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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; selic</title>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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	<itunes:subtitle>Dinheiro, educacao financeira e investimentos ao alcance de todos</itunes:subtitle>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; selic</title>
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		<title>Dinheirama Entrevista: Gustavo Franco, ex-presidente do BC e sócio da Rio Bravo Investimentos</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 07:38:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gustavo Franco fala da importância da juventude e comenta a atuação do governo na queda da taxa básica de juros (Selic). O que esperar de 2012?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dinheirama Entrevista: Gustavo Franco, ex-presidente do BC e sócio da Rio Bravo Investimentos" src="http://dinheirama.com/files/2011/12/dinheirama_entrevista_gustavo_franco.jpg" alt="Dinheirama Entrevista: Gustavo Franco, ex-presidente do BC e sócio da Rio Bravo Investimentos" align="left" hspace="2" vspace="2" />Economia também é assunto para os jovens, principalmente porque eles sempre são os agentes de transformação (ou não) de um país. Entender o que se passa com nossa taxa de juros, nossa política fiscal e qual o papel da sociedade diante desses desafios é questão de cidadania. Para destacar a importância do tema, nada melhor que conversar com um economista. Felizmente, tivemos a oportunidade de bater um papo com um grande economista: <strong>Gustavo Franco, </strong>ex-presidente do Banco Central.</p>
<p>Gustavo Franco é Economista pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, onde também completou seu mestrado. Sua dissertação foi a primeira colocada em 1983 no Prêmio BNDES de Economia. Foi professor, pesquisador e consultor em assuntos de economia no Departamento de Economia da PUC-RJ, especializando-se em inflação, estabilização, história econômica e economia internacional, áreas em que publicou extensamente.</p>
<p>Entre 1993 e 1999, Gustavo foi secretário de política econômica adjunto do Ministério da Fazenda, diretor de Assuntos Internacionais e presidente do Banco Central do Brasil. Teve participação central na formulação, operacionalização e administração do Plano Real.</p>
<p><span id="more-6874"></span>Em 2000, Gustavo Franco fundou a <a title="Conheça a Rio Bravo Investimentos" href="http://www.riobravo.com.br/" target="_blank">Rio Bravo Investimentos</a>, empresa de serviços financeiros, fusões, aquisições, investimentos e securitizações. Participa de diversos conselhos de administração, consultivos e de eventos corporativos como palestrante. Em paralelo, mantém alguma atividade acadêmica (aulas e pesquisas) e escreve para jornais e revistas (O Estado de São Paulo, Jornal do Brasil, Veja, Época). Acompanhe nossa conversa:</p>
<p><strong>Gustavo, um dos temas mais discutidos no Brasil é a taxa de juros. Recentemente você se tornou uma voz importante que acredita que poderíamos já praticar taxas de juros similares às da zona do Euro. Como viabilizar esse cenário?</strong></p>
<p><strong>Gustavo Franco:</strong> Somos o campeão mundial de juros há muitos anos; já é tempo de assumir que há algo de patológico nesse comportamento. Temos praticado as “metas de inflação” tal como se já tivéssemos alcançado a “normalidade” em matéria de juros e contas públicas, o que, infelizmente, não é o caso. Parece que a crise fiscal do Hemisfério Norte fez parecer que a nossa situação é melhor do que realmente é.</p>
<p>O fato é que sem uma melhora substancial no déficit nominal (e no superávit primário), não vamos conseguir reduzir muito substancialmente os juros sem acordar a inflação. Trata-se, portanto, de mudar a mistura: menos “política fiscal” permite mais “flexibilização monetária”.</p>
<p><strong>Olhando para 2012 e os gastos que o governo terá, inclusive com aumento substancial do salário mínimo (e consequentemente a expectativa de consumo maior), não corremos o risco de termos o retorno da inflação se a Selic cair demais?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> Sim, corremos o risco. A determinação presidencial de reduzir os juros é louvável, mas se o Palácio não providenciar uma melhoria na política fiscal vamos rumar na direção do “mix” argentino, onde a inflação se aproxima de 20%, há manipulações e muita propaganda sobre a manutenção do crescimento, ainda que meio trôpego, e provavelmente insustentável. Não é o caminho que devemos perseguir.</p>
<p><strong>A atual direção do Banco Central optou por conter a inflação com a adoção das chamadas medidas macroprudenciais. Nesse meio tempo, a crise na Europa se agravou &#8211; o que de certa forma contribuiu para o aumento de preços e desaquecimento econômico em todo mundo. O Brasil pode aproveitar-se deste momento ou sofrerá com ele?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> Pessoalmente, não gosto de medidas “macroprudenciais”, pois sob este título o que se pratica, geralmente, é controle quantitativo do crédito e tributação disfarçada, o que antigamente era chamado de “repressão financeira”. O impacto dessas medidas é simplesmente o de aumentar o “spread” bancário, ou seja, um aumento de taxas de juros que incide apenas para o crédito (para o setor privado).</p>
<p>O fato é que essas medidas ajudaram o Brasil a parar de ferver, mas em níveis de atividade e emprego ainda muito altos. A crise na Europa tem tido alguma influência deflacionista mas nada nem próximo do que se observou em 2008, de tal sorte que esta nova safra de reduções na Taxa Selic precisa ser calibrada com enorme cuidado.</p>
<p><strong>O desejo de crescer de forma sustentável nos acompanha há um bom tempo. Não seria o momento de olharmos com carinho para possíveis alterações na política fiscal, incluindo uma possível elevação no superávit primário?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> Claro que sim, está mais do que na hora. Na verdade, há anos que estamos diante desse desafio. Os governos fazem o possível e o impossível para procrastinar esse momento, face aos custos políticos de curto prazo. É a miopia clássica dos políticos, que não percebem o tamanho do benefício que pode ser gerado no futuro. Enfim, estamos perdendo tempo e ajudando a nutrir a máxima segundo a qual somos o país do futuro que nunca chega.</p>
<p><strong>No livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21866870/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Cartas a um Jovem Economista&#8221;</a>, você teve a oportunidade de conversar com um público jovem e que está se preparando para entrar no mercado de trabalho. Algumas projeções colocam o Brasil entre as quatro maiores economias do mundo daqui algumas décadas. Qual o peso dos jovens na nova realidade econômica do Brasil?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> É gigantesco. As mudanças demográficas dos últimos anos nos transformaram em um país com um inchaço nas faixas etárias dos iniciantes no mercado de trabalho, todos empregados e com fortes percepções de que é enorme a “taxa de retorno” do investimento em educação é qualificação.</p>
<p>Há muito otimismo no ar, e por isso o Instituto Gallup aferiu que o Brasil ocupa a 24ª posição no ranking de países sobre “felicidade” e a 1ª do mundo em “felicidade esperada para cinco anos à frente”. Isto é estranho para um país que ocupa a 83ª posição no ranking do Índide de Desenvolvimento Humano (IDH), e só se explica a partir de um fator, aliás, como ficou bem demonstrado no estudo do <a title="Conheça o CPS - FGV" href="http://cps.fgv.br/" target="_blank">CPS-FGV-RJ</a>, de Marcelo Nery: o fator é a juventude.</p>
<p><strong>Um dos pontos mais delicados em nosso país é justamente a falta de mão de obra especializada. Em que medida as reformas na educação e no nível do ensino profissionalizante são fundamentais para alcançarmos o projetado sucesso?</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> O ponto crucial é o aumento de vagas, e isto tem ocorrido sobretudo a partir de estabelecimentos privados. No ensino universitário, a rede pública estagnou e se elitizou a despeito da demagogia em se manter a gratuidade das mensalidades, que beneficia apenas aos filhos da classe média abastada para cima.</p>
<p>Enquanto isso, o ensino universitário noturno talvez tenha multiplicado por cinco as suas vagas nos últimos 10 anos. O governo prefere gastar dinheiro dando bolsas para os estudantes na rede privada (PROUNI) a cobrar anuidades na rede pública. Eu não consigo entender.</p>
<p><strong>Gustavo, obrigado pela participação. Por favor, deixe um recado final aos nossos muitos leitores jovens que admiram sua trajetória.</strong></p>
<p><strong>G. F.:</strong> O Brasil é um país jovem cheio de estruturas velhas, por isso somos uma explosão de empreendedorismo e vontade de vencer, mas num ambiente ainda dominado pelo privilégio e pelos cânones do patrimonialismo. O país precisa se renovar. Em boa medida, a hiperinflação era um sintoma dessa batalha entre o novo e o velho. Os problemas não foram inteiramente resolvidos, longe disso. A juventude será a principal força na direção da mudança, e há muito o que fazer.</p>
<p>Crédito das fotos: <strong>Daniela Toviansky/AE e divulgação</strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crescimento econômico, crise financeira mundial e inflação, os desafios do Brasil</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/11/21/crescimento-economico-crise-financeira-mundial-e-inflacao-os-desafios-do-brasil/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 12:39:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Juros altos normalmente esfriam a economia e contribuem para a queda da inflação. Juros baixos incentivam o crescimento do país. A crise mundial torna a análise mais delicada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Crescimento econômico, crise financeira mundial e inflação, os desafios do Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2011/11/dinheirama_crescimento-economico_crise_financeira_mundial_inflação_desafios_Brasil.jpg" alt="Crescimento econômico, crise financeira mundial e inflação, os desafios do Brasil" align="left" hspace="2" vspace="2" />Algum tempo atrás iniciamos um debate extremamente interessante sobre juros, inflação e crescimento econômico e os efeitos dessas variáveis em todo o ambiente econômico brasileiro nos últimos meses, período em que Alexandre Tombini assumiu a presidência do Banco Central. Coincidência ou não, nesse mesmo período tivemos o <a title="Leia mais" href="http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=104036" target="_blank">agravamento da crise na Europa</a>, o que trouxe de imediato para o mundo um crescimento menor e, consequentemente, um esfriamento da economia.</p>
<p>O crescimento do país nos últimos anos, superior até ao percentual que o país pode suportar, trouxe de volta um perigo muito conhecido. Aliás, prefiro chamar o fenômeno de “inimigo íntimo”, já que faz parte da história econômica de nosso país. É ela mesmo, a inflação. Dentro desse contexto, ainda na gestão Henrique Meirelles o COPOM começou a colocar em prática a política de ajustes da Taxa Selic somada às <a title="Relembre como foram as medidas" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,medidas-macroprudenciais-desaceleraram-credito-bc,54625,0.htm" target="_blank">medidas de contenção de crédito</a> para conter a alta dos preços. O dragão está na mira faz tempo.</p>
<p><strong>Meta de inflação e ajuste de juros</strong><br />
O ajuste atual começou a ter algum resultado. A inflação, mesmo acima do centro da meta (4,5% ao ano) e até do teto da meta (6,5% ao ano), deixou de ser a maior preocupação da equipe econômica. O discurso está bem ensaiado: a degradação da crise econômica no mundo criou, na visão do COPOM, a <a title="A crise como oportunidade?" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110831_selic_analise_jf.shtml" target="_blank">oportunidade necessária para iniciar um processo de redução dos juros</a>.</p>
<p><span id="more-6827"></span>Boa parte do <a title="Mercado não aprovou a queda dos juros" href="http://economia.ig.com.br/mercados/copom-decide-selic-sob-desconfianca-do-mercado/n1597295568339.html" target="_blank">mercado encarou os novos ajustes para baixo da Selic com desconfiança</a> e manteve o discurso de que a inflação ainda estava em patamares elevados. A visão fazia todo o sentido e muitos acreditavam que o BC estava cometendo um grave erro que teria tristes consequências já no curto prazo.</p>
<p>Em minha opinião, o mercado e boa parte dos analistas se ateve muito mais aos argumentos e dados internos do que às reais condições e fundamentos da economia no mundo. A miopia que assola boa parte do mercado não deixou alguns analistas observarem que, em momentos como esse, pior do que a inflação é o desemprego e o desaquecimento da economia.</p>
<p><strong>Inflação ou crescimento econômico?</strong><br />
É claro que a <a title="Inflação é perigosa? Claro!" href="http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bolso/alta-da-inflacao-reduziria-poder-de-compra/" target="_blank">inflação reduz o poder de compra do trabalhador</a> e ele é o mais afetado, mais cedo ou mais tarde. Mas, sejamos realistas e sinceros: de que adianta termos uma inflação no centro da meta e uma economia estagnada, com percentuais de desemprego de dois dígitos, como acontece atualmente em alguns países europeus?</p>
<p>O país precisa continuar crescendo, investindo na melhoria do ambiente econômico, realizando as reformas necessárias e modernizando a infraestrutura necessária para nos desenvolvermos mais (de forma responsável, sem comprometer o futuro). A lição de casa também passa pelo maior investimento em educação do cidadão, pois se existe o déficit de profissionais qualificados (e isso já é mais do que conhecido), existe também o déficit ainda maior de cidadania – pessoas que se comportem de forma proativa e que influenciem positivamente o crescimento do país, cobrando os políticos e votando melhor.</p>
<p>Que fique claro que acredito que seja possível manter a inflação sob controle, mas sem exagerar nas doses de juros – o que influenciaria negativamente o desenvolvimento de nossa economia. Neste sentido, as ações do BC parecem ter sido feitas de forma coerente. Vamos ficar de olho para saber como será o desfecho do tema.</p>
<p><strong>Melhora na nota de crédito do Brasil</strong><br />
Na semana passada, a <a title="Brasil tem nota de crédito elevada" href="http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI279615-16357,00-SP+ELEVA+NOTA+DO+BRASIL+POR+COMPROMISSO+COM+METAS.html" target="_blank">Standard and Poor&#8217;s elevou a nota de crédito do Brasil</a>, tanto em moeda estrangeira como local. A agência de risco considera que o Brasil demonstra comprometimento com as metas fiscais, atitude que deixou o país melhor preparado para enfrentar a crise econômica mundial. Vale lembrar que a questão fiscal é uma das principais causas da crise de muitos países europeus.</p>
<p>De certa forma, podemos dizer que estamos em um ambiente econômico mais positivo do que o dos considerados países ricos. Aliás, o Finacial Times fez uma análise neste sentido, em seu blog “Beyond Brics”, lembrando que a <a title="Brasil é notícia mundo afora" href="http://blogs.ft.com/beyond-brics/2011/11/17/brazil-very-good-effort-can-do-better/#axzz1e352z8Sa" target="_blank">elevação do crédito é um grande feito</a> para um país que há pouco tempo afugentou o mundo por causa da superinflação e tinha problemas sérios para pagar suas dívidas.</p>
<p>Temos muito o que comemorar! O Brasil de hoje é, sem sombra de dúvidas, um país melhor do que foi no passado recente. Acredito que seja o momento de trazermos as taxas de juros para níveis civilizados, mesmo em detrimento de picos inflacionários (observados de perto e analisados com inteligência).</p>
<p>Alguns economistas devem começar a perceber que mais do que bater a meta de inflação, o fundamental é geri-la de forma controlada e astuta. Em momentos de crise, o crescimento do país pode ser mais importante do que o cumprimento da meta de inflação, desde que essa avaliação seja revista de acordo com as mudanças nos cenários interno e externo. Você concorda?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu/" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A Taxa Selic e o lobby dos juros altos no Brasil</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/09/07/a-taxa-selic-e-o-lobby-dos-juros-altos-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 23:01:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por que o Brasil tem as taxas de juros mais altas do mundo? Como a Taxa Selic alta prejudica a economia brasileira e seu bolso? Como combater direito a inflação?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A Taxa Selic e o lobby dos juros altos no Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2011/09/dinheirama_taxa_selic_lobby_juros_altos.jpg" alt="A Taxa Selic e o lobby dos juros altos no Brasil" align="left" hspace="2" vspace="2" />Caro leitor do <em>Dinheirama</em>, o artigo de hoje irá tratar de um assunto bastante polêmico: os juros altos no Brasil e a quem eles interessam. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), para surpresa de boa parte dos analistas e mídia especializada, a taxa básica de juros (também conhecida como Taxa Selic) <a title="Leia mais" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/08/em-meio-crise-e-pressoes-politicas-copom-baixa-juros-para-12-ao-ano.html" target="_blank">foi reduzida em 0,50 ponto percentual</a>, saindo de 12,5% para 12% ao ano.</p>
<p>A surpresa geral se deu pelo discurso tradicional de que a inflação está fora do centro da meta – a visão era a de que a manutenção dos juros mais altos seria indispensável para que os preços pudessem recuar. O discurso do mercado seguiu feroz, especialmente no sentido de considerar a baixa dos juros como interferência da equipe econômica do governo na chamada independência do Banco Central.</p>
<p><strong>Hiperinflação: uma década de dificuldade</strong><br />
Convido você a rever <a title="Leia mais na Veja.com" href="http://veja.abril.com.br/especiais/veja_40anos/p_170.html" target="_blank">um pouco da história dos juros e da inflação</a>. Todo brasileiro com pouco mais de 30 anos deve se recordar de um dos períodos mais tristes de nossa história. A década de 80 e seus diversos planos econômicos podem ser traduzidos como um período de hiperinflação, desemprego e falta de esperanças. O Brasil era refém dos altos preços e da pouca competitividade de sua indústria.</p>
<p><span id="more-6530"></span>Em 27 de fevereiro de 1994, com a publicação no Diário Oficial da <a title="Leia mais no site do Ministério da Fazenda" href="http://www.fazenda.gov.br/portugues/real/realem.asp" target="_blank">medida provisória número 434</a> &#8211; MP 434/94 -, teve inicio o Plano Real, um marco divisor desse triste período e um dos alicerces mais importantes para a caminhada rumo à estabilização econômica.</p>
<p><strong>Metas de inflação, o poder supremo do Banco Central</strong><br />
Em Junho de 1999, após um período de crises financeiras, o Brasil adotou o <a title="Leia mais sobre metas de inflação aqui no Dinheirama" href="http://dinheirama.com/blog/2007/10/16/que-tal-o-regime-de-metas-de-inflacao/" target="_blank">regime de metas de inflação</a> como forma de ancorar a subida dos preços, tendo o Banco Central a responsabilidade de conduzir todos os esforços (monetários e fiscais) para cumprir tais metas.</p>
<p>Os anos foram passando e a inflação foi, na maior parte das vezes, obedecendo ora o topo da meta de inflação definida para o período, ora o centro da meta. De 1994 para cá, a taxa de juros no Brasil atingiu, em seu pico, inacreditáveis 45% ao ano. É verdade que, se observado o gráfico de todo o período, saímos de números expressivos para uma queda também significativa.</p>
<p><strong>Brasil, a maior taxa de juros do mundo</strong><br />
A queda na Taxa Selic é importante, mas tem que sinalizar uma tendência de baixa. A grande pergunta (e o ponto principal desse artigo) que fica é: há necessidade de juros tão altos? Ou ainda: quais os reais motivos que nos fazem <a title="Brasil ainda tem os juros mais altos do mundo - BBC" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110831_selic_analise_jf.shtml" target="_blank">o país com maior taxa de juros do mundo</a>?</p>
<p>Mesmo após a contenção da inflação, o Brasil passou por alguns períodos de pico inflacionário. As commodities aumentavam de preços, os serviços ficavam mais caros e a primeira ação era o aumento das taxas de juros para conter o consumo e esfriar a economia. Parece que os juros são a única arma para “segurar” a economia. Será?</p>
<p>Durante esse tempo, o discurso era de que esse expediente se justificava porque o país tinha problemas de infraestrutura – e por isso nossos produtos e serviços eram caros, mesmo sem ter grande qualidade. O que dizer dos crescentes gastos com a máquina pública, razão também de grande influência na economia?</p>
<p>Com o passar dos anos, a realidade dos juros altos presenteou muitos investidores com altas taxas de retorno sobre seus investimentos em renda fixa, especialmente nos títulos públicos. Do lado do país, presenciamos a dívida pública crescer cada vez mais, o que, aos poucos, foi se tornando um dos nossos grandes problemas.</p>
<p><strong>A independência do Banco Central e os oito anos de Henrique Meirelles</strong><br />
Durante os dois mandatos do Presidente Lula, quando o engenheiro civil Henrique Meirelles esteve à frente do Banco Central, a política econômica seguiu a linha do expediente conservador, ou seja, cada solavanco inflacionário vinha acompanhado de uma martelada de juros.</p>
<p>Mas, se os nossos juros já eram os maiores do mundo, por que a necessidade de aumentá-los ainda mais? Ficava claro que o remédio dos juros atacava o efeito e não a verdadeira causa do problema. O mais triste é que ninguém parecia disposto a enfrentar, de fato, os verdadeiros problemas, mesmo sendo as soluções de conhecimento geral.</p>
<p>O artigo <a title="Leia o artigo" href="http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/8/31/por-que-taxa-de-juros-tao-alta-e-um-crescimento-tao-baixo/" target="_blank">&#8220;Por que taxa de juros tão alta e um crescimento tão baixo?&#8221;</a>, do <strong>Prof. Vladimir K. Teles</strong>, é muito interessante. Se compararmos os países que cresceram tanto ou mais do que o Brasil nos últimos anos, vamos nos surpreender ainda mais. O discurso dos economistas (ou seriam “mercadistas”?) perde ainda mais o sentido:</p>
<ul>
<li>A China, por exemplo, está com os juros em 4,9% ao ano e o crescimento médio do PIB chinês nos últimos anos ficou próximo de 10%. Mas a China é um caso a parte, dirão muitos;</li>
<li>Outro bom exemplo, a Coréia do Sul tem taxa de juros de 3,25% ao ano;</li>
<li>Mesmo Cingapura, que possui dados pouco confiáveis, tem taxa de juros de 6% ao ano.</li>
</ul>
<p><strong>O lobby dos juros altos</strong><br />
O que parece existir é culto à política de juros altos, quando ela não garante, de forma inteligente e sustentável, inflação baixa. A necessidade de <a title="Controle de gastos diminui a inflação - Brasil Econômico" href="http://www.brasileconomico.com.br/noticias/nprint/82488.html" target="_blank">manutenção efetiva de controle dos gastos públicos</a> e as reformas fiscal e tributária, itens que poderiam nos colocar em outro patamar, são decisões adiadas e que não surgem na pauta econômica do país.</p>
<p>Esse discurso, ou lobby para que os juros se mantenham altos, não se justifica mais. Desde 1998, o país apresenta sucessivos superávits primários (atualmente conseguimos economizar 4% do PIB para pagamento dos juros da dívida), mas mesmo com toda essa economia os juros (da dívida) continuam sendo enormes e a dívida pública chega a patamares alarmantes.</p>
<p>O fato é que o governo precisa conter despesas e gastar melhor. Nós, cidadãos, precisamos encarar a realidade de que <a title="Entenda como os juros altos prejudicam a economia" href="http://www.brasil-economia-governo.org.br/2011/04/18/a-taxa-de-juros-e-a-principal-causa-dos-desequilibrios-macroeconomicos-do-brasil-e-ainda-o-copom-pode-ser-substituido-por-um-computador/" target="_blank">os juros altos são vilões tão danosos</a> para o crescimento e desenvolvimento sustentável da nação quanto a inflação. O Brasil não pode mais concordar em ser o país com maior taxa de juros do mundo.</p>
<p>É hora de mudar e encontrar o verdadeiro equilíbrio entre o necessário crescimento e a inflação, mas com decisões duras, talvez impopulares e de longo prazo. Para usar um jargão bem batido, será que haverá “vontade política” para fazer o que é preciso?</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Crise econômica: oportunidade para o Brasil baixar os juros</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/08/14/crise-economica-oportunidade-para-o-brasil-baixar-os-juros/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Aug 2011 21:42:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[A crise financeira nos EUA e Europa oferecem uma oportunidade para o Brasil baixarem seus juros e criar uma política fiscal mais inteligente. Entenda a crise e o Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Crise econômica: oportunidade para o Brasil baixar os juros" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_crise_economica_oportunidade_Brasil_baixar_juros.jpg" alt="Crise econômica: oportunidade para o Brasil baixar os juros" align="left" hspace="2" vspace="2" />A semana passada foi marcada pelos extremos. Na segunda-feira, o mercado financeiro viveu momentos de pânico com a <a title="S&amp;P rebaixa nota de dívida americana" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,em-decisao-inedita-agencia-reduz-nota-de-risco-de-credito-dos-eua,79073,0.htm" target="_blank">diminuição do rating dos EUA realizada pela Standard &amp; Poor&#8217;s</a>. Ao mesmo tempo, a situação na Europa também preocupava o investidor. Se já havia conhecimento de que Grécia, Portugal, Espanha estavam com grandes dificuldades, a <a title="França também preocupa" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/957389-bovespa-cai-com-temor-externo-sobre-a-franca-dolar-vai-a-r-162.shtml" target="_blank">França também começou a ser olhada com certa preocupação</a>.</p>
<p>A semana foi caminhando e, aos poucos, a crise foi sendo compreendida de uma maneira menos dramática (pelo menos nesse momento). Existe a compreensão por parte de muitos de que o crescimento econômico mundial continuará pequeno, mas insuficiente para nos levar para o abismo. Fala-se em recessão, mas não em depressão.</p>
<p><strong>O Brasil está preparado para a “nova” crise?</strong><br />
Aqui no Brasil, a presidenta <strong>Dilma Rousseff</strong> e os componentes da equipe econômica se apressaram em garantir que <a title="Dilma e equipe econômica garantem que Brasil está melhor aparelhado" href="http://noticias.r7.com/economia/noticias/brasil-esta-mais-preparado-para-enfrentar-crise-diz-dilma-20110808.html" target="_blank">estamos aparelhados para atravessar com tranquilidade esse momento de turbulência</a>. Os dados econômicos do país merecem atenção: se não são perfeitos (e não são!), podemos considerá-los <a title="Números brasileiros são melhores que no passado" href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2011/08/12/cenario-externo-e-complexo-mas-pais-esta-preparado-diz-tombini.jhtm" target="_blank">relativamente bons se comparados com a maior parte dos países</a>.</p>
<p><span id="more-6438"></span>Talvez a crise seja na verdade a grande oportunidade que o Brasil necessitava de atacar um problema antigo: os altos juros. A crise poderá conter os preços internacionais e jogar nossa inflação para os percentuais desejáveis, dentro da meta – o que abre espaço para juros consistentemente mais baixos, hoje e no futuro.</p>
<p>A queda nas taxas pode trazer diversos desdobramentos importantes para nossa economia. A questão do câmbio, muito falada recentemente, pode ser uma das áreas afetadas positivamente, contendo os apelos da indústria, que se vê totalmente perdida e sem competitividade diante dos produtos importados e dos baixos ganhos com as exportações.</p>
<p><strong>A oportunidade para baixar os juros</strong><br />
Na quinta-feira passada, o jornal &#8220;O Estado de São Paulo&#8221; publicou uma <a title="Estadão entrevista Henrique Meirelles" href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-brasil-podera-sofrer-contagio-da-crise-pelo-comercio,756999,0.htm" target="_blank">entrevista com <strong>Henrique Meirelles</strong></a>, ex-presidente do Banco Central (BC), que vai de encontro com essa expectativa. <strong>José Paulo Kupfer</strong>, economista e blogueiro do Estadão, analisou e deu sua opinião sobre a entrevista no texto <a title="Leia o texto de José Paulo Kupfer" href="http://blogs.estadao.com.br/jpkupfer/oportunidade-na-crise/" target="_blank">“Oportunidade na crise”</a>. Kupfer afirmou:</p>
<blockquote><p>“Os desdobramentos práticos desse diagnóstico não dão margem a dúvidas. O Brasil deveria, desta vez, compensar possíveis efeitos negativos da crise global no nível de atividades com uma ação expansiuonista de política monetária, mantendo contido o lado fiscal”</p></blockquote>
<p>Fico curioso para saber por que, quando esteve à frente do BC, Henrique Meirelles não agiu de forma mais incisiva na questão de baixar mais os juros. Suas decisões e <a title="Meirelles poderia ter sido mais agressivo" href="http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/12/08/em-ultima-reuniao-sob-comando-de-meirelles-copom-mantem-juros-em-10-75-ao-ano-923226580.asp" target="_blank">atuações foram sempre bastante conservadoras</a>.</p>
<p>A crise sem dúvida representa alguns (grandes) desafios à economia global e ao Brasil. O futuro pode reservar inúmeros perigos, mas não dá para negar que possuímos hoje bases consolidadas e muito melhores para transformar dificuldades em oportunidades. Pode ser que a crise prejudique o crescimento no curto prazo, mas aproveitá-la para colocar em prática medidas de interesse nacional pode ser algo inteligente a se fazer.</p>
<p>Os juros deverão cair, é fato. Mas quanto? Por quanto tempo? Veremos&#8230;</p>
<p>Até a próxima. Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Economia brasileira: formação de uma bolha ou simples crescimento?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/07/19/economia-brasileira-formacao-de-uma-bolha-ou-simples-crescimento/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 13:36:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
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		<description><![CDATA[Economia brasileira: mais crédito, mais crescimento e mais perspectivas. Bolha ou crescimento econômico sustentável? Superaquecimento ou realidade?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Economia brasileira: formação de uma bolha ou simples crescimento?" src="http://dinheirama.com/files/2011/07/dinheirama_economia_brasileira_bolha_ou_crescimento.jpg" alt="Economia brasileira: formação de uma bolha ou simples crescimento?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Juliano</strong> comenta: <em>&#8220;Navarro, o noticiário econômico tem dado especial destaque ao fato de a inadimplência estar crescendo muito em relação a períodos passados. Jornais e revistas falam do aumento da inflação, da alta dos juros e do crédito cada vez mais caro. As pessoas reclamam que não podem pagar, as dívidas aumentam e o ciclo parece ficar perigoso. Especialistas internacionais apontam risco de superaquecimento na economia, com possibilidade de uma bolha de crédito. É isso mesmo? E agora?&#8221;</em>.</p>
<p>A situação econômica brasileira tem despertado diferentes interpretações, tanto aqui quanto lá fora. Crescimento econômico, ascensão social (<a title="Migração social forte no Brasil" href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110323/not_imp695881,0.php" target="_blank">pelo menos 30 milhões de brasileiros migraram de classe nos últimos anos</a>) e crescimento da renda familiar são alguns dos fatos que levaram mais e mais brasileiros a consumir &#8211; especialmente aqueles que tinham desejos de consumo represados e antes eram marginalizados neste sentido.</p>
<p>Estes brasileiros compraram (muito!) e se endividaram ao longo dos últimos anos, quando os juros básicos da economia (Taxa Selic) encontraram seus patamares mais baixos na história. O crédito (dinheiro) na época ficou mais barato &#8211; financiar e comprar com dinheiro emprestado parecia uma opção atraente. O boom na venda de carros mostrou como a realidade do crédito para compra de bens mudou radicalmente em nosso país.</p>
<p><span id="more-6311"></span>O momento agora é diferente. Como reflexo da elevação do consumo, veio a inflação. Com ela, novos e consistentes aumentos dos juros básicos. A alta na Taxa Selic tem reflexos diretos no custo do crédito, <a title="Empréstimos estão mais caros" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/943952-consumidores-tomam-credito-mais-caro.shtml" target="_blank">encarecendo os empréstimos e financiamentos</a>. A decisão de &#8220;esfriar&#8221; a economia traz consigo alguns efeitos colaterais, sendo um deles o aumento da inadimplência.</p>
<p>O assunto ganhou destaque no jornal britânico &#8220;Financial Times&#8221;, que publicou mais de 12 matérias sobre isso em menos de 15 dias, e também na prestigiada revista &#8220;The Economist&#8221;, que colocou o Brasil entre <a title="Brasil superaquecendo? Será?" href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/risco-de-bolha-no-brasil-ja-preocupa-investidores/" target="_blank">os sete países com maior risco de superaquecimento</a>. Isso sem falar da opinião da nova diretora do FMI, Christine Lagarde, que alertou para riscos de inflação e perigo de bolha de crédito.</p>
<p><strong>Será que oferecemos crédito demais, sem critérios e sem a devida regulação/fiscalização?</strong><br />
Observar a evolução na concessão de crédito no Brasil assusta, mas é importante relacionar o indicador com outros índices e fatos da realidade econômica brasileira:</p>
<ul>
<li><strong>O volume de crédito é crescente, não explosivo.</strong> Como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), o crédito representava 24,7% em janeiro de 2005; em abril de 2011 esse valor chegou a 46,6%. Uma alta expressiva, é verdade, mas muito distante de países como China e África do Sul, onde o crédito doméstico passa de 120% do PIB, ou de países como EUA e Inglaterra, onde os números passam de 200%. Os dados são do Banco Central (BC) e Banco Mundial;</li>
<li><strong>O perfil do endividamento é diferente do de anos atrás.</strong> Apesar da alta na concessão de crédito, o foco são modalidades mais baratas e com juros em queda, como financiamento imobiliário e de veículos e crédito consignado. Opções como cheque especial e cartão de crédito perderam espaço. Para se ter uma ideia, em dezembro de 2007 o cheque especial representava 5,4% das operações, enquanto o cartão de crédito atingia 7,1%. Dados de maio deste ano mostram que o cheque especial representa 3% do total das operações, enquanto o cartão atinge 6%. Os dados são do BC;</li>
<li><strong>A renda familiar e o nível de emprego estão em patamares históricos.</strong> Segundo estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), as classes mais pobres (D e E), que em 1992 representavam juntas 62,13% dos brasileiros, agora são 33,19%. Nossa classe C &#8211; renda entre R$ 1.200,00 e R$ 5.274,00 &#8211; atinge hoje 105,4 milhões de pessoas, ou <a title="Leia mais na Folha.com" href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/935502-classe-c-e-a-unica-que-continua-a-crescer-aponta-fgv.shtml" target="_blank">55,05% da população</a>. O índice de desemprego atingiu <a title="Desemprego bate recorde em junho de 2011" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/07/desemprego-fica-em-62-em-junho-mostra-ibge.html" target="_blank">patamar de 6,2% em junho</a>, menor valor para o mês desde o início da série (março de 2002);</li>
<li><strong>Nosso sistema financeiro é conservador se comparado ao de economias mais desenvolvidas. </strong>Depois de muitos problemas com fraudes bancárias e quebras generalizadas (vale lembrar do Proer em 1995), o BC adotou medidas mais rígidas em termos de regulação: <a title="Aumento do compulsório" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,aumento-do-compulsorio-ja-tirou-r-78-bi-da-economia,59215,0.htm" target="_blank">aumento do compulsório</a>, <a title="Leia mais sobre limitação de prazos" href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/07/bc-equipara-regra-do-consignado-para-pagamento-cartao-de-credito.html" target="_blank">limitação de prazos</a> para os empréstimos e <a title="BC muda exigência para pagamento do mínimo" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/836070-bc-aumenta-para-15-pagamento-minimo-da-fatura-do-cartao-de-credito.shtml" target="_blank">exigência maior para o pagamento mínimo da fatura do cartão</a> são alguns exemplos.</li>
</ul>
<p><strong>A situação de outros países como comparação</strong><br />
Como estamos lidando com a questão do perigo de uma escalada na inadimplência, vale observar como se comportam os países quando o assunto é o endividamento das famílias. Segundo dados da OCDE, no Brasil esse índice é de 42% da renda líquida; na Alemanha, o valor chega a 99%; no Japão, 126%; No Canadá, 148%; e no Reino Unido, 171%.</p>
<p><strong>O que nosso Banco Central tem feito?</strong><br />
Nosso BC parece agir de forma pró-ativa em relação à expansão do crédito, com medidas pontuais visando controlar a inflação, diminuir a expansão do crédito e fiscalizar a concessão de empréstimos:</p>
<ul>
<li>O BC anunciou em maio a <a title="Entenda o Comef" href="http://economia.ig.com.br/mercados/comite+financeiro+melhora+decisoes+em+momento+aquecido+diz+bc/n1596963307841.html" target="_blank">criação do Comef</a>, Comitê de Estabilidade Financeira, justificado da seguinte forma por <strong>Anthero Meirelles</strong>, diretor de fiscalização do BC: <em>&#8220;Num momento em que a internacionalização dos bancos brasileiros é forte e o interesse dos estrangeiros pelo mercado local também é grande, queremos criar melhores condições para os sistemas decisórios e definir diretrizes para que as áreas trabalhem de maneira mais harmônica&#8221;</em>;</li>
<li>O BC pretende <a title="BC quer antecipar Basileia III" href="http://www.credinfo.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=18914:banco-central-decide-antecipar-normas-de-basileia-iii&amp;catid=1:canoticias&amp;Itemid=2" target="_blank">antecipar a implementação das medidas previstas no acordo Basileia III</a>, firmado no ano passado como resposta à crise financeira e que visa reforçar a solidez das instituições financeiras, aumentando a estabilidade de toda a economia. Para entender melhor as mudanças e o tema, sugiro a leitura de um <a title="Leia o boletim" href="http://www.riskbank.com.br/anexo/boletim0910.pdf" target="_blank">boletim da RiskBank</a>;</li>
<li>A partir do fim de outubro <a title="BC mira empréstimos de baixo valor" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/941526-emprestimos-de-baixo-valor-entram-na-mira-do-bc.shtml" target="_blank">serão fiscalizados empréstimos com valor a partir de R$ 1.000,00</a>. Antes da medida, apenas concessões com valores acima de R$ 5.000,00 eram monitoradas. O monitoramento completo dos empréstimos permitirá ao BC avaliar melhor informações como renda, nível de endividamento, histórico, dados cadastrais, modalidade de empréstimo e juros e localizar discrepâncias. O volume de informações monitorado pelo departamento de fiscalização vai se multiplicar por dez, segundo apurou o jornal Folha de S. Paulo;</li>
<li>O aumento nas taxas básicas de juros costuma ser seguido de avaliações nos prazos máximos dos financiamentos conseguidos e da necessidade dos bancos em <a title="Leia mais sobre compulsórios" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,aumento-do-compulsorio-ja-tirou-r-78-bi-da-economia,59215,0.htm" target="_blank">manter reservas maiores (compulsórios)</a>.</li>
</ul>
<p><strong>Então não é bolha, mas crescimento?</strong><br />
Diante da situação exposta e da realidade dos fatos, sou da corrente que acredita que o momento presente está muito mais para um reflexo das mudanças sociais e econômicas de nossa população que para um movimento irracional de consumo. Observo com as devidas ressalvas, é claro, principalmente porque problemas decorrentes de avanços no crédito foram sentidos recentemente em outros países.</p>
<p>Se ainda não estamos em uma bolha, é preciso que cuidados continuem sendo tomados para que esta não seja a realidade do amanhã. Se as medidas tomadas serão suficientes para conter uma eventual formação de bolha, só o tempo dirá. É importante ficar de olho e torcer para que, nas conversas e decisões de nossos representantes, crescimento sustentável também seja sinônimo de crescimento saudável.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Presidenta Dilma e seus primeiros cem dias de governo</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/04/12/presidenta-dilma-e-seus-primeiros-cem-dias-de-governo/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 13:27:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Os cem primeiros dias de governo de Dilma Rousseff foram marcados pela escalada da inflação, dólar em baixa e uma equipe econômica ainda confusa em relação ao crescimento do Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Presidenta Dilma e seus primeiros cem dias de governo" src="http://dinheirama.com/files/2011/04/dinheirama_cem_dias_governo_dilma.jpg" alt="Presidenta Dilma e seus primeiros cem dias de governo" hspace="2" vspace="2" align="left" />E passaram voando os primeiros e representativos cem dias de governo da Presidenta Dilma Rousseff. As pesquisas divulgadas há poucas semanas mostram que <a title="Leia mais no Estadão" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+brasil,pesquisa-diz-que-48-aprovam-acoes-do-governo-dilma-de-combate-a-inflacao,61084,0.htm" target="_blank">a população apóia o governo</a>, mas que há um receio muito grande em relação à escalada da inflação. O fantasma dos preços altos assusta alguns brasileiros e traz de volta as discussões em torno de uma figura mítica, o Dragão. Será que ele acordou?</p>
<p>A inflação é, ao lado da desvalorização do dólar, um dos principais problemas do atual momento do governo. No campo inflacionário existe uma queda de braço entre o mercado, que pede maior atuação por parte do Banco Central (BC) na elevação da Taxa Selic, e o governo (leia-se Ministro Guido Mantega), que defende a preservação do crescimento do PIB perto de 5% em 2011. As palavras de Mantega convergem para a ideia de que a manutenção da política de aumento dos juros significaria a interrupção do crescimento.</p>
<p>Em tese, o BC aceitaria uma inflação fora do centro da meta em 2011. Em 2012, o BC acredita, ou ao menos passa a ideia, que o centro da meta, 4,5%, estaria próximo ao índice da inflação. Acontece que o <a title="Leia mais no UOL" href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2011/04/07/ipca-supera-previsoes-no-mes-e-acelera-em-12-meses.jhtm" target="_blank">IPCA (12 meses) divulgado agora mostra que a inflação já está em 6,3%</a>: estamos saindo do sinal amarelo e entrando no vermelho.</p>
<p><span id="more-6012"></span><strong>Taxa Selic, um tiro no pé?</strong><br />
O aumento da Taxa Selic, apesar de ser defendido pela maior parte dos analistas e gurus do mercado, também tem seus efeitos colaterais: aumenta a dívida pública e cria dificuldades para empresas do país em manter a cadeia produtiva em funcionamento, já que encare o crédito usado como fonte de investimentos por parte destas companhias e desestimula o consumo, diminuindo o faturamento.</p>
<p>Acredito que o que precisamos buscar é <a title="Leia mais sobre indexação" href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-indexacao-da-economia-brasileira" target="_blank">uma forma de acabar com a indexação da economia</a> e percebo que poucos defendem um debate mais amplo e racional sobre esse tema. O país não aguenta mais ter que recorrer sempre ao aumento dos juros para conter a inflação: o passo precisa ser dado antes, na formação dos preços.</p>
<p>A infraestrutura e alocação de recursos também precisam melhorar. O país tem que aperfeiçoar sua capacidade industrial e agir para que os investimentos diretos para estruturar seu crescimento saiam do papel e dos discursos.</p>
<p><strong>Dólar teima em cair</strong><br />
Outro ponto crucial para o futuro diz respeito à pressão cambial. Medidas foram tomadas, aumentando o IOF para empréstimos aqui e lá fora, sem um resultado positivo. O dólar continua a cair e a renúncia fiscal que o governo fez ao corrigir a tabela do Imposto de Renda já foi compensada com esses aumentos: é dar com uma mão e pegar com a outra.</p>
<p>A “caixa de maldades” está aberta e o governo tem a faca e o queijo na mão para tomar outras medidas. A arrecadação crescente com a mudança no IOF parece ser motivo de alegria para alguns integrantes da base governista. Há quem veja <a title="IOF, a nova CPMF?" href="http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/4/11/o-iof-e-a-nova-cpmf" target="_blank">na alta do IOF uma sombra da CPMF</a>. Sendo sincero, tudo que se pede é eficiência nas medidas.</p>
<p>Não podemos nos esquecer dos cortes no orçamento, da ordem de R$ 50 bilhões em 2011. Um corte de despesas que ainda não foi realizado e tido apenas como manobra. <a title="Mais na Revista Voto" href="http://www.revistavoto.com.br/site/noticias_detalhe.php?id=2297&amp;t=Governo_aumenta_despesas_com_pessoal_e_reduz_investimentos_" target="_blank">As despesas correntes, ao contrário do que se pregava, aumentaram</a> e trazem grande temor para o futuro.</p>
<p><strong>A falta de estrutura para a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016</strong><br />
A cada dia ficamos mais próximos dos eventos esportivos de 2014 e 2016. Estamos flertando com o perigo de não termos estádios e infraestrutura mínima para acomodar e receber os turistas que virão para o evento. Um dos pontos mais críticos é a situação vexatória dos nossos aeroportos: pequenos, inseguros e despreparados para o mínimo de conforto de quem necessita viajar de avião.</p>
<p><strong>Dilma &#8220;encara&#8221; as duas grandes potências</strong><br />
Nestes cem dias também foi notícia a viagem do Presidente dos EUA, Barack Obama, ao Brasil. Dilma mostrou firmeza nas negociações e deixou claro que o Brasil busca parceiros e não abaixará a cabeça à vontade americana. Obama entendeu o recado e percebeu que o Brasil tem muito a oferecer, mas também tem suas exigências.</p>
<p>Justamente no centésimo dia de governo, Dilma Rousseff estava em viagem oficial rumo à China. Nada mais representativo e importante, já que mostra a disposição brasileira de valorizar o crescimento comercial com o novo parceiro preferencial. Temos muito a negociar e, principalmente, a discutir sobre o protecionismo chinês. Tomara que com a mesma clareza que foi usada diante dos EUA.</p>
<p>Os cem primeiros dias ficaram para trás. Os desafios só começaram. Estamos de olho. Até a próxima.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>PIB brasileiro cresce 7,5% em 2010. E agora? E o futuro?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/03/04/pib-brasileiro-cresce-75-em-2010-e-agora-e-o-futuro/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 18:28:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[PIB brasileiro registrou alta recorde de 7,5% em 2010. O que isso representa diante das oportunidades futuras e necessidades de reformas e melhoras na infraestrutura?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="PIB brasileiro cresce 7,5% em 2010. E agora? E o futuro?" src="http://dinheirama.com/files/2011/03/dinheirama_pib_economia_brasil_mundo.jpg" alt="PIB brasileiro cresce 7,5% em 2010. E agora? E o futuro?" hspace="2" vspace="2" align="left" />O Brasil alcançou, de acordo com <a title="Leia a notícia completa na Folha" href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/883828-brasil-ja-e-a-7-maior-economia-do-mundo-diz-mantega.shtml" target="_blank">as palavras proferidas pelo ministro Guido Mantega</a>, o posto de sétima economia do mundo.<em> “Se considerarmos o PIB a preços de paridade e poder de compra, em conta ainda não oficial, a ser feita pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) ou pelo Banco Mundial, atingimos um PIB de R$ 3,6 trilhões, o que nos coloca em sétimo lugar, superando a França e o Reino Unido”</em>, disse o ministro. Dois anos atrás, o país ocupava o nono posto, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Índia, Alemanha, Rússia, Reino Unido e França.</p>
<p>Ao que tudo indica, o ano de 2010 entrou para história como um dos anos em que o país mais cresceu – o PIB (Produto Interno Bruto) <a title="PIB registra alta de 7,5%" href="http://blog.planalto.gov.br/pib-brasileiro-tem-crescimento-de-75-e-registra-a-maior-alta-dos-ultimos-25-anos/" target="_blank">variou 7,5%, segundo o IBGE</a> –, mesmo tendo como base um ano de 2009 pós-crise, quando a economia estagnou.</p>
<p>Se é importante divulgar o “Pibão” de 7,5% de 2010, o que dizer deste ano e dos próximos? Muitas dúvidas surgem e as primeiras dizem respeito à condução da política econômica: após longos (e interessantes) oito anos de Henrique Meirelles frente ao Banco Central (BC), o que esperar?</p>
<p><span id="more-5843"></span>Tal como Meirelles em 2003, Alexandre Tombini, atual presidente do BC, iniciou seu legado promovendo alta na Taxa Selic. Nesta semana, <a title="Selic sobe a 11,75% ao ano" href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,copom-decide-elevar-taxa-selic-para-1175-ao-ano,57333,0.htm" target="_blank">a taxa chegou ao patamar de 11,75% ao ano</a>, com ajuste de 0,5% em relação ao último encontro do Copom (Comitê de Política Monetária). No mercado há a expectativa de que os ajustes continuarão até que a Selic chegue a 12,50%, no meio do ano.</p>
<p>Outro ponto a destacar é o corte de R$ 50 bilhões no orçamento. O governo detalhou, na semana passada, um plano para reduzir os gastos públicos, colocando em xeque inclusive alguns compromissos de campanha assumidos pela Presidente Dilma, especialmente o tão alardeado projeto “Minha Casa Minha Vida”.</p>
<blockquote><p>&#8220;Cortar previsões de gastos, porém, não é a mesma coisa do que cortar gastos. Um item que pode servir como exemplo típico da regra geral adotada na definição dos cortes é a contenção das despesas previstas com novas contratações de pessoal pelo governo. Havia, no orçamento, uma previsão de R$ 5 bilhões para novas contratações este ano. Dessa previsão, foram cortados R$ 3,5 bilhões. Significa que concursos públicos previstos não serão realizados, mas não que o contingente de servidores e a folha salarial atual serão enxugados&#8221; &#8211; <strong>José Paulo Kupfer</strong>, artigo<a title="Leia o artigo completo no Estadão" href="http://blogs.estadao.com.br/jpkupfer/cortes-quase-so-de-vento/" target="_blank"> &#8220;Cortes (quase só) de vento&#8221;</a> (Estadão)</p></blockquote>
<p>De concreto, o aumento na taxa de juros e o aperto no orçamento não respondem à necessidade de aumento de investimento que o país necessita para crescer. Para se ter uma ideia, em 2010 chegou-se a <a title="Leia o artigo completo no DCI" href="http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=7&amp;id_noticia=364347" target="_blank">18,4% do PIB concentrados em investimentos</a>, muito aquém do necessário para o crescimento sustentável da economia. A partir dos dados apurados de inflação, tudo indica que o crescimento de 7,5% do PIB foi um “salto maior do que a perna”. Espero estar errado.</p>
<p>Diante da inflação, o Copom decide aumentar os juros. Simples assim. A impressão que temos é que a economia é muito previsível; e de fato é: aquecimento desproporcional à capacidade de produção/consumo leva à inflação. A inflação leva ao aumento dos juros, que mais elevados encarecem o crédito e fazem diminuir a tomada de dinheiro emprestado e, por consequência, o consumo. E assim por diante.</p>
<p><strong>Um desabafo</strong><br />
Cansei de ver as possibilidades de desenvolvimento do país serem deterioradas por falta de estrutura. O Brasil precisa seguir em frente e alavancar seu crescimento, mexendo onde de fato é necessário. Carga tributária desumana, péssima infraestrutura, máquina pública inchada e ineficiente e gestão fraterna dos governos (sem compromisso real de promover reformas urgentes, como da previdência) são alguns dos desafios. Velhos desafios. Conhecidos desafios.</p>
<p>Tudo bem, é verdade que a inflação desse ano tem alguns componentes pontuais, como o aumento no preço das commodities e até mesmo os conflitos no Mundo Árabe, que trouxeram medo e intranqüilidade em relação ao petróleo (a cotação se eleva de maneira insistente). O <a title="FMI preocupado com a inflação" href="http://www.jb.com.br/economia/noticias/2011/03/03/fmi-anda-extremamente-preocupado-com-inflacao-no-mundo/" target="_blank">FMI já se pronunciou com preocupações deste tipo</a>. Concordo e esses detalhes reforçam a tese de que, por enquanto, é mais saudável para a economia pisar no freio.</p>
<p>Vamos acompanhar de perto o ano de 2011 e o futuro, que chega rápido. Esperamos que o país perceba, de uma vez por todas, que é hora de mudar, privilegiar a necessidade de modernização da infraestrutura e promoção de reformas para que tenhamos mais oferta de produtos, serviços e a possibilidade de desenvolvimento de mão de obra especializada. Só assim sairemos da “corrida dos ratos” de nossa própria economia. Bom Carnaval a todos.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

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<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Rentabilidade do Tesouro Direto: IMA – Índice de Mercado Anbima</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/01/27/rentabilidade-do-tesouro-direto-ima-indice-de-mercado-anbima/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2011 20:34:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Carvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Renda Fixa]]></category>
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		<description><![CDATA[Conheça a rentabilidade dos títulos públicos (Tesouro Direto) através do índice IMA (Índice de Mercado Anbima) e tome melhores decisões de investimento para 2011.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Rentabilidade do Tesouro Direto: IMA - Índice de Mercado Anbima" src="http://dinheirama.com/files/2011/01/dinheirama_tesouro_direto_ima_anbima.jpg" alt="Rentabilidade do Tesouro Direto: IMA - Índice de Mercado Anbima" hspace="2" vspace="2" align="left" />No recente artigo elaborado por <strong>Conrado Navarro</strong>, <a title="Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características" href="http://dinheirama.com/blog/2011/01/20/tesouro-direto-como-investir-rentabilidade-vantagens-e-caracteristicas/">“Tesouro Direto: como investir, rentabilidade, vantagens e características”</a>, foi abordado o investimento em títulos públicos. Através de sua leitura aprendemos sobre o funcionamento deste tipo de investimento, os diferentes títulos ofertados, suas características, riscos e custos. O <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> iniciante pode, com esse material, começar a investir e compreender melhor os benefícios do Tesouro Direto em relação a outras aplicações de renda fixa.</p>
<p>No artigo de hoje pretendo dar um passo além na explicação dos títulos públicos, tendo como principal objetivo apresentar os índices utilizados para categorizar estes títulos e para averiguar suas rentabilidades. O objetivo é complementar a informação trazida pelo Navarro e contribuir para aumentar o conhecimento do leitor que nos acompanha.</p>
<p><strong>O que é o IMA?</strong><br />
Para facilitar o trabalho de nós investidores, a <a title="Conheça a Andima" href="http://www.andima.com.br/" target="_blank">Anbima</a> (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) criou um índice que define e acompanha as diversas categorias de títulos, assim como suas respectivas rentabilidades: o chamado IMA (índice de Mercado ANBIMA).</p>
<p><span id="more-5661"></span>Segundo própria definição da Anbima, o IMA é uma família de índices que representa a evolução, a preços de mercado, da carteira de títulos públicos e serve como referência (<em>benchmark</em>) para o segmento. O IMA possui índices e subíndices que visam englobar todo o perfil da dívida pública brasileira, incluindo títulos pré-fixados (LTN  e NTN-F), pós-fixados (LFT), indexados ao IPCA (NTN-B) e indexados ao IGPM (NTN-C). Você pode ler mais sobre o IMA na <a title="FAQ - IMA - Anbima" href="http://www.andima.com.br/ima/ima_faq.asp" target="_blank">página de perguntas frequentes da Anbima</a> e na <a title="Metodologia - IMA - Anbima" href="http://www.andima.com.br/ima/ima_cartilha.asp" target="_blank">seção de metodologia</a>.</p>
<p>Além destes principais índices, é possível ainda ter acesso aos subíndices de cada índice, como por exemplo, os títulos pré-fixados com prazo de até um ano (IRF-M 1) e os pré-fixados com prazo maior que 1 ano (IRF-M 1+). O fluxograma abaixo ajuda a ilustrar de forma clara esta divisão entre índices e subíndices do IMA:</p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/01/Composicao_IMA_Indices_e_Sub-Indices.jpg" alt="Composição Fundos IMA - Anbima" /></p>
<p>Portanto, o índice geral captura a rentabilidade de todo este conjunto de títulos, permitindo que o investidor tenha um rápido acesso à rentabilidade de diversos índices e subíndices do IMA, podendo criar, inclusive, seu próprio <em>benchmark</em> para sua carteira de títulos.</p>
<p><strong>Exemplo:</strong> um fundo de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> que realiza apenas operações com títulos pré-fixados com prazo maior de 1 ano poderia utilizar o subíndice IRF-M 1+ como <em>benchmark</em> para seus resultados, já que este se enquadra melhor no perfil de operações do fundo.</p>
<p><strong>IMA-Geral ex-C</strong><br />
Além dos índices e subíndices listados no fluxograma, foi criado ainda mais um tipo de índice para capturar a rentabilidade geral, excluindo os títulos indexados ao IGP-M. Estes títulos foram retirados do mercado secundário devido a uma decisão explícita do Tesouro Nacional, além da baixa liquidez verificada neste segmento. Portanto, o IMA-Geral ex-C exclui o IMA-C de sua composição para calcular a rentabilidade geral.</p>
<p><strong>Análise das rentabilidades nos últimos três anos</strong><br />
Agora que já compreendemos a categorização feita pela Anbima, podemos analisar a rentabilidade de cada índice e subíndice nos últimos três anos.</p>
<p><strong>Rentabilidade em 2008</strong></p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/01/IMA_2008.jpg" alt="Rentabilidade - IMA - Ano de 2008" /></p>
<p><strong>Alta de 2,50% na Selic. </strong>O ano de 2008 ficou marcado pelo agravamento da crise financeira. O Índice Bovespa teve variação de -41,22% no ano. A Meta Selic pulou de 11,25% para 13,75%, sendo um fator negativo para os títulos de longo prazo e prefixados. Entretanto, ao contrário do que era esperado para um cenário tão pessimista, os índices mantiveram-se firmes no ano. O IMA-Geral, que representa a composição de todos os outros índices, registrou uma rentabilidade de 12,69% em 2008.</p>
<p><strong>IMA-C 5 na liderança.</strong> O destaque positivo no ano foram os índices indexados ao IGP-M, tendo como índice mais rentável o IMA-C 5 com retorno de 16,35% no ano. O IGP-M neste ano teve variação de 9,81%, colaborando para a rentabilidade destes títulos.</p>
<p><strong>IMA-B 5+ na lanterna. </strong>A menor rentabilidade no ano pôde ser observada no IMA-B 5+, índice que engloba os títulos indexados ao IPCA com prazo superior a 5 anos, apresentando uma variação de 7,50%. O IPCA no ano teve variação de 5,90%, o que ajudou os títulos indexados a este índice a apresentarem retornos consideráveis no ano.</p>
<p><strong>Rentabilidade em 2009</strong></p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/01/IMA_2009.jpg" alt="Rentabilidade - IMA - Ano de 2009" /></p>
<p><strong>Queda de 5,0% na Selic. </strong>O ano de 2009 refletiu a recuperação econômica. A Meta Selic, que estava em 13,75% em dezembro de 2008, sofreu diversas reduções ao longo do ano, terminando em 8,75% ao final de dezembro daquele ano. Este fator foi decisivo para que os títulos de longo prazo apresentassem altos retornos em relação aos títulos mais curtos. O IMA-Geral registrou alta de 13,12% no ano de 2009.</p>
<p><strong>IMA-B 5+ na liderança.</strong> O destaque positivo no ano foram os índices indexados ao IPCA, tendo como subíndice mais rentável o IMA-B 5+ com retorno de 23,52% no ano. O IPCA neste ano teve variação de 4,31%, colaborando para a rentabilidade dos títulos a ele indexados.</p>
<p><strong>IMA-C 5 na lanterna. </strong>A menor rentabilidade no ano pôde ser observada no IMA-C 5, apresentando variação de 8,37%. O IGP-M no ano teve variação de -1,71%, o que atrapalhou o desempenho dos títulos atrelados ao IGPM.</p>
<p><strong>Rentabilidade em 2010</strong></p>
<p><img style="float: none;" src="http://dinheirama.com/files/2011/01/IMA_2010.jpg" alt="Rentabilidade - IMA - Ano de 2010" /></p>
<p><strong>Alta de 2,0% na Selic. </strong>Em 2010, os mercados andaram devagar, não apresentando muita volatilidade. A Meta Selic aumentou 2,0%, saindo de 8,75% para 10,75% no final do ano. Entretanto, a queda na Selic não foi capaz de tirar o brilho dos títulos de longo prazo. O IMA-Geral registrou alta de 12,99% no ano de 2010.</p>
<p><strong>IMA-C 5+ na liderança.</strong> O destaque positivo no ano foram os índices indexados ao IGP-M, tendo como índice mais rentável o IMA-C 5+, com retorno de 23,91% no ano. O IGP-M neste ano teve variação de 11,32%, fator decisivo na rentabilidade do índice no ano. Os títulos indexados ao IPCA, com destaque para o IMA-B 5+, tiveram bom desempenho no ano, já que o IPCA registrou variação anual de 5,91%.</p>
<p><strong>IMA-S na lanterna. </strong>A menor rentabilidade no ano pôde ser observada no IMA-S, índice atrelado à Selic, com uma variação de 9,78%.</p>
<p><strong>O que esperar de 2011?</strong></p>
<p><strong> Alta na Selic? </strong>Tudo indica que teremos um ano com aumento na Meta Selic. O primeiro aumento na taxa, de 0,5%, elevou a Meta Selic de 10,75% para o patamar atual de 11,25%. E tudo indica que não iremos parar por aí. Ao verificar o site do Tesouro Direto já é possível encontrar títulos prefixados (LTNs, por exemplo) com taxas próximas de 13% ao ano. Nos títulos indexados ao IPCA (NTN-Bs), encontramos taxas próximas de 6,5% ao ano mais IPCA.</p>
<p><strong>Governo cumprirá meta de inflação?</strong> Estes valores podem sinalizar uma possível alta na inflação e, consequentemente, uma elevação na Meta Selic para buscar frear a velocidade do crescimento econômico, já que este pode levar a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW5mbGElRTclRTNvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">inflação<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> a níveis além do desejado pelo governo. A meta do governo para o IPCA neste ano é de 4,5%, com variação de 2,0% para ambos os lados. Portanto, o limite inferior seria de 2,5% e o limite superior de 6,5%.</p>
<p><strong>Quanto alocar em cada categoria dos títulos públicos? </strong>O percentual sempre dependerá do nível de retorno e risco desejado do investidor, do seu prazo de investimento, capital disponível, entre outros. Entretanto, o importante é lembrar de diversificar entre todas as categorias, alocando tanto em posfixados (LFTs), prefixados (LTNs ou NTN-Fs), como nos indexados ao IPCA (NTN-Bs).</p>
<p>Com este material, completamos os detalhes relacionados ao Tesouro Direto. Espero ter colaborado. Até a próxima.</p>
<p><strong>Fórum Dinheirama Social</strong><br />
Se você quiser tirar dúvidas específicas sobre o investimento em títulos públicos, finanças pessoais e investimentos em geral, acesse <strong><a title="Participe de nosso fórum" href="http://www.dinheirama.com/social" target="_blank">www.dinheirama.com/social</a></strong> e faça parte de nosso fórum de discussões. O cadastro é gratuito, leva pouco tempo e permite que você faça perguntas, colabore nas discussões e conheça pessoas com interesses semelhantes aos seus. <strong>Participe!</strong></p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Henrique Carvalho</b>.<br>

Autor do Blog HC Investimentos. É sócio do Clube de Vienna - Análise Financeira Independente - e trabalha na consultoria Fundo Imobiliário. No Twitter: @hcinvestimentos.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O ano de 2011 e os desafios do Brasil</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/12/29/o-ano-de-2011-e-os-desafios-do-brasil/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Dec 2010 18:12:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
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		<category><![CDATA[selic]]></category>

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		<description><![CDATA[O ano de 2010 termina e com ele a esperança de que o novo governo faça diferente na economia. Gastos públicos e melhor infraestrutura merecem atenção.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O ano de 2011 e os desafios do Brasil" src="http://dinheirama.com/files/2010/12/dinheirama_brasil_2011_desafios.jpg" alt="O ano de 2011 e os desafios do Brasil" hspace="2" vspace="2" align="left" />O ano de 2010 passou muito rápido! 2010 já é passado e 2011 está chegando, cheio de desafios. O Brasil se solidificou como um país de oportunidades de acontecimentos louváveis. Como tenho ouvido muito por ai, <em>“as oportunidades estão aí para quem conseguir aproveitar e pegar o ‘bonde’ do desenvolvimento”</em>. É importante saber que temos uma economia sob controle, com boas perspectivas e uma migração social robusta que colabora nesse sentido.</p>
<p>Um exemplo bastante positivo surgiu no campo do emprego. O índice de 5,7% de desempregados é o <a title="Mais no Estadão" href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101218/not_imp655207,0.php" target="_blank">menor desde 2002, segundo o IBGE</a>. Ótimo, mas o que esperar para de nossa economia em 2011? Continuaremos crescendo e garantindo a oportunidade de emprego para quem chega ao mercado de trabalho? Essa é apenas uma das questões que o novo governo precisará responder.</p>
<p>Governo que começa diante de um desafio: o alerta causado pela alta da inflação é um dos fatores de preocupação do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbythJUU3JUY1ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. A inflação está, mais uma vez, na pauta do cotidiano. Com o incentivo ao consumo criado pelo maior poder de compra, muitos brasileiros foram às compras e o aquecimento da economia trouxe de volta a alta nos preços. O Banco Central rapidamente agiu para conter o consumo e <a title="Leia mais no G1" href="http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/12/banco-central-sobe-compulsorio-e-retira-r-61-bilhoes-da-economia.html" target="_blank">encareceu os financiamentos mexendo no compulsório dos bancos</a> – influenciando assim a quantidade de dinheiro disponível para emprestar (liquidez).</p>
<p><span id="more-5496"></span><strong>Mais seriedade e infraestrutura</strong><br />
Parece cada vez mais claro que o nosso crescimento está limitado a 4% ou 5% ao ano sem que tenhamos que nos preocupar com a inflação. Depreende-se dessa observação algo no mínimo importante: um dos grandes temas de debate para o futuro é o crescimento sustentável. Como crescer de forma sustentada, sem sobressaltos? Como garantir crescimento da ordem de 6% ou mais, como em 2010, mas sem ter que ver os juros subindo?</p>
<p>Minha opinião é óbvia e direta: <strong>o governo precisa investir em infraestrutura para que nossas limitações de crescimento não se tornem problemas constantes para o desenvolvimento do país</strong>. Além disso, precisa gerenciar melhor seus próprios recursos e colocar em prática reformas importantes e o fim do inchaço da máquina pública.</p>
<p>Porque ao encarecer o crédito, aumentando os juros como medida para esfriar a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWErYnJhc2lsZWlyYV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-68">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, ataca-se a doença e não a causa do problema. Em pouco tempo a economia tende a se indexar, o governo verá sua dívida pública se elevar e os empresários pensarão duas vezes antes de empreender ou investir nas empresas e projetos brasileiros.</p>
<p><strong>Taxa Selic, um remédio amargo</strong><br />
É claro que ao olharmos para o horizonte maior de tempo, a curva e a tendência de baixa na Selic são evidentes. Entretanto, o que fica nítido é que estamos, em alguns momentos, escolhendo como solução o procedimento mais fácil, rápido e não uma solução efetiva que passe pelo gerenciamento eficiente dos gastos públicos – o que aumentaria a capacidade de investimento do Estado.</p>
<p>Um novo governo é sempre uma oportunidade de fazer algo novo e melhor. Esperamos que o Banco Central continue tendo sua liberdade e autonomia na tomada de decisões, mas também que o governo possa fazer melhores escolhas e desenvolver controles, além de gastar melhor. Será preciso coragem, apoio político, disposição e muito trabalho, mas o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/QnJhc2lsXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-52">Brasil<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> merece esse esforço.</p>
<p>O Brasil precisa dar um salto de qualidade em todos os setores, inclusive para fazer bonito e aproveitar economicamente os benefícios dos eventos que teremos nos próximos anos (Copa, em 2014 e Olimpíadas, em 2016). Precisamos acelerar nossos passos de forma organizada e competente, mas acima de tudo de forma a fazê-los sair do papel.</p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
<a title="Siga o Ricardo" href="http://twitter.com/RicardoPereira">@RicardoPereira</a><br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Taxa Selic, única medida para controle da inflação?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/04/28/taxa-selic-unica-medida-para-controle-da-inflacao/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2010/04/28/taxa-selic-unica-medida-para-controle-da-inflacao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 17:12:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
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		<category><![CDATA[selic]]></category>

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		<description><![CDATA[Novamente estamos diante de um aumento dos juros com a finalidade de controlar a inflação? Será essa a única medida com este propósito? Como controlar a inflação pensando mais no Brasil?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Taxa Selic, única medida para controle da inflação?" src="http://dinheirama.com/files/2010/04/dinheirama_selic_juros_conter_inflacao.jpg" alt="Taxa Selic, única medida para controle da inflação?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Sempre ouvimos falar que para conter a inflação é necessário aumentar a taxa Selic. Somos informados disso, mas pouco sabemos o porquê de a taxa Selic ser connsiderada um “remédio” para conter a inflação. E, ainda, pouco questionamos se esse é o único “remédio” ou até o mais apropriado para o momento.</p>
<p>Repare que dados preliminares mostram que o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/QnJhc2lsXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-52">Brasil<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> crescerá, em 2010, algo em torno de 6% (crescimento de seu Produto Interno Bruto, o PIB). Permanecendo as expectativas, é óbvio afirmar que trata-se de um nível muito bom; e é de se esperar que o crescimento esteja sempre aumentando, correto?</p>
<p>Em termos práticos a elevação dos juros (da taxa Selic) acontece na tentativa de segurar o crescimento como forma de controlar a inflação. Para quem ainda tem dúvidas, o principal papel do Banco Central (BC) é justamente controlar a inflação e proteger o poder de compra das pessoas. Alguém por ai se lembra da traumatizante hiperinflação?</p>
<p><span id="more-4368"></span><strong>Sacrifício em décadas de inflação<br />
</strong>Durante décadas o Brasil sobreviveu ao descontrole inflacionário  e, por isso, sabemos de fato o quanto ela é fatal para uma <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZWNvbm9taWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">economia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Neste sentido, parece-me claro que alguns sacrifícios podem ser justificados se olhados sob essa óptica. Entretanto, não podemos nos acomodar, enquanto economia em desenvolvimento, acreditando que o controle inflacionário deve ser sempre implementado através do aumento dos juros e desestímulo econômico.</p>
<p><strong>Mas existem outras opções?<br />
</strong>Outros caminhos podem e devem ser estudados e entre eles está o controle dos gastos públicos. Defendo que os serviços aos cidadãos sejam eficientes, mas a máquina pública está, ano apos ano, mais inchada e sem a contrapartida da melhora nos serviços. Como país, gastamos muito e gastamos muito mal.</p>
<p>Outro ponto que mostra esta realidade é a tão falada carga tributária, que nos coloca no topo dos países que mais recolhem impostos. É verdade que temos grandes programas sociais que consomem muito dinheiro público e possuem seu valor, principalmente em momentos de crise, mas ainda assim me parece claro que o problema está na gestão.</p>
<p>O Brasil precisa ainda aumentar sua capacidade produtiva, afinal nossa infraestrutura é precária e, quando comparada a de outros países em desenvolvimento, como Índia e China, deixa muito a desejar. O chamado custo Brasil paralisa e pode continuar paralisando nosso potencial como agente de um <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2Fkb18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-52">mercado<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> muito competitivo.</p>
<p>Se o Brasil se modernizou em relação à sua economia, não o fez no sentido administrativo. Não como deveria. Ainda somos um país excessivamente burocrático! Burocracia essa que talvez seja a razão para explicar o excesso de funcionários públicos pouco atenciosos e nada preparados para as muitas funções. E você sabe como é difícil demitir um servidor público. Sem generalizações, por favor. O propósito do artigo é somar, mostrar a verdade para que possamos melhorar.</p>
<p>Outro gargalo do país é, sem sombra de dúvidas, a educação. Trata-se de uma das mais necessárias reformas para o Brasil manter o crescimento. Melhoramos muito, sem dúvida, mas ainda temos um longo caminho de maciços investimentos a fazer. Nossa mão de obra ainda é despreparada e muitas empresas precisam investir pesado na educação de seus funcionários, o que contribui para tornar nossos produtos e serviços mais caros.</p>
<p><strong>O remédio pode se tornar um veneno<br />
</strong>Todas essas ações propostas &#8211; controle dos gastos públicos, melhoria na infraestrutura do país e <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">investimento<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> maciço na educação &#8211; são alternativas que levarão tempo até que surtam efeito na economia do país e no controle da inflação. Por isso, talvez, não pareçam tão relevantes. A verdade é que são ações urgentes. O Brasil precisa disso para crescer de forma sustentável.</p>
<p>Os juros, como todo remédio em uma dosagem errada, pode se tornar um veneno. Os defensores dessa medida têm toda razão em afirmar que a tendência de baixa dos últimos anos se manterá para o futuro. É fato, mas no “melhor da festa”, quando a economia estava aquecida e competitiva com custo de capital (juro) mais baixo, temos que prorrogar planos e ver nossos concorrentes cada vez mais competitivos. O Brasil merece mais!</p>
<p>Crédito da foto para <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://www.freedigitalphotos.net/" target="_blank"><strong>freedigitalphotos.net</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Ricardo Pereira</b>.<br>

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: 
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