Rodrigo comenta: “Navarro, ainda estou conseguindo manter meu emprego nesta crise, mas há tempos quero deixá-lo por vontade própria e montar meu negócio. O problema é que 9 em cada 10 pessoas (entre amigos e parentes) dizem que eu não vou conseguir e que devo continuar com meu emprego. Fico com muito medo de seguir adiante com toda essa torcida contra. Não sei se confio neles ou em mim. E agora? Obrigado”.

Você confia em mim? Hum, esse assunto de confiança é complicado… Um negócio desfeito, um empréstimo não pago, um encontro negligenciado ou um amor não honrado – tais situações são bastante chatas e desagradáveis, não é mesmo?

Será que é possível confiarmos plenamente em alguém? Sua esposa, marido ou filhos, você confia neles? É provável que sim! No entanto, há uma pessoa em quem você precisa aprender a confiar totalmente e de forma ainda mais intensa: você! Vamos desenvolver um pouco este assunto.

A importância da autoconfiança

Confiar em você pode parecer algo simples, mas não é. Aliás, há um contingente imenso de pessoas que não faz isso, muitas delas de forma inconsciente e como resultado de uma carga cultural e emocional pesada, além de amizades erradas.

Bom, o fato é que a autoconfiança tem muita relação com o modo como você conduz sua vida. O problema aqui é bem simples, mas muito perigoso: sem autoconfiança, o medo e a insegurança passarão a dominar nossas vidas, o que afugentará bons resultados (inclusive financeiros).

Ao agir com medo, a vida simplesmente não avança. Para piorar o quadro, as pessoas ao redor começam a perceber este comportamento e acabam desconfiando de nossos critérios e opiniões, passando a não acreditar no que dizemos e gerando um ciclo negativo.

Um motivo frequente para o fracasso

Se você sofre com a falta de autoconfiança, prepare-se, pois eu preciso dizer algo sério que talvez incomode um pouco (bastante). Entenda, no entanto, que minha intenção é ajudar você a “ver” o que está acontecendo e provocá-lo no sentido de gerar mudanças que melhorem esse quadro.

A verdade é que o motivo mais relevante para o fracasso é a falta de confiança em si mesmo. Isso ocorre porque nossa percepção da realidade dos fatos passa por um tipo de “filtro pessoal”. Em outras palavras, a realidade é relativa e cada um a percebe conforme suas próprias convicções, experiências pessoais e sentimentos.

Ora, se eu tenho uma convicção fraca e negativa a meu respeito, todo o restante tende a ser interpretado também de forma negativa. Se no íntimo eu não acredito que posso ser melhor, fazer melhor ou simplesmente diferente, os sinais enviados serão neste sentido (virão as desculpas, as justificativas, as atitudes evasivas, o mau humor, a auto sabotagem e por aí vai).

Leitura recomendada: Fracasso: um grande mestre em prol do nosso desenvolvimento

Agora quero deixar três reflexões sobre essa questão de medo e autoconfiança:

1. Aprenda a lidar com o medo

O primeiro passo para reverter esse quadro é aprender a lidar com o medo. É aprender a fazer apesar do medo! Todos os medos que temos possuem íntima relação com nossas preocupações. Comece exercitando aquilo que te assusta:

  • Você tem medo de ficar pobre?
  • Você tem medo de adoecer? De morrer?
  • Você tem medo de ficar velho?
  • Você tem medo de que seus filhos não valorizem o que você faz por eles?
  • Você tem medo de empreender?
  • Você tem medo de se mudar, ir morar em outra cidade ou país?
  • Faça mais perguntas deste tipo, é um exercício bem interessante e simples.

É necessário identificar estes medos para perceber e entender como e por quê “alimentamos” estes sentimentos. O medo é um sinal, mas o que interessa é o que nos faz senti-lo e o que o torna tão paralisante (e isso é algo que não está na superfície).

Atente para algo que pode parecer estranho: muita gente, mas muita mesmo, tem medo do sucesso e por isso acaba sabotando suas próprias escolhas para brilhar e atingir seus objetivos. Outros têm medo de decepcionar os outros e acabam virando verdadeiros “patrulheiros” da vida alheia (em tempos de Facebook esse tipo é ainda mais comum).

Leitura recomendada: Você tem medo? Que bom, então é alguém normal!

2. Faça com medo mesmo!

O segundo passo é agir, apesar do medo. Essa ação exige muita responsabilidade, mas também algum desprendimento e desejo de arriscar – é preciso aceitar que nem todas as variáveis podem ser controladas.

Na verdade, não interessa controlar tudo, mas abraçar e encarar as consequências das decisões que tomamos (quem tem medo não escolhe e a decisão sempre fica a cargo dos outros). Quando falo de agir, falo de decisões. Elas devem ser ações contínuas e algumas vezes agressivas para alcançar alguns objetivos tão desejados, mas travados pelo medo.

O simples ato de escolher no dia a dia (o que comer, onde ir, com quem conversar etc.) o deixará satisfeito, e essa “energia” da satisfação é um ótimo combustível para resgatar sua autoconfiança. Aqui começamos a reverter o ciclo negativo para algo positivo, fruto de escolhas e atitudes, mesmo que o medo ainda persista.

3. Envolva-se com gente autoconfiante

O terceiro passo é olhar com carinho para a forma como estamos nos relacionando com as pessoas e procurar estabelecer um relacionamento positivo, buscando o benefício de todos os envolvidos (e não apenas o próprio ou a cômoda vitimização).

Com isso, outras pessoas passarão a cooperar com os nossos objetivos, nos ajudando a alcançá-los; e, mais do que isso, nos sentiremos mais capazes e, por consequência, autoconfiantes. Estou falando de relacionamentos capazes de gerar confiança mútua, item essencial na realização de sonhos (inclusive financeiros).

Ebook recomendado: 10 Atitudes para Transformar sua Vida Financeira

Conclusão

Lembre-se que pessoas preocupadas demais (e com medo em excesso) são pessoas dependentes. Pessoas que aprendem a dominar suas preocupações (e outras emoções) ganham o poder de agir para alcançar seus objetivos e se tornam pessoas independentes, capazes de transformar e criar as próprias oportunidades.

Pessoas que combinam esforços na busca de seus objetivos com outras pessoas (com metas similares) se transformam em pessoas interdependentes, e acabam criando algo muito maior do que o antes imaginado. Muitas delas acabam muito bem de vida (inclusive no sentido financeiro).

Você consegue ver o caminho da riqueza dentro desta reflexão? Perceba como ser rico está diretamente relacionado com a nossa capacidade de decidir, escolher e fazer. Agora é com você: faça acontecer! Um forte abraço!

Foto “self confidence”, Shutterstock.

Conrado Navarro
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários