Depois de escrever vários textos sobre assuntos técnicos e comportamentais associados às finanças, hoje farei algo bem diferente, como o título já disse.

Tenho apenas um filho (por enquanto), que acaba de completar seus quatro anos de idade. Ele já frequenta a escola há dois anos. Nem preciso falar que a cada “janeiro” eu me assusto com a crescente lista de materiais escolares.

E já que não temos como escapar disso, eu resolvi compartilhar algumas ideias (minhas e de pais amigos) para você, que também pode estar se assustando com este assunto.

Dica 1: Seja fiel aos itens da lista, mas procure os “genéricos”

Ao partir para as compras, tenha algo em mente: o mercado infantil movimenta mais de R$ 50 bilhões em nosso país, como mencionei neste outro texto que escrevi.

Isso significa que talvez o seu filho goste e queira que você compre produtos de uma “marca” específica, porque ele viu aquilo na TV, internet ou mesmo com outro amigo de escola.

Aproveite para explicar ao pequeno, que a questão envolvida na decisão de compra não é apenas de “quero ou não quero”. Há o lado financeiro, que é bastante relevante.

Então, compre aquele produto que atende às necessidades das tarefas pedagógicas que serão desenvolvidas, mas sem “rasgar dinheiro” com marcas e outras coisas do tipo.

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Dica 2: Ative o modo “detetive” e pesquise preços

Pesquisar sempre é uma ótima tarefa a ser feita na hora de comprar qualquer coisa. Utilize a internet ou telefone para otimizar o seu tempo. Selecione algumas lojas que chamaram sua atenção, e só então vá às compras.

Se possível, leve dinheiro em espécie, e negocie descontos adicionais na hora do pagamento. Prefira as lojas que aceitam descontos para pagamentos à vista em dinheiro.

Dica 3: Faça compras coletivas

Aproveitando o mesmo princípio dos descontos em dinheiro à vista, que geram liquidez e dispensam os lojistas das taxas das “maquininhas”, as compras em grupo elevam o poder de barganha dos compradores.

Procure concentrar ao menos as compras de cinco pessoas. Quanto mais, melhor. Então, após realizar as pesquisas de preços e ir às lojas escolhidas, explique que você está encarregado de comprar o material de um grupo de pessoas, e que só o fará se tiver um desconto expressivo no pagamento (que também será à vista e em dinheiro).

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Dica 4: Troque livros ou procure por usados em bom estado

Muitos pais fazem trocas de livros que seus filhos já usaram com outros pais e familiares. Essa é uma iniciativa bacana e que pode tornar a lista de materiais bem mais barata.

Alternativas similares é a compra e venda de livros usados, algo que pode ser fomentado entre pais e amigos e até serem encontrados em alguns sebos.

Como as dicas 3 e 4 dependem de um bom relacionamento entre os pais, aproveito para comentar que é interessante os pais se organizem e criem grupos nas redes sociais ou serviços de mensagens, para facilitar essa comunicação.

Dica 5: Procure antecipar suas compras

Essa fica para o próximo ano, mas é bom saber. Para aqueles que por algum motivo não se dão bem com essas tarefas em grupo, ou desejam aliviar os gastos de “janeiro”, há uma alternativa, que é se antecipar.

Alguns itens da lista de materiais se repetem ano a ano. Então não espere a virada do ano, que além de termos custos extras com a escola dos filhos, ainda há várias outras taxas e impostos a serem pagos.

Compre antes do fim do ano, ao poucos, para aliviar o seu fluxo financeiro. Procure já obter na própria escola alguma informação antecipada quanto aos materiais que serão utilizados no próximo ano. Também é provável que os preços estejam melhores que em janeiro.

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Dica 6: Reaproveite o material do ano passado

Às vezes alguns itens da lista já estão na sua casa. É que há a possibilidade dos filhos terem feito pouco uso de alguns itens da lista do ano passado, que podem ser agora reaproveitados.

Faça essa investigação antes de partir para as compras. Talvez você tenha algumas surpresas agradáveis.

Dica 7: Leve as crianças para as compras 

Pois é, para pra que serve isso? Alguns pais preferem que as crianças passem longe das lojas para evitarem o “chororô” que algumas fazem para tentar conseguir o que querem.

Pois o objetivo desta dica é justamente o contrário. Apesar do desafio de manter a molecada controlada, essas são ótimas oportunidades para ensinar a diferença entre preço e valores.

Mesmo antes de sair de casa, já explique o irá acontecer, como vocês irão proceder lá na loja, fale sobre a questão das marcas e da qualidade dos produtos, que nem sempre estão associados, e principalmente fale sobre a fonte do dinheiro, que é o trabalho, e sobre os limites que possuem para gastar e manter o orçamento familiar em dia.

A depender da idade das crianças, isso será feito de forma mais lúdica, mas é importante deste cedo falar sobre a importante relação do dinheiro com as nossas rotinas diárias, necessidades e prazeres.

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Palavras finais

Espero que tenha gostado desse texto e das dicas. São coisas simples, mas que podem escapar de nossa mente na correria diária.

E falando em filhos, aproveite bastante o fim de semana com sua família! Trabalhar é ótimo, receber seu pagamento por isso é fundamental, mas de nada irá adiantar se você não desfrutar do conforto que o dinheiro pode comprar, junto com as pessoas que você ama! Um grande abraço e até o próximo!

Giovanni Coutinho
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