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Nacionalização dos bancos americanos: a única solução?

Publicado por Alexsandro Rebello Bonatto em 18.3.2009 na seção Economia Geral

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Nacionalização dos bancos americanos: a única solução?E a crise do subprime não para de causar espanto. Agora vemos o início de um debate que coloca do mesmo lado gente como Paul Krugman e Alan Greenspan: o debate pela nacionalização dos bancos americanos. A palavra que sequer é pronunciada pelos americanos (lá é conhecida como “n-word”) trata-se da estatização pura e simples dos bancos em dificuldades.

Exemplos da nacionalização
A solução foi adotada na Suécia em 1991 e 1992, quando o país também enfrentou uma grave crise bancária. Com a estatização, o governo assumiu os créditos podres, limpou os balanços das instituições financeiras e, em seguida, vendeu o controle a investidores privados. O custo dessa intervenção, à época, foi de quase 10% do PIB sueco. O México também pôs em prática o que é considerado uma nacionalização temporária, em geral bem-sucedida, de parte do seu sistema bancário na esteira da crise do peso nos anos 90.

Recentemente a Alemanha aprovou uma lei abrindo o caminho para a estatização. O alvo é o banco Hypo Real State Holding, que é a principal instituição financeira alemã com foco no crédito imobiliário. Ela recebeu aportes oficiais superiores a US$ 63 bilhões do governo alemão, mas não para de apresentar prejuízos, da ordem de US$ 4 bilhões por trimestre. Se a nacionalização vier a se confirmar, será a primeira desde 1930. Da mesma forma, a Irlanda já nacionalizou o Anglo British Bank em janeiro e gastou por volta de US$ 9 bilhões na recapitalização do Banco da Irlanda e Allied Irish Banks.

Especula-se — apesar das frequentes negativas por parte do primeiro-ministro britânico Gordon Brown — que o governo britânico planeja nacionalizar o Lloyds Banking Group ou o Royal Bank of Scotland (RBS), cuja participação acionária do governo é de 43% e 70%, respectivamente. Há um ano apenas, o Reino Unido nacionalizou o Northern Rock, um dos primeiros bancos a ter prejuízos catastróficos com a exposição de hipotecas lastreadas pelo crédito subprime nos EUA.

Mas quando se fala nos Estados Unidos a história é outra e o debate promete.

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Princípios de economia e o fantasma da crise

Publicado por Alexsandro Rebello Bonatto em 27.2.2009 na seção Economia Geral

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Princípios de economia e o fantasma da criseExiste um ditado popular que diz: “Quando tudo mais falhar… leia o manual”. É exatamente isso que vou propor para que possamos finalmente entender que diabos é essa crise financeira internacional. Entendo que devemos consultar o manual – ou, no caso, o livro-texto de economia[bb]. Embora muitos dos nossos comentaristas não abra um desses livros desde seu tempo de “calouro” no curso de economia, geralmente as respostas estão todas lá, basta consultar. Vou provar minha tese utilizando os princípios básicos de economia (que normalmente são ensinados no primeiro dia de aula) para explicar o furacão financeiro que estamos vivendo.

1. Pessoas enfrentam tradeoffs: “Não existe almoço grátis”. Para obter uma coisa que desejamos, em geral temos de abrir mão de outra coisa da qual gostamos. Tomar decisões exige comparar um objetivo com outro. Quando as pessoas estão agrupadas em sociedade, elas se deparam com diferentes tipos de tradeoff.

O tradeoff clássico é aquele entre “armas e manteiga”. Quanto mais for gasto em defesa nacional para proteger o país de agressores externos (armas), menos se poderá gastar com bens pessoais para aumentar o padrão de vida (manteiga).
Lição para a crise: se você enfrentar o tradeoff entre refinanciar pela quarta vez a hipoteca de sua casa ou não trocar o seu SUV (Sport Utility Vehicle), escolha a segunda opção.

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O resgate de instituições e o problema do risco moral

Publicado por Alexsandro Rebello Bonatto em 14.12.2008 na seção Economia Geral

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O resgate de instituições e o problema do risco moralA necessidade de salvamento de várias instituições financeiras pelos governos americano e europeu trouxe de volta à discussão econômica um dos principais problemas apresentados pela teoria da informação assimétrica: o chamado risco moral. Com relação aos bancos, o risco moral se reflete, por exemplo, na seguinte questão: como os banqueiros têm certeza de que sempre serão salvos pelos governos de seus países, poderiam eles continuar arriscando o dinheiro dos correntistas e investidores[bb] em novas operações subprime?

Neste artigo vamos discutir e apresentar definições mais rebuscadas sobre o tema e discutir uma questão central do momento que vivemos: salvar instituições à beira da falência é interessante? Vale a pena? Que lições podem ser aprendidas com este debate? Em suma, o problema de risco moral existe quando a ação do Agente não é verificável ou quando o Agente recebe informação privilegiada após a relação econômica ter sido iniciada.

No problema de risco moral, os participantes têm a mesma informação quando a relação (transação econômica) é efetivada. Então, o problema de informação assimétrica surge pelo fato de que depois do contrato assinado, o principal não consegue observar e/ou monitorar perfeitamente as ações/esforços do Agente. As regras estão acertadas, mas o comportamento das partes muda bastante. Vamos entender?

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Crise financeira: saberemos surfar a “marolinha”?

Publicado por Conrado Navarro em 09.12.2008 na seção Economia Geral

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Crise financeira: saberemos surfar a Você se lembra do que disse o Excelentíssimo Presidente de nosso país ao ser questionado sobre a crise econômica e seus efeitos na economia real do Brasil? Ah, e quem esqueceria tal frase, não é mesmo? “Uma marolinha”, assim Lula classificou os efeitos da crise quando (e se) esta chegasse por aqui. Blah, marolinha que nada: eu conheço pelo menos uma pessoa que foi demitida e/ou teve férias coletivas impostas pela empresa. Você também deve conhecer, certo? Isso não pode ser normal.

E não é. Setores como alimentos e bebidas, mineração, papel e celulose, telecomunicações, entre outros, já vivem significativa queda de lucratividade e resultados muito abaixo daqueles esperados pelos seus acionistas. Vendas são perdidas, contratos cancelados. Traduzindo, serão realizados menos investimentos[bb] nestas áreas fundamentais para o aquecimento da economia real. Isso mesmo, 2009 será um ano “apertado”.

Quer ver? O uso do lançamento de ações como fonte de financiamento produtivo e captação de recursos certamente vai continuar em ritmo lento. Com a volatilidade que marca o ano de 2008 (retorno próximo de 40% negativos), empresas com bom potencial de abertura de capital deverão esperar mais. Quem sabe em 2010?

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Bolhas imobiliárias e a recente história do Japão

Publicado por Alexsandro Rebello Bonatto em 07.12.2008 na seção Economia Geral

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Bolhas imobiliárias e a recente história do JapãoVivemos tempos difíceis. A cada notícia vinda dos Estados Unidos ficamos mais estupefatos com a crise desencadeada nos mercados imobiliários daquele país. Mesmo que uma maioria não compreenda o que está ocorrendo, o tema assusta. Os líderes, assim como os mercados mundiais, mostram-se surpresos com a aparente irresponsabilidade das agências de crédito imobiliário americanas. Aqui no Brasil diz-se que nós, brasileiros, temos memória curta e, sendo assim, somos condenados a repetir os erros do passado.

É verdade que as recordações do passado recente do mercado imobiliário mundial foram cirurgicamente “deletadas” das cabeças de nossos líderes. Mas não trata-se de um privilégio de nosso povo. Basta lembrar que outro país, tão relevante quanto os Estados Unidos, já enfrentou uma crise muito parecida com a do subprime.

Pois é, como vamos mostrar nesse artigo, a especulação imobiliária não foi uma “invenção” americana. O Japão viveu momentos delicadíssimos em sua economia[bb], algo que parece não ter sido levado em conta no aprendizado do sistema financeiro global. Vamos entender melhor tudo isso?

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