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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; rentabilidade</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; rentabilidade</title>
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		<title>As mudanças na rentabilidade da caderneta de poupança afetam sua vida?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/05/07/as-mudancas-na-rentabilidade-da-caderneta-de-poupanca-afetam-sua-vida/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 17:07:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entenda as mudanças na rentabilidade da caderneta de poupança e como elas afetam sua vida. A poupança continua melhor que fundos DI e renda fixa com alta taxa de administração.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="As mudanças na rentabilidade da caderneta de poupança afetam sua vida?" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/05/dinheirama_post_as_mudancas_rentabilidade_caderneta_poupanca_afetam_sua_vida.jpg" alt="As mudanças na rentabilidade da caderneta de poupança afetam sua vida?" align="left" hspace="2" vspace="2" />Thiago</strong> comenta: <em>&#8220;Navarro, os juros estão caindo, o governo finalmente mexeu na rentabilidade da caderneta de poupança e o crédito ficou mais barato. Como o pequeno investidor deve encarar esta realidade? Onde aplicar nosso dinheiro para garantir melhores retornos? A poupança continuará atraente? Em que situações? Obrigado&#8221;</em>.</p>
<p>Até pouco tempo atrás, coisa de uns 10 anos, investir no Brasil era relativamente simples. Bastava aplicar seu dinheiro em produtos de renda fixa, geralmente fundos conservadores oferecidos pelos bancos, e esperar pela virada do ano. Ao final de 2002, a Taxa Selic estava em 21%. Apesar da alta da inflação na mesma época (IPCA foi de 12,5%), era possível ganhar pelo menos 6% reais (sem impostos, taxas e descontada a inflação), ao ano, quase sem risco.</p>
<p>Em contrapartida, investir na poupança significava &#8220;perder&#8221; dinheiro. Em 2002, para ficarmos no mesmo exemplo de 10 anos atrás, a caderneta teve rentabilidade de 8,95%. Muito, mas pouco, já que a rentabilidade real, usando a inflação como parâmetro, foi negativa. O <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Z2FuaGFyK2RpbmhlaXJvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-64">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> encareceu 12,5% (IPCA) e a poupança rendeu 8,95%, logo o dinheiro guardado &#8220;valia&#8221; ao final 3,55% menos.</p>
<p><span id="more-7584"></span><strong>A situação mudou!</strong><br />
Os juros básicos da economia (Selic) foram caindo, em um movimento iniciado com mais ímpeto na gestão de Henrique Meirelles (governo Lula) e seguido com ainda mais vigor pelo escolhido de Dilma, Alexandre Tombini. O <a title="Veja o histórico da queda de juros" href="http://www.bcb.gov.br/?COPOMJUROS" target="_blank">histórico da queda dos juros impressiona</a>: saímos do patamar de 30% em maio de 1998 para os atuais 9% em maio de 2012.</p>
<p>Com os juros em 9% ao ano, a rentabilidade da poupança (0,5% ao mês mais a variação da TR &#8211; Taxa Referencial) passa a ser muito interessante. Sem incidência de Imposto de Renda (IR) e taxas, ela já se equipara à rentabilidade líquida (descontado IR e taxa de administração) de muitos fundos de renda fixa tradicionais. No artigo <a title="Clique para ler o artigo" href="http://dinheirama.com/blog/2012/04/26/o-que-fazer-como-aproveitar-e-o-que-evitar-com-a-queda-dos-juros/" target="_blank">&#8220;O que fazer, como aproveitar e o que evitar com a queda dos juros&#8221;</a> abordo a questão dos juros bancários.</p>
<p>Diante deste cenário, muitos leitores enviaram questões relacionadas aos seus investimentos, às mudanças na caderneta de poupança e suas decisões financeiras daqui em diante. Aproveitarei este artigo para tentar responder algumas delas.</p>
<p><strong>Quais foram as mudanças anunciadas para a caderneta de poupança? Elas já estão em vigor?</strong><br />
Para poupanças abertas a partir de 04/05/2012, haverá um <a title="Leia mais sobre as mudanças na poupança" href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,governo-cria-gatilho-que-reduz-o-rendimento-da-caderneta-de-poupanca,o,governo-cria-gatilho-que-reduz-o-rendimento-da-caderneta-de-poupanca-,868450,0.htm" target="_blank">gatilho que diminuirá o retorno da poupança</a>. Quando a taxa de juros fixada pelo Banco Central, a Selic, for igual ou inferior a 8,5% ao ano, o rendimento dos novos depósitos será igual a 70% da Selic mais a variação da TR. Se a Selic voltar a subir e ultrapassar o patamar de 8,5% a.a., a regra antiga da poupança será usada para corrigir os valores depositados.</p>
<p><strong>Por que mexer no retorno da caderneta de poupança?</strong><br />
Imagine os juros (Selic) em 7% e a caderneta de poupança rendendo os mesmos 6% garantidos todo ano. A rentabilidade real de muitos produtos de renda fixa ficaria muito abaixo da caderneta, podendo levar investidores a migrar seus investimentos. Isso traria o risco de o governo passar a ter dificuldades para vender títulos públicos, que são a base de fundos de renda fixa e servem para &#8220;financiar&#8221; o Estado.</p>
<p>Assim, a rentabilidade da poupança acabou se tornando o piso da taxa de juros. Ou seja, sem mudar o retorno da poupança não seria possível levar os juros para níveis menores que os 6% até então garantidos da caderneta. Esse problema já havia sido discutido no governo Lula, que considerou o tema &#8220;impopular&#8221;. Dessa vez, a mudança gerou uma <a title="Leia mais sobre a MP e sua aprovação" href="http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2012/05/04/interna_politica,292575/aprovacao-da-medida-provisoria-da-poupanca-nao-sera-facil-diz-braga.shtml" target="_blank">Medida Provisória (MP), que está na Câmara dos Deputados e requer aprovação</a>.</p>
<p><strong>Cadernetas de poupança já existentes serão afetadas?</strong><br />
Sim. De acordo com a MP apresentada, a partir de 04/05/2012, aportes feitos em contas-poupança já existentes também serão rentabilizados a partir da nova mudança proposta. Tenha em mente, portanto, que as novas regras valem para novas contas e novos aportes em contas já existentes.</p>
<p><strong>Então, apesar de ser a mesma caderneta, os depósitos serão identificados de acordo com a data e assim rentabilizados de forma diferente?</strong><br />
Isso mesmo. Os valores já depositados antes da entrada em vigor da &#8220;nova poupança&#8221; terão sua rentabilidade mantida de acordo com as regras antigas. Novos aportes, porém, sofrerão ação do gatilho de 8,5% da Selic.</p>
<p><strong>Mas, como o banco vai distinguir o que é depósito novo e o que é depósito antigo?</strong><br />
Segundo o Banco Central, o banco será obrigado a apresentar ao poupador, em separado, o saldo da caderneta que está sob as regras antigas. Essa informação será apresentada nas consultas aos terminais de atendimento e no extrato bancário. Na prática, você terá dois saldos referentes à caderneta de poupança.</p>
<p><strong>E o que acontecerá quando eu for sacar dinheiro da poupança? O total sacado será retirado do montante mais novo (dentro das novas regras) ou da poupança mais antiga?</strong><br />
Em caso de saque, o dinheiro vai sair primeiro da parte sob as regras novas. O dinheiro “antigo” só sai da conta se o dinheiro “novo” não for suficiente.</p>
<p><strong>Em caso de transferência de poupanças de mesma titularidade, será usada a nova regra da poupança?</strong><br />
Sim. A movimentação caracteriza um saque (da poupança de origem) e um depósito (na poupança destino), sendo considerada uma nova movimentação. Logo, o gatilho originado da nova regra passará a valer para esta transação.</p>
<p><strong>E no caso dos rendimentos de dinheiro considerado &#8220;antigo&#8221;, ou seja, de uma caderneta já existente antes da data da mudança?</strong><br />
Os rendimentos do dinheiro aplicado antes da nova regra serão considerados &#8220;dinheiro antigo&#8221;, ou seja, somar-se-ão ao montante investido antes da regra e seguirão rendendo pela regra antiga até que sejam utilizados.</p>
<p><strong>Há possibilidade da Taxa Selic cair abaixo de 8,5% e subir novamente dentro do mesmo mês, dificultando o cálculo da rentabilidade do dinheiro aplicado?</strong><br />
Não, pois as reuniões que definem essa taxa são realizadas a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom), inclusive com calendário já divulgado.</p>
<p><strong>Como o investidor deve encarar essa mudança na rentabilidade da poupança? Em que situações a caderneta será interessante?</strong><br />
A verdade é que o pequeno <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> não deve mudar muito sua concepção sobre o uso da caderneta de poupança. Para aplicações de curto prazo (até um ano), poupança para compra de bens à vista e fundo de reserva para emergências, a poupança continuará sendo uma excelente opção.</p>
<p>Vejamos alguns exemplos:</p>
<ul>
<li>Em caso de Selic a 8,5% ao ano, percentual que dispara o gatilho da poupança, fundos DI terão que oferecer taxas de administração menores que 1% ao ano para resgate em até um ano ou serão menos rentáveis que nova poupança. O mesmo acontece com CDBs (títulos privados) que paguem menos de 90% do CDI e operações com títulos públicos cujos custos sejam maiores que 0,5%;</li>
<li>Em caso de Selic a 8%, a rentabilidade da poupança (5,6%) praticamente empataria com de fundos de renda fixa com taxas de administração de 0,5% (5,7%) e ainda venceria CDBs que paguem menos de 96% do CDI.</li>
</ul>
<p><strong>Apesar da mudança, os investimentos feitos na caderneta de poupança renderão mais que outros produtos conservadores de curto prazo?</strong><br />
Por enquanto, sim! A diferença é que essa situação não acontecia com tanta frequência, o que exigirá dos bancos uma mudança de postura em relação aos custos envolvidos em seus fundos de renda fixa voltados para o pequeno poupador. Taxas inferiores a 1,5% terão que ser prática comum ou a poupança continuará sendo mais interessante. O mesmo vale para a rentabilidade dos títulos privados (CDB), que terão que remunerar melhor o investidor (pelo menos 95% do CDI). Você pode ver outras simulações <a title="Veja mais simulações" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1085518-novas-regras-da-poupanca-afetam-rendimentos-veja-simulacoes.shtml" target="_blank">clicando aqui</a>.</p>
<p><strong>Como sei quando vale a pena? O que devo levar em consideração?</strong><br />
Dois fatores merecem atenção: o Imposto de Renda &#8211; as alíquotas vão de 22,5% (resgate antes de seis meses) a 15% (após dois anos) do ganho &#8211; e custo do investimento &#8211; a taxa de administração no caso dos fundos e os custos operacionais (custódia e taxa de negociação) no caso da compra e venda de títulos públicos (Tesouro Direto).</p>
<p>Uma referência geral pode ser útil: para Selic entre 8% e 10% (situação esperada para 2012), fundos de renda fixa só serão tão ou mais interessantes que a poupança se oferecerem taxa de administração máxima de 1,5% (prazo acima de dois anos) e 1% (prazo de até um ano). Para os CDBs, só se oferecerem pelo menos 95% do CDI. A verdade é que <a title="Leia mais e veja outras simulações" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1086533-r-100-bilhoes-em-fundos-vao-perder-para-a-nova-poupanca.shtml" target="_blank">muitos fundos perderão para a poupança</a> se não mudarem suas taxas.</p>
<p><strong>Ora, então a mudança da poupança pode ser considerada uma boa notícia?</strong><br />
Sim. Ao ser anunciada a medida, percebi que muitos brasileiros ficaram inquietos, alguns até preocupados. Primeiro, não há razão para pânico, afinal não se trata de confisco ou coisa parecida &#8211; felizmente, isso é passado. Segundo, muita calma com o discurso <em>&#8220;eles querem tirar dos pobres e não dos ricos&#8221;</em>, já que não é possível ser uma potência econômica e criar melhores condições para os negócios (empreendedores, concessão de crédito, expansão comercial etc.) com juros elevados.</p>
<p>Além disso, uma aplicação cujo retorno esteja sempre acima dos juros básicos, de forma garantida, geraria distorções no trânsito de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e, consequentemente, na economia. Ninguém compraria títulos públicos se a caderneta desse mais retorno (e sem taxas e impostos), certo? Sem vender seus papéis, o governo perderia sua capacidade de investir e rolar sua dívida, além do que haveriam recursos em excesso para o financiamento imobiliário (65% dos depósitos na poupança devem ser usados para este fim) e escassez para outras coisas.</p>
<p>O cenário &#8220;deixa como está&#8221; seria bem pior, acredite. Assim, mexer na rentabilidade da caderneta de poupança era essencial para permitir a queda de nossos juros reais, desonerando assim o custo do capital. A consequência mais perigosa ainda continua sendo a inflação, que por enquanto está sob controle, mas assusta economistas no que diz respeito ao ano de 2013. Até lá, façamos todos nossa lição de casa: ler sobre o tema e sobre as possibilidades de fazer render nosso dinheiro. Estamos juntos nessa.</p>
<p>Ajude-nos a compartilhar estas novidades e participe da discussão. Deixe seus comentários no espaço abaixo e siga-nos no Twitter &#8211; <strong><a title="Siga o @Dinheirama" href="http://www.twitter.com/Dinheirama" target="_blank">@Dinheirama</a></strong> &#8211; e Facebook &#8211; <a title="Siga o Dinheirama" href="http://www.facebook.com/dinheirama" target="_blank">www.facebook.com/dinheirama</a>. Até a próxima.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Guilherme Horn, CEO da Órama</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 16:59:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Guilherme Horn, CEO da Órama, explica como é possível ter acesso aos melhores fundos de investimento e estratégias com aportes iniciais pequenos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Guilherme Horn, CEO da Órama" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/03/dinheirama_post_entrevista_guilherme_horn_ceo_orama.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Guilherme Horn, CEO da Órama" align="left" hspace="2" vspace="2" />Há um bom tempo tratamos de uma questão relacionada às decisões de investimentos dos brasileiros que mostra que grande parte dos investidores tem pouco dinheiro para começar a investir. Com aportes menores, estes indivíduos normalmente são levados a escolher produtos com rentabilidades menores. A questão que fica é: como garantir rentabilidades maiores e com aportes iniciais menos vultosos?</p>
<p>Para ajudar a tratar desta questão, conversei com <strong>Guilherme Horn</strong>, CEO da <strong><a title="Conheça a Órama" href="http://migre.me/8t9IY" target="_blank">Órama DTVM S/A</a></strong>. Guilherme é Mestre em Administração de Empresas pela PUC-RJ e Doutor em Ciências Empresariais na UMSA &#8211; Argentina, com concentração em Sistemas Complexos. Depois de quase 10 anos de experiência em outros segmentos, juntou-se à Ágora Corretora em 2000 para iniciar o projeto de varejo online daquela corretora.</p>
<p>Foi o sócio responsável pelo projeto, que incluía as áreas de Tecnologia e Marketing, até 2008, quando a empresa foi vendida para o Bradesco por cerca de R$ 1 bilhão de reais. Em 2009, Horn, junto com os sócios fundadores da Ágora, iniciou o desenvolvimento da Órama, a primeira loja online independente de fundos do Brasil, lançada no mercado em agosto de 2011.</p>
<p><span id="more-7441"></span>Acompanhe nosso papo:</p>
<p><strong>Guilherme, os investidores brasileiros que buscaram a renda variável aumentaram bastante na última década. Gestores especializados também apareceram para suprir a demanda por investimentos mais rentáveis. Esse movimento deve continuar?</strong></p>
<p><strong>Guilherme Horn:</strong> Nos últimos anos, houve uma grande popularização da Bolsa no Brasil. Isso mostra que finalmente o brasileiro começou a se preocupar não só em poupar, mas também em rentabilizar seu patrimônio. No entanto, o investidor comum, que se aventurou na Bolsa e obteve grandes conquistas, ficou perdido quando viu seus investimentos se diluírem com a crise. O grande engano foi achar ser possível administrar sozinho 100% dos investimentos.</p>
<p>A analogia que faço é com a automedicação. Uma simples dor de cabeça não te leva ao médico. Mas se o problema é sério, você não vai se automedicar, não é verdade? Então por que vai fazer isto com o seu dinheiro? É muito mais prudente colocar seu dinheiro na mão de especialistas que só fazem isso! Se os ricos e milionários fazem desta forma, você realmente acha que deve fazer diferente?</p>
<p><strong>Muitos leitores têm dúvidas sobre as diferenças de se investir em fundos de investimentos e de forma direta. Você pode citar as características destas alternativas e quando elas podem ser mais interessantes e vantajosas?</strong></p>
<p><strong>G. H.:</strong> Uma das grandes vantagens de se investir em Fundos é contar com especialistas que acompanham e analisam o mercado diariamente em busca das melhores oportunidades, dentro de uma estratégia traçada. Esses profissionais contam com softwares de análise de risco sofisticados, que possibilitam a avaliação do risco de cada operação e suas possibilidades de retorno. Já a Bolsa oferece muitas vantagens para quem quer ter total autonomia, mas para isso é preciso entender, ter tempo de acompanhar o mercado, além de capital disponível para a diversificação em diferentes ativos.</p>
<p>Um Fundo de Ações, por exemplo, antes de comprar um papel, conversa com os administradores da empresa, com funcionários, ex-funcionários, concorrentes, clientes e fornecedores. Algumas vezes até se faz passar por um potencial parceiro ou cliente para entender melhor os processos da empresa. Leva meses numa pesquisa de campo exaustiva e detalhada. Sem contar a quantidade de dados e informações a que tem acesso.</p>
<p>Isto tudo faz com que o gestor do Fundo tenha um conhecimento da empresa e uma visão de seu futuro que não pode ser comparada com a de um investidor individual. O resultado final não pode ser o mesmo. Até pode acontecer de um investidor individual, num determinado período específico, ganhar mais do que um fundo. Mas é só comparar no longo prazo, em 5 ou 10 anos, que fica evidente a diferença na consistência dos resultados.</p>
<p><strong>Um dos principais problemas de muitos investidores é o aporte inicial. Muitas instituições de varejo (grandes bancos, por exemplo) oferecem produtos de aportes baixos, mas cujas rentabilidades não são tão interessantes. Por outro lado, produtos de gestores especializados costumam exigir valores iniciais mais elevados. Pode explicar a diferença entre os produtos de grande apelo daqueles mais específicos?</strong></p>
<p><strong>G. H.:</strong> Brasileiro está acostumado a investir através de seu banco, geralmente com a indicação do gerente, que não é uma pessoa especializada em investimentos. Os bancos oferecem diversos produtos, como poupança, previdência, entre outros. Fundo de Investimento é mais um dos muitos produtos oferecidos. Por isso, da mesma maneira que procuramos um cardiologista quando temos um problema no coração e não um clínico geral, por que fazer diferente com nossos investimentos?</p>
<p>Nada melhor do que escolher um especialista em Fundos se você quiser investir e aumentar suas chances de obter êxito neste segmento. Os produtos que gestores especializados oferecem são diferenciados, pois existe um alinhamento de interesses do gestor e do cotista. Na maioria das vezes, inclusive, o dinheiro do gestor está investido no mesmo produto.</p>
<p><strong>Reparei que a <a title="Conheça a Órama" href="http://migre.me/8t9IY" target="_blank">Órama</a> nasceu com o objetivo de permitir que, mesmo com aportes menores, o investidor consiga investir e aproveitar a estratégia de fundos especializados. Pode explicar melhor como surgiu essa ideia?</strong></p>
<p><strong>G. H.:</strong> É antigo o nosso desejo de democratizar o mercado de Fundos de Investimento no Brasil. A história da Ágora, que foi durante quase uma década a maior corretora do país, nos mostrou que a Internet é um meio muito poderoso de prover acesso. Por isso, queremos reeditar essa trajetória de democratizar o acesso, criando a ponte entre o pequeno investidor e os Fundos de Investimento mais sofisticados do país.</p>
<p>Afinal, com uma aplicação inicial de R$ 5 mil fica muito mais fácil investir em Fundos de Gestores Independentes, que normalmente possuem uma aplicação inicial de R$ 50 mil a R$ 500 mil, sem contar que para ser cliente de uma gestora dessas, muitas vezes o patrimônio exigido é superior a R$ 1 milhão ou R$ 3 milhões. Alguns vídeos explicam melhor nossas ideias e propósitos: <a title="Veja o video" href="http://migre.me/8rzPc" target="_blank">“Como surgiu a ideia da Órama”</a> e <a title="Assista ao vídeo" href="http://migre.me/8rzSm" target="_blank">“Como a Órama se insere no mercado”</a>.</p>
<p><strong>Os fundos mais conhecidos pelas pessoas normalmente são aqueles mais comuns, comercializados através do relacionamento frequente com o gerente do banco. Como são escolhidos os fundos que a Órama oferece e de que forma o investidor pode encontrar mais detalhes antes de se decidir?</strong></p>
<p><strong>G. H.:</strong> O que a Órama faz é uma rigorosa seleção, pois não pretendemos ser um supermercado com centenas de opções de Fundos, como algumas corretoras, mas sim oferecer efetivamente os melhores. Por isso, dentre os milhares disponíveis no Brasil, não vamos distribuir mais de 50. Queremos que o investidor saiba que na Órama ele pode formar uma carteira bem diversificada apenas com os melhores.</p>
<p>Para isso, formamos um comitê que analisa rigorosamente os Fundos através de reuniões com os gestores, análise de seu histórico, análise dos processos internos de gestão, controles de risco, grau de aderência à filosofia e estratégia de investimentos. Enfim, uma detalhada due diligence que busca confirmar que a rentabilidade é resultado de uma estratégia bem definida, e não da sorte.</p>
<p>Para auxiliar o investidor a montar uma carteira de Fundos, oferecemos diversas ferramentas. Uma delas chama-se <a title="Conheça o selecionador de fundos da Órama" href="http://migre.me/8t9MS" target="_blank">Selecionador de Fundos</a>, na qual você responde seis perguntas e então recebe uma indicação dos melhores fundos para o seu perfil e objetivo. Temos ainda uma área multimídia com <a title="Assista aos vídeos" href="http://migre.me/8rzO2" target="_blank">vídeos dos próprios gestores</a> explicando as estratégias dos Fundos e suas performances mensais.</p>
<p><strong>Como a Órama consegue viabilizar essa facilidade do aporte inicial menor? Se o fundo exclusivo exige aporte elevado, isso significa que vocês completarão o valor necessário?</strong></p>
<p><strong>G. H.:</strong> Sim. Para cada Fundo escolhido, montamos um FIC (Fundo de Investimento em Cotas), com uma <a title="Veja como começar a aplicar com apenas R$ 5 mil" href="http://migre.me/8rzUR" target="_blank">aplicação mínima de R$ 5 mil</a>. Assim, o que você aplicar no nosso FIC, nós aplicamos no que chamamos Fundo Alvo. Por exemplo, se você aplicar R$ 5 mil no Órama Gávea, a Órama vai completar o mínimo do Gávea (Fundo Alvo), ou seja, colocar mais R$ 295 mil e investir um total de R$ 300 mil lá.</p>
<p>Quando você quiser resgatar, é a mesma coisa. Você resgata o quanto deseja (mínimo de R$ 3 mil) e a Órama faz os ajustes necessários. Dia desses um repórter me perguntou se seria uma espécie de compra coletiva (garantida) de Fundos. Gostei da comparação!</p>
<p><strong>Se o fundo alvo escolhido cobra taxas de performance e administração, como ficará o patrimônio do investidor na hora do resgate? O que mais será cobrado por possibilitar a ele o acesso a este produto diferenciado?</strong></p>
<p><strong>G. H.:</strong> O que a Órama cobra pelo acesso aos melhores Fundos do mercado é uma taxa de administração de 0,6% ao ano. Isso representa apenas R$ 30,00 por ano para quem aplicou R$ 5 mil. Um valor bem razoável para que você possa investir nos Fundos onde até hoje somente os milionários investiam – ainda mais por se tratar de um site simples, fácil de operar e que oferece todos os melhores fundos num só lugar.</p>
<p>E é só isso, pois a Órama não cobra taxa de performance. É importante lembrar que a rentabilidade de um Fundo é apresentada líquida da taxa de administração. Ou seja, não tem nada a ser debitado, além do imposto, é claro.</p>
<p><strong>Como você vê o atual momento econômico do Brasil e a importante mudança no patamar de renda de nossa população? É hora de investir? Como convencer as pessoas da importância do planejamento financeiro?</strong></p>
<p><strong>G. H.:</strong> O Brasil está vivendo um momento ímpar. Alcançou a 5ª posição entre as maiores economias do mundo, deixando o Reino Unido para trás. Com inflação aparentemente controlada, moeda fortalecida e nível de desemprego no menor patamar da história, esse é o melhor momento para começar a pensar no futuro. As pessoas estão consumindo mais e mudando o padrão de vida.</p>
<p>Por isso, é importante se planejar, investir e diversificar para não ter uma surpresa negativa no futuro. Imagine a situação dos gregos, que não se planejaram. Ou de tantos outros cidadãos europeus diante desta crise. Sejam os investimentos para alcançar um determinado objetivo ou para complementar a renda da aposentadoria, quanto antes começar, melhor. Não é fácil convencer alguém a se planejar, mas cada um tem seu tempo para entender a importância do planejamento.</p>
<p><strong>Guilherme, obrigado pela participação e disponibilidade. Por favor deixe uma mensagem final aos jovens que desejam construir um futuro financeiro melhor e mais tranquilo.</strong></p>
<p><strong>G. H.:</strong> Como mensagem final, gostaria de dizer aos jovens que consumir é muito bom, mas ter dinheiro guardado é melhor ainda. Dá segurança e traz liberdade! Nada melhor do que ter uma reserva para poder viajar, consumir e realizar os sonhos. Eu que agradeço o espaço e deixo o convite aos seus leitores para acessarem nosso site – <strong><a title="Conheça a Órama" href="http://migre.me/8t9IY" target="_blank">www.orama.com.br</a></strong> – e conhecerem nossos fundos. Tenho certeza de que vão gostar! Até a próxima.</p>
<p><strong>Foto:</strong> divulgação.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Investimentos mais rentáveis que a poupança em tempos de inflação alta</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 23:53:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Renda Fixa]]></category>
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		<description><![CDATA[Conheça investimentos mais rentáveis e seguros que a poupança para garantir rentabilidades maiores em tempos de inflação alta. Compare, comprove e crie sua estratégia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Investimentos mais rentáveis que a poupança em tempos de inflação alta" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_investimentos_mais_rentaveis_poupanca_tempos_inflacao_alta.jpg" alt="Investimentos mais rentáveis que a poupança em tempos de inflação alta" align="left" hspace="2" vspace="2" />Danilo</strong> comenta: <em>“Navarro, tenho acompanhado o noticiário econômico com atenção e não há um dia em que a inflação não esteja na pauta. Sou um investidor conservador e tenho optado pela caderneta de poupança, mas com a alta da inflação fui alertado por um amigo de que essa decisão pode acarretar perda do meu poder de compra. Quais são as opções, também seguras, mais rentáveis que a poupança atualmente? Obrigado”</em>.</p>
<p>A dúvida sobre o melhor investimento conservador é comum e merece atenção. A questão principal que deve ser analisada é a rentabilidade líquida das alternativas disponíveis, ou seja, qual o retorno real que cada aplicação oferece quando comparados prazos iguais no investimento. Por retorno real compreende-se o percentual de ganhos depois de descontados impostos, taxas de administração e inflação no período.</p>
<p><strong>Por que o medo da inflação?</strong><br />
A inflação é realmente tema recorrente na mídia especializada. Não por acaso. O <a title="Veja a evolução do IPCA" href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/ipca-inpc_201109_1.shtm" target="_blank">IPCA</a> (Índice de Preços ao Consumidor Ajustado) acumula 7,31% no período de 12 meses encerrado em setembro passado. No ano, o mesmo IPCA já atinge 4,9%, valor acima do centro da meta estipulada pelo governo para o ano todo, de 4,5%. A <a title="Leia mais sobre a previsão da inflação" href="http://exame.abril.com.br/economia/noticias/analistas-elevam-expectativa-de-inflacao-pela-3a-semana-seguida" target="_blank">previsão oficial do BC (Banco Central) para este ano é de 6,4%</a>. O mercado acredita em pelo menos 6,5%, valor que configura o teto da meta. Se desejar, leia mais sobre o <a title="Regime de metas de inflação" href="http://dinheirama.com/blog/2007/10/16/que-tal-o-regime-de-metas-de-inflacao/" target="_blank">regime de metas de inflação</a> em um artigo do Ricardo Pereira.</p>
<p><span id="more-6667"></span>A variação de preços já é sentida em diversos estabelecimentos. Em termos práticos, a inflação significa a perda do poder de compra da moeda frente aos preços praticados no mercado em geral. O valor de um produto daqui alguns meses/anos será diferente daquele praticado hoje. Logo, a decisão de investir de forma a multiplicar seu patrimônio precisa considerar escolhas capazes de sustentar (aumentar) seu poder de compra ao longo do tempo.</p>
<p><strong>Opções conservadoras de investimentos</strong><br />
Neste texto, apresento uma análise simples e objetiva dos principais tipos conservadores de aplicação e suas características diante do cenário de alta inflação.</p>
<p><strong>Caderneta de poupança</strong><br />
Isenta de taxas e impostos, é recomendada como colchão financeiro para emergências (fundo de reserva) e objetivos de curtíssimo prazo (até seis meses). Com liquidez imediata e facilidade/comodidade na operação, é muitas vezes a “porta de entrada” de muitos brasileiros no mundo dos investimentos.</p>
<p><strong>Rentabilidade:</strong> mínimo de 0,5% ao mês mais TR (Taxa Referencial), que varia de acordo com a taxa média dos CDBs dos 30 maiores bancos.<br />
<strong>Rentabilidade dos últimos 12 meses:</strong> 7,31%.</p>
<p><strong>Fundos de Renda Fixa</strong><br />
Opção administrada por bancos/gestores, que permitem ao <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> participar mediante negociação de cotas e pagamento de uma taxa de administração. As decisões de investimentos do patrimônio do fundo são responsabilidade dos administradores e se concentram em títulos diversos, tanto pós-fixados (Fundos DI), quanto prefixados (Fundos de Renda Fixa).</p>
<p><strong>Rentabilidade:</strong> o retorno está normalmente atrelado à variação da taxa básica de juros da economia (Taxa Selic), atualmente em 12% a.a., que baliza as operações e empréstimos entre as instituições financeiras e o CDI (Certificado de Depósitos Interbancários).</p>
<p><strong>Rentabilidade média (12 meses) dos Fundos DI:</strong> 8,96%.<br />
<strong>Rentabilidade média (12 meses) dos Fundos de Renda Fixa:</strong> 9,48%.<br />
Os valores acima expressos já tem descontada a taxa de administração, mas não o IR (Imposto de Renda), que será detalhado ao final do artigo. Os dados foram retirados do <a title="Acesse o site da ANDIMA" href="http://www.andima.com.br/r_diaria/resultados/sec01.html" target="_blank">site da ANDIMA</a> (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).</p>
<p><strong>CDB (Certificado de Depósito Bancário)</strong><br />
São títulos de dívida emitidos pelos bancos que normalmente possuem prazo de vencimento que variam de 30 dias a dois anos. Por oferecerem os títulos em troca de dinheiro para se capitalizar (e emprestar mais caro), os bancos não cobram taxas de administração.</p>
<p>O risco de um investimento em CDB está diretamente relacionado à saúde financeira da instituição que vende o título. Problemas financeiros podem significar falta de liquidez e de capital para honrar os compromissos com os clientes. Caso o banco quebre, o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) garante até R$ 70 mil de volta por CPF.</p>
<p><strong>Rentabilidade:</strong> as taxas pagas ao cliente variam bastante, o que significa rentabilidade diferente de acordo com o banco escolhido. Bancos menores, e por consequência com maiores chances de calote, oferecem maior rentabilidade. No entanto, bancos maiores tendem a oferecer maiores facilidades (aporte menor, resgate automático etc.).</p>
<p>O retorno do CDB deve perseguir o CDI ou a Taxa Selic. Procure títulos que paguem, pelo menos, 95% do CDI. Conseguir 100% ou mais é desejável, mas nem sempre é fácil para aportes iniciais mais baixos ou prazos mais curtos. Bancos pequenos e médios já oferecem essa opção por aqui, com qualquer aporte mínimo e pagamento de 100% do CDI para CDB sem carência e até 110% do CDI para CDB com carência de três anos.</p>
<p><strong>Rentabilidade média (12 meses) do CDB para pequenas quantias:</strong> 9,41%. Esse valor não contempla incidência do IR (Imposto de Renda), que será detalhado ao final do artigo. Os dados são da <a title="Acesse a Agência Estado" href="http://economia.estadao.com.br/renda_fixa.htm" target="_blank">Agência Estado</a>.</p>
<p><strong>Títulos Públicos (Tesouro Direto)</strong><br />
Títulos públicos são ativos de renda fixa cujo objetivo é viabilizar a captação de recursos para: a) financiar o déficit orçamentário; b) refinanciar a dívida pública; e c) realizar operações para fins específicos, definidos em lei. São quatro as modalidades de título disponíveis e seus tipos variam de acordo com o perfil do investidor e tempo de investimento (curto e médio prazo).</p>
<p>Para aplicações de curto prazo, estão disponíveis as Letras do Tesouro, nas opções LFT (Letra Fiananceira do Tesouro) e LTN (Letra do Tesouro Nacional). Para o médio prazo estão disponíveis a NTN-B (Nota do Tesouro Nacional série B) e NTN-F (Nota do Tesouro Nacional série F).</p>
<p><strong>Rentabilidade:</strong> a rentabilidade varia de acordo com o tipo de título e o preço de aquisição, podendo ser prefixada (LTN), indexada à taxa SELIC (LFT), indexada ao IGP-M (NTN-C) ou indexada ao IPCA (NTN-B). Para detalhes e dicas sobre cada opção e como investir, leia o artigo <a title="Leia o artigo sobre Tesouro Direto e suas vantagens" href="http://dinheirama.com/blog/2011/01/20/tesouro-direto-como-investir-rentabilidade-vantagens-e-caracteristicas/" target="_blank">“Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características”</a>.</p>
<p><strong>Rentabilidade (12 meses) de uma LFT com vencimento em 01/2013:</strong> 12,8%.<br />
<strong>Rentabilidade (12 meses) de uma NTN-B com vencimento em 08/2012:</strong> 14,4%.<br />
Os valores acima expressos já têm descontadas a taxa de custódia da CBLC (0,4% a.a.) e a taxa média dos agentes de custódia (0,3% a.a.), mas não o IR (Imposto de Renda), que será detalhado ao final do artigo. Os dados foram retirados do <a title="Acesse o site do Tesouro Direto" href="http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/rentabilidade.asp" target="_blank">site do Tesouro Direto</a>.</p>
<p><strong>Recolhimento de Imposto de Renda para Renda Fixa</strong><br />
À exceção da caderneta de poupança, todos os demais <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> em renda fixa determinam que o investidor deva recolher Imposto de Renda sobre os ganhos mediante tabela de alíquotas estabelecida pela Receita Federal:</p>
<ul>
<li>Investimentos com prazo inferior a seis meses, alíquota de 22,5%;</li>
<li>Prazo superior a seis meses, mas inferior a 12 meses, alíquota de 20%;</li>
<li>Prazo superior a doze meses, mas inferior a 24 meses, alíquota de 17,5%;</li>
<li>Prazo superior a 24 meses, alíquota de 15%;</li>
<li>Fundos tem ainda a cobrança semestral do IR na figura do come-cotas. Acesse e leia o artigo <a title="Imposto de renda nos fundos de investimento: o famoso come-cotas" href="http://dinheirama.com/blog/2011/05/09/imposto-de-renda-nos-fundos-de-investimento-em-renda-fixa-o-famoso-come-cotas/" target="_blank">“Imposto de Renda nos fundos de investimento em renda fixa: o famoso come-cotas”</a> e entenda como ele funciona. Eventuais diferenças são pagas no momento do resgate.</li>
</ul>
<p><strong>Comparativo das rentabilidades</strong><br />
Com o objetivo de apresentar uma análise mais prática, decidi levantar os possíveis retornos dessas alternativas consultando os sites dos bancos, órgãos reguladores, ANBIMA e Tesouro Direto para montar um quadro comparativo entre as rentabilidades mínimas e máximas encontradas.</p>
<p>Cabe ressaltar que as taxas exibidas contemplam desconto das taxas de administração, custódia e IR correspondente a 20% dos ganhos (prazo entre um e dois anos). Por isso os valores diferem um pouco dos apresentados nos resumos de cada aplicação publicados alguns parágrafos acima.</p>
<p>Ao observar o comparativo abaixo, tenha em mente que as rentabilidades mínimas apresentadas foram encontradas buscando histórico recente das alternativas indicadas: para os fundos, este grupo representa os produtos com taxas de administração altas, de 2% a 4,5%; no caso dos CDBs, estão com rentabilidades menores aqueles de bancos grandes, que normalmente pagam entre 75% e 85% do CDI.</p>
<p>Para a rentabilidade máxima foram pesquisados produtos mais interessantes (tanto fundos quanto títulos) em bancos menores e menos famosos. Para todas as opções foi respeitado o prazo de doze meses. Logo, a distorção entre o retorno mínimo e o máximo se dá por conta das muitas opções disponíveis no varejo, o que mostra a importância de pesquisar muito antes de aceitar a primeira oferta de seu gerente de contas.</p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/10/dinheirama_grafico_rentabilidades_opcoes_conservadoras_investimento.png" alt="Comparativo de rentabilidades das alternativas conservadoras" /></p>
<p><strong>Análises e conclusões</strong><br />
O texto de hoje tem como objetivo servir de referência para suas decisões de investimento reforçando a importância de conhecer bem as aplicações conservadoras disponíveis atualmente. Cabe destacar algumas conclusões a partir das informações aqui publicadas:</p>
<ul>
<li>Por sua característica simples e acessível, <strong>a caderneta de poupança oferece boa rentabilidade para quem deseja começar a criar o hábito de poupar</strong> e pretende usar o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZGluaGVpcm9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> em um prazo inferior a seis meses (período em que a alíquota de IR das demais alternativas bate em 22,5%);</li>
<li><strong>Escolher um fundo DI ou fundo de renda fixa sem pesquisar muito bem pode significar rentabilidade líquida menor que a da caderneta de poupança.</strong> Neste sentido, o alerta é em relação à taxa de administração cobrada, que deve ser inferior a 1,5%, e à estratégia de investimento do fundo, claramente <a title="Aprenda a ler e interpretar um prospecto" href="http://dinheirama.com/blog/2007/09/11/fundo-de-investimento-raio-x-ii/" target="_blank">detalhada em seu prospecto</a>. Fundos com taxas mais altas dificilmente renderão mais que a poupança no curto prazo;</li>
<li><strong>CDBs e Títulos Públicos tem uma rentabilidade líquida semelhante para os piores casos, mas a opção pelo Tesouro Direto é mais inteligente porque oferece liquidez maior e maior segurança.</strong> Alguns bancos maiores só chegam a 85% ou mais do CDI exigindo carência no investimento (prazo mínimo). Os títulos tem leilões semanais e um mercado secundário bastante ativo;</li>
<li><strong>CDBs de bancos médios e menores tendem a oferecer rentabilidades muito interessantes, bem acima dos concorrentes mais famosos.</strong> Neste caso, em que a solidez da instituição não é tão reconhecida, a dica é investir montantes que não ultrapassem o limite garantido pelo FGC, ou seja, R$ 70 mil;</li>
<li><strong>Os títulos públicos (Tesouro Direto) oferecem excelentes rentabilidades no médio prazo, especialmente se consideradas as opções pós-fixadas e atreladas à inflação.</strong> Particularmente, gosto e recomendo a NTN-B por sua característica de preservar o poder de compra aliada a uma taxa de retorno bastante atrativa;</li>
<li>No geral, são boas as perspectivas para quem deseja garantir bons retornos através de aplicações conservadores. Tomar essa decisão diante do desejo explícito do governo e do BC em continuar baixando os juros e optar por investir diretamente em títulos privados (CDBs) e públicos (Tesouro Direto) tende a trazer retornos mais interessantes que produtos bancários tradicionais (fundos e caderneta de poupança).</li>
</ul>
<p>Por fim, cabe lembrar que as alternativas não são excludentes, isto é, você pode (e deve) investir de forma a diversificar sua cesta de investimentos. Você deve criar sua estratégia de acordo com seus objetivos de curto, médio e longo prazo, além de certificar-se de que suas decisões sejam coerentes com seu grau de aversão ao risco.</p>
<p>Eu, por exemplo, gosto de manter o fundo de emergência com muita liquidez (poupança) e então aproveitar os CDBs de bancos pequenos para capitalização de curto prazo (até R$ 70 mil) e títulos públicos atrelados à inflação para sustentar metas de médio prazo (assim garanto o poder de compra sempre). Para o longo prazo prefiro o investimento em renda variável (ações e fundos de ações de gestores independentes).</p>
<p>Espero ter contribuído de forma a enriquecer o debate que cerca as decisões mais conservadoras de investimentos. Para mais detalhes das alternativas disponíveis e informações sobre as rentabilidades, leia também o excelente texto <a title="Leia mais no blog da Denyse Godoy" href="http://denysegodoy.folha.blog.uol.com.br/arch2011-09-04_2011-09-10.html#2011_09-05_01_02_49-166641623-0" target="_blank">“Reavalie seus investimentos com a nova etapa da crise mundial”</a>, do blog <a title="Acesse o blog" href="http://denysegodoy.folha.blog.uol.com.br/" target="_blank">“Ganhar, Gastar, Guardar”</a> editado pela jornalista <strong>Denyse Godoy</strong> no portal <a title="Acesse a Folha on-line" href="http://folha.com.br" target="_blank">Folha.com</a>.</p>
<p>Compartilhe conosco sua visão sobre os investimentos conservadores e como gerencia suas decisões neste sentido. Se quiser, encontre-me também no Twitter: <strong><a title="Siga-me no Twitter" href="http://www.twitter.com/Navarro" target="_blank">@Navarro</a></strong>. Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

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		<title>Então você quer ser um trader?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/07/04/entao-voce-quer-ser-um-trader/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 14:12:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Massaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ações e Derivativos]]></category>
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		<description><![CDATA[Você quer se tornar um investidor e fazer fortuna no mercado de ações? Quer se tornar um trader na bolsa de valores? Sabe mesmo o que é isso e as demandas da profissão?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Então você quer ser um trader?" src="http://dinheirama.com/files/2011/07/dinheirama_entao_voce_quer_ser_um_trader.jpg" alt="Então você quer ser um trader?" hspace="2" vspace="2" align="left" />O <em>trader</em> de mercados financeiros é um dos personagens mais admirados (por alguns), odiados (por outros) e mal compreendidos (por quase todos) que existe. Algumas pessoas são naturalmente fascinadas pelos mercados financeiros, afinal, e de certa forma, tudo que acontece de relevante no mundo se reflete (ou se origina) neles – esses indivíduos são quase “candidatos naturais” a <em>trader</em>.</p>
<p>Outras pessoas talvez não tenham essa mesma atração pelos mercados financeiros, mas se interessam pelo <em>trading</em>, pois vêem, nessa atividade, uma possibilidade de ter ganhos maiores do que com suas profissões regulares ou então enxergam uma possibilidade de ter maior qualidade de vida, trabalhar de sua própria casa, sem horários rígidos e sem chefes “pegando no pé”.</p>
<p>Se você, leitor, vem de alguma forma desenvolvendo interesse pela especulação financeira como forma de vida (“viver de <em>trading</em>”, como se diz no mercado), provavelmente se enquadra em uma das duas categorias descritas. Se é seu caso, convido-o a refletir sobre alguns pontos relevantes antes de tomar a decisão de abraçar esse estilo de vida, na visão de alguém que já passou uns bons anos da vida vivendo exclusivamente disso (esse “alguém”, por acaso, sou eu mesmo).</p>
<p><span id="more-6257"></span><strong>1 &#8211; Expectativas realistas</strong><br />
Viver de <em>trading</em> raramente é tão fácil quanto muitas pessoas (especialmente alguns autores, instrutores de cursos e intermediários de serviços financeiros) fazem parecer que é. Existem muitos cursos e métodos “mirabolantes” que prometem, consistentemente, resultados espantosos que permitem a qualquer pessoa ganhar em um mês (ou mesmo um dia!) a rentabilidade que, em circunstâncias normais, se levaria um ano para conseguir.</p>
<p>Muitas pessoas são presas fáceis para esses engodos, tão desesperadas que estão para encontrar um “atalho para a fortuna”, e acabam deixando o senso crítico de lado. Informe-se, saiba o que esperar do mercado em termos de rentabilidade e não acredite em tudo que lhe falarem.</p>
<p><strong>2 &#8211; A importância da informação e da educação</strong><br />
<em>Trading</em> é uma atividade solitária. Ponto final. Se você ganha, ganhou sozinho. Se perder, a dor será só sua. Você é 100% responsável por suas atitudes e por seus resultados quando estiver operando no mercado financeiro, por isso <strong>saiba o que está fazendo</strong>. Aprenda sobre as diferentes “escolas” de análise (fundamentalista, técnica, quantitativa etc.), selecione aquela que mais se adapta a você, estude <strong>muito</strong>, faça <strong>muitas</strong> simulações e, só então, vá ao mercado “pra valer”.</p>
<p>Se você tem dúvidas e precisa de “dicas” e encorajamento de terceiros ou sente necessidade de freqüentar fóruns de internet especializados em busca de “aprovação” para suas operações, então você simplesmente <strong>não está pronto</strong> para ser um <em>trader</em>. “Volte para a prancheta”, estude mais e prepare-se melhor – seu dinheiro agradece.</p>
<p><strong>3 &#8211; Faça um inventário de si mesmo</strong><br />
Coloque no papel todas as informações sobre seus recursos materiais, intelectuais e psicológicos para traçar um retrato fiel de si mesmo que o permita avaliar se essa atividade é adequada para você. Comece pelo seu capital: quanto dinheiro você tem disponível? Quanta perda estaria disposto a suportar (e por quanto tempo) caso o mercado passe por uma “maré ruim”? Quanto tempo você tem disponível para se dedicar? Quais são seus conhecimentos sobre finanças, matemática, programação, estatística e outras habilidades que são importantes no mercado? O que precisa melhorar?</p>
<p><strong>4 &#8211; A única coisa certa é a perda</strong><br />
Se você virar um<em> trader</em>, a única coisa que posso afirmar, com absoluta convicção, é que você vai perder dinheiro em algum momento. O mercado pode passar por longos períodos agindo de forma extremamente favorável (quem esteve na bolsa brasileira de 2003 a 2008 sabe disso), mas em algum momento a perda virá.</p>
<p>Os <em>traders</em> bem sucedidos são aqueles que conseguem minimizar suas perdas através do gerenciamento de riscos, de tal forma que, no longo prazo, eles ganham mais do que perdem. É o famoso “cortar as perdas rapidamente e deixar os lucros fluírem”.</p>
<p><em>Traders</em> de sucesso passam muito tempo refinando seus sistemas ou metodologias em busca daquilo que, no mercado, se chama de “expectativa matemática positiva”, que é a segurança probabilística de que, no longo prazo, os ganhos superarão as perdas (e o resultado será um lucro líquido), pois eles sabem que é impossível simplesmente “não perder”. Perdas são fatos da vida.</p>
<p><strong>5 &#8211; <em>Trading</em> não é investimento, é profissão</strong><br />
Um investidor de longo prazo geralmente compra ações e “esquece” delas. Não fica acompanhando cada movimento do mercado e buscando o melhor momento para comprar ou vender. Ele não investe muito tempo nessa atividade. Já o <em>trader</em>, que está em busca de movimentos oportunistas, precisa estar constantemente “ligado” no mercado, acompanhando os preços e fazendo análises.</p>
<p><em>Trading</em> é um “trabalho” como qualquer outro, que demanda tempo e planejamento. Quem é <em>trader</em> “dá expediente”, tem que trabalhar, e esse tempo trabalhado tem um custo. O <em>trader</em> profissional tem que remunerar seu capital e seu tempo. Ele deve constantemente comparar seus resultados em determinado período com o que seria se ele simplesmente comprasse ações e as deixasse “quietinhas”, sem movimento (ou, como se diz no jargão do mercado, o “<em>buy and hold</em>”).</p>
<p>Se o resultado não for significativamente melhor que o “<em>buy and hold</em>”, então o <em>trader</em> está perdendo tempo e dinheiro. Descubra qual é seu “custo/hora” e considere esse valor em suas simulações antes de começar. Se não conseguir uma rentabilidade que remunere adequadamente seu capital e pague o custo de sua hora, é melhor procurar outra metodologia&#8230; Ou outra atividade.</p>
<p>Se depois de pesar os pontos expostos você está mesmo convencido de que quer abraçar esta atividade, então seja bem vindo ao clube! Nunca se esqueça que o <em>trading</em> é um negócio como outro qualquer, que exige tempo, dedicação, estudo, planejamento, perseverança e, às vezes, um pouco de sorte.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Andre Massaro</b>.<br>

Administrador e pós-graduado em Economia, sócio do MoneyFit, já foi executivo financeiro de empresas e instituições financeiras. Autor do livro "MoneyFit" (Ed. Matrix) e co-autor do livro "Por Dentro da Bolsa de Valores" (Ed. Matrix), atualmente é consultor em finanças pessoais e corporativas, educador financeiro e palestrante.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Falando em Ações: Como funciona e como ganhar com o aluguel de ações</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/04/25/falando-em-acoes-como-funciona-e-como-ganhar-com-o-aluguel-de-acoes/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 02:39:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ações e Derivativos]]></category>
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		<description><![CDATA[Entenda como funciona o aluguel de ações na bolsa de valores e faça seus investimentos renderem muito mais no mercado de ações. Investidor inteligente é investidor bem informado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Falando em Ações: Como funciona e como ganhar com o aluguel de ações" src="http://dinheirama.com/files/2011/04/dinheirama_falando_em_acoes_aluguel_acoes_como_funciona.jpg" alt="Falando em Ações: Como funciona e como ganhar com o aluguel de ações" hspace="2" vspace="2" align="left" />Hoje publicamos, com exclusividade e autorização, mais um episódio do podcast <strong>&#8220;Falando em Ações&#8221;</strong>, produzido e criado pela Elas &amp; Lucros com a participação do economista e analista de investimentos CNPI <strong>Leandro Martins</strong>. No bate papo de hoje, Leandro explica o que é e como funciona o aluguel de ações na bolsa de valores. Operação normalmente utilizada por investidores mais experientes, mas não limitada a este grupo, o aluguel de ações pode alavancar os ganhos de uma carteira de ativos bem montada.</p>
<p>Dentre os assuntos abordados no papo de hoje, estão:</p>
<ul>
<li>Como funciona o aluguel de ações?</li>
<li>O que o investidor precisa saber para alugar suas ações? Como a operação acontece? Que tipo de informações o investidor precisa fornecer?</li>
<li>Entenda os prazos de aluguel, como são formadas as taxas de remuneração e que tipos de ações normalmente são alugadas;</li>
<li>Por que outro investidor aluga uma ação? Como ele ganha com isso?</li>
</ul>
<p><strong>Opções para ouvir</strong><br />
Decidimos disponibilizar o material de duas formas. Para aqueles que preferem a comodidade do próprio post ou YouTube, o podcast de hoje também está disponível na <strong><a title="Assine a TV Dinheirama" href="http://www.youtube.com/dinheirama" target="_blank">TV Dinheirama</a></strong> (assista abaixo). Para aqueles que preferem ouvir o arquivo MP3 em seu aparelho portátil compatível com RSS ou iTunes, basta assinar <a title="Assine via iTunes" href="http://itunes.apple.com/WebObjects/MZStore.woa/wa/viewPodcast?id=342293035" target="_blank">nosso canal de podcasts no iTunes (Apple Store)</a> ou usar o link RSS &#8211; <a title="Assine via feed" href="http://dinheirama.com/feed/podcast" target="_blank">http://dinheirama.com/feed/podcast</a> &#8211; e aproveitar!</p>
<p><strong>Vídeo:</strong></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=_o3Wz2WDdaw">http://www.youtube.com/watch?v=_o3Wz2WDdaw</a></p>
<p><strong>Player do áudio:</strong></p>

<p><strong>Cursos on-line de investimento em ações</strong><br />
Você pode aprender a investir em ações com o <em>Dinheirama</em> e o analista Leandro Martins. Conheça nossos <a title="Conheça os cursos on-line de investimentos" href="http://dinheirama.com/cursos-on-line/" target="_blank">cursos on-line</a>, compostos de video-aulas preparadas com recursos multimídia, lições didáticas e exemplos reais que ensinam você a negociar ações, avaliar tendências e investir mirando rentabilidade e segurança. São três os cursos disponíveis atualmente:</p>
<ul>
<li><a title="Conheça o curso de introdução à Bolsa de Valores" href="http://dinheirama.com/curso-on-line-introducao-a-bolsa-de-valores/" target="_blank"><strong>Mercado à Vista de Ações </strong>[clique e conheça]</a></li>
<li><a title="Conheça o curso Intensivo Análise Gráfica" href="http://dinheirama.com/curso-on-line-intensivo-analise-grafica/" target="_blank"><strong>Intensivo Análise Gráfica</strong> (Técnica) [clique e conheça]</a></li>
<li><a title="Conheça o curso Day Trade com Ações e Opções" href="http://dinheirama.com/curso-on-line-day-trade-com-acoes-e-opcoes/" target="_blank"><strong>Day Trade com Ações e Opções</strong> [clique e conheça]</a></li>
</ul>
<p>Qualquer dúvida, <a title="Entre em contato" href="http://dinheirama.com/contato" target="_blank">entre em contato conosco</a> e teremos prazer em colaborar. Aprenda a investir com segurança e ao lado de quem entende. Valeu. Até a próxima.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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		<title>Falando em Ações: Diferença entre comprar ações direto na Bolsa e através de fundos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/02/07/falando-em-acoes-diferenca-entre-comprar-acoes-direto-na-bolsa-e-atraves-de-fundos/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Feb 2011 15:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quais as diferenças entre investir na bolsa de valores diretamente, via corretora, ou através de fundos de investimento? Que tipo de atenção o investidor deve ter neste sentido?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Falando em Ações: Diferença entre comprar ações direto na Bolsa e através de fundos" src="http://dinheirama.com/files/2011/02/dinheirama_falando_em_acoes_fundos_bolsa_diretamente.jpg" alt="Falando em Ações: Diferença entre comprar ações direto na Bolsa e através de fundos" hspace="2" vspace="2" align="left" />Hoje publicamos, com exclusividade e autorização, mais um episódio do podcast <strong>&#8220;Falando em Ações&#8221;</strong>, produzido e criado pela Elas &amp; Lucros com a participação do economista e analista de investimentos CNPI<strong> Leandro Martins</strong>. No bate papo de hoje Leandro responde outra dúvida clássica dos investidores: vale a pena investir diretamente na bolsa ou através de fundos de investimento? Que tipos de taxas esses fundos trazem e quais devem ser os pontos de atenção relacionados a essa decisão? Como começar? Ouça e deixe seus comentários.</p>
<p><strong>Opções para ouvir</strong><br />
Decidimos disponibilizar o material de duas formas. Para aqueles que preferem a comodidade do próprio post ou YouTube, o podcast de hoje também está disponível na <strong><a title="Assine a TV Dinheirama" href="http://www.youtube.com/dinheirama" target="_blank">TV Dinheirama</a></strong> (assista abaixo). Para aqueles que preferem ouvir o arquivo MP3 em seu aparelho portátil compatível com RSS ou iTunes, basta assinar <a title="Assine via iTunes" href="http://itunes.apple.com/WebObjects/MZStore.woa/wa/viewPodcast?id=342293035" target="_blank">nosso canal de podcasts no iTunes (Apple Store)</a> ou usar o link RSS &#8211; <a title="Assine via feed" href="http://dinheirama.com/feed/podcast" target="_blank">http://dinheirama.com/feed/podcast</a> &#8211; e aproveitar!</p>
<p><strong>Vídeo:</strong></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=bE6edllKTzM">http://www.youtube.com/watch?v=bE6edllKTzM</a></p>
<p><strong>Player do áudio:</strong></p>

<p><strong>Cursos on-line de investimento em ações</strong><br />
Você pode aprender a investir em ações com o <em>Dinheirama</em> e o analista Leandro Martins. Conheça nossos <a title="Conheça os cursos on-line de investimentos" href="http://dinheirama.com/cursos-on-line/" target="_blank">cursos on-line</a>, compostos de video-aulas preparadas com recursos multimídia, lições didáticas e exemplos reais que ensinam você a negociar ações, avaliar tendências e investir mirando rentabilidade e segurança. São três os cursos disponíveis atualmente:</p>
<ul>
<li><a title="Conheça o curso de introdução à Bolsa de Valores" href="http://dinheirama.com/curso-on-line-introducao-a-bolsa-de-valores/" target="_blank"><strong>Mercado à Vista de Ações </strong>[clique e conheça]</a></li>
<li><a title="Conheça o curso Intensivo Análise Gráfica" href="http://dinheirama.com/curso-on-line-intensivo-analise-grafica/" target="_blank"><strong>Intensivo Análise Gráfica</strong> (Técnica) [clique e conheça]</a></li>
<li><a title="Conheça o curso Day Trade com Ações e Opções" href="http://dinheirama.com/curso-on-line-day-trade-com-acoes-e-opcoes/" target="_blank"><strong>Day Trade com Ações e Opções</strong> [clique e conheça]</a></li>
</ul>
<p>Qualquer dúvida, <a title="Entre em contato" href="http://dinheirama.com/contato" target="_blank">entre em contato conosco</a> e teremos prazer em colaborar. Aprenda a investir com segurança e ao lado de quem entende. Valeu. Até a próxima.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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	<itunes:subtitle>Quais as diferenças entre investir na bolsa de valores diretamente, via corretora, ou através de fundos de investimento? Que tipo de atenção o investidor deve ter neste sentido?</itunes:subtitle>
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		<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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		<title>Rentabilidade do Tesouro Direto: IMA – Índice de Mercado Anbima</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2011 20:34:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Renda Fixa]]></category>
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		<category><![CDATA[títulos públicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheça a rentabilidade dos títulos públicos (Tesouro Direto) através do índice IMA (Índice de Mercado Anbima) e tome melhores decisões de investimento para 2011.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Rentabilidade do Tesouro Direto: IMA - Índice de Mercado Anbima" src="http://dinheirama.com/files/2011/01/dinheirama_tesouro_direto_ima_anbima.jpg" alt="Rentabilidade do Tesouro Direto: IMA - Índice de Mercado Anbima" hspace="2" vspace="2" align="left" />No recente artigo elaborado por <strong>Conrado Navarro</strong>, <a title="Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características" href="http://dinheirama.com/blog/2011/01/20/tesouro-direto-como-investir-rentabilidade-vantagens-e-caracteristicas/">“Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características”</a>, foi abordado o investimento em títulos públicos. Através de sua leitura aprendemos sobre o funcionamento deste tipo de investimento, os diferentes títulos ofertados, suas características, riscos e custos. O <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> iniciante pode, com esse material, começar a investir e compreender melhor os benefícios do Tesouro Direto em relação a outras aplicações de renda fixa.</p>
<p>No artigo de hoje pretendo dar um passo além na explicação dos títulos públicos, tendo como principal objetivo apresentar os índices utilizados para categorizar estes títulos e para averiguar suas rentabilidades. O objetivo é complementar a informação trazida pelo Navarro e contribuir para aumentar o conhecimento do leitor que nos acompanha.</p>
<p><strong>O que é o IMA?</strong><br />
Para facilitar o trabalho de nós investidores, a <a title="Conheça a Andima" href="http://www.andima.com.br/" target="_blank">Anbima</a> (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) criou um índice que define e acompanha as diversas categorias de títulos, assim como suas respectivas rentabilidades: o chamado IMA (índice de Mercado ANBIMA).</p>
<p><span id="more-5661"></span>Segundo própria definição da Anbima, o IMA é uma família de índices que representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos e serve como referência (<em>benchmark</em>) para o segmento. O IMA possui índices e subíndices que visam englobar todo o perfil da dívida pública brasileira, incluindo títulos pré-fixados (LTN  e NTN-F), pós-fixados (LFT), indexados ao IPCA (NTN-B) e indexados ao IGPM (NTN-C). Você pode ler mais sobre o IMA na <a title="FAQ - IMA - Anbima" href="http://www.andima.com.br/ima/ima_faq.asp" target="_blank">página de perguntas frequentes da Anbima</a> e na <a title="Metodologia - IMA - Anbima" href="http://www.andima.com.br/ima/ima_cartilha.asp" target="_blank">seção de metodologia</a>.</p>
<p>Além destes principais índices, é possível ainda ter acesso aos subíndices de cada índice, como por exemplo, os títulos pré-fixados com prazo de até um ano (IRF-M 1) e os pré-fixados com prazo maior que 1 ano (IRF-M 1+). O fluxograma abaixo ajuda a ilustrar de forma clara esta divisão entre índices e subíndices do IMA:</p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/01/Composicao_IMA_Indices_e_Sub-Indices.jpg" alt="Composição Fundos IMA - Anbima" /></p>
<p>Portanto, o índice geral captura a rentabilidade de todo este conjunto de títulos, permitindo que o investidor tenha um rápido acesso à rentabilidade de diversos índices e subíndices do IMA, podendo criar, inclusive, seu próprio <em>benchmark</em> para sua carteira de títulos.</p>
<p><strong>Exemplo:</strong> um fundo de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que realiza apenas operações com títulos pré-fixados com prazo maior de 1 ano poderia utilizar o subíndice IRF-M 1+ como <em>benchmark</em> para seus resultados, já que este se enquadra melhor no perfil de operações do fundo.</p>
<p><strong>IMA-Geral ex-C</strong><br />
Além dos índices e subíndices listados no fluxograma, foi criado ainda mais um tipo de índice para capturar a rentabilidade geral, excluindo os títulos indexados ao IGP-M. Estes títulos foram retirados do mercado secundário devido a uma decisão explícita do Tesouro Nacional, além da baixa liquidez verificada neste segmento. Portanto, o IMA-Geral ex-C exclui o IMA-C de sua composição para calcular a rentabilidade geral.</p>
<p><strong>Análise das rentabilidades nos últimos três anos</strong><br />
Agora que já compreendemos a categorização feita pela Anbima, podemos analisar a rentabilidade de cada índice e subíndice nos últimos três anos.</p>
<p><strong>Rentabilidade em 2008</strong></p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/01/IMA_2008.jpg" alt="Rentabilidade - IMA - Ano de 2008" /></p>
<p><strong>Alta de 2,50% na Selic. </strong>O ano de 2008 ficou marcado pelo agravamento da crise financeira. O Índice Bovespa teve variação de -41,22% no ano. A Meta Selic pulou de 11,25% para 13,75%, sendo um fator negativo para os títulos de longo prazo e prefixados. Entretanto, ao contrário do que era esperado para um cenário tão pessimista, os índices mantiveram-se firmes no ano. O IMA-Geral, que representa a composição de todos os outros índices, registrou uma rentabilidade de 12,69% em 2008.</p>
<p><strong>IMA-C 5 na liderança.</strong> O destaque positivo no ano foram os índices indexados ao IGP-M, tendo como índice mais rentável o IMA-C 5 com retorno de 16,35% no ano. O IGP-M neste ano teve variação de 9,81%, colaborando para a rentabilidade destes títulos.</p>
<p><strong>IMA-B 5+ na lanterna. </strong>A menor rentabilidade no ano pôde ser observada no IMA-B 5+, índice que engloba os títulos indexados ao IPCA com prazo superior a 5 anos, apresentando uma variação de 7,50%. O IPCA no ano teve variação de 5,90%, o que ajudou os títulos indexados a este índice a apresentarem retornos consideráveis no ano.</p>
<p><strong>Rentabilidade em 2009</strong></p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/01/IMA_2009.jpg" alt="Rentabilidade - IMA - Ano de 2009" /></p>
<p><strong>Queda de 5,0% na Selic. </strong>O ano de 2009 refletiu a recuperação econômica. A Meta Selic, que estava em 13,75% em dezembro de 2008, sofreu diversas reduções ao longo do ano, terminando em 8,75% ao final de dezembro daquele ano. Este fator foi decisivo para que os títulos de longo prazo apresentassem altos retornos em relação aos títulos mais curtos. O IMA-Geral registrou alta de 13,12% no ano de 2009.</p>
<p><strong>IMA-B 5+ na liderança.</strong> O destaque positivo no ano foram os índices indexados ao IPCA, tendo como subíndice mais rentável o IMA-B 5+ com retorno de 23,52% no ano. O IPCA neste ano teve variação de 4,31%, colaborando para a rentabilidade dos títulos a ele indexados.</p>
<p><strong>IMA-C 5 na lanterna. </strong>A menor rentabilidade no ano pôde ser observada no IMA-C 5, apresentando variação de 8,37%. O IGP-M no ano teve variação de -1,71%, o que atrapalhou o desempenho dos títulos atrelados ao IGPM.</p>
<p><strong>Rentabilidade em 2010</strong></p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/01/IMA_2010.jpg" alt="Rentabilidade - IMA - Ano de 2010" /></p>
<p><strong>Alta de 2,0% na Selic. </strong>Em 2010, os mercados andaram devagar, não apresentando muita volatilidade. A Meta Selic aumentou 2,0%, saindo de 8,75% para 10,75% no final do ano. Entretanto, a queda na Selic não foi capaz de tirar o brilho dos títulos de longo prazo. O IMA-Geral registrou alta de 12,99% no ano de 2010.</p>
<p><strong>IMA-C 5+ na liderança.</strong> O destaque positivo no ano foram os índices indexados ao IGP-M, tendo como índice mais rentável o IMA-C 5+, com retorno de 23,91% no ano. O IGP-M neste ano teve variação de 11,32%, fator decisivo na rentabilidade do índice no ano. Os títulos indexados ao IPCA, com destaque para o IMA-B 5+, tiveram bom desempenho no ano, já que o IPCA registrou variação anual de 5,91%.</p>
<p><strong>IMA-S na lanterna. </strong>A menor rentabilidade no ano pôde ser observada no IMA-S, índice atrelado à Selic, com uma variação de 9,78%.</p>
<p><strong>O que esperar de 2011?</strong></p>
<p><strong> Alta na Selic? </strong>Tudo indica que teremos um ano com aumento na Meta Selic. O primeiro aumento na taxa, de 0,5%, elevou a Meta Selic de 10,75% para o patamar atual de 11,25%. E tudo indica que não iremos parar por aí. Ao verificar o site do Tesouro Direto já é possível encontrar títulos prefixados (LTNs, por exemplo) com taxas próximas de 13% ao ano. Nos títulos indexados ao IPCA (NTN-Bs), encontramos taxas próximas de 6,5% ao ano mais IPCA.</p>
<p><strong>Governo cumprirá meta de inflação?</strong> Estes valores podem sinalizar uma possível alta na inflação e, consequentemente, uma elevação na Meta Selic para buscar frear a velocidade do crescimento econômico, já que este pode levar a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW5mbGElRTclRTNvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">inflação<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> a níveis além do desejado pelo governo. A meta do governo para o IPCA neste ano é de 4,5%, com variação de 2,0% para ambos os lados. Portanto, o limite inferior seria de 2,5% e o limite superior de 6,5%.</p>
<p><strong>Quanto alocar em cada categoria dos títulos públicos? </strong>O percentual sempre dependerá do nível de retorno e risco desejado do investidor, do seu prazo de investimento, capital disponível, entre outros. Entretanto, o importante é lembrar de diversificar entre todas as categorias, alocando tanto em posfixados (LFTs), prefixados (LTNs ou NTN-Fs), como nos indexados ao IPCA (NTN-Bs).</p>
<p>Com este material, completamos os detalhes relacionados ao Tesouro Direto. Espero ter colaborado. Até a próxima.</p>
<p><strong>Fórum Dinheirama Social</strong><br />
Se você quiser tirar dúvidas específicas sobre o investimento em títulos públicos, finanças pessoais e investimentos em geral, acesse <strong><a title="Participe de nosso fórum" href="http://www.dinheirama.com/social" target="_blank">www.dinheirama.com/social</a></strong> e faça parte de nosso fórum de discussões. O cadastro é gratuito, leva pouco tempo e permite que você faça perguntas, colabore nas discussões e conheça pessoas com interesses semelhantes aos seus. <strong>Participe!</strong></p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Henrique Carvalho</b>.<br>

Autor do Blog <a title="HC Investimentos" href="http://www.hcinvestimentos.com">HC Investimentos</a>. No Twitter: <a title="Siga no Twitter" href="http://www.twitter.com/hcinvestimentos">@hcinvestimentos</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Dinheirama entrevista: Luis Caneppelle, líder do FolhaInvest</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/12/20/dinheirama-entrevista-luis-caneppelle-lider-do-folhainvest/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Dec 2010 10:41:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Silveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que tal saber o que pensa e como investe o líder do FolhaInvest, maior simulador de ações da Internet brasileira? Como ele chegou lá? Onde investe? Qual sua estratégia?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama entrevista: Luis Caneppelle, líder do FolhaInvest" src="http://dinheirama.com/files/2010/12/dinheirama_entrevista_luis_caneppelle.jpg" alt="Dinheirama entrevista: Luis Caneppelle, líder do FolhaInvest" hspace="2" vspace="2" align="left" />Sempre afirmamos que antes de começar a investir em ações é importante conhecer bem onde estamos colocando nosso dinheiro. Entender como o mercado financeiro funciona é ainda mais importante quando se trata de investir em ações. Por isso, sempre destacamos a <a title="Simuladores de mercado de ações: aprendizado sem correr riscos" href="http://dinheirama.com/blog/2010/07/29/simuladores-de-mercado-de-acoes-aprendizado-sem-correr-riscos/">importância dos simuladores de ações</a>, ferramentas de aprendizado relevantes para ambientar o futuro investidor e auxiliá-lo no entendimento de jargões, movimentos e tendências.</p>
<p>Pensando nisso, decidimos realizar uma entrevista diferente. Tivemos a oportunidade de bater um papo com <strong>Luís Canepelle</strong>, líder geral do <a title="Acesse o FolhaInvest" href="http://folhainvest.folha.com.br/" target="_blank">Folhainvest</a>, um dos principais simuladores disponíveis na Internet. Ele está à frente de mais de 600 mil participantes e sua carteira de ações apresenta rentabilidade de cerca de 90% em 2010.</p>
<p>Luís Caneppelle  é Analista de Sistemas, implanta e presta suporte a ERPs (sistemas de gestão) como SAP e Oracle. Fez Magistério e posteriormente Matemática pela Unisinos em São Leopoldo &#8211; RS. Atualmente trabalha na divisão do RS da multinacional de origem norte-americana Newell Rubbermaid. Faz parte de inúmeros fóruns de discussões de tecnologia, investimentos e economia. Leia como foi nossa conversa.</p>
<p><span id="more-5409"></span><strong>Conte-nos um pouco mais sobre você, seu perfil e interesse pelo mercado de ações. Quando começou a se interessar pela renda variável?</strong></p>
<p><strong>Luís Caneppelle: </strong>Meu interesse pelo mercado de ações se iniciou há mais ou menos cinco anos. De lá para cá o assunto vem fazendo parte do meu dia-a-dia. Participo de vários fóruns e grupos, onde trocamos idéias, opiniões e análises de alguns papéis do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbytmaW5hbmNlaXJvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-68">mercado financeiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>.</p>
<p><strong>Lidera por quanto tempo o FolhaInvest?</strong></p>
<p><strong>LC: </strong>Formei minha carteira no início de junho e lidero o Folhainvest desde setembro, ou seja, nas últimas 14 semanas.</p>
<p><strong>Você fez algum curso sobre investimentos, operações com ações e bolsa? Como aprendeu a investir em ações?</strong></p>
<p><strong>LC: </strong>Fiz dois cursos. Um básico sobre a bolsa de valores e outro específico sobre opções. Porém, já tenho uma pequena biblioteca sobre o assunto, também já li dezenas de livros sobre investimentos e possuo também vários CDs e DVDs de especialistas. Aprendi que o que vale mesmo é a prática: estar consciente de seus fundamentos e análises já é uma excelente estratégia para dar o primeiro passo.</p>
<p><strong>Quais suas motivações para investir na bolsa de valores? Você tem outros investimentos?</strong></p>
<p><strong>LC: </strong>É uma excelente forma de obter um retorno financeiro superior às aplicações em renda fixa, especialmente no longo prazo. Acredito que num futuro bem próximo boa parte da população brasileira vai ver a bolsa com bons olhos e terão parte de seus investimentos nela. Assim, tenho um motivo a mais para me antecipar, estudar e ser um excelente conhecedor desse mercado.</p>
<p><strong>Em sua opinião, qual a importância de utilizar plataformas que simulam um home broker? Esse é o melhor caminho para um investidor de sucesso? O que você extraiu de lições com a participação no FolhaInvest?</strong></p>
<p><strong>LC: </strong>No FolhaInvest acabei fazendo inúmeras amizades. Até o final de novembro não deixei de responder nenhuma mensagem, mesmo consumindo cerca de uma hora por dia com elas. Hoje estou com quase 400 mensagens acumuladas; devido a problemas pessoais, não consegui acessar o FolhaInvest por vários dias e as mensagens ficaram acumuladas. Enfim, pude perceber a grande carência e as inúmeras dúvidas que boa parte dos participantes possuem em relação ao mercado.</p>
<p>Acredito ser um excelente caminho para o primeiro contato. Por isso, o que mais tirei de lição na participação do FolhaInvest tem relação com as mensagens. Isso porque quando eu comecei, praticamente não conseguia trocar idéia com ninguém sobre o assunto. Não quero que os outros passem pelo que passei, por isso que eu me dedico tanto em  responder aos questionamentos e dúvidas de vários participantes.</p>
<p><strong>Gostaríamos que você falasse um pouco mais sobre sua estratégia, afinal, ser o primeiro e ter a melhor rentabilidade diante dos mais de 600 mil participantes não deve ser fácil. Como opera? Com toma suas decisões de compra e venda?</strong></p>
<p><strong>LC: </strong>Primeiramente, coloquei como meta chegar entre os cem primeiros da região Sul, onde resido. Depois de algumas semanas minha meta era ficar entre os 10 primeiros do Sul. Certo mês, abri mão de disputar o primeiro lugar mensal e manter minha estratégia de continuar concorrendo no anual. Depois que peguei o jeito e assumi a ponta, mantenho meus investimentos em setores variados: varejo, mineração, bancos, serviços, construtoras etc. Mantenho apenas sete papéis na minha carteira e uma média de 10% do capital em cada papel para obter um equilíbrio. Sempre tenho um dinheiro em caixa para eventuais compras no dia a dia. Fico com meus papéis no máximo uma semana.</p>
<p><strong>Você já investe de verdade? Se sim, como tem sido? Se não, quando pretende começar?</strong></p>
<p><strong>LC: </strong>Sim, invisto há aproximadamente três anos.</p>
<p><strong>Por favor, deixe algumas considerações para os futuros investidores que nos acompanham. Vale à pena investir na bolsa? Ofereça algumas dicas para quem quer começar e para aqueles que desejam melhorar sua estratégia.</strong></p>
<p><strong>LC: </strong>Com certeza vale a pena. Só não podemos nos iludir de que teremos excelentes rendimentos em curto prazo, é necessário cautela e paciência. O perfil do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> é muito importante na decisão das suas metas e valores a serem aplicados. O ideal para quem esta pensando em começar é conversar com alguém que já entende do assunto ou procurar uma corretora para conhecer a gama de serviços e opiniões de especialistas.</p>
<p>A melhor estratégia é sempre ter cautela, pois o mercado sofre inúmeras mudanças devido a decisões e estratégias erradas tomadas no passado por pessoas que tinham o poder de decidir ou por excesso de agressividade em determinadas operações. Desdobramentos e consequências disso estão vindo à tona em varias nações e grandes empresas.</p>
<p><strong>Luís, acredito que o nosso leitor teve uma idéia melhor de como é o dia-a-dia de alguém que utiliza simuladores de ações, quais são suas motivações e a importância de treinar. Agradecemos pela participação, e desejamos sucesso com seus investimentos, sejam eles virtuais ou reais.</strong></p>
<p><strong>LC:</strong> Obrigado. Parabéns pelo trabalho de vocês. Para resumir, acredito que investir em ações é possível e interessante, desde que se valorize o necessário: ter conhecimento, disciplina e respeitar o seu perfil.</p>
<p>É isso pessoal. Espero que tenham gostado da entrevista. Até a próxima.</p>
<p>Crédito da foto: <strong>divulgação</strong>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Rodrigo Silveira</b>.<br>

Estudante de Engenharia Elétrica na UNIFEI, investidor, opera no mercado financeiro no curto/médio prazo através de Análise Técnica. É responsável pelos projetos de TI e ferramentas técnicas do Dinheirama.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>As jóias do pós-crise</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/01/08/as-joias-do-pos-crise/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 13:26:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Alberto Debastiani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ações e Derivativos]]></category>
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		<description><![CDATA[A expressiva alta da Bovespa em 2009 não era esperada. Ironicamente, ganhos de mais de 200% só foram vistos em empresas menores, não nas blue chips. O que esperar do investimento em ações no ano de 2010?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="As jóias do pós-crise" src="http://dinheirama.com/files/2010/01/dinheirama_joias_pos_crise_bovespa.jpg" alt="As jóias do pós-crise" hspace="2" vspace="2" align="left" />Passados 12 meses do auge da crise financeira que abalou as bolsas de valores do mundo inteiro, já podemos fazer um balanço da nova realidade criada pelo período que chamamos “pós-crise”. Certamente, as coisas não são mais as mesmas de antes, algumas lições foram aprendidas, mas os mercados parecem voltar gradativamente à normalidade.</p>
<p>Coube aos países que adotaram modelos econômicos mais sólidos e transparentes uma recuperação mais rápida, efetiva e sustentável. Nesse cenário, o Brasil foi um dos países que mais se destacaram e, por essa razão, despontou como grande opção para investimentos vindos do exterior.</p>
<p>Na verdade, a recuperação do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbythJUU3JUY1ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">mercado de ações<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> brasileiro foi bem mais rápida do que previam os mais otimistas analistas de mercado um ano atrás. O ritmo de recuperação que se esperava para 3 ou 4 anos veio em menos de 12 meses para alguns papéis. O próprio índice IBOVESPA subiu mais de 70% em 2009, e as perspectivas para 2010 são ainda mais promissoras.</p>
<p><span id="more-3723"></span><strong>A surpresa, no entanto, ficou por conta das estrelas dessa recuperação. </strong><br />
As “blue-chips” (ações de primeira linha, que comandam o índice IBOVESPA) não foram as que mais se destacaram e, na verdade, a maioria delas ainda nem conseguiu retornar aos patamares de preço em que se encontravam há 18 meses, quando a crise se desencadeou.</p>
<p>Como exemplo, podemos citar a Vale (VALE5), a Petrobrás (PETR4), Usiminas (USIM5), Gerdau (GGBR4) e CSN (CSNA3). Na linha de frente do IBOVESPA somente o setor bancário apresentou uma boa recuperação, com ações como as do Itaú (ITUB4), do Bradesco (BBDC4) e do Banco do Brasil (BBAS3), na contramão dos <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2Fkb3MrZmluYW5jZWlyb3NfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-72">mercados financeiros<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> da Europa e dos Estados Unidos, onde ocorreram falências de diversas instituições deste tipo.</p>
<p>Por outro lado, alguns papéis menos expressivos apresentaram uma recuperação surpreendente. A Positivo Informática (POSI3), que chegou a ser negociada pela metade de seu VPA em janeiro de 2009, doze meses depois apresenta uma valorização de <strong>mais de 500%</strong>, uma cifra notável para um período tão curto!</p>
<p>Lojas do setor varejista, como a Livraria Saraiva (SLED4), Lojas Americanas (LAME4) e Lojas Marisa (MARI3) também apresentaram boa recuperação (entre 100% e 250%) e já retornaram aos patamares de preços em que se encontravam antes que fosse deflagrada a crise do subprime nos Estados Unidos.</p>
<p>Isso nos mostra que as verdadeiras “jóias” estavam escondidas bem longe dos olhos daqueles que sempre observaram a parcela mais “efervescente” do mercado.</p>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de Stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Carlos Alberto Debastiani</b>.<br>

Carlos Alberto Debastiani é empresário, investidor e autor dos livros “Candlestick”, “Análise Técnica de Ações”, “Avaliando Empresas, Investindo em Ações” e “Pare de Viver na Corda Bamba”, todos editados pela Novatec Editora.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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