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	<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; universidade</title>
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	<itunes:summary>Podcast Dinheirama: um papo descontraido e inteligente sobre dinheiro, educacao financeira, investimentos e financas pessoais com Conrado Navarro, educador financeiro com MBA em Financas, aluno de mestrado da UNIFEI, criador do site Dinheirama.com e autor dos livros Vamos falar de Dinheiro? (Editora Novatec) e Dinheirama (Blogbooks Ediouro).</itunes:summary>
	<itunes:author>Conrado Navarro</itunes:author>
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		<title>Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos &#187; universidade</title>
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		<title>A Importância da Educação Financeira para o recém-formado &#8211; Parte 2</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 09:26:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana Diniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Lidar com as finanças pessoais de forma inteligente pode fazer a diferença se você quiser terminar sua graduação com a carreira já alavancada. Preste atenção!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A Importância da Educação Financeira para o recém-formado - Parte 2" src="http://dinheirama.com/files/2012/01/dinheirama_importancia_educacao_financeira_recem_formado_parte2.jpg" alt="A Importância da Educação Financeira para o recém-formado - Parte 2" align="left" hspace="2" vspace="2" />No <a title="Leia a primeira parte do artigo" href="http://dinheirama.com/blog/2012/01/24/a-importancia-da-educacao-financeira-para-o-recem-formado-parte-1/" target="_blank">texto anterior</a>, abordei de maneira generalizada os conceitos de educação financeira e de como obtê-la ainda no período estudantil. Hoje, darei foco a outras questões como alavancagem profissional e as consequências da falta de educação financeira. Como leiga no assunto, encontrei na explicação a seguir uma boa forma de compreender este conceito tão complexo.</p>
<p>A alavanca é um instrumento que potencializa uma força. Por exemplo, usa-se um macaco para levantar um carro. A força que é feita para usar o macaco é muito menor do que a utilizada diretamente no levantamento do carro. Mas, como o macaco é uma alavanca, o resultado é potencialmente maior. Ou seja, o carro, que é muito pesado, é levantado com menor esforço.</p>
<p>O princípio econômico da alavancagem é o mesmo: investe-se um valor pequeno diante do retorno, bem maior, que será obtido. Exemplo: um profissional de design de interiores, com uma pequena quantia, poderá imprimir cerca de 1.000 cartões e fazer seu marketing a qualquer momento. Com seu primeiro projeto de design, certamente conseguirá pagar este gasto com os cartões e, se for um projeto bem sucedido, já terá um cliente para indicá-lo a outros. E ainda terá cartões restantes para distribuir.</p>
<p><span id="more-7055"></span><strong>A alavancagem profissional depende de você!</strong><br />
A alavancagem, no caso de um profissional recém-formado, representa a força que ele precisará para mostrar-se ao mercado. No exemplo acima, a alavancagem foi a impressão dos cartões de visitas para divulgação. Esta força motora inicial vem sob a forma de dinheiro investido, ou seja, uma dívida, um empréstimo que deverá ser realizado para que o passo inicial seja dado.</p>
<p>No Brasil, a família e o cônjuge costumam prover o dinheiro para essa alavancagem, mas atenção: a boa alavancagem considera que o valor investido deve ser recuperado por inteiro e ainda trazer lucros. Ficar dependente de terceiros sempre que precisar dar um passo maior ou errar nos cálculos gastando mais do que irá de fato recuperar são erros frequentes. O que ocorre, muitas vezes, é que, por falta de educação financeira, essa alavancagem acaba se tornando uma despesa fixa ao invés de uma ferramenta de aumento de receita.</p>
<p><strong>O perigo do endividamento para quem está começando</strong><br />
Sabe-se que muitos recém-formados iniciam suas carreiras já endividados, na maioria das vezes por desconhecer técnicas de gestão de finanças pessoais – fruto da falta de educação financeira. Quem não consegue fazer uma boa gestão financeira pessoal, fatalmente terá dificuldades de gerir financeiramente o próprio negócio, mesmo que ele esteja dentro de casa. Os desdobramentos do endividamento são muitos. Veja alguns, a seguir:</p>
<ul>
<li><strong>Estar mal preparado para negociar com o cliente.</strong> Uma vez que a necessidade de ganhar dinheiro é urgente, o profissional poderá assinar contratos ruins, propondo-se fazer trabalhos mal remunerados, fechando contratos a “qualquer custo”;</li>
<li><strong>Receber solicitações de cancelamentos de contratos por parte dos clientes.</strong> A urgência em ganhar dinheiro leva o profissional a pressionar os clientes a assinarem os contratos. Estes, por sua vez, podem cancelá-los durante o processo de trabalho, por perceberem que sua decisão foi fruto de muita pressão;</li>
<li><strong>Tornar-se um profissional avarento financeiramente.</strong> Em função da pouca remuneração e do excesso de dívidas, o profissional pode tornar-se mal pagador e explorar fornecedores, estagiários e prestadores de serviço, sendo, aos poucos, abandonados por eles;</li>
<li><strong>Ter pouca ou nenhuma especialização.</strong> Com recursos escassos, o recém-formado não tem capital para investir em conhecimentos alavancadores como, por exemplo, cursos de alta especialização, pós-graduações renomadas, congressos nacionais e internacionais de grande reconhecimento e, portanto, mais caros.</li>
</ul>
<p><strong>Por que insistir em na educação financeira vale a pena?</strong><br />
Colocadas todas essas questões, é necessário ter em mente as seguintes premissas:</p>
<ul>
<li>O nível de conhecimento sobre educação financeira está diretamente relacionado à quantidade de horas a que o profissional se dedicou ao estudo do tema, formal ou informalmente;</li>
<li>O nível de conhecimento sobre educação financeira influencia a qualidade das decisões tomadas pelos profissionais em relação às questões financeiras;</li>
<li>A qualidade de vida está diretamente relacionada à tranquilidade financeira. Quem vive endividado ou no limite do orçamento sofre mais as consequências das instabilidades dos mercados e do mundo;</li>
<li>A criação de um portfólio diferenciado é consequência, também, de um profissional emocionalmente tranquilo e capaz de direcionar suas energias para o bom atendimento e a criatividade;</li>
<li>A tranquilidade emocional gera boa administração, e a boa administração traz como resultado a fidelidade de fornecedores e prestadores de serviços;</li>
<li>A tranquilidade financeira possibilita o acesso a pós-graduações e especializações diferenciadas, trazendo como resultado melhor posicionamento no mercado e mais bagagem profissional.</li>
</ul>
<p><strong>Educação financeira é importante, simples assim!</strong><br />
Acredito que todo cidadão, independente de sua formação profissional, deve inteirar-se a respeito de educação financeira. Quanto mais cedo estudar finanças e se dedicar ao planejamento financeiro familiar, melhor. Realizar sonhos é consequência de conhecimento aplicado e muito esforço, raramente de sorte! Sucesso e até a próxima.</p>
<p><strong>Créditos da foto:</strong> cofrinhos clássicos e luxuosos, em formato de galinhas, feitos em porcelana sem esmalte e banhados a ouro, criados pela conceituada Oxford Porcelanas.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Luciana Diniz</b>.<br>

Mineira de Belo Horizonte, designer de interiores, designer gráfico, poeta e sócia da Livro-objeto Atelier e Design.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A Importância da Educação Financeira para o recém-formado &#8211; Parte 1</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2012/01/24/a-importancia-da-educacao-financeira-para-o-recem-formado-parte-1/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 16:04:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana Diniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Como devem fazer os alunos de graduação que desejam equilibrar suas finanças e colocar em prática a educação financeira? Onde buscar ajuda? ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A Importância da Educação Financeira para o recém-formado - Parte 1" src="http://dinheirama.com/files/2012/01/dinheirama_importancia_educacao_financeira_recem-formado.jpg" alt="A Importância da Educação Financeira para o recém-formado - Parte 1" align="left" hspace="2" vspace="2" />Acredito que conhecer os conceitos da educação financeira e aplicá-los no dia a dia tornou-se uma necessidade no Brasil. Digo isso devido ao fato de um novo público acessar as diversas linhas de crédito disponíveis em bancos, concessionárias, lojas de eletrodomésticos etc. Inclusive, sobre o tema, foi criada pelo Governo Federal, no final de 2010, a <a title="Conheça melhor a ENEF" href="http://www.vidaedinheiro.gov.br/Enef/default.aspx" target="_blank">Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF)</a>.</p>
<p>Quando estudei <em>design</em> de interiores, observei que as escolas de design não ofereciam material didático e específico sobre finanças pessoais. Exceto pelas escolas de administração e economia, não havia material disponível nem no meu curso, nem nos outros. As poucas matérias voltadas para o assunto englobavam mais as questões de marketing e posicionamento de mercado que de educação financeira.</p>
<p><strong>Onde aprender sobre finanças pessoais e dinheiro?</strong><br />
Sabemos que a riqueza de um profissional recém-formado é o seu conhecimento atualizado, trazido do seu curso de formação, somado a sua criatividade livre, leve, solta e sem amarras. Mas, sua formação, muitas vezes, distancia-se de temas ligados às leis da economia. O crescimento econômico de um recém-formado está subordinado tanto as suas aptidões, como também à sistematização e organização dos ganhos e gastos financeiros que vier a realizar.</p>
<p><span id="more-7046"></span>Constatando a carência de fontes de informação sobre este tema, busquei-as em caminhos alternativos, próprios para quem ainda está iniciando suas atividades no mercado de trabalho e, portanto, com pouco capital de investimento. O propósito deste texto é incentivar você, recém-formado, a trilhar caminhos financeiramente mais saudáveis, independentemente de sua formação e interesses.</p>
<p>Para os curiosos, sou designer de interiores por formação, designer gráfico por vocação, escritora e poeta (já publiquei quatro livros e assino regularmente uma página sobre livros de arte para uma revista especializada em arquitetura e design de interiores). Há sete anos, encerrei um bem-sucedido consultório de psicologia, com 10 anos de mercado, para trabalhar com o que gosto, o design. Tardiamente, desenvolvi minha educação financeira e aos poucos fui estruturando minha nova vida e a nova empresa. Valeu a pena!</p>
<p>Por entender que a educação financeira consiste em um conjunto amplo de orientações e esclarecimentos sobre posturas e atitudes adequadas no planejamento e uso dos recursos financeiros pessoais, acho que todos devemos dedicar atençao ao tema. Mas atenção: a capacidade de tomar decisões apropriadas na gestão das próprias finanças não deve ser confundida com o ensino de técnicas de como ganhar e gastar dinheiro.</p>
<p><strong>Fontes de conhecimento para sua educação financeira</strong><br />
Depois de separar e compreender bem a diferença que a educação financeira pode trazer ao cotidiano, compartilho as principais referências que tenho usado para aprender e praticar, ainda que de forma autodidata:</p>
<p><strong>1. Blogs especializados</strong><br />
Atualizados diariamente ou semanalmente, podem ser acessados gratuitamente. Gosto bastante deste blog, Dinheirama, que eu já sigo há algum tempo e do <a title="Leia o Blog da Miriam Leitão" href="http://oglobo.globo.com/economia/miriam/" target="_blank">blog sobre economia da jornalista Miriam Leitão</a>. Sugiro que busque suas próprias fontes, leia diversos blogs diferentes e procure identificar-se com a linha proposta por seus autores. E participe das discussões regularmente.</p>
<p><strong>2. Cursos on-line gratuitos</strong><br />
Desenvolvidos com capricho e muita didática, podem ser cursados no escritório ou em casa. Os <a title="Conheça os cursos online do Sebrae" href="http://www.ead.sebrae.com.br/hotsite/" target="_blank">Cursos on line do Sebrae</a>, por exemplo, estão disponíveis para todo tipo de público. Quando eu ainda exercia o ofício de psicóloga e decidi dedicar-me ao que realmente gosto, o design, matriculei-me em todos eles e acabei criando a <a title="Conheça meu trabalho" href="http://www.livro-objeto.com.br/" target="_blank">Livro-objeto Atelier e Design</a>, meu atual escritório.</p>
<p>Meu plano de negócios ficou com 45 páginas e eu estava ciente de que a jornada não seria fácil, afinal percebi que, ao longo de minha formação de psicóloga, eu não tive qualquer contato com questões ligadas à economia. Além dos cursos do SEBRAE, constatei que vários bancos oferecem educação financeira. Claro que estes cursos têm como objetivo direcionar o cliente para investir nos produtos oferecidos pelas agências, mas o posicionamento diante destas ofertas também deve ser consciente.</p>
<p>Os cursos on line oferecem vantagens interessantes:</p>
<ul>
<li>O aluno é sujeito de seu processo de aprendizagem, pois pode adequar o curso à sua rotina e estabelecer o seu próprio ritmo de estudo;</li>
<li>A qualidade de vida é aumentada, pois o curso pode ser frequentado em casa ou no escritório, e o aluno não terá contato com outras tensões, como as de trânsito, por exemplo;</li>
<li>Há a oportunidade real de fazer economia, pois não há gasto com combustível, tarifas de transporte e tarifas de estacionamento;</li>
<li>Pode-se ter acesso a bons cursos a preços mais acessíveis, já que algumas opções são planejadas com antecedência e têm conteúdos bem elaborados e explicativos ocorrendo com muitas opções de datas.</li>
</ul>
<p>Por outro lado, as vantagens dos cursos gratuitos incluem prover conhecimento com pouco ou nenhum gasto financeiro e respeitar a motivação subjetiva do aluno: o aluno estuda, porque está mental e emocionalmente envolvido com o conteúdo do curso e com as possibilidades reais de transformação que ele representa.</p>
<p><strong>3. Videos na Internet</strong><br />
Os videos disponíveis em sites especializados são ao mesmo tempo dinâmicos e didáticos, além de se aproveitarem da popularidade do método de aprendizado áudio-visual. Há muitos programas interessantes que podem ser baixados a qualquer hora do dia e assistidos quando você tiver tempo e interesse. Eu, por exemplo, assisti e recomendo os muitos videos oferecidos pelo site do <a title="Assista aos videos" href="http://www.endeavor.org.br" target="_blank">Instituto Empreender Endeavor Brasil</a>.</p>
<p><strong>A verdade é que você precisa correr atrás!</strong><br />
Quando um recém-formado inicia sua carreira já com dívidas, o seu raciocínio fica bloqueado e o discernimento afetado. O resultado são contratos mal feitos, relacionamentos ruins com clientes, fornecedores, parceiros, sócios e funcionários. O profissional recém-formado que está estável financeiramente pode se aventurar com mais tranquilidade nos novos desafios que surgirem, usando bom senso e discernimento.</p>
<p>De preferência, o novo profissional deve desenvolver sua educação financeira antes de entrar no mercado, paralelamente à sua formação acadêmica. Essa decisão certamente fará muita diferença. Aproveite que é possível colocá-la em prática sem a necessidade de muito dinheiro. No próximo texto, darei foco às consequências profissionais da falta de educação financeira na vida de um recém-formado. Até lá.</p>
<p><strong>Créditos da foto:</strong> cofrinhos cor de rosa, arrojados e espirituosos, estilo “focinho de porco”, assinados pelo premiado escritório Nendo, do renomado arquiteto e <em>designer</em> japonês Oky Sato.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Luciana Diniz</b>.<br>

Mineira de Belo Horizonte, designer de interiores, designer gráfico, poeta e sócia da Livro-objeto Atelier e Design.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Uma nova oportunidade para as universidades brasileiras</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2009/03/02/uma-nova-oportunidade-para-as-universidades-brasileiras/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 21:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Prates</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mulher]]></category>
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		<description><![CDATA[Está em processo de aprovação uma nova linha de crédito oferecida pelo BNDES para universidades públicas e privadas que se diferencia pelo fato de que o projeto desenvolvido pela universidade deve ser aprovado pelo Ministério da Educação (MEC). Ele só pode ser destinado a melhorias &#8211; e não à abertura de novas instituições ou como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1971" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/dinheirama_universidade_bndes.jpg" alt="Uma nova oportunidade para as universidades brasileiras" hspace="2" vspace="2" align="left" />Está em processo de aprovação uma nova linha de crédito oferecida pelo BNDES para universidades públicas e privadas que se diferencia pelo fato de que o projeto desenvolvido pela universidade deve ser aprovado pelo Ministério da Educação (<a title="MEC - Ministério da Educação" href="http://www.mec.gov.br/" target="_blank">MEC</a>). Ele só pode ser destinado a melhorias &#8211; e não à abertura de novas instituições ou como capital de giro. A mudança visa melhorar a qualidade do ensino superior brasileiro. A verdade, finalmente compreendida, é que nós não precisamos de novos campus, e sim de melhor qualidade.</p>
<p>Ao ampliar e modernizar os campus disponíveis, construir novos laboratórios e bibliotecas, formar e capacitar os professores, a tendência no curto prazo é aumentar a capacidade de agregar novos alunos. Afinal, as universidades particulares já sentiram o peso da crise: cada vez mais alunos inadimplentes e queda no número de matrículas são os itens de maior preocupação.</p>
<p>Hoje, estas universidades criaram novas formas de financiamento e, além disso, estimulam a chegada de novos alunos com a oferta de desconto nas mensalidades e alongamento do prazo. E, exatamente por este motivo, as universidades particulares não concordam com as condições da nova linha, pois julgam que <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:capital+de+giro/format:box">capital de giro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> é essencial para se protegerem do que vem pela frente.</p>
<p><span id="more-1969"></span>Acredito que as novas condições para o empréstimo são válidas. Hoje o brasileiro acredita que é necessário somente concluir uma faculdade e ter o diploma em mãos. É triste, mas a maioria não questiona a qualidade do serviço que pagam para ter. Os processos seletivos têm sido substituídos por provas surreais, onde, muitas vezes, os aprovados são informados do resultado no mesmo dia em que realizam os exames.</p>
<p>E a análise das perguntas e respostas subjetivas, abertas? Vamos acabar com elas? E as redações? Gostaria de saber quem são os &#8220;professores supersônicos&#8221; capazes de avaliar milhares de candidatos em menos de um dia. Fica claro que o que importa é a capacidade dos alunos de pagar as mensalidades em dia. O <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:investir+dinheiro/format:box">dinheiro<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> do aluno é o que interessa.</p>
<p>É irônico, porque nós mesmos somos prejudicados por este círculo vicioso. As empresas buscam cada vez mais profissionais de fora, já que não encontram aqui dentro pessoas aptas a executarem os serviços de alto nível necessários. Além disso, os processos de estágio e <em>trainee</em> estão cada vez mais acirrados, com etapas extremamente difíceis. Por que? Pelo simples fato de que a peneira deve ser feita baseada em mínimos detalhes. Ainda, nossos grandes “prodígios” vão para o exterior em busca de melhores oportunidades.</p>
<p>Já diz a sabedoria popular que <em>“a vida do brasileiro começa depois do Carnaval”</em> &#8211; o que não concordo, pois meu sonho de consumo (e de grande parte da população) é justamente poder começar a pensar na vida somente depois deste feriado. Então vamos pensar no que vamos fazer neste ano? Somente os melhores vão ficar! Conhecimento é um bem que não sofre desgaste nem oscilação e <em>“o mar não está para peixe”</em>.</p>
<p>Os grandes bancos estão com vagas congeladas, as indústrias estão demitindo e oferecendo férias coletivas e o setor de serviços vive em busca de clientes. É importante se atualizar, adquirir novos conhecimentos e se reciclar. Nós, consumidores do ensino, devemos tratar as instituições como um prestador de serviço comum. Se brigamos com a loja que não entrega nossas compras em dia, por que não reclamar de professores que não dão aula direito ou de um laboratório que não possui <a class="bbli" href="http://boo-box.com/link/bid:74/lang:pt-BR/tags:computador/format:box">computadores<img class="bbic" src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" /></a> para todos?</p>
<p>&#8212;&#8212;<br />
<strong>Mariana Prates </strong>é economista pela PUC-SP e pós-graduanda em Administração de Empresas pela FGV. Trabalha no departamento comercial da <a title="Editora Novatec" href="http://www.novatec.com.br/" target="_blank">Editora Novatec</a> e adora fazer planejamento financeiro para amigos e familiares.</p>
<ul>
<li><a title="Conheça Mariana Prates" href="http://www.dinheirama.com/blog/mariana">Quem é Mariana Prates?</a></li>
<li><a title="Acesse todos os artigos publicados por Mariana Prates" href="http://dinheirama.com/blog/author/mariana%20prates/">Leia todos os artigos escritos por Mariana</a></li>
</ul>
<p>Crédito da foto para <a title="foto de stock.xchng" href="http://www.sxc.hu" target="_blank"><strong>stock.xchng</strong></a>.</p>
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Este artigo foi escrito por <b>Mariana Prates</b>.<br>

Economista pela PUC-SP, pós-graduada em Administração de Empresas pela FGV e autora do livro "Dinheirama" (Blogbooks). Trabalha no departamento comercial da Editora Novatec e adora fazer planejamento financeiro para amigos e familiares.<br>

<div style="padding:10 10 20 10;margin-left:auto;margin-right:auto;background:#FAFFB6;"><img align="left" style="padding-bottom:10;padding-right:15px;" src="http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/logo_dinheirama_rss_footer.jpg">Este artigo apareceu originalmente no site <a href="http://dinheirama.com/">Dinheirama</a>.<br/>A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso <a href="http://dinheirama.com/contato">formulário de contato</a>. Siga-nos no Twitter: <a href="http://twitter.com/Dinheirama">@Dinheirama</a></div>]]></content:encoded>
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