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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; spread</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<itunes:subtitle>Dinheiro, educacao financeira e investimentos ao alcance de todos</itunes:subtitle>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; spread</title>
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		<title>Responsabilidades do investidor diante dos juros baixos</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 14:22:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Anderson comenta: “Navarro, não parece que a queda da Selic vai se transformar em benefícios ao tomador de crédito, afinal o spread continua alto. No entanto, parece que os bancos já estão se mexendo para evitar que correntistas e investidores migrem seus recursos para a poupança. E, claro, para que mantenham seus investimentos em produtos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/07/dinheirama_investidor_renda_fixa_selic.jpg" alt="Responsabilidades do investidor diante dos juros baixos" hspace="2" vspace="2" align="left" />Anderson</strong> comenta: <em>“Navarro, não parece que a queda da Selic vai se transformar em benefícios ao tomador de crédito, afinal o spread continua alto. No entanto, parece que os bancos já estão se mexendo para evitar que correntistas e investidores migrem seus recursos para a poupança. E, claro, para que mantenham seus investimentos em produtos com taxa de administração (ainda que menor). Devemos prestar atenção a este movimento? Parabéns pelo blog. Obrigado”</em>.</p>
<p>As sucessivas quedas dos juros básicos da economia (taxa Selic) e seu atual patamar de um dígito &#8211; nível mais baixo da história &#8211; sugerem que consumidores e empresas terão benefícios importantes ao tomar <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aXIrZGluaGVpcm9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> emprestado. Bom, assim deveria ser. Com a justificativa (plausível, é verdade) de que a inadimplência ainda está em níveis elevados, bancos e instituições financeiras pouco fazem para diminuir o famoso <em>spread</em> &#8211; diferença média entre quanto o banco paga pelo dinheiro e por quanto ele o empresta. Há queda, mas em ritmo muito menor do que o da taxa Selic.</p>
<p>Tomar dinheiro emprestado requer cautela e muita pesquisa, já que cenários econômicos favoráveis tornam a concorrência mais acirrada. Os bancos estatais lidam com a missão declarada de forçar a queda dos juros dos empréstimos e financiamentos, ao mesmo tempo em que tentam se manter lucrativos e bem administrados. A verdade é que reflexos mais incisivos da forte queda dos juros básicos só serão vistos no decorrer do ano ou em anos seguintes, se a tendência se confirmar &#8211; o que é discutível, já que 2010 é um ano de eleição presidencial. Mas como fica a Selic para quem recebe juros e investe?</p>
<p><span id="more-2689"></span><strong>O outro lado da história</strong><br />
Se pouco muda para quem deseja tomar dinheiro emprestado, muito se modifica a questão dos <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aW1lbnRvc18jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">investimentos<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Quem vê na multiplicação de seu capital a porta para realizar seus objetivos e garantir um futuro melhor deve prestar muita atenção às sucessivas quedas da Selic. A popularização dos fundos DI e de renda fixa em geral, decorrente dos altos retornos sem risco e da agressiva estratégia dos bancos, deve ser questionada. Produtos conservadores e que sustentam características do passado hoje podem render muito pouco.</p>
<p>Até então era natural encontrar produtos acessíveis, com aporte inicial exigido relativamente baixo, cujas taxas de administração ficavam entre 2,5% e 4%. Fundos cujos aportes iniciais exigidos eram mais altos ofereciam taxas de administração mais interessantes, da ordem de 2% ou pouco menos. Com a Selic em 8,75% ao ano, produtos com essas características apresentam rendimento líquido menor que o da caderneta de poupança &#8211; cabe lembrar que nos fundos de renda fixa existe incidência de Imposto de Renda semestral (come cotas) e no ato do resgate.</p>
<p><strong>Como garantir a competitividade?</strong><br />
Os bancos e instituições financeiras já começaram a mexer em seus produtos conservadores, mudando principalmente o valor do aporte inicial de produtos cujas taxas de administração são mais baixas. Poucos optaram por diminuir a própria taxa de administração, o que representaria perda imediata de arrecadação para os cofres das instituições, como explica o jornalista <strong>Fabricio Vieira</strong> em reportagem da <a title="jornal Folha de S. Paulo" href="http://www.folha.com.br" target="_blank">Folha de S. Paulo</a> de 20 de julho:</p>
<blockquote><p>“Para analistas consultados, as medidas tomadas foram mais interessantes para os bancos do que se eles simplesmente tivessem baixado as taxas cobradas em todos os fundos. A simples redução das taxas de administração dos fundos significaria perda imediata e global para as instituições. Já as possíveis perdas com os ganhos das taxas decorrentes das alterações tomadas vão ocorrer apenas se os clientes decidirem mudar de aplicação”</p></blockquote>
<p><strong>Investidor, atenção redobrada!</strong><br />
Se você já é cliente de um grande banco e tem seu dinheiro investido em um produto de renda fixa conservador, procure visitar o gerente e discuta a situação atual de seu patrimônio:</p>
<ul>
<li><strong>A taxa de administração do fundo continua a mesma?</strong> Discuta as mudanças econômicas apresentadas neste texto com o objetivo de entender as ações do banco diante da queda da Selic. Procure compreender o que os gestores da instituição estão fazendo para manter as aplicações competitivas;</li>
<li><strong>Há algum produto semelhante, adequado ao seu perfil e que ofereça taxa de administração mais interessante?</strong> Seu produto pode não ter sofrido alteração, mas outro sim. Agora é possível achar um fundo com taxa de administração menor &#8211; e que antes exigia aportes altos &#8211; com novos limites para o investimento inicial. Acesse o site do banco, pesquise os produtos e estabeleça um diálogo capaz de colocar à sua disposição novas oportunidades de investimento;</li>
<li><strong>Será que vale a pena migrar parte do capital ancorado em renda fixa para a caderneta de poupança?</strong> A resposta passa por uma importante avaliação matemática, já que ao resgatar seu capital do fundo de renda fixa você terá que pagar IR. Faça bem as contas, mas não deixe de considerar esta possibilidade;</li>
<li><strong>Você já pensou na possibilidade de investir com mais arrojo?</strong> Pode ser hora de definir objetivos e metas de longo prazo e encarar os riscos da renda variável (<a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVyY2FkbythJUU3JUY1ZXNfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">mercado em ações<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, por exemplo). Sempre lembrando de não colocar ali capital destinado para acontecimentos de curto prazo e manter ativos uma reserva de emergência e investimentos conservadores, menos arriscados.</li>
</ul>
<p><strong>Mauro Calil</strong>, professor e educador financeiro, deu excelente contribuição para a matéria <a title="Leia a matéria na Folha" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u597429.shtml" target="_blank">“Bancos se mexem para evitar fuga de fundo”</a>, publicada pela <a title="jornal Folha de S. Paulo" href="http://www.folha.com.br" target="_blank">Folha de S. Paulo</a> no dia 20 de julho:</p>
<blockquote><p>“Os bancos têm buscado um caminho indireto para reduzir as taxas. O cliente atento, que mudar de aplicação aproveitando as medidas que os bancos têm tomado, conseguirá pagar uma taxa de administração menor para o mesmo montante que tem para aplicar. É normal no mercado que os fundos que exigem maiores aportes dos clientes cobrem taxas menores”</p></blockquote>
<p>Portanto, caro <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">investidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, a ordem do dia é: pesquise os produtos oferecidos pela instituição onde mantém seu dinheiro aplicado e considere migrar seus recursos. A avaliação constante dos investimentos e do planejamento financeiro é parte da rotina de quem quer tirar o máximo de seu capital. Bons negócios!</p>
<p>&#8212;&#8212;<strong><br />
Conrado Navarro</strong>, educador financeiro, tem MBA em Finanças e é mestrando em Produção (Economia e Finanças) pela <a title="Conheça a UNIFEI" href="http://www.unifei.edu.br" target="_blank">UNIFEI</a>. Sócio-fundador do <em>Dinheirama</em>, autor do livro <a title="Compre o livro do Navarro!" href="http://www.novatec.com.br/livros/vamosfalardinheiro/" target="_blank">&#8220;Vamos falar de dinheiro?&#8221;</a> (Novatec),  Navarro atingiu sua independência financeira antes dos 30 anos e adora motivar seus amigos e leitores a encarar o mesmo desafio. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente.</p>
<ul>
<li><a title="Quem é Conrado Navarro?" href="http://dinheirama.com/blog/sobre">Quem é Conrado Navarro?</a></li>
<li><a title="Leia todos os artigos do Navarro" href="http://dinheirama.com/blog/author/navarro/">Leia todos os artigos do Navarro</a></li>
</ul>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>BC, juros altos e o spread bancário: quem se importa?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/02/10/bc-juros-altos-e-o-spread-bancario-quem-se-importa/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 18:55:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não é novidade. Mas, para você e muitos brasileiros, pode ser. Há muito tempo o Banco Central mantém uma lista, atualizada semanalmente, das taxas de juros praticadas pelos diversos bancos e instituições financeiras que funcionam no Brasil. A lista é dividida em empréstimos a pessoas físicas e jurídicas, mostrando, para cada opção, os juros correspondentes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1869" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/02/dinheirama_bancos_spread_dinheiro.jpg" alt="BC, juros altos e o spread bancário: quem se importa?" hspace="2" vspace="2" align="left" />Não é novidade. Mas, para você e muitos brasileiros, pode ser. Há muito tempo o <a title="Banco Central do Brasil" href="http://www.bcb.gov.br" target="_blank"><strong>Banco Central</strong></a> mantém uma lista, atualizada semanalmente, das taxas de juros praticadas pelos diversos bancos e instituições financeiras que funcionam no Brasil. A lista é dividida em empréstimos a pessoas físicas e jurídicas, mostrando, para cada opção, <a title="Veja os juros praticados pelos bancos - BC" href="http://www.bcb.gov.br/?TXJUROS" target="_blank">os juros correspondentes praticados pelos bancos</a> em diversas modalidades de crédito diferentes, como cheque especial, capital de giro, crédito pessoal etc.</p>
<p>Mas se isso é feito há anos, qual pode ser a novidade? O BC decidiu facilitar o acesso ao material, colocando um link direto para as taxas em sua página principal. Só isso. Antes escondida entre algumas opções de menu (Sistema Financeiro Nacional &#8211; Informações sobre operações bancárias), a lista agora pode ser acessada diretamente da página inicial do BC &#8211; <a title="Banco Central do Brasil" href="http://www.bcb.gov.br" target="_blank">www.bcb.gov.br</a> -, através da opção <a title="Veja os juros praticados pelos bancos - BC" href="http://www.bcb.gov.br/?TXJUROS" target="_blank">&#8220;Taxas de juros de operações de crédito&#8221;</a>. Convenhamos, ficou muito mais fácil pesquisar os juros praticados por aqui, mas alguém acredita que as taxas cairão por conta desta pequena atitude?</p>
<blockquote><p>&#8220;Essa mudança provavelmente não vai ter impacto nenhum. Essas informações já estavam no site há muito tempo, já eram conhecidas, e nem assim os juros caíram. A alta e crescente concentração do setor bancário desestimula a concorrência e ajuda a explicar os elevados juros nos financiamentos&#8221;.<br />
(<strong>Maria Elisa Novais</strong>, advogada do <a title="Conheça o Idec - Instituto de Defesa do Consumidor" href="http://www.idec.org.br/" target="_blank">Idec</a>, em reportagem do jornal <a title="Visite o site do jornal Folha de S. Paulo" href="http://www.folha.com.br" target="_blank">Folha de S. Paulo</a> de 06/02/2009)</p></blockquote>
<p><span id="more-1868"></span><strong>De tudo, a informação.</strong><br />
Pois é, a lista não parece ser assustadora o suficiente para &#8220;forçar&#8221; alguma mudança nos juros praticados pelos bancos. Mas já é útil para saber, como sugere o exemplo publicado pela <a title="Visite o site do jornal Folha de S. Paulo" href="http://www.folha.com.br" target="_blank">Folha</a>, que os juros médios cobrados no crédito pessoal pelo Bradesco (5,27% ao mês) equivalem a quase o dobro dos 2,80% praticados pelo Banco do Brasil. E, se interessa saber, os menores juros nesta categoria são os da Caixa Econômica Federal (2,60%).</p>
<p>Informação é sempre útil, mas é o que fazemos com ela que realmente importa. Transformá-la em conhecimento significa usar e abusar de conclusões sobre sua função e transformar tais reflexões em ações e resultados. Na prática, significa conhecer melhor os juros dos bancos que você está habituado a utilizar e, se necessário, procurar outra instituição &#8211; além, claro, de aprender a usar melhor seu <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:cerbasi/format:box">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. A transparência apresentada pela lista não vale nada se você é dos que reclama dos juros, mas não se dá o trabalho de procurar lugares onde eles sejam mais baixos.</p>
<p><strong>Quanta conversa fiada&#8230;</strong><br />
 Blá blá blá os juros estão altos, blá blá blá o <em>spread</em> bancário brasileiro é dos mais altos do mundo. Realidade nua e crua: pagamos muito caro para usar o <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:investir+dinheiro/format:box">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> dos outros, mas não reclamamos e nem sequer nos damos ao trabalho de tentar pagar menos; usamos sem dó o crédito fácil e ainda nos declaramos felizes diante de inúmeras dívidas e problemas financeiros. Manifestações contra os juros partem, quase sempre, de entidades ligadas ao comércio &#8211; trata-se também de gente um pouco suspeita. O povo, este ainda não vi se reunir para lutar neste sentido. Sim, o mesmo povo que se une para inúmeros outros fins, passeatas, projetos, boicotes etc.</p>
<p>Os outros, aqueles que emprestam o dinheiro com um baita sorriso no rosto, enriquecem e apresentam lucros sempre positivos e vigorosos. Compram um, compram outro e nós assistimos boquiabertos suas belíssimas propagandas e ações de <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:marketing/format:box">marketing<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Será que, como população carente que somos, simplesmente nos hipnotizamos? Tudo funciona com conivência do Estado, aquele que criticamos sempre que podemos e pouco elogiamos mesmo quando tudo vai bem. Ora, mas não é assim que tem que ser? &#8220;Para que mais ele serve?&#8221;, me questiona sempre um amigo.</p>
<p>A crítica sútil não tem como alvo Brasília ou qualquer esfera municipal/estadual de governo. Não diretamente. Em outros tempos, pedimos por um sistema financeiro sólido, distante das falcatruas e esquemas ilícitos. Passado o Proer e alguns sustos com bancos menores, parece que ele finalmente se firmou. Quem diria, o sistema passa quase incólume pela crise. Ajudado daqui, ajudado de lá, fundido daqui, injetado de lá, seu lucro segue positivo e saudável. Pois é, parece que finalmente temos grandes bancos e um sistema financeiro eficiente e seguro. Satisfeito? Não? Uai.</p>
<p><strong>Mas, o que queremos agora?</strong><br />
Ora, queremos juros mais baixos, <em>spread</em> bancário infinitamente menor e maior concorrência entre as instituições financeiras; queremos mais bancos, mais opções e assim maior competitividade no setor para ver surgirem melhores opções; queremos que o governo faça alguma coisa, qualquer coisa, para nos ajudar. Não é isso? Ora, assim somos, como também é a economia, um universo de ciclos imperfeitos, mas muito repetitivos. A questão permanece: queremos mesmo isso tudo? Mas, quem quer? O Brasil ou só eu e alguns &#8220;gatos pingados&#8221;? Ninguém?</p>
<p>Enfim, diante da alta dos juros o BC resolve facilitar o acesso ao levantamento que mostra os juros praticados por nossos banqueiros. Será isso o melhor que ele pode fazer? Tomara que não? Tomara que sim? Quem sabe, quem se importa, se o que mais gostamos de fazer é pegar dinheiro emprestado &#8211; caro ou barato, não me venha com hipocrisia, isso parece que nunca importou. Se estiver se sentindo provocado, sinto-me um pouco mais feliz. Do contrário, quem se importa?</p>
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<p>Crédito da foto para <a title="Foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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