Humberto comenta: “Navarro, tenho procurado seguir uma sugestão – manter mais contato com mentores e pessoas que já chegaram onde quero chegar – e os resultados estão aparecendo. Uma das coisas que ainda não consigo fazer tão bem é falar ‘Não’, algo que percebi ser comum na rotina destas pessoas. Há algo errado comigo? Obrigado”.

Mentores são o caminho mais prazeroso, rápido e eficiente para o verdadeiro aprendizado. Gente disposta a ouvir, analisar, participar e acompanhar não torna as decisões mais simples, mas gera mais confiança nos responsáveis por tomá-las, e isso faz uma enorme diferença.

É claro que algumas atitudes são mais simples de observar, entender e praticar, enquanto outras requerem mais atenção, disciplina e, muitas vezes, mudança de comportamento. Aprender observando e trocando conhecimento torna esse desafio de praticar menos trabalhoso e dá mais sentido ao dia a dia.

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3 coisas que os ricos dizem com frequência

Uma característica comum aos ricos sempre me chamou atenção: eles respeitam suas prioridades, sem parecer arrogantes, ao mesmo tempo em que estão sempre prontos para apostar em uma boa ideia.

Esta característica pode ser facilmente percebida na forma de agir dos ricos, especialmente quando a eles são apresentadas ideias e pessoas. No texto de hoje, procuro resumir essa forma de agir usando frases e reações comuns no cotidiano das pessoas bem-sucedidas.

Ricos dizem “Não”

Tão importante quanto abraçar e investir em boas ideias é saber ficar longe de projetos que não parecem interessantes. Isso pode parecer óbvio, mas o dia a dia da maioria das pessoas mostra que a realidade não é assim – vivemos cercados de gente pedindo “favores” ou “delegando”, e um batalhão de gente atrasada tentando dar conta disso tudo.

Como seres emocionais que somos, temos uma tendência a evitar o “Não” para não gerar antipatia e rejeição no interlocutor. O resultado é que acabamos concordando com decisões capazes de nos prejudicar e a assumir compromissos que claramente conflitam com nossa agenda.

Os ricos e as pessoas bem-sucedidas sabem definir muito bem suas prioridades (e principalmente respeitá-las). O “Não” é uma resposta tão fácil quanto “Oi” e “Tchau”, e isso é frequentemente interpretado como arrogância e uma forma de rudeza. Na verdade, é bem mais simples que isso: não se pode ter e fazer tudo. Demanda demais tira a concentração.

Ricos tem uma agenda cheia e, portanto, precisam decidir com inteligência e bom senso onde e como focar. Você deveria adotar a mesma estratégia: aprender a definir melhor o que é importante, manter-se focado no que faz diferença e falar mais vezes “Não” para aquilo (e aqueles) que não agrega valor ao seu dia a dia (sim, isso é bem subjetivo, mas funciona!).

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Ricos dizem “Por que não?”

Ninguém gosta de perder uma boa oportunidade. Os ricos e bem-sucedidos estão ainda mais envolvidos com essa afirmação: eles querem ser apresentados às oportunidades para terem a chance de analisá-las de acordo com seu perfil, prioridades e possibilidades (lembre-se do item anterior).

Assim, da mesma forma que eles falam “Não” com frequência para o que os tirará da rota desejada, eles também falam muito “Por que não?” para projetos e pessoas que apresentem diferenciais e oportunidades de mudança e crescimento. Arriscar é o que frequentemente difere quem é rico e bem-sucedido de uma pessoa “normal”.

Interprete da seguinte forma: se não faz sentido, o rico provavelmente diz “Não”. Se ele se sentiu tentado ou minimamente motivado a investigar e experimentar aquela ideia, ele diz “Por que não?” e envolve-se bastante para entender e extrair dali o potencial possível.

O que nós podemos aprender? Ora, é preciso arriscar mais. Além disso, é preciso que haja mais engajamento, envolvimento e paixão nas atividades que realizamos. Se você é do tipo que só encontra obstáculos na hora de realizar seus projetos, cuidado. Por que não fazer diferente e abraçar novas ideias?

Ricos dizem “Obrigado”

Toda relação e todo projeto, seja ele bem-sucedido ou um fracasso, são poderosas oportunidades de networking e entendimento pessoal. Grandes amizades e parcerias de negócios se constroem a partir de relações sinceras, fundadas na gentileza e na educação. Agradecer é uma forma de reconhecer que você está melhor por causa do outro. Isso é nobre.

Os ricos e bem-sucedidos carregam uma imagem diferente daquela do seu verdadeiro dia a dia. É comum a pecha de “metidos”, “esnobes”, “malas” e até mesmo “mal-educados”. Apesar disso existir bastante entre as pessoas mais ricas, não tome como referência exemplos midiáticos – eles estão lá porque são famosos e precisam de “barulho” para lá ficarem.

Ser rico é muito mais que ficar famoso, que apenas acumular patrimônio ou ter muito dinheiro. Ser rico é ter condições de realizar os próprios sonhos e, ao mesmo tempo, ajudar os outros com suas metas (e elas não precisam ser ancoradas em muitos milhões de reais). Eu falo de outro tipo de riqueza (e você pode ler sobre ela clicando aqui).

Quem é rico de verdade agradece todo santo dia por ser capaz de fazer o que gosta e equilibrar família, trabalho e sonhos! E também fala “Obrigado” para os outros porque entende que ao fazê-lo receberá de volta energia positiva para manter-se focado em seus desafios. Quando o agradecimento não gera nem empatia (isso acontece), o efeito colateral é nulo. Quem agradeceu sempre sai ganhando.

Obrigado. Obrigado por acreditar que a educação financeira pode transformar para melhor sua vida e a qualidade de vida que você deseja oferecer à sua família. Obrigado por fazer parte deste projeto tão importante e sensível. Estes sinceros agradecimentos tornam o meu dia especial. Experimente agradecer mais e melhor quem o cerca e transforme também o seu dia.

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Conclusão

Observar mentores bem-sucedidos é uma atividade gratificante porque aprendemos muito sobre como suas atitudes são mais importantes que suas decisões financeiras e/ou técnicas. O que importa no fim do dia é como os desafios são encarados, não os desafios em si.

Aprendo muito com os mentores que escolhi (alguns nem sabem que são meus mentores). O principal que entendi até hoje é que a humildade para dizer “Não” é a mesma para dizer “Por que não?” e “Obrigado”. É justamente por reconhecer as próprias limitações que negar e abraçar se tornam atos tão profundos no dia a dia destas pessoas.

Você pode achar que este texto trata de coisas bastante evidentes, e eu terei que concordar com seu ponto de vista. Você também pode achar que eu falo de um grupo de pessoas difícil de encontrar. Pode ser, mas enquanto existirem pessoas ricas de verdade e dispostas a nos ensinar, acho bom a gente continuar procurando e se envolvendo. E parar de reclamar.

Faz sentido? O que achou do artigo de hoje? Registre sua opinião no espaço de comentários mais abaixo e/ou mande sua mensagem para mim também no Twitter – sou o @Navarro por lá. Abraços e até a próxima.

Foto “Young and confident”, Shutterstock.

Conrado Navarro
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