Quando você inicia sua empresa ou está pensando em começar seu próprio negócio, geralmente o que vem à cabeça são metas otimistas e muita vontade de trabalhar. Isso é ótimo, mas também é importante lembrar que suas ideias precisam ser validadas.

Ao começar um projeto, é muito comum agir somente por paixão e impulso. Defendo que estar comprometido é essencial, básico, mas é preciso olhar para sua ideia (seus produtos, serviços e a estratégia) de um ponto de vista mais amplo e prático. Certo, mas como fazer isso?

O processo de validação passa, inicialmente, por simples reflexões:

  • Onde inserir minha empresa e minha solução?
  • Será que meu produto tem chances de dar certo? Por que? Quais são seus diferenciais?
  • Por outro lado, quais são os potenciais pontos fracos da minha estratégia?
  • Como é que eu posso validar e testar minha ideia de negócio e meus produtos/serviços?

5 passos para validar uma ideia de negócios

Muitas vezes, o empreendedor não consegue responder às questões propostas ou simplesmente fica “martelando” na cabeça apenas os planos otimistas. Para validar ou provar que a ideia de negócio tem valor, você vai precisar considerar alguns pontos:

1. Faça uma avaliação fria e objetiva de sua ideia

Após ter aquela “ideia genial”, o empreendedor precisa fazer uma pesquisa profunda e minuciosa para descobrir se alguém já pensou sobre isso antes e de que forma. Mesmo que o serviço ou produto já exista, não desista de imediato. Sempre é possível melhorar algo ou agregar valor de alguma forma e criar um diferencial.

Pesquise também se o mercado está satisfeito com o produto ou serviço já existente e com as empresas que concorrem na sua região. Isso fará toda diferença e você vai poder decidir qual caminho seguir para oferecer diferenciação e mais valor agregado (podendo cobrar mais, inclusive).

2. Busque feedback sincero

Converse com pessoas confiáveis e que tenham conhecimento sobre o assunto que envolve a sua ideia. Você realmente precisa de um feedback honesto nessa fase. Se as pessoas gostaram da sua ideia e fizeram apenas pequenas observações, siga para a próxima etapa.

Se você receber muitas críticas construtivas, faça questão de registrá-las e volte para o primeiro passo. Quanto melhor você definir como sua ideia se diferenciará das demais e por quê o seu produto será mais interessante, melhor. Mas atenção na escolha das pessoas para este feedback: você precisa de ajuda, não de bajulação ou inveja.

Eu gosto de conversar com empresários bem-sucedidos, mentores, profissionais de comunicação/marketing e potenciais clientes; por outro lado, evito familiares, amigos e pessoas envolvidas de alguma forma comigo em atividades remuneradas.

Workshop online gratuito: Encontro com grandes profissionais das Finanças Pessoais e do Empreendedorismo

3. Construa um Mínimo Produto Viável

Se a sua ideia é boa e foi aprovada por pessoas confiáveis e com comprovada expertise, chegou a hora de você construir um MPV – Mínimo Produto Viável. Desenvolva um protótipo que seja o mais próximo possível do serviço ou produto que você deseja vender e faça vários testes em situações reais de consumo.

Nesta fase, você quer entender como o cliente lida com a sua proposta, quais são suas dificuldades, se há aderência e o que pode ser realmente aproveitado (ou melhorado). Caso o seu MPV passe nos primeiros testes de uso, cause boa impressão e tenha aceitação, siga em frente.

Neste ponto, o foco é testar o mercado com algo simples e barato. Se quer vender roupas que você ainda não encontrou no comércio local, antes de abrir uma loja (alugar ponto, mobiliá-lo e criar o estoque inicial), experimente mostrar algumas peças para clientes potenciais indo até eles em suas casas.

4. Construa sua identidade

Após testar seu MPV com sucesso, é preciso agir rápido. Se a ideia é baseada em alguma nova tecnologia, o primeiro passo é tomar as medidas legais para se proteger, como registro de marcas e patentes para evitar cópia ou plágio e os devidos cuidados com a privacidade (dados do usuário) e termos de uso.

Em seguida, o empreendedor precisa começar a construir a sua marca a partir de um nome atrativo, de alto impacto e que favoreça o poder de comunicação e as ações de marketing. Sim, nome e marca são aspectos fundamentais, portanto, dedique-se de forma profissional para criá-los.

Para garantir o endereço digital, registre o domínio do site do seu produto ou serviço e faça a mesma coisa nas redes sociais.

5. Crie um plano para aquisição e conquista de clientes

Nessa etapa, é preciso elaborar um plano de básico de aquisição de clientes, algo fundamental para que você tenha ideia de quanto será necessário investir na divulgação do negócio, nas primeiras campanhas de marketing e no atendimento aos primeiros usuários.

Não adianta ter um excelente plano de negócios, cheio de ótimas “sacadas” e conteúdo, mas que não é capaz de se transformar em clientes. O empreendedor precisa ter uma estratégia e um plano de marketing para obter sucesso no negócio, afinal de contas o que destaca uma empresa são clientes e o poder de escalabilidade da ideia (vender sempre mais e melhor).

 Leitura recomendada4 livros essenciais para quem quer empreender com sucesso

Conclusão

O cliente precisa perceber sua marca, seu produto ou serviço para então querer comprá-lo. Quando você estiver pronto para iniciar sua empresa ou quiser testar o mercado, tente primeiro validar sua ideia. Agindo assim, você entenderá mais rapidamente seus clientes e evitará o desperdício de tempo e muito dinheiro.

Conrado Navarro
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários