargalo do país é, sem sombra de dúvidas, a educação. Trata-se de uma das mais necessárias reformas para o Brasil manter o crescimento. Melhoramos muito, sem dúvida, mas ainda temos um longo caminho de maciços investimentos a fazer. Nossa mão de obra ainda é despreparada e muitas empresas precisam investir pesado na educação de seus funcionários, o que contribui para tornar nossos produtos e serviços mais caros.</p>
<p><strong>O remédio pode se tornar um veneno<br />
</strong>Todas essas ações propostas &#8211; controle dos gastos públicos, melhoria na infraestrutura do país e <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">investimento<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> maciço na educação &#8211; são alternativas que levarão tempo até que surtam efeito na economia do país e no controle da inflação. Por isso, talvez, não pareçam tão relevantes. A verdade é que são ações urgentes. O Brasil precisa disso para crescer de forma sustentável.</p>
<p>Os juros, como todo remédio em uma dosagem errada, pode se tornar um veneno. Os defensores dessa medida têm toda razão em afirmar que a tendência de baixa dos últimos anos se manterá para o futuro. É fato, mas no “melhor da festa”, quando a economia estava aquecida e competitiva com custo de capital (juro) mais baixo, temos que prorrogar planos e ver nossos concorrentes cada vez mais competitivos. O Brasil merece mais!</p>
<p>Crédito da foto para <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://www.freedigitalphotos.net/" target="_blank"><strong>freedigitalphotos.net</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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