Salve estimado leitor! Como todo bom “masoquista social”, aquelas pessoas que adoram ficar olhando para os milionários e sofrendo porque dificilmente chegarão lá, eu costumava assistir ao programa “Ricaços” em algum desses canais de turismo e lifestyle.

Motivos: futilidade pura, inspiração (afinal mostra pessoas que comiam sobras e ficaram ricos) e… masoquismo. Ainda bem que certas fases passam, não é mesmo?

Eis que dentre os muitos casos apresentados, dois me chamaram atenção – coincidentemente, duas mulheres. Uma japonesa e outra do Kuwait, multimilionárias, independentes, tudo o que todos gostariam de ser.

Porém, algo não pareceu correto. A reportagem dava a entender que elas saíram do zero e as elevou ao patamar da genialidade. Olhando mais de perto, como na maioria das histórias, acabamos por descobrir que as coisas não são bem assim:

  • A primeira mulher vem de uma família bilionária tradicional do Japão (com fortuna estimada em mais de 7 bilhões de dólares);
  • A segunda é filha de um magnata muito influente no governo do Kuwait, no qual inclusive ela, em certa ocasião, trabalhou.

Aí vem aquele sentimento de “Assim fica fácil!”, embora seja bem mais difícil do que parece. Não se pode negar que ter dinheiro e influência faz qualquer um chegar ainda mais longe. Já ouviu aquele ditado “dinheiro chama dinheiro”? Pois é, ele costuma ser verdadeiro.

Agora sair do nada de fato e conseguir alguma coisa, que seja uma casa e um carro, isso sim é incrível, ainda mais em se tratando de Brasil. Sustentar quatro filhos e um marido, trabalhando 3 turnos, isso sim é genial (e heroico). E quando essas pessoas conseguem ficar milionárias (essas que não têm nada), aí sim é espetacular (na falta de outra palavra).

Leitura recomendadaAs oportunidades não são iguais para todos, por isso, lute!

Vejo estorinhas assim na mídia todos os dias, autobiografia de empresários almofadinhas bem-sucedidos, mas que já nasceram bem-sucedidos. Começar uma empresa com um “paitrocínio” de alguns milhões e toda a influência de quem já é grande é, convenhamos, um belo empurrão.

Eu comecei minha empresa com pouco mais do que o valor de uma moto 125cc; pouco, é verdade, mas, para uma imensa massa, muito mais do que podem imaginar. Fora isso, nada mais. Influência, prestígio e sobrenome foram coisas com as quais não pude contar. Isso faz de mim alguém melhor? Não!

Aqueles que tiveram o privilégio de contar com oportunidades, digamos, mais robustas, são piores? Também não. Minha proposta é que você desmistifique a coisa do “ficar rico” e principalmente, pare de idealizar.

E o motivo para parar com isso é simples: nada (ou ninguém) é tão bom quanto a internet (ou a televisão) faz parecer. Ninguém é tão bonito, trabalha tanto, é tão inteligente, quanto sua imaginação insiste em pintar. Dessas figuras inalcançáveis que você cria em sua cabeça, nasce junto a frustração e o sentimento de inferioridade.

Para que encontre o caminho para sua evolução pessoal e profissional, é importante que tenha em mente as 5 mudanças de mindset que proponho a seguir:

Humanize (você e os outros)

Entenda que como ser humano você vai falhar tantas vezes quantas forem necessárias para aprender. Que vai se cansar, se frustrar e, muitas vezes, mudar completamente de ideia.

Deixe de lado o ideal de perfeição, ele não existe. Em seguida, replique tudo isso aos outros, seja um amigo ou aquele empresário “mega-blaster-master” cujos livros você já leu todos (ele também é humano, embora não pareça).

Não idolatre, pois ídolos são para os fracos

Idolatria é um cancro social para mentes que precisam de muletas para aturar a rotina. A idolatria também causa histeria coletiva. Não confunda admiração com idolatria, uma é saudável e a outra não. A primeira inspira, a segunda deprime.

E-book recomendadoTer uma Vida Rica Só Depende de Você

Defina metas possíveis para objetivos tangíveis

Uma grande conquista nada mais é do que a soma de pequenos feitos. Uma grande casa nada mais é do que a soma dos pequeninos tijolos que a compõem. Ao definir metas e objetivos possíveis, você evitará a frustração e o desânimo causado pelas falhas constantes, frutos de um planejamento acima de suas possibilidades.

E, a cada objetivo atingido, você ficará mais perto do grande prêmio. Lembre-se: para dar o segundo passo, antes é necessário dar o primeiro.

Comprometa-se e recompense as pessoas que de alguma forma fizeram parte de sua jornada

Tenha certeza disso: sozinho ninguém realiza nada. Grandes conquistas nascem da soma de muitas competências, e saber reconhecê-las (bem como as fraquezas) em si e nos outros é o que separa os homens dos meninos.

Pessoas respondem positivamente quanto ao comprometimento quando acreditam que podem contar com você e, em cima disso, jamais poupe um elogio ou mesmo uma recompensa material por um trabalho bem feito.

Não amigo, tirar 10 na prova definitivamente não é “mais que obrigação”; é uma mostra clara de dedicação e compromisso. Use os acertos para o reforço positivo e os erros como oportunidade de aprendizado.

Construa um legado e não herança

Seja para seus sucessores naturais ou em seu negócio, um grande patrimônio material não serve de nada se não houver uma cultura de ensinamentos e evolução poderosa que o acompanhe.

Filhos ricos financeiramente, mas pobres de alma, nada de bom farão pelo mundo que os cerca. Heranças bilionárias foram destruídas em segundos, mas legados são imortais.

E os bons legados geram riqueza, financeira e emocional, alimentando e se alimentando das gerações que mantém sua chama acessa. Legados estimulam a conquista pelo mérito, heranças tiram o sabor da conquista.

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Conclusão

Para não ser mais um masoquista social, que tal parar de pensar nos iates dos “Ricaços”, desligar a TV e começar a construir seu legado? Comece dando bons exemplos para aqueles que o cercam, que naturalmente os resultados virão.

Jamais se esqueça: pouco importa o tamanho do patrimônio, o efeito multiplicador da riqueza espiritual e emocional fará com que esta e as próximas gerações sejam cada vez mais prósperas. Um abraço é até a próxima!

Renato De Vuono
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