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A Bolsa, os fundamentos econômicos e a crise

Publicado por Ricardo Pereira em 05.9.2008 na seção Economia Geral

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A Bolsa, os fundamentos econômicos e a criseTodos estão muito apreensivos por conta da forte queda ocorrida na Bovespa[bb] durante os últimos 12 meses. Quem apresentar uma única verdade para o atual cenário, errará. E feio. O Brasil resiste? O que acontece com o investidor? Enfim, o mercado está passando por um momento de ajuste, mas, mesmo sem saber ao certo quando passará a tempestade, já é possível tirar algumas boas lições dessa fase.

Um dos pontos que mais me chamou a atenção foi o menosprezo à crise do subprime, ou do crédito imobiliário que se iniciou nos Estados Unidos. Podemos afirmar que essa foi a primeira grande crise com conseqüências mundiais advinda do, agora de fato, mundo globalizado.

Se está ruim lá, que garantia temos aqui?
Tudo começou com o dólar lá embaixo, bem lá embaixo. O fenômeno que começou a tomar força e a chamar a atenção mexeu com o ânimo das empresas exportadoras, que perderam competitividade e interesse em exportar, reduzindo em muito o potencial do Brasil como mercado em franco desenvolvimento.

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Falências, empreendedorismo e a nossa economia

Publicado por Conrado Navarro em 12.8.2008 na seção Economia Geral, Empreendedorismo

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Falências, empreendedorismo e a nossa economiaNação empreendedora que somos - afirmação totalmente minha, faço questão de alertá-lo -, temos bons motivos para comemorar recentes números divulgados pelo Serasa. O Indicador Serasa de Falências e Recuperações, divulgado na semana passada, indica uma queda de 42,1% no número de falências decretadas no mês passado na comparação com o mesmo período do ano passado.

Usando como referência os números publicados na notícia que apresenta o estudo, em julho, 77 empresas faliram contra 133 em julho do ano passado. Os pedidos de falência também recuaram, mas em ritmo mais lento. Caíram 20%, de 229 para 183. São números bastante expressivos, que mostram a resiliência do atual momento econômico brasileiro, forte apesar da alta dos juros e da inflação.

Tem mais. Se considerarmos o primeiro semestre de 2008, veremos que o Indicador Serasa de Falências e Recuperações registrou uma queda de 37,8% na quantidade de falências decretadas na comparação com o mesmo período do ano passado. Os pedidos de falência seguiram a tendência de baixa e diminuíram de 1729, em 2007, para 1353 este ano. Queda de 21,7%. O empreendedorismo[bb] de qualidade agradece, não é?

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Inflação: definição e glossário para leigos

Publicado por Conrado Navarro em 15.7.2008 na seção Economia Geral

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Inflação: definição e glossário para leigosCarlos comenta: “Criadores do Dinheirama, tanto vocês quanto diversos veículos especializados têm falado muito sobre a inflação, sua corrosiva ação sobre nosso dinheiro e seus perigos enquanto fenômeno econômico. No entanto, alguns leitores, como eu, não conhecem a definição clássica para inflação e os principais índices usados para medi-la aqui no Brasil. IPCA, INPC, IGPs, pode esclarecer algo sobre isso? Obrigado.”

É verdade! Dedicamos muitos artigos ao fenômeno da inflação, mas não nos concentramos em explorá-lo conceitualmente ou em sua esfera prática de análise e aferição. A definição clássica da inflação pode ser traduzida pelas palavras do Prof. U. W. Rasmussen, autor do livro “Economia para não-economistas”:

“Há movimento inflacionário quando a demanda agregada aumenta mais rapidamente que a oferta agregada, gerando um aumento imediato nos preços de produtos, commodities e serviços. Ou seja, a demanda agregada não é acompanhada por uma oferta agregada equilibrada que mantenha os preços estáveis”

Em suma, preços altos são geralmente ocasionados por uma oferta estacionada de produtos, cuja demanda encontra-se em níveis crescentes. É o caso presente das commodities e dos alimentos: muitos países em desenvolvimento puxaram a demanda com força e não há, ainda, capacidade produtiva (oferta) capaz de suportá-la.

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Insistência nos juros e na inflação

Publicado por Ricardo Pereira em 11.7.2008 na seção Economia Geral

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Dinheiro, sucesso e a vida de investidorNão adianta fugir, o debate que cerca a volta da inflação continua pautando o noticiário econômico. Não é pra menos, já que todos concordamos que inflação é sinônimo de perda de poder de compra, além de ser principal fator de risco para a estabilidade econômica[bb] do país. Nestes momentos, muitos governos costumam trocar os pés pelas mãos tentando criar “planos milagrosos”.

Nos últimos dias, foram dados mais alguns sinais de que o Banco Central manterá a política de ajuste na taxa de juros como instrumento chave para o controle da alta dos preços. Alguns analistas já falam que a Selic pode chegar a 16%. Vale salientar que tudo que se faz agora para combater a inflação dificilmente apresentará resultado ainda este ano. Por enquanto, é consenso que o teto da meta de inflação para 2008, de 6,5%, não será ultrapassado. Mas há o pior cenário, que mostra que a alta pode ser de 7%.

“Nas atuais circunstâncias domésticas, existe o risco de que os agentes econômicos passem a atribuir maior probabilidade de que elevações da inflação sejam persistentes, o que implicaria em redução da eficácia da política monetária” (Henrique Meirelles, presidente do BC)

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Inflação, dólar, Bovespa e o fim do primeiro semestre

Publicado por Ricardo Pereira em 02.7.2008 na seção Economia Geral

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Chega ao fim o primeiro semestreAcabou o primeiro semestre de 2008, um período marcado pela forte instabilidade do mercado financeiro[bb] e que mexeu com o ânimo dos investidores, aqui e lá fora. Que lições podemos tirar desse período turbulento que freou, por exemplo, muitos anos de alta da Bovespa? O dólar, cada vez mais desvalorizado frente ao real, vai continuar se corroendo? E a inflação?

Uma nova realidade?
Se a instabilidade foi a marca registrada nos primeiros seis meses do ano, ao menos tivemos uma boa notícia (ou pelo menos a confirmação de uma nova realidade no Brasil): alcançamos o tão sonhado grau de investimento. O grande problema é que ele chegou acompanhado de inflação e juros mais altos.

Diante deste cenário, a Bolsa de Valores de São Paulo, no primeiro semestre, rentabilidade de 1,77% (Ibovespa). Como comparação, no mesmo período a velha caderneta de poupança valorizou-se cerca de 3%. Mas calma, esse é um retrato da situação, a representação de um fato, não uma comparação justa ou tira-teima entre o melhor/pior investimento.

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