Se há uma palavra que combina com o atual cenário: cautela. Estamos observando alguns desdobramentos cuja combinação, somada ao que acontece no Brasil, pode resultar em uma situação ainda pior para nossa economia, empresas e cidadãos em geral.

A bolsa chinesa em vias de um “estouro”, a Grécia tentando se segurar com o grave endividamento e os Estados Unidos prestes a subir seus juros são alguns destes acontecimentos que podem atrapalhar ainda mais nossa economia, já bem ruim, e influenciar nosso cenário político, atualmente em frangalhos.

A verdade é que ainda há espaço para as coisas piorarem, afinal de contas somos muito dependentes do cenário internacional e temos que admitir que internamente também as coisas foram muito mal gerenciadas.

Desculpe o tom negativo do início do texto, mas prefiro ser realista e honesto para ajudar você se preparar o pior cenário, do que fingir que nada está acontecendo e depois ser surpreendido.

5 dicas para enfrentar (e atravessar) a crise com dinheiro no bolso

Se você está percebendo que seu poder aquisitivo está caindo ou mesmo já entrou numa situação mais complicada (como o desemprego), quero deixar aqui algumas dicas para ajudar você a manter o controle da situação.

1. Mantenha um diálogo franco com sua família

Todas as pessoas de sua casa precisam estar cientes de que o momento é delicado para, assim, contribuírem de forma ativa para o bom andamento desta “empresa” chamada lar. Se você já pratica o controle financeiro e o cuidado com o orçamento, este é o momento de convidar todos de sua casa para uma “reunião de equipe” em busca dos maiores gastos.

O diálogo precisa ser produtivo, em espírito de equipe, sem discussões ou imposição de ideias. Se possível, distribua entre os membros da família algumas “metas” de redução de despesas, para que todos participem ativamente.

2. Aprenda a priorizar o que é importante

Faça uma listagem resumida de todas as despesas e coloque-as em ordem de importância. Veja o que é realmente essencial (como por exemplo serviços de água, alimentação, energia elétrica e educação escolar) e enumere-os segundo sua prioridade para a manutenção da família.

Se há dívidas no orçamento, faça uma outra listagem somente das dívidas, priorizando-as de igual modo. Juntos, todos devem ponderar sobre onde devem ocorrer os cortes. No caso de dívidas com juros altos, considere utilizar mecanismos de troca de dívidas por outras de menor valor, além de ajustar as contas para quitar as dívidas (clique aqui para ver algumas dicas para isso).

3. Crie novas fontes de renda

A regra básica para encontrar o equilíbrio das finanças é simples: ganhar mais ou gastar menos (melhor se for as duas coisas juntas). Convide todos para serem criativos quanto às possibilidades de gerar mais renda. Se há talentos ou hobbies que até então estavam sendo usados apenas como diversão, considere utilizá-los agora para gerar renda.

Alguém é bom pianista ou violonista? Que tal se apresentar em locais públicos e vender estes serviços ou ainda ministrar aulas de música? É especialista em alguma área do conhecimento que pode ajudar pessoas a resolverem seus problemas? Que tal usar a internet para vender este conhecimento em formato de cursos online?

Fazer e vender alimentos, dar aulas, consertar objetos, comprar produtos no atacado nos grandes centros e revender com margem em cidades menores, e por aí vai, são apenas algumas das muitas possibilidades de geração de renda extra. Faça esse exercício com a participação de toda a família. Isso é educativo e pode até ser divertido! Clique aqui para mais sugestões e dicas sobre renda extra.

4. Desapega!

Outra dica importante é avaliar bens que a família possui e que estão em bom estado de uso: alguns deles podem ser vendidos para gerar renda extra. Essa renda adicional pode, por exemplo, ser utilizada para quitar ou reduzir uma possível dívida.

Possuem carros? Quantos? Que tal uma troca por um modelo mais simples ou com custos de manutenção mais baixos? Muitas vezes a questão por trás de um carro é somente o status. Liberte-se disso de uma vez (aliás, clique aqui para entender o perigo dessa visão sobre carros). Valorize-se pelo o que você é e não pelo o que você tem. O carro é um enorme vilão no orçamento.

5. Seja criativo na hora do lazer

As dicas anteriores podem passar uma impressão de que você trabalhará mais e terá que abrir mão de algumas coisas. Sim, é verdade, mas tenha em mente que isso será temporário e para enfrentar a crise. Ainda assim, é importante que a família separe tempo para o lazer, com momentos de relaxamento e convívio social.

É totalmente possível se divertir com coisas simples e baratas. Prefira, por exemplo, os locais abertos, em contato com a natureza. Que tal um passeio em um parque público ou local similar? Brincadeiras ao ar livre com os filhos, uma caminhada com o cônjuge, um “junta comidas” na casa de amigos (onde cada um leva um tipo de comida e todos comem juntos, conversando e dando boas risadas). É até possível que você se surpreenda com a beleza da simplicidade!

Conclusão

Você e sua família são os únicos responsáveis pelo bom andamento das finanças do lar, portanto não espere as coisas ficarem realmente ruins para tomar melhores decisões e ter mais atitude. Essa responsabilidade precisa ser valorizada e passada adiante.

Você já percebeu que há algo comum entre dinheiro e saúde? Em ambos, a maioria das pessoas só toma alguma atitude mais séria e responsável quanto a “doença” já está em estado grave – o meu livro “Dinheiro é um Santo Remédio” (clique para compra-lo por menos de R$ 15,00) foi desenvolvido exatamente em cima dessa realidade. Seja responsável, tome atitudes e entre em ação para vencer a crise! Até a próxima. Abraços.

Foto “Protect family”, Shutterstock.

Conrado Navarro
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários