Você sabia que problemas de saúde também podem ter origem na sua situação financeira? Quem tem a vida financeira organizada, não gasta mais do que ganha e não tem dívidas, está indiretamente cuidando da saúde.

Vários estudos encontraram evidências de que a preocupação gerada por dificuldades de pagar contas e o acúmulo de dívidas pode prejudicar o bem estar dos indivíduos e até se propagar para os relacionamentos familiares, pessoais e impactar a produtividade profissional.

Portanto, organizar o orçamento e ter um plano de investimentos é também uma questão de saúde.

Segundo um estudo realizado por pesquisadores das Universidades do Arizona (University of Arizona) e Virginia (Virginia Tech University) sobre os efeitos negativos do descontrole financeiro sobre a saúde das pessoas, 82,5% dos entrevistados relataram ter sofrido algum problema de saúde ocasionado pela sua situação financeira.

A maioria dos entrevistados (62%) tem 45 anos ou menos. Entre as principais doenças causadas pelo descontrole financeiro citadas nos estudos, destaco as oito mais recorrentes:

  1. Estresse profundo: 46,3%;
  2. Preocupação, nervosismo, tensão e ansiedade: 11,9%;
  3. Depressão: 10%;
  4. Distúrbios do sono e insônia: 9,2%;
  5. Dores de cabeça e enxaqueca: 7,3%;
  6. Pressão alta e hipertensão: 7,2%;
  7. Distúrbios alimentares acompanhados de ganho ou perda de peso: 3,5%;
  8. Distúrbios digestivos e dores de estômago ou abdominais: 2,9%.

Apesar desses dados, sozinhos, serem alarmantes, a saúde das pessoas não é afetada apenas por doenças relacionadas ao estresse financeiro. O descontrole na vida financeira também pode impossibilitar o custeio de um tratamento médico que se faça necessário em algum momento ou deixar de pagar o plano de saúde.

Assim sendo, para se manter saudável não basta apenas dar importância à alimentação, fazer atividades físicas e ter boas horas de sono. É preciso cuidar das finanças!

Para ter controle sobre o dinheiro que é gasto, você pode utilizar planilhas, blocos de anotações e até aplicativos para celulares e tablets. Escolha a ferramenta que seja mais conveniente para você na tarefa de manter o orçamento em dia e mãos à obra.

No início, o planejamento dos gastos e o controle dão mais trabalho e exigem um esforço maior. Leva de seis meses a dois anos para colocar as contas em ordem e reduzir as dívidas.

Você vai precisar de uma hora por dia para chegar a um controle rigoroso, anotando cada gasto. Por isso, quanto antes encarar a “fera”, melhor. Quanto mais tempo você adiar para mudar esta situação, maior será a bola de neve.

Porém, depois a decisão se torna um hábito e o controle fica muito mais automático. Nesta fase, você não vai precisar mais do que uma hora por semana para acompanhar o fluxo de dinheiro: o que entra e o que sai.

Segundo pesquisa realizada pelo SPC-SP (Serviço de Proteção ao Crédito de São Paulo), mais de 80% da população declara ter pouco ou nenhum controle sobre seus gastos pessoais.

O resultado, apesar de preocupante, não surpreende. O fato de o Brasil investir muito pouco em educação financeira explica esse comportamento. Contudo, esse descuido com o dinheiro pode trazer consequências graves, conforme vimos neste texto.

Pessoas com a vida financeira equilibrada, que possuem reserva para as emergências e dinheiro investido, conseguem se programar para tirar férias e realizar objetivos no futuro e, consequentemente, têm melhor qualidade de vida e menos problemas de saúde.

Não está na hora de arregaçar as mangas e organizar as contas? Vale a pena dedicar algum tempo nesta tarefa. Pense sempre que cuidando das suas finanças você está cuidando da sua saúde também!

Para começar, indico a leitura do eBook gratuito “Planejamento Financeiro” (clique para download) que fizemos em um curso em parceria com o Conrado Navarro e Ricardo Pereira. Este eBook ajudará você a organizar suas finanças, poupar e investir. Aproveite e até a próxima!

Foto “Stethoscope and piggy bank”, Shutterstock.

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