Por Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial.

Caro leitor, construir um negócio que se prove viável não é tarefa para qualquer cidadão. Certamente não é um “passeio no bosque”; trata-se de algo que se assemelha muito mais a um combate de infantaria, com pouca munição e repleto de adversidades.

Noites sem dormir, madrugadas de incertezas e uma natural insegurança fazem parte do cotidiano do empreendedor que se arrisca na busca dos seus sonhos.

Ele será recompensado? Não sei. Ninguém sabe. Mas jamais alguém poderá dizer que ele não lutou ou não teve coragem de criar o seu destino. Até aqui tudo muito conhecido, ou seja, um caminho árduo e repleto de obstáculos.

10 armadilhas capazes de implodir seu negócio

No lado extremo, destruir algo que se construiu é obviamente muito mais fácil e, claro, leva invariavelmente pouco tempo. Então, amigo leitor, se seu objetivo é criar seu próprio negócio, preste atenção à lista com 10 armadilhas, atitudes e passos que devem ser evitados a todo e qualquer custo. Vejamos:

1.  Ao fechar o primeiro grande contrato, inunde a sua percepção de que de agora em diante tudo dará certo. Assim, passe a gastar por conta, tendo a certeza de que muitos outros excelentes negócios virão rapidamente.

2. Comece um pequeno negócio com uma estrutura digna de estrela corporativa. Se você antes trabalhava em uma grande empresa como executivo, de forma alguma deixe de lado as comodidades de antigamente. Jamais comece a sua pequena empresa sem uma boa secretária bilíngue, nunca se estabeleça em um endereço modesto com um pequeno espaço e invista pesado na decoração.

3. Siga a gestão da moda e/ou um guru. Logo no início, independentemente do porte do seu negócio ou mesmo da necessidade, trabalhe duro para adequar a sua cultura empresarial aos modismos de gestão da ocasião. Persiga-os nas publicações especializadas, investindo tempo e dinheiro nisso.

4. Não se preocupe em ter um bom contador ou administrador financeiro. Foque no que interessa e não perca tempo com as questões administrativa e documental.

5. Mantenha sempre um cego e exuberante otimismo. Ora, ser pragmático e cuidadoso representa um comportamento retrógado e conservador, que em nada demonstra sua afinidade com os “novos tempos” (tocado pelas “novas gerações”). Não perca o seu tempo avaliando os riscos e deixe de uma vez por todas os pensamentos negativos para trás.

6. Seja intransigente e alheio às críticas. Reaja com irritação sempre que escutar um relato ou análise sobre determinado problema que não coincida com a sua opinião.

7. Tenha sempre a última palavra. Peça sugestões para os problemas e questões da empresa, mas ao escutá-las apoie apenas e exclusivamente aquela pessoa que expressou ideias que coincidam com as suas.

8. Contrate e promova somente os “puxa-sacos”. Fortaleça e promova, única e exclusivamente, os colaboradores que lhe dirijam elogios, reconhecimento, aceitação e apoio como chefe.

9. Demonstre sua superioridade e conhecimento usando a linguagem de chefe. No trato com seus colaboradores e ao transmitir instruções ou orientações, não seja prático ou direto. Adote uma comunicação oblíqua, difusa, holística e rarefeita. Abandone para sempre o hábito da objetividade.

10. Comande e dirija a empresa baseando-se em máximas populares e opiniões de gente chegada a literatura de negócios baseada em fórmulas. Combata as atitudes e posicionamentos dotados de personalidade e senso crítico, promovendo sempre o “senso comum” e as “frases de efeito”.

Como você percebeu, basta agir de maneira displicente e arrogante e o seu sonho de ser um empreendedor de sucesso vai embora. Portanto, humildade e muito cuidado com a gestão da empresa. Boa sorte e até o próximo.

Foto “Tied businessman”, Shutterstock.

Plataforma Brasil
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