Por Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial.

Caro leitor, poucas vezes um conceito consistente como a meritocracia (ou seja, vacinado de modinhas de ocasião) foi tão propalado e reconhecido em sua aplicabilidade e capacidade geradora de benefícios. Talvez o motivo esteja na simplicidade do seu significado ou mesmo no seu aspecto óbvio em termos de resultados.

Afinal de contas, não somos mesmo todos iguais (que bom!). Desde que o mundo é mundo, existem pessoas e “pessoas”, profissionais e “profissionais”. Você certamente conhece muita gente que se enquadra perfeitamente nas aspas usadas neste parágrafo, não é mesmo?

Convenhamos, poucas coisas são menos estimulantes do que um ambiente de trabalho em que acomodados, “rodas presas” e preguiçosos são tão considerados e premiados quanto aqueles que, independentemente das suas questões pessoais ou limitações individuais (todos as temos), operam com obstinação, empenho absoluto e elevado senso de responsabilidade.

Nesse contexto, onde os “prêmios” sempre se caracterizam como algo restrito, nada mais natural que se estabeleçam regras comuns e justas para o seu acesso, criando com isso uma espiral positiva em benefício da competitividade e da saúde dos negócios – e, o que é fundamental, forjando a formação de gente especialmente capacitada.

De toda forma, é óbvio que o modelo da meritocracia não é perfeito ou à prova de equívocos, mas talvez seja o mais justo e realista dentre todos os outros.

7 Bons motivos para apostar na meritocracia

Caso você ainda não tenha se convencido das vantagens que a meritocracia traz, destaco abaixo um conjunto de motivos que certamente farão você pensar com carinho na ideia. Vamos lá:

1. Na meritocracia, o processo é “darwiniano”

Sim, os mais resistentes e capazes se destacam com recompensas claras e inquestionáveis, blindados desta forma de serem tratados sem a devida distinção. Você acha isso agressivo demais? Recomendo observar a vida tal qual ela é.

2. Na meritocracia, responsabilidades e resultados são facilmente associados

O sistema meritocrático possibilita a efetiva implantação de projetos e planos operacionais/estratégicos, por meio da sincronia entre programas de recompensa e o atingimento de metas e/ou índices de desempenho.

3. Na meritocracia, os resultados podem ser medidos de forma detalhada

Trata-se de um modelo com grande abrangência de medição de resultados, podendo ser tanto quantitativos como qualitativos, de forma a concatenar objetivos específicos como a elevação do faturamento, com rentabilidade gerada.

4. Na meritocracia, você protege o seu negócio (e também os seus ouvidos) da verborragia causada pelos modismos baratos de gestão

Em um ambiente onde a medição de resultados ocorre com tanto rigor, não há tempo para se perder tempo ou mesmo para experimentos frívolos. As pessoas correm atrás das suas metas com vontade e muito trabalho. Ponto final.

5. Na meritocracia, as posições na empresa são mais claras e o plano de carreira mais sólido

É um sistema que proporciona o senso de pertencimento na sua escala mais nobre – o colaborador passa, aos poucos, a encarar a empresa como sua. Afinal de contas, não há dúvidas sobre o peso de sua contribuição e, como consequência, não existem questionamentos sobre o seu merecimento.

6. Na meritocracia, o topo está reservado para os profissionais mais dedicados e realmente competentes

O sistema atrairá e reterá talentos, afugentando acomodados e enroladores de plantão.

7. Na meritocracia, trabalho é sinônimo de avaliação e resultado

A meritocracia não é ambiente para retóricas e atos performáticos. Nela, todos buscam resultados concretos, mensuráveis e comprovados.

Olhando os motivos apresentados, a meritocracia pode parecer dura demais, ou até mesmo um sistema desumano. Leia de novo e verá que é justamente o contrário: há espaço para quem deseja trabalhar bem, com afinco e de forma inteligente. E com os resultados, virão as recompensas. Até o próximo.

Foto “Climb to success”, Shutterstock.

Plataforma Brasil
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