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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; sustentabilidade</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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	<managingEditor>navarro@dinheirama.com (Conrado Navarro)</managingEditor>
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	<itunes:subtitle>Dinheiro, educacao financeira e investimentos ao alcance de todos</itunes:subtitle>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; sustentabilidade</title>
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		<title>Pouca atenção aos detalhes: erro comum e perigoso nas empresas</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/02/06/pouca-atencao-aos-detalhes-erro-comum-e-perigoso-nas-empresas/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 13:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernadette Vilhena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia Econômica]]></category>
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		<description><![CDATA[Conhecer bem os detalhes da empresa e o cliente é fundamental para vender mais e melhor. A falta de atenção pode significar queda nas vendas e problemas de relacionamento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Pouca atenção aos detalhes: erro comum e perigoso nas empresas" src="http://dinheirama.com/wp-content/uploads/2012/02/dinheirama_post_pouca_atencao_detalhes_erro_comum_perigoso_empresas.jpg" alt="Pouca atenção aos detalhes: erro comum e perigoso nas empresas" align="left" hspace="2" vspace="2" />O tema não é novo, mas é sempre bom escrever sobre ele para lembrar a todos sobre a importância da atenção aos clientes. Percebo que, mesmo com tantas informações, alguns aspectos básicos ainda deixam a desejar; e sabemos que cliente insatisfeito é sinônimo de propaganda negativa. Pois bem, é consenso que empresas vitoriosas são aquelas que efetivamente primam pela qualidade de seus produtos e serviços.</p>
<p>O especialista em marketing e professor <strong>David Kotler</strong> alerta sobre a importância da fidelização dos clientes, já que um consumidor insatisfeito causa muitos prejuízos à empresa (ele influência negativamente, em média, outros 10 consumidores). Observa-se que, apesar dos esforços empreendidos na busca pela qualidade, muitas empresas falham e acabam perdendo clientes por não darem a atenção merecida a detalhes da cadeia produtiva.</p>
<p>O objetivo desse artigo é abordar alguns itens que poderão contribuir para a melhoria dos serviços prestados através da discussão de aspectos importantes do cotidiano empresarial. Fatores que muitas vezes são vistos como detalhes e não recebem a atenção devida, fazendo com que a empresa comprometa a qualidade dos serviços oferecidos.</p>
<p><span id="more-7191"></span><strong>Atendimento ao cliente interno</strong><br />
Os funcionários são a base de toda empresa, pois é através de cada um deles que os produtos e serviços são elaborados e oferecidos. Costuma-se ver que as causas mais comuns de afastamentos, absenteísmo, acidentes de trabalho e desmotivação residem na pouca atenção oferecida a eles por parte da gerência. É preciso investir não apenas em remuneração adequada, mas também no reconhecimento de seus esforços e na oportunidade de expressão de suas ideias.</p>
<p>Programas frequentes de treinamento e desenvolvimento, reuniões semanais e melhoria da comunicação interna são eficazes e provocam mudança significativa na postura em relação ao trabalho. Somente funcionários felizes são capazes de transmitir satisfação aos clientes.</p>
<p><strong>Atenção à cadeia produtiva</strong><br />
Muitas vezes, os produtos são entregues aos clientes com pequenas imperfeições, algo que pode ser resolvido com a atenção maior aos detalhes da produção. Pequenos desvios são facilmente resolvidos através da padronização dos processos, das reuniões freqüentes com os funcionários e da adoção de novas formas de atuação.</p>
<p><strong>Pontualidade</strong><br />
Empresas comprometem sua relação com os clientes quando não cumprem os prazos de entrega combinados. A organização interna e o comprometimento de todos da empresa costumam garantir o tempo determinado.</p>
<p><strong>Alto rigor nas normas</strong><br />
Normas e padrões são importantes, mas quando são engessados e não dão margem para pequenas negociações podem comprometer o relacionamento com clientes internos e externos. A opção pelo bom senso é sempre bem vinda.</p>
<p><strong>Repasse das atividades</strong><br />
Funcionário não costuma adivinhar o que se espera dele e isso provoca muita confusão no cotidiano empresarial. O colaborador é encaminhado para suas atividades naturalmente, como se ele soubesse tudo que precisa ser executado e como comportar-se. Esse pequeno problema pode ser resolvido com uma breve explicação do que precisa ser feito.</p>
<p><strong>Pouca atenção às reclamações dos clientes</strong><br />
Um dos caminhos para a excelência é ouvir os consumidores. Não despreze as reclamações de seus clientes e não os considere exigentes demais. Veja-os como aliados na identificação de falhas e possíveis melhorias.</p>
<p><strong>A sustentabilidade veio para ficar!</strong><br />
A preocupação com a sustentabilidade e o meio ambiente também são fatores ganhadores de clientes e algumas atitudes relativamente simples podem ser determinantes na consolidação da marca de uma empresa no mercado:</p>
<ul>
<li><strong>Adoção de sacolas ecológicas.</strong> Principalmente para os comerciantes do setor alimentício, onde o uso de sacolas plásticas é alto, a iniciativa pela adoção de sacolas ecológicas estimula os clientes na questão ambiental e reduz despesas com as sacolas descartáveis. Além de cuidar do meio ambiente, o financeiro da empresa também será beneficiado, vale a pena fazer as contas;</li>
<li><strong>Iluminação correta.</strong> Existem muitas maneiras de diminuir gastos com energia elétrica: utilização da luz natural no ambiente, uso de cores claras nas paredes e móveis, espelhos em locais estratégicos, uso de lâmpadas fluorescentes, aumento ou troca de janelas de lugar são algumas delas;</li>
<li><strong>Conscientização interna.</strong> O uso consciente dos recursos durante a execução das tarefas é um aspecto que precisa ser ensinado e amplamente divulgado dentro das empresas. Desde o uso excessivo de impressões, matérias primas, telefone até o desperdiço de comida e danos nas ferramentas de trabalho pelo mau uso têm um impacto ambiental e um custo mensal alto para as empresas;</li>
<li><strong>Qualidade nas relações internas e externas.</strong> A relação saudável com os funcionários e a preocupação com as condições adequadas de trabalho são itens que merecem atenção. Os cuidados com a comunidade onde a empresa está inserida e ações ligadas ao seu bem estar também agregam muito valor à empresa. Cuidar das relações internas e externas também coloca a empresa em um caminho ecologicamente correto.</li>
</ul>
<p>A melhor maneira de buscar e manter a qualidade de produtos e serviços é o envolvimento de todos da empresa em torno desse objetivo. A gestão participativa é um modelo altamente eficaz nesse sentido, já que preza pela atenção todos em torno do bem mais precioso de uma companhia: o cliente. Estar atento aos detalhes pode ser a diferença entre prosperar ou não. Abraço e até a próxima!</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Bernadette Vilhena</b>.<br>

Pedagoga empresarial, consultora em diversas instâncias da prática educativa nas empresas e autora do livro "Dinheirama" (Blogbooks). Especialista em Gestão de Pessoas e estudos nas áreas de Ergologia, Gestão do Conhecimento e Educação no trabalho.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Economia doméstica e o desenvolvimento social sustentável</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2011/08/17/economia-domestica-e-o-desenvolvimento-social-sustentavel/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2011/08/17/economia-domestica-e-o-desenvolvimento-social-sustentavel/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Aug 2011 12:39:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bernadette Vilhena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
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		<description><![CDATA[Como equilibrar desejos de consumo, necessidade de planejamento e uma vida sustentável, sem desperdícios e com alegria? O desafio é grande, mas vale a pena vivê-lo!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Economia doméstica e o desenvolvimento social sustentável" src="http://dinheirama.com/files/2011/08/dinheirama_economia_domestica_vida_sustentavel.jpg" alt="Economia doméstica e o desenvolvimento social sustentável" align="left" hspace="2" vspace="2" />A economia doméstica tem suas raízes na revolução industrial, quando se estabeleceu como uma ação “higienista” destinada às famílias dos operários, visando orientá-los sobre as questões ligadas à higiene, alimentação, saúde e cuidado com as crianças. Essa ação foi motivada pelas más condições de vida dessas famílias e acabou estendendo-se para toda a sociedade, em um movimento de preservação dos bons costumes e do bem estar familiar.</p>
<p>No Brasil, a economia doméstica se fez presente na educação feminina conduzida por feiras francesas nos “colégios de moças”, com o principal objetivo de preparar as alunas para serem boas esposas e mães. A abordagem sempre envolveu mais que apenas contabilizar gastos.</p>
<p>Após a Segunda Guerra Mundial, a profissão Economista Doméstico foi introduzida no Brasil a partir das influências das escolas de economia doméstica americanas, com o intuito de formar profissionais para atuarem em programas de desenvolvimento rural mantidos pelo governo, em um caráter altamente assistencialista.</p>
<p><span id="more-6445"></span>Após passar por muitas mudanças, atualmente o profissional Economista Doméstico é comprometido com a qualidade de vida das famílias e indivíduos. Possui uma sólida formação e seus conhecimentos abrangem as ciências sociais, biológicas, nutrição, economia e administração. Esse profissional atua em programas de atendimento familiar, ONGs, educação do consumidor, administração familiar entre outros trabalhos.</p>
<p><strong>A importância da economia doméstica</strong><br />
Falar de economia doméstica é falar de saúde financeira e de qualidade de vida. Os aspectos tratados por ela vão além de saber fazer uma planilha de gastos mensais. Ela envolve o uso racional dos recursos, a escolha correta dos bens de consumo e de alimentos, as atitudes cotidianas que evitam o desperdício e as ações voltadas ao consumo consciente.</p>
<p>A introdução sobre a profissão do Economista Doméstico não significa que você tenha que se especializar para realmente melhorar sua relação de consumo e planejamento. Algumas práticas podem ajudar a controlar o orçamento doméstico, diminuir as despesas e colaborar para o desenvolvimento social sustentável:</p>
<ul>
<li><strong>Água:</strong> economize no banheiro, elimine vazamentos, use a vassoura e não a mangueira para varrer a calçada, não deixe torneiras pingando e opte por modelos com sensores automáticos;</li>
<li><strong>Alimentos:</strong> prefira produtos da estação, aproveite todas as partes de verduras e legumes, manuseie com cuidado os alimentos para não danificá-los, consuma produtos da região (ajudando a reduzir os custos de transporte), faça um cardápio para a semana (existe muito desperdício doméstico com frutas, legumes e verduras) e atenção à validade dos produtos;</li>
<li><strong>Reciclagem:</strong> priorize produtos ambientalmente corretos, consuma somente o necessário, evite mercadorias com muitas embalagens, separe seu lixo para coleta seletiva, doe o que não serve mais para você, use os dois lados da folha de papel, imprima somente o necessário e use sacolas ecológicas quando for às compras;</li>
<li><strong>Energia:</strong> economize ao lavar e passar roupa, lavando e passando uma grande quantidade de roupas de uma vez e não exagerando no sabão em pó. Use o ar condicionado com moderação, não deixe os aparelhos em <em>stand by</em>, diminua o tempo do banho, não abra muito a geladeira para ela gastar menos energia e use somente aparelhos com selo Procel;</li>
<li><strong>Dinheiro:</strong> faça sua planilha de gastos mensais, prefira compras à vista, use o cartão de crédito com responsabilidade, pesquise as melhores ofertas, avalie bem quando comprar a prazo, não despreze as moedas e não consuma produtos piratas.</li>
</ul>
<p>Considerando esses aspectos, estaremos no caminho da prática de uma economia doméstica mais sustentável e contribuindo para a construção de um mundo melhor. Você pode ter ficado curioso para pesquisar mais sobre o Economista Doméstico ou simplesmente motivado a melhorar suas decisões financeiras e de consumo. O importante agora é agir. Até a próxima.</p>
<p>Foto de <a title="Foto de sxc.hu" href="http://www.sxc.hu" target="_blank">sxc.hu</a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Bernadette Vilhena</b>.<br>

Pedagoga empresarial, consultora em diversas instâncias da prática educativa nas empresas e autora do livro "Dinheirama" (Blogbooks). Especialista em Gestão de Pessoas e estudos nas áreas de Ergologia, Gestão do Conhecimento e Educação no trabalho.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Investimento sustentável através do mercado de ações</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/08/24/investimento-sustentavel-atraves-do-mercado-de-acoes/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 14:46:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ações e Derivativos]]></category>
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		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que uma empresa decide abrir seu capital na Bolsa de Valores? Como o investidor pode escolher uma companhia socialmente responsável? Conheça o ISE - Índice de Sustentabilidade Empresarial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Investimento sustentável através do mercado de ações" src="http://dinheirama.com/files/2010/08/dinheirama_investimento_sustentavel_mercado_acoes.jpg" alt="Investimento sustentável através do mercado de ações" hspace="2" vspace="2" align="left" />Não é novidade que o mercado de ações vive momentos de grande expansão. O aumento significativo no número de pessoas físicas com cadastro na BM&amp;F Bovespa, hoje com cerca de 600 mil investidores deste tipo, contribui para uma questão fundamental: dentre as empresas listadas, como escolher aquelas que mais contribuem social, econômica e ambientalmente com o crescimento do país?</p>
<p>Responder à pergunta exige antes uma rápida reflexão sobre o papel do mercado de capitais. De forma geral, sua principal prioridade é permitir que empresas dispostas a investir na economia local e a expandir seus negócios possam encontrar investidores também munidos deste espírito, caracterizando-se assim como a melhor opção para quem decide criar oportunidades de negócios: a capitalização através de acionistas.</p>
<p><strong>Por que optar pela bolsa de valores?</strong><br />
Ao decidir abrir seu capital, uma empresa diz ao mercado que prefere crescer com dinheiro próprio e de acionistas a simplesmente usar, ou continuar usando, recursos provenientes de empréstimos, financiamentos ou emissões de títulos. Ao optar pela transparência diante de investidores, informações de toda ordem se tornam públicas e acessíveis – a transparência surge como outro benefício.</p>
<p><span id="more-4883"></span>Como a negociação das ações é contínua e marcante no mercado secundário, depois da abertura de capital a empresa precisa planejar e executar muito bem seus passos e equipar seus acionistas e o mercado de detalhes sobre suas operações. O giro nos detentores dos papéis e nas posições de ações é decorrente de fatores ligados à economia como um todo, ao momento, mas sobretudo à gestão da companhia.</p>
<p>Investir em empresas de capital aberto significa ser dono, sócio e acreditar no que a empresa fez, faz e ainda vai fazer. É natural que diante de uma decisão tão importante de investimento o investidor sinta-se pouco preparado. Hora de voltar à pergunta do primeiro parágrafo: como escolher uma empresa que atenda às expectativas do investidor? Mais, como optar por alguma firma socialmente responsável?</p>
<p><strong>Sustentabilidade no mercado de capitais</strong><br />
Empresas engajadas com seus stakeholders e focadas em gerar valor para seus acionistas normalmente têm políticas de investimento de longo prazo associadas a estratégias (cenários) cuidadosamente preparadas para situações como crises econômicas, riscos sistemáticos, não sistemáticos, ambientais etc. Além disso, iniciativas de ordem social oferecem integração com a sociedade e resultados de efeito prático na vida de muitas famílias.</p>
<p>Empreendimentos deste tipo costumam ser conhecidos mundo afora pela sigla SRI, que significa Socially Responsible Investing, ou investimentos socialmente responsáveis. Para que se tenha uma idéia do potencial da nova modalidade, houve crescimento de mais de 320% nos investimentos sustentáveis nos EUA entre 1995 e 2007, total que representa cerca de 10% do total da indústria de fundos do país (dados da pesquisa<em> &#8220;2007 Report On Socially Responsible Investment Trends in The United States&#8221;</em>).</p>
<p><strong>ISE &#8211; Índice de Sustentabilidade Empresarial</strong><br />
No Brasil, em iniciativa gerenciada pela BM&amp;F Bovespa e diversas instituições (ABRAPP, ANBIMA, APIMEC, IBGC, IFC, Instituto ETHOS, Ministério do Meio Ambiente e PNUMA) foi criado o ISE, Índice de Sustentabilidade Empresarial. Segundo uma definição retirada do <a title="Mais sobre ISE no site da BM&amp;F Bovespa" href="http://www.bmfbovespa.com.br/indices/ResumoIndice.aspx?Indice=ISE&amp;idioma=pt-br" target="_blank">próprio material publicado no site da BM&amp;F Bovespa</a>, <em>“o ISE tem por objetivo refletir o retorno de uma carteira composta por ações de empresas com reconhecido comprometimento com a responsabilidade social e a sustentabilidade empresarial, e também atuar como promotor das boas práticas no meio empresarial brasileiro”</em>.</p>
<p>Dentre as missões do ISE, destacam-se:</p>
<ul>
<li>Ser composto por empresas que se destacam em responsabilidade social, com sustentabilidade no longo prazo;</li>
<li>Ser um referencial do desempenho das ações desse tipo de empresa;</li>
<li>Ser percebido como tal pelo mercado (credibilidade);</li>
<li>Ser replicável;</li>
<li>Estimular boas práticas por parte das demais empresas.</li>
</ul>
<p>Na prática, trata-se de uma seleção de empresas cujas ações são monitoradas e avaliadas – sempre levando em conta as informações obrigatórias e relatórios publicados e regulados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) – de forma sistemática por um Conselho Deliberativo. Acesse o site da BM&amp;F Bovespa e <a title="Conheça as empresas listadas no ISE" href="http://www.bmfbovespa.com.br/indices/ResumoCarteiraQuadrimestreISE.aspx?Idioma=pt-br" target="_blank">conheça as companhias atualmente listadas no ISE</a>.</p>
<p>A metodologia consiste no envio de questionários às empresas pré-selecionadas, com as 200 ações mais líquidas e posterior escolha das corporações com melhor classificação considerando: relacionamento com empregados e fornecedores; relacionamento com a comunidade; governança corporativa; e impacto ambiental de suas atividades. O processo repete-se anualmente. Se tiver curiosidade, faça o <a title="Detalhes sobre o ISE" href="http://www.bmfbovespa.com.br/Indices/download/ISE.pdf" target="_blank">download da metodologia completa</a>.</p>
<p>Desta forma, escolher a empresa mais adequada ao perfil do investidor fica mais simples. É fato que aqueles investidores preocupados com aspectos ligados à sustentabilidade têm no ISE uma possibilidade concreta de escolher melhores companhias. Porque ser sustentável é compreender que se pode investir nas empresas que já aprenderam a ser lucrativas de forma socialmente responsável – e temos excelentes empresas assim também por aqui.</p>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Livro: Capitalismo Natural – Criando a próxima revolução industrial</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 19:26:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elaine Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[capitalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Como seria o capitalismo se suas ações fossem baseadas e pensadas em prol da sustentabilidade e dos recursos naturais? O livro "Capitalismo Natural" traz ótimas reflexões.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img title="Livro: Capitalismo Natural - Criando a próxima revolução industrial" src="http://dinheirama.com/files/2010/08/dinheirama_livro_capitalismo_natural.jpg" alt="Livro: Capitalismo Natural - Criando a próxima revolução industrial" hspace="2" vspace="2" align="left" />Livro:</strong> <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/252937/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Capitalismo Natural &#8211; Criando a próxima revolução industrial&#8221;</a><br />
<strong> Autores:</strong> Paul Hawken, Amory Lovins e L. Hunter Lovins<br />
<strong> Editora:</strong> Cultrix / Amana-Key<br />
<strong> Páginas:</strong> 358<br />
<strong> Preço médio:</strong> R$ 50,00<br />
<a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/252937/?franq=247523" target="_blank"> Compre o livro no Submarino [clique aqui]</a></p>
<p>Paul Hawken é ambientalista, empreendedor, jornalista e escritor. Dedica sua vida à sustentabilidade e às mudanças nas relações entre negócios e o meio ambiente. Sua experiência inclui fundar e gerir empresas ecológicas, escrever e ensinar sobre os impactos do comércio nos sistemas vivos e prestar consultoria a governos e corporações sobre desenvolvimento econômico, ecologia industrial e políticas sobre meio ambiente. Quem apresenta a edição brasileira de <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/252937/?franq=247523" target="_blank">“Capitalismo Natural”</a> é Oscar Motomura, Diretor Geral da Amana-Key.</p>
<p>Em seu texto, Motomura afirma: <em>“Este é um livro para pessoas que querem fazer a diferença”</em>. Ao longo da leitura, a afirmação mostra-se totalmente verdadeiro. Ele vai além: <em>“Se o capitalismo tradicional, como sistema, não tem funcionado a contento (desequilíbrios sociais, destruição de recursos naturais, mudanças climáticas, que geram inundações, secas, expansão do crime organizado, aumento do desemprego, etc.), qual a alternativa que temos?”</em>. A resposta é, certamente, a visão não mecanicista apresentada na obra.</p>
<p><span id="more-4810"></span><strong>Muito além do capital financeiro</strong><br />
O <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/252937/?franq=247523" target="_blank">livro</a> vai além da antiga máxima terra-capital-trabalho, dividindo em quatro os tipos de capitais necessários à economia:</p>
<ul>
<li>O capital humano, na forma de trabalho e inteligência, cultura e organização;</li>
<li>O capital financeiro, que consiste em dinheiro, investimentos e instrumentos monetários;</li>
<li>O capital manufaturado, inclusive a infra-estrutura, as máquinas, as ferramentas e as fábricas;</li>
<li>O capital natural, constituído de recursos, sistemas vivos e os serviços do ecossistema.</li>
</ul>
<p>O conceito de capital natural compreende não só os recursos naturais, como também os serviços de suporte a vida prestados pela natureza há 3,8 bilhões de anos. Apesar de sermos dependentes desse serviço, pois não há máquinas capazes de repor os sistemas naturais de manutenção à vida, o capitalismo industrial segue acabando com os recursos necessários para mantê-lo. Isso certamente significa um prazo bem curto para continuar tendo lucros no modelo atual.</p>
<blockquote><p>Se se atribuísse valor monetário à provisões de capital natural, supondo os “juros” rendidos por 36 trilhões de dólares em ativos, o capital natural do mundo seria avaliado em algo entre quatrocentos e quinhentos trilhões de dólares: dezenas de milhões para cada habitante no planeta</p></blockquote>
<p><strong>Metabolismo industrial e o desperdício</strong><br />
São muitos os desperdícios gerados pelo sistema atual, tanto de recursos, pessoas e até de dinheiro. A diferença fundamental entre os processos industriais e os processos naturais é que este último possui reguladores naturais que, de forma cíclica, transformam o resíduo de um processo em matéria-prima para outro. Ou seja, tudo se transforma. Já os processos industriais estão, historicamente, fora de controle. Apesar das legislações que regem os vários processos em torno do mundo, a quantidade de lixo e desperdício é muito grande.</p>
<blockquote><p>Todo produto que consumimos tem uma história oculta semelhante, um inventário não escrito de material, recursos e impactos. É também acompanhado pelo desperdício gerado por seu uso e disposição. Na Alemanha, essa história oculta é chamada “mochila ecológica”. A quantidade de refugo produzido para fazer um chip semicondutor é de mais de 100 mil vezes o seu peso; o de um laptop chega a quase 4 mil vezes o seu peso. São necessários dois litros de gasolina e mil de água para produzir um de suco de laranja na Flórida. Uma tonelada de papel exige o emprego de 98 toneladas de diversos recursos</p></blockquote>
<p>No âmbito social, o desperdício é caracterizado por cerca de 30% da força de trabalho mundial, que não conseguem trabalhar ou têm trabalhos tão humildes que não são capazes de manter suas famílias com dignidade. Apesar de consideradas recursos pelas organizações, a falta de valorização das pessoas em detrimento da supervalorização dos recursos naturais indica que os recursos humanos não são dos mais importantes.</p>
<p>Quando necessita-se de redução de custos e aumento no lucro, raramente as empresas não consideram fazer demissões, mesmo quando o tratamento aos desperdícios de energia e matérias-primas pode representar um resultado mais significativo, social e ambientalmente. <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/252937/?franq=247523" target="_blank">&#8220;Capitalismo Natural&#8221;</a> dá muita ênfase a esse aspecto:</p>
<blockquote><p>Em um mundo em que um bilhão de trabalhadores não encontram um emprego decente ou simplesmente um emprego, somos obrigados a afirmar o óbvio: não é possível – por meio algum: monetário, governamental, caritativo  – criar uma noção de valor e de dignidade na vida das pessoas se, ao mesmo tempo, criamos uma sociedade que evidentemente não precisa delas</p></blockquote>
<p><strong>Produtividade da energia</strong><br />
A solução para a demanda crescente por energia não está na geração. O que é necessário é o aumento na produtividade da energia e dos materiais usados na indústria, o que é possível por meio do design, do uso de novas tecnologias, de controles, da cultura empresarial, de novos processos e da economia de materiais.</p>
<p>O <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/252937/?franq=247523" target="_blank">livro</a> considera que todos os equipamentos e instalações que usamos foram projetados por conceitos errôneos que desperdiçam energia. Assim, por meio da inovação seria possível reduzir drasticamente o consumo sem perder eficiência. Tanto a cultura empresarial quanto os processos de fabricação precisam focar no aperfeiçoamento contínuo, agindo como uma instituição de ensino que faz seus integrantes pensarem criticamente, e não apenas cumprir suas funções de forma mecânica.</p>
<p><strong>Engenharia de todo o sistema</strong><br />
É necessário pensar um projeto muito além de seu custo, ultrapassando a idéia de que o melhor geralmente custa mais. Ao se fazer o projeto de uma casa usando o melhor isolamento térmico (que custa mais do que as versões normais) estará se poupando energia desde o primeiro uso da residência. Um isolamento bem feito pode eliminar a necessidade de aquecimento (ou resfriamento) do imóvel, economizando na instalação desses sistemas e no uso de energia que resultariam.</p>
<p><strong>Considerações</strong><br />
É quase impossível falar sobre todos os aspectos do livro. Sua riqueza exige não apenas leitura, mas uma profunda reflexão sobre cada um dos aspectos abordados por Paul Hawken. Como disse no início desse texto, <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/252937/?franq=247523" target="_blank">“Capitalismo Natural”</a> é um livro para quem quer fazer a diferença, e ele realmente ensina como fazê-lo. Recomendo.</p>
<p>Resenha publicada originalmente no blog <strong><a title="Visite o Blog Mais Com Menos" href="http://www.maiscommenos.net/blog/" target="_blank">Mais Com Menos</a></strong>, reproduzida com autorização.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Elaine Costa</b>.<br>

Administradora pós-graduada em Administração Industrial, com formação em Design em Permacultura pelo IPEMA - Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica. Trabalha há mais de cinco anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É fundadora do blog Mais Com Menos, no qual ensina como transformar resíduos orgânicos em adubo, entre outras práticas sustentáveis<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A importância da agricultura e dos produtos orgânicos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/07/08/a-importancia-da-agricultura-e-dos-produtos-organicos/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2010/07/08/a-importancia-da-agricultura-e-dos-produtos-organicos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 18:54:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elaine Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
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		<description><![CDATA[Conheça melhor os produtos orgânicos, sua agricultura e porque o consumo destes alimentos beneficia tanto a economia, a natureza e o meio-ambiente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A importância da agricultura e dos produtos orgânicos" src="http://dinheirama.com/files/2010/07/dinheirama_importancia_agricultura_produtos_organicos.jpg" alt="A importância da agricultura e dos produtos orgânicos" hspace="2" vspace="2" align="left" />A agricultura orgânica não é apenas um processo de cultivo que culmina em produtos saudáveis, de alto valor nutricional e sem qualquer tipo de contaminantes. Ela também contribui para a criação de ecossistemas mais equilibrados, ajudando a preservar a biodiversidade, os ciclos naturais e as atividades biológicas do solo.</p>
<p>Além disso, existe outro aspecto da agricultura orgânica que vai além da preservação da qualidade dos produtos ou do <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVpbythbWJpZW50ZV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">meio ambiente<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. Ela é uma grande aliada da agricultura de  baixo volume, como a agricultura familiar.</p>
<p>A aplicação dos princípios agroecológicos na pequena propriedade rural consegue aumentar sua sustentabilidade econômica-financeira, aumentando os benefícios para o agricultor, sua independência no uso de energias não renováveis e a preservação de sua identidade cultural e da sua condição de saúde, uma vez que não faz uso de elementos prejudiciais ao homem.</p>
<p><span id="more-4662"></span>Assim, fica claro que os benefícios do consumo de produtos orgânicos não se refletem apenas em nossa saúde. Na verdade, quando optamos por esses produtos ajudamos a fortalecer a sustentabilidade de uma cadeia de suprimento ecológica e comercialmente justa.</p>
<p><strong>O que são produtos orgânicos?</strong><br />
Os produtos orgânicos são o resultado de um processo de cultivo sustentável que prevê o manejo adequado da terra e dos recursos naturais baseado nos princípios agroecológicos. A produção é feita sem o uso de sementes geneticamente modificadas, pesticidas, herbicidas, fungicidas e também não há geração de resíduos que poluam a água e o solo.</p>
<p>Para os artigos processados, como cosméticos e itens de vestuário, é proibido usar no processo de fabricação: radiação, ingredientes geneticamente modificados, conservantes químicos (exceto os previstos pela legislação), derivados de petróleo e outros. Todas essas restrições buscam manter a integridade dos insumos.</p>
<p>Assim, produtos “in natura” e insumos para processamento só são considerados orgânicos se cultivados seguindo todas as regras do plantio orgânico estabelecidas pela legislação brasileira e internacional.</p>
<p><strong>Sobre as certificações</strong><br />
Os produtos orgânicos devem ser certificados por um Organismo de Avaliação da Conformidade Orgânica credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Atualmente estão previstas dois tipos de certificações: Certificação por Auditoria e os Sistemas Participativos de Garantia.</p>
<p>A certificação por auditoria é o procedimento mais usado em todo o mundo. As certificadoras, baseadas em procedimentos e critérios nacionais e internacionais, avaliam periodicamente a conformidade da produção e certificam sua adequação aos requisitos.</p>
<p>Já os sistemas participativos de garantia são fundamentados na responsabilidade coletiva dos membros do sistema, geralmente composto por produtores, consumidores, técnicos e outras pessoas com interesse em melhorar os aspectos relacionados ao tema.</p>
<p>Mas nem todos os produtos orgânicos apresentam certificação. Reconhecendo a importância da agricultura familiar, a legislação brasileira criou uma exceção e autorizou o comércio de produtos orgânicos diretamente ao <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y29uc3VtaWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">consumidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, desde que o produtor esteja vinculado a uma Organização de Controle Social – OCS. Essa, estabelecida formal ou informalmente, deve garantir o acesso dos consumidores às suas propriedades, dando transparência ao processo.</p>
<p><strong>Como identificar um produto orgânico</strong><br />
Antes de comprar, é preciso saber reconhecer se um produto foi produzido segundo as melhores práticas agroecológicas. Os produtos orgânicos são essencialmente classificados segundo a quantidade de insumos orgânicos que possuem. Em geral, produtos certificados apresentam selos identificando a natureza da certificação.</p>
<p>Assim, da mesma forma que é importante ler os rótulos dos produtos que compramos (leia mais sobre o assunto no artigo <a title="Como ler os rótulos dos alimentos que consumimos" href="http://dinheirama.com/blog/2010/05/03/como-ler-os-rotulos-dos-alimentos-que-consumimos/">“Como ler os rótulos dos alimentos que consumimos”</a> ), também é importante entender as classificações dos produtos orgânicos. Veja abaixo como estão classificados hoje:</p>
<ul>
<li><strong>Produto 100% Orgânico:</strong> produto “in natura” cultivado seguindo todas as regras da produção orgânica;</li>
<li><strong>Produto Orgânico:</strong> o produto contém, pelo menos, 95% de ingredientes organicamente produzidos, excluindo água e sal;</li>
<li><strong>Produto feito com ingredientes orgânicos:</strong> o produto contém, pelo menos, de 70% a 95% de ingredientes orgânicos;</li>
<li><strong>Produto Natural: </strong>o produto contém menos de 70% de ingredientes orgânicos, mas segue as mesmas regras usadas para os produtos orgânicos processados.</li>
</ul>
<p>Cabe ressaltar que algumas certificações vão além da quantidade de insumos orgânicos que um item apresenta, garantindo também sua origem baseada nos princípios da economia solidária e do comércio justo (leia mais sobre o assunto no texto <a title="Impactos sociais e ambientais do consumo" href="http://dinheirama.com/blog/2010/03/11/impactos-sociais-e-ambientais-do-consumo/">“Impactos sociais e ambientais do consumo”</a> ).</p>
<p><strong>Do tradicional para o orgânico</strong><br />
Inserir produtos orgânicos em nossa rotina é muito saudável e responsável. Não só porque o sabor e o aroma desses produtos são fantásticos, mas também porque incentivar seu comércio preserva os recursos naturais, a fauna e a flora local, além de melhorar nossa qualidade de vida.</p>
<p>Mas se você ainda tem dúvidas sobre os benefícios dos orgânicos em relação aos produtos tradicionais, seguem abaixo algumas considerações:</p>
<ul>
<li>Só acrescentamos certos tipos de toxinas ao nosso organismo após a criação da agricultura moderna. Antes, todos os alimentos eram produzidos de forma orgânica respeitando os ciclos naturais. Hoje, encontramos de tudo o tempo todo, mas não com a mesma qualidade;</li>
<li>Agrotóxicos e fertilizantes agrícolas são grandes poluidores de rios e lençóis freáticos. Mesmo assim, um pequeno agricultor tradicional não consegue competir com as grandes produções sem usá-los. Competindo na agricultura tradicional, ele se sujeita ao poder de barganha de grandes compradores e, assim, as receitas sofrivelmente crescem, fazendo o agricultor aumentar o uso de agrotóxicos e adubos químicos para aumentar a produtividade;</li>
<li>Monocultura é contrária à biodiversidade. Áreas gigantescas cultivando o mesmo tipo de produto tornam o sistema frágil e suscetível a fatores externos de desequilíbrio, o que aumenta a necessidade de agrotóxicos e fertilizantes.</li>
</ul>
<p>Assim, os benefícios do consumo de orgânicos vão além da melhora em nossa <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/YWxpbWVudGElRTclRTNvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-64">alimentação<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, promovendo também mudanças positivas em toda essa cadeia produtiva.</p>
<p><strong>Referência:</strong></p>
<ul>
<li>Site <a title="Conheça o site Prefira Orgânicos" href="http://www.prefiraorganicos.com.br/" target="_blank">Prefira Orgânicos</a> do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.</li>
</ul>
<p>Crédito da foto para <strong><a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://freedigitalphotos.net" target="_blank">freedigitalphotos.net</a></strong>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Elaine Costa</b>.<br>

Administradora pós-graduada em Administração Industrial, com formação em Design em Permacultura pelo IPEMA - Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica. Trabalha há mais de cinco anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É fundadora do blog Mais Com Menos, no qual ensina como transformar resíduos orgânicos em adubo, entre outras práticas sustentáveis<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Sustentabilidade: fale menos e faça mais!</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/04/26/sustentabilidade-fale-menos-e-faca-mais/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 19:44:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conrado Navarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<description><![CDATA[O discurso verde soa como demagogia e hipocrisia na boca de muitos cidadãos. Você realmente faz questão de valorizar e viver a sustentabilidade? Como lida com o tema?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Sustentabilidade: fale menos e faça mais!" src="http://dinheirama.com/files/2010/04/dinheirama_sustentabilidade_falar_menos_fazer_mais.jpg" alt="Sustentabilidade: fale menos e faça mais!" hspace="2" vspace="2" align="left" />Com razão, o tema do momento é a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/c3VzdGVudGFiaWxpZGFkZV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-64">sustentabilidade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e seus desafios. Interessante notar, porém, que a maioria dos cidadãos não tem consciência do que representa o ato de tomar decisões sustentáveis, especialmente quando se trata das finanças cotidianas e do que realmente faz diferença . Para muitos, pensar de forma sustentável é apenas valorizar a reciclagem do lixo e materiais tóxicos, bem como valorizar iniciativas que não se beneficiem da exploração de áreas verdes e trabalho infantil.</p>
<p><strong>Ser sustentável é muito mais que isso. </strong>Tomemos por exemplo a questão do consumo. Você tem o hábito de pesquisar preços, condições comerciais e características dos produtos e fornecedores? Estas atitudes podem oferecer a você e sua família condições mais interessantes diante de uma negociação (bom para o bolso) e também uma visão mais sistêmica da cadeia produtiva do bem adquirido &#8211; se a empresa trata bem a natureza, se tem uma política de investimento sustentável etc.</p>
<p>Em que condições o produto foi fabricado? Seus componentes contém material tóxico e de difícil decomposição? A empresa oferece meios dignos de trabalho aos seus funcionários e demais fornecedores? Repare como as questões extrapolam o simples ato de comprar, que é apenas o ato final de toda uma relação entre natureza, cidadania e economia. Porque soa hipócrita discutir sustentabilidade quando pouco a praticamos. Quanto você está realmente engajado?</p>
<p><span id="more-4359"></span>Isso significa que você deve procurar detalhes sobre as práticas que vão além da negociação, valorizando empresas e prestadores de serviços que oferecem atenção e recursos à comunidade onde se insere, bem como às iniciativas relacionadas ao consumo consciente. A sustentabilidade tem que ser transformada em ações e atitudes no dia a dia, não apenas uma prática usada como diferencial e marketing por grandes corporações. Sugiro a leitura dos artigos <a title="Inteligência Ecológica - O impacto do que consumimos" href="http://dinheirama.com/blog/2010/02/11/inteligencia-ecologica-o-impacto-do-que-consumimos/">&#8220;Inteligência Ecológica: o impacto do que consumimos&#8221;</a> e <a title="Impactos sociais e ambientais do consumo" href="http://dinheirama.com/blog/2010/03/11/impactos-sociais-e-ambientais-do-consumo/">&#8220;Impactos sociais e ambientais do consumo&#8221;</a>, de <strong>Elaine Costa</strong>.</p>
<p><strong>Como posso mudar o quadro?<br />
</strong>Pense agora como um agente de mudança, alguém afim de investir recursos na luta por um mundo melhor. Ora, se você se preocupa de verdade com fatores sustentáveis e pretende alocar seus esforços em empresas/produtos que sejam, reconhecidamente, agentes de mudança ligados ao <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWVpbythbWJpZW50ZV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">meio ambiente<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> e aos meios de vida eficientes, você precisa se certificar de que tais empresas mereçam sua atenção. Como saber que iniciativas são mesmo sérias?</p>
<p>A primeira coisa a ter em mente é que um investimento sustentável normalmente visa o longo prazo. Mudanças importantes, capazes de alterar pra valer nossa realidade, tendem a surgir com o passar dos anos e depois de muita insistência. Além disso, o retorno nem sempre será medido em termos financeiros, mas também em satisfação pessoal e implementação de melhorias no dia a dia de comunidades e países. O retorno é poder fazer a diferença.</p>
<p>Neste sentido, além do consumo consciente já mencionado, procure investir tempo, energia, dinheiro e trabalho em ações tipo:</p>
<ul>
<li><strong>Investimento em empresas que adotam práticas de sustentabilidade: </strong>você pode optar por <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aXIrYSVFNyVGNWVzXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-68">investir em ações<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> de empresas de capital aberto cujas ações sociais e ambientais sejam reconhecidas e valorizadas. A BM&amp;F Bovespa mantém uma referência às empresas com este tipo de objetivo através do <a title="Saiba mais sobre o ISE" href="http://www.bmfbovespa.com.br/indices/ResumoIndice.aspx?Indice=ISE&amp;idioma=pt-br" target="_blank">índice de Sustentabilidade Empresarial</a> (ISE);</li>
<li><strong>Investimento em movimentos sociais coordenados:</strong> você pode fundar uma Organização Não Governamental (ONG), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) ou decidir apoiar aquelas que já trabalham com os ideais que você valoriza. Você pode mobilizar vizinhos e amigos com o objetivo de questionar empresas, comércio e indústrias, cobrando-lhes comprometimento com a comunidade, a natureza e o futuro dos cidadãos;</li>
<li><strong>Investimento em eficiência pessoal/familiar: </strong>você pode começar em casa, economizando energia com pequenas ações, como desligar os aparelhos que ficam em standby e/ou tomando banhos menos demorados. Você também pode evitar o desperdício de alimentos e água.</li>
</ul>
<p>Resulta que a sustentabilidade não pode ser apenas uma meta de governos ou nações ou um assunto do noticiário. Como você percebeu, manter-se comprometido com as melhorias sociais, econômicas e ambientais dá trabalho. Precisamos mudar nossos hábitos, incorporando atitudes pregadas com tanto entusiasmo em nosso cotidiano. Fazer mais, falar menos. Ser sustentável é agir, decidir mudar. E mudar. Ou tudo continua uma simples demagogia.</p>
<p>Crédito da foto para <a title="Foto de FreeDigitalPhotos.net" href="http://www.freedigitalphotos.net/" target="_blank"><strong>freedigitalphotos.net</strong></a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Conrado Navarro</b>.<br>

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: <a title="Siga o Navarro" href="http://www.twitter.com/Navarro">@Navarro</a>.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Inteligência Ecológica: o impacto do que consumimos</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2010/02/11/inteligencia-ecologica-o-impacto-do-que-consumimos/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2010/02/11/inteligencia-ecologica-o-impacto-do-que-consumimos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 16:49:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elaine Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[carbono]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[verde]]></category>

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		<description><![CDATA[Você compraria um produto mesmo sabendo que seu processo de fabricação conta com trabalho infantil ou que parte de seus resíduos de produção polui a água usada por populações ribeirinhas?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Inteligência Ecológica: o impacto do que consumimos" src="http://dinheirama.com/files/2010/02/dinheirama_inteligencia_ecologica_verde_consumo.jpg" alt="Inteligência Ecológica: o impacto do que consumimos" hspace="2" vspace="2" align="left" />Se soubesse que um dos produtos que mais gosta usa mão-de-obra infantil em seu processo de fabricação, ou que ao obter algumas de suas matérias-primas ocorre a contaminação de águas consumidas por comunidades ribeirinhas, você ainda o compraria? Essa é a pergunta que permeia a narrativa do livro <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21572143/?franq=247523" target="_blank">“Inteligência Ecológica – O impacto do que consumimos e as mudanças que podem melhorar o planeta”</a>, publicado pela Campus.</p>
<p>Escrito por <strong>Daniel Goleman</strong>, autor de best-sellers como <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1688269/?franq=247523" target="_blank">“Inteligência Social”</a> (Campus), <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/35697/?franq=247523" target="_blank">“Inteligência Emocional”</a> (Objetiva) e <a title="Compre o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/63526/?franq=247523" target="_blank">“Trabalhando com a Inteligência Emocional”</a> (Objetiva), o livro nos mostra como os atuais conceitos ligados ao consumo consciente e produção sustentável precisam evoluir para promover as mudanças positivas que o mundo precisa.</p>
<p>Baseado em vários estudos, o livro é um excelente ponto de partida para quem deseja se aprofundar no complexo conceito do consumo consciente. Sendo assim, quero destacar alguns pontos que vão ao encontro do que tenho falado aqui no <em>Dinheirama</em>.</p>
<p><span id="more-3996"></span><strong>O preço oculto do que compramos<br />
</strong>Por mais informações que um rótulo possa ter, ele certamente não apresenta com clareza os impactos ocultos que a fabricação de um produto gera. Alguns podem até destacar aspectos positivos, como o uso de ingredientes orgânicos e naturais. Outros podem informar sobre a geração de carbono ou que o produto é neutro em emissões. Ainda assim, pouco se sabe sobre os impactos produzidos pelos demais elos da cadeia produtiva.</p>
<p>Usando apenas um rótulo como referência, não é possível visualizar as complexas ligações entre os vários atores que tornaram um produto possível. Como exemplo, <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/RGFuaWVsK0dvbGVtYW5fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-64">Daniel Goleman<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> sugere uma reflexão sobre a cadeia produtiva de um molho de tomate. Mesmo que este seja feito com tomates orgânicos, produzidos de forma sustentável e processados conforme normas dos organismos certificadores, ainda temos que considerar o recipiente onde o molho é armazenado.</p>
<p>Se o material for vidro, como podemos saber de onde foi retirada a matéria prima para produzi-lo? Será que foi retirada de forma sustentável (capaz de se manter ao longo do tempo) ou exploratória? Quanto de material reciclado foi utilizado? Qual a distância que o material percorreu até a produção, da produção para a fábrica de molho de tomate e, depois, ao consumidor final?</p>
<p>Como solução para essa questão, Daniel Goleman propõe que o conhecimento sobre os impactos de um produto sejam colocados à disposição do consumidor. Denominada por ele como transparência radical, essa abertura inclui não só os rastros de carbono do produto como também as substâncias que podem ser nocivas ao ser humano, a qualidade das relações de trabalho adotadas na cadeia produtiva, o impacto da matéria-prima no meio ambiente, entre outros.</p>
<blockquote><p>“Seja você um consumidor, o gerente de compras de uma empresa ou um executivo que gerencia uma marca, se conhecesse os impactos ocultos do que compra, vende ou fabrica com a precisão de um ecologista industrial, poderia moldar um futuro mais positivo, tornando suas decisões mais bem alinhadas com seus valores”</p></blockquote>
<p><strong>O “verde” nem sempre é o que parece<br />
</strong>Hoje encontramos os mais diversos produtos com algum tipo de conceito “verde”, mas a grande maioria apenas usa um ou dois atributos de forma a construir uma imagem “sustentável”, enquanto os demais aspectos são tratados da mesma forma, ou até pior, do que produtos tradicionais. Essa situação é conhecida como “greenwashing”, quando se disfarça os atributos não “verdes” ressaltando os poucos atributos comumente considerados “verdes”.</p>
<p>Para conhecer os reais benefícios de um produto é preciso analisar todo o seu ciclo de vida, desde a matéria-prima até o processamento do resíduo pela natureza. Cada etapa na cadeia produtiva produz impactos no ambiente em que se encontra, sejam na saúde humana, nas relações sociais ou no meio ambiente. Mensurar esses impactos é a única maneira de calcular o impacto resultante da fabricação de qualquer produto. Assim, a transparência radical na comunicação entre produtores a consumidores é fundamental para medir o verdadeiro impacto ecológico do nosso <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/ZGluaGVpcm8raW52ZXN0aW1lbnRvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-72">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>.</p>
<p><strong>Ciclo vicioso x ciclo virtuoso<br />
</strong>Outro ponto importante ressaltado pelo autor é o estreito relacionamento formado entre empresas e consumidores. Embora existam muitas organizações preocupadas em tornar seus negócios sustentáveis, custo e desempenho ainda são os fatores que pesam no final. Isso não só pela competição de mercado, mas também pela busca em atender às preferências dos consumidores. Nesse aspecto, somos todos vítimas e vilões, influenciadores e influenciados:</p>
<blockquote><p>“Esse antagonismo entre metas corporativas e o interesse público gera incerteza para os muitos executivos que procuram tanto agradar os acionistas quanto defender os interesses do público. No entanto, a transparência radical une o que antes parecia ser opostos: os interesses da empresa alinham-se aos melhores interesses e valores do consumidor”</p></blockquote>
<p><strong>Onde encontrar informações sobre os impactos de produtos e empresas?<br />
</strong>Ainda são poucos os guias dedicados a relacionar produtos sustentáveis ou classificar o grau de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/c3VzdGVudGFiaWxpZGFkZV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-64">sustentabilidade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> dos produtos tradicionais. No livro, encontramos um excelente site de pesquisa americano, o <a title="Good Guide" href="http://www.goodguide.com" target="_blank"><strong>GoodGuide</strong></a>, cujo objetivo é servir como fonte de informações mais completas sobre os impactos de um produto relativos a segurança, saúde e meio ambiente.</p>
<p>Além do <em>GoodGuide</em>, também é possível encontrar boas referências nos guias (clique sobre os nomes para visitá-los):</p>
<ul>
<li><a title="Catálogo Sustentável" href="http://www.catalogosustentavel.com.br" target="_blank"><strong>Catalogo Sustentável</strong></a>: criado e atualizado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (GVces), relaciona produtos e serviços destacando suas características em relação a matéria-prima, certificações, reciclagem, critérios sustentáveis e outros.</li>
<li><a title="Guia de Empresas e Produtos - Akatu" href="http://centro.akatu.org.br/cr/index.jsp" target="_blank"><strong>Guia de Empresas e Produtos</strong></a>: administrado pelo Instituto Akatu, classifica as empresas de acordo com suas práticas de responsabilidade social.</li>
<li><a title="Guia de Eletrônicos Verdes - Greenpeace" href="http://www.greenpeace.org/international/campaigns/toxics/electronics" target="_blank"><strong>Guia de Eletrônicos Verdes</strong></a>: atualizado pelo Greenpeace, relaciona as várias fabricantes de eletrônicos de acordo com o impacto de seus produtos.</li>
</ul>
<p><strong>Só o tempo irá dizer&#8230;<br />
</strong>Não existe nenhuma fórmula mágica capaz de maximizar nosso estilo de vida ao mesmo tempo em que minimizamos, ou eliminamos, os impactos no sistema natural. O que existe são mudanças potenciais inseridas no dia a dia, em nossas escolhas e preferências. Na realidade, a busca pela redução do consumo pessoal e a decisão de consumir com qualidade é, de longe, a melhor atitude que podemos adotar com o propósito de reduzir nossa pegada ecológica.</p>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de Stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Elaine Costa</b>.<br>

Administradora pós-graduada em Administração Industrial, com formação em Design em Permacultura pelo IPEMA - Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica. Trabalha há mais de cinco anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É fundadora do blog Mais Com Menos, no qual ensina como transformar resíduos orgânicos em adubo, entre outras práticas sustentáveis<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>O poder do consumidor consciente</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/11/27/o-poder-do-consumidor-consciente/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2009/11/27/o-poder-do-consumidor-consciente/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 12:07:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elaine Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[consumidor]]></category>
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		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Como agir de forma consciente diante de tantos apelos consumistas? Você conhece seu verdadeiro poder enquanto consumidor consciente? A solução para os desequilíbrios no mundo está no equilíbrio do homem. Você faz sua parte?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="O poder do consumidor consciente" src="http://dinheirama.com/files/2009/11/dinheirama_poder_consumidor_consciente.jpg" alt="O poder do consumidor consciente" hspace="2" vspace="2" align="left" />Na aproximação do final do ano, o que vemos é o tradicional vendaval de anúncios dizendo que, se você ama, você compra. Afinal, o que é o <a title="Natal no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/portal/o-natal-e-nosso/?offset=0&amp;limit=20&amp;order=sellRankingQty&amp;dir=desc&amp;listid=slalertanatal09&amp;WT.mc_id=fullzaohs&amp;WT.mc_ev=click?franq=247523" target="_blank">Natal</a> sem panetone, peru e presentes? Mas, nesta felicidade condicionada ao consumo pelo consumo, onde podemos encaixar o consumo consciente? Certamente, antes de fazer a lista de compras e os planos para as viagens.</p>
<p>Segundo o dicionário <a title="Dicionário Michaelis" href="http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php" target="_blank">Michaelis</a>, consumidor é aquele pratica o ato de consumir, ou seja, que utiliza comida, bebida, vestuário, habitação e outros para a satisfação das próprias necessidades ou desejos.  E, mesmo no dicionário, consumir tem um lado negativo, encontrado nos sinônimos destruir, devorar, corroer e gastar até sua total destruição. Assim, é possível perceber que até esta literatura nos alerta sobre a natureza do consumo pelo consumo.</p>
<p>Ainda pesquisando os significados das palavras no Michaelis, observamos que a palavra consciente significa aquele que tem consciência, que sabe o que faz. Ou ainda, representa o estado da mente que estamos em vigília, com conhecimento imediato das coisas. Ter consciência nos remonta ao conhecimento e aplicação de valores e mandamentos morais, com percepção clara da própria existência e de cada momento em que se vive.</p>
<p><span id="more-3484"></span>Estar consciente é mais do que estar acordado; é ser capaz de perceber, por exemplo, a si mesmo se alimentando, dirigindo ou lendo este artigo. Dito isso, <strong>o que significa ser um consumidor consciente?</strong></p>
<p>Antes de tudo, é uma atitude voluntária guiada por valores éticos e morais. Muito além de optar por economizar água, energia e alimentos estão crenças que orientam esses comportamentos a cada momento do dia, seja em casa, no trabalho, no clube ou na <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/YWNhZGVtaWFfIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-56">academia<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>. É estar completamente ciente ao exercer algum tipo de consumo, fazendo as escolhas mais alinhadas a sua maneira de pensar, e não cedendo a impulsos e apelos superficiais.</p>
<p>Também é aprender sobre os impactos que seu consumo gera no mundo e buscar sempre as melhores opções para equilibrar a satisfação pessoal de desejos e o direito que as outras pessoas têm de também satisfazer suas próprias necessidades. Em última instância, significa adotar um estilo de vida mais simples, que seja ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável.</p>
<p>Mas, diante de uma sociedade que promove uma tormenta de desejos infinitos, como resistir aos apelos consumistas? Aprendendo, principalmente, a lidar com as próprias expectativas.</p>
<p><strong>Expectativas e contentamento</strong><br />
Constantemente somos bombardeados com propagandas que afirmam: você ainda não tem o bastante. É aquele automóvel de última geração, são aqueles novos eletrodomésticos mil e uma utilidades para a cozinha, é um novo <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y2VsdWxhcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-52">celular<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> com centenas de recursos &#8211; que usamos menos de 30% -, é a nova moda para roupas e sapatos, é o novo tipo de maquiagens e perfumes, entre outros.</p>
<p>São mensagens e mais mensagens nos dizendo que não chegamos ao topo por conta da falta destes produtos. E, partindo do princípio que nosso único objetivo de vida seja consumir, tal alegação seria correta. Mas, na verdade, essa idéia é um equívoco.</p>
<p>Como fim ultérrimo, o homem busca a felicidade. E nós, ocidentais, aprendemos a associar felicidade à posse, riquezas e status. Ou seja, a itens passageiros que se encontram fora de  nós mesmos. Mas o dicionário Michaelis nos mostra o contrário. Nele, felicidade significa o estado de quem é feliz, que tem um sentimento de bem-estar, ou contentamento, que significa escolher sentir-se satisfeito. Dessa forma, felicidade é um estado de espírito que se manifesta de dentro para fora, principalmente quando permitimos que o contentamento faça parte de nossa vida.</p>
<p>A média de consumo de recursos de um ocidental hoje é cem vezes maior do que uma pessoa consumia a duzentos anos, no início da Revolução Industrial. Mesmo assim, ainda não conseguimos nos sentir contentes com aquilo que temos. Isso porque estar contente é uma escolha, e não imposição. Nós escolhemos nos sentir contentes (ou satisfeitos) com aquilo que já conquistamos e, embora existam muitas pessoas buscando nos convencer do contrário, acreditar nelas é uma questão de opção.</p>
<p><strong>Escolhas</strong><br />
Retomando o conceito do Relatório Brundtland, da Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento, desenvolvimento sustentável é aquele que <em>“satisfaz as necessidades da geração presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazendo as suas próprias necessidades“</em>. Diante dessa afirmação, podemos considerar que as necessidades de toda a geração presente são completamente atendidas? Infelizmente não. Buscando uma visão realista da situação, será que podemos garantir a satisfação das necessidades das futuras gerações seguindo o modelo atual?</p>
<p>Consumir de forma consciente contempla usar os recursos disponíveis de forma racional e equilibrada, buscando satisfazer as necessidades pessoais sem comprometer a satisfação atual e futura das outras pessoas. Isso inclui conhecer toda a cadeia de suprimentos na qual um produto está inserido e escolher somente aqueles produzidos de forma social e ambientalmente corretos. E isso é um grande desafio.</p>
<p><strong>Competição versus Cooperação</strong><br />
Estamos inseridos num cenário econômico cada vez mais competitivo, onde vence quem tem o menor custo e o melhor preço. Consideramos que este tipo de atitude é até uma caridade, já que quanto menor o preço mais acessível serão os bens de consumo para as camadas menos favorecidas. Assim, tornar os negócios mais eficientes é a chave para promover igualdade social, certo? Não necessariamente.</p>
<p>Produtos de baixo custo também costumam ter baixa qualidade. Isso significa que terão um tempo de vida útil menor do que outros tipos de produtos. Assim, para continuar tendo o benefício de um produto, poderá ser necessário substituí-lo várias vezes, seja por obsolescência programada ou perceptiva. Esse processo gera mais e mais resíduos que, descartados de forma incorreta, comprometem solo e água.</p>
<p>Mesmo o benefício da criação de empregos oriundos do aumento da <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/cHJvZHUlRTclRTNvXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-60">produção<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> é questionável. Se determinado produto é importado de países com péssimas relações trabalhistas, o consumo dos mesmos não representa melhora na vida das pessoas daquele país.</p>
<p>O baixo custo de produtos também é um entrave para pequenos produtores. Sem condições de competir com gigantes multinacionais restam-lhe duas opções:</p>
<ol>
<li>Submeter-se aos baixíssimos preços que os grandes compradores pagam, só para vender sua produção; ou</li>
<li>Aderir a mercados locais e redes de economia solidária. Essas redes não só ajudam a alavancar as vendas dos pequenos produtores, como também propõem a geração do lucro pela cooperação, e não pela competição.</li>
</ol>
<p>Superando o acúmulo gerado pela relação empregador-empregado, as cooperativas promovem a igualdade entre seus integrantes, seja nos quesitos trabalho, lucro ou prejuízo. Assim, as redes de economia solidária e comércio justo permitem que os pequenos produtores possam competir igualmente com os grandes no mercado tradicional.</p>
<p>Dessa forma, quando buscamos consumir produtos oriundos de empresas e produtores inseridos no comércio justo, estamos remunerando de forma justa todas as etapas da vida de um produto. Diferentemente do comércio por <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y29tcGV0aSVFNyVFM29fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-64">competição<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, o comércio justo prima pela cooperação entre empresas, produtores e trabalhadores, colabora significativamente com a sustentabilidade do modo de vida atual, promove a interdependência entre produtores e consumidores, iguala as relações de troca, incentiva o uso racional e ecológico dos recursos naturais e fortalece o conceito de vida simples.</p>
<p><strong>Considerações</strong><br />
A partir do momento em que estivermos conscientes de nós mesmos e de nossas reais necessidades e desejos, e mantivermos esta consciência no dia-a-dia, aprenderemos a fazer as escolhas certas. Deixaremos de sucumbir a impulsos consumistas e usaremos nosso poder como consumidores para fortalecer relações de comércio mais justas e solidárias.</p>
<p>Por fim, parece-me óbvio que a solução para os desequilíbrios no mundo está no equilíbrio do homem. É encontrando o equilíbrio entre o “SER” e o “TER” que evoluiremos da sociedade de consumo para a sociedade do Ser Humano, que parece mais interessante. Se chegaremos lá? Bom, isso depende de nós. Eu é que pergunto: chegaremos lá?</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><a title="Dicionário Michaelis" href="http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php" target="_blank">Dicionário Michaelis</a></li>
<li><a title="Faces do Brasil" href="http://www.facesdobrasil.org.br/" target="_blank">Faces do Brasil – por um comércio justo e solidário</a></li>
</ul>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de Stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Elaine Costa</b>.<br>

Administradora pós-graduada em Administração Industrial, com formação em Design em Permacultura pelo IPEMA - Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica. Trabalha há mais de cinco anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É fundadora do blog Mais Com Menos, no qual ensina como transformar resíduos orgânicos em adubo, entre outras práticas sustentáveis<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Marketing e neurociência: um casamento perfeito?</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/11/02/marketing-e-neurociencia-um-casamento-perfeito/</link>
		<comments>http://dinheirama.com/blog/2009/11/02/marketing-e-neurociencia-um-casamento-perfeito/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 02:26:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elaine Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Sustentável]]></category>
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		<description><![CDATA[Marketing é a função dentro das organizações que busca não só identificar como também criar desejos que precisam ser satisfeitos por produtos e serviços. O que você e seu dinheiro têm com isso? Descubra e consuma mais e melhor!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dinheirama.com/files/2009/11/dinheirama_neuromarketing_consumo.jpg" alt="dinheirama_neuromarketing_consumo" hspace="2" vspace="2" align="left" />Exemplo de eficiência e customização, o Modelo T da Ford foi o primeiro modelo de produção de baixo custo em uma linha de montagem. E, apesar de exemplo de inovação para a época, os carros eram produzidos somente na cor preta, já que essa era a tinta de secagem mais rápida. Sobre o assunto, Henry Ford afirmava <em>“Quanto ao meu automóvel as pessoas podem tê-lo em qualquer cor, desde que seja preta!”</em>. Pois é.</p>
<p>A Ford chegou a ter 60% do mercado americano no início dos anos 20, mas, poucos anos depois, perdeu espaço para a General Motors, que oferecia modelo de diferentes cores. Assim, um produto antes inovador passou a obsoleto. O que havia mudado desde o lançamento do Modelo T? As preferências dos consumidores.</p>
<p>Marketing é a função dentro das organizações que busca não só identificar como também criar desejos que precisam ser satisfeitos por produtos e serviços. Com base em extensas informações originadas em pesquisas por observação, grupos de foco, levantamentos, pesquisas experimentais, entre outros, os profissionais de <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/bWFya2V0aW5nXyMjX2JveF8jI190YWdnaW5nLXRvb2wtd3BfIyNfNzQ=-56">marketing<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> seguem como piratas em busca do baú do tesouro da sociedade atual: o botão “comprar” do consumidor. E até pouco tempo, essa era a única forma de se aproximar da grande incógnita que nos impulsiona para o consumo.</p>
<p><span id="more-3236"></span><strong>Marketing e Neurociência</strong><br />
Na década de 1990, um grupo de pesquisadores, dentre os quais Gerald Zaltman, usou aparelhos de ressonância magnética durante um estudo ligado ao Marketing. O objetivo era identificar as reações do cérebro do consumidor diante de certos estímulos comerciais. Já em 2004, o cientista norte-americano Read Montaque (Universidade de Baylor) publicou um artigo com o primeiro experimento a testar as reações da mente em relação a estímulos mercadológicos.</p>
<p>Os testes consistiram em dividir os voluntários em grupos para identificar qual bebida tinha o melhor sabor entre Pepsi e Coca-cola, sendo que um grupo não sabia qual refrigerante estava consumindo e o outro tinha as bebidas identificadas. O artigo concluiu que partes diferentes do cérebro são acionadas quando o <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y29uc3VtaWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">consumidor<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> sabe e quando não sabe o que está bebendo.</p>
<p>Quando eles sabiam que estavam consumindo Coca-Cola, as funções racionais do cérebro eram ativadas. Quando bebiam Pepsi, sem que o produto estivesse identificado, as partes que se ativavam no cérebro eram as funções ligadas à satisfação e prazer. Dessa forma, o artigo foi capaz de provar a influência das marcas na mente dos consumidores, dando um passo significativo na compreensão de nossas decisões irracionais. Essa união do marketing e da neurociência foi chamada de <em><strong>“Neuromarketing”</strong></em>.</p>
<p>Fazendo uso de ferramentas que antes eram exclusividade das ciências médicas, os cientistas de vendas usam tecnologias como a ressonância magnética e a tomografia computadorizada para identificar as reações de nossos neurônios diante de marcas, imagens, sabores e odores. Embora ainda seja uma ciência preliminar, o futuro da neurociência promete aumentar significativamente a compreensão das empresas em relação aos desejos dos consumidores, o que os fazem reagir de certas maneiras e até identificar formas de divulgação de grande eficácia.</p>
<p><strong>Algumas descobertas do Neuromarketing</strong><br />
Mesmo ainda em estágio inicial, a aplicação das técnicas de neurociência à pesquisa de marketing já demonstra resultados significativos. Em seu livro <a title="Comprar o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21542734/?franq=247523" target="_blank">“A lógica do consumo”</a>, Martin Lindstrom apresenta alguns resultados inquietantes para nós consumidores, os quais relaciono abaixo:</p>
<p><strong>Merchandising funciona?</strong> Com certeza funciona, desde que a marca/produto esteja realmente integrado ao roteiro do programa, série ou filme. Se a aparição do produto for claramente comercial, levantamos nossas barreiras e não prestamos atenção à mensagem. Sabe aquele celular que John McClane (Bruce Willis) retira da mão de uma pessoa para tentar fazer uma ligação num momento tenso do filme <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/RHVybytkZStNYXRhcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-60">“Duro de Matar 4.0”<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, quando os terroristas estão tomando conta de todo o sistema de telecomunicações? Você se lembra da marca do celular?</p>
<p>E qual o modelo de telefone que Samantha Jones (Kim Cattrall) entrega para Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) em “Sex and the City – o filme” quando ela pede um telefone para ligar para o noivo que ainda não chegou para o casamento? Se você assistiu a algum dos filmes, certamente terá alguma lembrança sobre esses aparelhos pois, de alguma forma, estavam inseridos na trama dos filmes.</p>
<p><strong>Por que temos uma vontade incontrolável de ter um produto quando vemos outras pessoas fazendo uso deles? </strong>É o fenômeno denominado pelo cientista italiano Giacomo Rizzolati de “neurônios-espelho” &#8211; quando nossos neurônios se ativam ao observar uma ação que acontece ao vivo, em filmes, quando ouvimos sobre a ação ou até quando lemos e imaginamos a ação acontecendo. Mas, nos processos ligados ao consumo, os “neurônios-espelho” não trabalham sozinhos.</p>
<p>Quando decidimos comprar algo, nossas células cerebrais liberam uma substância chamada dopamina, uma das mais viciantes para o ser humano. No organismo, a dopamina libera uma forte sensação de bem-estar que alimenta o comportamento de continuar comprando, ignorando os apelos racionais. Outro fator interessante é que essa descarga de prazer está associada à aquisição de produtos destinados a aumentar (creiam!) nosso sucesso reprodutivo e de sobrevivência.</p>
<p>É por isso que podemos ser tomados por desejos incontroláveis de consumo quando observamos outras pessoas usando <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aVBvZF8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-48">iPods<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, iPhones ou roupas de grife. Na verdade, o que nos invade é um desejo intenso de ser como elas – e, para isso, precisamos comprar. Dessa forma, o uso dos conceitos de “neurônios-espelho” aplicados ao marketing é uma poderosa ferramenta para criar a lealdade do consumidor, bem como fazê-lo comprar.</p>
<p><strong>E quanto às mensagem subliminares? </strong>Funcionam de forma assustadora. Quando identificamos que uma mensagem é comercial, naturalmente levantamos nossas defesas por saber que aquilo é só propaganda. Mas quando somos expostos a imagens, cores, sons, ambientes, sem marcas associadas, baixamos a guarda, e é nesse momento que as mensagens subliminares fazem o seu trabalho. Elas podem vir em forma de imagens que nos lembrem alguma sensação proporcionada por um produto, ambientes decorados de forma icônica (sem marcas, mas com objetos que provocam a associação) com as cores típicas de uma marca, informações nos rótulos dos produtos, entre outras, que são percebidos e associados pelo nosso subconsciente.</p>
<p><strong>Neuromarketing versus livre-arbítrio</strong><br />
Como fica o livre-arbítrio do consumidor na hora de escolher? Será que é inevitável que a indústria do consumo nos transforme em robôs com o botão “comprar” na testa? Não, é claro que não. Educação financeira, disciplina, bom senso e informação são algumas de nossas armas. Este texto apresentou algumas armadilhas com o objetivo de detalhar melhor todo o processo que envolve nossos desejos por comprar e ter cada vez mais coisas.</p>
<p>A afirmação de que a única coisa certa é a mudança está intrinsecamente ligada ao ser humano. A cada dia vivido nos tornamos pessoas diferentes, de opiniões distintas e com experiências inéditas. Processamos uma quantidade enorme de informações, embora não nos lembremos de tudo. Refletimos, repensamos, reaprendemos. Quebramos paradigmas, passamos a defender tópicos que antes não acreditávamos, mudamos o comportamento de consumo. Dessa forma, quando descobrimos como funciona nosso raciocínio em relação ao consumo, também podemos modificá-lo.</p>
<p>Todo trabalho ligado ao consumo tem duas vertentes. Se por um lado as empresas estão cada vez mais empenhadas em descobrir o “genoma” do consumo, por outro lado essas pesquisas aplicadas nos dão uma maior compreensão de como nós decidimos comprar. Todo conhecimento gera responsabilidade e, se somos capazes de compreender nossos comportamentos irracionais, também seremos capazes de controlá-los.</p>
<p><strong>Considerações</strong><br />
Nossos processos de decisão irracionais foram construídos ao longo do tempo por meio da exposição aos mais diferentes estímulos comerciais.  Todo mundo já comprou alguma coisa da qual se arrependeu depois. Em alguns casos, antes de comprar já sabíamos que nos arrependeríamos. Mas compramos, seja pela sensação de bem-estar associada ao consumo, seja porque precisamos nos sentir “parte do grupo”.</p>
<p>Então, tendo o conhecimento de como esses processos funcionam em nossa mente, somos capazes de reagir positivamente, escolhendo com critério nossas opções de compra e consumindo de forma responsável, inteligente e coerente. Somente aprendendo a consumir para viver e não a viver para consumir é que seremos capazes de fazer desse mundo um lugar mais justo, humano e ético.</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li>Lindstrom, Martin. <a title="Comprar o livro no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21542734/?franq=247523" target="_blank">A Lógica do Consumo – verdades e mentiras sobre por que compramos</a>. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.</li>
<li><a href="http://casadogalo.com/neuromarketing-e-os-neuronios-do-consumismo" target="_blank">Neuromarketing e os neurônios do consumismo</a></li>
</ul>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de Stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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          <!-- boo-widget end --><b>------</b><br>

Este artigo foi escrito por <b>Elaine Costa</b>.<br>

Administradora pós-graduada em Administração Industrial, com formação em Design em Permacultura pelo IPEMA - Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica. Trabalha há mais de cinco anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É fundadora do blog Mais Com Menos, no qual ensina como transformar resíduos orgânicos em adubo, entre outras práticas sustentáveis<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Ser sustentável não é mais uma questão de opção</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 04:33:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elaine Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segundo o Relatório Brundtland, da Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento, desenvolvimento sustentável é aquele que “satisfaz as necessidades da geração presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazendo as suas próprias necessidades“. Isso significa garantir às próximas gerações o acesso aos mesmos recursos que nós temos. Ou seja, promover uma sociedade que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/09/dinheirama_sustentabilidade_qualidade_de_vida.jpg" alt="Ser sustentável não é mais uma questão de opção" hspace="2" vspace="2" align="left" />Segundo o Relatório Brundtland, da Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento, desenvolvimento sustentável é aquele que <em>“satisfaz as necessidades da geração presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazendo as suas próprias necessidades“</em>. Isso significa garantir às próximas gerações o acesso aos mesmos recursos que nós temos. Ou seja, promover uma sociedade que seja capaz de se manter ao longo do tempo. Só que encontrar o equilíbrio entre satisfazer os desejos ilimitados de nosso estilo de vida e preservar os recursos para as futuras gerações é tarefa quase impossível.</p>
<p>Embora acreditemos que os recursos renováveis possam existir indefinidamente em sua máxima expressão, cabe lembrar que eles dependem de um delicado sistema natural. Como esse sistema tem sido cada vez mais afetado pela intervenção humana, estamos observando alterações climáticas nunca sentidas antes. Assim, embora a natureza não nos envie uma fatura mensal dos serviços de suporte à vida, isso não significa que podemos explorá-la sem pagar o preço devido. Então pergunto: quanto estamos dispostos a pagar por nossas escolhas?</p>
<p>A terceira lei de Newton afirma que para cada ação existe uma reação oposta, de igual intensidade &#8211; isso se aplica diretamente às nossas escolhas. Quando adquirimos quaisquer produtos, causamos tanto impactos ambientais, quanto sociais. Por exemplo, quando compramos um <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y2VsdWxhcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-52">celular<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> novo pagamos não só pelo produto, mas também por todas as etapas produtivas que permitiram sua criação. A compra representa um aceite de tudo o que foi feito para que aquele item chegasse até nós, seja sustentável, social e ambientalmente responsável, ou não. Dessa forma, não temos somente que planejar nosso consumo; precisamos também reavaliá-lo.</p>
<p><span id="more-2894"></span>A reavaliação de nossos hábitos de consumo é uma tarefa que exige a concordância de todos os membros da família. Sim, porque estamos falando de alterar rotinas em relação ao uso da água, energia, alimentos, transporte e compras em geral. Embora essas alterações representem economias significativas no orçamento, nem sempre elas são bem vindas. Por essa razão, apresento em seguida não só o reflexo das mudanças de hábitos no orçamento doméstico, como também seu impacto para com a <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/c3VzdGVudGFiaWxpZGFkZV8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-64">sustentabilidade<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> do nosso estilo de vida.</p>
<p><strong>Água</strong><br />
A água é um recurso essencial para a vida no planeta. Apenas cerca de <strong>2,5%</strong> da água no mundo é potável. Em torno de <strong>70%</strong> de toda água consumida é destinada à agricultura, <strong>22%</strong> é usado pelas indústrias e <strong>8%</strong> para uso doméstico. O Brasil abriga 13,7% da água potável disponível, sendo que 73% dessa água estão na bacia amazônica, que abriga menos de 5% da população brasileira. Os estados onde habitam 95% da população possuem aproximadamente de 27% da água disponível.</p>
<p>Além disso, não só a distribuição da água não é uniforme como também o desperdício ainda é muito alto. <strong>De 20% a 60% da água tratada se perde na distribuição</strong>, em função das condições de conservação das redes de abastecimento; isso sem considerar as perdas no consumo, inerentes ao mau uso do recurso. Como a quantidade de água no mundo não aumenta e nem diminui, sem investimentos e cooperação para a redução dos desperdícios a tendência do custo da água é aumentar, o que também dificulta seu acesso às populações mais carentes.</p>
<p>Confira algumas dicas para melhorar o consumo e diminuir o desperdício de água em seu dia a dia:</p>
<ul>
<li>Use a máquina de lavar na capacidade máxima ou opte por aquelas com controle do nível da água. Sempre que possível, reutilize a água da máquina para deixar as outras roupas de molho, lavar o quintal, limpar a casa, etc.;</li>
<li>Analise instalar algum sistema para captação da água da chuva. Um tambor posicionado abaixo da calha pode ser muito útil e econômico ao regar as plantas do jardim, canteiro, horta ou vasos;</li>
<li>Evite o uso dos produtos de limpeza tradicionais. Podem até ser mais eficientes, mas poluem as águas e dificultam seu tratamento. Prefira produtos biodegradáveis;</li>
<li>Recicle o óleo de cozinha. Um litro de óleo contamina cerca de um milhão de litros de água e o óleo de cozinha leva cerca de um ano para ser absorvido pelo meio ambiente;</li>
<li>Opte por produtos orgânicos. Seu processo de plantio não utiliza agrotóxicos que podem contaminar os lençóis freáticos;</li>
<li>Não use água como vassoura. Prefira varrer a usar a mangueira.</li>
</ul>
<p><strong>Energia</strong><br />
A energia elétrica que usamos pode ter sua origem a partir de fontes renováveis ou não renováveis. Por fontes renováveis temos o sol, a água, os ventos, o calor da terra e o uso de biomassa. Por não renováveis, temos o petróleo, o carvão mineral, o gás natural e as usinas nucleares. No Brasil, predomina o sistema hidráulico, que usa o movimento das águas para geração de energia. Mas, apesar de depender de uma fonte renovável, o sistema de geração hidráulico não está desprovido de impactos ambientais e sociais. Como esse sistema depende de um grande reservatório de água para conseguir a força necessária, é preciso inundar uma vasta área de terra, provocando significativas alterações no ecossistema.</p>
<p>Além disso, essa inundação também pode provocar o deslocamento de populações ribeirinhas. Outro fator colateral antes desconsiderado é a geração de gases do efeito estufa, originados pela decomposição da vegetação submersa. Por essa razão, a economia de energia não só faz bem ao <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/aW52ZXN0aXIrZGluaGVpcm9fIyNfYm94XyMjX3RhZ2dpbmctdG9vbC13cF8jI183NA==-68">bolso<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> como também ajuda a diminuir a pressão sobre os recursos produtivos, evitando os impactos associados.</p>
<p>Confira algumas dicas para melhorar o consumo e os impactos associados ao uso da energia elétrica:</p>
<ul>
<li>Ao construir ou reformar, opte por projetos que privilegiem a iluminação natural, bem como materiais que permitam um melhor isolamento térmico. Isso vai economizar energia com o ar condicionado no verão e com aquecimento no inverno;</li>
<li>Opte por equipamentos eficientes. Sempre atente para o <a title="Conheça detalhes do selo PROCEL" href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;ct=res&amp;cd=1&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.eletrobras.gov.br%2FELB%2Fprocel%2Fmain.asp%3FTeamID%3D%257B95F19022-F8BB-4991-862A-1C116F13AB71%257D&amp;ei=7FupSum4CsnglAfzls3aBg&amp;rct=j&amp;q=selo+procel&amp;usg=AFQjCNF9vUFqcp693vvHupWnkWOuC2jCNg" target="_blank">selo PROCEL</a> ao comprar um equipamento;</li>
<li>Avalie instalar um sistema de aquecimento solar para o chuveiro. O uso desse tipo de sistema pode representar uma economia de até 35% no consumo elétrico da residência;</li>
<li>Informe-se sobre sistemas de captação solar fotovoltaica. Optar por gerar uma parte da energia necessária à residência não só reduz custos como também diminui a dependência dos sistemas públicos.</li>
</ul>
<p><strong>Transporte</strong><br />
Ter um automóvel é um dos sonhos de muitas pessoas e, com a flexibilização do crédito, adquirir um meio de transporte próprio está cada vez mais acessível. Diante de todas essas facilidades, é preciso ter ainda mais critério antes de optar pela compra. Primeiro, porque não é só o investimento para adquirir um automóvel que deve ser considerado. Há também as despesas com IPVA, seguro, combustível, eventuais multas, pedágio, estacionamento, entre outros, conforme palavras do <strong>Navarro</strong> no artigo <a title="Financiar o carro é fácil. Pagar, nem tanto!" href="http://dinheirama.com/blog/2007/08/13/financiar-o-carro-e-facil-pagar-nem-tanto/">&#8220;Financiar o carro é fácil. Pagar, nem tanto!&#8221;</a>. Segundo, os veículos são responsáveis por cerca de 70% da poluição que lança na atmosfera os temíveis gases do efeito estufa.</p>
<p>Confira algumas dicas para melhorar o consumo e os gastos no dia a dia do transporte:</p>
<ul>
<li>Se precisar de um veículo, opte por aqueles que usam combustíveis menos poluentes, como o álcool. Isso ajudar a reduzir as emissões de gases do efeito estufa (gasolina). (esse trecho não se aplica ao item e deve ser retirado “e a necessidade de uso do petróleo (lubrificantes, plástico, entre outros”);</li>
<li>Sempre que possível, dê carona. Isso aumenta a eficiência do veículo em relação ao seu consumo de energia;</li>
<li>Dê preferência para o transporte público. Quanto menos automóveis nas ruas, melhor será o trânsito e menor será a poluição atmosférica;</li>
<li>Para pequenas distâncias, prefira andar ou usar a bicicleta. Além de ser um hábito saudável, também poupa combustível.</li>
</ul>
<p><strong>Alimentação</strong><br />
Segundo o <a title="Instituto Akatu" href="http://www.akatu.org.br/" target="_blank"><strong>Instituto Akatu</strong></a>, o Brasil tem 44 milhões de pessoas passando fome enquanto descarta mais da metade do alimento que produz. <strong>Em torno de 44% do que é plantado se perde entre a colheita, o transporte e armazenamento, a indústria, o processamento e o varejo.</strong> Já em casa, aproximadamente <strong>de 20% a 30% de tudo o que se compra vai para o lixo</strong> pela não adoção de algumas rotinas simples. O desperdício é muito alto!</p>
<p>Confira algumas dicas para melhorar o consumo e reduzir o desperdício no consumo dos alimentos:</p>
<ul>
<li>Planeje os cardápios semanalmente e opte por fazer várias compras. Isso evita que os alimentos estraguem, reduzindo o desperdício;</li>
<li>Prefira produtos orgânicos, provenientes de redes de economia solidária ou de produções locais. A produção orgânica privilegia o uso adequado do solo, respeitando seu ciclo natural, bem como preservando a qualidade da água, diferentemente das produções tradicionais que fazem uso de fertilizantes e pesticidas;</li>
<li>Convide a família para preparar as refeições. Isso torna mais interessante o ato de preparar os alimentos, diminuindo o impulso para se gastar em restaurantes e lanchonetes;</li>
<li>Avalie a possibilidade de fazer a compostagem do lixo orgânico em casa. Isso reaproveita os resíduos para serem usados como adubo orgânico.</li>
</ul>
<p><strong>Compras</strong><br />
Estamos tão acostumados a comprar que às vezes não nos damos conta do por quê o fazemos. Será que realmente precisamos trocar de carro, <a class="bbli" href="http://sledge.boo-box.com/list/page/Y29tcHV0YWRvcl8jI19ib3hfIyNfdGFnZ2luZy10b29sLXdwXyMjXzc0-56">computador<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a>, bicicleta e celular todos os anos? Ou será essa mais uma forma de manter nosso status? Se for essa a razão, saiba que status não é nada mais do que <em>“comprar o que você não quer, com um dinheiro que você não tem, para mostrar a quem você não gosta, uma pessoa que você não é”</em>, como comenta o Ricardo em seu artigo <a title="Crédito pessoal é sinônimo de dívida?" href="http://dinheirama.com/blog/2009/01/21/credito-pessoal-e-sinonimo-de-divida/">&#8220;Crédito pessoal é sinônimo de dívida?&#8221;</a>.</p>
<p>Por isso, saber nossas reais motivações é fundamental para evitar gastos desnecessários. Um bom planejamento das compras ajuda a reduzir tanto o impacto na cadeia de recursos naturais quando o impacto no orçamento doméstico.</p>
<p>Confira algumas dicas para melhorar as compras e reduzir gastos desnecessários:</p>
<ul>
<li>Tenha o mínimo possível de cartões de crédito. Tal atitude, além de limitar o consumo, reduz os rompantes consumistas;</li>
<li>Planeje sempre, avalie as suas reais necessidades e pesquise antes de comprar. Isso evita gastos desnecessários e ajuda a escolher o melhor produto considerando seu impacto social e ambiental;</li>
<li>Privilegie o uso à posse. Nem sempre é preciso comprar alguma coisa para fazer uso de seu benefício. Às vezes, o que está nos impulsionando é somente a necessidade de possuir aquele item, e não de fazer uso de seus recursos;</li>
<li>Sempre que possível, opte por adquirir as versões virtuais de músicas, livros, filmes e entretenimento. Além de mais baratos, não precisam de papel, plástico ou metal para serem usados;</li>
<li>Alugue ao invés de comprar, tais como livros, filmes, jogos, equipamentos e outros. Evite gastar com itens que serão de uso restrito ou sazonal;</li>
<li>Participe e promova feiras de trocas. É uma ótima opção para o orçamento doméstico e para o meio ambiente.</li>
</ul>
<p><strong>Conclusões importantes, mas não definitivas.</strong><br />
A mudança de atitude, abraçando hábitos mais equilibrados, não é mais uma opção só para aqueles que desejam reduzir custos. É, antes de tudo, uma decisão que deve ser adotada por mais e mais pessoas, especialmente se quisermos manter nossa sociedade ao longo do tempo. Ser sustentável não está ligado somente à preservação do meio ambiente; refere-se principalmente à capacidade dos países de viver conforme seus limites naturais, não consumindo além do que possuem ou do que a natureza é capaz de renovar.</p>
<p>Essa idéia é muito semelhante à da pessoa que faz uma poupança que rende o suficiente para pagar seu estilo de vida atual. Caso essa pessoa deseje aumentar seu padrão, mantendo a mesma poupança, passará a usar uma parte do montante principal para pagar suas contas. Assim, após certo período, o principal se acabará e a pessoa ficará sem rendimentos.</p>
<p>Por fim, pensar que é responsabilidade das futuras gerações lidar com os problemas que a nossa geração criou é tão inconseqüente quanto criar nossos filhos sem educá-los, esperando que descubram sozinhos como cuidar de seu futuro pessoal, profissional e financeiro.</p>
<p>Referência utilizada para parte do material publicado: <a title="Biblioteca do IDEC" href="http://www.idec.org.br/biblioteca.asp" target="_blank">Manual de Educação para o Consumo Sustentável – IDEC</a></p>
<p>&#8212;&#8212;<br />
<strong>Elaine Maria Costa </strong>é administradora pós-graduada em Administração Industrial. Trabalha há mais de cinco anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É fundadora do blog Mais Com Menos &#8211; <a title="Conheça o Blog Mais com Menos" href="http://www.maiscommenos.net" target="_blank">www.maiscommenos.net</a> &#8211; e apaixonada por tudo o que ajuda o ser humano em sua caminhada evolutiva.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Elaine Costa</b>.<br>

Administradora pós-graduada em Administração Industrial, com formação em Design em Permacultura pelo IPEMA - Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica. Trabalha há mais de cinco anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É fundadora do blog Mais Com Menos, no qual ensina como transformar resíduos orgânicos em adubo, entre outras práticas sustentáveis<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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