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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; psicologia</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; psicologia</title>
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		<title>Três coisas que seu consultor financeiro nunca disse sobre estar endividado</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/03/15/tres-coisas-que-seu-consultor-financeiro-nunca-disse-sobre-estar-endividado/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 19:54:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo R. Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[atitude]]></category>
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		<description><![CDATA[Como lidar com o endividamento quando o problema não é gastar mal o que ganhamos, mas a baixa renda mensal? Planejamento e atitude podem resolver?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Três coisas que seu consultor financeiro nunca disse sobre estar endividado" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/03/dinheirama_post_tres_coisas_que_seu_consultor_financeiro_nunca_disse_estar_endividado.jpg" alt="Três coisas que seu consultor financeiro nunca disse sobre estar endividado" align="left" hspace="2" vspace="2" />Eu tenho estudado bastante educação financeira já faz uns dois anos. Depois de ler o famoso livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/136822/pai+rico+pai+pobre?franq=247523" target="_blank">&#8220;Pai Rico, Pai Pobre&#8221;</a>, do Robert Kiyosaki, assumi que o lema para minha vida seria &#8220;fazer o dinheiro trabalhar para mim&#8221;.</p>
<p>Paralelamente, tenho estudado também maneiras possíveis de <a title="Livre-se das dívidas" href="http://dinheirama.com/blog/2010/04/22/endividados-tambem-podem-alcancar-a-independencia-financeira/" target="_blank">sair das dívidas</a>, pois eu mesmo passei por essa situação. Sim, eu fiz uns investimentos de risco e ganhei muita experiência com isso (em outras palavras, perdi dinheiro!). Por isso, estou focando em minhas finanças pessoais para buscar a <a title="Liberdade e qualidade de vida são possíveis" href="http://dinheirama.com/blog/2011/07/29/por-que-guardar-dinheiro-foco-na-qualidade-de-vida-e-liberdade/" target="_blank">liberdade em termos financeiros</a>.</p>
<p>O mais curioso nessa situação é que <strong>tenho visto a dívida do ponto de vista do endividado</strong>. Uma coisa é seu consultor financeiro te ajudar a decidir o que fazer, pois a visão de mundo dele é de uma pessoa com &#8220;as contas em dia&#8221;, equilibradas; outra é você conseguir colocar em prática todos os passos propostos, com todas as dificuldades que a restrição na renda te impõe (sair menos, corte de supérfluos etc.).</p>
<p><span id="more-7384"></span>Por isso, venho aqui destacar três pontos importantes que você provavelmente não ouviu em nenhum outro lugar sobre como estar endividado e sair do buraco.</p>
<p><strong>1. Você provavelmente está ganhando menos que o necessário</strong><br />
Vamos dizer que você tenha cansado perder dinheiro para o banco e operadoras de cartão de crédito todo mês. Daí você decide se educar financeiramente, procura livros sobre o tema, vai a encontros, frequenta blogs e começa a colocar os conceitos em prática. Mas, por mais que você corte supérfluos e faça sacrifícios, a conta do mês nunca fecha. Parece familiar?</p>
<p>Bem, as chances são grandes de que você esteja ganhando menos que o necessário para se manter com o mínimo possível. Veja, grande parte das dicas da educação financeira são voltadas para pessoas com <strong>maus hábitos</strong> de gasto, o que deixa implícito que as pessoas ganham o suficiente, mas gastam mal.</p>
<p>Mas, quase nenhum material é voltado para pessoas que ganham menos do que precisam, pois o problema deixa de ser de educação financeira e passa a ser de educação profissional. Então, o que você pode fazer? É um tema delicado, pois envolve suas aspirações e planos de vida. Algumas ideias de coisas que você pode fazer:</p>
<ul>
<li><strong>Trabalhar horas extras.</strong> De preferência, em um ritmo pesado (várias horas por semana), mas por um tempo limitado, de modo que possa levantar uma quantia que faça grande diferença no final do mês. Aqui, a ideia-chave é que <strong>você se sacrifique por um período determinado</strong> – ou corre o risco de virar escravo do emprego e prejudicar sua saúde/qualidade de vida;</li>
<li><strong>Começar um negócio próprio nas horas vagas.</strong> Você não precisa investir dinheiro para começar o próprio negócio. Hoje, com a popularização da Internet e as várias ferramentas gratuitas de qualidade, você pode colocar um site no ar com menos de 100 reais por ano. As <a title="Faça acontecer - veja oportunidades" href="http://estrategistas.com/internet-como-plataforma-para-construir-seu-negocio/" target="_blank">possibilidades são imensas</a>: um blog sobre sua expertise, uma loja virtual, sites voltados a ganhar dinheiro com propaganda e por ai vai. Para mais informações, recomendo o livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21831226/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Vai Fundo&#8221;</a>, do Gary Vaynerchuk;</li>
<li><strong>Começar uma consultoria.</strong> Não importa em qual área você trabalhe, há sempre a possibilidade de fornecer consultoria. Quaisquer que seja sua expertise ou problemas que saiba resolver, com certeza há alguém lá fora inclinado a pagar por esse conhecimento. Aqui, o importante é ter uma grande rede de contatos e saber utilizá-la bem.</li>
</ul>
<p><strong>2. Você pode ter alcançado o limiar da miséria</strong><br />
É interessante como os conceitos mais curiosos vem de áreas de estudo que nem imaginamos. Por exemplo, em um livro sobre pôquer, o <a title="Conheça o livro na Amazon" href="http://www.amazon.com/Caros-Book-Poker-Tells-Mike/dp/1580420826/ref=sr_1_2?s=books&amp;ie=UTF8&amp;qid=1331775803&amp;sr=1-2" target="_blank">&#8220;Poker Tells&#8221;</a>, do Mike Caro (ainda sem tradução para português), ele introduz um conceito interessante: o limiar da miséria.</p>
<p>Aqui não falo de miséria como &#8220;condição financeira extremamente desfavorável&#8221;, mas em um sentido psicológico de sofrimento. Quando estamos passando por uma situação desagradável, seja falta de condicionamento físico, problemas amorosos ou mesmo dívidas financeiras, <strong>há um limite de dor que podemos suportar. Ao romper esse limite, simplesmente paramos de sentir dor; a situação para de nos incomodar</strong>.</p>
<p>O problema é que, embora a situação não nos incomode mais, ela ainda existe. Então, a partir desse momento ela continua piorando, sem controle, pois sai de nossa supervisão. Por exemplo, vamos dizer que você esteja fora de forma e a barriga comece a crescer. Ela cresce, você fica preocupado, mas não age em cima disso, pois a solução requer um esforço muito grande para você (deixar de comer bobagem, se exercitar etc.).</p>
<p>Enquanto a situação piora, você vai ficando cada vez mais preocupado. Se você não age, em determinado momento seu cérebro começa a achar que a situação não tem mais cura e &#8220;entrega os pontos&#8221;. Mesmo sabendo que existe um problema, não há mais dor, não há mais preocupação. A barriga vai continuar crescendo e você não vai mais ficar tão chateado. Complicado, não?</p>
<p>O mesmo processo pode ocorrer com suas finanças. Se você não age no problema logo, por mais sacrifício que essa ação exija, você pode alcançar seu limiar e ver a situação sair do controle facilmente. Você terá pensamentos como: <em>&#8220;Eu vou comprar isso, sim, afinal não vou conseguir pagar a dívida do banco mesmo&#8221;</em>. E ai a coisa vai &#8220;ladeira abaixo&#8221;.</p>
<p>Caso você tenha achado tudo isso familiar, agora entende por que nunca conseguiu colocar seus programas e planilhas para funcionar. A questão é que você não acreditava ser possível. Agora que você conhece esse efeito, é importante estudá-lo a fundo e identificar as situações em que ele surge para que você corte os pensamentos assim que eles aparecerem.</p>
<p><strong>3. Suas finanças podem ter se tornado seu campo cego</strong><br />
Um outro problema psicológico parecido que você pode estar enfrentando é a existência de &#8220;campos cegos&#8221; (tradução livre para “<a title="Leia mais sobre Ugh Fields" href="http://lesswrong.com/lw/21b/ugh_fields/" target="_blank">Ugh Fields</a>”).</p>
<p>Voltemos ao exemplo da pessoa com má condição física. Outro cenário possível – e mais comum do que você imagina – é a pessoa começar a dieta/tratamento, mas perceber então que esse caminho requer um sacrifício muito grande. Assim, ela termina associando dor ao processo/solução. Com o tempo, apenas ao pensar em &#8220;não comer chocolate&#8221; ou &#8220;frequentar academia&#8221;, essa pessoa sentirá dor.</p>
<p>Assim, como um mecanismo de autodefesa, o cérebro dela simplesmente ignorará o condicionamento físico, de modo a fugir da dor. Sempre que alguém falar com ela sobre isso, ela irá fugir do assunto; se ela vir algo na TV, ela mudará de canal. Haverá o surgimento de um verdadeiro ponto cego.</p>
<p>Tudo isso pode acontecer com suas finanças. Por “sair do vermelho” ser um processo difícil, o surgimento do campo cego é algo possível. Faça uma reavaliação de como você se sente em relação à situação, como tem se comportado em direção a isso nos últimos tempos e obterá algumas respostas. Para leitura adicional, você pode ir <a title="Aprofunde-se no tema" href="http://lesswrong.com/lw/21b/ugh_fields/" target="_blank">aqui</a> e <a title="Tem mais aqui, leia também" href="http://lesswrong.com/lw/2cv/defeating_ugh_fields_in_practice/" target="_blank">aqui</a> (em inglês).</p>
<p><strong>Tomara que você consiga mudar. Eu consegui!</strong><br />
Despeço-me na expectativa sincera de que essas dicas te ajudem de alguma maneira. Se forem o vetor de mudança para te tirar do vermelho, você terá feito meu dia. O importante é agir e não deixar-se dominar pelo comodismo e pela “zona de conforto”.</p>
<p>Você, que já conseguiu sair de situações difíceis, que tipo de conselho gostaria de ter recebido na época? Compartilhe-o conosco no espaço de comentários. Até mais!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Paulo R. Ribeiro</b>.<br>

Aspirante a Engenheiro, curte um bom papo e acredita que as pessoas podem mais com a vida. Escreve no site <a title="Estrategistas" href="http://www.estrategistas.com">"Estrategistas"</a> e está trilhando um caminho para se tornar Empreendedor em série. No twitter: <a title="Siga o Paulo no Twitter" href="http://twitter.com/paulorrj">@paulorrj</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A publicidade é muito mais do que imaginamos</title>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2011 23:40:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Prates</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[compra]]></category>
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		<description><![CDATA[Como se dá a relação entre desejo, necessidade e consumo quando a propaganda usa métodos cada vez mais sofisticados e alinhados à Psicologia Humana?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A publicidade é muito mais do que imaginamos" src="http://dinheirama.com/files/2011/05/dinheirama_publicidade_compra_consumo.jpg" alt="A publicidade é muito mais do que imaginamos" hspace="2" vspace="2" align="left" />A palavra <strong>Gestalt</strong>, de origem bíblica, significa <em>&#8220;o que é colocado diante dos olhos, exposto aos olhares&#8221;</em>. Esta palavra foi escolhida por psicólogos austríacos e alemães, no século XIX, para definir uma nova vertente da Psicologia. Antes disso, psicólogos acreditavam que o cérebro humano compreendia o todo através das partes, ou seja, era possível perceber uma imagem apenas observando os seus elementos individualmente.</p>
<p><strong>Max Werheimer</strong>, <strong>Wolfgang Köhler</strong> e <strong>Kurt Koffka</strong> refutam esta teoria e provam que no cérebro há uma interação de elementos através da percepção de proximidade, continuidade, semelhança, segregação, preenchimento, unidade, simplicidade e figura.</p>
<p>Para resumir, significa que o entendimento de um elemento se dá através do conjunto. Quando se olha uma mesa, primeiro se observa o objeto inteiro, para depois ˝pensar˝ se há quatro pés e um tampo.</p>
<p><span id="more-6149"></span>Percepção é a combinação de dois elementos: sensação, que nada mais é do que um mecanismo fisiológico, e interpretação. E aí que entramos no ambiente de nosso interesse (o consumo e as finanças pessoais).</p>
<p>A interpretação dos estímulos recebidos nos permite dar um significado a eles. Ou seja, usabilidade, funcionalidade e etc. Nossa visão de mundo vai nos guiar. Para a Gestalt, portanto, é de grande importância a dupla forma-fundo. Para a forma nos chamar a atenção, o fundo é imprescindível tanto para destacá-la ou não. Para que esta dupla seja perfeita, três ingredientes são fundamentais: simetria, estabilidade e simplicidade.</p>
<p><strong>Alguém tem alguma dúvida de que nossos marqueteiros já sabem tudo sobre esta teoria?</strong><br />
Grosso modo, simplificando ao máximo esta discussão (sem intenção alguma de minimizar o trabalho da publicidade), um produto, para ser campeão de vendas, desejo e status &#8211; não necessariamente o melhor -, deve ser diferente (para exaltar a forma perante o fundo) e tirar o maior proveito possível da combinação de simplicidade, simetria e estabilidade.</p>
<p>Tenho certeza que todos entenderam o porquê deste artigo. Vocês conhecem alguém que sabe, melhor do que ninguém, como aliar todas estas funcionalidades? Acertou quem disse <strong>Steve Jobs</strong>.</p>
<p>Os produtos da <em>Apple</em> são conhecidos por serem de fácil uso, bonitos e, mais do que tudo isso, por representarem status. Pegarei como exemplo o <em>iPad</em>, equipamento em que com apenas um botão e o uso livre das mãos é possível acionar todas as funcionalidades disponíveis.</p>
<p>Há estudos que mostram que uma decisão de compra dura em média 2,6 segundos. Ora, você só precisa acionar um botão para ter acesso às maravilhas da tecnologia. Logo, 2,6 segundos não parecem muito para isso?</p>
<p>Não contente, meses depois de lançar o <em>iPad</em>, Steve Jobs lançou o <em>iPad 2</em>. Mais leve, mais rápido e mais econômico. Com duas câmeras. Com o mesmo preço. Aposto que muitos que já haviam comprado a primeira versão já estão loucos para ter sua evolução.</p>
<p>Steve Jobs trabalha para criar algo que não existia antes, mas que logo passamos a considerar essencial – algo sem o qual &#8220;não vivemos&#8221;. Nas palavras dele, isso significa <em>&#8220;criar tecnologia fácil de usar para o público mais amplo possível&#8221;</em>.</p>
<p>Seu mérito é grandioso. Ele é o mais bem-sucedido em fundir tecnologia com design, marca e moda. Tudo o que grande parte da população almeja: ter o aparelho da moda, mas com tecnologia, mobilidade e facilidade de uso. Combinação que garante, muitas vezes, status.</p>
<p><strong>Voltando ao que interessa: nosso bolso.</strong><br />
Para garantir nossa saúde financeira, precisamos aprender a identificar as táticas da publicidade para nos atingir. A grande questão é: precisamos mesmo de tudo isso? Hoje, a forma é muito mais importante que a função e, quando menos esperamos, já temos a sensação de que precisamos de um <em>iPod</em> e não um mero tocador de música. Precisamos de um <em>iPhone</em> e não de um aparelho celular. É assim mesmo?</p>
<p>Por último, gostaria de enfatizar que não teço uma crítica ao Steve Jobs e aos marqueteiros. Pelo contrário. Tenho um<em> iPad</em> e acho esta discussão sensacional. Discutir como aliar características humanas às ciências relativamente novas, como atingir o público em geral, conseguir convencer as pessoas de que elas precisam dos nossos produtos e etc. é importante para trabalharmos nossos desejos e necessidades.</p>
<p>O intuito do artigo é alertar as pessoas que buscam a estabilidade financeira no sentido de que há muita, mas muita coisa por trás do lançamento de produtos &#8211; é interessante sabermos que somos parte crucial deste processo, mas temos opção. Ou não?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Mariana Prates</b>.<br>

Economista pela PUC-SP, pós-graduada em Administração de Empresas pela FGV e autora do livro "Dinheirama" (Blogbooks). Trabalha no departamento comercial da Editora Novatec e adora fazer planejamento financeiro para amigos e familiares.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>As dificuldades financeiras e crescimento pessoal</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/03/02/as-dificuldades-financeiras-e-crescimento-pessoal/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/03/02/as-dificuldades-financeiras-e-crescimento-pessoal/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Mar 2011 14:36:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernadette Vilhena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pedagogia Econômica]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[desafio]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[emoção]]></category>
		<category><![CDATA[fracasso]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[As emoções definem muito de nossas decisões financeiras e relaçao com o dinheiro. Como lidar com as dificuldades financeiras de forma a aprender e criar oportunidades?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="As dificuldades financeiras e crescimento pessoal" src="http://dinheirama.com/files/2011/03/dinheirama_dificuldades_financeiras_crescimento_pessoal.jpg" alt="As dificuldades financeiras e crescimento pessoal" hspace="2" vspace="2" align="left" />A vida é cíclica. Vivemos momentos de grandes descobertas, de alegrias e desafios. Esses ciclos trazem consigo a oportunidade de amadurecimento e de mudança de padrões. As questões ligadas ao dinheiro também estão presentes nesses ciclos, onde nossa grande chance de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/c3VwZXJhJUU3JUUzb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">superação<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e crescimento acontece principalmente nos períodos difíceis.</p>
<p>Quando as dificuldades financeiras aparecem, temos em nossas mãos algumas alternativas: desesperar-se, buscar conhecimentos financeiros, concentrar esforços para virar o jogo, desistir, fortalecer as relações e juntos encontrar a solução. O que fazemos então?  Não é mais fácil pegar o atalho da revolta e do desânimo? Não é mais cômodo delegar a responsabilidade da situação, culpando os outros?</p>
<p>Às vezes, a sensação de incompetência toma conta dos pensamentos e acaba nos cegando. Quem nunca se sentiu assim?</p>
<p><span id="more-5823"></span><strong>A infância psicológica compromete as decisões</strong><br />
É mais comum do que pensamos agirmos na chamada “infância psicológica”, onde nossos comportamentos lembram os de uma criança. Todas nossas atitudes imediatistas e rasas não trazem a solução e, pelo contrário, confundem ainda mais nossa percepção da realidade. O que fazer então quando a incerteza nos paralisa?</p>
<p>Pela minha experiência, vejo que quando conseguimos entender nossas emoções, nossa percepção interna começa a mudar, levando a atitudes mais ordenadas e tornando mais fácil e palpável a busca pela solução. Isso será possível quando passamos a “racionalizar nossas emoções”. Simplificando, quando compreendo meus mecanismos infantis de reação, começo a construir um novo modo de funcionar escolhendo alternativas de sentimentos mais maduros e equilibrados.</p>
<p>A dificuldade em trabalhar as questões complexas relativas ao <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvK2RpbmhlaXJvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-72">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e responder a elas com mais segurança é resultado do “distanciamento do nosso eu” e do desconhecimento de nossos reais anseios. Sentimentos infantilizados como a raiva, a insegurança, a birra, o descontrole e a inércia acabam dominando nossa mente e acabamos agindo por impulso.</p>
<p><strong>O caminho é educar as emoções</strong><br />
Todos nós temos a capacidade de agirmos diferente e melhorar nossa vida emocional com ações enriquecedoras que promovem o nosso afastamento das emoções subalternas citadas.  O caminho é educar as emoções através do entendimento do sentimento e gerar pensamentos de autoconfiança, substituindo pensamentos pessimistas pelos otimistas. Isso é treino!</p>
<p>A proposta para cada um de nós é o equilíbrio entre o mental e o sentimental. Isso será conseguido através do esforço pessoal na construção do aprendizado sobre si mesmo, sobre as leis naturais que regem o planeta e sobre o outro. Nossos processos internos precisam ser vividos. Parar e olhar para a vida interior, estar consigo no silêncio para perceber suas necessidades interiores.</p>
<p>Os sentimentos são sinalizadores de nossas necessidades e nem sempre sabemos disso. Sentimentos ordenados são “conquistas nobres do processo de aprendizagem”. É preciso atenção para não ser refém de sentimentos desordenados, que levam muitas pessoas ao endividamento, ao uso inadequado do cartão de crédito e até mesmo a deixar todo o salário do mês em uma loja de departamentos.</p>
<p>Nossas emoções são como um painel e indicam o que precisa ser cuidado. Quando enfrentamos uma situação financeira ruim ou períodos de instabilidade econômica, os <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/c2VudGltZW50b3NfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-60">sentimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> falam muito alto. Procure prestar atenção em como você reage:</p>
<ul>
<li>Seus sentimentos atrapalham, tumultuam ou auxiliam suas decisões?</li>
<li>A primeira coisa que faz é culpar seu parceiro/a pelo momento ruim?</li>
<li>Fica com raiva de você e das dívidas contraídas?</li>
<li>Busca aprender mais sobre o universo financeiro?</li>
<li>Mantém a calma e analisa as melhores alternativas?</li>
<li>Coloca as contas em dia e estabelece metas para enxugar o orçamento?</li>
<li>Procura não pensar no assunto e finge estar tudo bem?</li>
</ul>
<p>Nossas reações informam sobre nós e convidam a trabalhar nossas dificuldades. Quando entendemos e analisamos nossas necessidades, compreendemos melhor os valores que são importantes para nossa vida. Precisamos ser mais inteligentes ao definir e respeitar prioridades.</p>
<p>Para finalizar, deixo um conselho e um fragmento do poema de <strong>Kahil Gibran</strong> sobre autoconhecimento: <strong>não tenha medo de encarar seus sentimentos e necessidades, você precisa se conhecer melhor</strong>!</p>
<p style="text-align: center;"><em>“Vossos ouvidos anseiam pelo som do conhecimento de vosso coração.<br />
Quereis saber em palavras aquilo que sempre soubeste em pensamento.<br />
E é bom que o desejeis.<br />
É o tesouro de vossas infinitas profundezas que precisa ser revelado a vossos olhos.”</em></p>
<p>Um abraço e felizes descobertas&#8230;</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Bernadette Vilhena</b>.<br>

Pedagoga empresarial, consultora em diversas instâncias da prática educativa nas empresas e autora do livro "Dinheirama" (Blogbooks). Especialista em Gestão de Pessoas e estudos nas áreas de Ergologia, Gestão do Conhecimento e Educação no trabalho.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Neuroeconomia: como os investidores pensam</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 14:02:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Finanças Pessoais]]></category>
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		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma vez, durante um pequeno debate, um amigo me disse a seguinte frase: &#8220;A economia é algo muito importante para ser deixada para os economistas&#8221;. Talvez o meu amigo esteja certo, ainda mais quando refletimos sobre o tamanho da confusão em que os &#8220;brancos de olhos azuis” nos meteram. De fato, a economia já não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2219" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/04/dinheirama_neuroeconomia_psicologia.jpg" alt="Neuroeconomia: como os investidores pensam" hspace="2" vspace="2" align="left" />Uma vez, durante um pequeno debate, um amigo me disse a seguinte frase: <em>&#8220;A economia é algo muito importante para ser deixada para os economistas&#8221;</em>. Talvez o meu amigo esteja certo, ainda mais quando refletimos sobre o tamanho da confusão em que os &#8220;brancos de olhos azuis” nos meteram. De fato, a economia já não pertence mais apenas aos economistas; outros cientistas vêm fazendo importantes contribuições sobre como os agentes tomam suas decisões e por quê.</p>
<p>Uma dessas novas vertentes do estudo econômico vem chamando cada vez mais atenção: a economia comportamental. Nascida na década de 70 com o trabalho dos psicólogos <a title="Teoria de Tversky e Kanehman" href="http://www.sjsu.edu/faculty/watkins/prospect.htm" target="_blank"><strong>Amos Tversky</strong> e <strong>Daniel Kahneman</strong></a>, da Universidade Hebraica de Jerusalém, a economia comportamental incorporou as inconstâncias humanas aos seus modelos de previsão.</p>
<p>Tversky e Kahneman focaram seus estudos sobre o comportamento das pessoas em situações de incerteza e de alta carga emotiva, consideradas por eles, com acerto, como predominantes nas grandes decisões econômicas – seja a compra do primeiro apartamento ou a venda de ações nos momentos de queda das <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Ym9sc2ErdmFsb3Jlc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">bolsas<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Kahneman ganhou o Prêmio Nobel de economia em 2002, tornando-se o único psicólogo a conseguir esse feito.</p>
<p><span id="more-2217"></span>No mundo de Kahneman, os agentes econômicos nem sempre tomam decisões sóbrias e corretas. Eles agem de acordo com os misteriosos mecanismos mentais de aceitação e rejeição do risco. Uma mesma pessoa que só bebe água mineral e morre de medo de bactérias pode ser vista fazendo bungee jumping, esporte em que o praticante se joga de uma ponte sobre um abismo amarrado por uma corda elástica. No mundo econômico, atitudes incoerentes como essa são quase a regra.</p>
<p>Aplicadas ao estudo do comportamento dos investidores nas bolsas, as teses de Kahneman e seus colegas mostram que a convivência de atitudes racionais e irracionais é uma força considerável. Entre o início de 2003 e o máximo de alta em maio de 2008, o índice Bovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, valorizou-se <strong>350%</strong>. Nesse período, a maioria dos investidores enxergou todos os acontecimentos, os bons e os ruins, com a lente da euforia.</p>
<p>Passaram despercebidos os sinais precoces da crise que viria a se abater sobre a economia mundial e com repercussões fortes no Brasil no fim do ano passado. Mesmo os <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> profissionais não estão imunes. A ilusão mais comum é acreditar que projeções baseadas em dados recentes podem ser tomadas como tendências duradouras.</p>
<p>O americano <a title="Conheça Robert Shiller" href="http://www.econ.yale.edu/~shiller/" target="_blank"><strong>Robert Shiller</strong></a>, da Universidade Yale, ouviu investidores que tinham acabado de perder uma fatia considerável do valor de suas ações na famosa <a title="Black Monday" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Black_Monday_(1987)" target="_blank">&#8220;Segunda-Feira Negra&#8221;</a>, como ficou conhecida a queda da Bolsa de Nova York em 19 de outubro de 1987. As ações perderam 22% de seu valor em um único dia. Shiller quis saber por que os investidores não caíram fora antes do desastre.</p>
<p>A resposta que o professor de Yale ouviu foi que os investidores se achavam tecnicamente aparelhados para &#8220;saber&#8221; com certeza quando as ações cairiam. Que técnica era essa? 88% deles disseram que se tratava de feeling, palavra que pode ser traduzida como intuição. No fundo, os investidores deixaram-se cegar pela confiança exagerada em suas habilidades &#8211; confirmadas pelos excelentes retornos obtidos antes da Segunda-Feira Negra.</p>
<p>A forma como nosso cérebro registra, armazena e recupera experiências que envolvem perdas e ganhos nos induz a um excesso de iniciativa que é prejudicial à <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Z2VzdCVFM28rcmVzdWx0YWRvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-68">boa gestão<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Impele-nos a vender na baixa e comprar na alta. Leva-nos a superestimar nossa propensão ao risco durante a alta e a subestimá-la nas quedas. Ganha mais quem define uma alocação em ativos de risco compatível com sua tolerância e as mantém com disciplina.</p>
<p>O investidor precisa estar disposto a enfrentar flutuações e eventualmente perdas em horizontes mais curtos para que não esteja fora da bolsa nos momentos de recuperação que, via de regra, ocorrem de maneira concentrada no tempo. Mas nem todos os enganos são originários da autoconfiança. O investidor também pode ser atrapalhado por uma emoção de natureza bem diversa: a angústia.</p>
<p>O investidor novato, sobretudo, tende a entrar no mercado com a sensação de que está atrasado – e de que seus amigos ganhavam fortunas enquanto ele aplicava nos fundos conservadores de seu banco. Essa sensação conduz à escolhas precipitadas. Em vez de traçar uma estratégia sólida, o novato dá grandes tacadas de uma vez só, para evitar a tensão de analisar e optar – ou não – por determinada ação. A impaciência custa caro.</p>
<p>Ficamos vulneráveis porque somos intolerantes às frustrações. Essa intolerância nos faz buscar caminhos mais fáceis e rápidos. As frustrações se tornam ainda mais agudas quando as cotações caem. O investidor que tomou sua decisão de compra sem base sofre por não saber se deve vender as ações que estão patinando e estancar as perdas ou apostar na recuperação dos papéis e mantê-los em carteira.</p>
<p>Se a economia comportamental introduziu o estudo mais detalhado das emoções na análise financeira, era apenas natural que alguns pesquisadores dessem o passo seguinte para investigar muito literalmente como funciona a cabeça do investidor. Tais estudos deram origem à neuroeconomia. O termo, ainda pouco conhecido, refere-se à aproximação dos estudos da economia com os da psicologia e da neurociência. Esses estudos utilizam recursos como o mapeamento cerebral para entender o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y29tcG9ydGFtZW50b18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">comportamento<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> humano.</p>
<p>A neuroeconomia combina as mais recentes descobertas da neurociência – em particular, técnicas de mapeamento cerebral como a ressonância magnética funcional (<a title="fMRI" href="http://www.fmri.org/fmri.htm" target="_blank">fMRI</a>), aperfeiçoada nos anos 90 – com os conceitos da psicologia financeira e da economia. É um campo de estudos ainda recente – conta cerca de uma década –, mas já acena com um entendimento fascinante da biologia do investidor.</p>
<p>Com os avanços da neurociência, abriu-se uma empolgante forma de estudar a mecânica mental por trás do processo decisório. Cientistas são capazes de mapear em tempo real quais regiões do cérebro são estimuladas quando somos colocados diante de diversas situações. Profissionais de marketing têm recorrido a isso para identificar que tipo de mensagem tem maior probabilidade de ficar registrada de forma positiva no cérebro para criar estratégias de comunicação para influenciar consumidores. O mesmo pode ser feito quando lidamos com as decisões de compra e venda de ativos.</p>
<p>Sempre que uma região do cérebro é estimulada, ela é irrigada por um fluxo adicional de oxigênio. Ao monitorar esse fluxo de oxigênio &#8211; e sabendo que regiões são responsáveis por quais sentimentos (prazer, medo, frustração etc.) -, podemos saber o efeito que determinado estímulo causa sobre nós. Além disso, a descoberta dos marcadores somáticos permitiu compreender de que forma tais impressões ficam registradas e como são recuperadas quando precisamos tomar novas decisões.</p>
<p>Os marcadores somáticos são relevantes se lidamos com estímulos que causam sentimentos de recompensa e punição. Por exemplo, se você alguma vez retirou um bolo recém-preparado do forno e queimou seu dedo, essa experiência ativará seus marcadores somáticos, que gravarão uma impressão duradoura em seu cérebro que será recuperada sempre que você precisar lidar com um forno. Esse tipo de influência sobre o processo decisório é mais relevante quanto mais complexa, conflitante e ambígua for a decisão. Desnecessário dizer que o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbythJUU3JUY1ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">mercado financeiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> está repleto de decisões desse tipo.</p>
<p>A teoria financeira comportamental tem bem registrado que o desprazer associado à perda é superior à sensação de recompensa quando há ganho na mesma proporção. Registramos de forma mais significativa experiências de perdas &#8211; a atividade cerebral no hemisfério que reage à sensação de punição e perdas é mais intensa &#8211; do que em situações de ganhos. Essa assimetria explica porque temos aversão a perdas e não ao risco. O problema ocorre quando o risco se materializa, traduzindo-se em prejuízo.</p>
<p>A neuroeconomia tem encontrado seus críticos. Em um texto duro publicado em 2005, o economista <a title="Conheça Ariel Rubinstein" href="http://arielrubinstein.tau.ac.il/" target="_blank"><strong>Ariel Rubinstein</strong></a>, das universidades de Nova York e Tel-Aviv, acusou os estudos com ressonância magnética de serem vagos e inconclusivos. De modo geral, porém, a neuroeconomia encontra-se em um estágio semelhante ao da neurociência em geral: conheceu avanços imensos nos últimos anos – e está apenas começando.</p>
<p>Mas na velocidade com que está se desenvolvendo, talvez no futuro a consulta com o psicólogo já virá acompanhada das melhores dicas de investimento, ou numa receita sobre como otimizar o orçamento doméstico, ou sobre como&#8230; Enfim, vamos esperar para ver.</p>
<p><strong>Bibliografia:</strong></p>
<ul>
<li>Revista Veja, edição 2.095 de 14 de janeiro de 2009</li>
<li>Revista Época Negócios, edição 02 de abril de 2007</li>
<li>Portal <a title="Portal Infomoney" href="http://www.infomoney.com.br" target="_blank">InfoMoney</a>, em 02 de julho de 2008 e 18 de julho de 2008</li>
</ul>
<p>&#8212;&#8212;<br />
<strong>Alexsandro Rebello Bonatto</strong>, economista e com MBA em Gestão Empresarial, é professor universitário, instrutor e sócio da <a title="Conheça a Ventura Corporate" href="http://www.venturacorporate.com.br" target="_blank">Ventura Corporate</a>, empresa de treinamentos corporativos. Tem mais de 13 anos de experiência no mercado de crédito.</p>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Alexsandro Rebello Bonatto</b>.<br>

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