A China sob a ótica das oportunidadesPor Katherine Guimarães, sócia diretora da BR Insight Soluções Internacionais e articulista colaboradora da Plataforma Brasil Editorial.

Olá comparativo leitor, tudo bem? Cá estamos, novamente, seguindo nossa missão de vida, a missão de sermos curiosos e nos questionar sobre tudo. Já é natural, acontece o tempo todo. Aproveite que você parou para ler este texto, dê uma olhada ao redor e repare em cada objeto sobre a sua mesa, sala, quarto, ou onde estiver.

Sem te conhecer, posso lhe dizer com certeza que 8 entre 10 objetos carregam um DNA “Made in China”. Se for realmente procurar, terá uma surpresa e perceberá que a invasão chinesa superou as bugigangas e invadiu até o mais tecnológico eletrônico – e caminha para se tornar onipresente em qualquer situação do nosso dia a dia.

O “Made in China” é pra valer!
Nossos amigos dos olhos puxados estão hoje em todos os ramos da indústria, fabricando dos mais triviais produtos, como garrafas térmicas, artigos de decoração, palhetas para tocar violão, até aqueles sem os quais a vida moderna seria mais difícil (carros, material de construção, fornos micro-ondas e chuveiros elétricos). Tudo o que uma família de qualquer lugar do mundo consome ou almeja tem grande chance de ter sido montado pelas habilidosas mãos chinesas.

Acredite ou não, a China vende hoje ao Brasil 6,2 mil dos 7,2 mil tipos de produtos, serviços e matérias-primas consumidos pelos brasileiros. De 2009 a 2011, essa diversidade cresceu 8%, aproximando-se do patamar alcançado pelos Estados Unidos, nosso principal fornecedor internacional e de quem compramos 6,8 mil variedades.

Aliando o natural tino dos chineses para negócios à inesgotável busca do mundo por preços mais baixos, a nação oriental ainda encontra mercados inexplorados – e não hesita em prontamente marcar seu território assim que tem a oportunidade. As últimas novidades chinesas a serem encontradas no Brasil são bíblias, livros didáticos, portas para casa, tablets, placas para captação de energia solar, dezenas de tipos de peixes, roupas estampadas com lâmpadas de LED e diversos produtos químicos utilizados por fábricas na produção.

O pandeiro brasileiro é chinês
Mas se você, leitor, já esta ai na sua cadeira, inquieto e se perguntando como aproveitar também essa tendência, eu novamente lhe surpreendo: não só de produtos internacionais se faz nossa pauta de importações chinesas. Os chineses já fabricam nossos brasileiríssimos pandeiros, cavaquinhos e bombas de aço inox para se fazer chimarrão.

Então nos perguntamos: e nossa cultura? E nossa produção nacional? E nosso artesanato local? Será que a tendência é mesmo colocar a indústria do mundo na China? Não tenho respostas, mas tenho uma certeza: o consumidor está preocupado com o preço e a qualidade, não com a origem.

Este quadro pode ser preocupante, mas também pode lhe dar um alento de esperanças. Olhar o comércio internacional pode ser um diferencial competitivo para o seu negócio. Com o comércio internacional cada vez mais acessível, a importação e/ou terceirização de parte da produção pode ser uma realidade para sua empresa também.

Friso apenas que é necessário que escolha seus parceiros na China com cuidado. Visite-os, estabeleça vínculos e de fato tenha alguma empresa lá para acompanhar seus negócios. Garanto-lhe, você pode encontrar produtos de qualidade e que ainda chegarão, dotados de preços competitivos, aumentando seus lucros e diminuindo custos.

Bons negócios! Obrigada e até a próxima.

Foto de sxc.hu.

Plataforma Brasil
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